PenTest de aplicações web

PenTest de aplicações web

A nomenclatura PenTest se origina da aglutinação do termo “testes de penetração” e consiste na realização de testes de avaliação de segurança utilizado para detectar vulnerabilidades existentes em diferentes tipos de sistema e contextos, sendo um dos principais o PenTest de aplicações web

Também conhecidos como testes de intrusão, para sua realização a metodologia utilizada é a de simular ataques de hackers, de modo que é possível identificar a eficácia dos mecanismos de defesa do sistema avaliado. Assim é possível mitigar ou minimizar os impactos que uma invasão ou qualquer outro tipo de falha de segurança pudessem gerar para a operação do sistema em questão.

Existem diferentes métodos utilizados para realizar o PenTest, desde manualmente até apoiado por ferramentas automatizadas, como o Skipfish mantida pelo Google no caso das aplicações web. 

Independente da maneira empregada, é sempre importante lembrar que quanto antes a vulnerabilidade for detectada, mais cedo é possível efetuar as correções necessárias para tornar o sistema seguro e próprio para distribuição no mercado.

Neste artigo você vai conhecer um pouco mais sobre uma das finalidades mais comuns do uso do PenTest, que é para a detecção de vulnerabilidades em aplicações web, e vai entender como você pode se capacitar ainda mais para executar este tipo de teste.

Porque realizar PenTest de aplicações web

O cenário das aplicações para web engloba diferentes variáveis que se alternam também nas informações que coletam dos seus usuários. No entanto, independente do tipo de aplicação web, sempre algum dado estará sendo coletado — e antes da LGPD, muitas vezes sem sequer o conhecimento do usuário sobre aquilo.

Um caso que repercutiu intensamente no Brasil neste sentido foi o aplicativo FaceApp, que tinha uma política de privacidade e os termos de uso vagos e que davam margem a erros de interpretação — tanto por parte do usuário quando da empresa por trás da solução. 

A polêmica girou em torno de que, em função da falta de clareza nos termos, os usuários estariam concordando com o fornecimento de seus dados a terceiros, como anunciantes, por exemplo, sem saber.

Por mais que não se trate de uma aplicação web e nem efetivamente de uma ameaça ou roubo de dados, que é o tema principal do artigo de hoje, o exemplo nos mostra que muitas vezes os dados estão ali e estão sendo coletados sem que nós sequer saibamos disso. As empresas, no entanto, precisam garantir que esses dados e até mesmo a própria estrutura da aplicação web estejam seguros.

Existem alguns tipos principais de vulnerabilidades que podem estar presentes em aplicações web, e as quais devem ser identificadas através do PenTest. Hoje vamos falar sobre três delas, que são: SQL Injection, Cross Site Scripting (XSS) e Cross Site Request Forgery (CSRF).

SQL Injection

Neste primeiro caso, a ameaça se dá por meio do envio de comandos danosos à base de dados de uma aplicação web por meio de formulários ou URLs maliciosos. Neste caso, a principal ação dos hackers costuma ser a de roubar logins e senhas cadastrados no banco da aplicação, ou então deletar todas essas informações gerando uma apagão no sistema. 

Identificar através de um PenTest de aplicações web se os mecanismos de defesa da solução estão ativos contra esta vulnerabilidade é fundamental para garantir a saúde da empresa.

Cross Site Scripting (XSS)

Neste caso a vulnerabilidade explorada pelos invasores é a de validação dos parâmetros de entrada do usuário no sistema. Por meio deste tipo de ataque é possível ativar scripts que permitem a modificação do código ou das configurações de acesso a um site, por exemplo. Este pode ser um prejuízo significativo caso a vulnerabilidade não seja testada.

Cross Site Request Forgery (CSRF)

Considerada como uma das falhas mais comuns nos sistemas de aplicações web, o CSRF ocorre a partir da criação de páginas ou comunicações falsas em nome de empresas nas quais o usuário confia. Assim, se você confia em uma marca e recebe um e-mail dela pedindo atualização nos seus dados cadastrais, naturalmente você o faz. 

Muitas vezes isso pode estar sendo aplicado em forma de golpe, visando a obtenção do acesso dos hackers aos e-mails, logins e senhas dos usuários naquela aplicação. Este é o motivo pelo qual o PenTest de aplicações web é tão fundamental.

Capacitação e certificações em PenTest

Comum a praticamente todas as vagas no mercado de TI, a qualificação técnica para a execução, análise e tomada de decisão em cima de PenTest de aplicações web ainda é muito baixa na maior parte dos casos.

Isso porque, dentre tantas metodologias disponíveis para a realização de testes de cibersegurança e identificação de vulnerabilidades, o PenTest é um dos menos explorados em programas de capacitação ou até mesmo cursos. No entanto, essa realidade vem se modificando conforme começa a aumentar a demanda dos profissionais por essa qualificação.

Assim, novos cursos surgiram e hoje existem diversos caminhos que podem ser tomados por profissionais de TI que desejem seguir carreira em cibersegurança. Um deles é a certificação PenTest+ CompTIA da Escola Superior de Redes, desenvolvida especialmente para profissionais encarregados por testes de penetração e gestão de vulnerabilidades.

Neste caso, além de cobrir áreas do conhecimento relacionadas às diferentes metodologias e conceitos do PenTest de aplicações web, a certificação da ESR também conta com conteúdos voltados à obtenção da famosa certificação CompTIA Security+, se tornando uma capacitação completa para profissionais da área de cibersegurança.

E aí, ficou interessado em conhecer mais a fundo e se tornar um especialista em PenTest de aplicações web? Então confira nossos cursos PenTest em parceria com a CompTIA e inscreva-se!

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