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Escola Superior de Redes

O que é o protocolo IPV6?

Escola Superior de Redes

06/08/2021

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O crescimento da demanda por conectividade fez com que o IPv4, principal protocolo de internet (IP) utilizado no Brasil, entrasse em estado de esgotamento de sua capacidade.

Incorporado à realidade da TI brasileira desde 1980, o IPv4 suporta até 4,3 bilhões de endereços na web, enquanto que a versão mais nova do protocolo, a IPv6, tem capacidade para até 340 duodecilhões desses mesmos ambientes online.

Em um artigo anterior no nosso blog, nós abordamos as particularidades do IPv4 e os motivos pelos quais o protocolo esgotou.

Nesse contexto, é a vez de entendermos do que se trata o IPv6, atualmente a mais capacitada para suportar as demandas da rede nacional.

A necessidade de um novo Protocolo 

O endereço de IP nada mais é do que uma sequência numérica que identifica um dispositivo que está acessando a internet. É, literalmente, um endereço que permite identificar de onde a conexão está vindo.

Com o volume intenso de pessoas conectadas diariamente e cada vez mais dispositivos integrados, por conta da Internet das Coisas, há uma tendência à sobrecarga desse sistema gigantesco que mantém pessoas do mundo inteiro acessíveis a um clique.

As sequências numéricas disponíveis para o IPv4 estão acabando e daí vem a necessidade de adaptação a um novo sistema que possa comportar esses novos dispositivos. No Brasil, os endereços IPv4 acabaram em 19 de agosto de 2020, conforme informado pelo NIC.br, que administra a Internet brasileira.

É por isso que o IPv6, um novo protocolo de comunicação, foi criado.

Como funciona o IPV6?

O IPv6 é uma evolução do IPv4, com uma capacidade muito maior. A constituição do IPv4 é de 32 bits e do IPv6, 128 bits. 

A especificação do IPv6 foi criada pelo RFC2460, em dezembro de 1998, e  sua padronização aconteceu por meio do RFC8200, de julho de 2017.

O IPv6 foi criado porque a internet, a princípio, não foi programada para atingir proporções tão grandes, e nos dias de hoje acaba sendo inevitável substituir o sistema para um novo protocolo.

O que os especialistas chamam de esgotamento do IPv4 é a prova da dimensão que a internet tomou em poucas décadas de existência. 4 bilhões de combinações disponíveis, que pareciam um número alto, já não são mais suficientes.

O processo de transição, é claro, não pode ocorrer da noite para o dia. 

É preciso encontrar meios onde IPv4 e IPv6 possam coexistir, fazendo melhorias entre os dois e não alterando completamente a estrutura que conhecemos hoje.

Basicamente, a proposta do IPv6 é aumentar o número de combinações possíveis para os endereços de IP, proporcionando vantagens como:

– roteamento de conexão ainda mais eficiente;

– melhor processamento dos pacotes de internet;

– fluxo de dados direto;

– configuração de rede simplificada;

– suporte preparado para novos serviços;

– melhoria da segurança.

O que muda?

Afinal, na prática, o que a mudança da versão do protocolo traz para os usuários e para a internet como um todo?

Velocidade

No quesito velocidade, um estudo feito pela empresa de segurança de sites Sucuri aponta que praticamente não há uma diferença significativa de velocidade entre o acesso através dos protocolos IPv4 e IPv6. Em alguns casos, o protocolo anterior foi até mais rápido que a nova versão.

Segurança

Quando o assunto é segurança, o IPv6 acaba saindo na frente, uma vez que foi projetado para usar criptografia de ponta a ponta. Assim, em teoria, com a adoção cada vez maior da nova versão do protocolo, ataques do tipo MitM (acrônimo de man-in-the-middle ou homem-no-meio), que é quando o acesso do usuário acaba sendo interceptado e desviado no meio do caminho, serão consideravelmente mais difíceis de ocorrer.

Ataque MitM/wi-fi público

Outra vantagem em relação à segurança é que o IPv6 conta com o IPsec (acrônimo de IP Security Protocol ou Protocolo de Segurança IP) de forma nativa. Isso garante, entre outras coisas, que seja possível checar se o usuário é quem diz ser. 

A integridade dos dados também é passível de checagem, permitindo que se tenha a certeza de que o conteúdo recebido é exatamente idêntico ao enviado.

Vale destacar que, com as atualizações que o IPv4 foi recebendo ao longo do tempo, também passou a contar com o IPsec, mas isso depende que uma implementação seja feita na rede pelos administradores e, como o IPv6 já está no mercado, muitas empresas acabam não investindo na atualização.

Disponibilidade quase ilimitada

Sendo possível criar aproximadamente 340 undecilhões de endereços IPv6, é praticamente impossível, em um futuro bem distante, acabar com tantas possibilidades. Com isso, também deixa de ser necessário utilizar NAT em redes internas, uma vez que não há mais a necessidade de se preocupar com a limitação de endereços.

Isso permite que, conforme os equipamentos forem sendo atualizados, todos os dispositivos, inclusive os de Internet das Coisas, tenham IPs reais, além de poderem pertencer, de forma simultânea, a muitas redes utilizando um endereço único em cada uma delas.

Quer saber mais sobre o funcionamento e implementação dessa tecnologia? Conheça o curso sobre IPV6 básico da ESR.

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