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Escola Superior de Redes

Blog da ESR

  • História da internet no Brasil
    Temas Diversos

    8 principais fatos sobre a evolução da internet no Brasil

    As pessoas nascidas a partir de 2010 fazem parte da chamada geração Alpha e compartilham entre si uma característica interessante: nasceram em meio às aceleradas transformações digitais, já imersas em um mundo globalizado, tecnológico e conectado. Muitas delas, inclusive, sequer vislumbram uma realidade sem internet. Entretanto, esse contexto é historicamente recente. No Brasil, por exemplo, a primeira rede de internet do país completa jovens 32 anos em 2024. E em meio a esse período, a rede experimentou diversas adaptações que contribuíram para a forma otimizada da tecnologia atual. Neste artigo, vamos destacar os oito momentos marcantes por trás da história e da evolução da internet no país, para que você entenda como chegamos ao modelo mais recente. Boa leitura! Você também pode gostar – As 5 linguagens de programação mais utilizadas no mercado em 2023-2024  8 momentos marcantes na história da internet do Brasil A internet é a maior rede mundial de computadores existente na atualidade, responsável por proporcionar uma série de atividades comuns no dia a dia de qualquer usuário – desde a troca de mensagens até o acesso facilitado a informações, solicitação de aplicativo de mobilidade urbana, operações financeiras, trabalhos remotos etc.  Embora seja amplamente utilizada atualmente, de acordo com dados da última pesquisa TIC Domicílios 2023, que identificou que 84% da população brasileira com dez anos ou mais se conectou à internet no último ano, nem sempre foi assim.  No país, ela começa a dar os seus primeiros passos na década de 1970, com base em alguns experimentos da Empresa Brasileira de Telecomunicações (Embratel), estatal que fez parte da Telebras, os quais eram ligados à transmissão digital de dados e à criação de uma rede interna (Ciranda) e de uma rede pública (Cirandão), mas somente a partir da década de 1980 é que passou a tomar a forma vista hoje. De maneira semelhante ao resto do mundo, a sua gênese foi ligada ao ramo da educação, com uma “internet” de acesso restrito a professores, estudantes, funcionários de universidades, instituições de pesquisa e outros órgãos governamentais e privados que objetivavam exercer colaboração acadêmica.  Além desse, outros fatos foram importantes para a evolução do cenário. Confira a linha do tempo abaixo e descubra como a história da internet se estabeleceu no Brasil.  1) A importância das redes acadêmicas Em 1987, ainda sob o governo Sarney e o monopólio da telecomunicação pela Embratel, pesquisadores acadêmicos trouxeram para o país as suas experiências estrangeiras com novas formas de comunicação, sobretudo as de correio eletrônico e de fóruns de discussão em redes de computadores.  Diante desse burburinho de informações e do desejo de inserir o Brasil nessa dinâmica, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), em São Paulo, e o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), no Rio de Janeiro, passaram a refletir sobre possíveis caminhos para tornar a conexão com o exterior uma realidade.  A alternativa encontrada inicialmente foi centralizar o fluxo de dados na conexão entre um computador da Fapesp e o laboratório de física de partículas Fermi National Accelerator Laboratory (Fermilab), em Chicago, nos Estados Unidos. Isso se deu por meio de uma rede de computadores internacionais chamada Bitnet (Because It’s Time to NETwork ou, em português, Porque é hora da rede). Na época, para tornar o projeto viável, a Fapesp investiu na contratação de uma linha internacional da Embratel que continha apenas 4.800 bits por segundo, ou 4,8kbs, e seria conectada posteriormente a outras universidades do país.   Assim, com base na Bitnet e no decorrer dos anos, as universidades brasileiras de São Paulo, do Paraná, do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro puderam se conectar a uma rede central, mas, ainda assim, eram inaptas para se comunicarem entre si. 2) O surgimento da Rede Nacional de Pesquisa Dois anos depois, em 1989, para driblar o problema anterior, o LNCC e a Fapesp foram conectados entre si, dando mais um passo em direção à evolução da internet no Brasil.  No mesmo período, o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), apoiado por organizações relevantes, como Fapesp, Faperj e Fapergs, sob a coordenação política e orçamentária do CNPq, criou a Rede Nacional de Pesquisa (RNP), com o propósito de construir uma infraestrutura nacional de rede no âmbito acadêmico, bem como para disseminar o uso da ferramenta no país. Foi um período marcado também pelo funcionamento do Alternex, um serviço de troca de mensagens e de realização de conferências eletrônicas assinado pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), em parceria com o Institute for Global Communications, dos Estados Unidos. 3) O planejamento da implantação do backbone da RNP O ano de 1991 foi importante por marcar os primeiros pacotes TCP/IP transmitidos entre Brasil e EUA, além de registrar a aprovação da implantação de um backbone para a RNP, financiada pelo CNPq, que planejava como se estabeleceria essa ferramenta de interconexão de redes. 4) A chegada da internet ao Brasil  Para atender a uma demanda de acesso digital dos eventos Rio-92 e Fórum Global, a RNP utilizou, em 1992, o backbone RNP, a primeira infraestrutura de conexão nacional para interligar, pela primeira vez, instituições educacionais por meio da internet. Na prática, a conexão se deu por meio de pontos de presença (POP), que passavam por 11 capitais, em uma rede de capacidade de apenas 64 kbps.  Posteriormente, foram associados outros backbones regionais a esses pontos, a fim de integrar à internet as instituições das demais cidades brasileiras, como é o caso da São Paulo a Academic Network at São Paulo (ANSP) e Rede Rio. Nesse momento histórico, a RNP também se dedicou a divulgar os serviços de internet à comunidade acadêmica e estabeleceu-se o primeiro domínio do país, o .br. 5) A abertura da internet comercial  Em 1995, ocorreu a abertura da internet comercial, com a consequente expansão da rede para outras capitais e com uma capacidade de até 2 Mbps. Foi nesse ano que também se criaram o primeiro Centro de Segurança de Redes Brasileiro e o Centro de Informações da Internet/BR. Esse último marcou o início das regulamentações de uso da rede no país. As chamadas “redes locais de conexão” vieram dois anos depois, levando acesso a todo o território nacional, assim como o Centro de Atendimento a Incidentes de Segurança (Cais), da RNP, foi implementado para tratar os incidentes de segurança na rede acadêmica. Esses passos indicavam a evolução gradativa da internet no Brasil e a construção das bases para a rede atual. 6) Os 10 anos da RNP Em 1999, um ano depois da privatização da Telebras, e durante o marco de dez anos da criação da RNP, os ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT) e da Educação (MEC) investiram no aprimoramento da rede acadêmica e no desenvolvimento do backbone RNP 2, que representou a primeira infraestrutura de rede avançada capaz de atender à necessidade de banda de serviços para ensino e pesquisa.  Houve também o desenvolvimento do Programa Interministerial de Implantação e Manutenção da Rede Nacional para Ensino e Pesquisa (PI-MEC/MCT), hoje chamado Programa Interministerial RNP (PI-RNP), além da criação da Associação Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (AsRNP), que tinha a orientação de um comitê gestor (CG-RNP) formado por representantes do MEC e do MCT. Todo esse processo refletiu em mais de 11 mil grupos de pesquisa beneficiados nos anos 2000. Você também pode gostar: O home office acabou? Saiba como gerenciar a flexibilidade de trabalho na tecnologia  7) O progresso observado a partir dos anos 2000 Depois dos dez anos da RNP e dos outros avanços relacionados com a sedimentação da internet no Brasil, os períodos seguintes registraram importantes marcos para a internet do país:   8) O cenário da internet depois da pandemia Depois dos marcos históricos anteriores, o cenário da internet no Brasil sofreu novas alterações impulsionadas, sobretudo, pela pandemia de Covid-19. Com a necessidade de isolamento social e as restrições de mobilidade, houve um aumento exponencial na demanda por serviços on-line, o que exigiu uma rápida adaptação e evolução da infraestrutura digital do país. Um dos principais destaques desse período foi o movimento de migração de operações para a nuvem. Empresas de todos os setores aceleraram os seus processos de digitalização, adotando soluções em nuvem para garantir a continuidade das suas operações e para viabilizar o trabalho remoto e a entrega de serviços on-line de forma eficiente e segura. Além disso, a área da saúde celebrou os 15 anos da Rede Universitária de Telemedicina (Rute), enquanto a pandemia destacava a importância da telemedicina como uma ferramenta essencial para fornecer assistência médica a distância, consultas virtuais, monitoramento de pacientes e troca de informações entre profissionais de saúde em todo o país. Outro aspecto importante observado nesse contexto foi o fortalecimento do comércio eletrônico e dos serviços de entrega.  Negócios que já estavam estabelecidos nesse setor expandiram as suas operações, enquanto novos empreendimentos surgiram para atender à crescente demanda por produtos e serviços on-line. Por fim, o relatório “Digital 2024: Brazil“, produzido por We Are Social e Meltwater, identificou que há 187,9 milhões de pessoas residentes do país na internet em 2024, o que representa cerca de 86,6% dos brasileiros. O estudo identificou, ainda, o tempo médio de uso da rede, que é de cerca de 9h13min. _______________________________________________ Gostou de conhecer a linha do tempo da internet no Brasil e os detalhes por trás da Rede Nacional de Ensino? Continue nesse universo conosco! A Escola Superior de Redes (ESR) é a unidade de serviço da RNP criada para promover a capacitação, o desenvolvimento profissional e a disseminação de conhecimento em tecnologia da informação. Acesse todos os cursos disponibilizados na nossa plataforma e comece a sua especialização agora!


    29/08/2024
  • TI na era Big Data
    Ciência de Dados

    Qual a responsabilidade prática da TI na era do Big Data?

    Com a implementação e sistematização de tecnologias emergentes, como a inteligência artificial (IA), o contexto big data passou a ser ainda mais significativo. Afinal, essa tecnologia é uma das principais responsáveis por possibilitar que a IA processe e aprenda informações em larga escala, em tempo recorde, continuamente. De forma geral, big data refere-se aos dados que possuem maior variedade, com volumes crescentes e mais velocidade. Ou seja, trata-se de um conjunto de dados complexos e volumosos, não processados por softwares tradicionais, mas que são capazes de resolver e facilitar problemas de negócios de modo eficiente e exclusivo. Na perspectiva desses novos contornos digitais, o mercado de grandes volumes de dados passa a ter uma relevância inédita, impulsionada, sobretudo, por inovações na análise de bancos de dados, no cruzamento de informações, no uso de IA e na diversidade desses ativos advindos agora de múltiplas ferramentas, como é o caso dos dispositivos Internet of Things (IoT) ou internet das coisas. Em um artigo da empresa de desenvolvimento de softwares Innowise, Philip Tihonovich, diretor de Grandes Dados da organização, descreve assertivamente a importância do big data no panorama contemporâneo:  “Em 2024, o panorama dos dados é semelhante a um universo em constante expansão. Para as empresas, não se trata tanto de acumular esses dados, mas sim de navegar astutamente por eles para encontrar padrões úteis. Os próximos anos estão preparados para revolucionar a nossa abordagem aos grandes volumes de dados, centrando-se em análises sofisticadas que eliminam o ruído. É um momento empolgante, em que os dados não são apenas um subproduto das atividades comerciais, mas um motor essencial da direção estratégica.”  É importante considerar que, à medida que os dados crescem em quantidade, variedade e importância, a atenção das empresas deve se concentrar nos dados que mais importam, pois nem todos são igualmente relevantes para as corporações ou os consumidores. As organizações que prosperam nesse tipo de transformação de dados são aquelas que conseguem identificar e aproveitar o conjunto crítico de dados, isto é, aquele que vai gerar um impacto positivo e significativo nos seus objetivos de negócios. Portanto, nessa perspectiva, as empresas devem se concentrar na identificação dos dados críticos para concretizar o vasto potencial que eles contêm, o que torna o setor de TI essencial para perfectibilizar o big data e todas as vantagens advindas disso nas empresas. Isso é o que vamos destrinchar ao longo deste artigo. Boa leitura! Você também pode gostar – Entenda a diferença entre BI e Data Science Conceito e os 5vs do big data No começo dos anos 2000, Doug Laney escreveu um artigo que revolucionou a antiga prática humana de armazenar dados – era o início do big data como conhecemos hoje. Na época, o pesquisador desenvolveu a ideia dos 5 Vs para explicar o conceito por trás da tecnologia que torna possível a análise, em tempo real, de grandes quantidades de dados. Para ele, o big data estaria dividido em Volume, Velocidade, Variedade, Variabilidade e Vínculo. Esses cinco Vs proporcionam uma estrutura fundamental para entender os desafios e as oportunidades apresentados pelo big data. Eles ajudam a ilustrar a complexidade envolvida na coleta, no armazenamento, no processamento e na análise de grandes volumes de dados. Portanto, o objetivo desse instrumento é extrair valor dos grandes volumes de dados, por meio de análise avançada. Para isso, utiliza tecnologia e ferramentas especializadas, como algoritmos de aprendizado de máquina, inteligência artificial e sistemas de processamento distribuído, que permitem a identificação de padrões, tendências e insights que podem ser utilizados para a tomada de decisões informadas e estratégicas em diversas áreas, como negócios, saúde, finanças, transporte e a própria TI, entre outros.  Você também pode gostar – Ferramentas de desenvolvimento web: o que utilizar na rotina de TI?  O papel da TI na era do Big Data No mundo fático, o advento de big data transformou a maneira como as organizações passaram a lidar com dados, redefinindo também o próprio conceito de análise de informações em larga escala. O big data trouxe consigo uma demanda crescente por profissionais de TI qualificados, capazes de lidar com os desafios únicos apresentados por volumes massivos, variedade de dados e velocidade de processamento. Assim, enquanto o big data oferece um manancial de informações valiosas, a sua gestão eficaz requer um poder de processamento robusto, além de uma compreensão abrangente de arquiteturas de dados distribuídas, segurança da informação avançada e habilidades analíticas sofisticadas.  >> É aqui que a expertise de um time de TI se torna fundamental << Profissionais de TI desempenham um papel multifacetado na era do big data, já que atuam desde a configuração e manutenção de infraestruturas de armazenamento escaláveis até o desenvolvimento de algoritmos de aprendizado de máquina para análise preditiva.  Os especialistas em TI são os arquitetos por trás das soluções que capacitam as organizações a extrair insights valiosos de seus dados. Ao mesmo tempo, a TI é responsável por garantir a segurança e a integridade dos dados, mitigando os riscos de violações de segurança e protegendo a privacidade dos usuários.  A implementação de práticas de segurança robustas e a conformidade com regulamentações de proteção de dados são aspectos cruciais das atribuições da TI nesse cenário, além disso, o setor possui um papel central na democratização do acesso aos insights de big data. Ao desenvolver interfaces de usuário intuitivas e ferramentas de visualização de dados avançadas, os profissionais da área transformam os insights em materiais acessíveis e compreensíveis para uma extensa quantidade de stakeholders, desde executivos até analistas de negócios e tomadores de decisão. Neste contexto dinâmico e em constante evolução, o papel da TI na era do big data é mais do que apenas técnico, é estratégico.  Os profissionais de TI capacitam as organizações para gerenciar e analisar dados em escala e também orientam a sua visão estratégica, contribuindo para a transformação de dados brutos em insights acionáveis que impulsionam a inovação e o crescimento. ____________________________________ Curtiu a interseção entre TI e big data? Continue aprendendo sobre esse universo. Baixe os conteúdos gratuitos da maior referência em ensino e aprendizagem de TI do Brasil – a Escola Superior de Redes (ESR). É só vir por aqui!  Vemos você em breve!


    22/08/2024
  • Cursos de Governança de TI
    Governança de TI

    10 cursos que irão intensificar o seu conhecimento em Governança de TI

    Neste conteúdo, vamos detalhar um guia com 10 cursos de Governança de TI indicados para o segundo semestre de 2024. Você vai encontrar por aqui:  Boa leitura!  Você também pode gostar – Machine learning e inteligência artificial na área de TI: o que esperar do futuro?  O que é Governança de TI? A Governança de TI é uma das principais áreas responsáveis por dar unidade e alinhamento às decisões relacionadas com tecnologia da informação em uma empresa. Com o crescimento da capacidade computacional da sociedade e com o acesso disseminado de tecnologias, além da multiplicidade de setores corporativos que tomam a frente de recursos digitalizados, é comum que as decisões de negócios que envolvem a tecnologia da informação sejam conflitantes entre si. Afinal, a superfície e os recursos digitais são múltiplos, assim como os departamentos digitalizados.  Os impasses podem ocorrer tanto por conflitos de banco de dados quanto por outros de arquitetura, tecnologia, fornecedores, etc. Na prática, as diversas iniciativas tecnológicas que ocorrem simultaneamente no meio corporativo demandam uma TI com estrutura robusta para assegurar a qualidade, a consistência, o suporte e o alto desempenho dos projetos organizacionais.  Nesse contexto, para atender aos anseios do mercado contemporâneo, a Governança de TI possibilita uma gestão de negócio eficiente, além de uma TI descentralizada, que, para isso, segue padrões internacionais, como o COBIT, ITIL e ISO/IEC 38500. Portanto, a Governança de TI descreve um conjunto de processos, estruturas e mecanismos que dão à TI de uma organização a capacidade de sustentar e ampliar as estratégias e os objetivos corporativos. Assim, envolve a definição de responsabilidades, direitos de decisão e políticas para gerenciar e monitorar o uso de recursos do setor de forma eficiente, eficaz e alinhada às necessidades do negócio.  Em resumo, a Governança de TI irá se destrinchar a partir das seguintes áreas e práticas: Todos esses aspectos são abordados pela Governança de TI, que pode também ser considerada uma ramificação da tradicional governança corporativa, porém, voltada para a tecnologia e com o propósito de alinhar os objetivos de uma organização aos objetivos da TI.  Veja como o Instituto Brasileiro de Governança corporativa sistematiza o conhecimento desse termo:  “Governança corporativa é um sistema formado por princípios, regras, estruturas e processos, por meio do qual as organizações são dirigidas e monitoradas, com vistas à geração de valor sustentável para a organização, para seus sócios e para a sociedade em geral. Esse sistema baliza a atuação dos agentes de governança e dos demais indivíduos de uma organização na busca pelo equilíbrio entre os interesses de todas as partes, contribuindo positivamente para a sociedade e para o meio ambiente”. Para a área de TI, a governança será traduzida por um framework responsável por indicar quais são as lideranças de TI, como a TI se relaciona dentro das estruturas de negócios, quais são os passos para criar processos de negócios voltados para TI e quais são os padrões e compliance de uma empresa. Assim, os sistemas de informação e os recursos de TI conseguem apoiar as empresas e fazer com que elas alcancem os seus objetivos estratégicos, mantendo a continuidade dos serviços tecnológicos ou dos recursos dentro da organização.   Você também pode gostar: 5 dicas para crescer na carreira de governança de TI 10 cursos para quem deseja se especializar em Governança de TI A Escola Superior de Redes (ESR) é a principal referência do mercado de ensino e aprendizado de TI. Comprometida com a disseminação de conhecimento nessa área, a ESR oferece cursos nas mais variadas frentes da tecnologia, sempre nas modalidades presencial e a distência, possibilitando a participação de acordo com a realidade do cliente.  Para Governança de TI são mais de 20 opções de treinamentos, todos com uma abordagem teórico-prática robusta para que o aluno realmente consiga aplicar o que aprendeu ao longo dos módulos. Confira 10 deles a seguir:  1) Elaboração de PDTI  Presencial EaD O curso apresenta conhecimentos essenciais para o desenvolvimento, de forma prática, de um plano diretor de tecnologia da informação (PDTI), com base nas informações de planejamento e na gestão estratégica de TI nas organizações. Para isso, utiliza a metodologia necessária para que haja um alinhamento entre as estratégias e ações da TI e as estratégias organizacionais. O PDTI é o instrumento que permite nortear e acompanhar a atuação da área de TI, definindo métodos e planos de ação para implantá-los. Dessa forma, o foco do curso está no aprimoramento de competências técnicas como consequência do alinhamento teórico de boas práticas para o desenvolvimento do PDTI com as diretrizes da estratégia de TI. 2) Planos de Contratações Públicas de Bens e Serviços com Base na IN 94/2022 – SGD/ME Inscreva-se! Para os profissionais gestores de tecnologia que desejam se especializar na governança de TI baseada no domínio das regulamentações, é indispensável o conhecimento acerca das contratações fundamentado na nova Lei de Licitações.  Neste curso, o participante vai compreender as alterações de status da Instrução Normativa (IN) 01/2019 de 4/4/2019, agora revogada, e as normas e os processos de contratação de bens e serviços de TI revistos em fevereiro de 2023. A IN nº 94, de 23 de dezembro de 2022, passa a englobar a Lei nº 14.133, de 1º de abril de 2021 (Lei de Licitações), outras normas e várias recomendações em aquisições específicas, como fábrica de software e sala segura ou sala-cofre, além de contratação em nuvem. Essa nova instrução se aplica a todos os órgãos e entidades integrantes do Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação (Sisp). Um novo desafio se apresenta aos gestores e profissionais de TI das organizações públicas, e o aprendizado de como contorná-lo é o que diferencia os especialistas.  3) Planejamento e Gestão Estratégica de TI Inscreva-se! O curso promove a compreensão do conhecimento essencial para o planejamento e a gestão estratégica de TI nas organizações. Seu foco é direcionado para o alinhamento da estratégia de TI ao alcance das metas do negócio da organização, na busca pela vantagem competitiva, por meio do constante refinamento dos processos organizacionais.  No final do curso, o aluno estará capacitado para elaborar uma política gerencial alinhada aos interesses da sua organização, com base em uma visão sistêmica e estratégica da Governança de TI e do seu impacto nos negócios. 4) Fundamentos de Gestão de Contratos Inscreva-se! O curso tem como objetivo capacitar o participante para atuar na Gestão de Contratos Administrativos, que abrange desde o processo de planejamento da licitação até o encerramento do contrato.  Ao finalizá-lo, o profissional será capaz de gerir um contrato administrativo de forma eficiente, eficaz e efetiva, de acordo com as normas aplicáveis. Além disso, conseguirá promover as alterações contratuais, manter o equilíbrio econômico-financeiro do contrato e identificar a conveniência ou obrigação de rescindir ou anular um contrato administrativo, além de aplicar sanções administrativas pelo seu descumprimento. 5) Gerenciamento de Serviços de TI EaD Uma formação prática e estratégica para os profissionais das áreas relacionadas  com o gerenciamento de serviços de TI, que os capacita a utilizar as mais modernas metodologias, tecnologias e ferramentas. 6) Gestão da Continuidade de Negócios  PresencialEaD A atividade de continuidade possibilita a redução de perdas financeiras, visto que, por meio de um plano de continuidade de negócio, a organização não deixa de atender as demandas dos seus clientes. Nesse contexto, o curso aborda os conceitos e as boas práticas existentes para a gestão da continuidade dos negócios (GCN), por intermédio da teoria e de atividades práticas.  O aluno terá contato com um processo de aprendizado abrangente, por meio do qual vai ser capaz de desenvolver análises de impacto nos negócios, definir estratégias de continuidade e gerenciar planos de continuidade, restauração e recuperação. Além disso, há a aplicação de boas práticas de mercado (normas ISO) e, ainda, da Norma Complementar nº 06/IN01/DSIC/GSIPR. 7) Gestão da Segurança da Informação e Privacidade  Presencial EaD O curso é focado na elaboração de um plano diretor para a gestão da segurança da informação e privacidade com base nas normas técnicas NBR 27001, NBR 27002 e 27701.  Nele, entre outros benefícios, o aluno aprende a identificar vulnerabilidades e riscos associados à segurança da informação e privacidade, aplicar as proposições fundamentais de uma política de segurança em uma organização e propor planos de continuidade de negócios para organizações, considerando aspectos vigentes da legislação e do direito digital. 8) Governança de TI com COBIT 2019  PresencialEaD  As aulas oferecem uma visão ampla sobre a governança, processos e estratégias de TI nas organizações, por meio da análise dos impactos dessa área.  No final do curso, o estudante estará apto a tomar decisões a respeito do uso eficaz dos recursos de TI, considerando o planejamento, a gestão e o controle dos processos desse setor.  Ele é destinado a profissionais atuantes nas áreas de TI, preferencialmente em funções gerenciais, que necessitam do conhecimento da aplicação das ferramentas e das técnicas de governança de TI, com vistas ao alinhamento do setor aos objetivos estratégicos de suas organizações. 9) LGPD na Prática Presencial EaD  O curso promove capacitação para gestores, encarregados de proteção de dados e os demais interessados (públicos ou privados) para a elaboração de uma jornada de adequação à Lei Geral da Proteção de Dados (LGPD). Durante a formação, são observadas as adequações aos órgãos da administração pública federal, com aplicação dos modelos referenciais publicados pela Secretaria de Governo Digital. Além disso, as atividades práticas são conduzidas com base em uma fundamentação teórica alinhada à Estratégia de Governo Digital (EGD). Assim, os alunos atuam como gestores da adequação na própria organização.  Por fim, é realizado um diagnóstico de adequação à LGPD, que será base para o aprendizado individual e de grupo. 10) Oficial EXIN ISFS – Information Security Foundation ISO/IEC 27001 (com voucher para prova incluso)  EaD O curso EXIN ISFS – Information Security Foundation é homologado pela EXIN e prepara o aluno para a certificação EXIN Information Security Foundation (based on ISO/IEC 27001), ponto de partida para as demais certificações em segurança da informação. Possui voucher para a prova incluso. __________________________________________ Além desses, a ESR oferece mais outros diversos cursos de governança de TI, inclusive preparatórios para as principais certificações do mercado.  Acesse a Trilha completa de conhecimento sobre Governança de TI da ESR e escolha o curso certo para você!  ESR – a escola líder no verdadeiro aprendizado para tecnologia.


    16/08/2024
  • Pentest e Análise de vulnerabilidades
    Segurança

    Pentest vs Análise de Vulnerabilidades: qual a melhor estratégia de cibersegurança?

    A cibersegurança representa um dos pilares essenciais da TI, inclusive, por causa do aumento significativo de ameaças virtuais nos últimos meses. De acordo com as práticas dessa área, encontram-se aquelas associadas aos Pentests e as ligadas à Análise de Vulnerabilidades, que, juntas, compõem uma estratégia indispensável para uma segurança da informação mais estratégica e efetiva. Como exemplo da progressão exponencial de corrompimento das infraestruturas de redes corporativas, segundo dados da Check Point Research, o primeiro semestre de 2024 registrou um crescimento de 67% de ciberataques no Brasil.  O número acompanha também a tendência de especialização e maior propagação dos incidentes de rede através da Inteligência Artificial. De acordo com dados do The State of Cybersecurity in LATAM 2024, somente em 2023, 55% das empresas brasileiras conviveram com ataques alimentados por IA.  Ou seja, pensar em um plano de ações de cibersegurança e no investimento nesse setor nunca foi tão importante. Sabendo disso, a Escola Superior de Redes (ESR) discorreu sobre os conceitos Pentest e Análise de Vulnerabilidades no seu último webinar gratuito. Descubra os principais pontos abordados nesse evento online ao longo do presente artigo. Afinal, quando usar Pentest ou a Análise de Vulnerabilidades?  Você também pode gostar: 9 Requisitos necessários para iniciar sua carreira de Pentest Web  O que é o Pentest?  O Pentest, ou Teste de Penetração, é utilizado para identificar fraquezas e superfícies de ataque e para reconhecer as potenciais ameaças de um negócio digital, assegurando que os profissionais de TI possam desenvolver controle sobre a operação e a sua respectiva implementação, a fim de alcançar uma rede mais segura e estável.  Na prática, Pentest é  definido como um processo sistemático de avaliação da segurança de um sistema ou rede realizado por profissionais especialistas. Envolve a tentativa de explorar vulnerabilidades reais, buscando identificar formas de acesso não autorizadas.  Nessa dinâmica, por meio do pentest, ao encontrar uma vulnerabilidade crítica, o profissional consegue combatê-la antes mesmo de um relatório final de atividades suspeitas e pontos de atenção ser elaborado. Além disso, o Teste de Penetração é dividido nos seguintes tipos:  Para saber qual utilizar em uma estratégia de segurança, é necessário avaliar quais os objetivos e resultados esperados no processo de aplicação de teste de penetração, observando a gestão de riscos e o mapeamento de ativos da empresa.  Fases do Pentest Para ser estruturado, o teste de penetração conta com fases bem definidas, que devem ser observadas pelo profissional especializado nessa carreira. São elas:  Benefícios do Pentest O pentest permite identificar falhas de segurança antes que sejam exploradas por invasores, possibilitando a implementação de medidas corretivas.  Os resultados do Pentest ajudam a organização a fortalecer o próprio controle de segurança e a reduzir o risco geral de ataques cibernéticos. A realização periódica de pentest é, muitas vezes, exigida por regulações de segurança, como PCI, DSS e HIPAA, gerando conformidade.  O Pentest envolve a participação da equipe de segurança, proporcionando oportunidades de aprendizado e desenvolvimento de habilidades.  Limitações do Pentest  Apesar dos muitos benefícios, o Pentest também possui algumas limitações, como:  Você também pode gostar: Cursos de Pentest da ESR. O que é a Análise de Vulnerabilidades?  Assim como o Pentest, a Análise de Vulnerabilidades envolve um mapeamento detalhado e sistemático das fragilidades em sistemas, redes e aplicações. Isso inclui a identificação de pontos fracos, configurações inadequadas e falhas de segurança. Pode ser considerada uma das etapas prévias das estratégias do Pentest, localizada nos processos de “reconhecimento” citados anteriormente.   A abordagem também é dividida com base na validação de outros aspectos, como:  Classificação de Vulnerabilidades  É importante criar uma gestão de vulnerabilidades, visto que ela vai definir o que será tratado na etapa de mitigação dos riscos. Por exemplo, se a vulnerabilidade for de alto risco, o profissional pode deixar registrado quais serão as ações a serem tomadas, algo como um manual de risco para cada intensidade de ocorrência. Para isso, ele deve avaliar a:  1) Severidade  As vulnerabilidades são classificadas de acordo com o seu potencial de impacto, sendo categorizadas como críticas, altas, médias ou baixas. 2) Facilidade de exploração O profissional avalia quão fácil é para um atacante explorar a vulnerabilidade, levando em conta fatores como acesso necessário e técnicas de exploit.  3) Probabilidade de ataque  Aqui é estimada a chance de uma vulnerabilidade ser efetivamente explorada, considerando a sua popularidade e o interesse de grupos maliciosos.  4) Exposição da organização  Avalia-se o nível de risco ao qual a organização está sujeita em função da vulnerabilidade dos ativos afetados. Mitigação de vulnerabilidades Para a mitigação das vulnerabilidades, é essencial destrinchar: Pentest vs. Análise de Vulnerabilidade  Pentest Análise de Vulnerabilidades Foco na exploração ativa de vulnerabilidades, simulando ataques reais.  Foco na identificação sistemática de fragilidades nos sistemas e aplicações.  Avalia o impacto real de uma vulnerabilidade em um ambiente controlado.  Mapeia e classifica as vulnerabilidades com base no risco e criticidade. Envolve etapas como reconhecimento, exploração e análise de impacto. Aplica técnicas como análise de códigos, testes de carga e escaneamento.  Produz um relatório detalhado com recomendações de mitigação. Fornece um plano de ação para corrigir vulnerabilidades identificadas. Quando Utilizar Pentest ou Análise de Vulnerabilidades:  Inicialmente, é recomendado que o profissional de TI comece um projeto de segurança com base na Análise de Vulnerabilidades. Depois, fundamentado em uma avaliação de riscos, que combina aspectos da Análise de Vulnerabilidade e do Pentest, será possível prosseguir com as fases da última metodologia, partindo para uma exploração ativa dos cenários falhos encontrados.  O Pentest e a Análise de Vulnerabilidades oferecem uma visão prática, assim como orientam as ações para melhorar a segurança da organização. Por meio dessas práticas, é possível identificar e mitigar riscos concretos e aqueles com maior potencial lesivo, proporcionando melhorias mensuráveis na postura de segurança.  As informações geradas nesses dois processos também auxiliam a alta liderança a tomar decisões estratégicas fundamentadas em evidências.   _____________________________________________________ A Escola Superior de Redes é parceira oficial da CompTIA, uma das organizações mais respeitadas do mundo quando o assunto é certificação em TI. Essa parceria garante conteúdos alinhados com os padrões internacionais e voltados para as necessidades reais do mercado. A CompTIA é referência global em certificações nas áreas de redes, segurança da informação e infraestrutura. Seus programas são amplamente reconhecidos por empresas e profissionais que buscam qualificação de alto nível em cibersegurança. Um dos destaques dessa parceria é o curso Pentest (EAD), ideal para quem quer aprender, na prática, como funcionam os testes de invasão e se preparar para atuar na linha de frente da segurança digital. Clique aqui para saber mais e se inscrever!


    08/08/2024
  • Arquitetura de Malha de Segurança Cibernética
    Segurança

    Tecnologias emergentes para TI: arquitetura de malha de segurança cibernética

    Entre as apostas sobre tecnologias emergentes para a TI, a arquitetura de malha de segurança cibernética (Cyber Security Mesh Architecture – CSMA) apareceu como tendência no Gartner ainda em 2022. O motivo, sobretudo, foi o acelerado fenômeno da migração das operações corporativas para a nuvem em decorrência da crise sanitária iniciada pela Covid-19, além da sistematização do trabalho remoto. Nesse contexto, marcado pela necessidade de as empresas se adaptarem rapidamente a uma realidade virtual, muitas delas negligenciaram aspectos relacionados com a cibersegurança, como é o caso da “identidade”. Assim, os ataques de penetração, abusos internos ou engenharia social passaram a contar com uma superfície instável maior e, por isso, ter mais chances de prosperar.  A CSMA surgiu como forma de preencher a lacuna de recursos de segurança disponíveis, a fim de garantir a confidencialidade e qualidade do acesso.  Na prática, a arquitetura de malha de segurança cibernética consiste na combinação de diferentes tecnologias de segurança, com o intuito de otimizar a estratégia de proteção digital de uma empresa, tornando-a mais ampla e confiável. Desse modo, a abordagem defende a interoperabilidade e a coordenação entre esses produtos de segurança individuais, a fim de desenvolver uma política de segurança mais integrada e alinhada ao cenário de multiplicidade de superfícies e de possibilidade de acessos. Ou seja, trata-se de um esforço de segurança de endpoints individuais em vez da tentativa de proteção de todos os ativos por meio de uma tecnologia única.  Conheça mais essa tendência de tecnologia no decorrer deste texto. Boa leitura! Você também pode gostar – Machine learning e inteligência artificial na área de TI: o que esperar do futuro? O que é arquitetura de malha de segurança cibernética? Como já abordado anteriormente, a arquitetura de malha de segurança cibernética (Cyber Security Mesh Architecture – CSMA) refere-se a uma estrutura que integra múltiplas tecnologias de segurança para criar uma rede mais robusta e coesa. Em vez de depender de uma única solução para proteger toda a organização, a CSMA combina várias ferramentas e tecnologias que trabalham juntas para proteger os dados e sistemas de maneira mais eficaz. O conceito de CSMA é baseado na ideia de que a segurança deve ser aplicada de forma granular e distribuída. Isso significa que, no lugar de centralizar todos os esforços de segurança para um ponto só, ela deve ser ordenada por toda a infraestrutura da TI. Dessa forma, a CSMA permite que cada ponto de acesso, dispositivo e aplicação seja protegido individualmente, criando uma “malha” de segurança que cobre toda a organização. Vantagens da CSMA Quais são os principais elementos da arquitetura de malha de segurança cibernética?   Os elementos da CSMA incluem várias tecnologias e práticas, como:  As ferramentas de IAM garantem que apenas os usuários autorizados possam acessar recursos específicos. Soluções que protegem equipamentos individuais, como laptops, smartphones e dispositivos IoT, de ameaças. Tecnologias que monitoram o tráfego de rede em tempo real para detectar atividades suspeitas e responder a elas. Ferramentas que protegem os aplicativos contra vulnerabilidades e ataques. Por que a CSMA é importante para o cenário da TI? A arquitetura de malha de segurança cibernética se faz importante, visto que os recursos das empresas estão posicionados cada vez mais em sistemáticas “extrafronteiras”, ou seja, as empresas passaram a contar com forças de trabalho que operam para além da chamada infraestrutura tradicional, organizando-se também em ambientes externos ao negócio.  Nessa perspectiva, a segurança passa a ser um desafio não só do local físico de um empreendimento, como também abrange as suas capilarizações, seja por causa do modelo híbrido de labor, seja pela diversificação da rede, que abrange, agora, equipamentos de computação de borda, usuários, máquinas remotas, dispositivos IoT, além de múltiplas tecnologias em nuvem.  Com isso em vista, um estudo da Mordor Intelligence estima que o mercado global de segurança cibernética cresça cerca de US$ 375 bilhões até 2029, como parte do investimento destinado à tecnologias que permitem a expansão e a escalabilidade das empresas, inclusive para além do perímetro de segurança local, assegurando que isso não represente um comprometimento da rede.  Nesse sentido, onde cada nó fora do local físico do negócio se torna um ponto de acesso passível de ser explorado e corrompido, a arquitetura de malha de segurança cibernética apresenta-se como uma alternativa prática para combater essas ameaças. Isso porque o conjunto de tecnologias chamado de malha de segurança consegue proteger os sistemas e pontos de acesso, sendo ainda capaz de evoluir à medida que aparecem outros tipos de incidentes e ataques.   Arquitetura de Malha de Segurança Cibernética Tecnologia  Descrição  Exemplos Gerenciamento de Identidade e Acesso (IAM) Ferramentas que garantem que apenas os usuários autorizados possam acessar recursos específicos Active Directory, Okta, Azure AD, Ping Identity Proteção de endpoints Soluções que protegem equipamentos individuais, como laptops, smartphones e dispositivos IoT, de ameaças Symantec Endpoint Protection, McAfee Endpoint Security, CrowdStrike Falcon, Sophos Endpoint Protection Monitoramento de redes Tecnologias que monitoram o tráfego de rede em tempo real para detectar atividades suspeitas e responder a elas Snort, Suricata, Cisco Stealthwatch, Darktrace Segurança de aplicações Ferramentas que protegem os aplicativos de vulnerabilidades e ataques Imperva, Akamai Kona Site Defender, Veracode,  Checkmarx Sistemas de Detecção e Prevenção de Intrusões (IDS/IPS) Tecnologias que identificam e previnem intrusões na rede Snort, Cisco Firepower, Palo Alto Networks, Fortinet Soluções de criptografia Ferramentas que protegem dados em trânsito e em repouso, por meio da criptografia Symantec Encryption, BitLocker, VeraCrypt, AWS Key Management Service (KMS) Gerenciamento de Eventos e Informações de Segurança (SIEM) Soluções que coletam e analisam dados de segurança de várias fontes e respondem a eles Splunk, IBM QRadar, ArcSight, LogRhythm Autenticação Multifator (MFA) Adiciona uma camada extra de segurança nas autenticações, por meio da exigência de múltiplos fatores de verificação Google Authenticator, Duo Security, RSA SecurID Plataformas de orquestração de segurança Ferramentas que automatizam e coordenam as respostas a incidentes de segurança Phantom, Demisto, IBM Resilient Firewalls de Aplicações Web (WAF) Protegem as aplicações web de ataques comuns, como SQL Injection e Cross-Site Scripting (XSS) AWS WAF, Cloudflare WAF, Barracuda WAF Soluções de análise comportamental Ferramentas que analisam o comportamento de usuários e sistemas para detectar atividades anômalas Exabeam, Vectra AI, Securonix Mobile Device Management (MDM) Gerenciamento e segurança de dispositivos móveis utilizados na empresa VMware Workspace ONE, Microsoft Intune, MobileIron Como ficar por dentro de outras tendências de tecnologia em TI? Este é o primeiro texto que destrincha as tendências de tecnologias que já citamos por aqui em outro conteúdo sobre essa temática. Mensalmente, abordaremos as principais delas de forma individualizada, trazendo conceitos e aplicações.  Confira, no blog da ESR, as discussões mais relevantes sobre o universo da TI.  ESR, a sua melhor escolha em cursos e capacitação para TI. 


    01/08/2024
  • Inteligência Artificial na TI e na Cibersegurança
    Segurança

    Inteligência artificial na TI: como a ferramenta atua no contexto da cibersegurança?

    À medida que a sociedade se torna mais conectada e a superfície digital se expande, por exemplo, por meio da associação de dispositivos móveis ou IoT à rede ou da propagação dos produtos wearables, entre outros fatores, crescem também as oportunidades de crimes virtuais.  De acordo com a 2ª edição do Barômetro da Segurança Digital, promovido por Mastercard e Datafolha, esse cenário de instabilidade e incidentes com ativos digitais (dados e informações) é ainda mais preocupante quando direcionado para o meio corporativo.   O relatório identificou que 64% das empresas brasileiras são alvo de fraudes e ataques digitais, os quais se intercalam na incidência em média ou alta frequência. Comparado com o estudo divulgado em 2021, o número representa um aumento de 7%. Por esse motivo, a inteligência artificial tem sido observada na TI como uma alternativa para otimizar estratégias de cibersegurança, da mesma forma que também é utilizada para potencializar os incidentes na nuvem.  Vamos detalhar essas duas frentes neste artigo. A seguir, entenda as implicações positivas e negativas da inteligência artificial na cibersegurança.  Você também pode gostar: Machine learning e inteligência artificial na área de TI: o que esperar do futuro?  A Inteligência artificial no contexto dos cibercrimes e da cibersegurança  A inteligência artificial (IA) representa um fenômeno não só de tecnologia como também de mídia, sobretudo por causa da publicização do ChatGPT. Com os novos contornos da transformação digital acelerada, profissionais de TI preveem que a IA generativa (a que produz conteúdo) seja capaz de transformar visceralmente a sociedade já nos próximos meses.  Embora tal popularização tenha ganhado força recentemente, a ferramenta já está presente há bastante tempo nas organizações, como nas análises de e-mail, que utilizam princípios de IA para fazer a detecção de spam. Ou seja, a inteligência artificial, que já fazia parte da rotina dos especialistas em TI, agora será ainda mais empregada nesse ambiente, seja na perspectiva defensiva, seja no lado ofensivo, sendo o último o que mais tem se destacado.  Segundo os especialistas da área, a associação inteligência artificial (IA) generativa + abordagens digitais ofensivas pode ocasionar o crescimento de ataques de engenharia social (aqueles capazes de hackear o próprio ser humano), visto que a tecnologia automatiza essa tarefa.  Até então, a engenharia social demandava a ação, a configuração e o gerenciamento humano contínuo. Com o advento da IA, a lógica se altera e passa a viabilizar uma automatização da geração de golpes e ameaças, tornando-os ainda mais específicos. Os phishings direcionados, por exemplo, podem ser produzidos automaticamente, em escala industrial. Há também a previsão do aumento de chamadas telefônicas com áudios sintéticos e da propagação da deep fake, entre outros modelos de ataque. Na prática, a inteligência artificial atua em uma espécie de personalização dos golpes digitais, tendo impacto, sobretudo, nos elos ligados ao usuário. Visto que as fraudes e os modelos de ataque passam a ser desenhados de modo fluido e natural com auxílio da ferramenta, tornam-se mais difíceis a detecção e o estranhamento dessas ameaças pelo grande público.  Nesse contexto, pelo menos por enquanto, nota-se que o uso da IA prevalece no lado ofensivo. Inclusive, segundo o The State of Cybersecurity in LATAM 2024, realizado com profissionais da cibersegurança e líderes de tecnologia de diversos países, entre eles os representantes do Brasil, cerca de 55% das empresas brasileiras foram atingidas por ataques cibernéticos alimentados por inteligência artificial em 2023.  Mesmo que o número evidencie o crescimento de riscos por causa do uso de IA, também demonstra a necessidade e oportunidade de os gestores otimizarem a sua postura, por meio do treinamento de novas tecnologias para a segurança.  Para 97% dos líderes brasileiros entrevistados nesse relatório, as novas tecnologias, como a própria inteligência artificial, serão indispensáveis na defesa contra ataques virtuais ao longo dos próximos meses. Enquanto isso, na perspectiva defensiva – ou seja, a IA como mola mestra da cibersegurança –, o seu desenvolvimento ainda é direcionado para ferramentas de: Tal contexto de disparidade entre a “IA ofensiva” e a “IA defensiva” também ilumina outro desafio dos negócios: a conformidade com as regulações regionais e externas. Nesse sentido, a mesma pesquisa citada anteriormente identificou que os empreendimentos encontram dificuldade em: Por isso, um dos principais objetivos da TI é equilibrar essas forças e direcionar a IA generativa para o combate da sofisticação dos cibercrimes.  A estimativa é que, em breve, a IA seja utilizada não só como um copilot para o invasor, como também representará um copilot para quem está preocupado com a segurança.  Nas mãos de quem tem bons fundamentos e experiência de mercado, a IA é uma excelente ferramenta! Você também pode gostar: Por que uma empresa deve se preocupar com privacidade e ética no uso de dados e qual o papel do profissional de TI nesse cenário?  Quais são os cibercrimes mais comuns em empresas em 2024? Ao longo de 2023, os setores mais afetados pelos cibercrimes no Brasil foram o de energia e o de varejo. Os dados são do Relatório Anual de Cibersegurança da IBM, que registrou o país como o maior alvo de criminosos na América Latina.  Diante disso, os especialistas elencaram as principais ameaças e incidentes virtuais direcionados para os negócios brasileiros: 1) Ransomware Ransomware é um tipo de software malicioso (malware) que criptografa os dados da vítima. Com base nisso, os cibercriminosos exigem um resgate (ransom) para fornecer a chave de descriptografia. Exemplo: Uma empresa é atacada por ransomware e todos os seus dados são criptografados. Os criminosos exigem um pagamento em criptomoeda para liberar esses dados. Muitas vezes, mesmo com a realização do pagamento, não há garantia de que os dados serão recuperados. 2) Phishing Trata-se de uma técnica usada por cibercriminosos para enganar as pessoas e incentivá-las a fornecer informações confidenciais, como senhas e dados de cartão de crédito, fingindo ser uma comunicação confiável. Exemplo: Um colaborador de uma empresa recebe um e-mail de um banco, aparentemente original, que solicita a confirmação da sua senha. Ao clicar no link do email que, normalmente, imita o layout da comunicação oficial da empresa, e inserir as informações confidenciais, os dados são roubados pelos criminosos. 3) Malware Malware representa um termo geral para qualquer software malicioso projetado para danificar, interromper ou obter acesso não autorizado a um sistema de computador. Exemplo: Um funcionário baixa um programa de origem desconhecida que parece ser útil. No entanto, o mesmo contém malware que permite aos criminosos o acesso ao sistema da empresa, resultando em roubo de dados ou danos aos sistemas. 4) DeepFake DeepFake refere-se a mídias falsas geradas por meio da inteligência artificial, nas quais vídeos, áudios e imagens são manipulados para parecerem autênticos. Exemplo: Um vídeo falso do CEO de uma empresa que anuncia informações confidenciais é criado e divulgado. Esse vídeo pode ser usado para manipular o mercado, para difamar a reputação da empresa ou, ainda, para ordenar que alguém faça algo. 5) Spoofing Spoofing é uma técnica por meio da qual o cibercriminoso finge ser uma fonte confiável para enganar as vítimas e obter acesso a sistemas ou informações confidenciais. Exemplo: Um criminoso disfarça o seu endereço de e-mail para parecer que é do departamento de TI da empresa e pede aos funcionários que forneçam suas credenciais de login para fazer a “manutenção do sistema”. Ao obter essas informações, o criminoso ganha acesso aos sistemas internos da empresa. E quais são as associações positivas da inteligência artificial na cibersegurança? Ainda que os desafios da repercussão da IA sejam significativos atualmente, a cibersegurança também se beneficia bastante com o desenvolvimento e a sedimentação da tecnologia.  Isso foi o que abordamos no recente conteúdo Reflexos da IA na cibersegurança: você conhece o potencial dessa relação?”. Por lá, detalhamos 6 campos de atuação da ferramenta para a potencialização de estratégias e processos de segurança. Acesse esse conteúdo para continuarmos conversando sobre os caminhos da inteligência artificial na cibersegurança. Descubra também quais sãos os cursos da trilha de conhecimento em cibersegurança da ESR, a escola especializada em aprendizado para tecnologia. 


    25/07/2024
  • Implementar uma estratégia de Computação em nuvem
    Computação em Nuvem

    8 etapas para implementar uma estratégia eficaz de computação em nuvem 

    Entre as habilidades desejadas para o mercado de TI atual e em meio à observação das carreiras promissoras do setor, saber implementar estratégias de computação em nuvem continua se destacando.  Desde que o “universo data” passou a ser o principal ativo das organizações ao redor do mundo, as iniciativas que pesquisam as melhores formas de armazenar, interpretar, disponibilizar e manter os dados seguros na rede estão em constante aprimoramento.  É o caso da cloud computing, ou computação em nuvem, que permite o acesso remoto a softwares, recursos, armazenamento de arquivos e processamento de dados, dependendo apenas do acesso à internet.  Tal tecnologia é uma das grandes responsáveis por agregar o fator “escalabilidade” para armazenamento, processamento e comunicação dimensionado conforme a demanda de negócios para os mais diversos segmentos do mercado, além de possibilitar a redução de custos operacionais e a disponibilidade permanente de informação, aspectos que explicam a consolidação de sua implementação no meio corporativo.  Agora, tendo em vista o uso consistente da inteligência artificial, facilitado e garantido pela computação em nuvem, o cenário referente a cloud computing se torna ainda mais atrativo e disputado.   A exemplo da popularização do recurso, de acordo com o mais recente relatório sobre o tema da IDC, os investimentos em nuvem devem chegar a R$ 1,5 bilhão no Brasil. Já em âmbito global, a empresa Gartner estima que os valores destinados à tecnologia cheguem a US$ 5,1 trilhões até dezembro, dos quais boa parte será alocada no cloud computing. Ou seja, o estabelecimento dessa tecnologia, imprescindível para as dinâmicas de mercado contemporâneas, sinaliza também novas oportunidades de carreira para o profissional de TI, visto que ele é o responsável por identificar, selecionar e priorizar os caminhos para que os serviços em nuvem sejam possíveis.  Por aqui você vai entender como implementar uma estratégia de cloud computing adequada, com base nos seguintes tópicos:  ✅ Você também pode gostar – Ferramentas de desenvolvimento web: o que utilizar na rotina de TI? O que é computação em nuvem? De maneira geral, a computação em nuvem, ou cloud computing, em inglês, é uma tecnologia essencial, que permite que programas e informações sejam acessados, por meio da internet, a qualquer momento, com escalabilidade, segurança e flexibilidade, possibilitando uma experiência agradável ao usuário.  Essa “terceirização” de uso de recursos, com modelo de pagamento pelo uso, atrai cada vez mais usuários.  Cada vez mais comum e popular, o termo indica a reunião de ferramentas e funcionalidades que permitem o acesso a conteúdos e à execução de tarefas diversas sem a necessidade de instalar aplicativos terceiros nos dispositivos eletrônicos. O nome “em nuvem” sinaliza que a forma de armazenamento desses arquivos ocorre na própria rede, garantindo o anywhere access e maior segurança de backup de conteúdos importantes, além de mais praticidade por não requerer nenhuma outra ação, como a de baixar apps. Em resumo, é uma referência a algo que “está no ar”, fazendo uma correlação com os sistemas que não ficam hospedados em servidores físicos, mas, sim, na internet. Ou seja, basta estar conectado à internet para fazer uso dessa tecnologia. Segundo definição do  National Institute of Standards and Technology (NIST), a computação em nuvem é basicamente:  “Um modelo para habilitar o acesso por rede ubíquo, conveniente e sob demanda a um conjunto compartilhado de recursos de computação (como redes, servidores, armazenamento, aplicações e serviços) que possam ser rapidamente provisionados e liberados com o mínimo de esforço de gerenciamento ou interação com o provedor de serviços.”   Além das vantagens descritas anteriormente, com a computação em nuvem, as organizações conseguem planejar melhor o orçamento em tecnologia da informação diante da escolha entre os modelos Capex e Opex. Ou seja, suprimem a necessidade de investir na aquisição (Capex) e os consequentes custos de manutenção e atualização, os esforços de treinamento recorrentes, o acompanhamento de evolução da tecnologia etc., “terceirizando” essas preocupações, em que realizam os pagamentos conforme o uso (Opex) dos ambientes computacionais customizados para seus negócios. ✔️ Tome nota: A computação em nuvem revoluciona a TI ao proporcionar acesso flexível e eficiente a recursos computacionais. Tem como principais atributos a disposição para a escalabilidade, a agilidade e o acesso mais rápido à inovação. Modalidades de serviço em computação em nuvem Existem três principais possíveis modalidades de serviço que podem ser ofertadas por meio da computação em nuvem (cloud computing):  ✅ Você também pode gostar – TI Verde: o papel da tecnologia e das organizações diante da urgência da sustentabilidade  8 etapas para implementar uma estratégia de computação em nuvem eficaz Como vimos até aqui, a implementação de operações e serviços na nuvem não é só uma oportunidade para as empresas, como uma demanda consolidada. Por isso, os profissionais de TI que buscam as melhores vagas no mercado de trabalho precisam se dedicar também a reunir habilidades e competências de gestão. Isso para que sejam capazes de desenvolver planos estratégicos de migração para a nuvem em diferentes projetos e negócios. Selecionamos, a seguir, algumas etapas, de forma macro, que podem ajudar você nesse sentido:    1) Execute uma avaliação preliminar Antes de iniciar qualquer projeto de migração para a nuvem, é crucial entender as necessidades específicas da empresa. Isso inclui avaliar os sistemas existentes, identificar as aplicações críticas e compreender os requisitos de segurança e conformidade. Portanto, o passo inicial é a identificação das necessidades do negócio.  Passos práticos: 2) Escolha o modelo de serviço em nuvem Como já mencionamos por aqui, a compreensão dos modelos de serviço em nuvem (SaaS, PaaS, IaaS) é essencial para a tomada de decisões informadas. Determine qual modelo se alinha melhor às necessidades da empresa e ao que ela deseja ofertar. Passos práticos: 3) Defina o modelo de implantação Existem 4 modelos de implantação de nuvens que uma empresa pode escolher: público, privado, híbrido e comunitário, cada um com suas características. Passos práticos: 4) Defina objetivos e metas claros e com propósito Estabeleça objetivos claros para a migração, como redução de custos, melhoria de desempenho ou aumento da flexibilidade operacional, entre outros. Além disso, associe cada etapa do processo de migração a indicadores de desempenho para mensurar o andamento do projeto. Passos práticos: 5) Estruture um plano de migração detalhado Elabore um projeto minucioso, com cronograma, tarefas específicas, responsabilidades e contingências, para mitigar possíveis desafios durante o processo de migração. Lembre-se das metas comentadas anteriormente e acompanhe o projeto com atenção. Passos práticos: 6) Implemente quantos testes forem necessários Execute o plano de migração, por meio da implementação e realização de testes em ondas, para garantir que todos os sistemas estejam funcionando conforme o esperado antes de uma mudança completa e também para permitir que toda a empresa se adapte à nova estrutura de serviços e operações. Passos práticos: 7) Estabeleça monitoramento contínuo e constantemente otimizado Depois da migração bem-sucedida, estabeleça um sistema contínuo de monitoramento para garantir desempenho otimizado, conformidade ao longo do tempo e correção ágil de inconsistências (seja em relação ao mau uso pelos demais colaboradores, seja por erro nas etapas anteriores). Passos práticos: 8) Aperfeiçoe seu conhecimento Assim como em qualquer outra área da TI, a computação em nuvem está sempre em movimento. Isso significa que garantir a atualização de seu conhecimento sobre a matéria é fundamental para implementar estratégias seguras e adequadas de cloud computing, e uma das formas de conquistar esse objetivo é por meio de material on-line.  No e-book da Escola Superior de Redes (ESR), você aprende sobre:  Tudo isso de forma gratuita. Depois, ao desenvolver cada uma dessas etapas minuciosas, com um plano prático de migração para a nuvem que contemple desde a avaliação inicial até a implementação e otimização contínua do projeto, você assegura ao empreendimento uma transição de modelo de operação suave e bem-sucedida.  Quando o profissional de TI domina esse conhecimento, fortalece a diferenciação de sua construção de carreira, que pode ser ainda mais otimizada, com base em uma capacitação robusta. Como começar na área da computação em nuvem para TI? Como dissemos anteriormente, a computação em nuvem representa oportunidades para os negócios se desenvolverem e para os profissionais de TI se destacarem em suas carreiras.  Nesse último caso, é essencial a adoção de uma postura de aprendizado constante, que esteja alicerçada em capacitação e qualificação. Afinal, a área muda sempre!  A ESR, Escola Superior de Redes, líder em ensino para o setor de tecnologia, possui uma trilha de conhecimentos completa acerca da computação em nuvem, que objetiva, sobretudo, capacitar profissionais de maneira integral e robusta, com conteúdos do básico ao avançado.  Na trilha, você encontra treinamentos de diferentes níveis para se especializar e garantir lugar de destaque no mercado. Inscreva-se na trilha de conhecimentos sobre computação em nuvem da ESR, a escola líder em aprendizado para tecnologia.


    18/07/2024
  • Desenvolvimento de Software
    Desenvolvimento de Sistemas

    4 dicas para desenvolvimento de software sob a dinâmica DevOps

    Quais são as 4 dicas infalíveis para o desenvolvimento de software na metodologia DevOps? Neste texto, você encontra essa resposta com base na discriminação dos seguintes tópicos:  Com o objetivo de otimizar o desenvolvimento de software e das demais soluções, diversas empresas de TI adotam a sistemática de trabalho chamada DevOps, inclusive com novos cargos já orientados integralmente para essa condição. Você sabe como isso funciona na prática? O termo deriva da junção de duas palavras bem conhecidas no ramo da tecnologia da informação – desenvolvimento (Dev) e operações (Ops) – e representa um conjunto de práticas que visam automatizar e integrar o desenvolvimento de sistemas, softwares, produtos e soluções de um negócio. Em outras palavras, DevOps nada mais é do que o esforço de interseccionar esses dois campos, de modo que a diferenciação entre eles seja imperceptível. Ou seja, é o casamento entre as áreas realizado para atingir um propósito claro: tornar o processo de desenvolvimento mais ágil, fluido e eficiente, além de ser uma estratégia de adaptação às novas demandas do mercado que exigem processos cada vez mais velozes e passíveis de melhoria em curtos ciclos.  Assim, enquanto em uma dinâmica tradicional de desenvolvimento as responsabilidades do desenvolvedor se concentram na codificação do software e no atendimento aos requisitos do cliente, na lógica DevOps, espera-se que esse profissional ou equipe consiga desempenhar um papel mais abrangente e colaborativo, com responsabilidades compartilhadas Dinâmica de trabalho de desenvolvimento tradicional  Dinâmica de trabalho de desenvolvimento DevOps Desenvolvimento e operações como áreas distintas e comunicáveis, por meio de um processo, muitas vezes, burocrático e ineficiente Desenvolvimento e infraestrutura juntos, o que facilita a comunicação entre os campos Ferramentas específicas para desenvolvimento e operações com gerenciamento separado Conjunto de práticas, ferramentas e filosofias culturais que otimizam a capacidade de um empreendimento distribuir aplicativos e serviços  Hierarquização de cargos + responsabilidade exclusiva Responsabilidade compartilhada  Cultura organizacional mais individualista  Cultura organizacional coletiva  Produção e refações mais demoradas por causa da necessidade de compatibilizar “tempo e demanda” com dois campos e equipes distintas Produção e refações ágeis, visto que um time ou um desenvolvedor DevOps pode atuar, ao mesmo tempo, no desenvolvimento e na infraestrutura Em alguns casos, equipes de segurança podem fazer parte desse modelo organizacional, de modo que passam a ser identificadas como DevSecOps.  Portanto, o desenvolvimento de software com base na filosofia e cultura de trabalho DevOps ou o cargo DevOps deve contemplar o planejamento e a execução de um projeto holístico, com ciclos de “princípio, meio e fim”.  Neste conteúdo, você vai acompanhar outras dicas de desenvolvimento de software na perspectiva DevOps, assim como vai desvendar o universo por trás dessa “quase nova” forma de estruturação de trabalho em TI.  ➡️ Você também pode gostar – Tipos de desenvolvimento de aplicativos móveis: qual é o melhor e como aprender? O que é DevOps? Como dissemos anteriormente, o termo “DevOps” deriva da junção de duas outras palavras: development (Dev) e operations (Ops). Ele pode ser considerado uma cultura organizacional ou um conjunto de ferramentas, práticas, modelos ou cargos de programação que tenham um só objetivo: automatizar os processos de desenvolvimento de sistemas e infraestrutura de TI.  Portanto, um desenvolvimento de software DevOps é aquele no qual o “dev” atua de modo fluido entre os campos de planejamento e codificação e os campos de execução, testes e respostas do usuário.  Na definição da Atlassian: “É um aperto de mão firme entre o desenvolvimento e as operações, que enfatiza uma mudança de mentalidade, melhor colaboração e integração.” Para funcionar, essa metodologia exige algumas práticas específicas, que iremos discriminar, a seguir.   Práticas adotadas pelo DevOps  O desenvolvimento de software na lógica DevOps possibilita uma entrega mais assertiva, flexível e com capacidade de ajuste fino ao longo de cada ciclo. Isso porque atua por meio de um modelo que prioriza as práticas de: 1. Integração contínua;  2. Entrega contínua; 3. Microsserviços;  4. IAC – infraestrutura como código; 5. Monitoramento e registro de logs; 6. Comunicação e colaboração.  Essas práticas traduzem o desenvolvimento de software DevOps, assegurando aos negócios uma atuação alinhada ao que é exigido pelo mercado.  ➡️ Você também pode gostar: O que é arquitetura de microsserviços e quais são seus principais benefícios? Quais são os benefícios de um modelo de trabalho DevOps?   Na dinâmica DevOps, o ciclo de vida do projeto funciona de maneira análoga ao símbolo do infinito, em um vai e vem fluido e compartilhado de informações e atualizações. Isso permite que os projetos sejam otimizados e potencializados graças à integração contínua e à entrega contínua (CI/CD) que promovem uma colaboração constante entre as equipes de desenvolvimento e de operações. > As 5 linguagens de programação mais utilizadas no mercado em 2023-2024   > O que é e como aprender lógica de programação de uma vez por todas  6 dicas essenciais para o desenvolvimento de software na dinâmica DevOps 1. Invista na automatização  A automatização é a chave do DevOps. Automatize tarefas repetitivas, como testes, builds, deploys e monitoramento.  Automatizar os processos de um projeto reduz erros humanos e acelera as etapas, permitindo que as equipes foquem em tarefas mais estratégicas. 2. Fomente a colaboração e a comunicação A cultura DevOps exige uma colaboração estreita entre desenvolvedores e operadores. Promova reuniões regulares de stand up e retrospectivas para garantir que todos estejam alinhados e possam compartilhar feedbacks constantemente. Claro, quando realmente necessárias. 3. Adote uma mentalidade de melhoria contínua No DevOps, a melhoria contínua é fundamental. Sempre procure formas de aprimorar processos, ferramentas e práticas.  Realize retrospectivas depois de cada ciclo de desenvolvimento para identificar o que funcionou bem e o que pode ser melhorado. Além disso, implemente as mudanças necessárias para otimizar a eficiência e a qualidade do desenvolvimento. 4. Invista em segurança desde o início (DevSecOps) A segurança não deve ser uma reflexão tardia. Integre práticas de segurança em todas as etapas do ciclo de desenvolvimento, desde a codificação até a implantação e o monitoramento. > O que você precisa saber para se especializar em linguagem de programação? > 8 dicas para iniciar na carreira de programação em 2024  5. Incentive a criação de cargos de desenvolvimento DevOps Se você for um gestor de TI ou RH, incentive a criação de cargos dedicados ao desenvolvimento DevOps. Esses profissionais são responsáveis por integrar práticas de desenvolvimento e operações, promovendo uma abordagem mais colaborativa e eficiente. Ter especialistas focados em DevOps pode acelerar a adoção da metodologia e garantir que as melhores práticas sejam implementadas de forma consistente. 6. Saiba quais ferramentas utilizar nesse processo Para cada uma dessas dicas existem ferramentas tecnológicas indicadas. Cada uma delas é responsável por dar vida ao desenvolvimento de softwares DevOps e por tornar possível a otimização dos mais variados projetos.  >>>>>Infográfico gratuito da Escola Superior de Redes (ESR): “Guia de ferramentas essenciais para o desenvolvimento de software DevOps”  _________________________________________________ Seguir essas dicas contribuirá para a maximização dos benefícios da metodologia DevOps. Além disso, elas podem representar o começo da sua especialização em um desenvolvimento holístico de sistemas e soluções. Recorra à ESR para se capacitar e estar pronto para abraçar essa oportunidade. 


    11/07/2024
  • Carreiras de TI
    RH

    Futuro do trabalho em TI: quais carreiras da área tendem a crescer?

    Se você chegou a este conteúdo, provavelmente já se perguntou: “as carreiras de TI ainda valem a pena ou o mercado está saturado?” Para responder a esse questionamento é fundamental ter uma visão holística sobre as estimativas do setor no futuro. Afinal, há espaço para que as especialidades existentes se expandam e para o surgimento de novas modalidades de serviço? A resposta é sim! Além de o tradicional gap entre a formação de profissionais qualificados e a demanda por vagas na área da tecnologia ainda ser uma realidade, as projeções para a TI são otimistas e indicam um crescimento contínuo do segmento nos próximos anos. Entre os motivos para esse cenário positivo estão o estabelecimento de tecnologias emergentes, a necessidade de tornar os negócios mais produtivos, inovadores e competitivos e a lacuna de desenvolvimento na órbita da cibersegurança. De acordo com publicação da Gartner, por exemplo, o gasto global com TI deve alcançar cerca de US$ 5,2 trilhões até o fim de 2024, 6,2% a mais do que o ano anterior. Além disso, a ampliação também é prevista em uma perspectiva regional. O último relatório do IDC sobre investimentos em TI na América Latina indicou um crescimento do setor de 11%, em 2024, e 13%, em 2025, o que equivale, respectivamente, a US$ 81,2 bilhões e US$ 91,8 bilhões. Ou seja, a TI se adapta e evolui tão velozmente quanto as próprias transformações digitais e as tecnologias emergentes. Por isso, buscar o desenvolvimento profissional nesse sentido pode ser bastante interessante.  Neste artigo, vamos continuar essa conversa descobrindo quais são as carreiras de TI com maior chance de crescimento, de acordo com o Fórum Econômico Mundial. Você também pode gostar – Machine learning e inteligência artificial na área de TI: o que esperar do futuro? Quais são as carreiras previstas para o futuro do trabalho? A área de TI está sempre conectada com o desenvolvimento e manejo de tecnologias emergentes. À medida que essas inovações se estabelecem e passam a fazer parte do cotidiano não só corporativo como do usuário, há um reflexo no segmento com excelentes oportunidades para a criação de carreiras especializadas na sua aplicação. A exemplo disso, segundo o mais recente relatório “O Futuro do Trabalho”, do Fórum Econômico Mundial, 9 dos 10 empregos que tendem a ter maior crescimento até 2027 estão conectados diretamente ao domínio da tecnologia e da área de TI.  Os 10 trabalhos com maior potencial de crescimento, segundo o Fórum Econômico Mundial O Futuro do Trabalho – 10 empregos em franco crescimento até 2027 1º – Especialista em IA e aprendizado de máquinas2º – Especialista em sustentabilidade3º – Analista de inteligência de negócios4º – Analista de segurança da informação5º – Engenheiro de fintech6º – Analistas e cientistas de dados7º – Engenharia de robótica8º – Especialista em big data9º – Operador de equipamento agrícola10º – Especialista em transformação digital Em sentido contrário ao superávit de vagas discriminadas anteriormente, algumas outras podem ser prejudicadas no futuro do trabalho, sobretudo por perderem espaço para a implementação de tecnologias especializadas.  O mesmo estudo do Fórum Econômico Mundial previu que o cenário macroeconômico global pode eliminar até 14 milhões de empregos nos próximos cinco anos, com maior defasagem para aqueles que são afetados profundamente pela tecnologia e digitalização. É o caso, por exemplo, de:  Você também pode gostar – Ferramentas de desenvolvimento web: o que utilizar na rotina de TI?  Destas, quais são as carreiras associadas ao setor de TI? Das 10 áreas divulgadas pelo Fórum Econômico Mundial como promissoras por causa do contexto de crescimento da digitalização e do estabelecimento das tecnologias emergentes no mercado, oito estão diretamente associadas ao setor de TI.  Entenda, a seguir, o que cada uma faz e, no final, pegue uma dica para começar a sua especialização.  ____________________________________ Como começar na área de TI? Como vimos, o setor de TI é a base de 8 das 10 profissões com maior estimativa de crescimento para os próximos anos.  Dessa forma, a resposta à pergunta inicial deste artigo, “as carreiras de TI ainda valem a pena ou o mercado está saturado?”, é complementada pela nossa dica final: tal investimento vale a pena, desde que aliado à capacitação contínua. A especialização é responsável por preparar o profissional para assumir cargos e os desafios do setor, distinguindo-o de boa parte dos candidatos despreparados. A Escola Superior de Redes (ESR) é a principal referência em ensino e aprendizagem de TI no Brasil, com cursos nas mais variadas especialidades do setor.  Nos seus 18 anos de atuação, disseminou o conhecimento sobre o setor para 1.100 instituições, com mais de 43 mil alunos capacitados nas diferentes especialidades de TI, como:  Os cursos possuem modalidade presenciais e EaD com aulas ao vivo para melhor atender à realidade de cada aluno.  Acompanhe as turmas da ESR para aprimorar o seu desenvolvimento profissional com quem realmente entende do setor!


    04/07/2024
  • Tecnologias emergente
    Temas Diversos

    Tecnologias emergentes para TI: como identificá-las e se preparar para os próximos anos

    A associação de tecnologias emergentes para o setor de TI pode parecer um pouco óbvia, entretanto, não é raro que as empresas tenham dificuldade na implementação dessas inovações. E entre os motivos que justificam o cenário, os principais estão relacionados com a identificação equivocada do que, de fato, representa uma tecnologia emergente, além da ausência de processos bem estruturados para utilizá-la conforme a realidade e o propósito do negócio.  Em uma recente publicação do Gartner, o vice-presidente analista da empresa, Bart Willemsen, fez uma recomendação sobre o investimento das organizações em inovação e tecnologia como uma forma de garantir a manutenção desses negócios no mercado:  “Disrupções tecnológicas e incertezas socioeconômicas exigem uma disposição para agir com ousadia e melhorar estrategicamente a resiliência, em vez de depender de respostas ad hoc (específicas). Os líderes de TI precisam garantir o risco calculado e fazer investimentos seguros e sólidos para habilitar, de forma sustentável, a geração de valor interno e externo.” Nesse contexto, torna-se essencial trabalhar algumas frentes nas rotinas de trabalho:  É isso que vamos conversar ao longo deste artigo: afinal, o que são tecnologias emergentes para TI e como preparar o seu time para recebê-las? ❗ Você também pode gostar – Machine learning e inteligência artificial na área de TI: o que esperar do futuro? O que são tecnologias emergentes?  Em 1987, o pesquisador Peter Drucker definiu “inovação” como uma habilidade de transformar algo que já existe em um recurso capaz de gerar riqueza. Nas palavras dele, “qualquer mudança no potencial produtor de riqueza de recursos já inexistentes constitui inovação”. Uma das principais formas de efetivar essa transformação significativa e posicionar um negócio na seara da inovação se dá por meio da aposta em tecnologias emergentes. Na prática, elas referem-se a um conjunto de recursos tecnológicos, já criados ou em processo de desenvolvimento, que ainda não foram incorporados de maneira ampla no cotidiano das empresas ou dos usuários. Ou seja, trata-se de uma tecnologia ou de um processo tecnológico fruto de estudos avançados e de pesquisas detalhadas, com potencial para refletir na evolução das organizações e na vida dos consumidores, otimizando produtos, serviços, projetos etc., sem que o seu uso esteja sedimentado em larga escala.  ❗ Você também pode gostar – Cibersegurança em foco: 4 perguntas sobre o tema que você precisa conferir agora!  Tecnologias emergentes na TI para ficar de olho  De acordo com o Gartner, as principais tecnologias emergentes a serem acompanhadas pela TI se enquadram em quatro temas: “IA emergente, experiência do desenvolvedor, nuvem abrangente e segurança e privacidade centradas no ser humano.” No Gartner Hype Cycle, lançado em agosto de 2023, a empresa identificou 25 tecnologias emergentes, com o objetivo de assessorar líderes de inovação tecnológica a: a) Avaliar o impacto dessas tecnologias nos negócios; b) Examinar e explorar possíveis tecnologias transformadoras; c) Elaborar estratégias para se beneficiarem dessas tecnologias.  Confira os resultados desse estudo:  Fonte: Gartner Como treinar o seu time de TI para identificar e implementar tecnologias emergentes: três dicas principais Para garantir que a sua empresa se prepare para aproveitar as tecnologias emergentes, é crucial que o time de TI esteja bem informado e capacitado. Para tanto, aqui estão três dicas essenciais para preparar a sua equipe:        1. Invista em treinamento e capacitação contínua A capacitação contínua é fundamental para que os profissionais de TI estejam sempre atualizados com relação às novas tendências e tecnologias emergentes. Considere as seguintes abordagens: Que curso de tecnologia é feito para mim? Conheça as Trilhas ESR e descubra sua jornada de aprendizagem ideal  2. Crie um ambiente de inovação e experimentação Fomentar um ambiente em que a inovação é encorajada e a experimentação é permitida, pode ajudar a identificar e implementar novas tecnologias de maneira mais eficaz. Laboratórios de inovação ou espaços dedicados à experimentação, nos quais a equipe pode testar e prototipar novas tecnologias sem o risco de afetar as operações diárias, podem ser uma alternativa bastante produtiva e interessante. Além disso, a empresa pode incentivar a produção de projetos-piloto para avaliar o impacto e a viabilidade de tecnologias emergentes antes de uma implementação mais ampla. Organize também hackathons, ou desafios de inovação, para incentivar a criatividade e a colaboração na resolução de problemas com novas tecnologias. 3. Cultive uma cultura de colaboração e compartilhamento de conhecimento A colaboração e o compartilhamento de conhecimento são vitais para a rápida adaptação às mudanças tecnológicas. Algumas práticas podem facilitar esse processo, como:  ____________________________________ ESR: a sua melhor escolha em cursos e capacitação para TI  A Escola Superior de Redes (ESR) é a principal referência em ensino e aprendizagem de TI no Brasil.  Nos seus 18 anos de atuação, disseminou conhecimento sobre o setor para 1.100 instituições, com mais de 43 mil alunos capacitados, nas diferentes especialidades de TI, como:  Os cursos possuem as modalidades presencial e EaD com aulas ao vivo para melhor atender à realidade de cada aluno. Acompanhe as turmas da ESR para aprimorar o seu desenvolvimento profissional com quem realmente entende do setor!


    27/06/2024
  • Cursos de Gestão de Processos da ESR
    Governança de TI

    Do iniciante ao especialista: como os novos cursos de Gestão de Processos da ESR vão transformar a sua carreira

    No meio corporativo, alguns fatores explicam a exigência sempre presente de uma gestão de processos bem estruturada. É o caso, por exemplo, da demanda por eliminação das falhas, pela extinção de atividades que não agregam valor e pela manutenção do foco no cliente.  Quando isso ocorre, ou seja, quando as práticas e ferramentas de gestão de processos são implementadas corretamente, elas são responsáveis por manter as empresas preparadas para se adaptarem agilmente aos diferentes contextos, nos mais variados períodos, em quaisquer dos setores, inclusive na TI. Por isso, é essencial que todo negócio entenda e gerencie os seus processos com excelência. De acordo com a ISO 9000:2005, podemos compreender o “processo” como “um conjunto de atividades inter-relacionadas ou interativas que transforma insumos (entradas) em produtos (saídas).” Ou seja, trata-se daquilo que reúne três elementos principais:  O que será transformado, também chamado de entrada do processo;A transformação, que é a própria realização do processo; E o resultado da transformação, chamado saída ou produto do processo, com o objetivo de ser destinado a um cliente. Durante a fase de “transformação” do processo, a organização precisa agregar valor à sua solução ou serviço para que a etapa designada “saída” seja dotada de qualidade e alinhada à satisfação do cliente. É a gestão de processos que torna mais fácil a identificação das atividades que realmente trazem potencial e valor agregado aos negócios.  Nesse contexto, segundo a Escola Nacional de Administração Pública, a gestão de processos nada mais é do que um “conjunto de atividades adotadas por uma organização, a fim de identificar os processos críticos (que entregam valor ao cliente) e analisar continuamente o desempenho destes, propondo melhorias e ajustes, quando pertinente.” Portanto, refere-se à busca pelo aperfeiçoamento contínuo dos processos organizacionais, otimizando tanto a entrada quanto a etapa de transformação e de saída discriminadas anteriormente.  Quando associada à área de tecnologia da informação (TI), a gestão de processos torna-se ainda mais crítica, analítica e complexa, no chamado Gerenciamento de Processos de Negócios ou Business Process Management (BPM). Sabendo da importância do tema, a Escola Superior de Redes (ESR), em parceria com a DinsmoreCompass, formulou três novos cursos de gestão de processos para você se tornar um especialista ainda em 2024. Conheça cada um deles, a seguir.  ❗ Você também pode gostar: 5 desafios comuns de projetos de rede e como os profissionais de TI podem driblá-los Gestão de processos na TI Como dissemos anteriormente, a TI tem um papel fundamental para o monitoramento de processos. Nesse cenário, podemos compreender gerenciamento de processos de negócios como o conceito que integra a gestão de negócios e a tecnologia da informação para monitorar e otimizar os procedimentos das organizações.  A abordagem tem o objetivo de reunir informações densas sobre como uma empresa realiza os seus processos. Por isso, encontra-se em uma seara para além da gestão simples de projetos e processos. Na prática, a metodologia propõe a realização do controle das atividades realizadas pela empresa e do seu fluxo, assim como evidencia o encadeamento de tudo o que é executado dentro do negócio.  Dessa forma, o BPM se adapta muito bem às demandas do novo contexto de mercado, o qual possui características complexas, como alta concorrência, novos canais e tecnologias, regulação robusta e clientes mais conscientes dos seus direitos e do seu poder de escolha, além de mudanças culturais significativas. Isso ocorre porque todos esses elementos impactam, em maior ou menor escala, nas formas e nos processos de trabalho, tanto nas camadas estratégicas e táticas quanto nas operacionais, o que demanda outras articulações dos líderes e gestores.  O gerenciamento de processos de negócios (Business Process Management – BPM) refere-se, assim, à utilização de técnicas, ferramentas, pessoas, insumos, resultados e procedimentos para tornar as operações das empresas eficazes e eficientes.  Principais motivações para o uso do gerenciamento de processos de negócios nas empresas: Economizar dinheiro; Aumentar a produtividade; Melhorar produtos e serviços; Lançar produtos e serviços; Entrar em novas linhas de negócios. Quando há uma gestão de processos de negócios, essas motivações são superadas, visto que a organização aprimora a visão crítica que tem em relação às suas formas de executar aquilo que ela se propõe a entregar ao usuário final. Qual a importância do profissional de TI no gerenciamento de processos de negócios ou BPM (Business Process Management)? O profissional de Tecnologia da Informação (TI) desempenha um papel crucial em várias etapas do ciclo de vida do BPM, desde a modelagem e automação até o monitoramento e a otimização dos procedimentos empresariais. Na prática, o profissional de TI é fundamental na fase inicial da modelagem de processos, visto que ele é o responsável por utilizar ferramentas específicas de BPM, como diagramas de fluxo de trabalho e modelagem de processos, para mapear e documentar as atividades do negócio de forma rápida, coesa e de fácil entendimento.  Além disso, o conhecimento da modelagem de processos é imprescindível para a implementação de métodos relacionados com a Gestão de Serviços de Tecnologia da Informação (GSTI) e a Governança de Tecnologia da Informação. Essa função garante que todas as atividades, responsabilidades e fluxos de trabalho sejam claramente definidos e compreendidos. Depois, na automação de processos, o papel do profissional de TI é essencial. Ele implementa sistemas que automatizam tarefas repetitivas e integradas entre diferentes departamentos e estratégias, promovendo não só o aumento da eficiência como a redução de erros, permitindo que a organização responda rapidamente às mudanças no ambiente de negócios. Além disso, o profissional de TI é vital para o monitoramento e a análise contínua dos processos. Com o uso de tecnologias de Business Intelligence (BI) e ferramentas de análise de dados, ele coleta e avalia informações em tempo real, oferecendo insights valiosos que contribuem para a identificação de gargalos, ineficiências e oportunidades de melhoria. Esse monitoramento contínuo auxilia na adaptação e evolução dos processos empresariais. Na fase de otimização, é o especialista de TI que colabora estreitamente com os gestores de negócios para implementar melhorias baseadas nas análises realizadas. Para isso, ele utiliza abordagens de melhoria contínua, a fim de refinar os processos e maximizar a eficiência e a eficácia operacional.  Por fim, a segurança da informação, um aspecto crítico em qualquer empresa, é garantida pelo profissional de TI. Ele implementa e mantém medidas de segurança robustas para proteger dados sensíveis durante todo o ciclo de vida dos processos, garantindo conformidade com a regulamentação e evitando riscos de segurança. Ou seja, o profissional de TI é parte indispensável do desenvolvimento e da implementação de um gerenciamento de processos de negócios. Veja, a seguir, como se especializar nessa área.  ❗ Você também pode gostar – Projeto de cabeamento estruturado: por que ele é tão importante para redes de alta velocidade?  Os três novos cursos da formação em Gestão de Processos da ESR para deslanchar a sua carreira Para os profissionais de TI que desejam ingressar no setor de gerenciamento de processos de negócios, a Escola Superior de Redes (ESR) oferece, em parceria com a DinsmoreCompass, uma formação completa, por meio de cursos exclusivos, realizados na modalidade EaD, com aulas ao vivo. São eles: 1. Fundamentos de BPM (parceria oficial DC –DinsmoreCompass) – EaD Esse curso proporciona ao profissional o aprendizado de elementos complementares para o planejamento e controle da modelagem de processos de negócio (AS, IS ou TO BE).  Para isso, desenvolve competências para a modelagem de processos de negócios e processos operacionais utilizando a notação BPMN, além de boas práticas do mercado. Programa do curso Tipos de Processo de Cadeia de Valor Papéis e Responsabilidades Tipos de Gestão com BPM Ciclo de Vida e Hierarquia de BPM, PDCA e SDC Gatilhos, Instâncias e Tokens; Handoff e Caminho Feliz; Modelagem de Processos (Análise e Desenho/Notação BPMN)[a1]  Sipoc e Conceitos de Modelagem Análise e Melhoria Tipos de Notação de Processos Ferramenta de Modelagem (Bizagi) Notação de Processos (BPM) Preparação para Modelagem Boas Práticas de Modelagem Processos Aplicados Técnicas e Ferramentas de Levantamento de Processos Custeio de Processos (ABC) Riscos em Processos Controle de Processos Projeto de Implantação e Melhoria de Processos Os encontros já começam em 3 de julho. Inscreva-se agora!  2. Especialista em BPM (parceria oficial DC –DinsmoreCompass) – EaD Nesse curso, o profissional de TI desenvolve conceitos e práticas avançados de uso de RPA, por meio de ferramentas BPMS. Além disso, utiliza teoria e aplicação de inteligência artificial para controle e modelagem de processos, em uma metodologia prática comprovada e reconhecida no mercado.  Programa do curso Conceitos de RPA Principais BPMS Preparando a Infraestrutura Automação na Prática (Bizagi ou RPA da MS) Preparando a Estrutura de Dados Formulários e Regras de Negócio Processos e Subprocessos Árvores de Decisão Integração com Outros Sistemas Portais de Trabalho Relatórios e Análise de Processos Conceitos de IA O Que É Inteligência Artificial? Ferramentas Que Usam a IA Como a IA Pode Ajudar nos Processos? Power Automate e Microsoft IA Builder Exemplo Prático de Decisão Usando a IA Turma já aberta. Inscreva-se! 3. Gestor BPM (parceria oficial DC – DinsmoreCompass) – EaD Esse é um curso voltado para profissionais que desejam se tornar gestores de BPM. Os módulos possuem conhecimentos essenciais em desempenho organizacional, estratégia e indicadores de desempenho.  Por meio de uma metodologia focada na teoria e na prática de temas relevantes para a TI, como desdobramento estratégico e OKRs, além do escritório de processos (BPMO), os participantes aprendem a liderar, com eficácia, a otimização de processos e a implementação de mudanças bem-sucedidas nas suas organizações. Programa do curso Missão, Visão e Valores Desdobramento Estratégico Balance Score Card (BSC) Objectives and Key Results (OKR) Indicadores de Desempenho Escritório de Processos (BPMO) Turma já aberta. Inscreva-se! ____________________________________________ Com o auxílio desses três cursos para a formação em gestão de processos da ESR, você se torna um profissional de TI com mais potencial de empregabilidade!  Ficou com alguma dúvida? Converse com o nosso time de especialistas: 


    20/06/2024
  • recrutamento de times de TI
    RH

    Guia completo: como realizar o recrutamento de times de TI em 9 passos

    Por suas características singulares, tal qual a possibilidade do trabalho em nuvem, a área de tecnologia da informação (TI) conta com a oportunidade de abertura de vagas não presenciais e de um recrutamento diferenciado, mais flexível e antenado com tecnologias de seleção de pessoal.  Entretanto, mesmo diante dessas possíveis facilidades, o profissional de RH pode encontrar alguns desafios para estruturar processos seletivos que se atualizem tão velozmente quanto a transformação digital, elemento base da TI.  O gerenciamento de lideranças nessa área, sobretudo no modelo de trabalho remoto, a retenção de talentos e a manutenção de baixas taxas de turnover ganham outros contornos. Por exemplo, se, antes, o trabalho presencial permitia que gestores e colaboradores trocassem informações frente a frente, embora isso, de certa forma, limitasse a atuação do colaborador para apenas aquele espaço físico/empresa, agora, a comunicação virtual é o que guia os especialistas, que podem se candidatar a vagas de qualquer lugar do país e do mundo, ampliando a sua demanda e a concorrência por profissionais qualificados.  A exemplo disso, uma pesquisa da Husky, plataforma de transferências internacionais, identificou que o número de trabalhadores brasileiros que preenchem vagas estrangeiras remotamente cresceu 491% entre 2020 e 2022. Essa tendência não é novidade no mercado. Inclusive, em 2018, o IBGE já mensurava 3,8 milhões de cargos de home office ocupados em caráter oficial.  Ou seja, em meio às mudanças nos processos de trabalho e às novas exigências tanto dos colaboradores quanto de empresas e mercado, é necessário que o tech recruiter, além de contratar novos talentos para cargos de TI, desenvolva um planejamento estratégico focado na permanência dos profissionais que entregam resultados. Neste artigo, vamos conversar mais sobre como recrutar e manter profissionais de TI com base nessa nova configuração laboral. Continue conosco.  ❗ Leia também: O home office acabou? Saiba como gerenciar a flexibilidade de trabalho na tecnologia  O cenário do mercado de TI em 2024 Há bastante tempo, se fala na importância de um desenvolvimento de carreira integral, que unifique competências de hard e soft skills. Para o mercado de trabalho de tecnologia da informação, essa demanda faz ainda mais sentido, uma vez que os profissionais do segmento lidam com situações complexas e bastante desafiadoras.  Por ser um mercado em constante expansão, os profissionais de TI precisam se adaptar a ele de maneira contínua e explorar outras habilidades, como inteligência emocional e participação em projetos em equipe. Mesmo com tais singularidades, a TI se destaca por oferecer um leque de oportunidades de atuação e pela remuneração.  A exemplo disso, o relatório do International Data Corporation (IDC), lançado recentemente, responsável por analisar o panorama da área para 2024, estima que a indústria de TI cresça 12% de maneira geral no Brasil e 9% nos estados ao longo do ano. Para o mesmo período, o guia da Robert Half ainda identifica uma média salarial de R$ 21.900,00 para desenvolvedores e de R$ 12.000,00 iniciais para um especialista cloud.  Assim, a perspectiva positiva do cenário, o surgimento de novas tecnologias e a sistematização de outras, como automação, machine learning e IA, influenciam diretamente a alta demanda por profissionais qualificados, da mesma forma que aumentam o interesse de pessoas pelas carreiras em TI.  Recrutar talentos nesse contexto exige um olhar atento do setor de RH, que deve estabelecer, em mutualidade, os requisitos para o preenchimento das suas vagas, de acordo com o que é de interesse da empresa e do colaborador.  As profissões que devem liderar contratações na área tech em 2024 De acordo com o índice da Robert Ralf, os profissionais de tecnologia mais buscados em 2024 serão:  Já em relação às perspectivas de remuneração, o índice prevê para o ano: Já para a Forbes Brasil, as profissões da área tech mais visadas por empregadores atualmente são:  ❗Leia também: O que você precisa para se especializar em linguagem de programação? Habilidades as quais um gestor de RH deve se atentar para recrutar times de TI Para recrutar times de TI presenciais ou remotos, ter conhecimento sobre as especificidades desse mercado e das suas estruturas é indispensável. Pode ser interessante para o gestor de RH realizar uma combinação de know-how em gestão de pessoas com o acompanhamento das tendências do futuro do trabalho, sobretudo naquilo que impacta o setor – tecnologia, desejo dos colaboradores, anseios da indústria e do consumo etc. Nesse contexto, para amplificar o potencial das equipes de trabalho de TI, o gestor de RH precisa compreender a fundo quais são as exigências do cargo que será preenchido, para que identifique as habilidades que busca, assim como pode passar à liderança dessas empresas informações sobre as condições de trabalho esperadas pelos candidatos de maneira geral. O ideal é que os recrutamentos consigam encontrar um ponto de equilíbrio entre essas duas demandas.  Desenvolver processos de seleção que priorizem um mindset voltado para o aprendizado contínuo, por exemplo, pode auxiliar que os novos times de TI estejam dispostos a se capacitar mesmo depois de sua efetivação. Além dessa orientação, elencamos algumas competências que devem ser avaliadas pelos gestores de RH no preenchimento de vagas tech.  1) Interesse por inteligência artificial e aprendizado de máquina  Tanto a inteligência artificial quanto o aprendizado de máquina (machine learning em inglês) são realidades no mercado. Embora os usuários, recentemente, estejam aprendendo a lidar com essas tecnologias e a identificá-las no seu dia a dia de forma mais consciente, elas não são novas.  Dessa forma, é indicado que os profissionais de TI tenham alguma compreensão da IA, do aprendizado de máquina e de algoritmos por trás das suas ferramentas e aplicações ou interesse por esses assuntos.  Algumas especializações que podem ser interessantes e criar um diferencial: Tais competências contribuem para que o profissional consiga propor melhorias nos processos da empresa e oferecer um produto voltado para a satisfação da experiência do cliente. 2) Programação  A programação é relevante para qualquer área que o profissional queira seguir na TI. Aprender a fundo, pelo menos, uma das linguagens utilizadas na programação é um requisito importante para um profissional desse setor.  Leia também: O que você precisa saber para se especializar em linguagem de programação?  3) Interesse por big data  Há muito se diz que “dados são o novo petróleo”. Por isso, é necessário que o profissional de TI, guardadas as características da área em que vai atuar, tenha conhecimento de ferramentas de análise de dados e suas rotinas.  4) Facilidade para atuar em modelos de trabalho colaborativos  A capacidade de trabalhar em equipe e colaborar com os colegas é fundamental em qualquer setor. À medida que as empresas se dedicam a projetos mais complexos e, agora, com bastante incidência, ao modelo remoto, a coparticipação eficaz se torna ainda mais importante.  Aqui, claro, o desenvolvimento de um ambiente que propicie essa dinâmica é indispensável e de responsabilidade dos líderes das equipes e dos gestores de RH.  5) Habilidade em comunicação  Em 2024, entre as soft skills desejadas para um profissional de TI, sobretudo aquele que atuará em modelo remoto, está a habilidade de comunicação. Nesse contexto, significa explicar conceitos complexos de maneira objetiva, clara e que não deixe dúvidas.  Além disso, é necessário ter facilidade com a capacidade de diálogo fluido entre as diferentes áreas e níveis hierárquicos ou desenvolvê-la, bem como conseguir usar a comunicação para compreender as necessidades de cada cliente, atentando-se, inclusive, para os quesitos de acessibilidade digital.  A comunicação reflete diretamente na experiência do cliente e, por isso, é uma habilidade tão cara aos novos profissionais de TI.  6) Gosto por aprendizagem contínua Se antes da era da informação e da geração ininterrupta de dados o aprendizado contínuo já era importante, imagine agora.  Como dissemos, uma das características que se deseja para um profissional de TI, em 2024, é que ele volte seu mindset para a metodologia do aprendizado contínuo e, dentro disso, saiba como criar a sua trilha de conhecimentos de forma estratégica.  Para o gestor de RH, há a responsabilidade de incentivar a equipe a adotar essa metodologia, seja pela condução de ciclos de capacitação, parceria com empresas de treinamentos e cursos, seja por meio de eventos que promovam networking e troca de conhecimento. Em outras palavras, colaboradores e RH precisam ser aprendizes contínuos.  7) Busca por certificações  No mercado de tecnologia da informação, as certificações são capazes de atestar se um candidato à vaga detém uma série de requisitos básicos para a função que vai desempenhar. Assim, é interessante que o profissional se dedique a conquistá-las, sabendo quais são as melhores para cada objetivo de carreira e que o gestor de RH saiba quais solicitar para cada plano de trabalho.  8) Estar por dentro da cibersegurança O investimento em cibersegurança é uma das principais preocupações das empresas atuais. Afinal, as ameaças e os crimes virtuais têm se sofisticado com muita velocidade. Por isso, o interesse por funções, ferramentas, metodologias e plataformas de segurança, aplicações, nuvem, servidores pode ser um diferencial na hora da contratação.  Algumas áreas, inclusive, chamam atenção, como: É importante destacar que essas 9 habilidades podem sofrer alterações, de acordo com a área da vaga e a realidade da empresa. Por ser um campo de conhecimento muito extenso, torna-se inviável demandar que um candidato detenha saberes em todas elas.  Por isso, acima de tudo, é essencial que o gestor de RH saiba adaptar o que o mercado empregador busca de maneira geral em TI e o que é realmente importante avaliar para o preenchimento do cargo específico da empresa.  Há uma maneira adequada de fazer o recrutamento de times de TI? A área de TI é marcada pela demanda constante de colaboradores em atividade e também pela rotatividade. Logo, ter um plano de recrutamento atualizado é um desafio diário, sobretudo em empresas que não contam com setores responsáveis por isso, como RH e gestão de pessoas.  Apesar de complexo, existem passos básicos que podem ajudar a orientar esse processo dentro da organização. Quando há um setor de RH bem estruturado, é importante que ele converse com os funcionários já alocados em TI para compreender as especificidades de cada cargo e qual é a contribuição das vagas para o propósito da empresa. Isso contribui para uma busca mais assertiva de profissionais.  Além de tudo, existem outras formas de conhecer e atestar o perfil de um candidato, como:  E a contrapartida do RH? Da mesma forma que a empresa busca candidatos, precisa encantá-los com as oportunidades contidas nas vagas.  O trabalhador do mercado atual prioriza a experiência e a possibilidade de desenvolvimento de carreira. Assim, é interessante pontuar, com a liderança da empresa, a necessidade de investimento em condições de trabalho voltadas para o aprendizado, a horizontalidade de lideranças e a valorização da participação dos colaboradores.  Veja algumas ações que podem tornar o recrutamento mais interessante aos olhos dos candidatos: 1) Solicite investimento em tecnologia à liderança da empresa Explique aos líderes a necessidade de garantir equipamentos modernos e eficientes para os profissionais de TI.  Visto que é uma área com DNA inovador, poder utilizar ferramentas e tecnologias emergentes, com alto valor agregado, representa um dos principais estímulos para os profissionais de TI permanecerem nas empresas.  A ação não apenas otimiza a produtividade como também demonstra o comprometimento da empresa com o sucesso de suas equipes. 2) Transparência é elemento-chave  As vagas de trabalho em TI dependem, sobretudo, de uma relação de confiança entre gestores de RH e colaboradores. Para tanto, ter transparência nos escopos de trabalho e projetos, no acompanhamento de indicadores internos e de produtividade, além de na comunicação, é o que vai garantir o sucesso dessa vaga.  Estabeleça uma relação próxima com os funcionários, com encontros periódicos para alinhar as expectativas do contratado e da contratante, além do entendimento fiel do propósito da empresa.  Essas são algumas perguntas que podem orientar o RH na construção de um vínculo transparente e objetivo com o trabalhador de TI. 3) Considere a flexibilização da modalidade e do horário de trabalho Pelas características que mencionamos no início deste artigo, a área de TI pode ser flexível, seja em relação às modalidades de trabalho (presencial, remoto ou híbrido), seja no quesito carga horária.  Estude as possibilidades de tornar a vaga ainda mais atrativa, ao contar com vantagens que levem em consideração as diferentes necessidades de cada indivíduo. Inclusive, de acordo  em uma pesquisa do PageGroup, 75% dos profissionais participantes consideraram o trabalho híbrido o modelo preferido na escala da flexibilidade Alinhe a possibilidade e o interesse dos candidatos, destacando quais desses critérios é cabível adotar no processo de seleção de novos talentos de TI.  4) Gerencie a equipe com o auxílio da tecnologia Ao possibilitar o ingresso de colaboradores por meio do trabalho remoto, há a associação automática de demanda por ferramentas tecnológicas para a gestão dessas vagas. Existem inúmeras plataformas de gerenciamento de projetos, como Kanban, Runrun.it e Trello, bem como para a conferência de horas trabalhadas, a exemplo do ponto digital. Escolha aquela que melhor se adapta às necessidades da sua empresa, faça um treinamento da ferramenta com os colaboradores e estabeleça um tempo de teste inicial da tecnologia.  Com ela integralmente implementada, gerencie os projetos de forma metódica e processual, se atendo aos comandos das plataformas; é necessário centralizar a gestão de conhecimento e os arquivos de aprendizagem dos projetos. Por isso, utilize as ferramentas com o auxílio de processos bem definidos para que nada se perca.  Alguns exemplos de programas de gerenciamento de projetos e organização de times de TI remotos:  1) Trello2) Asana3) ClickUP4) Runrun.it5) Monday.com6) Jira Software7) Wrike 5) Destaque os benefícios disponibilizados pela empresa Detalhe os benefícios que vão além da remuneração. Planos de saúde diferenciados, descontos em academias, programas de bem-estar e outros incentivos podem ser mencionados como parte de um pacote atrativo para os candidatos. 6) Estruture um plano de capacitação O desenvolvimento contínuo dos profissionais de TI é essencial para a produtividade das empresas e também uma demanda dos próprios colaboradores. Por isso, para um recrutamento mais estratégico, estruture previamente planos de capacitação e desenvolvimento de carreira para cada cargo aberto, com materiais, parcerias, descontos em certificações etc. Depois disso, comunique a existência dessa ação para os candidatos como forma de incentivá-los a participar de todas as etapas do processo seletivo. Por fim, coloque em prática essa ação!  Nessa dinâmica, capacitação, workshops e cursos específicos podem ser oferecidos, demonstrando a valorização do crescimento profissional dentro da empresa. 7) Colha feedbacks e tenha um canal de comunicação ativo Saliente que a empresa está aberta à comunicação bidirecional. Além de fornecer um canal para feedbacks, explique como a corporação valoriza a opinião dos colaboradores e como esse processo contribui para melhorias contínuas no ambiente de trabalho. Isso pode ser estruturado, por exemplo, por meio de ouvidorias anônimas para casos de sugestão de melhorias, de críticas ou denúncias e para casos de dicas ou insights que reflitam na otimização de resultados para as empresas, bonificações salariais ou dias de folga. Há inúmeras formas de fortalecer o processo de comunicação entre a empresa e o colaborador e incentivar a participação dele nos projetos do negócio.  8) Saiba o que os profissionais da área desejam Compreender as expectativas dos profissionais de TI é essencial para saber como recrutar talentos! Realize pesquisas internas e entrevistas exploratórias para identificar as necessidades específicas das equipes de TI, separando os elementos encontrados por área de atuação.  Entender os desafios, as preocupações, os focos e os desejos dessas personas contribuirá para um processo seletivo mais atrativo e compatível com o mercado. Além disso, essa é uma ótima oportunidade para coletar argumentos de barganha com a liderança da empresa. Com informações e dados reais sobre o que os colaboradores esperam das suas funções, pode ser mais simples solicitar mudanças aos líderes do empreendimento.  9) Desenvolva um processo seletivo transparente e claro O processo seletivo deve fornecer informações detalhadas sobre as etapas, as expectativas e os critérios de avaliação. Isso inclui a divulgação clara das responsabilidades do cargo, de requisitos específicos e a explicação dos passos do processo, desde a aplicação até a contratação.  A transparência nesse contexto atrai candidatos mais alinhados à cultura organizacional da empresa, além de criar uma impressão positiva sobre a postura da companhia, destacando o compromisso com a comunicação aberta e justa. Se for o caso, teste as etapas antes de lançá-las, para evitar erros e possíveis recursos.  _________________________________________________ Aprimore o processo de recrutamento e a manutenção de times de TI O recrutamento e a gestão de times de TI demandam uma série de atividades. Por isso, é importante contar com soluções que facilitem esses processos e orientem as empresas para uma atuação mais assertiva, por meio de metodologias validadas pelo mercado e indicadores adequados para suportar as tomadas de decisão. Pensando nessa necessidade, a Escola Superior de Redes desenvolveu a Consultoria Educacional, que oferece estratégias de aprendizagem corporativas elaboradas de acordo com os objetivos e as necessidades de cada empresa. A Consultoria Educacional da ESR ajuda gestores de TI e de RH a otimizar os recursos investidos no desenvolvimento profissional das equipes e gerar resultados estratégicos e alinhados com os objetivos da empresa. Além disso, o serviço direciona as instituições em consonância com o que há de mais atual na capacitação de profissionais no âmbito global para enfrentar os desafios da área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Entre em contato com a ESR para saber mais sobre a Consultoria Educacional em tecnologia da informação!


    14/06/2024