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Computação Quântica

  • Criptografia pós-quântica: por que a transição começou antes do Q-Day
    Computação Quântica

    Criptografia pós-quântica: por que a transição começou antes do Q-Day

    A Criptografia Pós-Quântica (PQC) descreve um conjunto de técnicas criptográficas desenvolvidas para proteger dados de ataques executados por computadores quânticos, utilizando algoritmos resistentes à capacidade computacional esperada dessa nova geração de máquinas. O tema é estratégico porque boa parte da infraestrutura digital moderna ainda depende de algoritmos de criptografia assimétrica, como RSA e ECC, amplamente utilizados em certificados digitais, VPNs, assinaturas eletrônicas, autenticação e protocolos de comunicação segura. No entanto, esses modelos apresentam vulnerabilidades conhecidas diante da evolução da computação quântica e segurança, especialmente com o avanço de algoritmos quânticos capazes de resolver operações matemáticas consideradas inviáveis para computadores tradicionais. Embora computadores quânticos capazes de quebrar esses padrões em larga escala ainda não estejam plenamente disponíveis, o risco já existe no presente. Ataques conhecidos como Harvest Now, Decrypt Later (“coletar agora, descriptografar depois”) seguem exatamente essa lógica, na qual informações criptografadas são capturadas hoje para serem descriptografadas futuramente, quando a capacidade computacional quântica atingir maturidade suficiente. O impacto desse cenário é particularmente crítico para organizações que lidam com dados sensíveis e de longo ciclo de vida, como: ●  registros médicos; ●  propriedade intelectual; ●  contratos estratégicos; ●  sistemas financeiros; ●  infraestrutura crítica; ●  informações governamentais sensíveis. Por esse motivo, a ameaça quântica é um dos pilares da resiliência cibernética contemporânea, que compõe a governança de risco tecnológico e a proteção de dados de longo prazo. Ao longo deste conteúdo, vamos analisar: ●  o que é criptografia pós-quântica; ●  por que a transição começou antes do chamado Q-Day; ●  como os novos algoritmos NIST estão sendo estruturados; ●  quais riscos os modelos criptográficos atuais já enfrentam; ●  por que a agilidade criptográfica se tornou prioridade para estratégias modernas de segurança da informação. Este artigo integra o cluster de conteúdos sobre computação quântica da ESR e aprofunda a discussão iniciada no conteúdo sobre computação quântica e criptografia e seus impactos na segurança digital.  Veja também: Quais são os três padrões da criptografia pós-quântica?Computação quântica e cibersegurança: o que muda na proteção de dados O que é o Q-Day e por que ele preocupa a segurança digital? O termo Q-Day é utilizado para descrever o momento em que computadores quânticos terão capacidade prática de quebrar algoritmos criptográficos amplamente utilizados atualmente. A segurança digital moderna depende da dificuldade matemática de resolver determinados problemas computacionais, como o RSA, baseado na fatoração de números primos extremamente grandes, e a Criptografia de Curva Elíptica (ECC), sustentada pela complexidade matemática de operações sobre curvas elípticas. Em computadores clássicos, essas operações exigiriam um tempo computacional inviável, limitação técnica sobre a qual a criptografia assimétrica contemporânea foi construída. A computação quântica modifica essa lógica ao operar com princípios diferentes da computação tradicional. Algoritmos quânticos, como o algoritmo de Shor, conseguem resolver determinados problemas matemáticos de forma exponencialmente mais eficiente. Em termos práticos, isso significa que mecanismos considerados seguros hoje poderão apresentar vulnerabilidades quando a capacidade computacional quântica atingir sua maturidade operacional. Esse cenário afeta diretamente as tecnologias utilizadas diariamente em ambientes corporativos e governamentais, incluindo: ●  certificados digitais; ●  autenticação multifator; ●  VPNs; ●  assinaturas eletrônicas; ●  infraestrutura PKI; ●  protocolos TLS; ●  transações financeiras; ●  comunicações críticas. Por esse motivo, a discussão sobre computação quântica e segurança aborda continuidade operacional, proteção de dados sensíveis e governança de risco tecnológico. A questão mais sensível, porém, envolve a relação entre tempo e confidencialidade da informação. Muitos dados precisam permanecer protegidos durante décadas. Informações médicas, registros governamentais, propriedade intelectual, contratos estratégicos e sistemas de defesa possuem valor permanente ou de longo prazo. Nesse contexto, a preocupação não está restrita ao momento em que o Q-Day ocorrerá, mas à exposição acumulada até lá. É desse desafio que surge o conceito de Harvest Now, Decrypt Later, considerado um dos principais aceleradores da transição para a criptografia pós-quântica. O que é a ameaça Harvest Now, Decrypt Later O modelo Harvest Now, Decrypt Later parte de uma lógica relativamente simples: coletar hoje informações criptografadas para descriptografá-las futuramente, quando houver capacidade computacional suficiente para quebrar os algoritmos atuais. Isso significa que um dado protegido hoje não está necessariamente seguro no longo prazo. Mesmo sem capacidade imediata de descriptografia, agentes maliciosos podem armazenar grandes volumes de informação e aguardar a maturidade operacional da computação quântica. Essa dinâmica altera a forma como a segurança da informação é analisada. Historicamente, a proteção criptográfica era avaliada considerando as ameaças contemporâneas. Com o avanço da ameaça quântica, o horizonte de risco se expande para dados que continuarão sensíveis muitos anos depois da coleta. O valor temporal da informação assume papel central dentro da estratégia de proteção digital. Quanto maior a necessidade de confidencialidade prolongada, maior tende a ser a exposição associada à permanência em algoritmos vulneráveis, especialmente em estruturas que ainda dependem exclusivamente de RSA e ECC. Esse cenário afeta diretamente setores como: ●  saúde; ●  defesa; ●  sistema financeiro; ●  infraestrutura crítica; ●  telecomunicações; ●  pesquisa científica; ●      administração pública. Em muitos desses ambientes, o ciclo de vida da informação ultrapassa 10 ou 20 anos. Registros médicos, documentos estratégicos, dados governamentais sensíveis e propriedade intelectual precisam manter a confidencialidade durante períodos muito superiores ao tempo médio de atualização da infraestrutura tecnológica. Por esse motivo, a transição para modelos de segurança pós-quântica não pode ser tratada como uma atualização pontual de software ou hardware. A discussão envolve governança, continuidade operacional e planejamento de longo prazo para a proteção de dados sensíveis. Essa preocupação acelerou o desenvolvimento dos novos algoritmos NIST PQC, uma das principais referências internacionais para a transição criptográfica. Os novos padrões do NIST e a corrida pela segurança pós-quântica A necessidade de substituir algoritmos vulneráveis à computação quântica levou o  National Institute of Standards and Technology (NIST) a conduzir um dos projetos de padronização criptográfica mais relevantes das últimas décadas. O objetivo era selecionar algoritmos capazes de preservar a confidencialidade, a autenticação e a integridade mesmo diante da evolução da capacidade computacional quântica. O processo começou em 2016 e reuniu pesquisadores, universidades, empresas de tecnologia e especialistas em segurança da informação de diferentes países. Durante anos, os algoritmos candidatos foram submetidos a auditorias públicas, testes de desempenho, análises matemáticas e avaliações de interoperabilidade. A validação não estava restrita à resistência criptográfica. Os novos padrões precisavam operar em ambientes reais, com limitações de processamento, consumo de memória, escalabilidade e compatibilidade com infraestruturas já existentes. Diante disso, entre os algoritmos selecionados pelo NIST, alguns se tornaram centrais para a transição da criptografia pós-quântica. 1. H3 ML-KEM – proteção para a troca de chaves criptográficas O ML-KEM, baseado no CRYSTALS-Kyber, foi selecionado como padrão para encapsulamento e troca de chaves criptográficas. Sua função é proteger a comunicação entre sistemas, impedindo que terceiros interceptem ou reconstruam chaves utilizadas em conexões seguras. Esse algoritmo ocupa posição estratégica porque operações de troca de chaves sustentam protocolos utilizados diariamente em VPNs, TLS, aplicações corporativas e serviços digitais. O modelo foi desenvolvido para equilibrar: ●  a resistência a ataques quânticos; ●  o desempenho computacional; ●  a eficiência operacional; ●  a viabilidade de implementação em larga escala. 2. H3 ML-DSA e a proteção das assinaturas digitais Outro ponto crítico da transição criptográfica envolve assinaturas digitais. O ML-DSA, derivado do CRYSTALS-Dilithium, foi escolhido pelo NIST para garantir a autenticidade e a integridade em ambientes sujeitos à ameaça quântica. Na prática, esse algoritmo protege mecanismos utilizados em: ●  autenticação; ●  certificados digitais; ●  assinatura de documentos; ●  validação de software; ●  identidade digital. A escolha do NIST sinaliza uma mudança importante na arquitetura da confiança digital contemporânea. Isso ocorre porque assinaturas digitais sustentam boa parte das operações eletrônicas modernas, desde transações financeiras até infraestrutura governamental. 3. H3 SLH-DSA e a segurança baseada em funções hash O SLH-DSA, derivado do SPHINCS+, também foi padronizado pelo NIST para aplicações de assinatura digital resistentes à computação quântica. Diferentemente do ML-DSA, que é baseado em criptografia de reticulados (lattices), o SLH-DSA utiliza uma abordagem fundamentada em funções hash, tecnologia amplamente estudada e considerada uma das bases mais consolidadas da criptografia moderna. Sua principal função é oferecer uma alternativa criptográfica para cenários que exigem diversidade de mecanismos de segurança e redução de dependência de uma única família matemática. Embora apresente assinaturas maiores e menor eficiência operacional em alguns contextos, o algoritmo amplia as opções disponíveis para organizações que planejam estratégias de transição para a criptografia pós-quântica. Segurança pós-quântica exige agilidade criptográfica A adoção desses padrões não significa uma migração imediata e simples. Ambientes corporativos frequentemente operam com sistemas legados, aplicações distribuídas, dispositivos IoT, múltiplos fornecedores e arquiteturas híbridas. Em muitos casos, algoritmos criptográficos estão profundamente incorporados à infraestrutura. Por isso, não devemos nos concentrar apenas em “qual algoritmo substituirá o RSA”. A prioridade deve ser a construção de agilidade criptográfica, ou seja, a capacidade de adaptar rapidamente mecanismos criptográficos sem comprometer a operação, a interoperabilidade ou a continuidade dos serviços. Esse conceito é importante uma vez que a transição para a segurança pós-quântica não ocorrerá em uma única etapa. Organizações precisarão conviver durante anos com modelos híbridos, que combinem algoritmos tradicionais e algoritmos resistentes a computadores quânticos dentro da mesma infraestrutura. Nesse cenário, inventariar dependências criptográficas, classificar riscos e iniciar testes controlados se tornou parte das estratégias modernas de resiliência cibernética. Como iniciar a transição para a criptografia pós-quântica? A migração para modelos de criptografia pós-quântica não começa pela substituição imediata de algoritmos. O primeiro desafio está em identificar em quais pontos a criptografia já existe dentro da operação. Em muitas organizações, mecanismos criptográficos estão distribuídos entre aplicações legadas, VPNs, certificados digitais, APIs, sistemas de autenticação, dispositivos IoT, bancos de dados e integrações entre ambientes cloud. Parte dessas dependências sequer possui documentação atualizada. Por esse motivo, a transição para modelos de segurança pós-quântica exige uma abordagem baseada em visibilidade, classificação de risco e interoperabilidade. 1) Inventário criptográfico como ponto de partida técnico O primeiro movimento envolve mapear quais sistemas utilizam a criptografia assimétrica e quais algoritmos sustentam essas operações. No dia a dia da organização, isso significa identificar: ●  em que partes RSA e ECC estão implementados; ●  quais aplicações dependem de PKI; ●  quais certificados possuem ciclos longos de renovação; ●  quais integrações utilizam troca de chaves criptográficas; ●  quais ambientes armazenam dados sensíveis de longo prazo. Esse inventário também precisa considerar as dependências indiretas. Muitas aplicações utilizam bibliotecas criptográficas incorporadas por fornecedores terceiros, o que amplia a complexidade da migração criptográfica. Sem essa visibilidade, qualquer estratégia de atualização tende a gerar incompatibilidades operacionais e aumento de superfície de risco. 2) O valor temporal da informação muda a prioridade da migração Nem todo dado exige o mesmo nível de proteção temporal. Informações transitórias possuem impacto limitado caso sejam descriptografadas futuramente. Já dados estratégicos mantêm relevância operacional, jurídica ou financeira durante décadas, fator que transforma completamente a priorização da transição. Ambientes associados a propriedade intelectual, contratos de longo prazo, infraestrutura crítica, registros médicos, pesquisa científica, sistemas governamentais, defesa e telecomunicação costumam exigir ciclos de confidencialidade muito superiores ao tempo médio de renovação tecnológica. É aqui que o modelo Harvest Now, Decrypt Later ganha dimensão prática dentro da governança de risco tecnológico: os ataques contemporâneos somam-se à exposição acumulada de informações que continuarão valiosas no futuro. 3) Interoperabilidade e ambientes híbridos A adoção dos novos algoritmos NIST PQC ocorrerá gradualmente. Durante anos, as organizações precisarão operar em ambientes híbridos, combinando algoritmos tradicionais e algoritmos resistentes a computadores quânticos dentro da mesma infraestrutura. Esse cenário cria desafios importantes de interoperabilidade. Protocolos, aplicações, dispositivos de rede e sistemas legados precisarão manter a compatibilidade sem comprometer o desempenho, a estabilidade ou a autenticação. Por esse motivo, testes controlados começam a ocupar um papel relevante na preparação técnica para a era pós-quântica. O objetivo deve ser não só validar a segurança matemática, mas analisar: ●  o impacto operacional; ●  o consumo computacional; ●  a compatibilidade entre sistemas; ●  o desempenho em ambientes distribuídos; ●  o comportamento de aplicações críticas. A construção dessa capacidade técnica tende a diferenciar organizações preparadas para lidar com a próxima transição criptográfica daquelas que ainda operam exclusivamente sob modelos concebidos para ameaças anteriores. Resumo visual: criptografia tradicional vs. criptografia pós-quântica Aspecto Criptografia tradicional Criptografia pós-quântica Base matemática    Fatoração e curvas elípticas Problemas matemáticos resistentes a quantum Principais algoritmos RSA e ECC ML-KEM, ML-DSA, SLH-DSA Resistência a computadores quânticos Vulnerável Projetada para resistência quântica Cenário de risco     Ataques clássicos Ataques clássicos e quânticos Dependência atual Amplamente utilizada Processo gradual de adoção Objetivo estratégico Segurança contemporânea Proteção de longo prazo Desafio operacional Atualização convencional Agilidade criptográfica e interoperabilidade A transição criptográfica começou antes da ruptura A preparação para a criptografia pós-quântica não está relacionada apenas com a chegada de computadores quânticos plenamente operacionais. O movimento atual surge da combinação entre exposição prolongada de dados, dependência estrutural de algoritmos vulneráveis e necessidade de proteção de informações que continuarão sensíveis nas próximas décadas. Por esse motivo, a transição para modelos de segurança pós-quântica é tratada como um processo contínuo de adaptação arquitetural, e não como uma simples substituição técnica de algoritmos. A adoção dos novos algoritmos NIST PQC, o desenvolvimento de estratégias de agilidade criptográfica e a construção de ambientes preparados para interoperabilidade entre modelos tradicionais e algoritmos resistentes a computadores quânticos fazem parte da evolução natural da segurança digital contemporânea. Ao mesmo tempo, as organizações que iniciam agora processos de inventário criptográfico, classificação de dados sensíveis e testes controlados de interoperabilidade tendem a construir vantagem operacional diante de uma das maiores mudanças já enfrentadas pela infraestrutura de segurança da informação. Nesse cenário, compreender a relação entre computação quântica e criptografia não é um diferencial restrito à pesquisa acadêmica. É preciso levar o conhecimento para compor decisões práticas de arquitetura, governança e continuidade operacional. O futuro da segurança digital começa pela capacidade de se interpretarem riscos tecnológicos antes que eles se tornem incidentes concretos. Sua infraestrutura está preparada para a era quântica? A transição para modelos de segurança da informação quântica exige profissionais capazes de interpretar riscos emergentes, avaliar impactos operacionais e estruturar ambientes resilientes diante da evolução tecnológica. As formações da ESR aprofundam temas ligados a: ●  resiliência cibernética; ●  governança de risco tecnológico; ●  segurança de redes; ●  interoperabilidade criptográfica; ●  proteção de dados sensíveis; ●  arquiteturas seguras para ambientes distribuídos. Conheça as formações da ESR voltadas para segurança, redes e gestão de riscos tecnológicos. Quero conhecer a ementa da melhor formação  do Brasil em Gestão de Risco e Segurança de Redes FAQ – Perguntas frequentes sobre criptografia pós-quântica 1) O que é criptografia pós-quântica? A criptografia pós-quântica reúne algoritmos desenvolvidos para resistir a ataques executados por computadores quânticos, protegendo dados de vulnerabilidades previstas para modelos criptográficos atuais. 2) O que significa Q-Day? O Q-Day representa o momento em que computadores quânticos terão capacidade prática de quebrar algoritmos criptográficos amplamente utilizados atualmente, como RSA e ECC. 3) O que é o ataque Harvest Now, Decrypt Later? É uma estratégia em que informações criptografadas são coletadas hoje para serem descriptografadas futuramente, quando houver capacidade computacional suficiente para quebrar os algoritmos atuais. 4) Quais algoritmos estão sendo substituídos? Os principais modelos sob risco são RSA e ECC, utilizados em certificados digitais, VPNs, autenticação, assinaturas eletrônicas e protocolos de comunicação segura. 5) O que são ML-KEM e ML-DSA? São algoritmos selecionados pelo NIST como parte dos novos padrões de segurança pós-quântica. O ML-KEM é voltado para a troca de chaves criptográficas, enquanto o ML-DSA protege assinaturas digitais. 6) A computação quântica já representa um risco real? Sim. Embora computadores quânticos capazes de quebrar criptografia em larga escala ainda estejam em evolução, dados capturados atualmente podem ser armazenados para descriptografia futura. 7) O que é agilidade criptográfica? É a capacidade de adaptar rapidamente mecanismos criptográficos dentro da infraestrutura sem comprometer a continuidade operacional, a compatibilidade entre sistemas ou a segurança. 8) A criptografia pós-quântica substitui imediatamente os modelos atuais? Não. A transição será gradual e envolverá ambientes híbridos, combinando algoritmos tradicionais e algoritmos resistentes a computadores quânticos durante muitos anos. Quero conhecer a formação da ESR


    16/07/2026
  • computador quântico. O que é quantum as a service qaas
    Computação Quântica

    Quantum as a Service: a computação quântica na nuvem é realmente viável?

    O ano de 2025 é um divisor de águas para a ciência e para o conceito de Quantum as a Service (QaaS), modelo que descreve a possibilidade de acesso a computadores quânticos pela nuvem, dispensando investimentos bilionários em infraestrutura própria. Se antes a computação quântica parecia um experimento distante, restrito a laboratórios acadêmicos com equipamentos resfriados próximos ao zero absoluto, agora o QaaS revoluciona esse cenário.  Ao democratizar o acesso a essa tecnologia, é possível que empresas e centros de pesquisa testem aplicações reais, explorando ações como simulação química, otimização de processos logísticos e segurança de dados. O momento não poderia ser mais oportuno. Recentemente, a Unesco declarou 2025 como o Ano Internacional da Ciência e Tecnologia Quântica, destacando o impacto global dessa inovação que, segundo o órgão, está impulsionando alguns dos avanços mais empolgantes do século XXI. De acordo com a organização, o campo quântico – que lida com partículas que desafiam a compreensão cotidiana da realidade – tem alterado como entendemos o universo e aberto caminho para evoluções tecnológicas realmente significativas. Para se ter uma ideia da relevância do tema, diversos países têm debatido ativamente os próximos passos do universo quântico e se posicionado na vanguarda da corrida para o desenvolvimento dessa inovação.  Enquanto nos Estados Unidos a Semana Quântica do IEEE acaba de reunir cientistas, engenheiros e líderes da indústria para discutir as próximas fronteiras desse caminho a serem descobertas, no Brasil, o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) inaugura seu primeiro Laboratório de Tecnologias Quânticas, com investimento de R$ 30 milhões, posicionando o país na chamada “segunda revolução quântica”. “O laboratório será capaz de produzir e caracterizar chips quânticos baseados na tecnologia de supercondutores, que é a mesma adotada pela IBM e outras empresas pelo mundo, bem como outros dispositivos que utilizam a mesma tecnologia, como magnetômetros SQUIDs, amplificadores paramétricos, detectores de fótons e circuladores”, detalha o pesquisador Ivan S. Oliveira, coordenador do projeto. Diante desse panorama e da profusão global da computação quântica, surge a pergunta central: o Quantum as a Service é apenas uma promessa ou já é uma realidade para empresas e profissionais de TI? A resposta você encontra neste artigo, por meio do seguinte guia:  O que é computação quântica? Para entender o que é Quantum as a Service, é importante dar um passo atrás e compreender o que significa computação quântica.  Diferente dos computadores clássicos, que operam com bits que representam 0 ou 1, os computadores quânticos utilizam qubits, ou seja, unidades de informação que podem estar em 0 e 1 ao mesmo tempo graças ao princípio da superposição quântica.  Essa característica permite que problemas extremamente complexos sejam resolvidos em uma fração do tempo que um computador clássico levaria anos para solucionar. Nesse contexto, a computação quântica é considerada parte da chamada segunda revolução quântica, que aplica fenômenos da física quântica em tecnologias práticas. Ela já se mostra promissora em áreas como modelagem de moléculas químicas, previsões financeiras, simulações de novos materiais e criptografia avançada. No texto “Computação quântica: o que está por trás dessa tecnologia e quais suas tendências?”, a ESR detalhou o funcionamento dessa tecnologia na prática e quais seus reflexos. Acesse o conteúdo na íntegra! Como funciona o Quantum as a Service (QaaS)? O Quantum as a Service funciona como uma extensão dos modelos de nuvem já conhecidos, como o Software as a Service (SaaS) e o Infrastructure as a Service (IaaS). A diferença é que, em vez de acessar softwares ou servidores, o usuário se conecta a computadores quânticos reais hospedados em data centers especializados. Os processadores podem ser supercondutores (como os da IBM), íons aprisionados em campos magnéticos (IonQ) ou até fótons em circuitos ópticos (Xanadu).  Cada arquitetura tem suas vantagens e desafios, mas todas compartilham a necessidade de ambientes extremos, com câmaras de resfriamento a 273 ºC e blindagem contra radiação externa. Para o usuário final, esse detalhe é invisível. Ele acessa uma plataforma online, escreve seu código em linguagens, como Qiskit ou Cirq, e envia o algoritmo para execução. O resultado retorna em minutos, algo que seria inviável de simular em computadores clássicos em tempo hábil. Por que isso importa? Porque reduz drasticamente a barreira de entrada. Antes, apenas grandes centros acadêmicos podiam experimentar algoritmos quânticos. Agora, qualquer startup ou laboratório pode comprar créditos e rodar testes reais. Ou seja, o QaaS resolve uma barreira ao oferecer acesso remoto, escalável e sob demanda a computadores quânticos. Em outras palavras: funciona como um “aluguel” de tempo de processamento em um computador quântico de ponta, sem que a empresa precise construí-lo ou mantê-lo. Esse modelo permite que pesquisadores, startups e grandes corporações experimentem algoritmos quânticos em problemas reais, mesmo que em pequena escala.  Plataformas como IBM Quantum Experience, Amazon Braket e Microsoft Azure Quantum já estão na dianteira desse mercado. O que o Quantum as a Service representa na prática? Na prática, o Quantum as a Service representa a democratização da computação quântica. Se antes o acesso era restrito a alguns centros de pesquisa de elite, hoje qualquer organização pode agendar tempo em máquinas quânticas pela nuvem. Isso não significa que o QaaS já substitui os sistemas clássicos, pelo contrário, estamos em uma fase de hibridização. A maioria das soluções combina processadores quânticos com os clássicos, aproveitando o melhor de cada abordagem. Essa integração híbrida já permite avanços concretos: _________________________ Leia também: 4 perguntas sobre computação quântica e cibersegurança que você precisa conferir agora! ______________________ Quais empresas já oferecem acesso remoto a computadores quânticos? O mercado de QaaS está em expansão, e algumas gigantes de tecnologia já oferecem serviços consolidados. Empresa Plataforma Diferencial IBM IBM Quantum Experience A primeira a disponibilizar acesso público e gratuito a computadores quânticos pela nuvem. Amazon Amazon Braket Integra diferentes hardwares quânticos em uma única plataforma. Microsoft Azure Quantum Conecta clientes a múltiplos provedores quânticos dentro da nuvem Azure. Google Em desenvolvimento Destaca-se por avanços em “supremacia quântica”, embora ainda sem oferta comercial aberta. _______________________ Leia também: Computação quântica: o que está por trás dessa tecnologia e quais suas tendências (guia completo da tecnologia)? ______________________ Essas plataformas competem para atrair desenvolvedores e empresas que queiram explorar casos de uso. O diferencial de cada uma está no hardware disponível, nos kits de desenvolvimento (SDKs) e na integração com ferramentas já conhecidas por equipes de TI. _________________________ Leia também: Criptografia quântica vs. criptografia tradicional: qual a relação entre elas?______________________ Quais os principais desafios para adoção do Quantum as a Service em larga escala? Embora o Quantum as a Service (QaaS) desperte enorme entusiasmo e já esteja disponível em plataformas de gigantes da tecnologia, sua adoção em escala corporativa enfrenta obstáculos técnicos, econômicos e humanos que ainda precisam ser superados. 1) Escalabilidade limitada Os computadores quânticos atuais operam com um número reduzido de qubits (unidades básicas da informação quântica).  Para resolver problemas de larga escala, como simulações moleculares complexas ou otimizações de cadeias logísticas globais, seria necessário alcançar milhares ou até milhões de qubits estáveis. Hoje, a maioria dos provedores de QaaS oferece máquinas com dezenas ou poucas centenas de qubits, o que restringe a capacidade de processamento. 2) Ruído e estabilidade Mesmo com avanços na correção de erros quânticos, manter a coerência quântica (estado delicado que permite aos qubits processar informações em superposição) é um desafio. Os ruídos externos – como variações de temperatura e vibrações – podem comprometer os cálculos.  Por isso, os data centers que hospedam esses computadores precisam de sistemas de resfriamento próximos ao zero absoluto, tornando o processo caro e tecnicamente complexo. 3) Custos elevados Ainda que o modelo de nuvem reduza barreiras de alcance, o acesso ao QaaS não é financeiramente trivial. Os preços variam conforme o tempo de processamento, a plataforma utilizada e o tipo de algoritmo executado.  Para empresas em fase de experimentação, o custo-benefício pode ser questionado, já que muitas aplicações continuam em estágio de prova de conceito. 4) Escassez de profissionais especializados A adoção em larga escala também esbarra na falta de talentos. A formação em computação quântica exige conhecimentos avançados em física, matemática e ciência da computação.  Apesar de universidades e centros de pesquisa – como o CBPF no Brasil – estarem investindo na formação de novos profissionais, há uma lacuna global que dificulta transformar pesquisas em soluções práticas. Esses desafios explicam por que, em 2025, o Quantum as a Service é mais uma plataforma de exploração e aprendizado do que uma solução corporativa massificada.  No entanto, especialistas concordam que as empresas e os profissionais que começarem agora a se capacitar terão uma vantagem competitiva significativa ao dominarem linguagens, algoritmos e modelos de negócio que provavelmente se consolidarão na próxima década. Como a ESR pode ajudar? A ESR oferece cursos e trilhas de capacitação que permitem a equipes e líderes compreenderem e aplicarem as melhores práticas de segurança no cenário atual e futuro. Entre eles, destacam-se os cursos da nova Trilha de Computação Quântica: Apresenta os fundamentos da informação e comunicação quântica, criptografia de próxima geração (quantum safe), Distribuição Quântica de Chaves (QKD) e aplicações práticas da internet quântica. Capacita profissionais de TI, engenheiros, físicos e especialistas correlatos, oferecendo base teórico-conceitual sólida sobre qubits, superposição, emaranhamento quântico e algoritmos fundamentais. O curso combina teoria e prática para preparar os alunos para os desafios e as oportunidades emergentes na computação quântica. Além disso, o blog da ESR publica semanalmente conteúdos sobre tendências e avanços da TI, incluindo o universo quântico, garantindo que profissionais e empresas se mantenham à frente no mercado. Veja o que já saiu sobre o tema quântico por aqui: •Computação quântica e cibersegurança: o que muda na proteção de dados? •Computação quântica: o que está por trás dessa tecnologia e quais suas tendências?•Quais são os três padrões da criptografia pós-quântica? •Criptografia quântica vs. criptografia tradicional: qual a relação entre elas? •Novos cursos de computação quântica e internet quântica na ESR – parceria Dobslit FAQ: perguntas frequentes sobre Quantum as a Service (QaaS) 1) O que é Quantum as a Service (QaaS)? O Quantum as a Service (QaaS) é um modelo que permite acessar computadores quânticos pela nuvem, sem necessidade de infraestrutura própria. Empresas e pesquisadores podem executar algoritmos quânticos remotamente, pagando apenas pelo tempo de uso, de forma semelhante a serviços de nuvem como AWS ou Azure. 2) Como funciona o Quantum as a Service? O QaaS conecta usuários a processadores quânticos reais hospedados em data centers especializados. Esses equipamentos operam em condições extremas de resfriamento e são acessados remotamente, permitindo que startups, corporações e centros de pesquisa testem aplicações quânticas sem construir a própria infraestrutura.  3) Quais são as aplicações atuais do QaaS? O QaaS é usado em diversas ações, como: Embora ainda esteja em fase experimental, o QaaS permite que setores estratégicos experimentem soluções quânticas em ambientes reais. 4) O Quantum as a Service é viável para empresas hoje? Sim, mas com limitações. O QaaS já está comercialmente disponível, mas enfrenta desafios como: Ele é ideal para empresas que desejam experimentar aplicações quânticas, formar equipes e ganhar vantagem competitiva futura. 5) Qual a diferença entre computação quântica e QaaS? A computação quântica é a tecnologia em si, baseada em qubits e fenômenos quânticos. Já o QaaS é o modelo que torna essa tecnologia acessível pela nuvem, permitindo que qualquer organização utilize computadores quânticos remotamente. 6) Quem já oferece QaaS no mercado? Entre os principais fornecedores estão: 7) Quais setores podem se beneficiar primeiro com o QaaS? Os setores mais promissores incluem: 8) Por que há escassez de profissionais especializados em QaaS? A computação quântica exige conhecimentos avançados em física, matemática e ciência da computação. Essa lacuna global dificulta sua adoção em larga escala, tornando o QaaS mais uma plataforma de aprendizado do que uma solução corporativa massificada. Profissionais e empresas que começarem agora a se capacitar terão vantagem competitiva significativa. 9) Como se capacitar em computação quântica? A ESR oferece cursos e trilhas de capacitação em computação quântica, preparando equipes e líderes para aplicar práticas de segurança e inovação tecnológica. Destaques da nova trilha: Fundamentos da comunicação quântica, criptografia quantum safe, Distribuição Quântica de Chaves (QKD) e aplicações práticas. Conceitos de qubits, superposição, emaranhamento quântico e algoritmos fundamentais, com foco em aplicações práticas e tendências emergentes. Além disso, o blog da ESR publica conteúdos semanais sobre tendências da TI, incluindo criptografia pós-quântica, mantendo os profissionais atualizados sobre o futuro do setor.


    18/09/2025
  • Computação quântica e cibersegurança: impacto na criptografia e proteção de dados.
    Computação Quântica

    Computação quântica e cibersegurança: o que muda na proteção de dados

    A computação quântica e a cibersegurança estão cada vez mais conectadas e, para empresas e profissionais de TI, entender essa relação deixou de ser opcional. Em um cenário em que dados pessoais, corporativos e governamentais são ativos estratégicos, a evolução da computação quântica traz um dilema: ela pode tanto quebrar os sistemas criptográficos que usamos hoje quanto oferecer soluções mais seguras para o futuro. Essa mudança de paradigma afeta diretamente o modo como protegemos informações. Algoritmos como RSA e ECC, que hoje blindam transações financeiras, comunicações corporativas e até dados militares, poderão se tornar vulneráveis diante da capacidade de processamento quântico. Por outro lado, tecnologias emergentes, como a criptografia quântica e pós-quântica, já estão sendo desenvolvidas para manter a segurança diante dessa nova realidade. Neste artigo, vamos entender: Alerta de novidade: agora, os artigos ESR trazem um glossário com os principais termos técnicos utilizados em nossos conteúdos. Para conferi-lo, basta acompanhar o quadro depois da Conclusão. Sempre que um termo estiver sublinhado, estará também no nosso glossário no final do texto.  O que é computação quântica e por que ela importa para a cibersegurança?  A computação quântica utiliza princípios da mecânica quântica, como superposição e entrelaçamento, para realizar cálculos mais rápidos que os computadores tradicionais. Em termos práticos, um computador quântico pode testar simultaneamente um número massivo de combinações para resolver um problema, algo que levaria séculos para uma máquina convencional. No campo da cibersegurança, isso significa que algoritmos amplamente usados, como o RSA-2048, poderiam ser quebrados em horas ou minutos por um computador quântico suficientemente avançado. Por isso, segundo o relatório National Institute of Standards and Technology (NIST), publicado em 2024, as organizações devem começar o quanto antes a investigar e planejar a transição para a criptografia pós-quântica, mesmo que computadores quânticos de larga escala ainda não estejam disponíveis. Leia também: Computação quântica: o que está por trás dessa tecnologia e quais suas tendências (guia completo da tecnologia)? ______________________ Ameaça quântica à criptografia tradicional A maior preocupação da computação quântica e da cibersegurança está relacionada com a criptografia de chave pública, que protege comunicações na internet, e-mails, dados bancários e contratos digitais. O algoritmo de Shor, proposto em 1994 e comprovadamente viável em computadores quânticos, permite fatorar grandes números inteiros com eficiência inédita, quebrando a base matemática do RSA e de outros sistemas. Além disso, técnicas de busca quântica, como o algoritmo de Grover, podem acelerar ataques de força bruta, reduzindo drasticamente o tempo necessário para adivinhar chaves de criptografia simétrica. Leia também: Criptografia quântica vs criptografia tradicional: qual a relação entre elas? ______________________ Criptografia pós-quântica: a resposta imediata Diante dessa ameaça, instituições como o NIST e o European Telecommunications Standards Institute (ETSI) já trabalham na padronização de algoritmos resistentes a ataques quânticos. Esses novos métodos, conhecidos como criptografia pós-quântica, não dependem da fatoração de números ou de logaritmo discreto, tornando-se seguros mesmo diante de um computador quântico. Exemplos de candidatos a padrão incluem: Empresas de tecnologia e instituições financeiras já começam a testar esses protocolos em paralelo com os sistemas atuais, garantindo uma migração gradual e segura. Além disso, esse universo tem sido observado com tanta atenção e dedicação que a criptografia pós-quântica já é um mercado em franco crescimento, tendo alcançado a marca de US$ 246 milhões em 2024.  Os dados são da Abi Research, que também estima que esse valor dobre nos próximos quatro anos, conforme a adoção dos padrões do National Institute of Standards and Technology (NIST) dos Estados Unidos.  A criptografia quântica é uma solução no longo prazo? Enquanto a criptografia pós-quântica é uma adaptação dos sistemas atuais, a criptografia quântica usa a própria física quântica para criar chaves impossíveis de copiar ou interceptar sem deixar rastros. O exemplo mais conhecido é a Distribuição de Chaves Quânticas (Quantum Key Distribution – QKD), já testada em redes experimentais na China, na Europa e nos Estados Unidos. Embora ainda limitada por custo e infraestrutura, a QKD pode, no futuro, se tornar padrão em comunicações críticas. Impactos da computação quântica e cibersegurança para empresas e profissionais de TI Empresas que lidam com dados sensíveis, como bancos, hospitais, governos e provedores de serviços em nuvem, precisam se preparar desde já para o cenário pós-quântico. Para os profissionais de TI e cibersegurança, isso significa: h2 Perguntas frequentes relacionadas com a computação quântica e a cibersegurança h3 O que é criptografia quântica? É um método de segurança que usa princípios da física quântica para criar chaves de comunicação impossíveis de interceptar sem detecção. O exemplo mais famoso é a QKD (Quantum Key Distribution). O que é segurança quântica? É o conjunto de práticas e tecnologias que utilizam a computação quântica ou se adaptam a ela para proteger informações. Inclui criptografia pós-quântica e protocolos quânticos de segurança. Leia também: 4 perguntas sobre computação quântica e cibersegurança que você precisa conferir agora! ______________________ Conclusão A computação quântica pode ser tanto o maior desafio quanto a maior oportunidade da cibersegurança nas próximas décadas. As empresas que começarem agora a compreender seus impactos e a implementar medidas de mitigação estarão mais bem posicionadas para enfrentar a transição tecnológica. A ESR oferece cursos e treinamentos que ajudam equipes e líderes a entenderem e aplicarem as melhores práticas de segurança no cenário atual e futuro. Há, inclusive, uma nova trilha sobre computação quântica, com cursos voltados para a introdução e os fundamentos utilizados nessa área. Veja a seguir:  O curso Fundamentos de Computação Quântica tem como objetivo capacitar profissionais de TI, engenheiros, físicos e os demais especialistas de áreas correlatas, fornecendo uma base teórico-conceitual sólida sobre os princípios da computação quântica. Os participantes aprenderão temas como qubits, superposição, emaranhamento quântico e algoritmos quânticos fundamentais, além de explorar aplicações práticas e tendências emergentes nesse campo revolucionário. O curso combina teoria e exemplos práticos para preparar os alunos para os desafios e as oportunidades da computação quântica.  2.  Introdução à Internet Quântica  (parceria oficial   O curso apresenta os fundamentos da informação e da comunicação quântica, da criptografia de próxima geração (quantum safe), da Distribuição Quântica de Chaves (QKD) e das aplicações práticas da internet quântica.  Além disso, publicamos, semanalmente, conteúdos no nosso blog para manter você por dentro das tendências, das novidades e dos avanços que estão moldando o futuro da TI, como a criptografia pós-quântica.   Aproveite esta oportunidade para se capacitar e sair na frente no mercado!  Ah, lembrou o glossário ESR? Então acompanhe as explicações dos principais termos técnicos usados neste artigo (e alguns correlacionados) logo a seguir. Glossário de termos técnicos de TI Algoritmo RSA → Vem dos sobrenomes de seus criadores: Rivest, Shamir e Adleman. É um algoritmo de criptografia de chave pública muito usado para proteger transmissões de dados na internet.  Algoritmo ECC → Elliptic Curve Cryptography (Criptografia de Curvas Elípticas). É um tipo de criptografia de chave pública que oferece alto nível de segurança com chaves menores que o RSA, sendo muito usado em dispositivos móveis e sistemas de comunicação segura.  Computação quântica → Área da ciência da computação que utiliza princípios da mecânica quântica, como superposição e entrelaçamento, para processar informações de forma muito mais rápida e eficiente que computadores clássicos.  Cibersegurança → Conjunto de práticas, tecnologias e processos usados para proteger sistemas, redes e dados contra ataques, danos ou acesso não autorizado. Criptografia → Técnica que transforma dados em um formato codificado para que apenas pessoas autorizadas possam acessá-los.  Criptografia pós-quântica → Conjunto de algoritmos projetados para resistir a ataques realizados por computadores quânticos. Padrões NIST →  Recentemente, o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST) divulgou os três primeiros padrões de criptografia pós-quântica finalizados, incentivando os administradores de sistemas de computador a iniciar uma transição para os novos modelos o quanto antes.


    04/09/2025
  • Criptografia pós-quântica
    Computação Quântica

    Quais são os três padrões da criptografia pós-quântica?

    A criptografia pós-quântica surge em meio a uma demanda por ferramentas de segurança que sejam mais robustas do que as tradicionalmente utilizadas, como os protocolos de chave pública orientadas pelo algoritmo Rivest-Shamir-Adleman (RSA) ou pelas assinaturas Elliptic Curve Cryptography (ECC) baseadas em curvas elípticas.  Isso ocorre tendo em vista que os códigos criptográficos convencionais são excelentes para garantir a segurança dos dados em máquinas padrão, entretanto, não são suficientes para a capacidade de processamento acelerada dos computadores quânticos.    Enquanto um computador padrão demoraria milhares de anos para resolver a fatoração de números primos grandes do RSA ou para desvendar as chaves criadas com base nas propriedades matemáticas das curvas elípticas do ECC, um computador quântico poderia fazer a mesma ação em tempo recorde. Ou seja, à medida que o universo quântico toma forma e se estabelece como uma das tendências em tecnologia para os próximos anos, exige também a adaptação de outras áreas da TI, como a cibersegurança, para tornar o ambiente digital seguro mesmo quando imerso em grandes escalas e proporções de processamento.   A criptografia pós-quântica já é um mercado em franco crescimento, tendo alcançado a marca de US$246 milhões em 2024. Os dados são da Abi Research, que também estima que esse valor dobre nos próximos quatro anos, conforme a adoção dos padrões do National Institute of Standards and Technology (NIST), dos Estados Unidos.  Sabendo disso, a Escola Superior de Redes (ESR) preparou este guia com o que você precisa saber sobre criptografia pós-quântica para se destacar no mercado de TI.   Você também pode gostar – Computação Quântica: o que está por trás da tecnologia?  O que é computação quântica?  Recentemente, a Unesco considerou 2025 como o Ano Internacional da Ciência e Tecnologia Quântica, por causa da propagação de estudos sobre o assunto, principalmente no cenário da computação. Nesse contexto, a computação quântica (ou quantum computing) é definida como um campo multidisciplinar que compreende aspectos da ciência da computação, da física e da matemática e que utiliza a mecânica quântica para resolver problemas complexos mais rapidamente do que os computadores clássicos.   Exatamente por se propor a resolver problemas de forma rápida e exponencial – como é o caso do chip quântico do Google que, segundo a empresa, leva 5 minutos para solucionar um problema que os supercomputadores mais rápidos do mundo moderno demorariam 10 septilhões de anos para completar – é que a computação quântica também acende um alerta de segurança.   Como dissemos anteriormente, há uma estimativa de que os algoritmos de criptografia, utilizados para proteger informações sensíveis por todo o mundo, se tornem obsoletos diante da capacidade dos computadores quânticos de quebrar esses códigos com extrema rapidez.  A criptografia pós-quântica e o seu potencial são explorados para driblar esse desafio.  Você também pode gostar: 16 boas práticas em testes de foftware para acompanhar agora   Como funciona a criptografia pós-quântica? A criptografia pós-quântica pode ser definida como um conjunto de protocolos de segurança e algoritmos robustos o suficiente para resistir a ataques futuros de computadores quânticos. Ou seja, trata-se de uma barreira de segurança criptográfica mais eficiente, desenvolvida por meio de diferentes abordagens e com algoritmos e fundamentos matemáticos próprios.   Recentemente, o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST) divulgou os três primeiros padrões de criptografia pós-quântica finalizados, incentivando os administradores de sistemas de computador a iniciar uma transição para os novos modelos o quanto antes.  As ferramentas lançadas são projetadas para resistir a ataques de computadores quânticos, protegendo uma gama de informações eletrônicas, como mensagens de e-mail confidenciais e transações de comércio eletrônico, entre outras.   “A tecnologia de computação quântica pode se tornar uma força na solução de muitos dos problemas mais complexos da sociedade, e os novos padrões representam o compromisso do NIST de garantir que não interrompa simultaneamente nossa segurança.” – Laurie E. Locascio, subsecretária de Comércio para Padrões e Tecnologia e Diretora do NIST.  Os novos padrões de segurança para a era quântica Para acelerar a transição entre o potencial dos computadores quânticos e o dos tradicionais, o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST) dos Estados Unidos liderou um processo, que durou oito anos, que reuniu pesquisadores e criptógrafos para desenvolver os novos padrões de segurança. Como resultado, foram estabelecidos três padrões oficiais e um quarto em desenvolvimento, cada um com uma função específica dentro da segurança digital:  Esses novos padrões representam um passo essencial para garantir a segurança da informação na era quântica. Por isso, empresas e profissionais de TI que entenderem desde já esse movimento, certamente estarão um passo à frente no mercado. Tipos de criptografia pós-quântica Além dos padrões lançados pelo NIST, podemos identificar alguns tipos de criptografia pós-quântica mais disseminados e estudados pelos especialistas no assunto.   Cada um deles usa fundamentos matemáticos distintos, mas todos têm o mesmo objetivo: criar barreiras praticamente intransponíveis, mesmo para computadores superpoderosos.  Entre as principais técnicas estão:  Cada uma dessas técnicas representa uma frente de defesa para manter o ambiente digital seguro, mesmo diante dos avanços exponenciais da computação quântica.  Como saber mais sobre criptografia pós-quântica e o universo de TI?  Se você quer se aprofundar nesse tema e se preparar para os desafios que a transformação digital está trazendo, a Escola Superior de Redes (ESR) oferece cursos completos e atualizados sobre segurança da informação, redes e diversas áreas da tecnologia.  Há, inclusive, uma nova trilha sobre Computação Quântica, com cursos voltados para a introdução e os fundamentos utilizados nessa área. Veja abaixo:  Introdução à Internet Quântica  (parceria oficial O curso apresenta os fundamentos da informação e comunicação quântica, da criptografia de próxima geração (quantum safe), da Distribuição Quântica de Chaves (QKD) e das aplicações práticas da internet quântica.  Fundamentos de Computação Quântica (parceria oficial Dobslit) O curso Fundamentos de Computação Quântica tem como objetivo capacitar profissionais de TI, engenheiros, físicos e os demais especialistas de áreas correlatas, fornecendo uma base teórico-conceitual sólida sobre os princípios da computação quântica. Os participantes aprenderão temas como qubits, superposição, emaranhamento quântico e algoritmos quânticos fundamentais, além de explorar aplicações práticas e tendências emergentes nesse campo revolucionário. O curso combina teoria e exemplos práticos para preparar os alunos para os desafios e as oportunidades da computação quântica.  Além disso, publicamos, semanalmente, conteúdos no nosso blog para manter você por dentro das tendências, das novidades e dos avanços que estão moldando o futuro da TI, como a criptografia pós-quântica.   Aproveite essa oportunidade para se capacitar e sair na frente no mercado! ___________________________ Leia também: Criptografia quântica vs. criptografia tradicional: qual a relação entre elas?_______________________  ESR: sua melhor escolha em cursos e capacitação para TI   A Escola Superior de Redes (ESR) é a principal referência em ensino e aprendizagem de TI no Brasil.  Nos seus 18 anos de atuação, dissemina conhecimento sobre o setor para mais de 1.100 instituições, com mais de 43 mil alunos capacitados nas diferentes especialidades de TI, como:   Os cursos possuem as modalidades presencial e on-line, com aulas ao vivo para melhor atender à realidade de cada aluno. Acompanhe as turmas da ESR para aprimorar seu desenvolvimento profissional com quem realmente entende do setor! 


    31/07/2025