Cadastre-se

CADASTRO

Em caso de não possuir CPF, por favor entre em contato conosco clicando aqui.

Ao informar meus dados, eu concordo com a Política de Privacidade

ReCaptcha
Entrar
Escola Superior de Redes

Pentest vs Análise de Vulnerabilidades: qual a melhor estratégia de cibersegurança?

Escola Superior de Redes

08/08/2024

Compartilhar

A cibersegurança representa um dos pilares essenciais da TI, inclusive, por causa do aumento significativo de ameaças virtuais nos últimos meses. De acordo com as práticas dessa área, encontram-se aquelas associadas aos Pentests e as ligadas à Análise de Vulnerabilidades, que, juntas, compõem uma estratégia indispensável para uma segurança da informação mais estratégica e efetiva.

Como exemplo da progressão exponencial de corrompimento das infraestruturas de redes corporativas, segundo dados da Check Point Research, o primeiro semestre de 2024 registrou um crescimento de 67% de ciberataques no Brasil.  O número acompanha também a tendência de especialização e maior propagação dos incidentes de rede através da Inteligência Artificial. De acordo com dados do The State of Cybersecurity in LATAM 2024, somente em 2023, 55% das empresas brasileiras conviveram com ataques alimentados por IA. 

Ou seja, pensar em um plano de ações de cibersegurança e no investimento nesse setor nunca foi tão importante. Sabendo disso, a Escola Superior de Redes (ESR) discorreu sobre os conceitos Pentest e Análise de Vulnerabilidades no seu último webinar gratuito.

Descubra os principais pontos abordados nesse evento online ao longo do presente artigo. Afinal, quando usar Pentest ou a Análise de Vulnerabilidades? 

Você também pode gostar: 9 Requisitos necessários para iniciar sua carreira de Pentest Web 

O que é o Pentest? 

O Pentest, ou Teste de Penetração, é utilizado para identificar fraquezas e superfícies de ataque e para reconhecer as potenciais ameaças de um negócio digital, assegurando que os profissionais de TI possam desenvolver controle sobre a operação e a sua respectiva implementação, a fim de alcançar uma rede mais segura e estável. 

Na prática, Pentest é  definido como um processo sistemático de avaliação da segurança de um sistema ou rede realizado por profissionais especialistas. Envolve a tentativa de explorar vulnerabilidades reais, buscando identificar formas de acesso não autorizadas. 

Nessa dinâmica, por meio do pentest, ao encontrar uma vulnerabilidade crítica, o profissional consegue combatê-la antes mesmo de um relatório final de atividades suspeitas e pontos de atenção ser elaborado.

Além disso, o Teste de Penetração é dividido nos seguintes tipos: 

  • Pentest Interno (White Box) – é realizado no interior da organização, com acesso a informações sobre a infraestrutura dos sistemas;
  • Pentest Externo (Black Box) – é executado do exterior, por meio da simulação de um ataque de um invasor sem o conhecimento prévio da rede ou dos sistemas. Nessa sistemática, é necessária também a adoção de outros princípios, como o do Least Privilege (Princípio do Menor Privilégio); 
  • Pentest Híbrido (Gray Box) – combina elementos dos testes interno e externo com um nível intermediário de informações sobre a infraestrutura.

Para saber qual utilizar em uma estratégia de segurança, é necessário avaliar quais os objetivos e resultados esperados no processo de aplicação de teste de penetração, observando a gestão de riscos e o mapeamento de ativos da empresa. 

Fases do Pentest

Para ser estruturado, o teste de penetração conta com fases bem definidas, que devem ser observadas pelo profissional especializado nessa carreira. São elas: 

  1. Escopo – essa fase visa definir o escopo, os objetivos, a metodologia e o cronograma do Pentest. Nela, o profissional vai identificar, por meio de um mapeamento, qual é realmente a superfície de ataque da rede, fechando lacunas e direcionando o melhor tipo de Pentest a ser aplicado, além de entender quais serão as melhores ferramentas para realizar esse processo.
  1. Reconhecimento – trata-se da coleta de informações sobre o alvo, como endereços IP, serviços e vulnerabilidades conhecidas. Nessa etapa, os especialistas utilizam técnicas avançadas para mapear e detectar as falhas de segurança nos sistemas das redes das organizações. Uma vez identificadas as fragilidades, o profissional de TI consegue criar hipóteses de aplicabilidade dos riscos para explorá-las na prática posteriormente. É uma fase que consome grande parte do Pentest, pois quanto mais detalhado o reconhecimento, maiores são as chances de descoberta de fraquezas a serem exploradas.
  1. Exploração – representa a tentativa prática de explorar as vulnerabilidades identificadas nas etapas anteriores, a fim de obter acesso não autorizado. 
  1. Análise de Impacto – nessa fase, o profissional de TI pode elaborar uma análise de impacto da exploração, destacando quais são as informações e os dados corrompidos nesse processo; por exemplo, aqueles protegidos pela LGPD.
  1. Recomendações – na etapa seguinte, ocorre o desenvolvimento de um plano de mitigação das falhas encontradas, com sugestões de medidas corretivas e a respectiva fundamentação.
  1. Relatório –  todo esse processo dá origem a uma documentação detalhada dos resultados do Pentest, priorizando uma apresentação das vulnerabilidades mais críticas. É necessário, contudo, criar uma linguagem que seja acessível tanto para o gerente quanto para o técnico que executará as correções, já que o objetivo do relatório de Pentest é documentar todo o processo realizado, desde o planejamento até os resultados e as recomendações finais. Portanto, o relatório inclui uma análise detalhada das vulnerabilidades identificadas, os riscos e o impacto potencial para a organização, além de recomendações de melhorias. Com base nos resultados, o relatório apresenta um plano de ação com medidas claras para a mitigação das vulnerabilidades e orientações estratégicas para a melhoria contínua da segurança da organização. 

Benefícios do Pentest

  1. Identificação proativa de vulnerabilidades 

O pentest permite identificar falhas de segurança antes que sejam exploradas por invasores, possibilitando a implementação de medidas corretivas. 

  1. Melhoria da postura de segurança 

Os resultados do Pentest ajudam a organização a fortalecer o próprio controle de segurança e a reduzir o risco geral de ataques cibernéticos.

  1. Conformidade e atendimento à regulações 

A realização periódica de pentest é, muitas vezes, exigida por regulações de segurança, como PCI, DSS e HIPAA, gerando conformidade. 

  1. Treinamento e capacitação da equipe

O Pentest envolve a participação da equipe de segurança, proporcionando oportunidades de aprendizado e desenvolvimento de habilidades. 

Limitações do Pentest 

Apesar dos muitos benefícios, o Pentest também possui algumas limitações, como: 

  1. Concentra-se apenas em vulnerabilidades conhecidas, não detectando ameaças avançadas ou ataques sofisticados.
  2. Além disso, é um exercício pontual que não substitui uma abordagem de segurança contínua  proativa, ou seja, faz parte de uma estratégia de segurança que não se reduz a uma única medida.
Você também pode gostar: Cursos de Pentest da ESR.

O que é a Análise de Vulnerabilidades? 

Assim como o Pentest, a Análise de Vulnerabilidades envolve um mapeamento detalhado e sistemático das fragilidades em sistemas, redes e aplicações. Isso inclui a identificação de pontos fracos, configurações inadequadas e falhas de segurança. Pode ser considerada uma das etapas prévias das estratégias do Pentest, localizada nos processos de “reconhecimento” citados anteriormente.  

A abordagem também é dividida com base na validação de outros aspectos, como: 

  1. Verificação de conformidade – além de detectar vulnerabilidades, a análise também verifica o nível de conformidade dos sistemas com padrões e normas de segurança aplicáveis, como ISO 27001, PCI, DSS, HIPAA, entre outros.
  1. Priorização de riscos – as vulnerabilidades encontradas são classificadas de acordo com o risco que representam, com base em fatores como impacto, facilidade de exploração e probabilidade de ataque. Isso ajuda a priorizar as ações de mitigação.
  1. Métodos de Avaliação – podem ser utilizados diversos métodos, como análise de código-fonte, testes de carga e estresse, verificação de configurações e escaneamento de vulnerabilidade, entre outros. 
  1. Desenvolvimento seguro – a análise de vulnerabilidades permite que o profissional de segurança pense em uma segurança da informação desde o princípio do desenvolvimento da aplicação, adotando uma metodologia shift left ou de circuit by design, ou seja, uma segurança analisada e estruturada desde o design até a arquitetura da aplicação.

Classificação de Vulnerabilidades 

É importante criar uma gestão de vulnerabilidades, visto que ela vai definir o que será tratado na etapa de mitigação dos riscos. Por exemplo, se a vulnerabilidade for de alto risco, o profissional pode deixar registrado quais serão as ações a serem tomadas, algo como um manual de risco para cada intensidade de ocorrência. Para isso, ele deve avaliar a: 

1) Severidade 

As vulnerabilidades são classificadas de acordo com o seu potencial de impacto, sendo categorizadas como críticas, altas, médias ou baixas.

2) Facilidade de exploração

O profissional avalia quão fácil é para um atacante explorar a vulnerabilidade, levando em conta fatores como acesso necessário e técnicas de exploit. 

3) Probabilidade de ataque 

Aqui é estimada a chance de uma vulnerabilidade ser efetivamente explorada, considerando a sua popularidade e o interesse de grupos maliciosos. 

4) Exposição da organização 

Avalia-se o nível de risco ao qual a organização está sujeita em função da vulnerabilidade dos ativos afetados.

Mitigação de vulnerabilidades

Para a mitigação das vulnerabilidades, é essencial destrinchar:

  1. Priorização – identificar e priorizar as vulnerabilidades, com base no seu nível de risco e criticidade;
  2. Correções – implementar soluções corretivas, como patches, atualizações de software e ajustes de configuração; 
  3. Validação – verificar se as medidas de mitigação foram efetivas e as vulnerabilidades foram resolvidas. 

Pentest vs. Análise de Vulnerabilidade 

PentestAnálise de Vulnerabilidades
Foco na exploração ativa de vulnerabilidades, simulando ataques reais. Foco na identificação sistemática de fragilidades nos sistemas e aplicações. 
Avalia o impacto real de uma vulnerabilidade em um ambiente controlado. Mapeia e classifica as vulnerabilidades com base no risco e criticidade.
Envolve etapas como reconhecimento, exploração e análise de impacto.Aplica técnicas como análise de códigos, testes de carga e escaneamento. 
Produz um relatório detalhado com recomendações de mitigação.Fornece um plano de ação para corrigir vulnerabilidades identificadas.

Quando Utilizar Pentest ou Análise de Vulnerabilidades: 

Inicialmente, é recomendado que o profissional de TI comece um projeto de segurança com base na Análise de Vulnerabilidades. Depois, fundamentado em uma avaliação de riscos, que combina aspectos da Análise de Vulnerabilidade e do Pentest, será possível prosseguir com as fases da última metodologia, partindo para uma exploração ativa dos cenários falhos encontrados. 

O Pentest e a Análise de Vulnerabilidades oferecem uma visão prática, assim como orientam as ações para melhorar a segurança da organização. Por meio dessas práticas, é possível identificar e mitigar riscos concretos e aqueles com maior potencial lesivo, proporcionando melhorias mensuráveis na postura de segurança. 

As informações geradas nesses dois processos também auxiliam a alta liderança a tomar decisões estratégicas fundamentadas em evidências.  

_____________________________________________________

A Escola Superior de Redes é parceira oficial da CompTIA, uma das organizações mais respeitadas do mundo quando o assunto é certificação em TI. Essa parceria garante conteúdos alinhados com os padrões internacionais e voltados para as necessidades reais do mercado.

A CompTIA é referência global em certificações nas áreas de redes, segurança da informação e infraestrutura. Seus programas são amplamente reconhecidos por empresas e profissionais que buscam qualificação de alto nível em cibersegurança.

Um dos destaques dessa parceria é o curso Pentest (EAD), ideal para quem quer aprender, na prática, como funcionam os testes de invasão e se preparar para atuar na linha de frente da segurança digital.

Clique aqui para saber mais e se inscrever!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

posts recentes

  • Cursos de Governança de TI
    Governança de TI

    Cursos de governança de TI imperdíveis para você se especializar!

    Já sabe quais cursos de governança de TI podem gerar resultados reais na sua carreira? Este guia vai ajudar você a estruturar um plano de estudos estratégico e adequado para o cenário digital moderno.  Em meio à transformação digital acelerada, ao uso intensivo de dados, à inteligência artificial e à pressão regulatória crescente, a tecnologia […]


    05/02/2026
  • businesspeople planning glass wall 1
    Métodos Ágeis e Inovação

    Cultura ágil no setor público: mitos, desafios e o que tem dado certo

    Por que falar de cultura ágil no setor público é cada vez mais relevante? A pressão por serviços públicos mais eficientes, transparentes e acessíveis não surge apenas por causa do movimento de transformação digital. Ela decorre de um cenário mais amplo, marcado por restrições orçamentárias, aumento da complexidade regulatória e maior exigência por resultados mensuráveis […]


    29/01/2026
  • Redes Definidas por Software
    Administração e Projeto de Redes

    Por que as Redes Definidas por Software (SDN) estão no eixo da flexibilidade em TI?

    As Redes Definidas por Software (SDN) não são mais analisadas sob uma perspectiva de alternativa experimental. Trata-se de um conceito já consolidado, bem como um pilar estratégico das organizações que precisam de agilidade, automação e governança em ambientes híbridos e distribuídos. Isso porque a pressão sobre a infraestrutura aumentou de forma exponencial. Conforme dados do Cisco […]


    29/01/2026
  • Prevenção de Ransomware e Phishing em Empresas
    Segurança

    Prevenção de ransomware e phishing em empresas: 7 estratégias essenciais para 2026

    A prevenção de ransomware e phishing em empresas tornou-se eixo central das estratégias de continuidade, especialmente porque as ciberameaças modernas não operam de forma isolada, mas como um ecossistema interdependente e oportunista. Com a digitalização acelerada dos negócios, que redefine diariamente como empresas funcionam, se conectam e são atacadas, cresce também o entrelaçamento entre vulnerabilidades […]


    23/12/2025
  • Tipos de Backup
    Computação em Nuvem

    Tipos de backup: conheça os principais e saiba qual implementar na sua empresa

    Os mercados de armazenamento em nuvem e de soluções voltadas para diferentes tipos de backup estão entre os mais estratégicos para equipes modernas de TI. O aumento explosivo da geração de dados, a migração para ambientes híbridos e a sofisticação dos ataques cibernéticos transformaram essa prática em um pilar crítico de segurança da informação e […]


    23/12/2025
  • Roadmap de aprendizado em TI
    Temas Diversos

    Roadmap de aprendizado em TI: como colocar um em prática?

    A tecnologia evolui rápido demais para que times de TI aprendam de forma improvisada. Frameworks se renovam em ciclos curtos, ferramentas se expandem, stacks se multiplicam e as organizações, públicas e privadas, exigem cada vez mais autonomia, maturidade técnica e capacidade de adaptação. Nesse contexto, ter um roadmap de aprendizado se apresenta como uma necessidade […]


    18/12/2025
Ver todos os posts >