Cadastre-se

CADASTRO

Em caso de não possuir CPF, por favor entre em contato conosco clicando aqui.

Ao informar meus dados, eu concordo com a Política de Privacidade

ReCaptcha
Entrar
Escola Superior de Redes

Entenda a diferença dos protocolos RIP e OSPF em 10 passos

Escola Superior de Redes

25/01/2023

Compartilhar

Para compreender a diferença entre protocolos RIP e OSPF você deve primeiro dominar bem a função de cada um, em sua atuação isolada.

Neste contexto, ao discriminar a sigla OSPF encontramos Open Shortest Path First, que na linguagem da tecnologia se traduz em um processo de “escolher o caminho mais curto primeiro“, quando o que está em análise são informações de diversos roteadores conectados entre si. 

Assim, o objetivo do Protocolo de Roteamento OSPF (Open Shortest Path First) é observar dentre esses elementos interconectados qual apresenta um melhor trajeto e desempenho para entregar um pacote de rede, representando um trabalho mais efetivo.

O OSPF é um protocolo de roteamento dinâmico, eficiente e não-proprietário, projetado para operar dentro de um sistema autônomo, e, portanto, atuar como um protocolo do tipo IGP (Interior Gateway Protocol). 

É aqui que encontra-se a principal diferença entre RIP e OSPF. Ao contrário do protocolo RIP (Routing Information Protocol), que adota o algoritmo vetor-distância (distance vector), o protocolo OSPF baseia-se no algoritmo estado de enlace (link-state) para propagar e processar as informações de roteamento. Mas, essa é só uma das discrepâncias entre eles. 

Continue conosco para descobrir outros detalhes desses dois modelos de protocolos. 

O que é o Protocolo OSPF?

Retomando a ideia dos parágrafos anteriores, o Protocolo OSPF é um modelo dinâmico, pautado no roteamento link-state para identificar o caminho de “melhor custo-benefício” para trocar pacotes de redes entre esses dispositivos (roteadores). 

Na prática ele é, em certa medida, comparável ao trabalho de um GPS, que avalia os trajetos disponíveis em um aplicativo e escolhe aquele que levará, de forma mais rápida e sem percalços, uma pessoa ao seu destino 

Aprofunde-se nesta conceituação com a ESR. Leia mais: 

O que é Protocolo RIP? 

Da mesma forma que o anterior, o objetivo do Protocolo RIP (Routing Information Protocol) é buscar o melhor trajeto para troca de informações entre roteadores. 

Entretanto, o RIP faz isso de uma outra forma: baseando-se no algoritmo de vetor-distância entre os dispositivos e na contagem do número de hops que determinada mensagem leva para alcançar seu destino. 

A ideia é que o RIP seja um Interior Gate Protocol (IGP), voltado para redes não tão complexas. 

A exemplo disso o RFC 1058 (Request for Comments), de 1988, descreveu a primeira versão do Protocolo RIP. Em 1991, por sua vez, houve o lançamento do RIPv1, sucedido pelo RIPv2 inaugurado através do RFC 1388

Os RFC são documentos-guia, utilizados para a definição de padrões técnicos da web e de tecnologias da rede. 

Outros desses textos que revisaram as versões do Protocolo RIP foram o RFC 1723, 2453 e 4822, adicionando, sobretudo, medidas de segurança ao protocolo.

Leia mais: O que é o protocolo IPV6?

Afinal, qual a diferença entre o Protocolo RIP e OSPF?

Após o entendimento técnico de cada um desses protocolos, visualizar a diferença entre eles se torna uma tarefa mais simples. 

De acordo com o profissional Gledson Elias, doutor em Ciência da Computação (UFPE) e mestre em Informática (PUC-Rio), há uma tabela prática que deixa essas discrepâncias em evidência de forma dinâmica e objetiva. Confira: 

Modelo de algoritmo

OSPF: Adota o algoritmo do estado do enlace (link-state) 

RIP: Adota o algoritmo vetor de distância (distance vector)

Forma de propagação da informação

OSPF: Propaga informações na inicialização e após mudanças na rede para todos os roteadores 

RIP: Propaga tabela de roteamento de forma periódica para roteadores vizinhos 

Velocidade de convergência 

OSPF: Rápida convergência da tabela de roteamento 

RIP: Lenta convergência da tabela de roteamento – demora a detectar falhas 

Tamanho da rede

OSPF: Não impõe limite no tamanho da rede

RIP: Limita a rede a 15 saltos (hops) 

Métrica das rotas 

OSPF: Métrica das rota é baseada no custo dos enlaces 

RIP: Métrica das rotas é baseada no número de saltos (hops)

Ambos suportam o endereçamento classless e VLSM (Variable Length Subnet Mask) 

Estratégia de roteamento 

OSPF: Adota a estratégia de roteamento hierárquico 

RIP: Adota estratégia de roteamento plano 

Rotas 

OSPF: Suporta múltiplas rotas de custos iguais 

RIP: Sem suporte a múltiplas rotas 

Operação 

OSPF: Opera diretamente sobre o protocolo de rede IP 

RIP: Opera sobre o protocolo de transporte UDP 

Indicação de uso 

OSPF: Adota em redes de médio e grande portes 

RIP: Adotado em redes de pequeno porte 

Complexidade de configuração 

OSPF: Configuração requer conhecimento de conceitos do protocolo 

RIP: Configuração mais simples 

Sobre a Escola Superior de Redes (ESR)

A Escola Superior de Redes (ESR) promove a capacitação, o desenvolvimento profissional e a disseminação de conhecimento de tecnologias da informação para todo o Brasil há mais de 17 anos. 

Durante a sua trajetória já atendeu mais de 1100 instituições, além de ter contribuído para a capacitação de mais de 40 mil alunos.

A escola, única parceira do maior instituto de cibersegurança do mundo, o Sans, oferece mais de 100 cursos, distribuídos em diferentes trilhas de conhecimento. 

Compartilhe esse conteúdo com  quem é fã de tecnologia e, logo depois, siga conosco por esse universo. 

>>> Conheça todos os nossos cursos sobre Protocolos de Roteamento
>>> Além disso, passeie por nossos outros conteúdos sobre esse tema

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

posts recentes

  • Redes Definidas por Software
    Administração e Projeto de Redes

    Por que as Redes Definidas por Software (SDN) estão no eixo da flexibilidade em TI?

    As Redes Definidas por Software (SDN) não são mais analisadas sob uma perspectiva de alternativa experimental. Trata-se de um conceito já consolidado, bem como um pilar estratégico das organizações que precisam de agilidade, automação e governança em ambientes híbridos e distribuídos. Isso porque a pressão sobre a infraestrutura aumentou de forma exponencial. Conforme dados do Cisco […]


    16/01/2026
  • Prevenção de Ransomware e Phishing em Empresas
    Segurança

    Prevenção de ransomware e phishing em empresas: 7 estratégias essenciais para 2026

    A prevenção de ransomware e phishing em empresas tornou-se eixo central das estratégias de continuidade, especialmente porque as ciberameaças modernas não operam de forma isolada, mas como um ecossistema interdependente e oportunista. Com a digitalização acelerada dos negócios, que redefine diariamente como empresas funcionam, se conectam e são atacadas, cresce também o entrelaçamento entre vulnerabilidades […]


    23/12/2025
  • Tipos de Backup
    Computação em Nuvem

    Tipos de backup: conheça os principais e saiba qual implementar na sua empresa

    Os mercados de armazenamento em nuvem e de soluções voltadas para diferentes tipos de backup estão entre os mais estratégicos para equipes modernas de TI. O aumento explosivo da geração de dados, a migração para ambientes híbridos e a sofisticação dos ataques cibernéticos transformaram essa prática em um pilar crítico de segurança da informação e […]


    23/12/2025
  • Roadmap de aprendizado em TI
    Temas Diversos

    Roadmap de aprendizado em TI: como colocar um em prática?

    A tecnologia evolui rápido demais para que times de TI aprendam de forma improvisada. Frameworks se renovam em ciclos curtos, ferramentas se expandem, stacks se multiplicam e as organizações, públicas e privadas, exigem cada vez mais autonomia, maturidade técnica e capacidade de adaptação. Nesse contexto, ter um roadmap de aprendizado se apresenta como uma necessidade […]


    18/12/2025
  • KPIs na gestão de TI
    Temas Diversos

    KPIs na gestão de TI: guia estratégico para medir valor e resultados

    Saber quais são os KPIs e como estruturá-los na gestão de TI exige uma equação: clareza dos objetivos estratégicos × escolha das métricas certas × comunicação efetiva com stakeholders. Essa combinação transforma dados técnicos em insights que realmente orientam a tomada de decisão.  Para gestores, os indicadores servem para medir a eficiência da equipe, bem […]


    11/12/2025
  • Inteligência Invisível Ambiental
    Temas Diversos

    Qual o papel da TI na nova era da inteligência invisível ambiental?

    A inteligência invisível ambiental tem despontado como um dos principais termos de pesquisa nos buscadores online. Isso pode ser explicado uma vez que o conceito define o novo paradigma para o mercado moderno, otimizando a percepção de produto das organizações, o relacionamento com o cliente e as formas de interação com os espaços. Em linhas […]


    04/12/2025
Ver todos os posts >