Entenda a diferença dos protocolos RIP e OSPF em 10 passos

Diferença Protocolos RIP e OSPF

Para compreender a diferença entre protocolos RIP e OSPF você deve primeiro dominar bem a função de cada um, em sua atuação isolada.

Neste contexto, ao discriminar a sigla OSPF encontramos Open Shortest Path First, que na linguagem da tecnologia se traduz em um processo de “escolher o caminho mais curto primeiro“, quando o que está em análise são informações de diversos roteadores conectados entre si. 

Assim, o objetivo do Protocolo de Roteamento OSPF (Open Shortest Path First) é observar dentre esses elementos interconectados qual apresenta um melhor trajeto e desempenho para entregar um pacote de rede, representando um trabalho mais efetivo.

O OSPF é um protocolo de roteamento dinâmico, eficiente e não-proprietário, projetado para operar dentro de um sistema autônomo, e, portanto, atuar como um protocolo do tipo IGP (Interior Gateway Protocol). 

É aqui que encontra-se a principal diferença entre RIP e OSPF. Ao contrário do protocolo RIP (Routing Information Protocol), que adota o algoritmo vetor-distância (distance vector), o protocolo OSPF baseia-se no algoritmo estado de enlace (link-state) para propagar e processar as informações de roteamento. Mas, essa é só uma das discrepâncias entre eles. 

Continue conosco para descobrir outros detalhes desses dois modelos de protocolos. 

O que é o Protocolo OSPF?

Retomando a ideia dos parágrafos anteriores, o Protocolo OSPF é um modelo dinâmico, pautado no roteamento link-state para identificar o caminho de “melhor custo-benefício” para trocar pacotes de redes entre esses dispositivos (roteadores). 

Na prática ele é, em certa medida, comparável ao trabalho de um GPS, que avalia os trajetos disponíveis em um aplicativo e escolhe aquele que levará, de forma mais rápida e sem percalços, uma pessoa ao seu destino 

Aprofunde-se nesta conceituação com a ESR. Leia mais: 

O que é Protocolo RIP? 

Da mesma forma que o anterior, o objetivo do Protocolo RIP (Routing Information Protocol) é buscar o melhor trajeto para troca de informações entre roteadores. 

Entretanto, o RIP faz isso de uma outra forma: baseando-se no algoritmo de vetor-distância entre os dispositivos e na contagem do número de hops que determinada mensagem leva para alcançar seu destino. 

A ideia é que o RIP seja um Interior Gate Protocol (IGP), voltado para redes não tão complexas. 

A exemplo disso o RFC 1058 (Request for Comments), de 1988, descreveu a primeira versão do Protocolo RIP. Em 1991, por sua vez, houve o lançamento do RIPv1, sucedido pelo RIPv2 inaugurado através do RFC 1388

Os RFC são documentos-guia, utilizados para a definição de padrões técnicos da web e de tecnologias da rede. 

Outros desses textos que revisaram as versões do Protocolo RIP foram o RFC 1723, 2453 e 4822, adicionando, sobretudo, medidas de segurança ao protocolo.

Leia mais: O que é o protocolo IPV6?

Afinal, qual a diferença entre o Protocolo RIP e OSPF?

Após o entendimento técnico de cada um desses protocolos, visualizar a diferença entre eles se torna uma tarefa mais simples. 

De acordo com o profissional Gledson Elias, doutor em Ciência da Computação (UFPE) e mestre em Informática (PUC-Rio), há uma tabela prática que deixa essas discrepâncias em evidência de forma dinâmica e objetiva. Confira: 

Modelo de algoritmo

OSPF: Adota o algoritmo do estado do enlace (link-state) 

RIP: Adota o algoritmo vetor de distância (distance vector)

Forma de propagação da informação

OSPF: Propaga informações na inicialização e após mudanças na rede para todos os roteadores 

RIP: Propaga tabela de roteamento de forma periódica para roteadores vizinhos 

Velocidade de convergência 

OSPF: Rápida convergência da tabela de roteamento 

RIP: Lenta convergência da tabela de roteamento – demora a detectar falhas 

Tamanho da rede

OSPF: Não impõe limite no tamanho da rede

RIP: Limita a rede a 15 saltos (hops) 

Métrica das rotas 

OSPF: Métrica das rota é baseada no custo dos enlaces 

RIP: Métrica das rotas é baseada no número de saltos (hops)

Ambos suportam o endereçamento classless e VLSM (Variable Length Subnet Mask) 

Estratégia de roteamento 

OSPF: Adota a estratégia de roteamento hierárquico 

RIP: Adota estratégia de roteamento plano 

Rotas 

OSPF: Suporta múltiplas rotas de custos iguais 

RIP: Sem suporte a múltiplas rotas 

Operação 

OSPF: Opera diretamente sobre o protocolo de rede IP 

RIP: Opera sobre o protocolo de transporte UDP 

Indicação de uso 

OSPF: Adota em redes de médio e grande portes 

RIP: Adotado em redes de pequeno porte 

Complexidade de configuração 

OSPF: Configuração requer conhecimento de conceitos do protocolo 

RIP: Configuração mais simples 

Sobre a Escola Superior de Redes (ESR)

A Escola Superior de Redes (ESR) promove a capacitação, o desenvolvimento profissional e a disseminação de conhecimento de tecnologias da informação para todo o Brasil há mais de 17 anos. 

Durante a sua trajetória já atendeu mais de 1100 instituições, além de ter contribuído para a capacitação de mais de 40 mil alunos.

A escola, única parceira do maior instituto de cibersegurança do mundo, o Sans, oferece mais de 100 cursos, distribuídos em diferentes trilhas de conhecimento. 

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