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Escola Superior de Redes

Data da publicação:

24/03/2022

Como funciona o protocolo OSPF?

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Em tradução livre OSPF (Open Shortest Path First) significa “escolher o caminho mais curto primeiro”. Por isso, entender como ele funciona faz parte das premissas de quem se interessa pela área da tecnologia ou já é um profissional do mercado. 

Cunhado em 1988, pelo grupo de trabalho de IGPs (Interior Gateway Protocol), da IETF (Internet Engineering Task Force), o protocolo de roteamento utiliza o tipo link-state para  observar as informações de vários roteadores conectados entre si e escolher qual melhor trajeto para entregar um pacote de rede, de forma mais efetiva.

Abaixo você compreende um pouco mais sobre esse conceito e sobre como ele ocorre na prática. 

O que é um Protocolo OSPF? 

Como dissemos anteriormente, o protocolo OSPF é um protocolo de roteamento no modelo dinâmico. 

De forma geral, podemos compará-lo com um GPS que observa as rotas para se chegar a um determinado destino e opta por aquela que será concluída em menor tempo ou sem trânsito. 

Assim, o protocolo OSPF consegue analisar, interpretar e registrar dados dos roteadores conectados a um servidor, para, posteriormente, escolher um melhor caminho para entregar os pacotes da rede.  É considerado pertencente à classe dos protocolos de roteamento dinâmico. 

Todos os protocolos que priorizam a observação da quantidade de roteadores até chegada do destino são conhecidos como de vetor distância, como RIP, RIPv2 e EIGRP, enquanto os que priorizam chegar mais rápido de acordo com a banda são chamados de protocolos link state (estado de link), como o OSPF e IS-IS. 

Dessa forma, o Protocolo OSPF é aquele do tipo link state que, antes de tomar qualquer decisão, irá avaliar a topologia de todos os roteadores integrados aos seus processos, optando pela jornada mais curta para encaminhamento dos pacotes.

Como funciona o protocolo OSPF? 

Para que o Protocolo OSPF consiga executar essas análises ele faz uso de um programa nomeado como algoritmo Dijkstra – nome do cientista que o desenvolveu, Edsger Dijkstra. Tal algoritmo tem como objetivo registrar um banco de dados central/local com mensagens emanadas de todos os roteadores.

A partir daí o OSPF lança mão do algoritmo open shortest path first (OSPF) de Dijkstra para criar uma árvore SPF, que preenche uma tabela de roteamento IP conduzindo os pacotes de rede pelos melhores caminhos. 

Quando as redes são configuradas fazendo uso deste protocolo, cada roteador tem uma identificação e todos eles trocam alguns tipos de mensagens entre si. A exemplo disso temos Hello, DBD, LSR, LSU e LSAck.

As identificações dos roteadores podem ser definidas manualmente, por meio de interface de Loopback de maior IP, ou em caso de falta de interface de loopback configurada, o roteador utilizará o maior IP entre as suas interfaces.

Além disso, o Protocolo OSPF usa a menor distância administrativa (AD), ou seja, a confiança (ou preferência) da origem da rota, para enviar os pacotes. O padrão desse processo é de 110.

Dando continuidade, o Protocolo OSPF usa o “custo” como métrica. O custo significa, por sua vez, o tempo que uma mensagem gasta para chegar ao seu destino. Assim, quanto menor o custo, melhor o caminho e o OSPF irá sempre optar por esta opção. 

É nesse contexto que há a divisão da topologia dos roteadores em diversas áreas para que elas sejam capazes de contribuir com a sumarização das rotas entre eles e melhore o processamento desses roteadores. 

Portanto o Protocolo OSPF também atua por meio de hierarquia estruturada através dessas áreas, avaliando nesse processo o melhor caminho entre os roteadores e o servidor. Pode ser utilizado para projetar e construir redes amplas e complexas.

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No curso da ESR OSPF Avançado (EaD) o aluno terá 04 encontros online para descobrir esse universo e também alternativas para trabalhar com a engenharia de tráfego, mostrando como mudar as métricas e forçar o roteamento por caminhos otimizados. 

No treinamento apresenta-se também técnicas para controlar a redistribuição de prefixos utilizando mapas de rota (ou route-maps) e sugestões de boas práticas e metodologia para resolução de problemas.

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Este curso prepara o aluno para projetar esquemas de roteamento para redes de diversos tamanhos, interligadas ou não a redes sob outra administração.

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Ah, curte tecnologia ou é profissional da área? Compartilhe o conteúdo com alguém e, logo depois, siga conosco por esse universo. 

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