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Governança de TI

  • ITIL
    Governança de TI

    Conheça os benefícios e saiba como implementar ITIL na sua empresa

    Do inglês Information Technology Infrastructure Library, a sigla ITIL pode ser traduzida como ‘Biblioteca de Infraestrutura para a Tecnologia da Informação’, e consiste em framework padrão de boas práticas para o gerenciamento de serviços de TI. Sua aplicação é fundamental para o alinhamento das estratégias de negócios, por isso, todo profissional de TI deve saber como implementar ITIL na sua empresa. Neste artigo, te ajudamos com essa e outras dúvidas ligadas ao universo ITIL, desde a apresentação do conceito e dos diferentes volumes da ITIL, passando pelos benefícios para as organizações, até dicas de como aderir de acordo com as suas necessidades. Vamos lá! O que é ITIL? Conforme introduzido anteriormente, ITIL é uma biblioteca que reúne as melhores práticas na gestão de TI. Lançado pela primeira vez em 1980, no Reino Unido, o framework está atualmente em sua quarta versão, atualizada em 2019. A metodologia tem como principais objetivos padronizar os procedimentos da equipe de TI, identificar e promover melhorias contínuas para ajudar as organizações a atingirem seus objetivos estratégicos na área de TI de forma cada vez mais eficiente.  Para isso, a ITIL se baseia no Sistema de Valor de Serviço (Service System Value – SVS) e no modelo de 4 dimensões, que são: Organização e Pessoas; Informação e Tecnologia; Parceiros e Fornecedores e Fluxos de Valor e Processos. Na nova versão da ITIL há uma significativa mudança de nomenclatura e conceito, partindo de processos para imergir em práticas, onde se identifica uma abordagem mais holística que proporciona mais resultados para as organizações. Para saber mais sobre como implementar a ITIL 4 na sua organização, é importante ter conhecimento sobre os componentes do Sistema de Valor de Serviço da ITIL 4 e sobre o modelo de quatro dimensões. Vamos a eles. Componentes do SVS Em essência, o Sistema de Valor de Serviço consiste em uma forma de representar o ciclo de geração de valor das atividades e entregas dentro de uma organização. De acordo com este modelo, cada um de seus componentes encontra-se posicionado em um ponto específico entre a oportunidade e a geração de valor.  Confira na imagem para compreender com mais facilidade. Fonte: https://www.itsmnapratica.com.br/tudo-sobre-itil/ A seguir, detalhamos como cada uma dessas etapas funciona. Cadeia de Valor de Serviço (ITIL Service Value Chain) A cadeia de valor de serviço consiste em um modelo operacional flexível voltado para a entrega de melhoria contínua dos serviços. Com base em seis atividades principais, este modelo prevê o desenvolvimento de soluções que envolvam: planejar melhorar engajar desenho e transição obter ou construir entregar e suportar Essas atividades podem ser combinadas de diferentes formas e em sequências variadas de acordo com as necessidades e interesses de cada organização. Práticas (ITIL Practices) Atuando como uma evolução das práticas da ITIL V3, e para otimizar a organização e o controle dos processos, são recomendadas pela ITIL 4 um total de 34 práticas de gerenciamento, divididas em três categorias: Práticas Gerais de Gerenciamento, com 14 práticas recomendadas; Práticas de gerenciamento de Serviços, abrangendo 17 práticas; Práticas de Gerenciamento Técnico, com um total de 3 práticas listadas. O objetivo dessas práticas é oferecer uma visão que combine conhecimentos de gestão empresarial, gestão de serviços de ITSM e gestão tecnológica, pensando na finalidade derradeira de melhorar a entrega de serviços de TI. Os princípios orientadores (ITIL guiding principles) Os princípios orientadores da ITIL existem para auxiliar os gestores e as equipes de TI na tomada de decisões e assegurar que o alinhamento entre este setor e o negócio como um todo esteja em dia. São os 7 princípios da ITIL 4: concentre-se no valor comece de onde você está progrida iterativamente com feedback colabore e promova visibilidade pense e trabalhe holisticamente mantenha as coisas simples e práticas otimize e automatize Se você se recordar dos nossos materiais sobre o método Agile, poderá identificar que a lógica de buscar eficiência e melhoria contínua é bastante semelhante. Desta forma, os próprios princípios orientadores conversam em muitos aspectos. Para trabalhar com ITIL é, então, fundamental ter conhecimentos sobre o cenário Agile. Governança Do ponto de vista da governança, são implementadas nas organizações práticas e rotinas que busquem garantir o alinhamento entre a operação e o direcionamento de estratégia do negócio. Melhoria Contínua de Serviços ITIL (ITIL Continual Improvement) Tendo como base conceitos do ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Adjust), a melhoria contínua da ITIL 4 busca implementar a melhoria contínua em cada um dos componentes do Sistema de Valor de Serviço. Ao oferecer mais agilidade e resiliência através de uma abordagem holística, as organizações conseguem identificar os resultados de forma mais evidente e alinhada aos objetivos. O modelo de 4 dimensões Já do ponto de vista do segundo elemento estruturante da ITIL 4, vamos apresentar a seguir as dimensões descritas pela metodologia a partir das quais cada um dos componentes citados anteriormente deve ser considerado. Confira! Organização e pessoas A dimensão de organização e pessoas busca garantir a adequação das equipes à linha de horizonte do negócio. Uma das formas de colocar isso em prática é através da criação de valores e da definição de atitudes compartilhadas dentro da área de TI que possam agregar valor ao resultado de entrega de valor de serviço. Em resumo, esta dimensão trata da cultura da empresa alinhada aos objetivos e colaboradores. Informação e tecnologia Na dimensão de informação e tecnologia, são incluídas informações e conhecimentos necessários para o gerenciamento dos serviços e das ferramentas para a operação rodar. Aqui existem diferentes orientações sobre o papel de cada ator dentro deste processo, além de fornecer insights para o estabelecimento de relações entre os diferentes componentes do SVS. Parceiros e fornecedores Quando se pensa em parceiros e fornecedores, a ITIL 4 prevê um alinhamento também com esses atores, para além da equipe interna. Todo negócio depende dessas relações externas para se sustentar e crescer, por isso esta dimensão busca direcionar os olhares dos gestores para o relacionamento entre organizações. Fluxos de valor e processos Por último, a quarta dimensão prevista no modelo da ITIL 4 diz respeito à forma como a organização funciona, ou seja, como seus diferentes braços atuam de forma integrada e rumo aos mesmos objetivos. A ideia por trás é sempre identificar como se dá a geração de valor através dos produtos e serviços, porém entender como se dá a articulação dos setores para isso também é fundamental. Quais os benefícios da ITIL? Agora que você já conhece um pouco mais sobre a metodologia ITIL, já deve entender os motivos pelos quais ela é utilizada como guia e base em todo o mundo para orientar as práticas de TI. Assim, é fundamental que todos os profissionais que desejam se especializar em qualquer área da tecnologia da informação busquem capacitação em ITIL. Conheça os principais benefícios desta metodologia para as organizações e entenda ainda melhor porque você deve possuir esses conhecimentos. Alinhamento entre TI e os negócios: ao obter uma visão mais holística dos processos de TI, é possível economizar, padronizar serviços, minimizar erros, aumentar eficiência nas entregas e aliar tudo isso à promoção da inovação no negócio em questão. Assim, cada vez mais a empresa irá entender o papel da área de TI e ambos irão trabalhar juntos pelos mesmos objetivos; Profissionalismo: através da padronização e da facilidade na identificação e mitigação de falhas, a empresa ganha em profissionalização da equipe de TI, posicionando-a como referência no mercado e conseguindo também atrair talentos; Compatibilidade: como vamos comentar um pouco melhor a seguir, a ITIL é um conjunto de boas práticas amplo, cujas ideias podem ser adaptadas a cada negócio e necessidade. Assim, a metodologia sempre será compatível com o que você precisa no seu projeto, basta analisar como implementar ITIL; Ambiente estável para mudanças: o ambiente de tecnologia e internet muda o tempo todo, e acompanhar esses processos é desafiador. As equipes de TI que embasam suas rotinas e práticas na ITIL tendem a desenvolver melhores táticas para conseguir alcançar este objetivo; Qualidade + Satisfação do cliente: na mesma linha do profissionalismo, as práticas propostas pelo ITIL proporcionam o atingimento de maior qualidade nas entregas das equipes de TI e, consequentemente, de mais clientes satisfeitos. Mas e agora, como implementar ITIL no meu negócio? A ITIL é uma metodologia abrangente que proporciona maleabilidade para sua implementação. Assim, para identificar como implementar ITIL na sua empresa, é preciso antes analisar o seu cenário e realidade. A sua equipe de TI conta com uma liderança que poderá puxar, acompanhar e reportar os resultados dos processos de implementação? Quais são os maiores gargalos atualmente que precisam ser solucionados? Quais desafios a sua empresa enfrenta hoje na área de TI e que, se superados, podem trazer ganhos significativos para o dia a dia? Com base no entendimento deste diagnóstico, é possível iniciar a implementação da metodologia na sua empresa por estágios. Isso permite que seja feita uma adaptação das atividades ao novo formato de gestão dos serviços sem que isso gere um grande impacto para a sua equipe e para as rotinas que não podem ser interrompidas. Por se tratar de uma metodologia ampla, é possível que alguns dos processos ali descritos não façam tanto sentido para o momento do seu negócio. Por isso, lembre-se sempre de que você pode eliminar algumas etapas e investir mais em outras, caso seja mais proveitoso dentro da sua realidade. Você pode ainda contar com o apoio de ferramentas para se organizar a respeito de como implementar ITIL no seu negócio, como o Trello ou até mesmo planilhas do Excel. As diferentes etapas e atividades a serem executadas podem ser registradas nestas plataformas para que toda a equipe consiga estar na mesma página sobre o que já foi feito, o que está no backlog e quais os principais entraves. A adesão às práticas de ITIL é fundamental para toda e qualquer empresa que trabalhe com algum processo de TI. Então, para disseminar ainda mais o conhecimento sobre o assunto, compartilhe este conteúdo, continue acompanhando este blog e confira nosso calendário de cursos! 


    21/05/2021
  • Governança Corporativa de TIC
    Governança de TI

    Governança Corporativa de TIC em tempos de Inovação

    Quando falamos no alinhamento de propósitos e objetivos dentro de uma organização, um dos principais elementos que está por trás é a implementação de práticas de governança. Este conjunto de diretrizes busca orientar as empresas, através da integração e direcionamento de olhares de todas as áreas, para um mesmo objetivo macro. Especificamente para a área de tecnologia dentro das empresas, existe a governança de TIC, que segue alguns manuais principais e tem como objetivo auxiliar essas organizações a implementarem os primeiros passos nessa jornada.  Neste artigo, você vai conhecer um pouco mais sobre as diferenças entre governança corporativa e governança de TIC, além de entender como investir neste tipo de prática pode ajudar a sua empresa a inovar. Acompanhe! Governança corporativa Governança corporativa é, segundo definição do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), um sistema através do qual os processos dentro de uma empresa funcionam. Ou seja, abrange relações interpessoais, práticas internas até as tomadas de decisão, passando pelos valores e princípios que justificam cada um desses aspectos. Pode parecer um conceito complexo, mas a governança corporativa é, de forma simplificada, como se fosse o manual de instruções do jogo de cada empresa. Ali vão estar definidos, então, quem são os personagens, quais são suas funções, que responsabilidades possuem, quais as regras do jogo, o que pode ou não ser feito e qual a visão de sucesso, ou seja, como que se ganha. Por isso, é fundamental que cada empresa possua o seu processo interno de governança corporativa, uma vez que ele orienta todas as práticas e as padroniza, enquadrando-as em categorias e otimizando processos. Para resumir, a governança corporativa é um conjunto de normas e práticas estabelecidas por cada empresa que buscam orientar suas ações em prol de um desenvolvimento sustentável.  Quando falamos sobre governança de TIC, no entanto, este conceito ganha alguns complementos e direcionamentos mais específicos. Isso porque vamos estar falando da área de tecnologia como se fosse uma empresa auto gerenciada, buscando cumprir objetivos da organização de forma geral. Vamos adiante para compreender um pouco melhor este conceito. Governança de TIC Por envolver uma lógica de raciocínio muito semelhante, a governança de TIC é entendida como um desdobramento da governança corporativa, porém uma disciplina à parte com suas peculiaridades e particularidades. A base das práticas de TIC está no desenvolvimento de planejamentos e ações com o objetivo de tornar a área de tecnologia mais estratégica para o negócio como um todo. Desta forma, a área de TIC consegue contribuir ativamente para o atingimento dos objetivos macro definidos nas diretrizes de governança corporativa. Muitas vezes o setor de tecnologia não é considerado prioritário dentro das organizações que não possuem TIC como seu core business. E aqui também temos mais um benefício da governança de TIC: através destas práticas bem delimitadas, a organização como um todo também consegue compreender de forma mais palpável a importância e a possibilidade de geração de valor do setor de tecnologia para a empresa. Sendo assim, se a sua empresa se utilizar dos conceitos de governança corporativa e governança de TIC, é garantia de processos cada vez mais alinhados, otimizados e inovadores. No último bloco deste artigo você vai entender melhor quais artifícios de inovação são agregados ao processo organizacional por meio da governança corporativa de TIC. Inovando através da governança Inovação é um processo essencial nos dias de hoje, empresas que não inovam ficam para trás. Quando entramos no universo da TIC, fica ainda mais evidente a importância e necessidade de haver este tipo de processo no desenvolvimento de produtos, equipes e do próprio negócio. Por se tratar de um campo tão fértil, a TIC é compreendida como uma importante habilitadora dos processos de inovação digital dentro das organizações. Através de frameworks e metodologias ágeis, é possível agregar eficiência, escalabilidade e sustentabilidade aos processos, e isso gera inovação. Pensar de forma inovadora é buscar soluções para problemas que muitas vezes ainda nem existem. No caso de uma empresa de TIC que desenvolve softwares, por exemplo, inovar é pensar para além da funcionalidade prevista para aquele produto, que tipo de valor a mais a solução pode entregar ao cliente final.  Uma notificação referente a algum sinal importante, um canal de comunicação mais rápido com seu público ou até mesmo uma ferramenta nova. Tudo isso pode ser identificado, por exemplo, em rituais e reuniões previstas pelas diretrizes de governança de TIC. Nestes momentos as equipes têm dias e horários fixos para se encontrar e discutir tudo que está sendo desenvolvido, onde estão os principais gargalos, quais algumas possíveis soluções e como avançar para os próximos passos. Essa mentalidade inovadora é altamente favorecida pela implementação de boas práticas de governança de TIC dentro das organizações. A busca pelo atingimento dos objetivos gerais da empresa, aliada ao interesse em percorrer este caminho através das alternativas mais otimizadas e eficientes gera inovação. Na Escola Superior de Redes (ESR) nós temos diferentes conteúdos sobre temáticas ligadas ao universo da tecnologia, programação, desenvolvimento ágil e diversos aspectos ligados à gestão de processos de tecnologia. Um exemplo é o nosso mais novo eBook sobre governança de TI, confira! Além disso, oferecemos cursos de capacitação nos mais diversos ramos dentro deste cenário. Se você achou o tema deste artigo interessante e sente que quer aprender ainda mais, confira nosso calendário de cursos e veja agora mesmo a sua disponibilidade para fazer sua inscrição. Não perca a oportunidade de se tornar um profissional ainda melhor em 2021!


    19/02/2021
  • labirinto-demonstra-incerteza
    Governança de TI

    Gerenciamento das Incertezas em processos de Inovação

    Gerenciamento das Incertezas em processos de Inovação Processos de inovação vêm acompanhados de uma série de elementos positivos, como a mudança, a novidade e o inédito, mas também de inúmeras adversidades que surgem pelo caminho. O gerenciamento das incertezas que surgem no processo inovativo é uma tarefa árdua mas que cabe a todos aqueles que, independente da área de atuação ou das experiências prévias, decidiram empreender em novas jornadas. Preparo emocional para lidar com as incertezas é algo essencial na trajetória do empreendedorismo, da liderança de projetos e da inovação. No entanto muitos profissionais que estão neste caminho sequer sabem diferenciar o conceito de um outro também bastante comum neste universo que é o de “riscos”. Neste conteúdo, nosso objetivo é empoderar você para que esteja ciente de diferentes exemplos do que pode ocorrer na sua trajetória dentro da TI. É evidente que não pretendemos aqui prever ou premeditar qualquer aspecto relacionado à sua história em especial, até porque isso não seria possível. O intuito é, então, versar um pouco sobre o que são incertezas e como elas podem ser contornadas quando vierem a acontecer. Fique com a gente e mande suas dúvidas com nossos especialistas! Gerenciamento das incertezas vs Gerenciamento dos riscos Para começar, é fundamental destacar e reforçar este aspecto relacionado à gestão das incertezas: seu diferencial para o que se entende por riscos.  Dentro de um processo de inovação, uma ação possível de segurança para o negócio é a previsão de situações que podem dar errado para poder se prevenir contra elas. Aqui estamos falando em riscos. Um risco é algo que o profissional sabe que corre ou que tem potencial para correr dentro da sua realidade, mercado e nicho. É como se estivéssemos falando de uma fintech que oferece transações bancárias com taxas mais baixas e conta digital diante de um cenário de surgimento do Pix, por exemplo. O Pix está sendo desenhado pelo Banco Central já há algum tempo, o que coloca empreendedores de um negócio nessa área em um status de identificação de risco. A chegada da pandemia de coronavírus, por exemplo, é algo impossível de prever ou definir previamente um plano de ação. Não se sabe quando uma pandemia vai começar, quanto tempo vai durar e nem que impactos efetivamente terá no mercado e consequentemente no seu negócio. Por isso, trata-se de uma incerteza. Há que se pensar que, a partir da ocorrência desta pandemia, as empresas possam estar mais preparadas em próximas ocasiões semelhantes. Ter a experiência e vivenciar uma crise ajuda a desenvolver nos empreendedores essas habilidades emocionais e a capacidade para tomada de decisão a partir de cenários mais analíticos e práticos, o que contribui significativamente para o gerenciamento das incertezas em ocasiões futuras. Compreendendo a inovação como processo O segundo ponto essencial dentro deste caminho é o de entender a inovação como um processo, e não como um fato ou uma fórmula. No mundo da TI tudo é muito exato, porém é preciso entender que na inovação as coisas não se dão necessariamente desta forma. Não há um único caminho correto a ser seguido, muito pelo contrário: a inovação prevê a coexistência de diversas ideias que juntas conduzem ao que se espera como resultado. Novamente, importante salientar que não há também um único resultado, mas diversos. Ao iniciar ou conduzir um processo de inovação, normalmente os envolvidos desejam solucionar algum problema, encontrar uma forma mais ágil de fazer alguma coisa que já existe ou até mesmo ter a ideia do milhão criando algo que ninguém nunca pensou. Antes de prosseguir com o raciocínio, entenda uma coisa: não se cria algo que ninguém nunca pensou. Tudo que você pensar já existe de alguma forma, para algum público e atende a alguma necessidade mapeada. Este é um ensinamento precioso do livro “Roube como um artista — 10 dicas sobre criatividade”, de Austin Kleon, que pode ser aplicado também quando se estiver pensando em inovação. Indo adiante, ao buscar qualquer um dos três objetivos comentados anteriormente, você pode estar pensando que é possível, sim, chegar a um resultado. Se eu estou tentando solucionar um problema e consigo, eis o meu resultado. Se eu encontro uma forma mais ágil de realizar uma tarefa, aí está novamente a minha conquista. Esse raciocínio não deixa de estar correto. No entanto, ao pensar na inovação como um processo, entende-se que cada descoberta e cada etapa é uma forma de resultado. Então, temos, sim, diversos resultados diferentes no decorrer do caminho. Importância da gestão diante do gerenciamento das incertezas Como já mencionado, são diversas as possibilidades de incertezas dentro dos processos de inovação. Assim, caberá à gestão destes projetos compreender esse cenário e trabalhar com ele da melhor forma possível. Segundo apresentado no artigo científico “Gestão da incerteza e incerteza na gestão: a inovação como processo”, podem existir duas formas principais de conduzir processos de inovação já visando a existência de riscos e incertezas. A primeira delas é por meio do que os autores chamam de selecionismo, onde se conduz mais de uma opção de caminho em paralelo para garantir maiores chances de sucesso; e a segunda é a de tentativa e erro, onde já imaginando que alguns elementos podem fugir do controle, busca-se planejar parcialmente as ações e acertar o máximo possível sem deixar de se arriscar ou sem privar nenhum tipo de ideia. Um destaque interessante abordado pela pesquisadora Alessandra Bezerra de Melo é o de que a incerteza é o que move o mundo. É com base em perguntas, questionamentos, dúvidas e inquietações que tudo que é novo surge. Por isso, não se deve considerar as incertezas somente como algo ruim, elas têm seu lado positivo e devem receber a devida atenção para que evoluam de forma satisfatória para o projeto. Trazendo todas essas perspectivas para um cenário de desenvolvimento de projetos de software, identifica-se que o preparo emocional aliado à capacidade técnica dos gestores devem ser afinados o suficiente para lidar com o gerenciamento das incertezas.  Habilidades como a reação rápida para elaborar soluções; o saber dialogar com todos os envolvidos para entender por onde pode ser o melhor caminho; e o conhecimento técnico sobre o projeto em si para dar opiniões que geram valor serão essenciais em líderes que queiram desenvolver processos de inovação dentro da área de TI. É fundamental estar aberto a errar dentro de processos de inovação, e compreender que dessas falhas podem vir aprendizados muito grandes para a sua carreira. Algumas sugestões de cursos que você pode realizar neste sentido são o de Design Thinking, para falar sobre processos de inovação, e o de Scrum, aí para o gerenciamento de projetos com previsão de incertezas. Confira nosso calendário de cursos e inscreva-se agora mesmo para se capacitar ainda mais e estar apto a liderar processos de inovação fazendo o gerenciamento das incertezas.


    23/11/2020
  • Gestão de Riscos de Segurança da Informação e Privacidade
    Governança de TI

    Gestão de Riscos de Segurança da Informação e Privacidade

    Estratégias de segurança da informação e privacidade podem ser utilizadas para diferentes finalidades dentro da TI de uma organização. Uma delas é dentro da gestão de riscos, onde são aplicadas práticas para mitigar e minimizar ao máximo as chances de algo sair fora do programado. Com o desenvolvimento das tecnologias para internet há cada vez mais pessoas assumindo a posição de usuários dos sistemas online conectados em todo o mundo. O volume de dados que se trabalha em função disso é gigante, o que conhecemos como Big Data, e cada vez mais precisamos de estrutura para tratar, analisar e gerar resultados através dessas informações. A codificação, criptografia e segurança em camadas de rede são alguns dos recursos que podem ser utilizados para auxiliar as pessoas e empresas a manterem todo esse volume de dados seguro. Especialmente do ponto de vista de dados sensíveis, é essencial que sejam mantidos em segurança. Neste sentido, é preciso ter clareza sobre as diferenças de alguns conceitos, e é sobre esse assunto que vamos falar no artigo de hoje. Confira! O que é risco? Para começar a diferenciar os conceitos vamos destrinchar por aqui o que é considerado como risco. São diferentes definições elaboradas pelos mais diversos autores que já versaram sobre o tema, mas em essência algo que todas elas têm em comum é a ideia da dificuldade de previsibilidade do cenário final. Risco é toda a situação em que há probabilidade de os resultados serem diferentes do esperado devido a um ou outro motivo — já mapeados ou não —, de forma que se antecipa que algo pode ocorrer neste sentido. Isto nos dá a chance de evitar um dano ou consequência adversa. Resumindo, risco é uma probabilidade de uma ameaça explorar uma vulnerabilidade e causar um dano ou consequência. Em outro conteúdo do nosso blog, falamos sobre as diferenças entre riscos e incertezas, se quiser conferir. Mas a ideia geral é que o risco é previsível, ou, é passível de identificação prévia de sua possibilidade de existência. Já a incerteza não segue o mesmo caminho, sendo algo que a empresa não conseguiu mapear ou identificar anteriormente de nenhuma forma, como o caso da pandemia de coronavírus que assolou todo o planeta ao longo de 2020.  Os riscos estão presentes em toda e qualquer operação e nas diferentes áreas e podem ser classificados em diferentes tipos conforme suas características e origens. Assim, todas as áreas da sua empresa apresentam possíveis riscos, desde o setor financeiro, passando pelo RH e vendas, até a própria área de TI. Um dos principais neste último caso está relacionado ao Big Data e às transações de dados realizadas entre empresa e cliente. Assim, contar com uma equipe ou até mesmo uma área focada em gerenciamento de riscos, dependendo do porte da empresa, é fundamental nos dias de hoje. Vamos adiante. O que é Segurança da Informação e Privacidade? O segundo conceito que vamos trabalhar hoje para ajudar a complementar o entendimento deste material é o de segurança da informação. Este campo da TI tem como objetivo proteger e garantir a integridade de todo e qualquer tipo de informação, seja em sistemas digitais ou não. É com base na proteção garantida pelas estratégias de segurança da informação que os negócios conseguirão se estruturar para buscar seus objetivos, implementar novos processos e executar sua operação de forma completa. Alguns dos princípios básicos da segurança da informação que compõem a construção do conceito são: confidencialidade (garantia de que somente pessoas autorizadas têm acesso a cada dado); integridade (proteção da informação contra adulterações não autorizadas); disponibilidade (estratégia para que todas as informações estejam acessíveis quando forem demandadas e estiverem autorizadas pela confidencialidade para tal, conforme acordado previamente). A segurança da informação é, a área que concentra a maior parte dos desafios diante da preservação dos dados, sendo também responsável por ajudar as equipes de gerenciamento de riscos no mapeamento de possíveis invasões e ameaças aos dados da organização. O que é privacidade de dados É comum haver confusões entre os conceitos de segurança da informação e privacidade de dados por se tratarem de temas realmente bastante conectados. No entanto, para esclarecer, a gestão da privacidade de dados cuida da forma como a informação é coletada, distribuída e organizada dentro da empresa, enquanto a segurança da informação é uma ciência mais ampla que se preocupa com a proteção de todos os dados recebidos e enviados pela empresa.Ou seja, não há privacidade sem segurança da informação. A privacidade de dados, então, é um campo e faz parte da segurança da informação. Uma analogia que ajuda a entender ainda melhor essa diferença é trazendo à tona as legislações recentes e vigentes sobre proteção de dados como a GDPR na Europa e a LGPD no Brasil.  Essas leis tratam sobre a forma como o dono do dado (titular dos dados) terá seu dado tratado por uma empresa na outra ponta e a garantia de que tenha sido dada uma concessão e autorização para uso desses dados. E essa é também a função dos profissionais e equipes de privacidade de dados dentro das empresas. Além da importância de cuidar dos dados das pessoas que interagem com a sua empresa é importante entender que contar com profissionais especializados e dedicados à gestão da privacidade de dados dentro da organização é uma questão de compliance. A empresa precisa estar adequada a todos os elementos de compliance exigidos, às normativas, políticas e diretrizes determinadas.  Assim, com as novas legislações alguns cargos surgiram e outros receberam novas atribuições e roupagens para tornar esse processo mais profissionalizado, como DPO (Data Protection Officer), o CPO (Chief Protection Officer) e CSO (Chief Security Officer), cada um com suas especificidades. Boas práticas de gestão de riscos de segurança da informação e privacidade Com tudo que vimos fica evidente a importância de direcionar o olhar para a gestão de riscos de segurança da informação e privacidade, mas também que o processo pode ser bastante complexo, certo?  Entre os pesquisadores não há unanimidade no que diz respeito à definição de um único processo de gerenciamento de riscos. Há, no entanto, a convergência para o pensamento de que, sim, é necessário contar com políticas e estratégias focadas neste objetivo. O processo é composto por diferentes fases que podem variar entre as empresas de acordo com cada cenário, mas em geral, elenca-se cinco grandes áreas principais: identificar e determinar tolerâncias: nesta etapa deve-se definir os objetivos da organização ao desenhar um determinado processo de gerenciamento, pensando em quais pontos serão levados em consideração, quais riscos serão gerenciados e com que ações; medir os riscos: aqui a intenção da empresa deve ser a de identificar, mapear e mensurar tudo aquilo que é considerado risco para entender por onde se precisa ir ao longo do processo. Inclui identificar vulnerabilidades, valores dos ativos, e controles existentes; monitorar e relatar os riscos: nesta etapa o objetivo principal é identificar o potencial de perda e probabilidade de ocorrência dos riscos, entendendo como é possível agir para mitigá-los e traçar um plano; controlar os riscos: aqui é onde chegamos no envolvimento com a alta administração da empresa, necessitando do comprometimento com os processos, da uniformidade na linguagem e na abordagem e na coordenação de uma mudança de mindset voltada para a área de gerenciamento de riscos. A empresa toda precisa compreender a importância para que o controle possa ser executado; revisar, auditar e realinhar os riscos: esta é uma etapa final onde todas as medidas tomadas são analisadas e revisitadas de forma cíclica para que se possa compreender quais foram as melhores decisões e que tipo de estratégia ainda precisa ser melhor alinhada. A gestão de riscos de segurança da informação e privacidade é um assunto essencial e que toma proporções cada vez maiores devido ao crescente aumento no volume de dados e informações com os quais se trabalha.  Para se especializar nesta e em diversas outras áreas da TI que sejam do seu interesse, confira o calendário de cursos da ESR. Aproveite e continue acompanhando também o nosso blog onde sempre atualizamos com muitos conteúdos relevantes sobre o universo da TI e da segurança de redes.


    13/11/2020