Cadastre-se

CADASTRO

Em caso de não possuir CPF, por favor entre em contato conosco clicando aqui.

Ao informar meus dados, eu concordo com a Política de Privacidade

ReCaptcha
Entrar
Escola Superior de Redes

Métodos Ágeis e Inovação

  • businesspeople planning glass wall 1
    Métodos Ágeis e Inovação

    Cultura ágil no setor público: mitos, desafios e o que tem dado certo

    Por que falar de cultura ágil no setor público é cada vez mais relevante? A pressão por serviços públicos mais eficientes, transparentes e acessíveis não surge apenas por causa do movimento de transformação digital. Ela decorre de um cenário mais amplo, marcado por restrições orçamentárias, aumento da complexidade regulatória e maior exigência por resultados mensuráveis na gestão pública. Nesse contexto, a forma tradicional de planejar, contratar e executar iniciativas de TI – ou seja, aquela baseada em projetos longos, com planos rígidos e pouco adaptáveis – tem demonstrado limites claros. Sistemas atrasam, custos se ampliam e, muitas vezes, a solução entregue já não responde mais à necessidade original do cidadão ou da instituição. É nesse ponto que a cultura ágil ganha espaço e se consolida no debate público. Não como uma promessa abstrata de inovação, mas como um conjunto de princípios, práticas e modelos de gestão capazes de reduzir os riscos, aumentar a previsibilidade e melhorar a entrega de valor ao longo do tempo. Instituições como a RNP, por meio da ESR, têm papel central nesse movimento ao capacitar profissionais de TI e gestores públicos para lidar com essa transição de forma técnica, responsável e aderente à realidade brasileira. Este artigo analisa, com base prática e institucional, os principais mitos, os desafios reais e os casos que já demonstram resultados concretos na adoção da cultura ágil no setor público. O que realmente se entende por cultura ágil no contexto governamental? A adoção de práticas ágeis no setor público não ocorre em um vácuo institucional. Ela dialoga com uma trajetória histórica de transformação da gestão pública brasileira, que transitou do modelo patrimonialista para o burocrático e, posteriormente, para o gerencial.  Essa evolução consolidou novos referenciais de desempenho, como foco em resultados, racionalidade no uso de recursos e orientação ao cidadão. A incorporação do princípio da eficiência ao artigo 37 da Constituição Federal, por meio da Emenda Constitucional nº 19/1998, por exemplo, não foi apenas simbólica. Ela estabeleceu uma obrigação objetiva de melhor uso do orçamento público combinado com eficiência (custo-benefício), eficácia (atingimento dos objetivos) e efetividade (impacto social).  A cultura ágil se conecta diretamente a esse tripé. Ao priorizar entregas incrementais, ciclos curtos de feedback e aprendizado contínuo, ela oferece mecanismos práticos para lidar com ambientes complexos e mutáveis, uma característica intrínseca da Administração Pública contemporânea. O  Manifesto Ágil, formulado em 2001 por Kent Beck e outros autores, propõe valores que extrapolam ferramentas. Ele introduz uma lógica organizacional centrada em pessoas, colaboração, adaptação e propósito comum.  No setor público, tal abordagem exige tradução institucional, com respeito à hierarquia, ao controle e aos marcos legais, sem abrir mão da entrega de valor. Mitos que ainda travam a adoção da cultura ágil no governo A percepção de incompatibilidade entre métodos ágeis e o marco legal das contratações públicas ignora a flexibilidade existente nos modelos de planejamento e execução.  Contratações orientadas para resultados, escopos evolutivos e entregas incrementais são plenamente possíveis quando há maturidade na definição de objetivos, métricas e critérios de aceitação.  O foco deixa de ser a tentativa de prever tudo no início e passa a ser a governança contínua da entrega de valor. A estrutura hierárquica do serviço público não impede a adoção da cultura ágil. O que se transforma é o papel da liderança.  Em vez de microgestão, líderes atuam removendo impedimentos, alinhando prioridades estratégicas e garantindo segurança institucional para que as equipes executem seu trabalho com autonomia responsável. Embora tenham origem no desenvolvimento de software, práticas ágeis vêm sendo aplicadas com sucesso em áreas como gestão de políticas públicas, RH, contratos, atendimento ao cidadão e inovação institucional.  Onde há processos complexos, múltiplos atores e necessidade de adaptação, há espaço para agilidade. Leia também: Consultoria Educacional em TI: como a ESR modernizou 41 institutos federais  Os desafios reais da implementação de métodos ágeis no setor público A adoção de métodos ágeis encontra obstáculos que não se resolvem com ferramentas. A mudança cultural exige que organizações migrem de uma lógica centrada exclusivamente no cumprimento formal de processos para uma lógica orientada para a entrega de valor público mensurável. Esse deslocamento demanda tempo, comunicação clara e coerência institucional. Outro desafio crítico está na capacitação da liderança. Sem compreensão conceitual e prática dos princípios ágeis, gestores tendem a reproduzir modelos tradicionais sob uma nova nomenclatura, esvaziando o potencial transformador da abordagem. A formação técnica e estratégica torna-se, portanto, elemento central da governança. Há ainda o desafio do alinhamento orçamentário. Ciclos curtos de entrega precisam coexistir com planejamentos plurianuais e orçamentos rígidos. As organizações que avançam nessa agenda estruturam projetos em incrementos financiáveis, com métricas claras de valor, permitindo ajustes ao longo do caminho sem perda de controle. Leia também: “Como implementar uma mentalidade ágil na sua equipe: 4 práticas essenciais”  Em quais áreas a cultura ágil já funciona no setor público brasileiro? Ainda que haja desafios a serem superados, a implementação de métodos ágeis no setor público é uma das principais apostas para a otimização de serviços nos próximos anos.  Isso pode ser observado na aplicação prática da agilidade em diferentes níveis da administração pública. O Serpro, por exemplo, adota práticas ágeis como Scrum e Kanban no desenvolvimento de soluções digitais para o Estado brasileiro, reduzindo o tempo de entrega de projetos e aumentando a qualidade dos serviços prestados. O Banco Central do Brasil utiliza métodos ágeis em iniciativas de inovação regulatória e desenvolvimento de sistemas críticos, como no ecossistema do Pix, combinando governança rigorosa com ciclos iterativos de entrega. No nível local, diversos municípios têm implementado práticas ágeis em laboratórios de inovação, especialmente para a digitalização de serviços ao cidadão, com ganhos expressivos em tempo de resposta e satisfação do usuário. Resumo: métodos ágeis aplicados no setor público Método/ Prática Onde é aplicado    Benefícios observados Scrum Desenvolvimento de sistemas e projetos complexos Entregas incrementais e redução de retrabalho Kanban Gestão administrativa e fluxos contínuos Transparência e identificação de gargalos Design Thinking Políticas públicas e serviços ao cidadão       Foco no usuário e soluções mais eficazes Lean Otimização de processos e melhoria de serviços Redução de desperdício, aumento de eficiência e foco em valor OKR Gestão estratégica e alinhamento organizacional Clareza de prioridades, foco em resultados e alinhamento entre equipes Capacitação como eixo da governança ágil A experiência prática demonstra que a cultura ágil no setor público depende menos de ferramentas e mais de conhecimento estruturado. Governança, contratos, planejamento estratégico, gestão de serviços e inovação precisam dialogar de forma integrada. É exatamente nesse ponto que a ESR se posiciona como referência nacional, oferecendo cursos alinhados às exigências legais, à realidade institucional brasileira e às boas práticas internacionais de governança de TI e métodos ágeis. 👉 Conheça as formações em Governança de TI da ESR e estruture uma atuação mais estratégica em 2026 FAQ – Perguntas frequentes sobre cultura ágil no setor público O que é cultura ágil? É uma mentalidade organizacional baseada em aprendizado contínuo, colaboração, adaptação e foco em valor, indo além da simples adoção de métodos.  Quais são os cinco valores do Scrum? Comprometimento, coragem, foco, abertura e respeito. Esses valores sustentam equipes auto-organizadas e ambientes de confiança. Quais são os valores do Manifesto Ágil? Quais são os três pilares do Scrum? Transparência, inspeção e adaptação. Eles garantem visibilidade, aprendizado contínuo e melhoria constante.  Quais são os quatro pilares para métricas ágeis? Fluxo, qualidade, valor entregue e capacidade de resposta. Juntos, permitem avaliar a eficiência sem perder o foco no impacto real.


    29/01/2026
  • equipa empresarial que colabora no desenvolvimento de iniciativas de cultura corporativa scaled 1
    Métodos Ágeis e Inovação

    O que é PLG? Entenda a abordagem Product Led Growth

    Empresas como Asana, Zoom e Dropbox adotam a abordagem de utilização de crescimento da organização focada no produto. Em linhas gerais, isso explica o que é PLG ou Product Led Growth (Crescimento Orientado pelo Produto).  Trata-se de uma metodologia indispensável para empresas que desejam escalar suas operações de forma sustentável, representando uma mudança cultural e operacional do mercado moderno que alinha a organização inteira em torno do produto. Ou seja, o produto é enxergado como o motor central de aquisição, retenção e fidelização. Ao contrário de modelos tradicionais focados em vendas ou marketing, essa estratégia utiliza a própria experiência do produto para encantar o usuário, permitindo que ele tome a decisão de adoção e de compra de forma autônoma. Neste artigo, vamos aprofundar o conceito e seus diferenciais e dar o passo a passo para estruturar essa abordagem de crescimento na sua empresa e em áreas de TI.  O que é PLG? Para entender como funciona uma empresa que usa a abordagem do foco no produto (PLG) e, por meio disso, orienta seu crescimento e escalabilidade do negócio, é necessário conhecer as outras três formas de alinhar estratégias de crescimento em uma organização.  Normalmente, uma empresa tem a área de venda do produto como a sua verdadeira bússola. É o que se chama Sales Led Growth (SLG), metodologia por meio da qual a empresa foca sua operação na venda do produto, e não no produto em si.  Nesse modelo de atuação, é o time de vendas quem lidera o crescimento da organização e é o responsável por encantar os clientes.  Ou seja, os profissionais de vendas são os encarregados de distribuir o produto de uma empresa e falar sobre quais são as necessidades do cliente, além de destacar quanto do produto a organização precisa melhorar, vender e reestruturar.  É uma abordagem que já foi e ainda é bastante utilizada, mas que tem perdido espaço com a digitalização e a migração do mercado para um contexto que depende do encantamento do cliente por aquilo que ele vê.   Na abordagem Marketing Led Growth (MLG), por sua vez, em vez da equipe de vendas, é o time de marketing quem lidera a estratégia de crescimento.  Já no terceiro tipo, o Tech Led Growth (TLG), a tecnologia é o ativo utilizado como líder de expansão da organização. Nesse modelo, a digitalização das funções do negócio apoia e orienta a estratégia de mercado dessa organização, o crescimento e a distribuição dos produtos.  Resumo das principais estratégias de crescimento que moldam o mercado Sales Led Growth (SLG) Nesse modelo, a equipe de vendas atua como a principal bússola do negócio. O foco está na venda do produto, e não no produto em si. Os profissionais de vendas são responsáveis por liderar o crescimento da organização, distribuir o produto e identificar as necessidades dos clientes. Embora ainda seja utilizada, essa abordagem tem perdido relevância diante da digitalização e da importância crescente do encantamento do cliente. Marketing Led Growth (MLG) Aqui, o time de marketing se torna o epicentro da estratégia de expansão da empresa. A abordagem se baseia fundamentalmente na capacidade de gerar e qualificar um alto volume de leads por meio de ações de atração, em vez de depender da prospecção direta pela equipe de vendas. Tech Led Growth (TLG) A tecnologia não é apenas uma ferramenta de apoio, mas o principal ativo e motor de crescimento da organização. Essa abordagem se distingue por colocar a inovação tecnológica no centro da estratégia de mercado, com a digitalização de processos e o desenvolvimento de plataformas proprietárias para orientar a expansão e a distribuição dos produtos. O TLG utiliza a eficiência de sistemas automatizados, a análise de dados em larga escala e a construção de infraestruturas tecnológicas robustas para otimizar operações, reduzir custos e criar barreiras competitivas. Por fim, diferenciando-se de todas essas metodologias concentradas na empresa, o PLG possibilita o crescimento e a escala do negócio com base no foco integral na experiência do usuário sobre o produto.  No dia a dia do mercado, é a necessidade do usuário que faz com que ele consuma um produto desejável, escalável e sustentável. O PLG se relaciona com esse universo à medida que orienta as estratégias da empresa para atender a essa equação.  Dessa forma, no modelo PLG, todas as pessoas trabalham em prol do produto, o qual vai guiar os demais planos de ação da organização, e não mais o contrário.  É o que houve, por exemplo, com os cases Blockbuster e Netflix. A primeira focava sua abordagem no processo de vendas, enquanto a última passou a direcionar seus esforços e melhorias de processo conforme a avaliação do produto.  Você já sabe qual performou melhor, certo?  Ratificando o potencial do Product Led Growth, estimativas gerais indicam que negócios liderados por serviços são avaliados em, no máximo, três vezes a receita. Em contrapartida, os negócios liderados por produtos são normalmente avaliados em dez vezes a receita da empresa.  Outro ponto de destaque para a compreensão do que é PLG é que, nesse modelo, um dos grandes diferenciais é a otimização dos seus processos internos, ao mesmo tempo que há o fortalecimento das bases da empresa para eventos estratégicos de grande porte, como a abertura de capital (IPO)1. A disciplina e a transparência exigidas pelo PLG na estruturação de processos e na entrega de valor ao cliente criam um histórico sólido e atrativo para os investidores, facilitando a transição para o mercado de ações. Atualmente, essa é a abordagem que mais dá match com o perfil de consumidor atual. Isso porque, conforme uma recente pesquisa realizada pela PwC, “Global Consumer Insights Survey (GCIS)”, a maioria das decisões que envolvem compras é tomada antes que haja alguma comunicação com o time de vendas ou de tecnologia.  De acordo com o relatório, 79% dos consumidores brasileiros pesquisam antes da decisão final de compra, dos quais 63% consultam avaliações de outros clientes e 65% usam aplicativos de varejistas para consultas e comparação de produtos e preços. Em outras palavras, o potencial de alcance das equipes internas pode não ser o mesmo que o potencial de alcance do produto. 1O termo IPO, ou Initial Public Offering (em português Oferta Pública Inicial), representa o momento em que uma empresa privada decide vender suas ações ao público pela primeira vez. ___________________________________ Leia também:  ___________________________________ A relevância do PLG para as equipes de TI em ambientes B2B e B2G Embora o PLG seja frequentemente associado a startups e ao mercado B2C, o conhecimento sobre essa abordagem é um diferencial estratégico para profissionais de TI que atuam em empresas privadas (B2B) e órgãos públicos (B2G). A transição para um modelo PLG permite que a equipe de TI atue de forma mais estratégica. Em vez de focar apenas no suporte técnico ou na manutenção de sistemas legados, os profissionais passam a ser parceiros diretos na criação de soluções. Eles utilizam a telemetria do produto para entender o comportamento do usuário final, identificar pontos de fricção e propor melhorias que aumentem a adoção e a satisfação do cliente empresarial. Esse conhecimento eleva a área de TI de um centro de custo para um gerador de receita e fidelização. Em ambientes com foco no cidadão, o PLG pode ser adaptado para otimizar a entrega de serviços. A equipe de TI pode aplicar esse mindset para desenvolver plataformas e aplicativos governamentais mais intuitivos, fáceis de usar e eficientes. Ao focar a experiência do usuário-cidadão, o setor público pode reduzir custos de atendimento, aumentar a adesão a serviços digitais e construir uma relação de maior confiança e transparência. O conhecimento em PLG capacita a equipe a criar soluções que, por si sós, incentivam sua adoção e uso, superando barreiras de acesso e usabilidade. Em essência, a compreensão do PLG capacita as equipes de TI a liderar a inovação e a transformação digital em qualquer ambiente, seja ele voltado para o cliente final, para empresas ou para a sociedade. ___________________________________ Leia também:  ___________________________________ Como estruturar o PLG em uma empresa? Para entender o que é PLG e implementar de fato essa abordagem de crescimento, é preciso checar vários pontos essenciais da operação da empresa: estratégia, cultura, ação comercial, cliente, operação e, claro, produto. Com essas informações em mãos, execute o passo a passo abaixo: _____________________________________ Conclusão Em resumo, o PLG, Product Led Growth, não trata apenas do produto. A abordagem abrange a empresa como um todo, observando a sua cultura, como fazer o cliente ter sucesso no uso desse produto, o entendimento sobre como a equipe de vendas interage com a equipe de marketing para tornar um produto escalável etc. É perceber o valor que será entregue, diferenciar a experiência, olhar para os dados e as métricas (internas e externas) e saber o que vale a pena manter e direcionar. É olhar para o que é tendência e fazer tudo isso funcionar, tanto para o negócio quanto para o cliente.  Portanto, o PLG é uma abordagem de crescimento completa, que demanda conhecimento e envolvimento de todos os agentes da empresa, inclusive dos responsáveis pela condução da tecnologia.  A Escola Superior de Redes (ESR) oferece cursos e trilhas de capacitação em tecnologia da informação que preparam profissionais para os desafios e as oportunidades do mercado. Explore nosso catálogo e garanta que você e sua equipe estejam à frente nessa jornada de inovação. ____________________________________________ FAQ: perguntas frequentes sobre Product Led Growth (PLG) 1) O que é Product Led Growth (PLG)? PLG é uma metodologia de crescimento que coloca a experiência do usuário com o produto no centro da estratégia de uma empresa. A ideia é que o produto, por si só, seja o principal motor de aquisição, retenção e fidelização de clientes. 2) Qual a diferença entre PLG e outras estratégias de crescimento? Diferentemente das abordagens Sales Led Growth (SLG), Marketing Led Growth (MLG) ou Tech Led Growth (TLG), o PLG foca integralmente a experiência do usuário para guiar a escala do negócio. Enquanto as outras metodologias se concentram em equipes ou tecnologias específicas, o PLG alinha toda a empresa em torno do produto. 3) Por que o PLG é tão valorizado no mercado? Negócios liderados por produtos são frequentemente avaliados em dez vezes a receita da empresa, enquanto negócios liderados por serviços são avaliados em, no máximo, três vezes a receita. Além disso, o PLG otimiza a estruturação de processos e fortalece a empresa para eventos estratégicos como um IPO. 4) O PLG é aplicável apenas a startups e empresas de tecnologia? Não. Embora seja popular em startups, o mindset do PLG é aplicável a qualquer setor. Em ambientes B2B, por exemplo, o PLG capacita equipes de TI para criarem soluções que geram valor diretamente para o cliente empresarial. No setor público (B2G), ele pode ser usado para desenvolver serviços digitais mais eficientes e centrados no cidadão. 5) Como as equipes de TI se beneficiam do conhecimento em PLG? Ao dominar o PLG, as equipes de TI deixam de ser vistas como centros de custo e passam a atuar como parceiras estratégicas na inovação e na criação de soluções. O conhecimento em PLG permite que esses profissionais utilizem dados de produto para identificar oportunidades, melhorar usabilidades e impulsionar a adoção de sistemas e plataformas. 6) Quais empresas utilizam o Product Led Growth? Grandes empresas de tecnologia, como Asana, Zoom e Dropbox, são exemplos de companhias que adotam a abordagem de crescimento PLG. 7) O que é IPO e como ele se relaciona com o PLG? IPO, ou Initial Public Offering, é o processo de abertura de capital de uma empresa privada, que passa a vender suas ações ao público pela primeira vez. A disciplina e a entrega de valor exigidas pelo PLG criam um histórico sólido e atrativo para investidores, facilitando a transição para o mercado de ações.


    13/11/2025
  • Etapas do Design Thinking
    Métodos Ágeis e Inovação

    As 5 principais etapas do Design Thinking

    Quando uma organização e seus colaboradores conhecem as etapas do Design Thinking, a tomada de decisão se torna mais ágil, inovadora e centrada no usuário. Essa abordagem criativa de resolução de problemas se encaixa perfeitamente na rotina corporativa, sobretudo em áreas que demandam dinamismo, como TI, ciência de dados e empreendedorismo digital. Afinal, pensar diferente do “caminho tradicional” passou a ser uma necessidade competitiva. Embora seja popular entre startups e negócios digitais, o Design Thinking pode ser aplicado em praticamente qualquer setor, inclusive em órgãos públicos que buscam modernizar processos ou em equipes multidisciplinares que precisam alinhar os desafios que necessitam de resolução e gerar soluções inovadoras. Neste artigo, você vai compreender o conceito, visualizar suas principais fases e conhecer ferramentas para aplicar a abordagem do Design Thinking de forma prática em projetos de tecnologia e inovação. O que é Design Thinking? Como o próprio nome sugere, o Design Thinking é uma abordagem que combina ferramentas e métodos do design para resolver problemas de maneira criativa, colaborativa e não linear. A ideia central é enxergar o desafio sob diferentes perspectivas, priorizando sempre as necessidades reais das pessoas envolvidas, ou seja, dos potenciais usuários.  Por isso, essa metodologia coloca a capacidade humana em evidência, unindo criatividade e empatia na busca por soluções que resolvem os problemas reais. A especialista no tema Katja Tschimmel define o conceito como “um processo de pensamento para conceber novas realidades, expressando a introdução da cultura do design e seus métodos em áreas como inovação empresarial, social e do ensino”. Na prática, ele não se resume a post-its coloridos e mapas mentais. É um processo que, aplicado corretamente, deve atender a pré-requisitos como: É com base nesses temas e nas dinâmicas de engajamento dos times que as etapas do Design Thinking são capazes de criar soluções mais inovadoras para os consumidores finais ou para o aprimoramento dos processos internos das empresas.  Assim, para times de tecnologia, o Design Thinking é uma ótima forma de voltar a mentalidade dos desenvolvedores e dos demais profissionais para compreender as necessidades dos usuários e os possíveis atritos em suas experiências.  Inclusive, Anill Tibe, cientista em Inteligência Artificial, ratificou a importância de integrar a área de ciência de dados às estratégias de Design Thinking como forma de encontrar respostas para problemas que sempre ocorrem com equipes de Data Science. Por isso, a compreensão das etapas do Design Thinking é valorizada em equipes de tecnologia, em que a integração com metodologias ágeis e ciência de dados potencializa os resultados. Leia também: Design Thinking na TI: benefícios e como implementar essa metodologia  As 5 etapas do Design Thinking Não é novidade que o mercado está cada vez mais acelerado e os usuários, mais exigentes.  Em outras palavras, isso significa dizer que as soluções corporativas precisam representar, de fato, alguma melhoria para seu consumidor ou para a sociedade. Entenda, a seguir, como as etapas do Design Thinking contribuem para esse objetivo.  1) Etapa da imersão ou etapa da empatia Nessa etapa do Design Thinking, o objetivo é compreender, por meio de um olhar empático, qual é o cenário do problema enfrentado pela organização e seus clientes ou o cenário no qual se deseja inserir um novo serviço ou produto.  Os participantes – por meio de avaliações como Pesquisa Desk, observação e entrevistas com usuários – buscam elementos que os auxiliam a enxergar vários lados de uma mesma situação. É aqui, por exemplo, que há busca por referências sobre temas relacionados e por pontos de vista da empresa e também dos consumidores ou usuários finais.   Geralmente, ferramentas como Mapa de Empatia, Personas e Jornada do Usuário são bastante utilizadas.  Podemos dizer que a primeira etapa equivale a um mergulho em direção ao problema.   2) Etapa da análise ou etapa da decisão  Com base nas informações coletadas, o Design Thinking precisará sintetizar o que foi discutido na etapa anterior para, de fato, delinear/delimitar o problema.  Podemos dizer que é nesse momento que há a separação do “joio e do trigo”. O objetivo da análise é entender os dados, as referências e os conteúdos compilados sobre os atritos e as frustrações dos usuários, que, em seguida, poderão dar origem às estratégias de criação de um novo produto, serviço ou processo.  É o momento de transformar uma massa de informações em decisão estratégica. 3) Etapa da ideação  A ideação compreende a geração de ideias alinhadas aos desafios priorizados na etapa anterior com uma apresentação do que foi elaborado até então, sem julgamento.  Portanto, recomenda-se que os colaboradores pensem fora da caixa e ousem em suas explanações. E é exatamente por isso que o Design Thinking demanda uma equipe multidisciplinar, diversa e heterogênea.  Ferramentas como brainstorming, cardápio de ideias e matriz de posicionamento podem potencializar essa fase.  Para tanto, é importante que ninguém se sinta constrangido e que a comunicação ocorra livremente entre os membros do projeto.  Nessa ocasião, pontos que precisam ser aprimorados também podem ser identificados.  4) Etapa do protótipo  Depois de percorrer todos esses caminhos e etapas do Design Thinking, a equipe seleciona oficialmente as ideias mais promissoras para a resolução do problema.  Além disso, há a definição dos planos de ação e das metas do projeto, bem como a testagem dos protótipos dos produtos e serviços criados por meio  da metodologia ágil.  Somente depois dos testes, que podem conter vários ciclos e períodos de comparação entre uma opção e outra, é que os colaboradores decidem se uma ideia está apta a ser implementada imediatamente ou se deve passar por melhorias.  5) Etapa da implementação  A última etapa do Design Thinking é a mais aguardada entre gestores e profissionais de uma organização.  Afinal, é na implementação que vem após o desenvolvimento das demais fases anteriores que a ideia ou a solução do problema é apresentada ao público.  Depois da testagem, há a garantia de que o projeto está apto a ser lançado no mercado ou que a solução está pronta para ser utilizada nos processos internos do negócio.  Design Thinking e outras metodologias de inovação Quando falamos em metodologias de inovação, o Design Thinking não é a única opção. Ao longo dos últimos anos, outras abordagens ganharam espaço, como Lean Startup, Agile/Scrum e Design Sprint, cada uma com um foco distinto. O ponto em comum entre elas é o alinhamento ao Manifesto Ágil, lançado em 2001, que estabeleceu princípios de colaboração, adaptabilidade e entrega de valor contínuo. Mais de duas décadas depois, essas práticas continuam sendo exploradas, mas com diferentes graus de maturidade e resultados nas organizações. Veja a comparação: Metodologia Foco principal Aplicação típica Diferença-chave Design Thinking Usuário e experiência Criação de soluções centradas no ser humano Baseado em empatia, colaboração e prototipagem iterativa Lean Startup Produto mínimo viável (MVP) Startups e novos negócios Validação rápida de hipóteses de mercado Agile/Scrum Entregas contínuas Desenvolvimento de softwares e projetos de TI Gestão em ciclos curtos, com foco em adaptação Design Sprint Validação rápida Testes de ideias em até 5 dias Processo intensivo e de curta duração criado pelo Google Ventures Entre essas opções, o Design Thinking se destaca pela flexibilidade e pela centralidade no usuário, mas, em muitos projetos, sua aplicação é ainda mais poderosa quando combinada com métodos ágeis ou o Lean Startup. Tal integração aprimora o pensamento criativo, bem como valida e escala soluções em tempo recorde. Leia também: 5 coisas que um profissional de agilidade não deve fazer Qual a relevância da metodologia ágil e das etapas do Design Thinking para os próximos anos? No evento Agile Trends 2025, a Deloitte entrevistou 422 profissionais de diversos setores para mapear o estado atual da transformação ágil nas empresas brasileiras.  Com acesso a esses dados, Rafael Ferrari, sócio de Strategy & Business Design e líder de Soluções de Inovação da Deloitte, traçou um retrato que mostra que houve avanços importantes nesse contexto, mas também desafios persistentes. De acordo com o profissional, os dados a seguir foram os de maior relevância do estudo:  O que os números evidenciam é que “fazer ágil” não é o mesmo que “ser ágil”. Muitas organizações adotam rituais e frameworks, mas falham em gerar valor real.  Assim, o foco para os próximos anos precisa ir além da adoção metodológica: é necessário conectar estratégia, cultura e execução. Barreiras para a transformação ágil Ainda conforme os resultados da pesquisa Deloitte, as principais dificuldades apontadas pelos respondentes em relação à implementação da agilidade foram: Ou seja, a transformação não falha por falta de frameworks, mas pela ausência de propósito claro e resultados percebidos. O papel da IA na agilidade Nesse contexto, a inteligência artificial emerge como um vetor de profusão das etapas do Design Thinking.  Quando a metodologia ágil é potencializada por inteligência artificial, amplia sua relevância como ferramenta de transformação digital. Ele deixa de ser apenas uma abordagem criativa e passa a integrar uma estratégia organizacional de ponta, capaz de conectar pessoas, processos e tecnologia em busca de inovação sustentável. Um dado interessante, destacado por Rafael Ferrari, é que 70% das empresas já utilizam a inteligência artificial em algumas práticas ágeis, especialmente em atividades de planejamento e análise de dados. No entanto, a aplicação ainda é incipiente e exploratória. Casos bem-sucedidos mostram que a IA pode ajudar na priorização de backlog, no PI Planning e em análises de produtividade, mas seu impacto estratégico ainda depende de maior maturidade. Ou seja, a próxima onda da transformação ágil passa pela integração estruturada da IA como aceleradora da inovação e da eficiência organizacional. ——————————- Conclusão De modo geral, o importante das etapas do Design Thinking é a adequação da técnica às especificidades de cada empresa e de cada projeto.  Como uma alternativa mais criativa de resolução de problemas ou de criação de produtos, serviços e processos mais arrojados, a atividade acaba impulsionando o desenvolvimento de outras áreas do negócio.  É bastante comum, por exemplo, que a comunicação, o trabalho em equipe e o aprendizado contínuo, entre outras habilidades, sejam potencializados em empresas que usam o Design Thinking. >>>> É da área da Tecnologia da Informação e deseja compreender como o Design Thinking pode otimizar seus projetos e carreira? Inscreva-se no curso da Escola Superior de Redes e aprenda os passos iniciais para a criação de modernos frameworks por meio de abordagens de inovação.


    24/10/2025
  • scrum para ti
    Métodos Ágeis e Inovação

    Scrum para TI: por que ser um especialista em agilidade pode destacar você no mercado de trabalho?

    A agilidade é uma das principais abordagens para lidar com a imprevisibilidade do mercado e também com as diferentes formas de organização social que emergem com o passar do tempo. Por isso, falar em estratégias, como o uso do Scrum para TI, é essencial no meio corporativo.   Embora o Manifesto Ágil tenha ocorrido apenas em 2001, popularizando a necessidade organizacional de um mindset inovador, os princípios da agilidade já vinham sendo explorados em contextos diversos, refletindo, sobretudo, na percepção coletiva acerca da importância da adaptação contínua para o sucesso empresarial.   Na época, 17 profissionais já executavam métodos ágeis (Dynamic Systems Development Method – DSDM; XP – Extreme Programming; FDD; Scrum e XP, entre outros), porém, como cada um tinha uma abordagem e aplicação, elaboraram um documento que destacou os pontos que consideravam fundamentais a serem explorados para o desenvolvimento de software.   O objetivo era criar processos com entregas breves, flexibilidade e aprendizado contínuo, capazes de se transformarem de acordo com as necessidades internas e externas.  Com base nisso, os métodos ágeis passaram a ser amplamente adotados, independentemente da área empresarial, transcendendo o desenvolvimento de softwares e otimizando toda a cadeia de produção. Por meio de uma abordagem iterativa e colaborativa, esses métodos viabilizaram novas possibilidades de negócio para as organizações, maior flexibilidade e eficiência, além de aprimorarem a capacidade de as empresas enfrentarem os desafios do meio corporativo.  Os métodos ágeis se estabelecem como uma alternativa mais compatível com a dinâmica de mundo cada vez mais intensa, com maior geração de dados, ampla concorrência e disputa acirrada pela atenção dos consumidores.   Na TI, em particular, agilizar processos e inseri-los em uma dinâmica de melhoria contínua é ainda mais fundamental, visto que a área é naturalmente reconhecida por se transformar com velocidade.  Por isso, separamos, a seguir, algumas curiosidades e informações sobre um dos métodos ágeis mais empregados por empresas de todo o globo: o Scrum. Entenda como se tornar um especialista no tema e conquistar outros espaços e vagas.   Você também pode gostar: Por que você deve obter uma certificação de Metodologia Ágil Scrum com o EXIN?  O que é o método Scrum? No esporte (rugby), o termo “scrum” faz referência ao momento em que ambas as equipes de uma partida se enfrentam para tirar a bola do seu lado do campo, criando, para isso, estratégias de cooperação.  Dos 12 jogadores de cada time, três ficam na linha de formação e os demais se adaptam às movimentações dos primeiros, como uma espécie de suporte.  Dessa forma, nessa perspectiva, os “scrums” funcionam somente quando há um alinhamento entre todos os envolvidos de um time, sobretudo, os três da linha de formação.   É exatamente isso que ocorre na metodologia homônima, inspirada, por óbvio, na prática esportiva e na abordagem simplificada do Sistema de Planejamento do Programa Faseado, da Nasa.   Calma, a gente explica!  O Scrum foi inserido pela primeira vez em um artigo publicado pela The Harvard Business Review, em 1986, com o título “The New Product Development Game” (O Novo Jogo de Desenvolvimento de Novos Produtos, em português).  Seus autores, Hirotaka Takeuchi e Ikujiro Nonaka, utilizaram tanto o rugby quanto a Nasa para detalhar uma nova abordagem de desenvolvimento e de gerenciamento de projetos ou de produtos focada em cooperação e agilidade. Além disso, em 1995, a metodologia Scrum deu seus primeiros passos e estabeleceu bases do que vemos hoje. Nesse período, Ken Schwaber e Jeff Sutherland, os mesmos que, anos depois, também participaram do Manifesto Ágil, publicaram o livro Scrum development process, com todos os fundamentos da abordagem do Scrum e, finalmente, com sua definição oficial:   “Scrum é o processo de desenvolvimento de sistemas como um conjunto flexível de atividades que combina ferramentas e técnicas conhecidas e viáveis com o melhor que uma equipe de desenvolvimento pode desenvolver para construir sistemas.” (Fonte: https://scrumguides.org/) Apoiado nisso, o Scrum passou a figurar como uma oportunidade de as empresas – principalmente as de tecnologia e de desenvolvimento de softwares – estruturarem seus processos fundamentados em bases inovadoras e flexíveis.   Tem-se, portanto, que o Scrum é uma abordagem baseada em um fluxo de trabalho iterativo e incremental para a realização de entregas cada vez mais ágeis. Na prática, o método ajuda equipes a estruturar e gerenciar o trabalho por meio de um conjunto de valores, princípios e práticas.  Um exemplo disso pode ser observado quando uma empresa de tecnologia desenvolve um novo aplicativo. Assim como no rugby, em que a linha de formação é essencial para garantir a posse da bola, no Scrum corporativo, o time deve estar alinhado para garantir entregas eficientes.  Ou seja, se os desenvolvedores, designers e gerentes de produto não trabalharem juntos, entendendo suas funções e se adaptando às necessidades do projeto, o fluxo de trabalho será prejudicado.  Como implementar uma mentalidade ágil na sua equipe: 4 práticas essenciais As metodologias ágeis, nas quais o Scrum está inserido, priorizam a flexibilidade, a colaboração e a entrega incremental, sendo projetadas para lidar com a natureza dinâmica e, muitas vezes, imprevisível do desenvolvimento de software e da área de TI como um todo. Mesmo com diferentes aplicações, todas carregam, em alguma medida, as seguintes características:   Como o Scrum para TI funciona na prática? No ciclo do uso do método Scrum, os diferentes times de desenvolvimento em TI trabalham colaborativamente para:  Dessa forma, cada Scrum Team (equipe) é alocada em um grupo de atividades específicas, semelhante a um time de rugby, para tornar o processo de desenvolvimento mais ágil e eficaz. São elas:  Product Owner – responsáveis pela definição da visão do produto, atuam como um arquiteto-chefe, priorizando as características de acordo com as necessidades do cliente. Esse time precisa garantir que o produto seja valioso, utilizável e rentável, levando em consideração, claro, a perspectiva do usuário.  Development Team – esse grupo desempenha o papel fundamental de concretizar a visão delineada pelo Product Owner. Sua habilidade e dedicação são cruciais na transformação das ideias em resultados tangíveis. Para isso, desenvolve projetos colaborativos em formatos de sprints curtos, geralmente de duas a quatro semanas, determinando a melhor forma de atender aos requisitos estabelecidos pela equipe anterior. Assim, precisam ser auto-organizáveis e autogerenciáveis.  Scrum Master – similar a um facilitador, o responsável ou o time de Scrum Master atua na remoção de obstáculos, na mediação da comunicação e na garantia do funcionamento eficiente da equipe. Sua presença é essencial para manter a harmonia e o fluxo de trabalho, gerenciando o projeto e engajando os colaboradores quando preciso.  Com essas definições, todos os envolvidos seguem um procedimento iterativo, ou seja, um processo baseado em repetições sucessivas, com ajustes contínuos a cada ciclo para aprimorar o resultado final, e colaborativo dividido em etapas:  O Scrum Master e o Product Owner colaboram para elaborar e priorizar o product backlog, uma lista de funcionalidades desejadas.  Durante o planejamento do sprint, o time de desenvolvedores estima o esforço e seleciona um conjunto de tarefas do product backlog para trabalhar durante o próximo sprint.  O time de desenvolvedores se compromete a concluir as tarefas selecionadas durante um período de tempo predeterminado, geralmente entre duas e quatro semanas.  São realizadas reuniões diárias curtas, conhecidas como scrum diário ou daily scrum, para discutir o progresso, os obstáculos e os ajustes necessários.  No final do sprint, a equipe realiza uma revisão, demonstrando o trabalho concluído ao Product Owner e às outras partes interessadas. Em seguida, ocorre uma retrospectiva, na qual a equipe reflete sobre o que funcionou bem, identifica áreas de melhoria e ajusta o processo para o próximo sprint.  Com base na revisão do sprint e no feedback recebido, o Product Owner atualiza o product backlog, reavaliando as prioridades e adicionando ou removendo itens conforme necessário.  A equipe, em conjunto com o Scrum Master e o Product Owner, seleciona uma nova porção de tarefas do product backlog para ser abordada no próximo sprint. O ciclo recomeça com um novo sprint e um novo conjunto de tarefas e objetivos.  Por meio dessa dinâmica, as equipes conseguem manter a flexibilidade para responder às mudanças nos requisitos e asseguram uma entrega contínua e incremental de valor ao longo do tempo.  Para dar certo, o método enfatiza a importância da transparência dos membros, da inspeção e da adaptação, pilares que abordamos anteriormente.  Por que ser um profissional de TI especialista em agilidade e Scrum? Como vimos anteriormente, com a crescente complexidade dos projetos de tecnologia e a necessidade de entregas rápidas e eficientes, a especialização em agilidade e Scrum se tornou um diferencial estratégico para profissionais de TI.  Empresas de todos os portes buscam especialistas que possam otimizar processos, reduzir desperdícios e garantir entregas de alto valor em ciclos curtos. Além disso, dominar o Scrum pode abrir portas para posições de liderança, como Scrum Master ou Product Owner, orientadas para uma atuação em equipes multidisciplinares, o que amplia suas oportunidades de carreira.   Com sua abordagem interativa, colaborativa e incremental, o Scrum provê um conjunto de práticas e valores que potencializam a eficiência das equipes, permitindo responder dinamicamente às mudanças internas e externas das organizações.  Ser uma pessoa especialista em Scrum transcende a execução técnica, oferecendo oportunidades para funções estratégicas de liderança e na articulação da transformação para a gestão ágil de projetos.  Investir em certificações e formações específicas em métodos ágeis contribui para o desenvolvimento de uma mentalidade orientada para  inovação e o aprendizado contínuo.  Portanto, para profissionais de TI que buscam crescimento e reconhecimento, aprofundar-se no Scrum é um caminho claro e promissor para se destacar em um mercado em constante evolução.  Comece por aqui:


    17/07/2025
  • scrum para ti
    Métodos Ágeis e Inovação

    Scrum na TI: por que ser um especialista em agilidade pode destacar você no mercado de trabalho?

    A agilidade é uma das principais abordagens para lidar com a imprevisibilidade do mercado e também com as diferentes formas de organização social que emergem com o passar do tempo. Por isso, falar em estratégias, como o uso do Scrum, é essencial no meio corporativo.   Embora o Manifesto Ágil tenha ocorrido apenas em 2001, popularizando a necessidade organizacional de um mindset inovador, os princípios da agilidade já vinham sendo explorados em contextos diversos, refletindo, sobretudo, na percepção coletiva acerca da importância da adaptação contínua para o sucesso empresarial.   Na época, 17 profissionais já executavam métodos ágeis (Dynamic Systems Development Method – DSDM; XP – Extreme Programming; FDD; Scrum e XP, entre outros), porém, como cada um tinha uma abordagem e aplicação, elaboraram um documento que destacou os pontos que consideravam fundamentais a serem explorados para o desenvolvimento de software.   O objetivo era criar processos com entregas breves, flexibilidade e aprendizado contínuo, capazes de se transformarem de acordo com as necessidades internas e externas.  Com base nisso, os métodos ágeis passaram a ser amplamente adotados, independentemente da área empresarial, transcendendo o desenvolvimento de softwares e otimizando toda a cadeia de produção. Por meio de uma abordagem iterativa e colaborativa, esses métodos viabilizaram novas possibilidades de negócio para as organizações, maior flexibilidade e eficiência, além de aprimorarem a capacidade de as empresas enfrentarem os desafios do meio corporativo.  Os métodos ágeis se estabelecem como uma alternativa mais compatível com a dinâmica de mundo cada vez mais intensa, com maior geração de dados, ampla concorrência e disputa acirrada pela atenção dos consumidores.   Na TI, em particular, agilizar processos e inseri-los em uma dinâmica de melhoria contínua é ainda mais fundamental, visto que a área é naturalmente reconhecida por se transformar com velocidade.  Por isso, separamos, a seguir, algumas curiosidades e informações sobre um dos métodos ágeis mais empregados por empresas de todo o globo: o Scrum. Entenda como se tornar um especialista no tema e conquistar outros espaços e vagas.   Você também pode gostar: Por que você deve obter uma certificação de Metodologia Ágil Scrum com o EXIN?  O que é o método Scrum? No esporte (rugby), o termo “scrum” faz referência ao momento em que ambas as equipes de uma partida se enfrentam para tirar a bola do seu lado do campo, criando, para isso, estratégias de cooperação.  Dos 12 jogadores de cada time, três ficam na linha de formação e os demais se adaptam às movimentações dos primeiros, como uma espécie de suporte.  Dessa forma, nessa perspectiva, os “scrums” funcionam somente quando há um alinhamento entre todos os envolvidos de um time, sobretudo, os três da linha de formação.   É exatamente isso que ocorre na metodologia homônima, inspirada, por óbvio, na prática esportiva e na abordagem simplificada do Sistema de Planejamento do Programa Faseado, da Nasa.   Calma, a gente explica!  O Scrum foi inserido pela primeira vez em um artigo publicado pela The Harvard Business Review, em 1986, com o título “The New Product Development Game” (O Novo Jogo de Desenvolvimento de Novos Produtos, em português).  Seus autores, Hirotaka Takeuchi e Ikujiro Nonaka, utilizaram tanto o rugby quanto a Nasa para detalhar uma nova abordagem de desenvolvimento e de gerenciamento de projetos ou de produtos focada em cooperação e agilidade. Além disso, em 1995, a metodologia Scrum deu seus primeiros passos e estabeleceu bases do que vemos hoje. Nesse período, Ken Schwaber e Jeff Sutherland, os mesmos que, anos depois, também participaram do Manifesto Ágil, publicaram o livro Scrum development process, com todos os fundamentos da abordagem do Scrum e, finalmente, com sua definição oficial:   “Scrum é o processo de desenvolvimento de sistemas como um conjunto flexível de atividades que combina ferramentas e técnicas conhecidas e viáveis com o melhor que uma equipe de desenvolvimento pode desenvolver para construir sistemas.” (Fonte: https://scrumguides.org/) Apoiado nisso, o Scrum passou a figurar como uma oportunidade de as empresas – principalmente as de tecnologia e de desenvolvimento de softwares – estruturarem seus processos fundamentados em bases inovadoras e flexíveis.   Tem-se, portanto, que o Scrum é uma abordagem baseada em um fluxo de trabalho iterativo e incremental para a realização de entregas cada vez mais ágeis. Na prática, o método ajuda equipes a estruturar e gerenciar o trabalho por meio de um conjunto de valores, princípios e práticas.  Um exemplo disso pode ser observado quando uma empresa de tecnologia desenvolve um novo aplicativo. Assim como no rugby, em que a linha de formação é essencial para garantir a posse da bola, no Scrum corporativo, o time deve estar alinhado para garantir entregas eficientes.  Ou seja, se os desenvolvedores, designers e gerentes de produto não trabalharem juntos, entendendo suas funções e se adaptando às necessidades do projeto, o fluxo de trabalho será prejudicado.  Como implementar uma mentalidade ágil na sua equipe: 4 práticas essenciais As metodologias ágeis, nas quais o Scrum está inserido, priorizam a flexibilidade, a colaboração e a entrega incremental, sendo projetadas para lidar com a natureza dinâmica e, muitas vezes, imprevisível do desenvolvimento de software e da área de TI como um todo. Mesmo com diferentes aplicações, todas carregam, em alguma medida, as seguintes características:   Como o Scrum funciona na prática? No ciclo do uso do método Scrum, os diferentes times de desenvolvimento em TI trabalham colaborativamente para:  Dessa forma, cada Scrum Team (equipe) é alocada em um grupo de atividades específicas, semelhante a um time de rugby, para tornar o processo de desenvolvimento mais ágil e eficaz. São elas:  Product Owner – responsáveis pela definição da visão do produto, atuam como um arquiteto-chefe, priorizando as características de acordo com as necessidades do cliente. Esse time precisa garantir que o produto seja valioso, utilizável e rentável, levando em consideração, claro, a perspectiva do usuário.  Development Team – esse grupo desempenha o papel fundamental de concretizar a visão delineada pelo Product Owner. Sua habilidade e dedicação são cruciais na transformação das ideias em resultados tangíveis. Para isso, desenvolve projetos colaborativos em formatos de sprints curtos, geralmente de duas a quatro semanas, determinando a melhor forma de atender aos requisitos estabelecidos pela equipe anterior. Assim, precisam ser auto-organizáveis e autogerenciáveis.  Scrum Master – similar a um facilitador, o responsável ou o time de Scrum Master atua na remoção de obstáculos, na mediação da comunicação e na garantia do funcionamento eficiente da equipe. Sua presença é essencial para manter a harmonia e o fluxo de trabalho, gerenciando o projeto e engajando os colaboradores quando preciso.  Com essas definições, todos os envolvidos seguem um procedimento iterativo, ou seja, um processo baseado em repetições sucessivas, com ajustes contínuos a cada ciclo para aprimorar o resultado final, e colaborativo dividido em etapas:  O Scrum Master e o Product Owner colaboram para elaborar e priorizar o product backlog, uma lista de funcionalidades desejadas.  Durante o planejamento do sprint, o time de desenvolvedores estima o esforço e seleciona um conjunto de tarefas do product backlog para trabalhar durante o próximo sprint.  O time de desenvolvedores se compromete a concluir as tarefas selecionadas durante um período de tempo predeterminado, geralmente entre duas e quatro semanas.  São realizadas reuniões diárias curtas, conhecidas como scrum diário ou daily scrum, para discutir o progresso, os obstáculos e os ajustes necessários.  No final do sprint, a equipe realiza uma revisão, demonstrando o trabalho concluído ao Product Owner e às outras partes interessadas. Em seguida, ocorre uma retrospectiva, na qual a equipe reflete sobre o que funcionou bem, identifica áreas de melhoria e ajusta o processo para o próximo sprint.  Com base na revisão do sprint e no feedback recebido, o Product Owner atualiza o product backlog, reavaliando as prioridades e adicionando ou removendo itens conforme necessário.  A equipe, em conjunto com o Scrum Master e o Product Owner, seleciona uma nova porção de tarefas do product backlog para ser abordada no próximo sprint. O ciclo recomeça com um novo sprint e um novo conjunto de tarefas e objetivos.  Por meio dessa dinâmica, as equipes conseguem manter a flexibilidade para responder às mudanças nos requisitos e asseguram uma entrega contínua e incremental de valor ao longo do tempo.  Para dar certo, o método enfatiza a importância da transparência dos membros, da inspeção e da adaptação, pilares que abordamos anteriormente.  Por que ser um profissional de TI especialista em agilidade e Scrum? Como vimos anteriormente, com a crescente complexidade dos projetos de tecnologia e a necessidade de entregas rápidas e eficientes, a especialização em agilidade e Scrum se tornou um diferencial estratégico para profissionais de TI.  Empresas de todos os portes buscam especialistas que possam otimizar processos, reduzir desperdícios e garantir entregas de alto valor em ciclos curtos. Além disso, dominar o Scrum pode abrir portas para posições de liderança, como Scrum Master ou Product Owner, orientadas para uma atuação em equipes multidisciplinares, o que amplia suas oportunidades de carreira.   Com sua abordagem interativa, colaborativa e incremental, o Scrum provê um conjunto de práticas e valores que potencializam a eficiência das equipes, permitindo responder dinamicamente às mudanças internas e externas das organizações.  Ser uma pessoa especialista em Scrum transcende a execução técnica, oferecendo oportunidades para funções estratégicas de liderança e na articulação da transformação para a gestão ágil de projetos.  Investir em certificações e formações específicas em métodos ágeis contribui para o desenvolvimento de uma mentalidade orientada para  inovação e o aprendizado contínuo.  Portanto, para profissionais de TI que buscam crescimento e reconhecimento, aprofundar-se no Scrum é um caminho claro e promissor para se destacar em um mercado em constante evolução.  Comece por aqui:


    17/07/2025
  • Cultura ágil no setor público
    Métodos Ágeis e Inovação

    Cultura ágil no setor público: é possível implementar?

    A cultura ágil no setor público assume um papel importante para garantir a eficiência dos projetos e a capilaridade dos resultados institucionais para diferentes atores sociais – desde os governamentais até os privados. Em um contexto no qual a sociedade está mais comprometida em cobrar os órgãos públicos, desejando, além da efetividade, ações mais transparentes, estruturar formas de trabalho que deem conta dessa demanda se mostra fundamental.  As metodologias ágeis atuam exatamente nesse sentido, em total sinergia com o que o setor público busca entregar, otimizando processos e dando condições mais promissoras para que serviços e soluções sejam realmente entregues aos cidadãos.  Entretanto, pensar na aplicação de métodos ágeis em uma estrutura organizacional mais rígida e hierárquica como a pública pode ser um desafio. Afinal, a inovação vai de encontro a essas premissas.  Pensando nisso, a Escola Superior de Redes produziu um webinar gratuito sobre o tema, para evidenciar quais são os caminhos possíveis para a implementação de metodologias e cultura ágil no setor público.  Confira os principais pontos desse encontro abaixo.  5 coisas que um profissional de agilidade não deve fazer  Desafios da implementação da cultura ágil no setor público  De acordo com o relatório State of Agile, alguns fatores preponderantes levam gestores a considerar a implementação de métodos ágeis nos seus negócios, sendo os principais:  Nesse contexto, embora os interesses destacados anteriormente e as aplicações de métodos ágeis sejam mais comuns no setor privado, muitas prefeituras, governos e o próprio Governo Federal já têm experimentado colocá-los em prática em suas gestões, seja na administração de projetos estruturais, seja nas iniciativas do dia a dia. Ainda que seja necessário realizar adaptações às práticas, tendo em vista a característica mais rígida e hierárquica desse mercado, as metodologias ágeis alinham-se perfeitamente ao objetivo de tornar o setor público mais eficiente, responsivo e centrado no cidadão.  Como abordamos anteriormente, a cultura ágil no setor público propõe a transformação de um estilo de funcionamento que passe a priorizar alguns passos principais condensados no documento Modern Agile: a colaboração, a transparência, o aprendizado contínuo e o foco na entrega de valor.  O último pilar – foco em resultado – visa investigar qual impacto a iniciativa de fato trará para a sociedade, bem como quais indicadores vão ser impulsionados com o projeto, a fim de separar o que é somente uma boa ideia do que é realmente uma demanda pública. Ou seja, a cultura ágil no setor público retrata um campo que está além da simples implementação técnica de método “X” ou “Y”, mas, sim, voltado para o desenvolvimento de um ambiente integrado, que conversa e caminha junto para um mesmo objetivo. É encontrar um meio para entregar cada vez mais valor em um mundo que está sempre em transformação.  Para isso, invariavelmente, há a demanda de uma observação holística das iniciativas do setor público, sendo a agilidade uma das principais ferramentas para esse propósito. Por exemplo, em projetos complexos, sobre os quais não se tem conhecimento de todos os seus requisitos, os métodos ágeis atuam de modo a permitir testes e aprendizado contínuo, tornando os processos que antes poderiam ser muito onerosos e demorados em casos mais céleres de resolução e correção.  Mesmo com tantos benefícios, alguns desafios precisam ser, primeiro, conhecidos e, posteriormente, trabalhados em cada área do setor público para que a cultura ágil nesse mercado seja possível. São eles:  Esses desafios não inviabilizam a transformação, ao contrário, reforçam a necessidade de uma abordagem planejada e adaptada, respeitando as especificidades do setor público e preparando o caminho para que a cultura ágil floresça. Nesse sentido, é importante agora conhecermos os métodos ágeis e qual deles faz mais sentido para o setor público. Quais são os métodos de cultura ágil? Existem diversos métodos ágeis no mercado atual, e cada um deles oferece vantagens e aplicações específicas. Antes de conhecê-los é preciso compreender o conceito por trás desse termo.  Afinal, o que é um método ágil e qual seu objetivo?  Os métodos ágeis são um conjunto de técnicas e ferramentas que possibilitam a implementação da cultura da agilidade nas empresas. Assim, cada um deles irá viabilizar a condução de projetos com maior brevidade, flexibilidade e adaptabilidade, focados, sobretudo, em projetos com ciclos de menor duração (entre uma e quatro semanas), com produtos parciais e em funcionamento para cada fase, além de fases menores e recursos incrementais. Assim, da concepção do produto até sua entrega, os métodos ágeis buscam otimizar os fluxos de trabalho, a fim de melhorar a produtividade e as oportunidades dos negócios.  De acordo com o Agile Manifesto, trata-se de uma constante tentativa de valorizar “indivíduos e interações mais que processos e ferramentas; software em funcionamento mais que documentação abrangente; colaboração com o cliente mais que negociação de contratos e responder a mudanças mais que seguir um plano”.  Para isso, a agilidade é ancorada em 4 pilares definidos com base no Manifesto Ágil. Sabe do que se trata?  Quais são os pilares do agilismo? Antes de destrincharmos os exemplos de métodos ágeis, é importante destacar que a cultura ágil foi criada com base em uma demanda concreta. Em fevereiro de 2001, em Utah, 17 desenvolvedores se reuniram para tentar resolver um problema: o desenvolvimento de softwares guiado no modelo waterfall, ou cascata, que exigia a conclusão de uma etapa do projeto para que, somente assim, a outra pudesse ser iniciada.  Com essa metodologia, os projetos eram muito demorados e já não conseguiam dar conta do boom da internet da década de 1990. Assim, esses profissionais buscaram encontrar meios de desenvolver softwares mais leves, compartilhando suas experiências e ideias em um documento chamado Manifesto Ágil. Surgia, assim, um dos principais guias para a implementação de uma mentalidade ágil nos negócios, com 12 princípios preponderantes e 4 pilares-base, os quais já destacamos anteriormente, mas agora fazemos de forma mais organizada:  Agile is Dead • Pragmatic Dave Thomas • GOTO 2015 Legenda: Um dos participantes desse encontro palestrou sobre o tema em 2015, em que destacou os pontos positivos e negativos da implementação da agilidade desde o Manifesto Ágil, tecendo críticas às organizações que apenas usam o termo em seus discursos sem necessariamente desenvolver estruturas e uma cultura organizacional voltada para sua implementação.   Embora o Manifesto Ágil tenha surgido como resposta para o contexto específico do desenvolvimento de softwares, seus princípios e pilares ultrapassaram essa fronteira e passaram a influenciar diversos setores e realidades organizacionais, inclusive o setor público.  Ainda assim, é importante destacar que adotar a cultura ágil no setor público vai além de apenas aplicar metodologias: exige a compreensão profunda de seus princípios, valores e práticas. A seguir, apresentamos cinco métodos ágeis que podem ser fundamentais para impulsionar a cultura ágil no setor público, trazendo mais eficiência, adaptabilidade e entrega de valor real para a sociedade. Experiência do cliente e agilidade: qual a relação entre elas?  5 métodos ágeis implementados nos negócios  Um dos métodos ágeis mais conhecidos e utilizados, o Scrum organiza o trabalho em ciclos curtos chamados sprints, que leva, geralmente, de duas a quatro semanas. Cada sprint resulta em uma entrega concreta e funcional, permitindo ajustes rápidos de rota.  No setor público, o Scrum pode ser usado para gerenciar projetos complexos, oferecendo maior transparência e controle ao longo do processo. Originado no sistema de produção da Toyota, o Lean propõe a eliminação de desperdícios e o foco naquilo que realmente agrega valor ao cliente ou, no caso do setor público, ao cidadão.  Sua aplicação ajuda órgãos públicos a otimizar recursos limitados e a enxugar processos burocráticos, aumentando a eficiência sem perder a qualidade. Visualizar o fluxo de trabalho é a proposta do Kanban. Por meio de quadros e cartões, o método facilita o gerenciamento de tarefas, identificando gargalos e priorizando entregas.  Para o setor público, o Kanban é uma ótima ferramenta para aumentar a transparência dos processos e melhorar a comunicação entre diferentes áreas e times. Com foco no desenvolvimento de softwares, o XP introduz práticas como desenvolvimento incremental, programação em par e integração contínua. No setor público, especialmente em projetos de tecnologia e inovação, o XP pode ser uma poderosa abordagem para entregar soluções mais rápidas e com maior qualidade. Embora não seja, em essência, uma metodologia ágil tradicional, o Design Thinking complementa perfeitamente a cultura ágil ao colocar o ser humano no centro das soluções.  Em órgãos públicos, essa abordagem pode ser utilizada para entender melhor as necessidades dos cidadãos e criar serviços que realmente façam diferença no dia a dia das pessoas. Por que o Scrum se disseminou no setor público? Entre os métodos ágeis mencionados anteriormente, o Scrum ganhou destaque no setor público justamente por oferecer uma estrutura simples, porém poderosa, para lidar com a complexidade e a constante necessidade de adaptação que marcam esse ambiente.  Ao organizar o trabalho em ciclos curtos de entrega e fomentar a comunicação contínua entre os times, o Scrum ajuda a promover a eficiência, a transparência e o foco no valor entregue ao cidadão, princípios essenciais para consolidar uma verdadeira cultura ágil no setor público.  Para aprofundar esse tema e ver, na prática, como o Scrum pode transformar a gestão de projetos em órgãos públicos, bem como compreender a atuação de um profissional de TI nesse campo, recomendamos assistir ao webinar gratuito Cultura Ágil no Setor Público: Eficiência na Gestão de Projetos com Scrum, com Luiz Henrique Athanazio Coelho, especialista em inovação, agilidade e transformação digital, com vasta experiência nos setores público e privado. Assista ao webinar na íntegra aqui!


    16/05/2025
  • Realidade Aumentada
    Métodos Ágeis e Inovação

    O impacto da realidade aumentada na educação e no treinamento em TI

    Há oito anos, o Pokémon Go popularizava os recursos da realidade aumentada (RA) e se preparava para ser um dos games mais rentáveis da história. Depois de seu lançamento por John Hanke, em julho de 2016, o jogo movimentou a bilheteria desse mercado e foi baixado em milhares de smartphones, além de ter envolvido usuários de diferentes faixas etárias na sua narrativa de caça aos personagens da saga japonesa.  De acordo com a última análise de dados sobre o desempenho do aplicativo, publicada em 2022 pela Sensor Tower, o Pokémon Go teria ultrapassado, àquela época, a marca de 6 bilhões de dólares, com uma taxa de rendimento de, em média, US$ 1 bilhão ao ano, desde o seu lançamento. Esse sucesso representou não só uma virada de chave no cenário dos jogos, como deu visibilidade ao potencial da RA nos mais diversos segmentos.  Na prática, a realidade aumentada é descrita como uma tecnologia que sobrepõe imagens digitais no ambiente real como forma de enriquecer a experiência do usuário, mesclando o mundo físico e tátil com elementos virtuais (objetos, personagens etc.) que podem interagir com o espaço ao redor em tempo real. Embora a ferramenta só tenha sido proposta com esse nome – realidade aumentada (RA) – em 1992, por Thomas P. Caudell, durante o desenvolvimento do Boeing 747, suas bases históricas datam de bem antes.  Em 1901, o escritor de O Mágico de Oz, L. Frank Baum, no conto “The Master Key”, descreve um presente dado ao personagem principal da obra – um par de óculos eletrônicos capaz de mostrar informações adicionais sobre as pessoas. Tem-se que essa foi a primeira menção, ainda que de forma futurista e abstrata, do que viria a se tornar o recurso tecnológico. Atualmente, a realidade aumentada e a inteligência artificial são consideradas as grandes tendências do universo da tecnologia, tendo o protótipo Orion Glass, da Meta, como o mais novo avanço relacionado com a primeira inovação. Segundo a Meta, o Orion Glass representa a evolução dos óculos de realidade aumentada, já que une o mundo físico ao virtual com uma projeção de imagens em um cone de até 70º. Com ele, a empresa pretende dar um grande salto na computação orientada para o ser humano, possibilitando experiências digitais que não estão restritas aos limites da tela de um smartphone. Embora ainda se trate de uma versão de teste, o Orion Glass demonstra o potencial de interação que a realidade aumentada vai estabelecer com atividades rotineiras nos mais variados mercados, inclusive no de treinamentos. A seguir, vamos conversar com mais detalhes sobre o uso da RA em um desses nichos: o da educação em TI. Você também pode gostar – Machine learning e inteligência artificial na área de TI: o que esperar do futuro?  O que é realidade aumentada? Como mencionamos anteriormente, a realidade aumentada representa uma tecnologia capaz de integrar um conteúdo virtual ao ambiente real, ou seja, por meio da conexão entre software e hardware, a RA sobrepõe elementos virtuais ao mundo real, proporcionando uma experiência 3D transformadora ao usuário. Trata-se de uma versão aprimorada e interativa do espaço físico, obtido com a ajuda de elementos visuais e sonoros, além de estímulos sensoriais digitais por intermédio de uma tecnologia holográfica. O funcionamento da realidade aumentada demanda, essencialmente, os seguintes componentes:  Componentes Explicação Câmeras, lentes e dispositivos Capturam o ambiente real e integram elementos virtuais à imagem, permitindo que o usuário visualize o conteúdo aumentado e interaja com ele. Sensores Detectam a posição, o movimento e a orientação do dispositivo para alinhar, com precisão, os objetos virtuais ao mundo real. Computação Processa as informações coletadas pelos sensores e câmeras para gerar e renderizar os elementos de RA em tempo real. Gêmeo digital Réplica 3D digital de um objeto, armazenada na nuvem, que pode ser visualizada e manipulada pela RA. Download das informações pelo dispositivo de realidade aumentada O dispositivo baixa os dados necessários (como gêmeos digitais ou informações contextuais) para integrar e apresentar elementos virtuais. Inteligência artificial e dados em tempo real que vêm dos produtos A IA processa dados em tempo real, permitindo que o usuário interaja de forma inteligente e adaptativa com os elementos virtuais. Ficou mais fácil compreender? Além do conceito, é fundamental que os profissionais de TI e os interessados na área reconheçam as diferenças existentes entre realidade aumentada (RA), realidade virtual (RV) e realidade mista (RM). É isso que vamos destrinchar a partir de agora.  Você também pode gostar: 5 dicas para crescer na carreira de governança de TI Qual a diferença entre realidade aumentada, virtual e mista? Vamos abordá-las a partir de agora: 1) Realidade aumentada Recordando o já exposto, sabemos que a realidade aumentada (RA) consiste na sobreposição de elementos digitais ao ambiente físico real. A RA utiliza dispositivos como smartphones, tablets e óculos especiais para integrar gráficos, textos ou outros tipos de dados ao mundo ao nosso redor, enriquecendo a percepção do ambiente. Além do clássico e abordado anteriormente Pokémon Go, em que personagens virtuais são visualizados e interagem com o mundo real por meio da tela do celular, o aplicativo IKEA Place também pode ser enquadrado como representante da RA. Com ele, os usuários podem visualizar móveis e objetos de decoração em seus próprios ambientes antes de comprá-los. 2) Realidade virtual Enquanto isso, a realidade virtual (RV) envolve a criação de um ambiente totalmente digital, no qual o usuário é imerso com a ajuda de dispositivos, como óculos de RV. Diferente da RA, a RV substitui completamente o ambiente físico, propondo que o usuário explore um mundo criado digitalmente e interaja com ele. É comumente utilizada em jogos, simulações de treinamento e experiências imersivas, nos quais a sensação de presença em um ambiente alternativo é fundamental. 3) Realidade mista Já a realidade mista (RM) combina elementos tanto da RA quanto da RV, criando uma interação mais sofisticada entre o mundo real e o virtual. Na RM, objetos virtuais não só aparecem no ambiente real, mas também interagem com ele de maneira mais complexa. Isso significa que um objeto digital pode ser influenciado por condições do mundo físico, como a iluminação ou a presença de outros objetos. Esse tipo de tecnologia é visto em dispositivos avançados, como o Microsoft HoloLens, por meio do qual o digital e o físico se fundem para criar experiências altamente interativas. Cada uma dessas tecnologias tem as próprias aplicações e potencial de transformar setores, como educação, entretenimento, saúde e indústria. Qual a relação entre a RA e a educação? Na educação, a realidade aumentada (RA) apresenta-se como um recurso tecnológico inovador, responsável por proporcionar uma dimensão inédita ao ensino e ao aprendizado. Por intermédio da interação desses campos, o ambiente educacional se torna dinâmico e mais completo, além de atrativo.  A possibilidade de sobrepor elementos virtuais aos localizados na esfera do real resulta no detalhamento de conceitos complexos e em maior interatividade com os estudos teóricos, assim como em maior participação. No trabalho acadêmico “Além da lousa: explorando o potencial da realidade aumentada no ambiente educacional”, os autores reverberam e destacam essa agregação de capacidades:   Um aspecto crucial na aplicação da Realidade Aumentada na educação é a sua capacidade de adaptar-se a diferentes estilos de aprendizagem. ARAPI (Aprendizagem por Realidade Aumentada e Processo de Inovação), por exemplo, é um modelo pedagógico que integra a RA ao processo de ensino e aprendizagem, considerando as características individuais dos alunos e promovendo uma abordagem personalizada (WU, LEE, CHANG, & LIANG, 2013). Essa adaptação à diversidade de estilos cognitivos dos estudantes pode resultar em uma maior eficácia no processo de ensino. Ademais, a Realidade Aumentada não se restringe apenas ao ambiente acadêmico  tradicional. No campo da educação a distância, a RA oferece possibilidades inovadoras, superando as barreiras físicas e promovendo a interação em ambientes virtuais (DUNLEAVY, DEDE, & MITCHELL, 2009). Através de aplicativos e dispositivos móveis, os alunos podem acessar conteúdos enriquecidos pela RA, participando de atividades práticas mesmo a distância (MEROTO et. al, 2024)* *MEROTO, Monique Bolonha das Neves; GUIMARÃES, Christiane Diniz; SILVA, Claudia Kreuzberg da; SILVA, Dinaléia Araújo da; ARAÚJO, Fábio José de; SÁ, Gilmara Benício de; CARVALHO, Ianan Eugênia de; BEZERRA, Olinderge Priscilla Câmara. Além da lousa: explorando o potencial da realidade aumentada no ambiente educacional. Revista Foco, v. 17, n. 1, p. 50, 2023. DOI: 10.54751/revistafoco.v17n1-050. Disponível em: https://ojs.focopublicacoes.com.br/foco/article/view/4114/2891. Acesso em: 16 ago. 2024. Como a realidade aumentada pode ser aplicada e trazer benefícios para o ensino e a aprendizado em TI? Afunilando a análise de interseção entre educação e RA, no campo da Tecnologia da Informação (TI), observamos que a tecnologia oferece um conjunto vasto de possibilidades que podem transformar a maneira como os profissionais aprendem e se desenvolvem. A RA facilita a compreensão de conceitos complexos, aprimora a interatividade durante o aprendizado e proporciona experiências imersivas que são difíceis de reproduzir por meio de métodos tradicionais. Veja alguns exemplos: Em instituições que não dispõem de recursos avançados ou em programas de ensino a distância, em que o acesso a laboratórios físicos pode ser limitado, essa característica é bastante útil. Por exemplo, eles podem ser desafiados a “consertar” uma rede em um ambiente de RA, em que cada etapa superada representa uma fase do jogo, promovendo uma aprendizagem mais divertida e motivadora. A realidade aumentada, ao ser integrada ao ensino e ao aprendizado em TI, promove uma educação prática, interativa e adaptável às necessidades dos profissionais. Uma vez que ela supera antigos desafios de compreensão, apresentando novas possibilidades de ensino, também transforma toda a área de TI, uma forma mais eficaz para enfrentar os percalços do mercado. __________________________________ ESR: a sua fonte de informação atualizada sobre o universo da TI Para conferir o lançamento de cursos, dicas e tendências do mercado de TI acompanhe a Escola Superior de Redes – no site, LinkedIn e Instagram.  Deseja saber mais sobre um tema específico? Indique-o nos comentários! Por aqui publicamos um novo conteúdo por semana. Fique por dentro em: https://esr.rnp.br/blog


    17/10/2024
  • Design Thinking na Administração Pública
    Métodos Ágeis e Inovação

    4 exemplos da aplicação do design thinking na administração pública

    O termo design thinking (DT) é comumente associado aos ambientes de inovação tecnológica, como startups e laboratórios. Entretanto, neste conteúdo, vamos mostrar por que a abordagem também pode ser utilizada nos desafios da administração pública! Em linhas gerais, o design thinking representa uma metodologia de resolução de problemas guiada, principalmente, pelo foco em pessoas. É o que nos diz o profissional Luiz Coelho, especialista em inovação e agilidade nos negócios, em um webinar exclusivo da ESR: “Nada mais é do que uma maneira de pensar e fazer que coloca o ser humano no centro do processo, considerando diversos pontos de vista, as tecnologias disponíveis e a viabilidade da solução para o sucesso final.”  Ou seja, por meio do DT, gestores e colaboradores são convidados a encarar problemas complexos de forma diferente e, em muitos casos, de maneira inédita, para, a partir disso, desenvolver soluções capazes de sanar necessidades reais.  Uma vez que o mundo encara questões complexas com cada vez mais frequência, desde o surgimento dos novos comportamentos da população, a geração de grande quantidade de dados, situações geopolíticas e ambientais, entre outras, o design thinking se populariza. Inclusive, é o que ocorre na esfera da administração pública.  Continue a leitura para entender mais essa metodologia de pensamento crítico e reflexivo e perceber como o design thinking pode ser implementado em diversos setores da sociedade. ➡️ Leia também: Como implementar uma mentalidade ágil na sua equipe: quatro práticas essenciais  O que é design thinking? Como dissemos anteriormente, design thinking refere-se a uma abordagem criativa e centrada no ser humano, que, por isso, tem revolucionado a forma de enfrentar os problemas no setor público e privado.  A metodologia demanda, primeiro, um entendimento acerca dos desafios a serem superados, para que, somente depois, sejam elaboradas as soluções. Portanto, não o contrário. Até porque, o processo inverso, desenvolver uma criação (1) e tentar adaptá-la à realidade (2), muitas vezes, culmina em projetos frustrados ou pouco rentáveis.  Para sanar essa constante, o DT propõe, então, que a lógica da resolução de conflitos ou problemáticas seja estabelecida por meio de uma avaliação empírica, empática e inicial da vida real para uma posterior criação.  Materializar o protagonismo das pessoas para o desenvolvimento de soluções pode ser um processo complexo, que demanda prática, disposição para mudanças e até tolerância ao erro. Entretanto, com a adoção das propostas do design thinking, tal postura não só se torna viável, como preferível.  Nesse sentido, com a abordagem empática, o design thinking auxilia gestores e encarregados e os demais interessados em sua aplicação para que encontrem uma solução que seja viável do ponto de vista dos negócios, dos custos e do retorno; desejável (portanto, que vai  “sanar uma dor”) e que, igualmente, contemple as aplicações de tecnologia disponíveis no momento (é possível desenvolver essa solução com a tecnologia que se tem disponível hoje?).  Quando esses três fatores entram em cena, há o surgimento de uma solução ideal, fruto do design thinking. Assim, o DT contempla negócios (viabilidade), pessoas (desejabilidade) e tecnologia (construtibilidade). O que, por sua vez, cria diferentes tipos de inovação.  ➡️ Leia também: 5 coisas que um profissional de agilidade não deve fazer  Qual o objetivo do design thinking?  O termo foi criado, sobretudo, para popularizar uma forma de perceber problemas com base em uma perspectiva criativa e visual, tornando-se uma metodologia mais acessível e intuitiva, independentemente do setor ou da atividade no qual esteja inserido.  Tem como principal objetivo facilitar a identificação de novas oportunidades, além de aumentar a eficácia da criação de novas soluções, visto que observa a necessidade dos usuários e das pessoas. Prova de sua eficiência, diversos ecossistemas empreendedores espalhados pelo mundo todo, como o Vale do Silício e a China, notadamente reconhecidos por seu perfil inovador, já adotam o design thinking como base para o desenvolvimento de produtos e negócios há algum tempo.  Ainda que seja bastante conectado ao setor privado, o potencial do design thinking também vem sendo apropriado pelo campo público, seja para elaboração de projetos de leis mais conectados à realidade dos cidadãos, para otimizar a inovação da administração pública, seja para outros contextos diversos que visam à melhoria das experiências da sociedade.  Aqui é válido destacar que inovação não se refere necessariamente ao emprego de tecnologias emergentes, mas, sim, ao desenvolvimento de um produto, serviço, solução ou processo de maneira “simples”, contando sempre com a conexão e a empatia como bases indissociáveis. Na lógica do design thinking, o diferencial de uma solução é sua capacidade de compreender o que faz o usuário/consumidor ou o cidadão (no caso da administração pública) sair do lugar. Esse é o verdadeiro x da questão e o que destaca a metodologia de criação de soluções pautada na observação do problema! É o caso, por exemplo, do AirbnB, que, com uma simples alteração de procedimento – a troca de fotos amadoras dos imóveis por fotos realizadas por fotógrafos –, atraiu novos públicos e outras oportunidades de negócio, escalando como nunca sua solução. ➡️ Leia também: A importância da TI na inovação do mercado de startups Como implementar o design thinking?  Inicialmente, é necessário compreender que se trata de um processo tipicamente mais sensível e interessado no contexto e na experiência dos usuários, por meio do qual nasce o principal elemento do DT: a criatividade. Em paralelo, a colaboração e a diversidade compõem as demais matérias-primas da abordagem, incentivando o brainstorming e a adaptação ágil às rotas erradas.  Chegar a um produto adequado para a realidade se torna muito mais fácil, visto que seu desenvolvimento parte de um processo plural e participativo. Inclusive, é o encontro de várias pequenas ideias que dão origem a uma grande proposta capaz de transformar a realidade. Steven Johnson – De onde vêm as boas ideias Dessa forma, para haver a implementação correta do design thinking, os responsáveis pela metodologia devem investir em um processo que ora é divergente, ora é convergente. Acompanhe:  Seguindo essa dinâmica, o design thinking pode ser implementado em qualquer caso. Entretanto, é válido lembrar que, em muitos cenários, o processo de divergência e convergência ocorre desordenadamente.   Fases do design thinking Defina o desafio Obtenha inspiração  Enquadre as oportunidades  Obtenha feedback  Avalie o aprendizado  Construa a experiência Aprenda com ela  Como visa ao melhoramento e aprimoramento, o processo do DT vai e volta a todo momento, é interativo e não linear, assim como pode ser personalizado para cada especificidade de caso.  ➡️ Leia também: Gerenciamento das incertezas em processos de inovação  Como o design thinking é aplicado na administração pública? Na administração pública, o design thinking pode ser usado em diversas frentes, como na elaboração de novas leis e no planejamento estratégico, entre outros exemplos.  Seu principal diferencial nesse setor é conseguir ter uma resposta para os desafios mais relevantes da área, proporcionando o desenvolvimento de caminhos mais práticos e conectados ao campo factível.  Veja, abaixo, quais dificuldades da administração pública podem ser sanadas pelo DT: Diante dessas e de outras vantagens da implementação do DT, diversas iniciativas públicas já contam com a metodologia no aprimoramento de experiências no cotidiano do cidadão, com destaque para quatro exemplos: Descubra outros casos de sucesso Diversas outras aplicações práticas do design thinking foram temas do mais novo webinar da ESR: Moldando o futuro da administração pública com o design thinking. O evento on-line é gratuito e conta com a participação do profissional Luiz Coelho, especialista em inovação e agilidade nos negócios, com mais de dez anos de experiência em projetos, consultorias e treinamentos.Para ter acesso ao material na íntegra e conferir os demais detalhes do assunto, basta garantir seu acesso aqui!


    27/11/2023
  • Estratégia de inovação
    Métodos Ágeis e Inovação

    Estratégia de inovação: por que a ousadia é importante no ambiente corporativo?

    Em um cenário de mercado ágil e competitivo, as estratégias de inovação representam verdadeiras aliadas para o desenvolvimento e a manutenção das demais táticas corporativas de qualquer negócio ou segmento.  Isso significa dizer que, à medida que os anseios de consumo se alteram, destacar um serviço ou um produto demanda uma disposição igualmente veloz para adaptações e correções de rota.  De acordo com Henry Chesbrough, ex-professor da Universidade de Harvard e PhD em administração de empresas, o conceito de estratégia de inovação traduz exatamente esta ideia, “um plano de ação que define como uma organização irá gerar, desenvolver e implementar novas ideias e soluções para criar valor e atingir seus objetivos”. Tudo isso sem conservar uma cultura organizacional avessa ao erro ou que supervaloriza, por um período mais extenso que o necessário, uma abordagem equivocada.  Embora esteja claramente vinculada à incorporação de tecnologias nas operações das empresas, a inovação não se limita a esse aspecto. Para assumir papel de destaque na rotina dos negócios, afastando-se de aplicações pontuais e sem um propósito final, exige um investimento abrangente, multidisciplinar e integrado, capaz de harmonizar as metodologias de processos empresariais em direção a um objetivo específico. Como resposta a esse possível dispêndio, a inovação é um dos agentes principais responsáveis por incorporar benefícios às empresas e às economias globais. A exemplo disso, países reconhecidos por terem economias avançadas têm em comum a característica de investir grandes quantias de recursos em inovação.  No Brasil, o estudo “PD&I e inovação aberta no país – as práticas de pesquisa, desenvolvimento e inovação em tecnologia da informação e comunicação”, identificou um cenário positivo em relação a essa pauta para os próximos anos:  Neste artigo, vamos detalhar como esse entendimento sobre a relevância da inovação encontra-se alinhado às novas configurações sociais e econômicas, sendo uma necessidade básica de qualquer organização e profissional, sobretudo de tecnologia da informação.   ➡️  Leia também: 5 coisas que um profissional de agilidade não deve fazer A importância da inovação nas corporações  Inovar requer teste, erro e aprendizado. Em outras palavras, as empresas aptas a implementar estratégias de inovação também fomentam um ambiente que não recrimina as rotas equivocadas, tomando-as, na verdade, insights para processos de melhoria ainda maiores e mais otimizados.  De acordo com Bain&Company, “empresas que seguem as melhores práticas de inovação têm desempenho melhor do que de seus competidores. Isso porque, em geral, esses negócios são proativos para a resolução de cenários considerados ‘não ideais’”.  A adaptação é uma palavra-chave por trás da inovação, conduzindo as empresas ao aproveitamento de oportunidades em diversas frentes. Nesse contexto, ser avesso ao erro paralisa as marcas a implementarem esse processo em suas dinâmicas e dificulta sua inserção no mercado. Já quando um negócio abraça a inovação e implementa estratégias de inovação alinhadas ao planejamento estratégico, se torna tão flexível quanto as alterações do cenário, sem perder a essência ou os diferenciais construídos ao longo do tempo.  Na verdade, a inovação refere-se propriamente à possibilidade que uma empresa ou profissional tem de alterar um processo (micro, médio ou macro) com reflexos significativos para otimizar a eficiência, aprimorar a qualidade e, em última instância, impulsionar a competitividade e a sustentabilidade do negócio. ➡️  Leia também: Como implementar uma mentalidade ágil na sua equipe: 4 práticas essenciais  Diferenciais de empresas inovadoras 3 Cases de empresas que inovaram  Amazon A Amazon diversificou seus negócios, expandindo seu portfólio para serviços de assinatura, computação em nuvem, produção de dispositivos eletrônicos e até mesmo aquisições estratégicas, como a compra do Whole Foods. Essas diversificação e expansão constantes do ecossistema de produção demonstraram a capacidade da marca de inovar e se adaptar às demandas do mercado.  Além disso, o algoritmo da empresa atua como um de seus principais diferenciais, pois tem alta capacidade de decodificar os gostos e hábitos dos usuários, resultando em sugestões de jornadas de compra específicas para cada cliente. Algumas iniciativas inovadoras foram destaque dessa gigante do mercado, como:  Zé Delivery  Ao mostrar que a inovação não é uma realidade somente para as empresas do ramo da tecnologia, a Ambev demonstrou estar atenta ao momento e à leitura do mercado. Em 2016, a empresa do setor de bebidas desenvolveu o aplicativo Zé Delivery, com implementação de IA para otimização de rotas e entrega de produtos com máxima eficiência ao usuário.  Nu O Nubank é um case de inovação associado ao reconhecimento e à valorização da marca. A fintech trabalhou a inovação de uma maneira diferente, por meio da desmistificação do relacionamento de agências financeiras com o cliente.  Observa-se, dessa maneira, que a inovação requer não apenas a capacidade das organizações de se adaptarem às tecnologias do tempo presente e futuro, como também uma cultura organizacional voltada para esse mindset. Veja, abaixo, alguns níveis corporativos de maturidade para a inovação. Quais são os níveis de maturidade organizacional para implementar inovação? Identificar o nível de maturidade de uma organização para os processos de inovação é uma etapa essencial para líderes e gestores que desejam fazer desse conceito uma realidade em seus negócios. O enquadramento dessa questão pode variar de acordo com diferentes abordagens. Entretanto, é comum compreender que as empresas podem estar em fases distintas.  Nível 1 de maturidade:  Nível 2 de maturidade:  Nível 3 de maturidade:  ➡️  Leia também: Experiência do cliente e agilidade: qual a relação entre elas? Como implementar uma estratégia de inovação na prática?  A estratégia de inovação não é apenas um catalisador para o crescimento de corporações. É também uma resposta eficaz aos desafios contemporâneos, como as rápidas mudanças tecnológicas, as demandas dos consumidores em constante evolução e as pressões ambientais.  Ao investir em inovação, as empresas se posicionam para identificar novas oportunidades de negócios, otimizar processos internos e desenvolver produtos ou serviços diferenciados. Dessa forma, não apenas garantem sua relevância a longo prazo, como contribuem para a construção de um ecossistema empresarial mais vibrante e resiliente.  Em última análise, a estratégia de inovação representa um meio, uma abordagem essencial para criar um futuro sustentável e bem-sucedido no mundo dos negócios. No webinar da ESR, “Estratégia de inovação: por que inovar?”, Cecilia Rodrigues, Head de Squad de inovação na Bolder, detalha uma forma prática de desenvolver estratégias de inovação associadas às metodologias das empresas.  ➡️  Confira o evento gratuito na íntegra aqui para aprender como  aplicá-lo em sua realidade.  ➡️  Leia também: Que curso de tecnologia é feito para mim? Conheça as Trilhas ESR e descubra sua jornada de aprendizagem ideal


    09/11/2023
  • executivo femea lendo notas pegajosas scaled 1
    Métodos Ágeis e Inovação

    Como implementar uma mentalidade ágil na sua equipe: 4 práticas essenciais

    Implementar uma mentalidade ágil não é uma prática voltada apenas para os setores de tecnologia e desenvolvimento de software das organizações. Tampouco está relacionada com a utilização isolada de ferramentas digitais e de automação. As metodologias ágeis estão um passo além disso.  Desde que o conceito foi popularizado, em 2001, por meio da publicação do Manifesto Ágil, que elencou diversas diretrizes que contribuíram para que os negócios produzissem mais valor com base em entregas frequentes e adaptativas, a agilidade foi considerada para atender aos mais variados departamentos e peculiaridades das empresas.  Nesse contexto, o RH também se transformou e passou a contrastar duas modalidades de funcionamento: a tradicional e a ágil.  Neste artigo, vamos conversar sobre esses dois modos de operação, além de dar dicas práticas para você implementar uma mentalidade ágil na sua equipe ainda neste mês.  Afinal, o que é metodologia ágil? Como dissemos anteriormente, as bases para um mindset ágil surgiram em 2001, quando um grupo de desenvolvedores de software, insatisfeito com o ritmo em que entregavam a demanda do mercado, propôs mudanças no status quo (“estado atual”).  Nesse contexto, os profissionais elaboraram um Manifesto Ágil, que priorizava entregas de produtos e serviços em ciclos mais curtos, com a devida atenção ao valor produzido para os clientes, sem desprezar processos e ferramentas a fim de obter resultados mais contundentes.  O objetivo por trás dessa ideia era otimizar alguns processos que demandam muito tempo, equipes e investimento, subdividindo-os em projetos com tarefas menores, acompanhados por equipes multidisciplinares.  Para dar certo, portanto, as metodologias ágeis dependem de uma combinação de fatores:  Cultura organizacional voltada para o crescimento e o aprendizado contínuo; Tecnologia;  Acompanhamento e mensuração de dados;  Maleabilidade para adaptação de rotas, produtos e etapas das operações que não performam bem; Orientação por meio de dados;  Profissionais capazes de interpretar dados;  Adoção de ferramentas ou métodos que tornem isso mais fácil, como Scrum, Design Thinking e OKR, entre outros;  Foco no cliente. Ou seja, implementar uma mentalidade ágil depende da tecnologia, mas não é reduzida somente a ela.  De forma geral, o conceito pode ser definido como um conjunto de posicionamentos que priorizam a experiência do cliente, o valor produzido e o alinhamento com a estratégia organizacional. Para isso, projetos são organizados de forma mais enxuta, em ciclos menores, para que pontos falhos sejam revisados em tempo hábil. Atualmente, a mentalidade ágil abrange grande parte dos setores de um negócio, uma vez que a competitividade do mercado é grande, assim como o perfil dos consumidores é outro – mais atento e disposto a comparar. Dessa forma, é necessário que todos os departamentos sejam guiados por esse mindset, inclusive para atuarem de forma integrada e orientada por um único propósito.  Leia também: As habilidades mais valorizadas no mercado de trabalho de Tecnologia da Informação O que significa um RH ágil?  O RH ágil utiliza as premissas do Manifesto Ágil de 2001 para adaptar esse mindset às suas particularidades. Assim, os pilares de redes colaborativas; transparência; adaptabilidade; inspiração e comprometimento; motivação intrínseca e ambição são reconfigurados para as dinâmicas desse departamento, tornando-o diferente do tradicional.  Enquanto o RH tradicional mantém as hierarquias; o zelo pelo sigilo de seu modus operandi; a baixa habilidade para adaptação, principalmente no que diz respeito aos processos seletivos; gestão rígida; foco em retenção a qualquer custo e em execução de obrigações, o RH ágil entende que os colaboradores são a essência para a entrega de um produto ou serviço de qualidade. Por isso, privilegia o trabalho colaborativo, a comunicação sem julgamentos, o desenvolvimento pessoal e profissional constante e uma postura preventiva em relação às necessidades dos times, da empresa e dos clientes.  É uma visão holística de todo o negócio, permeada pela tecnologia de análise de dados e automação, o que permite aos profissionais de RH uma gestão efetivamente estratégica de pessoas e resultados.  Como implementar uma metodologia ágil na sua empresa?  Os setores de RH que desejam adotar uma metodologia ágil na empresa precisam trabalhar as premissas e combinações de fatores sobre as quais comentamos acima. Esse é o primeiro passo.  1) Desenvolva uma cultura organizacional voltada para o mindset ágil Crie um planejamento que contemple metas e objetivos a curto, médio e longo prazos para a construção de uma mentalidade de crescimento contínuo, individual e coletivo. Para isso, cheque novamente as diretrizes que elencamos anteriormente e observe quais pontos demandam mais atenção na sua empresa; quais já estão desenvolvidos; o que será preciso para engajar a equipe nesse projeto; quais os principais desafios de inovação da empresa nesse momento; como o RH pode auxiliar a conquistar os resultados esperados… Essas são algumas perguntas que podem ajudar o RH a estruturar um projeto de disseminação de uma cultura organizacional ágil. 2) Encontre a tecnologia certa As ferramentas e plataformas são verdadeiras aliadas para se implementar uma mentalidade ágil. É fato que, para acelerar processos, descartando aquilo que é desnecessário, é imprescindível contar com a tecnologia adequada. Pesquise softwares de gestão com recursos que atendam à sua organização, softwares de agilidade etc. Enxergue a tecnologia e a automação como bases essenciais para a empresa se tornar realmente ágil. A tecnologia tira do capital humano as responsabilidades por tarefas burocráticas e repetitivas, assegurando que ele seja direcionado à inovação, à criação de novos produtos e às formas de conexão com os clientes. 3) Conheça as abordagens ágeis do mercado Existem diversas abordagens que podem tornar mais simples a implementação de uma mentalidade ágil. É o caso do Scrum, do SFIA e do Design Thinking, por exemplo.  O primeiro se trata de um framework, entre os diversos da metodologia ágil, que prevê a utilização de ferramentas do desenvolvimento iterativo e incremental para otimizar os processos e gerar mais valor para os clientes na ponta final.  Leia também: Certificação Scrum: conheça as principais do mercado Já a Skills Framework for the Information Age (SFIA) é uma organização global sem fins lucrativos que nutre um framework de habilidades e competências para um mundo digital. Além de melhorar a performance dos times, com ela, você pode comparar a sua empresa ou instituição com players de todo o mundo.  Leia também: Ebook  SFIA – conheça o framework e seus benefícios para TI Por fim, o Design Thinking adota uma resolução de problemas que utiliza ferramentas e o funcionamento típico do design para encarar um desafio, por meio de uma visão projetizada com viés criativo, unindo propósito e foco na resolução de problemas. Todas essas ferramentas e abordagens auxiliam o projeto de uma mentalidade ágil, seja no RH, seja nos demais departamentos de uma empresa.  Leia também: As 5 principais etapas do Design Thinking 4) Não tenha medo de recorrer à ajuda Implementar uma mentalidade ágil está condicionado à capacidade de uma empresa reconhecer erros e aperfeiçoá-los. Por isso, não há espaço para certezas imutáveis e saberes cristalizados.  Identifique os pontos críticos do setor de RH ou da empresa e não hesite em buscar soluções no mercado que possam driblá-los. Em outras palavras, peça ajuda quando necessário!  Um bom exemplo para esses casos é a Consultoria Educacional desenvolvida pela Escola Superior de Redes (ESR). O serviço busca orientar as empresas a trilharem caminhos relevantes, capazes de garantir o desenvolvimento dos seus colaboradores em consonância com o que há de mais atual no mercado.  A Consultoria Educacional ajuda gestores de TI e de RH a otimizarem os recursos investidos no desenvolvimento profissional das equipes e gerar resultados mais assertivos e alinhados com os objetivos da organização, focando em uma capacitação de profissionais que é voltada para o enfrentamento de desafios da área de TIC. A consultoria possibilita a entrega de um plano de capacitação para desenvolvimento profissional das equipes das organizações, responsável por apontar áreas de conhecimento a serem exploradas. Além disso, o serviço treina as lideranças de TIC e de RH para a prática de uma gestão mais efetiva, alinhada às necessidades da instituição. Desde 2006, a Escola Superior de Redes já foi responsável por capacitar mais de 30 mil alunos e possui excelência reconhecida pelo mercado em instituições de diversas naturezas, sobretudo por utilizar um dos mais reconhecidos frameworks ágeis do mercado, o mundial SFIA. Solicite uma demonstração da solução aqui e continue esse papo com os nossos especialistas.  Você também pode gostar: 10 motivos para investir constantemente em treinamentos de TI


    26/06/2023
  • Profissional de Agilidade
    Métodos Ágeis e Inovação

    5 coisas que um profissional de agilidade não deve fazer

    Ao longo dos anos, a agilidade tem se tornado muito importante no meio corporativo, sendo considerada e adotada por diversas empresas como forma de aumentar a eficiência e a produtividade, sem deixar de lado a qualidade do produto ou serviço. Por isso, entender o que um profissional de agilidade não deve fazer em uma organização é essencial para os negócios atuais.   Nesse sentido, é importante lembrar que um profissional que atua nessa área precisa dispor de determinadas competências técnicas e, principalmente, comportamentais para implementar o conceito adequadamente.   Nesse artigo, abordaremos cinco ações que não devem ser reproduzidas por nenhum profissional que se especialize em agilidade.   O que não fazer quando se trabalha com agilidade?  1) Embate metodológico  Um dos princípios fundamentais da agilidade é o foco no cliente. É importante que o profissional esteja sempre atento às necessidades de seu consumidor e estabeleça com ele uma comunicação clara e assertiva.    Uma comunicação eficaz evita mal-entendidos e garante que todos estejam alinhados com o propósito e objetivo do projeto. Por isso, antes de defender determinada ferramenta ou metodologia e impor sua escolha pessoal procure entender, dentro das necessidades do time, o que faz mais sentido para eles e por que faz mais sentido. Um embate saudável, no qual todos são ouvidos e não julgados, para tomar uma decisão coletiva sobre o ferramental utilizado é sempre bem-vindo. Dessa forma, criar um ambiente que não incentive essas trocas é uma das principais dicas do que um profissional de agilidade não deve fazer.  2) Achar que é bala de prata  Cada projeto ou produto é único e possui as próprias necessidades, características e indicadores ideais para mensurar seu desempenho. Nesse contexto, é importante que o profissional de agilidade esteja sempre disposto a adaptar a abordagem para melhor atender às necessidades específicas de cada projeto ou produto.   Afinal, a agilidade não é bala de prata. Nem sempre ela será a resposta unitária para um resultado mais assertivo, sendo necessário ter essa flexibilidade como competência.  3) Entrega por entrega  Um princípio fundamental da agilidade é o compromisso com a qualidade nas entregas. Porém, é comum que, em uma busca por entregas rápidas, esse propósito seja deixado de lado, tornando-se somente mais uma entrega.   Nunca se esqueça de que por trás dessa lógica existe um “por que isso é importante?” e “por que essa determinada entrega foi selecionada?” e se ela está relacionada com as estratégias de negócio da empresa.   A agilidade não é importante porque permite a realização de resultados mais rápidos por meio de suas metodologias e mindset. Ela é importante porque, com isso, a empresa terá um ROI mais rápido e assertivo. E isso faz toda a diferença para os stakeholders. Assim, você terá um equilíbrio entre entregas rápidas e qualidade, provando o verdadeiro valor da agilidade.  Não pensar no propósito e encadeamento das entregas é uma coisa que um profissional de agilidade não deve fazer em um negócio. 4) Não criar segurança psicológica  A mudança de mindset para uma transformação cultural e implementação das metodologias ágeis é intensa.   Você estará diante de pessoas que realizam atividades quase que de forma automática e talvez não estejam dispostas a mudar, afinal, toda mudança traz dor.    As renúncias exigidas pela mudança precisam ser cuidadas pelo profissional de agilidade. A segurança desse colaborador refletirá na segurança da liderança que, por consequência, dará segurança para que o time perceba que, por mais que uma mudança cause dor, ela também resulta em muito crescimento e desenvolvimento.      5) Achar que o MVP é priorização de backlog  O Minimum Viable Product (MVP) é a versão mais enxuta possível de uma solução. É fazer o suficiente para testar sua hipótese de negócio e decidir se deve MUDAR, PERSISTIR ou DESISTIR. Ou seja, é entender se há necessidade de adaptação ou se a empresa deve prosseguir ou abdicar da hipótese testada por meio do MVP.    Um erro muito comum e uma das coisas que o profissional de agilidade não deve fazer é considerar somente as funcionalidades presentes no MVP, em vez de priorizar o foco no propósito daquela determinada hipótese. Assim, o importante é definir se é do desejo e se faz sentido para seu cliente. O “como” e suas funcionalidades vêm depois.   _________________________ Para concluir, pense na agilidade para além do cinto de utilidades do Batman. Observe-a como uma forma de entregar valor que, quando amparada por métodos e um modelo mental, pode levar sua estratégia de negócio para mais perto de seu cliente, alinhando seus propósitos e colocando a empresa em vantagem competitiva com o mercado.  Você também pode gostar: Como os métodos ágeis podem ajudar no dia a dia das empresas? 


    12/06/2023
  • O que é PLG
    Métodos Ágeis e Inovação

    O que é PLG? Entenda a abordagem Product Led Growth

    Empresas como Asana, Zoom e Dropbox adotam a abordagem de utilização de crescimento da organização focada no produto. Em linhas gerais, isso explica o que é PLG ou Product Led Growth.  Neste artigo, vamos conversar mais sobre esse conceito e quais os benefícios de sua implementação para os negócios atuais e para as áreas de TI.  O que é PLG? Para entender uma empresa que usa a abordagem do foco no produto e, por meio  disso, orienta seu crescimento e escalabilidade do negócio, é necessário conhecer as outras três formas de alinhar as estratégias de crescimento em uma organização.   Normalmente, uma empresa tem a área de venda do produto como sua verdadeira bússola. É o que se chama Sales Led Growth (SLG), metodologia por meio da qual a empresa foca sua operação na venda do produto, e não no produto em si.  Nesse modelo de atuação, é o time de vendas quem lidera o crescimento da organização e é o responsável por encantar os clientes. Ou seja, os profissionais de vendas são os que distribuem o produto do negócio e falam da necessidade do cliente, além do quanto do produto a organização precisa melhorar, vender e estruturar.  É uma abordagem que já foi e ainda é bastante utilizada, mas que tem perdido espaço com a digitalização e a migração do mercado para um contexto que depende do encantamento do cliente por aquilo que ele vê.   Na abordagem Marketing Led Growth (MLG), é o time de marketing quem lidera a estratégia de crescimento, enquanto no terceiro tipo, o Tech Led Growth (TLG), a tecnologia é utilizada como liderança de crescimento da organização, indicando que a digitalização das funções do negócio apoia a estratégia de mercado dessa organização, o crescimento e a distribuição dos produtos.  Diferenciando-se de todas essas metodologias concentradas na empresa, o PLG torna possível o crescimento e a escala da empresa focados integralmente na experiência do usuário sobre o produto.  A necessidade do usuário faz com que ele consuma um produto desejável, escalável e sustentável, e o PLG se relaciona com isso à medida que tem como objetivo observar e orientar as estratégias para essa equação. Dessa forma, todas as pessoas trabalham em prol do produto, o qual vai guiar os demais planos de ação, e não mais o contrário.  É o que houve, por exemplo, com o case Blockbuster e Netflix. A primeira focava sua abordagem no processo de vendas, enquanto a última passou a direcionar seus esforços e melhorias de processo de acordo com a avaliação do produto. Você já sabe qual performou melhor, certo?  Nessa lógica, a estimativa é que negócios liderados por serviços sejam avaliados em, no máximo, três vezes a receita. Em contrapartida, os negócios liderados por produtos normalmente são modelados em dez vezes a receita da empresa.  Outro ponto de destaque da compreensão do que é PLG é que uma operação focada em um mindset de produto auxilia a própria estruturação desses processos e a abertura do IPO.  Atualmente, essa é a abordagem que mais dá match com o perfil de consumidor atual, do qual 70% das decisões que envolvem compras já foram tomadas antes que haja alguma comunicação com o time de vendas ou tecnologia. Ou seja, o potencial de alcance dessas equipes não é mais o mesmo.  Você também pode gostar: “Como implementar o design thinking de maneira prática” Como estruturar o PLG em uma empresa? Para entender o que é PLG e implementar de fato essa abordagem de crescimento, é preciso checar vários pontos essenciais da operação da empresa: estratégia, cultura, comercial, cliente, operação e, claro, produto. Com essas informações em mãos, execute o passo a passo abaixo:  Estabeleça um conjunto básico de princípios e valores alicerçados no propósito do negócio, para que seja mais fácil criar objetivos que se comuniquem com eles. Planeje cada passo da jornada e mantenha o foco. Alinhe o CEO e os executivos à jornada. Toda a equipe deve comprar a ideia de que o trabalho será voltado para o produto para que seja possível a disseminação dessa cultura. Além disso, essa etapa é importante para equilibrar as expectativas de retorno e a realidade. Fomente a comunicação aberta para difundir a cultura. Alinhe todas as pessoas, unindo-as em um único objetivo. Venda com desenvolvimento estratégico em mente. Adapte a estratégia de precificação para mantê-la sustentável. Qualifique o time de vendas, pois a maneira de vender um produto é diferente de vender um serviço. Use o produto como ferramenta de marketing (aquisição, ativação, retenção e fidelização de clientes). Identifique o cliente ideal. Atente-se aos early adopters para encontrar seu marketing feature. A construção do produto é liderada pelo usuário, por isso essa associação é importante. Meça sempre a satisfação para evoluir o produto com constância. Estabeleça um time de produtos de fato capacitado para viabilizar a tecnologia àquilo que o produto diz entregar. Antecipe a resistência passiva (inércia em relação à necessidade de mudança). Alinhe os incentivos e indicadores de performance (KPIs). Revise e melhore os processos. A adaptação é essencial para que a operação funcione. Adapte frequentemente o mindset de produto, adequando-o à realidade econômica, da empresa, do contexto etc. Determine se o produto é escalável e até que ponto consegue chegar atendendo a uma necessidade. Ofereça experiências. _____________________________________ O PLG, Product Led Growth, não é somente sobre o produto. A abordagem abrange a empresa como um todo, sua cultura, como fazer o cliente ter sucesso no uso desse produto, o entendimento sobre como a equipe de vendas interage com a equipe de marketing para tornar um produto escalável etc. É a percepção do que se traz de features em torno do valor que será entregue, é a diferenciação de experiência, olhar para os dados e as métricas (internos e externos) e saber o que vale a pena manter e direcionar, olhar para o que é tendência e fazer tudo isso funcionar tanto para o negócio quanto para o cliente.   Portanto, é uma abordagem de crescimento completa, que demanda conhecimento e envolvimento de todos os agentes da empresa, inclusive e, sobretudo, dos responsáveis pela condução da tecnologia.  Assista ao webinar “PLG na íntegra”, realizado pela ESR, com Douglas Castanharo, Head de Digital na Verity, e Alvaro Gabriele, Product Specialist na Verity, e descubra outros detalhes dessa prática.


    01/06/2023