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Segurança

  • Prevenção de Ransomware e Phishing em Empresas
    Segurança

    Prevenção de ransomware e phishing em empresas: 7 estratégias essenciais para 2026

    A prevenção de ransomware e phishing em empresas tornou-se eixo central das estratégias de continuidade, especialmente porque as ciberameaças modernas não operam de forma isolada, mas como um ecossistema interdependente e oportunista. Com a digitalização acelerada dos negócios, que redefine diariamente como empresas funcionam, se conectam e são atacadas, cresce também o entrelaçamento entre vulnerabilidades humanas, falhas de autenticação e brechas de visibilidade.  Essa combinação forma o terreno fértil para ataques que começam como um simples e-mail suspeito e evoluem para cifragem de servidores inteiros, sequestro de contas privilegiadas ou fraudes financeiras sofisticadas. Trata-se de um movimento que ocorre em meio a um ambiente marcado pela expansão da nuvem, alta exposição de identidades corporativas, uso intenso de dispositivos pessoais no trabalho (BYOD) e avanço de modelos de IA generativa capazes de automatizar tanto o ataque quanto a engenharia social.  Em outras palavras, à medida que a sociedade se torna mais conectada, a superfície de risco se potencializa na mesma proporção e com igual complexidade. O relatório  State of Global Cybersecurity 2025, da Check Point Research,reforça essa mudança estrutural. Segundo o estudo, os ataques virtuais aumentaram 44% em 2024, enquanto o phishing se consolidou como o vetor inicial mais eficaz para comprometer identidades corporativas, distribuir stealers (malwares especializados em roubo de credenciais e sessões) e viabilizar ataques de ransomware em cadeia. Paralelamente, a ascensão de deepfakes em golpes de transferência bancária, fraudes do CEO e validações falsas de identidade adicionou uma camada inédita de complexidade à segurança corporativa.  Hoje, áudio e vídeo podem ser manipulados com fidelidade suficiente para enganar equipes, fornecedores e sistemas internos, exigindo novas políticas de verificação e ferramentas de detecção. Diante desse cenário, líderes de TI precisam adotar uma visão estratégica da defesa, sustentada por políticas robustas de autenticação, segmentação inteligente, telemetria contínua e, principalmente, treinamento realista de colaboradores.  Em estruturas modernas, a tecnologia cobre boa parte das brechas, mas o comportamento humano continua sendo a principal porta de entrada explorada por atacantes. Por isso, nos próximos tópicos, você encontrará uma análise objetiva das três ameaças mais frequentes no ambiente corporativo – phishing, ransomware e deepfake – e, no final, um plano unificado em sete estratégias essenciais para fortalecer a postura de segurança da sua organização. h3 Resumo: o que você vai encontrar neste guia sobre prevenção de ransomware e phishing em empresasCenário do ciberataque hojeUm panorama atualizado sobre o aumento dos ataques, os vetores preferenciais dos criminosos e dados recentes de fontes confiáveis.Principais ameaças: phishing, ransomware e deepfakeComo cada uma opera, como se combinam e por que exigem respostas integradas.Sete estratégias práticas para fortalecer a postura de segurança da sua organizaçãoUma estrutura clara e aplicável para reforçar a prevenção, a detecção e a resposta em segurança cibernética.Compilado de artigos essenciais para quem atua em TI e Segurança da Informação Guia completo: qual o cenário do ciberataque hoje? O cenário contemporâneo de ataques virtuais revela um nível de maturidade e coordenação sem precedentes, sustentado por três vetores centrais:  Esse tripé transformou a superfície de risco das empresas, acelerando o crescimento de ataques de ransomware, campanhas de phishing hiperpersonalizadas e fraudes que utilizam deepfake para violar identidades e processos internos. Dados recentes confirmam essa tendência. Como disposto anteriormente, o State of Global Cybersecurity 2025, da Check Point Research, registrou um aumento alarmante de 44% no volume global de ciberataques entre 2023 e 2024, um salto que destaca como o ecossistema de ameaças passou de uma operação por meio de ciclos previsíveis para atuar como um sistema contínuo, distribuído e altamente automatizado.  Segundo a vice-presidente de Pesquisa da Check Point, Maya Horowitz, o desafio atual não é apenas proteger redes, mas preservar a confiança nas instituições e na infraestrutura digital, uma vez que adversários persistentes combinam desinformação, engenharia social e ataques de disponibilidade. Tal expansão está diretamente relacionada com o avanço da IA generativa. Em 2024, a GenAI foi um dos pilares de ataques de desinformação, manipulação de opinião pública, deepfakes usados para fraudes bancárias e aprimoramento de scripts maliciosos. Além disso, o ecossistema de infostealers (softwares espiões – spyware) amadureceu: os ataques aumentaram 58%, segundo a Check Point, e mais de 70% dos dispositivos infectados eram pessoais (BYOD), demonstrando o impacto direto do trabalho híbrido e da falta de segmentação adequada entre vida pessoal e ambiente corporativo. Esse ponto se conecta diretamente com o phishing, um vetor crítico que facilita os ataques de ransomware por começar com campanhas direcionadas e aparentemente inofensivas.  O relatório da Check Point revela ainda que grupos de ransomware estão migrando em massa para a dupla extorsão (exfiltração + criptografia), estratégia que amplia a pressão sobre empresas que ainda operam sem processos sólidos de backup, resposta a incidentes ou microssegmentação. Fique por dentro: nos últimos três anos, organizações ao redor do mundo registraram perdas médias de US$ 3,32 milhões (cerca de R$ 17,7 milhões) por incidente cibernético. No Brasil, uma em cada três empresas sofreu danos superiores a US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 5,3 milhões), segundo dados levantados pela PwC e divulgados pela CNN Brasil e Terra. Outras frentes avançam com a mesma intensidade. Além dos vetores tradicionais, novas frentes estão se consolidando como prioridade para equipes de TI e segurança: Em paralelo, o setor público brasileiro passou a observar as ameaças com preocupação inédita. O relatório Desafios de Inteligência 2026, da Abin, destaca cinco eixos de risco que moldam a segurança nacional, incluindo ataques cibernéticos autônomos com IA, dependência tecnológica de big techs e a transição urgente para criptografia pós-quântica, tema que deve dominar o debate de proteção de dados nos próximos cinco a quinze anos.  No nível geopolítico, a agência alerta para interferências externas no processo eleitoral, campanhas de manipulação de massa e pressões globais que instrumentalizam a tecnologia como ferramenta de disputa estratégica.  Em síntese:O ambiente digital de 2024–2026 é marcado por ataques mais rápidos, mais baratos e mais difíceis de detectar, apoiados por uma combinação de IA, automação e exploração de vulnerabilidades humanas.  Para as empresas, isso significa lidar não apenas com riscos técnicos, mas com impactos diretos na confiança, na operação e na governança corporativa. Principais ameaças: phishing, ransomware e deepfake e como atuam hoje O fenômeno observado no cenário contemporâneo de ciberataques, caracterizado por automação, uso de IA generativa e exploração intensiva de vulnerabilidades humanas, se materializa sobretudo em três frentes: phishing, ransomware e esquemas baseados em deepfake.  Embora operem de maneiras distintas, essas ameaças compartilham a mesma lógica: atingir o ponto mais exposto da organização, retirar vantagem da falta de autenticação forte e interromper operações críticas.  A seguir, apresentamos uma análise de como cada uma delas evoluiu e por que compõem o eixo central da prevenção de ransomware e phishing em empresas. O phishing – golpe no qual agentes maliciosos se passam por fontes legítimas, bancos, empresas, fornecedores e órgãos públicos para induzir a vítima a entregar credenciais, acessar páginas falsas ou instalar malware – passou por uma transformação profunda nos últimos dois anos. Antes associado a e-mails genéricos e mensagens mal escritas, o phishing corporativo evoluiu para um modelo altamente profissionalizado que hoje utiliza técnicas de engenharia social avançada, automação e inteligência artificial para se tornar praticamente indistinguível do conteúdo legítimo. O ponto central dessa evolução está justamente na capacidade dos atacantes de operar com precisão contextual. Modelos de IA generativa produzem e-mails impecáveis, personalizados com dados obtidos em vazamentos anteriores, redes sociais públicas ou até interações reais da empresa. Isso alimenta diferentes modalidades de ataque, como: A sofisticação ajuda a explicar por que o phishing permanece como o vetor inicial mais eficiente para ataques de maior impacto. Muitos deles começaram com campanhas direcionadas, reforçando a relação direta entre roubo de credenciais, infecção inicial e, a posterior, etapa de criptografia ou exfiltração de dados. E esse encadeamento se replica com ainda mais força em ambientes corporativos expostos a práticas arriscadas. Hoje, os atacantes exploram principalmente: A consequência é direta – um único clique abre caminho para o comprometimento da identidade, o pivotamento lateral na rede, o roubo silencioso de informações e, por fim, a ativação do ransomware.   A identidade, portanto, tornou-se o parâmetro mais sensível da superfície de risco e o phishing, seu gatilho mais previsível. O ransomware – tipo de malware (software malicioso) que criptografa ou bloqueia o acesso aos dados e sistemas da vítima, exigindo o pagamento de um resgate (geralmente em criptomoedas, como Bitcoin) para restaurar o acesso – evoluiu de uma técnica de criptografia simples para um modelo industrializado de ataque, sustentado por ecossistemas completos de Ransomware-as-a-Service (RaaS), afiliados especializados e infraestrutura distribuída.  Hoje, grupos criminosos operam como empresas, oferecendo painéis de gestão, suporte técnico, sistemas de pagamento e até programas de fidelidade para parceiros. Essa maturidade mudou completamente o impacto do ataque. A criptografia de dados deixou de ser o principal problema, uma vez que o foco agora está na dupla ou tripla extorsão, em que os invasores: Segundo análises recentes do setor, a maioria dos ataques bem-sucedidos ocorre em ambientes de TI que apresentam, simultaneamente: Essa combinação é perfeita para os ataques evoluírem rapidamente, pois primeiro comprometem identidades, depois se espalham pela rede e só então ativam o ransomware, quando já é tarde demais para uma resposta eficiente. Os deepfakes, antes associados à manipulação de imagens e a vídeos para entretenimento, tornaram-se parte integral da cadeia de fraude corporativa.  A combinação de IA generativa aberta, modelos cada vez mais acessíveis e técnicas de clonagem de voz elevou drasticamente a taxa de sucesso desses ataques. No ambiente corporativo, as principais aplicações maliciosas incluem:  Com isso, as equipes de TI são obrigadas a rever um princípio fundamental: voz e vídeo não são mais provas de identidade. A nova recomendação, adotada globalmente, é implementar verificação cruzada (out-of-band), uma camada auxiliar que exige confirmação por intermédio de canal independente antes de aprovar: h4 Visão rápida das três principais ameaças e como atuam hoje Phishing avançado Uso de IA generativa para criar mensagens impecáveis; spear phishing; whaling; deepfakes de voz/vídeo para validar urgências; campanhas híbridas (e-mail + telefone + mensageria). Roubo de credenciais; sequestro de identidade; acesso inicial para ransomware; fraude financeira; comprometimento de contas privilegiadas. Ransomware moderno Ação em cadeia: invasão – exfiltração – criptografia – extorsão; operação por RaaS; automação de lateralização; ataques direcionados a backups e sistemas de identidade. Interrupção de operação; sequestro de dados; vazamento de informações sensíveis; paralisação de serviços críticos; perdas financeiras e reputacionais. Deepfakes (fraude audiovisual) Clonagem de voz/rosto usando a IA; engenharia social multimídia; validação falsa de ordens, transações e procedimentos internos. Fraudes financeiras; ordens internas adulteradas; quebra de fluxo de aprovação; comprometimento de processos críticos; perda de confiança institucional. Sete estratégias essenciais para fortalecer a prevenção de ransomware e phishing em empresas A consolidação desses vetores – phishing hiperpersonalizado, ransomware em modelo industrial e deepfakes utilizados para fraude – exige que equipes de TI abandonem respostas fragmentadas e adotem um plano unificado de defesa capaz de integrar tecnologia, pessoas e processos. A seguir, um conjunto de estratégias essenciais, práticas, atuais e alinhadas às recomendações internacionais para reduzir o risco de comprometimento de identidade, interrupção operacional e vazamento de dados. Mesmo que a Multi-Factor Authentication (MFA, Autenticação em Múltiplos Fatores) já seja adotada por muitas empresas, ataques recentes mostraram que versões fracas desse mecanismo podem ser facilmente burladas. O ideal é combinar MFA resistente a phishing, tokens físicos (como FIDO2) e processos de verificação cruzada (out-of-band verification), que exigem a confirmação de ações sensíveis por meio de um canal independente (p. ex.: ligação direta, app autenticador). O modelo Zero Trust (“confiança zero”) parte de um princípio simples: nenhum usuário, dispositivo ou aplicativo deve ser automaticamente confiável, mesmo dentro da rede corporativa. Na prática, isso significa aplicar verificações contínuas de identidade, validar comportamento anômalo e reduzir permissões ao mínimo possível. Ataques de ransomware só se tornam devastadores porque os criminosos, uma vez dentro do ambiente, conseguem se movimentar entre servidores, aplicações e usuários. A microssegmentação isola áreas estratégicas da rede, como sistemas financeiros, ambientes de backup e servidores críticos, reduzindo drasticamente o impacto de qualquer invasão inicial. Os relatórios mostram que grande parte das invasões ocorre por meio da exploração de falhas já conhecidas. Isso exige um ciclo contínuo de patching (aplicação de correções), inventário atualizado, avaliação de riscos e priorização baseada em criticidade. Ambientes híbridos e dispositivos de borda devem entrar obrigatoriamente no escopo. A evolução do ransomware exige abandonar estratégias tradicionais. Os backups devem ser: Isso garante restauração mesmo em cenários de dupla extorsão. Leia também: Tipos de backup: conheça os principais e saiba qual implementar na sua empresa  A maturidade dos ataques exige telemetria unificada: logs, autenticações, acessos e eventos correlacionados em tempo real. Ferramentas de EDR/XDR, Endpoint Detection and Response (detecção e resposta em endpoints) e Extended Detection and Response (detecção estendida em vários domínios) ajudam a identificar movimentações suspeitas, tentativas de uso indevido de credenciais e ataques antes da fase de criptografia. A maior vulnerabilidade de 2024–2026 continua sendo humana. Para reduzir esse risco, as empresas devem treinar colaboradores não apenas em identificar phishing, mas para compreender: Aqui, vale reforçar o papel estratégico detrilhas estruturadas como as da ESR (braço educacional da RNP), que oferecem formações completas e atualizadas para equipes de TI e Segurança da Informação alinhadas às principais tendências e ameaças do mercado. Esse tipo de capacitação contínua fecha o ciclo de proteção: fortalece processos, reduz erros humanos e cria a cultura de segurança em toda a organização. E como fortalecer uma estratégia de prevenção de ransomware e phishing nas empresas? O cenário visto ao longo deste guia, marcado por ataques mais rápidos, baratos, automatizados e sustentados por IA, reforça que não existe mais segurança baseada apenas em ferramentas. O que diferencia as empresas maduras das vulneráveis é acapacidade de integrar pessoas, processos e tecnologia em uma estratégia contínua. Assim, a prevenção de ransomware e phishing em empresas depende de três pilares: Aqui que entra a importância de iniciativas estruturadas como astrilhas de formação da Escola Superior de Redes (ESR/RNP). Para organizações que buscam uma evolução consistente, capacitar equipes em segurança, redes, governança e infraestrutura é um requisito direto de continuidade operacional. Seja no desenvolvimento de uma política de prevenção a ransomware ou no reforço contra phishing avançado, seja na construção de um plano corporativo de resposta, a maturidade em segurança nasce da aprendizagem contínua. Conteúdos essenciais da ESR para elevar sua estratégia de Segurança da Informação Para complementar este guia e apoiar sua jornada de fortalecimento da maturidade em cibersegurança, confira os artigos recomendados: _____________________FAQ – Perguntas frequentes sobre prevenção de ransomware e phishing em empresas O primeiro passo é mapear os riscos, corrigir as vulnerabilidades conhecidas e implementar MFA robusto. Em paralelo, é essencial treinar as equipes e revisar os processos que dependem exclusivamente de validação por e-mail. Sim. Deepfakes já são usados em fraudes financeiras, clonagem de voz de executivos e validações internas forjadas. A recomendação é sempre realizar a verificação cruzada (out-of-band). Treinamento contínuo, MFA resistente a phishing e monitoramento de identidade. Sem cultura interna, nenhuma ferramenta é suficiente. Não. Hoje a maior parte dos ataques envolve dupla ou tripla extorsão, que combinam roubo de dados, criptografia e ameaças de divulgação. Crucial. Backups isolados, testados e com redundância são a única garantia de recuperação após um ataque bem-sucedido. Sim. A IA generativa torna os ataques mais rápidos, contextualizados e difíceis de detectar, especialmente no phishing e na criação de deepfakes. Comprovadamente. Empresas com programas contínuos de capacitação reduzem os incidentes decorrentes de erro humano. Trilhas estruturadas como as da ESR são essenciais nesse processo.


    23/12/2025
  • Tendências em Cibersegurança
    Segurança

    Principais tendências em cibersegurança para 2025 e 2026

    Neste conteúdo, vamos abordar as principais tendências em cibersegurança para 2025 e 2026. Com os riscos da segurança da informação para empresas, esse tema representa a demanda prioritária para negócios e profissionais de TI nos próximos anos. As constantes inovações de tecnologia, sobretudo da engenharia social e das novas ferramentas de IA, bem como do uso sofisticado de recursos digitais por parte dos cibercriminosos, exigem o desenvolvimento proativo de estratégias capazes de mitigar os efeitos das ofensivas.  Veja como capacitar sua empresa para driblar esses desafios ou como se especializar na área para estruturar um projeto de segurança da informação. Você também pode gostar: Cibersegurança: o que é e como seguir carreira na área Qual o cenário da cibersegurança atualmente? Com a pandemia de Covid-19, a adoção do trabalho remoto ou híbrido e o avanço em larga escala de múltiplas tecnologias, aumentaram também as vulnerabilidades digitais, tanto individuais quanto organizacionais.  Nesse cenário inédito, muitos funcionários e usuários se viram sem conhecimento digital adequado e, por isso, ficaram mais expostos aos golpes e crimes variados. A exemplo disso, uma pesquisa realizada pela PSafe, uma das principais empresas de segurança digital da América Latina, identificou que o número de credenciais vazadas durante os primeiros seis meses de 2020 foi de mais de 4,6 bilhões, o que representa um aumento de 387% em comparação com todo o ano de 2019.  Além disso, o estudo divulgou que em janeiro, fevereiro e setembro de 2021, cerca 600 milhões de dados foram vazados em três grandes ataques cibernéticos no Brasil.  Outras 44,5 milhões de tentativas de estelionato virtual ocorreram e houve 41 milhões de bloqueios de arquivos programados para invadir redes de empresas e roubar ou sequestrar dados. Mais recentemente, a Brasscom divulgou o Relatório de Cibersegurança de 2025, destacando os impactos das transformações tecnológicas no cenário nacional.  Segundo os dados da associação, apenas em 2023, o Brasil enfrentou cerca de 60 bilhões de tentativas de ataque cibernético. Já em 2024, o custo médio de uma violação de dados no país chegou a R$ 1,36 milhão. Com a popularização da inteligência artificial (IA), a expansão do uso de dispositivos de Internet das Coisas (IoT) e o acesso cada vez mais amplo à internet, esses números se tornam ainda mais alarmantes. Isso porque tais avanços, embora representem ganhos em eficiência e conectividade, também ampliam significativamente a superfície de exposição a ameaças digitais.  Ou seja, se você ainda não está por dentro do que o mercado espera para a cibersegurança em 2025 e 2026, esta é a leitura essencial do dia! Você também pode gostar: ESR e Ascend: 3 cursos que vão otimizar seu conhecimento em TI Principais tendências em cibersegurança para 2025 e 2026 A cibersegurança está sempre em movimento. Tendo em vista que ela precisa dar respostas rápidas e precisas às transformações digitais, suas tendências também se atualizam com velocidade. Confira a seguir quais recursos estão em alta para 2025 e 2026. 1) Ransomware ainda é motivo de alerta! Esse risco para a segurança da informação organizacional segue como uma das principais preocupações para 2025 e 2026. De acordo com o estudo Ransomware Study do IDC, cerca de 37% das empresas ao redor do mundo disseram ter sofrido esse tipo de ataque nos últimos anos. É por meio dessa instabilidade que diversos documentos armazenados em nuvem ou compartilhados em ambientes digitais podem ser comprometidos, causando prejuízos significativos. Especialistas do setor apontam que o ransomware não apenas se manterá presente no dia a dia corporativo, como tende a crescer em volume e sofisticação, principalmente após a digitalização acelerada promovida desde 2020. Uma das formas mais eficazes de prevenção segue sendo a educação digital dos colaboradores, com foco em boas práticas e atenção a ameaças como o phishing. 2) Alta demanda por profissionais de cibersegurança À medida que as soluções digitais evoluem e os crimes virtuais se tornam mais complexos, cresce também a necessidade de profissionais qualificados para atuar na prevenção, detecção e resposta a incidentes.  Essa é uma carreira em ascensão, que exige constante atualização e oferece diversas possibilidades de atuação. A Escola Superior de Redes (ESR), em parceria com instituições como a RNP e outros gigantes do mercado, como a Ascend, disponibiliza uma trilha completa de capacitação com foco em segurança da informação, do nível introdutório à formação de especialistas. ➔ Quer liderar equipes de segurança com excelência? Escolha seu curso e comece agora! 3) Efeitos da LGPD no Brasil Com a consolidação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o início dos ciclos efetivos de fiscalização, as empresas brasileiras precisam estar preparadas para garantir o cumprimento dos dispositivos legais. A LGPD estabelece regras claras sobre o tratamento de dados pessoais e impõe responsabilidades tanto a organizações públicas quanto privadas. Mais do que uma obrigação legal, a adequação à LGPD fortalece a confiança entre empresas e consumidores, além de promover práticas seguras e transparentes no uso de dados. Para auxiliar nessa jornada, a ESR oferece o curso LGPD na Prática, com uma abordagem direta, aplicável e atualizada sobre as exigências da legislação. 4) Phishing com temas do cotidiano O uso de temas atuais como isca para phishing continua entre os métodos mais eficazes utilizados por cibercriminosos e por isso representa uma das tendências de cibersegurança para os próximos anos. Fraudes envolvendo pandemias, eventos climáticos, eleições e até promoções comerciais são adaptadas para simular comunicação legítima e enganar usuários.  Esse tipo de golpe visa capturar dados pessoais, credenciais de acesso e informações confidenciais. 5) Cryptojacking: o ataque silencioso Embora menos perceptível do que o ransomware, o cryptojacking é uma ameaça crescente. Ele consiste na instalação silenciosa de malwares que sequestram o poder computacional dos dispositivos para minerar criptomoedas sem o conhecimento do usuário.  Essa técnica costuma ser disseminada por meio de phishing ou downloads de softwares comprometidos e pode causar lentidão no sistema, superaquecimento do equipamento e aumento na conta de energia. Com a valorização das criptomoedas e o baixo custo de execução para os atacantes, o cryptojacking tende a se tornar cada vez mais frequente. 6) Deepfake e uso malicioso de IA Ferramentas de IA como o deepfake evoluíram e passaram a ser usadas para fraudes e ataques direcionados. Entre os riscos mais preocupantes estão: Para ilustrar, recentemente, a polícia de Hong Kong investigou um golpe envolvendo deepfake, no qual um funcionário da multinacional Arup foi enganado durante uma videoconferência.  Na ocasião, ele acreditava falar com o diretor financeiro e colegas da empresa, mas todos eram simulações geradas por IA. O esquema resultou na transferência indevida de cerca de US$ 25 milhões. Por isso, educar os times e implementar verificações adicionais de segurança são ações fundamentais para mitigar esse tipo de risco. 7) Reuniões online com conduta segura Com a consolidação do modelo híbrido de trabalho, as reuniões online continuam sendo parte essencial da rotina corporativa.  Porém, esse ambiente digital também pode ser explorado por invasores, que buscam acessar informações sensíveis discutidas nas videochamadas ou compartilhadas em apresentações. Para evitar esse tipo de vazamento, boas práticas, como o uso de senhas, controle manual de acesso e revisão da lista de convidados, devem ser incorporadas à cultura organizacional, sendo fundamental investir em: 8) 5G e IoT: atenção redobrada com a expansão da conectividade A combinação de Internet das Coisas (IoT) com o avanço do 5G representa um salto em conectividade, mas também em vulnerabilidades.  Grande parte dos dispositivos inteligentes não possui uma proteção robusta, o que os torna alvos fáceis para ataques que podem comprometer redes inteiras. À medida que essa tecnologia se consolida, cresce também a necessidade de desenvolver protocolos de segurança específicos para IoT capazes de identificar e isolar dispositivos comprometidos rapidamente. 9) Crescimento do mercado de seguro cibernético Com o aumento dos riscos digitais, cresce também a procura por seguros cibernéticos, especialmente por empresas que precisam se proteger de prejuízos operacionais e reputacionais.  À medida que essa modalidade ganha espaço, as seguradoras também endurecem os critérios de contratação e exigem comprovação de boas práticas de segurança por parte das empresas.  Ou seja: investir em cibersegurança não é apenas uma medida de proteção, é uma exigência de mercado. 10) Inteligência artificial autônoma: ferramenta para ataque e defesa O uso da inteligência artificial no campo da cibersegurança não é novidade, mas o nível de sofisticação alcançado em 2025 exige atenção redobrada. Com a evolução de modelos de IA autônomos, capazes de planejar e executar ataques sem necessidade de intervenção humana, o cenário digital se torna ainda mais desafiador para as equipes de defesa. O fenômeno conhecido como Agentic AI já é realidade: são algoritmos com capacidade de tomar decisões em tempo real, adaptar estratégias e invadir redes de forma inteligente. Em contrapartida, cresce também o investimento em IA defensiva, como sistemas automatizados de detecção de ameaças e respostas rápidas com base em machine learning. 11) Criptografia pós-quântica: proteção para o futuro À medida que a computação quântica se torna mais próxima da realidade, os sistemas de criptografia atuais correm o risco de se tornarem obsoletos. Isso porque computadores quânticos serão capazes de quebrar os algoritmos que hoje protegem transações, comunicações e dados sensíveis. Por isso, a criptografia pós-quântica (PQC) está entre as maiores tendências de cibersegurança para 2025 e 2026. Grandes empresas de tecnologia, como a Apple, já começaram a implementar protocolos compatíveis com esse novo paradigma. As organizações que desejam se manter seguras precisam planejar essa transição com antecedência. Com treinamentos focados em infraestrutura segura e compliance, a ESR oferece apoio técnico e estratégico para quem quer proteger seus ativos na era quântica. 12) Zero Trust e segurança baseada em identidade A tradicional confiança em perímetros de rede está cada vez mais obsoleta. A arquitetura Zero Trust, que parte do princípio de que nenhuma conexão deve ser confiável por padrão, vem sendo amplamente adotada em 2025 por organizações que operam em ambientes distribuídos e híbridos.  Nesse modelo, cada acesso é constantemente verificado, independentemente da localização ou do dispositivo do usuário. Soluções como autenticação multifator, segmentação de rede e controle dinâmico de acessos estão no centro dessa mudança. 13) Ciber-resiliência: o foco vai além da proteção Proteger é importante, mas se recuperar rapidamente é indispensável. A ciber-resiliência ganha destaque como estratégia integrada que une prevenção, detecção, resposta e recuperação. Ferramentas como backup imutável, análise de comportamento e respostas automatizadas fazem parte desse novo modelo.  Além disso, soluções de Continuous Exposure Management (CEM) ajudam a identificar vulnerabilidades em tempo real e priorizar riscos com base no impacto real para o negócio. 14) Crescimento no investimento em cibersegurança Com a intensificação das ameaças digitais, os investimentos em segurança da informação devem alcançar US$ 213 bilhões em 2025, com expectativa de atingir US$ 240 bilhões até o fim de 2026, segundo projeções globais.  Essa tendência se reflete também no Brasil, onde cresce a busca por soluções em segurança na nuvem, serviços gerenciados (MDR/MSSP) e capacitação de equipes internas. O cenário é promissor tanto para as empresas quanto para os profissionais que desejam atuar na área. __________________________________________________________ Conclusão Para todas as tendências de cibersegurança – seja para potencializar o uso seguro em rede, seja para se proteger contra ataques criminosos –, uma ação essencial no seu negócio é a capacitação profissional. Na ESR, você e seus colaboradores podem seguir uma trilha completa de aprendizado sobre cibersegurança, com treinamentos focados nas áreas mais atuais e críticas.  Em parceria com organizações renomadas como CompTIA e Ascend, a ESR oferece cursos especializados em Pentest, para capacitar profissionais para realizar testes de invasão e proteger sistemas de forma eficaz. Descubra um universo de treinamentos especializados em Pentest e garanta a proteção digital da sua empresa com os cursos da CompTIA e da Ascend!


    11/09/2025
  • ESR e Ascend
    Segurança

    ESR e Ascend: 3 cursos que vão otimizar seu conhecimento em TI

    A Escola Superior de Redes (ESR) se destaca no setor de educação em TI por buscar alianças estratégicas com líderes globais. Um exemplo disso é a colaboração entre a ESR e a Ascend Education, que oferece acesso a laboratórios virtualizados de última geração e quatro cursos voltados para segurança da informação e governança. Com essa parceria, os profissionais de TI, experientes ou iniciantes, têm acesso à tecnologia de ponta, em uma infraestrutura ágil, intuitiva e alinhada às demandas do mercado atual.  Os temas abordados são essenciais para quem deseja crescer na área e se manter atualizado diante dos desafios do setor. Desde 2019, a iniciativa conjunta entre a ESR e a Ascend Education tem ampliado o acesso à capacitação de qualidade com vantagens como: Além dos cursos, a ESR e a Ascend também atuam em conjunto na produção de materiais educativos constantemente atualizados, alinhados às exigências do mercado. A seguir, conheça os 3 cursos oferecidos por essa parceria estratégica para alavancar sua carreira ainda neste semestre. Quais os diferenciais da Ascend Education? A Ascend Education é uma das principais referências mundiais em capacitação para profissionais de TI. Com sede em Utah, nos Estados Unidos, é reconhecida por sua metodologia completa que combina videoaulas, laboratórios virtuais, textos didáticos e questões práticas. Tudo desenvolvido por especialistas com sólida experiência no setor. Os conteúdos oferecidos pela instituição preparam os alunos para certificações relevantes no mercado, como CompTIA, Cisco, Microsoft, Axelos e Amazon, contribuindo diretamente para a empregabilidade e o crescimento profissional dos participantes. Assim, a organização é especializada em fornecer cursos de treinamento de TI abrangentes em uma plataforma fácil de usar e que mitiga a necessidade de grandes infraestruturas, o que facilita o acesso e a suportabilidade dos módulos.  Com a Rede Nacional de Educação (RNP), por meio da ESR (Escola Superior de Redes), outra referência em educação de TI, a Ascend Education se compromete a entregar e disseminar resultados na área de TI por meio da educação de qualidade.  Além disso, a parceria entre a Ascend e a ESR, dentro do ecossistema da RNP, contribui para a formação contínua de especialistas em TI, ampliando o alcance da educação técnica de qualidade e promovendo a inovação por meio de uma abordagem prática e centrada no aluno. É uma excelente abordagem para driblar os desafios de déficit de vagas do setor. Para se ter uma ideia, nos últimos cinco anos, de acordo com o Relatório da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom), o mercado demandou 665 mil profissionais de tecnologia para vagas qualificadas, mas a formação superior e técnica alcançou apenas 465 mil profissionais. Ou seja, um gargalo de 30,2%. Esse cenário reforça a importância de iniciativas como a da parceria entre a ESR e a Ascend, que oferece caminhos acessíveis e eficazes para a formação técnica de qualidade, com foco nas exigências reais do mercado de trabalho. A seguir, conheça os 3 cursos oferecidos pela ESR e Ascend que podem impulsionar sua carreira em TI ainda neste semestre. Você também pode gostar: Governança multicloud: o que é e por que aplicá-la às redes corporativas? 3 cursos da ESR e da Ascend que vão transformar sua carreira em TI Assim como a Ascend Education, a ESR também é uma referência quando o assunto é capacitação de alto nível para profissionais de tecnologia.  Há mais de 18 anos no mercado, a Escola Superior de Redes prepara talentos para os desafios reais do setor com cursos atualizados, suporte de qualidade e uma abordagem prática voltada para a empregabilidade Confira três cursos da parceria ESR e Ascend que podem impulsionar sua trajetória em segurança da informação e governança de TI ainda neste semestre. 1) PenTest O curso de PenTest é voltado para quem deseja ir além da teoria e aprender, na prática, a planejar e executar testes de invasão por meio da observação dos objetivos de aprendizagem da certificação CompTIA Pentest+. Durante as aulas, você irá explorar técnicas de reconhecimento, identificação e exploração de vulnerabilidades, além de elaborar relatórios técnicos com padrão de mercado.  Todo o conteúdo é estruturado para oferecer uma experiência completa, com exercícios em laboratórios virtuais, questionários interativos e apoio de material atualizado.  Ideal para quem busca se tornar um profissional de pentest pronto para os desafios da cibersegurança moderna. 2) Fundamentos de Segurança da Informação O curso de Fundamentos de Segurança da Informação é uma excelente alternativa para reforçar as bases na área de segurança digital. Ele cobre desde os conceitos essenciais até temas como criptografia, resposta a incidentes, proteção de dados e gestão de riscos. Tudo isso com foco na certificação CompTIA Security+, uma das mais reconhecidas do setor. O curso equilibra teoria e prática em uma plataforma acessível, com laboratórios, atividades dinâmicas e conteúdo em português, preparando você não apenas para o exame, mas também para os desafios do mercado. 3) Cibersegurança Se você já tem alguma experiência na área e quer avançar para um nível mais estratégico, o curso de Cibersegurança é o próximo passo. A formação é voltada para os profissionais que desejam se aprofundar em análise de ameaças, gestão de vulnerabilidades, monitoramento contínuo e resposta a incidentes, com total aderência aos objetivos de aprendizagem da certificação CompTIA CySA+. Além de explorar os conceitos fundamentais da área, o curso ensina como identificar comportamentos maliciosos, detectar, analisar e responder a ameaças cibernéticas com técnicas avançadas de threat hunting, gerenciamento de vulnerabilidades e resposta a incidentes, além de implementar controles eficazes e agir rapidamente contra riscos cibernéticos.  Com laboratórios práticos e uma didática clara, é uma excelente escolha para quem deseja se tornar um analista de segurança completo. Com a parceria ESR e Ascend, você acessa formações de alto nível que conectam teoria e prática com foco no que o mercado realmente exige. Escolha seu curso e avance na carreira com quem entende de TI. Fique por dentro de outras novidades em TI Acompanhe o lançamento semanal de conteúdos da Escola Superior de Redes (ESR) sobre o universo da tecnologia nas mais diversas frentes, inclusive sobre segurança e governança.  Acesse  nosso #Blog e baixe nossos materiais gratuitos para ter acesso a um conteúdo comprometido com a qualidade e com a disseminação de conhecimento na área.


    22/05/2025
  • Ameaças à segurança da informação
    Segurança

    13 principais ameaças à segurança da informação corporativa

    As ameaças à segurança da informação são questões relevantes independentemente do porte e do setor das empresas. Afinal, pensar no sucesso de um negócio nos dias de hoje está diretamente atrelado ao desempenho digital dessa organização.   Por isso, a segurança da informação é cada vez mais necessária e demanda investimentos contínuos. Para se ter uma ideia da importância do tema e de como ele é um tópico popular nas tomadas de decisão dos gestores de negócios, um estudo do Gartner identificou que o investimento em segurança da informação por usuários finais, em 2025, atingirá US$ 212 bilhões, representando um aumento de 15,2% em relação ao ano anterior. O cenário demonstra a preocupação geral com o desenvolvimento de soluções e estratégias capazes de barrar as ameaças à segurança da informação em um ambiente de riscos cada vez mais intensos, sofisticados e abrangentes. Diante disso, ignorar essas intercorrências pode comprometer não só os dados, como a reputação da organização, a confiança dos clientes e até mesmo a continuidade das operações.  Aqui estamos falando de riscos que vão muito além de invasões pontuais e envolvem vazamentos, sequestros de dados, falhas humanas e até vulnerabilidades que surgem dentro da própria estrutura da empresa. Ou seja, pensar em segurança da informação hoje é pensar na sobrevivência e no crescimento sustentável do negócio. E o primeiro passo para fazer isso é conhecer quais são as principais ameaças à segurança da informação na atualidade.  Neste conteúdo, você vai encontrar:  Ameaças à segurança da informação: qual o contexto geral da segurança da informação? Para além do contexto histórico dos últimos anos e da pandemia, que forçou uma aceleração da vida em nuvem, sabemos que priorizar a relação digital da empresa com o cliente, a usabilidade e, principalmente, a segurança desses ambientes já era uma tendência no meio corporativo há algum tempo. Inclusive, diversas iniciativas têm estudado esse universo, a fim de criar alternativas que proporcionem uma vida em rede mais estável e segura. É o caso da Identidade Digital Descentralizada, que foi tema de um dos webinars gratuitos produzidos pela Escola Superior de Redes (ESR). De forma paralela, o Direito também acompanha essas transformações e oferece respaldo para regulamentar as novas demandas do mundo globalizado por um acesso digital mais confiável. No Brasil, por exemplo, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) foi implementada com esse objetivo e demanda que os profissionais de TI consigam adequar as plataformas digitais corporativas ao que está discriminado no texto legal.  Portanto, de forma natural ou por meio de contextos externos variados (pandemia, aceleração em nuvem, regulamentações etc.), há uma crescente preocupação com a implementação digital segura de uma empresa. Dessa forma, é essencial que os especialistas da área estejam atualizados sobre o tema cibersegurança, além de entender como aplicá-lo corretamente ao seu negócio.  Acompanhe, abaixo, o guia sobre segurança da informação e ameaças à segurança da informação, proposto por quem entende do assunto há quase duas décadas. O que é segurança da informação, para que serve e como ela ajuda a driblar as ameaças e os riscos digitais? Para falar das principais ameaças à segurança da informação ou à segurança cibernética, é preciso compreender o conceito desse campo de trabalho em TI. De maneira geral, a segurança da informação pode ser descrita como o conjunto de ferramentas e estratégias digitais que garantam a segurança dos dados de uma empresa no mundo virtual. Portanto, são as maneiras ou ferramentas encontradas para minimizar os riscos de ameaça digital, além de estratégias para garantir a plena vida dos dados de uma organização sem que estes sofram influência externa, como vírus, invasões e outras diferentes formas de ataques de cibercriminosos Para isso, ou seja, para uma boa segurança da informação e um resguardo de dados eficiente, tais articulações se valem de alguns pilares essenciais, tais quais confidencialidade, disponibilidade, integridade e autenticidade.  Quais as principais ameaças à segurança da informação na atualidade? Não pensar de forma estratégica e cautelosa em segurança cibernética pode deixar sua empresa vulnerável a diversos riscos. Abaixo, elencamos os principais.  1) Deepfake e manipulação de identidade Com o avanço das tecnologias de IA generativa, as deepfakes deixaram de ser apenas curiosidades da internet para se tornar ferramentas de ataques cibernéticos de alto impacto.  Hoje, é possível imitar com precisão a voz e o rosto de executivos, líderes de equipe ou até mesmo clientes para solicitar transferências bancárias, acessar sistemas ou transmitir ordens falsas. Empresas têm relatado casos em que o recurso de deepfake é utilizado para que os funcionários realizem transações financeiras em nome de CEOs que estão em uma suposta videochamada. O colaborador, sem perceber a farsa, executa o pedido, ocasionando prejuízos milionários às organizações.  Além do impacto financeiro, a credibilidade da empresa pode ser seriamente comprometida nesse modelo de ameaças à segurança da informação.  2) Ataques à cadeia de suprimentos Quando um sistema de segurança se limita ao perímetro da própria empresa, ele ignora que softwares e serviços terceirizados também são pontos de entrada para cibercriminosos.  Ataques à cadeia de suprimentos, também chamados “ataques de cadeia de valor”, “ataques de terceiros” ou ainda supply chain attack, miram essas brechas: um fornecedor com sistema vulnerável que pode ser a porta de entrada para dados da empresa contratante. Um dos casos mais emblemáticos desse tipo de ameaça à segurança da informação ocorreu em 2021, conhecido como ataque à SolarWinds, no qual hackers comprometeram atualizações de software distribuídas a milhares de empresas e órgãos públicos. Nesse cenário, a empresa atacada indiretamente pode nem saber que foi invadida, o que torna a detecção e a resposta ainda mais difíceis. 3) IA e automação maliciosa O mesmo poder computacional que fortalece a segurança também pode ser usado para romper barreiras digitais.  Hoje, cibercriminosos usam a IA para automatizar a criação de phishing altamente personalizado (com base em dados de redes sociais, por exemplo), identificar vulnerabilidades em sistemas e escalar ataques em massa com rapidez. Além disso, ferramentas de automação podem criar scripts que buscam continuamente sistemas abertos na internet, testando exploits em tempo real até encontrar uma porta de entrada. As ações são rápidas, difíceis de prever e podem atingir diversos alvos simultaneamente, o que exige sistemas de defesa igualmente dinâmicos. 4) Roubo de dados  Visto que os dados são os principais insumos do meio digital – seja quando partem do usuário, seja quando se originam na própria empresa – são também um dos mais recorrentes alvos de ataques cibernéticos.  Quando uma empresa estabelece suas operações de forma conectada a serviços de TI e, aliado a isso, implementa tecnologia aos processos internos, o grau de informações retidas virtualmente é muito expressivo. Por isso, é comum encontrar inconsistências nessas redes, como tentativas não autorizadas de acesso a recursos internos, contas comprometidas, tentativas de clonagem de dados ou seu desvio, entre outras atividades. Como é o caso do furto de informações que, no mundo digital, ganha o termo exfiltração de dados, que consiste no ato criminoso de extrair dados sem que o titular de direito desses ativos assim perceba.  De acordo com um relatório Verizon, aproximadamente 90% dos cibercrimes corporativos se dão em razão do vazamento de credenciais de funcionários que decorre da exfiltração. Esse delito extrai dados, como nomes de usuários, senhas, e-mails, e os transfere para um espaço no qual terceiros sem autorização conseguem acessar as informações. Ou seja, a exfiltração de dados, que pode estar associada a qualquer etapa do armazenamento de dados de uma empresa, em databases e dispositivos, entre outras possibilidades, é uma das ameaças à segurança da informação com grande potencial de dano e prejuízo ao negócio.   5) Ataques DDoS Esse é um tipo de ameaça à segurança da informação que afeta a disponibilidade de informação e conteúdo de um site ou solução digital. Trata-se de um método que pretende dificultar o funcionamento de sites, aplicações ou serviços web ou tirá-los do ar, geralmente por meio do envio de solicitações de acesso simultâneas, diversificadas e em grande volume.  O Distributed Denial-of-Service (DDoS, Ataque de Negação de Serviço Distribuído, em português) cria uma espécie de exército de computadores orientados a requisitar acessos de forma contínua e simultâneos nessas plataformas. Ao fazer isso, a ameaça mexe diretamente com a equação “quantidade de banda disponível e capacidade dos servidores” para garantir a continuidade e disponibilidade de uma operação on-line.  Com a extrapolação do volume previsto de acessos, esses aspectos são comprometidos e podem impactar as empresas dos mais variados setores.  6) Espionagem industrial  A espionagem industrial é uma prática duvidosa de mercado, utilizada para observar o concorrente, e, dessa forma, obter vantagens comerciais. Resumidamente, é uma atividade que visa à investigação de alguma informação da empresa, seja um plano de negócios específico ou uma estratégia personalizada de produto, seja uma fórmula que sirva de ativo para o concorrente.  Essa é uma das principais ameaças à cibersegurança e que pode envolver: 7) Hackers de senhas    Por meio da verificação em um hash criptográfico e do método tentativa e erro, esse ataque cibernético é um dos mais executados e, por vezes, um dos mais simples.  A quebra da senha pode provocar sérios prejuízos para as organizações, visto que, uma vez dentro do sistema, os cibercriminosos podem roubar os dados armazenados e mexer nas configurações dos servidores, por exemplo.  Dentre as formas de corromper uma senha está o ataque de força bruta, que visa à violação de um nome de usuário ou senha, à descoberta de uma página de web oculta ou, ainda, de uma chave de criptografia. Para isso, os hackers utilizam uma metodologia de tentativa e erro até que seja possível encontrar alguma lacuna no sistema de segurança da empresa. Além disso, certas ferramentas são associadas a essa prática, a fim de acelerar o processo de descoberta das senhas, como é o caso dos dicionários. Nesse modelo de ataque, os cibercriminosos percorrem um dicionário completo, agregando a ele caracteres especiais e numerais. Há ainda a possibilidade de utilização de dicionários especiais de palavras. Adiante, no ataque de dicionários, o hacker escolhe um alvo e tenta possíveis senhas para o nome de usuário em questão.  Por sua vez, existe também o ataque de força bruta reverso, que identifica primeiro senhas disponíveis on-line e depois as testa, pesquisando nomes de usuário até que se encontre uma correspondência. 8) Funcionários não especializados/erros humanos Essa é uma ameaça de cibersegurança que deve ser observada bem de perto, pois é o que gera, na maior parte das vezes, danos quase irreversíveis para as empresas.  Com certa frequência, as corporações não se preocupam em instruir os funcionários acerca da segurança da informação, não implementam uma política bem definida sobre o tema e não demonstram, na prática, para o corpo de trabalhadores, os perigos que ações cotidianas, como cliques em links duvidosos, notebooks, smartphones ou tablets extraviados, podem impactar na rotina individual e coletiva da empresa.  A organização que se abstém de ensinar os passos básicos de uma vida digital segura a seus colaboradores está refém de eventuais riscos da segurança da informação.  9) Softwares vulneráveis  Contar com uma infraestrutura digital atualizada é um dos pontos essenciais para se evitarem ameaças à segurança da informação.  Uma vez que os softwares estejam defasados, eles vão possibilitar erros de código e brechas no sistema, prejudicando a produtividade do usuário e potencializando os ataques cibernéticos.  Implementar um roteiro ágil de boas práticas de atualização dos sistemas da empresa é o primeiro passo para evitar esse tipo de risco.  10) Ataques de ransomware Em razão do potencial de devastação que pode causar nas empresas, essa é uma das ameaças à segurança da informação que requerem bastante atenção.  Por meio de um malware, que é qualquer software intencionalmente feito para causar danos a um computador, servidor, cliente ou a uma rede de computadores, os cibercriminosos podem capturar informações e infectar diversos documentos acessíveis, impedindo que estes sejam acessados. Depois disso, a prática mais comum é a que o responsável pelo ataque chantageia a empresa atacada, pedindo dinheiro em troca de uma chave de (re)acesso aos seus documentos.  11) Phishing Como o nome indica, essa ameaça à segurança da informação se refere à fraude eletrônica. Em linhas gerais, o phishing é uma técnica de engenharia social que se vale de mensagens/plataformas que parecem ser verdadeiras e vindas de “lugares comuns”. É o caso, por exemplo, de redes sociais, e-mails, sites de leilões, bancos, processadores de pagamento on-line ou administradores de TI usados para atrair a atenção do usuário e direcioná-lo para links maliciosos capazes de executar diversas funções indevidas nos servidores.  Funciona como um disfarce de conteúdo que utiliza técnicas cada vez mais sofisticadas para se tornar quase imperceptível aos olhos dos usuários.  12) Ataques direcionados Para demonstrar a evolução dos ataques cibernéticos e a necessidade de se pensar com mais cautela sobre o ambiente digital e a cibersegurança, o ataque direcionado é a prática de se estudar previamente uma empresa ou organização, conseguir seus dados e utilizar essa informação de forma planejada, em direção a um alvo específico, com objetivos determinados. 13) Adware malicioso   Muito ligado à ameaça à segurança da informação que envolve o mau conhecimento dos perigos das redes pelos funcionários da empresa está o adware. Esse termo vem de advertising-supported software, ou seja, software que exibe anúncios. Em muitos casos, ele é incluído em programas gratuitos como forma de monetização e, se o usuário é informado e concorda com a prática, não é necessariamente malicioso. Entretanto, alguns adwares têm comportamento típico de malware. Por exemplo: instala-se sem consentimento, exibem anúncios intrusivos, como pop-ups constantes, redirecionam a navegação para sites suspeitos e coletam dados pessoais sem permissão, entre outras atividades. Nesse caso, é um risco persistente, difícil de remover.  Trata-se de uma das ameaças à segurança da informação mais populares, presentes em quase toda a internet.  Como garantir segurança e mitigação das ameaças à segurança da informação na sua empresa?  Existem várias maneiras de se implementar uma boa gestão de segurança da informação nas empresas e, assim, evitar as ameaças citadas anteriormente. Como exemplo, a rotina específica de atualizações de softwares, além de backups contínuos e a instalação de softwares de segurança.  Ainda assim, a solução que melhor apresenta resultados para evitar as ameaças à segurança da informação é a capacitação do time profissional sobre o assunto. Contar com colaboradores que estejam plenamente inseridos no universo digital e compreendam como a segurança cibernética é importante para o sucesso da empresa é imprescindível. Com base em conhecimento, eles passam a implementar hábitos de navegação mais conscientes e desempenham ações virtuais com mais autonomia, desenvolvendo uma boa cultura digital na organização.  A Escola Superior de Redes, entende que esse é um dos alicerces mais importantes para a construção de um ambiente virtual seguro para sua empresa.  Por isso, desenvolveu uma trilha de treinamentos práticos para a área de segurança, a que você pode ter acesso em um só clique.  Com esse referencial, o interessado terá acesso a uma metodologia própria da ESR, pensada na perspectiva de capacitar o aluno para agir preventivamente e tratar os incidentes quando não for possível evitá-los.


    25/04/2025
  • Riscos e Ameaças da Web
    Segurança

    Riscos e ameaças na web atual: qual a solução para uma navegação segura na internet? 

    Ainda que boa parte do mundo continue sem acesso à internet, há quase 5,56 bilhões de pessoas logadas à rede, o que representa 67,9% da população global, bem como 5,61 bilhões de pessoas que usam dispositivos móveis. Os dados são do relatório Datarepotal de 2025, o que evidencia uma realidade altamente conectada e ainda mais predisposta aos riscos e ameaças da web.  Afinal, quanto maior a superfície de exposição à rede – sobretudo com a propagação da Internet das Coisas (IoT) e a popularização da inteligência artificial, aliadas a uma quantidade inédita de pessoas gerando dados, trocas de informação e pegadas digitais –, maiores são as possibilidades de ataques.  Nesse contexto, as ameaças web, ou ameaças on-line, representam uma das principais preocupações da TI e do meio corporativo, uma vez que podem ocorrer por causa de vulnerabilidades de diferentes agentes – usuários, colaboradores e serviços de web, entre outros, causando um dano em potencial bastante significativo.  Neste artigo, vamos destacar mais desse universo, compreendendo por que os chamados pentests, ou testes de penetração, são uma alternativa interessante para driblar esse cenário.  Você também pode gostar: 9 requisitos necessários para iniciar sua carreira de Pentest Web  Riscos e ameaças da web: como definir o que é uma ameaça? As ameaças da web são caracterizadas pelos riscos de cibersegurança associados a eventos ou ações não esperadas e danosas por meio da internet. Trata-se de um impacto negativo tanto em redes privadas, Wi-Fi domésticos e intranets corporativas quanto repercussões em hosts específicos, tais quais os endpoints das empresas e dispositivos celulares, computadores e tablets. Além disso, a ameaça web também engloba as ações direcionadas ao próprio servidor web.  Quando bem-sucedida, uma ameaça de rede pode causar danos irreparáveis aos negócios, como:  Ou seja, as os riscos e ameaças da web contemplam uma gama de vulnerabilidades que estão para além dos ataques deliberados de hackers. Elas incluem brechas operacionais, falta de cultura de segurança e até eventos externos que não são passíveis de controle.  Portanto, é altamente recomendável que as empresas adotem uma abordagem de cibersegurança abrangente para, de fato, mitigar os riscos associados às redes, os quais podem ser compreendidos principalmente da seguinte forma: Categoria O que é? Exemplos Riscos associados a agentes maliciosos Ameaças causadas por indivíduos ou grupos que exploram vulnerabilidades da rede para ganhos financeiros, espionagem ou sabotagem. Malware, ransomware, phishing, ataques DDoS, exploração de vulnerabilidades zero-day, engenharia social. Riscos associados à falta de cultura de segurança digital Falhas humanas e falta de conhecimento em práticas seguras, expondo redes e dispositivos a ataques. Senhas fracas, compartilhamento indevido de credenciais, uso de redes públicas sem proteção, ausência de autenticação multifator, abertura de anexos suspeitos. Riscos associados aos múltiplos pontos de contato da rede Vulnerabilidades criadas pelo crescimento do número de dispositivos conectados, tornando a rede mais exposta. Dispositivos IoT desprotegidos, endpoints não monitorados, redes Wi-Fi sem criptografia, brechas em sistemas terceirizados. Riscos associados à falta de monitoramento contínuo A ausência de políticas de segurança e ferramentas para detecção e resposta pode permitir que ameaças permaneçam ativas sem serem percebidas. Falta de atualização de software, ausência de logs e auditorias, resposta lenta a incidentes, falta de testes periódicos de vulnerabilidades. Nesse cenário, as empresas precisam investir não apenas em soluções tecnológicas, como firewalls e antivírus, mas também em treinamento contínuo para suas equipes, protocolos de resposta a incidentes e auditorias regulares de segurança.  É aí que entram os testes de penetração, ou pentests, como uma ferramenta crucial para identificar fragilidades antes que criminosos possam explorá-las.  Melhores práticas para driblar os riscos e ameaças da web: o que são pentests – teste de invasão de aplicações web? Um teste de invasão, também chamado teste de penetração ou pentest, é um método utilizado para verificar a segurança de um ambiente, plataforma ou sistema, por meio da simulação de ataques reais, explorando as vulnerabilidades encontradas.  Diferentemente de uma varredura de vulnerabilidades, que, muitas vezes, recorre ao simples uso de ferramentas automatizadas, o pentest refere-se a um processo cíclico que depende, principalmente, do conhecimento do auditor de segurança que o realiza. Ou seja, demanda domínio técnico e especializado.  Na prática, consiste em encontrar vulnerabilidades o mais cedo possível e corrigi-las imediatamente antes que sejam exploradas, por meio da execução de ataques que visam violar os requisitos de segurança explícitos e implícitos de uma aplicação.  O processo todo é realizado ciclicamente e, a cada interação, a base de conhecimento sobre o sistema aumenta e novas vulnerabilidades podem ser descobertas e exploradas. Dessa forma, é utilizado para identificar fraquezas e superfícies de ataque e para reconhecer as potenciais ameaças de um negócio digital, assegurando que os profissionais de TI possam desenvolver controle sobre a operação, a fim de alcançar uma rede mais segura e estável.  Trata-se, portanto, de um processo sistemático de avaliação da segurança de um sistema ou rede realizado por profissionais especialistas.  Nessa dinâmica, por meio do pentest, ao encontrar uma vulnerabilidade crítica, o profissional consegue combatê-la antes mesmo da elaboração de um relatório final de atividades suspeitas e pontos de atenção. Além disso, como uma excelente ferramenta de mitigação de riscos e ameaças web, a depender do alvo, os pentests podem ser classificados de diferentes formas. Separamos algumas delas, a seguir:  Para executá-lo, os especialistas normalmente utilizam o guia de vulnerabilidades do Open Web Application Security Project (OWASP) Top 10, para identificar quais são as mais críticas, desde códigos mal-intencionados até configurações incorretas. Pode ser utilizado em testes externos, no quais se imita o comportamento de hackers alheios à organização, com foco na decodificação de problemas de segurança, e internos, quando os testadores simulam atividades de agentes internos maliciosos ou daqueles que atuam com credenciais roubadas.  O principal objetivo é mapear as vulnerabilidades que podem ser exploradas pela rede.  Nesse caso, os testes de penetração de pessoal se dedicam a encontrar pontos fracos de cibersegurança voltados para os funcionários.  Dessa forma, geralmente utilizam-se práticas bastante conhecidas, como phishing, vishing (phishing por voz) e smishing (phishing por SMS), para captar a atenção do colaborador e identificar suas ações e os gargalos de segurança da empresa nesse sentido.  Para saber qual pentest utilizar em uma estratégia de segurança, é necessário avaliar quais são os objetivos e resultados esperados no processo de aplicação de teste de penetração, observando a gestão de riscos e o mapeamento de ativos da empresa. Além disso, é necessário adotar uma metodologia.  Metodologias do pentest Além de serem adotados para alvos diferentes, os testes de penetração também podem divergir na metodologia.  Escolher uma metodologia de aplicação adequada é um passo fundamental para a realização de um pentest eficiente, capaz de barrar riscos e ameaças na web, mantendo altos padrões de segurança.  Uma dessas metodologias voltada para a web, a OWASP, ou Open Web Application Security Project (já abordamos essa comunidade anteriormente, citando o documento que descreve as vulnerabilidades mais difundidas em cada período), é altamente recomendável e utilizada. Trata-se de um padrão para testar aplicativos da web bastante abrangente, tendo em vista que não se concentra apenas nas vulnerabilidades do aplicativo, mas também em erros de lógica em processos, tecnologias e recursos humanos. Na prática, fornece uma lista de verificações para várias vulnerabilidades, tais quais injeção de SQL, configurações incorretas de segurança e design de aplicativo da web inseguro, entre outras, bem como guia de testes OWASP, guia do desenvolvedor OWASP e uma revisão de código OWASP.  Além de garantir a resiliência das empresas em relação aos vetores de ataque comuns em aplicativos web, essa metodologia auxilia na manutenção e adaptação dos negócios às regulações, como ISO27001, GDPR etc.  Em sua estrutura, aborda as diferentes fases de desenvolvimento de um aplicativo, como: Assim como a metodologia OWASP, existem diversas outras, como o Information Systems Security Assessment Framework (ISSAF – Estrutura de Avaliação de Segurança de Sistemas de Informação, em português) ou Penetration Testing Execution (PTES – Execução de Teste de Penetração, em português), que compartilham basicamente um mesmo esquema de estágios e fases, variando em alguma medida, a depender do seu objetivo. São eles:  Fases do pentest Confira, na íntegra e de forma gratuita, o webinar produzido pela ESR “Pentest × vulnerabilidades: uma visão prática”. Conclusão Diante do aumento exponencial de ameaças digitais e da crescente dependência da internet para operações corporativas e serviços essenciais, a cibersegurança se tornou uma prioridade inquestionável.  Empresas de todos os segmentos buscam profissionais capacitados para identificar vulnerabilidades antes que criminosos possam explorá-las, o que torna os especialistas em testes de penetração altamente valorizados no mercado de TI.  Além de ser uma área em constante evolução, com desafios técnicos que exigem raciocínio estratégico, o pentest oferece oportunidades lucrativas e a possibilidade de atuar em diferentes setores, desde fintechs até órgãos governamentais. Torne-se um especialista com o curso exclusivo da ESR! Com metodologia prática, o curso apresenta as principais técnicas de pentest que podem ser empregadas para avaliar e fortalecer a segurança das redes. Não perca a oportunidade de se destacar no mercado de cibersegurança. Conheça a ementa aqui!


    24/03/2025
  • melhores práticas de segurança da informação
    Segurança

    As 6 melhores práticas de segurança da informação para empresas

    Manter uma agenda de melhores práticas de segurança da informação é essencial não só para garantir que os dados das empresas fiquem protegidos, como também para viabilizar que eles possam ser utilizados com eficiência.  De acordo com o Gartner, três frentes principais contribuem para que esse tema seja a questão central das empresas nos próximos anos: um ambiente de ameaças mais intenso, o movimento consistente das operações para nuvem e a escassez de talentos. Diante disso, a consultoria estima que os gastos com segurança da informação em 2025 alcancem US$ 212 bilhões, o que representa um aumento de 15,1% em relação ao previsto em 2024. Além disso, o Gartner ainda prevê que, até 2027, mais de 15% dos ciberataques ou vazamentos de dados irão envolver a IA generativa. Ou seja, os prejuízos com o cibercrime e as diversas possibilidades de corrompimento de dados serão cada vez mais significativos, exigindo que as empresas adotem estratégias de defesa mais sofisticadas e proativas. Aliadas a esse cenário, as regulações, agora mais robustas e severas, demandam que as empresas, de fato, se adaptem aos seus dispositivos, refletindo a necessidade de uma segurança da informação consistente nos ambientes organizacionais.  Nesse contexto, no qual a informação é um dos recursos patrimoniais mais importantes dos negócios, gestores e líderes, não só de TI, precisam conhecer as melhores práticas de segurança da informação para desenvolver um ambiente corporativo engajado em políticas e estratégias de proteção adequadas. Conheça 6 delas a seguir.  O cenário do ciberataque em 2025 No fórum Cyber Crisis Management, “From Chaos to Control”, com programação orientada para a discussão de gestão de crises cibernéticas e para a importância da segurança digital, Nimrod Kozlovski, fundador e CEO da Cytactic, declarou que todas as organizações irão sofrer com grandes ataques cibernéticos em 2025. Com a inevitabilidade dessas práticas, o evento condicionou a manutenção dos negócios a uma combinação de resiliência e preparação estratégica das práticas de segurança da informação. Na ocasião, entre os principais riscos do ano para o tema, foram elencados os seguintes pontos: Embora o cenário seja preocupante, adotar as melhores práticas de segurança da informação permite que as empresas fortaleçam as suas defesas contra as ameaças cibernéticas e compreendam a fundo a sua vulnerabilidade, atuando para fortalecê-la. Conheça, abaixo, alguma delas para implementar no dia a dia das empresas:  Por aqui, explicamos a você o conceito de Segurança da Informação.  6 melhores práticas de segurança da informação indispensáveis para as empresas do futuro  Todas as melhores práticas de segurança da informação levam em consideração ao menos um dos seus pilares, quais sejam: De acordo com o Instituto Brasileiro de Cibersegurança, a legalidade também atua como um pilar da segurança da informação, relacionando-se com a conformidade com leis, regulamentações e normas aplicáveis à coleta, ao processamento e ao armazenamento de dados do usuário.  Sabendo disso, separamos, a seguir, as principais recomendações para implementar uma estratégia consolidada de segurança da informação nas empresas.  1) Estratégia de backup Manter uma estratégia de backup eficiente reflete diretamente na recuperação de dados em caso de ataques cibernéticos, falhas de sistema ou desastres naturais. Nesse contexto, segundo o National Institute of Standards and Technology (NIST), o ideal é que as empresas adotem a regra 3-2-1, que consiste em: Segundo o órgão, essa prática é uma das abordagens mais eficazes para garantir a integridade e disponibilidade dos dados. Além dela, testar regularmente a restauração dos backups também é imprescindível, já que contribui para que os arquivos estejam realmente disponíveis quando necessário. Além disso, antes de serem implementados, os backups precisam avaliar algumas características conectadas a essa prática, como: a janela de backup, o Recovery Time Objective (RTO), o Recovery Point Objective (RPO) e o tamanho das cópias dos arquivos.  Conhecer esses elementos contribui para a estruturação de uma política de backup com menos gargalos e maior previsibilidade. Enquanto o RTO refere-se ao tempo máximo que a operação de um negócio pode ficar indisponível antes de prejuízos imensuráveis e inaceitáveis (impacto na reputação, perda financeira e queda na satisfação do cliente, entre outras), o RPO se traduz na quantidade máxima de dados que a organização pode perder sem que isso cause danos permanentes aos negócios.   Sabendo disso, é possível compreender qual a janela de backup ideal para determinada situação, ou seja, o tempo adequado para que as informações sejam armazenadas no procedimento de backup sem que haja prejuízo da aplicação. Na prática, as janelas de backup precisam compreender uma margem de segurança baseada no RTO e no RPO para possibilitar que imprevistos, como a operação de recuperação de dados, consigam ser executados sem resultar na afetação dos demais processos da empresa.  Para isso, é importante analisar, ainda, a quantidade de dados gerados pela empresa e a demanda de armazenamento para copiar tal quantidade de informações em um esquema de backup. Alguns desafios encontrados nesse momento são:  Ou seja, a prática de backup é uma excelente estratégia de segurança da informação, mas deve observar indicadores como o RPO, o RTO, a janela de backup e o tempo de retenção de dados. Os tipos de backup existentes e sua granularidade, os métodos e os níveis de backup também são pontos-chave nessa equação.  ❗Conheça os tipos de backup e saiba diferenciar os seus usos. 2) Redundância de sistemas Ter sistemas redundantes significa criar cópias operacionais dos principais serviços da empresa para evitar indisponibilidades. Assim, servidores de backup, redes alternativas e soluções de failover automático fazem parte dessa prática, visando minimizar os impactos de falhas inesperadas. A redundância é uma das principais responsáveis por garantir que operações críticas não sejam interrompidas. Por isso é tão fundamental para os negócios e as práticas de segurança da informação.  3) Controle de acesso rígido Restringir o acesso a informações sensíveis apenas a usuários autorizados é ferramenta essencial para evitar violações de segurança. Para isso, é necessário adotar medidas que reforcem a proteção dos sistemas e dados corporativos, como: Além dessas medidas, a implementação do princípio do menor privilégio (PoLP) – que concede a cada usuário apenas o nível de acesso estritamente necessário para desempenhar suas funções – contribui significativamente para minimizar vulnerabilidades e prevenir acessos indevidos. 4) Manutenção e atualização de hardwares e softwares  Quando todos os sistemas e dispositivos estão atualizados, sejam eles um hardware (que é a parte física do computador) ou os softwares (que podem ser traduzidos como uma sequência de instruções executadas em um computador), as vulnerabilidades exploradas por cibercriminosos diminuem. Por isso, manter softwares, sistemas operacionais e firmwares em suas versões mais recentes reduz os riscos de ataques, pois as atualizações frequentemente corrigem falhas de segurança conhecidas. Além disso, a substituição periódica de equipamentos obsoletos também é importante, pois os hardwares antigos podem não suportar protocolos de segurança mais recentes. Uma política de atualização contínua e monitoramento ativo minimiza falhas e aumenta a resiliência contra ameaças cibernéticas. 5) Implementação de uma política de segurança combinada com uma cultura organizacional  Uma política de segurança da informação bem estruturada é responsável por proteger os dados e garantir que todos os colaboradores compreendam sua responsabilidade na prevenção de ataques. Para que seja realmente eficiente, ela deve contemplar ao menos:  Para as organizações, é imprescindível que os cenários estejam mapeados e que cada setor e colaborador entendam a sua participação na engrenagem de defesa digital do negócio. Afinal, de nada adianta investir em tecnologias antiameaças se os funcionários continuam suscetíveis aos riscos das redes. 6) Gestão de Continuidade de Negócios (GCN) A segurança da informação não se trata apenas de prevenir ataques, mas também de garantir que a empresa possa continuar operando mesmo diante de incidentes cibernéticos. Nesse cenário, a Gestão de Continuidade de Negócios (GCN) envolve a criação de planos de contingência para minimizar impactos e restaurar operações rapidamente em caso de falhas ou invasões. Todos esses pontos fazem parte de uma GCN relevante, capaz de proporcionar resiliência operacional, continuidade dos serviços e a mitigação de prejuízos financeiros e danos à reputação. Como estruturar um projeto de segurança da informação adequado para empresas?  Existem várias maneiras de se implementar uma boa gestão de segurança da informação nas empresas e, assim, evitar ameaças e cibercrimes. Como, por exemplo, criando uma rotina específica de atualização de softwares, além de backup contínuo e do uso de softwares de segurança.  Ainda assim, a solução que melhor apresenta resultados para se esquivar de ameaças à segurança da informação e para desenvolver essa área, seja na empresa, seja na carreira, é a capacitação profissional. Estar inserido no universo digital e compreender como a segurança cibernética é importante para o sucesso da empresa é imprescindível, além disso, é necessário dominar a técnica e os princípios dos elementos que estruturam uma política estratégica de segurança da informação, privacidade e ética no uso de dados.  A Escola Superior de Redes entende que esse é um dos alicerces mais importantes para a construção de um ambiente virtual seguro e para a formação de profissionais ainda mais qualificados. Por isso, desenvolveu uma trilha de treinamentos práticos para a área de segurança, com uma metodologia própria pensada na perspectiva de capacitar o aluno para agir preventivamente e tratar os incidentes quando não for possível evitá-los.  Inscreva-se e prepare-se para assumir sua próxima vaga.


    13/02/2025
  • Segurança digital em redes corporativas
    Segurança

    Segurança digital em redes corporativas: o que é, princípios e boas práticas

    A segurança digital em redes corporativas pode ser definida como um conjunto de boas práticas e estratégias que visam proteger a infraestrutura tecnológica das organizações, bem como seus dados e informações relevantes, tanto nos sistemas de computadores interconectados quanto nos dispositivos associados.  Essa proteção estende-se à possibilidade de incidentes maliciosos, desastres, erros e falhas humanas e de atualização de equipamento. Trata-se, portanto, de uma abordagem interdisciplinar e integrada focada em viabilizar a continuidade dos negócios mesmo em contextos extremos.  Em um cenário no qual a criação e transação de dados crescem exponencialmente, ao passo que os cibercrimes também se expandem, estruturar planos de ação que atuem de forma preventiva e, quando necessário, corretiva em relação aos incidentes de dados é fundamental. Para se ter uma ideia, de acordo com um recente levantamento da Kaspersky, o Brasil registrou mais de 800 bloqueios de ataques de ransomware por dia em 2024, totalizando cerca de 106 mil tentativas de golpe desde janeiro. Desse número, 6,5 mil investidas foram direcionadas para o setor de saúde, que ficou atrás apenas dos segmentos de serviço e governamental.   O levantamento também indicou que, à medida que as tecnologias são empregadas para otimizar recursos de segurança, também refletem no aprimoramento dos grupos de ataques, tais quais os de ransomware, que demonstram uma compreensão sofisticada das vulnerabilidades de rede, sobretudo as corporativas, munindo-se de uma variedade de técnicas para alcançar os seus propósitos criminosos.  Como se sabe, a indisponibilidade ou o comprometimento de dados no meio corporativo, por causa desses eventos maliciosos e de outros incidentes, tende a causar prejuízos bastantes significativos em relação à ausência de previsibilidade financeira, ao branding e às constantes violações de regulamentação, como a LGPD, por exemplo. Dessa forma, na atualidade, a segurança digital da rede corporativa passa de uma vantagem organizacional para uma necessidade para a manutenção do negócio a longo prazo.  Você também pode gostar – Inteligência artificial na TI: como a ferramenta atua no contexto da cibersegurança?  Afinal, como a segurança de redes corporativas é definida? Como dissemos anteriormente, a segurança digital de redes corporativas, ou simplesmente segurança de redes corporativas, dedica-se a proteger os dados das organizações e assegurá-los especialmente quanto a três aspectos/princípios:  Ao tratar da integridade, a segurança de redes corporativas se compromete com a manutenção das características dos dados, garantindo a sua não alteração. Isso ocorre, sobretudo, por meio de recursos que envolvem a própria constituição do banco de dados, o protocolo de redes utilizado e os códigos de verificação (checksum) implantados em arquivos e pacotes de rede, por exemplo.  Na confidencialidade, por sua vez, a segurança de rede corporativa estipula políticas e procedimentos precisos capazes de mitigar ou impedir o acesso não autorizado a dados e informações organizacionais. Assim, com base em criptografia; hash de senhas; protocolos seguros, como o MySQL, SSH, SMTPS etc.; conexões criptografadas para banco de dados; uso de VPN em  cloud computing; controle de permissões de acesso aos dados e níveis de acesso; firewalls; sistemas de detecção de intrusos (IDS); sistemas de prevenção de intrusos (IPS) etc., a segurança de rede corporativa proporciona maior estabilidade aos sistemas e à infraestrutura digital dos negócios.  Por fim, no princípio disponibilidade, a segurança de rede corporativa garante que os serviços de rede permaneçam sempre disponíveis, levando em consideração, para isso, a probabilidade da ocorrência de falhas de hardware; as necessárias atualizações de software; bugs; ataques de negação de serviço; falhas na alimentação elétrica; problemas operacionais; falta de backup adequado e cibercrimes, entre outros pontos.  Além disso, a segurança de redes corporativas também abarca o combate aos ataques cibernéticos, roubos de dados e resposta às interrupções de serviços e promove o alinhamento dos sistemas às regulamentações de dados pessoais e sensíveis.  Assim, podemos dizer que a segurança digital de redes corporativas previne, detecta e estrutura respostas a ameaças às redes e sistemas organizacionais decorrentes das mais variadas fontes, com base em um conjunto de medidas sistematizadas e metodológicas.  Você também pode gostar – Cibersegurança em foco: 4 perguntas sobre o tema que você precisa conferir agora! Como a segurança de redes corporativas faz isso na prática?  Com o surgimento dos terminais remotos nos anos 1960 e 1970 e, depois, com a evolução da tecnologia, que pode ser traduzida pelo surgimento da internet comercial; dos serviços com grande densidade de usuários (IRC e ICQ); dos serviços de P2P; das redes sociais; dos primeiros smartphones com migração para a web; das aplicações; da Internet das Coisas (IoT) e da cloud computing, entre outros exemplos, as redes se tornaram mais complexas. Com isso, houve também uma crescente demanda por soluções que conseguissem adaptar os ambientes digitais às necessidades das empresas e dos usuários, sem que isso significasse abrir mão da segurança e da transparência das operações (#DesafioÀVista).  Nesse contexto, a segurança digital de redes corporativas é constituída de modo a proteger os dados, sistemas e usuários de ameaças cibernéticas e outros incidentes internos e externos, garantindo a integridade, confidencialidade e disponibilidade das informações críticas para o funcionamento das empresas. Para isso, ela passou a ser implementada com base em diversas frentes de atuação, desde aquelas voltadas para a segurança da informação até as associadas à conscientização dos colaboradores do uso da malha tecnológica.  A seguir, destacamos alguns recursos de proteção:  Resumo das medidas de segurança de redes corporativas Veja também – Identidade digital descentralizada: o que é e como ela potencializa o mundo em rede?  Veja também – Guia Segurança de Redes: o que é, para que serve e tipos existentes  Você também pode gostar: 6 profissões de cibersegurança nas quais se especializar em 2025 _______________________________________ Como vimos, a segurança digital em redes corporativas depende de uma série de fatores associados que exigem a atuação de diferentes profissionais da Tecnologia da Informação, ou seja, trata-se de uma área rica em possibilidades de especialização e desenvolvimento de carreira.  Esteja preparado para abraçar as oportunidades desse campo, garantindo especializações em cibersegurança, governança em TI ou segurança da informação.  Conheça as turmas da Escola Superior de Redes (ESR) para 2025!


    10/01/2025
  • Privacidade e segurança de dados em TI
    Segurança

    Práticas de privacidade e segurança de dados em TI: considerações e como fazer!

    A cibersegurança tem se tornado uma das principais áreas da TI, sobretudo por causa do crescimento acelerado das ameaças virtuais no meio corporativo. Por isso, adotar práticas de privacidade e segurança de dados eficientes passa a ser uma prioridade para a maior parte das empresas. Você sabe como fazer isso? De acordo com o relatório da Uni42, unidade de pesquisa da Palo Alto Networks, o Brasil registrou o maior índice de ataques cibernéticos da América Latina em 2023, destacando-se como o epicentro dessas práticas criminosas na região. O estudo identificou, ainda, que o país foi o mais vulnerável a ataques hackers entre os representantes latinos pelo terceiro ano consecutivo, com o registro do aumento dessas inconsistências em 56,4% de 2021 a 2023. Entre as inúmeras formas de comprometimento das tecnologias dos negócios, sejam elas em superfície física ou em nuvem, algumas chamam a atenção dos especialistas pela sofisticação e escalabilidade. É o caso, por exemplo: Diante desse cenário, os times de TI precisam desenvolver, com agilidade, uma gestão de dados e compliance robusta, adequando as atividades das empresas ao que orienta as principais regulamentações do mercado, como a LGPD, DORA, GDPR, CCPA, SOX, PCI e HIPAA, entre outras. Além disso, um bom exemplo dessa exigência é a inteligência artificial (IA) e seus contornos, tendo em vista que ela não representa mais uma tecnologia do futuro, já que está transformando vidas e negócios agora, no presente. Mais de 25% das organizações já utilizam cinco ou mais aplicativos de IA diariamente, desse modo, para as equipes de tecnologia, é necessária uma atenção plena às novas tecnologias e demandas de mercado. Como se sabe, a inteligência artificial (IA) e a proteção de dados estão intimamente relacionadas, pois o treinamento de algoritmos de IA muitas vezes demanda grandes volumes de dados, incluindo dados pessoais. Assim, o objetivo por trás da estratégia de fortalecer esses campos – o da privacidade e ética no uso de dados, além da segurança da informação – é claro: minimizar os prejuízos que as organizações enfrentam quando passam por eventos cibernéticos adversos.  Segundo o estudo Global Cybersecurity Outlook 2024, do World Economic Forum, mais de um terço das organizações sofreu um incidente cibernético causado por malfeitores em 2023. Empresas que possuem a proteção de dados e o respeito à privacidade e ética dos dados consolidados, tendo a tecnologia da informação (TI) como parceira, usufruem de uma série de benefícios em relação àquelas que não se preparam para o novo contexto digital. Agora, os usuários estão mais atentos a como os negócios utilizam suas informações, assim como há um aumento exponencial das superfícies de ataque e dos pontos de vulnerabilidade suscetíveis aos mais variados cibercrimes. Ou seja, privacidade, ética e adequação no uso de dados, além de campos em ascensão na TI – como a inteligência artificial –, são a demanda do presente e do futuro dentro das empresas. Neste conteúdo, vamos conversar mais sobre regulação, gestão e segurança de dados, além da privacidade dessas informações. Por que é importante que empresas e profissionais de TI se especializem em privacidade, segurança e ética no uso de dados? Ter um olhar cuidadoso para a privacidade e a ética no uso das tecnologias, sobretudo as relacionadas com o tratamento de dados, é uma demanda urgente dos negócios. As novas dinâmicas sociais, que se destacaram com a transformação digital acelerada pela pandemia de Covid-19, não só exigem um posicionamento das organizações diante do uso de dados, como enfraquecem o branding de empreendimentos que não possuem políticas de transparência em suas operações.  A partir de 2020 e da necessidade de distanciamento social, a digitalização das empresas e das transações cresceu de forma exponencial. De acordo com a 33ª edição da Pesquisa Anual sobre o Mercado Brasileiro de TI e Uso nas Empresas, divulgada pela FGV, por exemplo, a antecipação do processo de transformação digital por causa dos contornos da crise sanitária foi o equivalente ao esperado para o período de um a quatro anos. Na época, computadores, notebooks, tablets e smartphones superaram, somados, a expressiva marca de 447 milhões de unidades no país. Ou seja, a demanda por redes e soluções digitais cresceu significativamente. Com isso, foi preciso viabilizar novos modelos de negócios que exigiam também investimento em TI. Diante de tantas mudanças, as empresas passaram a ser cada vez mais confrontadas com a demanda de adaptação a políticas de uso e tratamento de dados adequadas. Afinal, esses insumos agora apresentavam-se em quantidades inéditas e impressionantes. Assim, ao optar por caminhar com as transformações do contexto, priorizando processos, ações, planejamento estratégico e indicadores voltados para a ética, a transparência e a proteção de dados, as empresas gozam de inúmeras vantagens, como:  Além dos benefícios previamente mencionados, o reconhecimento e a ênfase na privacidade, na ética e na segurança da informação resultam na preservação de ativos valiosos dos negócios, tanto internos quanto externos, mitigando gastos com redução de danos e respostas a incidentes. Nesse contexto, torna-se indispensável contar com setores de TI altamente sistematizados e focados no contínuo desenvolvimento dos princípios de segurança da informação e em sua diferenciação entre privacidade e proteção de dados.  Você também pode gostar – Cloud storage: o que é e qual sua importância para o cenário de dados atual? Qual a diferença prática entre privacidade, proteção de dados e segurança da informação? Ao nos aprofundarmos na essência da “privacidade, proteção de dados e segurança da informação”, é crucial que compreendamos como esses conceitos se entrelaçam e, ao mesmo tempo, se distinguem em práticas cotidianas da TI. A “privacidade”, como destacado anteriormente, refere-se ao direito de um indivíduo de controlar suas informações pessoais e de decidir como, quando e onde essas informações podem ser acessadas e compartilhadas. É um conceito intimamente associado à proteção dos dados pessoais, especialmente no contexto das tecnologias digitais.  Na prática, seus principais aspectos incluem: Já a “proteção de dados pessoais (ou privacidade de dados)” é definida como um subconjunto da privacidade, que se concentra especificamente na proteção das informações pessoais identificáveis (PII). É regida por legislações específicas, como a General Data Protection Regulation (GDPR), na Europa, e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), no Brasil, e tem como aspectos essenciais os discriminados a seguir:  Por fim, a “segurança da informação” envolve a proteção dos dados contra ameaças, garantindo a integridade, confidencialidade e disponibilidade da informação. Abrange a implementação de medidas e práticas que assegurem que os dados sejam acessados somente por pessoas autorizadas e que estejam protegidos contra perdas ou modificações. Seus três principais pilares são conhecidos pela sigla CIA: Além disso, a segurança da informação também envolve gestão de riscos, plano de resposta a incidentes e auditorias de segurança, estratégias para minimizar possíveis ameaças e lidar com elas. O entendimento prático desses conceitos contribui para a construção de uma abordagem holística em TI.   Seja para fornecer suporte eficaz aos usuários em suas necessidades de privacidade e proteção de dados, seja para resguardar os ativos mais preciosos de uma empresa, o profissional de TI desempenha um papel estratégico, sendo o responsável por perfectibilizar as ações e políticas de proteção e por estruturar uma segurança da informação eficiente. E como identificar a efetividade da segurança da informação de um negócio? É o que vamos destrinchar agora. Você também pode gostar – Governança corporativa: princípios e boas práticas para adotar em 2024.  Resumo das diferenças e relações entre os conceitos Para detalhar o que conversamos anteriormente, podemos resumir as diferenças e as relações existentes entre os três conceitos: privacidade, proteção de dados pessoais e segurança da informação.   Todos os conceitos se interligam, de modo que a privacidade é protegida por meio de boas práticas de segurança da informação, e a proteção de dados pessoais garante que os direitos individuais, em relação aos seus dados, sejam respeitados e assegurados. Você também pode gostar – Previsões de cibersegurança: o que esperar no segundo semestre do ano e início de 2024? As 5 principais regulações do mercado Nessa perspectiva de desenvolvimento de recursos que se preocupam com a privacidade e a segurança dos dados, diversas normatizações e regulamentações globais foram estruturadas, definindo padrões para o tratamento e a proteção de dados pessoais. Conhecê-las é essencial para quem deseja trabalhar com privacidade e segurança de dados. Inspirada no GDPR europeu, a LGPD regulamenta o tratamento de dados pessoais de indivíduos no Brasil, estabelecendo princípios como transparência, segurança e o consentimento dos titulares dos dados. Foi implementada em agosto de 2018, mas entrou efetivamente em vigor em 2020. Desde então, as empresas precisam garantir a conformidade da sua gestão de dados com o que está disposto na norma, principalmente para potencializar a segurança da informação e a não aplicação de penalidades. Uma das regulamentações mais rigorosas do mundo, a GDPR protege a privacidade dos dados pessoais dos cidadãos da UE, impondo severas penalidades a seu não cumprimento e exigindo práticas robustas de confidencialidade da informação. O CCPA é uma lei estadual que oferece aos residentes da Califórnia, por exemplo, o direito de saber como seus dados pessoais são coletados e utilizados, bem como o direito de acessar e excluir suas informações pessoais Os Princípios Atualizados sobre Privacidade e Proteção de Dados Pessoais, como instrumento de soft law interamericano, visam servir aos estados-membros da organização como pontos de referência para o fortalecimento de seus respectivos marcos legais na matéria e orientar o desenvolvimento coletivo da região rumo a uma proteção harmônica e eficaz dos dados pessoais. Essa regulamentação protege informações de saúde sensíveis, exigindo padrões de segurança rigorosos para salvaguardar dados médicos e pessoais, além de estabelecer parâmetros para uso, divulgação e proteção de informações de integridade individualmente identificáveis. Como implementar práticas de privacidade e segurança de dados em TI em conformidade com as regulações? Implementar práticas robustas de proteção de dados, privacidade e segurança de dados é essencial para cumprir as regulamentações e salvaguardar as informações sensíveis de ameaças.  Existem algumas dicas que podem facilitar esse processo, e você encontra todas elas no novo ebook gratuito da Escola Superior de Redes.  >> Baixe agora o ebook “9 passos para implementar práticas de privacidade e segurança de dados em TI em conformidade com as regulações” <<


    24/10/2024
  • Arquitetura zero trust
    Segurança

    Arquitetura Zero Trust: 5 passos para implementar a abordagem na TI

    Uma das importantes e recentes previsões do Gartner sobre cibersegurança envolve a estimativa de que, até 2026, 10% das grandes empresas terão um programa abrangente, maduro e mensurável de confiança zero em vigor, algo mais significativo do que os menos de 1% de hoje. Esse cenário pode ser facilmente explicado por causa da acelerada sofisticação e abrangência dos crimes virtuais que vêm ocorrendo nos últimos anos. De acordo com um relatório da Kaspersky, somente nos primeiros meses de 2024, o Brasil registrou mais de 106 mil detecções de ransomware, com cerca de 6,5 mil dessas tentativas direcionadas para o setor da saúde. Para driblar esse desafio, a Arquitetura de Confiança Zero (Zero Trust) aparece como uma estratégia de segurança cibernética que atua por meio de políticas de segurança aplicadas com base em um contexto estabelecido. Diante disso, o modelo leva em consideração controles de acesso de privilégio mínimo e uma autenticação estrita do usuário. Ou seja, trata-se de uma abordagem pautada na ausência da confiança presumida, que tem como principal expressão a máxima “nunca confie, sempre verifique”.  Neste conteúdo, vamos nos aprofundar no tema e descobrir os passos básicos para implementar uma dinâmica de confiança zero na TI. Boa leitura! Leia também: O que são ataques de phishing e como evitá-los? O que é Arquitetura Zero Trust? Ao demandar flexibilidade, adaptabilidade e agilidade das empresas, a transformação digital abriu espaço não só para que as tecnologias se desenvolvessem em escala, como também os crimes virtuais. Dessa forma, à medida que as ameaças cibernéticas se tornaram mais complexas, e tendo em vista que modelos tradicionais de segurança – aqueles baseados em perímetros protegidos – são insuficientes, as empresas buscaram novas abordagens para garantir a segurança de suas redes e dados. Nesse contexto, a Arquitetura Zero Trust (ou Arquitetura de Confiança Zero) ganha destaque ao adotar o princípio do acesso com privilégio mínimo, assegurando que cada conexão e transação dentro da rede seja validada/autorizada constantemente. O termo foi criado em 2010 por John Kindervag, analista principal e vice-presidente da Forrester Research, com o objetivo de descrever um modelo que compreendesse os riscos à segurança da informação como pertencentes tanto ao interior quanto ao exterior da rede. Em outras palavras, isso significa dizer que a Arquitetura de Confiança Zero tem como ponto de partida a crença de que existem invasores dentro e fora da rede, e que não é estratégico, nem rentável para as organizações confiar automaticamente em uma máquina ou usuário.  Assim, a popular presunção de que “tudo o que está na rede é seguro” abre espaço para um sistema que, na verdade, pressupõe a violação e verifica cada solicitação de acesso como se ela fosse originada de uma rede aberta. Na prática, o modelo de confiança zero autentica, autoriza e criptografa cada solicitação de acesso antes de concedê-la efetivamente, guiando-se pelos seguintes princípios: Princípios da Arquitetura de Confiança Zero Além desses, o National Institute of Standards and Technology (NIST) propõe oficialmente outros seis: Na prática, as análises aprofundadas dos dados que compõem os objetos de estudo da Arquitetura de Confiança Zero possibilitam que a aplicação desses princípios seja realizada, principalmente, por meio de softwares, Machine Learning e inteligência artificial (IA), ou seja, recursos capazes de detectar anomalias em tempo real, além de oferecer insights para que as equipes de TI saibam como agir em relação às inconsistências da rede.  Com essas informações, a equipe de TI pode estabelecer uma política de regras e respostas aos incidentes e, posteriormente, ainda pode automatizá-la dentro da dinâmica do ambiente digital, o que otimiza os processos de cibersegurança. Assim, dizemos que o modelo de Arquitetura de Confiança Zero pode ser definido como uma abordagem abrangente de segurança da informação, direcionado para empresas que abandonam a percepção de que a rede se torna segura depois de uma simples autenticação do usuário. De um lado, uma proteção tradicional de perímetros x, de outro, uma segurança centrada em dados, controles de acesso orientados por políticas e gestão moderna de identidade.  Por fim, nos termos do Oracle, a abordagem de confiança zero representa um modelo de segurança de TI responsável por manter dados sensíveis seguros e por contribuir para a conformidade da rede com novos regulamentos de privacidade. Trata-se, também, de um modelo que atua contra o potencial comprometimento ou roubo de credenciais por um administrador ou aplicação privilegiada. Em um cenário composto por criminosos cibernéticos que sabem como violar firewalls, VPNs, controles de acesso, IDS, IPS, SIEMs e gateways de e-mail, que têm credenciais corretas e admitidas em sites, aplicações ou dispositivos de qualquer rede, a Arquitetura de Confiança Zero oferece uma estratégia inovadora para mitigar os efeitos negativos da confiança implícita nas redes tradicionais. “A confiança zero permite que as organizações regulamentem o acesso a sistemas, redes e dados sem desistir do controle”. – Oracle Por meio dela, a segurança é executada desde o início, além de ser necessária a verificação de todos os usuários que tentam obter acesso aos recursos de uma empresa e rede. Há um processo de validação de identidades de usuários, direitos de acesso associados a um sistema específico e gerenciamento adequado de identidades digitais dos usuários. Para reforçar a autenticação, a Arquitetura de Confiança Zero rastreia as atividades do usuário, cria relatórios sobre essas atividades e aplica políticas para garantir a conformidade delas, além de implementar recursos fundamentados em camadas precisas de controle de acesso: Leia também: Principais tipos de backup e qual é o ideal para a sua empresa Como implementar uma estratégia de Arquitetura Zero Trust? Executar uma Arquitetura de Confiança Zero requer uma abordagem estratégica e coordenada que inclua a integração de tecnologias, políticas e práticas de segurança focadas em proteger cada ativo dentro da rede.  A seguir, estão os principais passos para se criar um ambiente de confiança zero eficaz: 1) Identifique e classifique todos os ativos da organização O primeiro passo está no mapeamento completo dos ativos da organização, incluindo dispositivos, dados, aplicativos e serviços em nuvem. Cada ativo precisa ser identificado e classificado com base em sua sensibilidade e importância para a empresa, o que facilita a criação de políticas de segurança específicas para cada tipo de recurso. 2) Realize uma avaliação de risco Avaliar vulnerabilidades potenciais e as ameaças cibernéticas mais comuns em seu setor ou modelo de negócio é essencial para entender os pontos fracos da rede. Um mapeamento de risco permite que a empresa se prepare para os cenários de ataque prováveis, desenvolvendo controle para minimizar esses riscos. 3) Defina e aplique políticas de segurança e autenticação Estabelecer políticas de acesso claras é um dos pilares da confiança zero. Essas políticas garantem que apenas os usuários autorizados e os dispositivos autenticados possam acessar a rede, levando em conta fatores como localização, horário e o nível de sensibilidade do dado ou recurso acessado. 4) Implemente controles de segurança Utilize ferramentas como firewalls e sistemas de detecção e prevenção de intrusão (IDS/IPS), além da segmentação da rede, para garantir uma proteção robusta. A segmentação minimiza o movimento lateral de invasores dentro da rede, limitando o impacto de um ataque. 5) Monitore continuamente a rede Uma característica fundamental da Arquitetura Zero Trust é a verificação contínua. A rede deve ser constantemente monitorada em busca de anomalias ou ameaças potenciais, por meio de tecnologias como Machine Learning, para detectar comportamentos suspeitos e responder rapidamente a eles. Componentes críticos da implementação a) Ter a identidade como ponto crítico A gestão de identidade é crucial, já que representa a principal porta de entrada para ameaças. Por isso, a verificação contínua de identidades, dispositivos e aplicativos assegura que apenas os recursos autorizados continuem acessando a rede. Técnicas de controle de acesso condicional ajudam a definir regras e ajustar os níveis de risco em tempo real. b) Avaliar a conformidade e a segurança dos dispositivos Dispositivos desatualizados podem ser alvos fáceis para ataques. Assim, é fundamental avaliar a conformidade e a segurança de todos os dispositivos conectados, especialmente em ambientes que adotam práticas de Bring Your Own Device (Byod) e IoT. c) Conhecer os aplicativos utilizados É essencial mapear todos os aplicativos que a empresa utiliza, tanto em nuvem quanto locais, para reduzir os riscos de inconsistência na rede. Um controle rigoroso sobre os aplicativos em uso impede que vulnerabilidades ocultas passem despercebidas. d) Segmentação de rede A segmentação ou microssegmentação limita o alcance de ataques cibernéticos, pois a superfície de ataque é reduzida e os invasores têm menos liberdade para se moverem lateralmente. e) Proteção de dados Os dados, sejam eles estruturados, semiestruturados ou não estruturados, devem ser protegidos com rigor, utilizando criptografia e controle de acesso baseado em políticas. Essa proteção garante que eles permaneçam seguros mesmo que um invasor obtenha acesso à rede. ________________________________________________________________ Conclusão Em resumo, a Arquitetura de Confiança Zero (Zero Trust) é um componente essencial da segurança da informação moderna, que oferece uma solução robusta para enfrentar as ameaças escaláveis do mundo digital. Para implementá-la, é essencial ter conhecimento especializado em segurança cibernética e em gestão contínua e dinâmica das ameaças. Ficou interessado/a? Conheça todos os cursos da Escola Superior de Redes relacionados à trilha de S-E-G-U-R-A-N-Ç-A! 


    03/10/2024
  • Pentest e Análise de vulnerabilidades
    Segurança

    Pentest vs Análise de Vulnerabilidades: qual a melhor estratégia de cibersegurança?

    A cibersegurança representa um dos pilares essenciais da TI, inclusive, por causa do aumento significativo de ameaças virtuais nos últimos meses. De acordo com as práticas dessa área, encontram-se aquelas associadas aos Pentests e as ligadas à Análise de Vulnerabilidades, que, juntas, compõem uma estratégia indispensável para uma segurança da informação mais estratégica e efetiva. Como exemplo da progressão exponencial de corrompimento das infraestruturas de redes corporativas, segundo dados da Check Point Research, o primeiro semestre de 2024 registrou um crescimento de 67% de ciberataques no Brasil.  O número acompanha também a tendência de especialização e maior propagação dos incidentes de rede através da Inteligência Artificial. De acordo com dados do The State of Cybersecurity in LATAM 2024, somente em 2023, 55% das empresas brasileiras conviveram com ataques alimentados por IA.  Ou seja, pensar em um plano de ações de cibersegurança e no investimento nesse setor nunca foi tão importante. Sabendo disso, a Escola Superior de Redes (ESR) discorreu sobre os conceitos Pentest e Análise de Vulnerabilidades no seu último webinar gratuito. Descubra os principais pontos abordados nesse evento online ao longo do presente artigo. Afinal, quando usar Pentest ou a Análise de Vulnerabilidades?  Você também pode gostar: 9 Requisitos necessários para iniciar sua carreira de Pentest Web  O que é o Pentest?  O Pentest, ou Teste de Penetração, é utilizado para identificar fraquezas e superfícies de ataque e para reconhecer as potenciais ameaças de um negócio digital, assegurando que os profissionais de TI possam desenvolver controle sobre a operação e a sua respectiva implementação, a fim de alcançar uma rede mais segura e estável.  Na prática, Pentest é  definido como um processo sistemático de avaliação da segurança de um sistema ou rede realizado por profissionais especialistas. Envolve a tentativa de explorar vulnerabilidades reais, buscando identificar formas de acesso não autorizadas.  Nessa dinâmica, por meio do pentest, ao encontrar uma vulnerabilidade crítica, o profissional consegue combatê-la antes mesmo de um relatório final de atividades suspeitas e pontos de atenção ser elaborado. Além disso, o Teste de Penetração é dividido nos seguintes tipos:  Para saber qual utilizar em uma estratégia de segurança, é necessário avaliar quais os objetivos e resultados esperados no processo de aplicação de teste de penetração, observando a gestão de riscos e o mapeamento de ativos da empresa.  Fases do Pentest Para ser estruturado, o teste de penetração conta com fases bem definidas, que devem ser observadas pelo profissional especializado nessa carreira. São elas:  Benefícios do Pentest O pentest permite identificar falhas de segurança antes que sejam exploradas por invasores, possibilitando a implementação de medidas corretivas.  Os resultados do Pentest ajudam a organização a fortalecer o próprio controle de segurança e a reduzir o risco geral de ataques cibernéticos. A realização periódica de pentest é, muitas vezes, exigida por regulações de segurança, como PCI, DSS e HIPAA, gerando conformidade.  O Pentest envolve a participação da equipe de segurança, proporcionando oportunidades de aprendizado e desenvolvimento de habilidades.  Limitações do Pentest  Apesar dos muitos benefícios, o Pentest também possui algumas limitações, como:  Você também pode gostar: Cursos de Pentest da ESR. O que é a Análise de Vulnerabilidades?  Assim como o Pentest, a Análise de Vulnerabilidades envolve um mapeamento detalhado e sistemático das fragilidades em sistemas, redes e aplicações. Isso inclui a identificação de pontos fracos, configurações inadequadas e falhas de segurança. Pode ser considerada uma das etapas prévias das estratégias do Pentest, localizada nos processos de “reconhecimento” citados anteriormente.   A abordagem também é dividida com base na validação de outros aspectos, como:  Classificação de Vulnerabilidades  É importante criar uma gestão de vulnerabilidades, visto que ela vai definir o que será tratado na etapa de mitigação dos riscos. Por exemplo, se a vulnerabilidade for de alto risco, o profissional pode deixar registrado quais serão as ações a serem tomadas, algo como um manual de risco para cada intensidade de ocorrência. Para isso, ele deve avaliar a:  1) Severidade  As vulnerabilidades são classificadas de acordo com o seu potencial de impacto, sendo categorizadas como críticas, altas, médias ou baixas. 2) Facilidade de exploração O profissional avalia quão fácil é para um atacante explorar a vulnerabilidade, levando em conta fatores como acesso necessário e técnicas de exploit.  3) Probabilidade de ataque  Aqui é estimada a chance de uma vulnerabilidade ser efetivamente explorada, considerando a sua popularidade e o interesse de grupos maliciosos.  4) Exposição da organização  Avalia-se o nível de risco ao qual a organização está sujeita em função da vulnerabilidade dos ativos afetados. Mitigação de vulnerabilidades Para a mitigação das vulnerabilidades, é essencial destrinchar: Pentest vs. Análise de Vulnerabilidade  Pentest Análise de Vulnerabilidades Foco na exploração ativa de vulnerabilidades, simulando ataques reais.  Foco na identificação sistemática de fragilidades nos sistemas e aplicações.  Avalia o impacto real de uma vulnerabilidade em um ambiente controlado.  Mapeia e classifica as vulnerabilidades com base no risco e criticidade. Envolve etapas como reconhecimento, exploração e análise de impacto. Aplica técnicas como análise de códigos, testes de carga e escaneamento.  Produz um relatório detalhado com recomendações de mitigação. Fornece um plano de ação para corrigir vulnerabilidades identificadas. Quando Utilizar Pentest ou Análise de Vulnerabilidades:  Inicialmente, é recomendado que o profissional de TI comece um projeto de segurança com base na Análise de Vulnerabilidades. Depois, fundamentado em uma avaliação de riscos, que combina aspectos da Análise de Vulnerabilidade e do Pentest, será possível prosseguir com as fases da última metodologia, partindo para uma exploração ativa dos cenários falhos encontrados.  O Pentest e a Análise de Vulnerabilidades oferecem uma visão prática, assim como orientam as ações para melhorar a segurança da organização. Por meio dessas práticas, é possível identificar e mitigar riscos concretos e aqueles com maior potencial lesivo, proporcionando melhorias mensuráveis na postura de segurança.  As informações geradas nesses dois processos também auxiliam a alta liderança a tomar decisões estratégicas fundamentadas em evidências.   _____________________________________________________ A Escola Superior de Redes é parceira oficial da CompTIA, uma das organizações mais respeitadas do mundo quando o assunto é certificação em TI. Essa parceria garante conteúdos alinhados com os padrões internacionais e voltados para as necessidades reais do mercado. A CompTIA é referência global em certificações nas áreas de redes, segurança da informação e infraestrutura. Seus programas são amplamente reconhecidos por empresas e profissionais que buscam qualificação de alto nível em cibersegurança. Um dos destaques dessa parceria é o curso Pentest (EAD), ideal para quem quer aprender, na prática, como funcionam os testes de invasão e se preparar para atuar na linha de frente da segurança digital. Clique aqui para saber mais e se inscrever!


    08/08/2024
  • Arquitetura de Malha de Segurança Cibernética
    Segurança

    Tecnologias emergentes para TI: arquitetura de malha de segurança cibernética

    Entre as apostas sobre tecnologias emergentes para a TI, a arquitetura de malha de segurança cibernética (Cyber Security Mesh Architecture – CSMA) apareceu como tendência no Gartner ainda em 2022. O motivo, sobretudo, foi o acelerado fenômeno da migração das operações corporativas para a nuvem em decorrência da crise sanitária iniciada pela Covid-19, além da sistematização do trabalho remoto. Nesse contexto, marcado pela necessidade de as empresas se adaptarem rapidamente a uma realidade virtual, muitas delas negligenciaram aspectos relacionados com a cibersegurança, como é o caso da “identidade”. Assim, os ataques de penetração, abusos internos ou engenharia social passaram a contar com uma superfície instável maior e, por isso, ter mais chances de prosperar.  A CSMA surgiu como forma de preencher a lacuna de recursos de segurança disponíveis, a fim de garantir a confidencialidade e qualidade do acesso.  Na prática, a arquitetura de malha de segurança cibernética consiste na combinação de diferentes tecnologias de segurança, com o intuito de otimizar a estratégia de proteção digital de uma empresa, tornando-a mais ampla e confiável. Desse modo, a abordagem defende a interoperabilidade e a coordenação entre esses produtos de segurança individuais, a fim de desenvolver uma política de segurança mais integrada e alinhada ao cenário de multiplicidade de superfícies e de possibilidade de acessos. Ou seja, trata-se de um esforço de segurança de endpoints individuais em vez da tentativa de proteção de todos os ativos por meio de uma tecnologia única.  Conheça mais essa tendência de tecnologia no decorrer deste texto. Boa leitura! Você também pode gostar – Machine learning e inteligência artificial na área de TI: o que esperar do futuro? O que é arquitetura de malha de segurança cibernética? Como já abordado anteriormente, a arquitetura de malha de segurança cibernética (Cyber Security Mesh Architecture – CSMA) refere-se a uma estrutura que integra múltiplas tecnologias de segurança para criar uma rede mais robusta e coesa. Em vez de depender de uma única solução para proteger toda a organização, a CSMA combina várias ferramentas e tecnologias que trabalham juntas para proteger os dados e sistemas de maneira mais eficaz. O conceito de CSMA é baseado na ideia de que a segurança deve ser aplicada de forma granular e distribuída. Isso significa que, no lugar de centralizar todos os esforços de segurança para um ponto só, ela deve ser ordenada por toda a infraestrutura da TI. Dessa forma, a CSMA permite que cada ponto de acesso, dispositivo e aplicação seja protegido individualmente, criando uma “malha” de segurança que cobre toda a organização. Vantagens da CSMA Quais são os principais elementos da arquitetura de malha de segurança cibernética?   Os elementos da CSMA incluem várias tecnologias e práticas, como:  As ferramentas de IAM garantem que apenas os usuários autorizados possam acessar recursos específicos. Soluções que protegem equipamentos individuais, como laptops, smartphones e dispositivos IoT, de ameaças. Tecnologias que monitoram o tráfego de rede em tempo real para detectar atividades suspeitas e responder a elas. Ferramentas que protegem os aplicativos contra vulnerabilidades e ataques. Por que a CSMA é importante para o cenário da TI? A arquitetura de malha de segurança cibernética se faz importante, visto que os recursos das empresas estão posicionados cada vez mais em sistemáticas “extrafronteiras”, ou seja, as empresas passaram a contar com forças de trabalho que operam para além da chamada infraestrutura tradicional, organizando-se também em ambientes externos ao negócio.  Nessa perspectiva, a segurança passa a ser um desafio não só do local físico de um empreendimento, como também abrange as suas capilarizações, seja por causa do modelo híbrido de labor, seja pela diversificação da rede, que abrange, agora, equipamentos de computação de borda, usuários, máquinas remotas, dispositivos IoT, além de múltiplas tecnologias em nuvem.  Com isso em vista, um estudo da Mordor Intelligence estima que o mercado global de segurança cibernética cresça cerca de US$ 375 bilhões até 2029, como parte do investimento destinado à tecnologias que permitem a expansão e a escalabilidade das empresas, inclusive para além do perímetro de segurança local, assegurando que isso não represente um comprometimento da rede.  Nesse sentido, onde cada nó fora do local físico do negócio se torna um ponto de acesso passível de ser explorado e corrompido, a arquitetura de malha de segurança cibernética apresenta-se como uma alternativa prática para combater essas ameaças. Isso porque o conjunto de tecnologias chamado de malha de segurança consegue proteger os sistemas e pontos de acesso, sendo ainda capaz de evoluir à medida que aparecem outros tipos de incidentes e ataques.   Arquitetura de Malha de Segurança Cibernética Tecnologia  Descrição  Exemplos Gerenciamento de Identidade e Acesso (IAM) Ferramentas que garantem que apenas os usuários autorizados possam acessar recursos específicos Active Directory, Okta, Azure AD, Ping Identity Proteção de endpoints Soluções que protegem equipamentos individuais, como laptops, smartphones e dispositivos IoT, de ameaças Symantec Endpoint Protection, McAfee Endpoint Security, CrowdStrike Falcon, Sophos Endpoint Protection Monitoramento de redes Tecnologias que monitoram o tráfego de rede em tempo real para detectar atividades suspeitas e responder a elas Snort, Suricata, Cisco Stealthwatch, Darktrace Segurança de aplicações Ferramentas que protegem os aplicativos de vulnerabilidades e ataques Imperva, Akamai Kona Site Defender, Veracode,  Checkmarx Sistemas de Detecção e Prevenção de Intrusões (IDS/IPS) Tecnologias que identificam e previnem intrusões na rede Snort, Cisco Firepower, Palo Alto Networks, Fortinet Soluções de criptografia Ferramentas que protegem dados em trânsito e em repouso, por meio da criptografia Symantec Encryption, BitLocker, VeraCrypt, AWS Key Management Service (KMS) Gerenciamento de Eventos e Informações de Segurança (SIEM) Soluções que coletam e analisam dados de segurança de várias fontes e respondem a eles Splunk, IBM QRadar, ArcSight, LogRhythm Autenticação Multifator (MFA) Adiciona uma camada extra de segurança nas autenticações, por meio da exigência de múltiplos fatores de verificação Google Authenticator, Duo Security, RSA SecurID Plataformas de orquestração de segurança Ferramentas que automatizam e coordenam as respostas a incidentes de segurança Phantom, Demisto, IBM Resilient Firewalls de Aplicações Web (WAF) Protegem as aplicações web de ataques comuns, como SQL Injection e Cross-Site Scripting (XSS) AWS WAF, Cloudflare WAF, Barracuda WAF Soluções de análise comportamental Ferramentas que analisam o comportamento de usuários e sistemas para detectar atividades anômalas Exabeam, Vectra AI, Securonix Mobile Device Management (MDM) Gerenciamento e segurança de dispositivos móveis utilizados na empresa VMware Workspace ONE, Microsoft Intune, MobileIron Como ficar por dentro de outras tendências de tecnologia em TI? Este é o primeiro texto que destrincha as tendências de tecnologias que já citamos por aqui em outro conteúdo sobre essa temática. Mensalmente, abordaremos as principais delas de forma individualizada, trazendo conceitos e aplicações.  Confira, no blog da ESR, as discussões mais relevantes sobre o universo da TI.  ESR, a sua melhor escolha em cursos e capacitação para TI. 


    01/08/2024
  • Inteligência Artificial na TI e na Cibersegurança
    Segurança

    Inteligência artificial na TI: como a ferramenta atua no contexto da cibersegurança?

    À medida que a sociedade se torna mais conectada e a superfície digital se expande, por exemplo, por meio da associação de dispositivos móveis ou IoT à rede ou da propagação dos produtos wearables, entre outros fatores, crescem também as oportunidades de crimes virtuais.  De acordo com a 2ª edição do Barômetro da Segurança Digital, promovido por Mastercard e Datafolha, esse cenário de instabilidade e incidentes com ativos digitais (dados e informações) é ainda mais preocupante quando direcionado para o meio corporativo.   O relatório identificou que 64% das empresas brasileiras são alvo de fraudes e ataques digitais, os quais se intercalam na incidência em média ou alta frequência. Comparado com o estudo divulgado em 2021, o número representa um aumento de 7%. Por esse motivo, a inteligência artificial tem sido observada na TI como uma alternativa para otimizar estratégias de cibersegurança, da mesma forma que também é utilizada para potencializar os incidentes na nuvem.  Vamos detalhar essas duas frentes neste artigo. A seguir, entenda as implicações positivas e negativas da inteligência artificial na cibersegurança.  Você também pode gostar: Machine learning e inteligência artificial na área de TI: o que esperar do futuro?  A Inteligência artificial no contexto dos cibercrimes e da cibersegurança  A inteligência artificial (IA) representa um fenômeno não só de tecnologia como também de mídia, sobretudo por causa da publicização do ChatGPT. Com os novos contornos da transformação digital acelerada, profissionais de TI preveem que a IA generativa (a que produz conteúdo) seja capaz de transformar visceralmente a sociedade já nos próximos meses.  Embora tal popularização tenha ganhado força recentemente, a ferramenta já está presente há bastante tempo nas organizações, como nas análises de e-mail, que utilizam princípios de IA para fazer a detecção de spam. Ou seja, a inteligência artificial, que já fazia parte da rotina dos especialistas em TI, agora será ainda mais empregada nesse ambiente, seja na perspectiva defensiva, seja no lado ofensivo, sendo o último o que mais tem se destacado.  Segundo os especialistas da área, a associação inteligência artificial (IA) generativa + abordagens digitais ofensivas pode ocasionar o crescimento de ataques de engenharia social (aqueles capazes de hackear o próprio ser humano), visto que a tecnologia automatiza essa tarefa.  Até então, a engenharia social demandava a ação, a configuração e o gerenciamento humano contínuo. Com o advento da IA, a lógica se altera e passa a viabilizar uma automatização da geração de golpes e ameaças, tornando-os ainda mais específicos. Os phishings direcionados, por exemplo, podem ser produzidos automaticamente, em escala industrial. Há também a previsão do aumento de chamadas telefônicas com áudios sintéticos e da propagação da deep fake, entre outros modelos de ataque. Na prática, a inteligência artificial atua em uma espécie de personalização dos golpes digitais, tendo impacto, sobretudo, nos elos ligados ao usuário. Visto que as fraudes e os modelos de ataque passam a ser desenhados de modo fluido e natural com auxílio da ferramenta, tornam-se mais difíceis a detecção e o estranhamento dessas ameaças pelo grande público.  Nesse contexto, pelo menos por enquanto, nota-se que o uso da IA prevalece no lado ofensivo. Inclusive, segundo o The State of Cybersecurity in LATAM 2024, realizado com profissionais da cibersegurança e líderes de tecnologia de diversos países, entre eles os representantes do Brasil, cerca de 55% das empresas brasileiras foram atingidas por ataques cibernéticos alimentados por inteligência artificial em 2023.  Mesmo que o número evidencie o crescimento de riscos por causa do uso de IA, também demonstra a necessidade e oportunidade de os gestores otimizarem a sua postura, por meio do treinamento de novas tecnologias para a segurança.  Para 97% dos líderes brasileiros entrevistados nesse relatório, as novas tecnologias, como a própria inteligência artificial, serão indispensáveis na defesa contra ataques virtuais ao longo dos próximos meses. Enquanto isso, na perspectiva defensiva – ou seja, a IA como mola mestra da cibersegurança –, o seu desenvolvimento ainda é direcionado para ferramentas de: Tal contexto de disparidade entre a “IA ofensiva” e a “IA defensiva” também ilumina outro desafio dos negócios: a conformidade com as regulações regionais e externas. Nesse sentido, a mesma pesquisa citada anteriormente identificou que os empreendimentos encontram dificuldade em: Por isso, um dos principais objetivos da TI é equilibrar essas forças e direcionar a IA generativa para o combate da sofisticação dos cibercrimes.  A estimativa é que, em breve, a IA seja utilizada não só como um copilot para o invasor, como também representará um copilot para quem está preocupado com a segurança.  Nas mãos de quem tem bons fundamentos e experiência de mercado, a IA é uma excelente ferramenta! Você também pode gostar: Por que uma empresa deve se preocupar com privacidade e ética no uso de dados e qual o papel do profissional de TI nesse cenário?  Quais são os cibercrimes mais comuns em empresas em 2024? Ao longo de 2023, os setores mais afetados pelos cibercrimes no Brasil foram o de energia e o de varejo. Os dados são do Relatório Anual de Cibersegurança da IBM, que registrou o país como o maior alvo de criminosos na América Latina.  Diante disso, os especialistas elencaram as principais ameaças e incidentes virtuais direcionados para os negócios brasileiros: 1) Ransomware Ransomware é um tipo de software malicioso (malware) que criptografa os dados da vítima. Com base nisso, os cibercriminosos exigem um resgate (ransom) para fornecer a chave de descriptografia. Exemplo: Uma empresa é atacada por ransomware e todos os seus dados são criptografados. Os criminosos exigem um pagamento em criptomoeda para liberar esses dados. Muitas vezes, mesmo com a realização do pagamento, não há garantia de que os dados serão recuperados. 2) Phishing Trata-se de uma técnica usada por cibercriminosos para enganar as pessoas e incentivá-las a fornecer informações confidenciais, como senhas e dados de cartão de crédito, fingindo ser uma comunicação confiável. Exemplo: Um colaborador de uma empresa recebe um e-mail de um banco, aparentemente original, que solicita a confirmação da sua senha. Ao clicar no link do email que, normalmente, imita o layout da comunicação oficial da empresa, e inserir as informações confidenciais, os dados são roubados pelos criminosos. 3) Malware Malware representa um termo geral para qualquer software malicioso projetado para danificar, interromper ou obter acesso não autorizado a um sistema de computador. Exemplo: Um funcionário baixa um programa de origem desconhecida que parece ser útil. No entanto, o mesmo contém malware que permite aos criminosos o acesso ao sistema da empresa, resultando em roubo de dados ou danos aos sistemas. 4) DeepFake DeepFake refere-se a mídias falsas geradas por meio da inteligência artificial, nas quais vídeos, áudios e imagens são manipulados para parecerem autênticos. Exemplo: Um vídeo falso do CEO de uma empresa que anuncia informações confidenciais é criado e divulgado. Esse vídeo pode ser usado para manipular o mercado, para difamar a reputação da empresa ou, ainda, para ordenar que alguém faça algo. 5) Spoofing Spoofing é uma técnica por meio da qual o cibercriminoso finge ser uma fonte confiável para enganar as vítimas e obter acesso a sistemas ou informações confidenciais. Exemplo: Um criminoso disfarça o seu endereço de e-mail para parecer que é do departamento de TI da empresa e pede aos funcionários que forneçam suas credenciais de login para fazer a “manutenção do sistema”. Ao obter essas informações, o criminoso ganha acesso aos sistemas internos da empresa. E quais são as associações positivas da inteligência artificial na cibersegurança? Ainda que os desafios da repercussão da IA sejam significativos atualmente, a cibersegurança também se beneficia bastante com o desenvolvimento e a sedimentação da tecnologia.  Isso foi o que abordamos no recente conteúdo Reflexos da IA na cibersegurança: você conhece o potencial dessa relação?”. Por lá, detalhamos 6 campos de atuação da ferramenta para a potencialização de estratégias e processos de segurança. Acesse esse conteúdo para continuarmos conversando sobre os caminhos da inteligência artificial na cibersegurança. Descubra também quais sãos os cursos da trilha de conhecimento em cibersegurança da ESR, a escola especializada em aprendizado para tecnologia. 


    25/07/2024