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Escola Superior de Redes

Data da publicação:

10/01/2025

Segurança digital em redes corporativas: o que é, princípios e boas práticas

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A segurança digital em redes corporativas pode ser definida como um conjunto de boas práticas e estratégias que visam proteger a infraestrutura tecnológica das organizações, bem como seus dados e informações relevantes, tanto nos sistemas de computadores interconectados quanto nos dispositivos associados. 

Essa proteção estende-se à possibilidade de incidentes maliciosos, desastres, erros e falhas humanas e de atualização de equipamento. Trata-se, portanto, de uma abordagem interdisciplinar e integrada focada em viabilizar a continuidade dos negócios mesmo em contextos extremos. 

Em um cenário no qual a criação e transação de dados crescem exponencialmente, ao passo que os cibercrimes também se expandem, estruturar planos de ação que atuem de forma preventiva e, quando necessário, corretiva em relação aos incidentes de dados é fundamental. Para se ter uma ideia, de acordo com um recente levantamento da Kaspersky, o Brasil registrou mais de 800 bloqueios de ataques de ransomware por dia em 2024, totalizando cerca de 106 mil tentativas de golpe desde janeiro. Desse número, 6,5 mil investidas foram direcionadas para o setor de saúde, que ficou atrás apenas dos segmentos de serviço e governamental.  

O levantamento também indicou que, à medida que as tecnologias são empregadas para otimizar recursos de segurança, também refletem no aprimoramento dos grupos de ataques, tais quais os de ransomware, que demonstram uma compreensão sofisticada das vulnerabilidades de rede, sobretudo as corporativas, munindo-se de uma variedade de técnicas para alcançar os seus propósitos criminosos. 

Como se sabe, a indisponibilidade ou o comprometimento de dados no meio corporativo, por causa desses eventos maliciosos e de outros incidentes, tende a causar prejuízos bastantes significativos em relação à ausência de previsibilidade financeira, ao branding e às constantes violações de regulamentação, como a LGPD, por exemplo. Dessa forma, na atualidade, a segurança digital da rede corporativa passa de uma vantagem organizacional para uma necessidade para a manutenção do negócio a longo prazo. 

Você também pode gostar – Inteligência artificial na TI: como a ferramenta atua no contexto da cibersegurança? 

Afinal, como a segurança de redes corporativas é definida?

Como dissemos anteriormente, a segurança digital de redes corporativas, ou simplesmente segurança de redes corporativas, dedica-se a proteger os dados das organizações e assegurá-los especialmente quanto a três aspectos/princípios: 

  • Integridade; 
  • Confidencialidade; 
  • Disponibilidade. 

Ao tratar da integridade, a segurança de redes corporativas se compromete com a manutenção das características dos dados, garantindo a sua não alteração. Isso ocorre, sobretudo, por meio de recursos que envolvem a própria constituição do banco de dados, o protocolo de redes utilizado e os códigos de verificação (checksum) implantados em arquivos e pacotes de rede, por exemplo. 

Na confidencialidade, por sua vez, a segurança de rede corporativa estipula políticas e procedimentos precisos capazes de mitigar ou impedir o acesso não autorizado a dados e informações organizacionais. Assim, com base em criptografia; hash de senhas; protocolos seguros, como o MySQL, SSH, SMTPS etc.; conexões criptografadas para banco de dados; uso de VPN em  cloud computing; controle de permissões de acesso aos dados e níveis de acesso; firewalls; sistemas de detecção de intrusos (IDS); sistemas de prevenção de intrusos (IPS) etc., a segurança de rede corporativa proporciona maior estabilidade aos sistemas e à infraestrutura digital dos negócios. 

Por fim, no princípio disponibilidade, a segurança de rede corporativa garante que os serviços de rede permaneçam sempre disponíveis, levando em consideração, para isso, a probabilidade da ocorrência de falhas de hardware; as necessárias atualizações de software; bugs; ataques de negação de serviço; falhas na alimentação elétrica; problemas operacionais; falta de backup adequado e cibercrimes, entre outros pontos. 

Além disso, a segurança de redes corporativas também abarca o combate aos ataques cibernéticos, roubos de dados e resposta às interrupções de serviços e promove o alinhamento dos sistemas às regulamentações de dados pessoais e sensíveis. 

Assim, podemos dizer que a segurança digital de redes corporativas previne, detecta e estrutura respostas a ameaças às redes e sistemas organizacionais decorrentes das mais variadas fontes, com base em um conjunto de medidas sistematizadas e metodológicas. 

Você também pode gostar – Cibersegurança em foco: 4 perguntas sobre o tema que você precisa conferir agora!

Como a segurança de redes corporativas faz isso na prática? 

Com o surgimento dos terminais remotos nos anos 1960 e 1970 e, depois, com a evolução da tecnologia, que pode ser traduzida pelo surgimento da internet comercial; dos serviços com grande densidade de usuários (IRC e ICQ); dos serviços de P2P; das redes sociais; dos primeiros smartphones com migração para a web; das aplicações; da Internet das Coisas (IoT) e da cloud computing, entre outros exemplos, as redes se tornaram mais complexas. Com isso, houve também uma crescente demanda por soluções que conseguissem adaptar os ambientes digitais às necessidades das empresas e dos usuários, sem que isso significasse abrir mão da segurança e da transparência das operações (#DesafioÀVista). 

Nesse contexto, a segurança digital de redes corporativas é constituída de modo a proteger os dados, sistemas e usuários de ameaças cibernéticas e outros incidentes internos e externos, garantindo a integridade, confidencialidade e disponibilidade das informações críticas para o funcionamento das empresas. Para isso, ela passou a ser implementada com base em diversas frentes de atuação, desde aquelas voltadas para a segurança da informação até as associadas à conscientização dos colaboradores do uso da malha tecnológica. 

A seguir, destacamos alguns recursos de proteção: 

Resumo das medidas de segurança de redes corporativas

  1. Firewall
  • Função: protege a rede, agindo como um filtro que permite ou bloqueia o tráfego de dados com base em regras predefinidas.
  • Como funciona: analisa cada pacote de dados e decide se ele pode passar ou não, com base em critérios como endereço IP, porta e protocolo.
  1. Criptografia
  • Função: codifica dados para torná-los ilegíveis para quem não possui a chave de decodificação.
  • Como funciona: transforma dados legíveis em um código secreto.
  • Tipos: simétrica (mesma chave para criptografar e descriptografar) e assimétrica (pares de chaves).
Veja também – Identidade digital descentralizada: o que é e como ela potencializa o mundo em rede? 
  1. VPN (Rede Privada Virtual)      
  • Função: cria um túnel seguro para uma rede pública, permitindo conexões remotas de forma protegida.
  • Como funciona: criptografa o tráfego de dados e o encapsula em um protocolo de comunicação seguro.
  1. IDS/IPS (Sistemas de Detecção e Prevenção de Intrusões)
  • Função: monitora a rede em busca de atividades suspeitas e pode bloquear ataques em tempo real.
  • Como funciona: analisa o tráfego de rede em busca de padrões de ataque conhecidos ou comportamentos anômalos.
  1. Autenticação e controle de acesso
  • Função: garante que apenas os usuários autorizados acessem os recursos da rede.
  • Como funciona: utiliza mecanismos, como senhas, tokens, biometria e autorização baseada em papéis, para verificar a identidade dos usuários.
  1. Antivírus e antimalware
  • Função: detecta e remove vírus, worms, trojans e outros tipos de malware.
  • Como funciona: analisa arquivos, e-mails e outros conteúdos em busca de códigos maliciosos.
  1. Capacitação dos times     
  • Função: ensina os funcionários a identificar e evitar ameaças cibernéticas.
  • Como funciona: oferece treinamentos sobre phishing, engenharia social e outras técnicas de ataque.
Veja também – Guia Segurança de Redes: o que é, para que serve e tipos existentes 
  1. Política robusta de segurança
  • Função: define as regras e os procedimentos para a segurança da informação na empresa.
  • Como funciona: abrange políticas de senha, backup, níveis de acesso, resposta a incidentes etc.
  1. Investimento em infraestrutura de TI
  • Função: garante que a infraestrutura da empresa seja segura e atualizada.
  • Como funciona: inclui a aquisição de hardware e software de segurança, além de serviços de manutenção e suporte, e também de uma política de monitoramento e manutenção constantes.
Você também pode gostar: 6 profissões de cibersegurança nas quais se especializar em 2025

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Como vimos, a segurança digital em redes corporativas depende de uma série de fatores associados que exigem a atuação de diferentes profissionais da Tecnologia da Informação, ou seja, trata-se de uma área rica em possibilidades de especialização e desenvolvimento de carreira. 

Esteja preparado para abraçar as oportunidades desse campo, garantindo especializações em cibersegurança, governança em TI ou segurança da informação. 

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