9 principais ameaças para a segurança da informação corporativa!

Ameaças à segurança da informação

Pensar no sucesso de um negócio nos dias de hoje está diretamente atrelado ao desempenho digital dessa organização. Por isso, a segurança da informação é cada vez mais necessária e demanda investimentos contínuos. 

Para se ter uma ideia da importância do tema e de como ele é um tópico popular nas tomadas de decisão dos gestores de negócios, um estudo do Gartner identificou uma expansão de gastos de 26,8% em segurança na nuvem para 2023 no meio corporativo, além de 16,9% mais despesas direcionadas à cibersegurança e outras 14,2% em privacidade de dados. 

De modo geral, a transformação digital reflete em todo o mercado e impulsiona  o reconhecimento de setores como a Tecnologia da Informação e a Segurança da Informação.  ]

A exemplo disso, somente no Brasil, em 2020, de acordo com o Índice de Transformação Digital da Dell Technologies 2020 (DT Index 2020), mais de 85% das empresas do país decidiram investir em alguma iniciativa relacionada à transformação digital. 

Para 2023, o relatório Spiceworks Ziff Davis 2023 State of IT ratificou essa tendência, ao apontar que, mesmo diante de uma possível recessão financeira prevista para o ano, 51% das organizações ainda planejam aumentar os gastos com TI.

Em um contexto de maior consciência sobre a necessidade dessas áreas, bem como de maior sofisticação dos cibercrimes, conhecer as principais ameaças à segurança da informação é o primeiro passo para assegurar a competitividade das empresas.  

Neste conteúdo você irá encontrar:

  • Contexto geral da Segurança da Informação
  • Noções gerais sobre o que é segurança da informação ou cibersegurança
  • Princípios básicos da segurança da informação 
  • Os principais riscos relacionados a segurança da informação para empresas 
  • Como garantir segurança da informação para o seu negócio, 

Contexto Geral da Segurança da Informação

Para além do contexto histórico dos últimos tempos e da pandemia, que forçou uma aceleração da vida em nuvem, sabe-se que priorizar a relação da empresa com o cliente, a usabilidade e, principalmente, a segurança digital dos seus interlocutores (empresa e usuário) já era uma tendência entre o meio corporativo.

Inclusive, diversas iniciativas têm, há algum tempo, estudado esse universo, a fim de criar alternativas que proporcionem uma vida em rede mais estável e segura. É o caso da Identidade Digital Descentralizada, tema de um dos Webinars produzidos pela Escola Superior de Redes.

De forma paralela, o Direito também acompanha essas transformações e oferece respaldos para regulamentar as novas demandas do mundo globalizado. No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados, LGPD, foi implementada e demanda profissionais de TI que consigam adequar as plataformas digitais corporativas aos dispositivos legais.

Portanto, de forma natural ou através de contextos externos variados, a preocupação com a sólida implementação digital de uma empresa, além da avaliação criteriosa sobre os processos de TI das instituições, são os assuntos recorrentes no segmento da tecnologia. 

É essencial, dessa maneira, estar atualizado sobre o tema cibersegurança, além de entender como aplicá-lo corretamente ao seu negócio. 

Acompanhe abaixo o guia sobre Segurança da Informação, proposto por quem entende do assunto há quase duas décadas.

O que é segurança da informação e para o que serve?

Para falar das principais ameaças à segurança da informação ou à segurança cibernética, é preciso compreender o seu conceito.

De maneira geral, a segurança da informação é o conjunto de ferramentas e estratégias digitais que garantam a segurança dos dados de uma empresa no mundo virtual. 

Portanto, são as maneiras ou ferramentas encontradas para minimizar os riscos de ameaças digitais, além de estratégias para garantir a plena vida dos dados de uma organização sem que estes sofram influências externas, como vírus, invasões e outras diferentes formas de ataques de cibercriminosos

Para isso, ou seja, para uma boa segurança da informação e um resguardo de dados eficiente, tais articulações se valem de alguns pilares essenciais que você confere logo abaixo.

 Quais são os pilares da segurança da informação?

  • 1) Confidencialidade: 

Quando se fala em segurança da informação e como evitar os riscos de desestabilização da cibersegurança, é preciso pensar que ela está associada à confidencialidade como pilar desenvolvedor. De forma prática, é a garantia de que agentes sem autorização não terão acesso aos dados institucionais.

  • 2) Disponibilidade: 

Significa dizer que os dados devem estar disponíveis de acordo com a necessidade. Sempre que ela existir, deve ser possível acessá-los.

  • 3) Integridade: 

Funciona como um tipo certificação de que uma informação uma vez armazenada não poderá sofrer quaisquer tipos de alteração;

  • 4) Autenticidade: 

O último, mas não menos importante pilar que envolve a cibersegurança, é a capacidade de assegurar a autoria de uma determinada informação. Ou seja, o princípio diz respeito à confirmação de quem é o autor da mensagem (quem produziu a mensagem), não importando, inicialmente, o conteúdo dessa informação. Além disso, a autenticidade possui um subproduto, “Não Repúdio”, que é “a incapacidade da negação da autoria da informação”.

Quais as principais ameaças à segurança da informação para as empresas?

 Não pensar de forma estratégica e cautelosa em segurança cibernética pode deixar sua empresa vulnerável a diversos riscos. Abaixo, elencamos os 9 principais. 

1) Roubo de dados

Visto que os dados são os principais insumos do meio digital, seja quando partem do usuário ou da própria empresa, são também um dos recorrentes alvos de ataques cibernéticos. 

Quando uma empresa estabelece operações conectadas aos seus serviços de TI e, aliado a isso, implementa tecnologia aos processos internos, o grau de informações retidas virtualmente é muito expressivo. 

Por isso, é comum encontrar inconsistências nessas redes, como tentativas não autorizadas de acesso a recursos internos, contas comprometidas, tentativa de clonagens de dados, o seu desvio, entre outras atividades. 

No mundo cibernético o furto de informações ganha o termo exfiltração de dados, que consiste no ato criminoso de extração de dados sem que o titular de direito desses ativos assim perceba. 

De acordo com um relatório Verizon, aproximadamente 90% dos cibercrimes corporativos se dão devido ao vazamento de credenciais de funcionários que decorre da exfiltração. Esse delito extrai dados como nomes de usuários, senhas, e-mails e transfere para um espaço no qual terceiros sem autorização conseguem acessar as informações. 

Ou seja, a exfiltração de dados, que pode estar associada a qualquer etapa do armazenamento de dados de uma empresa, em databases, dispositivos, entre outras possibilidades, é uma das ameaças à segurança da informação com grande potencial de dano e prejuízo para o negócio.  

2) Espionagem industrial 

A espionagem industrial é uma prática duvidosa de mercado, utilizada para observação do concorrente e, dessa forma, obtenção de vantagens comerciais. 

Resumidamente, é uma atividade que visa a investigação de alguma informação da empresa, seja um plano de negócios específico, uma estratégia personalizada de produto, uma fórmula, enfim, informações que sirvam de ativo para o concorrente. 

Essa é uma das principais ameaças para a cibersegurança, que pode envolver: pessoas insatisfeitas com o local de trabalho – passando informações da empresa para terceiros; ameaça interna na figura de um funcionário recém-contratado que já tinha o intuito investigativo; ou até mesmo pode ocorrer por meio de táticas de engenharia social capazes de enganar um funcionário e fazê-lo divulgar dados internos sigilosos. 

3) Hackers de senhas

Por meio da verificação em um hash criptográfico e do método tentativa e erro, esse ataque cibernético é um dos mais executados e, por vezes, um dos mais simples. 

A quebra da senha pode provocar sérios prejuízos para as organizações, visto que, uma vez dentro do sistema das mesmas, os cibercriminosos podem roubar os dados armazenados e mexer nas configurações dos servidores, por exemplo. 

Dentre as formas de corromper uma senha está o ataque de força bruta, que visa a violação de um nome de usuário ou senha, ou ainda a descoberta de uma página de web oculta ou de uma chave de criptografia. Para isso, os hackers utilizam uma metodologia de tentativa e erro, até que seja possível encontrar alguma lacuna no sistema de segurança da empresa. 

Algumas ferramentas são associadas a essa prática a fim de acelerar o processo de descoberta das senhas, como é o caso dos dicionários. Nesse modelo de ataque, os cibercriminosos percorrem um dicionário completo, agregando a ele caracteres especiais e numerais. Há ainda a possibilidade de utilização de dicionários especiais de palavras. No ataque de dicionários, o hacker escolhe um alvo e tenta possíveis senhas para o nome de usuário em questão. 

Por sua vez, existem também o ataque de força bruta reverso, que identifica primeiro senhas disponíveis online e depois as testa pesquisando nomes de usuário até que se encontre uma correspondência.

4) Funcionários não especializados / erros humanos

Essa é uma ameaça de cibersegurança que deve ser observada bem de perto, pois é o que gera, na maior parte das vezes, danos quase irreversíveis para as empresas. 

Com certa frequência as corporações não se preocupam em instruir os funcionários acerca da segurança da informação; não implementam uma política bem definida sobre o tema e não demonstram, na prática, para o corpo de trabalhadores os perigos que ações cotidianas, como cliques em links duvidosos, notebooks, smartphones ou tablets extraviados, podem impactar na rotina individual e coletiva da empresa. 

A organização que se abstém de ensinar sobre os passos básicos de uma vida digital segura está refém de eventuais riscos da segurança da informação. 

5) Softwares vulneráveis

Contar com uma infraestrutura digital atualizada é um dos pontos essenciais para se evitar ameaças à segurança da informação. 

Uma vez que softwares estejam defasados, os mesmos irão possibilitar erros de código e brechas no sistema, prejudicando a produtividade do usuário e potencializando os ataques cibernéticos. 

Implementar um roteiro ágil de boas práticas de atualização dos sistemas da empresa é o primeiro passo para evitar esse tipo de risco. 

6) Ataques de ransomware

Devido ao potencial de devastação que pode causar nas empresas, essa é uma das ameaças à segurança da informação que requer bastante atenção, 

Por meio de um malware, que é qualquer software intencionalmente feito para causar danos a um computador, servidor, cliente, ou a uma rede de computadores, os cibercriminosos podem capturar informações e infectar diversos documentos acessíveis impedindo que estes sejam acessados.

Depois disso, a prática mais comum é a que o responsável pelo ataque chantageia a empresa atacada pedindo dinheiro em troca de uma chave de (re)acesso aos seus documentos.

7) Phishing

Como o nome indica, esta ameaça à segurança da informação se refere à fraude eletrônica. 

Em linhas gerais, o phishing é uma  técnica de engenharia social que se vale de mensagens/plataformas que parecem ser verdadeiras e vindas de “lugares comuns”, como redes sociais, e-mail, sites de leilões, bancos, processadores de pagamento on-line ou administradores de TI, para atrair a atenção do usuário e o direcionar a links maliciosos capazes de executar diversas funções indevidas nos servidores. 

É como um disfarce de conteúdo que utiliza cada vez técnicas mais sofisticadas para se tornar quase imperceptível aos olhos dos usuários. 

8) Ataques direcionados

Demonstrando a evolução dos ataques cibernéticos e a necessidade de se pensar com mais cautela sobre o ambiente digital e a cibersegurança, o ataque direcionado é a prática de se estudar previamente uma empresa ou organização, conseguir seus dados, e utilizar essa informação de forma planejada, em direção a um alvo específico, com objetivos específicos. 

9) Adware

Muito ligado à ameaça à segurança da informação que envolve o mau conhecimento dos perigos das redes pelos funcionários da empresa, está o Adware.

Isso, pois esse tipo de risco requer que exista o clique humano em um anúncio “infectado” por um malware. 

A partir daí, os anúncios irão levar os usuários para outros sites maliciosos, abrir outras abas ou alterar a original de navegação. Essa é uma das ameaças à segurança da informação mais populares, presentes em quase toda a internet. 

Como garantir segurança da informação para a sua empresa? 

Existem várias maneiras de se implementar uma boa gestão de segurança da informação nas empresas e, assim, evitar as ameaças citadas acima. 

Como exemplo, a rotina específica de atualizações de softwares, além de backup contínuo e de softwares de segurança. 

Ainda assim, a solução que melhor apresenta resultados para evitar as ameaças à segurança da informação, é a capacitação do time profissional sobre o assunto.

Contar com colaboradores que estejam plenamente inseridos no universo digital e compreendam como a segurança cibernética é importante para o sucesso da empresa é imprescindível. A partir do conhecimento, eles passam a implementar hábitos de navegação mais conscientes e desempenham ações virtuais com mais autonomia, desenvolvendo uma boa cultura digital na sua organização. 

A Escola Superior de Redes, parceira do SANS, principal instituto de cibersegurança do mundo, entende que esse é um dos alicerces mais importantes para a construção de um ambiente virtual seguro para a sua empresa. 

Por isso, desenvolveu uma trilha de treinamentos práticos para área de segurança, que você pode ter acesso em um só clique

Com esse material, o interessado terá acesso à uma metodologia própria da ESR, pensada na perspectiva de capacitar o aluno para agir preventivamente e tratar os incidentes quando não for possível evitá-los.

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Pensar nas ameaças de segurança da informação, cibersegurança, ou, em segurança cibernética, é estar um passo à frente de uma realidade que não volta atrás: aquela totalmente conectada! 

Continue se aperfeiçoando no assunto junto com a gente: confira a série de webinars realizada pela ESR recentemente, com 7 episódios, chamada Construindo um Software Seguro.

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