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Blog da ESR

  • SFIA
    RH

    Conheça o Framework SFIA e seus benefícios para a área TI

    A SFIA é uma organização global sem fins lucrativos que nutre um framework de habilidades e competências para um mundo digital. Um dos principais desafios enfrentados pelos profissionais que atuam nas áreas de Tecnologia da Informação e Telecomunicações, Transformação Digital e Engenharia de Software é enquadrar-se nas exigências de Habilidades e Competências determinadas pelo Mercado ou pelos Planos de Cargos estabelecidos nas Organizações. Se, outrora, o alinhamento estratégico entre o Negócio e a TI era determinante para atingir metas corporativas, vemos hoje uma simbiose na qual o papel de coadjuvante entre as duas áreas se alterna ou é partilhado, ou seja, pessoas de Tecnologia comandando o Negócio e pessoas de Negócio tocando a Tecnologia.Neste contexto, o SFIA é uma ferramenta de grande valor, por tratar-se de um modelo de referência que cruza Habilidades e Competências em um eixo e Sete níveis de responsabilidade no outro. O que é o SFIA Framework? SFIA (pronuncia-se Sofia) vem da sigla em inglês Skills Framework for the Information Age (Estrutura de habilidades para a era da informação, em português). Com um movimento iniciado na década de 80, o SFIA foi publicado pela primeira vez em 2000 e é mantido pela Fundação SFIA, uma organização sem fins lucrativos. Encontra-se na versão 7 e está em constante evolução, contando com a colaboração de uma comunidade de especialistas por todo o mundo. É um modelo que se define como “a linguagem comum globalmente aceita para as habilidades e competências relacionadas às tecnologias de informação e comunicação, transformação digital e engenharia de software”. No geral, a missão do SFIA é voltada para aumentar o ciclo de gerenciamento de habilidades de tecnologia da informação e comunicação por meio de um modelo abrangente e replicável que avalia e otimiza o potencial da força de trabalho. Devido à sua relevância universal, o SFIA Framework é incrivelmente maleável e pode ser usado para fins governamentais, corporativos ou individuais. É escalonável bidirecionalmente e possui altos níveis de aplicabilidade em todos os setores. Em sua essência, é uma colaboração global entre gerentes de negócios, profissionais de TI, educadores, representantes de RH e, é claro, os próprios usuários de SFIA desenvolvidos internamente. Como funciona o SFIA Framework Antes que uma organização possa tirar proveito de todos os benefícios do SFIA Framework, é necessário cultivar uma compreensão mais abrangente de como esse modelo funciona como uma ferramenta de avaliação. Em primeiro lugar, o SFIA avalia os assuntos em eixos correspondentes de habilidades e competências, em vez de entregas profissionais. O framework reconhece que os Bodies of Knowledge (BoKs) ou agregados independentes de conhecimento específico da indústria são sensíveis ao contexto e estão em constante evolução. Embora separados do SFIA, eles trabalham em conjunto com as habilidades e competências que o SFIA avalia com relação a essas indústrias. Em segundo lugar, o SFIA define competência de forma holística. Ao contrário de suas contrapartes mais tradicionais, embora o SFIA certamente seja responsável pelas certificações do setor, ele também avalia a proficiência com base em atributos menos quantificáveis. Ele leva em consideração “habilidades, comportamentos ou atributos profissionais, conhecimentos e qualificações e certificações”. O Framework vai além do binário básico de “qualificado ou não qualificado”. Em vez disso, as avaliações do SFIA produzem estratégias para o desenvolvimento longitudinal de habilidades, crescimento e promoção pessoal. Terceiro, o SFIA é aberto por design. Por meio de crowdsourcing operacional, ele se esforça para refletir as necessidades atuais dos negócios internacionais. O SFIA está constantemente sujeito a revisão, ampliação e referendos. O SFIA Framework consiste em sete níveis de responsabilidade do Nível 1 ao Nível 7, descrevendo os comportamentos, valores, conhecimentos e características que um indivíduo deve ter para ser reconhecido como competente em cada Nível. Além disso, os níveis de responsabilidade são caracterizados pelos seguintes atributos genéricos: Autonomia, Influência, Complexidade, Conhecimento e Competências Empresariais. Conheça os 7 níveis de responsabilidade do SFIA Framework aqui. Com base nesses princípios, o SFIA consegue ser flexível e liderado pela comunidade, mas também universal e abrangente, características subjacentes a muitos dos maiores benefícios do SFIA Framework. Benefícios do SFIA Framework – O SFIA auxilia gerentes, profissionais de RH e recrutadores, adquirindo talentos de alto nível e ilustrando melhor os pontos fortes dos candidatos durante o processo de recrutamento. SFIA é um meio econômico e eficiente de enriquecer as equipes internas;   – SFIA capacita os funcionários a reconhecer seus muitos pontos fortes e se preparar para assumir o controle de seu próprio potencial. SFIA ajuda as oportunidades de avanço a se materializar por meio de definições claras de como as habilidades atuais funcionam em níveis cada vez mais elevados.; Os funcionários também ganham a capacidade de conduzir conversas focadas com os empregadores sobre onde estão e onde esperam avançar em posições futuras.– SFIA beneficia os clientes, garantindo que os membros da equipe atribuídos a uma determinada conta sempre terão o melhor conjunto de habilidades possível para lidar com as tarefas em mãos, mapeando habilidades específicas e diversas. – SFIA fortalece os negócios e os torna mais competitivos, porque permite que eles entendam seu próprio pool de talentos como ele está, ao mesmo tempo que traça o potencial latente que pode ser capitalizado;  – SFIA oferece suporte a seus usuários, fornecendo atualizações regulares da estrutura. O desenvolvimento do SFIA nunca foi motivado pelas partes interessadas – em vez disso, sua evolução é conduzida pelos próprios usuários. Ficou interessado em saber mais? A ESR oferece uma consultoria educacional utilizando o framework mundial SFIA, visando obter melhorias contínuas para o resultado das organizações.


    29/07/2021
  • Governança de TI
    Governança de TI

    Guia prático para a Governança de TI

    Mesmo para negócios que não possuem em seu core de atuação a tecnologia, já é evidente há alguns anos a importância de se direcionar os olhares para a TI com mais atenção. Isso porque é esse setor dentro da empresa que vai reter todos os dados dos clientes, tornar possível o registro e armazenamento de informações e até mesmo todo o controle dos processos internos da empresa. Adicionando-se a esse entendimento a visão de governança de TI, é possível pensar em diferentes práticas e processos que vão tornar a TI da sua empresa uma aliada do desenvolvimento e do atingimento dos objetivos gerais da organização. Para isso, diferentes normas e manuais estabelecem diretrizes e orientações sobre o uso efetivo, eficiente e aceitável de TI dentro das organizações. Confira neste guia as melhores práticas relacionadas à governança de TI na sua organização e saiba como aplicá-las no seu dia a dia. Boa leitura! Separando “Governança de TI” de “Gestão de TI” O primeiro e mais importante passo para que você possa absorver de forma completa e satisfatória os conceitos abordados neste eBook é ter clareza sobre a diferença entre governança de TI e gestão de TI. Para isso, vamos nos embasar aqui nas referências consolidadas por um dos frameworks de gerenciamento de TI mais utilizados para orientar as práticas de governança das empresas, o COBIT (Control Objectives for Information and related Technology), concebido pela ISACA. O framework, assim como a norma ABNT ISO/IEC 38500 é um dos mais utilizados para embasar a governança inicial da área de tecnologia da informação das empresas. Com o propósito de auxiliar as organizações de todos os portes e modelos de negócio a atingirem seus objetivos de governança de TI, o COBIT 2019 baseia-se em seis princípios orientativos de governança. Para esta primeira etapa, vamos focar no princípio 4 que pretende “Separar a Governança da Gestão”. Este princípio parte da lógica original de que a elaboração de um planejamento estratégico, que de certa forma é a estrutura inicial de um programa de Governança de TI, é um processo diferente da sua execução, sendo realizados também, por vezes, por equipes distintas.  A governança de TI normalmente fica sob a responsabilidade dos executivos ou da cadeia gerencial, enquanto que a gestão fica a cargo dos gestores. Trazendo esta analogia para o cenário da área de TI dentro das organizações, o framework do COBIT 2019 demonstra que a governança diz respeito à parte mais estratégica e de desenvolvimento de objetivos para a área de TI, enquanto a gestão executa ações e atividades que se alinhem para auxiliar no atingimento destes objetivos. Para tornar a compreensão mais visual, elencamos abaixo as principais responsabilidades desenhadas pelo COBIT 2019 para as áreas de governança e gestão de TI, confira: Governança de TI Gestão de TI Agora que a diferença entre esses dois cenários está mais clara, vamos em frente falar um pouco mais sobre cada um deles, suas peculiaridades e, acima de tudo, sobre a importância de se praticar uma boa gestão de TI para atingir os grandes objetivos da governança na sua empresa. Gestão de infraestrutura de TI Antes de entrarmos nos aspectos relacionados à governança, vamos apresentar por aqui também alguns conceitos dentro da área de gestão de TI. Como já vimos no capítulo anterior, a gestão de TI está diretamente ligada à governança e contribui para o atingimento de seus objetivos. Sendo assim, é fundamental ter conhecimento também sobre este aspecto para evoluir no entendimento sobre governança de forma mais ampla. Vamos a ele. A infraestrutura de tecnologia é a base que sustenta todos os processos e sistemas operacionais de uma empresa. Para garantir tal funcionalidade é preciso que essa estrutura reúna características que a permita apresentar boa performance e capacidade de atender a demanda necessária. Uma das principais formas de colocar isso em prática é através da utilização e uso de sistemas para gestão de TI, práticas e processos, além de contar com as pessoas que integram a área de tecnologia da informação. Esse conjunto de capacidades permite que a sua estrutura tenha dois elementos fundamentais: a segurança e confiabilidade das informações coletadas e armazenadas; e a redução de falhas por conta da implementação de automação de alguns determinados processos. Existem dois ambientes tecnológicos principais de estruturação de sistemas para gestão de TI, que são on premise — em que a empresa adquire equipamentos e implanta um sistema interno para tratamento de informações —, e em cloud — quando se  utiliza o ambiente tecnológico de uma empresa especializada no provimento deste tipo de solução para realizar suas tarefas de tratamento das informações.  No entanto, é importante destacar que, para além do sistema  escolhido ou da forma de operação da mesma, é fundamental identificar e definir processos para realização das tarefas. Isso porque a área de TI é composta por pessoas, os colaboradores da empresa que estão ali diariamente dedicando seu tempo e esforços para garantir que tudo corra bem na infraestrutura de TI da empresa. Para que todos que fazem parte da área de tecnologia da informação  estejam motivados e engajados na realização de suas atribuições, será fundamental respeitar os processos já definidos e mantê-los sempre atualizados de acordo com as necessidades e também alinhados com todos que fazem parte dele.  Assim, você terá uma equipe preparada para solucionar falhas na operação, processos eficientes com baixos índices de refração e um trabalho com maior direcionamento para os objetivos do negócio do que para ficar somente corrigindo falhas de TI. Saiba mais sobre o passo a passo de como implementar um bom gerenciamento de infraestrutura de TI. Gestão de indicadores de TI Não dá para falar em gestão de TI sem mencionar indicadores. Controlar e acompanhar a evolução de diferentes métricas e parâmetros de acordo com os objetivos do negócio é essencial para monitorar quanto desta meta está sendo atingida, compreender gargalos e atuar em situações críticas. Como já mencionado anteriormente, a área de TI precisa estar alinhada aos objetivos da empresa e desempenhar de acordo com eles. Se há um novo serviço em vista por parte do negócio e é preciso intervenção da TI, lá ela deve estar, e para lá devem também estar orientados os seus indicadores. Importante lembrar que indicadores são amostras do que está sendo feito e de onde se está chegando, e servem principalmente para mensurar a eficiência e a qualidade dos processos que estão implementados e com o resultado dos indicadores propiciar a tomada de decisão. No entanto, não se deve embasar somente neles para a tomada de decisão quando o assunto é infraestrutura de TI. Confira alguns exemplos de indicadores que podem ser acompanhados pela sua área de TI para desempenhar um bom processo de gestão e compreender as principais necessidades de melhoria: Ao ter acesso às metas da empresa, a área de TI pode definir as suas próprias, que levarão ao atingimento destes objetivos maiores, e determinar uma rotina de acompanhamento desses indicadores.  Algumas metodologias como a de OKRs (Objectives and Key Results) preveem um acompanhamento próximo, coletivo e periódico da evolução das metas e também um brainstorming para definição de que ações tomar caso algo não esteja fluindo como o esperado. Governança de TI: a estratégia por trás de tudo Com certeza você já ouviu falar sobre o termo governança corporativa, certo? Pois bem, vamos entender um pouco melhor do que isso se trata e, em seguida, chegaremos na tão esperada aplicação disso dentro da área de TI. Governança corporativa é um conjunto de normas e práticas estabelecidas por cada empresa, de acordo com exigências de mercado para o seu setor e também com seus próprios valores internos. Essas regras e parâmetros vão determinar como são feitos os processos dentro da empresa, que setor é responsável por cada atividade e que resultados são esperados dentro de qual prazo para cada uma delas. O processo todo envolve poucas pessoas nas definições e como cabeças pensantes das ações, porém se estende à empresa inteira quando já estipulado tudo. Por isso é tão importante que todos tenham consciência internamente sobre que diretrizes a empresa pretende seguir e como cada pessoa pode se posicionar em prol disso. Na área de TI recomendamos que seja feito um trabalho específico de normas que será chamada de governança de TI, onde estarão discriminados todos os objetivos estratégicos de TI, bem como um conjunto de ações e práticas esperados, porém de forma que atenda a área de tecnologia, mas buscando o alinhamento com as estratégias da empresa.  Além do framework do COBIT 2019, outro modelo amplamente utilizado para a implementação de práticas de governança de TI nas organizações é a norma ISO/IEC 38500, já mencionada anteriormente, instituída pela ABNT. Também aplicável a qualquer tipo ou porte de empresa, a norma estabelece seis princípios para uma boa governança de TI. São eles: Vamos falar mais sobre cada um deles. Responsabilidade No que tange à responsabilidade, será fundamental que todos os indivíduos e grupos da organização compreendam suas atribuições e papéis no fornecimento de TI. Além disso, é preciso que as funções incumbidas a cada qual sejam acompanhadas de autonomia e poder de decisão para tal execução. Estratégia Quando falamos em estratégia na governança de TI, o objetivo principal é manter sempre no horizonte das ações o cenário atual da organização, acompanhando a evolução para os planos futuros. Este alinhamento contribui para que não haja dimensionamentos incorretos de recursos e esforços, e que o processo seja o mais otimizado possível. Sendo assim, tanto o nível executivo da empresa deve compreender qual a capacidade atual da área de TI, quanto este setor precisa ter ciência das necessidades atuais do negócio como um todo. Importante destacar aqui que o processo evolui ao longo do tempo, então essas necessidades de ambos os lados vão sendo modificadas também, e a boa governança de TI deve garantir que isso esteja endereçado. Aquisições Partindo para o terceiro ponto, as aquisições, a norma ISO/IEC 38500 propõe que haja um processo balizador para gerar um equilíbrio nos investimentos da área de TI. Assim, entende-se que tudo aquilo que é adquirido tem uma razão válida, e que deve passar por caminhos claros e transparentes que indiquem os benefícios, oportunidades, custos e riscos daquelas aquisições, e que as justifiquem diante do cenário como um todo. Desempenho O quarto princípio básico para uma boa governança de TI, segundo a norma ISO/IEC 38500 é o constante monitoramento do desempenho da área de tecnologia dentro da organização. Aqui é fundamental garantir que a atuação do setor esteja adequada à prestação de suporte à empresa,disponibilizando serviços de qualidade e que atendam às necessidades atuais e futuras do negócio. Conformidade Este princípio se trata da parte burocrática relacionada à área de TI dentro das organizações, que é a conformidade com todas as legislações e regulamentações aplicáveis ao setor. Os profissionais responsáveis pelo desenvolvimento das diretrizes de governança de TI da empresa devem ficar atentos às políticas e práticas aplicadas, e também às mudanças que ocorrem neste cenário. Manter uma proximidade com o setor jurídico, neste caso, será fundamental. Comportamento humano Apesar de estarmos debatendo governança de TI nos âmbitos de tecnologia e negócio, é fundamental ter sempre em mente que essas duas pontas dependem e são formadas por pessoas. Sendo assim, a norma ISO/IEC 38500 define o comportamento humano como o ato de prezar pelo respeito, necessidades e evolução de todas as pessoas envolvidas nos processos. Em resumo, são exemplos do que será atribuído como função aos profissionais dentro da equipe responsáveis pela governança de TI:  Uma estratégia de governança de TI bem executada pode ajudar a empresa como um todo a atingir níveis de excelência em segurança, confiabilidade e credibilidade diante de todos os stakeholders. Isso permite uma maximização dos resultados do negócio, ou seja, influencia diretamente na lucratividade da empresa. Benefícios de implantar governança de TI Já falamos neste conteúdo anteriormente sobre o que é a governança de TI e sobre como ela é importante para o bom andamento não só da área de tecnologia, mas do negócio como um todo. Confira a seguir os principais benefícios de implantar esta estratégia. Maior vantagem competitiva Com a maior produtividade de toda a sua equipe seguindo práticas e processos pré-determinados e desenhados, todos saem ganhando. O cliente fica mais satisfeito com o resultado final, a empresa tende a verificar um aumento de lucro, e o mercado fica mobilizado para entender que tipo de ações estão sendo adotadas para gerar toda essa evolução. Esta é uma grande vantagem competitiva que pode vir da implantação de governança de TI na sua empresa. Aumenta a confiança e reduza riscos para os clientes Sistemas tecnológicos regidos por uma base de governança de TI tendem a ser mais estáveis e padronizados, mesmo em seus momentos de falha. Isso é um resultado muito importante do ponto de vista do cliente, que ao utilizar a solução, comprar o produto ou serviço deseja poder usufruir dele da melhor maneira possível. Além disso, identificar que a tecnologia por trás do atendimento realizado desempenha bem transmite ainda maior segurança quanto aos riscos para o cliente ao interagir com aquela solução. Otimiza o investimento dos seus recursos Ao reduzir as falhas, agilizar processos, automatizar tarefas e identificar gargalos, o principal benefício obtido é, então, a otimização de investimento dos seus recursos. Isso porque a empresa consegue saber exatamente, com base nas políticas de governança de TI, quais equipes precisam de maior destinação de recursos e quais estão desempenhando bem da forma que estão. Isso influencia também diretamente no aumento do ROI da área de tecnologia para a empresa, ajudando ainda mais a provar seu valor. Melhora sua comunicação Pensando no pilar de alinhamento estratégico da governança de TI, uma das vantagens mais interessantes, e muitas vezes abordada de forma superficial, é a melhoria nos processos também de comunicação entre as pessoas e entre os setores. Ao determinar diretrizes de como tudo deve acontecer, torna-se mais transparente para todos o que a organização espera e para onde está indo, além da forma como cada um pode contribuir para esse objetivo também ficar mais clara. Dicas práticas de governança de TI Então, agora que passamos por todo esse preparatório para mostrar a você a importância de conhecer mais sobre gestão de infraestrutura e sobre governança de TI, está na hora de deixar por aqui algumas dicas práticas que você já pode começar a estudar para implantar a partir de agora.  Vamos a elas! #1 Faça uma análise do seu cenário A equipe ou o profissional responsável pela implantação da governança de TI dentro da sua organização precisa estar preparada para realizar uma imersão no cenário atual. Esta etapa é muito importante para que se conheçam todos os objetivos, desafios, necessidades, condições de equipe e capacidade de atuação para desenhar as diretrizes da governança. Não é eficiente ou produtivo determinar estratégias que a sua equipe não terá braço para cumprir ou que não esteja de acordo com as linhas gerais do que a empresa está buscando no momento, por exemplo. Por isso essa análise é tão importante. #2 Conheça também a realidade dos stakeholders Todos os stakeholders (as partes interessadas ou envolvidas) de alguma forma no seu negócio devem ser contempladas com os objetivos finais da estratégia de governança de TI. Assim, além do cenário atual da empresa em si, recomendamos que seja feito um mapeamento da situação e da relação com fornecedores e clientes, e também dos interesses e sugestões dos sócios e acionistas. Envolver a todos na criação das diretrizes será essencial para chegar no objetivo em comum. #3 Defina um SLA exequível A tentativa de entregar tarefas e resultados em prazos apertados para mostrar trabalho pode ser uma falha grotesca quando se trata de governança de TI. Isso porque se as diretrizes definidas forem fora da capacidade de realização da equipe, por exemplo, haverá uma constante frustração dentro da equipe e isso poderá chegar até a diretoria e se reverter em descrédito para a área de TI. Por isso, determinar um SLA (Service Level Agreement) que esteja dentro das orientações e práticas da empresa será fundamental. Com todas as tarefas desenhadas de forma acordada entre todos os envolvidos, as chances de sucesso são muito maiores. #4 Selecione e determine um framework de trabalho Existem diversas possibilidades de se aplicar uma metodologia de governança corporativa, definindo diretrizes e orientando caminhos. Assim, para não misturar um pouco de cada e tornar os processos confusos, a recomendação é de que seja selecionado um framework dentre todos os disponíveis, ocorra um aprofundamento nele caso seja novo para os envolvidos e não se fuja daquelas orientações. Alguns exemplos de frameworks sobre os quais você pode se informar e debater com a sua equipe sobre adequação ao seu cenário são alguns dos que mencionamos por aqui e mais outros: Cobit, ISO/IEC 38500, ITIL e PMBOK. #5 Adeque-se à evolução e à lei  Nossa última dica prática de hoje leva você a refletir um pouco mais sobre a questão de como acompanhar os resultados do seu framework implementado e seguir a legislação em torno disso. Muito tem-se falado sobre a LGPD, Lei nº 13.709, que entrou em vigor e modificou totalmente — na maioria dos casos — a forma como as empresas se relacionam com os dados pessoais dos seus clientes e colaboradores. Pensar em uma estratégia de governança de TI exige que haja um planejamento também a este respeito em tudo que tange à coleta, armazenamento e manipulação de dados alheios. Esta pode ser uma das suas métricas a serem definidas, pois conforme mencionamos na seção sobre os indicadores, a governança de TI prevê também que as ações possam ser metrificadas para terem o devido acompanhamento da evolução. Unir o útil ao agradável pode ser um ótimo caminho neste caso. Conclusão Muito se falou neste material sobre a importância da infraestrutura de TI para o funcionamento de toda e qualquer empresa, e sobre o alinhamento da área aos objetivos gerais do negócio.  Em muitos casos pode parecer que a estrutura presente é simplória e que apenas uma pessoa poderia dar conta. No entanto, a complexidade da tecnologia pode estar sendo subdimensionada e, por conta disso, mal interpretada dentro de um planejamento estratégico. Aos poucos as organizações vêm identificando cada vez mais a força e o valor que tem o seu setor de TI, incluindo-o em seu planejamento e criando estratégias para destinação de recursos.  O desenvolvimento da área de tecnologia dentro de uma empresa pode ser primordial para o sucesso do negócio, e aí está a importância de se dar o devido valor, criando estratégias como a governança de TI para tornar os processos mais otimizados e trazendo os resultados que a empresa tanto espera. Se quiser saber mais sobre o universo da tecnologia e sobre governança de TI, entre em contato com nossos especialistas, será um prazer falar com você sobre este tema tão encantador!


    23/07/2021
  • Docker
    Administração de Sistemas

    Containers e Docker: o que são e como utilizar

    A palavra container é bastante utilizada até mesmo em português e designa, geralmente, volumosas caixas de embalagem para transporte, à longa distância (sobretudo por via marítima), de variadas mercadorias. Porém, no mundo da programação, o termo tem outro significado: os containers e docker são utilizados em larga escala no desenvolvimento, testes e, principalmente, na produção de softwares. São eles que permitem rodar múltiplos sistemas isolados dentro de um sistema operacional real. O que são containers? O container nada mais é do que um ambiente isolado, disposto em um servidor, que divide um único host de controle. Vamos voltar ao exemplo dos containers tradicionais para explicar melhor esse conceito. Um navio cargueiro pode carregar diversos containers. Caso um dos recipientes seja danificado, os demais não são afetados. Afinal, são isolados, protegidos e estão carregando seus próprios produtos. Trazendo para o mundo do desenvolvimento, cada container possui uma função e sua responsabilidade. Caso um deles sofra um dano, o funcionamento do sistema não para e a função afetada é redirecionada para um novo container. Diferença entre containers e VMs Os containers funcionam um pouco como as VMs, mas de uma maneira muito mais específica e granular. Em uma máquina virtual, é possível utilizar diversos recursos e ferramentas, como Apache e PHP, porém tudo roda em um mesmo sistema operacional. Em caso de pane, todas as funcionalidades são afetadas. No caso dos containers, a ideia é que cada um faça apenas um serviço e assuma uma só responsabilidade. Ou seja, seria um rodando com Apache e outro com PHP. Desta forma, é possível isolar os processos de cada ferramenta, garantindo que nenhuma atrapalhe o funcionamento da outra. Para serviços web, por exemplo, os containers deixam a infraestrutura muito mais intercambiável, eficiente e flexível. Eles isolam um único aplicativo e suas dependências – todas as bibliotecas externas de software que o aplicativo precisa executar – tanto do sistema operacional subjacente quanto de outros containers.  Todos os aplicativos em container compartilham um único sistema operacional comum (Linux ou Windows), mas eles são compartilhados entre um e outro e do sistema como um todo. À primeira vista, eles podem até tornar a situação um pouco mais complexa, porém, principalmente nos servidores de produção, oferecem um ganho enorme em termos de escala e performance e, portanto, são uma ferramenta valiosa. Docker e sua relação com containers A tecnologia Docker usa o kernel do Linux e recursos do kernel como Cgroups e namespaces para segregar processos. Assim, eles podem ser executados de maneira independente.  As ferramentas de container, incluindo o Docker, fornecem um modelo de implantação com base em imagens. Isso facilita o compartilhamento de uma aplicação ou conjunto de serviços, incluindo todas as dependências deles em vários ambientes. O Docker também automatiza a implantação da aplicação (ou de conjuntos de processos que constituem uma aplicação) dentro desse ambiente de container. Essas ferramentas baseadas nos containers Linux (o que faz com que o Docker seja exclusivo e fácil de usar) oferecem aos usuários acesso sem precedentes a aplicações, além da habilidade de implementar com rapidez e de ter total controle sobre as versões e distribuição. Além disso, o software é open source e a comunidade trabalha constantemente para sua melhoria. As vantagens do uso do Docker Limitações atuais no uso do Docker O Docker não fornece as mesmas funcionalidades parecidas com UNIX que os containers Linux tradicionais oferecem. Isso inclui a capacidade de usar processos como cron ou syslog dentro do container, junto à aplicação. O Docker também tem algumas limitações em questões como a limpeza de processos netos (grandchild) após o encerramento dos processos filhos (child), algo que é processado de forma natural nos containers Linux tradicionais. Essas desvantagens podem ser mitigadas ao modificar o arquivo de configuração e configurar essas funcionalidade desde o início, algo que não é imediatamente óbvio em um primeiro momento. Além disso, há outros subsistemas e dispositivos do Linux sem espaço de nomes. Incluindo os dispositivos SELinux, Cgroups e /dev/sd*. Isso significa que, se um invasor adquirir controle sobre esses subsistemas, o host será comprometido. Para manter-se leve, o compartilhamento do kernel do host com os containers gera a possibilidade dessa vulnerabilidade na segurança. Isso é diferente nas máquinas virtuais, que são mais firmemente segregadas a partir do sistema host. Conclusão Mesmo com desafios a serem enfrentados, não é por acaso que os containers estão se tornando cada vez mais populares. Eles reduzem a necessidade de contar com uma grande estrutura e permitem utilizar apenas um sistema operacional normal. Como os containers ficam dispostos neste único ambiente, é muito mais fácil realizar a manutenção, além de ser mais leve e permitir a portabilidade. Ficou interessado em se aprofundar nessa tecnologia? Conheça nosso curso de gestão de containers com Docker!


    12/07/2021
  • Indicadores de TI
    Governança de TI

    Quais indicadores de TI acompanhar e como mensurar o desempenho da área?

    A definição de indicadores de TI faz parte das boas práticas dentro de qualquer tipo de negócio. Através da mensuração e acompanhamento da evolução desses números ao longo do tempo, é possível monitorar o desempenho das equipes e das entregas, para identificar qualquer gargalo e agir para contorná-lo. Também podendo ser chamados de KPIs (Key Performance Indicator ou Indicadores-chave de desempenho), os indicadores de TI fazem parte de uma cultura fortemente impulsionada pela transformação digital. Por conta da possibilidade de acompanhar a eficiência dos procedimentos adotados dentro da empresa, os indicadores acabam se tornando centrais na tomada de decisão da gestão. Neste artigo, você vai conhecer quais os principais indicadores de TI a serem acompanhados pela sua empresa e como mensurar o desempenho da área a partir deles. Continue a leitura e confira! Principais indicadores de TI para o seu negócio Antes de apresentarmos os indicadores e de indicarmos quais costumam ser os mais prioritários a serem acompanhados, é importante fazer um disclaimer: cada organização terá o seu direcionamento a partir dos KPIs. Isso quer dizer que a determinação do que acompanhar não é um padrão, pois cada indicador traz diferentes tipos de informação à tona, e contribui com momentos diferentes do negócio. Por isso, reforçamos que a definição dos indicadores a serem acompanhados deve estar sempre alinhada aos objetivos e estratégias do negócio. Conheça a seguir, então, quais os principais e, de posse dessas informações, avalie o que pode fazer mais sentido para o seu cenário. Disponibilidade dos sistemas de TI Manter a infraestrutura de tecnologia funcionando sem falhas ou interrupções é função primordial das equipes de TI. Dessa forma, determinar maneiras de mensurar em valores a disponibilidade dos sistemas de TI resulta na obtenção de um dos mais relevantes indicadores de TI para avaliar o desempenho da área. Resolução de chamados No âmbito dos atendimentos a chamados, existem alguns indicadores-chave que podem ser trabalhados. O First Call Resolution (FCR) é um deles, e existem ainda o Tempo de entrega e resolução de chamados e a Quantidade de chamados abertos. De forma geral, este tipo de indicador visa proporcionar à gestão uma compreensão sobre a eficiência das equipes de atendimento e suporte. Para isso, são mensurados, respectivamente de acordo com os indicadores listados, aspectos como:  número de chamados solucionados no primeiro contato;  tempo entre abertura e a resolução de um chamado; números totais de chamados abertos em determinados períodos de tempo. Níveis de satisfação e experiência do usuário Ainda em relação à eficiência do atendimento das equipes de tecnologia, existem indicadores de TI que remontam ao outro lado do balcão, ou seja, a experiência do usuário final. Independente de quem seja esse público, a infraestrutura de TI sempre atende a alguém. E essas pessoas precisam estar satisfeitas com o serviço entregue para que o resultado seja considerado positivo. Neste caso, mapear alguns indicadores relacionados aos níveis de satisfação pode ser uma boa alternativa para a empresa ter a dimensão completa da qualidade e dos impactos da sua área de TI. A coleta desse indicador se dá a partir de pesquisas de satisfação, como o NPS (Net Promoter Score), ou então através da obtenção de feedbacks dos usuários. Retorno sobre o Investimento (ROI) Sobre este indicador há muito pouco o que se ressaltar em termos de relevância, afinal, o ROI já é uma das métricas mais utilizadas pelas empresas para mensurar seus serviços. Este KPI diz respeito ao entendimento de quanto do que foi investido em uma determinada entrega está retornando para a empresa financeiramente. Mensurar e acompanhar a evolução deste, dentre os demais indicadores de TI possíveis, é fundamental para entender melhor sobre a saúde financeira do negócio e direcionar ajustes que sejam necessários na estratégia. Existem inúmeros indicadores de TI possíveis de serem acompanhados além dos que citamos aqui. Por isso, nossa recomendação é de que você busque se capacitar para conhecer a fundo este universo e ser capaz de identificar quais KPIs mais contribuem com as necessidades do seu negócio. Como implementar indicadores de TI Conforme destacamos anteriormente, o acompanhamento de indicadores de TI para mensurar o desempenho da área deve ser compatível com a realidade da empresa. Existem alguns passos ou etapas principais que se recomenda serem seguidos nessa implementação, começando por um bom planejamento, passando pela conscientização dos colaboradores, pela implementação em si e chegando no monitoramento. Cada um desses momentos deve ser estudado e analisado pela gestão, em conjunto com o time, para que seja identificado o que é possível de ser realizado com a estrutura que se tem atualmente. Muitas vezes as empresas incorrem no erro de, na ânsia de tentar abraçar o mundo, perceber ao longo do tempo que não há braços para isso. Assim, a dica é começar por pequenos movimentos, mas que sejam extremamente estratégicos para o seu negócio. Aliando as percepções dos colaboradores que estão no dia a dia da operação, com o entendimento da gestão e das lideranças executivas do negócio, os indicadores de TI contribuem para o atingimento de altos níveis de eficiência da área e da empresa. Também é possível definir KPI’s baseados no framework do COBIT 2019, que possui uma base de indicadores associados às metas de alinhamento de TI com negócios.  Para conhecer ainda mais sobre esse tema e se especializar, a sua melhor capacitação está aqui. Confira nossos cursos com matrículas abertas e continue acompanhando nosso blog!


    09/07/2021
  • Gestão de riscos de TI
    Governança de TI

    Gestão de riscos de TI: como mitigar riscos das organizações

    Quando o assunto é gestão de riscos de TI existem muitos caminhos possíveis para analisar cenários e tomar decisões. Seja na gestão de riscos de segurança da informação, ou no gerenciamento das operações diárias da área de TI, é fundamental ter conhecimento sobre este campo para alcançar os melhores resultados na sua empresa. A gestão de riscos de TI faz parte de alguns processos previstos dentro das práticas de governança de TI no que tange à prospecção de riscos e análise de cenários. Isso porque dentro de um ambiente controlado por normas e parâmetros para execução das atividades, é preciso que haja um monitoramento também dos riscos para mapeamento de soluções. Continue a leitura deste artigo e confira algumas dicas de como mitigar riscos em organizações a partir de um método eficiente para gestão de riscos em TI. O que é risco? Antes de abordarmos a gestão de riscos em TI em si, é preciso esclarecer o que o setor de tecnologia encara como sendo esses riscos a serem gerenciados. Importante destacar aqui que ninguém está livre: os riscos estão presentes em toda e qualquer operação e nas diferentes áreas, podendo ser classificados em diferentes tipos conforme suas características e origens.  De forma resumida, risco é toda situação onde há uma dificuldade quanto à previsibilidade do que irá acontecer no cenário final. O conceito remete, então, a casos onde há a probabilidade de os resultados serem diferentes do que era esperado inicialmente, devido a diversos possíveis motivos.  A literatura traz também neste mesmo sentido o conceito de incerteza dentro do processo de TI que, no entanto, se diferencia dos riscos pela sua impossibilidade de previsão antecipada. A existência de um risco, esta sim, é algo previsível, porque essa identificação parte da análise de um cenário e do levantamento de possibilidades de falha a partir dele. É importante destacar aqui que a possibilidade de previsão da ocorrência de um risco não significa que a equipe de TI sabe exatamente o que irá acontecer. Se fosse desta forma, não haveria riscos ou a necessidade de estratégias para a sua gestão. Os riscos são previstos de forma ampla e geral considerando as vulnerabilidades já identificadas em um sistema, por exemplo, e imaginando cenários onde ameaças externas se aproveitem desta característica para causar algum dano ou consequência. Assim, mapeando previamente as situações envolvidas no processo de TI e seus possíveis riscos, é possível desenhar um plano de ação com base nas diferentes situações identificadas. Isso traz maior segurança para a equipe no sentido de que, em caso de ocorrência de algum dos sinistros já mapeados, as práticas de governança já pré-definem uma estratégia para a gestão de riscos de TI em questão. Exemplos de riscos de TI Para que você tenha uma ideia um pouco mais palpável sobre os chamados riscos de TI, trazemos aqui alguns exemplos do que pode ser tratado como tal: flutuações de câmbio; falta de disponibilidade; despriorização de projetos; requisitos de hardware; estrutura de confidencialidade; falhas em softwares. Gestão de riscos de TI para mitigar falhas A gestão de riscos de TI é um conjunto de processos e métodos implementados pelas empresas para buscar um equilíbrio entre os riscos e os custos das operações, identificando, avaliando e controlando ameaças relacionadas à tecnologia da informação.  Neste caso, além do mapeamento de possíveis riscos e definição de um plano de ação para mitigá-los, é necessária uma expertise lógica para a realização dos cálculos e mensuração real dos riscos. Em muitos casos, empresas que não possuem tecnologia no core do seu negócio podem interpretar que os riscos de TI não representam um grande problema para elas. No entanto, a área de TI dentro da empresa, mesmo que seja somente para registro de dados dos clientes e colaboradores, reúne muitas informações valiosas. Em caso de falhas no sistema ou nos processos, pode haver grandes prejuízos ao negócio. Já no caso das empresas de base tecnológica, esses riscos ficam muito mais evidentes — e também a necessidade de desenvolver ações para mitigá-los. Quando toda a organização depende da tecnologia para operar seu negócio, é ainda mais urgente que se implemente práticas de governança de TI e de gestão de riscos de TI. Passo a passo para uma boa gestão de riscos de TI Alguns aspectos deste passo a passo já foram tratados ao longo deste artigo, porém não de forma sequencialmente organizada. Antes de irmos para o passo a passo é importante sinalizar que os riscos de TI têm como boas práticas o embasamento nas normas ABNT NBR ISO/IEC 27.500 e as diretrizes para riscos se baseiam na ABNT NBR ISO/IEC 31.000. Confira a seguir 5 passos e dicas que você pode utilizar para fazer a gestão de riscos de TI na sua empresa. #1 Análise de vulnerabilidades Este é o momento inicial do seu caminho dentro da construção de práticas de gestão de riscos de TI, e tem como foco descobrir onde e quando os riscos podem surgir e qual o seu nível de impacto para a organização. Aqui a sua solução deve ser analisada de forma honesta para identificação de possíveis vulnerabilidades e, consequentemente, que tipos de riscos podem surgir delas — antes que elas se tornem ameaças reais. #2 Entendimento das prioridades Após detectar as vulnerabilidades existentes no sistema e os possíveis impactos de riscos oriundos delas, é preciso estabelecer quais serão atacadas primeiro. Isso está diretamente relacionado ao entendimento quanto ao que é prioridade para o seu negócio em cada momento, para, então, poder direcionar as energias e esforços para este caminho. #3 Construção de plano de contingência Com os impactos e prioridades analisados, a sua equipe deverá partir para a avaliação e classificação dos riscos, o que resulta no desenvolvimento de estratégias para controle. É aqui que se inicia a preocupação quanto aos riscos se tornarem reais, ou seja, o que fazer caso aquela vulnerabilidade identificada como tendo alto impacto para o negócio venha a se concretizar? Assim, a etapa de resposta dentro da gestão de riscos de TI consiste na criação de um plano de ação para remediar um problema que venha a acontecer. #4 Instituição de rotina de backups Como os principais ativos da área de tecnologia são os dados, também é com eles a maior preocupação da gestão de riscos de TI. Por isso, uma boa prática e também uma das etapas recomendadas a serem seguidas dentro desses processos é a criação de uma rotina de backups. Realizar essas cópias periodicamente, com uma frequência estabelecida dentro das suas políticas de governança de TI, pode contribuir para que os riscos sejam reduzidos. #5 Treinamento dos colaboradores Por fim, trazemos aqui a dica relacionada ao treinamento da sua equipe, pois todos os profissionais de TI da organização deverão ser envolvidos nas políticas de gestão de riscos de TI. Essas pessoas, no entanto, nem sempre estarão envolvidas nas definições iniciais sobre as práticas a serem adotadas, visto que isso tende a ser concentrado nos cargos de liderança e gestão da empresa. Por isso, ao consolidar tudo que será aplicado como prática de gestão de riscos de TI, compartilhe em treinamentos com seus colaboradores e mantenha todos sempre na mesma página. Somente assim é que as práticas poderão ser executadas de forma satisfatória. Destacamos aqui os principais momentos envolvidos na construção das melhores práticas de gestão de riscos de TI, porém é sempre bom lembrar de que pouco disso será efetivo sem a devida revisão dos processos. Por isso, adicione aí uma camada permanente de monitoramento do que está sendo feito, e também coloque atenção para quando os riscos de fato vierem a acontecer: o plano de ação para mitigá-lo foi eficiente? O que poderia ser melhor e por que? Assim, o seu processo estará constantemente sendo atualizado e a sua equipe poderá se sentir mais segura nas tomadas de decisão, assim como o negócio como um todo ficará cada vez mais blindado de eventuais riscos. Para mais conteúdos como este, continue acompanhando o blog da ESR e confira nosso calendário de cursos!   


    30/06/2021
  • Data Management
    Ciência de Dados

    Data Management: uma definição de termos

    Data Management é o processo de coleta, armazenamento, organização e gestão de dados criados e obtidos pelas organizações. A execução apropriada desta atividade é fundamental para que a área de TI mantenha todos os sistemas operando de forma eficiente, e também para que os objetivos do negócio sejam atingidos. A análise de dados fornece diferentes tipos de insights para embasar a condução dos processos dentro de um negócio. As informações analisadas podem ser referentes a diferentes públicos dentre os stakeholders de uma empresa, como clientes, colaboradores e fornecedores, pode ter relação com o uso de um produto ou serviço, pode trazer feedbacks etc. Sendo assim, compreender alguns termos e conhecer tipos de soluções e ferramentas de gestão de dados (Data Management) é fundamental para que a equipe de TI da sua organização contribua para a evolução do negócio. Continue a leitura deste artigo e saiba mais! O que são soluções de Data Management Com a expansão da quantidade de dados gerados e disponibilizados, e o consequente aumento de interesse das empresas por aproveitar melhor esses ativos , as soluções de Data Management têm ganhado mais espaço no dia-a-dia da TI. Segundo o Gartner, existem três principais tipos de estruturas que suportam operações de Data Management e podem ser utilizadas de forma combinada para serem potencializadas. São elas: Data Warehouse (trazendo também a visão de Data Mart), Data Lake e Data Hub.  Por se tratar de um assunto ainda relativamente novo no mercado brasileiro, muitos profissionais e organizações têm dúvidas quanto às diferenças entre essas soluções. Porém, elas possuem, sim, padrões de acesso, tipos de dados e propósitos primários diferentes entre si. Entenda melhor a seguir e saiba qual a melhor alternativa de adaptação para o seu negócio. Data Warehouse Dentre as soluções de Data Management, uma das alternativas que iremos abordar neste artigo é o Data Warehouse. Trata-se de um repositório central de dados integrados e estruturados oriundos de, pelo menos, duas fontes diferentes — no caso de empresas, as fontes podem ser as áreas, como RH, vendas, marketing etc.  Por armazenar com eficiência somente dados estruturados, é preciso que estes estejam limpos, tratados e organizados ao serem importados para o sistema. Para isso, o processo utilizado é o de ETL (Extração, Transformação e Carga, ou Load em inglês), que promove a preparação dos dados para a análise. O sistema de Data Warehouse é comumente utilizado para apoiar as equipes de TI na geração de relatórios e análise de dados, fazendo parte das estratégias de Business Intelligence (BI) dentro dos negócios. Data Mart O conceito de Data Mart quando falamos em soluções de Data Management está relacionado a um subconjunto de um Data Warehouse voltado para o armazenamento e apresentação de dados para equipes, setores ou unidades de negócio específicas — e não da organização como um todo. Através desse tipo de solução, a abordagem torna-se muito mais direcionada e possibilita uma otimização dos processos de forma micro. Isso quer dizer que as equipes ou unidades conseguem realizar a curadoria, aproveitamento e manipulação dos dados que as competem de forma direta. Com o Data Mart, essas equipes investem seu tempo nas ações estratégicas e não tanto nas operacionais de selecionar as informações que precisam em meio ao grande volume de dados da empresa inteira. Data Lake Diferentemente do Data Warehouse, o Data Lake oferece uma abordagem menos estruturada e mais flexível para organizações que precisam compilar e analisar dados vindos de fontes variadas.  Isso porque neste formato de solução de Data Management podem ser armazenados dados sem que haja organização prévia, ou seja, recebe dados brutos. No entanto, não se preocupe: você terá acesso às informações de forma organizada para apresentá-las à sua equipe ou aos gestores da empresa a partir do momento que gerar um requerimento para tal dentro do sistema. Com relação aos tipos de dados armazenados, o Data Lake traz para as empresas a opção de coletar dados estruturados (assim como o Data Warehouse), mas também semi-estruturados e não estruturados ou binários. Com essa gama de possibilidades, os usuários de sistemas de Data Management como o Data Lake podem visualizar, criar dashboards, montar apresentações, implementar processos de machine learning e diversas outras funcionalidades a partir dos dados. Data Hub O objetivo principal de um sistema de Data Management no formato de Data Hub é coletar e conectar dados para produzir insights que visam a colaboração e o compartilhamento dessas informações. A definição deste tipo de sistema varia de acordo com as necessidades de uso da organização e os parâmetros elencados como prioritários ou importantes dentro do negócio. Os dados a serem armazenados também podem vir de múltiplas fontes e estar postos em diferentes formatos. Seu grande benefício é a sua função de centralizar todos os dados da empresa e permitir esse compartilhamento que mencionamos anteriormente entre todos os setores conforme a necessidade. Principais diferenças entre as soluções de Data Management Para resumir a abordagem deste artigo de uma forma simplificada, podemos dizer que os sistemas de Data Management possuem diferentes funções, e você pode selecionar aquela que faz mais sentido para o seu negócio conforme a sua necessidade.  Além disso, destacamos que as estruturas de Data Warehouse e Data Lake constituem pontos finais para a coleta dos dados, enquanto aquelas de Data Hub funcionam mais como plataformas para compartilhamento e mediação. A seguir, apresentamos mais especificamente as diferenças entre os modelos de solução de Data Management. A estrutura de Data Warehouse, em essência, tem foco em Business Intelligence (BI). Através da coleta e armazenamento de dados estruturados — seja da organização como um todo, ou mesmo de equipes ou unidades específicas de negócio, como o Data Mart — é possível realizar análises de cenário que levam à tomada de decisão mais certeira a respeito dos rumos do negócio. O modelo de solução focado em Data Lake já traz um benefício diferente, devido à sua estrutura. Por conta do armazenamento de dados não estruturados e não refinados, há uma grande variedade de dados, que podem alimentar amplamente sistemas de Machine Learning e também demandas avançadas de análise de dados. O Data Hub, por sua vez, traz como característica principal o foco na governança de dados de forma proativa, uma vez que reúne os dados permitindo compartilhamento. Por conta dessa permissão, é preciso que as equipes de TI por trás do gerenciamento deste tipo de solução de Data Management estejam atentas à correção máxima possível dos dados. Isso resulta no benefício voltado à governança que mencionamos.  Para finalizar, é importante sinalizar que soluções de Data Warehouse + Data Mart, Data Lake e Data Hub não são intercambiáveis, ou seja, não substituem uma à outra, devido justamente às suas especificidades.  No entanto, elas podem — e devem! — ser utilizadas em conjunto na sua organização, se assim fizer sentido, pois os resultados serão complementares e poderão contribuir diretamente com a transformação digital do seu negócio. Com a leitura deste artigo, ficou mais claro para você as diferenças entre estes conceitos? Comenta aqui se você quiser saber mais, e também continue acompanhando nosso blog. Além disso, confira nossos cursos com matrículas abertas para aprofundar ainda mais a sua capacitação profissional!


    23/06/2021
  • Cursos de TI
    RH

    Cursos de TI: entenda as principais áreas de conhecimento e como planejar os cursos na sua empresa

    Você já parou para pensar na importância de investir em cursos de TI para os profissionais da sua organização? Muitas vezes, em processos seletivos, as empresas acabam selecionando pessoas que já tragam uma bagagem de conhecimento técnico na área de tecnologia da informação. Isso é primordial para o exercício de determinadas funções, e não estamos dizendo que deva mudar.  No entanto, muito do que se faz dentro de uma organização pode ser desenvolvido dentro da própria empresa, direcionando os exemplos práticos daquela teoria, por exemplo, para situações cotidianas do seu ambiente.  Por isso, acreditamos que os conhecimentos prévios são desejáveis, sim, mas que você pode começar a desenvolver um outro olhar para a contratação pensando até mesmo na educação continuada desses profissionais dentro da empresa. Neste artigo falaremos um pouco sobre quais são as áreas de atuação em TI mais demandadas e trazer algumas dicas de como você poderá executar o seu planejamento de treinamentos e cursos de capacitação dentro da organização. Continue lendo e confira! Áreas mais procuradas na TI A tecnologia da informação é uma área em constante crescimento e desenvolvimento no Brasil. Em algumas localizações, por exemplo, o PIB da indústria de tecnologia já supera o de outras economias bastante significativas.  Esse cenário evidencia um alto crescimento no número de empresas de base tecnológica, e também das áreas de TI dentro das organizações que não possuem a tecnologia como core business. E esse movimento, consequentemente, traz à tona o desafio do equilíbrio entre oferta e demanda de mão-de-obra qualificada para atuação em TI. Dentre as áreas que mais crescem — e, portanto, despertam interesse do mercado e dos profissionais —, temos: segurança da informação; administração de banco de dados; administração de redes; qualidade de software; hybrid multi cloud; programação; e suporte técnico.  Para cada uma dessas áreas existem disponíveis diferentes cursos de TI, capacitações e treinamentos. No site da Escola Superior de Redes (ESR), por exemplo, você encontra uma lista centralizada onde é possível encontrar pelo menos um curso para cada uma dessas áreas. Neste sentido, é fundamental que os gestores de organizações compreendam que não será tão fácil quanto parece localizar bons profissionais; e que a qualificação in company pode ser um caminho a ser adotado para suprir essa demanda. A capacitação faz parte da rotina dos profissionais de TI, especialmente quando se leva em conta o fato de que a tecnologia é uma área em constante transformação, onde a todo momento é preciso se atualizar de lançamentos e novidades. Por isso, os profissionais que trabalham nesta área acabam sentindo sempre a necessidade de estar em constante atualização para acompanhar o mercado. Na sua empresa não é diferente: seja pelo desejo dos colaboradores, seja pela necessidade de maior qualificação, pensar em implementar cursos de TI é uma opção altamente rentável. Confira a seguir como colocar isso em prática. Como realizar um planejamento de cursos de TI na sua empresa Além dos motivos já exemplificados, investir neste tipo de treinamento permite que os seus colaboradores aprendam novas habilidades e conhecimentos para colocar em prática no dia a dia da equipe e dos projetos. Isso potencializa o desenvolvimento de soluções inovadoras e que contribuam com o aumento da lucratividade da empresa.  A elaboração e execução de um planejamento para a escolha e implementação de cursos de TI na sua empresa deve seguir as melhores práticas recomendadas neste mercado. Por isso, para saber como começar na sua empresa, separamos o passo a passo a seguir. #1 Mapeamento de necessidades O primeiro passo que deve ser dado antes de implementar cursos de TI na sua organização é ter um bom entendimento sobre as necessidades da empresa em relação aos colaboradores de tecnologia. Toda empresa tem um objetivo, e a área de TI deve estar diretamente alinhada a ele para que o negócio olhe em uma única direção. Por isso, conhecer a fundo as necessidades do negócio será um papel muito importante das lideranças de TI envolvidas nesse mapeamento. #2 Identificação de lacunas de desenvolvimento Em um segundo momento, após detectar o que a empresa precisa, é hora de partir para a investigação sobre as necessidades dos colaboradores. Importante sinalizar que esta etapa não diz respeito a perguntar para a equipe sobre o que eles gostariam de aprender, mas sim, entender o que eles precisam para performar melhor dentro dos objetivos desenhados.  Os cursos de TI a serem implementados devem suprir lacunas de habilidades encontradas nos profissionais da sua empresa, e não simplesmente cumprir um protocolo. Por isso, após entender o que a empresa precisa, direcione os olhares para a equipe para validar quanto daquele objetivo essa equipe consegue cumprir e quanto pode precisar de um apoio extra. #3 Definição de competências para investir Dentre as lacunas identificadas no passo anterior, esta etapa prevê uma priorização do que efetivamente receberá investimentos naquele momento. Para analisar isso e chegar a uma conclusão, as equipes devem entender perfeitamente os objetivos do negócio; ter consciência das lacunas que mais podem impactar negativamente nisso; e, ainda, compreender o orçamento disponível para esse investimento. Assim, a definição das competências a serem desenvolvidas nos colaboradores através dos cursos de TI nas quais investir são selecionadas pensando neste conjunto de fatores. É muito importante ouvir o seu time e também outras áreas da empresa neste momento para ter opiniões mais variadas e que reflitam a realidade da organização. Um produto que vem sendo bastante utilizado para o mapeamento de competências — e que você também pode implementar na sua organização — é o SFIA (Skills Framework for the Information Age). Trata-se de um modelo para descrever e gerenciar habilidades e competências necessárias para profissionais de TI e transformação digital.  Com base neste quadro, é possível identificar características, dores e necessidades para serem endereçadas através dos cursos que você irá implementar na sua empresa. Na ESR, oferecemos uma consultoria educacional totalmente baseada neste framework, venha conhecer! #4 Planejamento para a prática Com tudo delimitado, é hora de partir para a prática. A recomendação principal neste momento é contar com parceiros especializados na educação para tecnologia. No entanto, a escolha desta parceria deve levar em conta alguns fatores, desde o alinhamento aos valores do negócio, passando pelo cumprimento dos requisitos técnicos de qualidade necessários, até a adequação às necessidades e momento da empresa. Neste momento será importante, então, realizar uma pesquisa de mercado para conhecer os possíveis fornecedores, identificar a modalidade (presencial ou EaD) que mais atende a sua empresa, solicitar e analisar orçamentos levando tudo isso em conta. É fundamental ainda que você compreenda como equilibrar a aplicação dos cursos de TI com a rotina dos colaboradores sem sobrecarregá-los de nenhuma maneira. #5 Análise do desempenho da equipe Por último, e com certeza não menos importante, está a análise do desempenho dessas equipes que tiveram acesso aos cursos de TI para capacitação. Como os objetivos iniciais são bem delimitados, e as lacunas de desenvolvimento também estão mapeadas, esta análise ao final do ciclo se torna mais palpável. Aqui, uma dica pode ser buscar compreender no início da implementação como está a visão e a qualificação dos colaboradores que serão contemplados com os cursos, e ao final, repetir os testes ou questionários e verificar uma mudança. Além disso, as entregas da área de TI tendem a passar por uma importante escalada ao passo que os profissionais estão se qualificando, então isso também pode ser uma evidência dos resultados obtidos. Contar com a possibilidade de implementação de cursos de TI na sua empresa, para qualificar os profissionais e elevar o nível das suas entregas, é uma das vantagens de se tornar parceiro da ESR. Se você se interessou por este tema e por levá-lo para a sua empresa, confira nossas próximas turmas com matrículas abertas e veja como podemos ajudar! Continue acompanhando nosso blog e compartilhe os conteúdos com seus colegas!


    08/06/2021
  • Governança de TI
    Governança de TI

    Os benefícios da Governança de TI

    Se você trabalha na área de tecnologia da informação, com certeza já ouviu falar sobre governança de TI, certo? O conceito consiste no desenvolvimento de um conjunto de normas e práticas por cada empresa para a sua área de TI, de acordo com exigências de mercado para o seu setor, e também com seus próprios valores internos. Essas regras e parâmetros são definidos visando o cumprimento de critérios de qualidade nas entregas. Por isso, vão determinar como são feitos os processos dentro da área de TI, que equipe é responsável por cada atividade e que resultados são esperados dentro de qual prazo para cada uma delas. O processo todo envolve poucas pessoas nas definições e como cabeças pensantes das ações, porém se estende à empresa inteira quando já estipulado tudo. Por isso é tão importante que todos tenham consciência internamente sobre que diretrizes a empresa pretende seguir e como cada pessoa pode se posicionar em prol disso. Além do framework do COBIT, outro modelo amplamente utilizado para a implementação de práticas de governança de TI nas organizações é a norma ISO/IEC 38500, já mencionada anteriormente, instituída pela ABNT. Também aplicável a qualquer tipo ou porte de empresa, a norma estabelece seis princípios para uma boa governança de TI. São eles: responsabilidade; estratégia; aquisições; desempenho; conformidade; comportamento humano. Vamos falar mais sobre cada um deles a seguir, além de trazer uma lista de benefícios da governança de TI que a sua empresa pode obter ao implementar esse conjunto de práticas. Continue a leitura! Princípios para uma boa governança de TI Responsabilidade No que tange à responsabilidade, será fundamental que todos os indivíduos e grupos da organização compreendam suas atribuições e papéis no fornecimento de TI. Além disso, é preciso que as funções incumbidas a cada qual sejam acompanhadas de autonomia e poder de decisão para tal execução. Estratégia Quando falamos em estratégia na governança de TI, o objetivo principal é manter sempre no horizonte das ações o cenário atual da organização, acompanhando a evolução para os planos futuros.  Este alinhamento contribui para que não haja dimensionamentos incorretos de recursos e esforços, e que o processo seja o mais otimizado possível. Sendo assim, tanto o nível executivo da empresa deve compreender qual a capacidade atual da área de TI, quanto este setor precisa ter ciência das necessidades atuais do negócio como um todo. Importante destacar aqui que o processo evolui ao longo do tempo, então essas necessidades de ambos os lados vão sendo modificadas também, e a boa governança de TI deve garantir que isso esteja endereçado. Aquisições Partindo para o terceiro ponto, as aquisições, a norma ISO/IEC 38500 propõe que haja um processo balizador para gerar um equilíbrio nos investimentos da área de TI. Assim, entende-se que tudo aquilo que é adquirido tem uma razão válida, e que deve passar por caminhos claros e transparentes que indiquem os benefícios, oportunidades, custos e riscos daquelas aquisições, e que as justifiquem diante do cenário como um todo. Desempenho O quarto princípio básico para uma boa governança de TI, segundo a norma ISO/IEC 38500 é o constante monitoramento do desempenho da área de tecnologia dentro da organização. Aqui é fundamental garantir que a atuação do setor esteja adequada à prestação de suporte à empresa,disponibilizando serviços de qualidade e que atendam às necessidades atuais e futuras do negócio. Conformidade Este princípio se trata da parte burocrática relacionada à área de TI dentro das organizações, que é a conformidade com todas as legislações e regulamentações aplicáveis ao setor. Os profissionais responsáveis pelo desenvolvimento das diretrizes de governança de TI da empresa devem ficar atentos às políticas e práticas aplicadas, e também às mudanças que ocorrem neste cenário. Manter uma proximidade com o setor jurídico, neste caso, será fundamental. Comportamento humano Apesar de estarmos debatendo governança de TI nos âmbitos de tecnologia e negócio, é fundamental ter sempre em mente que essas duas pontas dependem e são formadas por pessoas. Sendo assim, a norma ISO/IEC 38500 define o comportamento humano como o ato de prezar pelo respeito, necessidades e evolução de todas as pessoas envolvidas nos processos. Em resumo, são exemplos do que será atribuído como função aos profissionais dentro da equipe responsáveis pela governança de TI:  avaliar o uso atual e futuro da TI; orientar o desenvolvimento de planos e políticas para garantir o atingimento dos objetivos da empresa através do uso da TI; monitorar a aplicação destas normas e garantir que estão em dia; prospectar riscos e analisar cenários; padronizar processos para se adequar às normas definidas. Uma estratégia de governança de TI bem executada pode ajudar a empresa como um todo a atingir níveis de excelência em segurança, confiabilidade e credibilidade diante de todos os stakeholders. Isso permite uma maximização dos resultados do negócio, ou seja, influencia diretamente na lucratividade da empresa. Benefícios da governança de TI Se você chegou até aqui, já foi possível apreender uma série de vantagens que podem ser atribuídas ao seu negócio com base na implementação de práticas de governança de TI. Agora, confira em mais detalhes sobre os diferentes benefícios e entenda porque a sua empresa precisa implementar esta prática o mais rápido possível! Mais vantagem competitiva Com mais produtividade de toda a sua equipe seguindo práticas e processos pré-determinados e desenhados, todos saem ganhando. O cliente fica mais satisfeito com o resultado final, a empresa tende a verificar um aumento de lucro, e o mercado fica mobilizado para entender que tipo de ações estão sendo adotadas para gerar toda essa evolução. Esta é uma grande vantagem competitiva que pode vir da implantação de governança de TI na sua empresa. Aumenta a confiança e reduz riscos para os clientes Sistemas tecnológicos regidos por uma base de governança de TI tendem a ser mais estáveis e padronizados, mesmo em seus momentos de falha. Isso é um resultado muito importante do ponto de vista do cliente, que ao utilizar a solução, comprar o produto ou serviço deseja poder usufruir dele da melhor maneira possível. Além disso, identificar que a tecnologia por trás do atendimento realizado desempenha bem transmite ainda maior segurança quanto aos riscos para o cliente ao interagir com aquela solução. Otimiza o investimento dos seus recursos Ao reduzir as falhas, agilizar processos, automatizar tarefas e identificar gargalos, o principal benefício obtido é, então, a otimização de investimento dos seus recursos. Isso porque a empresa consegue saber exatamente, com base nas políticas de governança de TI, quais equipes precisam de maior destinação de recursos e quais estão desempenhando bem da forma que estão. Isso influencia também diretamente no aumento do ROI da área de tecnologia para a empresa, ajudando ainda mais a provar seu valor. Melhora sua comunicação Pensando no pilar de alinhamento estratégico da governança de TI, uma das vantagens mais interessantes, e muitas vezes abordada de forma superficial, é a melhoria nos processos também de comunicação entre as pessoas e entre os setores. Ao determinar diretrizes de como tudo deve acontecer, torna-se mais transparente para todos o que a organização espera e para onde está indo, além da forma como cada um pode contribuir para esse objetivo também ficar mais clara. Esses são alguns exemplos de benefícios que podem ser aproveitados pela sua organização ao implementar práticas de governança de TI. Faz sentido para a sua empresa? Ainda ficam dúvidas? Se sim, não hesite em nos contatar! Aproveite a oportunidade e compartilhe este conteúdo com seus colegas, continue acompanhando este blog e confira nosso calendário de cursos!


    28/05/2021
  • ITIL
    Governança de TI

    Conheça os benefícios e saiba como implementar ITIL na sua empresa

    Do inglês Information Technology Infrastructure Library, a sigla ITIL pode ser traduzida como ‘Biblioteca de Infraestrutura para a Tecnologia da Informação’, e consiste em framework padrão de boas práticas para o gerenciamento de serviços de TI. Sua aplicação é fundamental para o alinhamento das estratégias de negócios, por isso, todo profissional de TI deve saber como implementar ITIL na sua empresa. Neste artigo, te ajudamos com essa e outras dúvidas ligadas ao universo ITIL, desde a apresentação do conceito e dos diferentes volumes da ITIL, passando pelos benefícios para as organizações, até dicas de como aderir de acordo com as suas necessidades. Vamos lá! O que é ITIL? Conforme introduzido anteriormente, ITIL é uma biblioteca que reúne as melhores práticas na gestão de TI. Lançado pela primeira vez em 1980, no Reino Unido, o framework está atualmente em sua quarta versão, atualizada em 2019. A metodologia tem como principais objetivos padronizar os procedimentos da equipe de TI, identificar e promover melhorias contínuas para ajudar as organizações a atingirem seus objetivos estratégicos na área de TI de forma cada vez mais eficiente.  Para isso, a ITIL se baseia no Sistema de Valor de Serviço (Service System Value – SVS) e no modelo de 4 dimensões, que são: Organização e Pessoas; Informação e Tecnologia; Parceiros e Fornecedores e Fluxos de Valor e Processos. Na nova versão da ITIL há uma significativa mudança de nomenclatura e conceito, partindo de processos para imergir em práticas, onde se identifica uma abordagem mais holística que proporciona mais resultados para as organizações. Para saber mais sobre como implementar a ITIL 4 na sua organização, é importante ter conhecimento sobre os componentes do Sistema de Valor de Serviço da ITIL 4 e sobre o modelo de quatro dimensões. Vamos a eles. Componentes do SVS Em essência, o Sistema de Valor de Serviço consiste em uma forma de representar o ciclo de geração de valor das atividades e entregas dentro de uma organização. De acordo com este modelo, cada um de seus componentes encontra-se posicionado em um ponto específico entre a oportunidade e a geração de valor.  Confira na imagem para compreender com mais facilidade. Fonte: https://www.itsmnapratica.com.br/tudo-sobre-itil/ A seguir, detalhamos como cada uma dessas etapas funciona. Cadeia de Valor de Serviço (ITIL Service Value Chain) A cadeia de valor de serviço consiste em um modelo operacional flexível voltado para a entrega de melhoria contínua dos serviços. Com base em seis atividades principais, este modelo prevê o desenvolvimento de soluções que envolvam: planejar melhorar engajar desenho e transição obter ou construir entregar e suportar Essas atividades podem ser combinadas de diferentes formas e em sequências variadas de acordo com as necessidades e interesses de cada organização. Práticas (ITIL Practices) Atuando como uma evolução das práticas da ITIL V3, e para otimizar a organização e o controle dos processos, são recomendadas pela ITIL 4 um total de 34 práticas de gerenciamento, divididas em três categorias: Práticas Gerais de Gerenciamento, com 14 práticas recomendadas; Práticas de gerenciamento de Serviços, abrangendo 17 práticas; Práticas de Gerenciamento Técnico, com um total de 3 práticas listadas. O objetivo dessas práticas é oferecer uma visão que combine conhecimentos de gestão empresarial, gestão de serviços de ITSM e gestão tecnológica, pensando na finalidade derradeira de melhorar a entrega de serviços de TI. Os princípios orientadores (ITIL guiding principles) Os princípios orientadores da ITIL existem para auxiliar os gestores e as equipes de TI na tomada de decisões e assegurar que o alinhamento entre este setor e o negócio como um todo esteja em dia. São os 7 princípios da ITIL 4: concentre-se no valor comece de onde você está progrida iterativamente com feedback colabore e promova visibilidade pense e trabalhe holisticamente mantenha as coisas simples e práticas otimize e automatize Se você se recordar dos nossos materiais sobre o método Agile, poderá identificar que a lógica de buscar eficiência e melhoria contínua é bastante semelhante. Desta forma, os próprios princípios orientadores conversam em muitos aspectos. Para trabalhar com ITIL é, então, fundamental ter conhecimentos sobre o cenário Agile. Governança Do ponto de vista da governança, são implementadas nas organizações práticas e rotinas que busquem garantir o alinhamento entre a operação e o direcionamento de estratégia do negócio. Melhoria Contínua de Serviços ITIL (ITIL Continual Improvement) Tendo como base conceitos do ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Adjust), a melhoria contínua da ITIL 4 busca implementar a melhoria contínua em cada um dos componentes do Sistema de Valor de Serviço. Ao oferecer mais agilidade e resiliência através de uma abordagem holística, as organizações conseguem identificar os resultados de forma mais evidente e alinhada aos objetivos. O modelo de 4 dimensões Já do ponto de vista do segundo elemento estruturante da ITIL 4, vamos apresentar a seguir as dimensões descritas pela metodologia a partir das quais cada um dos componentes citados anteriormente deve ser considerado. Confira! Organização e pessoas A dimensão de organização e pessoas busca garantir a adequação das equipes à linha de horizonte do negócio. Uma das formas de colocar isso em prática é através da criação de valores e da definição de atitudes compartilhadas dentro da área de TI que possam agregar valor ao resultado de entrega de valor de serviço. Em resumo, esta dimensão trata da cultura da empresa alinhada aos objetivos e colaboradores. Informação e tecnologia Na dimensão de informação e tecnologia, são incluídas informações e conhecimentos necessários para o gerenciamento dos serviços e das ferramentas para a operação rodar. Aqui existem diferentes orientações sobre o papel de cada ator dentro deste processo, além de fornecer insights para o estabelecimento de relações entre os diferentes componentes do SVS. Parceiros e fornecedores Quando se pensa em parceiros e fornecedores, a ITIL 4 prevê um alinhamento também com esses atores, para além da equipe interna. Todo negócio depende dessas relações externas para se sustentar e crescer, por isso esta dimensão busca direcionar os olhares dos gestores para o relacionamento entre organizações. Fluxos de valor e processos Por último, a quarta dimensão prevista no modelo da ITIL 4 diz respeito à forma como a organização funciona, ou seja, como seus diferentes braços atuam de forma integrada e rumo aos mesmos objetivos. A ideia por trás é sempre identificar como se dá a geração de valor através dos produtos e serviços, porém entender como se dá a articulação dos setores para isso também é fundamental. Quais os benefícios da ITIL? Agora que você já conhece um pouco mais sobre a metodologia ITIL, já deve entender os motivos pelos quais ela é utilizada como guia e base em todo o mundo para orientar as práticas de TI. Assim, é fundamental que todos os profissionais que desejam se especializar em qualquer área da tecnologia da informação busquem capacitação em ITIL. Conheça os principais benefícios desta metodologia para as organizações e entenda ainda melhor porque você deve possuir esses conhecimentos. Alinhamento entre TI e os negócios: ao obter uma visão mais holística dos processos de TI, é possível economizar, padronizar serviços, minimizar erros, aumentar eficiência nas entregas e aliar tudo isso à promoção da inovação no negócio em questão. Assim, cada vez mais a empresa irá entender o papel da área de TI e ambos irão trabalhar juntos pelos mesmos objetivos; Profissionalismo: através da padronização e da facilidade na identificação e mitigação de falhas, a empresa ganha em profissionalização da equipe de TI, posicionando-a como referência no mercado e conseguindo também atrair talentos; Compatibilidade: como vamos comentar um pouco melhor a seguir, a ITIL é um conjunto de boas práticas amplo, cujas ideias podem ser adaptadas a cada negócio e necessidade. Assim, a metodologia sempre será compatível com o que você precisa no seu projeto, basta analisar como implementar ITIL; Ambiente estável para mudanças: o ambiente de tecnologia e internet muda o tempo todo, e acompanhar esses processos é desafiador. As equipes de TI que embasam suas rotinas e práticas na ITIL tendem a desenvolver melhores táticas para conseguir alcançar este objetivo; Qualidade + Satisfação do cliente: na mesma linha do profissionalismo, as práticas propostas pelo ITIL proporcionam o atingimento de maior qualidade nas entregas das equipes de TI e, consequentemente, de mais clientes satisfeitos. Mas e agora, como implementar ITIL no meu negócio? A ITIL é uma metodologia abrangente que proporciona maleabilidade para sua implementação. Assim, para identificar como implementar ITIL na sua empresa, é preciso antes analisar o seu cenário e realidade. A sua equipe de TI conta com uma liderança que poderá puxar, acompanhar e reportar os resultados dos processos de implementação? Quais são os maiores gargalos atualmente que precisam ser solucionados? Quais desafios a sua empresa enfrenta hoje na área de TI e que, se superados, podem trazer ganhos significativos para o dia a dia? Com base no entendimento deste diagnóstico, é possível iniciar a implementação da metodologia na sua empresa por estágios. Isso permite que seja feita uma adaptação das atividades ao novo formato de gestão dos serviços sem que isso gere um grande impacto para a sua equipe e para as rotinas que não podem ser interrompidas. Por se tratar de uma metodologia ampla, é possível que alguns dos processos ali descritos não façam tanto sentido para o momento do seu negócio. Por isso, lembre-se sempre de que você pode eliminar algumas etapas e investir mais em outras, caso seja mais proveitoso dentro da sua realidade. Você pode ainda contar com o apoio de ferramentas para se organizar a respeito de como implementar ITIL no seu negócio, como o Trello ou até mesmo planilhas do Excel. As diferentes etapas e atividades a serem executadas podem ser registradas nestas plataformas para que toda a equipe consiga estar na mesma página sobre o que já foi feito, o que está no backlog e quais os principais entraves. A adesão às práticas de ITIL é fundamental para toda e qualquer empresa que trabalhe com algum processo de TI. Então, para disseminar ainda mais o conhecimento sobre o assunto, compartilhe este conteúdo, continue acompanhando este blog e confira nosso calendário de cursos! 


    21/05/2021
  • virtualização de sistemas operacionais
    Administração de Sistemas

    O que é e como fazer a virtualização de sistemas operacionais

    Virtualização de sistemas operacionais é um tipo de virtualização cuja técnica permite que um sistema — ou uma aplicação dele — possa ser operado dentro de outro. O objetivo é possibilitar um maior intercâmbio de funcionalidades e romper a barreira do sistema operacional, para que tudo o que é útil em um possa ser aproveitado em outro, sem restrições. Um exemplo é a instalação e execução de um aplicativo de Windows no sistema operacional Linux, através de uma máquina virtual, com funcionamento perfeito. Um grande benefício de utilizar a virtualização de sistemas operacionais é a possibilidade de montar uma máquina completa que disponha de todos os recursos e softwares desejados pelo seu usuário, independente do sistema operacional no qual ela opera. Para saber mais sobre virtualização de sistemas operacionais e como fazê-la, continue a leitura deste artigo! O que é virtualização de sistemas operacionais Colocando a expressão em termos técnicos, virtualização de sistemas operacionais é a tecnologia de criação de uma máquina virtual para funcionar dentro de um sistema operacional. Essa nova máquina é o que possibilita a execução de sistemas operacionais ou softwares distintos que podem ser experimentados e testados pelo usuário sem a necessidade de aquisição de cada um. O processo de virtualização tende a ser mais familiarmente conhecido para aplicação em grandes servidores ou datacenters de empresas, onde diversos sistemas operacionais rodam simultaneamente, e o processo é gerenciado por profissionais de TI. No entanto, o usuário comum também pode se utilizar da virtualização e obter benefícios com ela. Confira a seguir. Benefícios da virtualização de sistemas operacionais Para o usuário comum, os principais ganhos da virtualização de sistemas operacionais estão relacionados com a facilidade da utilização e da realização de testes entre aplicações de diferentes sistemas. Além disso, é possível utilizar drivers de impressoras — quando forem aparelhos mais antigos —, por exemplo, em computadores com sistemas operacionais mais recentes e originalmente incompatíveis.  As vantagens para o uso profissional, no entanto, são superiores, de fato. Especialmente para o grupo de desenvolvedores dentro da categoria de profissionais de TI, a virtualização de sistemas operacionais oferece uma grande vantagem. Trata-se da possibilidade de realizar testes de software, aplicativo ou até mesmo de segurança sem a necessidade de conexão, compilação de códigos ou de arriscar o PC em si. Além disso, a possibilidade de rodar dezenas de sistemas operacionais em um único servidor também é uma grande vantagem do uso profissional. Isso porque a utilização deste recurso aumenta exponencialmente a performance do servidor, culminando diretamente na redução de custos para a empresa.  A contribuição com as contas do negócio continua se analisarmos do ponto de vista da aquisição de hardware, pois a empresa deixa de necessitar dessas compras e, com isso, economiza também. E economiza não somente dinheiro, mas espaço físico e energia elétrica, de modo que são inúmeras as vantagens desta técnica no universo profissional. Como fazer a virtualização de sistemas operacionais A virtualização de sistemas operacionais pode ser executada, tanto por usuários comuns, quanto por profissionais, através de sistemas e softwares e aplicativos especializados. Sendo assim, o primeiro critério que deve ser observado para proceder com a virtualização é: o computador hospedeiro (host) possui recursos para suportar a carga que será necessária? A seguir, é preciso delimitar os objetivos finais que se quer atingir com a virtualização e mapear os possíveis riscos. As máquinas virtuais simulam ambientes reais, ou seja, para o usuario se trata de um computador real. Porém, acessam o hardware somente de forma indireta, o que faz com que o uso seja restrito ao hardware fornecido a cada Máquina Virtual, desempenho bastante inferior ao de máquinas reais. Por isso, se você pretende executar a virtualização de sistemas operacionais na sua empresa, analise com cuidado quais são as intenções de uso desta técnica. A depender do caso, pode ser que a virtualização não seja a sua melhor escolha para aquele momento. Com os objetivos definidos, os riscos mapeados e as condições da máquina hospedeira verificadas, é hora de partir para a prática. Nesta etapa, sistemas e softwares como o VirtualBox, Proxmox, XCP-ng, oVirt, Hyper-V, Citrix XenServer, VMware ESXi e VMware Workstation são alguns dos mais conhecidos do mercado. Procure tutoriais na internet, leia artigos, informe-se e consulte outros especialistas para ter a exata noção de como trabalhar com essas soluções. Mas pode ter certeza que elas irão ajudar no seu desafio. E aí, ficou claro o conceito de virtualização de sistemas operacionais? Faz sentido para o seu negócio pensar sobre a implementação deste processo? Então compartilhe este conteúdo, continue acompanhando este blog e confira nosso calendário de cursos! 


    23/04/2021
  • o que é computação em nuvem
    Computação em Nuvem

    O que é computação em nuvem (cloud computing)

    Segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Software (ABES), os serviços de computação em nuvem (cloud computing) devem crescer 35,5% ao ano até 2022 no país. Isso representa um aumento de 0,5% em relação ao que o Brasil já vem performando dentro deste mercado de nuvem, mas ainda apresenta espaço para ampliação da participação das empresas.  Este aumento identificado no mercado é impulsionado principalmente pelo movimento de empresas de software espalhadas pelo Brasil, que prezam cada vez mais pela redução de custos e maior segurança em sua operação. Além disso, a velocidade e produtividade promovidas por esta tecnologia ganham destaque entre os empreendedores e contribuem com o aumento da adesão. Neste artigo você vai conhecer um pouco mais sobre o que é a tecnologia de computação em nuvem (cloud computing), quais suas principais características e como está o cenário de seu uso no Brasil. Continue a leitura e confira! O que é computação em nuvem (cloud computing) De forma resumida e simplificada, podemos dizer que computação em nuvem (cloud computing) é, segundo definição do NIST: “um modelo para habilitar o acesso por rede ubíquo, conveniente e sob demanda a um conjunto compartilhado de recursos de computação (como redes, servidores, armazenamento, aplicações e serviços) que possam ser rapidamente provisionados e liberados com o mínimo de esforço de gerenciamento ou interação com o provedor de serviços”. Sendo assim, o principal diferencial da computação em nuvem para o modelo tradicional de entrega deste tipo de serviço é o modelo de disponibilização através da internet e oferecido por provedores de computação em nuvem. Tudo de forma rápida, flexível e econômica. Devido ao uso da computação em nuvem, as organizações conseguem se planejar melhor diante do seu cenário de CAPEX e OPEX. Ou seja, suprimem a necessidade de investir na aquisição (CAPEX) e manutenção (OPEX) de datacenters ou servidores físicos, por exemplo.  Além de um planejamento mais assertivo de dispêndio, o uso dos serviços de computação em nuvem (cloud computing) tem por característica a possibilidade de a empresa pagar somente mediante a quantidade de uso projetado. Assim, pode-se ter ganhos correlacionados de eficácia e eficiência. Este é mais um indicativo de como investir nesta tecnologia pode contribuir para ter custos operacionais mais efetivos, justificados na sua empresa. Para o usuário final, a grande vantagem está na possibilidade de reduzir a necessidade de realizar a instalação de aplicativos ou programas no computador para executar tarefas do dia a dia. Através de diferentes serviços disponibilizados na nuvem, é possível fazer desde a criação e edição de planilhas, passando pelo armazenamento de documentos em pastas pessoais, até a edição de vídeos ou processamento de dados em grandes bancos. Histórico da computação em nuvem O conceito de computação em nuvem surgiu — ainda não nos mesmos moldes e concepções que utilizamos hoje, mas já a ideia central — na década de 1950, através de uma junção de ideias de dois especialistas americanos: John McCarthy e Joseph Carl Robnett Licklider. Os pesquisadores desenvolveram este conceito buscando trabalhar a essência do que utilizamos hoje, que são as características de disponibilidade e acessibilidade. Na década de 1990 algumas empresas de telecomunicações desenvolveram redes virtualizadas através das quais a mesma infraestrutura física podia dar acesso compartilhado a diferentes usuários. E foi então que, após diferentes pesquisas, estudos e aplicações da tecnologia, o professor de sistemas da informação Ramnath Chellappa utilizou o conceito “computação em nuvem” pela primeira vez, em uma palestra universitária no ano de 1997. A ideia da nuvem, é importante salientar aqui, vem da simbologia relativa a algo que está no ar, fazendo uma correlação com os sistemas que não ficam hospedados em servidores físicos, mas na internet. Como se popularizou A popularização do conceito de computação em nuvem se deu a partir dos anos 2000, principalmente, quando os provedores passaram a oferecer este serviço comercialmente. Um exemplo deste tipo de case é a gigante de tecnologia Amazon, que deu início à sua trajetória oferecendo uma espécie de “aluguel de computadores virtuais” para seus clientes (pessoas físicas ou empresas). Na sequência, outras empresas começaram a identificar esta tendência de comportamento dos usuários e empresas e passaram a também ofertar seus serviços no mercado da computação em nuvem, como Google e Microsoft. Uma forma mais palpável de compreender a ideia da computação em nuvem vem com o surgimento da Netflix, que passou a oferecer o serviço de streaming de vídeo. Ou seja, os clientes não precisam mais alugar DVDs ou fitas cassete nas locadoras para ter acesso aos títulos, mas apenas fazer uma assinatura mensal que dá acesso ao catálogo completo através da internet. Hoje, os setores que mais investem em nuvem são os de serviços financeiros (como fintechs e  bancos digitais), sites, aplicativos de transporte e entrega (como Ifood, Uber Eats, Rappi, etc.). Além destes, destacamos também as empresas de tecnologia e desenvolvedoras de software mencionadas no início deste artigo, que comumente hospedam e ofertam seus produtos através da nuvem (modelo SaaS — Software as a Service). Como funciona a computação em nuvem (cloud computing) Agora que já vimos um pouco sobre o que é e como surgiu a computação em nuvem, hora de entender melhor sobre seus componentes e elementos que norteiam sua operação. São eles os apresentados a seguir. Características essenciais Dentro da categoria de características essenciais da computação em nuvem, o NIST cita alguns elementos principais: Modalidades de serviço No que diz respeito às possíveis modalidades de serviço que podem ser ofertados através da computação em nuvem (cloud computing), existem três principais, que citaremos a seguir: Modalidades de instalação Por último, dentro do tripé de elementos que compõem o conceito de computação em nuvem, temos as modalidades de instalação desses tipos de serviços, que vão variar de acordo com a necessidade, orçamento, objetivos e estrutura do seu negócio. São as opções: Principais benefícios da computação em nuvem A adoção da computação em nuvem vem crescendo no Brasil ao longo dos últimos anos e os principais motivos que levam a isso são os significativos benefícios proporcionados.  Antes de começarmos a listar os principais benefícios (pois são muitos, então vamos nos atentar aos mais valiosos), é importante ter conhecimento sobre uma característica em especial deste tipo de oferta computacional: a adequação às necessidades da sua empresa. Ao utilizar serviços de computação em nuvem na sua organização você logo irá identificar que a estrutura pode ser facilmente ampliada ou reduzida para atender a demanda que a sua empresa apresentar. Assim, conforme o negócio for crescendo e novas necessidades forem surgindo, você não vai precisar comprar mais servidores ou redes, mas simplesmente ampliar a infraestrutura em nuvem já contratada. Vamos agora aos demais benefícios. Agilidade e produtividade Ao proporcionar acesso fácil a uma imensa gama de tecnologias por meio da internet, a o que é computação em nuvem em nuvem (cloud computing) traz grande agilidade e velocidade às novas implementações. Com isso, testar novas possibilidades e ideias, desenvolver novas experiências e implantar novos serviços e sistemas passam a poder ser feitos em questão de poucos minutos, contribuindo de forma significativa com o fomento à transformação digital. Isso provê um ambiente propício ao exercício da inovação, permitindo acesso rápido a resultados de testes e chance de correção de falhas dentro do tempo disponível. A produtividade vem como consequência desta agilidade, uma vez que com a computação em nuvem é possível fazer muito mais em menos tempo e deixar que as equipes se dediquem a aspectos mais estratégicos e menos operacionais. Escala e implantação global Como mencionado anteriormente, a implementação de novos sistemas e serviços ganha muito em velocidade quando se fala no uso da computação em nuvem (cloud computing). Isso se reflete diretamente também na facilidade de ampliação das atividades da sua empresa, disponibilizando os serviços para novas regiões geográficas, por exemplo, em questão de minutos e com poucos cliques. Segurança e confiabilidade Por último na nossa lista de hoje temos como uma grande vantagem da computação em nuvem (cloud computing) a segurança e confiabilidade que este tipo de sistema oferece para as empresas.  A computação em nuvem tem como uma de suas bases mais sólidas o respeito a uma série de políticas de controle e segurança que contribuem com a proteção dos dados e da infraestrutura como um todo contra qualquer tipo de ameaça. Além disso, possuem práticas que facilitam a reduzem custos na realização de backups de dados e manutenção de sua integridade. Nos últimos tempos, devido à pandemia do coronavírus e da migração de centenas de empresas para o modelo home office, a demanda por serviços em nuvem cresceu de forma exponencial. A transformação digital foi acelerada em meses o que aconteceria ao longo dos próximos cinco anos, e dentre as mudanças está a alta adesão à nuvem. A necessidade das empresas pela disponibilização de recursos de forma remota fez com que os números de servidores BPM (business process management) dessem um salto de quatro a cinco vezes ao longo dos primeiros 10 meses de quarentena. A previsão que apresentamos no início deste artigo feita pela ABES pode sofrer significativas mudanças devido aos impactos da pandemia, trazendo um crescimento mais acelerado do que o que era previsto inicialmente. Venha conhecer mais sobre computação em nuvem Se você se interessa pelo tema e quer continuar aprendendo ainda mais, fique sempre de olho no nosso blog, pois estaremos atualizando-o constantemente, e não deixe de conferir nosso calendário de cursos! 


    13/04/2021
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    Métodos Ágeis e Inovação

    Saiba porque o Framework Scrum é a base do mundo ágil

    Voltados à simplificação de problemas complexos e à habilitação para solucioná-los de forma eficiente, os métodos ágeis e o framework Scrum representam a base do mundo ágil que conhecemos hoje. Seja dentro das organizações ou em projetos pessoais, a organização promovida pela aplicação do Scrum surte resultados que impressionam e cativam. Por isso o método vem sendo amplamente utilizado e cada vez mais aderido em todo o mundo. Através do Scrum é possível dividir grandes tarefas em atividades individuais, para que possam ser executadas por mais pessoas ao mesmo tempo e, assim, ganhe-se em escalabilidade e agilidade na entrega final. No entanto, é primordial para a compreensão e aplicação dos conceitos conhecer mais sobre eles, entender como se diferenciam e como você pode se beneficiar de cada um deles. Continue a leitura e confira! O que são métodos ágeis O conceito da metodologia ágil, ou Agile, para utilizar a nomenclatura original, é um conjunto de práticas baseadas nos valores do Manifesto para Desenvolvimento Ágil de Software, ou só Manifesto Ágil. A ideia geral por trás do Manifesto, assinado por profissionais de TI de todo o mundo, é a de direcionar o foco de toda e qualquer ação para a geração de maior valor agregado e satisfação completa do cliente. Inicialmente o Manifesto tem como foco o desenvolvimento de software, porém ao começarem a aplicá-lo, as organizações identificaram que seus benefícios podem ir para muito além deste ramo. Alguns dos valores que mais demonstram esta aplicabilidade são a colaboração, a auto-organização e a implementação de equipes interdisciplinares. Diversas empresas hoje atuam com esses elementos como norte de suas práticas, e isso é uma forma de aplicação dos métodos ágeis no dia a dia da organização. O que é Scrum Agora que entendemos o que são os métodos ágeis, fica mais fácil identificar o que é o framework Scrum. Trata-se de uma estrutura metodológica com um conjunto de instruções utilizadas para implementar os métodos ágeis. Ou seja, fazendo uma analogia com o universo da matemática, o framework Scrum está contido (⊂) em métodos ágeis. O método Scrum foi criada pelos desenvolvedores Ken Schwaber e Jeff Sutherland na década de 1990 e desde então vem sendo aprimorada a cada ano. De forma resumida, o framework prevê a criação de equipes pequenas e multidisciplinares para a realização de tarefas dentro de um mesmo projeto, sempre priorizando a colaboração entre os indivíduos e a prática constante de feedbacks. Com base nisso, gestores de diferentes times conseguem organizar seus processos e orientar o trabalho para resultados alinhados aos objetivos micro de cada área e gerais da organização. Tudo isso de forma ágil, inteligente e eficiente. Quais os benefícios do framework Scrum Um dos assuntos que mais se ouve falar atualmente é a necessidade das organizações de melhorar a eficiência de suas equipes para reduzir tempo e recursos empregados em cada tarefa. A competitividade faz com que a qualidade do produto não seja mais o único diferencial, mas também os processos por trás de sua construção e a forma de entrega. Com base no que vimos anteriormente sobre o framework Scrum, fica evidente que o método pode ajudar — e muito! —, principalmente se você atua no desenvolvimento de um produto concreto, porém não exclusivamente. Isso porque a palavra da vez é a agilidade, e os métodos ágeis, assim como o framework Scrum, contribuem muito positivamente para atingi-la. Através do método Scrum é possível, em questão de horas, identificar gaps e gargalos na operação e transformá-los em oportunidades de melhoria e otimização. Com isso, é possível encontrar soluções de forma mais certeira para os diferentes problemas encontrados em cada um dos setores da sua empresa e testá-las com velocidade para minimizar ao máximo os possíveis impactos. Assim, hora de reuniões são transformadas em minutos, decisões são tomadas de forma mais ágil e os processos são simplificados originando resultados cada vez mais eficientes. Como aplicar métodos ágeis e o framework Scrum na sua empresa A dinâmica do método Scrum envolve diferentes atores, eventos e nomenclaturas, que servem para organizar e orientar o trabalho das equipes que seguirão este framework. Você pode se aprofundar sobre isso em diferentes conteúdos disponíveis no nosso blog, porém o que queremos que você saia deste artigo sabendo é sobre como aplicar na sua empresa. O principal ponto neste sentido, além da mudança de mentalidade que será necessária caso a sua organização ainda não seja tão aberta para este assunto, será designar pessoas para os cargos descritos no Scrum e listar prioridades. A partir disso iniciam-se as rotinas e eventos previstos no framework Scrum, como as reuniões regulares, os sprints. Esta é a etapa que envolve maior planejamento e na qual a sua equipe vai precisar estar mais conectada para evoluir coletivamente o projeto em questão dentro do framework. Em resumo, é fundamental que você compreenda os princípios básicos que norteiam os métodos ágeis e o framework Scrum para, assim, poder partir para um processo de implementação deles na sua empresa. Ficou mais claro com a leitura deste artigo porquê você precisa do Scrum desde já no seu dia a dia? Então confira nosso calendário de cursos para se aperfeiçoar ainda mais no tema!


    01/04/2021