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Blog da ESR

  • Indicadores de TI
    Governança de TI

    Quais indicadores de TI acompanhar e como mensurar o desempenho da área?

    A definição de indicadores de TI faz parte das boas práticas dentro de qualquer tipo de negócio. Através da mensuração e acompanhamento da evolução desses números ao longo do tempo, é possível monitorar o desempenho das equipes e das entregas, para identificar qualquer gargalo e agir para contorná-lo. Também podendo ser chamados de KPIs (Key Performance Indicator ou Indicadores-chave de desempenho), os indicadores de TI fazem parte de uma cultura fortemente impulsionada pela transformação digital. Por conta da possibilidade de acompanhar a eficiência dos procedimentos adotados dentro da empresa, os indicadores acabam se tornando centrais na tomada de decisão da gestão. Neste artigo, você vai conhecer quais os principais indicadores de TI a serem acompanhados pela sua empresa e como mensurar o desempenho da área a partir deles. Continue a leitura e confira! Principais indicadores de TI para o seu negócio Antes de apresentarmos os indicadores e de indicarmos quais costumam ser os mais prioritários a serem acompanhados, é importante fazer um disclaimer: cada organização terá o seu direcionamento a partir dos KPIs. Isso quer dizer que a determinação do que acompanhar não é um padrão, pois cada indicador traz diferentes tipos de informação à tona, e contribui com momentos diferentes do negócio. Por isso, reforçamos que a definição dos indicadores a serem acompanhados deve estar sempre alinhada aos objetivos e estratégias do negócio. Conheça a seguir, então, quais os principais e, de posse dessas informações, avalie o que pode fazer mais sentido para o seu cenário. Disponibilidade dos sistemas de TI Manter a infraestrutura de tecnologia funcionando sem falhas ou interrupções é função primordial das equipes de TI. Dessa forma, determinar maneiras de mensurar em valores a disponibilidade dos sistemas de TI resulta na obtenção de um dos mais relevantes indicadores de TI para avaliar o desempenho da área. Resolução de chamados No âmbito dos atendimentos a chamados, existem alguns indicadores-chave que podem ser trabalhados. O First Call Resolution (FCR) é um deles, e existem ainda o Tempo de entrega e resolução de chamados e a Quantidade de chamados abertos. De forma geral, este tipo de indicador visa proporcionar à gestão uma compreensão sobre a eficiência das equipes de atendimento e suporte. Para isso, são mensurados, respectivamente de acordo com os indicadores listados, aspectos como:  número de chamados solucionados no primeiro contato;  tempo entre abertura e a resolução de um chamado; números totais de chamados abertos em determinados períodos de tempo. Níveis de satisfação e experiência do usuário Ainda em relação à eficiência do atendimento das equipes de tecnologia, existem indicadores de TI que remontam ao outro lado do balcão, ou seja, a experiência do usuário final. Independente de quem seja esse público, a infraestrutura de TI sempre atende a alguém. E essas pessoas precisam estar satisfeitas com o serviço entregue para que o resultado seja considerado positivo. Neste caso, mapear alguns indicadores relacionados aos níveis de satisfação pode ser uma boa alternativa para a empresa ter a dimensão completa da qualidade e dos impactos da sua área de TI. A coleta desse indicador se dá a partir de pesquisas de satisfação, como o NPS (Net Promoter Score), ou então através da obtenção de feedbacks dos usuários. Retorno sobre o Investimento (ROI) Sobre este indicador há muito pouco o que se ressaltar em termos de relevância, afinal, o ROI já é uma das métricas mais utilizadas pelas empresas para mensurar seus serviços. Este KPI diz respeito ao entendimento de quanto do que foi investido em uma determinada entrega está retornando para a empresa financeiramente. Mensurar e acompanhar a evolução deste, dentre os demais indicadores de TI possíveis, é fundamental para entender melhor sobre a saúde financeira do negócio e direcionar ajustes que sejam necessários na estratégia. Existem inúmeros indicadores de TI possíveis de serem acompanhados além dos que citamos aqui. Por isso, nossa recomendação é de que você busque se capacitar para conhecer a fundo este universo e ser capaz de identificar quais KPIs mais contribuem com as necessidades do seu negócio. Como implementar indicadores de TI Conforme destacamos anteriormente, o acompanhamento de indicadores de TI para mensurar o desempenho da área deve ser compatível com a realidade da empresa. Existem alguns passos ou etapas principais que se recomenda serem seguidos nessa implementação, começando por um bom planejamento, passando pela conscientização dos colaboradores, pela implementação em si e chegando no monitoramento. Cada um desses momentos deve ser estudado e analisado pela gestão, em conjunto com o time, para que seja identificado o que é possível de ser realizado com a estrutura que se tem atualmente. Muitas vezes as empresas incorrem no erro de, na ânsia de tentar abraçar o mundo, perceber ao longo do tempo que não há braços para isso. Assim, a dica é começar por pequenos movimentos, mas que sejam extremamente estratégicos para o seu negócio. Aliando as percepções dos colaboradores que estão no dia a dia da operação, com o entendimento da gestão e das lideranças executivas do negócio, os indicadores de TI contribuem para o atingimento de altos níveis de eficiência da área e da empresa. Também é possível definir KPI’s baseados no framework do COBIT 2019, que possui uma base de indicadores associados às metas de alinhamento de TI com negócios.  Para conhecer ainda mais sobre esse tema e se especializar, a sua melhor capacitação está aqui. Confira nossos cursos com matrículas abertas e continue acompanhando nosso blog!


    09/07/2021
  • Gestão de riscos de TI
    Governança de TI

    Gestão de riscos de TI: como mitigar riscos das organizações

    Quando o assunto é gestão de riscos de TI existem muitos caminhos possíveis para analisar cenários e tomar decisões. Seja na gestão de riscos de segurança da informação, ou no gerenciamento das operações diárias da área de TI, é fundamental ter conhecimento sobre este campo para alcançar os melhores resultados na sua empresa. A gestão de riscos de TI faz parte de alguns processos previstos dentro das práticas de governança de TI no que tange à prospecção de riscos e análise de cenários. Isso porque dentro de um ambiente controlado por normas e parâmetros para execução das atividades, é preciso que haja um monitoramento também dos riscos para mapeamento de soluções. Continue a leitura deste artigo e confira algumas dicas de como mitigar riscos em organizações a partir de um método eficiente para gestão de riscos em TI. O que é risco? Antes de abordarmos a gestão de riscos em TI em si, é preciso esclarecer o que o setor de tecnologia encara como sendo esses riscos a serem gerenciados. Importante destacar aqui que ninguém está livre: os riscos estão presentes em toda e qualquer operação e nas diferentes áreas, podendo ser classificados em diferentes tipos conforme suas características e origens.  De forma resumida, risco é toda situação onde há uma dificuldade quanto à previsibilidade do que irá acontecer no cenário final. O conceito remete, então, a casos onde há a probabilidade de os resultados serem diferentes do que era esperado inicialmente, devido a diversos possíveis motivos.  A literatura traz também neste mesmo sentido o conceito de incerteza dentro do processo de TI que, no entanto, se diferencia dos riscos pela sua impossibilidade de previsão antecipada. A existência de um risco, esta sim, é algo previsível, porque essa identificação parte da análise de um cenário e do levantamento de possibilidades de falha a partir dele. É importante destacar aqui que a possibilidade de previsão da ocorrência de um risco não significa que a equipe de TI sabe exatamente o que irá acontecer. Se fosse desta forma, não haveria riscos ou a necessidade de estratégias para a sua gestão. Os riscos são previstos de forma ampla e geral considerando as vulnerabilidades já identificadas em um sistema, por exemplo, e imaginando cenários onde ameaças externas se aproveitem desta característica para causar algum dano ou consequência. Assim, mapeando previamente as situações envolvidas no processo de TI e seus possíveis riscos, é possível desenhar um plano de ação com base nas diferentes situações identificadas. Isso traz maior segurança para a equipe no sentido de que, em caso de ocorrência de algum dos sinistros já mapeados, as práticas de governança já pré-definem uma estratégia para a gestão de riscos de TI em questão. Exemplos de riscos de TI Para que você tenha uma ideia um pouco mais palpável sobre os chamados riscos de TI, trazemos aqui alguns exemplos do que pode ser tratado como tal: flutuações de câmbio; falta de disponibilidade; despriorização de projetos; requisitos de hardware; estrutura de confidencialidade; falhas em softwares. Gestão de riscos de TI para mitigar falhas A gestão de riscos de TI é um conjunto de processos e métodos implementados pelas empresas para buscar um equilíbrio entre os riscos e os custos das operações, identificando, avaliando e controlando ameaças relacionadas à tecnologia da informação.  Neste caso, além do mapeamento de possíveis riscos e definição de um plano de ação para mitigá-los, é necessária uma expertise lógica para a realização dos cálculos e mensuração real dos riscos. Em muitos casos, empresas que não possuem tecnologia no core do seu negócio podem interpretar que os riscos de TI não representam um grande problema para elas. No entanto, a área de TI dentro da empresa, mesmo que seja somente para registro de dados dos clientes e colaboradores, reúne muitas informações valiosas. Em caso de falhas no sistema ou nos processos, pode haver grandes prejuízos ao negócio. Já no caso das empresas de base tecnológica, esses riscos ficam muito mais evidentes — e também a necessidade de desenvolver ações para mitigá-los. Quando toda a organização depende da tecnologia para operar seu negócio, é ainda mais urgente que se implemente práticas de governança de TI e de gestão de riscos de TI. Passo a passo para uma boa gestão de riscos de TI Alguns aspectos deste passo a passo já foram tratados ao longo deste artigo, porém não de forma sequencialmente organizada. Antes de irmos para o passo a passo é importante sinalizar que os riscos de TI têm como boas práticas o embasamento nas normas ABNT NBR ISO/IEC 27.500 e as diretrizes para riscos se baseiam na ABNT NBR ISO/IEC 31.000. Confira a seguir 5 passos e dicas que você pode utilizar para fazer a gestão de riscos de TI na sua empresa. #1 Análise de vulnerabilidades Este é o momento inicial do seu caminho dentro da construção de práticas de gestão de riscos de TI, e tem como foco descobrir onde e quando os riscos podem surgir e qual o seu nível de impacto para a organização. Aqui a sua solução deve ser analisada de forma honesta para identificação de possíveis vulnerabilidades e, consequentemente, que tipos de riscos podem surgir delas — antes que elas se tornem ameaças reais. #2 Entendimento das prioridades Após detectar as vulnerabilidades existentes no sistema e os possíveis impactos de riscos oriundos delas, é preciso estabelecer quais serão atacadas primeiro. Isso está diretamente relacionado ao entendimento quanto ao que é prioridade para o seu negócio em cada momento, para, então, poder direcionar as energias e esforços para este caminho. #3 Construção de plano de contingência Com os impactos e prioridades analisados, a sua equipe deverá partir para a avaliação e classificação dos riscos, o que resulta no desenvolvimento de estratégias para controle. É aqui que se inicia a preocupação quanto aos riscos se tornarem reais, ou seja, o que fazer caso aquela vulnerabilidade identificada como tendo alto impacto para o negócio venha a se concretizar? Assim, a etapa de resposta dentro da gestão de riscos de TI consiste na criação de um plano de ação para remediar um problema que venha a acontecer. #4 Instituição de rotina de backups Como os principais ativos da área de tecnologia são os dados, também é com eles a maior preocupação da gestão de riscos de TI. Por isso, uma boa prática e também uma das etapas recomendadas a serem seguidas dentro desses processos é a criação de uma rotina de backups. Realizar essas cópias periodicamente, com uma frequência estabelecida dentro das suas políticas de governança de TI, pode contribuir para que os riscos sejam reduzidos. #5 Treinamento dos colaboradores Por fim, trazemos aqui a dica relacionada ao treinamento da sua equipe, pois todos os profissionais de TI da organização deverão ser envolvidos nas políticas de gestão de riscos de TI. Essas pessoas, no entanto, nem sempre estarão envolvidas nas definições iniciais sobre as práticas a serem adotadas, visto que isso tende a ser concentrado nos cargos de liderança e gestão da empresa. Por isso, ao consolidar tudo que será aplicado como prática de gestão de riscos de TI, compartilhe em treinamentos com seus colaboradores e mantenha todos sempre na mesma página. Somente assim é que as práticas poderão ser executadas de forma satisfatória. Destacamos aqui os principais momentos envolvidos na construção das melhores práticas de gestão de riscos de TI, porém é sempre bom lembrar de que pouco disso será efetivo sem a devida revisão dos processos. Por isso, adicione aí uma camada permanente de monitoramento do que está sendo feito, e também coloque atenção para quando os riscos de fato vierem a acontecer: o plano de ação para mitigá-lo foi eficiente? O que poderia ser melhor e por que? Assim, o seu processo estará constantemente sendo atualizado e a sua equipe poderá se sentir mais segura nas tomadas de decisão, assim como o negócio como um todo ficará cada vez mais blindado de eventuais riscos. Para mais conteúdos como este, continue acompanhando o blog da ESR e confira nosso calendário de cursos!   


    30/06/2021
  • Data Management
    Ciência de Dados

    Data Management: uma definição de termos

    Data Management é o processo de coleta, armazenamento, organização e gestão de dados criados e obtidos pelas organizações. A execução apropriada desta atividade é fundamental para que a área de TI mantenha todos os sistemas operando de forma eficiente, e também para que os objetivos do negócio sejam atingidos. A análise de dados fornece diferentes tipos de insights para embasar a condução dos processos dentro de um negócio. As informações analisadas podem ser referentes a diferentes públicos dentre os stakeholders de uma empresa, como clientes, colaboradores e fornecedores, pode ter relação com o uso de um produto ou serviço, pode trazer feedbacks etc. Sendo assim, compreender alguns termos e conhecer tipos de soluções e ferramentas de gestão de dados (Data Management) é fundamental para que a equipe de TI da sua organização contribua para a evolução do negócio. Continue a leitura deste artigo e saiba mais! O que são soluções de Data Management Com a expansão da quantidade de dados gerados e disponibilizados, e o consequente aumento de interesse das empresas por aproveitar melhor esses ativos , as soluções de Data Management têm ganhado mais espaço no dia-a-dia da TI. Segundo o Gartner, existem três principais tipos de estruturas que suportam operações de Data Management e podem ser utilizadas de forma combinada para serem potencializadas. São elas: Data Warehouse (trazendo também a visão de Data Mart), Data Lake e Data Hub.  Por se tratar de um assunto ainda relativamente novo no mercado brasileiro, muitos profissionais e organizações têm dúvidas quanto às diferenças entre essas soluções. Porém, elas possuem, sim, padrões de acesso, tipos de dados e propósitos primários diferentes entre si. Entenda melhor a seguir e saiba qual a melhor alternativa de adaptação para o seu negócio. Data Warehouse Dentre as soluções de Data Management, uma das alternativas que iremos abordar neste artigo é o Data Warehouse. Trata-se de um repositório central de dados integrados e estruturados oriundos de, pelo menos, duas fontes diferentes — no caso de empresas, as fontes podem ser as áreas, como RH, vendas, marketing etc.  Por armazenar com eficiência somente dados estruturados, é preciso que estes estejam limpos, tratados e organizados ao serem importados para o sistema. Para isso, o processo utilizado é o de ETL (Extração, Transformação e Carga, ou Load em inglês), que promove a preparação dos dados para a análise. O sistema de Data Warehouse é comumente utilizado para apoiar as equipes de TI na geração de relatórios e análise de dados, fazendo parte das estratégias de Business Intelligence (BI) dentro dos negócios. Data Mart O conceito de Data Mart quando falamos em soluções de Data Management está relacionado a um subconjunto de um Data Warehouse voltado para o armazenamento e apresentação de dados para equipes, setores ou unidades de negócio específicas — e não da organização como um todo. Através desse tipo de solução, a abordagem torna-se muito mais direcionada e possibilita uma otimização dos processos de forma micro. Isso quer dizer que as equipes ou unidades conseguem realizar a curadoria, aproveitamento e manipulação dos dados que as competem de forma direta. Com o Data Mart, essas equipes investem seu tempo nas ações estratégicas e não tanto nas operacionais de selecionar as informações que precisam em meio ao grande volume de dados da empresa inteira. Data Lake Diferentemente do Data Warehouse, o Data Lake oferece uma abordagem menos estruturada e mais flexível para organizações que precisam compilar e analisar dados vindos de fontes variadas.  Isso porque neste formato de solução de Data Management podem ser armazenados dados sem que haja organização prévia, ou seja, recebe dados brutos. No entanto, não se preocupe: você terá acesso às informações de forma organizada para apresentá-las à sua equipe ou aos gestores da empresa a partir do momento que gerar um requerimento para tal dentro do sistema. Com relação aos tipos de dados armazenados, o Data Lake traz para as empresas a opção de coletar dados estruturados (assim como o Data Warehouse), mas também semi-estruturados e não estruturados ou binários. Com essa gama de possibilidades, os usuários de sistemas de Data Management como o Data Lake podem visualizar, criar dashboards, montar apresentações, implementar processos de machine learning e diversas outras funcionalidades a partir dos dados. Data Hub O objetivo principal de um sistema de Data Management no formato de Data Hub é coletar e conectar dados para produzir insights que visam a colaboração e o compartilhamento dessas informações. A definição deste tipo de sistema varia de acordo com as necessidades de uso da organização e os parâmetros elencados como prioritários ou importantes dentro do negócio. Os dados a serem armazenados também podem vir de múltiplas fontes e estar postos em diferentes formatos. Seu grande benefício é a sua função de centralizar todos os dados da empresa e permitir esse compartilhamento que mencionamos anteriormente entre todos os setores conforme a necessidade. Principais diferenças entre as soluções de Data Management Para resumir a abordagem deste artigo de uma forma simplificada, podemos dizer que os sistemas de Data Management possuem diferentes funções, e você pode selecionar aquela que faz mais sentido para o seu negócio conforme a sua necessidade.  Além disso, destacamos que as estruturas de Data Warehouse e Data Lake constituem pontos finais para a coleta dos dados, enquanto aquelas de Data Hub funcionam mais como plataformas para compartilhamento e mediação. A seguir, apresentamos mais especificamente as diferenças entre os modelos de solução de Data Management. A estrutura de Data Warehouse, em essência, tem foco em Business Intelligence (BI). Através da coleta e armazenamento de dados estruturados — seja da organização como um todo, ou mesmo de equipes ou unidades específicas de negócio, como o Data Mart — é possível realizar análises de cenário que levam à tomada de decisão mais certeira a respeito dos rumos do negócio. O modelo de solução focado em Data Lake já traz um benefício diferente, devido à sua estrutura. Por conta do armazenamento de dados não estruturados e não refinados, há uma grande variedade de dados, que podem alimentar amplamente sistemas de Machine Learning e também demandas avançadas de análise de dados. O Data Hub, por sua vez, traz como característica principal o foco na governança de dados de forma proativa, uma vez que reúne os dados permitindo compartilhamento. Por conta dessa permissão, é preciso que as equipes de TI por trás do gerenciamento deste tipo de solução de Data Management estejam atentas à correção máxima possível dos dados. Isso resulta no benefício voltado à governança que mencionamos.  Para finalizar, é importante sinalizar que soluções de Data Warehouse + Data Mart, Data Lake e Data Hub não são intercambiáveis, ou seja, não substituem uma à outra, devido justamente às suas especificidades.  No entanto, elas podem — e devem! — ser utilizadas em conjunto na sua organização, se assim fizer sentido, pois os resultados serão complementares e poderão contribuir diretamente com a transformação digital do seu negócio. Com a leitura deste artigo, ficou mais claro para você as diferenças entre estes conceitos? Comenta aqui se você quiser saber mais, e também continue acompanhando nosso blog. Além disso, confira nossos cursos com matrículas abertas para aprofundar ainda mais a sua capacitação profissional!


    23/06/2021
  • Cursos de TI
    RH

    Cursos de TI: entenda as principais áreas de conhecimento e como planejar os cursos na sua empresa

    Você já parou para pensar na importância de investir em cursos de TI para os profissionais da sua organização? Muitas vezes, em processos seletivos, as empresas acabam selecionando pessoas que já tragam uma bagagem de conhecimento técnico na área de tecnologia da informação. Isso é primordial para o exercício de determinadas funções, e não estamos dizendo que deva mudar.  No entanto, muito do que se faz dentro de uma organização pode ser desenvolvido dentro da própria empresa, direcionando os exemplos práticos daquela teoria, por exemplo, para situações cotidianas do seu ambiente.  Por isso, acreditamos que os conhecimentos prévios são desejáveis, sim, mas que você pode começar a desenvolver um outro olhar para a contratação pensando até mesmo na educação continuada desses profissionais dentro da empresa. Neste artigo falaremos um pouco sobre quais são as áreas de atuação em TI mais demandadas e trazer algumas dicas de como você poderá executar o seu planejamento de treinamentos e cursos de capacitação dentro da organização. Continue lendo e confira! Áreas mais procuradas na TI A tecnologia da informação é uma área em constante crescimento e desenvolvimento no Brasil. Em algumas localizações, por exemplo, o PIB da indústria de tecnologia já supera o de outras economias bastante significativas.  Esse cenário evidencia um alto crescimento no número de empresas de base tecnológica, e também das áreas de TI dentro das organizações que não possuem a tecnologia como core business. E esse movimento, consequentemente, traz à tona o desafio do equilíbrio entre oferta e demanda de mão-de-obra qualificada para atuação em TI. Dentre as áreas que mais crescem — e, portanto, despertam interesse do mercado e dos profissionais —, temos: segurança da informação; administração de banco de dados; administração de redes; qualidade de software; hybrid multi cloud; programação; e suporte técnico.  Para cada uma dessas áreas existem disponíveis diferentes cursos de TI, capacitações e treinamentos. No site da Escola Superior de Redes (ESR), por exemplo, você encontra uma lista centralizada onde é possível encontrar pelo menos um curso para cada uma dessas áreas. Neste sentido, é fundamental que os gestores de organizações compreendam que não será tão fácil quanto parece localizar bons profissionais; e que a qualificação in company pode ser um caminho a ser adotado para suprir essa demanda. A capacitação faz parte da rotina dos profissionais de TI, especialmente quando se leva em conta o fato de que a tecnologia é uma área em constante transformação, onde a todo momento é preciso se atualizar de lançamentos e novidades. Por isso, os profissionais que trabalham nesta área acabam sentindo sempre a necessidade de estar em constante atualização para acompanhar o mercado. Na sua empresa não é diferente: seja pelo desejo dos colaboradores, seja pela necessidade de maior qualificação, pensar em implementar cursos de TI é uma opção altamente rentável. Confira a seguir como colocar isso em prática. Como realizar um planejamento de cursos de TI na sua empresa Além dos motivos já exemplificados, investir neste tipo de treinamento permite que os seus colaboradores aprendam novas habilidades e conhecimentos para colocar em prática no dia a dia da equipe e dos projetos. Isso potencializa o desenvolvimento de soluções inovadoras e que contribuam com o aumento da lucratividade da empresa.  A elaboração e execução de um planejamento para a escolha e implementação de cursos de TI na sua empresa deve seguir as melhores práticas recomendadas neste mercado. Por isso, para saber como começar na sua empresa, separamos o passo a passo a seguir. #1 Mapeamento de necessidades O primeiro passo que deve ser dado antes de implementar cursos de TI na sua organização é ter um bom entendimento sobre as necessidades da empresa em relação aos colaboradores de tecnologia. Toda empresa tem um objetivo, e a área de TI deve estar diretamente alinhada a ele para que o negócio olhe em uma única direção. Por isso, conhecer a fundo as necessidades do negócio será um papel muito importante das lideranças de TI envolvidas nesse mapeamento. #2 Identificação de lacunas de desenvolvimento Em um segundo momento, após detectar o que a empresa precisa, é hora de partir para a investigação sobre as necessidades dos colaboradores. Importante sinalizar que esta etapa não diz respeito a perguntar para a equipe sobre o que eles gostariam de aprender, mas sim, entender o que eles precisam para performar melhor dentro dos objetivos desenhados.  Os cursos de TI a serem implementados devem suprir lacunas de habilidades encontradas nos profissionais da sua empresa, e não simplesmente cumprir um protocolo. Por isso, após entender o que a empresa precisa, direcione os olhares para a equipe para validar quanto daquele objetivo essa equipe consegue cumprir e quanto pode precisar de um apoio extra. #3 Definição de competências para investir Dentre as lacunas identificadas no passo anterior, esta etapa prevê uma priorização do que efetivamente receberá investimentos naquele momento. Para analisar isso e chegar a uma conclusão, as equipes devem entender perfeitamente os objetivos do negócio; ter consciência das lacunas que mais podem impactar negativamente nisso; e, ainda, compreender o orçamento disponível para esse investimento. Assim, a definição das competências a serem desenvolvidas nos colaboradores através dos cursos de TI nas quais investir são selecionadas pensando neste conjunto de fatores. É muito importante ouvir o seu time e também outras áreas da empresa neste momento para ter opiniões mais variadas e que reflitam a realidade da organização. Um produto que vem sendo bastante utilizado para o mapeamento de competências — e que você também pode implementar na sua organização — é o SFIA (Skills Framework for the Information Age). Trata-se de um modelo para descrever e gerenciar habilidades e competências necessárias para profissionais de TI e transformação digital.  Com base neste quadro, é possível identificar características, dores e necessidades para serem endereçadas através dos cursos que você irá implementar na sua empresa. Na ESR, oferecemos uma consultoria educacional totalmente baseada neste framework, venha conhecer! #4 Planejamento para a prática Com tudo delimitado, é hora de partir para a prática. A recomendação principal neste momento é contar com parceiros especializados na educação para tecnologia. No entanto, a escolha desta parceria deve levar em conta alguns fatores, desde o alinhamento aos valores do negócio, passando pelo cumprimento dos requisitos técnicos de qualidade necessários, até a adequação às necessidades e momento da empresa. Neste momento será importante, então, realizar uma pesquisa de mercado para conhecer os possíveis fornecedores, identificar a modalidade (presencial ou EaD) que mais atende a sua empresa, solicitar e analisar orçamentos levando tudo isso em conta. É fundamental ainda que você compreenda como equilibrar a aplicação dos cursos de TI com a rotina dos colaboradores sem sobrecarregá-los de nenhuma maneira. #5 Análise do desempenho da equipe Por último, e com certeza não menos importante, está a análise do desempenho dessas equipes que tiveram acesso aos cursos de TI para capacitação. Como os objetivos iniciais são bem delimitados, e as lacunas de desenvolvimento também estão mapeadas, esta análise ao final do ciclo se torna mais palpável. Aqui, uma dica pode ser buscar compreender no início da implementação como está a visão e a qualificação dos colaboradores que serão contemplados com os cursos, e ao final, repetir os testes ou questionários e verificar uma mudança. Além disso, as entregas da área de TI tendem a passar por uma importante escalada ao passo que os profissionais estão se qualificando, então isso também pode ser uma evidência dos resultados obtidos. Contar com a possibilidade de implementação de cursos de TI na sua empresa, para qualificar os profissionais e elevar o nível das suas entregas, é uma das vantagens de se tornar parceiro da ESR. Se você se interessou por este tema e por levá-lo para a sua empresa, confira nossas próximas turmas com matrículas abertas e veja como podemos ajudar! Continue acompanhando nosso blog e compartilhe os conteúdos com seus colegas!


    08/06/2021
  • Governança de TI
    Governança de TI

    Os benefícios da Governança de TI

    Se você trabalha na área de tecnologia da informação, com certeza já ouviu falar sobre governança de TI, certo? O conceito consiste no desenvolvimento de um conjunto de normas e práticas por cada empresa para a sua área de TI, de acordo com exigências de mercado para o seu setor, e também com seus próprios valores internos. Essas regras e parâmetros são definidos visando o cumprimento de critérios de qualidade nas entregas. Por isso, vão determinar como são feitos os processos dentro da área de TI, que equipe é responsável por cada atividade e que resultados são esperados dentro de qual prazo para cada uma delas. O processo todo envolve poucas pessoas nas definições e como cabeças pensantes das ações, porém se estende à empresa inteira quando já estipulado tudo. Por isso é tão importante que todos tenham consciência internamente sobre que diretrizes a empresa pretende seguir e como cada pessoa pode se posicionar em prol disso. Além do framework do COBIT, outro modelo amplamente utilizado para a implementação de práticas de governança de TI nas organizações é a norma ISO/IEC 38500, já mencionada anteriormente, instituída pela ABNT. Também aplicável a qualquer tipo ou porte de empresa, a norma estabelece seis princípios para uma boa governança de TI. São eles: responsabilidade; estratégia; aquisições; desempenho; conformidade; comportamento humano. Vamos falar mais sobre cada um deles a seguir, além de trazer uma lista de benefícios da governança de TI que a sua empresa pode obter ao implementar esse conjunto de práticas. Continue a leitura! Princípios para uma boa governança de TI Responsabilidade No que tange à responsabilidade, será fundamental que todos os indivíduos e grupos da organização compreendam suas atribuições e papéis no fornecimento de TI. Além disso, é preciso que as funções incumbidas a cada qual sejam acompanhadas de autonomia e poder de decisão para tal execução. Estratégia Quando falamos em estratégia na governança de TI, o objetivo principal é manter sempre no horizonte das ações o cenário atual da organização, acompanhando a evolução para os planos futuros.  Este alinhamento contribui para que não haja dimensionamentos incorretos de recursos e esforços, e que o processo seja o mais otimizado possível. Sendo assim, tanto o nível executivo da empresa deve compreender qual a capacidade atual da área de TI, quanto este setor precisa ter ciência das necessidades atuais do negócio como um todo. Importante destacar aqui que o processo evolui ao longo do tempo, então essas necessidades de ambos os lados vão sendo modificadas também, e a boa governança de TI deve garantir que isso esteja endereçado. Aquisições Partindo para o terceiro ponto, as aquisições, a norma ISO/IEC 38500 propõe que haja um processo balizador para gerar um equilíbrio nos investimentos da área de TI. Assim, entende-se que tudo aquilo que é adquirido tem uma razão válida, e que deve passar por caminhos claros e transparentes que indiquem os benefícios, oportunidades, custos e riscos daquelas aquisições, e que as justifiquem diante do cenário como um todo. Desempenho O quarto princípio básico para uma boa governança de TI, segundo a norma ISO/IEC 38500 é o constante monitoramento do desempenho da área de tecnologia dentro da organização. Aqui é fundamental garantir que a atuação do setor esteja adequada à prestação de suporte à empresa,disponibilizando serviços de qualidade e que atendam às necessidades atuais e futuras do negócio. Conformidade Este princípio se trata da parte burocrática relacionada à área de TI dentro das organizações, que é a conformidade com todas as legislações e regulamentações aplicáveis ao setor. Os profissionais responsáveis pelo desenvolvimento das diretrizes de governança de TI da empresa devem ficar atentos às políticas e práticas aplicadas, e também às mudanças que ocorrem neste cenário. Manter uma proximidade com o setor jurídico, neste caso, será fundamental. Comportamento humano Apesar de estarmos debatendo governança de TI nos âmbitos de tecnologia e negócio, é fundamental ter sempre em mente que essas duas pontas dependem e são formadas por pessoas. Sendo assim, a norma ISO/IEC 38500 define o comportamento humano como o ato de prezar pelo respeito, necessidades e evolução de todas as pessoas envolvidas nos processos. Em resumo, são exemplos do que será atribuído como função aos profissionais dentro da equipe responsáveis pela governança de TI:  avaliar o uso atual e futuro da TI; orientar o desenvolvimento de planos e políticas para garantir o atingimento dos objetivos da empresa através do uso da TI; monitorar a aplicação destas normas e garantir que estão em dia; prospectar riscos e analisar cenários; padronizar processos para se adequar às normas definidas. Uma estratégia de governança de TI bem executada pode ajudar a empresa como um todo a atingir níveis de excelência em segurança, confiabilidade e credibilidade diante de todos os stakeholders. Isso permite uma maximização dos resultados do negócio, ou seja, influencia diretamente na lucratividade da empresa. Benefícios da governança de TI Se você chegou até aqui, já foi possível apreender uma série de vantagens que podem ser atribuídas ao seu negócio com base na implementação de práticas de governança de TI. Agora, confira em mais detalhes sobre os diferentes benefícios e entenda porque a sua empresa precisa implementar esta prática o mais rápido possível! Mais vantagem competitiva Com mais produtividade de toda a sua equipe seguindo práticas e processos pré-determinados e desenhados, todos saem ganhando. O cliente fica mais satisfeito com o resultado final, a empresa tende a verificar um aumento de lucro, e o mercado fica mobilizado para entender que tipo de ações estão sendo adotadas para gerar toda essa evolução. Esta é uma grande vantagem competitiva que pode vir da implantação de governança de TI na sua empresa. Aumenta a confiança e reduz riscos para os clientes Sistemas tecnológicos regidos por uma base de governança de TI tendem a ser mais estáveis e padronizados, mesmo em seus momentos de falha. Isso é um resultado muito importante do ponto de vista do cliente, que ao utilizar a solução, comprar o produto ou serviço deseja poder usufruir dele da melhor maneira possível. Além disso, identificar que a tecnologia por trás do atendimento realizado desempenha bem transmite ainda maior segurança quanto aos riscos para o cliente ao interagir com aquela solução. Otimiza o investimento dos seus recursos Ao reduzir as falhas, agilizar processos, automatizar tarefas e identificar gargalos, o principal benefício obtido é, então, a otimização de investimento dos seus recursos. Isso porque a empresa consegue saber exatamente, com base nas políticas de governança de TI, quais equipes precisam de maior destinação de recursos e quais estão desempenhando bem da forma que estão. Isso influencia também diretamente no aumento do ROI da área de tecnologia para a empresa, ajudando ainda mais a provar seu valor. Melhora sua comunicação Pensando no pilar de alinhamento estratégico da governança de TI, uma das vantagens mais interessantes, e muitas vezes abordada de forma superficial, é a melhoria nos processos também de comunicação entre as pessoas e entre os setores. Ao determinar diretrizes de como tudo deve acontecer, torna-se mais transparente para todos o que a organização espera e para onde está indo, além da forma como cada um pode contribuir para esse objetivo também ficar mais clara. Esses são alguns exemplos de benefícios que podem ser aproveitados pela sua organização ao implementar práticas de governança de TI. Faz sentido para a sua empresa? Ainda ficam dúvidas? Se sim, não hesite em nos contatar! Aproveite a oportunidade e compartilhe este conteúdo com seus colegas, continue acompanhando este blog e confira nosso calendário de cursos!


    28/05/2021
  • ITIL
    Governança de TI

    Conheça os benefícios e saiba como implementar ITIL na sua empresa

    Do inglês Information Technology Infrastructure Library, a sigla ITIL pode ser traduzida como ‘Biblioteca de Infraestrutura para a Tecnologia da Informação’, e consiste em framework padrão de boas práticas para o gerenciamento de serviços de TI. Sua aplicação é fundamental para o alinhamento das estratégias de negócios, por isso, todo profissional de TI deve saber como implementar ITIL na sua empresa. Neste artigo, te ajudamos com essa e outras dúvidas ligadas ao universo ITIL, desde a apresentação do conceito e dos diferentes volumes da ITIL, passando pelos benefícios para as organizações, até dicas de como aderir de acordo com as suas necessidades. Vamos lá! O que é ITIL? Conforme introduzido anteriormente, ITIL é uma biblioteca que reúne as melhores práticas na gestão de TI. Lançado pela primeira vez em 1980, no Reino Unido, o framework está atualmente em sua quarta versão, atualizada em 2019. A metodologia tem como principais objetivos padronizar os procedimentos da equipe de TI, identificar e promover melhorias contínuas para ajudar as organizações a atingirem seus objetivos estratégicos na área de TI de forma cada vez mais eficiente.  Para isso, a ITIL se baseia no Sistema de Valor de Serviço (Service System Value – SVS) e no modelo de 4 dimensões, que são: Organização e Pessoas; Informação e Tecnologia; Parceiros e Fornecedores e Fluxos de Valor e Processos. Na nova versão da ITIL há uma significativa mudança de nomenclatura e conceito, partindo de processos para imergir em práticas, onde se identifica uma abordagem mais holística que proporciona mais resultados para as organizações. Para saber mais sobre como implementar a ITIL 4 na sua organização, é importante ter conhecimento sobre os componentes do Sistema de Valor de Serviço da ITIL 4 e sobre o modelo de quatro dimensões. Vamos a eles. Componentes do SVS Em essência, o Sistema de Valor de Serviço consiste em uma forma de representar o ciclo de geração de valor das atividades e entregas dentro de uma organização. De acordo com este modelo, cada um de seus componentes encontra-se posicionado em um ponto específico entre a oportunidade e a geração de valor.  Confira na imagem para compreender com mais facilidade. Fonte: https://www.itsmnapratica.com.br/tudo-sobre-itil/ A seguir, detalhamos como cada uma dessas etapas funciona. Cadeia de Valor de Serviço (ITIL Service Value Chain) A cadeia de valor de serviço consiste em um modelo operacional flexível voltado para a entrega de melhoria contínua dos serviços. Com base em seis atividades principais, este modelo prevê o desenvolvimento de soluções que envolvam: planejar melhorar engajar desenho e transição obter ou construir entregar e suportar Essas atividades podem ser combinadas de diferentes formas e em sequências variadas de acordo com as necessidades e interesses de cada organização. Práticas (ITIL Practices) Atuando como uma evolução das práticas da ITIL V3, e para otimizar a organização e o controle dos processos, são recomendadas pela ITIL 4 um total de 34 práticas de gerenciamento, divididas em três categorias: Práticas Gerais de Gerenciamento, com 14 práticas recomendadas; Práticas de gerenciamento de Serviços, abrangendo 17 práticas; Práticas de Gerenciamento Técnico, com um total de 3 práticas listadas. O objetivo dessas práticas é oferecer uma visão que combine conhecimentos de gestão empresarial, gestão de serviços de ITSM e gestão tecnológica, pensando na finalidade derradeira de melhorar a entrega de serviços de TI. Os princípios orientadores (ITIL guiding principles) Os princípios orientadores da ITIL existem para auxiliar os gestores e as equipes de TI na tomada de decisões e assegurar que o alinhamento entre este setor e o negócio como um todo esteja em dia. São os 7 princípios da ITIL 4: concentre-se no valor comece de onde você está progrida iterativamente com feedback colabore e promova visibilidade pense e trabalhe holisticamente mantenha as coisas simples e práticas otimize e automatize Se você se recordar dos nossos materiais sobre o método Agile, poderá identificar que a lógica de buscar eficiência e melhoria contínua é bastante semelhante. Desta forma, os próprios princípios orientadores conversam em muitos aspectos. Para trabalhar com ITIL é, então, fundamental ter conhecimentos sobre o cenário Agile. Governança Do ponto de vista da governança, são implementadas nas organizações práticas e rotinas que busquem garantir o alinhamento entre a operação e o direcionamento de estratégia do negócio. Melhoria Contínua de Serviços ITIL (ITIL Continual Improvement) Tendo como base conceitos do ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Adjust), a melhoria contínua da ITIL 4 busca implementar a melhoria contínua em cada um dos componentes do Sistema de Valor de Serviço. Ao oferecer mais agilidade e resiliência através de uma abordagem holística, as organizações conseguem identificar os resultados de forma mais evidente e alinhada aos objetivos. O modelo de 4 dimensões Já do ponto de vista do segundo elemento estruturante da ITIL 4, vamos apresentar a seguir as dimensões descritas pela metodologia a partir das quais cada um dos componentes citados anteriormente deve ser considerado. Confira! Organização e pessoas A dimensão de organização e pessoas busca garantir a adequação das equipes à linha de horizonte do negócio. Uma das formas de colocar isso em prática é através da criação de valores e da definição de atitudes compartilhadas dentro da área de TI que possam agregar valor ao resultado de entrega de valor de serviço. Em resumo, esta dimensão trata da cultura da empresa alinhada aos objetivos e colaboradores. Informação e tecnologia Na dimensão de informação e tecnologia, são incluídas informações e conhecimentos necessários para o gerenciamento dos serviços e das ferramentas para a operação rodar. Aqui existem diferentes orientações sobre o papel de cada ator dentro deste processo, além de fornecer insights para o estabelecimento de relações entre os diferentes componentes do SVS. Parceiros e fornecedores Quando se pensa em parceiros e fornecedores, a ITIL 4 prevê um alinhamento também com esses atores, para além da equipe interna. Todo negócio depende dessas relações externas para se sustentar e crescer, por isso esta dimensão busca direcionar os olhares dos gestores para o relacionamento entre organizações. Fluxos de valor e processos Por último, a quarta dimensão prevista no modelo da ITIL 4 diz respeito à forma como a organização funciona, ou seja, como seus diferentes braços atuam de forma integrada e rumo aos mesmos objetivos. A ideia por trás é sempre identificar como se dá a geração de valor através dos produtos e serviços, porém entender como se dá a articulação dos setores para isso também é fundamental. Quais os benefícios da ITIL? Agora que você já conhece um pouco mais sobre a metodologia ITIL, já deve entender os motivos pelos quais ela é utilizada como guia e base em todo o mundo para orientar as práticas de TI. Assim, é fundamental que todos os profissionais que desejam se especializar em qualquer área da tecnologia da informação busquem capacitação em ITIL. Conheça os principais benefícios desta metodologia para as organizações e entenda ainda melhor porque você deve possuir esses conhecimentos. Alinhamento entre TI e os negócios: ao obter uma visão mais holística dos processos de TI, é possível economizar, padronizar serviços, minimizar erros, aumentar eficiência nas entregas e aliar tudo isso à promoção da inovação no negócio em questão. Assim, cada vez mais a empresa irá entender o papel da área de TI e ambos irão trabalhar juntos pelos mesmos objetivos; Profissionalismo: através da padronização e da facilidade na identificação e mitigação de falhas, a empresa ganha em profissionalização da equipe de TI, posicionando-a como referência no mercado e conseguindo também atrair talentos; Compatibilidade: como vamos comentar um pouco melhor a seguir, a ITIL é um conjunto de boas práticas amplo, cujas ideias podem ser adaptadas a cada negócio e necessidade. Assim, a metodologia sempre será compatível com o que você precisa no seu projeto, basta analisar como implementar ITIL; Ambiente estável para mudanças: o ambiente de tecnologia e internet muda o tempo todo, e acompanhar esses processos é desafiador. As equipes de TI que embasam suas rotinas e práticas na ITIL tendem a desenvolver melhores táticas para conseguir alcançar este objetivo; Qualidade + Satisfação do cliente: na mesma linha do profissionalismo, as práticas propostas pelo ITIL proporcionam o atingimento de maior qualidade nas entregas das equipes de TI e, consequentemente, de mais clientes satisfeitos. Mas e agora, como implementar ITIL no meu negócio? A ITIL é uma metodologia abrangente que proporciona maleabilidade para sua implementação. Assim, para identificar como implementar ITIL na sua empresa, é preciso antes analisar o seu cenário e realidade. A sua equipe de TI conta com uma liderança que poderá puxar, acompanhar e reportar os resultados dos processos de implementação? Quais são os maiores gargalos atualmente que precisam ser solucionados? Quais desafios a sua empresa enfrenta hoje na área de TI e que, se superados, podem trazer ganhos significativos para o dia a dia? Com base no entendimento deste diagnóstico, é possível iniciar a implementação da metodologia na sua empresa por estágios. Isso permite que seja feita uma adaptação das atividades ao novo formato de gestão dos serviços sem que isso gere um grande impacto para a sua equipe e para as rotinas que não podem ser interrompidas. Por se tratar de uma metodologia ampla, é possível que alguns dos processos ali descritos não façam tanto sentido para o momento do seu negócio. Por isso, lembre-se sempre de que você pode eliminar algumas etapas e investir mais em outras, caso seja mais proveitoso dentro da sua realidade. Você pode ainda contar com o apoio de ferramentas para se organizar a respeito de como implementar ITIL no seu negócio, como o Trello ou até mesmo planilhas do Excel. As diferentes etapas e atividades a serem executadas podem ser registradas nestas plataformas para que toda a equipe consiga estar na mesma página sobre o que já foi feito, o que está no backlog e quais os principais entraves. A adesão às práticas de ITIL é fundamental para toda e qualquer empresa que trabalhe com algum processo de TI. Então, para disseminar ainda mais o conhecimento sobre o assunto, compartilhe este conteúdo, continue acompanhando este blog e confira nosso calendário de cursos! 


    21/05/2021
  • virtualização de sistemas operacionais
    Administração de Sistemas

    O que é e como fazer a virtualização de sistemas operacionais

    Virtualização de sistemas operacionais é um tipo de virtualização cuja técnica permite que um sistema — ou uma aplicação dele — possa ser operado dentro de outro. O objetivo é possibilitar um maior intercâmbio de funcionalidades e romper a barreira do sistema operacional, para que tudo o que é útil em um possa ser aproveitado em outro, sem restrições. Um exemplo é a instalação e execução de um aplicativo de Windows no sistema operacional Linux, através de uma máquina virtual, com funcionamento perfeito. Um grande benefício de utilizar a virtualização de sistemas operacionais é a possibilidade de montar uma máquina completa que disponha de todos os recursos e softwares desejados pelo seu usuário, independente do sistema operacional no qual ela opera. Para saber mais sobre virtualização de sistemas operacionais e como fazê-la, continue a leitura deste artigo! O que é virtualização de sistemas operacionais Colocando a expressão em termos técnicos, virtualização de sistemas operacionais é a tecnologia de criação de uma máquina virtual para funcionar dentro de um sistema operacional. Essa nova máquina é o que possibilita a execução de sistemas operacionais ou softwares distintos que podem ser experimentados e testados pelo usuário sem a necessidade de aquisição de cada um. O processo de virtualização tende a ser mais familiarmente conhecido para aplicação em grandes servidores ou datacenters de empresas, onde diversos sistemas operacionais rodam simultaneamente, e o processo é gerenciado por profissionais de TI. No entanto, o usuário comum também pode se utilizar da virtualização e obter benefícios com ela. Confira a seguir. Benefícios da virtualização de sistemas operacionais Para o usuário comum, os principais ganhos da virtualização de sistemas operacionais estão relacionados com a facilidade da utilização e da realização de testes entre aplicações de diferentes sistemas. Além disso, é possível utilizar drivers de impressoras — quando forem aparelhos mais antigos —, por exemplo, em computadores com sistemas operacionais mais recentes e originalmente incompatíveis.  As vantagens para o uso profissional, no entanto, são superiores, de fato. Especialmente para o grupo de desenvolvedores dentro da categoria de profissionais de TI, a virtualização de sistemas operacionais oferece uma grande vantagem. Trata-se da possibilidade de realizar testes de software, aplicativo ou até mesmo de segurança sem a necessidade de conexão, compilação de códigos ou de arriscar o PC em si. Além disso, a possibilidade de rodar dezenas de sistemas operacionais em um único servidor também é uma grande vantagem do uso profissional. Isso porque a utilização deste recurso aumenta exponencialmente a performance do servidor, culminando diretamente na redução de custos para a empresa.  A contribuição com as contas do negócio continua se analisarmos do ponto de vista da aquisição de hardware, pois a empresa deixa de necessitar dessas compras e, com isso, economiza também. E economiza não somente dinheiro, mas espaço físico e energia elétrica, de modo que são inúmeras as vantagens desta técnica no universo profissional. Como fazer a virtualização de sistemas operacionais A virtualização de sistemas operacionais pode ser executada, tanto por usuários comuns, quanto por profissionais, através de sistemas e softwares e aplicativos especializados. Sendo assim, o primeiro critério que deve ser observado para proceder com a virtualização é: o computador hospedeiro (host) possui recursos para suportar a carga que será necessária? A seguir, é preciso delimitar os objetivos finais que se quer atingir com a virtualização e mapear os possíveis riscos. As máquinas virtuais simulam ambientes reais, ou seja, para o usuario se trata de um computador real. Porém, acessam o hardware somente de forma indireta, o que faz com que o uso seja restrito ao hardware fornecido a cada Máquina Virtual, desempenho bastante inferior ao de máquinas reais. Por isso, se você pretende executar a virtualização de sistemas operacionais na sua empresa, analise com cuidado quais são as intenções de uso desta técnica. A depender do caso, pode ser que a virtualização não seja a sua melhor escolha para aquele momento. Com os objetivos definidos, os riscos mapeados e as condições da máquina hospedeira verificadas, é hora de partir para a prática. Nesta etapa, sistemas e softwares como o VirtualBox, Proxmox, XCP-ng, oVirt, Hyper-V, Citrix XenServer, VMware ESXi e VMware Workstation são alguns dos mais conhecidos do mercado. Procure tutoriais na internet, leia artigos, informe-se e consulte outros especialistas para ter a exata noção de como trabalhar com essas soluções. Mas pode ter certeza que elas irão ajudar no seu desafio. E aí, ficou claro o conceito de virtualização de sistemas operacionais? Faz sentido para o seu negócio pensar sobre a implementação deste processo? Então compartilhe este conteúdo, continue acompanhando este blog e confira nosso calendário de cursos! 


    23/04/2021
  • o que é computação em nuvem
    Computação em Nuvem

    O que é computação em nuvem (cloud computing)

    Segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Software (ABES), os serviços de computação em nuvem (cloud computing) devem crescer 35,5% ao ano até 2022 no país. Isso representa um aumento de 0,5% em relação ao que o Brasil já vem performando dentro deste mercado de nuvem, mas ainda apresenta espaço para ampliação da participação das empresas.  Este aumento identificado no mercado é impulsionado principalmente pelo movimento de empresas de software espalhadas pelo Brasil, que prezam cada vez mais pela redução de custos e maior segurança em sua operação. Além disso, a velocidade e produtividade promovidas por esta tecnologia ganham destaque entre os empreendedores e contribuem com o aumento da adesão. Neste artigo você vai conhecer um pouco mais sobre o que é a tecnologia de computação em nuvem (cloud computing), quais suas principais características e como está o cenário de seu uso no Brasil. Continue a leitura e confira! O que é computação em nuvem (cloud computing) De forma resumida e simplificada, podemos dizer que computação em nuvem (cloud computing) é, segundo definição do NIST: “um modelo para habilitar o acesso por rede ubíquo, conveniente e sob demanda a um conjunto compartilhado de recursos de computação (como redes, servidores, armazenamento, aplicações e serviços) que possam ser rapidamente provisionados e liberados com o mínimo de esforço de gerenciamento ou interação com o provedor de serviços”. Sendo assim, o principal diferencial da computação em nuvem para o modelo tradicional de entrega deste tipo de serviço é o modelo de disponibilização através da internet e oferecido por provedores de computação em nuvem. Tudo de forma rápida, flexível e econômica. Devido ao uso da computação em nuvem, as organizações conseguem se planejar melhor diante do seu cenário de CAPEX e OPEX. Ou seja, suprimem a necessidade de investir na aquisição (CAPEX) e manutenção (OPEX) de datacenters ou servidores físicos, por exemplo.  Além de um planejamento mais assertivo de dispêndio, o uso dos serviços de computação em nuvem (cloud computing) tem por característica a possibilidade de a empresa pagar somente mediante a quantidade de uso projetado. Assim, pode-se ter ganhos correlacionados de eficácia e eficiência. Este é mais um indicativo de como investir nesta tecnologia pode contribuir para ter custos operacionais mais efetivos, justificados na sua empresa. Para o usuário final, a grande vantagem está na possibilidade de reduzir a necessidade de realizar a instalação de aplicativos ou programas no computador para executar tarefas do dia a dia. Através de diferentes serviços disponibilizados na nuvem, é possível fazer desde a criação e edição de planilhas, passando pelo armazenamento de documentos em pastas pessoais, até a edição de vídeos ou processamento de dados em grandes bancos. Histórico da computação em nuvem O conceito de computação em nuvem surgiu — ainda não nos mesmos moldes e concepções que utilizamos hoje, mas já a ideia central — na década de 1950, através de uma junção de ideias de dois especialistas americanos: John McCarthy e Joseph Carl Robnett Licklider. Os pesquisadores desenvolveram este conceito buscando trabalhar a essência do que utilizamos hoje, que são as características de disponibilidade e acessibilidade. Na década de 1990 algumas empresas de telecomunicações desenvolveram redes virtualizadas através das quais a mesma infraestrutura física podia dar acesso compartilhado a diferentes usuários. E foi então que, após diferentes pesquisas, estudos e aplicações da tecnologia, o professor de sistemas da informação Ramnath Chellappa utilizou o conceito “computação em nuvem” pela primeira vez, em uma palestra universitária no ano de 1997. A ideia da nuvem, é importante salientar aqui, vem da simbologia relativa a algo que está no ar, fazendo uma correlação com os sistemas que não ficam hospedados em servidores físicos, mas na internet. Como se popularizou A popularização do conceito de computação em nuvem se deu a partir dos anos 2000, principalmente, quando os provedores passaram a oferecer este serviço comercialmente. Um exemplo deste tipo de case é a gigante de tecnologia Amazon, que deu início à sua trajetória oferecendo uma espécie de “aluguel de computadores virtuais” para seus clientes (pessoas físicas ou empresas). Na sequência, outras empresas começaram a identificar esta tendência de comportamento dos usuários e empresas e passaram a também ofertar seus serviços no mercado da computação em nuvem, como Google e Microsoft. Uma forma mais palpável de compreender a ideia da computação em nuvem vem com o surgimento da Netflix, que passou a oferecer o serviço de streaming de vídeo. Ou seja, os clientes não precisam mais alugar DVDs ou fitas cassete nas locadoras para ter acesso aos títulos, mas apenas fazer uma assinatura mensal que dá acesso ao catálogo completo através da internet. Hoje, os setores que mais investem em nuvem são os de serviços financeiros (como fintechs e  bancos digitais), sites, aplicativos de transporte e entrega (como Ifood, Uber Eats, Rappi, etc.). Além destes, destacamos também as empresas de tecnologia e desenvolvedoras de software mencionadas no início deste artigo, que comumente hospedam e ofertam seus produtos através da nuvem (modelo SaaS — Software as a Service). Como funciona a computação em nuvem (cloud computing) Agora que já vimos um pouco sobre o que é e como surgiu a computação em nuvem, hora de entender melhor sobre seus componentes e elementos que norteiam sua operação. São eles os apresentados a seguir. Características essenciais Dentro da categoria de características essenciais da computação em nuvem, o NIST cita alguns elementos principais: Modalidades de serviço No que diz respeito às possíveis modalidades de serviço que podem ser ofertados através da computação em nuvem (cloud computing), existem três principais, que citaremos a seguir: Modalidades de instalação Por último, dentro do tripé de elementos que compõem o conceito de computação em nuvem, temos as modalidades de instalação desses tipos de serviços, que vão variar de acordo com a necessidade, orçamento, objetivos e estrutura do seu negócio. São as opções: Principais benefícios da computação em nuvem A adoção da computação em nuvem vem crescendo no Brasil ao longo dos últimos anos e os principais motivos que levam a isso são os significativos benefícios proporcionados.  Antes de começarmos a listar os principais benefícios (pois são muitos, então vamos nos atentar aos mais valiosos), é importante ter conhecimento sobre uma característica em especial deste tipo de oferta computacional: a adequação às necessidades da sua empresa. Ao utilizar serviços de computação em nuvem na sua organização você logo irá identificar que a estrutura pode ser facilmente ampliada ou reduzida para atender a demanda que a sua empresa apresentar. Assim, conforme o negócio for crescendo e novas necessidades forem surgindo, você não vai precisar comprar mais servidores ou redes, mas simplesmente ampliar a infraestrutura em nuvem já contratada. Vamos agora aos demais benefícios. Agilidade e produtividade Ao proporcionar acesso fácil a uma imensa gama de tecnologias por meio da internet, a o que é computação em nuvem em nuvem (cloud computing) traz grande agilidade e velocidade às novas implementações. Com isso, testar novas possibilidades e ideias, desenvolver novas experiências e implantar novos serviços e sistemas passam a poder ser feitos em questão de poucos minutos, contribuindo de forma significativa com o fomento à transformação digital. Isso provê um ambiente propício ao exercício da inovação, permitindo acesso rápido a resultados de testes e chance de correção de falhas dentro do tempo disponível. A produtividade vem como consequência desta agilidade, uma vez que com a computação em nuvem é possível fazer muito mais em menos tempo e deixar que as equipes se dediquem a aspectos mais estratégicos e menos operacionais. Escala e implantação global Como mencionado anteriormente, a implementação de novos sistemas e serviços ganha muito em velocidade quando se fala no uso da computação em nuvem (cloud computing). Isso se reflete diretamente também na facilidade de ampliação das atividades da sua empresa, disponibilizando os serviços para novas regiões geográficas, por exemplo, em questão de minutos e com poucos cliques. Segurança e confiabilidade Por último na nossa lista de hoje temos como uma grande vantagem da computação em nuvem (cloud computing) a segurança e confiabilidade que este tipo de sistema oferece para as empresas.  A computação em nuvem tem como uma de suas bases mais sólidas o respeito a uma série de políticas de controle e segurança que contribuem com a proteção dos dados e da infraestrutura como um todo contra qualquer tipo de ameaça. Além disso, possuem práticas que facilitam a reduzem custos na realização de backups de dados e manutenção de sua integridade. Nos últimos tempos, devido à pandemia do coronavírus e da migração de centenas de empresas para o modelo home office, a demanda por serviços em nuvem cresceu de forma exponencial. A transformação digital foi acelerada em meses o que aconteceria ao longo dos próximos cinco anos, e dentre as mudanças está a alta adesão à nuvem. A necessidade das empresas pela disponibilização de recursos de forma remota fez com que os números de servidores BPM (business process management) dessem um salto de quatro a cinco vezes ao longo dos primeiros 10 meses de quarentena. A previsão que apresentamos no início deste artigo feita pela ABES pode sofrer significativas mudanças devido aos impactos da pandemia, trazendo um crescimento mais acelerado do que o que era previsto inicialmente. Venha conhecer mais sobre computação em nuvem Se você se interessa pelo tema e quer continuar aprendendo ainda mais, fique sempre de olho no nosso blog, pois estaremos atualizando-o constantemente, e não deixe de conferir nosso calendário de cursos! 


    13/04/2021
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    Métodos Ágeis e Inovação

    Saiba porque o Framework Scrum é a base do mundo ágil

    Voltados à simplificação de problemas complexos e à habilitação para solucioná-los de forma eficiente, os métodos ágeis e o framework Scrum representam a base do mundo ágil que conhecemos hoje. Seja dentro das organizações ou em projetos pessoais, a organização promovida pela aplicação do Scrum surte resultados que impressionam e cativam. Por isso o método vem sendo amplamente utilizado e cada vez mais aderido em todo o mundo. Através do Scrum é possível dividir grandes tarefas em atividades individuais, para que possam ser executadas por mais pessoas ao mesmo tempo e, assim, ganhe-se em escalabilidade e agilidade na entrega final. No entanto, é primordial para a compreensão e aplicação dos conceitos conhecer mais sobre eles, entender como se diferenciam e como você pode se beneficiar de cada um deles. Continue a leitura e confira! O que são métodos ágeis O conceito da metodologia ágil, ou Agile, para utilizar a nomenclatura original, é um conjunto de práticas baseadas nos valores do Manifesto para Desenvolvimento Ágil de Software, ou só Manifesto Ágil. A ideia geral por trás do Manifesto, assinado por profissionais de TI de todo o mundo, é a de direcionar o foco de toda e qualquer ação para a geração de maior valor agregado e satisfação completa do cliente. Inicialmente o Manifesto tem como foco o desenvolvimento de software, porém ao começarem a aplicá-lo, as organizações identificaram que seus benefícios podem ir para muito além deste ramo. Alguns dos valores que mais demonstram esta aplicabilidade são a colaboração, a auto-organização e a implementação de equipes interdisciplinares. Diversas empresas hoje atuam com esses elementos como norte de suas práticas, e isso é uma forma de aplicação dos métodos ágeis no dia a dia da organização. O que é Scrum Agora que entendemos o que são os métodos ágeis, fica mais fácil identificar o que é o framework Scrum. Trata-se de uma estrutura metodológica com um conjunto de instruções utilizadas para implementar os métodos ágeis. Ou seja, fazendo uma analogia com o universo da matemática, o framework Scrum está contido (⊂) em métodos ágeis. O método Scrum foi criada pelos desenvolvedores Ken Schwaber e Jeff Sutherland na década de 1990 e desde então vem sendo aprimorada a cada ano. De forma resumida, o framework prevê a criação de equipes pequenas e multidisciplinares para a realização de tarefas dentro de um mesmo projeto, sempre priorizando a colaboração entre os indivíduos e a prática constante de feedbacks. Com base nisso, gestores de diferentes times conseguem organizar seus processos e orientar o trabalho para resultados alinhados aos objetivos micro de cada área e gerais da organização. Tudo isso de forma ágil, inteligente e eficiente. Quais os benefícios do framework Scrum Um dos assuntos que mais se ouve falar atualmente é a necessidade das organizações de melhorar a eficiência de suas equipes para reduzir tempo e recursos empregados em cada tarefa. A competitividade faz com que a qualidade do produto não seja mais o único diferencial, mas também os processos por trás de sua construção e a forma de entrega. Com base no que vimos anteriormente sobre o framework Scrum, fica evidente que o método pode ajudar — e muito! —, principalmente se você atua no desenvolvimento de um produto concreto, porém não exclusivamente. Isso porque a palavra da vez é a agilidade, e os métodos ágeis, assim como o framework Scrum, contribuem muito positivamente para atingi-la. Através do método Scrum é possível, em questão de horas, identificar gaps e gargalos na operação e transformá-los em oportunidades de melhoria e otimização. Com isso, é possível encontrar soluções de forma mais certeira para os diferentes problemas encontrados em cada um dos setores da sua empresa e testá-las com velocidade para minimizar ao máximo os possíveis impactos. Assim, hora de reuniões são transformadas em minutos, decisões são tomadas de forma mais ágil e os processos são simplificados originando resultados cada vez mais eficientes. Como aplicar métodos ágeis e o framework Scrum na sua empresa A dinâmica do método Scrum envolve diferentes atores, eventos e nomenclaturas, que servem para organizar e orientar o trabalho das equipes que seguirão este framework. Você pode se aprofundar sobre isso em diferentes conteúdos disponíveis no nosso blog, porém o que queremos que você saia deste artigo sabendo é sobre como aplicar na sua empresa. O principal ponto neste sentido, além da mudança de mentalidade que será necessária caso a sua organização ainda não seja tão aberta para este assunto, será designar pessoas para os cargos descritos no Scrum e listar prioridades. A partir disso iniciam-se as rotinas e eventos previstos no framework Scrum, como as reuniões regulares, os sprints. Esta é a etapa que envolve maior planejamento e na qual a sua equipe vai precisar estar mais conectada para evoluir coletivamente o projeto em questão dentro do framework. Em resumo, é fundamental que você compreenda os princípios básicos que norteiam os métodos ágeis e o framework Scrum para, assim, poder partir para um processo de implementação deles na sua empresa. Ficou mais claro com a leitura deste artigo porquê você precisa do Scrum desde já no seu dia a dia? Então confira nosso calendário de cursos para se aperfeiçoar ainda mais no tema!


    01/04/2021
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    Temas Diversos

    5 aprendizados do ensino a distância

    O ensino a distância se popularizou ainda mais por todo o mundo no último ano, devido especialmente à disseminação do coronavírus e à necessidade de frear o contágio. Com isso, escolas e universidades foram fechadas para as atividades presenciais e, em muitos casos, tiveram suas atividades suspensas durante meses no Brasil. Depois de algum tempo, as aulas foram retomadas, porém na modalidade 100% remota, em seguida, alguns locais começaram a retomar aos poucos e de forma escalada a ida à escola, transformando o formato de ensino em híbrido. Neste sentido, tornou-se possível extrair diversos aprendizados e lições do ensino a distância, as quais a nossa humanidade poderá levar para posteridade. Neste artigo, você vai entender um pouco melhor o que é e como funciona o ensino a distância, e vai ainda conferir 5 aprendizados que ficam deste período tão turbulento e duro, mas que também trouxe crescimento em muitos sentidos. Boa leitura! O que é ensino a distância Ensino a distância é uma modalidade do processo de aprendizagem. Ou seja, não ocorre a presença física simultânea do professor e dos alunos dentro de uma sala de aula. O que acontece, por outro lado, é essa sincronicidade do ensino através dos recursos tecnológicos disponíveis. Sejam eles plataformas educacionais direcionadas, sejam recursos que facilitam o compartilhamento, e até mesmo plataformas para sediar aulas online. Todos eles possibilitam a integração entre os grupos de estudantes, trazendo maior similaridade com o que seriam as aulas presenciais. Assim, entende-se como ensino a distância toda e qualquer atividade educacional que seja realizada de forma não presencial, através da internet. A própria ESR é uma instituição de ensino que oferece cursos e capacitações focadas no mercado de tecnologia da informação. Inclusive alguns dos nossos produtos já foram desenvolvidos diretamente para serem ofertados na modalidade a distância. Aqui entra um dos principais motivos de conflitos quando se aborda o assunto de ensino a distância compreendido como a simples adaptação do ensino presencial. O ensino a distância tem uma conformação diferente, públicos diferentes, hábitos diversos e, portanto, não pode ser entendido como uma mera adaptação das aulas presenciais. A concepção de um curso para o formato remoto passa por necessidades muito distintas daquele presencial, de modo que os gestores responsáveis precisam ter isso em mente. Assim, desenvolver um curso desde o início para o modelo remoto é totalmente diferente de pensar em adaptações de um curso presencial para o formato online. Esse entendimento é fundamental para quem deseja implementar algum tipo de atividade educacional remota. 5 aprendizados do ensino a distância Já demos um spoiler sobre aprendizados, que é a questão da adaptação ou não do formato presencial para o remoto e do quanto isso agrega eficiência de fato, quando são necessidades completamente diferentes em jogo. Vamos, então, conferir essa lista de 5 aprendizados que tivemos com os últimos acontecimentos a respeito de ensino a distância. 1. Não realizar comparações entre os modelos A primeira dica e aprendizado que tivemos enquanto instituição de ensino neste período é a de não comparar o que está sendo necessário — o ensino a distância — com o que era o planejado inicialmente, antes da chegada da pandemia, por exemplo. Cada modalidade de ensino possui suas vantagens e seus pontos de atenção, e entrar no mérito de julgar que uma é melhor do que a outra não irá levar a lugar nenhum neste momento em que não há alternativas. A ideia é buscar ofertar o melhor ensino a distância possível, dentro da realidade disponível. 2. Planejar as atividades, mas sem engessar as aulas A necessidade de planejamento é tão grande ou maior no modelo online do que nas aulas presenciais — especialmente se você não tiver familiaridade com este formato. No entanto, é preciso compreender a dinâmica das aulas remotas para não usar o planejamento como um roteiro fechado e engessado. As aulas no ensino a distância exigem dinamismo por parte dos instrutores, para que os alunos se mantenham interessados e engajados. Por isso, é preciso ter em mente o que será feito, tratado e abordado, porém é preciso incluir nesse meio alguns momentos de atividades lúdicas, interações e descontrações. 3. Oferecer flexibilidade Devido justamente ao contexto em que se encontram alunos de ensino a distância, é preciso garantir uma certa flexibilidade dentro dos planejamentos. Desde os horários das aulas síncronas, por exemplo; passando pela possibilidade de gravação das aulas para os alunos que não puderam estar presentes no horário síncrono possam consumir o conteúdo posteriormente; até a disponibilização de atividades com antecedência da data de entrega. As rotinas das pessoas se tornaram quase que 100% digitais. A terapia é online, atividade física também, as festas e happy hours são feitos de forma online, as pessoas trabalham online e também estudam desta forma. Assim, é preciso oferecer as condições mais adequadas possíveis às necessidades deste público, e a flexibilidade é um ótimo caminho para isso. 4. Variar formatos Pensando ainda na ideia da flexibilidade, a variação de formatos de conteúdos em aulas é um grande aprendizado que fica do e para o ensino a distância. Os gestores e professores devem pensar em atividades que envolvam o máximo possível de recursos diferentes, como fotografia, vídeos, textos, mapas interativos, diagramas, rodas de conversa, debates etc. Assim, os estudantes conseguem ficar mais interessados, engajados e motivados a seguir participando das aulas e se dedicando às atividades. Para isso é possível contar com consultorias especializadas, e também profissionais da educação familiarizados com tecnologia que podem contribuir com ideias no seu plano de ensino. 5. Utilizar plataformas de ensino qualificadas O último aprendizado da nossa lista de hoje é o de estar acompanhado de especialistas no assunto ensino a distância. Ao utilizar sistemas que não possuem recursos suficientes, que travam ou que demoram a carregar, por exemplo, os gestores poderão desmotivar os estudantes e até os próprios professores. Plataformas que permitem escalar o aprendizado através da publicação dos conteúdos e divulgação para todas as turmas. Por exemplo, e até mesmo que proporcionam interatividade e aguçam a curiosidade, são muito bem-vindas. > Confira um artigo sobre os principais aprendizados do e para o ensino a distância para aprofundar ainda mais o seu conhecimento. Como você pode ver por este conteúdo, o blog da ESR trata de assuntos dos mais variados que você possa imaginar, porém sempre relacionados à tecnologia da informação e suas inúmeras ramificações e influências. Por isso, para manter sua atualização em dia, continue acompanhando este blog, e confira também nosso calendário de cursos!


    25/03/2021
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    Desenvolvimento de Sistemas

    Entenda a diferença entre BI e Data Science

    Apesar de que as duas áreas examinam dados brutos para extrair informações refinadas, é preciso ter clareza de que BI e Data Science são conceitos completamente distintos. Isso é fundamental para compor a bagagem de um profissional que deseja se especializar em um dos segmentos, por exemplo, mas também para os gestores de empresas que desejam se utilizar dessas especialidades para seus negócios. Por isso, neste artigo, apresentamos de forma simplificada e didática o que é cada um dos dois conceitos, quais as principais características de cada qual e, especialmente, como utilizá-los no mercado. Confira!   O que é BI BI é uma sigla para o termo Business Intelligence, ou seja, inteligência de negócios, e representa o processo de coleta, organização, análise e disseminação de informações pregressas que auxiliam empresários a tomarem decisões estratégicas para seus negócios. De forma prática podemos dizer que o mundo dos negócios começou a enxergar nos dados possibilidades concretas de fazer mais dinheiro, e por isso passou-se a investir nisso. O uso da informação que se tem disponível de maneira estratégica traz inúmeros benefícios para os negócios, especialmente a vantagem competitiva. Para aplicar processos de BI, os profissionais de TI responsáveis se utilizam do que chamamos de Big Data. Assim, através de coleta e análise, segmentam este grande volume de dados e o transformam em volumes menores, mais palpáveis e direcionados ao que a empresa precisa em cada momento. Os resultados dessa mineração de dados podem ser aplicados em diferentes esferas dos negócios: estratégias de comunicação e marketing podem usufruir de determinados tipos de informação sobre público consumidor, por exemplo; times de atendimento ao cliente podem compreender melhor como está a interação e engajamento do público com o produto ou serviço e agir de acordo com as melhorias necessárias; e a diretoria pode utilizar informações de mercado para monitorar seu desempenho e o da concorrência para tomar decisões estratégicas.   O que é Data Science Data Science é a Ciência de Dados, ou seja, a área do conhecimento colocada em prática pelos profissionais classificados como cientistas de dados. Data Science é o campo de pesquisa que utiliza os dados para prever cenários futuros. Para sua execução no dia a dia são aplicados conhecimentos de matemática, programação, estatística, além de tecnologias como machine learning e inteligência artificial. É através das análises de Data Science que as organizações conseguem olhar para frente e prever, por exemplo, quais produtos serão mais interessantes para o consumidor em determinado momento, ou até mesmo desenhar tomadas de decisão futuras como a adesão a processos de M&A. Assim, BI e Data Science podem e devem caminhar juntos dentro do negócio para o seu melhor resultado, desde que as diferenças entre as duas vertentes estejam claras e com equipes distintas olhando para cada um deles.   Porque não confundir BI e Data Science Agora, uma coisa é caminhar juntos, outra é serem confundidos como sendo a mesma coisa. BI e Data Science serão úteis ao longo de toda a trajetória da sua empresa, com a diferença de que a necessidade de olhar para trás pode evidenciar mais as técnicas de BI e a necessidade de ter uma previsibilidade futura remonta mais às práticas de Data Science. O principal motivo pelo qual você não deve confundir os dois conceitos é pela sua aplicabilidade na prática. Se você é um profissional de TI que deseja se qualificar para atuar como analista de BI e Data Science, você precisa entender as características principais de cada um para, primeiro, escolher o que lhe apetece mais, e segundo, buscar qualificação dentro da área específica de sua escolha. Além disso, a aplicabilidade prática dentro das empresas precisa estar embasada em uma compreensão clara sobre as diferenças entre BI e Data Science. Os bons resultados, independente da área, dependem dessa clareza. De forma resumida, compartilhamos a seguir um resumo das diferenças entre BI e Data Science, baseado em imagem encontrada no portal TDWI:    BI foco no tempo passado (histórico) abordagem de dados descritiva entregas através de relatórios alto nível de automação de processos dados estruturados dados para tomada de decisão e identificação de tendências   Data Science foco no tempo futuro (previsões) abordagem de dados exploratória entregas através de modelos estatísticos baixo nível de automação dados estruturados e não estruturados dados para planejamento e testagem de hipóteses   Ficou clara para você a diferença entre BI e Data Science? Se ainda tiver dúvidas, consulte nosso blog especializado, pois lá você vai encontrar informações sempre atualizadas sobre tudo que rola no universo da TI! Além disso, confira nosso calendário de cursos e comece agora mesmo a dar uma guinada na sua carreira na área de administração de banco de dados! Conheça ainda a trilha de ciência de dados que está sendo lançada pela ESR!


    19/03/2021
  • Administração de banco de dados
    Desenvolvimento de Sistemas

    Administração de banco de dados: o guia completo

    A área de atuação ligada a bancos de dados é um vasto campo com diferentes frentes possíveis de atuação. Existem três subcategorias principais, que correspondem também às diferentes funções profissionais, que são: engenharia de dados, análise de dados e ciência de dados. Para cada um destes ramos de atuação existe uma mesma base de conhecimento necessária, assim como também diferentes qualificações e perfis específicos para conduzir cada um. O conhecimento na linguagem estruturada SQL (Structured Query Language) é um dos itens obrigatórios para quem deseja seguir carreira em administração de banco de dados (DBA: Database Administrator). SQL é uma linguagem de pesquisa para bancos de dados relacionais, que com usabilidade simplificada se diferencia de outras linguagens de consulta reduzindo o ciclo de aprendizado dos iniciantes e especificando a forma do resultado, e não o caminho para chegar a ele, conforme outras linguagens. A administração de banco de dados se utiliza amplamente desta e de diversas outras ferramentas para gerenciar, instalar, configurar, atualizar e monitorar a segurança de sistemas ligados a bancos de dados. Continue lendo este eBook que preparamos para você e conheça mais sobre administração de banco de dados, principais tipos de bancos existentes, as melhores práticas neste ramo de atuação e dicas para sua carreira trabalhando com dados. Boa leitura! O que é administração de banco de dados O aumento no volume de geração de dados a cada ano é um dos principais motores para o desenvolvimento da área de administração de banco de dados. Isso porque a cada dia são gerados novos dados em todos os dispositivos de todas as pessoas e empresas do mundo, contribuindo para um crescimento significativo ao longo do tempo. As previsões do Instituto Gartner eram de que, até 2020, haveria um total de 40 trilhões de gigabytes de dados em todo o mundo, sendo 2,2 milhões novos a cada dia. Isso é muita coisa, e é o que se chama na tecnologia de Big Data. Um grande volume de dados disponível nas mais diversas esferas, que precisam ser trabalhados da forma correta para serem revertidos em inteligência. Isso nada mais é do que a disciplina de Business Intelligence, ou BI, que tem como principal finalidade identificar, setorizar e transformar esse grande volume de dados do mundo através de diferentes técnicas e ferramentas para atribuir sentido a eles. Assim, os insights gerados podem ser utilizados na área de inteligência de negócios, tradução livre de BI. As principais vantagens do uso de BI são a melhoria da gestão da informação; a otimização de falhas nos processos; o acompanhamento mais eficiente de métricas e indicadores do negócio; e o favorecimento da tomada de decisão estratégica, totalmente embasada em dados. Para executar toda essa análise é que são utilizados os bancos de dados. Mas o que eles são, exatamente? Bom, este é um questionamento muito pertinente no contexto deste eBook, e também bastante comum entre os profissionais que estão iniciando na carreira. Banco de dados é justamente a organização e estruturação dos milhares de dados gerados por diferentes fontes de modo a facilitar sua análise e compreensão.  Bancos de dados são, então, sistemas eletrônicos que armazenam, com restrições específicas de acesso pensando em segurança, grandes quantidades de informação de maneira organizada. E esta é uma das grandes funções da administração de banco de dados. É preciso que, em cada organização ou para cada finalidade específica que se deseje analisar dados para embasar tomadas de decisão, haja um profissional ou equipe qualificada para reunir e extrair somente aquilo que é necessário para cada análise.  Mas os bancos de dados também podem registrar informações sobre as diferentes áreas de uma empresa, que devem ser preservadas e compartilhadas de forma ordenada e segura. São exemplos de funções dentro da administração de bancos de dados: Além dos aspectos técnicos de programação e TI, é fundamental dentro da administração de banco de dados que os profissionais tenham conhecimentos legais acerca das normativas de proteção do grande volume de dados com que trabalham. Como é o caso da LGPD no Brasil, por exemplo, onde existe um viés de aspectos éticos ligados ao armazenamento, tratamento e uso de dados pessoais de terceiros. O uso irregular de dados pode ocasionar sanções para as organizações, o que normalmente culmina em pagamento de multa e quebras na reputação. Assim, ter consciência e demonstrar de forma transparente exatamente quais dados constam em cada banco e que tipo de uso será feito é fundamental. Importância de bancos de dados Ao mencionar as principais funções e objetivos dos bancos de dados, torna-se evidente a importância de implementá-los nas organizações. Mas para não restar nenhum tipo de dúvida, aprofundamos aqui os principais benefícios e vantagens de se utilizar bancos de dados. O primeiro deles é a alta capacidade de armazenamento de informações. Muitas empresas pouco imersas em processos de inovação e transformação digital, por exemplo, utilizam planilhas de Excel com atualização manual para registrar sua operação. No entanto, além de este processo ser pouco escalável e apresentar alto risco de falhas, ele possui limitações de espaço. Sendo assim, contar com sistemas de banco de dados é uma alternativa muito mais eficiente e segura. Os bancos de dados podem armazenar quantidades muito grandes de dados, com certeza dando conta de todo tipo de informação que a sua empresa precisa registrar. Uma segunda vantagem do uso de bancos de dados, mesmo que de forma indireta, é a melhoria da experiência do usuário ou cliente final, dependendo do seu produto ou serviço. Uma melhor organização das bases de dados permite que o cliente receba as comunicações corretas no momento apropriado.  Além disso, terá acesso às funcionalidades da ferramenta, se for o caso, com muito mais velocidade, visto que os dados que sustentam a operação estarão devidamente organizados e estruturados. Por último, e com certeza não menos importante, os processos de tomada de decisão são amplamente beneficiados pelo uso de bancos de dados nas empresas. Ao implementar esse tipo de sistema, as informações coletadas e geradas ficam mais organizadas e categorizadas. Assim, gestores e quaisquer outros membros de board ou lideranças que tenham acesso podem consultar a todo momento que for necessário para contribuir com suas estratégias. Bancos de dados devem fazer parte da estratégia de toda empresa que busca maior eficiência e produtividade nos processos. Conheça a seguir os principais tipos de bancos de dados disponíveis para serem trabalhados. Tipos de bancos de dados Existem diversos tipos de bancos de dados que podem ser utilizados pelas organizações, sempre levando em consideração suas necessidades específicas. São os principais: A escolha pelos tipos de bancos de dados a serem trabalhados na sua organização irá variar de acordo com os objetivos e necessidades de uso de dados vigentes. Por isso, é fundamental dar um passo atrás e identificar se você já tem mapeados: o cenário atual da empresa; os recursos disponíveis para investimento; e os objetivos desejados com os bancos de dados. Assim, contar com um profissional ou equipe capacitados em administração de bancos de dados será fundamental para promover as ações mais acuradas possíveis. Boas práticas na administração de banco de dados Já vimos por aqui o que os bancos de dados são capazes de proporcionar, porém todos os benefícios só virão com a aplicação das melhores práticas na gestão e administração de banco de dados. Confira a seguir quais são as principais para ficar de olho. Avaliação da infraestrutura Este é o primeiro ponto que a sua equipe precisa prestar atenção, para que a infraestrutura do sistema que está sendo utilizado tenha a melhor eficiência possível. O sistema escolhido é on premise, na nuvem ou misto? Quais as vantagens e desvantagens? Por isso, neste ponto, é fundamental que você faça uma verificação de todas as necessidades da organização com relação aos bancos de dados e do quanto os sistemas adotados realmente estão atendendo. Estratégia e Governança de dados A segunda recomendação de boas práticas na gestão e administração de banco de dados é a implementação de estratégias e governança de dados nos seus processos. Muitos negócios que buscam se orientar a dados acabam não preparando suas bases antes disso, de modo que começam a agir sem ter planos, e por isso a operação acaba falhando. Uma estratégia de dados é, no comparativo com a abertura de uma empresa, como se fosse um plano de negócio. É fundamental para o início das operações, e sem ele tudo que for feito será na base da tentativa e erro, sem um rumo preciso. No entanto, reforçando o tópico anterior, será fundamental que toda a sua estrutura empresarial esteja preparada e engajada nesta nova cultura, visto que passa a ser um compromisso de todos. Já a governança de dados é uma forma mais macro de enxergar a estratégia traçada, visto que corresponde, em empresas maiores, a uma área dentro do negócio responsável única e exclusivamente pelas tratativas a respeito dos processos de dados. É dentro desta área que ficam as responsabilidades sobre controle das estratégias, políticas definidas, papéis e responsabilidades e quaisquer outros pontos de contato com as estratégias de dados. Estes são dois conceitos fundamentais que toda empresa precisa conhecer a fundo para implementar um processo de administração de banco de dados eficiente. E aqui também a  capacitação em administração de bancos de dados é fundamental. Acesso aos dados A terceira etapa da boa gestão e administração de banco de dados é a facilitação do acesso aos dados já organizados dentro de um sistema e de uma metodologia. O objetivo principal ao reforçar esta boa prática é promover um acesso fácil, simples e prático aos dados armazenados para todos que necessitarem e tiverem as devidas autorizações para tal. Automação da gestão Automatizar a gestão de banco de dados é uma das melhores práticas a serem implementadas visando aumentar a eficiência dos processos. Isso porque, neste ponto, a estrutura principal e as rotinas de acesso já estarão desenhadas e incutidas no imaginário dos colaboradores. Assim, fica mais fácil programar alguns tipos de automações, como a detecção de padrões para realizar, de forma totalmente automática, tarefas repetitivas que antes exigiam alto nível de programação. Com isso os colaboradores ficam direcionados para ações estratégicas que envolvem a administração de banco de dados e conseguem se tornar mais produtivos para a empresa como um todo. Monitoramento do sistema Esta é uma etapa que aparece normalmente no final, porém ela permeia todo o processo de forma cíclica. Isso porque o monitoramento dos sistemas é uma prática que deve ser realizada desde a definição e avaliação da infraestrutura, até o processo final onde os dados são tratados e geram inteligência. Todo o processo, envolvendo também a coleta e armazenamento dos dados, deve ser revisitado de forma constante para mitigar quaisquer falhas e garantir os melhores resultados. Ajustes existem para serem realizados, e quanto mais cedo sua necessidade for detectada, mais cedo é possível investir em ações para executá-los. Carreira em DBA A construção de uma carreira como administrador de banco de dados, ou DBA, passa por diferentes níveis de especialização, porém sempre terá como base o estudo e o conhecimento. Existem diferentes certificações no mercado, além de cursos e capacitações, como a Administração de Banco de Dados (EaD) da Escola Superior de Redes, que preparam os profissionais para este tipo de atuação, porém além disso a prática é de extrema importância. Apresentando um pouco a profissão e a carreira, um administrador de banco de dados é a pessoa responsável por garantir a segurança e eficiência de todos os processos que envolvem sistemas de banco de dados.  Sendo assim, são atribuições deste profissional  o gerenciamento dos dados, o desenvolvimento de novos bancos de dados ou de atualizações para bancos já existentes, a realização de backups para garantir a segurança, oferecer suporte a usuários e outras áreas da empresa quanto ao uso do sistema, entre diversas outras. Tomando o mercado como base, o que se vê em relação a perfil deste tipo de profissional são pessoas que, do ponto de vista técnico, sejam altamente capacitadas e experientes em softwares de gerenciamento de banco de dados. Além disso, possuir graduação em algum curso na área de Tecnologia da Informação e inglês intermediário são diferenciais sempre levados em consideração. Do ponto de vista comportamental, as chamadas soft skills, profissionais DBA devem apresentar alto nível de organização, dinamismo, proatividade e comprometimento, além da vontade de fazer acontecer e de solucionar problemas de formas inovadoras. Nos dois casos, vale a pena consultar as competências relacionadas com banco de dados do modelo global de habilidades e competências do framework SFIA (Skills Framework for the Information Age). Várias empresas, e até países, utilizam este framework para orientar a contratação e desenvolvimento dos seus profissionais de TI. O mercado de trabalho é bastante amplo neste sentido e tem ganhado cada vez mais espaço, especialmente diante do crescimento do volume de dados a serem trabalhados pelas empresas. Ao mesmo tempo, a oferta deste tipo de serviço não acompanha a alta demanda, por isso, se capacitar será fundamental para conseguir oportunidades como DBA ou outras funções trabalhando com dados. Conclusão Ao avaliar o cenário geral da profissão e da organização desta área da tecnologia, é possível perceber o nível de relevância que possuem esses profissionais nos dias de hoje. Cada vez mais esse tipo de competência será necessária, pois o número de empresas e de pessoas conectadas a dispositivos segue aumentando, de modo que a geração de dados segue a mesma tendência. Investir nos estudos e na aplicação prática dos aprendizados relativos à administração de banco de dados é um ótimo caminho para quem deseja se profissionalizar na área, além de ser uma exigência do mercado. Se você quiser saber mais sobre administração de banco de dados e se informar sobre as nossas capacitações, acesse o site da ESR e confira nosso calendário de cursos!


    12/03/2021