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Blog da ESR

  • ITIL
    Governança de TI

    Conheça os benefícios e saiba como implementar ITIL na sua empresa

    Do inglês Information Technology Infrastructure Library, a sigla ITIL pode ser traduzida como ‘Biblioteca de Infraestrutura para a Tecnologia da Informação’, e consiste em framework padrão de boas práticas para o gerenciamento de serviços de TI. Sua aplicação é fundamental para o alinhamento das estratégias de negócios, por isso, todo profissional de TI deve saber como implementar ITIL na sua empresa. Neste artigo, te ajudamos com essa e outras dúvidas ligadas ao universo ITIL, desde a apresentação do conceito e dos diferentes volumes da ITIL, passando pelos benefícios para as organizações, até dicas de como aderir de acordo com as suas necessidades. Vamos lá! O que é ITIL? Conforme introduzido anteriormente, ITIL é uma biblioteca que reúne as melhores práticas na gestão de TI. Lançado pela primeira vez em 1980, no Reino Unido, o framework está atualmente em sua quarta versão, atualizada em 2019. A metodologia tem como principais objetivos padronizar os procedimentos da equipe de TI, identificar e promover melhorias contínuas para ajudar as organizações a atingirem seus objetivos estratégicos na área de TI de forma cada vez mais eficiente.  Para isso, a ITIL se baseia no Sistema de Valor de Serviço (Service System Value – SVS) e no modelo de 4 dimensões, que são: Organização e Pessoas; Informação e Tecnologia; Parceiros e Fornecedores e Fluxos de Valor e Processos. Na nova versão da ITIL há uma significativa mudança de nomenclatura e conceito, partindo de processos para imergir em práticas, onde se identifica uma abordagem mais holística que proporciona mais resultados para as organizações. Para saber mais sobre como implementar a ITIL 4 na sua organização, é importante ter conhecimento sobre os componentes do Sistema de Valor de Serviço da ITIL 4 e sobre o modelo de quatro dimensões. Vamos a eles. Componentes do SVS Em essência, o Sistema de Valor de Serviço consiste em uma forma de representar o ciclo de geração de valor das atividades e entregas dentro de uma organização. De acordo com este modelo, cada um de seus componentes encontra-se posicionado em um ponto específico entre a oportunidade e a geração de valor.  Confira na imagem para compreender com mais facilidade. Fonte: https://www.itsmnapratica.com.br/tudo-sobre-itil/ A seguir, detalhamos como cada uma dessas etapas funciona. Cadeia de Valor de Serviço (ITIL Service Value Chain) A cadeia de valor de serviço consiste em um modelo operacional flexível voltado para a entrega de melhoria contínua dos serviços. Com base em seis atividades principais, este modelo prevê o desenvolvimento de soluções que envolvam: planejar melhorar engajar desenho e transição obter ou construir entregar e suportar Essas atividades podem ser combinadas de diferentes formas e em sequências variadas de acordo com as necessidades e interesses de cada organização. Práticas (ITIL Practices) Atuando como uma evolução das práticas da ITIL V3, e para otimizar a organização e o controle dos processos, são recomendadas pela ITIL 4 um total de 34 práticas de gerenciamento, divididas em três categorias: Práticas Gerais de Gerenciamento, com 14 práticas recomendadas; Práticas de gerenciamento de Serviços, abrangendo 17 práticas; Práticas de Gerenciamento Técnico, com um total de 3 práticas listadas. O objetivo dessas práticas é oferecer uma visão que combine conhecimentos de gestão empresarial, gestão de serviços de ITSM e gestão tecnológica, pensando na finalidade derradeira de melhorar a entrega de serviços de TI. Os princípios orientadores (ITIL guiding principles) Os princípios orientadores da ITIL existem para auxiliar os gestores e as equipes de TI na tomada de decisões e assegurar que o alinhamento entre este setor e o negócio como um todo esteja em dia. São os 7 princípios da ITIL 4: concentre-se no valor comece de onde você está progrida iterativamente com feedback colabore e promova visibilidade pense e trabalhe holisticamente mantenha as coisas simples e práticas otimize e automatize Se você se recordar dos nossos materiais sobre o método Agile, poderá identificar que a lógica de buscar eficiência e melhoria contínua é bastante semelhante. Desta forma, os próprios princípios orientadores conversam em muitos aspectos. Para trabalhar com ITIL é, então, fundamental ter conhecimentos sobre o cenário Agile. Governança Do ponto de vista da governança, são implementadas nas organizações práticas e rotinas que busquem garantir o alinhamento entre a operação e o direcionamento de estratégia do negócio. Melhoria Contínua de Serviços ITIL (ITIL Continual Improvement) Tendo como base conceitos do ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Adjust), a melhoria contínua da ITIL 4 busca implementar a melhoria contínua em cada um dos componentes do Sistema de Valor de Serviço. Ao oferecer mais agilidade e resiliência através de uma abordagem holística, as organizações conseguem identificar os resultados de forma mais evidente e alinhada aos objetivos. O modelo de 4 dimensões Já do ponto de vista do segundo elemento estruturante da ITIL 4, vamos apresentar a seguir as dimensões descritas pela metodologia a partir das quais cada um dos componentes citados anteriormente deve ser considerado. Confira! Organização e pessoas A dimensão de organização e pessoas busca garantir a adequação das equipes à linha de horizonte do negócio. Uma das formas de colocar isso em prática é através da criação de valores e da definição de atitudes compartilhadas dentro da área de TI que possam agregar valor ao resultado de entrega de valor de serviço. Em resumo, esta dimensão trata da cultura da empresa alinhada aos objetivos e colaboradores. Informação e tecnologia Na dimensão de informação e tecnologia, são incluídas informações e conhecimentos necessários para o gerenciamento dos serviços e das ferramentas para a operação rodar. Aqui existem diferentes orientações sobre o papel de cada ator dentro deste processo, além de fornecer insights para o estabelecimento de relações entre os diferentes componentes do SVS. Parceiros e fornecedores Quando se pensa em parceiros e fornecedores, a ITIL 4 prevê um alinhamento também com esses atores, para além da equipe interna. Todo negócio depende dessas relações externas para se sustentar e crescer, por isso esta dimensão busca direcionar os olhares dos gestores para o relacionamento entre organizações. Fluxos de valor e processos Por último, a quarta dimensão prevista no modelo da ITIL 4 diz respeito à forma como a organização funciona, ou seja, como seus diferentes braços atuam de forma integrada e rumo aos mesmos objetivos. A ideia por trás é sempre identificar como se dá a geração de valor através dos produtos e serviços, porém entender como se dá a articulação dos setores para isso também é fundamental. Quais os benefícios da ITIL? Agora que você já conhece um pouco mais sobre a metodologia ITIL, já deve entender os motivos pelos quais ela é utilizada como guia e base em todo o mundo para orientar as práticas de TI. Assim, é fundamental que todos os profissionais que desejam se especializar em qualquer área da tecnologia da informação busquem capacitação em ITIL. Conheça os principais benefícios desta metodologia para as organizações e entenda ainda melhor porque você deve possuir esses conhecimentos. Alinhamento entre TI e os negócios: ao obter uma visão mais holística dos processos de TI, é possível economizar, padronizar serviços, minimizar erros, aumentar eficiência nas entregas e aliar tudo isso à promoção da inovação no negócio em questão. Assim, cada vez mais a empresa irá entender o papel da área de TI e ambos irão trabalhar juntos pelos mesmos objetivos; Profissionalismo: através da padronização e da facilidade na identificação e mitigação de falhas, a empresa ganha em profissionalização da equipe de TI, posicionando-a como referência no mercado e conseguindo também atrair talentos; Compatibilidade: como vamos comentar um pouco melhor a seguir, a ITIL é um conjunto de boas práticas amplo, cujas ideias podem ser adaptadas a cada negócio e necessidade. Assim, a metodologia sempre será compatível com o que você precisa no seu projeto, basta analisar como implementar ITIL; Ambiente estável para mudanças: o ambiente de tecnologia e internet muda o tempo todo, e acompanhar esses processos é desafiador. As equipes de TI que embasam suas rotinas e práticas na ITIL tendem a desenvolver melhores táticas para conseguir alcançar este objetivo; Qualidade + Satisfação do cliente: na mesma linha do profissionalismo, as práticas propostas pelo ITIL proporcionam o atingimento de maior qualidade nas entregas das equipes de TI e, consequentemente, de mais clientes satisfeitos. Mas e agora, como implementar ITIL no meu negócio? A ITIL é uma metodologia abrangente que proporciona maleabilidade para sua implementação. Assim, para identificar como implementar ITIL na sua empresa, é preciso antes analisar o seu cenário e realidade. A sua equipe de TI conta com uma liderança que poderá puxar, acompanhar e reportar os resultados dos processos de implementação? Quais são os maiores gargalos atualmente que precisam ser solucionados? Quais desafios a sua empresa enfrenta hoje na área de TI e que, se superados, podem trazer ganhos significativos para o dia a dia? Com base no entendimento deste diagnóstico, é possível iniciar a implementação da metodologia na sua empresa por estágios. Isso permite que seja feita uma adaptação das atividades ao novo formato de gestão dos serviços sem que isso gere um grande impacto para a sua equipe e para as rotinas que não podem ser interrompidas. Por se tratar de uma metodologia ampla, é possível que alguns dos processos ali descritos não façam tanto sentido para o momento do seu negócio. Por isso, lembre-se sempre de que você pode eliminar algumas etapas e investir mais em outras, caso seja mais proveitoso dentro da sua realidade. Você pode ainda contar com o apoio de ferramentas para se organizar a respeito de como implementar ITIL no seu negócio, como o Trello ou até mesmo planilhas do Excel. As diferentes etapas e atividades a serem executadas podem ser registradas nestas plataformas para que toda a equipe consiga estar na mesma página sobre o que já foi feito, o que está no backlog e quais os principais entraves. A adesão às práticas de ITIL é fundamental para toda e qualquer empresa que trabalhe com algum processo de TI. Então, para disseminar ainda mais o conhecimento sobre o assunto, compartilhe este conteúdo, continue acompanhando este blog e confira nosso calendário de cursos! 


    21/05/2021
  • virtualização de sistemas operacionais
    Administração de Sistemas

    O que é e como fazer a virtualização de sistemas operacionais

    Virtualização de sistemas operacionais é um tipo de virtualização cuja técnica permite que um sistema — ou uma aplicação dele — possa ser operado dentro de outro. O objetivo é possibilitar um maior intercâmbio de funcionalidades e romper a barreira do sistema operacional, para que tudo o que é útil em um possa ser aproveitado em outro, sem restrições. Um exemplo é a instalação e execução de um aplicativo de Windows no sistema operacional Linux, através de uma máquina virtual, com funcionamento perfeito. Um grande benefício de utilizar a virtualização de sistemas operacionais é a possibilidade de montar uma máquina completa que disponha de todos os recursos e softwares desejados pelo seu usuário, independente do sistema operacional no qual ela opera. Para saber mais sobre virtualização de sistemas operacionais e como fazê-la, continue a leitura deste artigo! O que é virtualização de sistemas operacionais Colocando a expressão em termos técnicos, virtualização de sistemas operacionais é a tecnologia de criação de uma máquina virtual para funcionar dentro de um sistema operacional. Essa nova máquina é o que possibilita a execução de sistemas operacionais ou softwares distintos que podem ser experimentados e testados pelo usuário sem a necessidade de aquisição de cada um. O processo de virtualização tende a ser mais familiarmente conhecido para aplicação em grandes servidores ou datacenters de empresas, onde diversos sistemas operacionais rodam simultaneamente, e o processo é gerenciado por profissionais de TI. No entanto, o usuário comum também pode se utilizar da virtualização e obter benefícios com ela. Confira a seguir. Benefícios da virtualização de sistemas operacionais Para o usuário comum, os principais ganhos da virtualização de sistemas operacionais estão relacionados com a facilidade da utilização e da realização de testes entre aplicações de diferentes sistemas. Além disso, é possível utilizar drivers de impressoras — quando forem aparelhos mais antigos —, por exemplo, em computadores com sistemas operacionais mais recentes e originalmente incompatíveis.  As vantagens para o uso profissional, no entanto, são superiores, de fato. Especialmente para o grupo de desenvolvedores dentro da categoria de profissionais de TI, a virtualização de sistemas operacionais oferece uma grande vantagem. Trata-se da possibilidade de realizar testes de software, aplicativo ou até mesmo de segurança sem a necessidade de conexão, compilação de códigos ou de arriscar o PC em si. Além disso, a possibilidade de rodar dezenas de sistemas operacionais em um único servidor também é uma grande vantagem do uso profissional. Isso porque a utilização deste recurso aumenta exponencialmente a performance do servidor, culminando diretamente na redução de custos para a empresa.  A contribuição com as contas do negócio continua se analisarmos do ponto de vista da aquisição de hardware, pois a empresa deixa de necessitar dessas compras e, com isso, economiza também. E economiza não somente dinheiro, mas espaço físico e energia elétrica, de modo que são inúmeras as vantagens desta técnica no universo profissional. Como fazer a virtualização de sistemas operacionais A virtualização de sistemas operacionais pode ser executada, tanto por usuários comuns, quanto por profissionais, através de sistemas e softwares e aplicativos especializados. Sendo assim, o primeiro critério que deve ser observado para proceder com a virtualização é: o computador hospedeiro (host) possui recursos para suportar a carga que será necessária? A seguir, é preciso delimitar os objetivos finais que se quer atingir com a virtualização e mapear os possíveis riscos. As máquinas virtuais simulam ambientes reais, ou seja, para o usuario se trata de um computador real. Porém, acessam o hardware somente de forma indireta, o que faz com que o uso seja restrito ao hardware fornecido a cada Máquina Virtual, desempenho bastante inferior ao de máquinas reais. Por isso, se você pretende executar a virtualização de sistemas operacionais na sua empresa, analise com cuidado quais são as intenções de uso desta técnica. A depender do caso, pode ser que a virtualização não seja a sua melhor escolha para aquele momento. Com os objetivos definidos, os riscos mapeados e as condições da máquina hospedeira verificadas, é hora de partir para a prática. Nesta etapa, sistemas e softwares como o VirtualBox, Proxmox, XCP-ng, oVirt, Hyper-V, Citrix XenServer, VMware ESXi e VMware Workstation são alguns dos mais conhecidos do mercado. Procure tutoriais na internet, leia artigos, informe-se e consulte outros especialistas para ter a exata noção de como trabalhar com essas soluções. Mas pode ter certeza que elas irão ajudar no seu desafio. E aí, ficou claro o conceito de virtualização de sistemas operacionais? Faz sentido para o seu negócio pensar sobre a implementação deste processo? Então compartilhe este conteúdo, continue acompanhando este blog e confira nosso calendário de cursos! 


    23/04/2021
  • o que é computação em nuvem
    Computação em Nuvem

    O que é computação em nuvem (cloud computing)

    Segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Software (ABES), os serviços de computação em nuvem (cloud computing) devem crescer 35,5% ao ano até 2022 no país. Isso representa um aumento de 0,5% em relação ao que o Brasil já vem performando dentro deste mercado de nuvem, mas ainda apresenta espaço para ampliação da participação das empresas.  Este aumento identificado no mercado é impulsionado principalmente pelo movimento de empresas de software espalhadas pelo Brasil, que prezam cada vez mais pela redução de custos e maior segurança em sua operação. Além disso, a velocidade e produtividade promovidas por esta tecnologia ganham destaque entre os empreendedores e contribuem com o aumento da adesão. Neste artigo você vai conhecer um pouco mais sobre o que é a tecnologia de computação em nuvem (cloud computing), quais suas principais características e como está o cenário de seu uso no Brasil. Continue a leitura e confira! O que é computação em nuvem (cloud computing) De forma resumida e simplificada, podemos dizer que computação em nuvem (cloud computing) é, segundo definição do NIST: “um modelo para habilitar o acesso por rede ubíquo, conveniente e sob demanda a um conjunto compartilhado de recursos de computação (como redes, servidores, armazenamento, aplicações e serviços) que possam ser rapidamente provisionados e liberados com o mínimo de esforço de gerenciamento ou interação com o provedor de serviços”. Sendo assim, o principal diferencial da computação em nuvem para o modelo tradicional de entrega deste tipo de serviço é o modelo de disponibilização através da internet e oferecido por provedores de computação em nuvem. Tudo de forma rápida, flexível e econômica. Devido ao uso da computação em nuvem, as organizações conseguem se planejar melhor diante do seu cenário de CAPEX e OPEX. Ou seja, suprimem a necessidade de investir na aquisição (CAPEX) e manutenção (OPEX) de datacenters ou servidores físicos, por exemplo.  Além de um planejamento mais assertivo de dispêndio, o uso dos serviços de computação em nuvem (cloud computing) tem por característica a possibilidade de a empresa pagar somente mediante a quantidade de uso projetado. Assim, pode-se ter ganhos correlacionados de eficácia e eficiência. Este é mais um indicativo de como investir nesta tecnologia pode contribuir para ter custos operacionais mais efetivos, justificados na sua empresa. Para o usuário final, a grande vantagem está na possibilidade de reduzir a necessidade de realizar a instalação de aplicativos ou programas no computador para executar tarefas do dia a dia. Através de diferentes serviços disponibilizados na nuvem, é possível fazer desde a criação e edição de planilhas, passando pelo armazenamento de documentos em pastas pessoais, até a edição de vídeos ou processamento de dados em grandes bancos. Histórico da computação em nuvem O conceito de computação em nuvem surgiu — ainda não nos mesmos moldes e concepções que utilizamos hoje, mas já a ideia central — na década de 1950, através de uma junção de ideias de dois especialistas americanos: John McCarthy e Joseph Carl Robnett Licklider. Os pesquisadores desenvolveram este conceito buscando trabalhar a essência do que utilizamos hoje, que são as características de disponibilidade e acessibilidade. Na década de 1990 algumas empresas de telecomunicações desenvolveram redes virtualizadas através das quais a mesma infraestrutura física podia dar acesso compartilhado a diferentes usuários. E foi então que, após diferentes pesquisas, estudos e aplicações da tecnologia, o professor de sistemas da informação Ramnath Chellappa utilizou o conceito “computação em nuvem” pela primeira vez, em uma palestra universitária no ano de 1997. A ideia da nuvem, é importante salientar aqui, vem da simbologia relativa a algo que está no ar, fazendo uma correlação com os sistemas que não ficam hospedados em servidores físicos, mas na internet. Como se popularizou A popularização do conceito de computação em nuvem se deu a partir dos anos 2000, principalmente, quando os provedores passaram a oferecer este serviço comercialmente. Um exemplo deste tipo de case é a gigante de tecnologia Amazon, que deu início à sua trajetória oferecendo uma espécie de “aluguel de computadores virtuais” para seus clientes (pessoas físicas ou empresas). Na sequência, outras empresas começaram a identificar esta tendência de comportamento dos usuários e empresas e passaram a também ofertar seus serviços no mercado da computação em nuvem, como Google e Microsoft. Uma forma mais palpável de compreender a ideia da computação em nuvem vem com o surgimento da Netflix, que passou a oferecer o serviço de streaming de vídeo. Ou seja, os clientes não precisam mais alugar DVDs ou fitas cassete nas locadoras para ter acesso aos títulos, mas apenas fazer uma assinatura mensal que dá acesso ao catálogo completo através da internet. Hoje, os setores que mais investem em nuvem são os de serviços financeiros (como fintechs e  bancos digitais), sites, aplicativos de transporte e entrega (como Ifood, Uber Eats, Rappi, etc.). Além destes, destacamos também as empresas de tecnologia e desenvolvedoras de software mencionadas no início deste artigo, que comumente hospedam e ofertam seus produtos através da nuvem (modelo SaaS — Software as a Service). Como funciona a computação em nuvem (cloud computing) Agora que já vimos um pouco sobre o que é e como surgiu a computação em nuvem, hora de entender melhor sobre seus componentes e elementos que norteiam sua operação. São eles os apresentados a seguir. Características essenciais Dentro da categoria de características essenciais da computação em nuvem, o NIST cita alguns elementos principais: Modalidades de serviço No que diz respeito às possíveis modalidades de serviço que podem ser ofertados através da computação em nuvem (cloud computing), existem três principais, que citaremos a seguir: Modalidades de instalação Por último, dentro do tripé de elementos que compõem o conceito de computação em nuvem, temos as modalidades de instalação desses tipos de serviços, que vão variar de acordo com a necessidade, orçamento, objetivos e estrutura do seu negócio. São as opções: Principais benefícios da computação em nuvem A adoção da computação em nuvem vem crescendo no Brasil ao longo dos últimos anos e os principais motivos que levam a isso são os significativos benefícios proporcionados.  Antes de começarmos a listar os principais benefícios (pois são muitos, então vamos nos atentar aos mais valiosos), é importante ter conhecimento sobre uma característica em especial deste tipo de oferta computacional: a adequação às necessidades da sua empresa. Ao utilizar serviços de computação em nuvem na sua organização você logo irá identificar que a estrutura pode ser facilmente ampliada ou reduzida para atender a demanda que a sua empresa apresentar. Assim, conforme o negócio for crescendo e novas necessidades forem surgindo, você não vai precisar comprar mais servidores ou redes, mas simplesmente ampliar a infraestrutura em nuvem já contratada. Vamos agora aos demais benefícios. Agilidade e produtividade Ao proporcionar acesso fácil a uma imensa gama de tecnologias por meio da internet, a o que é computação em nuvem em nuvem (cloud computing) traz grande agilidade e velocidade às novas implementações. Com isso, testar novas possibilidades e ideias, desenvolver novas experiências e implantar novos serviços e sistemas passam a poder ser feitos em questão de poucos minutos, contribuindo de forma significativa com o fomento à transformação digital. Isso provê um ambiente propício ao exercício da inovação, permitindo acesso rápido a resultados de testes e chance de correção de falhas dentro do tempo disponível. A produtividade vem como consequência desta agilidade, uma vez que com a computação em nuvem é possível fazer muito mais em menos tempo e deixar que as equipes se dediquem a aspectos mais estratégicos e menos operacionais. Escala e implantação global Como mencionado anteriormente, a implementação de novos sistemas e serviços ganha muito em velocidade quando se fala no uso da computação em nuvem (cloud computing). Isso se reflete diretamente também na facilidade de ampliação das atividades da sua empresa, disponibilizando os serviços para novas regiões geográficas, por exemplo, em questão de minutos e com poucos cliques. Segurança e confiabilidade Por último na nossa lista de hoje temos como uma grande vantagem da computação em nuvem (cloud computing) a segurança e confiabilidade que este tipo de sistema oferece para as empresas.  A computação em nuvem tem como uma de suas bases mais sólidas o respeito a uma série de políticas de controle e segurança que contribuem com a proteção dos dados e da infraestrutura como um todo contra qualquer tipo de ameaça. Além disso, possuem práticas que facilitam a reduzem custos na realização de backups de dados e manutenção de sua integridade. Nos últimos tempos, devido à pandemia do coronavírus e da migração de centenas de empresas para o modelo home office, a demanda por serviços em nuvem cresceu de forma exponencial. A transformação digital foi acelerada em meses o que aconteceria ao longo dos próximos cinco anos, e dentre as mudanças está a alta adesão à nuvem. A necessidade das empresas pela disponibilização de recursos de forma remota fez com que os números de servidores BPM (business process management) dessem um salto de quatro a cinco vezes ao longo dos primeiros 10 meses de quarentena. A previsão que apresentamos no início deste artigo feita pela ABES pode sofrer significativas mudanças devido aos impactos da pandemia, trazendo um crescimento mais acelerado do que o que era previsto inicialmente. Venha conhecer mais sobre computação em nuvem Se você se interessa pelo tema e quer continuar aprendendo ainda mais, fique sempre de olho no nosso blog, pois estaremos atualizando-o constantemente, e não deixe de conferir nosso calendário de cursos! 


    13/04/2021
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    Métodos Ágeis e Inovação

    Saiba porque o Framework Scrum é a base do mundo ágil

    Voltados à simplificação de problemas complexos e à habilitação para solucioná-los de forma eficiente, os métodos ágeis e o framework Scrum representam a base do mundo ágil que conhecemos hoje. Seja dentro das organizações ou em projetos pessoais, a organização promovida pela aplicação do Scrum surte resultados que impressionam e cativam. Por isso o método vem sendo amplamente utilizado e cada vez mais aderido em todo o mundo. Através do Scrum é possível dividir grandes tarefas em atividades individuais, para que possam ser executadas por mais pessoas ao mesmo tempo e, assim, ganhe-se em escalabilidade e agilidade na entrega final. No entanto, é primordial para a compreensão e aplicação dos conceitos conhecer mais sobre eles, entender como se diferenciam e como você pode se beneficiar de cada um deles. Continue a leitura e confira! O que são métodos ágeis O conceito da metodologia ágil, ou Agile, para utilizar a nomenclatura original, é um conjunto de práticas baseadas nos valores do Manifesto para Desenvolvimento Ágil de Software, ou só Manifesto Ágil. A ideia geral por trás do Manifesto, assinado por profissionais de TI de todo o mundo, é a de direcionar o foco de toda e qualquer ação para a geração de maior valor agregado e satisfação completa do cliente. Inicialmente o Manifesto tem como foco o desenvolvimento de software, porém ao começarem a aplicá-lo, as organizações identificaram que seus benefícios podem ir para muito além deste ramo. Alguns dos valores que mais demonstram esta aplicabilidade são a colaboração, a auto-organização e a implementação de equipes interdisciplinares. Diversas empresas hoje atuam com esses elementos como norte de suas práticas, e isso é uma forma de aplicação dos métodos ágeis no dia a dia da organização. O que é Scrum Agora que entendemos o que são os métodos ágeis, fica mais fácil identificar o que é o framework Scrum. Trata-se de uma estrutura metodológica com um conjunto de instruções utilizadas para implementar os métodos ágeis. Ou seja, fazendo uma analogia com o universo da matemática, o framework Scrum está contido (⊂) em métodos ágeis. O método Scrum foi criada pelos desenvolvedores Ken Schwaber e Jeff Sutherland na década de 1990 e desde então vem sendo aprimorada a cada ano. De forma resumida, o framework prevê a criação de equipes pequenas e multidisciplinares para a realização de tarefas dentro de um mesmo projeto, sempre priorizando a colaboração entre os indivíduos e a prática constante de feedbacks. Com base nisso, gestores de diferentes times conseguem organizar seus processos e orientar o trabalho para resultados alinhados aos objetivos micro de cada área e gerais da organização. Tudo isso de forma ágil, inteligente e eficiente. Quais os benefícios do framework Scrum Um dos assuntos que mais se ouve falar atualmente é a necessidade das organizações de melhorar a eficiência de suas equipes para reduzir tempo e recursos empregados em cada tarefa. A competitividade faz com que a qualidade do produto não seja mais o único diferencial, mas também os processos por trás de sua construção e a forma de entrega. Com base no que vimos anteriormente sobre o framework Scrum, fica evidente que o método pode ajudar — e muito! —, principalmente se você atua no desenvolvimento de um produto concreto, porém não exclusivamente. Isso porque a palavra da vez é a agilidade, e os métodos ágeis, assim como o framework Scrum, contribuem muito positivamente para atingi-la. Através do método Scrum é possível, em questão de horas, identificar gaps e gargalos na operação e transformá-los em oportunidades de melhoria e otimização. Com isso, é possível encontrar soluções de forma mais certeira para os diferentes problemas encontrados em cada um dos setores da sua empresa e testá-las com velocidade para minimizar ao máximo os possíveis impactos. Assim, hora de reuniões são transformadas em minutos, decisões são tomadas de forma mais ágil e os processos são simplificados originando resultados cada vez mais eficientes. Como aplicar métodos ágeis e o framework Scrum na sua empresa A dinâmica do método Scrum envolve diferentes atores, eventos e nomenclaturas, que servem para organizar e orientar o trabalho das equipes que seguirão este framework. Você pode se aprofundar sobre isso em diferentes conteúdos disponíveis no nosso blog, porém o que queremos que você saia deste artigo sabendo é sobre como aplicar na sua empresa. O principal ponto neste sentido, além da mudança de mentalidade que será necessária caso a sua organização ainda não seja tão aberta para este assunto, será designar pessoas para os cargos descritos no Scrum e listar prioridades. A partir disso iniciam-se as rotinas e eventos previstos no framework Scrum, como as reuniões regulares, os sprints. Esta é a etapa que envolve maior planejamento e na qual a sua equipe vai precisar estar mais conectada para evoluir coletivamente o projeto em questão dentro do framework. Em resumo, é fundamental que você compreenda os princípios básicos que norteiam os métodos ágeis e o framework Scrum para, assim, poder partir para um processo de implementação deles na sua empresa. Ficou mais claro com a leitura deste artigo porquê você precisa do Scrum desde já no seu dia a dia? Então confira nosso calendário de cursos para se aperfeiçoar ainda mais no tema!


    01/04/2021
  • ensino a distancia scaled 1
    Temas Diversos

    5 aprendizados do ensino a distância

    O ensino a distância se popularizou ainda mais por todo o mundo no último ano, devido especialmente à disseminação do coronavírus e à necessidade de frear o contágio. Com isso, escolas e universidades foram fechadas para as atividades presenciais e, em muitos casos, tiveram suas atividades suspensas durante meses no Brasil. Depois de algum tempo, as aulas foram retomadas, porém na modalidade 100% remota, em seguida, alguns locais começaram a retomar aos poucos e de forma escalada a ida à escola, transformando o formato de ensino em híbrido. Neste sentido, tornou-se possível extrair diversos aprendizados e lições do ensino a distância, as quais a nossa humanidade poderá levar para posteridade. Neste artigo, você vai entender um pouco melhor o que é e como funciona o ensino a distância, e vai ainda conferir 5 aprendizados que ficam deste período tão turbulento e duro, mas que também trouxe crescimento em muitos sentidos. Boa leitura! O que é ensino a distância Ensino a distância é uma modalidade do processo de aprendizagem. Ou seja, não ocorre a presença física simultânea do professor e dos alunos dentro de uma sala de aula. O que acontece, por outro lado, é essa sincronicidade do ensino através dos recursos tecnológicos disponíveis. Sejam eles plataformas educacionais direcionadas, sejam recursos que facilitam o compartilhamento, e até mesmo plataformas para sediar aulas online. Todos eles possibilitam a integração entre os grupos de estudantes, trazendo maior similaridade com o que seriam as aulas presenciais. Assim, entende-se como ensino a distância toda e qualquer atividade educacional que seja realizada de forma não presencial, através da internet. A própria ESR é uma instituição de ensino que oferece cursos e capacitações focadas no mercado de tecnologia da informação. Inclusive alguns dos nossos produtos já foram desenvolvidos diretamente para serem ofertados na modalidade a distância. Aqui entra um dos principais motivos de conflitos quando se aborda o assunto de ensino a distância compreendido como a simples adaptação do ensino presencial. O ensino a distância tem uma conformação diferente, públicos diferentes, hábitos diversos e, portanto, não pode ser entendido como uma mera adaptação das aulas presenciais. A concepção de um curso para o formato remoto passa por necessidades muito distintas daquele presencial, de modo que os gestores responsáveis precisam ter isso em mente. Assim, desenvolver um curso desde o início para o modelo remoto é totalmente diferente de pensar em adaptações de um curso presencial para o formato online. Esse entendimento é fundamental para quem deseja implementar algum tipo de atividade educacional remota. 5 aprendizados do ensino a distância Já demos um spoiler sobre aprendizados, que é a questão da adaptação ou não do formato presencial para o remoto e do quanto isso agrega eficiência de fato, quando são necessidades completamente diferentes em jogo. Vamos, então, conferir essa lista de 5 aprendizados que tivemos com os últimos acontecimentos a respeito de ensino a distância. 1. Não realizar comparações entre os modelos A primeira dica e aprendizado que tivemos enquanto instituição de ensino neste período é a de não comparar o que está sendo necessário — o ensino a distância — com o que era o planejado inicialmente, antes da chegada da pandemia, por exemplo. Cada modalidade de ensino possui suas vantagens e seus pontos de atenção, e entrar no mérito de julgar que uma é melhor do que a outra não irá levar a lugar nenhum neste momento em que não há alternativas. A ideia é buscar ofertar o melhor ensino a distância possível, dentro da realidade disponível. 2. Planejar as atividades, mas sem engessar as aulas A necessidade de planejamento é tão grande ou maior no modelo online do que nas aulas presenciais — especialmente se você não tiver familiaridade com este formato. No entanto, é preciso compreender a dinâmica das aulas remotas para não usar o planejamento como um roteiro fechado e engessado. As aulas no ensino a distância exigem dinamismo por parte dos instrutores, para que os alunos se mantenham interessados e engajados. Por isso, é preciso ter em mente o que será feito, tratado e abordado, porém é preciso incluir nesse meio alguns momentos de atividades lúdicas, interações e descontrações. 3. Oferecer flexibilidade Devido justamente ao contexto em que se encontram alunos de ensino a distância, é preciso garantir uma certa flexibilidade dentro dos planejamentos. Desde os horários das aulas síncronas, por exemplo; passando pela possibilidade de gravação das aulas para os alunos que não puderam estar presentes no horário síncrono possam consumir o conteúdo posteriormente; até a disponibilização de atividades com antecedência da data de entrega. As rotinas das pessoas se tornaram quase que 100% digitais. A terapia é online, atividade física também, as festas e happy hours são feitos de forma online, as pessoas trabalham online e também estudam desta forma. Assim, é preciso oferecer as condições mais adequadas possíveis às necessidades deste público, e a flexibilidade é um ótimo caminho para isso. 4. Variar formatos Pensando ainda na ideia da flexibilidade, a variação de formatos de conteúdos em aulas é um grande aprendizado que fica do e para o ensino a distância. Os gestores e professores devem pensar em atividades que envolvam o máximo possível de recursos diferentes, como fotografia, vídeos, textos, mapas interativos, diagramas, rodas de conversa, debates etc. Assim, os estudantes conseguem ficar mais interessados, engajados e motivados a seguir participando das aulas e se dedicando às atividades. Para isso é possível contar com consultorias especializadas, e também profissionais da educação familiarizados com tecnologia que podem contribuir com ideias no seu plano de ensino. 5. Utilizar plataformas de ensino qualificadas O último aprendizado da nossa lista de hoje é o de estar acompanhado de especialistas no assunto ensino a distância. Ao utilizar sistemas que não possuem recursos suficientes, que travam ou que demoram a carregar, por exemplo, os gestores poderão desmotivar os estudantes e até os próprios professores. Plataformas que permitem escalar o aprendizado através da publicação dos conteúdos e divulgação para todas as turmas. Por exemplo, e até mesmo que proporcionam interatividade e aguçam a curiosidade, são muito bem-vindas. > Confira um artigo sobre os principais aprendizados do e para o ensino a distância para aprofundar ainda mais o seu conhecimento. Como você pode ver por este conteúdo, o blog da ESR trata de assuntos dos mais variados que você possa imaginar, porém sempre relacionados à tecnologia da informação e suas inúmeras ramificações e influências. Por isso, para manter sua atualização em dia, continue acompanhando este blog, e confira também nosso calendário de cursos!


    25/03/2021
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    Desenvolvimento de Sistemas

    Entenda a diferença entre BI e Data Science

    Apesar de que as duas áreas examinam dados brutos para extrair informações refinadas, é preciso ter clareza de que BI e Data Science são conceitos completamente distintos. Isso é fundamental para compor a bagagem de um profissional que deseja se especializar em um dos segmentos, por exemplo, mas também para os gestores de empresas que desejam se utilizar dessas especialidades para seus negócios. Por isso, neste artigo, apresentamos de forma simplificada e didática o que é cada um dos dois conceitos, quais as principais características de cada qual e, especialmente, como utilizá-los no mercado. Confira!   O que é BI BI é uma sigla para o termo Business Intelligence, ou seja, inteligência de negócios, e representa o processo de coleta, organização, análise e disseminação de informações pregressas que auxiliam empresários a tomarem decisões estratégicas para seus negócios. De forma prática podemos dizer que o mundo dos negócios começou a enxergar nos dados possibilidades concretas de fazer mais dinheiro, e por isso passou-se a investir nisso. O uso da informação que se tem disponível de maneira estratégica traz inúmeros benefícios para os negócios, especialmente a vantagem competitiva. Para aplicar processos de BI, os profissionais de TI responsáveis se utilizam do que chamamos de Big Data. Assim, através de coleta e análise, segmentam este grande volume de dados e o transformam em volumes menores, mais palpáveis e direcionados ao que a empresa precisa em cada momento. Os resultados dessa mineração de dados podem ser aplicados em diferentes esferas dos negócios: estratégias de comunicação e marketing podem usufruir de determinados tipos de informação sobre público consumidor, por exemplo; times de atendimento ao cliente podem compreender melhor como está a interação e engajamento do público com o produto ou serviço e agir de acordo com as melhorias necessárias; e a diretoria pode utilizar informações de mercado para monitorar seu desempenho e o da concorrência para tomar decisões estratégicas.   O que é Data Science Data Science é a Ciência de Dados, ou seja, a área do conhecimento colocada em prática pelos profissionais classificados como cientistas de dados. Data Science é o campo de pesquisa que utiliza os dados para prever cenários futuros. Para sua execução no dia a dia são aplicados conhecimentos de matemática, programação, estatística, além de tecnologias como machine learning e inteligência artificial. É através das análises de Data Science que as organizações conseguem olhar para frente e prever, por exemplo, quais produtos serão mais interessantes para o consumidor em determinado momento, ou até mesmo desenhar tomadas de decisão futuras como a adesão a processos de M&A. Assim, BI e Data Science podem e devem caminhar juntos dentro do negócio para o seu melhor resultado, desde que as diferenças entre as duas vertentes estejam claras e com equipes distintas olhando para cada um deles.   Porque não confundir BI e Data Science Agora, uma coisa é caminhar juntos, outra é serem confundidos como sendo a mesma coisa. BI e Data Science serão úteis ao longo de toda a trajetória da sua empresa, com a diferença de que a necessidade de olhar para trás pode evidenciar mais as técnicas de BI e a necessidade de ter uma previsibilidade futura remonta mais às práticas de Data Science. O principal motivo pelo qual você não deve confundir os dois conceitos é pela sua aplicabilidade na prática. Se você é um profissional de TI que deseja se qualificar para atuar como analista de BI e Data Science, você precisa entender as características principais de cada um para, primeiro, escolher o que lhe apetece mais, e segundo, buscar qualificação dentro da área específica de sua escolha. Além disso, a aplicabilidade prática dentro das empresas precisa estar embasada em uma compreensão clara sobre as diferenças entre BI e Data Science. Os bons resultados, independente da área, dependem dessa clareza. De forma resumida, compartilhamos a seguir um resumo das diferenças entre BI e Data Science, baseado em imagem encontrada no portal TDWI:    BI foco no tempo passado (histórico) abordagem de dados descritiva entregas através de relatórios alto nível de automação de processos dados estruturados dados para tomada de decisão e identificação de tendências   Data Science foco no tempo futuro (previsões) abordagem de dados exploratória entregas através de modelos estatísticos baixo nível de automação dados estruturados e não estruturados dados para planejamento e testagem de hipóteses   Ficou clara para você a diferença entre BI e Data Science? Se ainda tiver dúvidas, consulte nosso blog especializado, pois lá você vai encontrar informações sempre atualizadas sobre tudo que rola no universo da TI! Além disso, confira nosso calendário de cursos e comece agora mesmo a dar uma guinada na sua carreira na área de administração de banco de dados! Conheça ainda a trilha de ciência de dados que está sendo lançada pela ESR!


    19/03/2021
  • Administração de banco de dados
    Desenvolvimento de Sistemas

    Administração de banco de dados: o guia completo

    A área de atuação ligada a bancos de dados é um vasto campo com diferentes frentes possíveis de atuação. Existem três subcategorias principais, que correspondem também às diferentes funções profissionais, que são: engenharia de dados, análise de dados e ciência de dados. Para cada um destes ramos de atuação existe uma mesma base de conhecimento necessária, assim como também diferentes qualificações e perfis específicos para conduzir cada um. O conhecimento na linguagem estruturada SQL (Structured Query Language) é um dos itens obrigatórios para quem deseja seguir carreira em administração de banco de dados (DBA: Database Administrator). SQL é uma linguagem de pesquisa para bancos de dados relacionais, que com usabilidade simplificada se diferencia de outras linguagens de consulta reduzindo o ciclo de aprendizado dos iniciantes e especificando a forma do resultado, e não o caminho para chegar a ele, conforme outras linguagens. A administração de banco de dados se utiliza amplamente desta e de diversas outras ferramentas para gerenciar, instalar, configurar, atualizar e monitorar a segurança de sistemas ligados a bancos de dados. Continue lendo este eBook que preparamos para você e conheça mais sobre administração de banco de dados, principais tipos de bancos existentes, as melhores práticas neste ramo de atuação e dicas para sua carreira trabalhando com dados. Boa leitura! O que é administração de banco de dados O aumento no volume de geração de dados a cada ano é um dos principais motores para o desenvolvimento da área de administração de banco de dados. Isso porque a cada dia são gerados novos dados em todos os dispositivos de todas as pessoas e empresas do mundo, contribuindo para um crescimento significativo ao longo do tempo. As previsões do Instituto Gartner eram de que, até 2020, haveria um total de 40 trilhões de gigabytes de dados em todo o mundo, sendo 2,2 milhões novos a cada dia. Isso é muita coisa, e é o que se chama na tecnologia de Big Data. Um grande volume de dados disponível nas mais diversas esferas, que precisam ser trabalhados da forma correta para serem revertidos em inteligência. Isso nada mais é do que a disciplina de Business Intelligence, ou BI, que tem como principal finalidade identificar, setorizar e transformar esse grande volume de dados do mundo através de diferentes técnicas e ferramentas para atribuir sentido a eles. Assim, os insights gerados podem ser utilizados na área de inteligência de negócios, tradução livre de BI. As principais vantagens do uso de BI são a melhoria da gestão da informação; a otimização de falhas nos processos; o acompanhamento mais eficiente de métricas e indicadores do negócio; e o favorecimento da tomada de decisão estratégica, totalmente embasada em dados. Para executar toda essa análise é que são utilizados os bancos de dados. Mas o que eles são, exatamente? Bom, este é um questionamento muito pertinente no contexto deste eBook, e também bastante comum entre os profissionais que estão iniciando na carreira. Banco de dados é justamente a organização e estruturação dos milhares de dados gerados por diferentes fontes de modo a facilitar sua análise e compreensão.  Bancos de dados são, então, sistemas eletrônicos que armazenam, com restrições específicas de acesso pensando em segurança, grandes quantidades de informação de maneira organizada. E esta é uma das grandes funções da administração de banco de dados. É preciso que, em cada organização ou para cada finalidade específica que se deseje analisar dados para embasar tomadas de decisão, haja um profissional ou equipe qualificada para reunir e extrair somente aquilo que é necessário para cada análise.  Mas os bancos de dados também podem registrar informações sobre as diferentes áreas de uma empresa, que devem ser preservadas e compartilhadas de forma ordenada e segura. São exemplos de funções dentro da administração de bancos de dados: Além dos aspectos técnicos de programação e TI, é fundamental dentro da administração de banco de dados que os profissionais tenham conhecimentos legais acerca das normativas de proteção do grande volume de dados com que trabalham. Como é o caso da LGPD no Brasil, por exemplo, onde existe um viés de aspectos éticos ligados ao armazenamento, tratamento e uso de dados pessoais de terceiros. O uso irregular de dados pode ocasionar sanções para as organizações, o que normalmente culmina em pagamento de multa e quebras na reputação. Assim, ter consciência e demonstrar de forma transparente exatamente quais dados constam em cada banco e que tipo de uso será feito é fundamental. Importância de bancos de dados Ao mencionar as principais funções e objetivos dos bancos de dados, torna-se evidente a importância de implementá-los nas organizações. Mas para não restar nenhum tipo de dúvida, aprofundamos aqui os principais benefícios e vantagens de se utilizar bancos de dados. O primeiro deles é a alta capacidade de armazenamento de informações. Muitas empresas pouco imersas em processos de inovação e transformação digital, por exemplo, utilizam planilhas de Excel com atualização manual para registrar sua operação. No entanto, além de este processo ser pouco escalável e apresentar alto risco de falhas, ele possui limitações de espaço. Sendo assim, contar com sistemas de banco de dados é uma alternativa muito mais eficiente e segura. Os bancos de dados podem armazenar quantidades muito grandes de dados, com certeza dando conta de todo tipo de informação que a sua empresa precisa registrar. Uma segunda vantagem do uso de bancos de dados, mesmo que de forma indireta, é a melhoria da experiência do usuário ou cliente final, dependendo do seu produto ou serviço. Uma melhor organização das bases de dados permite que o cliente receba as comunicações corretas no momento apropriado.  Além disso, terá acesso às funcionalidades da ferramenta, se for o caso, com muito mais velocidade, visto que os dados que sustentam a operação estarão devidamente organizados e estruturados. Por último, e com certeza não menos importante, os processos de tomada de decisão são amplamente beneficiados pelo uso de bancos de dados nas empresas. Ao implementar esse tipo de sistema, as informações coletadas e geradas ficam mais organizadas e categorizadas. Assim, gestores e quaisquer outros membros de board ou lideranças que tenham acesso podem consultar a todo momento que for necessário para contribuir com suas estratégias. Bancos de dados devem fazer parte da estratégia de toda empresa que busca maior eficiência e produtividade nos processos. Conheça a seguir os principais tipos de bancos de dados disponíveis para serem trabalhados. Tipos de bancos de dados Existem diversos tipos de bancos de dados que podem ser utilizados pelas organizações, sempre levando em consideração suas necessidades específicas. São os principais: A escolha pelos tipos de bancos de dados a serem trabalhados na sua organização irá variar de acordo com os objetivos e necessidades de uso de dados vigentes. Por isso, é fundamental dar um passo atrás e identificar se você já tem mapeados: o cenário atual da empresa; os recursos disponíveis para investimento; e os objetivos desejados com os bancos de dados. Assim, contar com um profissional ou equipe capacitados em administração de bancos de dados será fundamental para promover as ações mais acuradas possíveis. Boas práticas na administração de banco de dados Já vimos por aqui o que os bancos de dados são capazes de proporcionar, porém todos os benefícios só virão com a aplicação das melhores práticas na gestão e administração de banco de dados. Confira a seguir quais são as principais para ficar de olho. Avaliação da infraestrutura Este é o primeiro ponto que a sua equipe precisa prestar atenção, para que a infraestrutura do sistema que está sendo utilizado tenha a melhor eficiência possível. O sistema escolhido é on premise, na nuvem ou misto? Quais as vantagens e desvantagens? Por isso, neste ponto, é fundamental que você faça uma verificação de todas as necessidades da organização com relação aos bancos de dados e do quanto os sistemas adotados realmente estão atendendo. Estratégia e Governança de dados A segunda recomendação de boas práticas na gestão e administração de banco de dados é a implementação de estratégias e governança de dados nos seus processos. Muitos negócios que buscam se orientar a dados acabam não preparando suas bases antes disso, de modo que começam a agir sem ter planos, e por isso a operação acaba falhando. Uma estratégia de dados é, no comparativo com a abertura de uma empresa, como se fosse um plano de negócio. É fundamental para o início das operações, e sem ele tudo que for feito será na base da tentativa e erro, sem um rumo preciso. No entanto, reforçando o tópico anterior, será fundamental que toda a sua estrutura empresarial esteja preparada e engajada nesta nova cultura, visto que passa a ser um compromisso de todos. Já a governança de dados é uma forma mais macro de enxergar a estratégia traçada, visto que corresponde, em empresas maiores, a uma área dentro do negócio responsável única e exclusivamente pelas tratativas a respeito dos processos de dados. É dentro desta área que ficam as responsabilidades sobre controle das estratégias, políticas definidas, papéis e responsabilidades e quaisquer outros pontos de contato com as estratégias de dados. Estes são dois conceitos fundamentais que toda empresa precisa conhecer a fundo para implementar um processo de administração de banco de dados eficiente. E aqui também a  capacitação em administração de bancos de dados é fundamental. Acesso aos dados A terceira etapa da boa gestão e administração de banco de dados é a facilitação do acesso aos dados já organizados dentro de um sistema e de uma metodologia. O objetivo principal ao reforçar esta boa prática é promover um acesso fácil, simples e prático aos dados armazenados para todos que necessitarem e tiverem as devidas autorizações para tal. Automação da gestão Automatizar a gestão de banco de dados é uma das melhores práticas a serem implementadas visando aumentar a eficiência dos processos. Isso porque, neste ponto, a estrutura principal e as rotinas de acesso já estarão desenhadas e incutidas no imaginário dos colaboradores. Assim, fica mais fácil programar alguns tipos de automações, como a detecção de padrões para realizar, de forma totalmente automática, tarefas repetitivas que antes exigiam alto nível de programação. Com isso os colaboradores ficam direcionados para ações estratégicas que envolvem a administração de banco de dados e conseguem se tornar mais produtivos para a empresa como um todo. Monitoramento do sistema Esta é uma etapa que aparece normalmente no final, porém ela permeia todo o processo de forma cíclica. Isso porque o monitoramento dos sistemas é uma prática que deve ser realizada desde a definição e avaliação da infraestrutura, até o processo final onde os dados são tratados e geram inteligência. Todo o processo, envolvendo também a coleta e armazenamento dos dados, deve ser revisitado de forma constante para mitigar quaisquer falhas e garantir os melhores resultados. Ajustes existem para serem realizados, e quanto mais cedo sua necessidade for detectada, mais cedo é possível investir em ações para executá-los. Carreira em DBA A construção de uma carreira como administrador de banco de dados, ou DBA, passa por diferentes níveis de especialização, porém sempre terá como base o estudo e o conhecimento. Existem diferentes certificações no mercado, além de cursos e capacitações, como a Administração de Banco de Dados (EaD) da Escola Superior de Redes, que preparam os profissionais para este tipo de atuação, porém além disso a prática é de extrema importância. Apresentando um pouco a profissão e a carreira, um administrador de banco de dados é a pessoa responsável por garantir a segurança e eficiência de todos os processos que envolvem sistemas de banco de dados.  Sendo assim, são atribuições deste profissional  o gerenciamento dos dados, o desenvolvimento de novos bancos de dados ou de atualizações para bancos já existentes, a realização de backups para garantir a segurança, oferecer suporte a usuários e outras áreas da empresa quanto ao uso do sistema, entre diversas outras. Tomando o mercado como base, o que se vê em relação a perfil deste tipo de profissional são pessoas que, do ponto de vista técnico, sejam altamente capacitadas e experientes em softwares de gerenciamento de banco de dados. Além disso, possuir graduação em algum curso na área de Tecnologia da Informação e inglês intermediário são diferenciais sempre levados em consideração. Do ponto de vista comportamental, as chamadas soft skills, profissionais DBA devem apresentar alto nível de organização, dinamismo, proatividade e comprometimento, além da vontade de fazer acontecer e de solucionar problemas de formas inovadoras. Nos dois casos, vale a pena consultar as competências relacionadas com banco de dados do modelo global de habilidades e competências do framework SFIA (Skills Framework for the Information Age). Várias empresas, e até países, utilizam este framework para orientar a contratação e desenvolvimento dos seus profissionais de TI. O mercado de trabalho é bastante amplo neste sentido e tem ganhado cada vez mais espaço, especialmente diante do crescimento do volume de dados a serem trabalhados pelas empresas. Ao mesmo tempo, a oferta deste tipo de serviço não acompanha a alta demanda, por isso, se capacitar será fundamental para conseguir oportunidades como DBA ou outras funções trabalhando com dados. Conclusão Ao avaliar o cenário geral da profissão e da organização desta área da tecnologia, é possível perceber o nível de relevância que possuem esses profissionais nos dias de hoje. Cada vez mais esse tipo de competência será necessária, pois o número de empresas e de pessoas conectadas a dispositivos segue aumentando, de modo que a geração de dados segue a mesma tendência. Investir nos estudos e na aplicação prática dos aprendizados relativos à administração de banco de dados é um ótimo caminho para quem deseja se profissionalizar na área, além de ser uma exigência do mercado. Se você quiser saber mais sobre administração de banco de dados e se informar sobre as nossas capacitações, acesse o site da ESR e confira nosso calendário de cursos!


    12/03/2021
  • Framework Scrum como a base do mundo ágil
    Métodos Ágeis e Inovação

    Framework Scrum como a base do mundo ágil

    Voltados à simplificação de problemas complexos e à habilitação para solucioná-los de forma eficiente, os métodos ágeis e o framework Scrum representam a base do mundo ágil que conhecemos hoje. Seja dentro das organizações ou em projetos pessoais, a organização promovida pela aplicação do Scrum surte resultados que impressionam e cativam. Por isso o método vem sendo amplamente utilizado e cada vez mais aderido em todo o mundo. Através do Scrum é possível dividir grandes tarefas em atividades individuais, para que possam ser executadas por mais pessoas ao mesmo tempo e, assim, ganhe-se em escalabilidade e agilidade na entrega final. No entanto, é primordial para a compreensão e aplicação dos conceitos conhecer mais sobre eles, entender como se diferenciam e como você pode se beneficiar de cada um deles. Continue a leitura e confira!   O que são métodos ágeis O conceito da metodologia ágil, ou Agile, para utilizar a nomenclatura original, é um conjunto de práticas baseadas nos valores do Manifesto para Desenvolvimento Ágil de Software, ou só Manifesto Ágil.  A ideia geral por trás do Manifesto, assinado por profissionais de TI de todo o mundo, é a de direcionar o foco de toda e qualquer ação para a geração de maior valor agregado e satisfação completa do cliente. Inicialmente o Manifesto tem como foco o desenvolvimento de software, porém ao começarem a aplicá-lo, as organizações identificaram que seus benefícios podem ir para muito além deste ramo. Alguns dos valores que mais demonstram esta aplicabilidade são a colaboração, a auto-organização e a implementação de equipes interdisciplinares. Diversas empresas hoje atuam com esses elementos como norte de suas práticas, e isso é uma forma de aplicação dos métodos ágeis no dia a dia da organização.   O que é Scrum Agora que entendemos o que são os métodos ágeis, fica mais fácil identificar o que é o framework Scrum. Trata-se de uma estrutura metodológica com um conjunto de instruções utilizadas para implementar os métodos ágeis. Ou seja, fazendo uma analogia com o universo da matemática, o framework Scrum está contido (⊂) em métodos ágeis. O método Scrum foi criada pelos desenvolvedores Ken Schwaber e Jeff Sutherland na década de 1990 e desde então vem sendo aprimorada a cada ano. De forma resumida, o framework prevê a criação de equipes pequenas e multidisciplinares para a realização de tarefas dentro de um mesmo projeto, sempre priorizando a colaboração entre os indivíduos e a prática constante de feedbacks. Com base nisso, gestores de diferentes times conseguem organizar seus processos e orientar o trabalho para resultados alinhados aos objetivos micro de cada área e gerais da organização. Tudo isso de forma ágil, inteligente e eficiente.   Quais os benefícios do framework Scrum Um dos assuntos que mais se ouve falar atualmente é a necessidade das organizações de melhorar a eficiência de suas equipes para reduzir tempo e recursos empregados em cada tarefa. A competitividade faz com que a qualidade do produto não seja mais o único diferencial, mas também os processos por trás de sua construção e a forma de entrega. Com base no que vimos anteriormente sobre o framework Scrum, fica evidente que o método pode ajudar — e muito! —, principalmente se você atua no desenvolvimento de um produto concreto, porém não exclusivamente. Isso porque a palavra da vez é a agilidade, e os métodos ágeis, assim como o framework Scrum, contribuem muito positivamente para atingi-la. Através do método Scrum é possível, em questão de horas, identificar gaps e gargalos na operação e transformá-los em oportunidades de melhoria e otimização. Com isso, é possível encontrar soluções de forma mais certeira para os diferentes problemas encontrados em cada um dos setores da sua empresa e testá-las com velocidade para minimizar ao máximo os possíveis impactos. Assim, hora de reuniões são transformadas em minutos, decisões são tomadas de forma mais ágil e os processos são simplificados originando resultados cada vez mais eficientes.   Como aplicar métodos ágeis e o framework Scrum na sua empresa A dinâmica do método Scrum envolve diferentes atores, eventos e nomenclaturas, que servem para organizar e orientar o trabalho das equipes que seguirão este framework. Você pode se aprofundar sobre isso em diferentes conteúdos disponíveis no nosso blog, porém o que queremos que você saia deste artigo sabendo é sobre como aplicar na sua empresa. O principal ponto neste sentido, além da mudança de mentalidade que será necessária caso a sua organização ainda não seja tão aberta para este assunto, será designar pessoas para os cargos descritos no Scrum e listar prioridades. A partir disso iniciam-se as rotinas e eventos previstos no framework Scrum, como as reuniões regulares, os sprints. Esta é a etapa que envolve maior planejamento e na qual a sua equipe vai precisar estar mais conectada para evoluir coletivamente o projeto em questão dentro do framework. Em resumo, é fundamental que você compreenda os princípios básicos que norteiam os métodos ágeis e o framework Scrum para, assim, poder partir para um processo de implementação deles na sua empresa.   Ficou mais claro com a leitura deste artigo porquê você precisa do Scrum desde já no seu dia a dia? Então confira nosso calendário de cursos para se aperfeiçoar ainda mais no tema!


    04/03/2021
  • Administração de banco de dados: como funciona a arquitetura de memória do PostgreSQL
    Desenvolvimento de Sistemas

    Administração de banco de dados: como funciona a arquitetura de memória do PostgreSQL

    O universo da administração de banco de dados envolve estudos e muito conhecimento teórico e prático para identificação das melhores alternativas para cada caso. Neste sentido, conhecer mais sobre a configuração de memória de um sistema de gerenciamento de banco de dados (SGBD)  é um ponto fundamental na hora de ajustar o banco de dados que você irá utilizar na sua organização para obter uma melhor performance. No caso do PostgreSQL, que é tema deste artigo, ele conta com um sistema de cache para armazenamento dos dados disponibilizados para consulta em sua operação.  Para falar sobre memória e PostgreSQL, vamos antes a alguns conceitos. Continue acompanhando o artigo!   O que é a arquitetura de memória do PostgreSQL Uma das maiores dúvidas neste sentido é a de como identificar quanto de memória deve ser deixado para o sistema operacional e quanto alocar para o banco, por exemplo. Outra dúvida é se a memória compartilhada é suficiente para a quantidade de usuários e conexões existentes, ou então o que fazer caso haja um grande número de transações no banco de dados utilizado. Para entender melhor como se dão esses processos dentro do PostgreSQL, vamos compartilhar algumas definições.  A primeira delas é o conceito de memória compartilhada. Este é o valor disponibilizado no buffer para as transições do banco de dados em questão. O valor varia principalmente em função do número de conexões e consultas, e também do nível de complexidade destas. A recomendação de melhores práticas na administração de banco de dados através do PostgreSQL é a de que o valor destinado ao banco não ultrapasse ⅓ da memória RAM disponível. Existem ainda cálculos que orientam que a memória compartilhada esteja entre 8 MB e 400MB para que se possa manipular os ambientes com segurança. Agora, como fazer para calcular qual o valor ideal para o seu banco de dados? Alguns parâmetros de bancos de dados orientam que o consumo de um usuário é de, em média, 14,2 KB por conexão feita. Assim, deve-se multiplicar este valor pelo número de conexões necessárias a serem utilizadas e somá-lo ao tamanho do bloco a ser utilizado. Com isso, chega-se ao valor ideal recomendado para a memória compartilhada do banco de dados em questão. O segundo conceito a ser trabalhado é o de blocos, que são seções de dados definidas a partir das transições e buscas a serem realizadas. Os blocos possuem relação também com a quantidade de páginas que serão exibidas como resultado para as buscas consolidadas. E o terceiro e último conceito que precisamos abordar aqui é o de área de ordenação, que é uma quantidade de memória física disponibilizada no sistema para a realização de consultas por usuários. Sendo assim, todos os parâmetros dentro da arquitetura de memória do PostgreSQL, estão diretamente relacionados ao tamanho das transações executadas e à área de ordenação disponibilizada.   Como otimizar o aproveitamento no PostgreSQL Pensando ainda no aspecto relacionado à memória, existem muitos profissionais e equipes que consideram o PostgreSQL um sistema lento em alguns testes após sua instalação. No entanto, isso acontece principalmente por conta de uma má configuração da arquitetura de memória que acaba subutilizando a estrutura física do sistema e tornando, sim, o processamento dos dados mais lento. Vamos explicar agora como promover uma otimização do PostgreSQL pensando principalmente no que se relaciona ao aspecto da memória. Existem no PostgreSQL dois tipos principais de memória principais, que são a memória compartilhada, que já mencionamos brevemente neste artigo, e a memória individual. A memória compartilhada tem tamanho fixo e é alocada uma única vez, na inicialização do PostgreSQL, e todos os clientes conectados ao banco têm acesso a ela simultaneamente. No caso da memória individual, o tamanho é variável e ela é alocada separadamente para cada conexão realizada ao banco. A memória compartilhada é a primeira a ser utilizada pelo sistema para consultar informações de interesse. Ao aproveitar melhor seu cache, o PostgreSQL reduz sua necessidade de gerar requisições ao disco rígido, que é uma tarefa que traz maior lentidão ao sistema, e oferece uma performance mais eficiente. Já a memória individual tem como principal funcionalidade o ordenamento de registros, de modo que é utilizada toda vez que houver esta necessidade no sistema. Para melhorar o desempenho da memória individual a dica é avaliar como está se dando o funcionamento e buscar sempre o entendimento de que quanto maior a memória de ordenamento, menor será o número de arquivos temporários criados e, assim, mais rápida ficará a operação. Com base nessas informações, o administrador de banco de dados responsável pode configurar  a arquitetura de memória da forma que melhor convier às necessidades daquele sistema. Existem diversos caminhos para compreender cada vez melhor o universo da administração de banco de dados e as funcionalidades da arquitetura de memória do PostgreSQL. Para maiores informações sobre administração de banco de dados de uma forma abrangente e para se manter atualizado sobre estas novidades, além de continuar acompanhando este blog, confira nosso calendário de cursos! 


    25/02/2021
  • Governança Corporativa de TIC
    Governança de TI

    Governança Corporativa de TIC em tempos de Inovação

    Quando falamos no alinhamento de propósitos e objetivos dentro de uma organização, um dos principais elementos que está por trás é a implementação de práticas de governança. Este conjunto de diretrizes busca orientar as empresas, através da integração e direcionamento de olhares de todas as áreas, para um mesmo objetivo macro. Especificamente para a área de tecnologia dentro das empresas, existe a governança de TIC, que segue alguns manuais principais e tem como objetivo auxiliar essas organizações a implementarem os primeiros passos nessa jornada.  Neste artigo, você vai conhecer um pouco mais sobre as diferenças entre governança corporativa e governança de TIC, além de entender como investir neste tipo de prática pode ajudar a sua empresa a inovar. Acompanhe! Governança corporativa Governança corporativa é, segundo definição do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), um sistema através do qual os processos dentro de uma empresa funcionam. Ou seja, abrange relações interpessoais, práticas internas até as tomadas de decisão, passando pelos valores e princípios que justificam cada um desses aspectos. Pode parecer um conceito complexo, mas a governança corporativa é, de forma simplificada, como se fosse o manual de instruções do jogo de cada empresa. Ali vão estar definidos, então, quem são os personagens, quais são suas funções, que responsabilidades possuem, quais as regras do jogo, o que pode ou não ser feito e qual a visão de sucesso, ou seja, como que se ganha. Por isso, é fundamental que cada empresa possua o seu processo interno de governança corporativa, uma vez que ele orienta todas as práticas e as padroniza, enquadrando-as em categorias e otimizando processos. Para resumir, a governança corporativa é um conjunto de normas e práticas estabelecidas por cada empresa que buscam orientar suas ações em prol de um desenvolvimento sustentável.  Quando falamos sobre governança de TIC, no entanto, este conceito ganha alguns complementos e direcionamentos mais específicos. Isso porque vamos estar falando da área de tecnologia como se fosse uma empresa auto gerenciada, buscando cumprir objetivos da organização de forma geral. Vamos adiante para compreender um pouco melhor este conceito. Governança de TIC Por envolver uma lógica de raciocínio muito semelhante, a governança de TIC é entendida como um desdobramento da governança corporativa, porém uma disciplina à parte com suas peculiaridades e particularidades. A base das práticas de TIC está no desenvolvimento de planejamentos e ações com o objetivo de tornar a área de tecnologia mais estratégica para o negócio como um todo. Desta forma, a área de TIC consegue contribuir ativamente para o atingimento dos objetivos macro definidos nas diretrizes de governança corporativa. Muitas vezes o setor de tecnologia não é considerado prioritário dentro das organizações que não possuem TIC como seu core business. E aqui também temos mais um benefício da governança de TIC: através destas práticas bem delimitadas, a organização como um todo também consegue compreender de forma mais palpável a importância e a possibilidade de geração de valor do setor de tecnologia para a empresa. Sendo assim, se a sua empresa se utilizar dos conceitos de governança corporativa e governança de TIC, é garantia de processos cada vez mais alinhados, otimizados e inovadores. No último bloco deste artigo você vai entender melhor quais artifícios de inovação são agregados ao processo organizacional por meio da governança corporativa de TIC. Inovando através da governança Inovação é um processo essencial nos dias de hoje, empresas que não inovam ficam para trás. Quando entramos no universo da TIC, fica ainda mais evidente a importância e necessidade de haver este tipo de processo no desenvolvimento de produtos, equipes e do próprio negócio. Por se tratar de um campo tão fértil, a TIC é compreendida como uma importante habilitadora dos processos de inovação digital dentro das organizações. Através de frameworks e metodologias ágeis, é possível agregar eficiência, escalabilidade e sustentabilidade aos processos, e isso gera inovação. Pensar de forma inovadora é buscar soluções para problemas que muitas vezes ainda nem existem. No caso de uma empresa de TIC que desenvolve softwares, por exemplo, inovar é pensar para além da funcionalidade prevista para aquele produto, que tipo de valor a mais a solução pode entregar ao cliente final.  Uma notificação referente a algum sinal importante, um canal de comunicação mais rápido com seu público ou até mesmo uma ferramenta nova. Tudo isso pode ser identificado, por exemplo, em rituais e reuniões previstas pelas diretrizes de governança de TIC. Nestes momentos as equipes têm dias e horários fixos para se encontrar e discutir tudo que está sendo desenvolvido, onde estão os principais gargalos, quais algumas possíveis soluções e como avançar para os próximos passos. Essa mentalidade inovadora é altamente favorecida pela implementação de boas práticas de governança de TIC dentro das organizações. A busca pelo atingimento dos objetivos gerais da empresa, aliada ao interesse em percorrer este caminho através das alternativas mais otimizadas e eficientes gera inovação. Na Escola Superior de Redes (ESR) nós temos diferentes conteúdos sobre temáticas ligadas ao universo da tecnologia, programação, desenvolvimento ágil e diversos aspectos ligados à gestão de processos de tecnologia. Um exemplo é o nosso mais novo eBook sobre governança de TI, confira! Além disso, oferecemos cursos de capacitação nos mais diversos ramos dentro deste cenário. Se você achou o tema deste artigo interessante e sente que quer aprender ainda mais, confira nosso calendário de cursos e veja agora mesmo a sua disponibilidade para fazer sua inscrição. Não perca a oportunidade de se tornar um profissional ainda melhor em 2021!


    19/02/2021
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    Desenvolvimento de Sistemas

    Postgres oferece mais funcionalidades do que você imagina

    Postgres oferece mais funcionalidades do que você imagina Dentre os sistemas de gerenciamento de banco de dados relacionais, o Postgres (ou PostgreSQL) é um dos que oferece mais funcionalidades aos usuários. Principalmente pelo fato de ele ser um sistema aberto e gratuito, é a escolha de muitos desenvolvedores quando vão iniciar um novo projeto. Continue lendo este artigo e conheça mais sobre o Postgres e suas funcionalidades! O que é o Postgres O Postgres é um dos mais avançados sistemas de gerenciamento de banco de dados (SGBD) objeto-relacional de código aberto. O sistema altamente estável é projetado para poder ser executado em diferentes plataformas, como Mac OS X, Solaris, Windows e Linux, e possui como uma de suas múltiplas características mais marcantes a característica de ser estendido, ou seja, não estar restrito à abordagem relacional. Com sua primeira versão lançada em 1989 dentro do âmbito acadêmico, foi somente em 1994 que foi adicionado ao até então sistema chamado somente de postgres um interpretador SQL, e seu código foi aberto e amplamente divulgado para o mundo através da internet. Atualmente mantido por desenvolvedores voluntários ao redor do mundo, uma das maiores barreiras para a mais ampla implementação é a força maior imposta pelos SGBDs proprietários, ou seja, particulares. No entanto, diversas empresas de renome já o estão utilizando, como Apple, Fujitsu, Red Hat, Cisco, Juniper Network etc. O Postgres e suas funcionalidades, principalmente as que dizem respeito ao suporte e estabilidade oferecidos mesmo a grandes volumes de processamento, é uma das melhores alternativas para quem trabalha com MySQL e Oracle. Postgres funcionalidades: o que ele pode fazer por você Um pensamento comum para empresas que utilizam o SGBD Postgres é o de que precisam de infraestruturas maiores e mais complexas para dar conta das funções de armazenamento de dados necessárias. No entanto, o Postgres possui muito mais funcionalidades do que essas empresas imaginam, e que muitas vezes não estão configuradas para serem detectadas em uma primeira visão do sistema. O Postgres não é apenas um banco de dados SQL, mas oferece a possibilidade de ser dimensionado para cargas mais pesadas e até mesmo ativar recursos como armazenamento em cache na memória, pesquisa de texto, indexação especializada e armazenamento de valores-chave. O principal benefício de se utilizar dessas funcionalidades do Postgres talvez não tão conhecidas é a praticidade de não precisar agregar novas soluções no seu dia a dia e da sua equipe. Ao trazer novas funcionalidades dentro de uma plataforma já conhecida, a curva de aprendizado é altamente reduzida e os processos ficam concentrados todos em um único local. Confira a seguir um pouco mais sobre algumas das funcionalidades do Postgres. Sistema de cache Dentre as funcionalidades do Postgres está o sistema de cache para armazenamento de dados disponibilizados para as consultas. Assim, não é preciso acessar o disco em todas as ocasiões, mas pode-se utilizar de 25% a 40% da memória total para este armazenamento de dados em cache. Isso porque o sistema também utiliza o cache para a sua própria operação. Pesquisa de texto A funcionalidade de pesquisa de texto do Postgres se dá através de um tipo de dado especial (tsvector) — que é um documento que organiza termos e variantes para facilitar a pesquisa de texto — e de um conjunto de funções que permitem a realização dessas buscas. Os resultados são classificados por relevância de acordo com o número de vezes e com os campos específicos da consulta que foram mostrados. Funções em diferentes linguagens de programação Existem dentro do sistema do Postgres diferentes conjuntos de funções e códigos que executam no servidor, e elas estão disponíveis em variadas linguagens de programação. Além da linguagem padrão nativa do Postgres, essas funções também podem ser escritas em PL/Python, PL/Perl, PL/V8 com JavaScript e PL/R. Extensões As extensões dentro do Postgres funcionam como se fossem plugins de aplicativos: permitem acessar diferentes funcionalidades extras sem a necessidade de trabalhar com outros sistemas de armazenamento de dados para tal. Sendo assim, é possível incorporar ao seu sistema outras ferramentas que sejam necessárias no seu contexto sem precisar ampliar os seus sistemas. É fundamental sinalizar neste artigo que, antes de tomar a sua decisão e implementar um SGBD na sua organização, é preciso realizar testes e análises comparativas. Existem inúmeros diferentes sistemas, cada qual com suas características e particularidades, e atendendo a necessidades e contextos específicos.  Por isso, não deixe de conversar com especialistas que já atuam na área antes de fazer a sua escolha. E, se você já tiver tomado a decisão,  Para saber mais sobre o universo do gerenciamento de banco de dados, confira nosso calendário de cursos e continue acompanhando nosso blog com novos conteúdos!


    12/02/2021
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    Ciência de Dados

    O que é GPT-3 e os impactos do programa na área

    O que é GPT-3 e os impactos do programa na área Desenvolvido pela Open AI, instituição sem fins lucrativos especializada em pesquisa e desenvolvimento de inteligência artificial, o modelo de linguagem IA GPT-3 é uma das mais inovadoras já criadas. São 175 bilhões de parâmetros utilizados para alimentar seu sistema, em comparação aos 1,5 bilhão existentes no seu imediato predecessor, o GPT-2. A sigla GPT significa Generative Pre-trained Transformer, e representa exatamente este tipo de tecnologia que, com base em machine learning, é capaz de processar a linguagem natural e produzir textos de forma preditiva como se fosse um ser humano. No entanto, existem diversos aspectos que permeiam a relação GPT-3 e segurança, uma vez que a máquina é alimentada pelo ser humano, encontrando aí seu processo de imperfeição. Vamos conhecer um pouco mais sobre o modelo, seus benefícios e cuidados importantes ao abordá-lo. O que é o GPT-3 O GPT-3 é um programa de inteligência artificial focado na produção de textos que se baseia no conceito de rede neural alimentada por algoritmos e machine learning. A partir do estudo de mais de um trilhão de palavras disponíveis em todo tipo de texto digital na internet, o modelo consegue estruturar textos a partir de ideias inseridas nele. Por exemplo, ao realizar uma solicitação — inserir no sistema um parágrafo com determinada ideia —, o programa é capaz de interpretar a ideia presente ali e gerar um novo parágrafo contínuo para compor um texto. A sofisticação da solução é tamanha que ela é capaz de construir cinco novos parágrafos para o texto em questão em apenas 10 segundos. Isso acontece em função da presença de algoritmos estatísticos já identificados em outras publicações realizadas por humanos e disponíveis na internet. O GPT-3 se baseia nos diferentes modelos já existentes e constrói textos utilizando a mesma linha de raciocínio. Este é um grande salto na evolução da humanidade, podendo proporcionar produtividade em níveis extremos ao trabalho diário de centenas de pessoas. Diferentes tipos e formatos de texto poderão ser produzidos com o auxílio desta tecnologia, cabendo aos seres humanos realizar a preparação para tal performance. GPT-3 e segurança: onde está o problema É justamente na fase de preparação do sistema do GPT-3 que se encontram as maiores falhas — assim como em qualquer tecnologia que se utilize de inteligência artificial. O GPT-3 é alimentado por todo tipo de texto disponível na internet, sendo capaz de identificar novos conteúdos e se apropriar de suas linguagens. Em função disso, podem ser utilizados como munição para o sistema preditivo de criação de textos desde artigos científicos produzidos em instituições renomadas, até manifestos de cunho preconceituoso ou teorias da conspiração. E é neste sentido que aparece a relação entre GPT-3 e segurança, pensando principalmente nos resultados que virão dos textos produzidos pelo sistema. São duas as principais preocupações: Ausência de raciocínio abstrato A interpretação de textos dentro dos algoritmos do GPT-3 ocorre de forma mecanizada através dos inputs inseridos no sistema. Assim, os algoritmos são capazes de identificar composições textuais e coesão, porém não atingem os patamares de coerência e semântica. Na relação GPT-3 e segurança, o principal prejuízo que este fator gera é a incapacidade do sistema de raciocinar de forma abstrata, compreendendo o real significado das palavras e reagindo a partir disso. Pensando neste desafio a longo prazo, dezenas de textos estariam disponíveis na internet para consulta gerados a partir deste tipo de tecnologia que não atribui sentido ao que escreve.  Assim, o abastecimento da sociedade com informações ficaria comprometido, suscetível a erros de conteúdo e, consequentemente, replicação de informações falsas ou incorretas por parte das pessoas. Reprodução de preconceitos e estereótipos Já do ponto de vista da reprodução de preconceitos e estereótipos, a segurança das informações fica comprometida por meio destas falsas associações. Estudos sobre o GPT-3 já identificaram que há uma propensão do sistema a relacionar pronomes femininos ou relativos à religiões a termos preconceituosos e estereotipados desses dois universos. Isso acontece com a maior parte dos modelos baseados em inteligência artificial, pois todos são alimentados, originalmente, pelas mãos humanas. E a sociedade ainda não solucionou suas questões de gêneros, etnias, credos, classes e tantas outras mazelas. E isto é refletido diretamente na inteligência artificial, que se alimenta com aquilo que essa sociedade a abastece. Alguns exemplos são o fato de que as mulheres são descritas com adjetivos ligados à aparência, enquanto os homens recebem predicados dentro de um espectro muito maior de competências. Religiões como o Islamismo e o Judaísmo são associadas a racismo e terrorismo. Isso é altamente danoso para a sociedade, uma vez que já temos preconceitos enraizados e ler materiais que endossam esse tipo de visão pode tornar ainda mais difícil o processo de reversão do preconceito e de inclusão e aceitação dentro da sociedade. Sendo assim, estes são os principais aspectos que relacionam GPT-3 e segurança, pensando principalmente em conteúdos gerados a partir do modelo que possam ser consumidos como verdades absolutas por parte da população. O dilema faz parte do cenário em que nossas tecnologias são capazes de tantas coisas boas, ao mesmo tempo que podem se tornar destrutivas se utilizadas com as intenções erradas ou até mesmo por pessoas mais vulneráveis. Cabe avaliar todos os benefícios e seguir trabalhando no desenvolvimento da solução para que atinja níveis cada vez maiores de eficiência e prosperidade. Para conhecer cada vez mais sobre essas e outras novidades do universo da tecnologia, continue acompanhando nosso blog e confira também nosso calendário de cursos!


    08/02/2021