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Blog da ESR

  • Framework Scrum como a base do mundo ágil
    Métodos Ágeis e Inovação

    Framework Scrum como a base do mundo ágil

    Voltados à simplificação de problemas complexos e à habilitação para solucioná-los de forma eficiente, os métodos ágeis e o framework Scrum representam a base do mundo ágil que conhecemos hoje. Seja dentro das organizações ou em projetos pessoais, a organização promovida pela aplicação do Scrum surte resultados que impressionam e cativam. Por isso o método vem sendo amplamente utilizado e cada vez mais aderido em todo o mundo. Através do Scrum é possível dividir grandes tarefas em atividades individuais, para que possam ser executadas por mais pessoas ao mesmo tempo e, assim, ganhe-se em escalabilidade e agilidade na entrega final. No entanto, é primordial para a compreensão e aplicação dos conceitos conhecer mais sobre eles, entender como se diferenciam e como você pode se beneficiar de cada um deles. Continue a leitura e confira!   O que são métodos ágeis O conceito da metodologia ágil, ou Agile, para utilizar a nomenclatura original, é um conjunto de práticas baseadas nos valores do Manifesto para Desenvolvimento Ágil de Software, ou só Manifesto Ágil.  A ideia geral por trás do Manifesto, assinado por profissionais de TI de todo o mundo, é a de direcionar o foco de toda e qualquer ação para a geração de maior valor agregado e satisfação completa do cliente. Inicialmente o Manifesto tem como foco o desenvolvimento de software, porém ao começarem a aplicá-lo, as organizações identificaram que seus benefícios podem ir para muito além deste ramo. Alguns dos valores que mais demonstram esta aplicabilidade são a colaboração, a auto-organização e a implementação de equipes interdisciplinares. Diversas empresas hoje atuam com esses elementos como norte de suas práticas, e isso é uma forma de aplicação dos métodos ágeis no dia a dia da organização.   O que é Scrum Agora que entendemos o que são os métodos ágeis, fica mais fácil identificar o que é o framework Scrum. Trata-se de uma estrutura metodológica com um conjunto de instruções utilizadas para implementar os métodos ágeis. Ou seja, fazendo uma analogia com o universo da matemática, o framework Scrum está contido (⊂) em métodos ágeis. O método Scrum foi criada pelos desenvolvedores Ken Schwaber e Jeff Sutherland na década de 1990 e desde então vem sendo aprimorada a cada ano. De forma resumida, o framework prevê a criação de equipes pequenas e multidisciplinares para a realização de tarefas dentro de um mesmo projeto, sempre priorizando a colaboração entre os indivíduos e a prática constante de feedbacks. Com base nisso, gestores de diferentes times conseguem organizar seus processos e orientar o trabalho para resultados alinhados aos objetivos micro de cada área e gerais da organização. Tudo isso de forma ágil, inteligente e eficiente.   Quais os benefícios do framework Scrum Um dos assuntos que mais se ouve falar atualmente é a necessidade das organizações de melhorar a eficiência de suas equipes para reduzir tempo e recursos empregados em cada tarefa. A competitividade faz com que a qualidade do produto não seja mais o único diferencial, mas também os processos por trás de sua construção e a forma de entrega. Com base no que vimos anteriormente sobre o framework Scrum, fica evidente que o método pode ajudar — e muito! —, principalmente se você atua no desenvolvimento de um produto concreto, porém não exclusivamente. Isso porque a palavra da vez é a agilidade, e os métodos ágeis, assim como o framework Scrum, contribuem muito positivamente para atingi-la. Através do método Scrum é possível, em questão de horas, identificar gaps e gargalos na operação e transformá-los em oportunidades de melhoria e otimização. Com isso, é possível encontrar soluções de forma mais certeira para os diferentes problemas encontrados em cada um dos setores da sua empresa e testá-las com velocidade para minimizar ao máximo os possíveis impactos. Assim, hora de reuniões são transformadas em minutos, decisões são tomadas de forma mais ágil e os processos são simplificados originando resultados cada vez mais eficientes.   Como aplicar métodos ágeis e o framework Scrum na sua empresa A dinâmica do método Scrum envolve diferentes atores, eventos e nomenclaturas, que servem para organizar e orientar o trabalho das equipes que seguirão este framework. Você pode se aprofundar sobre isso em diferentes conteúdos disponíveis no nosso blog, porém o que queremos que você saia deste artigo sabendo é sobre como aplicar na sua empresa. O principal ponto neste sentido, além da mudança de mentalidade que será necessária caso a sua organização ainda não seja tão aberta para este assunto, será designar pessoas para os cargos descritos no Scrum e listar prioridades. A partir disso iniciam-se as rotinas e eventos previstos no framework Scrum, como as reuniões regulares, os sprints. Esta é a etapa que envolve maior planejamento e na qual a sua equipe vai precisar estar mais conectada para evoluir coletivamente o projeto em questão dentro do framework. Em resumo, é fundamental que você compreenda os princípios básicos que norteiam os métodos ágeis e o framework Scrum para, assim, poder partir para um processo de implementação deles na sua empresa.   Ficou mais claro com a leitura deste artigo porquê você precisa do Scrum desde já no seu dia a dia? Então confira nosso calendário de cursos para se aperfeiçoar ainda mais no tema!


    04/03/2021
  • Administração de banco de dados: como funciona a arquitetura de memória do PostgreSQL
    Desenvolvimento de Sistemas

    Administração de banco de dados: como funciona a arquitetura de memória do PostgreSQL

    O universo da administração de banco de dados envolve estudos e muito conhecimento teórico e prático para identificação das melhores alternativas para cada caso. Neste sentido, conhecer mais sobre a configuração de memória de um sistema de gerenciamento de banco de dados (SGBD)  é um ponto fundamental na hora de ajustar o banco de dados que você irá utilizar na sua organização para obter uma melhor performance. No caso do PostgreSQL, que é tema deste artigo, ele conta com um sistema de cache para armazenamento dos dados disponibilizados para consulta em sua operação.  Para falar sobre memória e PostgreSQL, vamos antes a alguns conceitos. Continue acompanhando o artigo!   O que é a arquitetura de memória do PostgreSQL Uma das maiores dúvidas neste sentido é a de como identificar quanto de memória deve ser deixado para o sistema operacional e quanto alocar para o banco, por exemplo. Outra dúvida é se a memória compartilhada é suficiente para a quantidade de usuários e conexões existentes, ou então o que fazer caso haja um grande número de transações no banco de dados utilizado. Para entender melhor como se dão esses processos dentro do PostgreSQL, vamos compartilhar algumas definições.  A primeira delas é o conceito de memória compartilhada. Este é o valor disponibilizado no buffer para as transições do banco de dados em questão. O valor varia principalmente em função do número de conexões e consultas, e também do nível de complexidade destas. A recomendação de melhores práticas na administração de banco de dados através do PostgreSQL é a de que o valor destinado ao banco não ultrapasse ⅓ da memória RAM disponível. Existem ainda cálculos que orientam que a memória compartilhada esteja entre 8 MB e 400MB para que se possa manipular os ambientes com segurança. Agora, como fazer para calcular qual o valor ideal para o seu banco de dados? Alguns parâmetros de bancos de dados orientam que o consumo de um usuário é de, em média, 14,2 KB por conexão feita. Assim, deve-se multiplicar este valor pelo número de conexões necessárias a serem utilizadas e somá-lo ao tamanho do bloco a ser utilizado. Com isso, chega-se ao valor ideal recomendado para a memória compartilhada do banco de dados em questão. O segundo conceito a ser trabalhado é o de blocos, que são seções de dados definidas a partir das transições e buscas a serem realizadas. Os blocos possuem relação também com a quantidade de páginas que serão exibidas como resultado para as buscas consolidadas. E o terceiro e último conceito que precisamos abordar aqui é o de área de ordenação, que é uma quantidade de memória física disponibilizada no sistema para a realização de consultas por usuários. Sendo assim, todos os parâmetros dentro da arquitetura de memória do PostgreSQL, estão diretamente relacionados ao tamanho das transações executadas e à área de ordenação disponibilizada.   Como otimizar o aproveitamento no PostgreSQL Pensando ainda no aspecto relacionado à memória, existem muitos profissionais e equipes que consideram o PostgreSQL um sistema lento em alguns testes após sua instalação. No entanto, isso acontece principalmente por conta de uma má configuração da arquitetura de memória que acaba subutilizando a estrutura física do sistema e tornando, sim, o processamento dos dados mais lento. Vamos explicar agora como promover uma otimização do PostgreSQL pensando principalmente no que se relaciona ao aspecto da memória. Existem no PostgreSQL dois tipos principais de memória principais, que são a memória compartilhada, que já mencionamos brevemente neste artigo, e a memória individual. A memória compartilhada tem tamanho fixo e é alocada uma única vez, na inicialização do PostgreSQL, e todos os clientes conectados ao banco têm acesso a ela simultaneamente. No caso da memória individual, o tamanho é variável e ela é alocada separadamente para cada conexão realizada ao banco. A memória compartilhada é a primeira a ser utilizada pelo sistema para consultar informações de interesse. Ao aproveitar melhor seu cache, o PostgreSQL reduz sua necessidade de gerar requisições ao disco rígido, que é uma tarefa que traz maior lentidão ao sistema, e oferece uma performance mais eficiente. Já a memória individual tem como principal funcionalidade o ordenamento de registros, de modo que é utilizada toda vez que houver esta necessidade no sistema. Para melhorar o desempenho da memória individual a dica é avaliar como está se dando o funcionamento e buscar sempre o entendimento de que quanto maior a memória de ordenamento, menor será o número de arquivos temporários criados e, assim, mais rápida ficará a operação. Com base nessas informações, o administrador de banco de dados responsável pode configurar  a arquitetura de memória da forma que melhor convier às necessidades daquele sistema. Existem diversos caminhos para compreender cada vez melhor o universo da administração de banco de dados e as funcionalidades da arquitetura de memória do PostgreSQL. Para maiores informações sobre administração de banco de dados de uma forma abrangente e para se manter atualizado sobre estas novidades, além de continuar acompanhando este blog, confira nosso calendário de cursos! 


    25/02/2021
  • Governança Corporativa de TIC
    Governança de TI

    Governança Corporativa de TIC em tempos de Inovação

    Quando falamos no alinhamento de propósitos e objetivos dentro de uma organização, um dos principais elementos que está por trás é a implementação de práticas de governança. Este conjunto de diretrizes busca orientar as empresas, através da integração e direcionamento de olhares de todas as áreas, para um mesmo objetivo macro. Especificamente para a área de tecnologia dentro das empresas, existe a governança de TIC, que segue alguns manuais principais e tem como objetivo auxiliar essas organizações a implementarem os primeiros passos nessa jornada.  Neste artigo, você vai conhecer um pouco mais sobre as diferenças entre governança corporativa e governança de TIC, além de entender como investir neste tipo de prática pode ajudar a sua empresa a inovar. Acompanhe! Governança corporativa Governança corporativa é, segundo definição do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), um sistema através do qual os processos dentro de uma empresa funcionam. Ou seja, abrange relações interpessoais, práticas internas até as tomadas de decisão, passando pelos valores e princípios que justificam cada um desses aspectos. Pode parecer um conceito complexo, mas a governança corporativa é, de forma simplificada, como se fosse o manual de instruções do jogo de cada empresa. Ali vão estar definidos, então, quem são os personagens, quais são suas funções, que responsabilidades possuem, quais as regras do jogo, o que pode ou não ser feito e qual a visão de sucesso, ou seja, como que se ganha. Por isso, é fundamental que cada empresa possua o seu processo interno de governança corporativa, uma vez que ele orienta todas as práticas e as padroniza, enquadrando-as em categorias e otimizando processos. Para resumir, a governança corporativa é um conjunto de normas e práticas estabelecidas por cada empresa que buscam orientar suas ações em prol de um desenvolvimento sustentável.  Quando falamos sobre governança de TIC, no entanto, este conceito ganha alguns complementos e direcionamentos mais específicos. Isso porque vamos estar falando da área de tecnologia como se fosse uma empresa auto gerenciada, buscando cumprir objetivos da organização de forma geral. Vamos adiante para compreender um pouco melhor este conceito. Governança de TIC Por envolver uma lógica de raciocínio muito semelhante, a governança de TIC é entendida como um desdobramento da governança corporativa, porém uma disciplina à parte com suas peculiaridades e particularidades. A base das práticas de TIC está no desenvolvimento de planejamentos e ações com o objetivo de tornar a área de tecnologia mais estratégica para o negócio como um todo. Desta forma, a área de TIC consegue contribuir ativamente para o atingimento dos objetivos macro definidos nas diretrizes de governança corporativa. Muitas vezes o setor de tecnologia não é considerado prioritário dentro das organizações que não possuem TIC como seu core business. E aqui também temos mais um benefício da governança de TIC: através destas práticas bem delimitadas, a organização como um todo também consegue compreender de forma mais palpável a importância e a possibilidade de geração de valor do setor de tecnologia para a empresa. Sendo assim, se a sua empresa se utilizar dos conceitos de governança corporativa e governança de TIC, é garantia de processos cada vez mais alinhados, otimizados e inovadores. No último bloco deste artigo você vai entender melhor quais artifícios de inovação são agregados ao processo organizacional por meio da governança corporativa de TIC. Inovando através da governança Inovação é um processo essencial nos dias de hoje, empresas que não inovam ficam para trás. Quando entramos no universo da TIC, fica ainda mais evidente a importância e necessidade de haver este tipo de processo no desenvolvimento de produtos, equipes e do próprio negócio. Por se tratar de um campo tão fértil, a TIC é compreendida como uma importante habilitadora dos processos de inovação digital dentro das organizações. Através de frameworks e metodologias ágeis, é possível agregar eficiência, escalabilidade e sustentabilidade aos processos, e isso gera inovação. Pensar de forma inovadora é buscar soluções para problemas que muitas vezes ainda nem existem. No caso de uma empresa de TIC que desenvolve softwares, por exemplo, inovar é pensar para além da funcionalidade prevista para aquele produto, que tipo de valor a mais a solução pode entregar ao cliente final.  Uma notificação referente a algum sinal importante, um canal de comunicação mais rápido com seu público ou até mesmo uma ferramenta nova. Tudo isso pode ser identificado, por exemplo, em rituais e reuniões previstas pelas diretrizes de governança de TIC. Nestes momentos as equipes têm dias e horários fixos para se encontrar e discutir tudo que está sendo desenvolvido, onde estão os principais gargalos, quais algumas possíveis soluções e como avançar para os próximos passos. Essa mentalidade inovadora é altamente favorecida pela implementação de boas práticas de governança de TIC dentro das organizações. A busca pelo atingimento dos objetivos gerais da empresa, aliada ao interesse em percorrer este caminho através das alternativas mais otimizadas e eficientes gera inovação. Na Escola Superior de Redes (ESR) nós temos diferentes conteúdos sobre temáticas ligadas ao universo da tecnologia, programação, desenvolvimento ágil e diversos aspectos ligados à gestão de processos de tecnologia. Um exemplo é o nosso mais novo eBook sobre governança de TI, confira! Além disso, oferecemos cursos de capacitação nos mais diversos ramos dentro deste cenário. Se você achou o tema deste artigo interessante e sente que quer aprender ainda mais, confira nosso calendário de cursos e veja agora mesmo a sua disponibilidade para fazer sua inscrição. Não perca a oportunidade de se tornar um profissional ainda melhor em 2021!


    19/02/2021
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    Desenvolvimento de Sistemas

    Postgres oferece mais funcionalidades do que você imagina

    Postgres oferece mais funcionalidades do que você imagina Dentre os sistemas de gerenciamento de banco de dados relacionais, o Postgres (ou PostgreSQL) é um dos que oferece mais funcionalidades aos usuários. Principalmente pelo fato de ele ser um sistema aberto e gratuito, é a escolha de muitos desenvolvedores quando vão iniciar um novo projeto. Continue lendo este artigo e conheça mais sobre o Postgres e suas funcionalidades! O que é o Postgres O Postgres é um dos mais avançados sistemas de gerenciamento de banco de dados (SGBD) objeto-relacional de código aberto. O sistema altamente estável é projetado para poder ser executado em diferentes plataformas, como Mac OS X, Solaris, Windows e Linux, e possui como uma de suas múltiplas características mais marcantes a característica de ser estendido, ou seja, não estar restrito à abordagem relacional. Com sua primeira versão lançada em 1989 dentro do âmbito acadêmico, foi somente em 1994 que foi adicionado ao até então sistema chamado somente de postgres um interpretador SQL, e seu código foi aberto e amplamente divulgado para o mundo através da internet. Atualmente mantido por desenvolvedores voluntários ao redor do mundo, uma das maiores barreiras para a mais ampla implementação é a força maior imposta pelos SGBDs proprietários, ou seja, particulares. No entanto, diversas empresas de renome já o estão utilizando, como Apple, Fujitsu, Red Hat, Cisco, Juniper Network etc. O Postgres e suas funcionalidades, principalmente as que dizem respeito ao suporte e estabilidade oferecidos mesmo a grandes volumes de processamento, é uma das melhores alternativas para quem trabalha com MySQL e Oracle. Postgres funcionalidades: o que ele pode fazer por você Um pensamento comum para empresas que utilizam o SGBD Postgres é o de que precisam de infraestruturas maiores e mais complexas para dar conta das funções de armazenamento de dados necessárias. No entanto, o Postgres possui muito mais funcionalidades do que essas empresas imaginam, e que muitas vezes não estão configuradas para serem detectadas em uma primeira visão do sistema. O Postgres não é apenas um banco de dados SQL, mas oferece a possibilidade de ser dimensionado para cargas mais pesadas e até mesmo ativar recursos como armazenamento em cache na memória, pesquisa de texto, indexação especializada e armazenamento de valores-chave. O principal benefício de se utilizar dessas funcionalidades do Postgres talvez não tão conhecidas é a praticidade de não precisar agregar novas soluções no seu dia a dia e da sua equipe. Ao trazer novas funcionalidades dentro de uma plataforma já conhecida, a curva de aprendizado é altamente reduzida e os processos ficam concentrados todos em um único local. Confira a seguir um pouco mais sobre algumas das funcionalidades do Postgres. Sistema de cache Dentre as funcionalidades do Postgres está o sistema de cache para armazenamento de dados disponibilizados para as consultas. Assim, não é preciso acessar o disco em todas as ocasiões, mas pode-se utilizar de 25% a 40% da memória total para este armazenamento de dados em cache. Isso porque o sistema também utiliza o cache para a sua própria operação. Pesquisa de texto A funcionalidade de pesquisa de texto do Postgres se dá através de um tipo de dado especial (tsvector) — que é um documento que organiza termos e variantes para facilitar a pesquisa de texto — e de um conjunto de funções que permitem a realização dessas buscas. Os resultados são classificados por relevância de acordo com o número de vezes e com os campos específicos da consulta que foram mostrados. Funções em diferentes linguagens de programação Existem dentro do sistema do Postgres diferentes conjuntos de funções e códigos que executam no servidor, e elas estão disponíveis em variadas linguagens de programação. Além da linguagem padrão nativa do Postgres, essas funções também podem ser escritas em PL/Python, PL/Perl, PL/V8 com JavaScript e PL/R. Extensões As extensões dentro do Postgres funcionam como se fossem plugins de aplicativos: permitem acessar diferentes funcionalidades extras sem a necessidade de trabalhar com outros sistemas de armazenamento de dados para tal. Sendo assim, é possível incorporar ao seu sistema outras ferramentas que sejam necessárias no seu contexto sem precisar ampliar os seus sistemas. É fundamental sinalizar neste artigo que, antes de tomar a sua decisão e implementar um SGBD na sua organização, é preciso realizar testes e análises comparativas. Existem inúmeros diferentes sistemas, cada qual com suas características e particularidades, e atendendo a necessidades e contextos específicos.  Por isso, não deixe de conversar com especialistas que já atuam na área antes de fazer a sua escolha. E, se você já tiver tomado a decisão,  Para saber mais sobre o universo do gerenciamento de banco de dados, confira nosso calendário de cursos e continue acompanhando nosso blog com novos conteúdos!


    12/02/2021
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    Ciência de Dados

    O que é GPT-3 e os impactos do programa na área

    O que é GPT-3 e os impactos do programa na área Desenvolvido pela Open AI, instituição sem fins lucrativos especializada em pesquisa e desenvolvimento de inteligência artificial, o modelo de linguagem IA GPT-3 é uma das mais inovadoras já criadas. São 175 bilhões de parâmetros utilizados para alimentar seu sistema, em comparação aos 1,5 bilhão existentes no seu imediato predecessor, o GPT-2. A sigla GPT significa Generative Pre-trained Transformer, e representa exatamente este tipo de tecnologia que, com base em machine learning, é capaz de processar a linguagem natural e produzir textos de forma preditiva como se fosse um ser humano. No entanto, existem diversos aspectos que permeiam a relação GPT-3 e segurança, uma vez que a máquina é alimentada pelo ser humano, encontrando aí seu processo de imperfeição. Vamos conhecer um pouco mais sobre o modelo, seus benefícios e cuidados importantes ao abordá-lo. O que é o GPT-3 O GPT-3 é um programa de inteligência artificial focado na produção de textos que se baseia no conceito de rede neural alimentada por algoritmos e machine learning. A partir do estudo de mais de um trilhão de palavras disponíveis em todo tipo de texto digital na internet, o modelo consegue estruturar textos a partir de ideias inseridas nele. Por exemplo, ao realizar uma solicitação — inserir no sistema um parágrafo com determinada ideia —, o programa é capaz de interpretar a ideia presente ali e gerar um novo parágrafo contínuo para compor um texto. A sofisticação da solução é tamanha que ela é capaz de construir cinco novos parágrafos para o texto em questão em apenas 10 segundos. Isso acontece em função da presença de algoritmos estatísticos já identificados em outras publicações realizadas por humanos e disponíveis na internet. O GPT-3 se baseia nos diferentes modelos já existentes e constrói textos utilizando a mesma linha de raciocínio. Este é um grande salto na evolução da humanidade, podendo proporcionar produtividade em níveis extremos ao trabalho diário de centenas de pessoas. Diferentes tipos e formatos de texto poderão ser produzidos com o auxílio desta tecnologia, cabendo aos seres humanos realizar a preparação para tal performance. GPT-3 e segurança: onde está o problema É justamente na fase de preparação do sistema do GPT-3 que se encontram as maiores falhas — assim como em qualquer tecnologia que se utilize de inteligência artificial. O GPT-3 é alimentado por todo tipo de texto disponível na internet, sendo capaz de identificar novos conteúdos e se apropriar de suas linguagens. Em função disso, podem ser utilizados como munição para o sistema preditivo de criação de textos desde artigos científicos produzidos em instituições renomadas, até manifestos de cunho preconceituoso ou teorias da conspiração. E é neste sentido que aparece a relação entre GPT-3 e segurança, pensando principalmente nos resultados que virão dos textos produzidos pelo sistema. São duas as principais preocupações: Ausência de raciocínio abstrato A interpretação de textos dentro dos algoritmos do GPT-3 ocorre de forma mecanizada através dos inputs inseridos no sistema. Assim, os algoritmos são capazes de identificar composições textuais e coesão, porém não atingem os patamares de coerência e semântica. Na relação GPT-3 e segurança, o principal prejuízo que este fator gera é a incapacidade do sistema de raciocinar de forma abstrata, compreendendo o real significado das palavras e reagindo a partir disso. Pensando neste desafio a longo prazo, dezenas de textos estariam disponíveis na internet para consulta gerados a partir deste tipo de tecnologia que não atribui sentido ao que escreve.  Assim, o abastecimento da sociedade com informações ficaria comprometido, suscetível a erros de conteúdo e, consequentemente, replicação de informações falsas ou incorretas por parte das pessoas. Reprodução de preconceitos e estereótipos Já do ponto de vista da reprodução de preconceitos e estereótipos, a segurança das informações fica comprometida por meio destas falsas associações. Estudos sobre o GPT-3 já identificaram que há uma propensão do sistema a relacionar pronomes femininos ou relativos à religiões a termos preconceituosos e estereotipados desses dois universos. Isso acontece com a maior parte dos modelos baseados em inteligência artificial, pois todos são alimentados, originalmente, pelas mãos humanas. E a sociedade ainda não solucionou suas questões de gêneros, etnias, credos, classes e tantas outras mazelas. E isto é refletido diretamente na inteligência artificial, que se alimenta com aquilo que essa sociedade a abastece. Alguns exemplos são o fato de que as mulheres são descritas com adjetivos ligados à aparência, enquanto os homens recebem predicados dentro de um espectro muito maior de competências. Religiões como o Islamismo e o Judaísmo são associadas a racismo e terrorismo. Isso é altamente danoso para a sociedade, uma vez que já temos preconceitos enraizados e ler materiais que endossam esse tipo de visão pode tornar ainda mais difícil o processo de reversão do preconceito e de inclusão e aceitação dentro da sociedade. Sendo assim, estes são os principais aspectos que relacionam GPT-3 e segurança, pensando principalmente em conteúdos gerados a partir do modelo que possam ser consumidos como verdades absolutas por parte da população. O dilema faz parte do cenário em que nossas tecnologias são capazes de tantas coisas boas, ao mesmo tempo que podem se tornar destrutivas se utilizadas com as intenções erradas ou até mesmo por pessoas mais vulneráveis. Cabe avaliar todos os benefícios e seguir trabalhando no desenvolvimento da solução para que atinja níveis cada vez maiores de eficiência e prosperidade. Para conhecer cada vez mais sobre essas e outras novidades do universo da tecnologia, continue acompanhando nosso blog e confira também nosso calendário de cursos!


    08/02/2021
  • como gerar novas ideias na sua empresa?
    Métodos Ágeis e Inovação

    Como gerar novas ideias na sua empresa?

    Um dos principais motores de crescimento das empresas hoje em dia, independente de seu setor de atuação, é a capacidade de gerar novas ideias. Empresas que ficam estagnadas sob qualquer aspecto tendem a ficar para trás em um cenário tão competitivo onde a cada dia novas organizações surgem. Por isso, é fundamental a compreensão de como métodos ágeis e inovação caminham lado a lado como propulsores deste processo. A começar pelo fato de que a própria implementação de métodos ágeis em uma organização já demonstra grande interesse da mesma em fazer diferente. A aplicação de métodos ágeis, como veremos mais a fundo a seguir neste artigo, demanda um importante preparo cultural dentro da empresa, desde as lideranças até os times operacionais, para fluir com sucesso. Ao aplicá-los, então, as empresa mostra ter esse diferencial inovador. Na sequência, temos o grande objetivo por trás das metodologias ágeis, que é o aumento de produtividade e a otimização dos processos através de ciclos curtos com melhorias contínuas. Esse cenário inevitavelmente gera inovação para dentro da empresa. Continue lendo este artigo para entender melhor os motivos por trás disso.   O que são e como funcionam os métodos ágeis Conforme já abordamos em outros conteúdos aqui do nosso blog, métodos ágeis são conjuntos de práticas que buscam tornar os processos de uma empresa menos burocráticos, mais eficientes e totalmente centrados nas pessoas que utilizam o produto final em questão. Este tipo de metodologia teve origem a partir do Manifesto Ágil, conjunto de valores criado por profissionais de TI que tinham o desejo de investir em novas formas de desenvolver softwares. Hoje em dia as metodologias não se aplicam mais somente a este setor, mas a todo e qualquer processo que as empresas desejem otimizar. Existem hoje diferentes frameworks utilizados para aplicação de métodos ágeis dentro das organizações e processos, como Scrum, Kanban, Lean, entre outros. Cada um deles conta com o seu próprio fluxo de realização das atividades, no entanto, todos têm o mesmo grande objetivo final: obter máxima eficiência nos processos internos da empresa. Está começando a entender como isso se relaciona com inovação? Vamos adiante!   Métodos ágeis e inovação: porque estão diretamente relacionados Quando pensamos em projetos grandes, compostos por várias etapas, é comum imaginar que os resultados dele só poderão ser analisados ao final de todo o processo. Vamos a um exemplo relacionado à raiz dos métodos ágeis, que é o desenvolvimento de softwares.  Se uma equipe de desenvolvedores está envolvida na criação de uma nova feature para um software de forma conjunta, os testes somente poderão ser realizados quando todos tiverem finalizado suas atividades. Já se pensarmos nesta mesma situação porém com equipes menores cuidando de diferentes seções desta entrega de feature, é possível identificar que cada uma dessas etapas já poderá passar pelos seus próprios testes antes de reunir todas na entrega final. Isso agrega para o processo um alto índice de agilidade e produtividade, uma vez que não se faz mais necessário esperar a feature inteira ser desenvolvida para que os testes tenham início. Com testes feitos mais cedo, é possível identificar de forma precoce quaisquer possíveis falhas na usabilidade ou na programação e corrigi-las antes que a entrega seja completada, e até mesmo antes que chegue ao usuário. Aí é que está a ideia da inovação e de como ela se conecta com os métodos ágeis. Através de processos fracionados que abrem espaço para o desenvolvimento de novas ideias dentro de frameworks disruptivos é possível se fazer inovação. Dentro das pequenas equipes que os métodos ágeis preveem são feitas diferentes rodadas de palpites, processos de brainstorming e debate de ideias, o que contribui para construir um ambiente altamente fértil para o surgimento da inovação. Novas ideias surgem a todo momento em todo lugar e por qualquer pessoa, no entanto, quando aliadas a processos estruturados como os métodos ágeis, suas chances de encontrarem terra firme para se desenvolver — e obterem sucesso — são muito maiores. Confira a seguir, no último tema do nosso artigo de hoje, como implementar métodos ágeis e inovação na sua empresa.   Como implementar métodos ágeis e inovação na sua empresa Por se tratar de um processo inovador como um todo, desde sua concepção, é preciso entender os métodos ágeis como uma nova cultura que precisará se tornar parte do seu dia a dia e da sua realidade. Por isso, os primeiros passos para implementar métodos ágeis e inovação através deles na sua organização envolvem o estudo sobre esse tipo de metodologia, aprofundamento em processos ágeis de gestão e em como engajar os times para que se motivem a participar da metodologia.  Com tudo esclarecido dentro da organização, o segundo passo será definir projetos de teste para a metodologia começar a ser aplicada e desenvolvida. Esta etapa é importante para que as lideranças e as equipes comecem a se habituar com as atividades novas que virão com as metodologias e possam acompanhar a evolução e metrificar os resultados obtidos nesses testes. Por fim, a empresa deve se tornar ávida por experimentação e testes, e entender que isso vai fazer parte da rotina e do surgimento e prosperidade da inovação. Através de processos ágeis é possível prototipar e criar novos produtos ou funcionalidades em tempos muito menores do que o padrão. Importante para a implementação de métodos ágeis e inovação nas empresas é pensar sempre nos valores do Manifesto Ágil de colocar o cliente final no centro de todos os processos e decisões, compreendendo suas necessidades e expectativas, e de entregar resultados valiosos e acurados no menor tempo possível para gerar valor.   Como gerar ideias inovadoras na sua empresa Levando em conta todos estes processos aqui apresentados, fica evidente os benefícios que os métodos ágeis trazem para a geração de ideias inovadoras na sua organização, certo? Então, confira a seguir um resumo dos principais elementos que devem ser analisados com maior atenção para alcançar este objetivo: envolva e engaje toda a sua equipe, principalmente vendedores e profissionais do atendimento que estão na linha de frente com os clientes, nos processos de inovação. Eles são as pessoas que mais conhecem o público e lidam diariamente com os feedbacks e sugestões, não subutilize este potencial; faça uma análise completa do cenário de onde a sua empresa está partindo, entendendo o que já existe de processos, que gargalos são mais urgentes de serem resolvidos e que ideias inovadoras podem ajudar a solucioná-los, sempre de acordo com a estratégia da empresa; capacite a sua equipe de gestão, pois é fundamental que as lideranças estejam altamente alinhadas à cultura de mudança e inovação para que o processo tenha êxito; revise, replaneje e aprenda com o processo em todos os momentos. Extrair insights de cada etapa de inovação que você passar dentro da empresa será fundamental para tornar esse caminho cada vez mais alinhado e eficiente. Se você quer saber mais sobre métodos ágeis e inovação e preparar as bases para começar a aplicar esses processos na sua empresa, confira nosso calendário de cursos e continue aprendendo!


    29/01/2021
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    Métodos Ágeis e Inovação

    Certificação Scrum: conheça as principais do mercado

    Certificação Scrum: conheça as principais do mercado A entrega de produtos e serviços cada vez mais alinhados às necessidades dos consumidores está diretamente ligada às competências de agilidade e inovação dentro das equipes de tecnologia. E o desenvolvimento deste tipo de habilidade não surge sem algum estudo e prática, de modo que a certificação Scrum pode ser importante no processo. O Scrum é um framework dentre os diversos da metodologia ágil que prevê a utilização de ferramentas do desenvolvimento iterativo e incremental para otimizar os processos e gerar mais valor aos clientes na ponta final. Para gerenciar equipes dentro deste framework, ou até mesmo para integrá-las, é preciso contar com um conjunto de habilidades fundamentais ligadas ao método ágil e a práticas inovadoras. Confira neste artigo uma breve apresentação do framework e conheça os diferentes tipos de certificação Scrum disponíveis no mercado para você se capacitar. Como funciona o framework Scrum Diferente de uma metodologia, que é um conjunto de métodos e técnicas cientificamente comprovadas como sendo eficazes para atingir determinados objetivos, o Scrum é um framework de trabalho. Ou seja, é um modo de trabalho, uma estrutura de conceitos e caminhos sugeridos para serem aplicados dentro de processos englobados pela metodologia ágil. A seguir, entenda como funciona este framework e porque a certificação Scrum é fundamental para embasar a atuação dos profissionais. O Scrum é composto por três elementos principais, que são a equipe (também muito conhecida como Scrum Team, pela nomenclatura original), a estrutura principal (que são os backlogs e sprints) e os eventos e cerimônias (que são pequenos rituais realizados pelas equipes para garantir o funcionamento fluido de todo o resto. Vamos aos detalhes. Scrum Team Dentro das equipes Scrum existem três papéis principais com suas respectivas atribuições e características de perfil profissional. São elas: Scrum Master (SM), que é o líder da equipe; Product Owner, responsável pelo fluxo operacional da equipe; e os Developers, que são os profissionais responsáveis pelo desenvolvimento operacional do projeto.  Conhecer os diferentes tipos de certificação Scrum disponíveis será fundamental para você direcionar o caminho pelo qual deseja se especializar de acordo com o tipo de função que pretende desempenhar dentro de uma equipe Scrum. Estrutura principal O trabalho dentro do framework Scrum se concretiza através de backlogs e sprints, onde há listas organizadas de todos os itens e tarefas necessárias para concluir uma ação ou produto. Assim, faz parte da rotina das equipes Scrum ter sempre em vista esses momentos de organização e de desenvolvimento prático pensando no objetivo e prazo final, para não haver atrasos. Eventos e cerimônias Para garantir o fluxo de trabalho, as equipes se reúnem em eventos e cerimônias ao longo de períodos de tempo previamente definidos. Como é o caso dos Daily Meetings, que são encontros diários para validação de tudo que foi feito no dia anterior, o que será feito naquele dia e quais os principais desafios; ou então das reuniões de planejamento, revisão e retrospectiva da sprint, onde são alinhadas as tarefas a mais médio prazo.  Importância da certificação Scrum Fizemos aqui até agora somente um breve resumo do que é previsto para o trabalho com o framework Scrum, e já deu para perceber o nível de dedicação e conhecimento exigidos para fazer parte. Além deste motivo, que diz respeito à capacitação profissional para atuar com este framework, a certificação Scrum é muito bem vista pelo mercado, de modo que ao obtê-la, o seu currículo ganha muitos pontos perante uma vaga de trabalho nesta área. Estes são os principais benefícios de obter uma certificação Scrum, além de que isso posiciona você como um profissional dedicado, que teve interesse, disponibilidade e competência para se qualificar no assunto e agora está pronto para atuar com excelência. Existem diferentes empresas que emitem certificados relacionados ao framework Scrum, todas através do estudo do método e da realização de um exame final e todas com capacidade reconhecida para preparar o profissional para esta atuação.  Conheça a seguir os principais tipos de certificação Scrum disponíveis no mercado e analise qual faz mais sentido para o seu perfil profissional. Scrum Alliance O foco desta certificadora fundada pelos dois criadores do framework Scrum são as transformações organizacionais, promovendo pesquisa, adoção e networking a respeito do Scrum. São exemplos de certificações disponíveis através da Scrum Alliance: Certificação Scrum Master (com dois dias inteiros de duração e um exame ao final, devendo ser renovado a cada dois anos); CSM avançado (após um ano de experiência como Scrum Master); Certificado Scrum Professional (para maior aprofundamento, disponível para profissionais com experiência de, no mínimo, dois anos como SM nos últimos cinco anos de carreira). Scrum ORG Aqui a responsabilidade de criação da empresa ficou somente com um dos criadores do Scrum após abandonar a empresa anterior pensando em abranger um pouco mais os diferentes papéis dentro de uma equipe Scrum. Pela Scrum ORG, existem três tipos de certificação Scrum disponíveis: Certificação Scrum Master (que, sem a necessidade de um curso oficial presencial, exige somente o exame e capacita os profissionais a atuarem como SM, Scrum Master Associado, Product Owner e até mesmo Coach ou Mentor); Professional Scrum Product Owner (que já prepara mais para esta função dentro do framework, trazendo visões mais específicas); Professional Scrum Developer (que capacita profissionais para atuarem como Developers dentro da equipe Scrum). SCRUMStudy Idealizada por um grupo de profissionais indianos, a empresa certificadora SCRUMStudy é uma das mais recentes no mercado e atua com a maior variedade de tipos de certificação Scrum dentre as demais empresas. Essas certificações têm como base o SBOK (Scrum of Body Knowledge), guia das melhores práticas do Scrum. São elas: Scrum Fundamentals Certified (certificação gratuita que capacita sobre princípios e conceitos básicos do framework Scrum); Scrum Master Certified (capacitação específica para a função de SM); Scrum Developer Certified (capacitação específica para a função de Developer); Scrum Product Owner Certified (capacitação específica para a função de PO); Expert Scrum Master Certified (aprofundamento nas expertises do Scrum para escalonamento de grandes equipes). EXIN Dentre as empresas que emitem certificação Scrum, a EXIN é uma das mais reconhecidas pela sua certificação ITIL, também muito importante no meio da TI. No que diz respeito ao Scrum, a certificadora disponibiliza somente de uma categoria, que é: Agile Scrum Master (um pouco mais abrangente do que as demais, e consequentemente menos aprofundada, a certificação aborda práticas de Scrum e Metodologias Ágeis combinadas com tarefas práticas do dia a dia, capacitando especialmente profissionais que têm interesse em cargos de gerenciamento). Os exames variam entre 150 e 400 dólares para realização, dependendo da empresa, e as certificadoras possuem diferentes métodos, objetivos e reputações no mercado. Por isso, conhecer as opções e analisá-las é sempre muito importante! Analisar as diferentes alternativas de certificação Scrum antes de escolher qual você deseja fazer é fundamental para encontrar o que mais se adapta à sua necessidade. Além disso, contar com essa base será primordial para profissionais que desejam atuar com métodos ágeis e inovação dentro das suas organizações.  Por isso, anote as dicas deste artigo e confira nosso calendário de cursos! Lá, temos o curso preparatório para Certificação Agile Scrum Foundation (ASF) pelo EXIN no formato EaD no qual você pode se inscrever agora mesmo e já começar a se preparar. Se tiver dúvidas, não deixe de falar com a gente!


    22/01/2021
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    Segurança

    Segurança em redes sem fio

    Segurança em redes sem fio Com o aumento do uso das redes wireless, cresceu também a necessidade de investir cada vez mais em protocolos de proteção às informações nelas compartilhadas. Isso porque o sinal deste tipo de rede é propagado pelo ar em diferentes direções, podendo ser captado a grandes distâncias, e tornando as redes mais vulneráveis.  Assim, conhecer os melhores tipos de configurações, protocolos e métodos para a segurança em redes sem fio é essencial para garantir a integridade dos dados da sua rede, seja em casa ou no ambiente de trabalho. Neste artigo você vai entender mais a fundo sobre o que é segurança em redes sem fio, quais as melhores configurações de proteção que podem ser aplicadas, que vulnerabilidades precisam ser combatidas e como você pode proteger a sua rede. Confira! Qual a importância da segurança em redes sem fio O principal benefício de implementar as melhores práticas de segurança em redes sem fio é a proteção de informações contra ataques cibernéticos. As redes de computadores, em especial aquelas wireless, precisam ser monitoradas e protegidas contra o acesso de pessoas não autorizadas para evitar o roubo de dados e demais invasões maliciosas que possam prejudicar a sua empresa. Por isso, existem diferentes práticas, métodos e tipos de configurações que podem ser aplicadas nas redes para contribuir com o aumento dessa segurança. Normalmente isso se dá através do alinhamento entre hardware e software, com configurações instaladas em ambos, criando diferentes camadas de defesa que identificam e restringem acessos não autorizados. Padrões, protocolos e métodos de segurança em redes sem fio Um dos principais pontos que colocam as redes sem fio no lugar de vulnerabilidade em que se encontram é o fato das configurações existentes nelas serem datadas de muitos anos atrás. Configurações que funcionavam nos anos 2000 hoje em dia já se fazem obsoletas, principalmente se pensarmos que três em cada quatro brasileiros têm acesso à internet. São muito mais usuários, consumindo durante períodos de tempo maiores e, consequentemente, acessando cada vez mais dados. Para proteger a sua rede sem fio contra invasões e ameaças, existem alguns padrões, protocolos e métodos que podem ser aplicados. Confira a seguir os principais que elencamos. Posicionamento do ponto de acesso O primeiro aspecto que queremos destacar é o posicionamento físico mesmo do seu ponto de acesso à rede sem fio. Se for instalar um ponto na sua residência, o ideal é posicioná-lo em uma área mais central da casa, e não em uma parede lateral próxima à rua ou a uma janela, por exemplo. Isso facilita o acesso por pessoas de fora daquele ambiente por distância física de captação do sinal, o que com os devidos cuidados tomados já elimina diversos acessos indesejados. Permissão de acesso A seguir, outro padrão que pode ser implementado na sua segurança em redes sem fio é o de restringir o acesso a documentos ou pastas compartilhadas através de senhas. Tanto no âmbito pessoal quanto profissional, se você desejar manter em sigilo qualquer tipo de arquivo, compartilhe-os sempre somente com o uso de senhas para abrir. Assim, você reduz as chances de pessoas desavisadas acessarem e conseguirem ver os seus documentos. EAP – Extensible Authentication Protocol Avançando agora para as configurações de fato que precisam ser aplicadas na sua rede, a primeira que queremos comentar é o protocolo EAP. Através dele é possível implementar diferentes métodos de autenticação, que podem se dar por certificados de segurança ou por senhas. WPA – Wi-Fi Protected Access O protocolo WEP (Wired Equivalent Privacy) foi criado em 1999 e ainda é utilizado nos dias de hoje, porém possui diversas vulnerabilidades e os recursos computacionais tiveram pouca evolução. Para contornar isso, surgiu o protocolo WPA, que passou a ser utilizado a partir de 2003 e foi sofrendo melhorias ao longo dos anos.  Atualmente já temos acesso às versões 2 e 3 do WPA, com otimizações ligadas à criptografia da comunicação e à proteção da comunicação com dispositivos via senha ou não. Tipos de vulnerabilidade das redes sem fio Mesmo com o uso dos principais protocolos de proteção e segurança em redes sem fio, ainda assim existem situações que podem facilitar a ocorrência de vulnerabilidades no acesso. Podem ocorrer também falhas nas configurações que viabilizem a entrada de invasores, e contra isso o melhor remédio é o conhecimento.  Acompanhe a seguir as principais vulnerabilidades que podem se apresentar nas suas redes sem fio. Falhas de situação O primeiro caso que vamos comentar é a respeito das falhas de situação. Ou seja, é quando há contextos externos ou até mesmo intervenções humanas nas redes que podem provocar aumento de vulnerabilidade. São exemplos desse tipo de falha: utilizar nome da rede ou senha padrão de fábrica: isso aumenta as chances dos invasores encontrarem os caminhos de acesso à rede; não proteger os pontos de acesso sem fio e outros componentes da rede: neste caso, pessoas mal intencionadas podem ter fácil acesso físico à rede; compartilhar senha wifi com um grande número de pessoas: essa vulnerabilidade se apresenta principalmente em empresas, quando os funcionários têm acesso à senha da rede wifi, pois ao sair do escritório podem ter seus aparelhos roubados e, se conectados àquela rede, a invasão torna-se mais fácil; compartilhar redes privadas com funcionários e visitantes: neste caso, é possível que as empresas compartilhem uma senha específica de internet sem fio sem que isso exponha a sua rede privada, e esta é uma boa prática. Falhas de configuração No caso das falhas de configuração, normalmente elas estão atreladas a diferentes tipos de ataques já conhecidos e que podem afetar a sua rede. Vamos elencar aqui os mais comuns, e você pode se aprofundar no assunto com demais leituras no nosso blog. Access Point Spoofing: nesta vulnerabilidade o invasor identifica o nome da rede e faz-se passar por ela, fazendo com que as pessoas se conectem àquele ponto de acesso malicioso e assim a rede seja invadida; ARP Poisoning: um computador invasor passa a intermediar todas as trocas de informações entre outros que utilizam a rede, podendo roubá-las no meio do caminho e cobrar resgates ou recompensas por isso; MAC Spoofing: ocorre quando um usuário sequestra as informações de número de endereço MAC de um determinado computador já autorizado na lista de acesso de uma rede e se faz passar por ele para poder acessá-la; Denial of Service (DoS): é um sistema através do qual é possível negar recursos ou serviços dentro de uma rede, como por exemplo provocar pedidos de dissociação de determinados usuários desta rede, de modo que eles não consigam mais acessá-la com facilidade; WLAN Scanners: são ataques de vigilância onde os invasores circulam fisicamente por regiões onde desejam realizar esses ataques e descobrem quais as redes que existem por ali, bem como equipamentos físicos através dos quais podem realizar as invasões posteriormente; Wardriving e Warchalking: complementando a vulnerabilidade destaca anteriormente, no caso do wardriving invasores se deslocam pela cidade de carro com um laptop e uma antena para detecção de sinais de redes sem fio e, ao localizá-las, praticam o que é conhecido como warchalking, que é a marcação de símbolos com giz nas calçadas ou paredes para identificar o tipo de rede para outros invasores que venham a passar por ali. A maldade humana não tem limites, como vimos através deste tipo de vulnerabilidade, então a melhor recomendação é sempre tomar todos os cuidados possíveis. Confira a seguir algumas formas simples de realizar isso. Como contribuir para a segurança em redes sem fio Para encerrar este material, preparamos um resumo das principais práticas recomendadas para obter uma maior proteção e segurança em redes sem fio da sua casa, empresa e também de outros locais que você acessar. Confira e anote aí! instalar o roteador distante da rua ou de janelas e diminuir a intensidade do sinal; proteger redes com senhas novas e utilizar duplo fator de autenticação para acesso; não salvar ou “esquecer” todas as redes acessadas após sair delas; manter o firmware do roteador sem fio e os softwares de sistema operacional, antivírus e firewall sempre atualizados; evitar acessar arquivos ou pastas com informações sigilosas em redes wifi externas. Utilizar protocolos de segurança como WPA versão 2 mas, se possível, dê preferência para a versão 3. Tomar todos os cuidados e precauções nunca é demais quando se trata de segurança em redes sem fio. Além disso, estar sempre bem informado sobre as novidades relacionadas a este assunto é fundamental. Para se manter atualizado, confira nosso calendário de cursos e veja como podemos contribuir para a sua formação profissional!


    14/01/2021
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    Segurança

    PenTest de aplicações web

    PenTest de aplicações web A nomenclatura PenTest se origina da aglutinação do termo “testes de penetração” e consiste na realização de testes de avaliação de segurança utilizado para detectar vulnerabilidades existentes em diferentes tipos de sistema e contextos, sendo um dos principais o PenTest de aplicações web.  Também conhecidos como testes de intrusão, para sua realização a metodologia utilizada é a de simular ataques de hackers, de modo que é possível identificar a eficácia dos mecanismos de defesa do sistema avaliado. Assim é possível mitigar ou minimizar os impactos que uma invasão ou qualquer outro tipo de falha de segurança pudessem gerar para a operação do sistema em questão. Existem diferentes métodos utilizados para realizar o PenTest, desde manualmente até apoiado por ferramentas automatizadas, como o Skipfish mantida pelo Google no caso das aplicações web.  Independente da maneira empregada, é sempre importante lembrar que quanto antes a vulnerabilidade for detectada, mais cedo é possível efetuar as correções necessárias para tornar o sistema seguro e próprio para distribuição no mercado. Neste artigo você vai conhecer um pouco mais sobre uma das finalidades mais comuns do uso do PenTest, que é para a detecção de vulnerabilidades em aplicações web, e vai entender como você pode se capacitar ainda mais para executar este tipo de teste. Porque realizar PenTest de aplicações web O cenário das aplicações para web engloba diferentes variáveis que se alternam também nas informações que coletam dos seus usuários. No entanto, independente do tipo de aplicação web, sempre algum dado estará sendo coletado — e antes da LGPD, muitas vezes sem sequer o conhecimento do usuário sobre aquilo. Um caso que repercutiu intensamente no Brasil neste sentido foi o aplicativo FaceApp, que tinha uma política de privacidade e os termos de uso vagos e que davam margem a erros de interpretação — tanto por parte do usuário quando da empresa por trás da solução.  A polêmica girou em torno de que, em função da falta de clareza nos termos, os usuários estariam concordando com o fornecimento de seus dados a terceiros, como anunciantes, por exemplo, sem saber. Por mais que não se trate de uma aplicação web e nem efetivamente de uma ameaça ou roubo de dados, que é o tema principal do artigo de hoje, o exemplo nos mostra que muitas vezes os dados estão ali e estão sendo coletados sem que nós sequer saibamos disso. As empresas, no entanto, precisam garantir que esses dados e até mesmo a própria estrutura da aplicação web estejam seguros. Existem alguns tipos principais de vulnerabilidades que podem estar presentes em aplicações web, e as quais devem ser identificadas através do PenTest. Hoje vamos falar sobre três delas, que são: SQL Injection, Cross Site Scripting (XSS) e Cross Site Request Forgery (CSRF). SQL Injection Neste primeiro caso, a ameaça se dá por meio do envio de comandos danosos à base de dados de uma aplicação web por meio de formulários ou URLs maliciosos. Neste caso, a principal ação dos hackers costuma ser a de roubar logins e senhas cadastrados no banco da aplicação, ou então deletar todas essas informações gerando uma apagão no sistema.  Identificar através de um PenTest de aplicações web se os mecanismos de defesa da solução estão ativos contra esta vulnerabilidade é fundamental para garantir a saúde da empresa. Cross Site Scripting (XSS) Neste caso a vulnerabilidade explorada pelos invasores é a de validação dos parâmetros de entrada do usuário no sistema. Por meio deste tipo de ataque é possível ativar scripts que permitem a modificação do código ou das configurações de acesso a um site, por exemplo. Este pode ser um prejuízo significativo caso a vulnerabilidade não seja testada. Cross Site Request Forgery (CSRF) Considerada como uma das falhas mais comuns nos sistemas de aplicações web, o CSRF ocorre a partir da criação de páginas ou comunicações falsas em nome de empresas nas quais o usuário confia. Assim, se você confia em uma marca e recebe um e-mail dela pedindo atualização nos seus dados cadastrais, naturalmente você o faz.  Muitas vezes isso pode estar sendo aplicado em forma de golpe, visando a obtenção do acesso dos hackers aos e-mails, logins e senhas dos usuários naquela aplicação. Este é o motivo pelo qual o PenTest de aplicações web é tão fundamental. Capacitação e certificações em PenTest Comum a praticamente todas as vagas no mercado de TI, a qualificação técnica para a execução, análise e tomada de decisão em cima de PenTest de aplicações web ainda é muito baixa na maior parte dos casos. Isso porque, dentre tantas metodologias disponíveis para a realização de testes de cibersegurança e identificação de vulnerabilidades, o PenTest é um dos menos explorados em programas de capacitação ou até mesmo cursos. No entanto, essa realidade vem se modificando conforme começa a aumentar a demanda dos profissionais por essa qualificação. Assim, novos cursos surgiram e hoje existem diversos caminhos que podem ser tomados por profissionais de TI que desejem seguir carreira em cibersegurança. Um deles é a certificação PenTest+ CompTIA da Escola Superior de Redes, desenvolvida especialmente para profissionais encarregados por testes de penetração e gestão de vulnerabilidades. Neste caso, além de cobrir áreas do conhecimento relacionadas às diferentes metodologias e conceitos do PenTest de aplicações web, a certificação da ESR também conta com conteúdos voltados à obtenção da famosa certificação CompTIA Security+, se tornando uma capacitação completa para profissionais da área de cibersegurança. E aí, ficou interessado em conhecer mais a fundo e se tornar um especialista em PenTest de aplicações web? Então confira nossos cursos PenTest em parceria com a CompTIA e inscreva-se!


    07/01/2021
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    Computação em Nuvem

    Serviços de computação em nuvem e proteção de dados: Como ficar em compliance com a LGPD

    Serviços de computação em nuvem e proteção de dados: Como ficar em compliance com a LGPD Quando falamos no uso de serviços de computação em nuvem, em especial aquelas que são públicas — ou seja, não ficam disponíveis por meio de um servidor privado da organização —, um questionamento se torna muito comum: como cuidar da proteção de dados e se manter em compliance com a LGPD? A nuvem é um ambiente totalmente online onde ficam armazenados todo e qualquer tipo de arquivo que a sua empresa desejar. Entre eles, podem estar também dados coletados em ações de comunicação e marketing que pertencem aos seus clientes. É neste ponto que os serviços de computação em nuvem e a proteção de dados, por meio da LGPD, se cruzam. O caminho não é mais passível de retorno, uma vez que a legislação já entrou em vigor no Brasil, então todas as empresas que coletam e tratam dados pessoais de seus clientes devem adequar seus processos. Para isso, será fundamental capacitar toda a sua equipe para nivelar o entendimento da importância do cumprimento da lei, e das ações práticas que precisam e podem ser realizadas neste sentido. Neste artigo trazemos um aprofundamento sobre o que é a computação em nuvem e a LGPD, e algumas recomendações principais para que a sua empresa possa estar tranquila quanto à conexão entre elas. Aproveite a leitura! O que é a LGPD e como se aplica a sua empresa Conforme já mencionado anteriormente, a LGPD se aplica a toda e qualquer empresa que faça coleta, tratamento e uso de dados pessoais de seus clientes, fornecedores e demais stakeholders dentro de qualquer de seus processos internos. A Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018) determina que as empresas são obrigadas a obter permissão ativa dos consumidores para utilizar seus dados pessoais. Além do consentimento, é responsabilidade da empresa deixar explícitas as finalidades com as quais cada tipo de dado coletado será utilizado e ao longo de quanto tempo, de modo que o consumidor esteja ciente e de acordo ao ceder suas informações. Outros pontos importantes da lei que não podem ser deixados de lado pela sua empresa: o consumidor pode solicitar a remoção, alteração, atualização ou portabilidade de seus dados da base da empresa a qualquer momento, e isso deve sempre ser atendido de imediato. Os dados são dos consumidores, motivo pelo qual devem ter acesso irrestrito sempre que solicitado. A segurança dos dados é a grande prioridade da criação da LGPD. Existem alguns conceitos que são fundamentais para a compreensão da LGPD, tais como: dados pessoais: são informações que permitem a identificação de uma pessoa, ou seja, nome completo, CPF, data de nascimento etc.; tratamento de dados: é toda e qualquer ação realizada pela empresa com os dados coletados, como cadastro em uma base, envio de e-mails, criação de lista de contatos; controlador de dados: este é um papel criado pela LGPD que se refere à pessoa ou empresa que toma decisões relacionadas ao tratamento dos dados coletados; e o operador de dados: aqui é quem de fato realiza o tratamento das informações em nome do controlador. Compreender estes conceitos e transportá-los para dentro da realidade da sua empresa é fundamental para um processo tranquilo de adequação à LGPD. Vamos ver agora como isso conversa com os serviços de computação em nuvem. Como a computação em nuvem se relaciona com a LGPD Para sustentar todo o processo de adequação das empresas à LGPD quem está por trás é normalmente o setor de TI. Isso porque deverão ser criados processos, etapas de verificação das informações e uma infraestrutura segura para a realização das operações, de modo que são todas ações previstas no escopo da TI. Implantar e manter essa estrutura rodando será fundamental para a adequação da sua empresa. Partindo então para a conexão entre os serviços de computação em nuvem e a LGPD, vale destacar que a nuvem tem como principal vantagem a capacidade de armazenamento e fácil acesso a informações e dados. Isso acende um sinal de alerta, levando em conta todas as exigências e determinações da LGPD, e pensando sobre até que ponto esses dados podem ou não estar assim tão acessíveis. Vamos lá, neste caso, é fundamental compreender que as empresas que utilizam e disponibilizam serviços de computação em nuvem precisam contar com as regras da LGPD dentro da sua tecnologia. Isso será primordial para que elas possam, em uma primeira instância, manter a sua operação.  Indo mais a fundo, a partir do momento que um serviço de computação em nuvem opera totalmente em compliance com a LGPD — atentando-se ao consentimento para a coleta de dados e todos os procedimentos que já explicamos anteriormente —, ela está automaticamente apta e segura para disponibilizar os dados a quem está previamente autorizado a isso e da forma com a qual o consumidor concordou. Além destes pontos, a computação em nuvem é um sistema que normalmente conta com soluções avançadas de segurança, naturalmente já mais protegidas contra ciberataques, e também seguras diante da LGPD. Existem diferentes provedores, com níveis e tecnologias mais ou menos avançadas, e é fundamental contar com uma solução que atenda aos critérios que a sua empresa precisa para adequar a sua computação em nuvem à LGPD. Como este não é um processo tão simples, e exige a implementação de algumas etapas, continue acompanhando este artigo e confira algumas recomendações para adequar à sua solução de computação em nuvem à LGPD. Recomendações de adequação: computação em nuvem e LGPD Como mencionado anteriormente, a escolha do provedor dos seus serviços de computação em nuvem deve passar por um rigoroso crivo até que se identifique que as exigências são atendidas.  Um desses critérios é a criptografia, ou seja, a sua empresa deve sempre optar por provedores que trabalhem com camadas de segurança dos dados que somente oferecem acesso criptografado por meio de códigos de segurança. Vamos agora às principais recomendações: a sua empresa, ao utilizar plataformas de computação em nuvem, deve ter total conhecimento dos dados com que trabalha por meio de um mapeamento; a sua solução de computação em nuvem pode ser uma aliada da LGPD ao permitir que seja feito um monitoramento constante dos dados tratados para identificar se os processos estão respeitando a lei, além de facilitar o gerenciamento de risco e a notificação de incidentes; mesmo contando com a capacidade grande de armazenamento de dados oferecida pela computação em nuvem, é uma boa prática pensando na adequação à LGPD que seja feito sempre um controle de backups, mantendo versões de determinados arquivos ou dados em locais distintos para evitar danos em casos de ataques ou perdas; mantenha o controle do acesso aos dados coletados de forma rigorosa também internamente na empresa, uma vez que você não tem garantia de que todos os funcionários terão a índole que se espera e não poderão ferir o princípio de sigilo dos dados e até mesmo colocar a sua operação ou a segurança dos dados com os quais você trabalha em risco. Lembrete final: Se você trabalha ou pretende investir em um serviço de nuvem pública, como é o caso das plataformas SaaS, é preciso ter cuidados redobrados com a questão dos backups. Este é o maior ponto de atenção relacionados à LGPD no que diz respeito a este tipo de nuvem. Para saber mais e capacitar a sua equipe para a adequação a LGPD, confira o calendário de cursos da ESR e entre em contato para tirar suas dúvidas! Será um prazer lhe ajudar.


    18/12/2020
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    Desenvolvimento de Sistemas

    Hora do Código: saiba mais sobre este movimento

    Hora do Código: saiba mais sobre este movimento Base para o trabalho na área de TI, o conhecimento sobre programação e desenvolvimento de sistemas é fundamental para a construção de uma carreira. A profissão, no entanto, ainda é muito envolta em mitos de que é difícil e inacessível, que são poucos os que conseguem programar.  O movimento Hora do Código, criado pela ONG Code.org, busca desmistificar essa ideia trazendo a programação de forma simples para próximo de toda e qualquer pessoa, em qualquer idade e com qualquer background prévio. Conheça mais sobre ele neste artigo. Muitos profissionais da área, principalmente os mais experientes, foram autodidatas em seu início, tendo começado com pequenas ações de desenvolvimento de jogos e aos poucos avançando em direção a posições de suporte até chegar ao desenvolvimento em si. Hoje em dia a área é muito mais abastecida de formação, é uma das mais promissoras e em crescimento do mercado e conta com diferentes tipos de cursos e formas de capacitação para tal atuação. Os cursos disponíveis variam em nível de complexidade e aprofundamento buscando atender a todas as fases de aprendizado dos profissionais de TI. No caso dos cursos ofertados pela Escola Superior de Redes, já vemos um nível um pouco mais alto de conhecimento exigido para ingresso, uma vez que são voltados a pessoas que já estão estudando sobre programação há algum tempo e já possuem uma base maior. Já a Hora do Código tem como público principal pessoas que não conhecem nada sobre programação, normalmente comunidades escolares de instituições participantes, e busca trazer noções básicas de código para mostrar que todo mundo pode aprender o beabá. Vamos conhecer mais sobre este movimento. O que é a Hora do Código A Hora do Código é um movimento global criado pela ONG Code.org que tem como principal objetivo ampliar o acesso ao ensino de programação e tornar mais popular entre os estudantes a Ciência da Computação.  Por meio de eventos que podem ser organizado por qualquer pessoa ou instituição, escolas integram esse movimento e devem preparar seus alunos para participar dando uma introdução ao que vão ver por lá. São milhões de estudantes impactados todos os anos em mais de 180 países do mundo. Em função do mito de ser uma área muito desafiadora, são poucos os estudantes que pensam em investir nela como suas carreiras. Muitos acabam entrando na TI já ao longo da vida profissional e aí pegam gosto e se desenvolvem, porém não é sonho da maior parte das pessoas em idade escolar. Por isso, popularizar a Ciência da Computação e o ensino de programação faz tanto sentido para a Code.org e para todos os apoiadores do movimento. Porque é importante falar sobre Ciência da Computação O conhecimento sobre programação envolve algumas competências que são fundamentais no mundo tecnológico, conectado e globalizado em que vivemos hoje. As novas gerações já nascem imersas neste cenário e naturalmente, por terem mais contato com tecnologia desde pequenos, têm muito mais familiaridade para usar smartphones, notebooks e seus respectivos sistemas operacionais. No entanto, não são todas as crianças que têm acesso a este tipo de realidade. Segundo dados divulgados pelo 2020 State of Computer Science Education – Illuminating Disparities, somente 47% das instituições de ensino escolar oferecem algum tipo de curso ligado à Ciência da Computação, o que mostra a dificuldade de acessibilidade a este tipo de conteúdo. No Brasil a situação é ainda pior se levarmos em conta que nem as aulas básicas muitas vezes são ofertadas a depender da instituição. Assim, principalmente escolas públicas, que reúnem dezenas de estudantes com baixa renda ou pouco acesso à informação, podem aproveitar momentos como a Hora do Código para levar esse universo para a realidade dos alunos e ajudar a desenvolvê-los neste sentido. Competências como raciocínio lógico, capacidade de resolver problemas e maior letramento digital são fundamentais para tornar os estudantes mais preparados para o mundo de hoje. E a Hora do Código, com acesso a informações relativas ao universo da Ciência da Computação, pode ajudar esses estudantes com o desenvolvimento destas competências. Além disso, ter uma percepção mais aguçada para esses elementos mencionados anteriormente também contribui para o melhor aproveitamento das disciplinas de ciências, matemática, física e química, por exemplo, que são mais ligadas à ciências exatas e biológicas. O desafio Hora do Código Para colocar em prática todos os processos mencionados anteriormente são realizados eventos, que podem ser organizados por qualquer pessoa ou instituição, e que possuem duração de uma hora. Daí o nome do movimento Hora do Código. Nos eventos são abordados temas e conceitos sobre Ciência da Computação com o objetivo de apresentar aos estudantes esta área do conhecimento e mostrar a eles todas as possibilidades que ela proporciona. A ideia, segundo os organizadores, é mostrar que a Ciência da Computação pode ser divertida e criativa e que é acessível a todas as pessoas independente de qualquer coisa. Assim, pretendem fazer com que seja despertado o interesse nessas crianças e adolescentes para o desenvolvimento de carreira na área, impulsionando um aumento de matrículas em cursos relacionados e promovendo maior inclusão de gênero, orientação sexual, idade, etnia e credo dentro da área de TI, mostrando que não há restrições. A Hora do Código já mudou a vida de alunos e professores, que passaram a ter um interesse muito maior pela área da programação e optaram por seguir esta carreira, e a cada evento novos profissionais são despertados para este campo.  Os professores que acompanham os eventos também se tornam multiplicadores e podem passar a abordar a Ciência da Computação em suas aulas como uma possível carreira para motivar os estudantes. Para a unificação do movimento, é realizado anualmente o Desafio Hora do Código, que é aí sim um evento global promovido durante a Semana de Educação em Ciência da Computação dos Estados Unidos (onde a iniciativa foi criada). Nesta ocasião, instituições de ensino de todo o mundo devem buscar engajar o maior número possível de estudantes e professores na realização das atividades de programação disponibilizadas na plataforma. Essa participação também poderá render prêmios para a escola! Verifique as regras de participação na sua cidade e estado, consulte os órgãos responsáveis pela organização e venha fazer parte desta mudança de mentalidade com relação à Ciência da Computação! Conte com a ESR para oferecer apoio no que for possível, nossos especialistas ficarão honrados em contribuir com este movimento.


    17/12/2020
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    Métodos Ágeis e Inovação

    Como os métodos ágeis podem ajudar no dia a dia das empresas?

    Como os métodos ágeis podem ajudar no dia a dia das empresas? Dentre os diversos aprendizados que a pandemia de Covid-19 trouxe para o universo do trabalho e das empresas a implementação de métodos ágeis para tornar os processos mais eficientes foi um dos principais.  Pensando especialmente sob o ponto de vista do home office, diferentes práticas precisaram ser implementadas para garantir que os fluxos existentes antes do isolamento social se mantivessem fluidos e funcionais. Métodos ágeis podem ser empregados em diferentes camadas de uma empresa, para a construção de variados processos. O que vamos abordar neste artigo, no entanto, tem foco no desenvolvimento ágil de softwares e em seu impacto no dia a dia das organizações.  Vamos lá! Manifesto para Desenvolvimento Ágil de Software Para começar nosso assunto vamos resgatar o princípio de tudo: o lançamento do Manifesto para Desenvolvimento Ágil de Software, ou somente Manifesto Ágil. O Manifesto foi uma forma encontrada pelos profissionais de TI de todo o mundo de estarem unidos em prol do objetivo de tornar o desenvolvimento de softwares um processo com maior valor agregado e focado na satisfação do cliente. Assim, o objetivo dos signatários é o de contribuir para “descobrir maneiras melhores de desenvolver software” modificando um pouco a lógica de raciocínio vigente na maior parte das empresas passando a valorizar: indivíduos e interações acima de processos e ferramentas; software em funcionamento acima de documentações abrangentes; colaboração com o cliente acima de negociação de contratos; e a resposta a mudanças de forma rápida acima de seguir planos pré-desenhados. Isso mostra uma maneira diferente de enxergar e praticar o desenvolvimento de software todo o processo por trás. Softwares são, acima de tudo, desenvolvidos para serem utilizados por pessoas. Assim, o Manifesto permite aos profissionais que o seguem se conectar com o que é mais intrínseco à essência deste trabalho, proporcionando a implementação de métodos ágeis ao longo de todo o desenvolvimento de um projeto de software. Para isso, o Manifesto Ágil segue uma determinação de 12 princípios básicos, sobre os quais são fundamentadas todas as decisões e processos implementados. Por trás dessa definição está a vontade genuína de ajudar as empresas desenvolvedoras de softwares — ou que tenham alguma relação com eles dentro de seus processos —  a se tornarem mais produtivas e imbuídas de propósito em seu dia a dia. Empresas que se utilizam de métodos ágeis em seus processos precisam passar por toda uma mudança de mentalidade e cultura interna para que as coisas funcionem bem. Isso porque, através de métodos ágeis, as empresas colocam os clientes e os colaboradores em primeiro lugar, seguindo o princípio “Construa projetos em torno de indivíduos motivados. Dê a eles o ambiente e o suporte necessário e confie neles para fazer o trabalho”. Se isso por algum motivo não fizer sentido para a sua empresa, é possível que a implementação de métodos ágeis enfrente obstáculos no caminho. Vamos ver agora de forma prática como isso se conecta ao dia a dia da sua empresa. Quais os impactos dos métodos ágeis para empresas Para deixarmos o conceito bastante claro, métodos ágeis são diferentes frameworks que permitem uma gestão de projetos mais eficiente de forma colaborativa e rápida. Os métodos mais conhecidos e utilizados pelas organizações são: Scrum, eXtreme Programming e Kanban. A grande sacada por trás desses métodos está no que também é muito tratada como a filosofia das startups: errar rápido para corrigir rápido, e assim também aprender e evoluir com maior velocidade. Isso impacta diretamente na redução de custos da empresa, uma vez que uma funcionalidade do software que dentro de um processo rápido de testagem demonstra falhas pode ser corrigida antes de ir ao ar, ou se já tiver ido, pode usar todo o embasamento dos métodos ágeis para ser reparar o mais rápido possível e evitar o máximo de danos ao cliente final. Aí já está mais um dos princípios do Manifesto Ágil: “Contínua atenção à excelência técnica e bom design aumenta a agilidade”. Além disso a aplicação de métodos ágeis proporciona também vantagens competitivas para o cliente com o uso da solução. Isso porque ao ter acesso a uma tecnologia mais bem lapidada e redonda o cliente terá menores custos e mais agilidade em seu dia a dia, podendo ainda se tornar um promotor da sua marca. Scrum: o método mais utilizado Dentre os frameworks possíveis o Scrum é um dos mais utilizados em todo o mundo. Os motivos para isso são simples: MVP, times auto-organizados e monitoramento de times. O grande objetivo do Scrum é focar os projetos na divisão de etapas de rápida realização (sprints) para proporcionar entregas constantes e motivar o time na execução das tarefas. Em novembro de 2020 foi lançado o novo Guia Definitivo do Scrum, que pretende padronizar e definir as principais diretrizes para aplicação da metodologia. Segundo os autores a intenção do documento é funcionar como uma atualização do Guia lançado em 2010 considerando que padrões, processos e insights vão sendo modificados e adaptados em diferentes contextos. Saiba mais sobre as novidades do Scrum! Pensando em como isso pode ajudar as empresas em seu dia a dia chegamos no conceito de Lean Office, que tem como objetivo tornar a vida dos escritórios — que durante a pandemia se fundiram com as casas das pessoas — mais enxuta e objetiva. Trazendo esse processo para dentro do setor de TI temos grandes ganhos do ponto de vista de produtividade, agilidade e redução de custos. Por último, mas com certeza não menos importante, os princípios do Manifesto Ágil “Pessoas de negócio e desenvolvedores devem trabalhar diariamente em conjunto por todo o projeto” e “Simplicidade — a arte de maximizar a quantidade de trabalho não realizado — é essencial” demonstram a importância da implementação. Com uma cultura de métodos ágeis toda a organização se mobiliza em torno da busca por resultados melhores e mais rápidos, incluindo nisso as cúpulas de diretoria das empresas, que precisam se envolver com os times de desenvolvimento — ou ao menos saber o que está sendo feito — para que esse processo esteja orientado aos objetivos e metas da empresa. Além disso, feito é melhor do que perfeito. Ou seja, a simplicidade também entra com muita força nos métodos ágeis para tornar os processos menos complexos e mais rápidos. Todas essa são vantagens e benefícios que a sua organização pode extrair do uso deste tipo de metodologia. Confira o calendário de cursos da ESR para começar a se especializar ainda mais em metodologias ágeis para a área de TI. Temos sempre conteúdos novos em nosso blog, aproveite e continue acompanhando também!


    10/12/2020