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Blog da ESR

  • Criptografia pós-quântica
    Computação Quântica

    Quais são os três padrões da criptografia pós-quântica?

    A criptografia pós-quântica surge em meio a uma demanda por ferramentas de segurança que sejam mais robustas do que as tradicionalmente utilizadas, como os protocolos de chave pública orientadas pelo algoritmo Rivest-Shamir-Adleman (RSA) ou pelas assinaturas Elliptic Curve Cryptography (ECC) baseadas em curvas elípticas.  Isso ocorre tendo em vista que os códigos criptográficos convencionais são excelentes para garantir a segurança dos dados em máquinas padrão, entretanto, não são suficientes para a capacidade de processamento acelerada dos computadores quânticos.    Enquanto um computador padrão demoraria milhares de anos para resolver a fatoração de números primos grandes do RSA ou para desvendar as chaves criadas com base nas propriedades matemáticas das curvas elípticas do ECC, um computador quântico poderia fazer a mesma ação em tempo recorde. Ou seja, à medida que o universo quântico toma forma e se estabelece como uma das tendências em tecnologia para os próximos anos, exige também a adaptação de outras áreas da TI, como a cibersegurança, para tornar o ambiente digital seguro mesmo quando imerso em grandes escalas e proporções de processamento.   A criptografia pós-quântica já é um mercado em franco crescimento, tendo alcançado a marca de US$246 milhões em 2024. Os dados são da Abi Research, que também estima que esse valor dobre nos próximos quatro anos, conforme a adoção dos padrões do National Institute of Standards and Technology (NIST), dos Estados Unidos.  Sabendo disso, a Escola Superior de Redes (ESR) preparou este guia com o que você precisa saber sobre criptografia pós-quântica para se destacar no mercado de TI.   Você também pode gostar – Computação Quântica: o que está por trás da tecnologia?  O que é computação quântica?  Recentemente, a Unesco considerou 2025 como o Ano Internacional da Ciência e Tecnologia Quântica, por causa da propagação de estudos sobre o assunto, principalmente no cenário da computação. Nesse contexto, a computação quântica (ou quantum computing) é definida como um campo multidisciplinar que compreende aspectos da ciência da computação, da física e da matemática e que utiliza a mecânica quântica para resolver problemas complexos mais rapidamente do que os computadores clássicos.   Exatamente por se propor a resolver problemas de forma rápida e exponencial – como é o caso do chip quântico do Google que, segundo a empresa, leva 5 minutos para solucionar um problema que os supercomputadores mais rápidos do mundo moderno demorariam 10 septilhões de anos para completar – é que a computação quântica também acende um alerta de segurança.   Como dissemos anteriormente, há uma estimativa de que os algoritmos de criptografia, utilizados para proteger informações sensíveis por todo o mundo, se tornem obsoletos diante da capacidade dos computadores quânticos de quebrar esses códigos com extrema rapidez.  A criptografia pós-quântica e o seu potencial são explorados para driblar esse desafio.  Você também pode gostar: 16 boas práticas em testes de foftware para acompanhar agora   Como funciona a criptografia pós-quântica? A criptografia pós-quântica pode ser definida como um conjunto de protocolos de segurança e algoritmos robustos o suficiente para resistir a ataques futuros de computadores quânticos. Ou seja, trata-se de uma barreira de segurança criptográfica mais eficiente, desenvolvida por meio de diferentes abordagens e com algoritmos e fundamentos matemáticos próprios.   Recentemente, o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST) divulgou os três primeiros padrões de criptografia pós-quântica finalizados, incentivando os administradores de sistemas de computador a iniciar uma transição para os novos modelos o quanto antes.  As ferramentas lançadas são projetadas para resistir a ataques de computadores quânticos, protegendo uma gama de informações eletrônicas, como mensagens de e-mail confidenciais e transações de comércio eletrônico, entre outras.   “A tecnologia de computação quântica pode se tornar uma força na solução de muitos dos problemas mais complexos da sociedade, e os novos padrões representam o compromisso do NIST de garantir que não interrompa simultaneamente nossa segurança.” – Laurie E. Locascio, subsecretária de Comércio para Padrões e Tecnologia e Diretora do NIST.  Os novos padrões de segurança para a era quântica Para acelerar a transição entre o potencial dos computadores quânticos e o dos tradicionais, o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST) dos Estados Unidos liderou um processo, que durou oito anos, que reuniu pesquisadores e criptógrafos para desenvolver os novos padrões de segurança. Como resultado, foram estabelecidos três padrões oficiais e um quarto em desenvolvimento, cada um com uma função específica dentro da segurança digital:  Esses novos padrões representam um passo essencial para garantir a segurança da informação na era quântica. Por isso, empresas e profissionais de TI que entenderem desde já esse movimento, certamente estarão um passo à frente no mercado. Tipos de criptografia pós-quântica Além dos padrões lançados pelo NIST, podemos identificar alguns tipos de criptografia pós-quântica mais disseminados e estudados pelos especialistas no assunto.   Cada um deles usa fundamentos matemáticos distintos, mas todos têm o mesmo objetivo: criar barreiras praticamente intransponíveis, mesmo para computadores superpoderosos.  Entre as principais técnicas estão:  Cada uma dessas técnicas representa uma frente de defesa para manter o ambiente digital seguro, mesmo diante dos avanços exponenciais da computação quântica.  Como saber mais sobre criptografia pós-quântica e o universo de TI?  Se você quer se aprofundar nesse tema e se preparar para os desafios que a transformação digital está trazendo, a Escola Superior de Redes (ESR) oferece cursos completos e atualizados sobre segurança da informação, redes e diversas áreas da tecnologia.  Há, inclusive, uma nova trilha sobre Computação Quântica, com cursos voltados para a introdução e os fundamentos utilizados nessa área. Veja abaixo:  Introdução à Internet Quântica  (parceria oficial O curso apresenta os fundamentos da informação e comunicação quântica, da criptografia de próxima geração (quantum safe), da Distribuição Quântica de Chaves (QKD) e das aplicações práticas da internet quântica.  Fundamentos de Computação Quântica (parceria oficial Dobslit) O curso Fundamentos de Computação Quântica tem como objetivo capacitar profissionais de TI, engenheiros, físicos e os demais especialistas de áreas correlatas, fornecendo uma base teórico-conceitual sólida sobre os princípios da computação quântica. Os participantes aprenderão temas como qubits, superposição, emaranhamento quântico e algoritmos quânticos fundamentais, além de explorar aplicações práticas e tendências emergentes nesse campo revolucionário. O curso combina teoria e exemplos práticos para preparar os alunos para os desafios e as oportunidades da computação quântica.  Além disso, publicamos, semanalmente, conteúdos no nosso blog para manter você por dentro das tendências, das novidades e dos avanços que estão moldando o futuro da TI, como a criptografia pós-quântica.   Aproveite essa oportunidade para se capacitar e sair na frente no mercado! ___________________________ Leia também: Criptografia quântica vs. criptografia tradicional: qual a relação entre elas?_______________________  ESR: sua melhor escolha em cursos e capacitação para TI   A Escola Superior de Redes (ESR) é a principal referência em ensino e aprendizagem de TI no Brasil.  Nos seus 18 anos de atuação, dissemina conhecimento sobre o setor para mais de 1.100 instituições, com mais de 43 mil alunos capacitados nas diferentes especialidades de TI, como:   Os cursos possuem as modalidades presencial e on-line, com aulas ao vivo para melhor atender à realidade de cada aluno. Acompanhe as turmas da ESR para aprimorar seu desenvolvimento profissional com quem realmente entende do setor! 


    31/07/2025
  • internet 6g
    Temas Diversos

    O que esperar da internet 6G? A nova revolução da conectividade móvel

    A internet 6G tem causado certo burburinho entre os gigantes da tecnologia e entre os governos globais, que precisam traçar estratégias para receber um novo conceito de conectividade em redes móveis. Apresentada como a evolução do já conhecido 5G, a rede móvel de 6ª geração promete uma revolução, principalmente no quesito velocidade. De acordo com as estimativas mais promissoras, o 6G será marcado por uma velocidade de até 1 terabit por segundo, o que irá impactar diretamente setores de automação industrial, internet das coisas (IoT), saúde e inteligência artificial. Trata-se de uma tecnologia que se propõe a promover interações em tempo real mais aprimoradas, além de entregar dados com latência ultrabaixa e integração eficiente com a inteligência artificial. Em um cenário no qual o 5G ainda se expande em uma escala global, a evolução do 6G é um projeto em desenvolvimento, com previsão de implantação comercial apenas na próxima década. Grandes players do mercado, como China, Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul, já realizam pesquisas, testes e investimentos robustos para garantir a liderança tecnológica nessa nova etapa. Para se ter uma ideia desse cenário incipiente de desenvolvimento, apenas em dezembro de 2024, dois anos após a chegada da 5G ao Brasil, é que a Anatel afirmou ser possível ver a ferramenta em todo o país, na modalidade standalone e na faixa de 3,5 GHz. Ainda assim, a implementação se deu com ressalvas: “A instalação antecipada de estações de quinta geração nessas cidades depende do planejamento individual de cada prestadora. A partir de 2 de dezembro, com a liberação da faixa nos últimos 190 municípios, todos os 5.570 municípios poderão ter a oportunidade de acesso a essa tecnologia”, explicou a Anatel. Ou seja, a internet 6G se apresenta, sobretudo, no campo da pesquisa e em testes iniciais, mas promete transformar, de maneira ainda mais radical, a forma como pessoas, máquinas e sistemas interagem, impulsionando novas oportunidades para negócios e para a sociedade. Neste artigo, vamos detalhar 5 aspectos da internet 6G que você precisa conhecer. Qual a diferença entre internet 5G e internet 6G? A principal diferença entre a internet 5G e a internet 6G está no salto de desempenho e nas possibilidades tecnológicas que a nova geração pretende oferecer. Enquanto o 5G já trouxe grandes avanços em velocidade, capacidade de dispositivos conectados e baixa latência, o 6G vai além, mirando experiências ainda mais imersivas e conectividade praticamente instantânea. Confira alguns pontos de destaque: Em resumo, o 6G não apenas amplia a capacidade do 5G ou da internet residencial padrão, como propõe um novo paradigma de conectividade para suportar tecnologias futuristas e demandas cada vez mais complexas. Entenda isso de uma forma visual abaixo: Internet 5G Internet 6G (estima-se) Internet comum/residencial (cabo/fibra) Velocidade média (BR) 300 a 600 Mbps (pico até 1–2 Gbps) 1 a 10 Gbps (a meta é que seja 100x a do 5G) 100 Mbps a 1 Gbps (fibra óptica) Velocidade máxima Até 2 Gbps (mmWave) Teoricamente até 1 Tbps em testes Até 2 Gbps (em planos premium de fibra) Latência 10 a 20 ms(até 1 ms no 5G standalone) <1 ms (a meta é que seja de 0,1 ms em aplicações críticas) 5 a 20 ms (a fibra é mais estável) Estabilidade Variável (depende de sinal e interferência) Espera-se que seja maior que o 5G com base na IA e em redes híbridas Alta (ótima para uso contínuo) Disponibilidade Cidades médias e grandes Prevista em 2030, sobretudo em grandes centros Alta (com boa cobertura urbana e rural) Limite de dados Pode ser usada por meio de franquia (ex.: 100 GB/mês) Ainda incerto; depende da propositura de uma política de dados Normalmente ilimitada (fibra) Custo (Brasil, 2025) R$ 80 a 150/mês (com dados generosos) Ainda desconhecido (provavelmente mais alto) R$ 70 a 120/mês para 300 Mbps ou mais Uso ideal Mobilidade, backup, locais sem cabeamento Realidade virtual, holografia, IoT extremo Streaming, jogos online, trabalho remoto Fonte: https://www.opensignal.com/brazil & https://research.samsung.com/. Medições técnicas (Ookla, Netflix ISP Index), artigos da NIC.br Aprofunde-se por aqui – Blockchain e o futuro dos negócios! 5 fatos sobre a internet 6G para você ficar por dentro Ainda que a internet 6G esteja em fase de estudos e passe por uma corrida tecnológica para que empresas e países dominem o recurso e se estabeleçam na liderança da inovação, já é possível apontar alguns fatos importantes que ajudam a entender o que vem por aí. 1) O Brasil só começará a explorar a internet 6G em 2032 De acordo com o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Carlos Baigorri, o Brasil só deve começar a explorar de forma comercial a internet 6G em 2032. Em entrevista para o Canaltech, Baigorri explicou que a implementação da também chamada de IMT-2030 demanda uma etapa profunda de estudos e concepção, a qual é conduzida pelo setor de telecomunicação. O objetivo desse primeiro momento é contar com a participação de reguladores, pesquisadores e representantes da indústria para definir as faixas de frequência que serão dedicadas à nova geração de conectividade. Para isso, a Anatel disse à CNN que a consulta pública sobre as faixas de 6G ocorrerá em agosto de 2025. Isso significa que é provável que o edital do leilão saia em outubro de 2026. Nesse cenário, antes que a internet 6G ganhe contornos reais no país, está prevista uma fase intermediária, com a adoção do 5.5G, representando uma velocidade 10 vezes maior do que a 5G. Espera-se que esse passo seja uma preparação para a infraestrutura e o desenvolvimento de chips compatíveis para o novo mundo da conectividade. 2) O funcionamento exato da internet 5G ainda não é conhecido As especificações da internet 6G ainda estão em fase de desenvolvimento. Por isso, não é possível afirmar com exatidão como ela funcionará. Entretanto, com base na análise das gerações pregressas, podemos fazer algumas estimativas. É o caso, por exemplo, dos pontos a seguir: 3) Aplicações em potencial para a Internet 6G O cientista brasileiro e autor do livro 6G: The road to future wireless technologies 2030 (6G: A estrada para as tecnologias wireless do futuro de 2030, em tradução livre), Paulo Sergio Rufino Henrique, mencionou que “O diferencial da padronização do 6G é que ele possui objetivos econômicos e de desenvolvimento sustentável que devem melhorar o mundo, especialmente em regiões vulneráveis”.  Nessa perspectiva, a internet 6G representa muito mais do que uma rede de altíssima velocidade: ela pode ser um vetor de inclusão digital e de redução de desigualdades. Entre as aplicações que devem ganhar força estão a telemedicina avançada, sistemas de alerta em tempo real para desastres naturais, gestão de cidades inteligentes e automação agrícola, beneficiando comunidades que hoje ainda enfrentam barreiras de acesso à tecnologia. 4) As vantagens da internet 6G Do que já se visualiza da internet 6G, podemos esperar as seguintes vantagens: 5) A convergência de tecnologias em 6G O que se discute é que 6G não se trata apenas de uma evolução do 5G, mas, sim, uma convergência de tecnologias disruptivas, que integram inteligência artificial, computação quântica, redes ópticas avançadas e sensores inteligentes em uma mesma infraestrutura. Essa combinação tende a permitir experiências inéditas, como comunicação sensorial (em que se transmite, além de dados, sensações táteis, por exemplo) e redes capazes de se adaptar em tempo real ao contexto do usuário. A expectativa é que o 6G se torne a espinha dorsal de um ecossistema hiperconectado e muito mais responsivo às necessidades humanas. Conclusão Mesmo que a internet 6G ainda dê seus primeiros passos no mundo, fica claro que ela poderá transformar a maneira como vivemos, trabalhamos e nos conectamos. Quer acompanhar as últimas novidades sobre tecnologias do futuro? Fique de olho nos conteúdos semanais da ESR e não perca nenhum detalhe do que está por vir. Veja três conteúdos que podem te interessar nesse sentido: Adoção de redes Wi-Fi 6 e 7: o que está por trás dessas tecnologias?Computação Quântica: o que está por trás dessa tecnologia e quais suas tendências?Tecnologias emergentes para TI: arquitetura de malha de segurança cibernética.


    24/07/2025
  • scrum para ti
    Métodos Ágeis e Inovação

    Scrum para TI: por que ser um especialista em agilidade pode destacar você no mercado de trabalho?

    A agilidade é uma das principais abordagens para lidar com a imprevisibilidade do mercado e também com as diferentes formas de organização social que emergem com o passar do tempo. Por isso, falar em estratégias, como o uso do Scrum para TI, é essencial no meio corporativo.   Embora o Manifesto Ágil tenha ocorrido apenas em 2001, popularizando a necessidade organizacional de um mindset inovador, os princípios da agilidade já vinham sendo explorados em contextos diversos, refletindo, sobretudo, na percepção coletiva acerca da importância da adaptação contínua para o sucesso empresarial.   Na época, 17 profissionais já executavam métodos ágeis (Dynamic Systems Development Method – DSDM; XP – Extreme Programming; FDD; Scrum e XP, entre outros), porém, como cada um tinha uma abordagem e aplicação, elaboraram um documento que destacou os pontos que consideravam fundamentais a serem explorados para o desenvolvimento de software.   O objetivo era criar processos com entregas breves, flexibilidade e aprendizado contínuo, capazes de se transformarem de acordo com as necessidades internas e externas.  Com base nisso, os métodos ágeis passaram a ser amplamente adotados, independentemente da área empresarial, transcendendo o desenvolvimento de softwares e otimizando toda a cadeia de produção. Por meio de uma abordagem iterativa e colaborativa, esses métodos viabilizaram novas possibilidades de negócio para as organizações, maior flexibilidade e eficiência, além de aprimorarem a capacidade de as empresas enfrentarem os desafios do meio corporativo.  Os métodos ágeis se estabelecem como uma alternativa mais compatível com a dinâmica de mundo cada vez mais intensa, com maior geração de dados, ampla concorrência e disputa acirrada pela atenção dos consumidores.   Na TI, em particular, agilizar processos e inseri-los em uma dinâmica de melhoria contínua é ainda mais fundamental, visto que a área é naturalmente reconhecida por se transformar com velocidade.  Por isso, separamos, a seguir, algumas curiosidades e informações sobre um dos métodos ágeis mais empregados por empresas de todo o globo: o Scrum. Entenda como se tornar um especialista no tema e conquistar outros espaços e vagas.   Você também pode gostar: Por que você deve obter uma certificação de Metodologia Ágil Scrum com o EXIN?  O que é o método Scrum? No esporte (rugby), o termo “scrum” faz referência ao momento em que ambas as equipes de uma partida se enfrentam para tirar a bola do seu lado do campo, criando, para isso, estratégias de cooperação.  Dos 12 jogadores de cada time, três ficam na linha de formação e os demais se adaptam às movimentações dos primeiros, como uma espécie de suporte.  Dessa forma, nessa perspectiva, os “scrums” funcionam somente quando há um alinhamento entre todos os envolvidos de um time, sobretudo, os três da linha de formação.   É exatamente isso que ocorre na metodologia homônima, inspirada, por óbvio, na prática esportiva e na abordagem simplificada do Sistema de Planejamento do Programa Faseado, da Nasa.   Calma, a gente explica!  O Scrum foi inserido pela primeira vez em um artigo publicado pela The Harvard Business Review, em 1986, com o título “The New Product Development Game” (O Novo Jogo de Desenvolvimento de Novos Produtos, em português).  Seus autores, Hirotaka Takeuchi e Ikujiro Nonaka, utilizaram tanto o rugby quanto a Nasa para detalhar uma nova abordagem de desenvolvimento e de gerenciamento de projetos ou de produtos focada em cooperação e agilidade. Além disso, em 1995, a metodologia Scrum deu seus primeiros passos e estabeleceu bases do que vemos hoje. Nesse período, Ken Schwaber e Jeff Sutherland, os mesmos que, anos depois, também participaram do Manifesto Ágil, publicaram o livro Scrum development process, com todos os fundamentos da abordagem do Scrum e, finalmente, com sua definição oficial:   “Scrum é o processo de desenvolvimento de sistemas como um conjunto flexível de atividades que combina ferramentas e técnicas conhecidas e viáveis com o melhor que uma equipe de desenvolvimento pode desenvolver para construir sistemas.” (Fonte: https://scrumguides.org/) Apoiado nisso, o Scrum passou a figurar como uma oportunidade de as empresas – principalmente as de tecnologia e de desenvolvimento de softwares – estruturarem seus processos fundamentados em bases inovadoras e flexíveis.   Tem-se, portanto, que o Scrum é uma abordagem baseada em um fluxo de trabalho iterativo e incremental para a realização de entregas cada vez mais ágeis. Na prática, o método ajuda equipes a estruturar e gerenciar o trabalho por meio de um conjunto de valores, princípios e práticas.  Um exemplo disso pode ser observado quando uma empresa de tecnologia desenvolve um novo aplicativo. Assim como no rugby, em que a linha de formação é essencial para garantir a posse da bola, no Scrum corporativo, o time deve estar alinhado para garantir entregas eficientes.  Ou seja, se os desenvolvedores, designers e gerentes de produto não trabalharem juntos, entendendo suas funções e se adaptando às necessidades do projeto, o fluxo de trabalho será prejudicado.  Como implementar uma mentalidade ágil na sua equipe: 4 práticas essenciais As metodologias ágeis, nas quais o Scrum está inserido, priorizam a flexibilidade, a colaboração e a entrega incremental, sendo projetadas para lidar com a natureza dinâmica e, muitas vezes, imprevisível do desenvolvimento de software e da área de TI como um todo. Mesmo com diferentes aplicações, todas carregam, em alguma medida, as seguintes características:   Como o Scrum para TI funciona na prática? No ciclo do uso do método Scrum, os diferentes times de desenvolvimento em TI trabalham colaborativamente para:  Dessa forma, cada Scrum Team (equipe) é alocada em um grupo de atividades específicas, semelhante a um time de rugby, para tornar o processo de desenvolvimento mais ágil e eficaz. São elas:  Product Owner – responsáveis pela definição da visão do produto, atuam como um arquiteto-chefe, priorizando as características de acordo com as necessidades do cliente. Esse time precisa garantir que o produto seja valioso, utilizável e rentável, levando em consideração, claro, a perspectiva do usuário.  Development Team – esse grupo desempenha o papel fundamental de concretizar a visão delineada pelo Product Owner. Sua habilidade e dedicação são cruciais na transformação das ideias em resultados tangíveis. Para isso, desenvolve projetos colaborativos em formatos de sprints curtos, geralmente de duas a quatro semanas, determinando a melhor forma de atender aos requisitos estabelecidos pela equipe anterior. Assim, precisam ser auto-organizáveis e autogerenciáveis.  Scrum Master – similar a um facilitador, o responsável ou o time de Scrum Master atua na remoção de obstáculos, na mediação da comunicação e na garantia do funcionamento eficiente da equipe. Sua presença é essencial para manter a harmonia e o fluxo de trabalho, gerenciando o projeto e engajando os colaboradores quando preciso.  Com essas definições, todos os envolvidos seguem um procedimento iterativo, ou seja, um processo baseado em repetições sucessivas, com ajustes contínuos a cada ciclo para aprimorar o resultado final, e colaborativo dividido em etapas:  O Scrum Master e o Product Owner colaboram para elaborar e priorizar o product backlog, uma lista de funcionalidades desejadas.  Durante o planejamento do sprint, o time de desenvolvedores estima o esforço e seleciona um conjunto de tarefas do product backlog para trabalhar durante o próximo sprint.  O time de desenvolvedores se compromete a concluir as tarefas selecionadas durante um período de tempo predeterminado, geralmente entre duas e quatro semanas.  São realizadas reuniões diárias curtas, conhecidas como scrum diário ou daily scrum, para discutir o progresso, os obstáculos e os ajustes necessários.  No final do sprint, a equipe realiza uma revisão, demonstrando o trabalho concluído ao Product Owner e às outras partes interessadas. Em seguida, ocorre uma retrospectiva, na qual a equipe reflete sobre o que funcionou bem, identifica áreas de melhoria e ajusta o processo para o próximo sprint.  Com base na revisão do sprint e no feedback recebido, o Product Owner atualiza o product backlog, reavaliando as prioridades e adicionando ou removendo itens conforme necessário.  A equipe, em conjunto com o Scrum Master e o Product Owner, seleciona uma nova porção de tarefas do product backlog para ser abordada no próximo sprint. O ciclo recomeça com um novo sprint e um novo conjunto de tarefas e objetivos.  Por meio dessa dinâmica, as equipes conseguem manter a flexibilidade para responder às mudanças nos requisitos e asseguram uma entrega contínua e incremental de valor ao longo do tempo.  Para dar certo, o método enfatiza a importância da transparência dos membros, da inspeção e da adaptação, pilares que abordamos anteriormente.  Por que ser um profissional de TI especialista em agilidade e Scrum? Como vimos anteriormente, com a crescente complexidade dos projetos de tecnologia e a necessidade de entregas rápidas e eficientes, a especialização em agilidade e Scrum se tornou um diferencial estratégico para profissionais de TI.  Empresas de todos os portes buscam especialistas que possam otimizar processos, reduzir desperdícios e garantir entregas de alto valor em ciclos curtos. Além disso, dominar o Scrum pode abrir portas para posições de liderança, como Scrum Master ou Product Owner, orientadas para uma atuação em equipes multidisciplinares, o que amplia suas oportunidades de carreira.   Com sua abordagem interativa, colaborativa e incremental, o Scrum provê um conjunto de práticas e valores que potencializam a eficiência das equipes, permitindo responder dinamicamente às mudanças internas e externas das organizações.  Ser uma pessoa especialista em Scrum transcende a execução técnica, oferecendo oportunidades para funções estratégicas de liderança e na articulação da transformação para a gestão ágil de projetos.  Investir em certificações e formações específicas em métodos ágeis contribui para o desenvolvimento de uma mentalidade orientada para  inovação e o aprendizado contínuo.  Portanto, para profissionais de TI que buscam crescimento e reconhecimento, aprofundar-se no Scrum é um caminho claro e promissor para se destacar em um mercado em constante evolução.  Comece por aqui:


    17/07/2025
  • scrum para ti
    Métodos Ágeis e Inovação

    Scrum na TI: por que ser um especialista em agilidade pode destacar você no mercado de trabalho?

    A agilidade é uma das principais abordagens para lidar com a imprevisibilidade do mercado e também com as diferentes formas de organização social que emergem com o passar do tempo. Por isso, falar em estratégias, como o uso do Scrum, é essencial no meio corporativo.   Embora o Manifesto Ágil tenha ocorrido apenas em 2001, popularizando a necessidade organizacional de um mindset inovador, os princípios da agilidade já vinham sendo explorados em contextos diversos, refletindo, sobretudo, na percepção coletiva acerca da importância da adaptação contínua para o sucesso empresarial.   Na época, 17 profissionais já executavam métodos ágeis (Dynamic Systems Development Method – DSDM; XP – Extreme Programming; FDD; Scrum e XP, entre outros), porém, como cada um tinha uma abordagem e aplicação, elaboraram um documento que destacou os pontos que consideravam fundamentais a serem explorados para o desenvolvimento de software.   O objetivo era criar processos com entregas breves, flexibilidade e aprendizado contínuo, capazes de se transformarem de acordo com as necessidades internas e externas.  Com base nisso, os métodos ágeis passaram a ser amplamente adotados, independentemente da área empresarial, transcendendo o desenvolvimento de softwares e otimizando toda a cadeia de produção. Por meio de uma abordagem iterativa e colaborativa, esses métodos viabilizaram novas possibilidades de negócio para as organizações, maior flexibilidade e eficiência, além de aprimorarem a capacidade de as empresas enfrentarem os desafios do meio corporativo.  Os métodos ágeis se estabelecem como uma alternativa mais compatível com a dinâmica de mundo cada vez mais intensa, com maior geração de dados, ampla concorrência e disputa acirrada pela atenção dos consumidores.   Na TI, em particular, agilizar processos e inseri-los em uma dinâmica de melhoria contínua é ainda mais fundamental, visto que a área é naturalmente reconhecida por se transformar com velocidade.  Por isso, separamos, a seguir, algumas curiosidades e informações sobre um dos métodos ágeis mais empregados por empresas de todo o globo: o Scrum. Entenda como se tornar um especialista no tema e conquistar outros espaços e vagas.   Você também pode gostar: Por que você deve obter uma certificação de Metodologia Ágil Scrum com o EXIN?  O que é o método Scrum? No esporte (rugby), o termo “scrum” faz referência ao momento em que ambas as equipes de uma partida se enfrentam para tirar a bola do seu lado do campo, criando, para isso, estratégias de cooperação.  Dos 12 jogadores de cada time, três ficam na linha de formação e os demais se adaptam às movimentações dos primeiros, como uma espécie de suporte.  Dessa forma, nessa perspectiva, os “scrums” funcionam somente quando há um alinhamento entre todos os envolvidos de um time, sobretudo, os três da linha de formação.   É exatamente isso que ocorre na metodologia homônima, inspirada, por óbvio, na prática esportiva e na abordagem simplificada do Sistema de Planejamento do Programa Faseado, da Nasa.   Calma, a gente explica!  O Scrum foi inserido pela primeira vez em um artigo publicado pela The Harvard Business Review, em 1986, com o título “The New Product Development Game” (O Novo Jogo de Desenvolvimento de Novos Produtos, em português).  Seus autores, Hirotaka Takeuchi e Ikujiro Nonaka, utilizaram tanto o rugby quanto a Nasa para detalhar uma nova abordagem de desenvolvimento e de gerenciamento de projetos ou de produtos focada em cooperação e agilidade. Além disso, em 1995, a metodologia Scrum deu seus primeiros passos e estabeleceu bases do que vemos hoje. Nesse período, Ken Schwaber e Jeff Sutherland, os mesmos que, anos depois, também participaram do Manifesto Ágil, publicaram o livro Scrum development process, com todos os fundamentos da abordagem do Scrum e, finalmente, com sua definição oficial:   “Scrum é o processo de desenvolvimento de sistemas como um conjunto flexível de atividades que combina ferramentas e técnicas conhecidas e viáveis com o melhor que uma equipe de desenvolvimento pode desenvolver para construir sistemas.” (Fonte: https://scrumguides.org/) Apoiado nisso, o Scrum passou a figurar como uma oportunidade de as empresas – principalmente as de tecnologia e de desenvolvimento de softwares – estruturarem seus processos fundamentados em bases inovadoras e flexíveis.   Tem-se, portanto, que o Scrum é uma abordagem baseada em um fluxo de trabalho iterativo e incremental para a realização de entregas cada vez mais ágeis. Na prática, o método ajuda equipes a estruturar e gerenciar o trabalho por meio de um conjunto de valores, princípios e práticas.  Um exemplo disso pode ser observado quando uma empresa de tecnologia desenvolve um novo aplicativo. Assim como no rugby, em que a linha de formação é essencial para garantir a posse da bola, no Scrum corporativo, o time deve estar alinhado para garantir entregas eficientes.  Ou seja, se os desenvolvedores, designers e gerentes de produto não trabalharem juntos, entendendo suas funções e se adaptando às necessidades do projeto, o fluxo de trabalho será prejudicado.  Como implementar uma mentalidade ágil na sua equipe: 4 práticas essenciais As metodologias ágeis, nas quais o Scrum está inserido, priorizam a flexibilidade, a colaboração e a entrega incremental, sendo projetadas para lidar com a natureza dinâmica e, muitas vezes, imprevisível do desenvolvimento de software e da área de TI como um todo. Mesmo com diferentes aplicações, todas carregam, em alguma medida, as seguintes características:   Como o Scrum funciona na prática? No ciclo do uso do método Scrum, os diferentes times de desenvolvimento em TI trabalham colaborativamente para:  Dessa forma, cada Scrum Team (equipe) é alocada em um grupo de atividades específicas, semelhante a um time de rugby, para tornar o processo de desenvolvimento mais ágil e eficaz. São elas:  Product Owner – responsáveis pela definição da visão do produto, atuam como um arquiteto-chefe, priorizando as características de acordo com as necessidades do cliente. Esse time precisa garantir que o produto seja valioso, utilizável e rentável, levando em consideração, claro, a perspectiva do usuário.  Development Team – esse grupo desempenha o papel fundamental de concretizar a visão delineada pelo Product Owner. Sua habilidade e dedicação são cruciais na transformação das ideias em resultados tangíveis. Para isso, desenvolve projetos colaborativos em formatos de sprints curtos, geralmente de duas a quatro semanas, determinando a melhor forma de atender aos requisitos estabelecidos pela equipe anterior. Assim, precisam ser auto-organizáveis e autogerenciáveis.  Scrum Master – similar a um facilitador, o responsável ou o time de Scrum Master atua na remoção de obstáculos, na mediação da comunicação e na garantia do funcionamento eficiente da equipe. Sua presença é essencial para manter a harmonia e o fluxo de trabalho, gerenciando o projeto e engajando os colaboradores quando preciso.  Com essas definições, todos os envolvidos seguem um procedimento iterativo, ou seja, um processo baseado em repetições sucessivas, com ajustes contínuos a cada ciclo para aprimorar o resultado final, e colaborativo dividido em etapas:  O Scrum Master e o Product Owner colaboram para elaborar e priorizar o product backlog, uma lista de funcionalidades desejadas.  Durante o planejamento do sprint, o time de desenvolvedores estima o esforço e seleciona um conjunto de tarefas do product backlog para trabalhar durante o próximo sprint.  O time de desenvolvedores se compromete a concluir as tarefas selecionadas durante um período de tempo predeterminado, geralmente entre duas e quatro semanas.  São realizadas reuniões diárias curtas, conhecidas como scrum diário ou daily scrum, para discutir o progresso, os obstáculos e os ajustes necessários.  No final do sprint, a equipe realiza uma revisão, demonstrando o trabalho concluído ao Product Owner e às outras partes interessadas. Em seguida, ocorre uma retrospectiva, na qual a equipe reflete sobre o que funcionou bem, identifica áreas de melhoria e ajusta o processo para o próximo sprint.  Com base na revisão do sprint e no feedback recebido, o Product Owner atualiza o product backlog, reavaliando as prioridades e adicionando ou removendo itens conforme necessário.  A equipe, em conjunto com o Scrum Master e o Product Owner, seleciona uma nova porção de tarefas do product backlog para ser abordada no próximo sprint. O ciclo recomeça com um novo sprint e um novo conjunto de tarefas e objetivos.  Por meio dessa dinâmica, as equipes conseguem manter a flexibilidade para responder às mudanças nos requisitos e asseguram uma entrega contínua e incremental de valor ao longo do tempo.  Para dar certo, o método enfatiza a importância da transparência dos membros, da inspeção e da adaptação, pilares que abordamos anteriormente.  Por que ser um profissional de TI especialista em agilidade e Scrum? Como vimos anteriormente, com a crescente complexidade dos projetos de tecnologia e a necessidade de entregas rápidas e eficientes, a especialização em agilidade e Scrum se tornou um diferencial estratégico para profissionais de TI.  Empresas de todos os portes buscam especialistas que possam otimizar processos, reduzir desperdícios e garantir entregas de alto valor em ciclos curtos. Além disso, dominar o Scrum pode abrir portas para posições de liderança, como Scrum Master ou Product Owner, orientadas para uma atuação em equipes multidisciplinares, o que amplia suas oportunidades de carreira.   Com sua abordagem interativa, colaborativa e incremental, o Scrum provê um conjunto de práticas e valores que potencializam a eficiência das equipes, permitindo responder dinamicamente às mudanças internas e externas das organizações.  Ser uma pessoa especialista em Scrum transcende a execução técnica, oferecendo oportunidades para funções estratégicas de liderança e na articulação da transformação para a gestão ágil de projetos.  Investir em certificações e formações específicas em métodos ágeis contribui para o desenvolvimento de uma mentalidade orientada para  inovação e o aprendizado contínuo.  Portanto, para profissionais de TI que buscam crescimento e reconhecimento, aprofundar-se no Scrum é um caminho claro e promissor para se destacar em um mercado em constante evolução.  Comece por aqui:


    17/07/2025
  • Computação Eficiente em Energia
    Temas Diversos

    Computação eficiente em energia e a sustentabilidade nos data centers de TI

    O conceito de computação eficiente em energia tem se consolidado como uma das pautas mais urgentes do mercado moderno. Isso porque, em um cenário no qual o avanço tecnológico ocorre em ritmo acelerado, surge também a necessidade de repensar os impactos ambientais gerados pela própria tecnologia e por toda a infraestrutura que a sustenta. Com a popularização da inteligência artificial e seu uso cada vez mais frequente nas aplicações cotidianas (de assistentes virtuais aos modelos generativos), por exemplo, cresce proporcionalmente a demanda por data centers robustos capazes de processar volumes gigantescos de dados.  O problema? Essa infraestrutura não é neutra, pois consome energia em larga escala, exigindo recursos naturais finitos e gerando resíduos complexos, tanto no processo de fabricação quanto na operação. Para se ter uma ideia do desafio a ser superado, na fabricação de um computador de 2kg são necessários 800kg de matérias-primas. É o que nos diz o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), no recente Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) 2025, cujo tema escolhido para essa edição foi “Uma questão de escolha – pessoas e possibilidades na era da IA”. Além disso, os microchips que alimentam a IA dependem de elementos raros, cujo processo de extração, na maioria das vezes, é destrutivo para o meio ambiente, causando desmatamento e poluição de rios e solos, além de gerar emissões significativas de gases de efeito estufa que contribuem para o aquecimento global. Ainda sobre o tema, o PNUD também alerta para outro problema crescente nesse contexto: os data centers produzem uma quantidade significativa de lixo eletrônico, que, geralmente, contém substâncias perigosas, como mercúrio e chumbo, ambos altamente tóxicos e de difícil descarte. O consumo de água é outro fator crítico para os grandes data centers, tendo em vista que o insumo é utilizado durante sua construção e na fase operacional, sendo essencial para o resfriamento dos componentes eletrônicos. Estima-se, por fim, que, globalmente, a infraestrutura relacionada com a IA poderá consumir, em breve, seis vezes mais água do que a Dinamarca inteira, um país com aproximadamente 6 milhões de habitantes. Ou seja, falar sobre computação eficiente em energia não é apenas uma demanda técnica, trata-se de uma necessidade urgente e de uma responsabilidade que recai sobre os profissionais de TI, empresas, governos e, claro, a sociedade. Ao longo deste artigo, abordamos as especificidades da computação sustentável, explorando os seguintes tópicos: Você também pode gostar – TI Verde: o papel da tecnologia e das organizações diante da urgência da sustentabilidade O que é uma computação eficiente em energia? Em linhas gerais, a computação eficiente em energia refere-se ao desenvolvimento e uso de sistemas computacionais que maximizam a performance por watt consumido, incluindo otimizações de hardware, software, algoritmos e infraestrutura para reduzir o consumo energético total. Ou seja, seu objetivo é maximizar a eficiência energética e minimizar o impacto ambiental da tecnologia por toda a cadeia produtiva de uma empresa, observando desde a preocupação com as matérias-primas utilizadas no desenvolvimento de sistemas e softwares até as etapas de descarte adequado de material eletrônico. Assim, a computação eficiente em energia abrange a criação de estratégias de TI que priorizam a eficiência energética, bem como a fabricação, o uso e o descarte correto de computadores e outros eletrônicos, além da escolha de matérias-primas de menor potencial lesivo. Por trás da história da computação eficiente em energia O conceito de computação eficiente em energia, ou computação verde, ganhou impulso significativo em 1992, quando a Agência de Proteção Ambiental dos Estado Unidos lançou o programa Energy Star. Na ocasião, o programa tinha como objetivo identificar eletrônicos de consumo que conseguiam atender aos padrões de eficiência energética. Uma espécie de proposta de reconhecimento das iniciativas que já haviam aderido, àquela época, à chamada computação ecológica e à função de modo de suspensão em todo o setor de TI. Com base nisso, o Programa Energy Star foi aprimorado, dando origem à Ferramenta de Avaliação Ambiental de Produtos Eletrônicos (Electronic Product Environmental Assessment Tool ou Epeat), responsável por registrar produtos organizados e mantidos de acordo com critérios de desempenho que valorizam a sustentabilidade. Entre eles: Depois desse momento e com o tempo, a computação eficiente em energia ampliou seu escopo e a abrangência dos seus pilares, com o setor de TI dedicando-se não só à produção de inovação e novas tecnologias, com dispositivos cada vez menores e mais rápidos, mas também preocupado em otimizar esses ativos para um modelo sustentável de ponta a ponta. Na prática, a computação eficiente em energia requer um planejamento sustentável de toda a cadeia de serviços de TI capaz de elaborar medidas e estabelecer metas direcionadas para as diversas etapas do setor – desde a fabricação dos produtos até seu descarte. Portanto, podemos dizer que o termo computação sustentável descreve práticas que promovem: Quais são os principais elementos que caracterizam a computação verde? Destacamos os mais relevantes a seguir. Você também pode gostar – Governança em TI e ESG: Como integrar práticas de sustentabilidade em sua estrutura tecnológica A importância da computação eficiente em energia no cenário atual Com a crescente digitalização e o aumento exponencial da demanda por recursos de TI, a computação sustentável emerge como uma solução indispensável para equilibrar inovação tecnológica e sustentabilidade. Ao minimizar os impactos ambientais, as práticas da TI ecológica harmonizam a necessidade do mercado por desempenho e competitividade das empresas e também por uma cadeia de produção mais consciente, transparente e “limpa”. A seguir, destacamos a importância da computação eficiente em diferentes áreas. Qual a relevância da computação eficiente em energia? 1) Importância para os data centers Conforme abordado anteriormente, a transformação digital e o aumento do volume de dados armazenados tornam os data centers elementos cruciais na operação das empresas. Entretanto, eles também são grandes consumidores de energia e fontes de emissão de carbono, sendo responsáveis por uma parcela significativa das emissões de gases globais. Nesse cenário, a computação eficiente em energia oferece soluções, como o uso de energias renováveis e virtualização e sistemas de refrigeração eficientes, para driblar esses problemas e reduzir os custos operacionais dos negócios. 2) Importância para a logística A fabricação e o transporte de equipamentos de TI geram emissões significativas de gases de efeito estufa. Nesse sentido, a computação verde promove práticas como: Essas medidas, combinadas com as outras citadas aqui, tornam a cadeia de suprimentos de TI mais sustentável e eficiente. 3) Importância para a infraestrutura geral De escritórios a fábricas, a computação verde auxilia na construção de infraestruturas inteligentes, integrando sistemas de gestão de energia, sensores IoT e práticas de manutenção preditiva para entregar as seguintes vantagens: 4) Importância para a experiência do usuário Os usuários estão cada vez mais atentos à responsabilidade ambiental das empresas com as quais interagem. Inclusive, de acordo com uma pesquisa da Sherlock Communications, entre consumidores brasileiros e latino-americanos, as ações de Responsabilidade Social Corporativa (RSC) são extremamente influentes na tomada de decisões. Segundo o levantamento, 90% dos brasileiros afirmam que a responsabilidade social corporativa influencia a opinião que têm sobre as empresas. Por isso, a adoção da computação verde é também um investimento direto no branding e na manutenção do negócio no mercado. Além disso, produtos e serviços alinhados à computação verde: Tais compromissos não apenas atraem mais clientes, mas também fortalecem a fidelização de quem já utiliza os serviços. 5) Importância para a área legal Optar por práticas de computação eficiente em energia auxilia empresas a se adequarem às regulamentações ambientais, que estão se tornando mais rigorosas em diversos países. Desse modo, podemos dizer que, em relação a compliance e governança legal, o conceito de computação ecológica viabiliza que as empresas estejam à frente nestes campos: No atual cenário, estar em conformidade com as normas é crucial para operar de forma legítima e competitiva no mercado global. 6) Importância a longo prazo Como dissemos, a computação eficiente em energia cria um impacto positivo duradouro ao: Ao investir em sustentabilidade, as organizações garantem sua relevância no presente, construindo um legado inovador e responsável para o futuro. Afinal, como a computação ecológica pode otimizar a eficiência energética das empresas? Respondemos a isso em cinco passos: Ou seja, com a computação verde, o setor de TI se compromete a ser um importante aliado em prol da sustentabilidade global, provando que tecnologia e consciência ambiental podem (e devem) caminhar lado a lado. _______________________________________ Encontre a sua especialização em uma área de tendência dentro da TI. Conheça os cursos da ESR!


    10/07/2025
  • IA Agente
    Temas Diversos

    IA Agente: como funcionam os sistemas autônomos para decisões complexas?

    A automação tem tomado outros contornos com o desenvolvimento do conceito de IA Agente ou agentes de IA. Se antes o foco da tecnologia de automatização era desburocratizar tarefas repetitivas pontuais nas empresas, agora a tendência é que os sistemas autônomos de computador sejam capazes de executar atividades complexas e tomar decisões de forma muito aproximada da aptidão humana. Nesse contexto, os agentes de Inteligência Artificial (AI Agents) são definidos como entidades autônomas que conseguem perceber o ambiente físico ou digital no qual estão inseridos para se adaptar, aprender, realizar ações focadas em objetivos específicos e tomar decisões. Ou seja, na prática, trata-se de sistemas de softwares projetados para realizar tarefas de forma autônoma – isso significa dizer com a mínima ou nenhuma intervenção humana.  Por meio da coleta de dados e da interação com o ambiente, esses sistemas buscam atingir metas predeterminadas, utilizando ferramentas externas e interagindo com funcionalidades que estão além de seu padrão nativo, de modo ordenado e fluido, incluindo comunicação com outros agentes em diferentes plataformas.  Cada um do IA Agente ou agentes de IA é enquadrado em um nível de acordo com a complexidade do sistema usado e do objetivo final desse uso. Quanto mais complexa uma tarefa, mais inteligente o agente deve ser. De acordo com o MIT Technology Review, a IA agentiva é um dos principais focos do Vale do Silício, e empresas grandes, como Google DeepMind, OpenAI e Anthropic, têm traçado uma corrida para aprimorar seus modelos de linguagem ampla. Saiba mais sobre esse universo no conteúdo a seguir. Boa leitura! Machine learning e inteligência artificial na área de TI: o que esperar do futuro? Características do IA Agente ou agentes de IA Se o foco do mundo digital em 2025 estava voltado para os grandes modelos de linguagem (LLMs), agora, encontra-se no crescimento dos agentes de Inteligência Artificial (IA), que podem revolucionar os mercados e as engrenagens do trabalho. Diferentemente dos sistemas passivos, os agentes de IA possuem autonomia para escolher qual caminho seguir sem a intervenção humana. Assim, eles se distanciam de assistentes de IA tradicionais, uma vez que, ao atribuir uma tarefa de alto nível a um agente, ele descobre como concluí-la sozinho. No primeiro caso, dos assistentes tradicionais, é necessário sempre um prompt para a geração de uma resposta. Por meio dessas tecnologias, você não apenas conversa com as ferramentas ou as direciona para executar uma atividade isolada. É possível solicitar que elas realizem uma tarefa completa do início ao fim, desde o planejamento até a execução, com tomada de decisão no processo. Nesse cenário, as projeções indicam que, nos próximos meses, os IA Agentes devem evoluir em diferentes frentes: No Brasil, a preocupação do último tópico já começa a se transformar em ação concreta. O Projeto de Lei nº 2338/2023, em tramitação no Senado, propõe um marco legal para a inteligência artificial no país. A proposta visa estabelecer diretrizes para o desenvolvimento e o uso responsável da IA, incluindo os sistemas autônomos, como os IA Agentes, garantindo transparência, segurança e proteção aos usuários. Por que uma empresa deve se preocupar com privacidade e ética no uso de dados e qual o papel do profissional de TI nesse cenário? Como os IA Agente são desenvolvidos na prática? Por trás da ascensão dos IA Agentes, existe uma camada técnica que explica como esses sistemas são construídos e como vêm se tornando cada vez mais acessíveis, mesmo para quem não é programador avançado. Inicialmente, a criação de um agente de inteligência artificial exigia conhecimentos sólidos de programação, especialmente de Python. Isso porque, para se comunicar diretamente com modelos de linguagem, como o Llama 3, um padrão de código aberto, era necessário desenvolver códigos específicos, sem nenhuma camada de abstração. Essa etapa, naturalmente, ficava restrita a desenvolvedores experientes. Para reduzir essa complexidade, surgiu o LangChain, um framework que se tornou rapidamente popular. Ele permite que desenvolvedores construam aplicações de IA de forma mais simples, fornecendo estruturas prontas para criar cadeias de tarefas, chamadas externas, integração de ferramentas e definição de funções. Foi por meio dessa evolução que se tornou viável programar agentes capazes de executar sequências inteiras de atividades. Nesse cenário, um dos projetos que ganharam destaque foi o BabyAGI, justamente por demonstrar, de forma prática, que um agente pode receber uma tarefa, buscar as informações necessárias e, se for preciso, delegar subtarefas a outros agentes, tudo de forma autônoma, até apresentar a resposta final ao usuário. Com a popularização desse conceito, começaram a surgir frameworks ainda mais especializados e voltados para a construção de agentes, o que reduziu gradualmente a barreira técnica. Foi assim que nasceu, por exemplo, o CrewAI, que se baseia no LangChain, mas é focado especificamente na criação de agentes colaborativos. Apesar de simplificar parte do processo, o CrewAI ainda exige conhecimentos de Python. A tendência, no entanto, é diminuir cada vez mais essa dependência da programação. Por isso, começaram a surgir plataformas de low-code (baixo código), que demandam apenas noções básicas de desenvolvimento, e soluções no-code, por meio das quais é possível criar e gerenciar agentes de IA sem escrever nenhuma linha de código. Essas ferramentas ampliam o acesso à tecnologia e aceleram a adoção dos IA Agentes nos mais diversos setores. Exemplos de IA Agente À medida que a tecnologia avança, surgem soluções cada vez mais sofisticadas que exemplificam, na prática, como o IA Agente opera no mundo real. Veja alguns dos principais exemplos disponíveis em 2025: 5 dicas para entender o que é lógica de programação e aplicá-la Diferença entre chatbots ou assistentes passivos de IA e IA Agente Embora muitas vezes sejam confundidos, o IA Agente é uma tecnologia bem mais avançada do que os chatbots tradicionais ou assistentes passivos de IA. Um chatbot, ou assistente passivo, como os modelos anteriores do ChatGPT, da Alexa ou do Google Assistente, funciona de forma reativa. Ele depende diretamente de comandos ou perguntas do usuário para gerar uma resposta. Cada ação é isolada e não possui memória processual, ou seja, não entende o contexto além da conversa atual, nem executa tarefas de múltiplos passos de forma autônoma. Além disso, assistentes passivos não têm a capacidade de tomar decisões ou criar planos de ação. Eles operam dentro de uma estrutura limitada, em que respondem com base em comandos simples, sem buscar informações adicionais, interagir com sistemas externos e executar tarefas de maneira contínua. Já um IA Agente é projetado para trabalhar de forma ativa e autônoma. Isso significa que, ao receber um objetivo, ele consegue definir um plano de ação, quebrar esse plano em etapas, executar cada uma delas, buscar dados externos, acessar diferentes ferramentas e até colaborar com outros agentes, se necessário. Tudo isso sem que o usuário precise intervir a cada passo. Em vez de simplesmente responder, o agente executa. Ele entende o contexto, toma decisões, faz ajustes conforme os resultados e entrega soluções mais completas e precisas. Chatbots/Assistentes passivos: IA Agentes: Conclusão Os IA Agente representam um avanço significativo na evolução da inteligência artificial. Eles saem da lógica reativa dos assistentes tradicionais e entram em uma nova era de sistemas capazes de operar como verdadeiros colaboradores digitais. Essa transformação tem impacto direto no mercado de tecnologia, na produtividade das empresas e até na forma como as pessoas interagem com máquinas no dia a dia. Ao combinar autonomia, capacidade de tomada de decisão e integração com diferentes ferramentas, os AI Agents deixam de ser uma tendência para se tornarem realidade operacional em 2025. Dominar esse conceito, entender seu funcionamento e acompanhar suas aplicações no mundo real é um diferencial competitivo para qualquer profissional que deseja se destacar no ecossistema de tecnologia e inovação. Aprimore seus conhecimentos e especializações em TI com os cursos da ESR, a escola referência em ensino e aprendizado em tecnologia. 


    03/07/2025
  • IA Agente
    Temas Diversos

    IA Agente: como funcionam os sistemas autônomos para decisões complexas?

    A automação tem tomado outros contornos com o desenvolvimento do conceito de IA Agente ou agentes de IA. Se antes o foco da tecnologia de automatização era desburocratizar tarefas repetitivas pontuais nas empresas, agora a tendência é que os sistemas autônomos de computador sejam capazes de executar atividades complexas e tomar decisões de forma muito aproximada da aptidão humana. Nesse contexto, os agentes de Inteligência Artificial (AI Agents) são definidos como entidades autônomas que conseguem perceber o ambiente físico ou digital no qual estão inseridos para se adaptar, aprender, realizar ações focadas em objetivos específicos e tomar decisões. Ou seja, na prática, trata-se de sistemas de softwares projetados para realizar tarefas de forma autônoma – isso significa dizer com a mínima ou nenhuma intervenção humana.  Por meio da coleta de dados e da interação com o ambiente, esses sistemas buscam atingir metas predeterminadas, utilizando ferramentas externas e interagindo com funcionalidades que estão além de seu padrão nativo, de modo ordenado e fluido, incluindo comunicação com outros agentes em diferentes plataformas.  Cada um do IA Agente ou agentes de IA é enquadrado em um nível de acordo com a complexidade do sistema usado e do objetivo final desse uso. Quanto mais complexa uma tarefa, mais inteligente o agente deve ser. De acordo com o MIT Technology Review, a IA agentiva é um dos principais focos do Vale do Silício, e empresas grandes, como Google DeepMind, OpenAI e Anthropic, têm traçado uma corrida para aprimorar seus modelos de linguagem ampla. Saiba mais sobre esse universo no conteúdo a seguir. Boa leitura! Machine learning e inteligência artificial na área de TI: o que esperar do futuro? Características do IA Agente ou agentes de IA Se o foco do mundo digital em 2025 estava voltado para os grandes modelos de linguagem (LLMs), agora, encontra-se no crescimento dos agentes de Inteligência Artificial (IA), que podem revolucionar os mercados e as engrenagens do trabalho. Diferentemente dos sistemas passivos, os agentes de IA possuem autonomia para escolher qual caminho seguir sem a intervenção humana. Assim, eles se distanciam de assistentes de IA tradicionais, uma vez que, ao atribuir uma tarefa de alto nível a um agente, ele descobre como concluí-la sozinho. No primeiro caso, dos assistentes tradicionais, é necessário sempre um prompt para a geração de uma resposta. Por meio dessas tecnologias, você não apenas conversa com as ferramentas ou as direciona para executar uma atividade isolada. É possível solicitar que elas realizem uma tarefa completa do início ao fim, desde o planejamento até a execução, com tomada de decisão no processo. Nesse cenário, as projeções indicam que, nos próximos meses, os IA Agentes devem evoluir em diferentes frentes: No Brasil, a preocupação do último tópico já começa a se transformar em ação concreta. O Projeto de Lei nº 2338/2023, em tramitação no Senado, propõe um marco legal para a inteligência artificial no país. A proposta visa estabelecer diretrizes para o desenvolvimento e o uso responsável da IA, incluindo os sistemas autônomos, como os IA Agentes, garantindo transparência, segurança e proteção aos usuários. Por que uma empresa deve se preocupar com privacidade e ética no uso de dados e qual o papel do profissional de TI nesse cenário? Como os IA Agente são desenvolvidos na prática? Por trás da ascensão dos IA Agentes, existe uma camada técnica que explica como esses sistemas são construídos e como vêm se tornando cada vez mais acessíveis, mesmo para quem não é programador avançado. Inicialmente, a criação de um agente de inteligência artificial exigia conhecimentos sólidos de programação, especialmente de Python. Isso porque, para se comunicar diretamente com modelos de linguagem, como o Llama 3, um padrão de código aberto, era necessário desenvolver códigos específicos, sem nenhuma camada de abstração. Essa etapa, naturalmente, ficava restrita a desenvolvedores experientes. Para reduzir essa complexidade, surgiu o LangChain, um framework que se tornou rapidamente popular. Ele permite que desenvolvedores construam aplicações de IA de forma mais simples, fornecendo estruturas prontas para criar cadeias de tarefas, chamadas externas, integração de ferramentas e definição de funções. Foi por meio dessa evolução que se tornou viável programar agentes capazes de executar sequências inteiras de atividades. Nesse cenário, um dos projetos que ganharam destaque foi o BabyAGI, justamente por demonstrar, de forma prática, que um agente pode receber uma tarefa, buscar as informações necessárias e, se for preciso, delegar subtarefas a outros agentes, tudo de forma autônoma, até apresentar a resposta final ao usuário. Com a popularização desse conceito, começaram a surgir frameworks ainda mais especializados e voltados para a construção de agentes, o que reduziu gradualmente a barreira técnica. Foi assim que nasceu, por exemplo, o CrewAI, que se baseia no LangChain, mas é focado especificamente na criação de agentes colaborativos. Apesar de simplificar parte do processo, o CrewAI ainda exige conhecimentos de Python. A tendência, no entanto, é diminuir cada vez mais essa dependência da programação. Por isso, começaram a surgir plataformas de low-code (baixo código), que demandam apenas noções básicas de desenvolvimento, e soluções no-code, por meio das quais é possível criar e gerenciar agentes de IA sem escrever nenhuma linha de código. Essas ferramentas ampliam o acesso à tecnologia e aceleram a adoção dos IA Agentes nos mais diversos setores. Exemplos de IA Agente À medida que a tecnologia avança, surgem soluções cada vez mais sofisticadas que exemplificam, na prática, como o IA Agente opera no mundo real. Veja alguns dos principais exemplos disponíveis em 2025: 5 dicas para entender o que é lógica de programação e aplicá-la Diferença entre chatbots ou assistentes passivos de IA e IA Agente Embora muitas vezes sejam confundidos, o IA Agente é uma tecnologia bem mais avançada do que os chatbots tradicionais ou assistentes passivos de IA. Um chatbot, ou assistente passivo, como os modelos anteriores do ChatGPT, da Alexa ou do Google Assistente, funciona de forma reativa. Ele depende diretamente de comandos ou perguntas do usuário para gerar uma resposta. Cada ação é isolada e não possui memória processual, ou seja, não entende o contexto além da conversa atual, nem executa tarefas de múltiplos passos de forma autônoma. Além disso, assistentes passivos não têm a capacidade de tomar decisões ou criar planos de ação. Eles operam dentro de uma estrutura limitada, em que respondem com base em comandos simples, sem buscar informações adicionais, interagir com sistemas externos e executar tarefas de maneira contínua. Já um IA Agente é projetado para trabalhar de forma ativa e autônoma. Isso significa que, ao receber um objetivo, ele consegue definir um plano de ação, quebrar esse plano em etapas, executar cada uma delas, buscar dados externos, acessar diferentes ferramentas e até colaborar com outros agentes, se necessário. Tudo isso sem que o usuário precise intervir a cada passo. Em vez de simplesmente responder, o agente executa. Ele entende o contexto, toma decisões, faz ajustes conforme os resultados e entrega soluções mais completas e precisas. Chatbots/Assistentes passivos: IA Agentes: Conclusão Os IA Agente representam um avanço significativo na evolução da inteligência artificial. Eles saem da lógica reativa dos assistentes tradicionais e entram em uma nova era de sistemas capazes de operar como verdadeiros colaboradores digitais. Essa transformação tem impacto direto no mercado de tecnologia, na produtividade das empresas e até na forma como as pessoas interagem com máquinas no dia a dia. Ao combinar autonomia, capacidade de tomada de decisão e integração com diferentes ferramentas, os AI Agents deixam de ser uma tendência para se tornarem realidade operacional em 2025. Dominar esse conceito, entender seu funcionamento e acompanhar suas aplicações no mundo real é um diferencial competitivo para qualquer profissional que deseja se destacar no ecossistema de tecnologia e inovação. Aprimore seus conhecimentos e especializações em TI com os cursos da ESR, a escola referência em ensino e aprendizado em tecnologia. 


    03/07/2025
  • Inteligência Artificial em TI
    Temas Diversos

    Inteligência artificial em TI: o que esperar do futuro?

    Assim como a internet 5G, a inteligência artificial em TI, que tem como uma de suas principais bases o machine learning, representa um avanço digital significativo na forma como a sociedade moderna se estrutura.  Embora não seja necessariamente recente (visto que a IA foi mencionada pela primeira vez ainda na década de 1950), foi depois da pandemia de Covid-19 e o consequente isolamento social que a tecnologia ganhou importância e alcance sem precedentes. A partir desse momento, o mundo “on-line” e o “offline” se integraram de forma mais fluida, e atividades que antes eram complexas se transformaram em meros casos de rotina.   Depois de um período de expansão inédito em 2023, estima-se que a IA cause um impacto econômico global de US$ 4,4 trilhões até 2040.  O sucesso das tecnologias guiadas pela IA cria grandes expectativas, assim como acende alertas sobre quais caminhos o mercado tomará a partir de agora.  Neste conteúdo, vamos abordar como a relação entre inteligência artificial e machine learning pode influenciar as áreas de TI e o que se espera do futuro dessa inovação. Boa leitura!  Leia também – Estratégia de inovação: por que a ousadia é importante no ambiente corporativo? O que é inteligência artificial?  Antes de entendermos a relação entre machine learning e inteligência artificial em TI, é importante compreendermos os conceitos dessas tecnologias.  A inteligência artificial, IA ou AI (do inglês artificial intelligence) refere-se a um conjunto de ferramentas digitais que permite que sistemas eletrônicos simulem a “inteligência e o comportamento humanos”, por meio da análise e do processamento de dados e de seus padrões.  De forma resumida, falar em inteligência artificial é também pensar na capacidade, cada vez mais avançada, de máquinas e dispositivos gerarem interações de tipos diversos, para os mais diferentes fins, com base em dados armazenados e em seus emissores.  Assim, o objetivo da IA é atuar para além da observação simples de dados e da programação de ordens específicas. Ou seja, a IA deve ser capaz de perceber o ambiente no qual está inserida para gerar resultados significativos, de forma independente e totalmente conectada com esse universo enorme de bancos de dados. Para isso, são usados machine learning, deep learning, processamento de linguagem natural e ciência de dados, entre outros avanços tecnológicos. A inteligência artificial se caracteriza, portanto, pela possibilidade de as máquinas adquirirem a habilidade de reproduzir competências humanas, como raciocínio, planejamento, criatividade, aprendizagem e até mesmo interações. Segundo o Google Trends, o termo tem se popularizado nos últimos cinco anos, refletindo a integração da tecnologia ao dia a dia da sociedade.  Apesar desse recente boom de informações e do uso da inovação, o conceito de inteligência artificial foi criado há mais tempo, mesmo que em outros contextos e condições. Era 1956 quando o professor de matemática do Dartmouth College John McCarthy usou a nomenclatura pela primeira vez. Leia também – Reflexos da IA na cibersegurança: você conhece o potencial dessa relação?  O que é machine learning?  Se a inteligência artificial funciona como um grande cérebro digital, o machine learning (ML) é uma de suas principais engrenagens.  Ao falarmos de IA aplicada à Tecnologia da Informação, é impossível não destacar o papel do ML como o mecanismo que permite que os sistemas se tornem cada vez mais autônomos e precisos, com base na própria experiência com os dados. Em tradução livre do inglês, o termo carrega o significado de “aprendizado de máquina”, que pode ser entendido como um método de análise de dados que automatiza a construção de modelos analíticos. Com base nessa explicação, compreende-se que o conceito está diretamente ligado a um ramo da inteligência artificial fundamentado na ideia de que sistemas podem aprender com dados, identificar padrões e tomar decisões com o mínimo de intervenção humana – como as plataformas digitais, os sistemas de Internet das Coisas (IoT) e outras inovações já conseguem fazer.  De modo geral, pode-se dizer que machine learning é uma subárea da IA, por meio da qual os computadores têm a capacidade de aprender de acordo com as respostas esperadas, com base em associações de diferentes dados, os quais podem ser imagens, números e tudo que essa tecnologia possa decodificar. Pense em um conjunto: o ML está contido na IA. Se falarmos em IA generativa, por exemplo, podemos imaginar o seguinte cenário: Definindo IA generativa Para entender a inteligência artificial generativa (GenAI), primeiro precisamos entender como a tecnologia se baseia em cada uma das subcategorias de IA listadas abaixo:  Inteligência artificialA teoria e os métodos para construir máquinas que pensam e agem como humanos  ↓  Aprendizado de máquina (machine learning)A capacidade dos computadores de aprender com a experiência ou dados sem programação humana  ↓  Aprendizado profundo (deep learning)Imita o cérebro humano, pois usa redes neurais artificiais como transformadores para permitir que os computadores executem tarefas complexas  ↓  IA generativaGera novos textos, áudios, imagens, vídeos ou códigos com base em conteúdo pré-treinado  Fonte: aiforeducation.io Existe diferença entre ML e inteligência artificial em TI? Por estarem diretamente conectadas, machine learning e inteligência artificial em TI não são conceitos independentes. Trata-se de uma relação complementar, de modo que o ML é um dos principais componentes da IAl. Por isso, é importante compreender como se relacionam, assegurando uma visão integral desses termos.  Enquanto a IA é um conceito mais amplo, que engloba qualquer sistema capaz de simular capacidades humanas, como percepção, tomada de decisão, adaptação e resolução de problemas, o ML refere-se a uma aplicação de IA ou a uma subárea dentro desse universo, que permite às máquinas extrair conhecimento dos dados e aprender com eles de maneira autônoma.  Podemos visualizar a relação entre essas duas tecnologias com base em uma dinâmica análoga ao estudo dos conjuntos: o ML está contido na IA.  Ou seja, a Inteligência Artificial (IA) é um campo abrangente, que engloba diversas abordagens e algoritmos, como aprendizado profundo (deep learning) – uma subárea do ML –, robótica, sistemas especialistas e Processamento de Linguagem Natural (PLN).  Já o Machine Learning (ML) é uma subárea mais específica da IA, considerada uma peça central dentro desse ecossistema, que foca no desenvolvimento da capacidade das máquinas de aprender com base em dados. Como uma subárea da IA, o ML permite que as máquinas aprendam com dados, identifiquem padrões e façam previsões ou tomem decisões de forma autônoma, sem serem programadas explicitamente para cada tarefa. Assim, a inteligência artificial abrange a ideia de uma máquina que pode imitar a inteligência humana. Por sua vez, o ML tem como objetivo ensinar uma máquina a realizar uma tarefa específica e fornecer resultados precisos, identificando padrões.  O contexto do machine learning e da inteligência artificial atualmente em TI No mercado, esses são avanços tecnológicos que figuram como verdadeiras promessas para a otimização de processos e a rentabilidade dos negócios. A exemplo disso, de acordo com um relatório da consultoria FrontierView, encomendado pela Microsoft, a Inteligência Artificial (IA) pode contribuir com o crescimento de 4,2% do PIB do Brasil até 2030. Diante desse resultado e tendo como pano de fundo o lançamento do ChatGPT pela OpenIA, o ano de 2023 foi marcado por uma corrida intensa das gigantes de tecnologia em busca da incorporação da IA a seus produtos: Todas essas organizações se mantiveram proativas na esteira da adaptação a um novo contexto, no qual até os próprios usuários finais passaram a utilizar as ferramentas do ML e da IA no cotidiano.  Embora o ano de 2023 tenha sido marcado por esse escopo positivo, também foi o período que registrou algumas discussões importantes sobre o tema, como os protestos dos profissionais criativos contra a ferramenta e sua possível interferência nas vagas de trabalho e também a ausência de regulamentação para as novas tecnologias.  Já em 2024, a inteligência artificial consolidou-se ainda mais no cotidiano, impulsionada por avanços significativos em diversas áreas. Destacaram-se os Modelos de Linguagem Compactos (SLMs), que possibilitaram a execução de IA em dispositivos móveis sem a necessidade de conexão com a internet, ampliando o acesso a tecnologias avançadas em regiões com recursos limitados. Nesse cenário de maturidade e ampliação da IA, também surgiram novos protagonistas na corrida tecnológica. Um dos principais nomes a chamar atenção foi a startup chinesa DeepSeek, que ganhou relevância ao lançar modelos de linguagem abertos e altamente eficientes, como o DeepSeek-Coder-V2. A empresa rapidamente se posicionou como uma concorrente direta das gigantes ocidentais ao entregar desempenho comparável ao do GPT-4 em tarefas de codificação com custos significativamente menores. Com isso, tornou-se símbolo de uma nova fase da concorrência em IA, marcada pela descentralização e pela valorização de soluções mais acessíveis e sustentáveis. Além disso, a União Europeia aprovou, em 2024, uma legislação abrangente sobre IA, em que estabeleceu padrões de transparência, segurança e responsabilidade no uso da tecnologia, influenciando diretamente o desenvolvimento e a aplicação da IA em escala global. Trata-se do primeiro arcabouço legal sobre IA, sendo um marco regulatório para o uso ético e seguro do recurso no bloco. Por fim, para 2025, as expectativas giram em torno da integração da IA a outras tecnologias emergentes, como a computação quântica e a Internet das Coisas (IoT). Essa convergência promete transformar setores como saúde, agricultura e manufatura, viabilizando diagnósticos médicos mais precisos, automação inteligente e cidades mais conectadas. Outro ponto de destaque é a crescente preocupação com o impacto ambiental da IA. Em 2025, espera-se que as empresas priorizem soluções energeticamente eficientes, adotando modelos menores e mais sustentáveis em resposta às demandas por responsabilidade ambiental e redução da pegada de carbono. Como o machine learning e a inteligência artificial em TI podem impactar o setor de TI? Veja 4 exemplos. O setor de TI não só respira as inovações e as transformações digitais como é responsável por criá-las. Portanto, não é difícil entender que a IA e o ML já fazem parte da rotina de trabalho de equipes dessa área há bastante tempo e tendem a se tornar cada vez mais abrangentes.  A computação cognitiva – aquela que desenvolve mecanismos de previsão comportamental e fornece respostas rápidas para questões complexas que exigem um aprendizado contínuo – é um exemplo desse contexto. No entanto, existem outros domínios nos quais a IA e o ML podem prosperar ou impactar a área de TI. Veja, a seguir, quatro competências nesse sentido.  1) Implicações na cibersegurança Com os novos contornos da transformação digital acelerada, profissionais de TI preveem que a IA generativa (a que produz conteúdo) seja capaz de transformar visceralmente a sociedade já nos próximos meses.  Embora tal popularização tenha ganhado força recentemente, a ferramenta já está presente há bastante tempo nas organizações, como nas análises de e-mails, que utilizam princípios de IA para fazer a detecção de spam. Ou seja, a IA – que já fazia parte da rotina dos especialistas em segurança da área de TI – agora será ainda mais empregada nesse ambiente, seja na perspectiva defensiva, seja no lado ofensivo, ponto de vista que mais tem se destacado.  A associação IA generativa + abordagens digitais ofensivas pode ocasionar o crescimento de ataques de engenharia social (aqueles capazes de hackear o próprio ser humano), visto que a tecnologia automatiza essa tarefa. Até então, a engenharia social demandava a ação, a configuração e o gerenciamento humano contínuos. Com o advento da IA, essa lógica se altera e passa a viabilizar uma possível automatização da geração de golpes e ameaças e a torná-los ainda mais específicos.  Os phishings direcionados, por exemplo, podem ser produzidos automaticamente, em escala industrial. Há também a previsão do aumento de chamadas telefônicas com áudios sintéticos e da propagação de deep fake, entre outros modelos de ataque.  Nesse contexto, pelo menos por enquanto, nota-se que o uso da IA prevalece no lado ofensivo. No defensivo, o desenvolvimento ainda é direcionado para ferramentas de correlacionamento de evento, análise de logs, análise de tráfego de redes e detecção de intrusão. Porém, é preciso equilibrar essas forças e direcionar a IA generativa para o combate da sofisticação dos cibercrimes. O que os especialistas da ESR consideram é que, em breve, a IA será utilizada não só como um copilot para o invasor, mas também representará um copilot para quem está preocupado com a segurança. Nas mãos de quem tem bons fundamentos e experiência de mercado, a IA é uma excelente ferramenta! 2) Otimização de tarefas manuais A IA e o ML têm o potencial de otimizar e automatizar tarefas manuais no setor de TI. Isso inclui processos como monitoramento de sistemas, gerenciamento de ativos de hardware e software, provisionamento de recursos em nuvem e resolução de problemas de infraestrutura.  Ao utilizar algoritmos inteligentes, as equipes de TI podem reduzir o tempo gasto em tarefas repetitivas e liberar recursos para atividades mais estratégicas e criativas. 3) Estabelecimento de sistemas autogerenciáveis A IA e o ML também podem impulsionar a criação de sistemas autogerenciáveis no setor de TI. Esses sistemas são capazes de monitorar, diagnosticar e corrigir problemas de forma autônoma, sem intervenção humana direta. Por exemplo, algoritmos de aprendizado de máquina podem ser implementados em sistemas de monitoramento de rede para identificar padrões de tráfego suspeitos e tomar medidas preventivas automaticamente. Com isso, há um aumento na eficiência operacional e um fortalecimento da resiliência e da segurança dos sistemas de TI. 4) Discussão sobre a regulação das ferramentas À medida que a inteligência artificial e o aprendizado de máquina se tornam integrados às operações de TI, surge a necessidade de uma discussão abrangente sobre a regulação dessas ferramentas. E questões éticas, de privacidade e segurança estão no centro desse debate em evolução. A regulação das ferramentas de IA e ML no setor de TI envolve a definição de padrões e diretrizes para seu desenvolvimento, implementação e uso responsável. Requisitos de transparência algorítmica; garantia de imparcialidade e equidade; proteção de dados sensíveis e prestação de contas por decisões automatizadas podem fazer parte desse mapeamento. Além disso, a regulação também aborda preocupação com o impacto dessas tecnologias na força de trabalho, incluindo questões relacionadas com a substituição de empregos, treinamento e requalificação de profissionais afetados. O diálogo entre governos, empresas, especialistas em tecnologia e sociedade civil é e será fundamental para desenvolver políticas e regulamentações que promovam o uso ético e responsável da IA e do ML no setor de TI, garantindo, ao mesmo tempo, inovação contínua e proteção dos direitos individuais e coletivos. Você também pode gostar: Por que uma empresa deve se preocupar com privacidade e ética no uso de dados e qual o papel do profissional de TI nesse cenário?   Inteligência artificial para redes: requisitos e conceitos da tecnologia Guia de inteligência artificial (IA) para otimizar sua rotina em TI  O que é inteligência artificial e como ela é a aposta do presente Inteligência artificial na TI: como a ferramenta atua no contexto da cibersegurança?  Reflexos da IA na cibersegurança: você conhece o potencial dessa relação? _________________________________________________ Além dessas áreas, o ML e a IA serão muito utilizados nos processos de recrutamento e seleção em TI.   Fique por dentro de outras novidades em TI Acompanhe o lançamento semanal de conteúdos da Escola Superior de Redes (ESR) sobre o universo da tecnologia nas mais diversas frentes, inclusive sobre inteligência artificial e machine learning em TI.  Acesse nosso #Blog e baixe nossos materiais gratuitos para ter acesso a um conteúdo comprometido com a qualidade e com a disseminação de conhecimento na área.


    26/06/2025
  • Parceria ESR e PECB
    Governança de TI

    Parceria ESR e PECB: tudo o que você precisa saber para alavancar sua carreira em TI

    Você sabe qual é o verdadeiro impacto das certificações e das capacitações para seu portfólio de TI? É isso que buscamos responder no guia abaixo sobre a parceria entre a ESR e a PECB.  De acordo com o recente Guia Salarial da Robert Half, o setor de Tecnologia da Informação se afastará de vez da onda de layoffs que marcou o início de 2024, fortalecendo a demanda por profissionais seniores no próximo ano. Na prática, isso significa que o mercado de TI estará aquecido e exigirá cada vez mais uma evolução técnica sólida daqueles que desejam se destacar na área. Além disso, o documento também revela que é estimado que a taxa de desemprego do segmento – especialmente entre pessoas com mais de 25 anos e ensino superior completo – continue em apenas 3,5%, aproximando-se do conceito de “pleno emprego”.  Nesse contexto, estar preparado para abraçar oportunidades profissionais depende do investimento e da construção de uma carreira estruturada sob dois pilares fundamentais: aprendizado contínuo e desenvolvimento de soft skills. Assim, manter uma estratégia de atualização do conhecimento com novas certificações, cursos, capacitações em geral, além de dominar uma segunda língua, como o inglês, são aspectos essenciais para garantir uma alta competitividade de trabalho.  Até porque, segundo a última estimativa da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Basscom), a TI no país demandará 797 mil profissionais até o final de 2025, contrastando com um gap de 530 mil vagas não preenchidas por falta de qualificação. Ou seja, atualmente, a capacitação é condição intrínseca no dia a dia da TI, sendo uma necessidade de qualquer profissional que almeja estar no lugar certo, na hora certa.  Neste artigo, vamos destacar a importância de saber escolher a capacitação adequada, bem como apresentar, com detalhes, a nova parceria da Escola Superior de Redes (ESR) com a Professional Evaluation and Certification Board (PECB), organização internacionalmente reconhecida pela formação e certificação de acordo com padrões globais.  Você também pode gostar: Lifelong learning na TI: conceito, benefícios e dicas de aplicação  Como escolher a capacitação em TI adequada? Inicialmente, você deve mapear suas áreas de interesse e aquelas nas quais você se destaca, traçando uma interseção entre os dois campos. Nada mais produtivo do que unir algo do que se gosta àquilo em que se é bom, certo? Entretanto, isso não é suficiente. Você também deve buscar informações acerca dos cargos que estarão em alta no próximo ciclo, pois eles indicam um caminho interessante de possíveis vagas disponíveis no mercado e podem ajudar você a bater o martelo sobre qual próximo curso fazer.  Atualmente, por exemplo, profissionais com habilidades para o desenvolvimento e o gerenciamento de recursos de inteligência artificial, automação e aprendizado de máquina são bastante visados pelas empresas. A governança de dados e de informações críticas dos negócios ou as pautas associadas ao ESG também estão em evidência, assim como carreiras relacionadas com a segurança da informação.  Nesse último caso (segurança da informação), inclusive, há a possibilidade tanto de vagas privadas quanto de oportunidades no campo da administração pública. Para se ter uma ideia, desde 2022, o Brasil é reconhecido como o segundo país mais avançado em governo digital no ranking mundial. Isso significa dizer que o país experimenta uma alta maturidade digital nos serviços públicos oferecidos essencialmente pela plataforma gov.br.  São mais de 150 milhões de usuários cadastrados, bem como 4.200 serviços digitais que podem ser acessados pelos cidadãos remotamente. Dessa forma, o profissional de TI, principalmente aquele especializado em gestão de segurança da informação, passa a ser ainda mais necessário, tendo em vista que ele é responsável por assegurar o alinhamento entre os objetivos funcionais do Governo no âmbito digital e as demandas da sociedade diante das possibilidades concretas da tecnologia.  Observe esses campos, analisando se algum deles faz sentido de acordo com suas características e atuação, retomando o primeiro passo, inclusive.  Por fim, é essencial pesquisar o histórico da empresa que oferece o curso, a certificação ou a atividade de ensino em TI, uma vez que ter um material sério e atualizado pode não ser tão comum em meio a uma profusão de fontes e sites.  Considerar o reconhecimento do mercado, a longevidade do negócio e as avaliações de outros profissionais que já tenham feito os cursos de determinada empresa, entre outros pontos, pode ser um passo interessante a ser percorrido para que você encontre a opção de curso ideal em TI.  Por aqui já temos uma dica para você!  Por que você deveria investir nos cursos exclusivos da parceria ESR e PECB?  O que é a ESR? A Escola Superior de Redes (ESR) é referência em aprendizado para TI no Brasil há mais de 18 anos. Ao longo dessa trajetória, a unidade de serviço da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) capacitou mais de 43.000 alunos nas mais diversas frentes do setor.  Com uma abordagem prática e um programa robusto de parcerias com as melhores certificadoras de TI do mundo, além de uma preocupação constante com as demandas do mercado, a ESR desempenha um impacto direto no aprimoramento das habilidades técnicas e estratégicas dos profissionais que buscam destaque no setor.  Agora, com a nova parceria firmada com o PECB, a ESR amplia ainda mais sua oferta de cursos e certificações, estruturando conteúdos que atendem aos padrões internacionais e garantem aos alunos um diferencial competitivo ímpar.   O que é o PECB? O PECB representa um órgão internacional de certificação, reconhecido por sua excelência na formação de profissionais em áreas-chave para a TI, como cibersegurança, governança, privacidade de dados e SGI, entre outras. Inclusive, recentemente, foi premiado como o melhor provedor de educação em segurança cibernética da América do Norte pelo Cybersecurity Excellence Awards. Ao combinar uma profunda experiência teórico-prática, projetada por líderes do setor, e um portfólio de treinamento credenciado globalmente, o PECB se consolida como referência em qualificação e certificação profissional, com produtos alinhados aos padrões internacionais, como a ISO e outras normas reconhecidas.  Em parceria com a PECB, a ESR oferece capacitações que vão além do modelo tradicional, que combinam conhecimento técnico com as normas e boas práticas exigidas globalmente. Desenvolvidos nessa colaboração, os cursos são projetados para atender desde profissionais iniciantes até aqueles que buscam especialização avançada, abrangendo tanto o mercado privado quanto a administração pública. Um dos cargos mais cobiçados na atualidade, por exemplo, o de Gestor de segurança da informação (sobretudo em relação ao Governo Federal), é beneficiado diretamente pelos cursos da ESR e da PECB, que são direcionados para esse campo.  Entre os diferenciais da parceria ESR e PECB, você encontra:  Afinal, qual o curso da parceria entre a ESR e a PECB? Conheça o Lead Implementer ISO 27001. Integrado às principais exigências do mercado, o Lead Implementer ISO 27001, fruto da parceria ESR e PECB, visa desenvolver conhecimentos necessários para que os alunos implementem um Sistema de Gestão da Segurança da Informação (SGSI) em organizações de forma estratégica, regulada e escalável.  Com foco na preparação da certificação de Líder Implementer ISO/IEC 27001 – uma das mais valorizadas pelas empresas no cenário moderno –, o curso segue as práticas internacionalmente adotadas em segurança da informação, abrangendo estruturação, controle, análise de riscos, políticas e auditoria a serem implementadas nas organizações.  Trata-se de um programa completo, com abordagem teórica e prática, material oficial da  PECB, questionários, simulados e templates, assim como estudos de caso. Além disso, no final do conteúdo programático, o participante terá acesso ao exame para a certificação de Líder Implementer ISO/IEC 27001 da  PECB. A turma é realizada no modelo on-line, com aulas ao vivo, com 8 encontros às segundas, quartas e sextas-feiras, das 8h às 13h, nos dias: 29 de setembro, 01, 03, 06, 08, 10, 13 e 15 de outubro de 2025. Confira outras informações sobre o curso Lead Implementer ISO 27001 (parceria PECB) e inscreva-se. Vagas limitadas!  Qual a relevância da certificação ISO 27001 para a TI? A certificação ISO 27001 é reconhecida mundialmente como um padrão de excelência em segurança da informação, sendo essencial para empresas que desejam proteger seus dados e garantir a conformidade com regulamentações, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados da União Europeia (GDPR). Ao implementar um Sistema de Gestão da Segurança da Informação (SGSI) baseado na ISO 27001, as organizações conseguem minimizar riscos, melhorar a confiança de seus clientes e parceiros e demonstrar um comprometimento robusto com a segurança.  Para os profissionais, por sua vez, a certificação valida habilidades e os posiciona como especialistas capazes de gerenciar e proteger informações críticas em qualquer setor. Lembra o que comentamos sobre as áreas em alta na TI? Pois então, cibersegurança, segurança da informação e governança estão certamente nas primeiras posições dessa lista!  O que faz um profissional de TI certificado em ISO 27001? Um profissional certificado em ISO 27001 encontra oportunidades em diversas áreas estratégicas dentro de empresas públicas e privadas, especialmente aquelas que lidam com grandes volumes de dados ou informações sensíveis. Alguns cargos e funções que esse profissional pode ocupar: Essa certificação também é altamente valorizada em setores específicos, como finanças, saúde, telecomunicações e tecnologia, que precisam de níveis rigorosos de proteção de dados. _______________________________________ Ou seja, já sabe: agora é a hora de investir em você e no seu futuro! Escolha a parceria entre a ESR e a PECB e inscreva-se no curso Lead Implementer ISO 27001 (parceria PECB).


    20/06/2025
  • Certificações EXIN
    Governança de TI

    5 certificações de TI da EXIN que precisam estar no seu currículo!

    O campo da TI é bastante competitivo e exigente. À medida que as tecnologias e as demandas da sociedade se transformam, os profissionais precisam apresentar novas habilidades e conhecimentos específicos. Por isso, as certificações em TI – como as da EXIN – são tão importantes na carreira de quem deseja alcançar o sucesso profissional. Por indicarem aos recrutadores um possível match entre um candidato e uma vaga específica, as certificações têm um papel importante para mitigar o tradicional déficit de empregabilidade do setor – há muitas vagas para poucos especialistas.  De acordo com uma sondagem da Robert Half, por exemplo, há uma mudança dinâmica no campo da tecnologia no Brasil, que a torna atrativa e escalável, com mais vagas e oportunidades abertas. Assim, em razão de as empresas modernas investirem mais em recursos da área para melhorar as operações e a experiência dos clientes, cresce também a necessidade de profissionais capacitados abraçarem esses novos mercados.  Pensando na importância do aprendizado contínuo no segmento, este artigo separou as 5 certificações da EXIN que não podem faltar no seu currículo de TI. Acompanhe e boa leitura!  Você também pode gostar: Como alavancar a carreira no atual cenário de TI? 3 dicas essenciais!  O que são certificações em TI?  Nas inúmeras possibilidades do mercado de TI, os empregadores buscam algo em comum em todas elas: profissionais capacitados e que possam comprovar sua expertise. É nesse contexto que se dá a importância das certificações em TI, que nada mais são do que declarações formais que atestam o conhecimento dos usuários e que são emitidas por empresas com credibilidade e tradição na área.  Assim, os certificados são uma forma de comprovar que determinado profissional possui as habilidades que afirma ter para a área em que deseja ingressar, como, por exemplo, em softwares, processos e segurança da informação, entre outras.  De forma geral, portanto, as certificações para TI apresentam duas propostas principais:  Por isso, ter uma certificação reconhecida globalmente é um grande diferencial nas carreiras de TI e também contribui para um segmento cada vez mais robusto e colaborativo.  Normalmente, as áreas de TI que mais requerem a apresentação de certificações como diferencial competitivo são:  Nesse contexto, diretamente proporcional ao crescimento do setor, está também a necessidade de profissionais cada vez mais capacitados e que busquem, de forma autônoma, se aperfeiçoar no campo em que escolherem se especializar.  Qual a importância da certificação de TI no dia a dia profissional?  Além de serem requisitos da maioria das vagas de emprego e de colocarem o profissional que as conquista em destaque, as certificações exigem a realização de exercícios e testes durante seu processo. O objetivo dessa metodologia é avaliar o aprendizado e o conhecimento do requerente à certificação e, posteriormente, emitir o atestado de que ele está apto a desempenhar determinada função. Todo esse exercício promove o desenvolvimento pessoal e técnico, além da absorção estratégica de conteúdo por parte de quem opta por conquistar os certificados.  Como encontrar uma boa certificação em TI?  O próximo tópico deste conteúdo vai ajudá-lo nessa missão.  As 5 principais certificações da EXIN para seu currículo de TI Algumas instituições são reconhecidas há muitos anos por elaborar certificações credíveis. É o caso da EXIN, um instituto independente holandês que desenvolve exames e certificações para a área de tecnologia desde 1984. Trata-se de uma das mais importantes empresas desse cenário, com atuação em mais 165 países em todo o mundo. A EXIN permite a transformação digital, por meio da avaliação e validação de competências, sobretudo nas áreas de segurança da informação e métodos ágeis, disponibilizando materiais oficiais, vouchers para exames de certificação e visibilidade profissional aos capacitados. Veja abaixo suas principais certificações e saiba qual se adapta melhor à sua rotina.  1) Agile Scrum Foundation EXIN Como o nome indica, o programa Agile Scrum Foundation da EXIN foi projetado para testar a compreensão do profissional de TI acerca do desenvolvimento ágil e da metodologia de Scrum. Por sua vez, a metodologia Scrum é voltada para a otimização da gestão do conhecimento e para o aumento da produtividade da empresa por meio de uma parceria com o cliente – que participa ativamente dos processos –, fornecendo feedbacks constantes sobre as soluções desenvolvidas pela equipe. Dessa maneira, as tarefas são executadas de forma ágil e eficaz.   > PARA QUEM É INDICADA? Para quem desenvolve projetos desde o início ou os lidera; para quem faz o gerenciamento de projetos, o desenvolvimento de software, o gerenciamento de serviços de TI e o gerenciamento de negócios.  Já sabe como se preparar para essa atualização na sua carreira? Confira a ementa do curso exclusivo da Escola Superior de Redes para obter essa certificação. 2) EXIN – Information Security Foundation ISO/IEC 27001 Essa é uma certificação da EXIN que aborda o tema segurança da informação. Com ela, o profissional de TI vai conhecer as melhores ferramentas, práticas e metodologias para tratar informações credenciais.  Na ementa, o conceito, o valor e a importância da segurança da informação, suas ameaças e riscos serão alguns dos temas abordados.  A Information Security Foundation é o ponto de partida para as demais certificações em segurança da informação e, agora, atualizada com base nas alterações da norma versão 2022, abrange a atualização mais recente da ISO27001 nas áreas de inteligência de ameaças. Um ponto a se destacar é que, ao completar essa certificação, somada às de Privacy and Data Protection Practitioner e Privacy & Data Protection Foundation, você fica pronto, tanto em habilidades quanto em competências, para assumir ou atualizar sua carreira de Data Protection Officer (DPO).  “Qualquer pessoa certificada pela EXIN como Data Protection Officer foi extensivamente testada não apenas no regulamento da UE, mas também nas competências para assumir a função. Isso inclui atividades de implementação e manutenção em uma organização.” – EXIN Já quando o aluno se certifica em EXIN – Information Security Foundation ISO/IEC 27001 + EXIN Privacy and Data Protection Foundation + EXIN – Information Security Professional ISO/IEC 27001 adquire competências para se tornar Information Security Officer ou aprimorar sua formação na área.  Nas certificações EXIN, você trabalhará requisitos de gestão de segurança da informação, com base no padrão ISO/IEC 27001, além de novos aspectos, como proteção de dados, cyber e blockchain. > PARA QUEM É INDICADA? Essa certificação de nível básico é voltada para profissionais de TI que lidam, principalmente, com dados e informações sigilosas e que necessitam executar sistemas de informação seguros.  Já sabe como se preparar para essa atualização na sua carreira? Confira a ementa do curso exclusivo da Escola Superior de Redes para obter essa certificação. 3) Privacy and Data Protection Practitioner Essa é uma das mais importantes certificações na atualidade, pois aborda um tema que vem se desenvolvendo com rapidez nos últimos anos: leis de privacidade digital.  Nessa certificação da EXIN, o profissional terá à disposição um guia sobre como iniciar projetos de adequação às leis de privacidade de dados pessoais, além de trilhar um caminho para melhor entendê-las. Também serão abordadas informações relacionadas com dados pessoais. Assim, basicamente é uma certificação que valida o conhecimento e a compreensão do profissional sobre a legislação de privacidade e proteção de dados europeia e sua relevância internacional, assim como sua capacidade de aplicar esse conhecimento e compreensão na prática profissional. > PARA QUEM É INDICADA? Para profissionais que desejam se especializar nas regulamentações sobre privacidade e dados no meio digital, com angulação para as legislações europeias.  Já sabe como se preparar para essa atualização na sua carreira? Confira a ementa do curso exclusivo da Escola Superior de Redes para obter essa certificação. 4) Privacy & Data Protection Essentials (PDPE)    A PDPE também é uma certificação ligada à segurança e proteção de dados. Entretanto, diferentemente da Practitioner, é baseada em regulamentações brasileiras sobre o tema e sobre a matéria de proteção de dados.  > PARA QUEM É INDICADA? Quem deseja conhecer melhor a regulamentação brasileira de proteção de dados, para desenvolver projetos mais seguros e conectados com as exigências reguladoras atuais.  Já sabe como se preparar para essa atualização na sua carreira? Confira a ementa do curso exclusivo da Escola Superior de Redes para obter essa certificação. 5) Privacy & Data Protection Foundation (PDPF) Ainda sob a mesma temática das duas certificações anteriores, a PDPF vai guiar o profissional pelo mundo da proteção de dados com regulamentação da União Europeia sobre o assunto.  É uma certificação que valida o conhecimento e a compreensão do profissional sobre a proteção de dados pessoais, as regras e os regulamentos da União Europeia (UE) em matéria de proteção de dados. > PARA QUEM É INDICADA? Quem deseja conhecer melhor a regulamentação da União Europeia de proteção de dados para desenvolver projetos mais seguros.  Já sabe como se preparar para essa atualização na sua carreira? Confira a ementa do curso exclusivo da Escola Superior de Redes para obter essa certificação. A parceria entre a ESR e a EXIN Como mencionado anteriormente, a busca por certificações reconhecidas globalmente pode ser um grande desafio para os profissionais de TI. É nesse contexto que a parceria entre a Escola Superior de Redes (ESR) e a EXIN se torna um diferencial estratégico para quem deseja conquistar certificações de alto nível e ampliar suas oportunidades no mercado de trabalho. Como unidade de serviço da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), a ESR tem a missão de promover capacitação profissional e disseminar conhecimento em Tecnologia da Informação há mais de 18 anos. Nesse percurso, já capacitamos aproximadamente 45.000 alunos em mais de 1.100 instituições clientes, sempre priorizando a excelência no ensino e a aplicabilidade prática dos conteúdos. Além disso, com a parceria com a EXIN, fortalecemos esse compromisso, permitindo que os alunos da ESR tenham acesso a cursos preparatórios alinhados aos padrões internacionais. A ESR também disponibiliza materiais oficiais e vouchers para exames, facilitando o processo de certificação para os profissionais que desejam se destacar no setor de TI. Saiba mais sobre os cursos e as certificações oferecidos pela ESR e comece sua jornada rumo ao sucesso na TI!


    29/05/2025
  • ESR e Ascend
    Segurança

    ESR e Ascend: 3 cursos que vão otimizar seu conhecimento em TI

    A Escola Superior de Redes (ESR) se destaca no setor de educação em TI por buscar alianças estratégicas com líderes globais. Um exemplo disso é a colaboração entre a ESR e a Ascend Education, que oferece acesso a laboratórios virtualizados de última geração e quatro cursos voltados para segurança da informação e governança. Com essa parceria, os profissionais de TI, experientes ou iniciantes, têm acesso à tecnologia de ponta, em uma infraestrutura ágil, intuitiva e alinhada às demandas do mercado atual.  Os temas abordados são essenciais para quem deseja crescer na área e se manter atualizado diante dos desafios do setor. Desde 2019, a iniciativa conjunta entre a ESR e a Ascend Education tem ampliado o acesso à capacitação de qualidade com vantagens como: Além dos cursos, a ESR e a Ascend também atuam em conjunto na produção de materiais educativos constantemente atualizados, alinhados às exigências do mercado. A seguir, conheça os 3 cursos oferecidos por essa parceria estratégica para alavancar sua carreira ainda neste semestre. Quais os diferenciais da Ascend Education? A Ascend Education é uma das principais referências mundiais em capacitação para profissionais de TI. Com sede em Utah, nos Estados Unidos, é reconhecida por sua metodologia completa que combina videoaulas, laboratórios virtuais, textos didáticos e questões práticas. Tudo desenvolvido por especialistas com sólida experiência no setor. Os conteúdos oferecidos pela instituição preparam os alunos para certificações relevantes no mercado, como CompTIA, Cisco, Microsoft, Axelos e Amazon, contribuindo diretamente para a empregabilidade e o crescimento profissional dos participantes. Assim, a organização é especializada em fornecer cursos de treinamento de TI abrangentes em uma plataforma fácil de usar e que mitiga a necessidade de grandes infraestruturas, o que facilita o acesso e a suportabilidade dos módulos.  Com a Rede Nacional de Educação (RNP), por meio da ESR (Escola Superior de Redes), outra referência em educação de TI, a Ascend Education se compromete a entregar e disseminar resultados na área de TI por meio da educação de qualidade.  Além disso, a parceria entre a Ascend e a ESR, dentro do ecossistema da RNP, contribui para a formação contínua de especialistas em TI, ampliando o alcance da educação técnica de qualidade e promovendo a inovação por meio de uma abordagem prática e centrada no aluno. É uma excelente abordagem para driblar os desafios de déficit de vagas do setor. Para se ter uma ideia, nos últimos cinco anos, de acordo com o Relatório da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom), o mercado demandou 665 mil profissionais de tecnologia para vagas qualificadas, mas a formação superior e técnica alcançou apenas 465 mil profissionais. Ou seja, um gargalo de 30,2%. Esse cenário reforça a importância de iniciativas como a da parceria entre a ESR e a Ascend, que oferece caminhos acessíveis e eficazes para a formação técnica de qualidade, com foco nas exigências reais do mercado de trabalho. A seguir, conheça os 3 cursos oferecidos pela ESR e Ascend que podem impulsionar sua carreira em TI ainda neste semestre. Você também pode gostar: Governança multicloud: o que é e por que aplicá-la às redes corporativas? 3 cursos da ESR e da Ascend que vão transformar sua carreira em TI Assim como a Ascend Education, a ESR também é uma referência quando o assunto é capacitação de alto nível para profissionais de tecnologia.  Há mais de 18 anos no mercado, a Escola Superior de Redes prepara talentos para os desafios reais do setor com cursos atualizados, suporte de qualidade e uma abordagem prática voltada para a empregabilidade Confira três cursos da parceria ESR e Ascend que podem impulsionar sua trajetória em segurança da informação e governança de TI ainda neste semestre. 1) PenTest O curso de PenTest é voltado para quem deseja ir além da teoria e aprender, na prática, a planejar e executar testes de invasão por meio da observação dos objetivos de aprendizagem da certificação CompTIA Pentest+. Durante as aulas, você irá explorar técnicas de reconhecimento, identificação e exploração de vulnerabilidades, além de elaborar relatórios técnicos com padrão de mercado.  Todo o conteúdo é estruturado para oferecer uma experiência completa, com exercícios em laboratórios virtuais, questionários interativos e apoio de material atualizado.  Ideal para quem busca se tornar um profissional de pentest pronto para os desafios da cibersegurança moderna. 2) Fundamentos de Segurança da Informação O curso de Fundamentos de Segurança da Informação é uma excelente alternativa para reforçar as bases na área de segurança digital. Ele cobre desde os conceitos essenciais até temas como criptografia, resposta a incidentes, proteção de dados e gestão de riscos. Tudo isso com foco na certificação CompTIA Security+, uma das mais reconhecidas do setor. O curso equilibra teoria e prática em uma plataforma acessível, com laboratórios, atividades dinâmicas e conteúdo em português, preparando você não apenas para o exame, mas também para os desafios do mercado. 3) Cibersegurança Se você já tem alguma experiência na área e quer avançar para um nível mais estratégico, o curso de Cibersegurança é o próximo passo. A formação é voltada para os profissionais que desejam se aprofundar em análise de ameaças, gestão de vulnerabilidades, monitoramento contínuo e resposta a incidentes, com total aderência aos objetivos de aprendizagem da certificação CompTIA CySA+. Além de explorar os conceitos fundamentais da área, o curso ensina como identificar comportamentos maliciosos, detectar, analisar e responder a ameaças cibernéticas com técnicas avançadas de threat hunting, gerenciamento de vulnerabilidades e resposta a incidentes, além de implementar controles eficazes e agir rapidamente contra riscos cibernéticos.  Com laboratórios práticos e uma didática clara, é uma excelente escolha para quem deseja se tornar um analista de segurança completo. Com a parceria ESR e Ascend, você acessa formações de alto nível que conectam teoria e prática com foco no que o mercado realmente exige. Escolha seu curso e avance na carreira com quem entende de TI. Fique por dentro de outras novidades em TI Acompanhe o lançamento semanal de conteúdos da Escola Superior de Redes (ESR) sobre o universo da tecnologia nas mais diversas frentes, inclusive sobre segurança e governança.  Acesse  nosso #Blog e baixe nossos materiais gratuitos para ter acesso a um conteúdo comprometido com a qualidade e com a disseminação de conhecimento na área.


    22/05/2025
  • Cultura ágil no setor público
    Métodos Ágeis e Inovação

    Cultura ágil no setor público: é possível implementar?

    A cultura ágil no setor público assume um papel importante para garantir a eficiência dos projetos e a capilaridade dos resultados institucionais para diferentes atores sociais – desde os governamentais até os privados. Em um contexto no qual a sociedade está mais comprometida em cobrar os órgãos públicos, desejando, além da efetividade, ações mais transparentes, estruturar formas de trabalho que deem conta dessa demanda se mostra fundamental.  As metodologias ágeis atuam exatamente nesse sentido, em total sinergia com o que o setor público busca entregar, otimizando processos e dando condições mais promissoras para que serviços e soluções sejam realmente entregues aos cidadãos.  Entretanto, pensar na aplicação de métodos ágeis em uma estrutura organizacional mais rígida e hierárquica como a pública pode ser um desafio. Afinal, a inovação vai de encontro a essas premissas.  Pensando nisso, a Escola Superior de Redes produziu um webinar gratuito sobre o tema, para evidenciar quais são os caminhos possíveis para a implementação de metodologias e cultura ágil no setor público.  Confira os principais pontos desse encontro abaixo.  5 coisas que um profissional de agilidade não deve fazer  Desafios da implementação da cultura ágil no setor público  De acordo com o relatório State of Agile, alguns fatores preponderantes levam gestores a considerar a implementação de métodos ágeis nos seus negócios, sendo os principais:  Nesse contexto, embora os interesses destacados anteriormente e as aplicações de métodos ágeis sejam mais comuns no setor privado, muitas prefeituras, governos e o próprio Governo Federal já têm experimentado colocá-los em prática em suas gestões, seja na administração de projetos estruturais, seja nas iniciativas do dia a dia. Ainda que seja necessário realizar adaptações às práticas, tendo em vista a característica mais rígida e hierárquica desse mercado, as metodologias ágeis alinham-se perfeitamente ao objetivo de tornar o setor público mais eficiente, responsivo e centrado no cidadão.  Como abordamos anteriormente, a cultura ágil no setor público propõe a transformação de um estilo de funcionamento que passe a priorizar alguns passos principais condensados no documento Modern Agile: a colaboração, a transparência, o aprendizado contínuo e o foco na entrega de valor.  O último pilar – foco em resultado – visa investigar qual impacto a iniciativa de fato trará para a sociedade, bem como quais indicadores vão ser impulsionados com o projeto, a fim de separar o que é somente uma boa ideia do que é realmente uma demanda pública. Ou seja, a cultura ágil no setor público retrata um campo que está além da simples implementação técnica de método “X” ou “Y”, mas, sim, voltado para o desenvolvimento de um ambiente integrado, que conversa e caminha junto para um mesmo objetivo. É encontrar um meio para entregar cada vez mais valor em um mundo que está sempre em transformação.  Para isso, invariavelmente, há a demanda de uma observação holística das iniciativas do setor público, sendo a agilidade uma das principais ferramentas para esse propósito. Por exemplo, em projetos complexos, sobre os quais não se tem conhecimento de todos os seus requisitos, os métodos ágeis atuam de modo a permitir testes e aprendizado contínuo, tornando os processos que antes poderiam ser muito onerosos e demorados em casos mais céleres de resolução e correção.  Mesmo com tantos benefícios, alguns desafios precisam ser, primeiro, conhecidos e, posteriormente, trabalhados em cada área do setor público para que a cultura ágil nesse mercado seja possível. São eles:  Esses desafios não inviabilizam a transformação, ao contrário, reforçam a necessidade de uma abordagem planejada e adaptada, respeitando as especificidades do setor público e preparando o caminho para que a cultura ágil floresça. Nesse sentido, é importante agora conhecermos os métodos ágeis e qual deles faz mais sentido para o setor público. Quais são os métodos de cultura ágil? Existem diversos métodos ágeis no mercado atual, e cada um deles oferece vantagens e aplicações específicas. Antes de conhecê-los é preciso compreender o conceito por trás desse termo.  Afinal, o que é um método ágil e qual seu objetivo?  Os métodos ágeis são um conjunto de técnicas e ferramentas que possibilitam a implementação da cultura da agilidade nas empresas. Assim, cada um deles irá viabilizar a condução de projetos com maior brevidade, flexibilidade e adaptabilidade, focados, sobretudo, em projetos com ciclos de menor duração (entre uma e quatro semanas), com produtos parciais e em funcionamento para cada fase, além de fases menores e recursos incrementais. Assim, da concepção do produto até sua entrega, os métodos ágeis buscam otimizar os fluxos de trabalho, a fim de melhorar a produtividade e as oportunidades dos negócios.  De acordo com o Agile Manifesto, trata-se de uma constante tentativa de valorizar “indivíduos e interações mais que processos e ferramentas; software em funcionamento mais que documentação abrangente; colaboração com o cliente mais que negociação de contratos e responder a mudanças mais que seguir um plano”.  Para isso, a agilidade é ancorada em 4 pilares definidos com base no Manifesto Ágil. Sabe do que se trata?  Quais são os pilares do agilismo? Antes de destrincharmos os exemplos de métodos ágeis, é importante destacar que a cultura ágil foi criada com base em uma demanda concreta. Em fevereiro de 2001, em Utah, 17 desenvolvedores se reuniram para tentar resolver um problema: o desenvolvimento de softwares guiado no modelo waterfall, ou cascata, que exigia a conclusão de uma etapa do projeto para que, somente assim, a outra pudesse ser iniciada.  Com essa metodologia, os projetos eram muito demorados e já não conseguiam dar conta do boom da internet da década de 1990. Assim, esses profissionais buscaram encontrar meios de desenvolver softwares mais leves, compartilhando suas experiências e ideias em um documento chamado Manifesto Ágil. Surgia, assim, um dos principais guias para a implementação de uma mentalidade ágil nos negócios, com 12 princípios preponderantes e 4 pilares-base, os quais já destacamos anteriormente, mas agora fazemos de forma mais organizada:  Agile is Dead • Pragmatic Dave Thomas • GOTO 2015 Legenda: Um dos participantes desse encontro palestrou sobre o tema em 2015, em que destacou os pontos positivos e negativos da implementação da agilidade desde o Manifesto Ágil, tecendo críticas às organizações que apenas usam o termo em seus discursos sem necessariamente desenvolver estruturas e uma cultura organizacional voltada para sua implementação.   Embora o Manifesto Ágil tenha surgido como resposta para o contexto específico do desenvolvimento de softwares, seus princípios e pilares ultrapassaram essa fronteira e passaram a influenciar diversos setores e realidades organizacionais, inclusive o setor público.  Ainda assim, é importante destacar que adotar a cultura ágil no setor público vai além de apenas aplicar metodologias: exige a compreensão profunda de seus princípios, valores e práticas. A seguir, apresentamos cinco métodos ágeis que podem ser fundamentais para impulsionar a cultura ágil no setor público, trazendo mais eficiência, adaptabilidade e entrega de valor real para a sociedade. Experiência do cliente e agilidade: qual a relação entre elas?  5 métodos ágeis implementados nos negócios  Um dos métodos ágeis mais conhecidos e utilizados, o Scrum organiza o trabalho em ciclos curtos chamados sprints, que leva, geralmente, de duas a quatro semanas. Cada sprint resulta em uma entrega concreta e funcional, permitindo ajustes rápidos de rota.  No setor público, o Scrum pode ser usado para gerenciar projetos complexos, oferecendo maior transparência e controle ao longo do processo. Originado no sistema de produção da Toyota, o Lean propõe a eliminação de desperdícios e o foco naquilo que realmente agrega valor ao cliente ou, no caso do setor público, ao cidadão.  Sua aplicação ajuda órgãos públicos a otimizar recursos limitados e a enxugar processos burocráticos, aumentando a eficiência sem perder a qualidade. Visualizar o fluxo de trabalho é a proposta do Kanban. Por meio de quadros e cartões, o método facilita o gerenciamento de tarefas, identificando gargalos e priorizando entregas.  Para o setor público, o Kanban é uma ótima ferramenta para aumentar a transparência dos processos e melhorar a comunicação entre diferentes áreas e times. Com foco no desenvolvimento de softwares, o XP introduz práticas como desenvolvimento incremental, programação em par e integração contínua. No setor público, especialmente em projetos de tecnologia e inovação, o XP pode ser uma poderosa abordagem para entregar soluções mais rápidas e com maior qualidade. Embora não seja, em essência, uma metodologia ágil tradicional, o Design Thinking complementa perfeitamente a cultura ágil ao colocar o ser humano no centro das soluções.  Em órgãos públicos, essa abordagem pode ser utilizada para entender melhor as necessidades dos cidadãos e criar serviços que realmente façam diferença no dia a dia das pessoas. Por que o Scrum se disseminou no setor público? Entre os métodos ágeis mencionados anteriormente, o Scrum ganhou destaque no setor público justamente por oferecer uma estrutura simples, porém poderosa, para lidar com a complexidade e a constante necessidade de adaptação que marcam esse ambiente.  Ao organizar o trabalho em ciclos curtos de entrega e fomentar a comunicação contínua entre os times, o Scrum ajuda a promover a eficiência, a transparência e o foco no valor entregue ao cidadão, princípios essenciais para consolidar uma verdadeira cultura ágil no setor público.  Para aprofundar esse tema e ver, na prática, como o Scrum pode transformar a gestão de projetos em órgãos públicos, bem como compreender a atuação de um profissional de TI nesse campo, recomendamos assistir ao webinar gratuito Cultura Ágil no Setor Público: Eficiência na Gestão de Projetos com Scrum, com Luiz Henrique Athanazio Coelho, especialista em inovação, agilidade e transformação digital, com vasta experiência nos setores público e privado. Assista ao webinar na íntegra aqui!


    16/05/2025