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Blog da ESR

  • recrutamento de times de TI
    RH

    Guia completo: como realizar o recrutamento de times de TI em 9 passos

    Por suas características singulares, tal qual a possibilidade do trabalho em nuvem, a área de tecnologia da informação (TI) conta com a oportunidade de abertura de vagas não presenciais e de um recrutamento diferenciado – mais flexível e antenado às tecnologias emergentes de seleção de pessoal. Entretanto, mesmo diante dessas possíveis facilidades, o gerente de RH pode encontrar alguns desafios para estruturar processos seletivos eficientes, tendo em vista que eles se atualizam tão velozmente quanto a transformação digital (elemento base da TI).  Nessa área, a gestão de lideranças – especialmente no modelo de trabalho remoto –, a retenção de talentos e a redução das taxas de turnover assumem novas dinâmicas. Antes, no ambiente presencial, gestores e colaboradores podiam trocar informações diretamente, mas isso também restringia a atuação dos profissionais ao espaço físico da empresa. Agora, com a comunicação virtual, especialistas têm a liberdade e o desejo de se candidatar a oportunidades em qualquer lugar do país ou do mundo, o que amplia tanto a oferta de vagas quanto a concorrência por profissionais qualificados. A exemplo disso, uma pesquisa realizada no The Developers Conference (TDC), evento voltado para profissionais de TI, identificou que mais de 60% das pessoas que atuam no setor querem conquistar uma vaga fora do país. Isso significa dizer que mais de 6 em cada 10 profissionais de TI voltam sua atenção às oportunidades externas. Ou seja, em meio às mudanças nos processos de trabalho e às novas exigências tanto dos colaboradores quanto de empresas e mercado, é necessário que o tech recruiter, além de contratar novos talentos para cargos de TI, desenvolva um planejamento estratégico focado na permanência dos profissionais que entregam resultados. Neste artigo, vamos conversar mais sobre como recrutar e manter profissionais de TI com base nessa nova configuração laboral. Continue conosco. Você vai ver por aqui: Leia também: O home office acabou? Saiba como gerenciar a flexibilidade de trabalho na tecnologia  O cenário do mercado de TI em 2025 Há bastante tempo, falamos da importância de um desenvolvimento de carreira integral que unifique competências de hard e soft skills. Para o mercado de trabalho de tecnologia da informação, essa demanda faz ainda mais sentido, uma vez que os profissionais do segmento lidam com situações complexas e bastante desafiadoras.  Por ser um mercado em constante expansão, os profissionais de TI precisam se adaptar a ele de maneira contínua, além de explorar outras habilidades, como inteligência emocional e participação em projetos em equipe. Porém, mesmo com tais peculiaridades, a TI ainda se destaca por oferecer um leque de oportunidades de atuação e pela remuneração dos cargos.  A exemplo disso, um recente relatório do International Data Corporation (IDC), divulgado em fevereiro, estima que a indústria de TI cresça 13% de maneira geral no Brasil, sendo uma continuação dos bons resultados do ano anterior, no qual a TI B2B registrou um crescimento de 9% no país. Entretanto, mesmo com maiores investimentos das empresas em produtos digitais e também maior possibilidade de vagas à vista, o recrutamento de times de TI pode ser um desafio nos próximos meses. Assim, em um cenário no qual a TI caminha cada vez mais para uma atuação estratégica dentro do meio corporativo, demandando que os profissionais não só sejam técnicos como também saibam conciliar esse conhecimento com habilidades de negócio, é imprescindível um olhar atento do setor de RH, que deve estabelecer, em mutualidade, os requisitos para o preenchimento das suas vagas de acordo com o que é de interesse da empresa e do colaborador.  Por fim, não podemos nos esquecer de citar o impacto das novas tecnologias e da sistematização de outras já conhecidas, como automação, machine learning e IA, na alta demanda por profissionais qualificados e também pelo aumento do interesse de pessoas pelas carreiras em TI. As profissões que devem liderar contratações na área tech em 2025 De acordo com o índice da Robert Ralf*, os profissionais de tecnologia mais buscados em 2025 serão:  Já em relação às perspectivas de remuneração, o índice prevê, para o ano, alguns pontos em especial, que podem variar de acordo com o nível de experiência profissional, o tamanho da empresa e a demanda pelo cargo: *O índice mapeia a remuneração de acordo com a escala:  -25º percentil (pessoa nova na função, com pouca ou nenhuma experiência; necessita de mais instruções ou supervisão para realizar as tarefas diárias); 50º percentil (tem experiência para desempenhar responsabilidades principais de forma consistente sem supervisão direta; pessoa familiarizada com processos e assuntos relacionados com o cargo) e 75º percentil (o valor da pessoa para a organização vai além da execução das tarefas normais; possui qualificações diferenciadas, além de especializações e certificações; pessoa pronta para avançar), respectivamente. Leia também: O que você precisa para se especializar em linguagem de programação? Habilidades às quais um gestor de RH deve se atentar para recrutar times de TI Para recrutar times de TI presenciais ou remotos, ter conhecimento sobre as especificidades desse mercado e das suas estruturas é indispensável. Pode ser interessante para o gestor de RH realizar uma combinação de know-how em gestão de pessoas com o acompanhamento das tendências do futuro do trabalho, sobretudo naquilo que impacta o setor – tecnologia, desejo dos colaboradores, anseios da indústria e do consumo etc. Nesse contexto, para amplificar o potencial das equipes de trabalho de TI, o gestor de RH precisa compreender a fundo quais são as exigências do cargo que será preenchido para que identifique as habilidades que busca, assim como pode passar à liderança dessas empresas informações sobre as condições de trabalho esperadas pelos candidatos de maneira geral. O ideal é que os recrutamentos consigam encontrar um ponto de equilíbrio entre essas duas demandas.  Desenvolver processos de seleção que priorizem um mindset voltado para o aprendizado contínuo, por exemplo, pode auxiliar que os novos times de TI estejam dispostos a se capacitar mesmo depois de sua efetivação. Além dessa orientação, elencamos algumas competências que devem ser avaliadas pelos gestores de RH no preenchimento de vagas tech.  1) Interesse por inteligência artificial e aprendizado de máquina  Tanto a inteligência artificial quanto o aprendizado de máquina (machine learning, em inglês) são realidades no mercado. Embora os usuários, recentemente, estejam aprendendo a lidar com essas tecnologias e a identificá-las no seu dia a dia de forma mais consciente, elas não são novas. Dessa forma, é indicado que os profissionais de TI tenham alguma compreensão da IA, do aprendizado de máquina e de algoritmos por trás das suas ferramentas e aplicações ou interesse por esses assuntos.  Algumas especializações que podem ser interessantes e criar um diferencial: Tais competências contribuem para que o profissional consiga propor melhorias nos processos da empresa e oferecer um produto voltado para a satisfação da experiência do cliente. 2) Programação  A programação é relevante para qualquer área que o profissional queira seguir na TI. Aprender a fundo, pelo menos, uma das linguagens utilizadas na programação é um requisito importante para um profissional desse setor.  Leia também: O que você precisa saber para se especializar em linguagem de programação?  3) Interesse por big data  Há muito se diz que “dados são o novo petróleo”. Por isso, é necessário que o profissional de TI, guardadas as características da área em que vai atuar, tenha conhecimento de ferramentas de análise de dados e suas rotinas.  4) Facilidade para atuar em modelos de trabalho colaborativos  A capacidade de trabalhar em equipe e colaborar com os colegas é fundamental em qualquer setor. À medida que as empresas se dedicam a projetos mais complexos e, agora, com bastante incidência, ao modelo remoto, a coparticipação eficaz se torna ainda mais importante.  Aqui, claro, o desenvolvimento de um ambiente que propicie essa dinâmica é indispensável e de responsabilidade dos líderes das equipes e dos gestores de RH.  5) Habilidade em comunicação  Em 2025, entre as soft skills desejadas para um profissional de TI, sobretudo aquele que atuará em modelo remoto, está a habilidade de comunicação. Nesse contexto, significa explicar conceitos complexos de maneira objetiva, clara e que não deixe dúvidas. Além disso, é necessário ter facilidade com a capacidade de diálogo fluido entre as diferentes áreas e níveis hierárquicos ou desenvolvê-la, bem como conseguir usar a comunicação para compreender as necessidades de cada cliente, atentando-se, inclusive, para os quesitos de acessibilidade digital.  A comunicação reflete diretamente a experiência do cliente e, por isso, é uma habilidade tão cara aos novos profissionais de TI.  6) Gosto por aprendizagem contínua Se antes da era da informação e da geração ininterrupta de dados o aprendizado contínuo já era importante, imagine agora.  Como dissemos, uma das características que se deseja em um profissional de TI, em 2025, é que ele volte o seu mindset para a metodologia do aprendizado contínuo e, dentro disso, saiba como criar a sua trilha de conhecimentos de forma estratégica.  Para o gestor de RH, há a responsabilidade de incentivar a equipe a adotar essa metodologia, seja pela condução de ciclos de capacitação, parceria com empresas de treinamentos e cursos, seja por meio de eventos que promovam networking e troca de conhecimento. Em outras palavras, colaboradores e RH precisam ser aprendizes contínuos.  7) Busca por certificações  No mercado de tecnologia da informação, as certificações são capazes de atestar se um candidato à vaga detém uma série de requisitos básicos para a função que vai desempenhar. Assim, é interessante que o profissional se dedique a conquistá-las, sabendo quais são as melhores para cada objetivo de carreira, e que o gestor de RH saiba quais solicitar para cada plano de trabalho.  8) Estar por dentro da cibersegurança O investimento em cibersegurança é uma das principais preocupações das empresas atuais. Afinal, as ameaças e os crimes virtuais têm se sofisticado com muita velocidade. Por isso, o interesse por funções, ferramentas, metodologias e plataformas de segurança, aplicações, nuvem, servidores pode ser um diferencial na hora da contratação.  Algumas áreas, inclusive, chamam atenção, como: É importante destacar que essas 8 habilidades que elencamos podem sofrer alterações, de acordo com a área da vaga e a realidade da empresa. Por ser um campo de conhecimento muito extenso, torna-se inviável demandar que um candidato detenha saberes em todas elas.  Por isso, acima de tudo, é essencial que o gestor de RH saiba adaptar o que o mercado empregador busca de maneira geral em TI e o que é realmente importante avaliar para o preenchimento do cargo específico da empresa.  5 Desafios do recrutamento tech Como dissemos anteriormente, o recrutamento de times de TI pode experienciar diversos desafios característicos da área. Separamos, a seguir, 5 deles para você conferir e, logo depois, descobrir como driblá-los!  1) Defasagem de profissionais qualificados  De acordo com um estudo da Gi Group Holding, apenas 10,9% das empresas brasileiras dizem não ter dificuldade na contratação de profissionais de TI, e isso pode ser explicado pela discrepância existente entre oferta e demanda. Para se ter uma ideia, o Panorama da Software House 2025 pontuou que encontrar mão de obra qualificada é um ponto crítico para mais de 40% das organizações. Esse cenário se deve a diversos fatores, como a rápida evolução das tecnologias e a falta de profissionais com as competências técnicas exigidas pelo mercado. Muitas organizações também relatam que, mesmo diante de um grande número de candidatos, poucos atendem aos requisitos necessários para funções mais especializadas. Além disso, a formação acadêmica nem sempre acompanha as exigências práticas do setor, o que faz com que recrutadores precisem buscar alternativas para preencher as vagas, como programas de capacitação interna, parcerias com instituições de ensino e processos seletivos baseados em habilidades em vez de diplomas. Inclusive, um levantamento do Google for Startups estimou que, até o final de 2025, o Brasil enfrentará um déficit de 530 mil profissionais de TI. Apesar do crescimento acelerado na abertura de vagas, apenas 53 mil novos profissionais terão se formado entre 2021 e dezembro de 2025, evidenciando o descompasso entre a demanda do mercado e a qualificação disponível.  2) Pouca estratégia para a retenção de talentos Ao mesmo tempo que o estudo da Gi Group Holding destaca a insatisfação das empresas na contratação de pessoas qualificadas, também aborda a insatisfação de mais de 50% dos profissionais entrevistados com os salários e as jornadas de trabalho exaustivas. Com isso, os profissionais não hesitam em buscar oportunidades mais vantajosas, seja em termos salariais, seja em relação à cultura organizacional, a benefícios ou ao equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional. Empresas que não investem em planos de carreira bem estruturados, pacotes de benefícios competitivos e um ambiente favorável ao desenvolvimento tendem a perder talentos para concorrentes que oferecem melhores condições. Além disso, a falta de alinhamento entre expectativas e realidade no dia a dia da função é um dos principais motivos para a alta rotatividade no setor. Quando o colaborador percebe que as promessas feitas no recrutamento não condizem com a prática, a busca por novas oportunidades se torna inevitável. 3) O processo seletivo não é eficiente e interessante Um indicador importantíssimo para o recrutamento, independentemente da área, é a taxa de evasão dos candidatos antes de completarem todo o processo seletivo. Quando falamos de TI, esse KPI é ainda mais importante, pois monitora a efetividade de um processo em uma área que demanda agilidade e inovação. Dessa forma, processos muito longos, sem precisão, que não medem o que devem e são pouco transparentes tendem a afastar os melhores talentos. Profissionais de TI, em sua maioria, estão habituados a processos dinâmicos e orientados por resultados. Se o recrutamento se torna burocrático, desorganizado ou falha em comunicar claramente as etapas e expectativas, o candidato pode perder o interesse e buscar outras oportunidades.  4) O recrutamento não consegue mensurar quais são as habilidades dos candidatos, sejam elas técnicas ou soft skills Muitas empresas ainda pecam ao avaliar candidatos com base apenas em currículos e entrevistas superficiais, sem métodos eficazes para medir tanto as habilidades técnicas quanto as comportamentais.  No caso de TI, essa falha pode levar à contratação de profissionais que, apesar de possuírem certificações ou experiências relevantes, não demonstram domínio prático das ferramentas exigidas ou não se adaptam bem ao trabalho em equipe e à cultura organizacional. As soft skills, cada vez mais valorizadas, costumam ser deixadas em segundo plano ou avaliadas de maneira subjetiva.  A capacidade de resolver problemas, trabalhar sob pressão e se comunicar com clareza é essencial para o sucesso em ambientes dinâmicos, mas dificilmente é mensurada com precisão nos processos seletivos tradicionais. Para resolver essa questão, é interessante pensar em modelos alternativos de aplicação de processos seletivos, nos quais é possível elaborar entrevistas estruturadas, testes situacionais e desafios práticos que podem refletir uma visão mais realista sobre as competências do candidato. 5) O desenvolvimento de um modelo de recrutamento escalável e adaptável às tecnologias emergentes é bastante complexo Criar um modelo de recrutamento que acompanhe a evolução das tecnologias e, ao mesmo tempo, seja escalável representa um desafio para muitas empresas. As exigências do setor mudam rapidamente, e métodos tradicionais de seleção nem sempre conseguem acompanhar essa dinâmica. Ferramentas automatizadas, como inteligência artificial e análise de dados, ajudam a otimizar a triagem de candidatos, mas sua implementação demanda investimento, adaptação e um olhar estratégico para garantir que a tecnologia complemente, e não substitua, a avaliação humana. Além disso, um processo escalável deve ser flexível o suficiente para atender diferentes tipos de contratações, desde posições juniores até cargos altamente especializados. Isso exige a criação de fluxos bem definidos, capazes de se adaptar ao volume de demanda sem comprometer a qualidade da seleção.  Empresas que conseguem estruturar esse modelo de forma eficaz ganham não apenas em agilidade, mas também na assertividade das contratações, reduzindo custos com turnover e aumentando a competitividade no mercado. Há uma maneira adequada de fazer o recrutamento de times de TI? A área de TI é marcada pela demanda constante de colaboradores em atividade e também pela rotatividade. Logo, ter um plano de recrutamento atualizado é um desafio diário, sobretudo em empresas que não contam com setores responsáveis por isso, como RH e gestão de pessoas.  Apesar de complexo, existem passos básicos que podem ajudar a orientar esse processo dentro da organização. Quando há um setor de RH bem estruturado, é importante que ele converse com os funcionários já alocados em TI para compreender as especificidades de cada cargo e qual é a contribuição das vagas para o propósito da empresa. Isso contribui para uma busca mais assertiva de profissionais. Além de tudo, existem outras formas de conhecer e atestar o perfil de um candidato, como:  E a contrapartida do RH? Da mesma forma que a empresa busca candidatos, precisa encantá-los com as oportunidades contidas nas vagas.  O trabalhador do mercado atual prioriza a experiência e a possibilidade de desenvolvimento de carreira. Assim, é interessante pontuar, com a liderança da empresa, a necessidade de investimento em condições de trabalho voltadas para o aprendizado, a horizontalidade de lideranças e a valorização da participação dos colaboradores.  Veja algumas ações que podem tornar o recrutamento mais interessante aos olhos dos candidatos: 1) Solicite investimento em tecnologia à liderança da empresa Explique aos líderes a necessidade de garantir equipamentos modernos e eficientes para os profissionais de TI. Visto que é uma área com DNA inovador, poder utilizar ferramentas e tecnologias emergentes, com alto valor agregado, representa um dos principais estímulos para os profissionais de TI permanecerem nas empresas.  A ação não apenas otimiza a produtividade como também demonstra o comprometimento da empresa com o sucesso de suas equipes. 2) Transparência é elemento-chave  As vagas de trabalho em TI dependem, sobretudo, de uma relação de confiança entre os gestores de RH e os colaboradores. Para tanto, ter transparência nos escopos de trabalho e projetos e no acompanhamento de indicadores internos e de produtividade, além de na comunicação, é o que vai garantir o sucesso dessa vaga.  Estabeleça uma relação próxima com os funcionários, com encontros periódicos para alinhar as expectativas do contratado e da contratante, além do entendimento fiel do propósito da empresa.  Essas são algumas perguntas que podem orientar o RH na construção de um vínculo transparente e objetivo com o trabalhador de TI. 3) Considere a flexibilização da modalidade e do horário de trabalho Pelas características que mencionamos no início deste artigo, a área de TI pode ser flexível, seja em relação às modalidades de trabalho (presencial, remoto ou híbrido), seja no quesito carga horária.  Estude as possibilidades de tornar a vaga ainda mais atrativa, ao contar com vantagens que levem em consideração as diferentes necessidades de cada indivíduo. Inclusive, de acordo  em uma pesquisa do PageGroup, 75% dos profissionais participantes consideraram o trabalho híbrido o modelo preferido na escala da flexibilidade. Alinhe a possibilidade e o interesse dos candidatos, destacando quais desses critérios é cabível adotar no processo de seleção de novos talentos de TI.  4) Gerencie a equipe com o auxílio da tecnologia Ao possibilitar o ingresso de colaboradores por meio do trabalho remoto, há a associação automática de demanda por ferramentas tecnológicas para a gestão dessas vagas. Existem inúmeras plataformas de gerenciamento de projetos, como Kanban, Runrun.it e Trello, bem como para a conferência de horas trabalhadas, a exemplo do ponto digital. Escolha aquela que melhor se adapta às necessidades da sua empresa, faça um treinamento da ferramenta com os colaboradores e estabeleça um tempo de teste inicial da tecnologia.  Com ela integralmente implementada, gerencie os projetos de forma metódica e processual, se atendo aos comandos das plataformas; é necessário centralizar a gestão de conhecimento e os arquivos de aprendizagem dos projetos. Por isso, utilize as ferramentas com o auxílio de processos bem definidos para que nada se perca.  Alguns exemplos de programas de gerenciamento de projetos e organização de times de TI remotos:  1) Trello 2) Asana 3) ClickUP 4) Runrun.it 5) Monday.com 6) Jira Software 7) Wrike 5) Destaque os benefícios disponibilizados pela empresa Detalhe os benefícios que vão além da remuneração. Planos de saúde diferenciados, descontos em academias, programas de bem-estar e outros incentivos podem ser mencionados como parte de um pacote atrativo para os candidatos. 6) Estruture um plano de capacitação O desenvolvimento contínuo dos profissionais de TI é essencial para a produtividade das empresas e também uma demanda dos próprios colaboradores. Por isso, para um recrutamento mais estratégico, estruture previamente planos de capacitação e desenvolvimento de carreira para cada cargo aberto, com materiais, parcerias, descontos em certificações etc. Depois disso, comunique a existência dessa ação para os candidatos como forma de incentivá-los a participar de todas as etapas do processo seletivo. Por fim, coloque em prática essa ação!  Nessa dinâmica, capacitação, workshops e cursos específicos podem ser oferecidos, demonstrando a valorização do crescimento profissional dentro da empresa. 7) Colha feedbacks e tenha um canal de comunicação ativo Saliente que a empresa está aberta à comunicação bidirecional. Além de fornecer um canal para feedbacks, explique como a corporação valoriza a opinião dos colaboradores e como esse processo contribui para melhorias contínuas no ambiente de trabalho. Isso pode ser estruturado, por exemplo, por meio de ouvidorias anônimas para casos de sugestão de melhorias, críticas ou denúncias e para casos de dicas ou insights que reflitam a otimização de resultados para as empresas, bonificações salariais ou dias de folga. Há inúmeras formas de fortalecer o processo de comunicação entre a empresa e o colaborador e incentivar a participação dele nos projetos do negócio.  8) Saiba o que os profissionais da área desejam Compreender as expectativas dos profissionais de TI é essencial para saber como recrutar talentos! Realize pesquisas internas e entrevistas exploratórias para identificar as necessidades específicas das equipes de TI, separando os elementos encontrados por área de atuação.  Entender os desafios, as preocupações, os focos e os desejos dessas personas contribuirá para um processo seletivo mais atrativo e compatível com o mercado. Além disso, essa é uma ótima oportunidade para coletar argumentos de barganha com a liderança da empresa. Com informações e dados reais sobre o que os colaboradores esperam das suas funções, pode ser mais simples solicitar mudanças aos líderes do empreendimento.  9) Desenvolva um processo seletivo transparente e claro O processo seletivo deve fornecer informações detalhadas sobre as etapas, as expectativas e os critérios de avaliação. Isso inclui a divulgação clara das responsabilidades do cargo, de requisitos específicos e a explicação dos passos do processo, desde a aplicação até a contratação.  A transparência nesse contexto atrai candidatos mais alinhados à cultura organizacional da empresa, além de criar uma impressão positiva sobre a postura da companhia, destacando o compromisso com a comunicação aberta e justa. Se for o caso, teste as etapas antes de lançá-las, para evitar erros e possíveis recursos.  _________________________________________________ Aprimore o processo de recrutamento e a manutenção de times de TI O recrutamento e a gestão de times de TI demandam uma série de atividades. Por isso, é importante contar com soluções que facilitem esses processos e orientem as empresas para uma atuação mais assertiva, por meio de metodologias validadas pelo mercado e indicadores adequados para suportar as tomadas de decisão. Pensando nessa necessidade, a Escola Superior de Redes desenvolveu a Consultoria Educacional, que oferece estratégias de aprendizagem corporativas elaboradas de acordo com os objetivos e as necessidades de cada empresa. A Consultoria Educacional da ESR ajuda gestores de TI e de RH a otimizar os recursos investidos no desenvolvimento profissional das equipes e gerar resultados estratégicos e alinhados aos objetivos da empresa. Além disso, o serviço direciona as instituições em consonância com o que há de mais atual na capacitação de profissionais no âmbito global para enfrentar os desafios da área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Entre em contato com a ESR para saber mais sobre a Consultoria Educacional em tecnologia da informação!


    10/04/2025
  • Riscos e Ameaças da Web
    Segurança

    Riscos e ameaças na web atual: qual a solução para uma navegação segura na internet? 

    Ainda que boa parte do mundo continue sem acesso à internet, há quase 5,56 bilhões de pessoas logadas à rede, o que representa 67,9% da população global, bem como 5,61 bilhões de pessoas que usam dispositivos móveis. Os dados são do relatório Datarepotal de 2025, o que evidencia uma realidade altamente conectada e ainda mais predisposta aos riscos e ameaças da web.  Afinal, quanto maior a superfície de exposição à rede – sobretudo com a propagação da Internet das Coisas (IoT) e a popularização da inteligência artificial, aliadas a uma quantidade inédita de pessoas gerando dados, trocas de informação e pegadas digitais –, maiores são as possibilidades de ataques.  Nesse contexto, as ameaças web, ou ameaças on-line, representam uma das principais preocupações da TI e do meio corporativo, uma vez que podem ocorrer por causa de vulnerabilidades de diferentes agentes – usuários, colaboradores e serviços de web, entre outros, causando um dano em potencial bastante significativo.  Neste artigo, vamos destacar mais desse universo, compreendendo por que os chamados pentests, ou testes de penetração, são uma alternativa interessante para driblar esse cenário.  Você também pode gostar: 9 requisitos necessários para iniciar sua carreira de Pentest Web  Riscos e ameaças da web: como definir o que é uma ameaça? As ameaças da web são caracterizadas pelos riscos de cibersegurança associados a eventos ou ações não esperadas e danosas por meio da internet. Trata-se de um impacto negativo tanto em redes privadas, Wi-Fi domésticos e intranets corporativas quanto repercussões em hosts específicos, tais quais os endpoints das empresas e dispositivos celulares, computadores e tablets. Além disso, a ameaça web também engloba as ações direcionadas ao próprio servidor web.  Quando bem-sucedida, uma ameaça de rede pode causar danos irreparáveis aos negócios, como:  Ou seja, as os riscos e ameaças da web contemplam uma gama de vulnerabilidades que estão para além dos ataques deliberados de hackers. Elas incluem brechas operacionais, falta de cultura de segurança e até eventos externos que não são passíveis de controle.  Portanto, é altamente recomendável que as empresas adotem uma abordagem de cibersegurança abrangente para, de fato, mitigar os riscos associados às redes, os quais podem ser compreendidos principalmente da seguinte forma: Categoria O que é? Exemplos Riscos associados a agentes maliciosos Ameaças causadas por indivíduos ou grupos que exploram vulnerabilidades da rede para ganhos financeiros, espionagem ou sabotagem. Malware, ransomware, phishing, ataques DDoS, exploração de vulnerabilidades zero-day, engenharia social. Riscos associados à falta de cultura de segurança digital Falhas humanas e falta de conhecimento em práticas seguras, expondo redes e dispositivos a ataques. Senhas fracas, compartilhamento indevido de credenciais, uso de redes públicas sem proteção, ausência de autenticação multifator, abertura de anexos suspeitos. Riscos associados aos múltiplos pontos de contato da rede Vulnerabilidades criadas pelo crescimento do número de dispositivos conectados, tornando a rede mais exposta. Dispositivos IoT desprotegidos, endpoints não monitorados, redes Wi-Fi sem criptografia, brechas em sistemas terceirizados. Riscos associados à falta de monitoramento contínuo A ausência de políticas de segurança e ferramentas para detecção e resposta pode permitir que ameaças permaneçam ativas sem serem percebidas. Falta de atualização de software, ausência de logs e auditorias, resposta lenta a incidentes, falta de testes periódicos de vulnerabilidades. Nesse cenário, as empresas precisam investir não apenas em soluções tecnológicas, como firewalls e antivírus, mas também em treinamento contínuo para suas equipes, protocolos de resposta a incidentes e auditorias regulares de segurança.  É aí que entram os testes de penetração, ou pentests, como uma ferramenta crucial para identificar fragilidades antes que criminosos possam explorá-las.  Melhores práticas para driblar os riscos e ameaças da web: o que são pentests – teste de invasão de aplicações web? Um teste de invasão, também chamado teste de penetração ou pentest, é um método utilizado para verificar a segurança de um ambiente, plataforma ou sistema, por meio da simulação de ataques reais, explorando as vulnerabilidades encontradas.  Diferentemente de uma varredura de vulnerabilidades, que, muitas vezes, recorre ao simples uso de ferramentas automatizadas, o pentest refere-se a um processo cíclico que depende, principalmente, do conhecimento do auditor de segurança que o realiza. Ou seja, demanda domínio técnico e especializado.  Na prática, consiste em encontrar vulnerabilidades o mais cedo possível e corrigi-las imediatamente antes que sejam exploradas, por meio da execução de ataques que visam violar os requisitos de segurança explícitos e implícitos de uma aplicação.  O processo todo é realizado ciclicamente e, a cada interação, a base de conhecimento sobre o sistema aumenta e novas vulnerabilidades podem ser descobertas e exploradas. Dessa forma, é utilizado para identificar fraquezas e superfícies de ataque e para reconhecer as potenciais ameaças de um negócio digital, assegurando que os profissionais de TI possam desenvolver controle sobre a operação, a fim de alcançar uma rede mais segura e estável.  Trata-se, portanto, de um processo sistemático de avaliação da segurança de um sistema ou rede realizado por profissionais especialistas.  Nessa dinâmica, por meio do pentest, ao encontrar uma vulnerabilidade crítica, o profissional consegue combatê-la antes mesmo da elaboração de um relatório final de atividades suspeitas e pontos de atenção. Além disso, como uma excelente ferramenta de mitigação de riscos e ameaças web, a depender do alvo, os pentests podem ser classificados de diferentes formas. Separamos algumas delas, a seguir:  Para executá-lo, os especialistas normalmente utilizam o guia de vulnerabilidades do Open Web Application Security Project (OWASP) Top 10, para identificar quais são as mais críticas, desde códigos mal-intencionados até configurações incorretas. Pode ser utilizado em testes externos, no quais se imita o comportamento de hackers alheios à organização, com foco na decodificação de problemas de segurança, e internos, quando os testadores simulam atividades de agentes internos maliciosos ou daqueles que atuam com credenciais roubadas.  O principal objetivo é mapear as vulnerabilidades que podem ser exploradas pela rede.  Nesse caso, os testes de penetração de pessoal se dedicam a encontrar pontos fracos de cibersegurança voltados para os funcionários.  Dessa forma, geralmente utilizam-se práticas bastante conhecidas, como phishing, vishing (phishing por voz) e smishing (phishing por SMS), para captar a atenção do colaborador e identificar suas ações e os gargalos de segurança da empresa nesse sentido.  Para saber qual pentest utilizar em uma estratégia de segurança, é necessário avaliar quais são os objetivos e resultados esperados no processo de aplicação de teste de penetração, observando a gestão de riscos e o mapeamento de ativos da empresa. Além disso, é necessário adotar uma metodologia.  Metodologias do pentest Além de serem adotados para alvos diferentes, os testes de penetração também podem divergir na metodologia.  Escolher uma metodologia de aplicação adequada é um passo fundamental para a realização de um pentest eficiente, capaz de barrar riscos e ameaças na web, mantendo altos padrões de segurança.  Uma dessas metodologias voltada para a web, a OWASP, ou Open Web Application Security Project (já abordamos essa comunidade anteriormente, citando o documento que descreve as vulnerabilidades mais difundidas em cada período), é altamente recomendável e utilizada. Trata-se de um padrão para testar aplicativos da web bastante abrangente, tendo em vista que não se concentra apenas nas vulnerabilidades do aplicativo, mas também em erros de lógica em processos, tecnologias e recursos humanos. Na prática, fornece uma lista de verificações para várias vulnerabilidades, tais quais injeção de SQL, configurações incorretas de segurança e design de aplicativo da web inseguro, entre outras, bem como guia de testes OWASP, guia do desenvolvedor OWASP e uma revisão de código OWASP.  Além de garantir a resiliência das empresas em relação aos vetores de ataque comuns em aplicativos web, essa metodologia auxilia na manutenção e adaptação dos negócios às regulações, como ISO27001, GDPR etc.  Em sua estrutura, aborda as diferentes fases de desenvolvimento de um aplicativo, como: Assim como a metodologia OWASP, existem diversas outras, como o Information Systems Security Assessment Framework (ISSAF – Estrutura de Avaliação de Segurança de Sistemas de Informação, em português) ou Penetration Testing Execution (PTES – Execução de Teste de Penetração, em português), que compartilham basicamente um mesmo esquema de estágios e fases, variando em alguma medida, a depender do seu objetivo. São eles:  Fases do pentest Confira, na íntegra e de forma gratuita, o webinar produzido pela ESR “Pentest × vulnerabilidades: uma visão prática”. Conclusão Diante do aumento exponencial de ameaças digitais e da crescente dependência da internet para operações corporativas e serviços essenciais, a cibersegurança se tornou uma prioridade inquestionável.  Empresas de todos os segmentos buscam profissionais capacitados para identificar vulnerabilidades antes que criminosos possam explorá-las, o que torna os especialistas em testes de penetração altamente valorizados no mercado de TI.  Além de ser uma área em constante evolução, com desafios técnicos que exigem raciocínio estratégico, o pentest oferece oportunidades lucrativas e a possibilidade de atuar em diferentes setores, desde fintechs até órgãos governamentais. Torne-se um especialista com o curso exclusivo da ESR! Com metodologia prática, o curso apresenta as principais técnicas de pentest que podem ser empregadas para avaliar e fortalecer a segurança das redes. Não perca a oportunidade de se destacar no mercado de cibersegurança. Conheça a ementa aqui!


    24/03/2025
  • Inteligência Artificial para TI
    Temas Diversos

    Guia de inteligência artificial (IA) para otimizar sua rotina em TI

    Para quem já trabalha com inteligência artificial para TI, a ferramenta vai muito além do tradicional e comentado ChatGPT. Afinal, a tecnologia não é recente e já faz parte da rotina do setor em diferentes frentes, como programação, cibersegurança e automação. Contudo, é inegável que a popularização do recurso, por meio do algoritmo de geração de texto, promoveu também uma mudança nas próprias estruturas e usos dentro da Tecnologia da Informação, tornando o investimento mais acessível e diversificado. Além disso, à medida que a TI passou a ser demandada nesse aspecto, para atender à necessidade de implementação de IA em outros departamentos das empresas, ou seja, por toda a cadeia de produção dos negócios, houve uma aceleração nas descobertas e na inovação da área.  Para se ter uma ideia, a pesquisa The state of AI in early 2024: Gen AI adoption spikes and starts to generate value, realizada pela McKinsey, identificou que, em 2024, 72% das organizações adotaram a tecnologia em alguma medida, o que representou um nítido avanço em relação aos 55% de 2023. Em 2025, estima-se que o uso da IA no cotidiano corporativo continuará se expandindo, mesmo que, agora, as preocupações associadas ao tema também repercutam nas pautas das empresas. Impacto ambiental, viés discriminatório, custo de implementação e ausência de regulamentação, por exemplo, são pontos que têm sido abordados com mais frequência nos últimos tempos. Ainda assim, conhecer o potencial da IA na rotina dos profissionais, em especial dos de TI, é imprescindível para quem deseja aprimorar a carreira, otimizar as tarefas e entregar mais resultados.  Pensando nisso, separamos, a seguir, algumas opções de IA para você usar no seu dia a dia em TI. Confira!  O que você precisa saber sobre Inteligência Artificial para TI ou não em 2025? A ideia de um neurônio artificial surgiu ainda em 1940, perpassando pontos interessantes, como o Teste de Turing (1950), até o nascimento oficial da chamada Inteligência Artificial, em 1956, no Dartmouth Summer Research Project on Artificial Intelligence, um workshop de verão amplamente considerado como o evento fundador da IA como um campo de pesquisa. Desde então, a tecnologia tem sido aprimorada e tem experienciado, de acordo com o texto “A brief history of AI with deep learning”, cerca de três idades de ouro:  A evolução da Inteligência Artificial, com as três idades de ouro (Fonte: “A brief history of AI with deep learning”) Cada um desses momentos marca uma transformação significativa dos investimentos em IA, resultando em avanços expressivos na capacidade de processamento, aprendizado e aplicação da inteligência artificial. Por exemplo, em 2006, a Netflix se propôs a melhorar seu algoritmo de recomendação dos filmes (DVDs) enviados aos clientes pelo correio (sim, à época, esse era o modelo do negócio). Para isso, lançou um desafio no qual os participantes deveriam apresentar uma proposta capaz de otimizar esse recurso em, pelo menos, 10%. Três anos depois, a equipe BellKor’s Pragmatic Chaos foi a campeã, revolucionando o uso dos algoritmos da empresa por meio do aprimoramento do projeto original em 10,06%. Dessa forma, os integrantes do time vencedor garantiram o prêmio de 1 milhão de dólares e abriram um caminho para que o uso da IA, de machine learning e dos algoritmos se fortalecesse ainda mais.  Atualmente, na terceira idade de ouro, a IA é marcada pelo deep learning, que é um recurso onipresente em várias áreas, desde assistentes virtuais até diagnósticos médicos. Nesse contexto, as redes neurais ganham cada vez mais protagonismo por causa do aprimoramento da capacidade computacional e de armazenamento.  À medida que as empresas e os pesquisadores trabalham com algoritmos, usando os transformadores e vetores de palavras, por exemplo, percebem que, quanto mais parâmetros de palavras e camadas há em uma rede neural, mais promissores e precisos serão os resultados obtidos.  Para ilustrar, enquanto o GPT-1 possuía 117 milhões de parâmetros, sua última versão (GPT-4) conta com uma estimativa de mais de 1 trilhão de parâmetros, embora seja difícil precisar um número exato, tendo em vista que se trata de uma aplicação fechada. Dessa maneira, o tempo atual é formado por uma disputa comercial robusta entre empresas que apostam em algoritmos abertos e outras, em fechados, correndo contra o tempo para alimentar suas redes neurais.  No início de fevereiro, inclusive, o Chat GPT, que era o grande algoritmo de IA no quesito linguagem, foi estremecido pelo novo DeepSeek chinês, que apresentou um gasto muito inferior para treinar seus algoritmos. Outros marcos interessantes na história da IA:  2012 – primeiro ano em que um algoritmo de inteligência artificial, chamado Alexnet, usa a Convolutional Neural Network (CNN), uma rede neural com 8 camadas para identificar e reconhecer imagens.  2015 em diante – há um salto relevante nesse cenário de decodificação de imagens com o lançamento de uma rede neural de 152 camadas. Como resultado, o erro na identificação desses símbolos passa a ser menor do que aquele reproduzido por humanos. Ou seja, o algoritmo, pela primeira vez, é mais preciso que um ser humano. 2017 – os algoritmos Transformers passam a demandar menos tempo para serem treinados, têm mais eficiência no reconhecimento da conexão e nas dependências entre palavras e melhoram o reconhecimento de padrões e a capacidade de analisar problemas não sequenciais. É uma das fontes que dão origem ao GPT-3 e ao ChatGPT, o qual possui cerca de 12.288 parâmetros de entrada, além de uma grande quantidade de camadas, para interpretar a relação que as palavras têm entre si. Ou seja, falar em IA, em qualquer setor e atividade, é também abordar um universo em constante transformação e de diferentes aplicações.  Continue pensando nisso por aqui:  Reflexos da IA na cibersegurança: você conhece o potencial dessa relação?  Inteligência artificial na TI: como a ferramenta atua no contexto da cibersegurança? Assista, na íntegra, ao webinar gratuito da ESR sobre o tema: O que você precisa saber sobre IA em 2025 trabalhando ou não com tecnologia? Ao compreendermos o cenário e a história da IA, seja em TI, seja nos demais setores, estamos prontos para descobrir os tipos de inteligência artificial (IA) que podem otimizar realmente sua rotina. Guia de ferramentas de inteligência artificial para TI que podem otimizar realmente a sua rotina Separamos alguns exemplos, por categoria e atividades comuns aos setores de TI, para que você possa montar um verdadeiro repertório tecnológico. Veja:  1) IA para TI: produtividade e organização Trata-se de uma IA no modelo “fechado”, cujo funcionamento é definido como sendo uma extensão do Notion, uma plataforma de organização e gerenciamento de tarefas amplamente utilizada por profissionais e empresas. Na prática, ela é utilizada para otimizar a organização e a escrita, podendo gerar resumos, estruturar notas e sugerir melhorias em textos. É excelente para profissionais de TI que precisam documentar processos, registrar bugs, estruturar planejamentos e organizar projetos de forma clara e objetiva. Como ponto positivo, citamos a integração perfeita com o Notion, o que torna a produtividade mais fluida e dinâmica. Entretanto, na seara dos pontos desfavoráveis está a questão de ser uma funcionalidade premium, apenas para assinantes. Como já amplamente abordado por aqui, é o modelo de IA Generativa baseado na arquitetura de transformadores, desenvolvido pela OpenAI. Seu uso vai além da simples geração de textos, sendo um assistente poderoso para responder perguntas, auxiliar na programação e até mesmo na análise de dados. É ideal para profissionais de TI que buscam suporte na resolução de problemas de código, documentação técnica ou brainstorming de soluções para desafios complexos. O ponto positivo é a capacidade de entender contextos e gerar respostas detalhadas e coerentes. Por outro lado, seu acesso total a funcionalidades mais avançadas depende de um plano pago, e as respostas podem não ser 100% precisas, o que exige verificação. 2) IA para TI: automação de tarefas Plataforma de automação de fluxos de trabalho que conecta diferentes aplicativos sem necessidade de programação. Funciona como um integrador que permite que as ações em um software ativem respostas automáticas em outro. Para profissionais de TI, é útil na automação de processos repetitivos, como a sincronização de dados entre plataformas, o envio automático de alertas e a atualização de registros em bancos de dados sem intervenção manual. A vantagem dessa IA para TI é sua interface intuitiva e a compatibilidade com milhares de aplicativos. Já o ponto negativo é que tarefas mais complexas exigem planos pagos e um tempo inicial de configuração. Extensão de navegador que automatiza tarefas repetitivas diretamente na web. Pode, por exemplo, capturar informações de sites e inseri-las automaticamente em planilhas, preencher formulários e organizar dados sem intervenção manual. Para profissionais de TI, é excelente para coletar dados de diferentes fontes, extrair informações de dashboards e gerenciar tarefas sem precisar escrever o código manualmente. Como prós: praticidade e rapidez na automação de tarefas no navegador. Contra: sua funcionalidade depende do ambiente web e pode ter limitações para fluxos mais avançados. 3) IA para TI: comunicação e atendimento Tradutor baseado em redes neurais que oferece precisão superior ao Google Tradutor, principalmente em termos de contexto e fluidez. Profissionais de TI podem utilizá-lo para traduzir documentações técnicas, artigos e guias de API sem perder o significado original do texto. Também podem compreender melhor certificações e capacitações que, normalmente, são em língua estrangeira.  Seu ponto forte é a qualidade das traduções, mais naturais e coerentes. No entanto, a versão gratuita tem um limite de caracteres e a premium é necessária para traduções de textos maiores e integração com outras ferramentas. Inteligência artificial que grava e transcreve reuniões automaticamente, identificando os participantes e organizando resumos das conversas. Profissionais de TI podem utilizá-la para documentar reuniões técnicas, registrar discussões sobre projetos e garantir que nada seja perdido em reuniões de equipe. O ponto positivo é a automatização da transcrição e a análise de reuniões. O ponto negativo é que a transcrição em tempo real pode apresentar imprecisões em áudios de baixa qualidade. 4) IA para TI: programação e desenvolvimento Assistente de codificação baseado em IA, desenvolvido pela OpenAI e integrado ao GitHub. Ele sugere trechos de código, completa funções automaticamente e auxilia na escrita de scripts complexos. Para profissionais de TI, especialmente desenvolvedores, o Copilot agiliza o processo de programação, reduzindo o tempo gasto em tarefas repetitivas e ajudando na implementação de soluções mais eficientes. O ponto positivo é a integração direta com editores como VS Code, o que torna a experiência de codificação mais fluida. O lado negativo é que sua versão completa está disponível apenas mediante assinatura. Assistente de código que utiliza machine learning para prever e sugerir linhas completas de código enquanto o programador digita. É uma excelente ferramenta para profissionais de TI que trabalham com múltiplas linguagens de programação e desejam aumentar a produtividade sem comprometer a qualidade do código. Entre as vantagens, destacam-se a compatibilidade com diversos IDEs e a personalização das sugestões. Entretanto, sua versão gratuita tem funcionalidades limitadas em relação à premium. 5) IA para TI: análise de dados e inteligência de negócios Funcionalidade avançada do ChatGPT que permite a análise de dados e a execução de cálculos estatísticos diretamente na interface do chat. Profissionais de TI podem utilizá-lo para explorar conjuntos de dados, criar gráficos e gerar insights rapidamente sem a necessidade de linguagens de programação específicas para a análise de dados. O ponto positivo é a facilidade de uso e a flexibilidade para diferentes tipos de análise. Entretanto, essa funcionalidade está disponível apenas para assinantes do ChatGPT Plus. Plataforma de análise de texto baseada em IA que permite extrair insights de grandes volumes de dados, como feedbacks de clientes, e-mails e documentos. Para profissionais de TI que lidam com análise de dados não estruturados, é uma ferramenta útil para categorização automática, detecção de sentimentos e criação de relatórios inteligentes. A vantagem é a possibilidade de integração com outras ferramentas de BI e CRMs. O ponto negativo é que seu uso avançado requer uma assinatura paga. Conclusão A inteligência artificial, seja para TI, seja para os demais setores, já faz parte da rotina de colaboradores e usuários, aprimorando atividades e possibilitando que tarefas sejam desburocratizadas. Entretanto, é necessário que os profissionais compreendam suas limitações e saibam utilizá-las de forma estratégica. Afinal, a IA não substitui o conhecimento técnico, mas potencializa a produtividade, a tomada de decisões e a inovação nos projetos. Esteja pronto/a para abraçar um cenário de TI que explora essa e outras tecnologias que têm se tornado cada vez mais fundamentais no mercado: conheça todas as turmas da Escola Superior de Redes (ESR)!


    07/03/2025
  • Governança Multicloud
    Computação em Nuvem

    Governança multicloud: o que é e por que aplicá-la às redes corporativas?

    A adoção de uma abordagem multicloud focada em governança tem sido a preferência do meio corporativo por causa de suas inúmeras vantagens, como segurança, mitigação de erros e perda de dados, gerenciamento estratégico da computação em nuvem e dos ambientes diversificados, entre outros fatores.  Na prática, o conceito multicloud pode ser definido como uma arquitetura de computação caracterizada pelo uso simultâneo de serviços e recursos de vários “provedores cloud”. Ou seja, trata-se da possibilidade de as empresas alocarem suas demandas em diferentes provedores, usando o mais adequado para cada necessidade. Assim, os custos, as regulamentações e os objetivos da nuvem podem ser direcionados de acordo com a demanda da organização. Entretanto, para que isso dê certo, é essencial implementar critérios robustos e princípios fundamentais associados à conformidade, às políticas de segurança e ao gerenciamento de custos que, juntos, formam os pilares da governança, aspecto essencial para gerir ambientes multicloud.  Vamos abordar essa temática agora. Boa leitura! Você também pode gostar – Backup e recuperação de dados: estratégias essenciais para administradores de sistemas A importância de um ambiente multicloud para as empresas Em um cenário em que o volume de dados cresce exponencialmente e a demanda por soluções flexíveis e seguras se intensifica, investir em um ambiente multicloud é não só uma vantagem, como uma exigência do mercado. Para ilustrar e mostrar como o tema tem se expandido, de acordo com uma pesquisa realizada pela Oracle, 98% das empresas usam, ou planejam adotar, uma estratégia multicloud. Assim, por causa de tal aderência das organizações à abordagem, uma vez que, por meio da sua implementação, os negócios ganham mais flexibilidade, escalabilidade e resiliência, há um desejo coletivo por experiências multicloud cada vez mais perfeitas, seguras e integradas. Além disso, ao distribuir cargas de trabalho em diferentes provedores de nuvem, as organizações têm acesso a algumas vantagens, como: De forma geral, a estratégia multicloud resulta em um potencial de diversificação que reduz a dependência de um único fornecedor e melhora a eficiência operacional. Você também pode gostar: 8 etapas para implementar uma estratégia eficaz de computação em nuvem   Diferenças entre nuvem híbrida e multicloud Embora os conceitos de nuvem híbrida e multicloud sejam frequentemente confundidos, existem diferenças estruturais entre os dois termos.  A nuvem híbrida retrata a engrenagem de ambientes cloud quando formada pela combinação de cargas de trabalho comuns ou interconectadas, que são implementadas por meio da fusão de dois ou mais ambientes de nuvem diferentes. Assim, ela concilia, pelo menos, uma solução de nuvem privada com um recurso de nuvem pública, permitindo que as aplicações sejam compartilhadas entre os dois modelos e, geralmente, sejam gerenciadas como uma entidade única, oferecendo às empresas maior grau de propriedade sobre os elementos específicos de sua infraestrutura de TI. Por exemplo, quando se alinha a infraestrutura de uma computação particular (data center local) a um ambiente de computação em nuvem pública. Já a sistemática multicloud envolve o uso dois ou mais provedores de nuvens públicas. A ideia, nesse caso, é que a empresa possa aproveitar as vantagens de cada provedor, conforme as suas necessidades, objetivos e planejamento, possibilitando que as empresas usufruam ao máximo da flexibilidade, da escalabilidade e da tecnologia de ponta oferecidas por diferentes provedores em nuvem. Na prática, enquanto a nuvem híbrida se concentra em conectar diferentes tipos de infraestrutura, a multicloud é mais voltada para a diversificação de provedores para atender a diferentes demandas. Como a governança impacta a abordagem multicloud? Uma tendência de aplicações em nuvem para 2025, o multicloud tem emergido como uma solução para redes mais inteligentes e complexas. Nesse contexto, a governança é o elemento que assegura que essa estratégia de ambientes em nuvem diversificados e com vários provedores seja realmente confiável, segura e eficiente. As atividades de avaliar a capacidade dos provedores na oferta de serviços e os riscos de eventual falha para o negócio e entender qual ponto-chave do negócio deve ser alocado em cada tipo de solução em nuvem, por exemplo, fazem parte desse conceito e auxiliam as empresas a implementarem o uso da abordagem multicloud adequadamente.  Portanto, ao falarmos em governança multicloud estamos analisando aspectos como a própria rede, o desempenho, a segurança, o gerenciamento operacional e o custo total de propriedade, sendo ela um elemento essencial para alinhar o uso de ambientes diversificados aos objetivos estratégicos das empresas, otimizando o custo total de propriedadec (TCO) e garantindo segurança e conformidade. Como a governança pode ajudar a superar os desafios da estratégia multicloud? Como vimos, a governança multicloud desempenha um papel fundamental para enfrentar os desafios comuns dessa abordagem, oferecendo ferramentas e diretrizes que possibilitam um gerenciamento mais eficiente e seguro. Entenda:  1) Complexidade operacional A governança estabelece processos claros e padronizados para gerenciar múltiplos provedores de nuvem. Nessa dinâmica estão inclusas a implementação de ferramentas de monitoramento centralizado e a automação para coordenar os serviços de diferentes fornecedores.  Com uma abordagem de governança bem estruturada, as empresas conseguem mapear responsabilidades, alinhar políticas operacionais e reduzir o esforço manual necessário para gerenciar ambientes diversificados. 2) Segurança Com mais provedores, há também um aumento da exposição a falhas e ameaças. A governança garante que todas as políticas de segurança sejam unificadas, padronizando práticas como criptografia de dados, autenticação multifator (MFA) e auditorias regulares. Além disso, permite a criação de protocolos robustos para detecção e resposta a incidentes, reduzindo vulnerabilidades. 3) Conformidade regulatória A governança auxilia na criação de um framework que monitora as operações em nuvem para garantir conformidade com regulamentações locais e internacionais. Por meio de ferramentas específicas, como relatórios de auditoria automatizados e validação contínua de práticas, as empresas podem evitar sanções ou problemas jurídicos. 4) Custo invisível Sem governança, as empresas podem enfrentar desperdícios financeiros por causa do uso desnecessário de recursos ou da duplicação de serviços em diferentes provedores. A governança resolve isso ao oferecer visibilidade detalhada sobre a alocação de recursos, monitorando o consumo e otimizando os custos. 5) Capacitação A governança inclui programas de treinamento e capacitação específicos para as equipes, garantindo que elas tenham as habilidades necessárias para gerenciar o ambiente multicloud. Conclusão A governança multicloud representa um passo importante para as empresas que buscam aproveitar ao máximo os benefícios de uma nuvem diversa e inteligente. Ao lidar com a complexidade de múltiplos provedores, ela atua como uma bússola, que garante a eficiência operacional, a segurança dos dados e a conformidade regulatória, além de otimizar custos. Mais do que uma prática técnica, trata-se de um investimento estratégico que ajuda organizações a se adaptarem a um mercado cada vez mais dinâmico e competitivo. É importante ressaltar ainda que a implementação de uma estratégia multicloud também apresenta desafios, como maior complexidade de gerenciamento, necessidade de ferramentas de orquestração e a possibilidade de aumento de custos se não for bem planejada. Esteja pronto para abraçar um cenário de TI que explora essa e outras tecnologias que têm se tornado cada vez mais fundamentais no mercado: conheça todas as turmas da Escola Superior de Redes (ESR)!


    20/02/2025
  • melhores práticas de segurança da informação
    Segurança

    As 6 melhores práticas de segurança da informação para empresas

    Manter uma agenda de melhores práticas de segurança da informação é essencial não só para garantir que os dados das empresas fiquem protegidos, como também para viabilizar que eles possam ser utilizados com eficiência.  De acordo com o Gartner, três frentes principais contribuem para que esse tema seja a questão central das empresas nos próximos anos: um ambiente de ameaças mais intenso, o movimento consistente das operações para nuvem e a escassez de talentos. Diante disso, a consultoria estima que os gastos com segurança da informação em 2025 alcancem US$ 212 bilhões, o que representa um aumento de 15,1% em relação ao previsto em 2024. Além disso, o Gartner ainda prevê que, até 2027, mais de 15% dos ciberataques ou vazamentos de dados irão envolver a IA generativa. Ou seja, os prejuízos com o cibercrime e as diversas possibilidades de corrompimento de dados serão cada vez mais significativos, exigindo que as empresas adotem estratégias de defesa mais sofisticadas e proativas. Aliadas a esse cenário, as regulações, agora mais robustas e severas, demandam que as empresas, de fato, se adaptem aos seus dispositivos, refletindo a necessidade de uma segurança da informação consistente nos ambientes organizacionais.  Nesse contexto, no qual a informação é um dos recursos patrimoniais mais importantes dos negócios, gestores e líderes, não só de TI, precisam conhecer as melhores práticas de segurança da informação para desenvolver um ambiente corporativo engajado em políticas e estratégias de proteção adequadas. Conheça 6 delas a seguir.  O cenário do ciberataque em 2025 No fórum Cyber Crisis Management, “From Chaos to Control”, com programação orientada para a discussão de gestão de crises cibernéticas e para a importância da segurança digital, Nimrod Kozlovski, fundador e CEO da Cytactic, declarou que todas as organizações irão sofrer com grandes ataques cibernéticos em 2025. Com a inevitabilidade dessas práticas, o evento condicionou a manutenção dos negócios a uma combinação de resiliência e preparação estratégica das práticas de segurança da informação. Na ocasião, entre os principais riscos do ano para o tema, foram elencados os seguintes pontos: Embora o cenário seja preocupante, adotar as melhores práticas de segurança da informação permite que as empresas fortaleçam as suas defesas contra as ameaças cibernéticas e compreendam a fundo a sua vulnerabilidade, atuando para fortalecê-la. Conheça, abaixo, alguma delas para implementar no dia a dia das empresas:  Por aqui, explicamos a você o conceito de Segurança da Informação.  6 melhores práticas de segurança da informação indispensáveis para as empresas do futuro  Todas as melhores práticas de segurança da informação levam em consideração ao menos um dos seus pilares, quais sejam: De acordo com o Instituto Brasileiro de Cibersegurança, a legalidade também atua como um pilar da segurança da informação, relacionando-se com a conformidade com leis, regulamentações e normas aplicáveis à coleta, ao processamento e ao armazenamento de dados do usuário.  Sabendo disso, separamos, a seguir, as principais recomendações para implementar uma estratégia consolidada de segurança da informação nas empresas.  1) Estratégia de backup Manter uma estratégia de backup eficiente reflete diretamente na recuperação de dados em caso de ataques cibernéticos, falhas de sistema ou desastres naturais. Nesse contexto, segundo o National Institute of Standards and Technology (NIST), o ideal é que as empresas adotem a regra 3-2-1, que consiste em: Segundo o órgão, essa prática é uma das abordagens mais eficazes para garantir a integridade e disponibilidade dos dados. Além dela, testar regularmente a restauração dos backups também é imprescindível, já que contribui para que os arquivos estejam realmente disponíveis quando necessário. Além disso, antes de serem implementados, os backups precisam avaliar algumas características conectadas a essa prática, como: a janela de backup, o Recovery Time Objective (RTO), o Recovery Point Objective (RPO) e o tamanho das cópias dos arquivos.  Conhecer esses elementos contribui para a estruturação de uma política de backup com menos gargalos e maior previsibilidade. Enquanto o RTO refere-se ao tempo máximo que a operação de um negócio pode ficar indisponível antes de prejuízos imensuráveis e inaceitáveis (impacto na reputação, perda financeira e queda na satisfação do cliente, entre outras), o RPO se traduz na quantidade máxima de dados que a organização pode perder sem que isso cause danos permanentes aos negócios.   Sabendo disso, é possível compreender qual a janela de backup ideal para determinada situação, ou seja, o tempo adequado para que as informações sejam armazenadas no procedimento de backup sem que haja prejuízo da aplicação. Na prática, as janelas de backup precisam compreender uma margem de segurança baseada no RTO e no RPO para possibilitar que imprevistos, como a operação de recuperação de dados, consigam ser executados sem resultar na afetação dos demais processos da empresa.  Para isso, é importante analisar, ainda, a quantidade de dados gerados pela empresa e a demanda de armazenamento para copiar tal quantidade de informações em um esquema de backup. Alguns desafios encontrados nesse momento são:  Ou seja, a prática de backup é uma excelente estratégia de segurança da informação, mas deve observar indicadores como o RPO, o RTO, a janela de backup e o tempo de retenção de dados. Os tipos de backup existentes e sua granularidade, os métodos e os níveis de backup também são pontos-chave nessa equação.  ❗Conheça os tipos de backup e saiba diferenciar os seus usos. 2) Redundância de sistemas Ter sistemas redundantes significa criar cópias operacionais dos principais serviços da empresa para evitar indisponibilidades. Assim, servidores de backup, redes alternativas e soluções de failover automático fazem parte dessa prática, visando minimizar os impactos de falhas inesperadas. A redundância é uma das principais responsáveis por garantir que operações críticas não sejam interrompidas. Por isso é tão fundamental para os negócios e as práticas de segurança da informação.  3) Controle de acesso rígido Restringir o acesso a informações sensíveis apenas a usuários autorizados é ferramenta essencial para evitar violações de segurança. Para isso, é necessário adotar medidas que reforcem a proteção dos sistemas e dados corporativos, como: Além dessas medidas, a implementação do princípio do menor privilégio (PoLP) – que concede a cada usuário apenas o nível de acesso estritamente necessário para desempenhar suas funções – contribui significativamente para minimizar vulnerabilidades e prevenir acessos indevidos. 4) Manutenção e atualização de hardwares e softwares  Quando todos os sistemas e dispositivos estão atualizados, sejam eles um hardware (que é a parte física do computador) ou os softwares (que podem ser traduzidos como uma sequência de instruções executadas em um computador), as vulnerabilidades exploradas por cibercriminosos diminuem. Por isso, manter softwares, sistemas operacionais e firmwares em suas versões mais recentes reduz os riscos de ataques, pois as atualizações frequentemente corrigem falhas de segurança conhecidas. Além disso, a substituição periódica de equipamentos obsoletos também é importante, pois os hardwares antigos podem não suportar protocolos de segurança mais recentes. Uma política de atualização contínua e monitoramento ativo minimiza falhas e aumenta a resiliência contra ameaças cibernéticas. 5) Implementação de uma política de segurança combinada com uma cultura organizacional  Uma política de segurança da informação bem estruturada é responsável por proteger os dados e garantir que todos os colaboradores compreendam sua responsabilidade na prevenção de ataques. Para que seja realmente eficiente, ela deve contemplar ao menos:  Para as organizações, é imprescindível que os cenários estejam mapeados e que cada setor e colaborador entendam a sua participação na engrenagem de defesa digital do negócio. Afinal, de nada adianta investir em tecnologias antiameaças se os funcionários continuam suscetíveis aos riscos das redes. 6) Gestão de Continuidade de Negócios (GCN) A segurança da informação não se trata apenas de prevenir ataques, mas também de garantir que a empresa possa continuar operando mesmo diante de incidentes cibernéticos. Nesse cenário, a Gestão de Continuidade de Negócios (GCN) envolve a criação de planos de contingência para minimizar impactos e restaurar operações rapidamente em caso de falhas ou invasões. Todos esses pontos fazem parte de uma GCN relevante, capaz de proporcionar resiliência operacional, continuidade dos serviços e a mitigação de prejuízos financeiros e danos à reputação. Como estruturar um projeto de segurança da informação adequado para empresas?  Existem várias maneiras de se implementar uma boa gestão de segurança da informação nas empresas e, assim, evitar ameaças e cibercrimes. Como, por exemplo, criando uma rotina específica de atualização de softwares, além de backup contínuo e do uso de softwares de segurança.  Ainda assim, a solução que melhor apresenta resultados para se esquivar de ameaças à segurança da informação e para desenvolver essa área, seja na empresa, seja na carreira, é a capacitação profissional. Estar inserido no universo digital e compreender como a segurança cibernética é importante para o sucesso da empresa é imprescindível, além disso, é necessário dominar a técnica e os princípios dos elementos que estruturam uma política estratégica de segurança da informação, privacidade e ética no uso de dados.  A Escola Superior de Redes entende que esse é um dos alicerces mais importantes para a construção de um ambiente virtual seguro e para a formação de profissionais ainda mais qualificados. Por isso, desenvolveu uma trilha de treinamentos práticos para a área de segurança, com uma metodologia própria pensada na perspectiva de capacitar o aluno para agir preventivamente e tratar os incidentes quando não for possível evitá-los.  Inscreva-se e prepare-se para assumir sua próxima vaga.


    13/02/2025
  • sfia 9
    RH

    Nova versão do framework SFIA. Afinal, o que mudou?

    O framework Skills Framework for the Information Age (SFIA) é um modelo global que descreve habilidades profissionais para o mundo digital. Por esse motivo, funciona como um excelente parâmetro para a compreensão das habilidades e atividades desempenhadas nas áreas de TI de organizações públicas ou privadas. Em 2024 ele chegou na versão SFIA 9, já conhece? Na prática, diferentemente de outros frameworks que são prescritivos, o SFIA descreve habilidades, de acordo com os níveis de responsabilidade dos profissionais da área, estruturando conhecimentos em uma visão global há mais de 20 anos. Trata-se, portanto, de um ótimo balizador para apontar as competências profissionais mais relevantes no mundo da tecnologia da informação, porque reflete diretamente o dia a dia das organizações de TI em complexidade e especificidade.  A versão 8, lançada há cerca de dois anos, apresentava 121 descrições de habilidades profissionais em TI (testes, softwares, aplicações, área de redes etc.). Com a constante popularização de novas tecnologias, apresentação de inovações e discussão de conceitos, como sustentabilidade, trabalho remoto e automação, entre outros, o framework passou por uma nova rodada de atualização. Dessa forma, o SFIA, como um agente descritivo das atividades laborais em TI, focou na entrega de uma atualização que contemplasse todas essas nuances.  Você vai descobrir, ao longo deste artigo, as mudanças práticas do tema, baseadas em um recente webinar da Escola Superior de Redes (ESR): “SFIA 9 – A nova versão do framework global de habilidades para o mundo digital”, com Paulo Duque e Guilherme Jardim.  Boa leitura!  Você também pode gostar: Como alavancar a carreira no atual cenário de TI? 3 dicas essenciais!  O que é SFIA e como ele funciona na prática? Lançado oficialmente no ano 2000, por meio de uma metodologia colaborativa da comunidade internacional de TI, o SFIA (em português, Modelo de Habilidades para a Era da Informação) tornou-se uma linguagem comum aceita globalmente para as habilidades e competências relacionadas com o mundo digital.  De acordo com a própria fundação sem fins lucrativos SFIA, o framework contempla diferentes aspectos da área de TI, como: Para isso, a estrutura possui uma base que intersecciona uma série de competências digitais, organizadas em níveis de proficiência – do básico ao avançado –, que combinam também a descrição de habilidades necessárias para uma organização de TI entregar valor ao negócio.  Desde o seu surgimento, o SFIA tem evoluído continuamente para refletir as constantes mudanças no mundo digital e para atender às demandas de habilidades emergentes. Essa característica diferencia o SFIA de outras estruturas, fazendo com que o framework seja aplicado por governos e indivíduos em quase 200 países. Como funciona na prática?  Na prática, o SFIA atua como uma estrutura organizada, que descreve 147 habilidades profissionais em sete níveis de responsabilidade que representam a progressão da autonomia, da influência, da complexidade e de habilidades de negócios de TI de forma coesa, clara e consistente.  Cada um dos níveis é apoiado por atributos genéricos, como colaboração, tomada de decisão e liderança, sendo associado às habilidades profissionais detalhadas no framework e alinhado ao seu nível de responsabilidade correspondente.  A abordagem é integrada e permite uma avaliação e uma combinação de competências técnicas e comportamentais focadas em descrever a atuação geral de um profissional de tecnologia que assegura que as habilidades sejam praticadas de maneira eficaz e direcionadas para as demandas do mundo corporativo. Ou seja, o SFIA é um modelo dividido em categorias e subcategorias, com algumas mais estratégicas, que focam, por exemplo, nos objetivos do negócio, em demonstrar como se trabalha com planejamento estratégico, nos indicadores de desempenho, em processos etc. Outras são relacionadas com a criação e a entrega de serviços que contemplam áreas que criam e implementam soluções do dia a dia para setores do negócio, tais quais desenvolvimento de sistemas, análise de requisitos de negócios, testes, elaboração de banco de dados e tudo que se liga ao avanço do negócio de forma geral, assim como há também categorias voltadas para o crescimento profissional/gestão de pessoas, incluindo temas como planejamento de força de trabalho, avanço profissional e avaliação de desempenho, por exemplo.  O SFIA é um modelo de habilidades e competências em TI completo e dinâmico, assim como o próprio setor.  Você também pode gostar – Futuro do trabalho em TI: quais carreiras da área tendem a crescer? O que mudou no SFIA 9?  De acordo com Paulo Duque e Guilherme Jardim no recente webinar da ESR, o SFIA 9 repercute, de maneira estratégica e inteligente, os novos contornos do mercado de TI. Além de incluir 26 novas habilidades ao seu escopo e conter diversos aprimoramentos, como os fatores comportamentais agora associados aos níveis de responsabilidade, o framework passa a interpretar as áreas de TI como verdadeiras unidades de negócio. Para isso, o modelo apresenta uma visão do setor que vai além da mera gestão de infraestrutura e do desenvolvimento de soluções. Acompanhe algumas dessas mudanças a seguir, todas mencionadas no webinar da ESR (“SFIA 9 – A nova versão do framework global de habilidades para o mundo digital”), ao qual você assiste na íntegra e gratuitamente aqui!   1) Novas habilidades foram implementadas no framework  No intervalo de dois anos entre a versão anterior e a atual, foram descritas 26 novas habilidades no framework, divididas em diversas áreas. Como exemplo está a habilidade associada à inteligência artificial, que conta com uma descrição específica da área. Trata-se de uma nova habilidade chamada “Inteligência artificial e ética de dados”. Ao combinar o tema da inteligência artificial com as preocupações sobre ética de dados, o SFIA se posiciona na vanguarda, detalhando a necessidade de se pensar na evolução da tecnologia sempre acompanhada por reflexões éticas sobre o seu uso e sobre o limite de atuação dos seus algoritmos.   Observa-se, na nova versão, que há uma preocupação do framework com os vieses da IA e com a repercussão dessa inovação no mundo real. 2) A gestão financeira ganhou relevância  A versão 9 do SFIA fortalece o reconhecimento de que uma boa gestão financeira é primordial para a governança das áreas de TI, desenvolvendo e apoiando efetivamente o negócio. Enquanto a versão 8 descrevia apenas uma habilidade direcionada para as finanças, a versão 9 apresenta uma pluralidade delas, expandindo o tema com maior profundidade, conforme as novas habilidades listadas abaixo:  O conceito de TI como unidade de negócio foi aprimorado Com a nova versão SFIA, o entendimento das áreas de TI como unidades de negócio está ainda mais cristalino. Isso porque o framework agora lança o seu olhar para estruturas ainda mais complexas e abrangentes, que compreendem as operações de TI em sua integralidade, preocupadas com o andamento da operação em todas as suas frentes. São exemplos disso as novas habilidades:  Em outras palavras, isso significa dizer que o framework, que nasceu como uma visão essencialmente técnica, segue ampliando o seu escopo de atuação e engloba questões cada vez mais estratégicas. Descubra todas as outras novidades trazidas pela versão 9 do framework SFIA: assista ao webinar da ESR na íntegra e fique por dentro! (É gratuito!) Conclusão O SFIA 9 representa uma evolução significativa no acompanhamento das transformações do setor de TI, ampliando as suas categorias e habilidades, além de representar o dinamismo e a capilaridade típicos de uma área tão ampla quanto a da Tecnologia da Informação.  Quais são as suas apostas para o que ainda está por vir nesse mercado? Esteja preparado para todas elas com o auxílio da Consultoria Educacional da ESR, um serviço exclusivo que utiliza o framework SFIA atualizado para desenvolver estratégias de aprendizagem corporativas, elaboradas de acordo com os objetivos e as necessidades de cada empresa e cada usuário.


    16/01/2025
  • Segurança digital em redes corporativas
    Segurança

    Segurança digital em redes corporativas: o que é, princípios e boas práticas

    A segurança digital em redes corporativas pode ser definida como um conjunto de boas práticas e estratégias que visam proteger a infraestrutura tecnológica das organizações, bem como seus dados e informações relevantes, tanto nos sistemas de computadores interconectados quanto nos dispositivos associados.  Essa proteção estende-se à possibilidade de incidentes maliciosos, desastres, erros e falhas humanas e de atualização de equipamento. Trata-se, portanto, de uma abordagem interdisciplinar e integrada focada em viabilizar a continuidade dos negócios mesmo em contextos extremos.  Em um cenário no qual a criação e transação de dados crescem exponencialmente, ao passo que os cibercrimes também se expandem, estruturar planos de ação que atuem de forma preventiva e, quando necessário, corretiva em relação aos incidentes de dados é fundamental. Para se ter uma ideia, de acordo com um recente levantamento da Kaspersky, o Brasil registrou mais de 800 bloqueios de ataques de ransomware por dia em 2024, totalizando cerca de 106 mil tentativas de golpe desde janeiro. Desse número, 6,5 mil investidas foram direcionadas para o setor de saúde, que ficou atrás apenas dos segmentos de serviço e governamental.   O levantamento também indicou que, à medida que as tecnologias são empregadas para otimizar recursos de segurança, também refletem no aprimoramento dos grupos de ataques, tais quais os de ransomware, que demonstram uma compreensão sofisticada das vulnerabilidades de rede, sobretudo as corporativas, munindo-se de uma variedade de técnicas para alcançar os seus propósitos criminosos.  Como se sabe, a indisponibilidade ou o comprometimento de dados no meio corporativo, por causa desses eventos maliciosos e de outros incidentes, tende a causar prejuízos bastantes significativos em relação à ausência de previsibilidade financeira, ao branding e às constantes violações de regulamentação, como a LGPD, por exemplo. Dessa forma, na atualidade, a segurança digital da rede corporativa passa de uma vantagem organizacional para uma necessidade para a manutenção do negócio a longo prazo.  Você também pode gostar – Inteligência artificial na TI: como a ferramenta atua no contexto da cibersegurança?  Afinal, como a segurança de redes corporativas é definida? Como dissemos anteriormente, a segurança digital de redes corporativas, ou simplesmente segurança de redes corporativas, dedica-se a proteger os dados das organizações e assegurá-los especialmente quanto a três aspectos/princípios:  Ao tratar da integridade, a segurança de redes corporativas se compromete com a manutenção das características dos dados, garantindo a sua não alteração. Isso ocorre, sobretudo, por meio de recursos que envolvem a própria constituição do banco de dados, o protocolo de redes utilizado e os códigos de verificação (checksum) implantados em arquivos e pacotes de rede, por exemplo.  Na confidencialidade, por sua vez, a segurança de rede corporativa estipula políticas e procedimentos precisos capazes de mitigar ou impedir o acesso não autorizado a dados e informações organizacionais. Assim, com base em criptografia; hash de senhas; protocolos seguros, como o MySQL, SSH, SMTPS etc.; conexões criptografadas para banco de dados; uso de VPN em  cloud computing; controle de permissões de acesso aos dados e níveis de acesso; firewalls; sistemas de detecção de intrusos (IDS); sistemas de prevenção de intrusos (IPS) etc., a segurança de rede corporativa proporciona maior estabilidade aos sistemas e à infraestrutura digital dos negócios.  Por fim, no princípio disponibilidade, a segurança de rede corporativa garante que os serviços de rede permaneçam sempre disponíveis, levando em consideração, para isso, a probabilidade da ocorrência de falhas de hardware; as necessárias atualizações de software; bugs; ataques de negação de serviço; falhas na alimentação elétrica; problemas operacionais; falta de backup adequado e cibercrimes, entre outros pontos.  Além disso, a segurança de redes corporativas também abarca o combate aos ataques cibernéticos, roubos de dados e resposta às interrupções de serviços e promove o alinhamento dos sistemas às regulamentações de dados pessoais e sensíveis.  Assim, podemos dizer que a segurança digital de redes corporativas previne, detecta e estrutura respostas a ameaças às redes e sistemas organizacionais decorrentes das mais variadas fontes, com base em um conjunto de medidas sistematizadas e metodológicas.  Você também pode gostar – Cibersegurança em foco: 4 perguntas sobre o tema que você precisa conferir agora! Como a segurança de redes corporativas faz isso na prática?  Com o surgimento dos terminais remotos nos anos 1960 e 1970 e, depois, com a evolução da tecnologia, que pode ser traduzida pelo surgimento da internet comercial; dos serviços com grande densidade de usuários (IRC e ICQ); dos serviços de P2P; das redes sociais; dos primeiros smartphones com migração para a web; das aplicações; da Internet das Coisas (IoT) e da cloud computing, entre outros exemplos, as redes se tornaram mais complexas. Com isso, houve também uma crescente demanda por soluções que conseguissem adaptar os ambientes digitais às necessidades das empresas e dos usuários, sem que isso significasse abrir mão da segurança e da transparência das operações (#DesafioÀVista).  Nesse contexto, a segurança digital de redes corporativas é constituída de modo a proteger os dados, sistemas e usuários de ameaças cibernéticas e outros incidentes internos e externos, garantindo a integridade, confidencialidade e disponibilidade das informações críticas para o funcionamento das empresas. Para isso, ela passou a ser implementada com base em diversas frentes de atuação, desde aquelas voltadas para a segurança da informação até as associadas à conscientização dos colaboradores do uso da malha tecnológica.  A seguir, destacamos alguns recursos de proteção:  Resumo das medidas de segurança de redes corporativas Veja também – Identidade digital descentralizada: o que é e como ela potencializa o mundo em rede?  Veja também – Guia Segurança de Redes: o que é, para que serve e tipos existentes  Você também pode gostar: 6 profissões de cibersegurança nas quais se especializar em 2025 _______________________________________ Como vimos, a segurança digital em redes corporativas depende de uma série de fatores associados que exigem a atuação de diferentes profissionais da Tecnologia da Informação, ou seja, trata-se de uma área rica em possibilidades de especialização e desenvolvimento de carreira.  Esteja preparado para abraçar as oportunidades desse campo, garantindo especializações em cibersegurança, governança em TI ou segurança da informação.  Conheça as turmas da Escola Superior de Redes (ESR) para 2025!


    10/01/2025
  • Acessibilidade digital e na web
    Temas Diversos

    Acessibilidade digital e na web: o que é e como implementar para otimizar sites e conteúdos?

    A acessibilidade digital e na web possui um objetivo claro: democratizar o acesso à tecnologia para pessoas com ou sem deficiência. Trata-se de um conjunto de boas práticas que devem ser acompanhadas e implementadas pelos diferentes setores de TI (design, arquitetura e programação, entre outros) para tornar sites e conteúdos mais acessíveis, conservando, para isso, a autonomia dos usuários e as suas especificidades. Em um contexto de múltiplos dispositivos conectados às redes e da pluralidade de pessoas on-line e com arquivos offline baixados, é essencial observar as diretrizes que garantem uma navegação fluida, justa e completa em todos os cenários. É papel da TI se propor a superar os desafios de acesso, sejam eles conectados às questões técnicas e de infraestrutura, como a falta de acesso à internet rápida ou a um pacote de dados móveis, ou associados a limitações cognitivas, de movimento, visuais ou auditivas. Ou seja, a acessibilidade digital e na web possibilita a eliminação de barreiras nos ambientes virtuais, assegurando que todos os usuários, com deficiência ou não, possam encontrar e compreender textos e sites em sua completude, de acordo com escolhas de navegação próprias e até mesmo não lineares. Todos esses pontos são objetos de estudo da acessibilidade digital e na web e proporcionam um debate salutar sobre as necessárias transformações desses ambientes. Atualmente, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) caminha nessa direção ao disciplinar a acessibilidade como um direito garantido e apresentar um capítulo inteiro sobre esse assunto. Há também um esforço contínuo do World Wide Web Consortium (W3C) para a divulgação, desde 1999, das Diretrizes de Acessibilidade ao Conteúdo da Web e para a propagação da Web Accessibility Initiative (WAI). O primeiro documento, cuja atualização mais recente data de 2023 (WCAG 2.2), propõe 14 recomendações para o desenvolvimento de conteúdos web acessíveis às pessoas, acompanhando critérios universais de usabilidade e acessibilidade. Assim, falar em acessibilidade digital e na web é também apostar em um projeto colaborativo de uma tecnologia que verdadeiramente aproxima os usuários e promove a inclusão de todos eles, respeitadas as suas individualidades e autonomia. Em seu mais recente webinar, a Escola Superior de Redes (ESR) abordou a relevância do tema, destacando dicas práticas para tornar sites e arquivos digitais mais acessíveis. Confira algumas delas ao longo deste artigo! ➔ Você também pode gostar –  Diversidade e inclusão em TI: qual a importância de discutir essas pautas antes da seleção de seu próximo time? Qual a diferença entre acessibilidade digital e acessibilidade na web? Antes de implementar um projeto de acessibilidade em sites, nos ambientes virtuais ou em arquivos digitais, é imprescindível que o profissional de TI saiba diferenciar esses conceitos. De acordo com Jorge Fiore de Oliveira Júnior, do Instituto Benjamin Constant (IBC) e especialista em acessibilidade na web no W3C Brasil, que participou da formulação da edição do Modelo de Acessibilidade do Governo Eletrônico Brasileiro (o eMAG 3.0), os termos possuem uma ligação direta com os fundamentos do “desenho universal”. A abordagem de desenho universal se desenvolveu entre os profissionais da área de arquitetura, na Universidade da Carolina do Norte, EUA, com o objetivo de definir um projeto de produtos e ambientes capaz de ser usado por todos, em sua máxima extensão possível, sem necessidade de adaptação ou projeto especializado para pessoas com deficiência. Para isso, os produtos universais são definidos como aqueles que acomodam uma escala larga de preferências e de habilidades individuais ou sensoriais dos usuários. O propósito dessa abordagem é garantir que qualquer ambiente ou produto possa ser alcançado, manipulado e usado independentemente do tamanho do corpo do indivíduo, da sua postura ou mobilidade. Sobre esse contexto, ramificam-se as premissas da acessibilidade digital e na web, bem como as especificidades da disponibilidades de arquivos de conteúdo digital e das tecnologias assistivas. Conheça todos eles a seguir.  Acessibilidade digital Capacidade de um produto digital ser flexível o suficiente para atender às necessidades e preferências do maior número possível de pessoas, compatibilizando tecnologias assistivas digitais utilizadas por indivíduos com deficiência ou mobilidade reduzida. Acessibilidade na web Refere-se à internet acessível para todas as pessoas, entre elas as que possuem algum tipo de deficiência. Em uma web verdadeiramente acessível, as pessoas com deficiência podem navegar e interagir totalmente, assim como as pessoas sem deficiência. Acessibilidade em arquivos de conteúdo digital Responsável por promover acesso, considerando as diferenças entre usuários, tecnologias e contextos de uso. A ideia é garantir que todas as pessoas possam acessar o documento, compreendê-lo, utilizá-lo e interagir com ele. Ex.: Professor que monta uma apresentação passível de ser acessada por ele nas aulas, mas também por todos os alunos (inclusive aqueles com deficiência ou mobilidade reduzida) em seus dispositivos móveis. Tecnologia assistiva Também chamada adaptativa ou tecnologia de apoio é qualquer ferramenta ou recurso capaz de proporcionar maior autonomia a uma pessoa com deficiência, tal qual o leitor de telas, programa utilizado pelas pessoas com deficiência visual para que elas tenham pleno acesso ao uso do computador. Na prática, todos esses conceitos se interseccionam, a fim de desenvolver um ambiente virtual mais justo e inclusivo, sendo importante implementar recursos para os diferentes cenários e deficiências. A seguir, você confere dicas sobre como apostar na acessibilidade digital e na web com foco na deficiência visual. Acompanhe!  ➔ Você também pode gostar –  TI Verde: o papel da tecnologia e das organizações diante da urgência da sustentabilidade Recomendações para tornar conteúdo de sites e arquivos digitais acessível 1) Verifique o idioma do documento Pessoas cegas, com baixa visão ou com visão monocular conseguem ter acesso ao conteúdo de um arquivo por meio do recurso de leitor de tela. Tal tecnologia é responsável por sintetizar os textos digitais, transformando-os em áudio. Entretanto, para que o leitor de telas faça a leitura correta, o idioma do conteúdo deve ser definido acertadamente. Por isso, ao programar um site, é necessário definir a tag de idioma com o respectivo idioma do conteúdo do site. No caso de conteúdos em arquivos digitais, como documentos, apresentações etc., é essencial determinar o idioma principal do conteúdo. 2) Observe o tamanho e o tipo da fonte Para qualquer conteúdo textual de arquivo ou site, a fonte com serifa dificulta a leitura para pessoas com baixa visão. Por esse motivo, deve-se optar pelo uso das fontes sem serifa.  No caso do tamanho da fonte para sites, de acordo com o WCAG, deve ser usado entre 16 e 18,5 px ou 1,2 em e 1,5 em (“em” é uma unidade tipográfica do CSS que é relativa ao tamanho da fonte do elemento pai de uma página web). Já para arquivos DOC, o ideal é tamanho 16. No caso de apresentação, indica-se manter um mínimo de tamanho 32. 3) Especificar títulos e cabeçalhos Para melhor estruturação lógica e coerente, capaz de favorecer a orientação e a navegabilidade para leitura, é extremamente relevante organizar a estrutura de títulos e subtítulos do conteúdo em arquivo digital ou site. Dessa forma, para os sites, a organização hierárquica é realizada com base em cabeçalhos (tags h1, h2, h3 etc.), em que o “h1” representa o conteúdo de maior relevância do site e assim sucessivamente. Nos conteúdos em arquivo digital, é fundamental fazer a devida marcação do que é título 1, título 2 etc. 4) Atentar-se para o alinhamento textual Na elaboração de conteúdo em arquivo digital ou site, o alinhamento do texto à esquerda é o padrão a ser utilizado, ainda que seja viável o alinhamento ao centro, à direita ou justificado. Diversos estudos demonstram que textos alinhados à esquerda possuem uma leitura mais simples. Além disso, pessoas com deficiência, muitas vezes, apresentam problemas de leitura em textos justificados, uma vez que esses conteúdos podem conter espaços desiguais entre as palavras, bem como espaços em branco que transcorrem várias linhas, dificultando a leitura e, em alguns casos, tornando-a impossível. Nos textos justificados também ocorrem aproximações exageradas entre algumas palavras que prejudicam a localização da separação delas. Ainda em relação ao alinhamento, é recomendável: 5) Listas Para fins de acessibilidade e melhor navegação, utilizar as ferramentas adequadas do processador de textos e apresentações para a criação de listas, enumeradas ou não, é essencial. A numeração por meio de travessões, asteriscos ou símbolos apenas simula uma lista, impossibilitando que o usuário a identifique. O mesmo vale para sites. Assim, é importante permitir, além da leitura, a autonomia do usuário. Ele deve conseguir se direcionar até a parte do conteúdo que lhe interessa, não necessariamente de forma linear. _________________________________________________ Para acompanhar mais dicas relacionadas com a acessibilidade digital e na web associadas ao uso de tabelas, textos alternativos em imagens, hyperlink ou link, entre outros pontos, assista ao webinar gratuito da ESR na íntegra: Introdução à Acessibilidade Digital e na Web com Foco na Deficiência Visual – Parceria RNP e IBC.


    02/01/2025
  • Computação Verde
    Temas Diversos

    Computação Verde: Como reduzir o impacto ambiental dos data centers

    À medida que as urgências climáticas se tornam uma pauta mais presente no universo corporativo nos mais diversos setores, a computação verde também ganha destaque. Você sabe do que se trata? Em linhas gerais, a computação verde, ou sustentável, é definida como um conjunto de práticas voltadas para uma operação de tecnologia com menos impacto no meio ambiente. Ou seja, trata-se do desenvolvimento de estratégias de TI que priorizam a eficiência energética, bem como a fabricação, o uso e o descarte adequado de computadores e outros eletroeletrônicos, além da escolha de matérias-primas de menor potencial lesivo. Para se ter uma ideia da necessidade de abordarmos o tema, um recente relatório do Google divulgou que as emissões de gases de efeito estufa da empresa aumentaram 48% nos últimos cinco anos, principalmente por causa da expansão da demanda por data centers que comportem sistemas de inteligência artificial. De acordo com o levantamento, cerca de 14 milhões de toneladas de carbono equivalente foram produzidos em 2023, o que evidencia o desafio a ser superado e a importância da computação verde para os próximos anos. Para compreender a pauta com mais detalhes, iremos explorar os seguintes tópicos: Você também pode gostar – TI Verde: o papel da tecnologia e das organizações diante da urgência da sustentabilidade  O que é computação verde? O conceito de computação verde passou a ser discutido em 1992, quando a Agência de Proteção Ambiental dos Estado Unidos desenvolveu o projeto Energy Star. O programa tinha o objetivo de identificar eletrônicos de consumo que conseguiam atender a padrões de eficiência energética. Ou seja, tratava-se de uma proposta de reconhecimento das iniciativas que já aderiam, àquela época, à chamada computação ecológica, que tinha como principal marco o impulso para a adoção da função de modo de suspensão em todo o setor de TI. Com base nisso, o Programa Energy Star foi aprimorado, dando origem à Ferramenta de Avaliação Ambiental de Produtos Eletrônicos (Electronic Product Environmental Assessment Tool ou EPEAT), que registra produtos organizados e mantidos de acordo com critérios de desempenho que valorizam a sustentabilidade. Entre eles: Depois desse momento e com o tempo, a computação verde ampliou seu escopo e a abrangência dos seus pilares, com o setor de TI dedicando-se não só à produção de inovação e novas tecnologias, com dispositivos cada vez menores e mais rápidos, como também preocupado em otimizar esses ativos para um modelo sustentável de ponta a ponta. Na prática, a computação verde requer um planejamento sustentável de toda a cadeia de serviços de TI, capaz de elaborar medidas e estabelecer metas direcionadas para as diversas etapas do setor, desde a fabricação dos produtos até o seu descarte. Portanto, podemos dizer que o termo computação verde descreve práticas que promovem: Quais são os principais elementos que caracterizam a Computação Verde? Destacamos os mais relevantes a seguir. Você também pode gostar – Governança em TI e ESG: Como integrar práticas de sustentabilidade em sua estrutura tecnológica  A importância da Computação Verde no cenário atual Com a crescente digitalização e o aumento exponencial da demanda por recursos de TI, a computação verde emerge como uma solução indispensável para equilibrar inovação tecnológica e sustentabilidade. Ao minimizar os impactos ambientais, as práticas da TI ecológica harmonizam a necessidade do mercado em relação ao desempenho e à competitividade das empresas com demandas, cada vez mais urgentes, de cadeias de produção mais conscientes, transparentes e “limpas”.  A seguir, destacamos a importância da computação verde em diferentes áreas. Importância para os data centers A transformação digital e o aumento do volume de dados armazenados tornam os data centers elementos cruciais na operação das empresas. Entretanto, eles também são grandes consumidores de energia e fontes de emissão de carbono, sendo responsáveis por uma parcela significativa das emissões de gases globais. Nesse cenário, a computação verde oferece soluções, como o uso de energias renováveis, virtualização e sistemas de refrigeração eficientes, para driblar esses problemas e reduzir os custos operacionais dos negócios. Importância para a logística A fabricação e o transporte de equipamentos de TI geram emissões significativas de gases de efeito estufa. Nesse sentido, a computação verde promove práticas como: Essas medidas, combinadas com as outras citadas por aqui, tornam a cadeia de suprimentos de TI mais sustentável e eficiente. Importância para a infraestrutura geral De escritórios a fábricas, a computação verde auxilia na construção de infraestruturas inteligentes, integrando sistemas de gestão de energia, sensores IoT e práticas de manutenção preditiva para entregar as seguintes vantagens: Importância para a experiência do usuário Os usuários estão cada vez mais atentos à responsabilidade ambiental das empresas com as quais interagem. Inclusive, de acordo com uma pesquisa da Sherlock Communications, entre consumidores brasileiros e latino-americanos, as ações de Responsabilidade Social Corporativa (RSC) são extremamente influentes na tomada de decisões. Segundo o levantamento, 90% dos brasileiros afirmam que a responsabilidade social corporativa influencia a opinião que têm sobre as empresas. Por isso, a adoção da computação verde é também um investimento direto no branding e na manutenção do negócio no mercado. Além disso, produtos e serviços alinhados à computação verde: Tais compromissos não apenas atraem mais clientes, mas também fortalecem a fidelização de quem já utiliza os serviços. Importância para a área legal Optar por práticas de computação verde auxilia empresas a se adequarem às regulamentações ambientais, que estão se tornando mais rigorosas em diversos países. Desse modo, podemos dizer que, em relação a compliance e governança legal, o conceito de computação ecológica viabiliza que as empresas estejam à frente nestes campos: No atual cenário, estar em conformidade com as normas é crucial para operar de forma legítima e competitiva no mercado global. Importância a longo prazo Como dissemos, a computação verde cria um impacto positivo duradouro ao: Ao investir em sustentabilidade, as organizações garantem sua relevância no presente, construindo um legado inovador e responsável para o futuro. Afinal, como a Computação Verde pode otimizar a eficiência energética das empresas? Respondemos a isso em cinco passos: 1. Modernização de hardware – equipamentos com maior eficiência energética consomem menos e duram mais. 2. Gestão de energia inteligente – sistemas que ajustam o consumo conforme a demanda. 3. Adoção de servidores virtuais – menos servidores físicos resultam em menor uso de energia e espaço. 4. Refrigeração eficiente – técnicas como resfriamento por água ou o uso de temperatura ambiente externa. 5. Transição para energia renovável – data centers movidos a fontes renováveis. Ou seja, com a computação verde, o setor de TI se compromete a ser um importante aliado em prol da sustentabilidade global, provando que tecnologia e consciência ambiental podem (e devem) caminhar lado a lado. _______________________________________ Você também pode gostar: Webinar gratuito –  “Sustentabilidade e TICs: caminhos para a implantação de uma agenda ESG nas organizações públicas e privadas”, com o especialista Alexandre Cesar Motta de Castro.


    26/12/2024
  • Cursos de TI ESR + CompTIA
    Temas Diversos

    Cursos de TI: as 5 principais especializações oferecidas pela ESR + CompTIA

    Já conhece os novos cursos de TI ESR + CompTIA? Acompanhe este conteúdo para saber mais! As novas configurações digitais, tanto em âmbito social quanto naquele relacionado com os negócios, impulsionam a busca por habilidades profissionais cada vez mais especializadas, sobretudo nas diferentes áreas de TI. Por isso, nesse cenário, o aprendizado contínuo por meio de cursos e certificações é tão necessário e imprescindível. De acordo com um recente relatório da Deloitte, as empresas passaram a alocar a capacitação como uma de suas prioridades de investimento nos últimos anos, pois compreenderam que esse é o pilar responsável por materializar os avanços da tecnologia no dia a dia dos negócios. O estudo, intitulado “Agenda: estratégias empresariais para o ambiente de negócios”, identificou que 72 em cada 100 entrevistados na pesquisa disseram ter como meta a ampliação de recursos direcionados para o seu desenvolvimento profissional em áreas tecnológicas nos próximos anos, ou seja, o mercado se coloca como um dos impulsionadores do aprendizado, reforçando a potencialidade dos profissionais que investem na qualificação. Sabendo disso, a Escola Superior de Redes (ESR), unidade de capacitação da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), oferece, há mais de 18 anos, uma jornada intensa de ensino e aprendizado para TI, sendo uma das maiores referências do segmento. E com a Computing Technology Industry Association (CompTIA), disponibiliza cursos atualizados e preparados para abordar os desafios da TI moderna, por meio dos quais forma especialistas capazes de se adaptar aos mais diversos cenários tão velozmente quanto as tecnologias emergentes.  “Esta junção (CompTIA + ESR) fornece à ESR a musculatura necessária para que seu portfólio de cursos esteja alinhado sem aumentar o custo operacional dessa atividade por nossa equipe acadêmica. A CompTIA possui uma gama de profissionais altamente especializados que nos auxiliará nesse novo caminho” – diretor adjunto da Escola Superior de Rede, Leandro Guimarães, para blog da RNP.  Neste artigo, você vai conhecer os cinco principais cursos que são fruto dessa parceria entre a ESR e a ComTIA e compreender todos os seus diferenciais. Você vai encontrar por aqui: Boa leitura!  Você também pode gostar: Como alavancar a carreira no atual cenário de TI? 3 Dicas essenciais!  Cursos de TI ESR + CompTIA: o que é a ESR? A Escola Superior de Redes (ESR) atua há mais de 18 anos no segmento de cursos, ensino e aprendizado para TI, sendo a unidade de serviço da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). Ao longo desse tempo, a organização capacitou mais de 1.100 instituições clientes e aproximadamente 43 mil alunos, visando ao resultado prático, à preparação para as certificações mais importantes do mercado e a um portfólio abrangente, alinhado às necessidades de um setor tão diverso.  O principal objetivo da ESR é promover a capacitação, o desenvolvimento profissional e a disseminação de conhecimento em tecnologia da informação, contribuindo para um ecossistema mais robusto e preparado para se adaptar às transformações digitais e sociais. No portfólio da escola, você vai encontrar um catálogo com mais de 170 cursos, distribuídos em diferentes áreas de formação: Com a CompTIA, a ESR se estabelece como a principal referência em capacitação de computação em nuvem e segurança da informação do mercado! Conheça todos os cursos da ESR!  Cursos de TI ESR + CompTIA: o que é a CompTIA? Assim como a Escola Superior de Redes, a Computing Technology Industry Association (CompTIA) é referência no segmento de capacitação para TI. Considerada uma das mais relevantes associações comerciais da indústria de TI, a empresa é responsável pela emissão de diversas certificações profissionais para o setor, fortalecendo o desenvolvimento de carreiras cada vez mais especializadas e qualificadas. Em seus mais de 40 anos de fundação, estabeleceu bases sólidas para se tornar uma comunidade indispensável para os milhões de empresas e indivíduos que buscam prosperar nos US$ 5,2 trilhões de indústrias globais de TI/tecnologia. Para isso, a CompTIA oferece diversas certificações orientadas pelo pilar “resultados”, como: Os exames de certificação são desenvolvidos por especialistas que constroem um planejamento de conteúdo de qualidade para o nível de experiência apropriado. 91% dos clientes concordam que a CompTIA ajuda a iniciar e avançar carreiras na área de tecnologia.Fonte: TechValidate | TCI: DD9-1A3-DF3 | Publicado em 2023 92% dos clientes concordam que a CompTIA é uma marca líder em treinamento e certificação reconhecidos pela indústria.Fonte: TechValidate | TVID: 36A-DE5-461 | Publicado em 2023 Por que fazer um curso em TI? No segmento de Tecnologia da Informação, capacitações/certificações representam uma atividade indispensável, sobretudo porque são requisitos de diversas vagas nacionais e internacionais. Além de fortalecerem a credibilidade do conhecimento de um profissional, elas também atestam a aptidão dele para lidar com áreas específicas, demonstrando competência técnica, atualização constante e comprometimento com o desenvolvimento de carreira. Em um cenário no qual sobram vagas e faltam pessoas qualificadas, investir na capacitação e no curso adequado deixa de ser apenas uma escolha e se torna um verdadeiro diferencial competitivo. A crescente busca por cursos em TI O interesse pelo aprendizado nas áreas tecnológicas, especialmente inteligência artificial, tem registrado um aumento significativo. Exemplo disso, segundo uma pesquisa do Instituto Semesp, é que cursos da área, como os de computação e TI em geral, estão em terceiro lugar na preferência dos estudantes brasileiros (13%), atrás apenas das áreas da saúde (28%) e de negócios, como administração e direito (17%). Além disso, dados do Senai mostram que, entre janeiro e outubro de 2023, mais de 10 mil estudantes se matricularam em cursos relacionados com IA, o que representa um aumento de quase 24% em relação a 2022. Esse número é ainda mais expressivo ao considerarmos que o ano anterior já havia registrado um crescimento de 246% na pesquisa sobre o tema em relação a 2021. O cenário demonstra que o mercado de TI não só está em expansão, como busca ativamente profissionais qualificados, tornando a formação na área uma escolha estratégica para quem deseja crescer e se destacar. Você também pode gostar – 10 cursos que irão intensificar o seu conhecimento em Governança de TI 5 Cursos de TI oferecidos pela ESR e CompTIA Veja os principais programas de TI disponibilizados pela parceria ESR + CompTIA. 1) Security+ (parceria oficial CompTIA)  O CompTIA Security+ é uma certificação global que valida as habilidades básicas que são requeridas para que deseja desempenhar papéis de segurança da informação e avançar na carreira de TI. Por isso, esse curso é direcionado para profissionais que possuem habilidades de redes e administração de redes TCP/IP com base em Windows e outros sistemas operacionais, como o MacOS, o Unix ou o Linux, e que buscam avançar na carreira de TI por meio de conhecimento básico em segurança da informação. A especialização se dedica, principalmente, a preparar os profissionais de TI para tirarem a certificação CompTIA Security+ SY0-701. Essa formação é estruturada em dez módulos, que totalizam 40 horas de duração, além de contar com material de apoio, que inclui o conteúdo do curso, agenda, tarefas, questionários, simulados e tópicos extras, tal qual o material oficial CompTIA. 2) PenTest+ (parceria oficial CompTIA)  O curso PenTest+ foi desenvolvido para profissionais de cibersegurança encarregados dos testes de penetração e gestão de vulnerabilidades dentro de uma organização. Em meio aos desafios relacionados com a proteção de clientes contra vazamentos de segurança e privacidade, as empresas priorizam cada vez mais os profissionais com conhecimentos acerca de testes de penetração em ambientes computacionais. Por isso, essa é uma habilidade emergente valiosa não só para as organizações que procuram proteção, como para os profissionais que buscam por melhores condições de carreira. Nesse curso, você será apresentado às metodologias e aos conceitos gerais para a realização de pen testing, que pode aprimorar suas habilidades com base em uma simulação de penTest+ em uma empresa fictícia. Além disso, há uma cobertura integral do conhecimento exigido para a certificação CompTIA Pentest+ PT0-002 que é compatível com o padrão ISO 17024 e preparado para atender aos requisitos da diretiva 8140/8570.01-M do DoD dos EUA. 3) CySA+ (parceria oficial CompTIA) Proteger dados e sistemas é uma prioridade para empresas e organizações em todo o mundo. Nesse cenário desafiador, esse curso é uma oportunidade para você se destacar como um especialista em segurança. Na prática, o curso CompTIA CySA+ CSO003 representa uma jornada empolgante e abrangente no mundo da segurança cibernética. Ele foi projetado para indivíduos apaixonados por tecnologia e determinados a proteger organizações de ameaças cibernéticas cada vez mais sofisticadas. Ao longo de sua ementa intensiva, você mergulha nas mais recentes estratégias e práticas de segurança cibernética, preparando-se para enfrentar os desafios do mundo digital em rápida evolução. O programa aborda uma gama de tópicos essenciais, incluindo:  4) Cloud Essentials+  O Cloud Essentials propicia a compreensão da computação em nuvem e o trabalho necessário para mover e administrar tal recurso. Trata-se de outro curso que utiliza material oficial da CompTIA, destinado a profissionais de TI e negócios que desejam aumentar seu conhecimento e expertise para fazer recomendações de uso de computação em nuvem. Além disso, é um programa orientado para negócios e profissionais que desejam se preparar para a certificação CompTIA Cloud Essentials+. O curso oferece conhecimento e as habilidades necessárias para você tomar decisões claras e conscientes sobre tecnologia de computação em nuvem, de uma perspectiva técnica e de mercado, e também compreender o que está envolvido no uso e no impacto financeiro da implantação e administração de computação em nuvem. Esse curso cobre todo o conhecimento exigido para a certificação CompTIA Essentials+ CLO002, em conformidade com o padrão ISO 17024. 5) CASP+ (CAS-004) (parceria Oficial CompTIA) A CompTIA Advanced Security Practitioner (CASP) é a certificação ideal para profissionais técnicos que desejam permanecer imersos em tecnologia, e não apenas gerenciar pessoas. Seu objetivo é formar profissionais que preferem viver mergulhados na tecnologia, sem se preocupar com o supervisionamento. Isso porque enquanto os gerentes de cibersegurança ajudam a identificar quais políticas e estruturas podem ser implementadas na organização, os profissionais com certificação CASP apontam como implementar soluções em conformidade com essas políticas e estruturas. Ou seja, a CASP é uma certificação imprescindível para os profissionais que querem ir além. Nesse curso, de nível avançado em gerenciamento de riscos, operações/arquitetura de segurança corporativa e pesquisa/colaboração e integração da segurança corporativa, você encontra um programa completo de preparação para o exame. A CASP ainda está em conformidade com os padrões ISO 17024 e é aprovada pelo Departamento de Defesa dos EUA, atendendo aos requisitos da diretiva 8140/8570.01-M. Benefícios de um curso ESR + CompTIA 1. Reconhecimento global: as certificações CompTIA são reconhecidas internacionalmente, aumentando sua credibilidade no mercado. 2. Preparação prática: os cursos da ESR oferecem uma abordagem prática, alinhada aos desafios reais do setor de TI. 3. Acesso a salários competitivos: os profissionais certificados tendem a alcançar remunerações mais altas e melhores oportunidades de crescimento. 4. Desenvolvimento contínuo: além da certificação, o programa incentiva a atualização constante de conhecimentos e habilidades. 5. Flexibilidade: ao combinar a expertise da ESR e da CompTIA, você aprende no seu ritmo, conciliando as aulas com outras atividades. Conclusão Investir em um curso de TI ESR + CompTIA contribui para a construção do seu conhecimento, abrindo portas para uma carreira sólida e de alto desempenho no setor. Essa combinação une excelência técnica e reconhecimento global, garantindo um diferencial competitivo no mercado. Visualize todos os cursos oferecidos pela Escola Superior de Redes e escolha o ideal para você e para a sua carreira! 


    19/12/2024
  • DataOps
    Ciência de Dados

    DataOps: o que é e como essa abordagem funciona na prática?

    O conceito de DataOps refere-se a uma abordagem para a gestão de pipelines de dados que tem como principal objetivo auxiliar organizações a aprimorar seus processos de análise de dados com base na automação. Com isso, ele resolve dois dos maiores gaps dessa área: a integração das diversas fontes de dados das companhias e os custos de infraestrutura. Inspirado nas práticas de DevOps e no Manifesto Ágil (2001), o DataOps também é guiado pelos pilares da agilidade, qualidade e confiabilidade, porém, direcionando a sua aplicação para a entrega de dados.  Na prática, o termo foi oficialmente apresentado, em 2017, por Lenny Liebmann, no texto “3 Reasons Why DataOps Is Essential for Big Data Success”, cujo conteúdo destacava a importância da metodologia para o sucesso de iniciativas de big data. Desde então, o DataOps tem se consolidado como uma importante alternativa para a otimização dos fluxos de trabalho conectados ao campo de gerenciamento de dados, fazendo isso, sobretudo, por meio da automação e da colaboração.  Por meio desses pontos, a metodologia abrange desde o desenvolvimento até a entrega de produtos em dados, sendo bastante relevante em um mercado que exige agilidade e eficiência ao mesmo tempo que lida com volumes de dados cada vez mais robustos e complexos. Em outras palavras, o DataOps promove a melhoria contínua na gestão de dados ao integrar equipes e automatizar processos, gerando um ciclo virtuoso de qualidade e eficiência. Há, finalmente, um alinhamento entre as operações de dados e as necessidades de negócio das organizações. Abaixo, seguiremos destrinchando o universo DataOps e os seus diferenciais para as organizações e carreiras. Continue conosco! Tome nota: A International Data Corporation (IDC), estima que, no ano de 2024, foi observado um volume global de dados para além dos 157 ZB (zetabytes). Isso representa 157 bilhões de terabytes, ou cerca de 39 trilhões de horas de vídeo em alta definição. Qual o principal objetivo do DataOps? O principal objetivo do DataOps reside na redução de custos relacionados com a entrega de dados combinada com a melhoria da sua qualidade e confiabilidade. Além disso, trata-se de uma metodologia que incentiva a cultura da colaboração entre times e a automação de processos e que, por isso, viabiliza a escalabilidade dos projetos de dados e das informações nas empresas.   Assim como o DevOps surgiu para resolver desafios de integração no desenvolvimento de softwares que causavam retrabalho e gastos desnecessários, o DataOps foi criado para enfrentar problemas semelhantes associados ao universo dos dados. Ele busca, assim, unificar a coleta, o processamento e a análise de dados, garantindo que fontes de dados críticos estejam disponíveis no momento certo, com máxima precisão. Nesse contexto, a implementação do DataOps permite que empresas se tornem mais resilientes, com dados confiáveis para apoiarem a tomada de decisão e impulsionarem a inovação. No mercado moderno, trata-se de um passo essencial para organizações que desejam manter a competitividade, visto que os ambientes de negócio cada vez mais são guiados por dados. Para que isso seja efetivado, o DataOps se concentra em três frentes principais, citadas a seguir. Três frentes observadas pelo DataOps A efetividade de um projeto DataOps se dá com base na estruturação de indicadores e objetivos claros que visem aos seguintes processos: 1. Redução de erros – item relacionado com a confiança dos dados. 2. Ciclo de vida de desenvolvimento – diz respeito à capacidade de uma equipe desenvolver modelos, conjuntos de dados e visualizações, assegurando o aperfeiçoamento do tempo que essas atividades demandam. Ou seja, garante uma operação ágil desde a concepção de um problema até a sua implementação final, abarcando tanto a rapidez das entregas quanto a gestão de risco conectada a cada etapa. 3. Aumento da produtividade da equipe – conduz os times para um trabalho mais direcionado, com planejamento e objetivos, bem como com reuniões apenas quando necessário. O foco é aumentar a colaboração e diminuir a burocracia. Com essas três frentes, o conceito de DataOps promete aprimorar a gestão de dados do negócio, reduzindo os gaps entre as equipes de desenvolvimento e de análise de diversas fontes de dados. Com isso, a abordagem auxilia as empresas a driblarem um de seus maiores desafios: a necessidade de velocidade na análise dos dados. Você também pode gostar: Qual a responsabilidade prática da TI na era do Big Data? Mas como o DataOps funciona na prática? 6 pilares da abordagem. Na prática, o DataOps também pode ser entendido como uma abreviação de operação de dados (data operations, em inglês), sendo caracterizado essencialmente como uma nova abordagem concentrada no gerenciamento contínuo e eficiente dos dados de uma empresa. Além de inspirado em DevOps, como abordamos anteriormente, a metodologia faz uso de princípios e práticas do Agile e de abordagens de controle de qualidade, focando em uma aplicação voltada para dados. Para preencher a lacuna entre a engenharia de dados, ciência de dados e equipes de operações, promovendo integração e entregas contínuas, além da colaboração e da automação dos processos relacionados com dados, o DataOps enfatiza a necessidade de otimização e desenvolvimento de pipelines de dados de alta qualidade que observem também a governança de dados. Dessa forma, atua com base nos seis aspectos detalhados abaixo. O DataOps fomenta a colaboração entre as equipes de diferentes áreas exatamente para alinhá-las em relação às demandas e aos projetos de dados das empresas. Há uma troca contínua de informações e experiência que minimiza o retrabalho e os cortes abruptos de planejamento.  A automação de processos é uma das principais bases do DataOps, pois garante que os fluxos de trabalho relacionados com os dados sejam ágeis e com menos erros manuais. Nesse contexto, estão incluídos a automação de testes, validações e implantação. Trata-se de outro pilar da abordagem DataOps, visto que, segundo esse binômio, é possível que os dados e os modelos estejam sempre atualizados e em produção, oferecendo menor risco de falhas e latência. Monitorar continuamente os pipelines de dados é imprescindível para a rápida detecção e correção de falhas. Além disso, proporciona insights sobre a eficiência e a qualidade dos dados em tempo real. Garante que as alterações nos dados, modelos e scripts possam ser rastreadas, o que promove segurança e confiabilidade nas entregas. No cenário do DataOps, a governança de dados assegura que as políticas e as melhores práticas para a gestão de dados sejam implementadas, assim como combinadas com requisitos de conformidade legal, segurança e qualidade em todas as etapas do processo. Esses seis aspectos formam a espinha dorsal do DataOps, de modo que que as organizações consigam transformar dados em recursos valiosos. Tudo isso de forma ágil, segura e confiável. Com a adoção desses princípios, os negócios passam a otimizar a sua estratégia de dados, transformando-a em um diferencial competitivo significativo.  Você também pode gostar: O que analisar e como escolher um banco de dados? 4 principais ferramentas DataOps Existem diversas ferramentas que podem auxiliar um profissional responsável pela implementação de um projeto DataOps na prática. Separamos quatro delas abaixo: Em resumo, ao combinar o conhecimento técnico sobre DataOps com as ferramentas certas, você pode otimizar processos de dados, aumentar a colaboração entre equipes e reduzir erros e custos operacionais, além de garantir uma entrega mais ágil e precisa de insights. _______________________________________ Atualize o seu conhecimento em TI e esteja pronto para abraçar áreas tão disruptivas quanto a de DataOps. Para isso: conheça as novas turmas da Escola Superior de Redes (ESR). 


    12/12/2024
  • ISO 27001
    Governança de TI

    Como implementar a ISO 27001? Confira 4 passos

    A norma ISO 27001 descreve uma série de padrões, requisitos e processos que devem ser aplicados à área da segurança da informação, com o objetivo de garantir uma gestão mais eficaz desse segmento. Desenvolvida pela Organization for Standardization (ISO), em parceria com a International Electrotechnical Commission (IEC), a norma é também a referência padrão mundial e uma das certificações mais visadas por empresas que desejam construir uma imagem de responsabilidade e confiabilidade para o mercado e seus consumidores.  Em um cenário no qual a sociedade se torna cada vez mais conectada, digital e acelerada, garantir processos estruturados de tratamento de dados e ativos de informação é uma condição imprescindível para a manutenção e escalabilidade dos negócios. Neste artigo, vamos abordar os principais pontos do recente webinar da ESR “Passos para implementação da ISO 27001”, com destaque para as dicas e curiosidades desse assunto. Boa leitura! Você também pode gostar: Como fazer gestão de riscos de segurança da informação na empresa? O que é a ISO 27001? Como já comentamos anteriormente, a ISO 27001 é a principal norma de segurança da informação, sendo um padrão internacional que garante o sucesso das organizações nesse campo. Trata-se de uma certificação que reúne requisitos, boas práticas, processos e normas que, quando seguidos, asseguram uma gestão de segurança da informação eficaz e transparente. Ou seja, é um conhecimento essencial para quem trabalha com segurança da informação e para quem deseja implementar um sistema robusto de gestão em segurança da informação nas empresas e organizações. Para compreender como fazer isso, é necessário, primeiro, entender os seus pilares. É o que vamos fazer agora. Você também pode gostar: Gestão de Riscos de Segurança da Informação e Privacidade  O que é um Sistema de Gestão? De acordo com o especialista em segurança da informação  Frederico Augusto Coelho, o sistema de gestão nada mais é do que um conjunto integrado de políticas, objetivos, práticas, procedimentos e processos utilizados para dirigir e controlar um negócio em direção aos seus objetivos. Dentro desse universo, as normas ISO estabelecem referências para a criação de um corpo organizacional coeso, de qualidade e em dia com as principais legislações e regulamentações de cada área. Assim, para cada campo de uma empresa, haverá uma norma ISO com requisitos e boas práticas que podem ser seguidos para certificar a expertise da organização nesse sentido. Por exemplo, a ISO 9001 é uma referência para a criação de um sistema de gestão da qualidade, enquanto a ISO 14001 envolve questões ligadas ao meio ambiente. Ou seja, a ISO compila um sistema de gestão responsável por orientar as organizações na criação de programas de governança, sobretudo em segurança da informação, mas também em diversas áreas, compreendendo que, para o sucesso do negócio, é interessante uma interconexão entre os setores. Portanto, o sistema de gestão será definido como um conjunto de regras, normas, políticas, objetivos, documentos e ações que permitem que as empresas alcancem os projetos da organização, sejam eles atender os objetivos de qualidade, privacidade ou segurança da informação.  Conheça algumas normas ISO: Nesse contexto, a estrutura da gestão das normas ISO é formulada com base em um Sistema de Gestão Integrado (SGI), que permite que uma organização consiga aplicar mais de uma norma por vez. Isso ocorre porque o SGI é uma abordagem que integra os processos e os dados de uma organização em um único sistema, de modo a proporcionar uma gestão mais estratégica e objetiva. Assim, há harmonização e integração facilitadas entre elas, inclusive, otimizando a implementação das respectivas certificações. Você também pode gostar: 09 riscos de segurança da informação para empresas  O que é Sistema de gestão de Segurança da Informação (SGSI)?  Outro conceito importante para o processo de implementação da ISO 27001 é o SGSI. Sabe do que se trata? O Sistema de Gestão de Segurança da Informação refere-se à criação de um conjunto de políticas, procedimentos, diretrizes, recursos e atividades associadas que são gerenciados por meio de um processo de gestão de riscos, a fim de proteger os ativos de informação de uma organização. Para a ISO 27001, os ativos de informação estão além dos hardwares e softwares, pois envolvem os processos de negócio da organização, a tecnologia, as pessoas, a estrutura física, os documentos em papel, o que se fala fora da empresa/organização etc. Esses ativos devem ser mapeados e protegidos para preservar a confidencialidade, a integridade e a disponibilidade. Assim, o SGSI representa uma abordagem sistemática para estabelecer, implementar, operar, monitorar, revisar, manter e melhorar a segurança da informação de uma organização para que ela alcance os objetivos do negócio. Para implementá-lo, é necessário pensar no ciclo Plan (Planejar), Do (Fazer), Check (Verificar), Act (Agir) (PDCA), ou seja, planejamento, execução, checagem e correção/melhoria contínua. Quanto mais voltas uma empresa dá nesse ciclo, mais maduro fica o sistema de gestão de segurança da informação. Agora que já compreendemos esses conceitos-base, passaremos para as dicas de implementação da ISO 27001. Como implementar a ISO 27001? Existem diversas formas de iniciar um projeto de implementação da ISO 27001 nas empresas e organizações, entretanto, alguns passos são fundamentais para qualquer uma delas. Reunimos os principais a seguir. 1) Tenha conhecimento da família ISO 27000 Para implementar a ISO 27001, você pode ter o apoio de várias outras normas da família dessa certificação, como é o caso: Busque conhecê-las para compreender como cada uma pode servir de apoio e informações extra no processo da segurança da informação em si. 2) Conheça a estrutura da ISO 27001 A ISO 27001 define os requisitos para o planejamento, a operação, a implementação, o monitoramento, a revisão, a manutenção e a melhoria de um SGSI. Para que ela seja implementada com sucesso, exige das empresas uma atuação no formato “deve” (não opcional) de ações. Por exemplo: a organização deve manter o compromisso com o SGSI, deve considerar um processo de avaliação de riscos etc. Pode ser aplicada por qualquer organização, independentemente de porte ou setor. Além disso, há duas formas de realizar a norma: Na prática, a norma é dividida em duas seções principais, a primeira relacionada com os requisitos e, a segunda, associada aos controles do Anexo A. Requisitos (Seções 4 a 10): Esta parte da norma foca os requisitos obrigatórios para se implementar um Sistema de Gestão de Segurança da Informação (SGSI). São exigências que a organização deve seguir para obter a certificação. Isso inclui: Controles (Anexo A): O Anexo A apresenta uma lista de 93 controles de segurança agrupados em quatro categorias. Esses controles são recomendações que ajudam a mitigar os riscos identificados. Eles abrangem áreas como: A organização pode utilizar esses controles de acordo com suas necessidades específicas, mas é essencial que todos aqueles aplicáveis sejam devidamente documentados e justificados, especialmente durante uma auditoria para certificação. Com essa estrutura em duas partes, a ISO 27001 permite que as organizações não só estabeleçam um sistema de segurança robusto, mas também ajustem e personalizem os controles para atender às necessidades específicas do negócio. 3) Invista em especialização  O especialista em segurança da informação, que é também habilitado para gerir processos de implementação da norma ISO 27001, possui uma larga vantagem em relação a outros profissionais. Por isso, se você deseja criar uma marca e abrir espaço no mercado, alcançando vagas e melhores salários, é essencial investir nas especializações certas. Afinal, conhecimento é fundamental para implementar a ISO 27001 com sucesso. Uma excelente opção nesse contexto é o curso EXIN ISFS – Information Security Foundation da ESR e EXIN, que prepara profissionais para a certificação EXIN Information Security Foundation (baseada na ISO/IEC 27001). Esse curso abrange: Ao finalizar o curso, você estará pronto para aplicar os conceitos e as práticas da ISO 27001 em sua organização, contribuindo para a conformidade e eficiência operacional. Inscreva-se EXIN ISFS – Information Security Foundation da ESR e EXIN! Já o curso Lead Implementer ISO 27001 (parceria PECB), também da Escola Superior de Redes (ESR), referência em ensino de TI, constrói, junto com o aluno, uma jornada de liderança, com certificação ISO/IEC 27001 em Segurança da Informação. O curso é fruto da parceria da ESR/RNP com o PECB, instituição certificadora renomada mundialmente, com o objetivo de desenvolver os conhecimentos necessários para apoiar a implementação de um Sistema de Gestão da Segurança da Informação (SGSI) em organizações. Para isso, o curso foca na preparação da certificação de Lead Implementer ISO/IEC 27001 e nas melhores práticas adotadas internacionalmente em segurança da informação, perpassando pela estruturação, controle e análise de riscos, além de políticas e auditorias a serem implementadas nas organizações. Trata-se de um curso completo com abordagem teórica e prática, no qual são disponibilizados: No final do curso, o participante ainda tem acesso ao exame para a certificação Lead Implementer ISO/IEC 27001 da PECB. O certificado é emitido para os participantes que passam no exame e cumprem todos os requisitos do PECB relacionados com a certificação. Ou seja, você aprende a implementar o Sistema de Gestão de Segurança da Informação (SGSI) na prática! Inscreva-se no Lead Implementer ISO 27001! 4) Assista ao webinar da ESR na Íntegra Para obter uma visão completa e aprofundada da implementação da ISO 27001, recomendamos assistir ao webinar da ESR “Passos para Implementação da ISO 27001”, cujo conteúdo aborda, de forma prática, todos os conceitos, passos e desafios desse processo, com explicações detalhadas para que você possa aplicar os ensinamentos a sua empresa. Assista: Passos para implementação da ISO 27001  Conclusão Nos seus 18 anos de atuação, a ESR já atendeu 1.100 instituições e capacitou mais de 43 mil alunos em diversas áreas da tecnologia e segurança da informação. Com mais de 170 cursos, oferecemos treinamentos customizados, consultorias educacionais e especializações nas seguintes áreas: Para saber mais sobre como a ESR pode ajudar a sua organização ou a sua carreira a atingir níveis avançados de gestão e segurança, visite o nosso site e explore as nossas soluções educacionais.


    05/12/2024