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Blog da ESR

  • Acessibilidade digital e na web
    Temas Diversos

    Acessibilidade digital e na web: o que é e como implementar para otimizar sites e conteúdos?

    A acessibilidade digital e na web possui um objetivo claro: democratizar o acesso à tecnologia para pessoas com ou sem deficiência. Trata-se de um conjunto de boas práticas que devem ser acompanhadas e implementadas pelos diferentes setores de TI (design, arquitetura e programação, entre outros) para tornar sites e conteúdos mais acessíveis, conservando, para isso, a autonomia dos usuários e as suas especificidades. Em um contexto de múltiplos dispositivos conectados às redes e da pluralidade de pessoas on-line e com arquivos offline baixados, é essencial observar as diretrizes que garantem uma navegação fluida, justa e completa em todos os cenários. É papel da TI se propor a superar os desafios de acesso, sejam eles conectados às questões técnicas e de infraestrutura, como a falta de acesso à internet rápida ou a um pacote de dados móveis, ou associados a limitações cognitivas, de movimento, visuais ou auditivas. Ou seja, a acessibilidade digital e na web possibilita a eliminação de barreiras nos ambientes virtuais, assegurando que todos os usuários, com deficiência ou não, possam encontrar e compreender textos e sites em sua completude, de acordo com escolhas de navegação próprias e até mesmo não lineares. Todos esses pontos são objetos de estudo da acessibilidade digital e na web e proporcionam um debate salutar sobre as necessárias transformações desses ambientes. Atualmente, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) caminha nessa direção ao disciplinar a acessibilidade como um direito garantido e apresentar um capítulo inteiro sobre esse assunto. Há também um esforço contínuo do World Wide Web Consortium (W3C) para a divulgação, desde 1999, das Diretrizes de Acessibilidade ao Conteúdo da Web e para a propagação da Web Accessibility Initiative (WAI). O primeiro documento, cuja atualização mais recente data de 2023 (WCAG 2.2), propõe 14 recomendações para o desenvolvimento de conteúdos web acessíveis às pessoas, acompanhando critérios universais de usabilidade e acessibilidade. Assim, falar em acessibilidade digital e na web é também apostar em um projeto colaborativo de uma tecnologia que verdadeiramente aproxima os usuários e promove a inclusão de todos eles, respeitadas as suas individualidades e autonomia. Em seu mais recente webinar, a Escola Superior de Redes (ESR) abordou a relevância do tema, destacando dicas práticas para tornar sites e arquivos digitais mais acessíveis. Confira algumas delas ao longo deste artigo! ➔ Você também pode gostar –  Diversidade e inclusão em TI: qual a importância de discutir essas pautas antes da seleção de seu próximo time? Qual a diferença entre acessibilidade digital e acessibilidade na web? Antes de implementar um projeto de acessibilidade em sites, nos ambientes virtuais ou em arquivos digitais, é imprescindível que o profissional de TI saiba diferenciar esses conceitos. De acordo com Jorge Fiore de Oliveira Júnior, do Instituto Benjamin Constant (IBC) e especialista em acessibilidade na web no W3C Brasil, que participou da formulação da edição do Modelo de Acessibilidade do Governo Eletrônico Brasileiro (o eMAG 3.0), os termos possuem uma ligação direta com os fundamentos do “desenho universal”. A abordagem de desenho universal se desenvolveu entre os profissionais da área de arquitetura, na Universidade da Carolina do Norte, EUA, com o objetivo de definir um projeto de produtos e ambientes capaz de ser usado por todos, em sua máxima extensão possível, sem necessidade de adaptação ou projeto especializado para pessoas com deficiência. Para isso, os produtos universais são definidos como aqueles que acomodam uma escala larga de preferências e de habilidades individuais ou sensoriais dos usuários. O propósito dessa abordagem é garantir que qualquer ambiente ou produto possa ser alcançado, manipulado e usado independentemente do tamanho do corpo do indivíduo, da sua postura ou mobilidade. Sobre esse contexto, ramificam-se as premissas da acessibilidade digital e na web, bem como as especificidades da disponibilidades de arquivos de conteúdo digital e das tecnologias assistivas. Conheça todos eles a seguir.  Acessibilidade digital Capacidade de um produto digital ser flexível o suficiente para atender às necessidades e preferências do maior número possível de pessoas, compatibilizando tecnologias assistivas digitais utilizadas por indivíduos com deficiência ou mobilidade reduzida. Acessibilidade na web Refere-se à internet acessível para todas as pessoas, entre elas as que possuem algum tipo de deficiência. Em uma web verdadeiramente acessível, as pessoas com deficiência podem navegar e interagir totalmente, assim como as pessoas sem deficiência. Acessibilidade em arquivos de conteúdo digital Responsável por promover acesso, considerando as diferenças entre usuários, tecnologias e contextos de uso. A ideia é garantir que todas as pessoas possam acessar o documento, compreendê-lo, utilizá-lo e interagir com ele. Ex.: Professor que monta uma apresentação passível de ser acessada por ele nas aulas, mas também por todos os alunos (inclusive aqueles com deficiência ou mobilidade reduzida) em seus dispositivos móveis. Tecnologia assistiva Também chamada adaptativa ou tecnologia de apoio é qualquer ferramenta ou recurso capaz de proporcionar maior autonomia a uma pessoa com deficiência, tal qual o leitor de telas, programa utilizado pelas pessoas com deficiência visual para que elas tenham pleno acesso ao uso do computador. Na prática, todos esses conceitos se interseccionam, a fim de desenvolver um ambiente virtual mais justo e inclusivo, sendo importante implementar recursos para os diferentes cenários e deficiências. A seguir, você confere dicas sobre como apostar na acessibilidade digital e na web com foco na deficiência visual. Acompanhe!  ➔ Você também pode gostar –  TI Verde: o papel da tecnologia e das organizações diante da urgência da sustentabilidade Recomendações para tornar conteúdo de sites e arquivos digitais acessível 1) Verifique o idioma do documento Pessoas cegas, com baixa visão ou com visão monocular conseguem ter acesso ao conteúdo de um arquivo por meio do recurso de leitor de tela. Tal tecnologia é responsável por sintetizar os textos digitais, transformando-os em áudio. Entretanto, para que o leitor de telas faça a leitura correta, o idioma do conteúdo deve ser definido acertadamente. Por isso, ao programar um site, é necessário definir a tag de idioma com o respectivo idioma do conteúdo do site. No caso de conteúdos em arquivos digitais, como documentos, apresentações etc., é essencial determinar o idioma principal do conteúdo. 2) Observe o tamanho e o tipo da fonte Para qualquer conteúdo textual de arquivo ou site, a fonte com serifa dificulta a leitura para pessoas com baixa visão. Por esse motivo, deve-se optar pelo uso das fontes sem serifa.  No caso do tamanho da fonte para sites, de acordo com o WCAG, deve ser usado entre 16 e 18,5 px ou 1,2 em e 1,5 em (“em” é uma unidade tipográfica do CSS que é relativa ao tamanho da fonte do elemento pai de uma página web). Já para arquivos DOC, o ideal é tamanho 16. No caso de apresentação, indica-se manter um mínimo de tamanho 32. 3) Especificar títulos e cabeçalhos Para melhor estruturação lógica e coerente, capaz de favorecer a orientação e a navegabilidade para leitura, é extremamente relevante organizar a estrutura de títulos e subtítulos do conteúdo em arquivo digital ou site. Dessa forma, para os sites, a organização hierárquica é realizada com base em cabeçalhos (tags h1, h2, h3 etc.), em que o “h1” representa o conteúdo de maior relevância do site e assim sucessivamente. Nos conteúdos em arquivo digital, é fundamental fazer a devida marcação do que é título 1, título 2 etc. 4) Atentar-se para o alinhamento textual Na elaboração de conteúdo em arquivo digital ou site, o alinhamento do texto à esquerda é o padrão a ser utilizado, ainda que seja viável o alinhamento ao centro, à direita ou justificado. Diversos estudos demonstram que textos alinhados à esquerda possuem uma leitura mais simples. Além disso, pessoas com deficiência, muitas vezes, apresentam problemas de leitura em textos justificados, uma vez que esses conteúdos podem conter espaços desiguais entre as palavras, bem como espaços em branco que transcorrem várias linhas, dificultando a leitura e, em alguns casos, tornando-a impossível. Nos textos justificados também ocorrem aproximações exageradas entre algumas palavras que prejudicam a localização da separação delas. Ainda em relação ao alinhamento, é recomendável: 5) Listas Para fins de acessibilidade e melhor navegação, utilizar as ferramentas adequadas do processador de textos e apresentações para a criação de listas, enumeradas ou não, é essencial. A numeração por meio de travessões, asteriscos ou símbolos apenas simula uma lista, impossibilitando que o usuário a identifique. O mesmo vale para sites. Assim, é importante permitir, além da leitura, a autonomia do usuário. Ele deve conseguir se direcionar até a parte do conteúdo que lhe interessa, não necessariamente de forma linear. _________________________________________________ Para acompanhar mais dicas relacionadas com a acessibilidade digital e na web associadas ao uso de tabelas, textos alternativos em imagens, hyperlink ou link, entre outros pontos, assista ao webinar gratuito da ESR na íntegra: Introdução à Acessibilidade Digital e na Web com Foco na Deficiência Visual – Parceria RNP e IBC.


    02/01/2025
  • Computação Verde
    Temas Diversos

    Computação Verde: Como reduzir o impacto ambiental dos data centers

    À medida que as urgências climáticas se tornam uma pauta mais presente no universo corporativo nos mais diversos setores, a computação verde também ganha destaque. Você sabe do que se trata? Em linhas gerais, a computação verde, ou sustentável, é definida como um conjunto de práticas voltadas para uma operação de tecnologia com menos impacto no meio ambiente. Ou seja, trata-se do desenvolvimento de estratégias de TI que priorizam a eficiência energética, bem como a fabricação, o uso e o descarte adequado de computadores e outros eletroeletrônicos, além da escolha de matérias-primas de menor potencial lesivo. Para se ter uma ideia da necessidade de abordarmos o tema, um recente relatório do Google divulgou que as emissões de gases de efeito estufa da empresa aumentaram 48% nos últimos cinco anos, principalmente por causa da expansão da demanda por data centers que comportem sistemas de inteligência artificial. De acordo com o levantamento, cerca de 14 milhões de toneladas de carbono equivalente foram produzidos em 2023, o que evidencia o desafio a ser superado e a importância da computação verde para os próximos anos. Para compreender a pauta com mais detalhes, iremos explorar os seguintes tópicos: Você também pode gostar – TI Verde: o papel da tecnologia e das organizações diante da urgência da sustentabilidade  O que é computação verde? O conceito de computação verde passou a ser discutido em 1992, quando a Agência de Proteção Ambiental dos Estado Unidos desenvolveu o projeto Energy Star. O programa tinha o objetivo de identificar eletrônicos de consumo que conseguiam atender a padrões de eficiência energética. Ou seja, tratava-se de uma proposta de reconhecimento das iniciativas que já aderiam, àquela época, à chamada computação ecológica, que tinha como principal marco o impulso para a adoção da função de modo de suspensão em todo o setor de TI. Com base nisso, o Programa Energy Star foi aprimorado, dando origem à Ferramenta de Avaliação Ambiental de Produtos Eletrônicos (Electronic Product Environmental Assessment Tool ou EPEAT), que registra produtos organizados e mantidos de acordo com critérios de desempenho que valorizam a sustentabilidade. Entre eles: Depois desse momento e com o tempo, a computação verde ampliou seu escopo e a abrangência dos seus pilares, com o setor de TI dedicando-se não só à produção de inovação e novas tecnologias, com dispositivos cada vez menores e mais rápidos, como também preocupado em otimizar esses ativos para um modelo sustentável de ponta a ponta. Na prática, a computação verde requer um planejamento sustentável de toda a cadeia de serviços de TI, capaz de elaborar medidas e estabelecer metas direcionadas para as diversas etapas do setor, desde a fabricação dos produtos até o seu descarte. Portanto, podemos dizer que o termo computação verde descreve práticas que promovem: Quais são os principais elementos que caracterizam a Computação Verde? Destacamos os mais relevantes a seguir. Você também pode gostar – Governança em TI e ESG: Como integrar práticas de sustentabilidade em sua estrutura tecnológica  A importância da Computação Verde no cenário atual Com a crescente digitalização e o aumento exponencial da demanda por recursos de TI, a computação verde emerge como uma solução indispensável para equilibrar inovação tecnológica e sustentabilidade. Ao minimizar os impactos ambientais, as práticas da TI ecológica harmonizam a necessidade do mercado em relação ao desempenho e à competitividade das empresas com demandas, cada vez mais urgentes, de cadeias de produção mais conscientes, transparentes e “limpas”.  A seguir, destacamos a importância da computação verde em diferentes áreas. Importância para os data centers A transformação digital e o aumento do volume de dados armazenados tornam os data centers elementos cruciais na operação das empresas. Entretanto, eles também são grandes consumidores de energia e fontes de emissão de carbono, sendo responsáveis por uma parcela significativa das emissões de gases globais. Nesse cenário, a computação verde oferece soluções, como o uso de energias renováveis, virtualização e sistemas de refrigeração eficientes, para driblar esses problemas e reduzir os custos operacionais dos negócios. Importância para a logística A fabricação e o transporte de equipamentos de TI geram emissões significativas de gases de efeito estufa. Nesse sentido, a computação verde promove práticas como: Essas medidas, combinadas com as outras citadas por aqui, tornam a cadeia de suprimentos de TI mais sustentável e eficiente. Importância para a infraestrutura geral De escritórios a fábricas, a computação verde auxilia na construção de infraestruturas inteligentes, integrando sistemas de gestão de energia, sensores IoT e práticas de manutenção preditiva para entregar as seguintes vantagens: Importância para a experiência do usuário Os usuários estão cada vez mais atentos à responsabilidade ambiental das empresas com as quais interagem. Inclusive, de acordo com uma pesquisa da Sherlock Communications, entre consumidores brasileiros e latino-americanos, as ações de Responsabilidade Social Corporativa (RSC) são extremamente influentes na tomada de decisões. Segundo o levantamento, 90% dos brasileiros afirmam que a responsabilidade social corporativa influencia a opinião que têm sobre as empresas. Por isso, a adoção da computação verde é também um investimento direto no branding e na manutenção do negócio no mercado. Além disso, produtos e serviços alinhados à computação verde: Tais compromissos não apenas atraem mais clientes, mas também fortalecem a fidelização de quem já utiliza os serviços. Importância para a área legal Optar por práticas de computação verde auxilia empresas a se adequarem às regulamentações ambientais, que estão se tornando mais rigorosas em diversos países. Desse modo, podemos dizer que, em relação a compliance e governança legal, o conceito de computação ecológica viabiliza que as empresas estejam à frente nestes campos: No atual cenário, estar em conformidade com as normas é crucial para operar de forma legítima e competitiva no mercado global. Importância a longo prazo Como dissemos, a computação verde cria um impacto positivo duradouro ao: Ao investir em sustentabilidade, as organizações garantem sua relevância no presente, construindo um legado inovador e responsável para o futuro. Afinal, como a Computação Verde pode otimizar a eficiência energética das empresas? Respondemos a isso em cinco passos: 1. Modernização de hardware – equipamentos com maior eficiência energética consomem menos e duram mais. 2. Gestão de energia inteligente – sistemas que ajustam o consumo conforme a demanda. 3. Adoção de servidores virtuais – menos servidores físicos resultam em menor uso de energia e espaço. 4. Refrigeração eficiente – técnicas como resfriamento por água ou o uso de temperatura ambiente externa. 5. Transição para energia renovável – data centers movidos a fontes renováveis. Ou seja, com a computação verde, o setor de TI se compromete a ser um importante aliado em prol da sustentabilidade global, provando que tecnologia e consciência ambiental podem (e devem) caminhar lado a lado. _______________________________________ Você também pode gostar: Webinar gratuito –  “Sustentabilidade e TICs: caminhos para a implantação de uma agenda ESG nas organizações públicas e privadas”, com o especialista Alexandre Cesar Motta de Castro.


    26/12/2024
  • Cursos de TI ESR + CompTIA
    Temas Diversos

    Cursos de TI: as 5 principais especializações oferecidas pela ESR + CompTIA

    Já conhece os novos cursos de TI ESR + CompTIA? Acompanhe este conteúdo para saber mais! As novas configurações digitais, tanto em âmbito social quanto naquele relacionado com os negócios, impulsionam a busca por habilidades profissionais cada vez mais especializadas, sobretudo nas diferentes áreas de TI. Por isso, nesse cenário, o aprendizado contínuo por meio de cursos e certificações é tão necessário e imprescindível. De acordo com um recente relatório da Deloitte, as empresas passaram a alocar a capacitação como uma de suas prioridades de investimento nos últimos anos, pois compreenderam que esse é o pilar responsável por materializar os avanços da tecnologia no dia a dia dos negócios. O estudo, intitulado “Agenda: estratégias empresariais para o ambiente de negócios”, identificou que 72 em cada 100 entrevistados na pesquisa disseram ter como meta a ampliação de recursos direcionados para o seu desenvolvimento profissional em áreas tecnológicas nos próximos anos, ou seja, o mercado se coloca como um dos impulsionadores do aprendizado, reforçando a potencialidade dos profissionais que investem na qualificação. Sabendo disso, a Escola Superior de Redes (ESR), unidade de capacitação da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), oferece, há mais de 18 anos, uma jornada intensa de ensino e aprendizado para TI, sendo uma das maiores referências do segmento. E com a Computing Technology Industry Association (CompTIA), disponibiliza cursos atualizados e preparados para abordar os desafios da TI moderna, por meio dos quais forma especialistas capazes de se adaptar aos mais diversos cenários tão velozmente quanto as tecnologias emergentes.  “Esta junção (CompTIA + ESR) fornece à ESR a musculatura necessária para que seu portfólio de cursos esteja alinhado sem aumentar o custo operacional dessa atividade por nossa equipe acadêmica. A CompTIA possui uma gama de profissionais altamente especializados que nos auxiliará nesse novo caminho” – diretor adjunto da Escola Superior de Rede, Leandro Guimarães, para blog da RNP.  Neste artigo, você vai conhecer os cinco principais cursos que são fruto dessa parceria entre a ESR e a ComTIA e compreender todos os seus diferenciais. Você vai encontrar por aqui: Boa leitura!  Você também pode gostar: Como alavancar a carreira no atual cenário de TI? 3 Dicas essenciais!  Cursos de TI ESR + CompTIA: o que é a ESR? A Escola Superior de Redes (ESR) atua há mais de 18 anos no segmento de cursos, ensino e aprendizado para TI, sendo a unidade de serviço da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). Ao longo desse tempo, a organização capacitou mais de 1.100 instituições clientes e aproximadamente 43 mil alunos, visando ao resultado prático, à preparação para as certificações mais importantes do mercado e a um portfólio abrangente, alinhado às necessidades de um setor tão diverso.  O principal objetivo da ESR é promover a capacitação, o desenvolvimento profissional e a disseminação de conhecimento em tecnologia da informação, contribuindo para um ecossistema mais robusto e preparado para se adaptar às transformações digitais e sociais. No portfólio da escola, você vai encontrar um catálogo com mais de 170 cursos, distribuídos em diferentes áreas de formação: Com a CompTIA, a ESR se estabelece como a principal referência em capacitação de computação em nuvem e segurança da informação do mercado! Conheça todos os cursos da ESR!  Cursos de TI ESR + CompTIA: o que é a CompTIA? Assim como a Escola Superior de Redes, a Computing Technology Industry Association (CompTIA) é referência no segmento de capacitação para TI. Considerada uma das mais relevantes associações comerciais da indústria de TI, a empresa é responsável pela emissão de diversas certificações profissionais para o setor, fortalecendo o desenvolvimento de carreiras cada vez mais especializadas e qualificadas. Em seus mais de 40 anos de fundação, estabeleceu bases sólidas para se tornar uma comunidade indispensável para os milhões de empresas e indivíduos que buscam prosperar nos US$ 5,2 trilhões de indústrias globais de TI/tecnologia. Para isso, a CompTIA oferece diversas certificações orientadas pelo pilar “resultados”, como: Os exames de certificação são desenvolvidos por especialistas que constroem um planejamento de conteúdo de qualidade para o nível de experiência apropriado. 91% dos clientes concordam que a CompTIA ajuda a iniciar e avançar carreiras na área de tecnologia.Fonte: TechValidate | TCI: DD9-1A3-DF3 | Publicado em 2023 92% dos clientes concordam que a CompTIA é uma marca líder em treinamento e certificação reconhecidos pela indústria.Fonte: TechValidate | TVID: 36A-DE5-461 | Publicado em 2023 Por que fazer um curso em TI? No segmento de Tecnologia da Informação, capacitações/certificações representam uma atividade indispensável, sobretudo porque são requisitos de diversas vagas nacionais e internacionais. Além de fortalecerem a credibilidade do conhecimento de um profissional, elas também atestam a aptidão dele para lidar com áreas específicas, demonstrando competência técnica, atualização constante e comprometimento com o desenvolvimento de carreira. Em um cenário no qual sobram vagas e faltam pessoas qualificadas, investir na capacitação e no curso adequado deixa de ser apenas uma escolha e se torna um verdadeiro diferencial competitivo. A crescente busca por cursos em TI O interesse pelo aprendizado nas áreas tecnológicas, especialmente inteligência artificial, tem registrado um aumento significativo. Exemplo disso, segundo uma pesquisa do Instituto Semesp, é que cursos da área, como os de computação e TI em geral, estão em terceiro lugar na preferência dos estudantes brasileiros (13%), atrás apenas das áreas da saúde (28%) e de negócios, como administração e direito (17%). Além disso, dados do Senai mostram que, entre janeiro e outubro de 2023, mais de 10 mil estudantes se matricularam em cursos relacionados com IA, o que representa um aumento de quase 24% em relação a 2022. Esse número é ainda mais expressivo ao considerarmos que o ano anterior já havia registrado um crescimento de 246% na pesquisa sobre o tema em relação a 2021. O cenário demonstra que o mercado de TI não só está em expansão, como busca ativamente profissionais qualificados, tornando a formação na área uma escolha estratégica para quem deseja crescer e se destacar. Você também pode gostar – 10 cursos que irão intensificar o seu conhecimento em Governança de TI 5 Cursos de TI oferecidos pela ESR e CompTIA Veja os principais programas de TI disponibilizados pela parceria ESR + CompTIA. 1) Security+ (parceria oficial CompTIA)  O CompTIA Security+ é uma certificação global que valida as habilidades básicas que são requeridas para que deseja desempenhar papéis de segurança da informação e avançar na carreira de TI. Por isso, esse curso é direcionado para profissionais que possuem habilidades de redes e administração de redes TCP/IP com base em Windows e outros sistemas operacionais, como o MacOS, o Unix ou o Linux, e que buscam avançar na carreira de TI por meio de conhecimento básico em segurança da informação. A especialização se dedica, principalmente, a preparar os profissionais de TI para tirarem a certificação CompTIA Security+ SY0-701. Essa formação é estruturada em dez módulos, que totalizam 40 horas de duração, além de contar com material de apoio, que inclui o conteúdo do curso, agenda, tarefas, questionários, simulados e tópicos extras, tal qual o material oficial CompTIA. 2) PenTest+ (parceria oficial CompTIA)  O curso PenTest+ foi desenvolvido para profissionais de cibersegurança encarregados dos testes de penetração e gestão de vulnerabilidades dentro de uma organização. Em meio aos desafios relacionados com a proteção de clientes contra vazamentos de segurança e privacidade, as empresas priorizam cada vez mais os profissionais com conhecimentos acerca de testes de penetração em ambientes computacionais. Por isso, essa é uma habilidade emergente valiosa não só para as organizações que procuram proteção, como para os profissionais que buscam por melhores condições de carreira. Nesse curso, você será apresentado às metodologias e aos conceitos gerais para a realização de pen testing, que pode aprimorar suas habilidades com base em uma simulação de penTest+ em uma empresa fictícia. Além disso, há uma cobertura integral do conhecimento exigido para a certificação CompTIA Pentest+ PT0-002 que é compatível com o padrão ISO 17024 e preparado para atender aos requisitos da diretiva 8140/8570.01-M do DoD dos EUA. 3) CySA+ (parceria oficial CompTIA) Proteger dados e sistemas é uma prioridade para empresas e organizações em todo o mundo. Nesse cenário desafiador, esse curso é uma oportunidade para você se destacar como um especialista em segurança. Na prática, o curso CompTIA CySA+ CSO003 representa uma jornada empolgante e abrangente no mundo da segurança cibernética. Ele foi projetado para indivíduos apaixonados por tecnologia e determinados a proteger organizações de ameaças cibernéticas cada vez mais sofisticadas. Ao longo de sua ementa intensiva, você mergulha nas mais recentes estratégias e práticas de segurança cibernética, preparando-se para enfrentar os desafios do mundo digital em rápida evolução. O programa aborda uma gama de tópicos essenciais, incluindo:  4) Cloud Essentials+  O Cloud Essentials propicia a compreensão da computação em nuvem e o trabalho necessário para mover e administrar tal recurso. Trata-se de outro curso que utiliza material oficial da CompTIA, destinado a profissionais de TI e negócios que desejam aumentar seu conhecimento e expertise para fazer recomendações de uso de computação em nuvem. Além disso, é um programa orientado para negócios e profissionais que desejam se preparar para a certificação CompTIA Cloud Essentials+. O curso oferece conhecimento e as habilidades necessárias para você tomar decisões claras e conscientes sobre tecnologia de computação em nuvem, de uma perspectiva técnica e de mercado, e também compreender o que está envolvido no uso e no impacto financeiro da implantação e administração de computação em nuvem. Esse curso cobre todo o conhecimento exigido para a certificação CompTIA Essentials+ CLO002, em conformidade com o padrão ISO 17024. 5) CASP+ (CAS-004) (parceria Oficial CompTIA) A CompTIA Advanced Security Practitioner (CASP) é a certificação ideal para profissionais técnicos que desejam permanecer imersos em tecnologia, e não apenas gerenciar pessoas. Seu objetivo é formar profissionais que preferem viver mergulhados na tecnologia, sem se preocupar com o supervisionamento. Isso porque enquanto os gerentes de cibersegurança ajudam a identificar quais políticas e estruturas podem ser implementadas na organização, os profissionais com certificação CASP apontam como implementar soluções em conformidade com essas políticas e estruturas. Ou seja, a CASP é uma certificação imprescindível para os profissionais que querem ir além. Nesse curso, de nível avançado em gerenciamento de riscos, operações/arquitetura de segurança corporativa e pesquisa/colaboração e integração da segurança corporativa, você encontra um programa completo de preparação para o exame. A CASP ainda está em conformidade com os padrões ISO 17024 e é aprovada pelo Departamento de Defesa dos EUA, atendendo aos requisitos da diretiva 8140/8570.01-M. Benefícios de um curso ESR + CompTIA 1. Reconhecimento global: as certificações CompTIA são reconhecidas internacionalmente, aumentando sua credibilidade no mercado. 2. Preparação prática: os cursos da ESR oferecem uma abordagem prática, alinhada aos desafios reais do setor de TI. 3. Acesso a salários competitivos: os profissionais certificados tendem a alcançar remunerações mais altas e melhores oportunidades de crescimento. 4. Desenvolvimento contínuo: além da certificação, o programa incentiva a atualização constante de conhecimentos e habilidades. 5. Flexibilidade: ao combinar a expertise da ESR e da CompTIA, você aprende no seu ritmo, conciliando as aulas com outras atividades. Conclusão Investir em um curso de TI ESR + CompTIA contribui para a construção do seu conhecimento, abrindo portas para uma carreira sólida e de alto desempenho no setor. Essa combinação une excelência técnica e reconhecimento global, garantindo um diferencial competitivo no mercado. Visualize todos os cursos oferecidos pela Escola Superior de Redes e escolha o ideal para você e para a sua carreira! 


    19/12/2024
  • DataOps
    Ciência de Dados

    DataOps: o que é e como essa abordagem funciona na prática?

    O conceito de DataOps refere-se a uma abordagem para a gestão de pipelines de dados que tem como principal objetivo auxiliar organizações a aprimorar seus processos de análise de dados com base na automação. Com isso, ele resolve dois dos maiores gaps dessa área: a integração das diversas fontes de dados das companhias e os custos de infraestrutura. Inspirado nas práticas de DevOps e no Manifesto Ágil (2001), o DataOps também é guiado pelos pilares da agilidade, qualidade e confiabilidade, porém, direcionando a sua aplicação para a entrega de dados.  Na prática, o termo foi oficialmente apresentado, em 2017, por Lenny Liebmann, no texto “3 Reasons Why DataOps Is Essential for Big Data Success”, cujo conteúdo destacava a importância da metodologia para o sucesso de iniciativas de big data. Desde então, o DataOps tem se consolidado como uma importante alternativa para a otimização dos fluxos de trabalho conectados ao campo de gerenciamento de dados, fazendo isso, sobretudo, por meio da automação e da colaboração.  Por meio desses pontos, a metodologia abrange desde o desenvolvimento até a entrega de produtos em dados, sendo bastante relevante em um mercado que exige agilidade e eficiência ao mesmo tempo que lida com volumes de dados cada vez mais robustos e complexos. Em outras palavras, o DataOps promove a melhoria contínua na gestão de dados ao integrar equipes e automatizar processos, gerando um ciclo virtuoso de qualidade e eficiência. Há, finalmente, um alinhamento entre as operações de dados e as necessidades de negócio das organizações. Abaixo, seguiremos destrinchando o universo DataOps e os seus diferenciais para as organizações e carreiras. Continue conosco! Tome nota: A International Data Corporation (IDC), estima que, no ano de 2024, foi observado um volume global de dados para além dos 157 ZB (zetabytes). Isso representa 157 bilhões de terabytes, ou cerca de 39 trilhões de horas de vídeo em alta definição. Qual o principal objetivo do DataOps? O principal objetivo do DataOps reside na redução de custos relacionados com a entrega de dados combinada com a melhoria da sua qualidade e confiabilidade. Além disso, trata-se de uma metodologia que incentiva a cultura da colaboração entre times e a automação de processos e que, por isso, viabiliza a escalabilidade dos projetos de dados e das informações nas empresas.   Assim como o DevOps surgiu para resolver desafios de integração no desenvolvimento de softwares que causavam retrabalho e gastos desnecessários, o DataOps foi criado para enfrentar problemas semelhantes associados ao universo dos dados. Ele busca, assim, unificar a coleta, o processamento e a análise de dados, garantindo que fontes de dados críticos estejam disponíveis no momento certo, com máxima precisão. Nesse contexto, a implementação do DataOps permite que empresas se tornem mais resilientes, com dados confiáveis para apoiarem a tomada de decisão e impulsionarem a inovação. No mercado moderno, trata-se de um passo essencial para organizações que desejam manter a competitividade, visto que os ambientes de negócio cada vez mais são guiados por dados. Para que isso seja efetivado, o DataOps se concentra em três frentes principais, citadas a seguir. Três frentes observadas pelo DataOps A efetividade de um projeto DataOps se dá com base na estruturação de indicadores e objetivos claros que visem aos seguintes processos: 1. Redução de erros – item relacionado com a confiança dos dados. 2. Ciclo de vida de desenvolvimento – diz respeito à capacidade de uma equipe desenvolver modelos, conjuntos de dados e visualizações, assegurando o aperfeiçoamento do tempo que essas atividades demandam. Ou seja, garante uma operação ágil desde a concepção de um problema até a sua implementação final, abarcando tanto a rapidez das entregas quanto a gestão de risco conectada a cada etapa. 3. Aumento da produtividade da equipe – conduz os times para um trabalho mais direcionado, com planejamento e objetivos, bem como com reuniões apenas quando necessário. O foco é aumentar a colaboração e diminuir a burocracia. Com essas três frentes, o conceito de DataOps promete aprimorar a gestão de dados do negócio, reduzindo os gaps entre as equipes de desenvolvimento e de análise de diversas fontes de dados. Com isso, a abordagem auxilia as empresas a driblarem um de seus maiores desafios: a necessidade de velocidade na análise dos dados. Você também pode gostar: Qual a responsabilidade prática da TI na era do Big Data? Mas como o DataOps funciona na prática? 6 pilares da abordagem. Na prática, o DataOps também pode ser entendido como uma abreviação de operação de dados (data operations, em inglês), sendo caracterizado essencialmente como uma nova abordagem concentrada no gerenciamento contínuo e eficiente dos dados de uma empresa. Além de inspirado em DevOps, como abordamos anteriormente, a metodologia faz uso de princípios e práticas do Agile e de abordagens de controle de qualidade, focando em uma aplicação voltada para dados. Para preencher a lacuna entre a engenharia de dados, ciência de dados e equipes de operações, promovendo integração e entregas contínuas, além da colaboração e da automação dos processos relacionados com dados, o DataOps enfatiza a necessidade de otimização e desenvolvimento de pipelines de dados de alta qualidade que observem também a governança de dados. Dessa forma, atua com base nos seis aspectos detalhados abaixo. O DataOps fomenta a colaboração entre as equipes de diferentes áreas exatamente para alinhá-las em relação às demandas e aos projetos de dados das empresas. Há uma troca contínua de informações e experiência que minimiza o retrabalho e os cortes abruptos de planejamento.  A automação de processos é uma das principais bases do DataOps, pois garante que os fluxos de trabalho relacionados com os dados sejam ágeis e com menos erros manuais. Nesse contexto, estão incluídos a automação de testes, validações e implantação. Trata-se de outro pilar da abordagem DataOps, visto que, segundo esse binômio, é possível que os dados e os modelos estejam sempre atualizados e em produção, oferecendo menor risco de falhas e latência. Monitorar continuamente os pipelines de dados é imprescindível para a rápida detecção e correção de falhas. Além disso, proporciona insights sobre a eficiência e a qualidade dos dados em tempo real. Garante que as alterações nos dados, modelos e scripts possam ser rastreadas, o que promove segurança e confiabilidade nas entregas. No cenário do DataOps, a governança de dados assegura que as políticas e as melhores práticas para a gestão de dados sejam implementadas, assim como combinadas com requisitos de conformidade legal, segurança e qualidade em todas as etapas do processo. Esses seis aspectos formam a espinha dorsal do DataOps, de modo que que as organizações consigam transformar dados em recursos valiosos. Tudo isso de forma ágil, segura e confiável. Com a adoção desses princípios, os negócios passam a otimizar a sua estratégia de dados, transformando-a em um diferencial competitivo significativo.  Você também pode gostar: O que analisar e como escolher um banco de dados? 4 principais ferramentas DataOps Existem diversas ferramentas que podem auxiliar um profissional responsável pela implementação de um projeto DataOps na prática. Separamos quatro delas abaixo: Em resumo, ao combinar o conhecimento técnico sobre DataOps com as ferramentas certas, você pode otimizar processos de dados, aumentar a colaboração entre equipes e reduzir erros e custos operacionais, além de garantir uma entrega mais ágil e precisa de insights. _______________________________________ Atualize o seu conhecimento em TI e esteja pronto para abraçar áreas tão disruptivas quanto a de DataOps. Para isso: conheça as novas turmas da Escola Superior de Redes (ESR). 


    12/12/2024
  • ISO 27001
    Governança de TI

    Como implementar a ISO 27001? Confira 4 passos

    A norma ISO 27001 descreve uma série de padrões, requisitos e processos que devem ser aplicados à área da segurança da informação, com o objetivo de garantir uma gestão mais eficaz desse segmento. Desenvolvida pela Organization for Standardization (ISO), em parceria com a International Electrotechnical Commission (IEC), a norma é também a referência padrão mundial e uma das certificações mais visadas por empresas que desejam construir uma imagem de responsabilidade e confiabilidade para o mercado e seus consumidores.  Em um cenário no qual a sociedade se torna cada vez mais conectada, digital e acelerada, garantir processos estruturados de tratamento de dados e ativos de informação é uma condição imprescindível para a manutenção e escalabilidade dos negócios. Neste artigo, vamos abordar os principais pontos do recente webinar da ESR “Passos para implementação da ISO 27001”, com destaque para as dicas e curiosidades desse assunto. Boa leitura! Você também pode gostar: Como fazer gestão de riscos de segurança da informação na empresa? O que é a ISO 27001? Como já comentamos anteriormente, a ISO 27001 é a principal norma de segurança da informação, sendo um padrão internacional que garante o sucesso das organizações nesse campo. Trata-se de uma certificação que reúne requisitos, boas práticas, processos e normas que, quando seguidos, asseguram uma gestão de segurança da informação eficaz e transparente. Ou seja, é um conhecimento essencial para quem trabalha com segurança da informação e para quem deseja implementar um sistema robusto de gestão em segurança da informação nas empresas e organizações. Para compreender como fazer isso, é necessário, primeiro, entender os seus pilares. É o que vamos fazer agora. Você também pode gostar: Gestão de Riscos de Segurança da Informação e Privacidade  O que é um Sistema de Gestão? De acordo com o especialista em segurança da informação  Frederico Augusto Coelho, o sistema de gestão nada mais é do que um conjunto integrado de políticas, objetivos, práticas, procedimentos e processos utilizados para dirigir e controlar um negócio em direção aos seus objetivos. Dentro desse universo, as normas ISO estabelecem referências para a criação de um corpo organizacional coeso, de qualidade e em dia com as principais legislações e regulamentações de cada área. Assim, para cada campo de uma empresa, haverá uma norma ISO com requisitos e boas práticas que podem ser seguidos para certificar a expertise da organização nesse sentido. Por exemplo, a ISO 9001 é uma referência para a criação de um sistema de gestão da qualidade, enquanto a ISO 14001 envolve questões ligadas ao meio ambiente. Ou seja, a ISO compila um sistema de gestão responsável por orientar as organizações na criação de programas de governança, sobretudo em segurança da informação, mas também em diversas áreas, compreendendo que, para o sucesso do negócio, é interessante uma interconexão entre os setores. Portanto, o sistema de gestão será definido como um conjunto de regras, normas, políticas, objetivos, documentos e ações que permitem que as empresas alcancem os projetos da organização, sejam eles atender os objetivos de qualidade, privacidade ou segurança da informação.  Conheça algumas normas ISO: Nesse contexto, a estrutura da gestão das normas ISO é formulada com base em um Sistema de Gestão Integrado (SGI), que permite que uma organização consiga aplicar mais de uma norma por vez. Isso ocorre porque o SGI é uma abordagem que integra os processos e os dados de uma organização em um único sistema, de modo a proporcionar uma gestão mais estratégica e objetiva. Assim, há harmonização e integração facilitadas entre elas, inclusive, otimizando a implementação das respectivas certificações. Você também pode gostar: 09 riscos de segurança da informação para empresas  O que é Sistema de gestão de Segurança da Informação (SGSI)?  Outro conceito importante para o processo de implementação da ISO 27001 é o SGSI. Sabe do que se trata? O Sistema de Gestão de Segurança da Informação refere-se à criação de um conjunto de políticas, procedimentos, diretrizes, recursos e atividades associadas que são gerenciados por meio de um processo de gestão de riscos, a fim de proteger os ativos de informação de uma organização. Para a ISO 27001, os ativos de informação estão além dos hardwares e softwares, pois envolvem os processos de negócio da organização, a tecnologia, as pessoas, a estrutura física, os documentos em papel, o que se fala fora da empresa/organização etc. Esses ativos devem ser mapeados e protegidos para preservar a confidencialidade, a integridade e a disponibilidade. Assim, o SGSI representa uma abordagem sistemática para estabelecer, implementar, operar, monitorar, revisar, manter e melhorar a segurança da informação de uma organização para que ela alcance os objetivos do negócio. Para implementá-lo, é necessário pensar no ciclo Plan (Planejar), Do (Fazer), Check (Verificar), Act (Agir) (PDCA), ou seja, planejamento, execução, checagem e correção/melhoria contínua. Quanto mais voltas uma empresa dá nesse ciclo, mais maduro fica o sistema de gestão de segurança da informação. Agora que já compreendemos esses conceitos-base, passaremos para as dicas de implementação da ISO 27001. Como implementar a ISO 27001? Existem diversas formas de iniciar um projeto de implementação da ISO 27001 nas empresas e organizações, entretanto, alguns passos são fundamentais para qualquer uma delas. Reunimos os principais a seguir. 1) Tenha conhecimento da família ISO 27000 Para implementar a ISO 27001, você pode ter o apoio de várias outras normas da família dessa certificação, como é o caso: Busque conhecê-las para compreender como cada uma pode servir de apoio e informações extra no processo da segurança da informação em si. 2) Conheça a estrutura da ISO 27001 A ISO 27001 define os requisitos para o planejamento, a operação, a implementação, o monitoramento, a revisão, a manutenção e a melhoria de um SGSI. Para que ela seja implementada com sucesso, exige das empresas uma atuação no formato “deve” (não opcional) de ações. Por exemplo: a organização deve manter o compromisso com o SGSI, deve considerar um processo de avaliação de riscos etc. Pode ser aplicada por qualquer organização, independentemente de porte ou setor. Além disso, há duas formas de realizar a norma: Na prática, a norma é dividida em duas seções principais, a primeira relacionada com os requisitos e, a segunda, associada aos controles do Anexo A. Requisitos (Seções 4 a 10): Esta parte da norma foca os requisitos obrigatórios para se implementar um Sistema de Gestão de Segurança da Informação (SGSI). São exigências que a organização deve seguir para obter a certificação. Isso inclui: Controles (Anexo A): O Anexo A apresenta uma lista de 93 controles de segurança agrupados em quatro categorias. Esses controles são recomendações que ajudam a mitigar os riscos identificados. Eles abrangem áreas como: A organização pode utilizar esses controles de acordo com suas necessidades específicas, mas é essencial que todos aqueles aplicáveis sejam devidamente documentados e justificados, especialmente durante uma auditoria para certificação. Com essa estrutura em duas partes, a ISO 27001 permite que as organizações não só estabeleçam um sistema de segurança robusto, mas também ajustem e personalizem os controles para atender às necessidades específicas do negócio. 3) Invista em especialização  O especialista em segurança da informação, que é também habilitado para gerir processos de implementação da norma ISO 27001, possui uma larga vantagem em relação a outros profissionais. Por isso, se você deseja criar uma marca e abrir espaço no mercado, alcançando vagas e melhores salários, é essencial investir nas especializações certas. Afinal, conhecimento é fundamental para implementar a ISO 27001 com sucesso. Uma excelente opção nesse contexto é o curso EXIN ISFS – Information Security Foundation da ESR e EXIN, que prepara profissionais para a certificação EXIN Information Security Foundation (baseada na ISO/IEC 27001). Esse curso abrange: Ao finalizar o curso, você estará pronto para aplicar os conceitos e as práticas da ISO 27001 em sua organização, contribuindo para a conformidade e eficiência operacional. Inscreva-se EXIN ISFS – Information Security Foundation da ESR e EXIN! Já o curso Lead Implementer ISO 27001 (parceria PECB), também da Escola Superior de Redes (ESR), referência em ensino de TI, constrói, junto com o aluno, uma jornada de liderança, com certificação ISO/IEC 27001 em Segurança da Informação. O curso é fruto da parceria da ESR/RNP com o PECB, instituição certificadora renomada mundialmente, com o objetivo de desenvolver os conhecimentos necessários para apoiar a implementação de um Sistema de Gestão da Segurança da Informação (SGSI) em organizações. Para isso, o curso foca na preparação da certificação de Lead Implementer ISO/IEC 27001 e nas melhores práticas adotadas internacionalmente em segurança da informação, perpassando pela estruturação, controle e análise de riscos, além de políticas e auditorias a serem implementadas nas organizações. Trata-se de um curso completo com abordagem teórica e prática, no qual são disponibilizados: No final do curso, o participante ainda tem acesso ao exame para a certificação Lead Implementer ISO/IEC 27001 da PECB. O certificado é emitido para os participantes que passam no exame e cumprem todos os requisitos do PECB relacionados com a certificação. Ou seja, você aprende a implementar o Sistema de Gestão de Segurança da Informação (SGSI) na prática! Inscreva-se no Lead Implementer ISO 27001! 4) Assista ao webinar da ESR na Íntegra Para obter uma visão completa e aprofundada da implementação da ISO 27001, recomendamos assistir ao webinar da ESR “Passos para Implementação da ISO 27001”, cujo conteúdo aborda, de forma prática, todos os conceitos, passos e desafios desse processo, com explicações detalhadas para que você possa aplicar os ensinamentos a sua empresa. Assista: Passos para implementação da ISO 27001  Conclusão Nos seus 18 anos de atuação, a ESR já atendeu 1.100 instituições e capacitou mais de 43 mil alunos em diversas áreas da tecnologia e segurança da informação. Com mais de 170 cursos, oferecemos treinamentos customizados, consultorias educacionais e especializações nas seguintes áreas: Para saber mais sobre como a ESR pode ajudar a sua organização ou a sua carreira a atingir níveis avançados de gestão e segurança, visite o nosso site e explore as nossas soluções educacionais.


    05/12/2024
  • Lifelong_Learning_na_TI
    Temas Diversos

    Lifelong learning na TI: conceito, benefícios e dicas de aplicação

    O lifelong learning, seja na TI ou nos demais setores do mercado, refere-se a uma metodologia de aprendizado contínuo, que incentiva seus adeptos a atualizar o conhecimento de forma periódica e sistemática.  Em um cenário no qual o acrônimo em inglês VUCA significa “Volatility” (volatilidade), “Uncertainty” (incerteza), “Complexity” (complexidade) e “Ambiguity” (ambiguidade) e abre espaço para uma organização social caracterizada pelo formato BANI (Brittle, Anxious, Nonlinear e Incomprehensible, ou frágil, ansioso, não linear e incompreensível em português), a adaptação passa a ter ainda mais importância. Por isso, o “aprendizado ao longo da vida”, como o termo pode ser lido em português, se transforma em uma ferramenta essencial para que profissionais e equipes de TI consigam evoluir tão rápido quanto as transformações digitais, tecnológicas e humanas. Assim, o conceito de lifelong learning se estabelece, principalmente, sobre a noção de que o conhecimento não tem um fim em si próprio, mas, sim, deve ser absorvido constantemente, com o objetivo de se conquistar uma vida com mais significado. Neste artigo, você vai conhecer o tema e conferir algumas dicas para implementar esse mindset em times de TI. Para isso, você vai percorrer o seguinte guia: Leia também: O home office acabou? Saiba como gerenciar a flexibilidade de trabalho na tecnologia  O que é lifelong learning? Como dissemos anteriormente, o aprendizado ao longo da vida (lifelong learning) representa uma metodologia de ensino, aplicável às mais variadas áreas, que acredita no potencial de um processo de aprendizagem contínuo, capaz de enriquecer o desenvolvimento pessoal e profissional do indivíduo. O termo abrange diversas atividades, propostas e experiências a que um indivíduo tem acesso e se dispõe a cumprir a continuidade do seu processo de construção do conhecimento. Foi elaborado em meados do século XX (na década de 1970), nos Estados Unidos, mas ganhou notoriedade em 2010 com o seu reconhecimento global, por meio do relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) Educação para o Século XXI, lançado na Conferência Ministerial da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD). Com isso, a metodologia passou a ter notoriedade e adeptos ao redor do mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, 73% dos americanos se consideram aprendizes contínuos e dizem adotar os pilares da teoria do lifelong learning. Ou seja, o lifelong learning é também um convite para uma carreira qualificada, alicerçada em um propósito que está além da conquista de certificações e da conclusão de cursos. Diz respeito à adoção de uma mentalidade voltada para o investimento na educação não para que determinado fim seja alcançado, mas para que a própria vida e a trajetória profissional tenham mais significado. ❗Leia também: Consultoria Educacional: como ela pode transformar equipes de TI Quais são os pilares da metodologia de lifelong learning? A organização Lifelong Learning Council Queensland (LLCQ), entidade que estuda e dissemina o tema globalmente, passou a institucionalizar e divulgar a abordagem e os seus quatro pilares em 2010. São eles: 1) Aprender a conhecer No lifelong learning, a educação tradicional (a de cursos, por exemplo) se une às novas abordagens de construção do conhecimento. Assim, quem adota essa filosofia deve integrar o aprendizado aos diversos momentos da vida, inclusive àqueles reservados ao lazer. Isso significa que, no lifelong learning, adquirir conhecimento é uma atividade estimulante, não apenas uma obrigação a ser cumprida. Esse pilar enfatiza a importância de valorizar o processo de aprender, cultivando habilidades como curiosidade, pensamento crítico, reflexão e uma postura ativa e questionadora. Aprender a conhecer é aprender a apreciar o caminho do saber. No setor de Tecnologia da Informação (TI), o conceito envolve manter-se atualizado sobre tendências, inovações e as melhores práticas em um setor que evolui rapidamente, buscando conhecimento não só para resolver problemas técnicos, mas também para impulsionar soluções criativas e sustentáveis. 2) Aprender a fazer Não basta acumular conhecimento teórico, é preciso aplicá-lo e testar a sua compreensão na prática. Esse pilar do lifelong learning ressalta a importância da experiência prática como método de aprendizado. Ele se alinha ao conceito “70:20:10”, desenvolvido pelos professores Morgan McCall, Robert Eichinger e Michael Lombardo, que sugere que a aprendizagem eficaz provém de: Assim, o lifelong learner deve estar disposto a aprender tanto em cursos quanto nas vivências cotidianas e nas relações interpessoais, reconhecendo o valor de todos os ambientes de aprendizado. Para um profissional de TI, aprender a fazer significa experimentar e aplicar conhecimentos técnicos a projetos práticos, colaborando com equipes e participando de experiências que ampliam habilidades e aprimoram a prática cotidiana. 3) Aprender a conviver O lifelong learning destaca também o valor das interações humanas e a capacidade de aprender com o outro. Conviver satisfatoriamente, pessoal e profissionalmente, é essencial para quem busca ser um aprendiz ao longo da vida, desenvolvendo habilidades por meio da troca e da colaboração. Além disso, cada vez mais, o mercado valoriza as soft skills, incluindo trabalho em equipe e colaboração. Para o lifelong learner, o convívio e a criação conjunta são práticas fundamentais para o desenvolvimento de competências que enriquecem o aprendizado contínuo. Como parte desse pilar na TI estão o trabalho com equipes multifuncionais, a necessidade de uma comunicação clara e de empresas que priorizem a colaboração entre ambientes diversificados e inclusivos, nos quais o trabalho em equipe e a troca de ideias são elementos-chave para a inovação. 4) Aprender a ser O último pilar do lifelong learning ressalta a importância da autonomia e da responsabilidade pessoal no processo de aprendizagem. Aqui, o indivíduo assume o protagonismo, guiando o próprio desenvolvimento e se apropriando da sua jornada de conhecimento. Aprender a ser é cultivar a autorresponsabilidade, buscando o crescimento pessoal e a realização plena por meio de uma atitude ativa e independente na busca do saber. Em TI, isso também significa assumir o controle da própria formação, por intermédio da exploração de novas áreas e do investimento em autodesenvolvimento para manter-se relevante em um setor dinâmico e competitivo. Entretanto, o pilar não afasta a responsabilidade das empresas e dos setores de RH para que esse processo seja bem-sucedido. Na verdade, organização e colaborador devem adotar a abordagem e compreender o seu potencial simultaneamente, para que os seus pilares sejam efetivamente absorvidos. Leia também: Guia completo: como realizar o recrutamento de times de TI em 9 passos Quais são os benefícios da metodologia lifelong learning para as equipes de TI? A adoção da mentalidade de lifelong learning é essencial para as empresas e os setores de TI que buscam inovação e competitividade. Nesse cenário, as lideranças e equipes de Gestão de Pessoas têm um papel crucial no fomento dessa cultura de aprendizado contínuo, pois são capazes de estruturar mecanismos para incentivar os profissionais a expandir as suas habilidades e acompanhar a evolução constante da tecnologia. Com base nisso, há um reflexo positivo no desenvolvimento individual de cada colaborador, como também há o fortalecimento da capacidade de adaptação e desempenho da equipe como um todo. Com o lifelong learning, as empresas se tornam mais preparadas para enfrentar os desafios de um setor tão dinâmico e têm acesso a inúmeras vantagens, como veremos a seguir. Benefícios do lifelong learning para as equipes de TI: Como implementar uma metodologia lifelong learning nas rotinas de TI em 4 passos A TI representa um setor decisivo para a manutenção das empresas no mercado. Por isso, precisa ser um dos primeiros segmentos a indicar a mudança de paradigma que possa influenciar as operações dos negócios, seja ela relacionada com o surgimento de tecnologias, seja com os modelos de consumo. O lifelong learning prepara os colaboradores de TI para atuar exatamente nesse sentido, deixando-os prontos para as mudanças internas e externas à organização. Veja como aplicar a abordagem por meio de dicas simples: 1) Incentive o diálogo e a participação Crie um ambiente no qual os colaboradores se sintam seguros para compartilhar conhecimento, levantar dúvidas e trocar experiências. Fomentar a cultura do diálogo e da colaboração promove a troca constante de saberes e fortalece a mentalidade de aprendizado contínuo. 2) Elabore uma proposta de desenvolvimento de carreira estruturada e transparente Defina uma abordagem pedagógica de carreira clara para o desenvolvimento de novas competências e habilidades que integre programas de treinamento específicos para TI, como certificações técnicas, workshops e bootcamps. Para isso, pense especificamente em cada carreira de TI da sua empresa e quais certificações e ferramentas são interessantes para cada uma delas e estruture um planejamento com metas e objetivos a serem trilhados tanto pelos colaboradores quanto pela empresa em si. Dessa forma, os profissionais de TI têm um direcionamento claro e recursos adequados para o próprio crescimento. 3) Diversifique as atividades de aprendizado Ofereça formas variadas de aprendizado, como treinamentos práticos, e-learning, mentorias e projetos internos. Essa diversidade permite que os colaboradores explorem diferentes formas de adquirir conhecimento, facilitando a retenção e a aplicação do que foi aprendido. Conheça os cursos da ESR – Escola Superior de Redes – EaD e presenciais.  4) Invista em um acompanhamento humanizado e individualizado Cada profissional possui ritmo e objetivos diferentes. Realize acompanhamentos periódicos e ofereça feedbacks construtivos para alinhar as expectativas e identificar as necessidades específicas de desenvolvimento, promovendo o crescimento personalizado e sustentável da equipe. _______________________ Consultoria Educacional ESR: a melhor escolha para a implementação do lifelong learning nas equipes de TI. A Escola Superior de Redes desenvolveu a Consultoria Educacional focada em oferecer estratégias de aprendizagem corporativas elaboradas de acordo com os objetivos e as necessidades de cada empresa. O programa da ESR ajuda administradores de TI e de Gestão de Pessoas a otimizar os recursos investidos no desenvolvimento profissional das equipes e gerar resultados estratégicos alinhados aos objetivos da empresa. Além disso, a consultoria direciona as instituições em consonância com o que há de mais atual na capacitação de profissionais no âmbito global para enfrentar os desafios da área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Entre em contato com a ESR para saber mais sobre a Consultoria Educacional em tecnologia da informação!


    28/11/2024
  • Back-up e recuperação de dados
    Administração de Sistemas

    Backup e recuperação de dados: estratégias essenciais para administradores de sistemas

    No cenário dinâmico de uma operação em TI, o back-up e recuperação de dados desempenham papéis centrais. Essas tecnologias são responsáveis por garantir que as empresas não sofram com o comprometimento de informações vitais para o andamento de seus negócios. Geralmente, tais estratégias visam mitigar os desafios relacionados com riscos de falhas humanas, inconsistências dos sistemas operacionais e situações adversas, como desastres, falta de energia, catástrofes climáticas e incêndios, entre outros exemplos. Na prática, quando implementado corretamente, um sistema de backup cria cópias periódicas de dados e aplicativos em dispositivos físicos ou na nuvem, permitindo a recuperação dessas informações em momentos de crise. Com isso, as empresas acessam uma série de vantagens, como mostraremos a seguir. Back-up e recuperação de dados: vantagens das práticas no dia a dia Trata-se, portanto, de uma área essencial para a manutenção das empresas no mercado, nos mais variados segmentos e portes. “Atualmente, toda organização depende da disponibilidade dos seus dados, independentemente das circunstâncias. Seja em casos de ataques de ransomware, desastres naturais ou atualizações de segurança equivocadas, a resiliência dos dados é fundamental”,destaca Anand Eswaran, CEO da Veeam, segundo o Gartner, empresa nomeada pela primeira vez como a número 1 em participação de mercado no setor de software de backup e recuperação empresarial. Neste artigo, você vai compreender outros detalhes sobre esse universo, inclusive acessar uma dica incrível para desenvolver uma carreira na área. Interessou? Boa leitura!  Você também pode gostar – Arquitetura Zero Trust: 5 passos para implementar a abordagem na TI Afinal, o que são backup e recuperação de dados?  Inicialmente, é importante destacar que se trata de tecnologias distintas, embora complementares.  O que é backup de dados? O backup de dados refere-se ao ato de criar cópias de segurança de arquivos, bancos de dados ou sistemas inteiros, para garantir, em casos de falha ou perda de dados, que essas informações possam ser recuperadas. Para que esse objetivo seja cumprido, são realizados backups de várias formas, que são adaptados às demandas e especificidades de cada operação em TI. Por exemplo, as cópias (backups) podem ser alocadas em discos rígidos, em servidores físicos dedicados ou em nuvem, em que as informações são armazenadas remotamente. Assim, podemos definir que um backup eficiente segue uma rotina periódica e preferencialmente automatizada, sendo uma ferramenta essencial para reduzir o impacto de problemas como falhas de hardware, erros humanos, ciberataques e desastres naturais. O que é recuperação de dados? Por sua vez, recuperação de dados abrange o processo de restaurar as informações, com base nos backups, depois da ocorrência de um problema que cause a perda, corrupção ou inacessibilidade dos dados. Tal processo inclui a identificação do backup correto, a restauração dos arquivos ou sistemas ao seu estado original e, em alguns casos, a correção de erros ou danos. A eficácia da recuperação de dados está diretamente relacionada com a qualidade do backup, a frequência das cópias e a capacidade de resposta da infraestrutura de TI. Por esse motivo, mesmo que se trate de práticas diferentes, o backup e a recuperação de dados são indissociáveis na rotina de TI. Backup de dados x recuperação de dados: resumo da diferença entre as ferramentas Enquanto o backup refere-se ao processo de copiar dados para um local seguro, a recuperação de dados diz respeito ao ato de restaurar esses dados em caso de perda. Veja as diferenças sistematizadas na tabela a seguir: Termo Definição Backup Processo de criar cópias de dados e aplicativos para evitar a perda em caso de falha ou dano. Recuperação Processo de restaurar dados e aplicativos de backups após um incidente. Que área da TI é indicada para trabalhar com backup e recuperação de dados? Embora todas as áreas de TI comportem as mais diversas especializações, uma vez que se trata de um campo interdisciplinar e interdependente, profissionais que desejam atuar com backup e recuperação de dados podem ter mais facilidade em desenvolver carreiras ligadas à administração de sistemas, segurança da informação e gestão de infraestrutura de TI.  Como essas especialidades exigem um conhecimento detalhado sobre arquitetura de armazenamento, políticas de segurança e soluções de backup e recuperação, podem facilitar o aprendizado de técnicas, ferramentas e planejamento de restauração de ativos críticos para as empresas. Conheça a Trilha de cursos de Administração de Sistemas da ESR – a Escola Superior de Redes, referência em aprendizado para TI há mais de 18 anos.  Qual a importância do backup e da restauração de dados? Com a transformação digital, as empresas dependem cada vez mais da integridade e da disponibilidade dos dados. Isso por si só já explica a relevância de investimentos na área, entretanto, a crescente utilização de soluções virtuais, como Software como Serviço (SaaS), e a ascensão de cibercrimes também intensificam a necessidade de um backup robusto e de um processo assertivo de recuperação de dados. A exemplo disso, de acordo com a Gartner, até 2028, 75% das empresas irão priorizar o backup de aplicativos SaaS como uma exigência crítica, contra apenas 15% em 2024. A tendência e o crescimento gradativo de investimentos voltados para essa área destacam como o mercado observa a seara da proteção de dados, especialmente levando em consideração o aumento dos ataques cibernéticos (cada vez mais sofisticados) e a maior quantidade de pessoas conectadas à rede. Quais são os tipos de backup? Existem diferentes tipos de backup, cada um projetado para atender a cenários específicos e demandas organizacionais variadas. Cada método tem suas vantagens e desvantagens, e a escolha correta depende das necessidades da empresa, da criticidade dos dados e das políticas de recuperação estabelecidas. Backups físicos 1) Unidade de fita O backup em unidades de fita magnética é uma tecnologia mais antiga, mas ainda amplamente utilizada por organizações que precisam armazenar grandes volumes de dados. As fitas são conhecidas por sua capacidade de armazenamento de longo prazo e custo relativamente baixo, tornando-as ideais para backups de arquivos históricos ou dados de conformidade que precisam ser arquivados por anos. No entanto, elas possuem uma desvantagem significativa: a recuperação de dados é mais lenta em comparação com métodos mais modernos, e o processo de restauração pode levar horas ou até dias, especialmente em operações de grande escala. Além disso, como os dados geralmente são armazenados fora do local, o processo de transporte e manuseio também pode impactar a velocidade de recuperação. 2) Unidades de disco rígido (HDDs) e unidades de estado sólido (SSDs) Os discos rígidos (HDDs) e as unidades de estado sólido (SSDs) são opções comuns para backup local por causa da sua velocidade de recuperação e do fácil acesso. Enquanto as HDDs são conhecidas por oferecer maior capacidade de armazenamento a um custo acessível, as SSDs são muito mais rápidas, com tempos de leitura e gravação mais baixos, sendo recomendadas para sistemas nos quais a recuperação rápida é crítica. Por outro lado, as HDDs são mais suscetíveis a falhas mecânicas, enquanto as SSDs, apesar de mais duráveis e rápidas, têm um custo mais elevado por GB de armazenamento. 3) Servidor de backup dedicado Um servidor de backup dedicado refere-se a uma máquina configurada especificamente para receber e armazenar dados de outros sistemas dentro de uma rede. Esses servidores podem ser escalados para incluir várias unidades de armazenamento e são gerenciados localmente pela equipe de TI, que oferece controle completo sobre os dados. Os servidores de backup são altamente flexíveis, o que permite a criação de políticas de backup personalizadas e maior integração com outros sistemas da empresa. Entretanto, eles ainda podem estar sujeitos a falhas de hardware, desastres locais ou interrupções de energia, por isso, geralmente, são usados em conjunto com métodos externos de backup, como o backup em nuvem. Backups em nuvem: O backup na nuvem envolve a cópia de dados e aplicativos para servidores remotos, normalmente gerenciados por um provedor de serviços de nuvem. Esse tipo de backup se tornou a solução preferida para muitas organizações em razão da sua escalabilidade, redundância e facilidade de acesso. Ao contrário dos métodos físicos, que estão sujeitos a falhas de hardware ou desastres locais, o backup na nuvem oferece uma camada adicional de segurança por armazenar os dados em data centers geograficamente dispersos. Nesse contexto, as soluções de backup em nuvem são conhecidas por sua alta capacidade de automação e pela possibilidade de serem configuradas para fazer backups contínuos ou programados, dependendo da política de RPO da empresa. Além disso, o custo é baseado no uso, o que significa que as empresas podem pagar apenas pelo armazenamento e a largura de banda que realmente utilizam. Um ponto negativo para essa dinâmica se estabelece na pauta da velocidade de recuperação, a qual depende da conectividade com a internet, de modo que, para volumes muito grandes de dados, a recuperação completa pode ser ainda mais lenta do que em sistemas locais. A verdade é que a escolha entre backups físicos e em nuvem depende de uma série de fatores, como a quantidade dos dados a serem armazenados, o tempo de recuperação necessário e o orçamento da organização.Em muitos casos, o modelo híbrido – que combina backups locais com backups em nuvem – oferece maior flexibilidade e segurança, garantindo que os dados estejam acessíveis e protegidos de uma ampla gama de ameaças. Como implementar uma estrutura de backup de dados adequada? 3 Dicas 1) Planejamento com foco no RTO e RPO Antes de qualquer implementação de backup, é fundamental entender os Objetivos de Tempo de Recuperação (RTO) e os Objetivos de Ponto de Recuperação (RPO). Esses conceitos definem, respectivamente, quanto tempo a empresa pode ficar sem acessar os dados antes que o negócio sofra um impacto significativo (RTO) e qual a quantidade máxima de dados que a empresa pode perder sem comprometer a operação (RPO). Por exemplo, se a sua empresa pode tolerar até 30 minutos de inatividade e perda de dados, você deve configurar o seu backup para realizar cópias a cada 30 minutos e garantir que o sistema de recuperação consiga restabelecer as operações dentro desse período. 2) Diversificação de métodos de backup A diversificação de métodos de backup é essencial para garantir uma recuperação completa e segura em diferentes cenários de falhas. Usar apenas um método, como backup local, pode deixar a empresa vulnerável a desastres naturais ou erros físicos. Por isso, é recomendável combinar backups locais (on-premises), em nuvem e fora do local (off-site). 3) Automatização e verificação regular A automatização de backups é essencial para assegurar consistência e reduzir a dependência de ações manuais. Porém, automatizar sem verificar regularmente a integridade dos dados e a funcionalidade dos backups é um grande risco. Ou seja, os backups precisam ser testados periodicamente para garantir que a recuperação de dados seja eficaz em caso de necessidade. Você também pode gostar – 8 etapas para implementar uma estratégia eficaz de computação em nuvem  Depois do backup: 5 passos essenciais para um plano de recuperação de dados Depois de garantir um sistema de backup eficiente, é vital ter um plano de recuperação de dados robusto para agir rapidamente em casos de necessidade. Veja, a seguir, cinco etapas que podem ajudar você a garantir uma recuperação ágil e eficaz. 1) Classifique os dados por prioridade Nem todos os dados têm a mesma importância para o negócio. É essencial classificar e definir a prioridade de restauração de diferentes conjuntos de dados. Com essa prática, os ativos críticos para o funcionamento da empresa serão recuperados primeiro. 2) Estabeleça responsabilidades claras Defina quem é o responsável por cada etapa do plano de recuperação, o que envolve desde a equipe de TI até outros departamentos, como setores financeiro e jurídico, dependendo do impacto da perda de dados. 3) Garanta o acesso rápido aos backups Se os backups não estão acessíveis rapidamente durante uma falha, o tempo de recuperação certamente será maior. Por isso, é fundamental assegurar que as cópias de segurança estejam armazenadas em locais que possam ser acessados com rapidez e segurança. 4) Automatize a recuperação de sistemas críticos Automatizar a recuperação de sistemas críticos viabiliza uma resposta mais rápida e eficiente a falhas. Algumas soluções de backup oferecem, inclusive, recursos de orquestração de recuperação que automatizam todo o processo de restauração dos sistemas prioritários. 5) Implemente redundância geográfica No caso de backups físicos, a redundância geográfica é um conceito fundamental para garantir que os dados possam ser recuperados, mesmo em casos de desastres locais. A criação de backups em diferentes locais geográficos reduz o risco de perda total de dados em razão de desastres físicos. ___________________________________ Conclusão Investir em backup e recuperação de dados é essencial para garantir a continuidade das operações em um mundo cada vez mais dependente do digital. Profissionais que se especializam nessas áreas, especialmente com foco em soluções de backup na nuvem, têm um papel crucial nas empresas modernas. Além de protegerem os ativos digitais, eles contribuem para a resiliência do negócio em face de crises. Quer saber mais sobre esse tema e continuar sua jornada de aprendizado? Baixe nosso infográfico gratuito.


    21/11/2024
  • Desenvolvimento low-Code
    Desenvolvimento de Sistemas

    Desenvolvimento com frameworks low-code: o que é, quais vantagens e desafios para iniciantes?

    O desenvolvimento low-code (desenvolvimento com baixo código) promete dar às empresas o que a transformação digital exige todos os dias: agilidade e eficiência na produção de suas soluções.  Trata-se de uma ferramenta que funciona à base do mecanismo de arrastar e soltar (drag and drop), permitindo que o desenvolvimento de softwares e aplicações se torne mais simples. Isso ocorre porque a tecnologia low-code (ou, em português, baixo código) minimiza a necessidade de uma codificação manual convencional, otimizando a entrega de aplicativos. Cada vez mais as organizações migram para as chamadas Low Code Development Platform (LCPD), por enxergarem nessa evolução uma oportunidade de escalar suas operações. Continue neste artigo e descubra o universo low-code e por que essa é uma competência interessante para iniciantes.  Você também pode gostar – O que é e como aprender lógica de programação de uma vez por todas O que é desenvolvimento low-code? O desenvolvimento low-code é realizado por meio de uma interface gráfica simplificada e intuitiva que substitui, em grande parte, a necessidade de codificação manual. Ou seja, em vez de escrever linhas e mais linhas de código, o desenvolvedor utiliza elementos pré-programados em uma interface visual, compondo as funcionalidades desejadas por meio do mecanismo de arrastar e soltar para realizar a criação das aplicações. Dessa forma, a elaboração de softwares é não só facilitada como democratizada, permitindo que profissionais iniciantes ou com pouco conhecimento técnico em programação possam criar aplicativos e soluções digitais. Além disso, quando se fala em low-code, é importante compreender que se trata de uma tecnologia especialmente útil em projetos que demandam rapidez, como é o caso do desenvolvimento de MVPs (produtos mínimos viáveis), aplicações internas e ferramentas de automação empresarial. Para esses casos, tais soluções podem ser facilmente modificadas ou escaladas conforme necessário, algo fundamental em um ambiente de transformação digital, que está em constante movimento. Você também pode gostar –As 5 linguagens de programação mais utilizadas no mercado em 2023-2024 Como o low-code funciona na prática? Na prática, o low-code utiliza componentes visuais pré-programados que representam funcionalidades específicas, como formulários, conexões com o banco de dados e integrações com APIs (interface de programação de aplicações). Ao selecionar e posicionar esses elementos na interface, o desenvolvedor cria um fluxo lógico de funcionamento, que pode ser testado e ajustado em tempo real. O processo ainda é facilitado por recursos como templates prontos, guias de integração e uma série de módulos funcionais que já trazem a lógica de programação embutida. É o caso, por exemplo, do uso da inteligência artificial, recentemente adotada na construção das estruturas de código. Outro ponto interessante do low-code é a sua capacidade de integração com sistemas legados e APIs. Por meio dessa característica, é possível conectar dados e funcionalidades de diversas plataformas em uma mesma aplicação. Com isso, as empresas mantêm a continuidade operacional enquanto incorporam novos recursos, o que é bastante útil para quem precisa modernizar processos rapidamente. Você também pode gostar: O que você precisa saber para se especializar em linguagem de programação? Quais são as plataformas low-code mais populares? Existem diversas plataformas low-code populares no mercado, cada uma com suas particularidades e objetivos específicos. Detalhamos abaixo algumas delas. Essas plataformas são projetadas para facilitar o desenvolvimento, sendo uma excelente escolha para empresas que desejam acelerar sua transformação digital ou para profissionais iniciantes. Vantagens do low-code para iniciantes O low-code é particularmente atrativo para iniciantes por uma série de motivos: 1) Curva de aprendizagem reduzida Graças à sua interface intuitiva e ao modelo de arrastar e soltar, o low-code permite que iniciantes possam criar aplicações em menos tempo, enquanto amadurecem o seu conhecimento técnico. 2) Rapidez no desenvolvimento Como o low-code minimiza a codificação manual, o tempo necessário para concluir um projeto é consideravelmente menor, o que facilita a entrega rápida de protótipos e MVPs. 3) Menor necessidade de recursos  Com o low-code, mesmo equipes menores conseguem desenvolver aplicações quase completas, uma vez que muitos dos recursos são automatizados ou fornecidos pela própria plataforma. 4) Facilidade na integração de funcionalidades Como a maioria das plataformas oferece integrações automáticas com APIs e sistemas externos, os iniciantes conseguem criar aplicações mais robustas de uma forma mais fácil. Por esses e outros motivos, o low-code se torna uma escolha estratégica para iniciantes que desejam atuar na área de desenvolvimento e inovação. Enquanto criam aplicações por meio dos recursos drag and drop, esses profissionais podem, aos poucos, aprofundar sua expertise em linguagens de programação. Você também pode gostar: 8 dicas para iniciar na carreira de programação! E quais são os desafios do low-code para iniciantes? É importante que os iniciantes também estejam cientes de alguns desafios que acompanham o uso de plataformas low-code: Limitações de personalização Embora o low-code ofereça diversas funcionalidades prontas, ele pode limitar a personalização e a flexibilidade do projeto. Quando este exige uma lógica complexa ou funcionalidades muito específicas, esse ponto pode se tornar um obstáculo. Dependência da plataforma Outra preocupação é a dependência que as empresas podem desenvolver em relação à plataforma escolhida, o que pode gerar custos de licenciamento e dificultar a migração para outras soluções no futuro. Questões de segurança e conformidade Como o código não é totalmente controlado pelo desenvolvedor, pode ser mais trabalhoso garantir que a aplicação esteja em conformidade com todas as normas de segurança, especialmente em setores altamente regulamentados. Para superar esses desafios, é essencial que iniciantes se dediquem a estudar a plataforma que desejam utilizar, compreendendo suas limitações, e que busquem aprender os fundamentos de desenvolvimento e lógica de programação. Dessa forma, aos poucos e com a “mão na massa”, você complementa o conhecimento adquirido e passa de iniciante a um desenvolvedor com aptidões mais técnicas. Você também pode gostar: A importância da programação para o futuro do trabalho A ESR pode ajudar você nesse processo! Há mais de 15 anos no mercado de ensino e aprendizado para TI, a Escola Superior de Redes (ESR) desenvolveu uma metodologia exclusiva, capaz de aliar verdadeiramente a teoria à prática. São cursos distribuídos por trilhas de conhecimento nas mais diversas áreas de TI, desde desenvolvimento até cibersegurança, com material atualizado constantemente e ministrado por profissionais reconhecidos no mercado. Dê um passo a mais na sua carreira de TI: conheça todos os cursos da ESR aqui!


    14/11/2024
  • Requisitos de rede para Inteligência Artificial
    Administração e Projeto de Redes

    Inteligência artificial para redes: requisitos e conceitos da tecnologia

    Você sabe como são os requisitos de rede para inteligência artificial? Ou, melhor: a inteligência artificial (IA) realmente atende aos requisitos de rede? É o que vamos descobrir neste conteúdo.  Para isso, inicialmente, precisamos observar a abrangência dessa tecnologia ao longo dos anos. Se observarmos os estudos publicados tanto sobre IA quanto machine learning na última década, iremos concluir que, nesse curto lapso temporal, a aplicação dessas ferramentas passou a estar presente em todos os domínios científicos, crescendo exponencialmente em cada um deles. Em um recente webinar da Escola Superior de Redes (ESR), o especialista e pesquisador do IMDEA Networks Institute, Marco Fiore, aborda exatamente as transformações digitais e as de paradigma que possibilitaram que a IA permeasse pesquisas em campos tão diferentes.  Para se ter uma ideia, de acordo com Fiore, se a nuvem de palavras pinçadas dos principais papers publicados em 2015 apresentava como resultado termos específicos de domínio, como rede, dados móveis e roteamento, em 2024, o cenário foi outro. ‘Nesse momento, a nuvem de palavras formulada com base na observação das pesquisas desenvolvidas ao redor do mundo não se limita apenas a domínio ou rede, tendo estabelecido “aprendizagem” como o ponto central, ou seja, agora, os termos das pesquisas convertem no sentido das aplicações de IA e ML. Em quase dez anos, a comunidade foi impactada significativamente por esses dois recursos, inclusive no quesito “redes”! Para esse cenário, a inteligência artificial e os algoritmos de machine learning proporcionam a otimização das redes, viabilizando que esses ambientes digitais acompanhem as demandas fluidas da modernidade, quais sejam: Neste conteúdo, vamos explorar mais essa relação entre IA e redes, segundo os pontos discutidos no webinar da ESR que mencionamos anteriormente: “A IA atende aos requisitos de rede?”, com o expert Marco Fiore.  Você também pode gostar – Inteligência artificial na TI: como a ferramenta atua no contexto da cibersegurança?  O que é inteligência artificial para rede? A IA para redes refere-se ao uso de algoritmos avançados de machine learning e técnicas de inteligência artificial para gerenciar e otimizar as operações de rede. Esses algoritmos são projetados para automatizar processos, detectar anomalias, prever falhas e gerenciar o tráfego de dados em ambientes cada vez mais complexos. Com a crescente demanda por redes de alto desempenho, a integração de IA tornou-se fundamental para garantir que as redes possam lidar com o aumento do tráfego e a necessidade de resposta em tempo real. Quando essas tecnologias são aplicadas às redes, têm a capacidade de aprender e se adaptar com o tempo, fazendo ajustes automáticos para melhorar a eficiência e a segurança. O resultado? Menor latência, maior confiabilidade e redução de falhas. Aprofunde-se por aqui – Machine learning e inteligência artificial na área de TI: o que esperar do futuro? A IA atende aos requisitos de rede? Apesar dos avanços, as redes ainda apresentam desafios únicos para a IA. As exigências específicas – como baixa latência, alta resiliência e gerenciamento de uma quantidade crescente de dispositivos e dados – impõem restrições que não são comuns em outros campos em que a IA é aplicada. O aprendizado de máquina, por exemplo, é visto como uma ferramenta instrumental para automatizar a operação de redes. No entanto, para que a IA seja eficaz em ambientes de rede, é necessário um design dedicado de modelos de machine learning que possa lidar com a complexidade e o dinamismo dos ambientes digitais modernos. Isso inclui desafios como: Você também pode gostar:O que é Machine Learning e qual a sua importância?O impacto da realidade aumentada na educação e no treinamento em TI  Conclusão A IA tem potencial para revolucionar a operação de redes, mas atender aos requisitos específicos de latência, escalabilidade e desempenho continua sendo um desafio para as empresas. Para saber mais sobre essas questões e ver exemplos práticos de como a IA está sendo integrada às redes modernas, recomendamos que você assista ao webinar completo da ESR. Nele, Marco Fiore apresenta uma visão aprofundada sobre como a IA pode transformar a maneira como gerenciamos e operamos redes. Assista ao webinar da ESR na íntegra


    11/12/2025
  • Requisitos de rede para Inteligência Artificial
    Administração e Projeto de Redes

    Inteligência artificial para redes: requisitos e conceitos da tecnologia

    Você sabe como são os requisitos de rede para inteligência artificial? Ou, melhor: a inteligência artificial (IA) realmente atende aos requisitos de rede? É o que vamos descobrir neste conteúdo.  Para isso, inicialmente, precisamos observar a abrangência dessa tecnologia ao longo dos anos. Se observarmos os estudos publicados tanto sobre IA quanto machine learning na última década, iremos concluir que, nesse curto lapso temporal, a aplicação dessas ferramentas passou a estar presente em todos os domínios científicos, crescendo exponencialmente em cada um deles. Em um recente webinar da Escola Superior de Redes (ESR), o especialista e pesquisador do IMDEA Networks Institute, Marco Fiore, aborda exatamente as transformações digitais e as de paradigma que possibilitaram que a IA permeasse pesquisas em campos tão diferentes.  Para se ter uma ideia, de acordo com Fiore, se a nuvem de palavras pinçadas dos principais papers publicados em 2015 apresentava como resultado termos específicos de domínio, como rede, dados móveis e roteamento, em 2024, o cenário foi outro. ‘Nesse momento, a nuvem de palavras formulada com base na observação das pesquisas desenvolvidas ao redor do mundo não se limita apenas a domínio ou rede, tendo estabelecido “aprendizagem” como o ponto central, ou seja, agora, os termos das pesquisas convertem no sentido das aplicações de IA e ML. Em quase dez anos, a comunidade foi impactada significativamente por esses dois recursos, inclusive no quesito “redes”! Para esse cenário, a inteligência artificial e os algoritmos de machine learning proporcionam a otimização das redes, viabilizando que esses ambientes digitais acompanhem as demandas fluidas da modernidade, quais sejam: Neste conteúdo, vamos explorar mais essa relação entre IA e redes, segundo os pontos discutidos no webinar da ESR que mencionamos anteriormente: “A IA atende aos requisitos de rede?”, com o expert Marco Fiore.  Você também pode gostar – Inteligência artificial na TI: como a ferramenta atua no contexto da cibersegurança?  O que é inteligência artificial para rede? A IA para redes refere-se ao uso de algoritmos avançados de machine learning e técnicas de inteligência artificial para gerenciar e otimizar as operações de rede. Esses algoritmos são projetados para automatizar processos, detectar anomalias, prever falhas e gerenciar o tráfego de dados em ambientes cada vez mais complexos. Com a crescente demanda por redes de alto desempenho, a integração de IA tornou-se fundamental para garantir que as redes possam lidar com o aumento do tráfego e a necessidade de resposta em tempo real. Quando essas tecnologias são aplicadas às redes, têm a capacidade de aprender e se adaptar com o tempo, fazendo ajustes automáticos para melhorar a eficiência e a segurança. O resultado? Menor latência, maior confiabilidade e redução de falhas. Aprofunde-se por aqui – Machine learning e inteligência artificial na área de TI: o que esperar do futuro? A IA atende aos requisitos de rede? Apesar dos avanços, as redes ainda apresentam desafios únicos para a IA. As exigências específicas – como baixa latência, alta resiliência e gerenciamento de uma quantidade crescente de dispositivos e dados – impõem restrições que não são comuns em outros campos em que a IA é aplicada. O aprendizado de máquina, por exemplo, é visto como uma ferramenta instrumental para automatizar a operação de redes. No entanto, para que a IA seja eficaz em ambientes de rede, é necessário um design dedicado de modelos de machine learning que possa lidar com a complexidade e o dinamismo dos ambientes digitais modernos. Isso inclui desafios como: Você também pode gostar:O que é Machine Learning e qual a sua importância?O impacto da realidade aumentada na educação e no treinamento em TI  Conclusão A IA tem potencial para revolucionar a operação de redes, mas atender aos requisitos específicos de latência, escalabilidade e desempenho continua sendo um desafio para as empresas. Para saber mais sobre essas questões e ver exemplos práticos de como a IA está sendo integrada às redes modernas, recomendamos que você assista ao webinar completo da ESR. Nele, Marco Fiore apresenta uma visão aprofundada sobre como a IA pode transformar a maneira como gerenciamos e operamos redes. Assista ao webinar da ESR na íntegra


    09/12/2025
  • Como alavancar a carreira de TI
    Temas Diversos

    Como alavancar a carreira no atual cenário de TI? 3 Dicas essenciais!

    Você procura um guia sobre como alavancar a carreira de TI no atual cenário das transformações digitais? Continue conosco para acessá-lo! Um  levantamento do Google for Startups identificou que o Brasil passará por um déficit de 530 mil profissionais de tecnologia até 2025. Esse número reflete as peculiaridades de um setor que demanda especialistas sempre atualizados e que ainda consigam se manter em movimento de forma compassada com as tecnologias emergentes e com as suas transformações.  A exemplo disso, outro estudo, dessa vez do Instituto Global Mckinsey, traçou um panorama sobre as profissões do futuro e concluiu que todas elas têm uma ligação íntima com a automação do trabalho.  O relatório fruto dessa pesquisa sugeriu que, até 2030, o período em que profissionais das mais variadas áreas passam utilizando tecnologias avançadas aumentará em 50%, além disso, as habilidades de programação serão 90% mais visadas nesse cenário. Ou seja, uma vez que todas as disciplinas convergem para o uso cada vez mais consistente das tecnologias avançadas, tais quais inteligência artificial (IA), realidade aumentada e virtual (RA e RV), machine learning e computação quântica, entre outros exemplos, o profissional de TI é obrigatoriamente convocado para estar à frente desse processo de transição de modelos laborais.  Na prática, trata-se de um alerta claro: é hora de os profissionais da área e os interessados se prepararem para o futuro, adquirindo as habilidades e os conhecimentos que o mercado valoriza. Você também pode gostar – Computação Quântica: o que está por trás dessa tecnologia e quais suas tendências?  Como alavancar a carreira de TI: quais são os cargs do futuro?  O conceito de profissão do futuro envolve a expectativa de valorização da área e da especialidade.   Para isso, são observados alguns panos de fundo, como a aposta no bom desempenho de certas atividades em comparação com outras e a sua interconexão com as transformações digitais e com o movimento da sociedade, além da estimativa de surgimento de novos mercados, nichos e empresas que possam demandar certas atuações de trabalho. Nesse sentido, estudar quais serão as carreiras, inclusive de TI, com chances de despontar a médio e longo prazo demanda uma análise que leve em consideração não só esses pontos, como também o que é reverberado nos principais fóruns e comunidades.  A exemplo disso, no último levantamento do Fórum Econômico Mundial, “The Future of Jobs”, lançado ainda em 2023, o contexto moderno do trabalho foi previsto como digital, rotativo e inédito. Segundo esse documento, dos 673 milhões de postos de trabalho analisados, 83 milhões serão eliminados, enquanto 69 milhões devem ser criados nos próximos anos, sendo a inteligência artificial o principal foco de alteração dessas relações. A ferramenta, uma das tendências em tecnologia para todos os mercados, desencadeia a urgência da adaptação e destaca a importância da educação voltada para habilidades digitais. De acordo com o fundador e CEO da Code.org, em outra matéria, também publicada pelo Fórum Econômico Mundial, o risco relacionado com a IA ainda se encontra com ponto focal no ser humano, e não na máquina. Isso porque não se espera que as pessoas percam os seus empregos para a IA, mas, sim para outras pessoas que sabem como utilizar a ferramenta.  “Não é que o trabalhador seja substituído apenas por um robô ou uma máquina na maioria dos casos, especialmente para trabalhos de secretaria. É que algum trabalhador melhor ou mais instruído pode fazer esse trabalho porque pode ser duas vezes mais produtivo ou três vezes mais produtivo com a IA” – tradução das “6 tendências de trabalho e local de trabalho a serem observadas em 2024” Ou seja, o verdadeiro desafio do mercado de trabalho atual encontra-se na capacitação e adaptação humana, e não na substituição pura e simples de seres humanos por máquinas. Além disso, o Fórum Econômico Mundial, por meio do The Rise of Digital Jobs, prevê o aumento da empregabilidade em áreas digitais globais para cerca de 92 milhões de vagas e uma mudança de cerca de 23% dos empregos nos próximos cinco anos. “Com a previsão de que 23% dos empregos mudem nos próximos cinco anos, conforme o Relatório sobre o Futuro do Emprego, milhões de pessoas terão de transitar entre empregos em declínio e em crescimento” – tradução das “6 tendências de trabalho e local de trabalho a serem observadas em 2024” Quais são as 10 profissões do futuro de acordo com o Fórum Econômico Mundial? Nesse contexto, as profissões consideradas como promissoras para o futuro abrangem na sua grande maioria especialidades de TI:   Você também pode gostar – Qual a responsabilidade prática da TI na era do Big Data?  Como se destacar nesse contexto de trabalho em TI? 3 principais dicas. Domine ou ao menos conheça as tecnologias emergentes No mercado atual, as tecnologias emergentes têm um papel fundamental na transformação digital das empresas. Conhecer os seus conceitos e aplicações pode alavancar a sua carreira e abrir portas em diferentes áreas de TI. Separamos algumas delas para você colocar no seu radar: Aprofunde-se por aqui – Machine learning e inteligência artificial na área de TI: o que esperar do futuro? Aprofunde-se por aqui: O que é Edge Computing e qual a sua finalidade? Conhecer o básico sobre Qubits, superposição e entrelaçamento quântico pode posicioná-lo à frente no campo de computação de alta performance. Aprofunde-se por aqui: Afinal, você sabe o que está por trás da computação quântica? Aprofunde-se por aqui: Qual a diferença entre realidade aumentada, virtual e mista?   Ser um especialista de ao menos uma dessas tecnologias é uma excelente estratégia de carreira. Além dessas tecnologias emergentes, existem diversas outras, bem como outros temas interessantes para a TI atual. É o caso da arquitetura de malha cibernética, das pautas de ESG (Environmental, Social and Governance) e o sempre presente big data. 2) Estude sobre o potencial das metodologias ágeis de trabalho As metodologias ágeis revolucionam a maneira como os times de TI trabalham, pois possibilitam entregas mais rápidas e eficientes, com foco na colaboração contínua e na adaptação às mudanças.  Se você ainda não se debruçou sobre esses conceitos, experimente adotá-los na sua rotina a partir das principais abordagens:  Scrum Refere-se a uma das metodologias ágeis mais populares do mundo corporativo, permitindo a gestão de projetos em sprints curtos, com ciclos de feedback constantes. Times que usam Scrum podem entregar funcionalidades de forma incremental, ajustando o escopo conforme necessário. Kanban: Muito utilizado no desenvolvimento de software e em operações de TI, o Kanban visa aumentar a eficiência por meio da visualização de tarefas em um quadro, permitindo que equipes gerenciem fluxos de trabalho de forma contínua e sem sobrecarga. Lean:  O Lean Development é inspirado na manufatura enxuta e foca na eliminação de desperdícios, otimização de processos e aumento da entrega de valor para o cliente final. 3) Mapeie quais soft skills são visadas pelo mercado e trace um plano de desenvolvimento Habilidades técnicas são cruciais, mas cada vez mais as soft skills são fatores determinantes para o sucesso de um profissional de TI. A capacidade de colaborar, comunicar e liderar equipes, especialmente em ambientes remotos ou híbridos, tornou-se imprescindível há algum tempo. Nesse sentido, certas competências aparecem como relevantes para a solidez de uma carreira na área, como:  __________________________________ Além dessas, diversas outras dicas podem te ajudar a alavancar a carreira em TI. Para isso: Fique por dentro de outras novidades de TI no nosso blog (toda semana produzimos um novo tema)!


    31/10/2024
  • Privacidade e segurança de dados em TI
    Segurança

    Práticas de privacidade e segurança de dados em TI: considerações e como fazer!

    A cibersegurança tem se tornado uma das principais áreas da TI, sobretudo por causa do crescimento acelerado das ameaças virtuais no meio corporativo. Por isso, adotar práticas de privacidade e segurança de dados eficientes passa a ser uma prioridade para a maior parte das empresas. Você sabe como fazer isso? De acordo com o relatório da Uni42, unidade de pesquisa da Palo Alto Networks, o Brasil registrou o maior índice de ataques cibernéticos da América Latina em 2023, destacando-se como o epicentro dessas práticas criminosas na região. O estudo identificou, ainda, que o país foi o mais vulnerável a ataques hackers entre os representantes latinos pelo terceiro ano consecutivo, com o registro do aumento dessas inconsistências em 56,4% de 2021 a 2023. Entre as inúmeras formas de comprometimento das tecnologias dos negócios, sejam elas em superfície física ou em nuvem, algumas chamam a atenção dos especialistas pela sofisticação e escalabilidade. É o caso, por exemplo: Diante desse cenário, os times de TI precisam desenvolver, com agilidade, uma gestão de dados e compliance robusta, adequando as atividades das empresas ao que orienta as principais regulamentações do mercado, como a LGPD, DORA, GDPR, CCPA, SOX, PCI e HIPAA, entre outras. Além disso, um bom exemplo dessa exigência é a inteligência artificial (IA) e seus contornos, tendo em vista que ela não representa mais uma tecnologia do futuro, já que está transformando vidas e negócios agora, no presente. Mais de 25% das organizações já utilizam cinco ou mais aplicativos de IA diariamente, desse modo, para as equipes de tecnologia, é necessária uma atenção plena às novas tecnologias e demandas de mercado. Como se sabe, a inteligência artificial (IA) e a proteção de dados estão intimamente relacionadas, pois o treinamento de algoritmos de IA muitas vezes demanda grandes volumes de dados, incluindo dados pessoais. Assim, o objetivo por trás da estratégia de fortalecer esses campos – o da privacidade e ética no uso de dados, além da segurança da informação – é claro: minimizar os prejuízos que as organizações enfrentam quando passam por eventos cibernéticos adversos.  Segundo o estudo Global Cybersecurity Outlook 2024, do World Economic Forum, mais de um terço das organizações sofreu um incidente cibernético causado por malfeitores em 2023. Empresas que possuem a proteção de dados e o respeito à privacidade e ética dos dados consolidados, tendo a tecnologia da informação (TI) como parceira, usufruem de uma série de benefícios em relação àquelas que não se preparam para o novo contexto digital. Agora, os usuários estão mais atentos a como os negócios utilizam suas informações, assim como há um aumento exponencial das superfícies de ataque e dos pontos de vulnerabilidade suscetíveis aos mais variados cibercrimes. Ou seja, privacidade, ética e adequação no uso de dados, além de campos em ascensão na TI – como a inteligência artificial –, são a demanda do presente e do futuro dentro das empresas. Neste conteúdo, vamos conversar mais sobre regulação, gestão e segurança de dados, além da privacidade dessas informações. Por que é importante que empresas e profissionais de TI se especializem em privacidade, segurança e ética no uso de dados? Ter um olhar cuidadoso para a privacidade e a ética no uso das tecnologias, sobretudo as relacionadas com o tratamento de dados, é uma demanda urgente dos negócios. As novas dinâmicas sociais, que se destacaram com a transformação digital acelerada pela pandemia de Covid-19, não só exigem um posicionamento das organizações diante do uso de dados, como enfraquecem o branding de empreendimentos que não possuem políticas de transparência em suas operações.  A partir de 2020 e da necessidade de distanciamento social, a digitalização das empresas e das transações cresceu de forma exponencial. De acordo com a 33ª edição da Pesquisa Anual sobre o Mercado Brasileiro de TI e Uso nas Empresas, divulgada pela FGV, por exemplo, a antecipação do processo de transformação digital por causa dos contornos da crise sanitária foi o equivalente ao esperado para o período de um a quatro anos. Na época, computadores, notebooks, tablets e smartphones superaram, somados, a expressiva marca de 447 milhões de unidades no país. Ou seja, a demanda por redes e soluções digitais cresceu significativamente. Com isso, foi preciso viabilizar novos modelos de negócios que exigiam também investimento em TI. Diante de tantas mudanças, as empresas passaram a ser cada vez mais confrontadas com a demanda de adaptação a políticas de uso e tratamento de dados adequadas. Afinal, esses insumos agora apresentavam-se em quantidades inéditas e impressionantes. Assim, ao optar por caminhar com as transformações do contexto, priorizando processos, ações, planejamento estratégico e indicadores voltados para a ética, a transparência e a proteção de dados, as empresas gozam de inúmeras vantagens, como:  Além dos benefícios previamente mencionados, o reconhecimento e a ênfase na privacidade, na ética e na segurança da informação resultam na preservação de ativos valiosos dos negócios, tanto internos quanto externos, mitigando gastos com redução de danos e respostas a incidentes. Nesse contexto, torna-se indispensável contar com setores de TI altamente sistematizados e focados no contínuo desenvolvimento dos princípios de segurança da informação e em sua diferenciação entre privacidade e proteção de dados.  Você também pode gostar – Cloud storage: o que é e qual sua importância para o cenário de dados atual? Qual a diferença prática entre privacidade, proteção de dados e segurança da informação? Ao nos aprofundarmos na essência da “privacidade, proteção de dados e segurança da informação”, é crucial que compreendamos como esses conceitos se entrelaçam e, ao mesmo tempo, se distinguem em práticas cotidianas da TI. A “privacidade”, como destacado anteriormente, refere-se ao direito de um indivíduo de controlar suas informações pessoais e de decidir como, quando e onde essas informações podem ser acessadas e compartilhadas. É um conceito intimamente associado à proteção dos dados pessoais, especialmente no contexto das tecnologias digitais.  Na prática, seus principais aspectos incluem: Já a “proteção de dados pessoais (ou privacidade de dados)” é definida como um subconjunto da privacidade, que se concentra especificamente na proteção das informações pessoais identificáveis (PII). É regida por legislações específicas, como a General Data Protection Regulation (GDPR), na Europa, e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), no Brasil, e tem como aspectos essenciais os discriminados a seguir:  Por fim, a “segurança da informação” envolve a proteção dos dados contra ameaças, garantindo a integridade, confidencialidade e disponibilidade da informação. Abrange a implementação de medidas e práticas que assegurem que os dados sejam acessados somente por pessoas autorizadas e que estejam protegidos contra perdas ou modificações. Seus três principais pilares são conhecidos pela sigla CIA: Além disso, a segurança da informação também envolve gestão de riscos, plano de resposta a incidentes e auditorias de segurança, estratégias para minimizar possíveis ameaças e lidar com elas. O entendimento prático desses conceitos contribui para a construção de uma abordagem holística em TI.   Seja para fornecer suporte eficaz aos usuários em suas necessidades de privacidade e proteção de dados, seja para resguardar os ativos mais preciosos de uma empresa, o profissional de TI desempenha um papel estratégico, sendo o responsável por perfectibilizar as ações e políticas de proteção e por estruturar uma segurança da informação eficiente. E como identificar a efetividade da segurança da informação de um negócio? É o que vamos destrinchar agora. Você também pode gostar – Governança corporativa: princípios e boas práticas para adotar em 2024.  Resumo das diferenças e relações entre os conceitos Para detalhar o que conversamos anteriormente, podemos resumir as diferenças e as relações existentes entre os três conceitos: privacidade, proteção de dados pessoais e segurança da informação.   Todos os conceitos se interligam, de modo que a privacidade é protegida por meio de boas práticas de segurança da informação, e a proteção de dados pessoais garante que os direitos individuais, em relação aos seus dados, sejam respeitados e assegurados. Você também pode gostar – Previsões de cibersegurança: o que esperar no segundo semestre do ano e início de 2024? As 5 principais regulações do mercado Nessa perspectiva de desenvolvimento de recursos que se preocupam com a privacidade e a segurança dos dados, diversas normatizações e regulamentações globais foram estruturadas, definindo padrões para o tratamento e a proteção de dados pessoais. Conhecê-las é essencial para quem deseja trabalhar com privacidade e segurança de dados. Inspirada no GDPR europeu, a LGPD regulamenta o tratamento de dados pessoais de indivíduos no Brasil, estabelecendo princípios como transparência, segurança e o consentimento dos titulares dos dados. Foi implementada em agosto de 2018, mas entrou efetivamente em vigor em 2020. Desde então, as empresas precisam garantir a conformidade da sua gestão de dados com o que está disposto na norma, principalmente para potencializar a segurança da informação e a não aplicação de penalidades. Uma das regulamentações mais rigorosas do mundo, a GDPR protege a privacidade dos dados pessoais dos cidadãos da UE, impondo severas penalidades a seu não cumprimento e exigindo práticas robustas de confidencialidade da informação. O CCPA é uma lei estadual que oferece aos residentes da Califórnia, por exemplo, o direito de saber como seus dados pessoais são coletados e utilizados, bem como o direito de acessar e excluir suas informações pessoais Os Princípios Atualizados sobre Privacidade e Proteção de Dados Pessoais, como instrumento de soft law interamericano, visam servir aos estados-membros da organização como pontos de referência para o fortalecimento de seus respectivos marcos legais na matéria e orientar o desenvolvimento coletivo da região rumo a uma proteção harmônica e eficaz dos dados pessoais. Essa regulamentação protege informações de saúde sensíveis, exigindo padrões de segurança rigorosos para salvaguardar dados médicos e pessoais, além de estabelecer parâmetros para uso, divulgação e proteção de informações de integridade individualmente identificáveis. Como implementar práticas de privacidade e segurança de dados em TI em conformidade com as regulações? Implementar práticas robustas de proteção de dados, privacidade e segurança de dados é essencial para cumprir as regulamentações e salvaguardar as informações sensíveis de ameaças.  Existem algumas dicas que podem facilitar esse processo, e você encontra todas elas no novo ebook gratuito da Escola Superior de Redes.  >> Baixe agora o ebook “9 passos para implementar práticas de privacidade e segurança de dados em TI em conformidade com as regulações” <<


    24/10/2024