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Blog da ESR

  • Lógica de programação
    Desenvolvimento de Sistemas

    5 dicas para entender o que é lógica de programação e aplicá-la

    Entre as habilidades técnicas iniciais que os desenvolvedores precisam conhecer, a lógica de programação talvez seja a mais importante. Isso porque ela representa o elemento essencial responsável por organizar, de maneira coerente e objetiva, uma sequência de ações para um algoritmo executar. Ou seja, é a base de qualquer programação. De forma geral, dizemos que a lógica de programação, ou lógica computacional, refere-se a técnica de desenvolver sequências lógicas, a fim de obter um resultado específico. As sequências, por sua vez, são adaptadas às linguagens de programação para, a partir daí, se traduzir em comandos de ação para as máquinas. Nesse contexto, sabendo que um computador entende qualquer instrução de maneira literal, a lógica de programação atua como uma moldura didática que orienta a máquina a seguir pelo caminho desejado pelo programador. Tal relação prática se dá por meio do algoritmo, que é um fluxo computacional criado para resolver um problema ou, em outras palavras, um roteiro que detalha os procedimentos necessários para a realização ou resolução de uma atividade.  Existem algumas formas de representar tais algoritmos, e a escolha delas depende do projeto a ser elaborado e da preferência do desenvolvedor. É o caso: Exatamente por performar como uma base objetiva de instruções para uma máquina funcionar é que a lógica de programação é tão importante para quem deseja começar na carreira de desenvolvimento.  Neste artigo, vamos conversar sobre os principais tópicos acerca desse tema, além de indicar quatro passos para você dar o start nos estudos da área.   Leia também: 8 dicas para iniciar na carreira de programação em 2024  Quais são os conceitos básicos da lógica de programação? Como dissemos anteriormente, a lógica computacional representa uma das habilidades primárias da programação, que permite ao programador estruturar seu raciocínio e projetos em comandos específicos (códigos) para conseguir se comunicar com a máquina. Nada mais é, portanto, do que a materialização de um raciocínio lógico. Porém, para dominar esse know-how, é necessário compreender os conceitos básicos por trás da lógica de programação. São eles: 1) Algoritmos De acordo com Manzano, autor do livro “Lógica para desenvolvimento de programação para computadores”, algoritmos “são conjuntos de passos finitos e organizados que, quando executados, resolvem um problema”. Dessa forma, caracterizam-se por serem a receita que guia o computador na execução de tarefas. Por exemplo, um algoritmo simples para somar dois números pode ser expresso assim:  1. Iniciar 2. Receber o primeiro número (a) 3. Receber o segundo número (b)  4. Somar a e b e armazenar o resultado 5. Exibir o resultado 6. Fim Resumindo, o algoritmo é a implementação prática da lógica de programação, uma receita com instruções literais que indica à máquina o que o programador pretende executar a partir de então. 2) Variáveis, constantes e tipos de dados As variáveis armazenam dados durante a execução de um programa. As constantes são valores fixos que não mudam. Já os tipos de dados definem a natureza dos valores que as variáveis podem armazenar, como “inteiros, decimais ou caracteres”. Esses elementos são importantíssimos para padronizar a informação em uma estrutura de lógica de programação, pois cada um deles associa um comando específico à máquina. Analogamente, vamos considerar uma situação na qual você está desenvolvendo um programa para calcular a área de um círculo. Nesse cenário, você usaria variáveis para armazenar o raio e o resultado, uma constante para representar π (pi) e tipos de dados para garantir que as informações sejam tratadas corretamente. Nesse exemplo, a variável serve para guardar valores que podem mudar durante o programa, como o raio do círculo e o valor da área calculada. A constante representa um valor fixo e conhecido, como o número π (pi), que sempre será o mesmo. Já os tipos de dados garantem que a máquina entenda corretamente a informação que está sendo usada – por exemplo, o raio pode ser um número decimal, então o tipo de dado precisa permitir isso para que o cálculo funcione sem erros. Esses três elementos juntos ajudam a organizar o código e assegurar que ele funcione como esperado. 3) Estruturas de repetição  As estruturas de repetição permitem que um conjunto de instruções seja executado várias vezes, otimizando os processos da comunicação e da máquina. Uma vez que elas evitam a repetição manual de comandos, resultam em um código mais limpo e eficiente.  Imagine a tarefa de imprimir os números de 1 a 5. Sem uma estrutura de repetição, seria necessário escrever uma instrução para cada número. Com uma estrutura de repetição, podemos fazer isso de forma mais eficiente, como no exemplo abaixo: 1. Iniciar 2. Para cada número de 1 a 5 faça:  3. Imprimir número  4. Fim 4) Operadores e condicionais Quando se fala em operadores na perspectiva da lógica de programação, abordam-se os símbolos que realizam operações em variáveis e valores, os chamados operadores. Existem operadores matemáticos (como +, -, *, /), operadores de comparação (como ==, !=, >, <) e operadores lógicos (como and, or, not). Enquanto isso, as condicionais permitem que o programa tome decisões com base em condições específicas. São estruturas que controlam o fluxo do programa, como o famoso if (se), else (senão) e elif (senão se em algumas linguagens). Por exemplo, se você estiver desenvolvendo um programa para verificar se uma pessoa é elegível para votar, pode usar operadores e condicionais assim: idade = 20 (# variável com a idade da pessoa) se (if) idade >= 18 entãoImprimir/print (“Você é elegível para votar.”) senão/else: se (if) idade < 18 então Imprimir/print (“Você não pode votar ainda.”) Leia também: As habilidades mais valorizadas no mercado de trabalho de Tecnologia da Informação Por que aprender lógica de programação?  Se você deseja ingressar no mercado de programação, a lógica de programação é a porta de entrada. A aprendizagem desse tópico é fundamental, pois permite que os indivíduos compreendam e resolvam problemas de maneira estruturada, traduzindo conceitos abstratos em “instruções passo a passo” que são compreensíveis pelo computador.  Ao dominarem esses conceitos, os programadores iniciantes ganham a habilidade de projetar soluções lógicas para uma ampla variedade de desafios, preparando o terreno para a aprendizagem de linguagens de programação específicas e o desenvolvimento de aplicações práticas. Além de ser a base essencial para a programação, a lógica de programação também fomenta a resolução de problemas de maneira mais abrangente, o que contribui para o pensamento crítico e para a potencialização da habilidade de decompor problemas complexos em partes mais gerenciáveis.  Outro ponto de destaque que indica a necessidade dessa especialização é que, independentemente da linguagem de programação escolhida, a lógica subjacente permanece consistente. Ou seja, programadores podem se adaptar mais facilmente a novas tecnologias e ambientes de desenvolvimento ao saberem lógica de programação.  Cinco dicas para começar o aprendizado em lógica de programação 1) Domine os conceitos básicos Antes de mergulhar profundamente em linguagens de programação específicas, é crucial estabelecer uma base sólida nos conceitos fundamentais da lógica de programação. Entenda algoritmos, estruturas de controle de fluxo (condicionais e iterativos/laços), variáveis e tipos de dados. Dessa forma, você terá uma compreensão clara de como as instruções são executadas e como os dados são manipulados, formando a espinha dorsal do desenvolvimento de software. 2) Aprofunde seu conhecimento em inglês  Investir tempo no aprimoramento da língua inglesa é crucial no mundo da programação. Mesmo que de forma gradativa e combinada com outras aprendizagens, não deixe o estudo do inglês de lado. Afinal, muitos recursos, documentação e tutoriais estão disponíveis em inglês, desse modo, ter uma compreensão sólida dessa língua facilita a navegação e a assimilação de informações. Além disso, muitas linguagens de programação também são realizadas em inglês. Por isso, familiarizar-se com os termos técnicos em inglês não apenas enriquece sua compreensão dos conceitos, mas também amplia significativamente os recursos educacionais acessíveis a você. 3) Pratique regularmente A prática constante é essencial para desenvolver suas habilidades em lógica de programação. Resolva problemas práticos, participe de desafios de programação on-line e projete pequenos programas. Quanto mais você executa, mais confortável fica com a aplicação dos conceitos, evoluindo com a capacidade de pensar de maneira lógica para resolver problemas complexos. 4) Explore estruturas de dados Além de compreender os conceitos básicos de estruturas de dados, esteja familiarizado com diferentes métodos para ordenar e armazenar dados, como listas, pilhas e filas. Saber como organizar e acessar dados de maneira eficiente é crucial para o desenvolvimento de programas eficazes. Assim, experimente implementar essas estruturas em sua prática cotidiana para ganhar experiência. 5) Participe de comunidades e projetos colaborativos Essa é uma das dicas mais importantes para assimilar o que é lógica de programação e seu aprendizado. Engajar-se em comunidades de programação e colaborar em projetos compartilhados é uma maneira valiosa de aprender. Por meio dessa prática, você pode dividir conhecimento, obter feedback e observar como outros programadores abordam problemas. Além disso, a exposição a diferentes perspectivas e estilos de codificação enriquece sua compreensão da lógica de programação e proporciona uma aprendizagem mais holística. Qual a importância da lógica de programação no dia a dia de TI? Se até agora as vantagens de uma especialização em lógica de programação não ficaram claras, vamos destacar a relevância do tema, recordando o que já falamos neste artigo. A lógica de programação é uma habilidade que irá permitir:   Leia também: Que curso de tecnologia é feito para mim? Conheça as Trilhas ESR e descubra sua jornada de aprendizagem ideal!  Escola Superior de Redes: a melhor escolha para o ensino e a aprendizagem de programação Neste conteúdo você aprendeu o que é lógica de programação e como se aperfeiçoar nessa prática. Este é o segundo texto de uma série exclusiva de posts sobre programação da Escola Superior de Redes, referência em ensino e consultoria para tecnologia da informação.  No blog de abertura,  abordamos o universo das linguagens de programação (você pode ficar por dentro por aqui) e, agora, nosso próximo encontro apresentará quais delas são as mais populares para o ciclo 2025. Acompanhe a produção de nosso blogpost, além das mídias, para ficar por dentro das novidades em TI e receber informações exclusivas dos cursos da ESR e dessa coleção de artigos para desenvolvedores iniciantes! Ei, ainda tem um e-book gratuito por aqui! Se você chegou ao final deste conteúdo, merece uma faixa bônus Baixe agora nosso e-book gratuito sobre o universo das linguagens da programação!Conceitos básicos sobre programação Principais linguagens utilizadas no mercado de trabalho Passo a passo para começar sua carreira e muito mais


    08/05/2025
  • Protocolos de Roteamento IP
    Administração e Projeto de Redes

    Mecanismos de segurança em protocolos de roteamento IP: afinal, quais são?

    Quando falamos em mecanismos de segurança em protocolos de roteamento IP, é necessário considerar quais são as vulnerabilidades inerentes às trocas de informações entre roteadores e os métodos utilizados para mitigar possíveis ataques.  Esse é o novo tema do webinar gratuito da ESR “Mecanismos de Segurança em Protocolos de Roteamento IP”, que aborda com detalhes as seguintes pautas:  Neste artigo, você confere os principais pontos desse evento on-line, além de poder conferi-lo na íntegra a qualquer tempo.  Trata-se de um resumo sobre os pontos essenciais para uma proteção de redes eficiente. Boa leitura! Quais são os componentes do roteamento?  Na prática, o roteamento descreve a atividade de encaminhar determinada mensagem, da origem ao destino, passando por um ou mais roteadores, em um caminho chamado rota.  Trata-se, portanto, da entrega de pacote de dados de um ponto ao outro, por meio de topologias e redes complexas, com o objetivo de tornar a interconexão entre dispositivos mais eficiente e ágil.   Esse processo conta com dois componentes principais: Enquanto o primeiro componente ocorre no plano de controle do roteador, o segundo faz parte do plano de dados. Ao trabalharem juntos, eles buscam os melhores caminhos para os pacotes de dados trafegarem, observando aspectos importantes como largura de banda disponível, congestionamento e topologia de rede. Além disso, a prática conta com os roteadores, que recebem, processam e direcionam pacotes de dados entre redes ou sub-redes distintas e com os protocolos de roteamento.  Os protocolos de roteamento são definidos como um conjunto de regras e padronizações de formatação de dados usado para direcionar a identificação ou o anúncio de caminhos de rede. Ou seja, por meio de um protocolo de roteamento, os roteadores “conversam”, descobrem e escolhem os melhores caminhos para enviar pacotes de dados dentro de uma rede. Para que servem os protocolos de roteamento? Os protocolos de roteamento estão conectados diretamente à evolução da internet. Em linhas gerais, foram idealizados como uma resposta ao crescimento da rede e à sua demanda por comunicação efetiva entre diversos dispositivos, diferente do que era necessário nos primórdios dessa tecnologia.  No começo, a internet representava uma rede experimental, chamada Arpanet, que continha um núcleo único para toda a sua operação, com roteadores do núcleo e roteadores externos, representada pelas instituições de ensino, que se comunicavam por meio de Gateway to Gateway Protocol (GGP). Quando a rede expandiu e abandonou a modalidade originária “acadêmica”, o núcleo centralizado passou a não fazer sentido. Assim, o crescimento exigiu uma descentralização da rede.  Nesse contexto, a solução para driblar o desafio do aumento da rede e a necessidade de comunicação entre ela foi criar um sistema autônomo. Em relação a esse assunto, o documento em formato acadêmico que registra como funciona a internet – o RFC 1930 – é responsável por discriminar o que é um Sistema Autônomo (AS) de forma bastante detalhada, de modo que seu conhecimento é imprescindível para o profissional de TI.  Com isso, a comunicação entre o AS deu origem ao que conhecemos hoje como internet.  Para que os dados sejam transmitidos entre esses sistemas, também foi necessária a existência de uma política de roteamento capaz de definir como essa atividade ocorreria.  Assim, os ASs se comunicavam por intermédio do Exterior Gateway Protocol (EGP). Entretanto, por ser fruto de um desenvolvimento inédito, o protocolo apresentou deficiências, como loops de roteamento e pouca flexibilidade para os ASs definirem suas políticas de roteamento. Por isso, outros protocolos foram desenvolvidos e passaram a se destacar no mercado, como o Border Gateway Protocol (BGP).  Tipos de roteamento  Há essencialmente dois modelos de roteamento:  Entre os protocolos de roteamento dinâmicos, encontram-se ainda duas categorias:  Veja as especificações de cada um deles a seguir: 1) Routing Information Protocol (RIP) Trata-se do protocolo mais antigo e limitado, cuja métrica é a quantidade de saltos (não necessariamente o caminho mais rápido). Uma versão mais moderna do protocolo para o IPv4 (1994/1998), atualizado por meio da RFC 2453. Roda em cima de UDP (porta 520). Limitado a 15 saltos (roteadores) e sujeito a loops de roteamento. Versão para o IPv6 (1997) – atualizada pela RFC 2080, baseada no RIPv2. Roda em cima de UDP (porta 521). Possui as mesmas limitações do RIPv2. 2) Open Shortest Path First (OSPF)  É o protocolo de roteamento interno mais utilizado pelas organizações, tendo em vista que é aberto e mais robusto. Atua de forma hierárquica, podendo ser dividido em áreas, o que torna mais eficiente o processo, uma vez que os roteadores de determinada área só precisam conhecer e trocar informações com aqueles roteadores, limitando o número de mensagens entre aquelas redes.  Nesse modelo, os roteadores montam e compartilham entre si uma base de dados topológica (troca de Link State Advertisements – LSAs, anúncios de estado de enlace). Métrica: custo (quanto menor, melhor a rota, sem levar em consideração a quantidade de saltos). Sofreu algumas atualizações ao longo dos anos (1991/1994/1997/1998), sendo uma versão apenas para as rotas IPv4. Roda em cima do protocolo IPv4 (tipo 89 – campo Protocol). Possui 5 tipos de mensagem e 7 LSAs. Versão apenas para as rotas IPV6 (1999/2008), atualizada por meio da RFC 5340. Roda em cima do protocolo IPv6 (tipo 89 – campo Next Header). Possui 5 tipos de mensagem e 9 LSAs (1 foi descontinuado). Versão atualizada para as rotas IPv4 e/ou IPv6 (2010), por meio da RFC 5838. Roda em cima do protocolo IPV6 (tipo 89 – campo Next Header), mesmo que anuncie apenas as rotas IPv4. Possui 5 tipos de mensagem e 9 LSAs (1 foi descontinuado). Leia também: Como funciona o protocolo OSPF? 3) Border Gateway Protocol (BGP) O Border Gateway Protocol (BGP) é a tecnologia que permite que a internet funcione plenamente, ou seja, é um protocolo de integração de sistemas e informação e o protocolo único e padrão entre Sistemas Autônomos (AS). Métrica: número de saltos de AS, e não de roteadores – por quantos sistemas autônomos o pacote precisa passar para chegar ao destino? Possui diversos outros atributos que podem ser manipulados para realizar o roteamento baseado em políticas. Versão mais moderna do protocolo (1994/1995/2006), atualizada por meio da RFC 4271. Roda em cima de TCP (porta 179), para mais confiabilidade por causa de característica da rede. Possui 7 atributos básicos (ORIGIN, AS_PATH, NEXT_HOP, LOCAL_PREF etc.).  Extensão (2007, atualizada pela RFC 4760) que permitiu utilizar o IPv6 e outros protocolos de rede junto com o BGPv4 (não há versão específica do BGP para o IPv6). Foram acrescentados 2 atributos novos (MP_REACH_NLRI e MP_UNREACH_NLRI). Trabalha com o conceito de famílias de endereços (IPv4 Unicast, IPv6 Unicast etc.).  Leia também: Protocolo de roteamento BGP para iniciantes: o que é e como usar Ameaças aos protocolos de roteamento  Para se falar dos mecanismos de segurança em protocolos de roteamento IP, é necessário compreendermos três conceitos principais que perfazem os pilares da segurança da informação: confidencialidade, integridade e disponibilidade.  Cada um desses pilares pode ser desequilibrado individual ou simultaneamente pelas ameaças aos protocolos de roteamento, sendo as mais comuns: Nesse contexto, os mecanismos de segurança em protocolos de roteamento IP são implementados exatamente para evitar as ameaças citadas. Mecanismos de segurança em protocolos de roteamento IP: quais são? Os mecanismos ajudam a validar a autenticidade das informações trocadas entre os roteadores e a mitigar os riscos que podem comprometer o funcionamento da rede. No webinar da ESR, Alan Tamer Vasques, especialista em gerenciamento e segurança de redes, destaca alguns deles:  1) Autenticação: garante a integridade das informações trocadas entre os roteadores  A autenticação impede que atores mal-intencionados insiram rotas falsas na rede, protegendo a integridade dos anúncios de roteamento. Os métodos de autenticação variam desde senhas simples (pouco seguras) até técnicas mais robustas, como HMAC-SHA e PKI (infraestrutura de chave pública). 2) Proteção contra ataques de injeção de rotas maliciosas Também relacionado com autenticação, esse mecanismo de segurança em protocolos de roteamento IP visa combater as injeções de rotas maliciosas. Estas ocorrem quando um agente não autorizado anuncia informações de roteamento falsas, desviando o tráfego para redes controladas pelo atacante. O tráfego direcionado para quele destino é deslocado para outra rede, ocasionando sequestro de tráfego e interceptação de dados. Sequestro de tráfego e interceptação de dados são os resultados comuns dessa prática, que afeta, consequentemente, a confidencialidade das informações. Para mitigar esse tipo de ataque, duas abordagens principais são utilizadas: 3) Criptografia na comunicação entre roteadores Garante a confidencialidade e integridade das informações de roteamento trocadas entre os roteadores. Além disso, evita ataques de interceptação e manipulação de pacotes (MitM) e reduz o risco de ataques de replay, em que um invasor tenta retransmitir pacotes antigos para comprometer a rede. Métodos existentes  Melhores práticas de segurança Para reduzir os impactos dos danos às redes, os profissionais de TI ainda podem contar com boas práticas de segurança, tais quais:  Confira detalhes acerca da sua implementação no webinar gratuito da ESR: Mecanismos de Segurança em Protocolos de Roteamento IP  Como entender essas diferenças na prática? Se você é um profissional de TI preocupado com o aprendizado contínuo, a Escola Superior de Redes é uma verdadeira aliada. Focada no ensino de qualidade de tecnologia, a instituição ajuda você a construir uma carreira de sucesso e que conquiste espaço no mercado.  Para discriminar o funcionamento dos protocolos de roteamento, a ESR convidou o especialista Luiz Carlos Lobato para liderar um evento on-line focado nas explicações práticas sobre as aplicações da tecnologia, as diferenças entre OSPF e BGP e os usos comuns de ambos, além de outras curiosidades. Assista ao vídeo gratuitamente aqui!  Curte tecnologia ou é profissional da área? Compartilhe o conteúdo com um amigo. Logo depois, siga conosco por esse universo:


    05/05/2025
  • Ameaças à segurança da informação
    Segurança

    13 principais ameaças à segurança da informação corporativa

    As ameaças à segurança da informação são questões relevantes independentemente do porte e do setor das empresas. Afinal, pensar no sucesso de um negócio nos dias de hoje está diretamente atrelado ao desempenho digital dessa organização.   Por isso, a segurança da informação é cada vez mais necessária e demanda investimentos contínuos. Para se ter uma ideia da importância do tema e de como ele é um tópico popular nas tomadas de decisão dos gestores de negócios, um estudo do Gartner identificou que o investimento em segurança da informação por usuários finais, em 2025, atingirá US$ 212 bilhões, representando um aumento de 15,2% em relação ao ano anterior. O cenário demonstra a preocupação geral com o desenvolvimento de soluções e estratégias capazes de barrar as ameaças à segurança da informação em um ambiente de riscos cada vez mais intensos, sofisticados e abrangentes. Diante disso, ignorar essas intercorrências pode comprometer não só os dados, como a reputação da organização, a confiança dos clientes e até mesmo a continuidade das operações.  Aqui estamos falando de riscos que vão muito além de invasões pontuais e envolvem vazamentos, sequestros de dados, falhas humanas e até vulnerabilidades que surgem dentro da própria estrutura da empresa. Ou seja, pensar em segurança da informação hoje é pensar na sobrevivência e no crescimento sustentável do negócio. E o primeiro passo para fazer isso é conhecer quais são as principais ameaças à segurança da informação na atualidade.  Neste conteúdo, você vai encontrar:  Ameaças à segurança da informação: qual o contexto geral da segurança da informação? Para além do contexto histórico dos últimos anos e da pandemia, que forçou uma aceleração da vida em nuvem, sabemos que priorizar a relação digital da empresa com o cliente, a usabilidade e, principalmente, a segurança desses ambientes já era uma tendência no meio corporativo há algum tempo. Inclusive, diversas iniciativas têm estudado esse universo, a fim de criar alternativas que proporcionem uma vida em rede mais estável e segura. É o caso da Identidade Digital Descentralizada, que foi tema de um dos webinars gratuitos produzidos pela Escola Superior de Redes (ESR). De forma paralela, o Direito também acompanha essas transformações e oferece respaldo para regulamentar as novas demandas do mundo globalizado por um acesso digital mais confiável. No Brasil, por exemplo, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) foi implementada com esse objetivo e demanda que os profissionais de TI consigam adequar as plataformas digitais corporativas ao que está discriminado no texto legal.  Portanto, de forma natural ou por meio de contextos externos variados (pandemia, aceleração em nuvem, regulamentações etc.), há uma crescente preocupação com a implementação digital segura de uma empresa. Dessa forma, é essencial que os especialistas da área estejam atualizados sobre o tema cibersegurança, além de entender como aplicá-lo corretamente ao seu negócio.  Acompanhe, abaixo, o guia sobre segurança da informação e ameaças à segurança da informação, proposto por quem entende do assunto há quase duas décadas. O que é segurança da informação, para que serve e como ela ajuda a driblar as ameaças e os riscos digitais? Para falar das principais ameaças à segurança da informação ou à segurança cibernética, é preciso compreender o conceito desse campo de trabalho em TI. De maneira geral, a segurança da informação pode ser descrita como o conjunto de ferramentas e estratégias digitais que garantam a segurança dos dados de uma empresa no mundo virtual. Portanto, são as maneiras ou ferramentas encontradas para minimizar os riscos de ameaça digital, além de estratégias para garantir a plena vida dos dados de uma organização sem que estes sofram influência externa, como vírus, invasões e outras diferentes formas de ataques de cibercriminosos Para isso, ou seja, para uma boa segurança da informação e um resguardo de dados eficiente, tais articulações se valem de alguns pilares essenciais, tais quais confidencialidade, disponibilidade, integridade e autenticidade.  Quais as principais ameaças à segurança da informação na atualidade? Não pensar de forma estratégica e cautelosa em segurança cibernética pode deixar sua empresa vulnerável a diversos riscos. Abaixo, elencamos os principais.  1) Deepfake e manipulação de identidade Com o avanço das tecnologias de IA generativa, as deepfakes deixaram de ser apenas curiosidades da internet para se tornar ferramentas de ataques cibernéticos de alto impacto.  Hoje, é possível imitar com precisão a voz e o rosto de executivos, líderes de equipe ou até mesmo clientes para solicitar transferências bancárias, acessar sistemas ou transmitir ordens falsas. Empresas têm relatado casos em que o recurso de deepfake é utilizado para que os funcionários realizem transações financeiras em nome de CEOs que estão em uma suposta videochamada. O colaborador, sem perceber a farsa, executa o pedido, ocasionando prejuízos milionários às organizações.  Além do impacto financeiro, a credibilidade da empresa pode ser seriamente comprometida nesse modelo de ameaças à segurança da informação.  2) Ataques à cadeia de suprimentos Quando um sistema de segurança se limita ao perímetro da própria empresa, ele ignora que softwares e serviços terceirizados também são pontos de entrada para cibercriminosos.  Ataques à cadeia de suprimentos, também chamados “ataques de cadeia de valor”, “ataques de terceiros” ou ainda supply chain attack, miram essas brechas: um fornecedor com sistema vulnerável que pode ser a porta de entrada para dados da empresa contratante. Um dos casos mais emblemáticos desse tipo de ameaça à segurança da informação ocorreu em 2021, conhecido como ataque à SolarWinds, no qual hackers comprometeram atualizações de software distribuídas a milhares de empresas e órgãos públicos. Nesse cenário, a empresa atacada indiretamente pode nem saber que foi invadida, o que torna a detecção e a resposta ainda mais difíceis. 3) IA e automação maliciosa O mesmo poder computacional que fortalece a segurança também pode ser usado para romper barreiras digitais.  Hoje, cibercriminosos usam a IA para automatizar a criação de phishing altamente personalizado (com base em dados de redes sociais, por exemplo), identificar vulnerabilidades em sistemas e escalar ataques em massa com rapidez. Além disso, ferramentas de automação podem criar scripts que buscam continuamente sistemas abertos na internet, testando exploits em tempo real até encontrar uma porta de entrada. As ações são rápidas, difíceis de prever e podem atingir diversos alvos simultaneamente, o que exige sistemas de defesa igualmente dinâmicos. 4) Roubo de dados  Visto que os dados são os principais insumos do meio digital – seja quando partem do usuário, seja quando se originam na própria empresa – são também um dos mais recorrentes alvos de ataques cibernéticos.  Quando uma empresa estabelece suas operações de forma conectada a serviços de TI e, aliado a isso, implementa tecnologia aos processos internos, o grau de informações retidas virtualmente é muito expressivo. Por isso, é comum encontrar inconsistências nessas redes, como tentativas não autorizadas de acesso a recursos internos, contas comprometidas, tentativas de clonagem de dados ou seu desvio, entre outras atividades. Como é o caso do furto de informações que, no mundo digital, ganha o termo exfiltração de dados, que consiste no ato criminoso de extrair dados sem que o titular de direito desses ativos assim perceba.  De acordo com um relatório Verizon, aproximadamente 90% dos cibercrimes corporativos se dão em razão do vazamento de credenciais de funcionários que decorre da exfiltração. Esse delito extrai dados, como nomes de usuários, senhas, e-mails, e os transfere para um espaço no qual terceiros sem autorização conseguem acessar as informações. Ou seja, a exfiltração de dados, que pode estar associada a qualquer etapa do armazenamento de dados de uma empresa, em databases e dispositivos, entre outras possibilidades, é uma das ameaças à segurança da informação com grande potencial de dano e prejuízo ao negócio.   5) Ataques DDoS Esse é um tipo de ameaça à segurança da informação que afeta a disponibilidade de informação e conteúdo de um site ou solução digital. Trata-se de um método que pretende dificultar o funcionamento de sites, aplicações ou serviços web ou tirá-los do ar, geralmente por meio do envio de solicitações de acesso simultâneas, diversificadas e em grande volume.  O Distributed Denial-of-Service (DDoS, Ataque de Negação de Serviço Distribuído, em português) cria uma espécie de exército de computadores orientados a requisitar acessos de forma contínua e simultâneos nessas plataformas. Ao fazer isso, a ameaça mexe diretamente com a equação “quantidade de banda disponível e capacidade dos servidores” para garantir a continuidade e disponibilidade de uma operação on-line.  Com a extrapolação do volume previsto de acessos, esses aspectos são comprometidos e podem impactar as empresas dos mais variados setores.  6) Espionagem industrial  A espionagem industrial é uma prática duvidosa de mercado, utilizada para observar o concorrente, e, dessa forma, obter vantagens comerciais. Resumidamente, é uma atividade que visa à investigação de alguma informação da empresa, seja um plano de negócios específico ou uma estratégia personalizada de produto, seja uma fórmula que sirva de ativo para o concorrente.  Essa é uma das principais ameaças à cibersegurança e que pode envolver: 7) Hackers de senhas    Por meio da verificação em um hash criptográfico e do método tentativa e erro, esse ataque cibernético é um dos mais executados e, por vezes, um dos mais simples.  A quebra da senha pode provocar sérios prejuízos para as organizações, visto que, uma vez dentro do sistema, os cibercriminosos podem roubar os dados armazenados e mexer nas configurações dos servidores, por exemplo.  Dentre as formas de corromper uma senha está o ataque de força bruta, que visa à violação de um nome de usuário ou senha, à descoberta de uma página de web oculta ou, ainda, de uma chave de criptografia. Para isso, os hackers utilizam uma metodologia de tentativa e erro até que seja possível encontrar alguma lacuna no sistema de segurança da empresa. Além disso, certas ferramentas são associadas a essa prática, a fim de acelerar o processo de descoberta das senhas, como é o caso dos dicionários. Nesse modelo de ataque, os cibercriminosos percorrem um dicionário completo, agregando a ele caracteres especiais e numerais. Há ainda a possibilidade de utilização de dicionários especiais de palavras. Adiante, no ataque de dicionários, o hacker escolhe um alvo e tenta possíveis senhas para o nome de usuário em questão.  Por sua vez, existe também o ataque de força bruta reverso, que identifica primeiro senhas disponíveis on-line e depois as testa, pesquisando nomes de usuário até que se encontre uma correspondência. 8) Funcionários não especializados/erros humanos Essa é uma ameaça de cibersegurança que deve ser observada bem de perto, pois é o que gera, na maior parte das vezes, danos quase irreversíveis para as empresas.  Com certa frequência, as corporações não se preocupam em instruir os funcionários acerca da segurança da informação, não implementam uma política bem definida sobre o tema e não demonstram, na prática, para o corpo de trabalhadores, os perigos que ações cotidianas, como cliques em links duvidosos, notebooks, smartphones ou tablets extraviados, podem impactar na rotina individual e coletiva da empresa.  A organização que se abstém de ensinar os passos básicos de uma vida digital segura a seus colaboradores está refém de eventuais riscos da segurança da informação.  9) Softwares vulneráveis  Contar com uma infraestrutura digital atualizada é um dos pontos essenciais para se evitarem ameaças à segurança da informação.  Uma vez que os softwares estejam defasados, eles vão possibilitar erros de código e brechas no sistema, prejudicando a produtividade do usuário e potencializando os ataques cibernéticos.  Implementar um roteiro ágil de boas práticas de atualização dos sistemas da empresa é o primeiro passo para evitar esse tipo de risco.  10) Ataques de ransomware Em razão do potencial de devastação que pode causar nas empresas, essa é uma das ameaças à segurança da informação que requerem bastante atenção.  Por meio de um malware, que é qualquer software intencionalmente feito para causar danos a um computador, servidor, cliente ou a uma rede de computadores, os cibercriminosos podem capturar informações e infectar diversos documentos acessíveis, impedindo que estes sejam acessados. Depois disso, a prática mais comum é a que o responsável pelo ataque chantageia a empresa atacada, pedindo dinheiro em troca de uma chave de (re)acesso aos seus documentos.  11) Phishing Como o nome indica, essa ameaça à segurança da informação se refere à fraude eletrônica. Em linhas gerais, o phishing é uma técnica de engenharia social que se vale de mensagens/plataformas que parecem ser verdadeiras e vindas de “lugares comuns”. É o caso, por exemplo, de redes sociais, e-mails, sites de leilões, bancos, processadores de pagamento on-line ou administradores de TI usados para atrair a atenção do usuário e direcioná-lo para links maliciosos capazes de executar diversas funções indevidas nos servidores.  Funciona como um disfarce de conteúdo que utiliza técnicas cada vez mais sofisticadas para se tornar quase imperceptível aos olhos dos usuários.  12) Ataques direcionados Para demonstrar a evolução dos ataques cibernéticos e a necessidade de se pensar com mais cautela sobre o ambiente digital e a cibersegurança, o ataque direcionado é a prática de se estudar previamente uma empresa ou organização, conseguir seus dados e utilizar essa informação de forma planejada, em direção a um alvo específico, com objetivos determinados. 13) Adware malicioso   Muito ligado à ameaça à segurança da informação que envolve o mau conhecimento dos perigos das redes pelos funcionários da empresa está o adware. Esse termo vem de advertising-supported software, ou seja, software que exibe anúncios. Em muitos casos, ele é incluído em programas gratuitos como forma de monetização e, se o usuário é informado e concorda com a prática, não é necessariamente malicioso. Entretanto, alguns adwares têm comportamento típico de malware. Por exemplo: instala-se sem consentimento, exibem anúncios intrusivos, como pop-ups constantes, redirecionam a navegação para sites suspeitos e coletam dados pessoais sem permissão, entre outras atividades. Nesse caso, é um risco persistente, difícil de remover.  Trata-se de uma das ameaças à segurança da informação mais populares, presentes em quase toda a internet.  Como garantir segurança e mitigação das ameaças à segurança da informação na sua empresa?  Existem várias maneiras de se implementar uma boa gestão de segurança da informação nas empresas e, assim, evitar as ameaças citadas anteriormente. Como exemplo, a rotina específica de atualizações de softwares, além de backups contínuos e a instalação de softwares de segurança.  Ainda assim, a solução que melhor apresenta resultados para evitar as ameaças à segurança da informação é a capacitação do time profissional sobre o assunto. Contar com colaboradores que estejam plenamente inseridos no universo digital e compreendam como a segurança cibernética é importante para o sucesso da empresa é imprescindível. Com base em conhecimento, eles passam a implementar hábitos de navegação mais conscientes e desempenham ações virtuais com mais autonomia, desenvolvendo uma boa cultura digital na organização.  A Escola Superior de Redes, entende que esse é um dos alicerces mais importantes para a construção de um ambiente virtual seguro para sua empresa.  Por isso, desenvolveu uma trilha de treinamentos práticos para a área de segurança, a que você pode ter acesso em um só clique.  Com esse referencial, o interessado terá acesso a uma metodologia própria da ESR, pensada na perspectiva de capacitar o aluno para agir preventivamente e tratar os incidentes quando não for possível evitá-los.


    25/04/2025
  • recrutamento de times de TI
    RH

    Guia completo: como realizar o recrutamento de times de TI em 9 passos

    Por suas características singulares, tal qual a possibilidade do trabalho em nuvem, a área de tecnologia da informação (TI) conta com a oportunidade de abertura de vagas não presenciais e de um recrutamento diferenciado – mais flexível e antenado às tecnologias emergentes de seleção de pessoal. Entretanto, mesmo diante dessas possíveis facilidades, o gerente de RH pode encontrar alguns desafios para estruturar processos seletivos eficientes, tendo em vista que eles se atualizam tão velozmente quanto a transformação digital (elemento base da TI).  Nessa área, a gestão de lideranças – especialmente no modelo de trabalho remoto –, a retenção de talentos e a redução das taxas de turnover assumem novas dinâmicas. Antes, no ambiente presencial, gestores e colaboradores podiam trocar informações diretamente, mas isso também restringia a atuação dos profissionais ao espaço físico da empresa. Agora, com a comunicação virtual, especialistas têm a liberdade e o desejo de se candidatar a oportunidades em qualquer lugar do país ou do mundo, o que amplia tanto a oferta de vagas quanto a concorrência por profissionais qualificados. A exemplo disso, uma pesquisa realizada no The Developers Conference (TDC), evento voltado para profissionais de TI, identificou que mais de 60% das pessoas que atuam no setor querem conquistar uma vaga fora do país. Isso significa dizer que mais de 6 em cada 10 profissionais de TI voltam sua atenção às oportunidades externas. Ou seja, em meio às mudanças nos processos de trabalho e às novas exigências tanto dos colaboradores quanto de empresas e mercado, é necessário que o tech recruiter, além de contratar novos talentos para cargos de TI, desenvolva um planejamento estratégico focado na permanência dos profissionais que entregam resultados. Neste artigo, vamos conversar mais sobre como recrutar e manter profissionais de TI com base nessa nova configuração laboral. Continue conosco. Você vai ver por aqui: Leia também: O home office acabou? Saiba como gerenciar a flexibilidade de trabalho na tecnologia  O cenário do mercado de TI em 2025 Há bastante tempo, falamos da importância de um desenvolvimento de carreira integral que unifique competências de hard e soft skills. Para o mercado de trabalho de tecnologia da informação, essa demanda faz ainda mais sentido, uma vez que os profissionais do segmento lidam com situações complexas e bastante desafiadoras.  Por ser um mercado em constante expansão, os profissionais de TI precisam se adaptar a ele de maneira contínua, além de explorar outras habilidades, como inteligência emocional e participação em projetos em equipe. Porém, mesmo com tais peculiaridades, a TI ainda se destaca por oferecer um leque de oportunidades de atuação e pela remuneração dos cargos.  A exemplo disso, um recente relatório do International Data Corporation (IDC), divulgado em fevereiro, estima que a indústria de TI cresça 13% de maneira geral no Brasil, sendo uma continuação dos bons resultados do ano anterior, no qual a TI B2B registrou um crescimento de 9% no país. Entretanto, mesmo com maiores investimentos das empresas em produtos digitais e também maior possibilidade de vagas à vista, o recrutamento de times de TI pode ser um desafio nos próximos meses. Assim, em um cenário no qual a TI caminha cada vez mais para uma atuação estratégica dentro do meio corporativo, demandando que os profissionais não só sejam técnicos como também saibam conciliar esse conhecimento com habilidades de negócio, é imprescindível um olhar atento do setor de RH, que deve estabelecer, em mutualidade, os requisitos para o preenchimento das suas vagas de acordo com o que é de interesse da empresa e do colaborador.  Por fim, não podemos nos esquecer de citar o impacto das novas tecnologias e da sistematização de outras já conhecidas, como automação, machine learning e IA, na alta demanda por profissionais qualificados e também pelo aumento do interesse de pessoas pelas carreiras em TI. As profissões que devem liderar contratações na área tech em 2025 De acordo com o índice da Robert Ralf*, os profissionais de tecnologia mais buscados em 2025 serão:  Já em relação às perspectivas de remuneração, o índice prevê, para o ano, alguns pontos em especial, que podem variar de acordo com o nível de experiência profissional, o tamanho da empresa e a demanda pelo cargo: *O índice mapeia a remuneração de acordo com a escala:  -25º percentil (pessoa nova na função, com pouca ou nenhuma experiência; necessita de mais instruções ou supervisão para realizar as tarefas diárias); 50º percentil (tem experiência para desempenhar responsabilidades principais de forma consistente sem supervisão direta; pessoa familiarizada com processos e assuntos relacionados com o cargo) e 75º percentil (o valor da pessoa para a organização vai além da execução das tarefas normais; possui qualificações diferenciadas, além de especializações e certificações; pessoa pronta para avançar), respectivamente. Leia também: O que você precisa para se especializar em linguagem de programação? Habilidades às quais um gestor de RH deve se atentar para recrutar times de TI Para recrutar times de TI presenciais ou remotos, ter conhecimento sobre as especificidades desse mercado e das suas estruturas é indispensável. Pode ser interessante para o gestor de RH realizar uma combinação de know-how em gestão de pessoas com o acompanhamento das tendências do futuro do trabalho, sobretudo naquilo que impacta o setor – tecnologia, desejo dos colaboradores, anseios da indústria e do consumo etc. Nesse contexto, para amplificar o potencial das equipes de trabalho de TI, o gestor de RH precisa compreender a fundo quais são as exigências do cargo que será preenchido para que identifique as habilidades que busca, assim como pode passar à liderança dessas empresas informações sobre as condições de trabalho esperadas pelos candidatos de maneira geral. O ideal é que os recrutamentos consigam encontrar um ponto de equilíbrio entre essas duas demandas.  Desenvolver processos de seleção que priorizem um mindset voltado para o aprendizado contínuo, por exemplo, pode auxiliar que os novos times de TI estejam dispostos a se capacitar mesmo depois de sua efetivação. Além dessa orientação, elencamos algumas competências que devem ser avaliadas pelos gestores de RH no preenchimento de vagas tech.  1) Interesse por inteligência artificial e aprendizado de máquina  Tanto a inteligência artificial quanto o aprendizado de máquina (machine learning, em inglês) são realidades no mercado. Embora os usuários, recentemente, estejam aprendendo a lidar com essas tecnologias e a identificá-las no seu dia a dia de forma mais consciente, elas não são novas. Dessa forma, é indicado que os profissionais de TI tenham alguma compreensão da IA, do aprendizado de máquina e de algoritmos por trás das suas ferramentas e aplicações ou interesse por esses assuntos.  Algumas especializações que podem ser interessantes e criar um diferencial: Tais competências contribuem para que o profissional consiga propor melhorias nos processos da empresa e oferecer um produto voltado para a satisfação da experiência do cliente. 2) Programação  A programação é relevante para qualquer área que o profissional queira seguir na TI. Aprender a fundo, pelo menos, uma das linguagens utilizadas na programação é um requisito importante para um profissional desse setor.  Leia também: O que você precisa saber para se especializar em linguagem de programação?  3) Interesse por big data  Há muito se diz que “dados são o novo petróleo”. Por isso, é necessário que o profissional de TI, guardadas as características da área em que vai atuar, tenha conhecimento de ferramentas de análise de dados e suas rotinas.  4) Facilidade para atuar em modelos de trabalho colaborativos  A capacidade de trabalhar em equipe e colaborar com os colegas é fundamental em qualquer setor. À medida que as empresas se dedicam a projetos mais complexos e, agora, com bastante incidência, ao modelo remoto, a coparticipação eficaz se torna ainda mais importante.  Aqui, claro, o desenvolvimento de um ambiente que propicie essa dinâmica é indispensável e de responsabilidade dos líderes das equipes e dos gestores de RH.  5) Habilidade em comunicação  Em 2025, entre as soft skills desejadas para um profissional de TI, sobretudo aquele que atuará em modelo remoto, está a habilidade de comunicação. Nesse contexto, significa explicar conceitos complexos de maneira objetiva, clara e que não deixe dúvidas. Além disso, é necessário ter facilidade com a capacidade de diálogo fluido entre as diferentes áreas e níveis hierárquicos ou desenvolvê-la, bem como conseguir usar a comunicação para compreender as necessidades de cada cliente, atentando-se, inclusive, para os quesitos de acessibilidade digital.  A comunicação reflete diretamente a experiência do cliente e, por isso, é uma habilidade tão cara aos novos profissionais de TI.  6) Gosto por aprendizagem contínua Se antes da era da informação e da geração ininterrupta de dados o aprendizado contínuo já era importante, imagine agora.  Como dissemos, uma das características que se deseja em um profissional de TI, em 2025, é que ele volte o seu mindset para a metodologia do aprendizado contínuo e, dentro disso, saiba como criar a sua trilha de conhecimentos de forma estratégica.  Para o gestor de RH, há a responsabilidade de incentivar a equipe a adotar essa metodologia, seja pela condução de ciclos de capacitação, parceria com empresas de treinamentos e cursos, seja por meio de eventos que promovam networking e troca de conhecimento. Em outras palavras, colaboradores e RH precisam ser aprendizes contínuos.  7) Busca por certificações  No mercado de tecnologia da informação, as certificações são capazes de atestar se um candidato à vaga detém uma série de requisitos básicos para a função que vai desempenhar. Assim, é interessante que o profissional se dedique a conquistá-las, sabendo quais são as melhores para cada objetivo de carreira, e que o gestor de RH saiba quais solicitar para cada plano de trabalho.  8) Estar por dentro da cibersegurança O investimento em cibersegurança é uma das principais preocupações das empresas atuais. Afinal, as ameaças e os crimes virtuais têm se sofisticado com muita velocidade. Por isso, o interesse por funções, ferramentas, metodologias e plataformas de segurança, aplicações, nuvem, servidores pode ser um diferencial na hora da contratação.  Algumas áreas, inclusive, chamam atenção, como: É importante destacar que essas 8 habilidades que elencamos podem sofrer alterações, de acordo com a área da vaga e a realidade da empresa. Por ser um campo de conhecimento muito extenso, torna-se inviável demandar que um candidato detenha saberes em todas elas.  Por isso, acima de tudo, é essencial que o gestor de RH saiba adaptar o que o mercado empregador busca de maneira geral em TI e o que é realmente importante avaliar para o preenchimento do cargo específico da empresa.  5 Desafios do recrutamento tech Como dissemos anteriormente, o recrutamento de times de TI pode experienciar diversos desafios característicos da área. Separamos, a seguir, 5 deles para você conferir e, logo depois, descobrir como driblá-los!  1) Defasagem de profissionais qualificados  De acordo com um estudo da Gi Group Holding, apenas 10,9% das empresas brasileiras dizem não ter dificuldade na contratação de profissionais de TI, e isso pode ser explicado pela discrepância existente entre oferta e demanda. Para se ter uma ideia, o Panorama da Software House 2025 pontuou que encontrar mão de obra qualificada é um ponto crítico para mais de 40% das organizações. Esse cenário se deve a diversos fatores, como a rápida evolução das tecnologias e a falta de profissionais com as competências técnicas exigidas pelo mercado. Muitas organizações também relatam que, mesmo diante de um grande número de candidatos, poucos atendem aos requisitos necessários para funções mais especializadas. Além disso, a formação acadêmica nem sempre acompanha as exigências práticas do setor, o que faz com que recrutadores precisem buscar alternativas para preencher as vagas, como programas de capacitação interna, parcerias com instituições de ensino e processos seletivos baseados em habilidades em vez de diplomas. Inclusive, um levantamento do Google for Startups estimou que, até o final de 2025, o Brasil enfrentará um déficit de 530 mil profissionais de TI. Apesar do crescimento acelerado na abertura de vagas, apenas 53 mil novos profissionais terão se formado entre 2021 e dezembro de 2025, evidenciando o descompasso entre a demanda do mercado e a qualificação disponível.  2) Pouca estratégia para a retenção de talentos Ao mesmo tempo que o estudo da Gi Group Holding destaca a insatisfação das empresas na contratação de pessoas qualificadas, também aborda a insatisfação de mais de 50% dos profissionais entrevistados com os salários e as jornadas de trabalho exaustivas. Com isso, os profissionais não hesitam em buscar oportunidades mais vantajosas, seja em termos salariais, seja em relação à cultura organizacional, a benefícios ou ao equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional. Empresas que não investem em planos de carreira bem estruturados, pacotes de benefícios competitivos e um ambiente favorável ao desenvolvimento tendem a perder talentos para concorrentes que oferecem melhores condições. Além disso, a falta de alinhamento entre expectativas e realidade no dia a dia da função é um dos principais motivos para a alta rotatividade no setor. Quando o colaborador percebe que as promessas feitas no recrutamento não condizem com a prática, a busca por novas oportunidades se torna inevitável. 3) O processo seletivo não é eficiente e interessante Um indicador importantíssimo para o recrutamento, independentemente da área, é a taxa de evasão dos candidatos antes de completarem todo o processo seletivo. Quando falamos de TI, esse KPI é ainda mais importante, pois monitora a efetividade de um processo em uma área que demanda agilidade e inovação. Dessa forma, processos muito longos, sem precisão, que não medem o que devem e são pouco transparentes tendem a afastar os melhores talentos. Profissionais de TI, em sua maioria, estão habituados a processos dinâmicos e orientados por resultados. Se o recrutamento se torna burocrático, desorganizado ou falha em comunicar claramente as etapas e expectativas, o candidato pode perder o interesse e buscar outras oportunidades.  4) O recrutamento não consegue mensurar quais são as habilidades dos candidatos, sejam elas técnicas ou soft skills Muitas empresas ainda pecam ao avaliar candidatos com base apenas em currículos e entrevistas superficiais, sem métodos eficazes para medir tanto as habilidades técnicas quanto as comportamentais.  No caso de TI, essa falha pode levar à contratação de profissionais que, apesar de possuírem certificações ou experiências relevantes, não demonstram domínio prático das ferramentas exigidas ou não se adaptam bem ao trabalho em equipe e à cultura organizacional. As soft skills, cada vez mais valorizadas, costumam ser deixadas em segundo plano ou avaliadas de maneira subjetiva.  A capacidade de resolver problemas, trabalhar sob pressão e se comunicar com clareza é essencial para o sucesso em ambientes dinâmicos, mas dificilmente é mensurada com precisão nos processos seletivos tradicionais. Para resolver essa questão, é interessante pensar em modelos alternativos de aplicação de processos seletivos, nos quais é possível elaborar entrevistas estruturadas, testes situacionais e desafios práticos que podem refletir uma visão mais realista sobre as competências do candidato. 5) O desenvolvimento de um modelo de recrutamento escalável e adaptável às tecnologias emergentes é bastante complexo Criar um modelo de recrutamento que acompanhe a evolução das tecnologias e, ao mesmo tempo, seja escalável representa um desafio para muitas empresas. As exigências do setor mudam rapidamente, e métodos tradicionais de seleção nem sempre conseguem acompanhar essa dinâmica. Ferramentas automatizadas, como inteligência artificial e análise de dados, ajudam a otimizar a triagem de candidatos, mas sua implementação demanda investimento, adaptação e um olhar estratégico para garantir que a tecnologia complemente, e não substitua, a avaliação humana. Além disso, um processo escalável deve ser flexível o suficiente para atender diferentes tipos de contratações, desde posições juniores até cargos altamente especializados. Isso exige a criação de fluxos bem definidos, capazes de se adaptar ao volume de demanda sem comprometer a qualidade da seleção.  Empresas que conseguem estruturar esse modelo de forma eficaz ganham não apenas em agilidade, mas também na assertividade das contratações, reduzindo custos com turnover e aumentando a competitividade no mercado. Há uma maneira adequada de fazer o recrutamento de times de TI? A área de TI é marcada pela demanda constante de colaboradores em atividade e também pela rotatividade. Logo, ter um plano de recrutamento atualizado é um desafio diário, sobretudo em empresas que não contam com setores responsáveis por isso, como RH e gestão de pessoas.  Apesar de complexo, existem passos básicos que podem ajudar a orientar esse processo dentro da organização. Quando há um setor de RH bem estruturado, é importante que ele converse com os funcionários já alocados em TI para compreender as especificidades de cada cargo e qual é a contribuição das vagas para o propósito da empresa. Isso contribui para uma busca mais assertiva de profissionais. Além de tudo, existem outras formas de conhecer e atestar o perfil de um candidato, como:  E a contrapartida do RH? Da mesma forma que a empresa busca candidatos, precisa encantá-los com as oportunidades contidas nas vagas.  O trabalhador do mercado atual prioriza a experiência e a possibilidade de desenvolvimento de carreira. Assim, é interessante pontuar, com a liderança da empresa, a necessidade de investimento em condições de trabalho voltadas para o aprendizado, a horizontalidade de lideranças e a valorização da participação dos colaboradores.  Veja algumas ações que podem tornar o recrutamento mais interessante aos olhos dos candidatos: 1) Solicite investimento em tecnologia à liderança da empresa Explique aos líderes a necessidade de garantir equipamentos modernos e eficientes para os profissionais de TI. Visto que é uma área com DNA inovador, poder utilizar ferramentas e tecnologias emergentes, com alto valor agregado, representa um dos principais estímulos para os profissionais de TI permanecerem nas empresas.  A ação não apenas otimiza a produtividade como também demonstra o comprometimento da empresa com o sucesso de suas equipes. 2) Transparência é elemento-chave  As vagas de trabalho em TI dependem, sobretudo, de uma relação de confiança entre os gestores de RH e os colaboradores. Para tanto, ter transparência nos escopos de trabalho e projetos e no acompanhamento de indicadores internos e de produtividade, além de na comunicação, é o que vai garantir o sucesso dessa vaga.  Estabeleça uma relação próxima com os funcionários, com encontros periódicos para alinhar as expectativas do contratado e da contratante, além do entendimento fiel do propósito da empresa.  Essas são algumas perguntas que podem orientar o RH na construção de um vínculo transparente e objetivo com o trabalhador de TI. 3) Considere a flexibilização da modalidade e do horário de trabalho Pelas características que mencionamos no início deste artigo, a área de TI pode ser flexível, seja em relação às modalidades de trabalho (presencial, remoto ou híbrido), seja no quesito carga horária.  Estude as possibilidades de tornar a vaga ainda mais atrativa, ao contar com vantagens que levem em consideração as diferentes necessidades de cada indivíduo. Inclusive, de acordo  em uma pesquisa do PageGroup, 75% dos profissionais participantes consideraram o trabalho híbrido o modelo preferido na escala da flexibilidade. Alinhe a possibilidade e o interesse dos candidatos, destacando quais desses critérios é cabível adotar no processo de seleção de novos talentos de TI.  4) Gerencie a equipe com o auxílio da tecnologia Ao possibilitar o ingresso de colaboradores por meio do trabalho remoto, há a associação automática de demanda por ferramentas tecnológicas para a gestão dessas vagas. Existem inúmeras plataformas de gerenciamento de projetos, como Kanban, Runrun.it e Trello, bem como para a conferência de horas trabalhadas, a exemplo do ponto digital. Escolha aquela que melhor se adapta às necessidades da sua empresa, faça um treinamento da ferramenta com os colaboradores e estabeleça um tempo de teste inicial da tecnologia.  Com ela integralmente implementada, gerencie os projetos de forma metódica e processual, se atendo aos comandos das plataformas; é necessário centralizar a gestão de conhecimento e os arquivos de aprendizagem dos projetos. Por isso, utilize as ferramentas com o auxílio de processos bem definidos para que nada se perca.  Alguns exemplos de programas de gerenciamento de projetos e organização de times de TI remotos:  1) Trello 2) Asana 3) ClickUP 4) Runrun.it 5) Monday.com 6) Jira Software 7) Wrike 5) Destaque os benefícios disponibilizados pela empresa Detalhe os benefícios que vão além da remuneração. Planos de saúde diferenciados, descontos em academias, programas de bem-estar e outros incentivos podem ser mencionados como parte de um pacote atrativo para os candidatos. 6) Estruture um plano de capacitação O desenvolvimento contínuo dos profissionais de TI é essencial para a produtividade das empresas e também uma demanda dos próprios colaboradores. Por isso, para um recrutamento mais estratégico, estruture previamente planos de capacitação e desenvolvimento de carreira para cada cargo aberto, com materiais, parcerias, descontos em certificações etc. Depois disso, comunique a existência dessa ação para os candidatos como forma de incentivá-los a participar de todas as etapas do processo seletivo. Por fim, coloque em prática essa ação!  Nessa dinâmica, capacitação, workshops e cursos específicos podem ser oferecidos, demonstrando a valorização do crescimento profissional dentro da empresa. 7) Colha feedbacks e tenha um canal de comunicação ativo Saliente que a empresa está aberta à comunicação bidirecional. Além de fornecer um canal para feedbacks, explique como a corporação valoriza a opinião dos colaboradores e como esse processo contribui para melhorias contínuas no ambiente de trabalho. Isso pode ser estruturado, por exemplo, por meio de ouvidorias anônimas para casos de sugestão de melhorias, críticas ou denúncias e para casos de dicas ou insights que reflitam a otimização de resultados para as empresas, bonificações salariais ou dias de folga. Há inúmeras formas de fortalecer o processo de comunicação entre a empresa e o colaborador e incentivar a participação dele nos projetos do negócio.  8) Saiba o que os profissionais da área desejam Compreender as expectativas dos profissionais de TI é essencial para saber como recrutar talentos! Realize pesquisas internas e entrevistas exploratórias para identificar as necessidades específicas das equipes de TI, separando os elementos encontrados por área de atuação.  Entender os desafios, as preocupações, os focos e os desejos dessas personas contribuirá para um processo seletivo mais atrativo e compatível com o mercado. Além disso, essa é uma ótima oportunidade para coletar argumentos de barganha com a liderança da empresa. Com informações e dados reais sobre o que os colaboradores esperam das suas funções, pode ser mais simples solicitar mudanças aos líderes do empreendimento.  9) Desenvolva um processo seletivo transparente e claro O processo seletivo deve fornecer informações detalhadas sobre as etapas, as expectativas e os critérios de avaliação. Isso inclui a divulgação clara das responsabilidades do cargo, de requisitos específicos e a explicação dos passos do processo, desde a aplicação até a contratação.  A transparência nesse contexto atrai candidatos mais alinhados à cultura organizacional da empresa, além de criar uma impressão positiva sobre a postura da companhia, destacando o compromisso com a comunicação aberta e justa. Se for o caso, teste as etapas antes de lançá-las, para evitar erros e possíveis recursos.  _________________________________________________ Aprimore o processo de recrutamento e a manutenção de times de TI O recrutamento e a gestão de times de TI demandam uma série de atividades. Por isso, é importante contar com soluções que facilitem esses processos e orientem as empresas para uma atuação mais assertiva, por meio de metodologias validadas pelo mercado e indicadores adequados para suportar as tomadas de decisão. Pensando nessa necessidade, a Escola Superior de Redes desenvolveu a Consultoria Educacional, que oferece estratégias de aprendizagem corporativas elaboradas de acordo com os objetivos e as necessidades de cada empresa. A Consultoria Educacional da ESR ajuda gestores de TI e de RH a otimizar os recursos investidos no desenvolvimento profissional das equipes e gerar resultados estratégicos e alinhados aos objetivos da empresa. Além disso, o serviço direciona as instituições em consonância com o que há de mais atual na capacitação de profissionais no âmbito global para enfrentar os desafios da área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Entre em contato com a ESR para saber mais sobre a Consultoria Educacional em tecnologia da informação!


    10/04/2025
  • Riscos e Ameaças da Web
    Segurança

    Riscos e ameaças na web atual: qual a solução para uma navegação segura na internet? 

    Ainda que boa parte do mundo continue sem acesso à internet, há quase 5,56 bilhões de pessoas logadas à rede, o que representa 67,9% da população global, bem como 5,61 bilhões de pessoas que usam dispositivos móveis. Os dados são do relatório Datarepotal de 2025, o que evidencia uma realidade altamente conectada e ainda mais predisposta aos riscos e ameaças da web.  Afinal, quanto maior a superfície de exposição à rede – sobretudo com a propagação da Internet das Coisas (IoT) e a popularização da inteligência artificial, aliadas a uma quantidade inédita de pessoas gerando dados, trocas de informação e pegadas digitais –, maiores são as possibilidades de ataques.  Nesse contexto, as ameaças web, ou ameaças on-line, representam uma das principais preocupações da TI e do meio corporativo, uma vez que podem ocorrer por causa de vulnerabilidades de diferentes agentes – usuários, colaboradores e serviços de web, entre outros, causando um dano em potencial bastante significativo.  Neste artigo, vamos destacar mais desse universo, compreendendo por que os chamados pentests, ou testes de penetração, são uma alternativa interessante para driblar esse cenário.  Você também pode gostar: 9 requisitos necessários para iniciar sua carreira de Pentest Web  Riscos e ameaças da web: como definir o que é uma ameaça? As ameaças da web são caracterizadas pelos riscos de cibersegurança associados a eventos ou ações não esperadas e danosas por meio da internet. Trata-se de um impacto negativo tanto em redes privadas, Wi-Fi domésticos e intranets corporativas quanto repercussões em hosts específicos, tais quais os endpoints das empresas e dispositivos celulares, computadores e tablets. Além disso, a ameaça web também engloba as ações direcionadas ao próprio servidor web.  Quando bem-sucedida, uma ameaça de rede pode causar danos irreparáveis aos negócios, como:  Ou seja, as os riscos e ameaças da web contemplam uma gama de vulnerabilidades que estão para além dos ataques deliberados de hackers. Elas incluem brechas operacionais, falta de cultura de segurança e até eventos externos que não são passíveis de controle.  Portanto, é altamente recomendável que as empresas adotem uma abordagem de cibersegurança abrangente para, de fato, mitigar os riscos associados às redes, os quais podem ser compreendidos principalmente da seguinte forma: Categoria O que é? Exemplos Riscos associados a agentes maliciosos Ameaças causadas por indivíduos ou grupos que exploram vulnerabilidades da rede para ganhos financeiros, espionagem ou sabotagem. Malware, ransomware, phishing, ataques DDoS, exploração de vulnerabilidades zero-day, engenharia social. Riscos associados à falta de cultura de segurança digital Falhas humanas e falta de conhecimento em práticas seguras, expondo redes e dispositivos a ataques. Senhas fracas, compartilhamento indevido de credenciais, uso de redes públicas sem proteção, ausência de autenticação multifator, abertura de anexos suspeitos. Riscos associados aos múltiplos pontos de contato da rede Vulnerabilidades criadas pelo crescimento do número de dispositivos conectados, tornando a rede mais exposta. Dispositivos IoT desprotegidos, endpoints não monitorados, redes Wi-Fi sem criptografia, brechas em sistemas terceirizados. Riscos associados à falta de monitoramento contínuo A ausência de políticas de segurança e ferramentas para detecção e resposta pode permitir que ameaças permaneçam ativas sem serem percebidas. Falta de atualização de software, ausência de logs e auditorias, resposta lenta a incidentes, falta de testes periódicos de vulnerabilidades. Nesse cenário, as empresas precisam investir não apenas em soluções tecnológicas, como firewalls e antivírus, mas também em treinamento contínuo para suas equipes, protocolos de resposta a incidentes e auditorias regulares de segurança.  É aí que entram os testes de penetração, ou pentests, como uma ferramenta crucial para identificar fragilidades antes que criminosos possam explorá-las.  Melhores práticas para driblar os riscos e ameaças da web: o que são pentests – teste de invasão de aplicações web? Um teste de invasão, também chamado teste de penetração ou pentest, é um método utilizado para verificar a segurança de um ambiente, plataforma ou sistema, por meio da simulação de ataques reais, explorando as vulnerabilidades encontradas.  Diferentemente de uma varredura de vulnerabilidades, que, muitas vezes, recorre ao simples uso de ferramentas automatizadas, o pentest refere-se a um processo cíclico que depende, principalmente, do conhecimento do auditor de segurança que o realiza. Ou seja, demanda domínio técnico e especializado.  Na prática, consiste em encontrar vulnerabilidades o mais cedo possível e corrigi-las imediatamente antes que sejam exploradas, por meio da execução de ataques que visam violar os requisitos de segurança explícitos e implícitos de uma aplicação.  O processo todo é realizado ciclicamente e, a cada interação, a base de conhecimento sobre o sistema aumenta e novas vulnerabilidades podem ser descobertas e exploradas. Dessa forma, é utilizado para identificar fraquezas e superfícies de ataque e para reconhecer as potenciais ameaças de um negócio digital, assegurando que os profissionais de TI possam desenvolver controle sobre a operação, a fim de alcançar uma rede mais segura e estável.  Trata-se, portanto, de um processo sistemático de avaliação da segurança de um sistema ou rede realizado por profissionais especialistas.  Nessa dinâmica, por meio do pentest, ao encontrar uma vulnerabilidade crítica, o profissional consegue combatê-la antes mesmo da elaboração de um relatório final de atividades suspeitas e pontos de atenção. Além disso, como uma excelente ferramenta de mitigação de riscos e ameaças web, a depender do alvo, os pentests podem ser classificados de diferentes formas. Separamos algumas delas, a seguir:  Para executá-lo, os especialistas normalmente utilizam o guia de vulnerabilidades do Open Web Application Security Project (OWASP) Top 10, para identificar quais são as mais críticas, desde códigos mal-intencionados até configurações incorretas. Pode ser utilizado em testes externos, no quais se imita o comportamento de hackers alheios à organização, com foco na decodificação de problemas de segurança, e internos, quando os testadores simulam atividades de agentes internos maliciosos ou daqueles que atuam com credenciais roubadas.  O principal objetivo é mapear as vulnerabilidades que podem ser exploradas pela rede.  Nesse caso, os testes de penetração de pessoal se dedicam a encontrar pontos fracos de cibersegurança voltados para os funcionários.  Dessa forma, geralmente utilizam-se práticas bastante conhecidas, como phishing, vishing (phishing por voz) e smishing (phishing por SMS), para captar a atenção do colaborador e identificar suas ações e os gargalos de segurança da empresa nesse sentido.  Para saber qual pentest utilizar em uma estratégia de segurança, é necessário avaliar quais são os objetivos e resultados esperados no processo de aplicação de teste de penetração, observando a gestão de riscos e o mapeamento de ativos da empresa. Além disso, é necessário adotar uma metodologia.  Metodologias do pentest Além de serem adotados para alvos diferentes, os testes de penetração também podem divergir na metodologia.  Escolher uma metodologia de aplicação adequada é um passo fundamental para a realização de um pentest eficiente, capaz de barrar riscos e ameaças na web, mantendo altos padrões de segurança.  Uma dessas metodologias voltada para a web, a OWASP, ou Open Web Application Security Project (já abordamos essa comunidade anteriormente, citando o documento que descreve as vulnerabilidades mais difundidas em cada período), é altamente recomendável e utilizada. Trata-se de um padrão para testar aplicativos da web bastante abrangente, tendo em vista que não se concentra apenas nas vulnerabilidades do aplicativo, mas também em erros de lógica em processos, tecnologias e recursos humanos. Na prática, fornece uma lista de verificações para várias vulnerabilidades, tais quais injeção de SQL, configurações incorretas de segurança e design de aplicativo da web inseguro, entre outras, bem como guia de testes OWASP, guia do desenvolvedor OWASP e uma revisão de código OWASP.  Além de garantir a resiliência das empresas em relação aos vetores de ataque comuns em aplicativos web, essa metodologia auxilia na manutenção e adaptação dos negócios às regulações, como ISO27001, GDPR etc.  Em sua estrutura, aborda as diferentes fases de desenvolvimento de um aplicativo, como: Assim como a metodologia OWASP, existem diversas outras, como o Information Systems Security Assessment Framework (ISSAF – Estrutura de Avaliação de Segurança de Sistemas de Informação, em português) ou Penetration Testing Execution (PTES – Execução de Teste de Penetração, em português), que compartilham basicamente um mesmo esquema de estágios e fases, variando em alguma medida, a depender do seu objetivo. São eles:  Fases do pentest Confira, na íntegra e de forma gratuita, o webinar produzido pela ESR “Pentest × vulnerabilidades: uma visão prática”. Conclusão Diante do aumento exponencial de ameaças digitais e da crescente dependência da internet para operações corporativas e serviços essenciais, a cibersegurança se tornou uma prioridade inquestionável.  Empresas de todos os segmentos buscam profissionais capacitados para identificar vulnerabilidades antes que criminosos possam explorá-las, o que torna os especialistas em testes de penetração altamente valorizados no mercado de TI.  Além de ser uma área em constante evolução, com desafios técnicos que exigem raciocínio estratégico, o pentest oferece oportunidades lucrativas e a possibilidade de atuar em diferentes setores, desde fintechs até órgãos governamentais. Torne-se um especialista com o curso exclusivo da ESR! Com metodologia prática, o curso apresenta as principais técnicas de pentest que podem ser empregadas para avaliar e fortalecer a segurança das redes. Não perca a oportunidade de se destacar no mercado de cibersegurança. Conheça a ementa aqui!


    24/03/2025
  • Inteligência Artificial para TI
    Temas Diversos

    Guia de inteligência artificial (IA) para otimizar sua rotina em TI

    Para quem já trabalha com inteligência artificial para TI, a ferramenta vai muito além do tradicional e comentado ChatGPT. Afinal, a tecnologia não é recente e já faz parte da rotina do setor em diferentes frentes, como programação, cibersegurança e automação. Contudo, é inegável que a popularização do recurso, por meio do algoritmo de geração de texto, promoveu também uma mudança nas próprias estruturas e usos dentro da Tecnologia da Informação, tornando o investimento mais acessível e diversificado. Além disso, à medida que a TI passou a ser demandada nesse aspecto, para atender à necessidade de implementação de IA em outros departamentos das empresas, ou seja, por toda a cadeia de produção dos negócios, houve uma aceleração nas descobertas e na inovação da área.  Para se ter uma ideia, a pesquisa The state of AI in early 2024: Gen AI adoption spikes and starts to generate value, realizada pela McKinsey, identificou que, em 2024, 72% das organizações adotaram a tecnologia em alguma medida, o que representou um nítido avanço em relação aos 55% de 2023. Em 2025, estima-se que o uso da IA no cotidiano corporativo continuará se expandindo, mesmo que, agora, as preocupações associadas ao tema também repercutam nas pautas das empresas. Impacto ambiental, viés discriminatório, custo de implementação e ausência de regulamentação, por exemplo, são pontos que têm sido abordados com mais frequência nos últimos tempos. Ainda assim, conhecer o potencial da IA na rotina dos profissionais, em especial dos de TI, é imprescindível para quem deseja aprimorar a carreira, otimizar as tarefas e entregar mais resultados.  Pensando nisso, separamos, a seguir, algumas opções de IA para você usar no seu dia a dia em TI. Confira!  O que você precisa saber sobre Inteligência Artificial para TI ou não em 2025? A ideia de um neurônio artificial surgiu ainda em 1940, perpassando pontos interessantes, como o Teste de Turing (1950), até o nascimento oficial da chamada Inteligência Artificial, em 1956, no Dartmouth Summer Research Project on Artificial Intelligence, um workshop de verão amplamente considerado como o evento fundador da IA como um campo de pesquisa. Desde então, a tecnologia tem sido aprimorada e tem experienciado, de acordo com o texto “A brief history of AI with deep learning”, cerca de três idades de ouro:  A evolução da Inteligência Artificial, com as três idades de ouro (Fonte: “A brief history of AI with deep learning”) Cada um desses momentos marca uma transformação significativa dos investimentos em IA, resultando em avanços expressivos na capacidade de processamento, aprendizado e aplicação da inteligência artificial. Por exemplo, em 2006, a Netflix se propôs a melhorar seu algoritmo de recomendação dos filmes (DVDs) enviados aos clientes pelo correio (sim, à época, esse era o modelo do negócio). Para isso, lançou um desafio no qual os participantes deveriam apresentar uma proposta capaz de otimizar esse recurso em, pelo menos, 10%. Três anos depois, a equipe BellKor’s Pragmatic Chaos foi a campeã, revolucionando o uso dos algoritmos da empresa por meio do aprimoramento do projeto original em 10,06%. Dessa forma, os integrantes do time vencedor garantiram o prêmio de 1 milhão de dólares e abriram um caminho para que o uso da IA, de machine learning e dos algoritmos se fortalecesse ainda mais.  Atualmente, na terceira idade de ouro, a IA é marcada pelo deep learning, que é um recurso onipresente em várias áreas, desde assistentes virtuais até diagnósticos médicos. Nesse contexto, as redes neurais ganham cada vez mais protagonismo por causa do aprimoramento da capacidade computacional e de armazenamento.  À medida que as empresas e os pesquisadores trabalham com algoritmos, usando os transformadores e vetores de palavras, por exemplo, percebem que, quanto mais parâmetros de palavras e camadas há em uma rede neural, mais promissores e precisos serão os resultados obtidos.  Para ilustrar, enquanto o GPT-1 possuía 117 milhões de parâmetros, sua última versão (GPT-4) conta com uma estimativa de mais de 1 trilhão de parâmetros, embora seja difícil precisar um número exato, tendo em vista que se trata de uma aplicação fechada. Dessa maneira, o tempo atual é formado por uma disputa comercial robusta entre empresas que apostam em algoritmos abertos e outras, em fechados, correndo contra o tempo para alimentar suas redes neurais.  No início de fevereiro, inclusive, o Chat GPT, que era o grande algoritmo de IA no quesito linguagem, foi estremecido pelo novo DeepSeek chinês, que apresentou um gasto muito inferior para treinar seus algoritmos. Outros marcos interessantes na história da IA:  2012 – primeiro ano em que um algoritmo de inteligência artificial, chamado Alexnet, usa a Convolutional Neural Network (CNN), uma rede neural com 8 camadas para identificar e reconhecer imagens.  2015 em diante – há um salto relevante nesse cenário de decodificação de imagens com o lançamento de uma rede neural de 152 camadas. Como resultado, o erro na identificação desses símbolos passa a ser menor do que aquele reproduzido por humanos. Ou seja, o algoritmo, pela primeira vez, é mais preciso que um ser humano. 2017 – os algoritmos Transformers passam a demandar menos tempo para serem treinados, têm mais eficiência no reconhecimento da conexão e nas dependências entre palavras e melhoram o reconhecimento de padrões e a capacidade de analisar problemas não sequenciais. É uma das fontes que dão origem ao GPT-3 e ao ChatGPT, o qual possui cerca de 12.288 parâmetros de entrada, além de uma grande quantidade de camadas, para interpretar a relação que as palavras têm entre si. Ou seja, falar em IA, em qualquer setor e atividade, é também abordar um universo em constante transformação e de diferentes aplicações.  Continue pensando nisso por aqui:  Reflexos da IA na cibersegurança: você conhece o potencial dessa relação?  Inteligência artificial na TI: como a ferramenta atua no contexto da cibersegurança? Assista, na íntegra, ao webinar gratuito da ESR sobre o tema: O que você precisa saber sobre IA em 2025 trabalhando ou não com tecnologia? Ao compreendermos o cenário e a história da IA, seja em TI, seja nos demais setores, estamos prontos para descobrir os tipos de inteligência artificial (IA) que podem otimizar realmente sua rotina. Guia de ferramentas de inteligência artificial para TI que podem otimizar realmente a sua rotina Separamos alguns exemplos, por categoria e atividades comuns aos setores de TI, para que você possa montar um verdadeiro repertório tecnológico. Veja:  1) IA para TI: produtividade e organização Trata-se de uma IA no modelo “fechado”, cujo funcionamento é definido como sendo uma extensão do Notion, uma plataforma de organização e gerenciamento de tarefas amplamente utilizada por profissionais e empresas. Na prática, ela é utilizada para otimizar a organização e a escrita, podendo gerar resumos, estruturar notas e sugerir melhorias em textos. É excelente para profissionais de TI que precisam documentar processos, registrar bugs, estruturar planejamentos e organizar projetos de forma clara e objetiva. Como ponto positivo, citamos a integração perfeita com o Notion, o que torna a produtividade mais fluida e dinâmica. Entretanto, na seara dos pontos desfavoráveis está a questão de ser uma funcionalidade premium, apenas para assinantes. Como já amplamente abordado por aqui, é o modelo de IA Generativa baseado na arquitetura de transformadores, desenvolvido pela OpenAI. Seu uso vai além da simples geração de textos, sendo um assistente poderoso para responder perguntas, auxiliar na programação e até mesmo na análise de dados. É ideal para profissionais de TI que buscam suporte na resolução de problemas de código, documentação técnica ou brainstorming de soluções para desafios complexos. O ponto positivo é a capacidade de entender contextos e gerar respostas detalhadas e coerentes. Por outro lado, seu acesso total a funcionalidades mais avançadas depende de um plano pago, e as respostas podem não ser 100% precisas, o que exige verificação. 2) IA para TI: automação de tarefas Plataforma de automação de fluxos de trabalho que conecta diferentes aplicativos sem necessidade de programação. Funciona como um integrador que permite que as ações em um software ativem respostas automáticas em outro. Para profissionais de TI, é útil na automação de processos repetitivos, como a sincronização de dados entre plataformas, o envio automático de alertas e a atualização de registros em bancos de dados sem intervenção manual. A vantagem dessa IA para TI é sua interface intuitiva e a compatibilidade com milhares de aplicativos. Já o ponto negativo é que tarefas mais complexas exigem planos pagos e um tempo inicial de configuração. Extensão de navegador que automatiza tarefas repetitivas diretamente na web. Pode, por exemplo, capturar informações de sites e inseri-las automaticamente em planilhas, preencher formulários e organizar dados sem intervenção manual. Para profissionais de TI, é excelente para coletar dados de diferentes fontes, extrair informações de dashboards e gerenciar tarefas sem precisar escrever o código manualmente. Como prós: praticidade e rapidez na automação de tarefas no navegador. Contra: sua funcionalidade depende do ambiente web e pode ter limitações para fluxos mais avançados. 3) IA para TI: comunicação e atendimento Tradutor baseado em redes neurais que oferece precisão superior ao Google Tradutor, principalmente em termos de contexto e fluidez. Profissionais de TI podem utilizá-lo para traduzir documentações técnicas, artigos e guias de API sem perder o significado original do texto. Também podem compreender melhor certificações e capacitações que, normalmente, são em língua estrangeira.  Seu ponto forte é a qualidade das traduções, mais naturais e coerentes. No entanto, a versão gratuita tem um limite de caracteres e a premium é necessária para traduções de textos maiores e integração com outras ferramentas. Inteligência artificial que grava e transcreve reuniões automaticamente, identificando os participantes e organizando resumos das conversas. Profissionais de TI podem utilizá-la para documentar reuniões técnicas, registrar discussões sobre projetos e garantir que nada seja perdido em reuniões de equipe. O ponto positivo é a automatização da transcrição e a análise de reuniões. O ponto negativo é que a transcrição em tempo real pode apresentar imprecisões em áudios de baixa qualidade. 4) IA para TI: programação e desenvolvimento Assistente de codificação baseado em IA, desenvolvido pela OpenAI e integrado ao GitHub. Ele sugere trechos de código, completa funções automaticamente e auxilia na escrita de scripts complexos. Para profissionais de TI, especialmente desenvolvedores, o Copilot agiliza o processo de programação, reduzindo o tempo gasto em tarefas repetitivas e ajudando na implementação de soluções mais eficientes. O ponto positivo é a integração direta com editores como VS Code, o que torna a experiência de codificação mais fluida. O lado negativo é que sua versão completa está disponível apenas mediante assinatura. Assistente de código que utiliza machine learning para prever e sugerir linhas completas de código enquanto o programador digita. É uma excelente ferramenta para profissionais de TI que trabalham com múltiplas linguagens de programação e desejam aumentar a produtividade sem comprometer a qualidade do código. Entre as vantagens, destacam-se a compatibilidade com diversos IDEs e a personalização das sugestões. Entretanto, sua versão gratuita tem funcionalidades limitadas em relação à premium. 5) IA para TI: análise de dados e inteligência de negócios Funcionalidade avançada do ChatGPT que permite a análise de dados e a execução de cálculos estatísticos diretamente na interface do chat. Profissionais de TI podem utilizá-lo para explorar conjuntos de dados, criar gráficos e gerar insights rapidamente sem a necessidade de linguagens de programação específicas para a análise de dados. O ponto positivo é a facilidade de uso e a flexibilidade para diferentes tipos de análise. Entretanto, essa funcionalidade está disponível apenas para assinantes do ChatGPT Plus. Plataforma de análise de texto baseada em IA que permite extrair insights de grandes volumes de dados, como feedbacks de clientes, e-mails e documentos. Para profissionais de TI que lidam com análise de dados não estruturados, é uma ferramenta útil para categorização automática, detecção de sentimentos e criação de relatórios inteligentes. A vantagem é a possibilidade de integração com outras ferramentas de BI e CRMs. O ponto negativo é que seu uso avançado requer uma assinatura paga. Conclusão A inteligência artificial, seja para TI, seja para os demais setores, já faz parte da rotina de colaboradores e usuários, aprimorando atividades e possibilitando que tarefas sejam desburocratizadas. Entretanto, é necessário que os profissionais compreendam suas limitações e saibam utilizá-las de forma estratégica. Afinal, a IA não substitui o conhecimento técnico, mas potencializa a produtividade, a tomada de decisões e a inovação nos projetos. Esteja pronto/a para abraçar um cenário de TI que explora essa e outras tecnologias que têm se tornado cada vez mais fundamentais no mercado: conheça todas as turmas da Escola Superior de Redes (ESR)!


    07/03/2025
  • Governança Multicloud
    Computação em Nuvem

    Governança multicloud: o que é e por que aplicá-la às redes corporativas?

    A adoção de uma abordagem multicloud focada em governança tem sido a preferência do meio corporativo por causa de suas inúmeras vantagens, como segurança, mitigação de erros e perda de dados, gerenciamento estratégico da computação em nuvem e dos ambientes diversificados, entre outros fatores.  Na prática, o conceito multicloud pode ser definido como uma arquitetura de computação caracterizada pelo uso simultâneo de serviços e recursos de vários “provedores cloud”. Ou seja, trata-se da possibilidade de as empresas alocarem suas demandas em diferentes provedores, usando o mais adequado para cada necessidade. Assim, os custos, as regulamentações e os objetivos da nuvem podem ser direcionados de acordo com a demanda da organização. Entretanto, para que isso dê certo, é essencial implementar critérios robustos e princípios fundamentais associados à conformidade, às políticas de segurança e ao gerenciamento de custos que, juntos, formam os pilares da governança, aspecto essencial para gerir ambientes multicloud.  Vamos abordar essa temática agora. Boa leitura! Você também pode gostar – Backup e recuperação de dados: estratégias essenciais para administradores de sistemas A importância de um ambiente multicloud para as empresas Em um cenário em que o volume de dados cresce exponencialmente e a demanda por soluções flexíveis e seguras se intensifica, investir em um ambiente multicloud é não só uma vantagem, como uma exigência do mercado. Para ilustrar e mostrar como o tema tem se expandido, de acordo com uma pesquisa realizada pela Oracle, 98% das empresas usam, ou planejam adotar, uma estratégia multicloud. Assim, por causa de tal aderência das organizações à abordagem, uma vez que, por meio da sua implementação, os negócios ganham mais flexibilidade, escalabilidade e resiliência, há um desejo coletivo por experiências multicloud cada vez mais perfeitas, seguras e integradas. Além disso, ao distribuir cargas de trabalho em diferentes provedores de nuvem, as organizações têm acesso a algumas vantagens, como: De forma geral, a estratégia multicloud resulta em um potencial de diversificação que reduz a dependência de um único fornecedor e melhora a eficiência operacional. Você também pode gostar: 8 etapas para implementar uma estratégia eficaz de computação em nuvem   Diferenças entre nuvem híbrida e multicloud Embora os conceitos de nuvem híbrida e multicloud sejam frequentemente confundidos, existem diferenças estruturais entre os dois termos.  A nuvem híbrida retrata a engrenagem de ambientes cloud quando formada pela combinação de cargas de trabalho comuns ou interconectadas, que são implementadas por meio da fusão de dois ou mais ambientes de nuvem diferentes. Assim, ela concilia, pelo menos, uma solução de nuvem privada com um recurso de nuvem pública, permitindo que as aplicações sejam compartilhadas entre os dois modelos e, geralmente, sejam gerenciadas como uma entidade única, oferecendo às empresas maior grau de propriedade sobre os elementos específicos de sua infraestrutura de TI. Por exemplo, quando se alinha a infraestrutura de uma computação particular (data center local) a um ambiente de computação em nuvem pública. Já a sistemática multicloud envolve o uso dois ou mais provedores de nuvens públicas. A ideia, nesse caso, é que a empresa possa aproveitar as vantagens de cada provedor, conforme as suas necessidades, objetivos e planejamento, possibilitando que as empresas usufruam ao máximo da flexibilidade, da escalabilidade e da tecnologia de ponta oferecidas por diferentes provedores em nuvem. Na prática, enquanto a nuvem híbrida se concentra em conectar diferentes tipos de infraestrutura, a multicloud é mais voltada para a diversificação de provedores para atender a diferentes demandas. Como a governança impacta a abordagem multicloud? Uma tendência de aplicações em nuvem para 2025, o multicloud tem emergido como uma solução para redes mais inteligentes e complexas. Nesse contexto, a governança é o elemento que assegura que essa estratégia de ambientes em nuvem diversificados e com vários provedores seja realmente confiável, segura e eficiente. As atividades de avaliar a capacidade dos provedores na oferta de serviços e os riscos de eventual falha para o negócio e entender qual ponto-chave do negócio deve ser alocado em cada tipo de solução em nuvem, por exemplo, fazem parte desse conceito e auxiliam as empresas a implementarem o uso da abordagem multicloud adequadamente.  Portanto, ao falarmos em governança multicloud estamos analisando aspectos como a própria rede, o desempenho, a segurança, o gerenciamento operacional e o custo total de propriedade, sendo ela um elemento essencial para alinhar o uso de ambientes diversificados aos objetivos estratégicos das empresas, otimizando o custo total de propriedadec (TCO) e garantindo segurança e conformidade. Como a governança pode ajudar a superar os desafios da estratégia multicloud? Como vimos, a governança multicloud desempenha um papel fundamental para enfrentar os desafios comuns dessa abordagem, oferecendo ferramentas e diretrizes que possibilitam um gerenciamento mais eficiente e seguro. Entenda:  1) Complexidade operacional A governança estabelece processos claros e padronizados para gerenciar múltiplos provedores de nuvem. Nessa dinâmica estão inclusas a implementação de ferramentas de monitoramento centralizado e a automação para coordenar os serviços de diferentes fornecedores.  Com uma abordagem de governança bem estruturada, as empresas conseguem mapear responsabilidades, alinhar políticas operacionais e reduzir o esforço manual necessário para gerenciar ambientes diversificados. 2) Segurança Com mais provedores, há também um aumento da exposição a falhas e ameaças. A governança garante que todas as políticas de segurança sejam unificadas, padronizando práticas como criptografia de dados, autenticação multifator (MFA) e auditorias regulares. Além disso, permite a criação de protocolos robustos para detecção e resposta a incidentes, reduzindo vulnerabilidades. 3) Conformidade regulatória A governança auxilia na criação de um framework que monitora as operações em nuvem para garantir conformidade com regulamentações locais e internacionais. Por meio de ferramentas específicas, como relatórios de auditoria automatizados e validação contínua de práticas, as empresas podem evitar sanções ou problemas jurídicos. 4) Custo invisível Sem governança, as empresas podem enfrentar desperdícios financeiros por causa do uso desnecessário de recursos ou da duplicação de serviços em diferentes provedores. A governança resolve isso ao oferecer visibilidade detalhada sobre a alocação de recursos, monitorando o consumo e otimizando os custos. 5) Capacitação A governança inclui programas de treinamento e capacitação específicos para as equipes, garantindo que elas tenham as habilidades necessárias para gerenciar o ambiente multicloud. Conclusão A governança multicloud representa um passo importante para as empresas que buscam aproveitar ao máximo os benefícios de uma nuvem diversa e inteligente. Ao lidar com a complexidade de múltiplos provedores, ela atua como uma bússola, que garante a eficiência operacional, a segurança dos dados e a conformidade regulatória, além de otimizar custos. Mais do que uma prática técnica, trata-se de um investimento estratégico que ajuda organizações a se adaptarem a um mercado cada vez mais dinâmico e competitivo. É importante ressaltar ainda que a implementação de uma estratégia multicloud também apresenta desafios, como maior complexidade de gerenciamento, necessidade de ferramentas de orquestração e a possibilidade de aumento de custos se não for bem planejada. Esteja pronto para abraçar um cenário de TI que explora essa e outras tecnologias que têm se tornado cada vez mais fundamentais no mercado: conheça todas as turmas da Escola Superior de Redes (ESR)!


    20/02/2025
  • melhores práticas de segurança da informação
    Segurança

    As 6 melhores práticas de segurança da informação para empresas

    Manter uma agenda de melhores práticas de segurança da informação é essencial não só para garantir que os dados das empresas fiquem protegidos, como também para viabilizar que eles possam ser utilizados com eficiência.  De acordo com o Gartner, três frentes principais contribuem para que esse tema seja a questão central das empresas nos próximos anos: um ambiente de ameaças mais intenso, o movimento consistente das operações para nuvem e a escassez de talentos. Diante disso, a consultoria estima que os gastos com segurança da informação em 2025 alcancem US$ 212 bilhões, o que representa um aumento de 15,1% em relação ao previsto em 2024. Além disso, o Gartner ainda prevê que, até 2027, mais de 15% dos ciberataques ou vazamentos de dados irão envolver a IA generativa. Ou seja, os prejuízos com o cibercrime e as diversas possibilidades de corrompimento de dados serão cada vez mais significativos, exigindo que as empresas adotem estratégias de defesa mais sofisticadas e proativas. Aliadas a esse cenário, as regulações, agora mais robustas e severas, demandam que as empresas, de fato, se adaptem aos seus dispositivos, refletindo a necessidade de uma segurança da informação consistente nos ambientes organizacionais.  Nesse contexto, no qual a informação é um dos recursos patrimoniais mais importantes dos negócios, gestores e líderes, não só de TI, precisam conhecer as melhores práticas de segurança da informação para desenvolver um ambiente corporativo engajado em políticas e estratégias de proteção adequadas. Conheça 6 delas a seguir.  O cenário do ciberataque em 2025 No fórum Cyber Crisis Management, “From Chaos to Control”, com programação orientada para a discussão de gestão de crises cibernéticas e para a importância da segurança digital, Nimrod Kozlovski, fundador e CEO da Cytactic, declarou que todas as organizações irão sofrer com grandes ataques cibernéticos em 2025. Com a inevitabilidade dessas práticas, o evento condicionou a manutenção dos negócios a uma combinação de resiliência e preparação estratégica das práticas de segurança da informação. Na ocasião, entre os principais riscos do ano para o tema, foram elencados os seguintes pontos: Embora o cenário seja preocupante, adotar as melhores práticas de segurança da informação permite que as empresas fortaleçam as suas defesas contra as ameaças cibernéticas e compreendam a fundo a sua vulnerabilidade, atuando para fortalecê-la. Conheça, abaixo, alguma delas para implementar no dia a dia das empresas:  Por aqui, explicamos a você o conceito de Segurança da Informação.  6 melhores práticas de segurança da informação indispensáveis para as empresas do futuro  Todas as melhores práticas de segurança da informação levam em consideração ao menos um dos seus pilares, quais sejam: De acordo com o Instituto Brasileiro de Cibersegurança, a legalidade também atua como um pilar da segurança da informação, relacionando-se com a conformidade com leis, regulamentações e normas aplicáveis à coleta, ao processamento e ao armazenamento de dados do usuário.  Sabendo disso, separamos, a seguir, as principais recomendações para implementar uma estratégia consolidada de segurança da informação nas empresas.  1) Estratégia de backup Manter uma estratégia de backup eficiente reflete diretamente na recuperação de dados em caso de ataques cibernéticos, falhas de sistema ou desastres naturais. Nesse contexto, segundo o National Institute of Standards and Technology (NIST), o ideal é que as empresas adotem a regra 3-2-1, que consiste em: Segundo o órgão, essa prática é uma das abordagens mais eficazes para garantir a integridade e disponibilidade dos dados. Além dela, testar regularmente a restauração dos backups também é imprescindível, já que contribui para que os arquivos estejam realmente disponíveis quando necessário. Além disso, antes de serem implementados, os backups precisam avaliar algumas características conectadas a essa prática, como: a janela de backup, o Recovery Time Objective (RTO), o Recovery Point Objective (RPO) e o tamanho das cópias dos arquivos.  Conhecer esses elementos contribui para a estruturação de uma política de backup com menos gargalos e maior previsibilidade. Enquanto o RTO refere-se ao tempo máximo que a operação de um negócio pode ficar indisponível antes de prejuízos imensuráveis e inaceitáveis (impacto na reputação, perda financeira e queda na satisfação do cliente, entre outras), o RPO se traduz na quantidade máxima de dados que a organização pode perder sem que isso cause danos permanentes aos negócios.   Sabendo disso, é possível compreender qual a janela de backup ideal para determinada situação, ou seja, o tempo adequado para que as informações sejam armazenadas no procedimento de backup sem que haja prejuízo da aplicação. Na prática, as janelas de backup precisam compreender uma margem de segurança baseada no RTO e no RPO para possibilitar que imprevistos, como a operação de recuperação de dados, consigam ser executados sem resultar na afetação dos demais processos da empresa.  Para isso, é importante analisar, ainda, a quantidade de dados gerados pela empresa e a demanda de armazenamento para copiar tal quantidade de informações em um esquema de backup. Alguns desafios encontrados nesse momento são:  Ou seja, a prática de backup é uma excelente estratégia de segurança da informação, mas deve observar indicadores como o RPO, o RTO, a janela de backup e o tempo de retenção de dados. Os tipos de backup existentes e sua granularidade, os métodos e os níveis de backup também são pontos-chave nessa equação.  ❗Conheça os tipos de backup e saiba diferenciar os seus usos. 2) Redundância de sistemas Ter sistemas redundantes significa criar cópias operacionais dos principais serviços da empresa para evitar indisponibilidades. Assim, servidores de backup, redes alternativas e soluções de failover automático fazem parte dessa prática, visando minimizar os impactos de falhas inesperadas. A redundância é uma das principais responsáveis por garantir que operações críticas não sejam interrompidas. Por isso é tão fundamental para os negócios e as práticas de segurança da informação.  3) Controle de acesso rígido Restringir o acesso a informações sensíveis apenas a usuários autorizados é ferramenta essencial para evitar violações de segurança. Para isso, é necessário adotar medidas que reforcem a proteção dos sistemas e dados corporativos, como: Além dessas medidas, a implementação do princípio do menor privilégio (PoLP) – que concede a cada usuário apenas o nível de acesso estritamente necessário para desempenhar suas funções – contribui significativamente para minimizar vulnerabilidades e prevenir acessos indevidos. 4) Manutenção e atualização de hardwares e softwares  Quando todos os sistemas e dispositivos estão atualizados, sejam eles um hardware (que é a parte física do computador) ou os softwares (que podem ser traduzidos como uma sequência de instruções executadas em um computador), as vulnerabilidades exploradas por cibercriminosos diminuem. Por isso, manter softwares, sistemas operacionais e firmwares em suas versões mais recentes reduz os riscos de ataques, pois as atualizações frequentemente corrigem falhas de segurança conhecidas. Além disso, a substituição periódica de equipamentos obsoletos também é importante, pois os hardwares antigos podem não suportar protocolos de segurança mais recentes. Uma política de atualização contínua e monitoramento ativo minimiza falhas e aumenta a resiliência contra ameaças cibernéticas. 5) Implementação de uma política de segurança combinada com uma cultura organizacional  Uma política de segurança da informação bem estruturada é responsável por proteger os dados e garantir que todos os colaboradores compreendam sua responsabilidade na prevenção de ataques. Para que seja realmente eficiente, ela deve contemplar ao menos:  Para as organizações, é imprescindível que os cenários estejam mapeados e que cada setor e colaborador entendam a sua participação na engrenagem de defesa digital do negócio. Afinal, de nada adianta investir em tecnologias antiameaças se os funcionários continuam suscetíveis aos riscos das redes. 6) Gestão de Continuidade de Negócios (GCN) A segurança da informação não se trata apenas de prevenir ataques, mas também de garantir que a empresa possa continuar operando mesmo diante de incidentes cibernéticos. Nesse cenário, a Gestão de Continuidade de Negócios (GCN) envolve a criação de planos de contingência para minimizar impactos e restaurar operações rapidamente em caso de falhas ou invasões. Todos esses pontos fazem parte de uma GCN relevante, capaz de proporcionar resiliência operacional, continuidade dos serviços e a mitigação de prejuízos financeiros e danos à reputação. Como estruturar um projeto de segurança da informação adequado para empresas?  Existem várias maneiras de se implementar uma boa gestão de segurança da informação nas empresas e, assim, evitar ameaças e cibercrimes. Como, por exemplo, criando uma rotina específica de atualização de softwares, além de backup contínuo e do uso de softwares de segurança.  Ainda assim, a solução que melhor apresenta resultados para se esquivar de ameaças à segurança da informação e para desenvolver essa área, seja na empresa, seja na carreira, é a capacitação profissional. Estar inserido no universo digital e compreender como a segurança cibernética é importante para o sucesso da empresa é imprescindível, além disso, é necessário dominar a técnica e os princípios dos elementos que estruturam uma política estratégica de segurança da informação, privacidade e ética no uso de dados.  A Escola Superior de Redes entende que esse é um dos alicerces mais importantes para a construção de um ambiente virtual seguro e para a formação de profissionais ainda mais qualificados. Por isso, desenvolveu uma trilha de treinamentos práticos para a área de segurança, com uma metodologia própria pensada na perspectiva de capacitar o aluno para agir preventivamente e tratar os incidentes quando não for possível evitá-los.  Inscreva-se e prepare-se para assumir sua próxima vaga.


    13/02/2025
  • sfia 9
    RH

    Nova versão do framework SFIA. Afinal, o que mudou?

    O framework Skills Framework for the Information Age (SFIA) é um modelo global que descreve habilidades profissionais para o mundo digital. Por esse motivo, funciona como um excelente parâmetro para a compreensão das habilidades e atividades desempenhadas nas áreas de TI de organizações públicas ou privadas. Em 2024 ele chegou na versão SFIA 9, já conhece? Na prática, diferentemente de outros frameworks que são prescritivos, o SFIA descreve habilidades, de acordo com os níveis de responsabilidade dos profissionais da área, estruturando conhecimentos em uma visão global há mais de 20 anos. Trata-se, portanto, de um ótimo balizador para apontar as competências profissionais mais relevantes no mundo da tecnologia da informação, porque reflete diretamente o dia a dia das organizações de TI em complexidade e especificidade.  A versão 8, lançada há cerca de dois anos, apresentava 121 descrições de habilidades profissionais em TI (testes, softwares, aplicações, área de redes etc.). Com a constante popularização de novas tecnologias, apresentação de inovações e discussão de conceitos, como sustentabilidade, trabalho remoto e automação, entre outros, o framework passou por uma nova rodada de atualização. Dessa forma, o SFIA, como um agente descritivo das atividades laborais em TI, focou na entrega de uma atualização que contemplasse todas essas nuances.  Você vai descobrir, ao longo deste artigo, as mudanças práticas do tema, baseadas em um recente webinar da Escola Superior de Redes (ESR): “SFIA 9 – A nova versão do framework global de habilidades para o mundo digital”, com Paulo Duque e Guilherme Jardim.  Boa leitura!  Você também pode gostar: Como alavancar a carreira no atual cenário de TI? 3 dicas essenciais!  O que é SFIA e como ele funciona na prática? Lançado oficialmente no ano 2000, por meio de uma metodologia colaborativa da comunidade internacional de TI, o SFIA (em português, Modelo de Habilidades para a Era da Informação) tornou-se uma linguagem comum aceita globalmente para as habilidades e competências relacionadas com o mundo digital.  De acordo com a própria fundação sem fins lucrativos SFIA, o framework contempla diferentes aspectos da área de TI, como: Para isso, a estrutura possui uma base que intersecciona uma série de competências digitais, organizadas em níveis de proficiência – do básico ao avançado –, que combinam também a descrição de habilidades necessárias para uma organização de TI entregar valor ao negócio.  Desde o seu surgimento, o SFIA tem evoluído continuamente para refletir as constantes mudanças no mundo digital e para atender às demandas de habilidades emergentes. Essa característica diferencia o SFIA de outras estruturas, fazendo com que o framework seja aplicado por governos e indivíduos em quase 200 países. Como funciona na prática?  Na prática, o SFIA atua como uma estrutura organizada, que descreve 147 habilidades profissionais em sete níveis de responsabilidade que representam a progressão da autonomia, da influência, da complexidade e de habilidades de negócios de TI de forma coesa, clara e consistente.  Cada um dos níveis é apoiado por atributos genéricos, como colaboração, tomada de decisão e liderança, sendo associado às habilidades profissionais detalhadas no framework e alinhado ao seu nível de responsabilidade correspondente.  A abordagem é integrada e permite uma avaliação e uma combinação de competências técnicas e comportamentais focadas em descrever a atuação geral de um profissional de tecnologia que assegura que as habilidades sejam praticadas de maneira eficaz e direcionadas para as demandas do mundo corporativo. Ou seja, o SFIA é um modelo dividido em categorias e subcategorias, com algumas mais estratégicas, que focam, por exemplo, nos objetivos do negócio, em demonstrar como se trabalha com planejamento estratégico, nos indicadores de desempenho, em processos etc. Outras são relacionadas com a criação e a entrega de serviços que contemplam áreas que criam e implementam soluções do dia a dia para setores do negócio, tais quais desenvolvimento de sistemas, análise de requisitos de negócios, testes, elaboração de banco de dados e tudo que se liga ao avanço do negócio de forma geral, assim como há também categorias voltadas para o crescimento profissional/gestão de pessoas, incluindo temas como planejamento de força de trabalho, avanço profissional e avaliação de desempenho, por exemplo.  O SFIA é um modelo de habilidades e competências em TI completo e dinâmico, assim como o próprio setor.  Você também pode gostar – Futuro do trabalho em TI: quais carreiras da área tendem a crescer? O que mudou no SFIA 9?  De acordo com Paulo Duque e Guilherme Jardim no recente webinar da ESR, o SFIA 9 repercute, de maneira estratégica e inteligente, os novos contornos do mercado de TI. Além de incluir 26 novas habilidades ao seu escopo e conter diversos aprimoramentos, como os fatores comportamentais agora associados aos níveis de responsabilidade, o framework passa a interpretar as áreas de TI como verdadeiras unidades de negócio. Para isso, o modelo apresenta uma visão do setor que vai além da mera gestão de infraestrutura e do desenvolvimento de soluções. Acompanhe algumas dessas mudanças a seguir, todas mencionadas no webinar da ESR (“SFIA 9 – A nova versão do framework global de habilidades para o mundo digital”), ao qual você assiste na íntegra e gratuitamente aqui!   1) Novas habilidades foram implementadas no framework  No intervalo de dois anos entre a versão anterior e a atual, foram descritas 26 novas habilidades no framework, divididas em diversas áreas. Como exemplo está a habilidade associada à inteligência artificial, que conta com uma descrição específica da área. Trata-se de uma nova habilidade chamada “Inteligência artificial e ética de dados”. Ao combinar o tema da inteligência artificial com as preocupações sobre ética de dados, o SFIA se posiciona na vanguarda, detalhando a necessidade de se pensar na evolução da tecnologia sempre acompanhada por reflexões éticas sobre o seu uso e sobre o limite de atuação dos seus algoritmos.   Observa-se, na nova versão, que há uma preocupação do framework com os vieses da IA e com a repercussão dessa inovação no mundo real. 2) A gestão financeira ganhou relevância  A versão 9 do SFIA fortalece o reconhecimento de que uma boa gestão financeira é primordial para a governança das áreas de TI, desenvolvendo e apoiando efetivamente o negócio. Enquanto a versão 8 descrevia apenas uma habilidade direcionada para as finanças, a versão 9 apresenta uma pluralidade delas, expandindo o tema com maior profundidade, conforme as novas habilidades listadas abaixo:  O conceito de TI como unidade de negócio foi aprimorado Com a nova versão SFIA, o entendimento das áreas de TI como unidades de negócio está ainda mais cristalino. Isso porque o framework agora lança o seu olhar para estruturas ainda mais complexas e abrangentes, que compreendem as operações de TI em sua integralidade, preocupadas com o andamento da operação em todas as suas frentes. São exemplos disso as novas habilidades:  Em outras palavras, isso significa dizer que o framework, que nasceu como uma visão essencialmente técnica, segue ampliando o seu escopo de atuação e engloba questões cada vez mais estratégicas. Descubra todas as outras novidades trazidas pela versão 9 do framework SFIA: assista ao webinar da ESR na íntegra e fique por dentro! (É gratuito!) Conclusão O SFIA 9 representa uma evolução significativa no acompanhamento das transformações do setor de TI, ampliando as suas categorias e habilidades, além de representar o dinamismo e a capilaridade típicos de uma área tão ampla quanto a da Tecnologia da Informação.  Quais são as suas apostas para o que ainda está por vir nesse mercado? Esteja preparado para todas elas com o auxílio da Consultoria Educacional da ESR, um serviço exclusivo que utiliza o framework SFIA atualizado para desenvolver estratégias de aprendizagem corporativas, elaboradas de acordo com os objetivos e as necessidades de cada empresa e cada usuário.


    16/01/2025
  • Segurança digital em redes corporativas
    Segurança

    Segurança digital em redes corporativas: o que é, princípios e boas práticas

    A segurança digital em redes corporativas pode ser definida como um conjunto de boas práticas e estratégias que visam proteger a infraestrutura tecnológica das organizações, bem como seus dados e informações relevantes, tanto nos sistemas de computadores interconectados quanto nos dispositivos associados.  Essa proteção estende-se à possibilidade de incidentes maliciosos, desastres, erros e falhas humanas e de atualização de equipamento. Trata-se, portanto, de uma abordagem interdisciplinar e integrada focada em viabilizar a continuidade dos negócios mesmo em contextos extremos.  Em um cenário no qual a criação e transação de dados crescem exponencialmente, ao passo que os cibercrimes também se expandem, estruturar planos de ação que atuem de forma preventiva e, quando necessário, corretiva em relação aos incidentes de dados é fundamental. Para se ter uma ideia, de acordo com um recente levantamento da Kaspersky, o Brasil registrou mais de 800 bloqueios de ataques de ransomware por dia em 2024, totalizando cerca de 106 mil tentativas de golpe desde janeiro. Desse número, 6,5 mil investidas foram direcionadas para o setor de saúde, que ficou atrás apenas dos segmentos de serviço e governamental.   O levantamento também indicou que, à medida que as tecnologias são empregadas para otimizar recursos de segurança, também refletem no aprimoramento dos grupos de ataques, tais quais os de ransomware, que demonstram uma compreensão sofisticada das vulnerabilidades de rede, sobretudo as corporativas, munindo-se de uma variedade de técnicas para alcançar os seus propósitos criminosos.  Como se sabe, a indisponibilidade ou o comprometimento de dados no meio corporativo, por causa desses eventos maliciosos e de outros incidentes, tende a causar prejuízos bastantes significativos em relação à ausência de previsibilidade financeira, ao branding e às constantes violações de regulamentação, como a LGPD, por exemplo. Dessa forma, na atualidade, a segurança digital da rede corporativa passa de uma vantagem organizacional para uma necessidade para a manutenção do negócio a longo prazo.  Você também pode gostar – Inteligência artificial na TI: como a ferramenta atua no contexto da cibersegurança?  Afinal, como a segurança de redes corporativas é definida? Como dissemos anteriormente, a segurança digital de redes corporativas, ou simplesmente segurança de redes corporativas, dedica-se a proteger os dados das organizações e assegurá-los especialmente quanto a três aspectos/princípios:  Ao tratar da integridade, a segurança de redes corporativas se compromete com a manutenção das características dos dados, garantindo a sua não alteração. Isso ocorre, sobretudo, por meio de recursos que envolvem a própria constituição do banco de dados, o protocolo de redes utilizado e os códigos de verificação (checksum) implantados em arquivos e pacotes de rede, por exemplo.  Na confidencialidade, por sua vez, a segurança de rede corporativa estipula políticas e procedimentos precisos capazes de mitigar ou impedir o acesso não autorizado a dados e informações organizacionais. Assim, com base em criptografia; hash de senhas; protocolos seguros, como o MySQL, SSH, SMTPS etc.; conexões criptografadas para banco de dados; uso de VPN em  cloud computing; controle de permissões de acesso aos dados e níveis de acesso; firewalls; sistemas de detecção de intrusos (IDS); sistemas de prevenção de intrusos (IPS) etc., a segurança de rede corporativa proporciona maior estabilidade aos sistemas e à infraestrutura digital dos negócios.  Por fim, no princípio disponibilidade, a segurança de rede corporativa garante que os serviços de rede permaneçam sempre disponíveis, levando em consideração, para isso, a probabilidade da ocorrência de falhas de hardware; as necessárias atualizações de software; bugs; ataques de negação de serviço; falhas na alimentação elétrica; problemas operacionais; falta de backup adequado e cibercrimes, entre outros pontos.  Além disso, a segurança de redes corporativas também abarca o combate aos ataques cibernéticos, roubos de dados e resposta às interrupções de serviços e promove o alinhamento dos sistemas às regulamentações de dados pessoais e sensíveis.  Assim, podemos dizer que a segurança digital de redes corporativas previne, detecta e estrutura respostas a ameaças às redes e sistemas organizacionais decorrentes das mais variadas fontes, com base em um conjunto de medidas sistematizadas e metodológicas.  Você também pode gostar – Cibersegurança em foco: 4 perguntas sobre o tema que você precisa conferir agora! Como a segurança de redes corporativas faz isso na prática?  Com o surgimento dos terminais remotos nos anos 1960 e 1970 e, depois, com a evolução da tecnologia, que pode ser traduzida pelo surgimento da internet comercial; dos serviços com grande densidade de usuários (IRC e ICQ); dos serviços de P2P; das redes sociais; dos primeiros smartphones com migração para a web; das aplicações; da Internet das Coisas (IoT) e da cloud computing, entre outros exemplos, as redes se tornaram mais complexas. Com isso, houve também uma crescente demanda por soluções que conseguissem adaptar os ambientes digitais às necessidades das empresas e dos usuários, sem que isso significasse abrir mão da segurança e da transparência das operações (#DesafioÀVista).  Nesse contexto, a segurança digital de redes corporativas é constituída de modo a proteger os dados, sistemas e usuários de ameaças cibernéticas e outros incidentes internos e externos, garantindo a integridade, confidencialidade e disponibilidade das informações críticas para o funcionamento das empresas. Para isso, ela passou a ser implementada com base em diversas frentes de atuação, desde aquelas voltadas para a segurança da informação até as associadas à conscientização dos colaboradores do uso da malha tecnológica.  A seguir, destacamos alguns recursos de proteção:  Resumo das medidas de segurança de redes corporativas Veja também – Identidade digital descentralizada: o que é e como ela potencializa o mundo em rede?  Veja também – Guia Segurança de Redes: o que é, para que serve e tipos existentes  Você também pode gostar: 6 profissões de cibersegurança nas quais se especializar em 2025 _______________________________________ Como vimos, a segurança digital em redes corporativas depende de uma série de fatores associados que exigem a atuação de diferentes profissionais da Tecnologia da Informação, ou seja, trata-se de uma área rica em possibilidades de especialização e desenvolvimento de carreira.  Esteja preparado para abraçar as oportunidades desse campo, garantindo especializações em cibersegurança, governança em TI ou segurança da informação.  Conheça as turmas da Escola Superior de Redes (ESR) para 2025!


    10/01/2025
  • Acessibilidade digital e na web
    Temas Diversos

    Acessibilidade digital e na web: o que é e como implementar para otimizar sites e conteúdos?

    A acessibilidade digital e na web possui um objetivo claro: democratizar o acesso à tecnologia para pessoas com ou sem deficiência. Trata-se de um conjunto de boas práticas que devem ser acompanhadas e implementadas pelos diferentes setores de TI (design, arquitetura e programação, entre outros) para tornar sites e conteúdos mais acessíveis, conservando, para isso, a autonomia dos usuários e as suas especificidades. Em um contexto de múltiplos dispositivos conectados às redes e da pluralidade de pessoas on-line e com arquivos offline baixados, é essencial observar as diretrizes que garantem uma navegação fluida, justa e completa em todos os cenários. É papel da TI se propor a superar os desafios de acesso, sejam eles conectados às questões técnicas e de infraestrutura, como a falta de acesso à internet rápida ou a um pacote de dados móveis, ou associados a limitações cognitivas, de movimento, visuais ou auditivas. Ou seja, a acessibilidade digital e na web possibilita a eliminação de barreiras nos ambientes virtuais, assegurando que todos os usuários, com deficiência ou não, possam encontrar e compreender textos e sites em sua completude, de acordo com escolhas de navegação próprias e até mesmo não lineares. Todos esses pontos são objetos de estudo da acessibilidade digital e na web e proporcionam um debate salutar sobre as necessárias transformações desses ambientes. Atualmente, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) caminha nessa direção ao disciplinar a acessibilidade como um direito garantido e apresentar um capítulo inteiro sobre esse assunto. Há também um esforço contínuo do World Wide Web Consortium (W3C) para a divulgação, desde 1999, das Diretrizes de Acessibilidade ao Conteúdo da Web e para a propagação da Web Accessibility Initiative (WAI). O primeiro documento, cuja atualização mais recente data de 2023 (WCAG 2.2), propõe 14 recomendações para o desenvolvimento de conteúdos web acessíveis às pessoas, acompanhando critérios universais de usabilidade e acessibilidade. Assim, falar em acessibilidade digital e na web é também apostar em um projeto colaborativo de uma tecnologia que verdadeiramente aproxima os usuários e promove a inclusão de todos eles, respeitadas as suas individualidades e autonomia. Em seu mais recente webinar, a Escola Superior de Redes (ESR) abordou a relevância do tema, destacando dicas práticas para tornar sites e arquivos digitais mais acessíveis. Confira algumas delas ao longo deste artigo! ➔ Você também pode gostar –  Diversidade e inclusão em TI: qual a importância de discutir essas pautas antes da seleção de seu próximo time? Qual a diferença entre acessibilidade digital e acessibilidade na web? Antes de implementar um projeto de acessibilidade em sites, nos ambientes virtuais ou em arquivos digitais, é imprescindível que o profissional de TI saiba diferenciar esses conceitos. De acordo com Jorge Fiore de Oliveira Júnior, do Instituto Benjamin Constant (IBC) e especialista em acessibilidade na web no W3C Brasil, que participou da formulação da edição do Modelo de Acessibilidade do Governo Eletrônico Brasileiro (o eMAG 3.0), os termos possuem uma ligação direta com os fundamentos do “desenho universal”. A abordagem de desenho universal se desenvolveu entre os profissionais da área de arquitetura, na Universidade da Carolina do Norte, EUA, com o objetivo de definir um projeto de produtos e ambientes capaz de ser usado por todos, em sua máxima extensão possível, sem necessidade de adaptação ou projeto especializado para pessoas com deficiência. Para isso, os produtos universais são definidos como aqueles que acomodam uma escala larga de preferências e de habilidades individuais ou sensoriais dos usuários. O propósito dessa abordagem é garantir que qualquer ambiente ou produto possa ser alcançado, manipulado e usado independentemente do tamanho do corpo do indivíduo, da sua postura ou mobilidade. Sobre esse contexto, ramificam-se as premissas da acessibilidade digital e na web, bem como as especificidades da disponibilidades de arquivos de conteúdo digital e das tecnologias assistivas. Conheça todos eles a seguir.  Acessibilidade digital Capacidade de um produto digital ser flexível o suficiente para atender às necessidades e preferências do maior número possível de pessoas, compatibilizando tecnologias assistivas digitais utilizadas por indivíduos com deficiência ou mobilidade reduzida. Acessibilidade na web Refere-se à internet acessível para todas as pessoas, entre elas as que possuem algum tipo de deficiência. Em uma web verdadeiramente acessível, as pessoas com deficiência podem navegar e interagir totalmente, assim como as pessoas sem deficiência. Acessibilidade em arquivos de conteúdo digital Responsável por promover acesso, considerando as diferenças entre usuários, tecnologias e contextos de uso. A ideia é garantir que todas as pessoas possam acessar o documento, compreendê-lo, utilizá-lo e interagir com ele. Ex.: Professor que monta uma apresentação passível de ser acessada por ele nas aulas, mas também por todos os alunos (inclusive aqueles com deficiência ou mobilidade reduzida) em seus dispositivos móveis. Tecnologia assistiva Também chamada adaptativa ou tecnologia de apoio é qualquer ferramenta ou recurso capaz de proporcionar maior autonomia a uma pessoa com deficiência, tal qual o leitor de telas, programa utilizado pelas pessoas com deficiência visual para que elas tenham pleno acesso ao uso do computador. Na prática, todos esses conceitos se interseccionam, a fim de desenvolver um ambiente virtual mais justo e inclusivo, sendo importante implementar recursos para os diferentes cenários e deficiências. A seguir, você confere dicas sobre como apostar na acessibilidade digital e na web com foco na deficiência visual. Acompanhe!  ➔ Você também pode gostar –  TI Verde: o papel da tecnologia e das organizações diante da urgência da sustentabilidade Recomendações para tornar conteúdo de sites e arquivos digitais acessível 1) Verifique o idioma do documento Pessoas cegas, com baixa visão ou com visão monocular conseguem ter acesso ao conteúdo de um arquivo por meio do recurso de leitor de tela. Tal tecnologia é responsável por sintetizar os textos digitais, transformando-os em áudio. Entretanto, para que o leitor de telas faça a leitura correta, o idioma do conteúdo deve ser definido acertadamente. Por isso, ao programar um site, é necessário definir a tag de idioma com o respectivo idioma do conteúdo do site. No caso de conteúdos em arquivos digitais, como documentos, apresentações etc., é essencial determinar o idioma principal do conteúdo. 2) Observe o tamanho e o tipo da fonte Para qualquer conteúdo textual de arquivo ou site, a fonte com serifa dificulta a leitura para pessoas com baixa visão. Por esse motivo, deve-se optar pelo uso das fontes sem serifa.  No caso do tamanho da fonte para sites, de acordo com o WCAG, deve ser usado entre 16 e 18,5 px ou 1,2 em e 1,5 em (“em” é uma unidade tipográfica do CSS que é relativa ao tamanho da fonte do elemento pai de uma página web). Já para arquivos DOC, o ideal é tamanho 16. No caso de apresentação, indica-se manter um mínimo de tamanho 32. 3) Especificar títulos e cabeçalhos Para melhor estruturação lógica e coerente, capaz de favorecer a orientação e a navegabilidade para leitura, é extremamente relevante organizar a estrutura de títulos e subtítulos do conteúdo em arquivo digital ou site. Dessa forma, para os sites, a organização hierárquica é realizada com base em cabeçalhos (tags h1, h2, h3 etc.), em que o “h1” representa o conteúdo de maior relevância do site e assim sucessivamente. Nos conteúdos em arquivo digital, é fundamental fazer a devida marcação do que é título 1, título 2 etc. 4) Atentar-se para o alinhamento textual Na elaboração de conteúdo em arquivo digital ou site, o alinhamento do texto à esquerda é o padrão a ser utilizado, ainda que seja viável o alinhamento ao centro, à direita ou justificado. Diversos estudos demonstram que textos alinhados à esquerda possuem uma leitura mais simples. Além disso, pessoas com deficiência, muitas vezes, apresentam problemas de leitura em textos justificados, uma vez que esses conteúdos podem conter espaços desiguais entre as palavras, bem como espaços em branco que transcorrem várias linhas, dificultando a leitura e, em alguns casos, tornando-a impossível. Nos textos justificados também ocorrem aproximações exageradas entre algumas palavras que prejudicam a localização da separação delas. Ainda em relação ao alinhamento, é recomendável: 5) Listas Para fins de acessibilidade e melhor navegação, utilizar as ferramentas adequadas do processador de textos e apresentações para a criação de listas, enumeradas ou não, é essencial. A numeração por meio de travessões, asteriscos ou símbolos apenas simula uma lista, impossibilitando que o usuário a identifique. O mesmo vale para sites. Assim, é importante permitir, além da leitura, a autonomia do usuário. Ele deve conseguir se direcionar até a parte do conteúdo que lhe interessa, não necessariamente de forma linear. _________________________________________________ Para acompanhar mais dicas relacionadas com a acessibilidade digital e na web associadas ao uso de tabelas, textos alternativos em imagens, hyperlink ou link, entre outros pontos, assista ao webinar gratuito da ESR na íntegra: Introdução à Acessibilidade Digital e na Web com Foco na Deficiência Visual – Parceria RNP e IBC.


    02/01/2025
  • Computação Verde
    Temas Diversos

    Computação Verde: Como reduzir o impacto ambiental dos data centers

    À medida que as urgências climáticas se tornam uma pauta mais presente no universo corporativo nos mais diversos setores, a computação verde também ganha destaque. Você sabe do que se trata? Em linhas gerais, a computação verde, ou sustentável, é definida como um conjunto de práticas voltadas para uma operação de tecnologia com menos impacto no meio ambiente. Ou seja, trata-se do desenvolvimento de estratégias de TI que priorizam a eficiência energética, bem como a fabricação, o uso e o descarte adequado de computadores e outros eletroeletrônicos, além da escolha de matérias-primas de menor potencial lesivo. Para se ter uma ideia da necessidade de abordarmos o tema, um recente relatório do Google divulgou que as emissões de gases de efeito estufa da empresa aumentaram 48% nos últimos cinco anos, principalmente por causa da expansão da demanda por data centers que comportem sistemas de inteligência artificial. De acordo com o levantamento, cerca de 14 milhões de toneladas de carbono equivalente foram produzidos em 2023, o que evidencia o desafio a ser superado e a importância da computação verde para os próximos anos. Para compreender a pauta com mais detalhes, iremos explorar os seguintes tópicos: Você também pode gostar – TI Verde: o papel da tecnologia e das organizações diante da urgência da sustentabilidade  O que é computação verde? O conceito de computação verde passou a ser discutido em 1992, quando a Agência de Proteção Ambiental dos Estado Unidos desenvolveu o projeto Energy Star. O programa tinha o objetivo de identificar eletrônicos de consumo que conseguiam atender a padrões de eficiência energética. Ou seja, tratava-se de uma proposta de reconhecimento das iniciativas que já aderiam, àquela época, à chamada computação ecológica, que tinha como principal marco o impulso para a adoção da função de modo de suspensão em todo o setor de TI. Com base nisso, o Programa Energy Star foi aprimorado, dando origem à Ferramenta de Avaliação Ambiental de Produtos Eletrônicos (Electronic Product Environmental Assessment Tool ou EPEAT), que registra produtos organizados e mantidos de acordo com critérios de desempenho que valorizam a sustentabilidade. Entre eles: Depois desse momento e com o tempo, a computação verde ampliou seu escopo e a abrangência dos seus pilares, com o setor de TI dedicando-se não só à produção de inovação e novas tecnologias, com dispositivos cada vez menores e mais rápidos, como também preocupado em otimizar esses ativos para um modelo sustentável de ponta a ponta. Na prática, a computação verde requer um planejamento sustentável de toda a cadeia de serviços de TI, capaz de elaborar medidas e estabelecer metas direcionadas para as diversas etapas do setor, desde a fabricação dos produtos até o seu descarte. Portanto, podemos dizer que o termo computação verde descreve práticas que promovem: Quais são os principais elementos que caracterizam a Computação Verde? Destacamos os mais relevantes a seguir. Você também pode gostar – Governança em TI e ESG: Como integrar práticas de sustentabilidade em sua estrutura tecnológica  A importância da Computação Verde no cenário atual Com a crescente digitalização e o aumento exponencial da demanda por recursos de TI, a computação verde emerge como uma solução indispensável para equilibrar inovação tecnológica e sustentabilidade. Ao minimizar os impactos ambientais, as práticas da TI ecológica harmonizam a necessidade do mercado em relação ao desempenho e à competitividade das empresas com demandas, cada vez mais urgentes, de cadeias de produção mais conscientes, transparentes e “limpas”.  A seguir, destacamos a importância da computação verde em diferentes áreas. Importância para os data centers A transformação digital e o aumento do volume de dados armazenados tornam os data centers elementos cruciais na operação das empresas. Entretanto, eles também são grandes consumidores de energia e fontes de emissão de carbono, sendo responsáveis por uma parcela significativa das emissões de gases globais. Nesse cenário, a computação verde oferece soluções, como o uso de energias renováveis, virtualização e sistemas de refrigeração eficientes, para driblar esses problemas e reduzir os custos operacionais dos negócios. Importância para a logística A fabricação e o transporte de equipamentos de TI geram emissões significativas de gases de efeito estufa. Nesse sentido, a computação verde promove práticas como: Essas medidas, combinadas com as outras citadas por aqui, tornam a cadeia de suprimentos de TI mais sustentável e eficiente. Importância para a infraestrutura geral De escritórios a fábricas, a computação verde auxilia na construção de infraestruturas inteligentes, integrando sistemas de gestão de energia, sensores IoT e práticas de manutenção preditiva para entregar as seguintes vantagens: Importância para a experiência do usuário Os usuários estão cada vez mais atentos à responsabilidade ambiental das empresas com as quais interagem. Inclusive, de acordo com uma pesquisa da Sherlock Communications, entre consumidores brasileiros e latino-americanos, as ações de Responsabilidade Social Corporativa (RSC) são extremamente influentes na tomada de decisões. Segundo o levantamento, 90% dos brasileiros afirmam que a responsabilidade social corporativa influencia a opinião que têm sobre as empresas. Por isso, a adoção da computação verde é também um investimento direto no branding e na manutenção do negócio no mercado. Além disso, produtos e serviços alinhados à computação verde: Tais compromissos não apenas atraem mais clientes, mas também fortalecem a fidelização de quem já utiliza os serviços. Importância para a área legal Optar por práticas de computação verde auxilia empresas a se adequarem às regulamentações ambientais, que estão se tornando mais rigorosas em diversos países. Desse modo, podemos dizer que, em relação a compliance e governança legal, o conceito de computação ecológica viabiliza que as empresas estejam à frente nestes campos: No atual cenário, estar em conformidade com as normas é crucial para operar de forma legítima e competitiva no mercado global. Importância a longo prazo Como dissemos, a computação verde cria um impacto positivo duradouro ao: Ao investir em sustentabilidade, as organizações garantem sua relevância no presente, construindo um legado inovador e responsável para o futuro. Afinal, como a Computação Verde pode otimizar a eficiência energética das empresas? Respondemos a isso em cinco passos: 1. Modernização de hardware – equipamentos com maior eficiência energética consomem menos e duram mais. 2. Gestão de energia inteligente – sistemas que ajustam o consumo conforme a demanda. 3. Adoção de servidores virtuais – menos servidores físicos resultam em menor uso de energia e espaço. 4. Refrigeração eficiente – técnicas como resfriamento por água ou o uso de temperatura ambiente externa. 5. Transição para energia renovável – data centers movidos a fontes renováveis. Ou seja, com a computação verde, o setor de TI se compromete a ser um importante aliado em prol da sustentabilidade global, provando que tecnologia e consciência ambiental podem (e devem) caminhar lado a lado. _______________________________________ Você também pode gostar: Webinar gratuito –  “Sustentabilidade e TICs: caminhos para a implantação de uma agenda ESG nas organizações públicas e privadas”, com o especialista Alexandre Cesar Motta de Castro.


    26/12/2024