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Computação em Nuvem

  • Cloud sovereignty: por que a soberania de dados se tornou um requisito de conformidade na nuvem
    Computação em Nuvem

    Cloud sovereignty: por que a soberania de dados se tornou um requisito de conformidade na nuvem

    O conceito de cloud sovereignty, ou soberania de dados na nuvem, está ligado à capacidade de uma organização manter controle sobre onde seus dados são armazenados, quem pode acessá-los e sob quais leis essas informações são protegidas, mesmo quando utiliza infraestruturas de nuvem operadas por terceiros. Trata-se de um termo essencial para a tecnologia da informação moderna, tendo em vista que a computação em nuvem foi construída com a promessa de elasticidade e alcance global, permitindo que aplicações e dados fossem distribuídos entre data centers em diferentes países com relativa transparência para o usuário. Durante anos, organizações adotaram infraestruturas distribuídas em múltiplos territórios sem que a localização física dos dados fosse uma preocupação central. A prioridade recaía sobre a disponibilidade, o desempenho e o custo operacional. No entanto, o cenário geopolítico e regulatório atual transformou essa percepção. Hoje, saber onde o dado reside e quem tem o direito legal de acessá-lo não é apenas uma questão técnica, mas um imperativo estratégico e de conformidade. Em 2026, além de proteger dados contra vazamentos e acessos indevidos, tornou-se necessário garantir que essas informações permaneçam sob jurisdições compatíveis com a legislação aplicável. Na prática, isso significa que uma empresa brasileira que utiliza serviços de nuvem hospedados em outro país precisa avaliar não apenas a segurança técnica da infraestrutura, mas também quais autoridades podem legalmente requisitar acesso a esses dados e quais leis se aplicam ao seu tratamento. Esse tipo de análise envolve aspectos como transferência internacional de dados, jurisdição de dados e requisitos específicos da LGPD para dados armazenados no exterior. Ou seja, é imprescindível que gestores e especialistas compreendam como decisões aparentemente técnicas, como escolher a região de um data center, podem gerar impactos jurídicos, contratuais e regulatórios. Ao longo deste conteúdo, você encontrará explicações sobre: A nuvem sem fronteiras acabou? O modelo inicial de nuvem pública pressupunha que dados e aplicações poderiam ser distribuídos livremente entre regiões, com base em critérios de custo, disponibilidade e desempenho. Essa lógica funcionou enquanto a principal preocupação das organizações era garantir continuidade de serviço e escalabilidade. Com o avanço das legislações de proteção de dados e de normas que tratam de segurança nacional e soberania digital, governos e órgãos reguladores passaram a exigir maior controle sobre onde dados sensíveis são armazenados e quem pode acessá-los. Um exemplo concreto desse movimento é a criação de ofertas específicas de nuvem soberana por grandes provedores. A própria Microsoft estruturou o Microsoft Sovereign Cloud como uma resposta direta às exigências regulatórias de países europeus, permitindo que dados sejam processados e gerenciados dentro de limites jurídicos definidos. Da mesma forma, outros provedores como Amazon Web Services e Google Cloud passaram a oferecer regiões específicas, controles de data residency e modelos de nuvem soberana para atender a esse novo cenário regulatório. Embora a mudança não indique o abandono total da nuvem, evidencia a necessidade da adoção de mecanismos que conciliem a escalabilidade das plataformas globais com as exigências legais locais.  Portanto, a resposta para a pergunta “A nuvem sem fronteiras acabou?” é que o modelo global e irrestrito perdeu espaço, sendo substituído por arquiteturas em que a localização, o controle e a jurisdição dos dados se tornaram critérios obrigatórios de decisão.  O que é cloud sovereignty e por que o conceito ganhou força? O significado de cloud sovereignty refere-se à garantia de que os dados de uma organização permanecem sob sua jurisdição legal e controle técnico, independentemente de onde o provedor de nuvem esteja sediado. Esse controle envolve três dimensões principais: a localização física dos dados, as condições de acesso e a independência tecnológica em relação ao fornecedor. Segundo a própria Microsoft, “soberania digital não significa isolamento, mas, sim, a capacidade de exercer governança autônoma em um ambiente digital globalmente conectado”. Um conceito que ganhou força à medida que regulações nacionais e internacionais passaram a impor restrições à transferência e ao tratamento de dados fora de determinadas fronteiras.  Leis como a LGPD, na esfera brasileira, e o Cloud Act, nos Estados Unidos, tornaram evidente que a localização dos dados e a jurisdição aplicável podem gerar obrigações e riscos distintos para as organizações. Hoje, a cloud sovereignty, também chamada soberania de dados na nuvem ou soberania digital, integra as decisões de arquitetura, compliance e governança de TI.  Por isso, a escolha de um provedor, de uma região de hospedagem ou de um modelo de implantação envolve critérios técnicos e também avaliações jurídicas e estratégicas. Diferentemente dos modelos de nuvem pública global, em que dados podem estar distribuídos por vários países sem visibilidade direta para o cliente, assovereign clouds são estruturadas para atender a leis locais, expectativas regulatórias e requisitos de autonomia operacional. Isso pode incluir processamento restrito a um território, controles de acesso por pessoal local e mecanismos de criptografia gerenciados pelo próprio cliente. Os pilares da soberania de dados na nuvem A soberania de dados em nuvem não é um conceito único e rígido. Diferentes provedores e frameworks de segurança descrevem seus pilares de formas distintas, variando entre abordagens jurídicas, operacionais e técnicas.  Apesar das diferenças de nomenclatura, todos os modelos convergem para um objetivo comum: garantir que organizações mantenham controle efetivo sobre seus dados, mesmo em ambientes de nuvem distribuídos. É importante, primeiro, entender a diferença entre: De forma consolidada, é possível agrupar os principais pilares da soberania digital em quatro dimensões práticas: Entenda cada um deles abaixo.  1. Residência de dados A residência de dados, ou data residency, trata da localização física das informações e responde à pergunta mais direta dentro do contexto de soberania: em qual país ou região os dados estão armazenados e replicados? Esse aspecto é essencial para atender legislações que impõem restrições à transferência internacional de dados ou exigem armazenamento local de informações sensíveis.  Em ambientes de nuvem, isso envolve não apenas o data center primário, mas também réplicas, backups e mecanismos de redundância geográfica. 2. Privacidade e controle de acesso O segundo pilar envolve a capacidade de restringir o acesso aos dados e garantir que apenas entidades autorizadas possam visualizá-los, administrá-los ou processá-los. Ou seja, abarca quem pode visualizar e administrar os dados. Para isso, são incluídos mecanismos como segregação de ambientes, autenticação forte, controle de identidade e uso de chaves criptográficas sob controle do cliente. Mesmo quando os dados permanecem fisicamente em um país específico, a soberania pode ser comprometida se administradores externos ou autoridades estrangeiras tiverem meios legais ou técnicos de acessá-los. 3. Segurança e resiliência A soberania também depende da capacidade de manter dados disponíveis e protegidos mesmo diante de falhas técnicas, ataques ou interrupções operacionais. Em outras palavras, como os dados são protegidos contra falhas e incidentes. Por esse motivo, frameworks modernos incluem criptografia em repouso, em trânsito e em uso, além de mecanismos de continuidade de negócios e recuperação de desastres como elementos centrais da soberania digital. Esse pilar conecta diretamente soberania a requisitos clássicos de segurança da informação, como os controles previstos em normas como a ISO/IEC 27001. 4. Controles legais e contratuais Por fim, a soberania de dados envolve a jurisdição aplicável e as proteções legais associadas ao tratamento dessas informações. Abrange sob quais leis e obrigações os dados estão protegidos. É um pilar que define quais autoridades podem solicitar acesso aos dados, quais leis se aplicam ao seu processamento e quais salvaguardas contratuais existem entre cliente e provedor. Nesse ponto, entram temas como transferência internacional de dados, cláusulas contratuais padrão e conflitos entre legislações, como ocorre em cenários envolvendo o Cloud Act. Resumo dos pilares da soberania de dados em nuvem e o que cada um representa Pilar  O que significa na prática Pergunta que responde Residência de dados Define em quais países ou regiões os dados são armazenados e replicados Onde meus dados estão fisicamente? Privacidade e controle de acesso Determina quem pode visualizar, administrar ou processar as informações Quem pode acessar meus dados e sob quais permissões? Segurança e resiliência Garante proteção contra vazamentos, ataques e falhas, além de assegurar continuidade operacional Meus dados estão protegidos e disponíveis em caso de incidentes? Controles legais e jurisdicionais Estabelece quais leis se aplicam ao tratamento dos dados e quais autoridades podem requisitar acesso Sob quais leis meus dados estão protegidos? Essa visão consolidada permite que organizações avaliem sua postura de soberania de forma objetiva, sem depender da terminologia específica de um fornecedor ou de um único framework de segurança. Na prática, isso significa que uma empresa só pode afirmar que possui soberania sobre seus dados quando consegue responder de forma clara e auditável às quatro perguntas apresentadas na tabela: localização, acesso, proteção e jurisdição. Como a soberania de dados impacta a LGPD e a transferência internacional? A visão de uma nuvem global e onipresente colidiu com a realidade da proteção de dados e da segurança nacional.  Governos perceberam que depender de provedores estrangeiros para serviços críticos cria uma vulnerabilidade estratégica. Portanto, a nuvem hoje é “fronteirada” por políticas, e ela continua global na escala, mas local na execução e na conformidade. A soberania de dados, por sua vez, tem relação direta com a forma como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) trata a transferência internacional de dados pessoais. Embora a legislação brasileira não proíba o armazenamento ou processamento de dados no exterior, ela estabelece condições específicas para que essa transferência ocorra de forma lícita e segura. Ou seja, o uso de provedores de nuvem com data centers fora do Brasil não é irregular por si só. O problema surge quando a organização não consegue demonstrar quais garantias existem para proteger os dados após a saída do território nacional. A LGPD determina que a transferência internacional de dados só pode ocorrer quando o país de destino oferece um nível de proteção adequado ou quando existem mecanismos formais, como cláusulas contratuais específicas, normas corporativas globais ou certificações reconhecidas. Se uma empresa brasileira armazena dados em uma nuvem cujos servidores estão nos Estados Unidos ou na Europa, ela está realizando uma transferência internacional.  A soberania entra nesse contexto como o mecanismo que garante que, mesmo fora do país, o dado tenha um nível de proteção equivalente ao exigido pela lei brasileira ou que ferramentas técnicas (como a anonimização) retirem o dado do escopo de “dado pessoal” antes da saída. “CAPÍTULO V DA TRANSFERÊNCIA INTERNACIONAL DE DADOS Art. 33. A transferência internacional de dados pessoais somente é permitida nos seguintes casos: I – para países ou organismos internacionais que proporcionem grau de proteção de dados pessoais adequado ao previsto nesta Lei; […]”  Esse ponto conecta diretamente a soberania de dados com decisões técnicas de infraestrutura. Ao escolher a região de hospedagem de um serviço em nuvem, a organização está, na prática, decidindo quais legislações estrangeiras podem influenciar o tratamento dessas informações. Quando leis estrangeiras podem acessar seus dados? Mesmo quando uma organização define corretamente a região de armazenamento de seus dados e adota controles técnicos adequados, ainda existe um fator que pode comprometer a soberania digital – a aplicação de legislações estrangeiras sobre provedores de nuvem globais. Um dos exemplos mais citados nesse contexto é o já comentado por aqui Cloud Act (Clarifying Lawful Overseas Use of Data Act), legislação dos Estados Unidos que permite que autoridades norte-americanas solicitem acesso a dados armazenados por empresas sob sua jurisdição, independentemente do local físico onde essas informações estejam armazenadas. Isso significa que, mesmo que os dados estejam hospedados em um data center localizado no Brasil ou na União Europeia, eles podem ser requisitados por autoridades estrangeiras caso o provedor de nuvem esteja sujeito a leis de outro país.  Esse cenário tende a criar um conflito direto entre a soberania nacional, as leis de proteção de dados locais e as obrigações legais do fornecedor de tecnologia. Principais riscos jurídicos e operacionais desse cenário Quando legislações com alcance extraterritorial entram em jogo, organizações passam a enfrentar uma série de riscos que vão além da segurança técnica dos dados. Entre os principais, destacam-se: Esses riscos mostram que a soberania de dados não depende apenas da escolha da região de hospedagem, mas também da análise das leis às quais o provedor está sujeito e das cláusulas contratuais que tratam de requisições governamentais e cooperação internacional. Lembra disso? Um caso real de conflito entre jurisdições na nuvem.Em 2013, o governo dos Estados Unidos solicitou à Microsoft acesso a e-mails de um usuário investigado em um caso criminal. Os dados, no entanto, estavam armazenados em um datacenter da empresa localizado na Irlanda. A Microsoft recusou-se a entregar as informações, alegando que autoridades norte-americanas deveriam seguir os mecanismos legais internacionais e solicitar os dados por meio das autoridades irlandesas.O caso chegou à Suprema Corte dos Estados Unidos e se tornou um dos episódios mais emblemáticos sobre soberania de dados e jurisdição na computação em nuvem. Foi esse impasse que levou à criação do Cloud Act, que passou a permitir que autoridades norte-americanas requisitem dados armazenados no exterior por empresas sob sua jurisdição. Como o tema afeta diretamente decisões de arquitetura em nuvem? Na prática, o risco de conflitos legislativos levou muitas organizações a revisar suas estratégias de adoção de nuvem, buscando alternativas como: Esse tipo de decisão deixa claro que arquitetura de TI, governança de dados e análise jurídica agora caminham juntas, especialmente em ambientes regulados ou com atuação internacional. Assim, arquitetos de solução agora precisam projetar pensando em: O papel do DPO e da governança de dados nesse cenário O avanço de requisitos de soberania de dados e o aumento de conflitos entre legislações internacionais ampliaram a responsabilidade das áreas de governança, segurança da informação e proteção de dados dentro das organizações. Nesse contexto, o Data Protection Officer (DPO) passa a desempenhar um papel central na avaliação de riscos relacionados com o uso de serviços em nuvem. Se antes a atuação do DPO estava concentrada em processos internos de tratamento de dados e na resposta a incidentes de segurança, hoje ele também precisa acompanhar decisões de arquitetura, contratos com provedores e fluxos internacionais de dados. Isso ocorre porque a localização, a replicação e o acesso às informações podem gerar impactos diretos na conformidade regulatória. A governança de dados, por sua vez, torna-se o mecanismo que conecta estas diferentes áreas, jurídico, TI, segurança e negócios, permitindo que decisões técnicas sejam avaliadas sob a ótica de risco, privacidade e legislação aplicável. Responsabilidades práticas do DPO em ambientes de nuvem No contexto de cloud sovereignty, o DPO passa a atuar de forma mais próxima das áreas técnicas e estratégicas, assumindo atividades como: Essa atuação integrada ajuda a garantir que decisões de infraestrutura não sejam tomadas apenas com base em critérios técnicos ou financeiros, mas também considerando os impactos legais e reputacionais envolvidos. Conformidade em nuvem exige capacitação técnica e jurídica À medida que a soberania de dados se torna um requisito regulatório e contratual, cresce também a necessidade de profissionais capazes de interpretar normas, avaliar riscos e implementar controles adequados em ambientes distribuídos. Por esse mesmo motivo, organizações que utilizam serviços em nuvem precisam revisar suas arquiteturas, contratos e processos internos para garantir que a localização, o acesso e o tratamento de dados estejam alinhados às exigências legais aplicáveis. Essa preparação envolve tanto decisões técnicas quanto ajustes de governança e de relacionamento com fornecedores, já que grande parte dos riscos de soberania está associada a dependências externas e à falta de visibilidade sobre o ciclo de vida dos dados, bem como programas de capacitação específicas sobre a temática.  Conclusão Ao longo deste conteúdo, ficou evidente que a soberania de dados não se resume à escolha de um data center localizado em determinado país. Ela envolve a compreensão de onde os dados estão, quem pode acessá-los, quais leis se aplicam ao seu tratamento e quais mecanismos existem para garantir sua proteção ao longo de todo o ciclo de vida. Nesse cenário, temas como transferência internacional de dados, cláusulas contratuais, controles de acesso e certificações de segurança passam a fazer parte de uma estratégia integrada de gestão de riscos e conformidade. Organizações que tratam a soberania de dados como parte de sua governança digital tendem a responder com mais rapidez a exigências regulatórias, a reduzir sua exposição jurídica e a demonstrar maior transparência para clientes, parceiros e órgãos fiscalizadores. Essa postura contribui para evitar sanções e para fortalecer a reputação e a confiança no tratamento de informações sensíveis. À medida que ambientes distribuídos e modelos multicloud se tornam cada vez mais comuns, a capacidade de manter controle sobre dados e processos passa a ser um dos principais indicadores de maturidade em segurança da informação e proteção de dados. Se sua organização utiliza serviços em nuvem ou planeja expandir sua infraestrutura para ambientes distribuídos, compreender e aplicar os princípios de soberania de dados é um passo essencial para garantir conformidade, reduzir riscos legais e sustentar relações de confiança em um cenário digital cada vez mais regulado. A soberania de nuvem não é um obstáculo à inovação, mas o novo alicerce da confiança digital. Organizações que ignoram a origem e o destino de seus dados correm o risco de enfrentar sanções pesadas, perda de propriedade intelectual e danos irreparáveis à reputação em um mundo cada vez mais fragmentado digitalmente. Não corra riscos com a jurisdição dos seus dados. Prepare-se para lidar com os desafios legais e técnicos da proteção de dados em ambientes de nuvem do jeito certo. [Quero me inscrever no preparatório para certificação Privacy & Data Protection Foundation da ESR, em parceria oficial com a EXIN] 10 perguntas frequentes sobre cloud sovereignty e soberania de dados na nuvem 1. O que é cloud sovereignty de forma simples? Cloud sovereignty, ou soberania de dados na nuvem, é a capacidade de uma organização manter controle sobre onde seus dados estão armazenados, quem pode acessá-los e quais leis se aplicam a essas informações, mesmo quando elas estão hospedadas em infraestruturas de nuvem de terceiros. Esse conceito vai além da segurança técnica, envolvendo também aspectos jurídicos, contratuais e operacionais relacionados com o tratamento de dados em ambientes distribuídos. 2. Qual a diferença entre soberania de dados e data residency? Data residency refere-se apenas ao local físico onde os dados são armazenados. Já a soberania de dados em nuvem envolve a legislação que se aplica a essas informações e quem tem autoridade legal para acessá-las. Em outras palavras: Essa distinção é importante porque dados armazenados em um país podem ainda estar sujeitos às leis de outro, dependendo da jurisdição do provedor de nuvem. 3. A LGPD proíbe armazenar dados em nuvem fora do Brasil? Não. A LGPD permite a transferência internacional de dados, desde que sejam adotadas salvaguardas adequadas para garantir a proteção das informações pessoais.  Entre essas salvaguardas estão cláusulas contratuais específicas, certificações e a comprovação de que o país de destino oferece nível adequado de proteção. Isso significa que empresas podem utilizar provedores globais de nuvem, desde que consigam demonstrar conformidade com os requisitos legais previstos na legislação brasileira. 4. O que é o Cloud Act e como ele afeta as empresas brasileiras? O Cloud Act é uma legislação dos Estados Unidos que permite que autoridades norte-americanas solicitem acesso a dados armazenados por empresas sob sua jurisdição, mesmo quando esses dados estão hospedados em outros países. Para as empresas brasileiras, isso significa que utilizar provedores com sede nos EUA pode criar situações de conflito entre a legislação brasileira e ordens judiciais estrangeiras, exigindo análise jurídica e contratual mais cuidadosa. 5. Nuvem soberana e nuvem pública são a mesma coisa? Não. A nuvem pública tradicional é projetada para operar de forma global, distribuindo dados e workloads entre regiões com base em critérios técnicos.  Já a nuvem soberana é estruturada para atender a requisitos específicos de residência de dados, jurisdição e controle operacional, podendo incluir isolamento jurídico, criptografia sob controle do cliente e restrições de acesso por localização geográfica. 6. Quem é responsável pela proteção dos dados na nuvem: a empresa ou o provedor? A proteção de dados em nuvem segue o modelo de responsabilidade compartilhada. O provedor é responsável pela segurança da infraestrutura física e dos serviços básicos, enquanto a organização cliente continua responsável pela configuração, pelo controle de acesso e pelo uso adequado dos dados. Esse modelo exige que empresas mantenham políticas de segurança e governança mesmo quando utilizam serviços gerenciados. 7. Como saber se minha empresa precisa se preocupar com a soberania de dados? Qualquer organização que: precisa avaliar requisitos de soberania. Isso inclui empresas privadas, instituições financeiras, órgãos públicos e fornecedores que tratam dados em nome de terceiros. 8. Quais são os principais riscos de ignorar a soberania de dados? Ignorar requisitos de soberania pode levar a: Além de impactos legais, esses riscos podem afetar a continuidade do negócio e a reputação da organização. 9. Nuvem híbrida ajuda a atender a requisitos de soberania de dados? Sim. A nuvem híbrida permite que dados mais sensíveis permaneçam em ambientes locais ou em regiões específicas, enquanto aplicações menos críticas utilizam a nuvem pública.  Essa abordagem ajuda a equilibrar requisitos de conformidade com benefícios como escalabilidade e redução de custos operacionais. 10. Como saber se meu provedor é soberano? Verifique os termos de serviço, se eles oferecem suporte para regiões locais com isolamento jurídico; as certificações de segurança da informação, como a ISO/IEC 27001, 27018 e 27701, não garantem soberania por si só, mas demonstram que a organização e o provedor adotam controles estruturados de segurança, gestão de riscos e auditoria.  Esses controles são frequentemente exigidos como parte das salvaguardas para transferência internacional de dados e podem facilitar a demonstração de conformidade perante reguladores e parceiros. [Quero me inscrever no preparatório para certificação Privacy & Data Protection Foundation da ESR, em parceria oficial com a EXIN]


    14/05/2026
  • Cloud híbrida vs multicloud
    Computação em Nuvem

    Cloud híbrida vs. multicloud: diferenças, usos e como escolher a melhor estratégia

    A discussão sobre cloud híbrida vs. multicloud ganha nova relevância em 2026, especialmente diante de um cenário marcado pela revisão de contratos de nuvem, pela sistematização do uso da inteligência artificial nas empresas e pela crescente pressão por eficiência financeira.  Após um ciclo intenso de adoção, muitas organizações passaram a reavaliar suas estratégias de nuvem corporativa, buscando equilibrar inovação, custo, segurança e governança de forma mais racional e sustentável. O amadurecimento das práticas de FinOps, a percepção mais clara dos custos recorrentes e a complexidade operacional dos ambientes distribuídos colocaram a cloud arquitecture no centro das decisões estratégicas de TI.  Hoje não se trata mais de “estar na nuvem”, mas de como estruturar essa presença, seja por meio de uma nuvem híbrida, seja por uma estratégia multicloud ou a combinação consciente de ambos os modelos. Ao mesmo tempo, aplicações críticas, exigências regulatórias, múltiplos fornecedores e dependência crescente de dados tornaram a computação em nuvem corporativa um ecossistema cada vez mais complexo.  Decisões apressadas ou mal fundamentadas tendem a resultar em arquiteturas infladas, dificuldades de governança e custos difíceis de sustentar no médio prazo. De forma simplificada, a nuvem híbrida combina ambientes de nuvem pública com infraestrutura privada – on-premises ou dedicada –, enquanto a multicloud envolve o uso simultâneo de múltiplos provedores de nuvem pública. No entanto, essa definição é insuficiente para explicar as implicações técnicas, financeiras e organizacionais de cada modelo. Por esse motivo, este artigo aprofunda os principais pontos da discussão cloud híbrida vs. multicloud, oferecendo uma análise contextualizada para apoiar decisões mais estratégicas em ambientes corporativos de TI. Ao longo do texto, você vai entender: _______ Veja também:8 etapas para implementar uma estratégia eficaz de computação em nuvem  O cenário atual da computação em nuvem e o dilema das empresas Nos últimos anos, a adoção de serviços em nuvem avançou rapidamente no Brasil e no mundo. Entretanto, o momento atual é menos marcado por expansão acelerada e mais por racionalização e amadurecimento das estratégias de nuvem.  Empresas que migraram de forma intensa passaram a lidar com desafios como imprevisibilidade de custos, segurança da informação, dependência de grandes provedores e dificuldade de governança em ambientes híbridos e multicloud. Dados do Panorama Cloud nas Empresas Brasileiras, realizado pela TOTVS, indicam que 77% das empresas participantes do Universo TOTVS 2025 já utilizam serviços de cloud em suas operações, evidenciando um alto grau de adoção no mercado nacional. Ao mesmo tempo, o estudo revela diferentes níveis de maturidade, mostrando que o uso da nuvem nem sempre está acompanhado de uma estratégia bem estruturada de gestão e governança. Paralelamente a esse movimento de consolidação, ganha força uma tendência que desafia a narrativa de adoção irrestrita: o chamado Cloud Exit. Pesquisas recentes indicam que 42% das empresas nos Estados Unidos estão considerando mover – ou já moveram – pelo menos metade de suas cargas de trabalho da nuvem de volta para infraestruturas on-premises. Além disso, 94% dos profissionais entrevistados participaram de algum tipo de projeto de “reparação da nuvem”, revisando decisões anteriores relacionadas com a migração. O principal fator por trás desse reposicionamento é o custo. Segundo os dados, 43% dos líderes de TI afirmam que migrar aplicações e dados para a nuvem foi mais caro do que o esperado, contrariando a promessa inicial de economia automática.  Casos emblemáticos, como o do Dropbox, que economizou US$ 74,6 milhões em dois anos ao reduzir sua dependência da nuvem pública, ilustram como decisões arquiteturais precisam ser revistas à medida que as empresas crescem e amadurecem. Esse contexto evidencia que a nuvem é um componente estratégico que exige escolhas conscientes. Como dissemos, migrar ou não migrar já não é a questão central.  O verdadeiro dilema está em definir qual arquitetura – como, por exemplo, entre cloud híbrida ou multicloud – é mais adequada à realidade operacional, financeira e regulatória de cada organização. Esses dois modelos surgem como respostas distintas para problemas diferentes. Mas quais são essas diferenças e como elas impactam as decisões de TI? É o que veremos a seguir. Entendendo a nuvem híbrida – o que é? A nuvem híbrida surge como resposta direta a um dilema recorrente nas organizações: como combinar a flexibilidade da nuvem pública com o controle, a previsibilidade e os requisitos regulatórios de ambientes privados?  Diferentemente de abordagens fragmentadas, esse modelo parte do princípio de interconexão real entre ambientes distintos, que passam a operar como uma única arquitetura lógica. Na prática, a nuvem híbrida combina, no mínimo, uma nuvem privada (on-premises ou hospedada) com uma ou mais nuvens públicas, sustentadas por mecanismos de integração que permitem mobilidade de cargas, compartilhamento de dados e gestão unificada. Essa integração não é conceitual, mas técnica, apoiada por camadas de middleware, redes de baixa latência, APIs padronizadas e ferramentas de gerenciamento centralizado. O ponto central da cloud híbrida está na coexistência de ambientes, bem como na capacidade de orquestrá-los de forma coordenada, garantindo que aplicações e dados sejam alocados conforme critérios de custo, desempenho, segurança e conformidade, permitindo que processos de negócio transitem do privado para o público (e vice-versa) de forma fluida. Principais características da nuvem híbrida Antes de listar as vantagens ou os desafios desse modelo, é importante compreender os elementos que definem tal projeto arquitetural: Esses elementos tornam a nuvem híbrida particularmente atrativa para organizações que não podem ou não devem concentrar todas as suas operações em ambientes públicos. Vantagens estratégicas da cloud híbrida Quando bem planejada, a nuvem híbrida oferece benefícios relevantes para empresas que lidam com cargas críticas e ambientes regulados: As vantagens explicam por que a cloud híbrida permanece relevante mesmo em um cenário de ampla oferta de serviços públicos de nuvem. Contudo, há também desafios a serem superados.  Desafios técnicos e organizacionais Apesar dos benefícios, a nuvem híbrida impõe desafios significativos. A complexidade de integração, a necessidade de equipes especializadas e a dificuldade de manter uma governança realmente unificada exigem maturidade técnica e organizacional. Sem uma estratégia clara, o risco é criar silos híbridos, no quais ambientes coexistem, mas não se comunicam de forma eficiente, o que compromete exatamente o valor desse modelo. Entre os desafios técnicos, podemos citar latência. Por exemplo, aplicações que exigem comunicação constante e volumosa podem ser impactadas por lentidão na comunicação e na segurança de perímetro com foco em criptografia em trânsito e gestão de identidades. Outro desafio é aquele decorrente da complexidade organizacional e da eventual dissonância de habilidades entre as equipes que cuidam da nuvem privada e da nuvem pública, bem como o rastreamento dos custos, pois o cálculo do Custo Total de Propriedade é um desafio contábil, principalmente em mensurar os benefícios intangíveis. “A verdadeira estratégia de nuvem não é definida por quantos provedores você usa, mas pela capacidade de orquestrar a complexidade operacional sem que a autonomia tecnológica comprometa a eficiência financeira e as necessidades de negócios.” – Sérgio Cintra, especialista em Gestão Estratégica de Continuidade e Integração entre TI e Negócios em ambientes híbridos (Cloud/On-Premise). Além disso, a falta de integração real pode transformar projetos de cloud híbrida em ambientes fragmentados. A ausência de uma estratégia de integração deliberada em projetos de nuvem híbrida cria o que a indústria chama frequentemente de “frankencloud”: um ambiente no qual há a nuvem pública e a privada, mas elas não cooperam. Assim, em vez de flexibilidade, obtém-se complexidade duplicada. Observe uma breve análise de como essa fragmentação ocorre para compreender melhor o caso. Há também sugestões para evitar esse desafio com base no entendimento da anatomia da fragmentação, para identificar quais são as competências técnicas e organizacionais necessárias: 1. Anatomia da fragmentação O ambiente híbrido se torna fragmentado quando a integração falha, possivelmente por causa de três situações principais: 2. As Competências técnicas necessárias Para evitar a fragmentação, a engenharia deve focar a criação de camadas de abstração que funcionem independentemente de onde o recurso reside: 3. As Competências organizacionais necessárias O que a tecnologia sozinha não resolve em relação aos silos, a cultura organizacional pode resolver: Entendendo a multicloud – o que é? Enquanto a nuvem híbrida tem a integração como pilar central, a estratégia multicloud nasce de uma lógica diferente. Seu foco está na diversificação de provedores de nuvem pública, permitindo que a empresa escolha serviços específicos de diferentes fornecedores conforme critérios técnicos, financeiros ou estratégicos. Em uma arquitetura multicloud, é comum encontrar workloads distribuídos entre AWS, Microsoft Azure, Google Cloud ou outros players, sem que esses ambientes necessariamente operem como uma infraestrutura única.  O valor desse modelo está na liberdade de escolha e na redução da dependência excessiva de um único fornecedor. Esse movimento ganhou força especialmente diante de preocupações com vendor lock-in, variações de preço, disponibilidade regional e especialização de serviços, como plataformas de analytics, machine learning ou integração com ecossistemas específicos. _______ Veja também:Governança multicloud: o que é e por que aplicá-la às redes corporativas?  O que caracteriza uma estratégia multicloud? Amulticloud não pressupõe integração profunda entre ambientes, mas, sim, uma coordenação estratégica, que deve ser caracterizada por uma descentralização proposital de recursos, com foco na independência e especialização, incluindo: Ou seja, essa abordagem exige um alto nível de padronização operacional para evitar que a diversidade se transforme em complexidade descontrolada. Benefícios da multicloud para empresas maduras em nuvem Quando bem executada, a estratégia multicloud oferece vantagens claras: Em outras palavras, isso significa dizer que os benefícios anteriores tornam a multicloud especialmente atrativa para empresas com equipes maduras em DevOps, automação e infraestrutura como código (IaC). Desafios operacionais da multicloud O principal desafio da multicloud está no gerenciamento distribuído. Múltiplos painéis, APIs distintas, modelos de cobrança diferentes e políticas de segurança não homogêneas aumentam a carga operacional. Sem padronização e automação, a multicloud pode comprometer a visibilidade, a governança e a eficiência, exatamente os fatores que as empresas buscam otimizar. Cloud híbrida vs. multicloud: diferenças essenciais Critério Cloud híbrida       Multicloud Foco principal Integração entre ambientes Diversificação de fornecedores Tipos de ambiente Nuvem privada + nuvem pública Múltiplas nuvens públicas Integração Alta, com operação unificada Opcional, não obrigatória Governança Centralizada e complexa Distribuída e especializada Casos comuns Compliance, legado, cloud bursting Resiliência, inovação, flexibilidade Como escolher a melhor estratégia para sua empresa? Ao chegar a este ponto do conteúdo, você já tem informações consistentes para orientar o time de TI sobre qual estratégia adotar. Ainda assim, separamos alguns pontos importantes dessa equação para auxiliar tal processo. Veja a seguir.  Quando optar pela cloud híbrida A cloud híbrida tende a ser mais adequada quando: Quando optar pela multicloud A multicloud faz mais sentido quando: Governança, DevOps e FinOps: o ponto crítico das duas estratégias Independentemente da escolha entre cloud híbrida ou multicloud, o sucesso depende menos da arquitetura em si e mais da capacidade organizacional de governá-la. Ambos os modelos exigem:  Sem esses pilares, a nuvem tende a amplificar a complexidade, os custos e os riscos. Próximos passos: decisões técnicas exigem formação estratégica A escolha entre cloud híbrida e multicloud envolve governança, estratégia, pessoas e processos.  Organizações que tratam a nuvem apenas como infraestrutura perdem a oportunidade de gerar valor real e sustentável. Para profissionais de TI, gestores e líderes técnicos, entender essas diferenças é apenas o primeiro passo. O desafio está em operar, governar e evoluir ambientes complexos com segurança e eficiência. 👉 Para aprimorar os próximos passos dos times e carreiras de TI, conheça as formações da Escola Superior de Redes (ESR) e aprofunde sua visão sobre arquitetura, governança e gestão estratégica de ambientes de nuvem. _______Veja também: Certificações em Cloud Computing: acelere o crescimento do seu time de TI FAQ – Perguntas frequentes sobre cloud híbrida e multicloud Não. A cloud híbrida foca a integração entre nuvem privada e pública, enquanto a multicloud prioriza o uso de múltiplos provedores de nuvem pública. Sim. Muitas organizações adotam um modelo híbrido que, ao mesmo tempo, é multicloud, mas isso aumenta significativamente a complexidade da governança. Ambos podem ser seguros, desde que existam governança, políticas consistentes e ferramentas adequadas. O risco está mais na gestão do que na arquitetura. Não necessariamente, mas ela exige maior maturidade técnica e organizacional para justificar seu custo e complexidade.


    19/02/2026
  • Tipos de Backup
    Computação em Nuvem

    Tipos de backup: conheça os principais e saiba qual implementar na sua empresa

    Os mercados de armazenamento em nuvem e de soluções voltadas para diferentes tipos de backup estão entre os mais estratégicos para equipes modernas de TI. O aumento explosivo da geração de dados, a migração para ambientes híbridos e a sofisticação dos ataques cibernéticos transformaram essa prática em um pilar crítico de segurança da informação e de continuidade de negócios. Trata-se de um cenário concreto, sustentado por dados recentes. De acordo com o Gartner, por exemplo, até 2028, 75% das empresas vão priorizar o backup de aplicações SaaS como exigência crítica em seus planos de continuidade – um salto significativo em relação aos 15% registrados em 2024. Esse número, embora relacionado apenas com um modelo específico de cópia de segurança, revela uma mudança estrutural no cenário global de proteção de dados, no qual empresas estão deixando de enxergar o backup como uma solução isolada para tratá-lo como uma camada estratégica de resiliência digital. Tal movimento responde a três forças simultâneas: Nesse contexto, dominar os tipos de backup mais relevantes e suas aplicações se tornou indispensável para analistas, administradores de sistemas, arquitetos de soluções e especialistas em governança e continuidade. A seguir, você encontra um guia profundo e atualizado sobre os principais modelos de backup, suas vantagens, limitações e aplicações ideais. Os principais tipos de backup em nuvem A definição inadequada da política de backup ou a adoção de um modelo que não acompanha o ritmo do negócio cria lacunas que podem gerar perda permanente de dados, aumento no tempo de indisponibilidade e falhas de conformidade. Por isso, conhecer os principais tipos de backup em nuvem – cada um com as próprias características e finalidade de seus mecanismos internos e o custo operacional de cada um – é fundamental para desenvolver políticas de continuidade robustas alinhadas à criticidade de sistemas da empresa.  Cadatipo de backup em nuvem tem as próprias vantagens e desvantagens, além de indicações de uso, conforme descrito na seção “Considerações para a escolha do tipo de backup”, adiante. Dessa forma, deve-se alinhá-lo às necessidades específicas de cada organização. A seguir, reunimos alguns exemplos. 1) Backup completo (full backup) O backup completo faz uma cópia exata de todos os arquivos e pastas selecionados pelo profissional, independentemente de terem sofrido alterações recentes ou não. Ele atua como o “marco zero” de qualquer estratégia de segurança de dados.  Embora possa ser considerado um dos tipos mais simples e fáceis de backup, pode levar muito tempo para ser concluído, especialmente se houver arquivos grandes e em quantidades expressivas. Esse modelo é especialmente útil para empresas que precisam de uma recuperação rápida e completa em casos de falha de hardware ou outro problema. 2) Backup incremental Diferente do primeiro, mas utilizado em conjunto com ele, o backup incremental copia apenas os dados que foram criados ou alterados desde o último backup realizado, seja ele completo, seja outro incremental. Nessa opção, o backup pode ser executado automaticamente, em intervalos regulares. É indicado para economizar espaço de armazenamento e tempo de backup.  Essa solução é bastante útil para empresas que possuem grandes volumes de dados e precisam fazer backup com frequência. Contudo, é importante notar que a recuperação dos dados (restore) é mais lenta e complexa.  Para restaurar um sistema, é necessário o último backup completo mais todos os incrementais subsequentes em ordem cronológica. Por criar uma cadeia de dependência, se um dos arquivos incrementais no meio do caminho estiver corrompido, a recuperação dos dados posteriores pode ser inviabilizada. 3) Backup diferencial O backup diferencial salva os arquivos alterados desde o último backup completo. Ele atua de forma cumulativa, ou seja, a cada novo backup diferencial, esse tipo de backup inclui as alterações do dia atual somadas a todas as alterações dos dias anteriores, desde o último completo.  Por conta dessa redundância, o arquivo de backup cresce progressivamente de tamanho a cada execução. Embora economize tempo e espaço de armazenamento em relação ao backup completo, o diferencial pode ser mais lento do que o incremental, o que é agravado em caso de muitos arquivos grandes. O backup diferencial é importante porque torna mais fácil e rápido o processo de restauração quando há perda de dados, oferecendo um excelente equilíbrio entre proteção e velocidade de recuperação. Em caso de perda de dados, são necessários apenas dois componentes: o último backup completo e o diferencial mais recente, eliminando a complexidade e o risco de ter que processar uma longa cadeia de arquivos fragmentados. 4) Backup em tempo real O backup em tempo real, também conhecido tecnicamente como Continuous Data Protection (CDP), é executado continuamente em segundo plano, sempre que um arquivo é alterado. Isso garante que a cópia do backup esteja sempre atualizada, pois monitora constantemente os arquivos e as pastas modificadas. Diferentemente dos backups agendados, em que há risco de perder o trabalho de um dia inteiro, aqui a perda de dados é medida em segundos. Além disso, as melhores soluções oferecem versionamento, permitindo recuperar um arquivo exatamente como ele estava em um horário específico, o que é útil para desfazer erros humanos ou edições acidentais. Entretanto, é uma opção que exige alto desempenho de disco (I/O) e largura de banda de rede constante. É o modelo ideal para sistemas de missão crítica, em que a perda de qualquer transação financeira ou dado operacional resultaria em prejuízos imediatos. Organizações que precisam de uma recuperação rápida em caso de falhas de sistema podem optar por esse modelo. 5) Backup de imagem do sistema Por sua vez, o backup de imagem do sistema cria snapshot (instantâneo), isto é, uma cópia exata do sistema operacional, dos aplicativos e dos dados de sistema. Isso permite restaurar todo o sistema em casos de falha do hardware ou do sistema operacional. Essa abordagem permite o chamado Bare Metal Recovery: em caso de queima do disco rígido ou da corrupção total do sistema operacional, é possível restaurar o ambiente inteiro para um novo hardware muito rapidamente, sem a necessidade de reinstalar manualmente o sistema operacional e os softwares ou configurar as preferências de usuário. É uma solução essencial para servidores e estações de trabalho críticas, pois reduz drasticamente o tempo de inatividade (downtime) ao eliminar a etapa mais demorada da recuperação: a reconfiguração do ambiente de software.  6) Backup híbrido  O backup híbrido é uma estratégia robusta porque combina a agilidade do armazenamento local com a segurança do armazenamento em nuvem. Nesse modelo, os dados são salvos primeiramente em um dispositivo físico na empresa, para acesso imediato à rede local, e, em seguida, são replicados automaticamente para um servidor em nuvem. Esse tipo de solução permite restaurações ultrarrápidas de arquivos localmente, sem depender da velocidade da internet, ao mesmo tempo que garante a recuperação dos dados de um servidor em nuvem em caso de perda ou falha do ambiente local.  Seu uso é indicado para empresas que precisam de um backup redundante para garantir a segurança dos dados.  h3 7) Backup imutável (Object lock/Immutability) Nos últimos anos, o backup imutável ganhou protagonismo como uma das estratégias mais eficazes contra ransomwares e corrupção intencional de dados.  Diferentemente de modelos tradicionais, esse tipo de backup impede qualquer modificação, exclusão ou sobrescrita dos arquivos durante um período de retenção definido, mesmo por administradores com privilégios elevados. A imutabilidade é implementada por meio de tecnologias como Object Lock (Amazon S3), Immutable Storage (Azure) ou WORM – Write Once, Read Many. Assim que os dados são gravados, tornam-se tecnicamente invioláveis, mesmo para administradores com privilégios máximos ou credenciais root comprometidas, até o fim do ciclo de retenção, criando uma última linha de defesa contra ataques destrutivos. Isso neutraliza a tática comum de ransomwares modernos, que tentam destruir os backups antes de criptografar a produção. Além da segurança, o modelo garante a integridade forense dos dados para fins de auditoria e conformidade legal. Esse modelo é especialmente indicado para ambientes que exigem alta conformidade (como os setores financeiro, governamental e de saúde), empresas sujeitas a ataques de ransomware ou sabotagem interna e backups críticos que não podem ser alterados sob nenhuma circunstância. Considerações para a escolha do tipo de backup Tudo começa com a análise de criticidade. Antes de escolher, executa-se o Business Impact Analysis (BIA), cujo objetivo é determinar o Maximum Tolerable Downtime (MTD). Segundo a orientação informada pelo documento NIST SP 800-34 (Guia de Planejamento de Contingência), o MTD é o tempo máximo que um processo de negócio pode ficar indisponível antes que a organização sofra prejuízos inaceitáveis ou irreversíveis. O MTD é o “teto de vidro”. Se o seu sistema de backup demorar mais que o MTD para restaurar o ambiente, a política de continuidade falhou, mesmo que os dados estejam salvos. Uma vez definido o MTD pelo negócio, a TI determina suas metas operacionais. Por isso, são importantes também as métricas táticas, que representam o “quanto”, definidas por: Equação de sucesso para uma política ser robusta: o tempo que a TI leva para restaurar os sistemas; o RTO somado ao WRT deve ser menor que o MTD, isto é: RTO + WRT < MTD. Com a identificação dessas métricas, pode-se construir a Matriz de Classificação de Backup (Tiering). A seguir, é apresentado um exemplo hipotético, em que a coluna MTD é a guia principal. Ela responde tanto à robustez quanto à escolha da tecnologia a ser selecionada (coluna “Tipo de Backup”) para restaurar o ambiente num tempo inferior ao limite de sobrevivência do negócio (coluna “MTD”). Nível (Tier) Criticidade & MTD (limite do negócio) Tipo de backup indicado Mecanismo interno e justificativa técnica Custo e operação Tier 0(Vital) MTD < 1 hora Parada causa colapso imediato.(P. ex.: core bancário) 1. Backup em tempo real (Continuous Data Protection) Mecanismo: espelhamento síncrono de I/O (entrada/saída) de disco.Justificativa: zera o RPO (perda de dados) e permite failover imediato. É a única forma de cumprir um MTD de minutos. $$$$$Custo muito alto. Exige link dedicado e hardware duplicado. Tier 1(Crítico) MTD: 4 a 8 horas Impacto severo na operação. (P. ex.: servidor de aplicação) 2. Backup híbrido + 3. Backup de imagem Mecanismo: o híbrido mantém uma cópia local (appliance) para velocidade. A imagem salva o sistema operacional inteiro (bare metal).Justificativa: se o servidor queimar, restaura a imagem do disco local em minutos, sem depender da internet. $$$$Custo alto por causa da duplicidade de armazenamento (local + nuvem). Tier de Segurança(Blindagem) MTD: crítico em ciberataque Garante que o MTD seja possível após ransomware. 7. Backup imutável (Object Lock/ WORM) Mecanismo: trava lógica ( Write Once, Read Many  – WORM). Impede a deleção ou encriptação por qualquer usuário (incluindo root/admin) por um tempo fixo).Justificativa: sem isso, em um ataque ransomware, o MTD tende ao infinito (perda total). $$$Custo médio. Aumenta o custo de storage, pois impede a limpeza/rotação de dados antigos antes do prazo. Tier 2(Operacional) MTD: 24 horas Janela padrão de recuperação. (P. ex.: File Server) 4. Backup incremental (Eficiência) Mecanism: salva apenas os blocos alterados desde o último backup.Justificativa: é o método mais rápido para executar o backup (janela curta) e o mais barato em armazenamento. A restore é mais lenta (exige remontagem). $$Custo-benefício adequado para grandes volumes de dados. Tier 3(Simplificado) MTD: 24 a 48 horas Equipes de TI reduzidas.(P. ex.: departamentos internos) 5. Backup diferencial (Simplicidade) Mecanismo: salva tudo que mudou desde o último full.Justificativa: a restore é mais simples e rápida que o incremental (apenas dois arquivos: full + último diferencial), reduzindo o risco de falha humana na recuperação. $$$ Custo médio. Consome mais espaço que o incremental, pois duplica dados na semana. Tier 4(Legado) MTD: > 1 semana Arquivamento e compliance. (P. ex.: logs, jurídico) 6. Backup completo (Full/Cold Storage) Mecanismo: cópia total e independente de 100% dos dados.Justificativa: é a “cópia mestre”. Ideal para guardar em armazenamento por anos. $Armazenamento com custo baixo, mas a recuperação é demorada. Como fazer o backup em nuvem dos dados de uma empresa? Implementar um backup em nuvem de forma profissional vai além de escolher um provedor de armazenamento. Para atingir o resultado esperado, são necessários uma análise arquitetural, entendimento do ciclo de vida dos dados, definição de MTD/RPO/RTO/WRT, mecanismos de redundância e integração com políticas corporativas de segurança e continuidade. Dessa forma, para muitas organizações, o desafio não é apenas onde armazenar, mas como estruturar fluxos consistentes de proteção e restauração sem comprometer a performance ou o orçamento. Nesse sentido, os provedores de nuvem assumem um papel estratégico ao oferecer plataformas completas de orquestração de backups, automação, políticas de retenção, criptografia ponta a ponta e resiliência geográfica. A seguir, estruturamos uma visão resumida dos principais ecossistemas utilizados no mercado e explicamos por que eles importam no desenho de uma arquitetura robusta voltada para um backup eficiente. Essas são apenas algumas das muitas empresas que trabalham com backup em nuvem. Cada uma delas tem seus recursos e diferenciais.  Qual a importância de um sistema de backup completo?  Ainda quando se fala em tipos de backup, é sempre importante salientar que esse processo envolve mais de uma fase e deve ser ofertado como uma solução completa que aborda todas elas.  A etapa do armazenamento e da proteção de dados e informação é seguida por aquela que exige a recuperação e o restabelecimento desses dados quando necessário, a qual é chamada de restore. Portanto, há o espaço seguro para armazenamento de dados e há a demanda pela restauração e transferência dessas informações. Assim, a restore nada mais é do que a ação de recuperação de dados armazenados durante as rotinas de backup, sendo uma ação que assegura a integridade e a disponibilidade de toda a informação registrada previamente.  As cópias de segurança são fatores decisivos para que a interconexão entre backup e restore ocorra. Por isso, são essenciais em uma dinâmica de backup qualificado.  Garantir a qualidade das cópias de segurança e permitir que os clientes tenham acesso a elas é essencial, assim, é mandatório que os prestadores de serviço de TI invistam em processos bem definidos e monitorem suas rotinas constantemente.  Ou seja, um bom projeto de backup de dados exige domínio completo de todo o processo. Um projeto robusto de backup envolve um conjunto integrado de práticas. Entre elas estão: o gerenciamento de cópias de segurança, a coleta de informações para análise – por exemplo, por aplicação – e a identificação do fator associado à necessidade do negócio, bem como a observação da quantidade máxima de perda de dados aceitável e o tempo de restauração do sistema. Por isso, a rotina de backup e restore de dados não deve ser vista apenas como uma simples cópia de informações. Compreender que ela envolve a gestão completa do processo, com diversas verificações, validações e testes de restauração frequentes, é imperativo. Os prestadores de serviço de TI devem ter a capacidade de interpretar e gerenciar todo o processo, a fim de garantir a qualidade das cópias de segurança e a satisfação dos clientes. Para a área de TI, tão importante quanto manter dados seguros e armazenados é criar ferramentas para que essas informações sejam acessadas com facilidade sempre que necessário, seja por decorrência de falhas nos sistemas operacionais, seja por desejo do cliente.  Não implementar uma restore adequada pode ocasionar diversos prejuízos para as organizações, entre eles a perda de registros relevantes e de capacidade financeira.  ConclusãoA especialização nos tipos de backup e no armazenamento em nuvem como um todo se apresenta como um investimento de carreira para qualquer profissional de TI.  Conheça os cursos da Escola Superior de Redes sobre esse e outros temas da tecnologia e comece seu aperfeiçoamento de carreira conosco. Veja as trilhas aqui!  FAQ (perguntas frequentes sobre tipos de backup e estratégias de proteção de dados) Depende do RPO definido. Ambientes críticos podem exigir backup contínuo ou em minutos; outros podem operar com janelas diárias ou semanais. 2.   Backup na nuvem é seguro? Sim, desde que implementado com criptografia ponta a ponta, autenticação forte e políticas de acesso bem definidas. 3.  Qual é o tipo de backup mais recomendado para pequenas empresas? Modelos híbridos simples ou incrementais automáticos, que equilibram custo e segurança. 4.  O backup substitui o Disaster Recovery (DR)? Não. Backup é parte do DR, mas não cobre requisitos como failover, replicação ativa ou retomada imediata de serviços. 5.  Qual a diferença entre RPO e RTO? RPO: quanto de dados a empresa pode perder. RTO: quanto tempo ela pode ficar parada até restaurar tudo. 6. Quais são os principais tipos de backup em nuvem? Os principais sete tipos de backup citados no blog são:


    23/12/2025
  • Certificações Cloud
    Computação em Nuvem

    Certificações em Cloud Computing: acelere o crescimento do seu time de TI

    No mercado moderno, além de títulos técnicos, as certificações em Cloud Computing representam ativos estratégicos de negócio.  À medida que a computação em nuvem se consolida como base das operações digitais, as organizações reconhecem o certificado como um diferencial competitivo direto, tanto em eficiência operacional quanto em inovação.  Nesse sentido, o domínio das principais plataformas (AWS, Azure, Google Cloud) se torna um critério determinante para manter a infraestrutura ágil, segura e escalável, e as certificações são as principais alternativas para comprovar o conhecimento de tais ferramentas.  De acordo com o relatório divulgado pela consultoria MarketsandMarkets, o setor global de Cloud Computing deve saltar de US$ 1,29 trilhão, em 2025, para US$ 2,28 trilhões até 2030, impulsionados pelo uso crescente de IA, edge computing e modelos as a service.  Esse avanço evidencia que a transformação digital não depende apenas de tecnologia, mas de equipes qualificadas para operar e otimizar os ambientes em nuvem.  Em paralelo, diversos estudos mostram que profissionais certificados ganham mais do que colegas sem certificação, o que é um claro reflexo do valor percebido pelas empresas. Para gestores de TI, o contexto é claro: a certificação não está mais no campo do reconhecimento individual, mas, sim, da consolidação de uma cultura técnica sólida. Equipes certificadas entregam projetos com mais segurança, reduzem o retrabalho e seguem práticas alinhadas às melhores metodologias de governança, automação e segurança da informação.  Em empresas públicas ou privadas, isso significa previsibilidade e credibilidade, dois pilares cada vez mais exigidos em auditorias e contratações em tecnologia. Leia também: 8 etapas para implementar uma estratégia eficaz de computação em nuvem  Por que certificações funcionam como indicadores de performance em TI? Um dos maiores desafios dos gestores de TI é traduzir a performance técnica em indicadores de negócio. É nesse ponto que as certificações Cloud ganham relevância como instrumentos de mensuração de maturidade e desempenho.  Elas permitem visualizar, de forma objetiva, o nível de competência do time, o domínio sobre tecnologias críticas e o retorno sobre o investimento em capacitação. Assim, de forma semelhante aos KPIs, as certificações funcionam como “termômetros de valor”. Elas mostram a evolução do time e permitem estabelecer metas concretas, como o percentual de colaboradores certificados em determinado período ou a progressão média em níveis (Foundational, Associate, Professional).  Esse acompanhamento contínuo ajuda a identificar gargalos de aprendizado e a ajustar estratégias de treinamento. Além disso, empresas que utilizam certificações como parte de sua governança de TI têm mais facilidade para justificar orçamentos e mensurar o ROI.  O impacto não é só no desempenho técnico, mas também na redução de incidentes, na velocidade de implementação de novas soluções e na consistência das entregas. Para o gestor, isso significa alinhar a capacitação à performance, e não apenas cumprir uma agenda de cursos. Leia também: Computação em nuvem: a tecnologia indispensável para empresas programadas para o futuro  Como planejar certificações Cloud de forma estratégica Organizar a jornada de certificações Cloud é um exercício de planejamento organizacional.  A primeira etapa consiste em mapear o perfil da equipe, compreendendo quais funções são críticas, e descobrir em quais pontos estão os maiores gaps de competência e quais metas corporativas exigem domínio técnico em nuvem.  Por exemplo, se o objetivo é migrar workloads legados para AWS, é natural priorizar certificações como Solutions Architect. A segunda etapa é selecionar certificações com o ROI claro. Ou seja, identificar quais credenciais trazem benefícios diretos para o negócio, seja em redução de custos de infraestrutura, seja em ganho de eficiência.  Certificações como AWS Cloud Practitioner, Microsoft Certified: Azure Administrator Associate e Google Cloud Professional Architect são marcos reconhecidos de proficiência e costumam oferecer retorno rápido sobre o investimento. Por fim, é essencial estruturar um roadmap de capacitação baseado em prioridades e estágios de maturidade.  Abaixo, um exemplo de tabela comparativa que ajuda gestores a identificar o foco ideal de cada tipo de certificação: Nível de certificação Objetivo principal Público-alvo Retorno esperado Fundamental/Foundational Introduzir conceitos básicos de Cloud e arquitetura Iniciantes e profissionais em transição Entendimento geral e alinhamento conceitual Associate/Intermediário Operar e administrar ambientes em nuvem Analistas e técnicos de infraestrutura  Ganho de eficiência operacional e de padronização Professional/Avançado Projetar e otimizar soluções complexas em larga escala Engenheiros e arquitetos de sistemas Redução de custos, alta performance e governança sólida Specialty/Especialista Focar em áreas específicas (Segurança, DevOps, Machine Learning) Profissionais seniores Inovação e diferenciação técnica Esses níveis servem como referência para montar trilhas de capacitação graduais, permitindo medir progressos e justificar investimentos.  O e-book Guia completo de certificações Cloud para TI traz essa estrutura expandida, com 12 certificações detalhadas e sugestões de roadmap para diferentes portes de organização.Baixe o e-book gratuitamente e descubra as certificações Cloud que podem transformar o desempenho da sua equipe. h2 Os principais benefícios de investir em certificações Cloud Adotar uma política estruturada de certificações Cloud gera impactos diretos e mensuráveis tanto para a equipe quanto para o negócio.  Entre os principais benefícios estão: 1.     Padronização técnica  Profissionais certificados seguem metodologias consistentes, o que reduz falhas e retrabalho. 2. Aumento da eficiência operacional Maior domínio das ferramentas gera ganhos de produtividade, com a tendência de tomar decisões de arquitetura mais rápidas e seguras. 3. Segurança fortalecida Certificações atualizadas em segurança Cloud ajudam a mitigar riscos de compliance. 4. Retenção de talentos Profissionais que percebem investimento em seu crescimento têm maior engajamento e permanecem mais tempo na empresa. 5. Nivelamento e linguagem comum As certificações (especialmente as fundamentais e de associados) criam uma linha de base de conhecimento. 6. Adoção das melhores práticas Os provedores de nuvem baseiam suas certificações em seus “well-architected frameworks”. Isso significa que o time não aprende apenas a usar um serviço, mas a usá-lo da forma correta. 7. Validação e credibilidade A certificação é uma validação formal de que o profissional detém aquele conhecimento. Isso aumenta a credibilidade do time de TI perante outras áreas de negócio. 8. Apoio à inovação  Equipes capacitadas testam novas soluções com confiança e aplicam IA, automação e DevOps com menos resistência. Esses ganhos constroem uma espiral positiva, tendo em vista que quanto mais o time se qualifica, mais a empresa cresce de forma sustentável. Erros comuns ao implementar certificações em equipes de TI Mesmo com boas intenções, muitas organizações tropeçam na execução de programas de certificação. Um dos erros mais recorrentes é a falta de alinhamento estratégico. Em outras palavras, investir em formações que não dialogam com os objetivos da empresa.  Essa prática resulta em profissionais certificados em tecnologias que não fazem parte da arquitetura corporativa ou em treinamentos duplicados que não agregam valor real. Outro equívoco comum é focar apenas em certificações populares, sem considerar o contexto técnico da operação.  Uma empresa que trabalha majoritariamente com Azure, por exemplo, não se beneficia ao direcionar recursos para certificações AWS apenas pela “fama” da provedora. O mesmo vale para times que não revisitam seus KPIs de capacitação: indicadores desatualizados perdem sentido e reduzem a credibilidade da gestão. A ausência de métricas de retorno também compromete o processo. Gestores devem acompanhar indicadores como taxa de conclusão, tempo médio de certificação e impacto em performance pós-treinamento.  Assim, é possível demonstrar resultados tangíveis e consolidar a capacitação como parte do planejamento estratégico da organização. As certificações em nuvem são, sem dúvida, um catalisador poderoso para o crescimento de um time de TI. Elas padronizam o conhecimento, validam habilidades e inserem as melhores práticas do setor na cultura da equipe. O sucesso delas depende de uma estratégia clara que alinhe os objetivos de negócio, combine rigorosamente a teoria com a prática (hands-on) e inclua um plano de reconhecimento e retenção para os talentos que se destacam. Como a ESR apoia gestores e equipes na jornada de certificação Cloud Computing A  Escola Superior de Redes (ESR) atua como parceira estratégica de empresas e instituições públicas que desejam transformar a capacitação em resultados concretos.  A instituição – unidade de serviço da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) – oferece cursos online e presenciais, além de trilhas completas, voltados para a formação em Cloud Computing, que cobrem desde os fundamentos da tecnologia até a obtenção de certificações relevantes. Há ainda o modelo de consultoria educacional personalizada, que mapeia as necessidades do cliente, recomenda trilhas de aprendizado e orienta o processo de mensuração de resultados.  Assim, os gestores conseguem visualizar a evolução técnica do time e justificar investimentos de forma fundamentada. Com quase duas décadas de atuação e reconhecimento no mercado de TI, a ESR alia conteúdo técnico de ponta à experiência prática de instrutores certificados, garantindo que o aprendizado seja aplicável, mensurável e alinhado às exigências do mercado digital. Capacite sua equipe para o futuro da tecnologia. Confira as próximas turmas da ESR e baixe o e-book gratuito para conhecer as certificações mais estratégicas do mercado. FAQ: perguntas frequentes sobre certificações Cloud As mais reconhecidas são dos provedores AWS, Microsoft e Google Cloud. Para conhecer as 12 certificações mais relevantes, seus níveis e aplicações, baixe o e-book gratuito da ESR. O tempo médio varia entre 2 e 6 meses, dependendo do nível de complexidade (básico, intermediário ou avançado) e da familiaridade do profissional com a tecnologia. Programas intensivos podem acelerar o processo com simulações e estudos guiados. Sim. Organizações públicas e privadas podem adotar certificações que garantem padronização, segurança e interoperabilidade entre provedores, o que é essencial em estratégias multi-cloud e ambientes governamentais com restrições de dados.


    30/10/2025
  • Governança Multicloud
    Computação em Nuvem

    Governança multicloud: o que é e por que aplicá-la às redes corporativas?

    A adoção de uma abordagem multicloud focada em governança tem sido a preferência do meio corporativo por causa de suas inúmeras vantagens, como segurança, mitigação de erros e perda de dados, gerenciamento estratégico da computação em nuvem e dos ambientes diversificados, entre outros fatores.  Na prática, o conceito multicloud pode ser definido como uma arquitetura de computação caracterizada pelo uso simultâneo de serviços e recursos de vários “provedores cloud”. Ou seja, trata-se da possibilidade de as empresas alocarem suas demandas em diferentes provedores, usando o mais adequado para cada necessidade. Assim, os custos, as regulamentações e os objetivos da nuvem podem ser direcionados de acordo com a demanda da organização. Entretanto, para que isso dê certo, é essencial implementar critérios robustos e princípios fundamentais associados à conformidade, às políticas de segurança e ao gerenciamento de custos que, juntos, formam os pilares da governança, aspecto essencial para gerir ambientes multicloud.  Vamos abordar essa temática agora. Boa leitura! Você também pode gostar – Backup e recuperação de dados: estratégias essenciais para administradores de sistemas A importância de um ambiente multicloud para as empresas Em um cenário em que o volume de dados cresce exponencialmente e a demanda por soluções flexíveis e seguras se intensifica, investir em um ambiente multicloud é não só uma vantagem, como uma exigência do mercado. Para ilustrar e mostrar como o tema tem se expandido, de acordo com uma pesquisa realizada pela Oracle, 98% das empresas usam, ou planejam adotar, uma estratégia multicloud. Assim, por causa de tal aderência das organizações à abordagem, uma vez que, por meio da sua implementação, os negócios ganham mais flexibilidade, escalabilidade e resiliência, há um desejo coletivo por experiências multicloud cada vez mais perfeitas, seguras e integradas. Além disso, ao distribuir cargas de trabalho em diferentes provedores de nuvem, as organizações têm acesso a algumas vantagens, como: De forma geral, a estratégia multicloud resulta em um potencial de diversificação que reduz a dependência de um único fornecedor e melhora a eficiência operacional. Você também pode gostar: 8 etapas para implementar uma estratégia eficaz de computação em nuvem   Diferenças entre nuvem híbrida e multicloud Embora os conceitos de nuvem híbrida e multicloud sejam frequentemente confundidos, existem diferenças estruturais entre os dois termos.  A nuvem híbrida retrata a engrenagem de ambientes cloud quando formada pela combinação de cargas de trabalho comuns ou interconectadas, que são implementadas por meio da fusão de dois ou mais ambientes de nuvem diferentes. Assim, ela concilia, pelo menos, uma solução de nuvem privada com um recurso de nuvem pública, permitindo que as aplicações sejam compartilhadas entre os dois modelos e, geralmente, sejam gerenciadas como uma entidade única, oferecendo às empresas maior grau de propriedade sobre os elementos específicos de sua infraestrutura de TI. Por exemplo, quando se alinha a infraestrutura de uma computação particular (data center local) a um ambiente de computação em nuvem pública. Já a sistemática multicloud envolve o uso dois ou mais provedores de nuvens públicas. A ideia, nesse caso, é que a empresa possa aproveitar as vantagens de cada provedor, conforme as suas necessidades, objetivos e planejamento, possibilitando que as empresas usufruam ao máximo da flexibilidade, da escalabilidade e da tecnologia de ponta oferecidas por diferentes provedores em nuvem. Na prática, enquanto a nuvem híbrida se concentra em conectar diferentes tipos de infraestrutura, a multicloud é mais voltada para a diversificação de provedores para atender a diferentes demandas. Como a governança impacta a abordagem multicloud? Uma tendência de aplicações em nuvem para 2025, o multicloud tem emergido como uma solução para redes mais inteligentes e complexas. Nesse contexto, a governança é o elemento que assegura que essa estratégia de ambientes em nuvem diversificados e com vários provedores seja realmente confiável, segura e eficiente. As atividades de avaliar a capacidade dos provedores na oferta de serviços e os riscos de eventual falha para o negócio e entender qual ponto-chave do negócio deve ser alocado em cada tipo de solução em nuvem, por exemplo, fazem parte desse conceito e auxiliam as empresas a implementarem o uso da abordagem multicloud adequadamente.  Portanto, ao falarmos em governança multicloud estamos analisando aspectos como a própria rede, o desempenho, a segurança, o gerenciamento operacional e o custo total de propriedade, sendo ela um elemento essencial para alinhar o uso de ambientes diversificados aos objetivos estratégicos das empresas, otimizando o custo total de propriedadec (TCO) e garantindo segurança e conformidade. Como a governança pode ajudar a superar os desafios da estratégia multicloud? Como vimos, a governança multicloud desempenha um papel fundamental para enfrentar os desafios comuns dessa abordagem, oferecendo ferramentas e diretrizes que possibilitam um gerenciamento mais eficiente e seguro. Entenda:  1) Complexidade operacional A governança estabelece processos claros e padronizados para gerenciar múltiplos provedores de nuvem. Nessa dinâmica estão inclusas a implementação de ferramentas de monitoramento centralizado e a automação para coordenar os serviços de diferentes fornecedores.  Com uma abordagem de governança bem estruturada, as empresas conseguem mapear responsabilidades, alinhar políticas operacionais e reduzir o esforço manual necessário para gerenciar ambientes diversificados. 2) Segurança Com mais provedores, há também um aumento da exposição a falhas e ameaças. A governança garante que todas as políticas de segurança sejam unificadas, padronizando práticas como criptografia de dados, autenticação multifator (MFA) e auditorias regulares. Além disso, permite a criação de protocolos robustos para detecção e resposta a incidentes, reduzindo vulnerabilidades. 3) Conformidade regulatória A governança auxilia na criação de um framework que monitora as operações em nuvem para garantir conformidade com regulamentações locais e internacionais. Por meio de ferramentas específicas, como relatórios de auditoria automatizados e validação contínua de práticas, as empresas podem evitar sanções ou problemas jurídicos. 4) Custo invisível Sem governança, as empresas podem enfrentar desperdícios financeiros por causa do uso desnecessário de recursos ou da duplicação de serviços em diferentes provedores. A governança resolve isso ao oferecer visibilidade detalhada sobre a alocação de recursos, monitorando o consumo e otimizando os custos. 5) Capacitação A governança inclui programas de treinamento e capacitação específicos para as equipes, garantindo que elas tenham as habilidades necessárias para gerenciar o ambiente multicloud. Conclusão A governança multicloud representa um passo importante para as empresas que buscam aproveitar ao máximo os benefícios de uma nuvem diversa e inteligente. Ao lidar com a complexidade de múltiplos provedores, ela atua como uma bússola, que garante a eficiência operacional, a segurança dos dados e a conformidade regulatória, além de otimizar custos. Mais do que uma prática técnica, trata-se de um investimento estratégico que ajuda organizações a se adaptarem a um mercado cada vez mais dinâmico e competitivo. É importante ressaltar ainda que a implementação de uma estratégia multicloud também apresenta desafios, como maior complexidade de gerenciamento, necessidade de ferramentas de orquestração e a possibilidade de aumento de custos se não for bem planejada. Esteja pronto para abraçar um cenário de TI que explora essa e outras tecnologias que têm se tornado cada vez mais fundamentais no mercado: conheça todas as turmas da Escola Superior de Redes (ESR)!


    20/02/2025
  • O que é edge computing
    Computação em Nuvem

    O que é Edge Computing e qual a sua finalidade?

    O que está por trás do universo da Edge Computing e por que você deveria saber disso? É o que vamos abordar a partir de agora, por meio do seguinte guia:  A tecnologia Cloud Computing representou uma mudança de paradigma sem precedentes, traduzida na troca significativa dos ativos sistêmicos proprietários por serviços em nuvem. O recurso – cujo termo foi utilizado pela primeira vez em 1996 – oferecia benefícios importantes para os setores de tecnologia e para as empresas em geral, como a redução dos custos e a simplificação de questões de pessoal de TI. Por esse motivo, não demorou para se popularizar e figurar como uma das principais formas de utilização para a sistematização dos processos de negócios do mundo.  A exemplo disso, os gastos com produtos de infraestrutura de computação e armazenamento para implementações em nuvem aumentaram 36,9% no primeiro trimestre de 2024, chegando aos 33 bilhões de dólares (178,5 bilhões de reais). Os dados, divulgados pelo relatório Worldwide Quarterly Enterprise Infrastructure Tracker, da IDC, fizeram a empresa estimar também que os gastos totais com esses recursos serão de 138,3 bilhões de dólares até dezembro, um aumento de 26,1% em relação a 2023. No mesmo sentido, o Relatório Global Tech Trends 2024, da Red Hat, identificou que uma das principais preocupações dos líderes de tecnologia, atualmente, está associada à otimização da nuvem. Na pesquisa do Red Hat mencionada anteriormente, mostrando os cinco principais resultados, essas foram as respostas encontradas para o questionamento: “Nos próximos 12 meses, quais são as principais prioridades de investimento no gerenciamento geral da TI em sua empresa?” Nesse cenário efervescente, a Edge Computing surge como uma resposta à demanda crescente por avanços e inovação tecnológica não apenas para complementar a infraestrutura de nuvem existente, mas para expandir as suas possibilidades. Você também pode gostar – Computação quântica: o que podemos esperar dessa tecnologia e quais suas tendências?  O que é Edge Computing? Uma das principais tendências de tecnologia do mercado, a Edge Computing (Computação de Borda) representa uma perspectiva de computação em nuvem que funciona por meio da descentralização. Por esse motivo, a inovação consegue lidar com uma maior quantidade de dados e dispositivos conectados sem comprometer o seu desempenho. Diferentemente da Cloud Computing tradicional, na qual os dados são enviados para um conjunto de servidores centrais, processados e mandados de volta para o dispositivo utilizado pelo usuário, na Edge Computing, esse recurso ocorre por meio de gateways, ou seja, os gateways operam como “máquinas intermediárias”, posicionadas mais próximas dos locais em que o aparelho se encontra, e são responsáveis por analisar as informações em um tempo de resposta e carga de trabalho dos servidores reduzido. Trata-se, portanto, de um recurso que visa aproximar o processamento de dados dos dispositivos e dos usuários finais, sendo uma excelente alternativa para um contexto permeado cada vez mais por dispositivos e aplicações guiadas pela Internet das Coisas (IoT). Para lidar com o fluxo crescente de informações e pontos conectados à rede, a Edge Computing descentraliza o armazenamento e o processamento de informações, desobstruindo a nuvem. Assim, podemos defini-la como uma arquitetura de computação distribuída que traz o processamento e o armazenamento de dados para mais perto da fonte na qual esses dados são gerados, como sensores, dispositivos IoT ou outros aparelhos conectados. Como resultado, há uma resposta mais rápida e eficiente, além de uma latência otimizada, o que alivia a carga sobre os data centers centrais e a torna ideal para aplicações que exigem processamento em tempo real e alta disponibilidade. Você também pode gostar – 8 etapas para implementar uma estratégia eficaz de computação em nuvem   Quais problemas a Edge Computing visa mitigar?  Para compreender o conceito e a que se propõe a Edge Computing, é necessário observar três aspectos associados ao funcionamento da internet, quais sejam:  Juntos, esses três pontos configuram uma base importantíssima de atenção à condução de negócios, uma vez que a tolerância dos consumidores para o tempo de resposta de uma conexão é de 2 a 3 segundos. Isso significa dizer que, em uma compra on-line, qualquer comprometimento em alguns dos aspectos mencionados anteriormente poderá refletir no abandono da operação, bem como em prejuízos financeiros que podem até ser significativos para as empresas.  Nesse contexto e tendo em vista a implementação do 5G, que possibilita reduzir a latência e torna a internet cada vez mais complexa, mais rápida e eficiente, a Edge Computing promete driblar esses desafios, reduzindo a distância entre a fonte de dados e o processamento, o que minimiza os impactos do congestionamento e da largura de banda limitada. Dessa forma, a experiência do usuário passa a ser priorizada, por meio de uma conexão mais rápida e confiável mesmo em situações de alta demanda.  Além disso, com a Edge Computing, operações críticas, como compras on-line, reconhecimento facial, processamento pesado de vídeos, cirurgias remotas, carros autônomos, etc., podem ser viabilizadas em uma sistemática de funcionamento efetiva e eficiente. Na prática, na “computação de borda”, ao invés de haver um parque de servidores central, o processo é descentralizado e os servidores agora ficam alocados mais próximos de onde os dados são gerados – algo como na figura abaixo:  A edge computing aproxima a fonte de dados e o processamento, resultando em uma conectividade mais consistente, rápida e sem congestionamentos. Objetivos da edge computing  Com a proposta de trazer os servidores para mais perto de quem precisa processar os dados, a Edge Computing reduz a latência, aprimora o desempenho das aplicações e permite maior eficiência em sistemas de TI, especialmente em áreas como IoT e automação industrial.  Veja outros objetivos e benefícios dessa tecnologia:  ● Dar respostas rápidas a problemas complexos; ● Possibilitar o funcionamento de parques industriais com muitas máquinas autônomas que demandam respostas rápidas dos servidores; ● Otimizar as cadeias varejistas que intercalam controle de estoque, promoções em lojas físicas e e-commerce; ● Facilitar o uso de dispositivos IoT ao garantir que, quando conectados, possam operar de forma eficiente e em tempo real, sem depender de conexões de longa distância; ● Aprimorar a segurança dos dados, de modo que informações sensíveis sejam processadas localmente, reduzindo a exposição e os riscos associados ao seu envio para servidores distantes; ● Melhorar a experiência de realidade aumentada e virtual, por meio da latência mínima e do processamento rápido, essenciais para aplicações imersivas; ● Oferecer suporte a redes de veículos autônomos, por meio de uma comunicação rápida e eficiente entre estes e infraestruturas rodoviárias; ● Otimizar as redes de telecomunicação ao distribuir o processamento para aliviar a carga nos data centers centrais, o que melhora a qualidade do serviço; ● Facilitar o monitoramento e o controle do processamento de dados em tempo real; ● Garantir a continuidade de serviços em áreas remotas em que a conectividade à internet pode ser limitada ou intermitente. Qual a diferença entre Cloud Computing e Edge Computing? Embora tanto a Cloud Computing quanto a Edge Computing sejam pilares essenciais na transformação digital e da nuvem, elas se diferenciam, principalmente, em relação a como e onde o processamento de dados ocorre. Além disso, possuem divergências quanto aos seus objetivos quando contratadas por empresas. Enquanto a Cloud Computing oferece uma solução que terceiriza parques de servidores e todas as suas atribuições (segurança, manutenção, pacote de produtos), representando uma mitigação de dados e pessoal, a Edge Computing visa garantir a disponibilidade de servidores parrudos para armazenar e processar dados complexos mais perto de onde eles são capturados/gerados. Essa distinção impacta diretamente aspectos como latência, segurança e eficiência, tornando cada tecnologia mais adequada para diferentes tipos de aplicação. Veja os destaques na tabela abaixo: Cloud Computing Edge Computing Localização do processamento Data centers centralizados e remotos Próximo à fonte de dados Latência Geralmente é maior por causa da distância entre usuário e servidor Menor, pois o processamento ocorre próximo ao usuário Escalabilidade Altamente escalável, com recursos virtualmente ilimitados Escalabilidade limitada ao hardware disponível na borda Segurança Maior risco de exposição durante o trânsito de dados Maior segurança, com processamento e armazenamento local dos dados Conectividade Depende fortemente de uma conexão de internet robusta Pode funcionar em áreas com conectividade limitada ou intermitente Aplicações típicas Processamento de grandes volumes de dados, armazenamento a longo prazo Aplicações em tempo real, IoT, AR/VR, veículos autônomos, etc. Principais diferenças entre a cloud computing e a edge computing Você também pode gostar – Projeto de cabeamento estruturado: por que ele é tão importante para redes de alta velocidade? __________________________________________________ Entendemos, por fim, que o tema Edge Computing representa um avanço significativo na forma como processamos e gerenciamos dados, sendo uma opção efetiva às limitações da Cloud Computing tradicional. Em contextos que exigem baixa latência e processamento em tempo real, por exemplo, é um recurso interessantíssimo, pois é capaz de reduzir a distância entre a origem dos dados e o processamento deles. Além disso, com o crescimento exponencial de dispositivos conectados e a expansão da tecnologia 5G, essa abordagem descentralizada promete continuar transformando setores inteiros, desde o varejo até a indústria automotiva, assegurando operações mais eficientes e uma experiência superior do usuário. Para se ter uma ideia da aposta do mercado na direção dessa tecnologia, de acordo com a Associação Brasileira de Internet (Abranet), em 2024, 60% dos mais de 157 ZB alcançados no universo de dados estarão concentrados nos endpoints e em Edge Computing. Assim, à medida que a internet fica complexa e as demandas por conectividade aumentam, entender e implementar soluções de Edge Computing se torna um processo natural, além de fundamental para que as empresas permaneçam competitivas e inovadoras em um mercado global cada vez mais dinâmico e exigente. ___________________________________ Você está preparado para atuar em um novo setor de TI?  A cada semestre, a Escola Superior de Redes, a maior referência em ensino para o setor há mais de 18 anos, abre novas turmas de aprendizado em TI sobre os mais variados temas. Conheça todas as turmas da ESR e prepare-se para atualizar seu escopo de trabalho.


    10/10/2024
  • Implementar uma estratégia de Computação em nuvem
    Computação em Nuvem

    8 etapas para implementar uma estratégia eficaz de computação em nuvem 

    Entre as habilidades desejadas para o mercado de TI atual e em meio à observação das carreiras promissoras do setor, saber implementar estratégias de computação em nuvem continua se destacando.  Desde que o “universo data” passou a ser o principal ativo das organizações ao redor do mundo, as iniciativas que pesquisam as melhores formas de armazenar, interpretar, disponibilizar e manter os dados seguros na rede estão em constante aprimoramento.  É o caso da cloud computing, ou computação em nuvem, que permite o acesso remoto a softwares, recursos, armazenamento de arquivos e processamento de dados, dependendo apenas do acesso à internet.  Tal tecnologia é uma das grandes responsáveis por agregar o fator “escalabilidade” para armazenamento, processamento e comunicação dimensionado conforme a demanda de negócios para os mais diversos segmentos do mercado, além de possibilitar a redução de custos operacionais e a disponibilidade permanente de informação, aspectos que explicam a consolidação de sua implementação no meio corporativo.  Agora, tendo em vista o uso consistente da inteligência artificial, facilitado e garantido pela computação em nuvem, o cenário referente a cloud computing se torna ainda mais atrativo e disputado.   A exemplo da popularização do recurso, de acordo com o mais recente relatório sobre o tema da IDC, os investimentos em nuvem devem chegar a R$ 1,5 bilhão no Brasil. Já em âmbito global, a empresa Gartner estima que os valores destinados à tecnologia cheguem a US$ 5,1 trilhões até dezembro, dos quais boa parte será alocada no cloud computing. Ou seja, o estabelecimento dessa tecnologia, imprescindível para as dinâmicas de mercado contemporâneas, sinaliza também novas oportunidades de carreira para o profissional de TI, visto que ele é o responsável por identificar, selecionar e priorizar os caminhos para que os serviços em nuvem sejam possíveis.  Por aqui você vai entender como implementar uma estratégia de cloud computing adequada, com base nos seguintes tópicos:  ✅ Você também pode gostar – Ferramentas de desenvolvimento web: o que utilizar na rotina de TI? O que é computação em nuvem? De maneira geral, a computação em nuvem, ou cloud computing, em inglês, é uma tecnologia essencial, que permite que programas e informações sejam acessados, por meio da internet, a qualquer momento, com escalabilidade, segurança e flexibilidade, possibilitando uma experiência agradável ao usuário.  Essa “terceirização” de uso de recursos, com modelo de pagamento pelo uso, atrai cada vez mais usuários.  Cada vez mais comum e popular, o termo indica a reunião de ferramentas e funcionalidades que permitem o acesso a conteúdos e à execução de tarefas diversas sem a necessidade de instalar aplicativos terceiros nos dispositivos eletrônicos. O nome “em nuvem” sinaliza que a forma de armazenamento desses arquivos ocorre na própria rede, garantindo o anywhere access e maior segurança de backup de conteúdos importantes, além de mais praticidade por não requerer nenhuma outra ação, como a de baixar apps. Em resumo, é uma referência a algo que “está no ar”, fazendo uma correlação com os sistemas que não ficam hospedados em servidores físicos, mas, sim, na internet. Ou seja, basta estar conectado à internet para fazer uso dessa tecnologia. Segundo definição do  National Institute of Standards and Technology (NIST), a computação em nuvem é basicamente:  “Um modelo para habilitar o acesso por rede ubíquo, conveniente e sob demanda a um conjunto compartilhado de recursos de computação (como redes, servidores, armazenamento, aplicações e serviços) que possam ser rapidamente provisionados e liberados com o mínimo de esforço de gerenciamento ou interação com o provedor de serviços.”   Além das vantagens descritas anteriormente, com a computação em nuvem, as organizações conseguem planejar melhor o orçamento em tecnologia da informação diante da escolha entre os modelos Capex e Opex. Ou seja, suprimem a necessidade de investir na aquisição (Capex) e os consequentes custos de manutenção e atualização, os esforços de treinamento recorrentes, o acompanhamento de evolução da tecnologia etc., “terceirizando” essas preocupações, em que realizam os pagamentos conforme o uso (Opex) dos ambientes computacionais customizados para seus negócios. ✔️ Tome nota: A computação em nuvem revoluciona a TI ao proporcionar acesso flexível e eficiente a recursos computacionais. Tem como principais atributos a disposição para a escalabilidade, a agilidade e o acesso mais rápido à inovação. Modalidades de serviço em computação em nuvem Existem três principais possíveis modalidades de serviço que podem ser ofertadas por meio da computação em nuvem (cloud computing):  ✅ Você também pode gostar – TI Verde: o papel da tecnologia e das organizações diante da urgência da sustentabilidade  8 etapas para implementar uma estratégia de computação em nuvem eficaz Como vimos até aqui, a implementação de operações e serviços na nuvem não é só uma oportunidade para as empresas, como uma demanda consolidada. Por isso, os profissionais de TI que buscam as melhores vagas no mercado de trabalho precisam se dedicar também a reunir habilidades e competências de gestão. Isso para que sejam capazes de desenvolver planos estratégicos de migração para a nuvem em diferentes projetos e negócios. Selecionamos, a seguir, algumas etapas, de forma macro, que podem ajudar você nesse sentido:    1) Execute uma avaliação preliminar Antes de iniciar qualquer projeto de migração para a nuvem, é crucial entender as necessidades específicas da empresa. Isso inclui avaliar os sistemas existentes, identificar as aplicações críticas e compreender os requisitos de segurança e conformidade. Portanto, o passo inicial é a identificação das necessidades do negócio.  Passos práticos: 2) Escolha o modelo de serviço em nuvem Como já mencionamos por aqui, a compreensão dos modelos de serviço em nuvem (SaaS, PaaS, IaaS) é essencial para a tomada de decisões informadas. Determine qual modelo se alinha melhor às necessidades da empresa e ao que ela deseja ofertar. Passos práticos: 3) Defina o modelo de implantação Existem 4 modelos de implantação de nuvens que uma empresa pode escolher: público, privado, híbrido e comunitário, cada um com suas características. Passos práticos: 4) Defina objetivos e metas claros e com propósito Estabeleça objetivos claros para a migração, como redução de custos, melhoria de desempenho ou aumento da flexibilidade operacional, entre outros. Além disso, associe cada etapa do processo de migração a indicadores de desempenho para mensurar o andamento do projeto. Passos práticos: 5) Estruture um plano de migração detalhado Elabore um projeto minucioso, com cronograma, tarefas específicas, responsabilidades e contingências, para mitigar possíveis desafios durante o processo de migração. Lembre-se das metas comentadas anteriormente e acompanhe o projeto com atenção. Passos práticos: 6) Implemente quantos testes forem necessários Execute o plano de migração, por meio da implementação e realização de testes em ondas, para garantir que todos os sistemas estejam funcionando conforme o esperado antes de uma mudança completa e também para permitir que toda a empresa se adapte à nova estrutura de serviços e operações. Passos práticos: 7) Estabeleça monitoramento contínuo e constantemente otimizado Depois da migração bem-sucedida, estabeleça um sistema contínuo de monitoramento para garantir desempenho otimizado, conformidade ao longo do tempo e correção ágil de inconsistências (seja em relação ao mau uso pelos demais colaboradores, seja por erro nas etapas anteriores). Passos práticos: 8) Aperfeiçoe seu conhecimento Assim como em qualquer outra área da TI, a computação em nuvem está sempre em movimento. Isso significa que garantir a atualização de seu conhecimento sobre a matéria é fundamental para implementar estratégias seguras e adequadas de cloud computing, e uma das formas de conquistar esse objetivo é por meio de material on-line.  No e-book da Escola Superior de Redes (ESR), você aprende sobre:  Tudo isso de forma gratuita. Depois, ao desenvolver cada uma dessas etapas minuciosas, com um plano prático de migração para a nuvem que contemple desde a avaliação inicial até a implementação e otimização contínua do projeto, você assegura ao empreendimento uma transição de modelo de operação suave e bem-sucedida.  Quando o profissional de TI domina esse conhecimento, fortalece a diferenciação de sua construção de carreira, que pode ser ainda mais otimizada, com base em uma capacitação robusta. Como começar na área da computação em nuvem para TI? Como dissemos anteriormente, a computação em nuvem representa oportunidades para os negócios se desenvolverem e para os profissionais de TI se destacarem em suas carreiras.  Nesse último caso, é essencial a adoção de uma postura de aprendizado constante, que esteja alicerçada em capacitação e qualificação. Afinal, a área muda sempre!  A ESR, Escola Superior de Redes, líder em ensino para o setor de tecnologia, possui uma trilha de conhecimentos completa acerca da computação em nuvem, que objetiva, sobretudo, capacitar profissionais de maneira integral e robusta, com conteúdos do básico ao avançado.  Na trilha, você encontra treinamentos de diferentes níveis para se especializar e garantir lugar de destaque no mercado. Inscreva-se na trilha de conhecimentos sobre computação em nuvem da ESR, a escola líder em aprendizado para tecnologia.


    18/07/2024
  • Arquitetura de Microsserviços
    Computação em Nuvem

    O que é arquitetura de microsserviços e quais são seus principais benefícios?

    Analisar uma arquitetura de microsserviços passa necessariamente pela compreensão de que as infraestruturas computacionais estão em constante crescimento e transformação, assim, exigem novas abordagens para gerenciá-las. Ou seja, não faz mais sentido lidar exclusivamente com aplicações grandes e complexas.  Nesse contexto, as novas configurações de consumo e o potencial de escalabilidade dos negócios por meio da nuvem demandam que a inovação e a implementação de tecnologias capazes de se moldarem ao cenário atual sejam obrigatóriass às empresas e iniciativas que desejam permanecer no mercado.  A arquitetura de microsserviços é um exemplo disso, pois facilita a gestão ágil das organizações, uma vez que elas passam a contar com infraestruturas de TI mais flexíveis e aptas a se adaptarem a necessidades e propósitos distintos.  Neste artigo, vamos detalhar a abrangência da arquitetura de microsserviços e mostrar como ela pode ser uma área de especialização para você.   ❗ Leia também: Guia: a orquestração de containers Kubernetes pode ajudar a minha organização? Afinal, o que é arquitetura de microsserviços?  Diferentemente da aplicação monolítica, a arquitetura de microsserviços refere-se a uma forma de desenvolvimento de sistemas na qual cada camada/pedaço de projeto realiza suas funções de forma autônoma e com disponibilização independente. A abordagem possibilita a escalabilidade de recursos, o desacoplamento entre componentes e uma melhor organização de código, além de eliminar as tradicionais barreiras impostas pelo modelo monolítico, no qual os serviços que o compõem são organizados logicamente no mesmo código-fonte e ambiente de processamento. Quando isso ocorre, há uma dependência entre os serviços e um alto grau de acoplamento. A arquitetura de microsserviços é notadamente reconhecida por permitir o desenvolvimento de uma única aplicação como um switch de serviços, no qual cada um deles é autônomo, roda seus processos e mantém seus dados e objetivos. Os elementos são implementáveis e independem dos demais, e os serviços são responsáveis por um conjunto finito de funcionalidades, que se comunicam, muitas vezes, por meio de APIs.  Com a autonomia e o isolamento existentes entre os serviços, os respectivos desenvolvimentos podem ser conduzidos por meio de diferentes linguagens de programação e tecnologia, bem como por processo automatizado de implantação isolado e instalação em diferentes ambientes de processamento. Na prática, a implementação da arquitetura de microsserviços ocorre por intermédio de processos de comunicação, como API http, e de pequenas atribuições de responsabilidades, que são posteriormente publicadas. Tem como propósito facilitar a gestão das aplicações grandes e complexas, com base na divisão de tarefas dessas estruturas e na criação de uma coleção de serviços autônomos, independentes e desacoplados. Dessa forma, uma única aplicação pode ser desenvolvida com ferramentas, bancos de dados e linguagens de programação diferentes, desde que haja uma comunicação padronizada entre esses elementos. Assim, quando um sistema apresenta uma falha na arquitetura de microsserviços, ela pode ser superada de forma direcionada no módulo afetado, não impactando os demais.  Vantagens de uma arquitetura de microsserviços Quando uma arquitetura é voltada para microsserviços, ou seja, quando aborda pequenas unidades de trabalho, torna-se mais fácil:  Essas características habilitam a arquitetura de microsserviços a lidar de forma otimizada com problemas localizados e se adaptar rapidamente às constantes transformações de demandas das organizações e da sociedade. Desvantagens da arquitetura de microsserviços Nem sempre a arquitetura de microsserviços é a ideal para todas as situações, como: Por que a arquitetura de microsserviços está associada a cloud computing?  A ligação entre essas duas tecnologias é direta à medida que a natureza distribuída da arquitetura de microsserviços é facilitada pela nuvem. Na nuvem, os microsserviços podem ser implantados de forma independente, aproveitando a elasticidade e a escalabilidade automática oferecidas. Além disso, a independência, a facilidade de implantação, o gerenciamento eficiente de recursos e serviços oriundos da nuvem tornam-na uma alternativa ideal para suportar a abordagem de microsserviços. A computação em nuvem ainda permite uma distribuição global dos microsserviços, garantindo resposta rápida a usuários em diferentes regiões. Assim, tal combinação oferece eficiência, flexibilidade e agilidade no desenvolvimento, na implantação e na operação de sistemas modulares e distribuídos. ❗Leia também: O que você precisa para se especializar em Linguagem de Programação? Seis diferenças entre arquitetura de microsserviços e arquitetura monolítica É importante salientar que, apesar de suas vantagens, a arquitetura de microsserviços não é a ideal para as aplicações consideradas mais simples. Nesses casos, o uso desse modelo de arquitetura pode resultar em uma complexidade desnecessária ao projeto e ao processo de deploy, pois a integração dos microsserviços talvez gere um custo maior para seu desenvolvimento e manutenção quando comparado com o uso de uma arquitetura monolítica para uma aplicação com poucas funcionalidades. Para auxiliar na escolha da arquitetura, podem-se considerar as seguintes diferenças: Diferença 1: Escopo e modularidade Diferença 2: Escalabilidade Diferença 3: Desenvolvimento e deploy Diferença 4: Manutenção e atualizações Diferença 5: Resiliência e tolerância a falhas Diferença 6: Tecnologias e linguagem Essas são algumas das diferenças-chave entre as arquiteturas de microsserviços e monolítica. Para escolher qual abordagem utilizar, é necessário observar suas vantagens e desafios de forma combinada às necessidades específicas do projeto e das metas de desenvolvimento. _____________________________________________________ ESR: A melhor escolha para especialização em TI Saber qual abordagem de desenvolvimento e programação utilizar depende de um conhecimento consistente em TI.  A Escola Superior de Redes (ESR) é uma instituição de referência em ensino e aprendizado de tecnologia, criada para promover a capacitação, o desenvolvimento profissional e a disseminação de todos os interessados no campo de TI, desde os mais experientes aos admiradores da área.   Em seus 17 anos de atuação, atendeu mais de 1.100 instituições e aproximadamente 41 mil alunos, oferecendo capacitação orientada para o resultado prático e a busca dos maiores índices de qualidade em seus serviços,  A ESR é uma das principais responsáveis por agregar conhecimento à TI e por viabilizar o desenvolvimento de carreira dos profissionais do setor.   Conheça todos os cursos de TI disponibilizados pela ESR e escolha sua próxima capacitação aqui! 


    19/03/2024
  • Cloud Storage
    Computação em Nuvem

    Cloud storage: o que é e qual sua importância para o cenário de dados atual?

    De acordo com a IBM, o número de dados gerados por dia em âmbito global representa algo em torno de 2,5 quintilhões de ativos, e 90% dos dados disponíveis atualmente foram produzidos nos últimos três anos. A perspectiva é que esse marco continue a crescer, principalmente se considerarmos a maior aderência à internet no meio corporativo e pessoal com o passar do tempo.  Segundo a pesquisa TIC Domicílios 2023, por exemplo, 84% da população brasileira com 10 anos ou mais se conectou à internet em 2023 e, com isso, deixou pegadas digitais pela rede.  Diante dessas estatísticas, é de se esperar que os dados permaneçam como destaque nas relações humanas e nas de consumo, demandando ferramentas e tecnologia capazes de analisá-los, registrá-los e armazená-los corretamente.  O cloud storage encontra-se, nesse cenário, como uma solução eficiente de armazenamento em nuvem que se diferencia também pela possibilidade de associação a ferramentas adicionais ligadas à cibersegurança.  Por aqui, no #BlogDaESR, você vai encontrar detalhes sobre o tema para entender, finalmente, o que está por trás dessa já popular inovação.  ❗ Leia também: As habilidades mais valorizadas no mercado de trabalho de tecnologia da informação Afinal, o que é cloud storage e o que significa? Como dissemos anteriormente, cloud storage representa uma das modalidades de cloud computing responsável por permitir que empresas de qualquer porte ou usuários individuais possam manter o armazenamento de seus dados pessoais e de seus negócios no ambiente da nuvem.  Trata-se, assim, de um provedor de recursos remotos que armazena, de forma segura, dados pessoais e empresariais, garantindo, sobretudo, disponibilidade (um dos princípios da segurança da informação) e habilitando a otimização de custos e espaço físico.  Ao reservar suas informações on-line, as organizações não precisam direcionar recursos para investimento em hardwares especializados em armazenamento de dados, visto que é o provedor do serviço de armazenamento em nuvem o encarregado dessa função.  Para ficar ainda mais claro, imagine as exigências básicas de uma operação real: necessidade de implementação de um software, que, para isso, demanda sistema operacional e infraestrutura própria. Quando transportados para as modalidades de serviço on-line, todos esses processos encontram correspondência na nuvem, inclusive a infraestrutura de armazenamento. Visualize:  Nesse contexto, o cloud storage, que, em português, significa exatamente “armazenamento na nuvem”, representa uma das vertentes de tecnologia em nuvem enquadrada na modalidade IaaS.  ⚠️ Tome nota: Ok, mas o que é IaaS? É um modelo de serviço no qual o usuário tem acesso a recursos de infraestrutura sob demanda, como é o caso de computação, armazenamento, rede e virtualização.  Dessa forma, o conceito geral de cloud storage pode ser compreendido como o tipo de armazenamento de dados em servidor que pode ser acessado de qualquer dispositivo. A partir do momento em que os dados estão na nuvem, os usuários dependem apenas de uma interface comunicacional (desktops, notebooks, smartphones etc.) para acessá-los.  Alguns exemplos práticos desse tipo de serviço são os clássicos Google Drive, Dropbox, iCloud, Box e OneDrive. Tais ferramentas viabilizam que pessoas físicas ou jurídicas armazenem dados diversos no ambiente de nuvem, inclusive por meio de uso no formato gratuito. Para esses casos há sempre uma limitação de espaço para armazenamento e de algumas funcionalidades de uso.   Tipos de nuvem para o armazenamento de dados Há quatro tipos principais de nuvem para as ações de cloud storage, que variam de acordo com o propósito da empresa ou da pessoa física. São eles:   Quando as empresas investem em data centers mantidos por elas próprias para o armazenamento de dados, também implementam a nuvem privada. Ou seja, diferenciando-se da anterior, essa categoria habilita mais controle ao usuário em relação às configurações e aos dados armazenados. Ainda assim, é válido ressaltar que a exclusividade tem um preço mais alto do que a solução compartilhada.  A escolha da nuvem e, consequentemente, da forma de armazenar dados deve considerar as necessidades de cada empresa, os recursos disponíveis para o investimento, o conhecimento da tecnologia e o planejamento estratégico dos negócios.  Nesse tópico, podemos fazer ainda uma menção às “nuvem descartáveis”, espaços de cloud computing criados para um objetivo temporal específico, por exemplo, armazenar dados de um concurso.  ❗ Leia também: Computação em nuvem: a tecnologia indispensável para empresas programadas para o futuro  Características do cloud storage As principais características do armazenamento em nuvem (cloud storage) descrevem também suas inúmeras vantagens, seja no meio corporativo, seja no âmbito pessoal. Veja algumas delas: Para que serve o cloud storage? O armazenamento em nuvem é utilizado para que usuários físicos ou pessoas jurídicas possam hospedar seus dados e informações importantes no ambiente da nuvem, sem depender de instalações físicas onerosas e suscetíveis a riscos (fenômenos climáticos, roubos etc.). Assim, podemos dizer que o principal objetivo do cloud storage é viabilizar uma rede cada vez mais complexa e diversa à medida que oferece alternativas democráticas para que negócios e pessoas levem seus dados para a nuvem. Os tipos de armazenamento em nuvem são: Qual a diferença entre cloud computing e cloud storage? Enquanto a cloud computing (computação em nuvem) é o gênero dessa possibilidade de tecnologia, dividindo-se em IaaS, PaaS e SaaS, o cloud storage representa uma das suas espécies.  Assim, como detalhamos ao longo deste texto, o cloud storage é ofertado no modelo de serviço IaaS, com o objetivo de permitir que empresas e usuários hospedem dados sem necessitar de uma infraestrutura física própria, sendo necessário o custeio recorrente das atividades relacionadas com as operações do serviço.  ❗Leia também: Serviços de computação em nuvem e proteção de dados: como ficar em compliance com a LGPD  _____________________________________________________ ESR: a melhor escolha para especialização em cloud computing Tão importante quanto entender o conceito de cloud storage é compreender sua importância para o cenário digital atual. À medida que a rede se torna mais avançada, múltipla e diversificada, cresce também a demanda por serviços e profissionais capazes de otimizá-la, especialmente por meio de recursos de armazenamento em nuvem e dos demais conhecimentos de cloud computing.  Portanto, é essencial que profissionais de TI ou os interessados na área estejam atentos às tendências do mercado, concentrando-se em especializações que se consolidaram nos últimos anos. A Escola Superior de Redes (ESR) é uma instituição de referência em ensino e aprendizado de tecnologia, sobretudo na área de computação em nuvem, sendo responsável pela formação de mais de 40 mil alunos.  Nesta trilha específica de conhecimento, há a oferta de diversos cursos, divididos entre opções para iniciantes ou profissionais experientes e em modalidade presencial ou EaD com aulas ao vivo. Você escolhe a que se adapta melhor à sua rotina.  Conheça nossa trilha de conhecimento em cloud computing e acelere sua construção de carreira em TI! 


    18/01/2024
  • O que é Cloud Deployment
    Computação em Nuvem

    O que é Cloud deployment e como ele impacta operações de TI

    Também chamado implantação na nuvem, o cloud deployment representa a prática de operacionalizar aplicativos, serviços ou recursos de computação em nuvem.  Nesse contexto, o ambiente digital cloud assume a figura de servidor e da infraestrutura de computação remota, ambos oferecidos por provedores de serviços dessa modalidade (IaaS, PaaS e SaaS). É o caso, por exemplo, dos mais conhecidos: Amazon Web Services (AWS), Google Cloud Platform e Microsoft Azure.  Na prática, ao optar pelo cloud deployment, a empresa estabelece seus aplicativos e serviços em data centers “on-line”, gerenciados pelo provedor da infraestrutura, para escalar seu processo de desenvolvimento de aplicações, tornando-o mais ágil, mais disponível e menos suscetível a bugs, eventos suspeitos ou intempéries climáticas e físicas.   Dessa forma, todos os atributos da nuvem, já conhecidos por torná-la uma opção vantajosa para o meio corporativo, são diretamente ativados, como: Esses são só alguns benefícios que a adoção da prática de cloud deployment pode proporcionar às organizações.  De maneira geral, saber o que é cloud deployment é entender uma tecnologia que pode transformar a maneira como a empresa atua e se estabelece no mercado atualmente, visto que, com maior acesso à  inovação, é possível otimizar recursos e direcioná-los estrategicamente para a melhoria dos processos.  ➡️ Leia também: O que se espera de um administrador de sistemas especialista em virtualização em nuvem?  O que é cloud deployment? Como mencionamos anteriormente, o termo refere-se à implantação em nuvem, ou seja, à utilização de ambientes em nuvem para executar aplicativos.  Para isso, pode-se escolher entre os diferentes modelos de implantação (definidos pelo NIST): públicos, privados, comunitários ou híbridos, que reúnem as seguintes características: Além disso, é também necessário optar pelos diferentes modelos de prestação do serviço:  Nesse contexto, o cloud deployment contribui para a redução de despesas de investimentos (Capex), bem como permite que as organizações se adaptem às constantes oscilações e mudanças do mercado, ajustando suas despesas de custeio (Opex) e otimizando o gerenciamento do orçamento. Isso ocorre, principalmente, por causa da possibilidade de as empresas ajustarem, a qualquer momento, a capacidade de oferta versus a carga necessária de computação.  Vantagens de um modelo de trabalho em nuvem tal qual o cloud deployment Nesse ponto, você já conhece as vantagens por trás de uma operação em nuvem, mas é sempre bom retomá-las. Confira algumas logo abaixo.  Um modelo de implantação em nuvem pode:  ➡️ Leia também: 6 benefícios de aprender virtualização em nuvem  Como a implantação em nuvem ocorre na prática?  A implantação em nuvem envolve o processo de colocar um aplicativo em funcionamento, por meio de um dos modelos de hospedagem em nuvem. Portanto, demanda planejamento, implementação, ajustes e operação diária em conformidade com as regras do negócio.  Ainda assim, quando bem-sucedido, o que abrange desde a escolha do modelo de implantação até a automação, o monitoramento e a otimização contínua, o cloud deployment proporciona uma visão abrangente de como a nuvem é efetivamente utilizada na prática, além de permitir que organizações acessem, compartilhem e gerenciem os recursos de computação de maneira eficiente e flexível. Veja alguns passos para alcançar esse resultado:  Antes de começar, é importante determinar o modelo de implantação em nuvem que atenda às necessidades de sua aplicação (público, privado, híbrido ou comunitário). Selecionar um provedor de serviços em nuvem de reputação de mercado é essencial para o processo de cloud deployment. Considere fatores como serviço oferecido, custo, atendimento e localização dos data centers se houver restrições de conformidade, entre outros. Outro passo é o estabelecimento da infraestrutura necessária para suportar um aplicativo na nuvem, como servidores virtuais, armazenamento e banco de dados. Desenvolva ou adapte seu aplicativo para ser executado no ambiente de nuvem, observando as considerações das melhores práticas e recursos específicos do provedor escolhido. Empacote o aplicativo em uma fôrma que pode ser facilmente implantado e gerenciado, como contêineres ou máquinas virtuais. Versione o aplicativo para rastrear mudanças e atualizações. Utilize práticas de Integração Contínua (CI) e Entrega Contínua (CD) para automatizar o processo de construção, teste e implantação do aplicativo na nuvem. Ferramentas como Jenkins, GitLab CI ou GitHub são comumente utilizadas. Realize a implantação inicial do aplicativo na nuvem, o que envolve a criação de instâncias de servidores, configuração de banco de dados e outros recursos necessários para seu funcionamento. Configure a escalabilidade automática para lidar com picos de carga dessa forma; a infraestrutura é flexível tanto para crescer quanto para diminuir conforme a demanda, garantindo eficiência e economia de recursos. É importante implementar ferramentas de monitoramento para acompanhar o desempenho do aplicativo na nuvem. Um monitoramento contínuo pode apontar ajustes na alocação de recursos para otimizar custos e desempenho. Faça atualização e manutenção por meio de técnicas de implantação que não influenciem a disponibilidade contínua do aplicativo. Ajuste estratégias de backup e recuperação para garantir a segurança dos dados e a continuidade do serviço em casos de falha. Além disso, é pertinente implementar práticas de segurança, como criptografia, gerenciamento de identidade e acesso, para proteger o aplicativo e os dados armazenados na nuvem. _____________________________ O processo de implantação na nuvem demanda dedicação e conhecimento básico sobre a infraestrutura e o funcionamento da nuvem  Escola Superior de Redes: a melhor especialização em Cloud com selo CompTIA!  Considerada uma das principais associações comerciais da indústria de TI, a CompTIA (Computing Technology Industry Association) é especializada na emissão de certificações profissionais para a área, sendo referência em credibilidade.  Em parceria com a CompTIA, ESR oferece o curso Cloud+, com uma ementa voltada para a prática e o aprendizado contínuo, com abordagem de todas as instâncias e temáticas pertinentes à nuvem.  O curso hands-on visa fornecer diversas habilidades e práticas sobre os principais provedores de serviços de nuvem CSP (Amazon Web Services – AWS, Microsoft Azure e Google Cloud Platform – GCP), como: Além disso, o curso é preparatório para a certificação Exam CV0-003 da CompTIA. 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    11/01/2024
  • Computação em nuvem
    Computação em Nuvem

    Computação em nuvem: a tecnologia indispensável para empresas programadas para o futuro

    A computação em nuvem é indispensável para empresas que desejam se manter no mercado a longo prazo. Você sabe o porquê?  Desde que os dados passaram a ser o principal destaque de diversas organizações ao redor do mundo, as iniciativas que pesquisam as melhores formas de tratá-los (armazená-los, interpretá-los e mantê-los seguros) cresceram.  Há algum tempo, já não há uma vida on-line e uma vida offline. As duas se entrelaçam constantemente, dando espaço para novas formas de consumo, trabalho e desenvolvimento da sociedade.  Por isso, as soluções voltadas para o combate ao cibercrime e também as constantes atualizações da rede estão cada vez mais sofisticadas e antenadas às demandas dos usuários e dos profissionais de tecnologia.  É nesse cenário que a computação em nuvem está inserida – na necessidade de as empresas se adaptarem ao mercado e, por isso, buscarem escalabilidade diante do crescimento de dispositivos conectados e da consequente maior geração de dados. Pensando na importância e na realidade de mercado desse tema, vamos abordar, ao longo deste artigo, os principais destaques acerca da tecnologia de computação em nuvem para TI, sobretudo suas vantagens para a área e para os negócios que priorizam a inovação.  O cenário da computação em nuvem no Brasil No Brasil, de acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Software (ABES), em um estudo realizado em parceria com a International Data Corporation (IDC), os gastos com serviços de cloud computing (computação em nuvem) devem crescer  41%  até o fim de 2023. Esse número representa uma performance de mais de US$ 4,5 bilhões.  Além disso, o contexto pandêmico fez com que uma das principais necessidades das empresas se tornasse a busca pela disponibilização de recursos on-line em um formato remoto.  Como resultado desse contexto, os números de servidores BPM (business process management) deram um salto de quatro a cinco vezes ao longo dos primeiros dez meses de quarentena.  Se para os usuários e as empresas essa é uma prática que garante segurança e praticidade, para os profissionais de TI, a computação em nuvem representa uma vasta área de atuação, com possibilidade consistente de crescimento de carreira.  Afinal, o que é computação em nuvem? De maneira geral, a computação em nuvem, ou cloud computing em inglês, é uma tecnologia que proporciona acesso digital a serviços, arquivos e recursos em ambientes virtuais, possibilitando uma dinâmica de controle local de todos os ativos para a contratação de serviços. Em outras palavras, é usar uma infraestrutura de servidor alocado na nuvem para migrar seus dados para esse espaço.  Cada vez mais comum e popular, o termo indica a reunião de ferramentas e funcionalidades que permitem acesso a conteúdos e à execução de tarefas diversas sem a necessidade da instalação de aplicativos terceiros nos dispositivos eletrônicos. O nome “em nuvem” sinaliza que a forma de armazenamento desses arquivos garante o anywhere access e maior possibilidade de segurança de backup de conteúdos importantes, além de mais praticidade por não requerer nenhuma outra ação, como a de baixar apps. Em resumo, é uma referência a algo que “está no ar”, fazendo uma correlação com os sistemas que não ficam hospedados em servidores físicos, mas, sim, na internet. Ou seja, basta estar conectado à internet para fazer uso dessa tecnologia. Segundo definição do  National Institute of Standards and Technology (NIST), a computação em nuvem é basicamente:  “Um modelo para habilitar o acesso por rede ubíquo, conveniente e sob demanda a um conjunto compartilhado de recursos de computação (como redes, servidores, armazenamento, aplicações e serviços) que possam ser rapidamente provisionados e liberados com o mínimo de esforço de gerenciamento ou interação com o provedor de serviços.”   Por meio da computação em nuvem, as organizações conseguem se planejar melhor diante do cenário de Capex e Opex, ou seja, suprimem a necessidade de investir na aquisição (Capex) e manutenção (Opex) de data centers ou servidores físicos, por exemplo, para o planejamento específico de contratação de serviços sob um modelo de pagamento pelo uso sob demanda. Modalidades de serviço em computação em nuvem Existem três principais modalidades de serviço que podem ser ofertadas pela computação em nuvem (cloud computing):  Software como Serviço (Software as a Service – SaaS) – oferta de aplicações de software baseadas na nuvem com acesso por meio de login e senha pela internet. Plataforma como Serviço (Platform as a Service – PaaS) – disponibilização de infraestrutura em nuvem para instalação de soluções ou aplicativos do consumidor. Infraestrutura como Serviço (Infrastructure as a Service – IaaS) – infraestrutura completa de computação oferecida na nuvem, como armazenamento, processamento e comunicação em rede. Onze vantagens da computação em nuvem para empresas Quando se fala em computação em nuvem, é preciso entender que esta é uma tecnologia totalmente adaptável e personalizada, sendo essas características seus principais diferenciais.  A ferramenta pode ser moldada de acordo com as necessidades de cada negócio, tornando-se um investimento que pode ser transformado mediante as mudanças de sua organização.  Esses já seriam benefícios importantes apresentados pela tecnologia, entretanto, a cloud computing guarda outros. Segundo a Pesquisa Global de Software, empresas que decidiram investir em ambientes tecnológicos que fazem uso da nuvem, conforme a demanda de seus negócios, tiveram cerca de 21% a menos de custo em comparação com aquelas que focaram investimentos em grandes data centers e preferiram hospedar boa parte de seus aplicativos no local. Nesse contexto, essa vantagem competitiva se mostra também como importante benefício da computação em nuvem.  Veja, abaixo, outras vantagens que podem ser citadas quando se opta por essa tecnologia:   Agilidade – uma vez que proporciona acesso facilitado a várias tecnologias, ao utilizar a internet, a computação em nuvem oferece grande agilidade e velocidade às novas implementações. Dessa forma, otimiza-se tempo no desenvolvimento de funcionalidades aderentes às necessidades de negócios.  Maior produtividade – em decorrência de maior agilidade, a inovação ganha força, permite acesso rápido a resultados de testes e chance de correção de falhas dentro do tempo disponível. A partir daí, a produtividade vem como consequência. Como a computação em nuvem permite fazer muito mais em menor tempo, as equipes se dedicam a aspectos mais estratégicos e menos operacionais com mais frequência. Escalabilidade e implantação global –  com a capacidade de crescer atendendo às demandas, sem perda de qualidade e com agregação de valor, a implementação de novos sistemas e serviços ganha muito em velocidade quando se fala no uso da computação em nuvem (cloud computing). Isso se reflete diretamente na facilidade de ampliação das atividades de sua empresa, ao disponibilizar serviços para novas regiões geográficas, por exemplo, em questão de minutos e com poucos cliques. Segurança e confiabilidade – outra grande vantagem que a computação em nuvem (cloud computing) oferece é a segurança e a confiabilidade dos acessos aos dados. Como a cloud computing provê serviços especializados em segurança cibernética, com a utilização de alta tecnologia para a proteção de dados, a redução de falhas de segurança é aprimorada. Desenvolve um ambiente digital mais saudável – por ter como uma de suas bases mais sólidas o cumprimento de uma série de políticas de controle e segurança específicas, a computação em nuvem contribui para a proteção dos dados e da infraestrutura como um todo. Além disso, possui práticas que facilitam e reduzem custos na realização de backups de dados e na manutenção de sua integridade.  Otimização dos recursos profissionais – a adoção de cloud computing elimina as tarefas que antes exigiam tempo e esforço dos colaboradores de TI, como ações recorrentes de manutenção de infraestrutura física do data center proprietário. Assim, os profissionais podem ser alocados de forma muito mais estratégica, visando ao atendimento das necessidades diretas do negócio.  Monitoramento – a cloud computing permite maior monitoramento de recursos das aplicações, por meio de serviços em nuvem de automatização para análise e controle de atividades de processamento, armazenamento e comunicação. Dessa forma, a tomada de decisão acerca dos próximos passos das empresas é mais estratégica e com antecipação de tratamento de eventuais dificuldades.    Conectividade – entre os benefícios e as facilidades da computação em nuvem está o fato de um sistema digital poder ser acessado de qualquer lugar, a qualquer momento. Esse diferencial faz complemento direto ao da “implantação global”, citado anteriormente. Alta disponibilidade – alta disponibilidade implica a manutenção de acesso a todos os recursos conforme as necessidades do negócio, isto é, no local e no momento requeridos. Para fazer isso em um modelo físico, são necessários muitos recursos e investimentos, por isso optar por uma solução em cloud computing, que já tem opções de serviço com alta disponibilidade e armazenamento em diferentes locais com acesso exclusivo, é um grande benefício.  Backup de dados – um dos mais óbvios benefícios da computação em nuvem é a possibilidade de deixar registrados em rede dados e informações relevantes para o negócio. Isso indica que, caso ocorra alguma indisponibilidade, os dados poderão ser recuperados.  Provisionamento automático de recursos – a computação em nuvem também auxilia na manutenção de planejamentos financeiros mais assertivos. De acordo com a necessidade de aplicação durante o uso, por meio de orquestração, os próprios sistemas conseguem dimensionar os recursos de forma automática. Além disso, o sistema também tem potencial de atuar na configuração de ambientes para instalação de softwares, que, ao fazê-la automaticamente e de acordo com a solicitação do usuário, cria um ambiente com todos os recursos necessários para o desenvolvimento de sites.  Benefícios da computação em nuvem para a área de TI Especificamente para a área de TI, somam-se aos benefícios anteriores algumas outras vantagens:  Otimização de processos de TI; Planejamento mais eficaz de recursos e de investimento necessários para a área; Motivação da equipe, uma vez que os colaboradores poderão trabalhar mais de forma proativa e menos reativa; Conexão e maior interação entre os colaboradores, que poderão atuar em qualquer local. Como começar na área da computação em nuvem para TI? Como dissemos anteriormente, a computação em nuvem representa oportunidades para os negócios se desenvolverem e também para os profissionais de TI se destacarem em suas carreiras.  Portanto, é essencial para o profissional de TI a adoção de uma postura de aprendizado constante, que esteja alicerçada em capacitação e qualificação. Afinal, a área muda sempre!  A Escola Superior de Redes (ESR), líder em ensino para o setor de tecnologia, possui uma trilha de conhecimento completa acerca da computação em nuvem que objetiva, sobretudo, capacitar profissionais de maneira integral e robusta, com conteúdos do básico ao avançado. Nela, você encontra treinamentos de diferentes níveis para se especializar e garantir lugar de destaque no mercado.  Inscreva-se na trilha de conhecimento sobre computação em nuvem da ESR, a escola de referência em aprendizado em tecnologia.


    28/07/2023
  • Cloud Governance
    Computação em Nuvem

    O que é Cloud Governance e qual a sua importância para as empresas de sucesso?

    Quer saber mais sobre o que é Cloud Governance? Neste artigo, mostramos como aprofundar o seu conhecimento nessa área.   À medida que a computação em nuvem se torna mais comum nos ambientes corporativos, maior é a necessidade de processos bem definidos para orientar a segurança de dados nesse cenário. A essa junção de práticas, políticas e diretrizes de segurança dá-se o nome Cloud Governance.  Em geral, falar em governança da nuvem é abordar um dos aspectos da Governança de TI, responsável por avaliar, definir, monitorar, auditar e elaborar políticas e diretrizes relacionadas com o funcionamento das organizações, das aplicações e dos dados da organização na nuvem. Dessa forma, para que as empresas tenham sucesso no mercado atual, o qual prioriza a geração e o tratamento de dados e consolida a computação em nuvem como uma das tendências do segmento de tecnologia, é importante contar com uma política de Cloud Governance bem estruturada, que seja continuamente revisada.  Para aprofundar o aprendizado sobre esse termo, abordaremos o roteiro abaixo: Afinal, o que é Cloud Governance? Principais objetivos da Cloud Governance; Vantagens da Cloud Governance para as empresas. Continue conosco.  Afinal, o que é Cloud Governance?  Como dissemos anteriormente e como o próprio nome indica, a Cloud Governance é uma das abordagens da Governança de TI, voltada para a segurança das ações, das aplicações, dos recursos e dos dados em nuvem.  É válido lembrar que a Governança de TI descreve a reunião de orientações, protocolos, diretrizes, competências e descrição de responsabilidades, tanto de gestores quanto de equipes operacionais, para a execução de processos e aplicações dos recursos de tecnologia da informação da empresa.   O objetivo de um projeto de Governança de TI bem estruturado é enxergar o negócio de forma holística, direcionando-o para decisões mais estratégicas e de melhor desempenho para todos os seus setores, avaliando, sobretudo, os dados internos e externos do negócio.   Para isso, na prática, o profissional designado para esse setor é responsável por averiguar se determinada empresa segue as normas e as políticas de segurança, além de garantir que ela esteja conectada com a visão, a missão e os indicadores do negócio. Os dois principais modelos de Governança de TI utilizados nesse momento são a Norma ISO/IEC 38500 e o Cobit 2019.   Também é importante para qualquer colaborador de TI compreender a distinção entre “Governança de TI” de “Gestão de TI”, o que você pode recordar por aqui no nosso conteúdo original “Guia prático para a Governança de TI”.   Quando falamos no recorte de “o que é Cloud Governance”, por sua vez, abordamos essa definição orientada para a estrutura e arquitetura de nuvem das organizações.  A Governança em Nuvem é constituída por um conjunto de políticas e regras que visa garantir que a segurança dos dados, a integração do sistema e a implantação da computação em nuvem seja gerenciada adequadamente.  Como os sistemas em nuvem são dinâmicos e envolvem fornecedores terceirizados ou equipes diferentes dentro de uma empresa, as soluções de governança em nuvem devem ser adaptáveis. O objetivo é possibilitar gerenciar riscos, aumentar a segurança de dados e equilibrar recursos e ameaças com foco na responsabilidade. Dessa forma, sem a governança de nuvem, a empresa pode expor-se a uma integração deficiente de sistemas de nuvem e, assim,  ficar diante da falta de alinhamento com os objetivos do negócio. A implementação desse conceito é uma tarefa complexa, uma vez que demanda a descentralização da responsabilidade com o acesso de maior quantidade de colaboradores aos seus recursos.    Por isso, empresas de Cloud Governance precisam conectar, de forma visceral, todos os setores de TI para que brechas nesses sistemas sejam minimizadas.   Ou seja, o objetivo da Cloud Governance e também da Governança de TI como um todo é garantir que a computação em nuvem e os demais recursos de tecnologia da empresa continuem operando de forma saudável, constante e segura, por meio de práticas realmente realizáveis e alcançáveis.  O que explica a importância da Cloud Governance?  A Cloud Governance torna a área de TI mais previsível. Isso significa dizer que um dos motivos para a sua implementação é assegurar que os resultados pretendidos pela organização nesse sentido sejam, de fato, atingidos, minimizando intercorrências e ameaças aos dados e aos recursos de tecnologia das empresas. Além disso, como as plataformas de computação em nuvem costumam ser bastante complexas, demandam que os usuários tenham um conhecimento especializado para o seu manuseio.  A definição de uma Cloud Governance auxilia esses colaboradores a exercer essas funções por meio de caminhos já definidos, em cenários desenhados dentro do possível, reduzindo as chances de falha.  O que está contido dentro do conceito de Cloud Governance? É válido destacar que a Cloud Governance é responsável por dar encaminhamento a algumas ações em especial, como as descritas abaixo:  Provisionamento de nuvem; Integração de soluções com aplicativos; Governança unificada; Eliminação do bloqueio da nuvem; Produção de relatórios avançados; Gerenciamento e monitoramento de implementação de nuvens públicas e privadas; Gerenciamento de infraestrutura local na forma física ou na virtual; Gestão e atualização de políticas de segurança; Conformidade e regulamentação; Segurança de aplicações na nuvem. Quais são os níveis da Cloud Governance? Os “níveis” de Cloud Governance podem ser comparados com um checklist de etapas da Governança em Nuvem que as equipes de TI devem seguir.  Como são práticas muitas vezes novas nas empresas, não precisam ser implementadas todas de uma só vez, mas é importante que os colaboradores estejam cientes da sua existência para que desenvolvam melhorias nesse aspecto sempre que possível.  Nesse sentido, é comum orientar os níveis de Cloud Governance da seguinte forma:   Governança em nível de serviço – relacionada com os processos necessários para confirmar ou não o acesso à nuvem da organização. O objetivo é barrar usuários não autorizados ou que apresentem algum tipo de ameaça aos recursos da empresa. Governança em nível de dados – nível que dificulta o acesso de dados a pessoas não autorizadas. Por exemplo, em grandes empresas, não é necessário que todos os funcionários tenham acesso à nuvem e aos dados alocados nesse ambiente. Esse é o nível responsável por processos, diretrizes e políticas que asseguram o acesso somente a quem realmente precisa/pode ter acesso.  Governança em nível da plataforma – é o nível responsável por manter a rotina de atividades que dependem de informações na nuvem ativa de forma natural e sem intercorrências.  Vantagens por trás da implementação de uma Cloud Governance  De acordo com o estudo State of application strategy XOps edition, realizado em 2022, com 500 profissionais de TI, dentre eles 45 brasileiros, 97% assumiram não dominar informações necessárias para assegurar a qualidade de aplicações das plataformas que mantêm a movimentação dos negócios.  A pesquisa objetivou, sobretudo, analisar o cenário da atuação em operações de cloud computing, segurança, desenvolvimento de aplicações e inteligência artificial, além de descrever os desafios encontrados pelos responsáveis por conduzirem essas práticas.  Diante disso, quando a organização conta com uma Cloud Governance bem estruturada, ela consegue concretizar as noções de segurança em nuvem para o departamento de TI, bem como otimizar e automatizar os processos do setor. Assim, a rotina das equipes é mais dinâmica e estratégica, o que aumenta a produtividade dos times de TI e a rentabilidade dos negócios.  ________________________________________ Sabendo da necessidade e da alta demanda por profissionais de TI que tenham habilidades e competências relacionadas com a área de segurança, investir no conhecimento de Cloud Governance e dos processos para a sua implementação pode representar um diferencial no currículo. Tem interesse em crescer na carreira de Governança de TI ou de Computação em Nuvem? Comece a sua próxima capacitação com a Escola Superior de Redes! 👇  Trilha de conhecimentos da ESR sobre Governança de TI | Inscreva-se! Trilha de conhecimentos da ESR sobre Computação em Nuvem | Inscreva-se!


    27/04/2023