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Desenvolvimento de Sistemas

  • Linguagens de programação
    Desenvolvimento de Sistemas

    O que você precisa saber para se especializar em linguagem de programação?

    Este é o primeiro conteúdo da nova série da ESR para profissionais de TI interessados na área de desenvolvimento. Em uma sequência de três #blogposts, publicados por aqui e em nossas mídias, vamos falar da especialização em linguagem de programação e quais delas são as mais utilizadas atualmente, além de abordarmos um guia completo sobre lógica de programação. Se você gosta do assunto e quer aprender mais sobre ele, acompanhe-nos neste passo inicial sobre linguagens de programação. Formadas por um conjunto de símbolos, palavras-chave, regras semânticas e sintáticas diversas, elas representam um dos conhecimentos mais importantes para quem atua no setor de TI. Na prática, referem-se aos sistemas de comunicação que, com base nos elementos mencionados anteriormente, especificam as regras necessárias para que programadores (ou os demais profissionais e interessados no assunto) e máquinas estejam associados, de modo a estabelecer e executar comandos.  Podemos dizer, inclusive, que as linguagens de programação representam o “idioma” específico pelo qual o ser humano se comunica com o computador e consegue fazer com que ele reproduza as diretrizes desejadas. Conhecer uma ou mais delas demanda habilidades diversas, como resolução de problemas complexos, pensamento lógico e analítico, adaptabilidade e valorização da colaboração, entre outras competências.  Por isso, dentro ou fora do segmento da TI, dominar as bases por trás dessa ferramenta é também estruturar o pensamento para um modelo mais dinâmico e inovador. Como o nome indica, as linguagens têm como principal objetivo a “comunicação”. Dessa forma, quando um profissional se especializa em programação, ele deve ser capaz de criar instruções não ambíguas para que uma máquina as interprete e execute um projeto específico. Interessante, não é? ➡️ Leia também:  dicas para iniciar na carreira de programação em 2024 O que é uma linguagem de programação? Como dissemos anteriormente, a linguagem de programação é a linguagem formal pela qual se intercomunicam programadores e máquinas. Por meio de uma série de instruções, elementos, símbolos e palavras-chave, além de regras semânticas e sintáticas, o desenvolvedor define como os comandos serão estruturados e interpretados pelos computadores. Existem inúmeras linguagens de programação, e cada uma tem uma sintaxe única, seus propósitos e características. Algumas, por exemplo, são mais adequadas para tarefas específicas, como análise de dados, desenvolvimento web ou criação de jogos.  Entre as tarefas de um programador está a escolha do uso da linguagem mais apropriada para os requisitos do projeto e suas preferências pessoais. Essas linguagens podem ser de alto nível, como Python e JavaScript, que oferecem abstrações que facilitam o desenvolvimento, ou de baixo nível, como Assembly e “C++”, que permitem um controle mais direto sobre o hardware.  À medida que os programadores ganham experiência, eles podem aprender várias linguagens para se tornarem mais versáteis em diferentes domínios de programação. Linguagem de programação de alto nível × baixo nível: qual a diferença? A distinção entre linguagens de programação de alto nível e baixo nível está fundamentada na abstração e proximidade com o hardware do computador.  Linguagens de alto nível são projetadas para ser mais compreensíveis e amigáveis aos programadores, fornecendo abstrações que simplificam o processo de desenvolvimento. Essas linguagens utilizam estruturas e sintaxe mais próximas da linguagem humana, o que facilita a expressão de algoritmos de maneira mais intuitiva. Por outro lado, as linguagens de baixo nível oferecem o fator abstração em menor potência, o que dá ao programador um controle mais direto sobre o hardware. Elas são mais próximas da linguagem de máquina e exigem que os especialistas lidem diretamente com detalhes específicos da arquitetura do computador.  Apesar de serem mais complexas e menos intuitivas, as linguagens de baixo nível proporcionam um nível mais granular de controle sobre o sistema, sendo frequentemente utilizadas em desenvolvimento de sistemas operacionais, drivers de hardware e em situações em que a eficiência e o desempenho são críticos. ➡️ Leia também: Governança corporativa: princípios e boas práticas para adotar em 2024 Por que se especializar em linguagens de programação? Além de as linguagens de programação serem a base para qualquer desenvolvimento, contribuindo para uma rápida colocação no mercado, a área geral de programação será uma das mais desejadas por recrutadores em 2024. É o que diz uma pesquisa disponível no site da Michael Page da França, que identificou, na região da França, as dez profissões de TI (ou as que são tangentes ao segmento) propensas a receber aumento da faixa salarial no próximo ano. Como destaque está o cargo de engenheiro de DevOps, com um crescimento estimado de 10% a 15% em relação a 2023. Essa é uma carreira que envolve a junção de “desenvolvimento” e “operações”, que relaciona a programação às estratégias e às táticas específicas de uma empresa. Já no restante do catálogo, aparecem as ocupações de especialista em Pentest; engenheiro de nuvem (cloud engineer); contador geral; profissionais das áreas de qualidade, saúde, segurança e meio ambiente; gerente de operações técnicas e técnico de manutenção. Embora direcionado para uma região específica, o estudo encontra respaldo no Guia Salarial da recrutadora Robert Half, lançado no dia 7 de novembro, que pode indicar qual caminho essas profissões tomarão nos meses que estão por vir.  Nessa última pesquisa, o usuário encontra informações acerca da média salarial das profissões mais populares na TI, inclusive as de desenvolvedor RPA (automação de processo robótico), analistas DevSecOps, analista de DevOps, desenvolvedor mobile sênior e full-stack sênior, entre outras. A expectativa é de salários que variam de R$3,4 mil a R$51,6 mil, a depender do grau de especialização e da área escolhida. Veja aqui a faixa informada para setores de programação.  Portanto, atualizar-se em relação a linguagens e lógica de programação e aos demais elementos desse setor é uma escolha direcionada para a demanda de mercado e para o que está por vir.  Esteja pronto para atendê-las! Acompanhe nossos blogposts e nossas mídias para ficar por dentro das novidades de TI e para receber informações exclusivas dos cursos da ESR e da série para desenvolvedores iniciantes. Nosso próximo artigo tratará das linguagens de programação mais populares no ciclo 2023-2024.  Ei, não vá ainda! Tem ebook gratuito por aqui!!Se você chegou ao final deste conteúdo, merece uma faixa bônus 😉 Baixe agora nosso ebook gratuito sobre o universo das Linguagens da Programação!> conceitos básicos sobre programação > principais linguagens utilizadas no mercado de trabalho > passo a passo para começar a sua carreira e muito mais. 


    14/12/2023
  • Carreira de programação
    Desenvolvimento de Sistemas

    8 dicas para iniciar na carreira de programação em 2024

    Para quem busca uma nova oportunidade de emprego ou até mesmo uma transição de campos de trabalho, a tecnologia da informação (TI) parece sempre uma boa alternativa. Afinal, é um mercado aquecido, com diversas possibilidades de especializações, dentre as quais encontra-se a carreira de programação.  Por estar presente em todos os modelos de indústria, a carreira de desenvolvedor é visada por diversos novos colaboradores não só da área de TI, como de outros segmentos. Dessa forma, há uma concorrência significativa, o que exige que aqueles que desejam se destacar na área conheçam suas particularidades e demandas.   Trata-se de um campo altamente competitivo, no qual o desprendimento da ideia de imutabilidade de posições em empresas ou cargos é bastante comum. Isso ocorre uma vez que a maior parte dos profissionais do setor, sobretudo no início da trajetória profissional, busca assumir outras funções, em outros espaços, a fim de aperfeiçoar habilidades diferentes em cada uma delas. Neste blog, abordaremos algumas singularidades desse campo de atuação, além de darmos dicas valiosas para quem quer iniciar a carreira de programação ainda em 2023 ou nos primeiros meses de 2024.  Você vai ver por aqui:  O cenário da programação no Brasil em 2023 Uma das melhores formas de compreender a importância da programação para o futuro do mercado é conferir os números dessa área de atuação na TI. Apesar das taxas expressivas de layoffs no início do ano, “codar” – ou seja, programar usando códigos – ainda é uma carreira com vantagens e espaço.  De acordo com uma matéria do G1, o setor de tecnologia cresceu 34,3% entre janeiro e outubro de 2022 e contou com mais de 70 mil novas oportunidades abertas. Já a pesquisa salarial do canal Código Fonte TV, desenvolvida entre os dias 30 de janeiro e 24 de abril de 2023, com 17.818 profissionais da área, reuniu informações importantes sobre esse tema, como:  Assim, os números do setor, tanto os compilados neste estudo quanto na matéria do grupo O Globo, demonstram que a programação é uma carreira com oportunidade de crescimento e de especialização em diversos segmentos.  Na perspectiva das empresas que contratam TI, as vantagens da programação são inúmeras, entre as quais a de maior destaque é a adaptabilidade a um cenário que integra os ambientes virtual e físico de maneira cada vez mais fluida.  Quais são as áreas de atuação de um profissional de programação? Um profissional de programação – ou, como também é chamado, um desenvolvedor (dev) – é responsável por escrever e testar códigos para o funcionamento de aplicativos, sites e programas de computador.  Em outras palavras, a programação é essencial para que todas as funções do dia a dia sejam executadas, como é o caso de um pagamento digital, do uso de um aplicativo de mobilidade urbana, de troca de mensagens etc. Ou seja, o profissional de programação transforma as aplicações presenciais reais em aplicações úteis e reais também no meio digital.   No contexto da transformação digital – impulsionada, sobretudo, depois das implicações do isolamento social – e da maior conectividade já experimentada pela humanidade, a área de TI será cada vez mais demandada, inclusive no que diz respeito aos programadores.  Segundo a Associação de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais, a estimativa é que, até 2025, faltem 797 mil profissionais de TI no mercado brasileiro. Por isso, é interessante observar as possibilidades de um colaborador de TI nesse cenário. Veja algumas abaixo: Nesses três campos de atuação, os programadores podem ainda construir carreiras em diversas áreas, como:  ➡️ Leia também: O que é preciso para começar uma carreira de TI? 8 dicas para iniciar na carreira de programação A busca por uma carreira de sucesso na área de programação exige mais do que simplesmente dominar linguagens de programação. É necessário adotar uma abordagem estratégica para garantir crescimento profissional contínuo e adaptabilidade às demandas do setor.  Veja, abaixo, algumas dicas valiosas para quem está dando os primeiros passos nesse universo dinâmico: 1) Invista em capacitação contínua Ingressar na carreira de programação é estar em um campo em constante evolução. Mantenha-se atualizado com relação às últimas tecnologias, linguagens e práticas de codificação.  Identifique as certificações mais relevantes para seu campo de interesse e trabalhe para conquistá-las. A aquisição de conhecimento de maneira contínua é a chave para o sucesso na programação. Não acredite que você vai aprender se apenas fizer o que pedem no trabalho. Na verdade, na maior parte das vezes, o trabalho funciona como um espaço para aplicar o que se estuda em casa e para otimizar processos de aprendizagem. Por esse motivo, para entrar no ritmo acelerado desse mercado, talvez você precise abraçar primeiro empregos que sejam ambientes para aplicar a parte técnica que aprendeu na teoria e para aprender protocolos de comunicação – como conversar com pares, chefes, clientes, bem como reconhecer as expectativas de cada um, visando à demonstração de resultados práticos e eficientes.  Como exemplo de espaço para buscar conhecimento está a Escola Superior de Rede (ESR), referência em aprendizagem em tecnologia.  ➡️ Leia também: Que curso de tecnologia é feito para mim? Conheça as Trilhas ESR e descubra sua jornada de aprendizagem ideal Veja cada oportunidade como uma base Reconheça que, no início da carreira, cada oportunidade é uma porta aberta para o crescimento futuro. Mesmo aquelas posições que parecem abaixo das expectativas podem fornecer experiências valiosas.  Utilize essas situações como trampolim para construir uma base sólida que abrirá portas para vagas mais desafiadoras e recompensadoras no futuro. 3) Seja adaptável e aberto a mudanças Conectada à dica anterior, esta orientação é muito importante para iniciantes: evite ficar estagnado em uma única posição por muito tempo. A disposição para mudar de função e explorar diferentes locais de trabalho é crucial para ampliar seu networking e entender diversos protocolos de desenvolvimento. É na variedade de experiências que você fortalecerá suas habilidades e perspectivas na área, principalmente em um segmento que tem penetração em diversos tipos de empresa, como as públicas, as de grande porte, de produtos, terceirizadas…  São diversas as formas de começar a construir um portfólio e atuar na manutenção de sistemas back-office, aqueles que ficam por trás dos processos de todos os departamentos de uma organização.  Inclusive, este é um dos diferenciais dessa carreira: poder trabalhar em empresas de todas as áreas, como a de setores agrícolas, fábricas automotivas e até de comércio exterior. Experimente e aprenda com os testes!  4) Reconheça a diversidade na programação Compreenda que a programação é aplicada de muitas maneiras. Não pense que sua abordagem é a única correta, pois, ainda que existam boas práticas e manuais documentados, cada empresa pode ter técnicas e protocolos diferentes.  Esteja disposto a adaptar-se a novas metodologias e a aprender com colegas mais experientes. No início da carreira, a humildade é tão valiosa quanto a habilidade técnica. 5) Cultive habilidades técnica, interpessoais e de networking Além de habilidades técnicas, como conhecimento de lógica de programação, arquitetura de sistemas, domínio de mais um modelo de linguagem, é válido desenvolver competências interpessoais. Isso porque a área de programação exige análise crítica dos cenários, troca de experiência e informações, trabalho em equipe e proatividade, por exemplo. Nesse sentido, construir relacionamentos sólidos no setor é fundamental para que você esteja sempre em processo de aprendizado e distante da defasagem. Participe de eventos, conferências e grupos de usuários para expandir sua rede profissional. Colaborações e conexões podem abrir portas inesperadas ao longo de sua jornada na programação. 6) Construa um portfólio sólido Demonstre suas habilidades por meio de um portfólio diversificado, que esteja disponível na nuvem e de fácil acesso.  Projetos pessoais e contribuições para projetos de código aberto são maneiras eficazes de mostrar seu conhecimento e paixão pela programação. Além disso, as empresas valorizam programadores que podem colaborar efetivamente em projetos de equipe, como projetos colaborativos e repositórios de código aberto. Faça uma análise sobre como dispor essas informações em seu currículo e diferencie-se da concorrência. Algumas plataformas de hospedagem podem contribuir para a divulgação dos trabalhos, como a GitHub, GitLab ou Bitbucket, servindo como base de compartilhamento público de projetos.  Junte-se a comunidades on-line relevantes, como LinkedIn e Stack Overflow, ou fóruns especializados em programação para ter acesso e contribuir com discussões relevantes para o setor.  7) Compreenda as expectativas do mercado Antes de iniciar a carreira de programação, pesquise e entenda as habilidades e as competências mais valorizadas pelo mercado. Isso pode incluir conhecimento específico em linguagens de programação, frameworks, metodologias de desenvolvimento e habilidades relacionadas com a resolução de problemas e trabalho em equipe. Saiba o que as vagas buscam e esboce um plano de estudos que aborde esses elementos. A ESR pode ajudar você nisso.  8) Participe de competições on-line Envolver-se em hackathons e competições on-line não apenas oferece a oportunidade de aplicar suas habilidades em desafios práticos, mas também permite que você mostre suas realizações em plataformas específicas desses eventos. Conclusão  Ao adotar uma abordagem proativa em relação à postura de aprendizado contínuo e também ao abraçar mudanças e adaptações, você certamente fica à frente de vários profissionais recém-ingressados no mercado. Essa disposição para uma jornada de conhecimento sólida e consistente aumenta significativamente suas chances de ser notado por recrutadores e outros profissionais da área, abrindo as portas para um início de carreira na programação. Na Escola Superior de Redes (ESR), líder em ensino de tecnologia, você tem acesso a diversos cursos e trilhas de conhecimento que mesclam teoria e prática, para o melhor aproveitamento das especializações da área.  ➡️➡️  Fique por dentro de todos os treinamentos aqui!


    13/10/2023
  • Importância da programação
    Desenvolvimento de Sistemas

    A importância da programação para o futuro do trabalho

    A programação é um elemento-chave para o presente e o futuro do mercado de trabalho, seja para os profissionais de TI, seja para as empresas que contratam esse tipo de mão de obra por já estarem focadas na manutenção de suas vantagens competitivas diante da concorrência. Somente por meio dessa atividade é possível dar continuidade à rápida evolução da Internet das Coisas (IoT), da inteligência artificial (IA) ou tornar o ambiente corporativo em nuvem devidamente sustentável para a quantidade cada vez maior de dispositivos conectados à rede.  Além disso, a programação é capaz de solucionar, de maneira bastante ágil, problemas relacionados com a jornada de compra omnichannel de clientes, ou seja, aquela em que o cliente consome um produto ou serviço e converge a solução por meio de vários canais de forma integrada. Por conhecer os pontos críticos da comunicação virtual da empresa –de processos internos ou externos –, a programação sabe como mitigá-los. Em linhas gerais, a programação é descrita como o ato de escrever e estruturar um conjunto de instruções (código) para que um computador ou sistema possa executar tarefas específicas. Tais instruções são escritas em uma linguagem de programação compreensível pelos profissionais e, em seguida, traduzidas para uma linguagem que o computador interprete, como Javascript ou C++ e Python, entre outras. Neste artigo, vamos abordar a importância dessa especialização de TI, tanto para profissionais do setor como para empresas que priorizam a inovação e a sustentabilidade do negócio.  O cenário da programação no Brasil em 2023 Uma das melhores formas de compreender a importância da programação para o futuro do mercado é conferir os números dessa área de atuação na TI.  Apesar das taxas expressivas de layoffs no início do ano, “codar” – ou seja, programar usando códigos – ainda é uma carreira com vantagens e espaço.  De acordo com uma matéria do G1, o setor de tecnologia cresceu 34,3% entre janeiro e outubro de 2022 e contou com mais de 70 mil novas oportunidades abertas. Já a pesquisa salarial do canal Código Fonte TV, desenvolvida entre os dias 30 de janeiro e 24 de abril de 2023, com 17.818 profissionais da área, reuniu informações importantes sobre esse tema, como:  A maior média salarial de programadores, aqueles que responderam ao questionário da pesquisa, encontra-se no estado de São Paulo, com salário de R$ 8.862,02, enquanto Roraima representou a média mais baixa, com salário de R$ 4.682,32; 45,5% dos profissionais estão satisfeitos com o salário; 24,8% estão cursando alguma graduação;    13,8% têm entre quatro e seis anos de experiência na área; A especialidade de maior atuação é Web (44,25%), seguida de Back-end (28,79%), enquanto a de menor é IoT (0,18%). Assim, os números do setor, tanto os compilados neste estudo quanto na matéria do grupo O Globo, demonstram que a programação é uma carreira com oportunidade de crescimento e de especialização em diversos segmentos.  Na perspectiva das empresas que contratam TI, as vantagens da programação são inúmeras, entre as quais a de maior destaque é a adaptabilidade a um cenário que integra os ambientes virtual e físico de maneira cada vez mais fluida.   Quais são as áreas de atuação de um profissional de programação? Como dissemos no início deste artigo, um profissional de programação – ou, como também é chamado, um desenvolvedor (dev) – é responsável por escrever e testar códigos para o funcionamento de aplicativos, sites e programas de computador. Em outras palavras, a programação é essencial para que todas as funções do dia a dia sejam executadas, como é o caso de um pagamento digital, do uso de um aplicativo de mobilidade urbana, de troca de mensagens etc. Em resumo: o profissional de programação transforma as aplicações presenciais reais em aplicações úteis e reais também no meio digital.   No contexto da transformação digital, impulsionada, sobretudo, depois das implicações do isolamento social, e da maior conectividade já experimentada pela humanidade, a área de TI será cada vez mais demandada, inclusive no que diz respeito aos programadores.  Segundo a Associação de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais, a estimativa é que, até 2025, faltem 797 mil profissionais de TI no mercado brasileiro. Por isso, é interessante observar as possibilidades de um colaborador de TI nesse cenário. Veja algumas abaixo: Programador back-end – profissional que desenvolve códigos que permitem a execução das funcionalidades de um sistema operacional e de sua segurança. É o responsável pela operação do “bastidor”.  Programador front-end – tem foco na construção e checagem de códigos que permitem ao usuário visualizar as funcionalidades de um site, software, aplicativo etc. É o contato com o usuário.  Programador full-stack – é um profissional que domina tanto as habilidades de um back quanto de um front-end. Entende como funciona o desenvolvimento web e é capaz de orientar a empresa acerca de estratégias e práticas recomendadas.  Nesses três campos de atuação, os programadores podem ainda construir carreiras em diversas áreas, como:  Desenvolvimento web; Desenvolvimento de softwares; Análise de sistemas; Engenharia da computação; Engenharia de dados; Administração de banco de dados; Ciência de dados.  👉 O que é preciso para começar uma carreira de TI? Por que as empresas devem investir em programação? Nove motivos  Existem diversas razões estratégicas e operacionais para uma empresa investir em profissionais de programação e tecnologia da informação (TI).   1) Inovação tecnológica Profissionais de programação e TI são essenciais para impulsionar a inovação nas empresas. Eles têm a capacidade de desenvolver novos produtos, serviços e soluções tecnológicas que podem melhorar a competitividade da empresa no mercado.  2) Eficiência e automação  A programação contribui para processos de automação de tarefas, o que pode aumentar significativamente a eficiência operacional das empresas, reduzindo custos e liberando recursos para atividades de maior valor agregado.  3) Adaptabilidade às mudanças   O mundo está em constante evolução tecnológica. Por isso, profissionais de programação permitem que as empresas se adaptem mais rapidamente às mudanças do mercado, às novas tendências tecnológicas e às demandas dos clientes. 4) Análise de dados e tomada de decisões informadas Profissionais de TI podem criar sistemas que coletam, processam e analisam dados relevantes para a tomada de decisões estratégicas. Já os programadores podem transformar os insights de informações advindos dessa lógica em possibilidades reais de melhorias nos sistemas operacionais, na comunicação com o usuário, na disponibilidade e acessibilidade de sites, softwares, aplicativos e as demais plataformas.  Tudo isso permite que as empresas tenham uma visão mais profunda de seu desempenho, mercado e clientes, resultando em decisões mais informadas.  5) Segurança cibernética  Com o aumento das ameaças cibernéticas, investir em profissionais de segurança da informação e programadores pode ajudar a proteger os ativos digitais da empresa e a evitar riscos associados a violações de dados e ataques cibernéticos.  6) Desenvolvimento de aplicativos e softwares personalizados  Talvez essa seja a vantagem de investir em programação mais conectada ao futuro do mercado de trabalho.  Empresas que contam com profissionais de programação podem criar aplicativos e softwares personalizados para atender às necessidades específicas de seus negócios e clientes, melhorando a experiência geral do usuário e adotando uma postura de personalização de experiências, o que representa a principal tendência do mercado atual.  7) Crescimento de setores emergentes  Setores emergentes, como a Internet das Coisas (IoT), realidade virtual/aumentada e inteligência artificial, têm potencial para transformar muitos setores. Assim, os profissionais de programação são fundamentais para aproveitar essas oportunidades de crescimento.  8) Redução da dependência a fornecedores externos  Optar pela contratação de profissionais de programação e TI possibilita que as empresas desenvolvam soluções internamente, reduzindo a sujeição a fornecedores externos e os custos associados.  9) Atração e retenção de talentos  O mercado de trabalho para os profissionais de programação e TI é altamente competitivo. Ao adotar uma estratégia de priorização de talentos internos, as empresas podem atrair e reter os mais habilitados, criando uma equipe altamente qualificada e engajada. 👉 Como liderar times remotos de TI? Como contratar adequadamente profissionais de programação?  Um dos principais desafios dos gestores de RH no atual cenário do trabalho é se adaptar às demandas do mercado, dos usuários e dos próprios colaboradores – todos mais exigentes.  Assim, além de entender a importância de um colaborador programador para o dia a dia da empresa, o RH precisa também adotar estratégias e operações focadas na contratação e retenção desses talentos bastante específicos.  O trabalho remoto é outro elemento que apresenta desafios para a dinâmica da empresa, com isso, acertar nas etapas de seleção e na contratação de profissionais, observando as diferenças que cada vaga desempenha no resultado final do negócio, se torna essencialmente complexo.  A Escola Superior de Redes (ESR), líder em ensino para a tecnologia, possui um serviço para tornar todo esse processo mais assertivo e menos oneroso para as organizações. Na Consultoria Educacional da ESR, as empresas têm acesso a um serviço já consolidado no mercado que oferece estratégias de aprendizagem corporativas, desenvolvidas de acordo com os objetivos e as necessidades de cada empresa.  O projeto auxilia gestores de TI e de RH a otimizarem os recursos investidos no desenvolvimento profissional das equipes, entenderem quando e como contratar mais colaboradores, como, no caso, os programadores, e gerar resultados mais assertivos e alinhados aos objetivos da empresa.  ➡️ Entre em contato com um de nossos especialistas  para entender como a Consultoria Educacional pode otimizar os processos de gestão de pessoas em sua empresa. 


    03/08/2023
  • Cloud Governance
    Desenvolvimento de Sistemas

    Sistemas Gerenciadores de Banco de Dados – SGBD: um guia com as informações mais relevantes dessa tecnologia.

    Aprimorar ou criar inovações relacionadas com a segurança e o armazenamento de dados e a disponibilidade dessas informações é uma das tarefas essenciais dos profissionais de Tecnologia da Informação. É nesse contexto que o domínio sobre os Sistemas Gerenciadores de Banco de Dados ou SGBDs, como são popularmente chamados, se torna um diferencial dos especialistas e das próprias empresas.  De modo geral, os Sistemas Gerenciadores de Banco de Dados (SGBDs) são softwares responsáveis por gerenciar o acesso, o armazenamento, a organização e a manipulação de dados em um banco de dados. Utilizados para fornecer uma interface entre os usuários e os dados armazenados em um banco de dados, os SGBDs permitem que pessoas previamente autorizadas acessem e manipulem os dados de forma eficiente e segura. Assim, tal tecnologia é responsável por garantir a integridade dos dados, a consistência das informações armazenadas e a segurança do acesso a eles, controlando essas ações por meio de permissões e autorizações de usuários. Além disso, os SGBDs possuem recursos de backup e recuperação de dados, o que possibilita a sua restauração em casos de falha ou perda de informações. Dessa forma, eles são fundamentais para garantir a qualidade e a eficiência na gestão de dados de organizações e empresas de todos os tipos e tamanhos.  Neste artigo, vamos discutir outros detalhes dos Sistemas Gerenciadores de Banco de Dados ou ainda Data Base Management System (DBMS). Fique conosco.  Qual a relação entre os Sistemas Gerenciadores de Banco de Dados (SGBDs) e a área de TI?  A área de Tecnologia da Informação (TI) precisa entender profundamente os conceitos e recursos oferecidos pelos SGBDs para criar aplicações que utilizem essa engenharia de forma eficiente e segura. Instalar, configurar e gerenciar os SGBDs utilizados pela organização, garantindo a integridade, disponibilidade e segurança dos dados armazenados, é responsabilidade desse departamento, assim como realizar a manutenção preventiva e corretiva dos SGBDs, assegurando que eles funcionem de maneira adequada e atendam às necessidades da organização. Como dissemos anteriormente, os Sistemas Gerenciadores de Banco de Dados são uma ferramenta fundamental para a área de TI, uma vez que permitem a criação de aplicações eficientes que utilizam grandes quantidades de dados. Que aplicações são criadas com base nos Sistemas Gerenciadores de Banco de Dados (SGBDs)? Algumas das principais aplicações que podem ser elaboradas com os SGBDs são:  Sistemas de gestão empresarial (ERP) – os SGBDs são essenciais para armazenar e gerenciar as informações utilizadas pelos sistemas de gestão empresarial, como dados sobre clientes, fornecedores, produtos, estoque e finanças, entre outros.  Sistemas de gestão de relacionamento com clientes (CRM) – os SGBDs permitem o armazenamento e gerenciamento de informações sobre clientes e suas interações com a empresa, o que possibilita uma gestão eficiente do relacionamento com o cliente.  Sistemas de gestão de recursos humanos (RH) – os SGBDs podem ser utilizados para armazenar e gerenciar informações sobre os funcionários de uma empresa, como dados pessoais, histórico de emprego, salários e benefícios, entre outros.  Sistemas de gestão de produção (MES) – os SGBDs são utilizados para armazenar e gerenciar informações sobre a produção de bens, como planejamento de produção, programação de máquinas e controle de estoque, entre outros.  Sistemas de e-commerce – os SGBDs permitem o armazenamento e gerenciamento de informações sobre produtos, estoque, vendas e clientes em lojas virtuais.  Aplicações de análise de dados, mineração de dados, business intelligence, sistemas de controle de acesso e sistemas de monitoramento, entre outras.  Em resumo, as aplicações que podem ser criadas com os SGBDs são muitas e variadas, dependendo das necessidades da empresa ou organização. Qual a arquitetura geral dos Sistemas Gerenciadores de Banco de Dados (SGBDs)?  Os Sistemas Gerenciadores de Banco de Dados precisam ser capazes de alterar, editar, remover ou inserir dados nos bancos de dados, por isso são tão importantes no dia a dia de qualquer negócio. Afinal, assim há a otimização de diversas tarefas e uma gestão menos burocratizada da informação, embora com processos rígidos para garantir a devida segurança. Para isso, essas ferramentas precisam contar com algumas características:  Segurança – os SGBDs devem contar com um sistema de segurança robusto, que defina condutas específicas e regras para indicar quem são os usuários autorizados a acessar seu objeto de estudo – o banco de dados.  Possibilidade de backup – além de uma característica, essa funcionalidade é um dos principais diferenciais dos SGBDs e um dos motivos pelos quais as empresas deveriam implementá-los. Essas ferramentas precisam ser capazes de realizar backup dos dados armazenados no banco de dados para que, em caso de intercorrências ou ataques maliciosos, consigam recuperar as informações importantes da empresa. De maneira direta, esse item se liga ao anterior.  Disponibilidade – o compartilhamento de dados é realizado de forma bastante segura por meio dos SGBDs, isso porque eles possuem mecanismos específicos de segurança e correção de dados que permitem um controle efetivo dessa ação. Controle de redundâncias – um SGBD é responsável também pela harmonização de dados quando eles são trabalhados por diversos bancos simultaneamente. Para que não haja informação duplicada ou algum tipo de inconsistência, a ferramenta utiliza a funcionalidade do controle de redundância para mitigar esse desafio. Esquematização – por meio do SGBD, é possível cruzar os resultados obtidos nos mecanismos de busca com mais possibilidades de tabelas. Com isso, tem-se relatórios completos que compreendem vários elementos. Interface – os SGBDs conseguem dispor as informações em um layout “amigável” e de melhor compreensão, com menus de acesso que podem ser observados diretamente no sistema. Tipos de Sistemas Gerenciadores de Banco de Dados (SGBDs)  Existem vários tipos de SGBDs, que podem ser classificados de acordo com critérios distintos. SGBD Relacional  O modelo relacional é o mais utilizado atualmente. Ele organiza os dados em tabelas, que podem ser relacionadas entre si, por meio de chaves primárias e estrangeiras. SGBD Orientado a Objetos Nesse modelo, os dados são representados por objetos, com suas propriedades e métodos. Ele é bastante utilizado em aplicações que trabalham com objetos complexos, como jogos e simulações.  SGBD Hierárquico Esse modelo organiza os dados em uma estrutura de árvore, em que cada nó pode ter vários filhos, mas apenas um pai. Ele é bastante utilizado em aplicações que trabalham com dados em formato de árvore, como sistemas de arquivos. SGBD em Rede Esse modelo permite que cada registro seja acessado por diferentes caminhos, por meio de um sistema de nós interligados. Ele é bastante utilizado em aplicações que precisam de alta performance em leitura e escrita. SGBD Multidimensional Esse modelo é usado para análise de dados em múltiplas dimensões, como em sistemas de business intelligence e data warehousing. SGBD NoSQL Essa categoria abrange diversos tipos de banco de dados não relacionais, que são projetados para trabalhar com grandes volumes de dados não estruturados, como documentos, gráficos e dados de sensores.  SGBD em Memória Nesse modelo, todo o banco de dados fica armazenado na memória principal do computador, o que permite alta velocidade de acesso aos dados.  Concluindo, os Sistemas Gerenciadores de Banco de Dados (SGBDs) são ferramentas que vão possibilitar inúmeras vantagens às organizações, como o gerenciamento centralizado de dados, a consistência e integridade das informações e maior e melhor política de segurança de dados, além da possibilidade da concorrência ao permitir que vários usuários acessem e atualizem dados simultaneamente, sem que um afete ou conflite o outro. A otimização da performance com a possibilidade de manipulação de grandes quantidades de dados, o fator “escalabilidade”, uma vez que os SGBDs são projetados para comportar cada vez mais recursos e aplicações, bem como o acesso a uma análise de dados mais assertiva e disponível, também são benefícios que essa tecnologia implementa nas empresas. Dessa forma, conhecer seu funcionamento, arquitetura, quais estão disponíveis no mercado – como o MySQL, um SGBD relacional de código aberto; o SGBD PostgreSQL, um dos mais avançados sistemas de banco de dados e também de código aberto; e o Microsoft SQL Server, relacional comercial amplamente utilizado, entre diversos outros tópicos – é um diferencial na carreira de qualquer profissional de TI.     Tem interesse em crescer na carreira de Tecnologia da Informação e se destacar no mercado, dominando os principais assuntos da área? Conheça nossa trilha de aprendizagem sobre Desenvolvimento de Sistemas! 


    13/04/2023
  • Big Data
    Desenvolvimento de Sistemas

    O que analisar e como escolher um banco de dados

    O Social Good Brasil – SGB informou que a quantidade de dados produzidos nos últimos anos é maior do que o já visto em toda a humanidade. Por isso, operar no universo Big Data torna-se cada vez mais complexo e essencial. Você sabe como escolher o melhor banco de dados para a realidade do seu negócio ou do local em que trabalha?  Logo abaixo você confere algumas dicas sobre como escolher um banco de dados e relembre alguns conceitos importantes sobre o tema.  Como escolher um banco de dados em 7 passos  Se você chegou até aqui, já está familiarizado com trabalho com dados, sua conceituação, definições e áreas de atuação, certo?  De forma geral, para recordar, os bancos de dados definem-se na “organização e estruturação dos milhares de dados gerados por diferentes fontes de modo a facilitar sua análise e compreensão”.  Daí vem a importância de contar com bancos de dados que sejam capazes de suprir a necessidade das organizações e também estejam em conformidade com as regulamentações legais da Internet.  Para escolher um que se adeque ao seu projeto você deve pensar que ele precisa obedecer à uma função básica: colecionar dados de forma organizada, que possam ser acessados facilmente em outro momento.   Agora sim, vamos às dicas objetivas:  1) Analise as necessidades do seu negócio Antes mesmo de fazer uma avaliação técnica dos diferentes bancos de dados você precisa conhecer o projeto e a empresa aos quais ele será associado.  Entender as necessidades do negócio, além da projeção de crescimento do mesmo, é parte fundamental do processo de escolha de um banco de dados.  2) Observe a infraestrutura digital  Você precisa decidir entre a possibilidade de se customizar um banco de dados ou de optar por um software que faça isso.  Geralmente, quanto mais complexo um banco de dados é, maior a sua necessidade de customização.  Essa etapa de avaliação requer cuidado e atenção. Afinal, ninguém quer implementar um banco de dados que não será capaz de suprir as necessidades da organização ou projeto, e precisará ser substituído no meio do caminho, certo? 3) Certifique-se da segurança dos bancos de dados  Entender como os bancos de dados se enquadram no quesito “segurança” é importante não só para os negócios que mexem com dados sensíveis.  Atualmente, toda a rede, transações e “relações” em nuvem precisam assegurar que o ambiente digital é transparente, seguro e que segue as legislações vigentes.  Por isso, os bancos de dados além de contarem com criptografias para proteção dos ativos, também precisam oferecer   funcionalidades e recursos que permitam e facilitem que a empresa siga a legislação, como a LGPD.  Por sua vez, o profissional responsável pela administração de um banco de dados deve ter esse conhecimento na hora de escolher com qual trabalhar, uma vez que as não conformidades podem ocasionar sanções às empresas.   4) Saiba quais são os bancos de dados existentes Há diversos bancos de dados que podem ser utilizados. Os principais são:  Bancos de dados relacionais (organização de informações estruturadas em tabelas); Bancos de dados orientados a objetos (representação das informações na forma de objetos); Bancos de dados NoSQL (permite o armazenamento e manipulação de dados mistos, não estruturados ou semiestruturados). Data Warehouses / Data Lakes (repositórios de dados para apoiar consultas consolidadas e permitir o uso de novas técnicas, como é o caso do streaming de dados). Para escolher qual a melhor opção é necessário observar os objetivos e as necessidades por trás do uso desses dados coletados.  5) Elabore um mapa visual dos objetivos do negócio Optar por alternativas visuais pode ser uma otimização no processo de escolha de um banco de dados.  Anote, desenhe, enfim, deixe claro alguns pontos importantes da trajetória da organização, tais quais:  Cenário atual da empresa Recursos disponíveis para investimentos  Objetivos esperados e desejados com um banco de dados.  6) Tenha uma equipe capacitada à frente desse processo Se você é o gestor de uma empresa em busca de um banco de dados eficiente, contrate colaboradores que tenham conhecimento específico sobre o tema.  Investir em uma equipe qualificada significa tomadas de decisão mais assertivas e rentáveis.  Agora, se você é um profissional de TI em busca de novas áreas de atuação, invista em capacitação para administração de banco de dados.  Como falamos anteriormente, a demanda do mercado por esse segmento é grande e estar qualificado é um diferencial.  A ESR, por exemplo, oferece o curso “Administração de Banco de Dados (EaD)“ do dia 18/07/2022 a 28/08/2022, em encontro online que prioriza o desenvolvimento das competências necessárias para administrar o PostgreSQL – sistema gerenciador de banco de dados em software livre que é considerado um dos mais completos e robustos do mercado. 7) Entenda que tudo faz parte de um processo e de um planejamento  Assim como um planejamento financeiro ou de ações anuais, escolher um banco de dados e como fazer a sua manutenção deve seguir uma estratégia. O método de tentativa e erro nesse cenário pode ser bastante prejudicial para o negócio Além disso, a governança de dados precisa estar no radar do profissional que administra banco de dados. Ter uma área exclusiva para as tratativas a respeito dos processos de dados é fundamental.  8) Atualize o seu conhecimento  Essa dica sobre como escolher um banco de dados conversa diretamente com a 6ª, pois indica que o profissional de TI deve estar sempre atualizado e preocupado com a absorção de conhecimento sobre a área.  Existem documentos e treinamentos na Internet que podem te auxiliar nesse processo. Confira três deles abaixo:  Administração de banco de dados: o guia completo 10 dicas de como fazer uma boa administração de banco de dados Administração de Banco de Dados (EaD) ——————————————– Escolher um banco de dados é uma curadoria complexa e bastante específica, sendo responsável pelo sucesso ou fracasso de uma empresa no meio digital.  Além disso, é cada vez mais comum ver empresas usando mais de um tipo de banco de dados, já que diferentes áreas/setores da organização podem ter características e demandas específicas. Em uma realidade “hiper conectada”, deter os conhecimentos acerca do que faz esse ambiente funcionar de forma prática e sem grandes intercorrências é interessante para uma carreira na TI.  Ficou interessado em se especializar em bancos de dados?  Relembre os detalhes do Curso Bancos de Dados da ESR!


    25/04/2022
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    Desenvolvimento de Sistemas

    Entenda a diferença entre BI e Data Science

    Apesar de que as duas áreas examinam dados brutos para extrair informações refinadas, é preciso ter clareza de que BI e Data Science são conceitos completamente distintos. Isso é fundamental para compor a bagagem de um profissional que deseja se especializar em um dos segmentos, por exemplo, mas também para os gestores de empresas que desejam se utilizar dessas especialidades para seus negócios. Por isso, neste artigo, apresentamos de forma simplificada e didática o que é cada um dos dois conceitos, quais as principais características de cada qual e, especialmente, como utilizá-los no mercado. Confira!   O que é BI BI é uma sigla para o termo Business Intelligence, ou seja, inteligência de negócios, e representa o processo de coleta, organização, análise e disseminação de informações pregressas que auxiliam empresários a tomarem decisões estratégicas para seus negócios. De forma prática podemos dizer que o mundo dos negócios começou a enxergar nos dados possibilidades concretas de fazer mais dinheiro, e por isso passou-se a investir nisso. O uso da informação que se tem disponível de maneira estratégica traz inúmeros benefícios para os negócios, especialmente a vantagem competitiva. Para aplicar processos de BI, os profissionais de TI responsáveis se utilizam do que chamamos de Big Data. Assim, através de coleta e análise, segmentam este grande volume de dados e o transformam em volumes menores, mais palpáveis e direcionados ao que a empresa precisa em cada momento. Os resultados dessa mineração de dados podem ser aplicados em diferentes esferas dos negócios: estratégias de comunicação e marketing podem usufruir de determinados tipos de informação sobre público consumidor, por exemplo; times de atendimento ao cliente podem compreender melhor como está a interação e engajamento do público com o produto ou serviço e agir de acordo com as melhorias necessárias; e a diretoria pode utilizar informações de mercado para monitorar seu desempenho e o da concorrência para tomar decisões estratégicas.   O que é Data Science Data Science é a Ciência de Dados, ou seja, a área do conhecimento colocada em prática pelos profissionais classificados como cientistas de dados. Data Science é o campo de pesquisa que utiliza os dados para prever cenários futuros. Para sua execução no dia a dia são aplicados conhecimentos de matemática, programação, estatística, além de tecnologias como machine learning e inteligência artificial. É através das análises de Data Science que as organizações conseguem olhar para frente e prever, por exemplo, quais produtos serão mais interessantes para o consumidor em determinado momento, ou até mesmo desenhar tomadas de decisão futuras como a adesão a processos de M&A. Assim, BI e Data Science podem e devem caminhar juntos dentro do negócio para o seu melhor resultado, desde que as diferenças entre as duas vertentes estejam claras e com equipes distintas olhando para cada um deles.   Porque não confundir BI e Data Science Agora, uma coisa é caminhar juntos, outra é serem confundidos como sendo a mesma coisa. BI e Data Science serão úteis ao longo de toda a trajetória da sua empresa, com a diferença de que a necessidade de olhar para trás pode evidenciar mais as técnicas de BI e a necessidade de ter uma previsibilidade futura remonta mais às práticas de Data Science. O principal motivo pelo qual você não deve confundir os dois conceitos é pela sua aplicabilidade na prática. Se você é um profissional de TI que deseja se qualificar para atuar como analista de BI e Data Science, você precisa entender as características principais de cada um para, primeiro, escolher o que lhe apetece mais, e segundo, buscar qualificação dentro da área específica de sua escolha. Além disso, a aplicabilidade prática dentro das empresas precisa estar embasada em uma compreensão clara sobre as diferenças entre BI e Data Science. Os bons resultados, independente da área, dependem dessa clareza. De forma resumida, compartilhamos a seguir um resumo das diferenças entre BI e Data Science, baseado em imagem encontrada no portal TDWI:    BI foco no tempo passado (histórico) abordagem de dados descritiva entregas através de relatórios alto nível de automação de processos dados estruturados dados para tomada de decisão e identificação de tendências   Data Science foco no tempo futuro (previsões) abordagem de dados exploratória entregas através de modelos estatísticos baixo nível de automação dados estruturados e não estruturados dados para planejamento e testagem de hipóteses   Ficou clara para você a diferença entre BI e Data Science? Se ainda tiver dúvidas, consulte nosso blog especializado, pois lá você vai encontrar informações sempre atualizadas sobre tudo que rola no universo da TI! Além disso, confira nosso calendário de cursos e comece agora mesmo a dar uma guinada na sua carreira na área de administração de banco de dados! Conheça ainda a trilha de ciência de dados que está sendo lançada pela ESR!


    19/03/2021
  • Administração de banco de dados
    Desenvolvimento de Sistemas

    Administração de banco de dados: o guia completo

    A área de atuação ligada a bancos de dados é um vasto campo com diferentes frentes possíveis de atuação. Existem três subcategorias principais, que correspondem também às diferentes funções profissionais, que são: engenharia de dados, análise de dados e ciência de dados. Para cada um destes ramos de atuação existe uma mesma base de conhecimento necessária, assim como também diferentes qualificações e perfis específicos para conduzir cada um. O conhecimento na linguagem estruturada SQL (Structured Query Language) é um dos itens obrigatórios para quem deseja seguir carreira em administração de banco de dados (DBA: Database Administrator). SQL é uma linguagem de pesquisa para bancos de dados relacionais, que com usabilidade simplificada se diferencia de outras linguagens de consulta reduzindo o ciclo de aprendizado dos iniciantes e especificando a forma do resultado, e não o caminho para chegar a ele, conforme outras linguagens. A administração de banco de dados se utiliza amplamente desta e de diversas outras ferramentas para gerenciar, instalar, configurar, atualizar e monitorar a segurança de sistemas ligados a bancos de dados. Continue lendo este eBook que preparamos para você e conheça mais sobre administração de banco de dados, principais tipos de bancos existentes, as melhores práticas neste ramo de atuação e dicas para sua carreira trabalhando com dados. Boa leitura! O que é administração de banco de dados O aumento no volume de geração de dados a cada ano é um dos principais motores para o desenvolvimento da área de administração de banco de dados. Isso porque a cada dia são gerados novos dados em todos os dispositivos de todas as pessoas e empresas do mundo, contribuindo para um crescimento significativo ao longo do tempo. As previsões do Instituto Gartner eram de que, até 2020, haveria um total de 40 trilhões de gigabytes de dados em todo o mundo, sendo 2,2 milhões novos a cada dia. Isso é muita coisa, e é o que se chama na tecnologia de Big Data. Um grande volume de dados disponível nas mais diversas esferas, que precisam ser trabalhados da forma correta para serem revertidos em inteligência. Isso nada mais é do que a disciplina de Business Intelligence, ou BI, que tem como principal finalidade identificar, setorizar e transformar esse grande volume de dados do mundo através de diferentes técnicas e ferramentas para atribuir sentido a eles. Assim, os insights gerados podem ser utilizados na área de inteligência de negócios, tradução livre de BI. As principais vantagens do uso de BI são a melhoria da gestão da informação; a otimização de falhas nos processos; o acompanhamento mais eficiente de métricas e indicadores do negócio; e o favorecimento da tomada de decisão estratégica, totalmente embasada em dados. Para executar toda essa análise é que são utilizados os bancos de dados. Mas o que eles são, exatamente? Bom, este é um questionamento muito pertinente no contexto deste eBook, e também bastante comum entre os profissionais que estão iniciando na carreira. Banco de dados é justamente a organização e estruturação dos milhares de dados gerados por diferentes fontes de modo a facilitar sua análise e compreensão.  Bancos de dados são, então, sistemas eletrônicos que armazenam, com restrições específicas de acesso pensando em segurança, grandes quantidades de informação de maneira organizada. E esta é uma das grandes funções da administração de banco de dados. É preciso que, em cada organização ou para cada finalidade específica que se deseje analisar dados para embasar tomadas de decisão, haja um profissional ou equipe qualificada para reunir e extrair somente aquilo que é necessário para cada análise.  Mas os bancos de dados também podem registrar informações sobre as diferentes áreas de uma empresa, que devem ser preservadas e compartilhadas de forma ordenada e segura. São exemplos de funções dentro da administração de bancos de dados: Além dos aspectos técnicos de programação e TI, é fundamental dentro da administração de banco de dados que os profissionais tenham conhecimentos legais acerca das normativas de proteção do grande volume de dados com que trabalham. Como é o caso da LGPD no Brasil, por exemplo, onde existe um viés de aspectos éticos ligados ao armazenamento, tratamento e uso de dados pessoais de terceiros. O uso irregular de dados pode ocasionar sanções para as organizações, o que normalmente culmina em pagamento de multa e quebras na reputação. Assim, ter consciência e demonstrar de forma transparente exatamente quais dados constam em cada banco e que tipo de uso será feito é fundamental. Importância de bancos de dados Ao mencionar as principais funções e objetivos dos bancos de dados, torna-se evidente a importância de implementá-los nas organizações. Mas para não restar nenhum tipo de dúvida, aprofundamos aqui os principais benefícios e vantagens de se utilizar bancos de dados. O primeiro deles é a alta capacidade de armazenamento de informações. Muitas empresas pouco imersas em processos de inovação e transformação digital, por exemplo, utilizam planilhas de Excel com atualização manual para registrar sua operação. No entanto, além de este processo ser pouco escalável e apresentar alto risco de falhas, ele possui limitações de espaço. Sendo assim, contar com sistemas de banco de dados é uma alternativa muito mais eficiente e segura. Os bancos de dados podem armazenar quantidades muito grandes de dados, com certeza dando conta de todo tipo de informação que a sua empresa precisa registrar. Uma segunda vantagem do uso de bancos de dados, mesmo que de forma indireta, é a melhoria da experiência do usuário ou cliente final, dependendo do seu produto ou serviço. Uma melhor organização das bases de dados permite que o cliente receba as comunicações corretas no momento apropriado.  Além disso, terá acesso às funcionalidades da ferramenta, se for o caso, com muito mais velocidade, visto que os dados que sustentam a operação estarão devidamente organizados e estruturados. Por último, e com certeza não menos importante, os processos de tomada de decisão são amplamente beneficiados pelo uso de bancos de dados nas empresas. Ao implementar esse tipo de sistema, as informações coletadas e geradas ficam mais organizadas e categorizadas. Assim, gestores e quaisquer outros membros de board ou lideranças que tenham acesso podem consultar a todo momento que for necessário para contribuir com suas estratégias. Bancos de dados devem fazer parte da estratégia de toda empresa que busca maior eficiência e produtividade nos processos. Conheça a seguir os principais tipos de bancos de dados disponíveis para serem trabalhados. Tipos de bancos de dados Existem diversos tipos de bancos de dados que podem ser utilizados pelas organizações, sempre levando em consideração suas necessidades específicas. São os principais: A escolha pelos tipos de bancos de dados a serem trabalhados na sua organização irá variar de acordo com os objetivos e necessidades de uso de dados vigentes. Por isso, é fundamental dar um passo atrás e identificar se você já tem mapeados: o cenário atual da empresa; os recursos disponíveis para investimento; e os objetivos desejados com os bancos de dados. Assim, contar com um profissional ou equipe capacitados em administração de bancos de dados será fundamental para promover as ações mais acuradas possíveis. Boas práticas na administração de banco de dados Já vimos por aqui o que os bancos de dados são capazes de proporcionar, porém todos os benefícios só virão com a aplicação das melhores práticas na gestão e administração de banco de dados. Confira a seguir quais são as principais para ficar de olho. Avaliação da infraestrutura Este é o primeiro ponto que a sua equipe precisa prestar atenção, para que a infraestrutura do sistema que está sendo utilizado tenha a melhor eficiência possível. O sistema escolhido é on premise, na nuvem ou misto? Quais as vantagens e desvantagens? Por isso, neste ponto, é fundamental que você faça uma verificação de todas as necessidades da organização com relação aos bancos de dados e do quanto os sistemas adotados realmente estão atendendo. Estratégia e Governança de dados A segunda recomendação de boas práticas na gestão e administração de banco de dados é a implementação de estratégias e governança de dados nos seus processos. Muitos negócios que buscam se orientar a dados acabam não preparando suas bases antes disso, de modo que começam a agir sem ter planos, e por isso a operação acaba falhando. Uma estratégia de dados é, no comparativo com a abertura de uma empresa, como se fosse um plano de negócio. É fundamental para o início das operações, e sem ele tudo que for feito será na base da tentativa e erro, sem um rumo preciso. No entanto, reforçando o tópico anterior, será fundamental que toda a sua estrutura empresarial esteja preparada e engajada nesta nova cultura, visto que passa a ser um compromisso de todos. Já a governança de dados é uma forma mais macro de enxergar a estratégia traçada, visto que corresponde, em empresas maiores, a uma área dentro do negócio responsável única e exclusivamente pelas tratativas a respeito dos processos de dados. É dentro desta área que ficam as responsabilidades sobre controle das estratégias, políticas definidas, papéis e responsabilidades e quaisquer outros pontos de contato com as estratégias de dados. Estes são dois conceitos fundamentais que toda empresa precisa conhecer a fundo para implementar um processo de administração de banco de dados eficiente. E aqui também a  capacitação em administração de bancos de dados é fundamental. Acesso aos dados A terceira etapa da boa gestão e administração de banco de dados é a facilitação do acesso aos dados já organizados dentro de um sistema e de uma metodologia. O objetivo principal ao reforçar esta boa prática é promover um acesso fácil, simples e prático aos dados armazenados para todos que necessitarem e tiverem as devidas autorizações para tal. Automação da gestão Automatizar a gestão de banco de dados é uma das melhores práticas a serem implementadas visando aumentar a eficiência dos processos. Isso porque, neste ponto, a estrutura principal e as rotinas de acesso já estarão desenhadas e incutidas no imaginário dos colaboradores. Assim, fica mais fácil programar alguns tipos de automações, como a detecção de padrões para realizar, de forma totalmente automática, tarefas repetitivas que antes exigiam alto nível de programação. Com isso os colaboradores ficam direcionados para ações estratégicas que envolvem a administração de banco de dados e conseguem se tornar mais produtivos para a empresa como um todo. Monitoramento do sistema Esta é uma etapa que aparece normalmente no final, porém ela permeia todo o processo de forma cíclica. Isso porque o monitoramento dos sistemas é uma prática que deve ser realizada desde a definição e avaliação da infraestrutura, até o processo final onde os dados são tratados e geram inteligência. Todo o processo, envolvendo também a coleta e armazenamento dos dados, deve ser revisitado de forma constante para mitigar quaisquer falhas e garantir os melhores resultados. Ajustes existem para serem realizados, e quanto mais cedo sua necessidade for detectada, mais cedo é possível investir em ações para executá-los. Carreira em DBA A construção de uma carreira como administrador de banco de dados, ou DBA, passa por diferentes níveis de especialização, porém sempre terá como base o estudo e o conhecimento. Existem diferentes certificações no mercado, além de cursos e capacitações, como a Administração de Banco de Dados (EaD) da Escola Superior de Redes, que preparam os profissionais para este tipo de atuação, porém além disso a prática é de extrema importância. Apresentando um pouco a profissão e a carreira, um administrador de banco de dados é a pessoa responsável por garantir a segurança e eficiência de todos os processos que envolvem sistemas de banco de dados.  Sendo assim, são atribuições deste profissional  o gerenciamento dos dados, o desenvolvimento de novos bancos de dados ou de atualizações para bancos já existentes, a realização de backups para garantir a segurança, oferecer suporte a usuários e outras áreas da empresa quanto ao uso do sistema, entre diversas outras. Tomando o mercado como base, o que se vê em relação a perfil deste tipo de profissional são pessoas que, do ponto de vista técnico, sejam altamente capacitadas e experientes em softwares de gerenciamento de banco de dados. Além disso, possuir graduação em algum curso na área de Tecnologia da Informação e inglês intermediário são diferenciais sempre levados em consideração. Do ponto de vista comportamental, as chamadas soft skills, profissionais DBA devem apresentar alto nível de organização, dinamismo, proatividade e comprometimento, além da vontade de fazer acontecer e de solucionar problemas de formas inovadoras. Nos dois casos, vale a pena consultar as competências relacionadas com banco de dados do modelo global de habilidades e competências do framework SFIA (Skills Framework for the Information Age). Várias empresas, e até países, utilizam este framework para orientar a contratação e desenvolvimento dos seus profissionais de TI. O mercado de trabalho é bastante amplo neste sentido e tem ganhado cada vez mais espaço, especialmente diante do crescimento do volume de dados a serem trabalhados pelas empresas. Ao mesmo tempo, a oferta deste tipo de serviço não acompanha a alta demanda, por isso, se capacitar será fundamental para conseguir oportunidades como DBA ou outras funções trabalhando com dados. Conclusão Ao avaliar o cenário geral da profissão e da organização desta área da tecnologia, é possível perceber o nível de relevância que possuem esses profissionais nos dias de hoje. Cada vez mais esse tipo de competência será necessária, pois o número de empresas e de pessoas conectadas a dispositivos segue aumentando, de modo que a geração de dados segue a mesma tendência. Investir nos estudos e na aplicação prática dos aprendizados relativos à administração de banco de dados é um ótimo caminho para quem deseja se profissionalizar na área, além de ser uma exigência do mercado. Se você quiser saber mais sobre administração de banco de dados e se informar sobre as nossas capacitações, acesse o site da ESR e confira nosso calendário de cursos!


    12/03/2021
  • Administração de banco de dados: como funciona a arquitetura de memória do PostgreSQL
    Desenvolvimento de Sistemas

    Administração de banco de dados: como funciona a arquitetura de memória do PostgreSQL

    O universo da administração de banco de dados envolve estudos e muito conhecimento teórico e prático para identificação das melhores alternativas para cada caso. Neste sentido, conhecer mais sobre a configuração de memória de um sistema de gerenciamento de banco de dados (SGBD)  é um ponto fundamental na hora de ajustar o banco de dados que você irá utilizar na sua organização para obter uma melhor performance. No caso do PostgreSQL, que é tema deste artigo, ele conta com um sistema de cache para armazenamento dos dados disponibilizados para consulta em sua operação.  Para falar sobre memória e PostgreSQL, vamos antes a alguns conceitos. Continue acompanhando o artigo!   O que é a arquitetura de memória do PostgreSQL Uma das maiores dúvidas neste sentido é a de como identificar quanto de memória deve ser deixado para o sistema operacional e quanto alocar para o banco, por exemplo. Outra dúvida é se a memória compartilhada é suficiente para a quantidade de usuários e conexões existentes, ou então o que fazer caso haja um grande número de transações no banco de dados utilizado. Para entender melhor como se dão esses processos dentro do PostgreSQL, vamos compartilhar algumas definições.  A primeira delas é o conceito de memória compartilhada. Este é o valor disponibilizado no buffer para as transições do banco de dados em questão. O valor varia principalmente em função do número de conexões e consultas, e também do nível de complexidade destas. A recomendação de melhores práticas na administração de banco de dados através do PostgreSQL é a de que o valor destinado ao banco não ultrapasse ⅓ da memória RAM disponível. Existem ainda cálculos que orientam que a memória compartilhada esteja entre 8 MB e 400MB para que se possa manipular os ambientes com segurança. Agora, como fazer para calcular qual o valor ideal para o seu banco de dados? Alguns parâmetros de bancos de dados orientam que o consumo de um usuário é de, em média, 14,2 KB por conexão feita. Assim, deve-se multiplicar este valor pelo número de conexões necessárias a serem utilizadas e somá-lo ao tamanho do bloco a ser utilizado. Com isso, chega-se ao valor ideal recomendado para a memória compartilhada do banco de dados em questão. O segundo conceito a ser trabalhado é o de blocos, que são seções de dados definidas a partir das transições e buscas a serem realizadas. Os blocos possuem relação também com a quantidade de páginas que serão exibidas como resultado para as buscas consolidadas. E o terceiro e último conceito que precisamos abordar aqui é o de área de ordenação, que é uma quantidade de memória física disponibilizada no sistema para a realização de consultas por usuários. Sendo assim, todos os parâmetros dentro da arquitetura de memória do PostgreSQL, estão diretamente relacionados ao tamanho das transações executadas e à área de ordenação disponibilizada.   Como otimizar o aproveitamento no PostgreSQL Pensando ainda no aspecto relacionado à memória, existem muitos profissionais e equipes que consideram o PostgreSQL um sistema lento em alguns testes após sua instalação. No entanto, isso acontece principalmente por conta de uma má configuração da arquitetura de memória que acaba subutilizando a estrutura física do sistema e tornando, sim, o processamento dos dados mais lento. Vamos explicar agora como promover uma otimização do PostgreSQL pensando principalmente no que se relaciona ao aspecto da memória. Existem no PostgreSQL dois tipos principais de memória principais, que são a memória compartilhada, que já mencionamos brevemente neste artigo, e a memória individual. A memória compartilhada tem tamanho fixo e é alocada uma única vez, na inicialização do PostgreSQL, e todos os clientes conectados ao banco têm acesso a ela simultaneamente. No caso da memória individual, o tamanho é variável e ela é alocada separadamente para cada conexão realizada ao banco. A memória compartilhada é a primeira a ser utilizada pelo sistema para consultar informações de interesse. Ao aproveitar melhor seu cache, o PostgreSQL reduz sua necessidade de gerar requisições ao disco rígido, que é uma tarefa que traz maior lentidão ao sistema, e oferece uma performance mais eficiente. Já a memória individual tem como principal funcionalidade o ordenamento de registros, de modo que é utilizada toda vez que houver esta necessidade no sistema. Para melhorar o desempenho da memória individual a dica é avaliar como está se dando o funcionamento e buscar sempre o entendimento de que quanto maior a memória de ordenamento, menor será o número de arquivos temporários criados e, assim, mais rápida ficará a operação. Com base nessas informações, o administrador de banco de dados responsável pode configurar  a arquitetura de memória da forma que melhor convier às necessidades daquele sistema. Existem diversos caminhos para compreender cada vez melhor o universo da administração de banco de dados e as funcionalidades da arquitetura de memória do PostgreSQL. Para maiores informações sobre administração de banco de dados de uma forma abrangente e para se manter atualizado sobre estas novidades, além de continuar acompanhando este blog, confira nosso calendário de cursos! 


    25/02/2021
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    Desenvolvimento de Sistemas

    Postgres oferece mais funcionalidades do que você imagina

    Postgres oferece mais funcionalidades do que você imagina Dentre os sistemas de gerenciamento de banco de dados relacionais, o Postgres (ou PostgreSQL) é um dos que oferece mais funcionalidades aos usuários. Principalmente pelo fato de ele ser um sistema aberto e gratuito, é a escolha de muitos desenvolvedores quando vão iniciar um novo projeto. Continue lendo este artigo e conheça mais sobre o Postgres e suas funcionalidades! O que é o Postgres O Postgres é um dos mais avançados sistemas de gerenciamento de banco de dados (SGBD) objeto-relacional de código aberto. O sistema altamente estável é projetado para poder ser executado em diferentes plataformas, como Mac OS X, Solaris, Windows e Linux, e possui como uma de suas múltiplas características mais marcantes a característica de ser estendido, ou seja, não estar restrito à abordagem relacional. Com sua primeira versão lançada em 1989 dentro do âmbito acadêmico, foi somente em 1994 que foi adicionado ao até então sistema chamado somente de postgres um interpretador SQL, e seu código foi aberto e amplamente divulgado para o mundo através da internet. Atualmente mantido por desenvolvedores voluntários ao redor do mundo, uma das maiores barreiras para a mais ampla implementação é a força maior imposta pelos SGBDs proprietários, ou seja, particulares. No entanto, diversas empresas de renome já o estão utilizando, como Apple, Fujitsu, Red Hat, Cisco, Juniper Network etc. O Postgres e suas funcionalidades, principalmente as que dizem respeito ao suporte e estabilidade oferecidos mesmo a grandes volumes de processamento, é uma das melhores alternativas para quem trabalha com MySQL e Oracle. Postgres funcionalidades: o que ele pode fazer por você Um pensamento comum para empresas que utilizam o SGBD Postgres é o de que precisam de infraestruturas maiores e mais complexas para dar conta das funções de armazenamento de dados necessárias. No entanto, o Postgres possui muito mais funcionalidades do que essas empresas imaginam, e que muitas vezes não estão configuradas para serem detectadas em uma primeira visão do sistema. O Postgres não é apenas um banco de dados SQL, mas oferece a possibilidade de ser dimensionado para cargas mais pesadas e até mesmo ativar recursos como armazenamento em cache na memória, pesquisa de texto, indexação especializada e armazenamento de valores-chave. O principal benefício de se utilizar dessas funcionalidades do Postgres talvez não tão conhecidas é a praticidade de não precisar agregar novas soluções no seu dia a dia e da sua equipe. Ao trazer novas funcionalidades dentro de uma plataforma já conhecida, a curva de aprendizado é altamente reduzida e os processos ficam concentrados todos em um único local. Confira a seguir um pouco mais sobre algumas das funcionalidades do Postgres. Sistema de cache Dentre as funcionalidades do Postgres está o sistema de cache para armazenamento de dados disponibilizados para as consultas. Assim, não é preciso acessar o disco em todas as ocasiões, mas pode-se utilizar de 25% a 40% da memória total para este armazenamento de dados em cache. Isso porque o sistema também utiliza o cache para a sua própria operação. Pesquisa de texto A funcionalidade de pesquisa de texto do Postgres se dá através de um tipo de dado especial (tsvector) — que é um documento que organiza termos e variantes para facilitar a pesquisa de texto — e de um conjunto de funções que permitem a realização dessas buscas. Os resultados são classificados por relevância de acordo com o número de vezes e com os campos específicos da consulta que foram mostrados. Funções em diferentes linguagens de programação Existem dentro do sistema do Postgres diferentes conjuntos de funções e códigos que executam no servidor, e elas estão disponíveis em variadas linguagens de programação. Além da linguagem padrão nativa do Postgres, essas funções também podem ser escritas em PL/Python, PL/Perl, PL/V8 com JavaScript e PL/R. Extensões As extensões dentro do Postgres funcionam como se fossem plugins de aplicativos: permitem acessar diferentes funcionalidades extras sem a necessidade de trabalhar com outros sistemas de armazenamento de dados para tal. Sendo assim, é possível incorporar ao seu sistema outras ferramentas que sejam necessárias no seu contexto sem precisar ampliar os seus sistemas. É fundamental sinalizar neste artigo que, antes de tomar a sua decisão e implementar um SGBD na sua organização, é preciso realizar testes e análises comparativas. Existem inúmeros diferentes sistemas, cada qual com suas características e particularidades, e atendendo a necessidades e contextos específicos.  Por isso, não deixe de conversar com especialistas que já atuam na área antes de fazer a sua escolha. E, se você já tiver tomado a decisão,  Para saber mais sobre o universo do gerenciamento de banco de dados, confira nosso calendário de cursos e continue acompanhando nosso blog com novos conteúdos!


    12/02/2021
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    Desenvolvimento de Sistemas

    Hora do Código: saiba mais sobre este movimento

    Hora do Código: saiba mais sobre este movimento Base para o trabalho na área de TI, o conhecimento sobre programação e desenvolvimento de sistemas é fundamental para a construção de uma carreira. A profissão, no entanto, ainda é muito envolta em mitos de que é difícil e inacessível, que são poucos os que conseguem programar.  O movimento Hora do Código, criado pela ONG Code.org, busca desmistificar essa ideia trazendo a programação de forma simples para próximo de toda e qualquer pessoa, em qualquer idade e com qualquer background prévio. Conheça mais sobre ele neste artigo. Muitos profissionais da área, principalmente os mais experientes, foram autodidatas em seu início, tendo começado com pequenas ações de desenvolvimento de jogos e aos poucos avançando em direção a posições de suporte até chegar ao desenvolvimento em si. Hoje em dia a área é muito mais abastecida de formação, é uma das mais promissoras e em crescimento do mercado e conta com diferentes tipos de cursos e formas de capacitação para tal atuação. Os cursos disponíveis variam em nível de complexidade e aprofundamento buscando atender a todas as fases de aprendizado dos profissionais de TI. No caso dos cursos ofertados pela Escola Superior de Redes, já vemos um nível um pouco mais alto de conhecimento exigido para ingresso, uma vez que são voltados a pessoas que já estão estudando sobre programação há algum tempo e já possuem uma base maior. Já a Hora do Código tem como público principal pessoas que não conhecem nada sobre programação, normalmente comunidades escolares de instituições participantes, e busca trazer noções básicas de código para mostrar que todo mundo pode aprender o beabá. Vamos conhecer mais sobre este movimento. O que é a Hora do Código A Hora do Código é um movimento global criado pela ONG Code.org que tem como principal objetivo ampliar o acesso ao ensino de programação e tornar mais popular entre os estudantes a Ciência da Computação.  Por meio de eventos que podem ser organizado por qualquer pessoa ou instituição, escolas integram esse movimento e devem preparar seus alunos para participar dando uma introdução ao que vão ver por lá. São milhões de estudantes impactados todos os anos em mais de 180 países do mundo. Em função do mito de ser uma área muito desafiadora, são poucos os estudantes que pensam em investir nela como suas carreiras. Muitos acabam entrando na TI já ao longo da vida profissional e aí pegam gosto e se desenvolvem, porém não é sonho da maior parte das pessoas em idade escolar. Por isso, popularizar a Ciência da Computação e o ensino de programação faz tanto sentido para a Code.org e para todos os apoiadores do movimento. Porque é importante falar sobre Ciência da Computação O conhecimento sobre programação envolve algumas competências que são fundamentais no mundo tecnológico, conectado e globalizado em que vivemos hoje. As novas gerações já nascem imersas neste cenário e naturalmente, por terem mais contato com tecnologia desde pequenos, têm muito mais familiaridade para usar smartphones, notebooks e seus respectivos sistemas operacionais. No entanto, não são todas as crianças que têm acesso a este tipo de realidade. Segundo dados divulgados pelo 2020 State of Computer Science Education – Illuminating Disparities, somente 47% das instituições de ensino escolar oferecem algum tipo de curso ligado à Ciência da Computação, o que mostra a dificuldade de acessibilidade a este tipo de conteúdo. No Brasil a situação é ainda pior se levarmos em conta que nem as aulas básicas muitas vezes são ofertadas a depender da instituição. Assim, principalmente escolas públicas, que reúnem dezenas de estudantes com baixa renda ou pouco acesso à informação, podem aproveitar momentos como a Hora do Código para levar esse universo para a realidade dos alunos e ajudar a desenvolvê-los neste sentido. Competências como raciocínio lógico, capacidade de resolver problemas e maior letramento digital são fundamentais para tornar os estudantes mais preparados para o mundo de hoje. E a Hora do Código, com acesso a informações relativas ao universo da Ciência da Computação, pode ajudar esses estudantes com o desenvolvimento destas competências. Além disso, ter uma percepção mais aguçada para esses elementos mencionados anteriormente também contribui para o melhor aproveitamento das disciplinas de ciências, matemática, física e química, por exemplo, que são mais ligadas à ciências exatas e biológicas. O desafio Hora do Código Para colocar em prática todos os processos mencionados anteriormente são realizados eventos, que podem ser organizados por qualquer pessoa ou instituição, e que possuem duração de uma hora. Daí o nome do movimento Hora do Código. Nos eventos são abordados temas e conceitos sobre Ciência da Computação com o objetivo de apresentar aos estudantes esta área do conhecimento e mostrar a eles todas as possibilidades que ela proporciona. A ideia, segundo os organizadores, é mostrar que a Ciência da Computação pode ser divertida e criativa e que é acessível a todas as pessoas independente de qualquer coisa. Assim, pretendem fazer com que seja despertado o interesse nessas crianças e adolescentes para o desenvolvimento de carreira na área, impulsionando um aumento de matrículas em cursos relacionados e promovendo maior inclusão de gênero, orientação sexual, idade, etnia e credo dentro da área de TI, mostrando que não há restrições. A Hora do Código já mudou a vida de alunos e professores, que passaram a ter um interesse muito maior pela área da programação e optaram por seguir esta carreira, e a cada evento novos profissionais são despertados para este campo.  Os professores que acompanham os eventos também se tornam multiplicadores e podem passar a abordar a Ciência da Computação em suas aulas como uma possível carreira para motivar os estudantes. Para a unificação do movimento, é realizado anualmente o Desafio Hora do Código, que é aí sim um evento global promovido durante a Semana de Educação em Ciência da Computação dos Estados Unidos (onde a iniciativa foi criada). Nesta ocasião, instituições de ensino de todo o mundo devem buscar engajar o maior número possível de estudantes e professores na realização das atividades de programação disponibilizadas na plataforma. Essa participação também poderá render prêmios para a escola! Verifique as regras de participação na sua cidade e estado, consulte os órgãos responsáveis pela organização e venha fazer parte desta mudança de mentalidade com relação à Ciência da Computação! Conte com a ESR para oferecer apoio no que for possível, nossos especialistas ficarão honrados em contribuir com este movimento.


    17/12/2020
  • O que é a modelagem de banco de dados e quais os seus principais conceitos
    Desenvolvimento de Sistemas

    O que é modelagem de banco de dados e quais os seus principais conceitos

    Modelagem de banco de dados é o processo de levantamento, análise, categorização e exploração de todos os dados e tipos de informações que irão sustentar uma aplicação. Esta é uma etapa primordial no trabalho do desenvolvimento de sistemas, porque todo software é criado com determinados objetivos, para atender às necessidades dos usuários dentro deste cenário. Assim, se um sistema for desenvolvido sem que haja uma modelagem de banco de dados bem executada no início do projeto, as chances de ele apresentar falhas ou até mesmo de não suprir os objetivos para os quais foi criado são grandes. Por isso, atenção a esta etapa e conte sempre com um profissional DBA, cientista ou engenheiro de dados dentro do seu negócio antes de começar a desenvolver qualquer software. Confira neste artigo um pouco mais sobre o que é a modelagem de banco de dados e quais são os principais conceitos envolvidos nesta metodologia. Modelagem de banco de dados vs modelagem de classes Modelar dados é um processo bastante semelhante ao da modelagem de classes, explorado no desenvolvimento de softwares com técnicas de Orientação a Objetos (OO). Pode-se dizer que este conceito permeia toda a estruturação da modelagem de banco de dados, trazendo algumas pequenas diferenças. Classes são grupos de objetos que serão distribuídos no código do software, e a sua modelagem está relacionada à identificação de cada um destes objetos e sua subsequente organização por características semelhantes, dentro de suas classes. Segundo a Unified Modeling Language (UML), as classes são representadas por retângulos divididos em três seções, onde são indicados: o nome da classe, seus atributos e seus métodos. Vamos falar um pouco melhor sobre o que é cada um desses itens. Nome da classe O nome da classe será representado pela característica em comum entre os objetos que a compõem. Para identificar objetos, deve-se fazer a associação ao termo “objetos” mesmo no mundo real ou virtual, pensando em que elementos do cenário do cliente podem ser visualizados de forma concreta. Ao detectar objetos com características semelhantes, agrupa-se eles em uma classe e atribui-se um nome de identificação. Atributos Os atributos dentro de uma classe são as principais características dos objetos dentro dela identificados. Esses atributos são inerentes ou facilmente conectáveis aos seus objetos por correlação e lógica, como um CPF pode ser identificado como atributo de uma pessoa, ou uma informação de horário ou data pode ser um atributo de uma solicitação feita por essa pessoa. Lembrando que sempre é possível, durante a modelagem, identificar novas classes a partir de atributos encontrados. Métodos São classificados como ações ou comportamentos esperados para os objetos dentro de suas classes, considerando também suas principais características. Desta forma é possível que uma solicitação enviada a um sistema pode ser atendida, perdida ou rejeitada, por exemplo, o que se configuram como possíveis comportamentos. Ao final desta identificação deve-se desenhar o diagrama quase que como um fluxo automatizado de chamadas telefônicas em uma central, por exemplo, estabelecendo relações de causalidade e cardinalidade entre as classes.  Se bem executada e com eventuais duplicidades entre classes eliminadas ao longo da modelagem, esse diagrama poderá ser aplicado para diferentes finalidad es de acordo com as características identificadas no cenário do cliente. Conceitos da modelagem de banco de dados Ao criar as ligações entre as classes, são atribuídos códigos que posteriormente serão utilizados na modelagem do banco de dados com aquelas informações. Trazendo o debate para a criação de modelos de dados, temos o seguinte: O grande objetivo de aplicar a modelagem de banco de dados na constituição dos sistemas de software é obter uma demonstração de como serão estruturados os dados dentro daquela plataforma para que o negócio fique em operação da forma necessária. Em função disso, é fundamental que sejam desenhados projetos de banco de dados, seguindo etapas definidas para que haja o mínimo possível de falhas no produto final.  Previamente à estruturação e desenvolvimento de modelos de dados é preciso realizar uma análise de requisitos, ou seja, em conversa com o cliente entender qual a sua necessidade com aquele software que será desenvolvido, quais as regras de negócio que serão aplicadas e como a modelagem de banco de dados poderá ajudar as equipes de TI a estruturarem-no da forma mais fiel possível às expectativas traçadas. Na sequência, existem três tipos principais de modelos de dados que poderão ser desenvolvidos e aplicados seguindo uma sequência lógica, são eles: Modelo conceitual Também chamados em algumas ocasiões de “modelos de domínios”, os modelos conceituais se utilizam de altos níveis de abstração — foco nos aspectos essenciais ao cenário investigado — para determinar e discriminar dentro do projeto de banco de dados quais informações podem estar presentes naquele determinado banco, de acordo com o tipo de entidade.  Se os dados armazenados são sobre pessoas, é possível elencar data de nascimento, CPF, RG, CNH, nome completo, nome dos pais, número de telefone etc. E isso fica previsto dentro do modelo conceitual de banco de dados. Normalmente esse tipo de modelo é utilizado e aplicado nas etapas mais iniciais de todos os projetos por ser de fácil compreensão. Modelo lógico O Modelo Lógico de Dados (MLDs) consiste em uma evolução a partir dos primeiros modelos construídos, normalmente os conceituais, onde são agregadas informações complementares como detalhes de implementação e as principais regra a serem aplicadas no software. Por meio deste modelo é possível já gerar atributos que serão fundamentais para colocar o sistema em operação e identificá-los. Aqui são tipificados de forma objetiva os tipos de entidades, seus principais atributos e os relacionamentos entre elas. Modelo físico Por último, mas não menos importante, o modelo físico de banco de dados transporta a operação para o mundo real, demonstrando fisicamente os dados e o comportamento daquele projeto. O modelo é rigoroso, seguindo normas e determinações técnicas que possibilitam que aquele projeto seja colocado em prática, e dali em diante ele costuma ser transposto para o banco de dados final do projeto. Normalmente utilizados para desenhar com precisão o esquema interno de funcionamento do banco em questão, no modelo físico são desenvolvidas e agregadas ao projeto tabelas de dados e são criadas restrições de integridade para os relacionamentos que exigirem tal procedimento. Dentro deles devem ser definidas ainda a sintaxe dos scripts, ou seja, qual será o sistema operacional principal e em que outros o produto final também poderá rodar; e as regras de segurança, quando se define quem terá acesso a cada informação e dado gerado dentro daquele banco, além de entrar aqui também a definição de rotinas de segurança com relação aos dados armazenados. A modelagem de banco de dados é um tema comum para quem vive o universo da tecnologia da informação, porém não tanto para as empresas e instituições que não contam com profissionais dessa área. É sempre fundamental contar com profissionais especializados na implementação de projetos de banco de dados dentro do seu negócio, ou então capacitar o seu time para que possam se tornar esses especialistas.  Veja nosso calendário de cursos e inscreva-se agora mesmo para se tornar um expert em modelagem de banco de dados


    24/09/2020
  • cuales son las funciones de un administrador de base de datos
    Desenvolvimento de Sistemas

    10 dicas de como fazer uma boa administração de banco de dados

    Dentro do universo de Tecnologia da Informação (TI), a área de administração banco de dados é um campo que interessa muitos profissionais, que buscam entender mais sobre esse conceito para seguirem na carreira de administradores de bancos de dados. Se levarmos em consideração o volume de dados que são gerados o tempo todo e que circulam pela rede, perceberemos que essa função está crescendo em importância – e com razão. E é claro que, para cumprir essa função, atualmente é praticamente impossível não contar com a ajuda de computadores e softwares para o processamento dos dados. Ainda assim, quem vai lidar com a administração de base de dados não pode depender somente do trabalho que realizam máquinas e programas: é preciso compreender as responsabilidades de quem tem que lidar com tanta informação, sempre de modo eficiente e seguro. Por isso, neste material elencamos alguns conceitos que precisam ficar claros para quem quer fazer uma boa administração de base de dados – do entendimento da função até alguns conceitos básicos que precisam ser entendidos pelo profissional, o chamado Database Administrator, ou engenheiro de dados. Então, acompanhe nosso artigo e boa leitura! Antes de mais nada, o que é um administrador de banco de dados? Como o nome sugere, o administrador de banco de dados é quem faz a administração do banco de dados. Em outras palavras, esse profissional é quem se responsabiliza por gerenciar um sistema de base de dados, acompanhando os processos de atualização, confiabilidade, consistência, instalação, integridade, otimização e segurança. Esses processos exigem a tomada de decisões certas e rápidas. É essencial que a pessoa que deseja ser administrador de base de dados esteja ciente que seu perfil precisa estar alinhado às necessidades dessa função. Assim, quem não consegue trabalhar com concentração e foco ou quem não gosta de investir muito tempo em estudos dificilmente conseguirá se adaptar a esse trabalho. Fazer uma boa administração de banco de dados exige bastantes conhecimentos técnicos e estudos, em especial para que a pessoa saiba o que fazer em momentos de pressão e que peçam por uma solução ágil para recuperar informações. Também é necessário ter paciência para lidar com tecnologias ultrapassadas, trabalhar com um time e ter disposição para procurar e estudar novas técnicas e tecnologias. Como é a formação de quem quer administrar uma base de dados? É normal que quem quer trabalhar com administração de banco de dados faça uma graduação em Engenharia da Computação, Processamentos de Dados e Sistemas de Informação. Entretanto, não é obrigatório concluir essas graduações para se tornar um administrador de base de dados, pois muita coisa pode ser aprendida na prática e com o apoio de cursos específicos. De qualquer jeito, é desejável que a pessoa tenha algumas características, como ser curiosa, entender de tecnologia e dominar o Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados (SGBD) com que for lidar. Em resumo, não há apenas uma trajetória a trilhar para ser um administrador de banco de dados e, quanto mais diverso for o caminho, melhor. Além dos cursos citados acima, é interessante enriquecer a formação com outras experiências, como estudar modelagem de dados e SGBDs, buscar blogs, fóruns e sites sobre o assunto, ler livros sobre o tema, criar uma bom networking etc. O que é fazer uma boa administração de bases de dados? Basicamente, uma boa administração de base de dados é composta na configuração, instalação, monitoramento e solução de problemas de um SGBD. Se formos falar mais detalhadamente, o administrador de banco de dados deve realizar as seguintes atividades: Ajustar apropriadamente requisitos quando houver mudanças; Contatar usuários para averiguar disponibilidade de dados requisitados e auxiliar a definir e resolver problemas; Decidir como os dados serão representados na base de dados armazenada; Determinar a checagem de segurança e integridade; Determinar os procedimentos de recuperação de dados; Monitorar a performance da base de dados. 10 dicas para realizar uma boa administração de base de dados Anteriormente, citamos algumas das principais formas como um administrador de banco de dados pode realizar seu trabalho de maneira eficiente. Entretanto, para que esse trabalho seja feito com excelência, é preciso investir em alguns conhecimentos relacionados direta e indiretamente com os SGBDs propriamente ditos. São eles: 1. Atualizar-se constantemente para dar apoio à tomada de decisões relativa a base de dados Engenheiros de dados que vão gerenciar grandes bases de dados precisam passar por reciclagem técnica para que tenham conhecimento das técnicas e soluções disponíveis atualmente para essa nova classe de aplicação. 2. Aprender sobre arquitetura de computadores Para administrar base de dados, o profissional responsável provavelmente precisará de conhecimentos a respeito da estrutura física de servidores e como fazer a sincronização de hardware e software para ter uma performance melhor e mais segurança. 3. Aprender sobre arquiteturas de SGBDs Sabendo os princípios elementares que norteiam a implantação dos SGBDs, o profissional que fará a administração de banco de dados terá mais facilidade para compreender e questionar a arquitetura usada pelo SGBD. Esse ponto é essencial porque muitos dos princípios que são ensinados em manuais e treinamentos não são compreendidos em sua totalidade por faltar conhecimento teórico de como operam as SGBDs. 4. Saber fazer a automação de bases A automação de bases de dados é uma maneira de torná-las mais eficientes, e auxilia os times de TI a gerarem mais resultados em um tempo mais curto, gerindo melhor o armazenamento e o processamento de dados. Os programas criados para isso usam metadados e metodologias de detecção de padrões para definir designs que otimizam o desempenho dos base de dados. Com isso, atividades repetitivas, que exigiriam programação intensa, podem ser realizadas por sistemas, e os colaboradores do time podem focar em questões estratégicas do gerenciamento dos bancos de dados. 5. Fazer análise da estrutura para saber qual é a mais indicada para cada situação Até pouco tempo atrás, as empresas só podiam contar com bancos de dados on premise, o que mudou com a cloud computing. A cloud computing fornece um custo-benefício que é mais competitivo, o acesso aos dados pode ser feito remotamente e, além disso, a transmissão deles é mais veloz. Contudo, ainda assim há empresas que continuam preferindo realizar o armazenamento de algumas informações de modo local. Assim, é importante que quem vai gerir uma base de dados possa avaliar qual é a melhor estrutura para cada situação. Por exemplo, o modelo híbrido inclui alguns bancos de dados on premise e outros na nuvem. 6. Manter os dados organizados Quando falamos de banco de dados, estamos nos referindo à forma como é realizada a organização dos dados em si e qual o modelo de dados que é utilizado. Nesse sentido, há diversos modelos de base de dados que podem ser utilizados em uma empresa, tais como: relacional, objeto-relacional, hierárquico, plano, entre outros. Desses, o modelo mais usado costuma ser o relacional, uma vez que se mostra mais prático e versátil. Isso dito, compreender a estrutura do banco de dados é fundamental para que se possa determinar qual é a linguagem que mais se adequa ao perfil da empresa em questão. Para isso, existem quatro modelos de SGBD que merecem destaque. São eles: Oracle Database: pago e com custo mais alto que outras alternativas, oferece bons níveis de segurança e boa capacidade de armazenamento de informações. SQL: um dos mais utilizados no mercado, é um sistema de alta confiabilidade e com custos mais acessíveis. MySQL: software de licença aberta, especialmente empregado em empresas com forte atuação online. PostgreSQL: gerenciador gratuito, que também pode ser utilizado para o desenvolvimento de aplicações na web em linguagem PHP. 7. Estudar modelagem de dados Um administrador, engenheiro de dados ou qualquer outro profissional da área precisa saber bastante sobre modelagem de dados. É preciso compreender e ser capaz de interpretar os modelos de dados que serão criados e armazenados na base, e saber as implicações que esses modelos causam na performance de um SGBD. De fato, esse é um dos primeiros e mais importantes temas que deve ser estudado. É imprescindível conseguir desenvolver tabelas e relacioná-las entre si, uma vez que esse é a primeira etapa para evitar problemas que possam surgir futuramente, como espaço no servidor e desempenho. 8. Monitorar o funcionamento da base de maneira constante Para compreender como o gerenciamento do banco de dados está funcionando e quais benefícios ele está trazendo para a empresa, é necessário manter um acompanhamento. Assim, monitorar o uso dos recursos, como da utilização da CPU, a qualidade das conexões e o volume armazenado em cache oferecerá aos profissionais uma noção mais específica do que precisa ser aprimorado no fluxo de trabalho. A administração de base de dados precisa ser constante. Assim, é obrigatório monitorar métricas e assegurar-se de que elas estão alinhadas com as demandas do empreendimento, corrigindo e realizando manutenções proativas que certifiquem que o funcionamento está ocorrendo como planejamento. Fazer esse acompanhamento constante acarreta em muitas vantagens. Por exemplo, será possível integrar melhor as fontes de dados existentes, facilitando a compreensão das informações armazenadas nos bancos e permitindo a geração de insights com resultados aplicáveis dentro do negócio. 9. Conhecer as redes Além do conhecimento básico, é preciso compreender bem as camadas de rede e sua aplicação. Entender a estrutura da rede nesse nível é primordial para monitorar a performance das base de dados. 10. Compreender os sistemas operacionais É preciso saber bem como funciona o sistema operacional usado pelo SGBD e também aspectos relacionados aos processos, gerência de memória e sistema de arquivos, que são fundamentais para resolver problemas e determinar os melhores procedimentos de recuperação. – Esperamos que com essas dicas você tenha compreendido melhor como fazer uma boa administração de base de dados. E se você quiser aprender ainda mais sobre o assunto, conheça o curso de Administração de Banco de Dados da ESR!


    10/09/2020