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Escola Superior de Redes

Data da publicação:

20/02/2025

Governança multicloud: o que é e por que aplicá-la às redes corporativas?

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A adoção de uma abordagem multicloud focada em governança tem sido a preferência do meio corporativo por causa de suas inúmeras vantagens, como segurança, mitigação de erros e perda de dados, gerenciamento estratégico da computação em nuvem e dos ambientes diversificados, entre outros fatores. 

Na prática, o conceito multicloud pode ser definido como uma arquitetura de computação caracterizada pelo uso simultâneo de serviços e recursos de vários “provedores cloud”. Ou seja, trata-se da possibilidade de as empresas alocarem suas demandas em diferentes provedores, usando o mais adequado para cada necessidade. Assim, os custos, as regulamentações e os objetivos da nuvem podem ser direcionados de acordo com a demanda da organização. Entretanto, para que isso dê certo, é essencial implementar critérios robustos e princípios fundamentais associados à conformidade, às políticas de segurança e ao gerenciamento de custos que, juntos, formam os pilares da governança, aspecto essencial para gerir ambientes multicloud. 

Vamos abordar essa temática agora. Boa leitura!

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A importância de um ambiente multicloud para as empresas

Em um cenário em que o volume de dados cresce exponencialmente e a demanda por soluções flexíveis e seguras se intensifica, investir em um ambiente multicloud é não só uma vantagem, como uma exigência do mercado. Para ilustrar e mostrar como o tema tem se expandido, de acordo com uma pesquisa realizada pela Oracle, 98% das empresas usam, ou planejam adotar, uma estratégia multicloud. Assim, por causa de tal aderência das organizações à abordagem, uma vez que, por meio da sua implementação, os negócios ganham mais flexibilidade, escalabilidade e resiliência, há um desejo coletivo por experiências multicloud cada vez mais perfeitas, seguras e integradas. Além disso, ao distribuir cargas de trabalho em diferentes provedores de nuvem, as organizações têm acesso a algumas vantagens, como:

  • Evitam a dependência de um único fornecedor (vendor lock-in)têm alternativas em situações de aumento de preço, desempenho ou descontinuação de serviços;
  • Maior disponibilidade e tolerância a falhas – se um provedor sofrer uma interrupção, suas cargas de trabalho podem continuar operando em outros provedores, garantindo a continuidade dos negócios;
  • Mitigação de riscos – uma falha em um único provedor não compromete toda a operação;
  • Aproveitamento das vantagens competitivas – cada provedor possui serviços especializados que podem ser combinados para atender a necessidades específicas;
  • Otimização de custos – as empresas podem ajustar suas demandas de acordo com os custos mais vantajosos oferecidos por diferentes provedores;
  • Serviços especializados – cada provedor tem seus pontos fortes e serviços especializados;
  • Escalabilidade e elasticidade independentes –  poder escalar recursos (upscale ou downscale) em cada provedor, de acordo com as necessidades de cada aplicação, otimizando o uso e os custos.

De forma geral, a estratégia multicloud resulta em um potencial de diversificação que reduz a dependência de um único fornecedor e melhora a eficiência operacional.

Você também pode gostar: 8 etapas para implementar uma estratégia eficaz de computação em nuvem  

Diferenças entre nuvem híbrida e multicloud

Embora os conceitos de nuvem híbrida e multicloud sejam frequentemente confundidos, existem diferenças estruturais entre os dois termos. 

A nuvem híbrida retrata a engrenagem de ambientes cloud quando formada pela combinação de cargas de trabalho comuns ou interconectadas, que são implementadas por meio da fusão de dois ou mais ambientes de nuvem diferentes. Assim, ela concilia, pelo menos, uma solução de nuvem privada com um recurso de nuvem pública, permitindo que as aplicações sejam compartilhadas entre os dois modelos e, geralmente, sejam gerenciadas como uma entidade única, oferecendo às empresas maior grau de propriedade sobre os elementos específicos de sua infraestrutura de TI. Por exemplo, quando se alinha a infraestrutura de uma computação particular (data center local) a um ambiente de computação em nuvem pública.

Já a sistemática multicloud envolve o uso dois ou mais provedores de nuvens públicas. A ideia, nesse caso, é que a empresa possa aproveitar as vantagens de cada provedor, conforme as suas necessidades, objetivos e planejamento, possibilitando que as empresas usufruam ao máximo da flexibilidade, da escalabilidade e da tecnologia de ponta oferecidas por diferentes provedores em nuvem.

Na prática, enquanto a nuvem híbrida se concentra em conectar diferentes tipos de infraestrutura, a multicloud é mais voltada para a diversificação de provedores para atender a diferentes demandas.

Como a governança impacta a abordagem multicloud?

Uma tendência de aplicações em nuvem para 2025, o multicloud tem emergido como uma solução para redes mais inteligentes e complexas. Nesse contexto, a governança é o elemento que assegura que essa estratégia de ambientes em nuvem diversificados e com vários provedores seja realmente confiável, segura e eficiente.

As atividades de avaliar a capacidade dos provedores na oferta de serviços e os riscos de eventual falha para o negócio e entender qual ponto-chave do negócio deve ser alocado em cada tipo de solução em nuvem, por exemplo, fazem parte desse conceito e auxiliam as empresas a implementarem o uso da abordagem multicloud adequadamente. 

Portanto, ao falarmos em governança multicloud estamos analisando aspectos como a própria rede, o desempenho, a segurança, o gerenciamento operacional e o custo total de propriedade, sendo ela um elemento essencial para alinhar o uso de ambientes diversificados aos objetivos estratégicos das empresas, otimizando o custo total de propriedadec (TCO) e garantindo segurança e conformidade.

Como a governança pode ajudar a superar os desafios da estratégia multicloud?

Como vimos, a governança multicloud desempenha um papel fundamental para enfrentar os desafios comuns dessa abordagem, oferecendo ferramentas e diretrizes que possibilitam um gerenciamento mais eficiente e seguro. Entenda: 

1) Complexidade operacional

A governança estabelece processos claros e padronizados para gerenciar múltiplos provedores de nuvem. Nessa dinâmica estão inclusas a implementação de ferramentas de monitoramento centralizado e a automação para coordenar os serviços de diferentes fornecedores. 

Com uma abordagem de governança bem estruturada, as empresas conseguem mapear responsabilidades, alinhar políticas operacionais e reduzir o esforço manual necessário para gerenciar ambientes diversificados.

2) Segurança

Com mais provedores, há também um aumento da exposição a falhas e ameaças. A governança garante que todas as políticas de segurança sejam unificadas, padronizando práticas como criptografia de dados, autenticação multifator (MFA) e auditorias regulares. Além disso, permite a criação de protocolos robustos para detecção e resposta a incidentes, reduzindo vulnerabilidades.

3) Conformidade regulatória

A governança auxilia na criação de um framework que monitora as operações em nuvem para garantir conformidade com regulamentações locais e internacionais. Por meio de ferramentas específicas, como relatórios de auditoria automatizados e validação contínua de práticas, as empresas podem evitar sanções ou problemas jurídicos.

4) Custo invisível

Sem governança, as empresas podem enfrentar desperdícios financeiros por causa do uso desnecessário de recursos ou da duplicação de serviços em diferentes provedores. A governança resolve isso ao oferecer visibilidade detalhada sobre a alocação de recursos, monitorando o consumo e otimizando os custos.

5) Capacitação

A governança inclui programas de treinamento e capacitação específicos para as equipes, garantindo que elas tenham as habilidades necessárias para gerenciar o ambiente multicloud.

Conclusão

A governança multicloud representa um passo importante para as empresas que buscam aproveitar ao máximo os benefícios de uma nuvem diversa e inteligente. Ao lidar com a complexidade de múltiplos provedores, ela atua como uma bússola, que garante a eficiência operacional, a segurança dos dados e a conformidade regulatória, além de otimizar custos. Mais do que uma prática técnica, trata-se de um investimento estratégico que ajuda organizações a se adaptarem a um mercado cada vez mais dinâmico e competitivo.

É importante ressaltar ainda que a implementação de uma estratégia multicloud também apresenta desafios, como maior complexidade de gerenciamento, necessidade de ferramentas de orquestração e a possibilidade de aumento de custos se não for bem planejada.

Esteja pronto para abraçar um cenário de TI que explora essa e outras tecnologias que têm se tornado cada vez mais fundamentais no mercado: conheça todas as turmas da Escola Superior de Redes (ESR)!

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