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Escola Superior de Redes

Blog da ESR

  • Tendências em RH e recrutamento na tecnologia
    RH

    Como acompanhar as tendências de RH e recrutamento em tecnologia?

    Os setores de RH e gestão de pessoas estão em constante transformação, sobretudo por causa da evolução da tecnologia.  Nesse universo, encontram-se, por exemplo, o desenvolvimento das RH techs e das soluções de otimização para processos seletivos, as novas formas de gestão digital de ponto e de gerenciamento de carreiras e a possibilidade de cargos híbridos e remotos, além da crescente demanda por experiências significativas de trabalho. Ou seja, o RH/GP atua em um campo complexo e que está sempre em movimento. Nesse sentido, acompanhar as tendências de RH, recrutamento e seleção em tecnologia ou em qualquer setor passa a ser imprescindível.  Afinal, posicionar uma empresa à frente das mudanças no contexto da “contratação” é observar como o RH do presente se estabelece, considerando também o que está por vir e identificando os anseios de dois pólos distintos – empresas e colaboradores.  Neste artigo, vamos abordar algumas dicas para que você fique por dentro das novidades da área de RH para TI. Boa leitura.   Você também pode gostar: Como preparar líderes de TI para o cenário de trabalho do futuro   7 tendências de RH e recrutamento em tecnologia para 2024 Antes de explorarmos as sugestões de como acompanhar as tendências em RH e recrutamento em tecnologia, é fundamental mencionarmos aquelas que já foram pautadas até então. A inteligência artificial e a automação de processos, por exemplo, são apostas muito presentes no meio corporativo, sobre as quais recaem expectativas de otimização das fases de um processo seletivo.  Vamos abordar o tema e outras inovações com mais detalhes, a seguir. 1) Desenvolvimento contínuo da inteligência artificial A inteligência artificial (IA) será um ponto central nas seleções, impulsionando a automação de várias etapas do processo.  Com avanços constantes, espera-se uma ferramenta cada vez mais sofisticada, capaz de acelerar a leitura de informações desejadas nos currículos, bem como agrupar dados para identificar a potencialidade de fit cultural com as empresas.  Isso facilita o estudo detalhado do candidato e permite uma análise eficiente das suas qualificações e da compatibilidade com a cultura organizacional. Claro que, para isso, é necessário garantir que o banco de dados que servirá de aprendizado de máquina para essa tecnologia não contenha vieses discriminatórios, antiéticos e de exclusão. Fica evidente que a sedimentação da IA como solução de recrutamento também inaugura uma série de discussões sobre as suas aplicações em relação à diversidade e inclusão.  2) Fortalecimento de processos seletivos que levem em conta a diversidade, equidade e inclusão (DE&I) De modo geral, uma tendência que tem se popularizado entre as empresas dos mais variados segmentos e que se associa à dica anterior refere-se ao fortalecimento de processos seletivos que priorizam a diversidade, equidade e inclusão (DE&I).  As organizações estão reconhecendo a importância de promover ambientes de trabalho inclusivos e representativos, nos quais a diversidade é valorizada e as oportunidades são acessíveis a todos, independentemente de origem, idade, gênero, orientação sexual, etnia, deficiência física etc. > Inclusive esse tema já foi assunto no nosso blog, por aqui!  Integrar práticas DE&I nos processos seletivos promove a justiça social, além de enriquecer a equipe com diferentes perspectivas e experiências, impulsionando a inovação, a construção de soluções efetivas e o sucesso organizacional.  3) Realidade virtual e realidade aumentada como ferramentas do futuro  A utilização da realidade virtual (RV) e aumentada (RA) promete revolucionar a forma como as vagas serão apresentadas aos candidatos, tornando a experiência mais imersiva e atrativa. Além disso, essas tecnologias podem garantir que a avaliação das habilidades dos candidatos seja mais palpável, por exemplo, nas etapas da seleção que solicitam o desenvolvimento de projetos.  Assim, os recrutadores poderão ter uma visão mais detalhada da capacidade e das habilidades do candidato. 4) Processos seletivos realizados de forma remota  A pandemia acelerou a adoção de processos seletivos remotos, tornando-os uma prática comum e eficiente. Essa atividade tende a continuar crescendo, visto que oferece mais flexibilidade tanto para os recrutadores quanto para os candidatos. Nesse cenário, o alcance geográfico das seleções também é otimizado, aspecto bastante interessante para TI, um setor que se beneficia da oportunidade de se trabalhar com profissionais de regiões distintas.  5) Gamificação  A incorporação de elementos de jogos nos processos seletivos – conhecida como gamificação – também segue como uma aposta do mercado. Essa abordagem torna o processo mais envolvente para os candidatos e permite avaliar as suas habilidades de forma mais dinâmica. Entretanto, é importante observar que gamificar uma seleção não significa torná-la menos complexa. Os jogos podem ser adaptados a cada cargo, evidenciando as características que serão necessárias em determinada função.  6) Processos seletivos mais ágeis e eficientes  Uma vez que o avanço da tecnologia permite uma análise rápida e abrangente das características ideais de um candidato para determinada vaga, estima-se que os recrutamentos possam ser mais ágeis e práticos.  Condensar etapas, por exemplo, é uma alternativa para criar uma experiência de processo seletivo mais eficiente, tanto para os recrutadores quanto para os candidatos. 7) Experiência de recrutamento Outro ponto crucial nas tendências de RH e recrutamento em tecnologia encontra-se na priorização da experiência do processo seletivo. Isso implica a manutenção de um canal de comunicação aberto com o candidato, o fornecimento de feedbacks transparentes a cada etapa e o compromisso de manter os participantes informados sobre o progresso das suas candidaturas, entre outras práticas.  Além de atrair os melhores talentos, essa abordagem contribui para a construção de uma imagem positiva da empresa no mercado de TI. As dicas mencionadas anteriormente representam uma visão abrangente das inovações em recrutamento e seleção na área de TI. Entretanto, é válido salientarmos que elas estão em contínuo estado de atualização.  Portanto, é essencial criar métodos para acompanhar as tendências, adaptando-as à realidade da sua empresa e negócio.  Você também pode gostar: O home office acabou? Saiba como gerenciar a flexibilidade de trabalho na tecnologia  4 dicas para acompanhar tendências  1) Seja ativo e construa uma rede de networking no LinkedIn O LinkedIn representa uma ótima fonte de conteúdo corporativo, com inúmeros posts e artigos de especialistas, tanto de RH quanto de TI, sobre o mercado e o recrutamento em si. Por isso é essencial ter um perfil ativo e preenchido na plataforma, sendo vantajoso estender essa boa prática, inclusive, para a própria empresa.  Essa dica proporciona oportunidades de networking com líderes do setor e oferece acesso a informações relevantes que estão sendo aplicadas em outros negócios e países. 2) Acompanhe grandes referências na gestão de pessoas Esteja atento aos conteúdos produzidos por instituições renomadas, como a Society for Human Resource Management, o TNLT, a Harvard Business Review, o HR Trend Institute e a revista Exame. Esses são exemplos reconhecidos por sua área de atuação, pela inovação em gestão de pessoas e por fornecer insights credíveis sobre o campo de gestão de pessoas e recrutamento. 3) Estimule o diálogo com a sua equipe de RH Não subestime o potencial do seu time de RH como uma fonte de ideias e perspectivas significativas para a realidade da empresa. Cada colaborador pode contribuir com sugestões únicas, além de experiências que enriquecem a discussão sobre como inovar nos processos seletivos.  Crie um ambiente que incentive a troca de ideias e ações, no qual todos se sintam à vontade para opinar. O resultado dessa metodologia é o desenvolvimento de um processo seletivo verdadeiramente diferenciado, além de alinhado com as necessidades da empresa. 4) Acompanhe os conteúdos da Escola Superior de Redes (ESR)  Com mais de 18 anos de mercado, a ESR é referência no aprendizado teórico e prático para as diversas especialidades de TI.  Por aqui, produzimos conteúdos contínuos sobre o setor, para que os profissionais e interessados na área possam se atualizar e conferir o que é destaque pelo mundo em TI.  Além disso, as nossas soluções compreendem desde cursos e treinamentos em TI até a Consultoria Educacional, que ajuda gestores de TI e de RH a otimizarem os recursos investidos no desenvolvimento profissional das suas equipes de trabalho.  O objetivo desse serviço é oferecer soluções às empresas que lidam com setores de TI para que elas gerem resultados cada vez mais assertivos e alinhados aos objetivos da organização.  Quer saber como a Consultoria Educacional ocorre na prática e pode potencializar os seus times de TI e RH? Continue essa conversa com um dos nossos especialistas!


    06/06/2024
  • Gerenciamento de processos de negócios
    Governança de TI

    Gerenciamento de processos de negócios: o que você realmente precisa saber?

    Os processos estão presentes em diversas áreas do cotidiano, a todo tempo, desde questões mais complexas às mais simples, como acordar e se preparar para o trabalho. Para executá-los adequadamente, é necessário estabelecer um planejamento, observando, na prática, o que dá certo ou não. De forma geral, podemos compreender o gerenciamento de processos de negócios como o conjunto de técnicas, metodologias e ferramentas para monitorar e otimizar os processos das organizações. Ele terá o apoio da governança da empresa e das demais áreas funcionais, como a tecnologia da informação.  A abordagem também é chamada Business Process Management (BPM) e tem o objetivo de reunir informações densas sobre como uma empresa realiza os seus processos. Por isso, encontra-se em uma seara para além da gestão simples de projetos. Na prática, a metodologia propõe a realização do controle das atividades realizadas pela empresa e do seu fluxo, assim como evidencia o encadeamento de tudo o que é executado dentro do negócio.  Dessa forma, o BPM se adapta muito bem às demandas do novo contexto de mercado, o qual possui características complexas, como alta concorrência, novos canais e tecnologias, uma regulação robusta e clientes mais conscientes dos seus direitos e do seu poder de escolha, além de mudanças culturais significativas. Isso ocorre porque todos esses elementos impactam, em maior ou menor escala, as formas e os processos de trabalho, tanto nas camadas estratégicas e táticas quanto nas operacionais, o que demanda outras articulações de líderes e gestores.  Portanto, o Gerenciamento de Processos de Negócios (Business Process Management – BPM) refere-se à utilização de técnicas, ferramentas, pessoas, insumos, resultados e procedimentos para tornar as operações das empresas eficazes e eficientes.  Sabendo da importância do tema, a Escola Superior de Redes (ESR), em parceria com a DinsmoreCompass, apresentou, recentemente, o seu novo webinar gratuito, “Processos de negócios”. Vamos compilar os principais pontos desse evento on-line a seguir.   ❗ Você também pode gostar – 5 desafios comuns de projetos de rede e como os profissionais de TI podem driblá-los Qual a importância dos processos? As organizações funcionam baseadas nos seus processos, sejam eles tácitos ou estruturados. Por isso, a atuação por meio de um gerenciamento de processos de negócios é tão essencial.  De acordo com o webinar mencionado anteriormente, os maiores motivadores para uma empresa trabalhar com gerenciamento de processos de negócios estão associados à necessidade que esses empreendimentos têm de economizar recursos, reduzir o custo da sua operação e aumentar a produtividade. Além destes, existem outros exemplos que estimulam a adoção da abordagem, como a melhoria da satisfação do cliente, por meio da manutenção, do aprimoramento e de incrementos de produtos e serviços ou a criação de soluções inéditas.  Em todos esses campos, a gestão de processos de negócios pode ser aplicada com o intuito de potencializar os resultados das empresas.  Motivações para uso do gerenciamento de processos de negócios: Economizar dinheiro; Aumentar a produtividade; Melhorar os produtos e serviços; Lançar produtos e serviços; Entrar em novas linhas de negócios. Podemos compreender, então, que a gestão de processos de negócios auxilia a conquista desses objetivos, aprimorando a visão crítica que as empresas têm em relação às suas formas de executar aquilo que elas se propõem a entregar ao usuário final. Quando não há um foco permanente na realização da metodologia, as empresas são afetadas por diversos desafios, dentre os quais se destacam os seguintes: ❗ Você também pode gostar – Projeto de cabeamento estruturado: por que ele é tão importante para redes de alta velocidade?  Mas, afinal, o que é processo? Antes de entender a aplicação do gerenciamento de processos de negócios, é essencial destrinchar o conceito de “processo”. Trata-se de um elemento transformador, capaz de converter simples insumos, como dados e informações (também chamados entradas ou causas), em outros componentes (saídas ou efeitos) com maior valor agregado para o negócio. Assim, na prática e na lógica de uma visão sistêmica, o processo é responsável por transformar as “entradas” em “saídas ou efeitos” que gerem resultados significativos para as organizações, como:  Para executar essa transformação, os processos não se guiam sozinhos. Na verdade, necessitam de pessoas, ferramentas e equipamentos, além de procedimentos e métodos. “Processo é a organização lógica de pessoas, energia, equipamentos e procedimentos em atividades projetadas para produzir um resultado final.” BPM CBOK 2021  Qual é a definição de gerenciamento de processos de negócios (BPM)? Agora podemos ir adiante. Como dissemos anteriormente, o gerenciamento de processos de negócios representa uma abordagem sistemática utilizada para melhorar continuamente os processos de negócios de uma organização.  A metodologia envolve a análise, o design, a modelagem, a implementação, o monitoramento e a otimização de processos de negócios, principalmente por meio da atuação do setor de TI, com o objetivo de potencializar os resultados da empresa.  Para isso, possui alguns elementos característicos e essenciais, como:  – Identificação e mapeamento dos processos existentes, conhecido como AS-IS. – Avaliação da eficiência e eficácia dos processos. – Criação de processos ou melhoria dos já existentes, conhecidos com TO-BE. – Garantia de que os processos sejam eficientes e alinhados com os objetivos de negócios. – Criação de representações visuais dos processos. – Utilização de ferramentas de modelagem para documentar o AS-IS e o TO-BE. – Os processos desenhados são colocados em prática. – Integração dos novos processos nos sistemas de TI existentes, se necessário. – Acompanhamento do desempenho dos processos em tempo real. – Uso de métricas e Key Performance Indicators (KPIs) para medir a eficiência deles. – Identificação de oportunidades para melhorias contínuas. – Ajuste e refino dos processos para alcançar melhores resultados. ❗ Você também pode gostar – Cibersegurança em foco: 4 perguntas sobre o tema que você precisa conferir agora!  Quais são os benefícios do BPM? Qual a relação do gerenciamento de processos de um negócio com o CBOK? Você conhece a ABPMP? Trata-se de uma associação internacional de profissionais de BPM responsável por promover e difundir os conceitos e as práticas da metodologia, além de oferecer programas de capacitação e as certificações internacionais BPM Boot Camp & CBPP Exam e BPM CBPP Recertification.  Todas essas certificações são baseadas no livro Common Body of Knowledge (CBOK), material fundamental para os profissionais de TI que desejam trabalhar com gestão de processos. Ele é editado e revisado, periodicamente, pela ABPMP, que divide o aprendizado de gerenciamento de processos de negócios em nove campos do conhecimento: Campos do conhecimento BPM CBOK 4.0 Gerenciamento de processos de negócio– Modelagem de processos – Análise de processos- Desenho de processos – Gestão de desempenho de processos – Transformação de processos  Organização do gerenciamento de processos Gestão de processos empresariaisTecnologias de gerenciamento de processos de negócios  Portanto, a relação entre os dois termos está na possibilidade de os profissionais de TI se especializarem na metodologia, por meio de um conteúdo de qualidade e de uma certificação internacionalmente reconhecida. Além disso, há também uma importante entidade, a , que oferece padrões de processo para que qualquer empresa consiga estruturar os seus projetos do zero.  ❗ Assista ao webinar “Processos de negócios” na íntegra de forma gratuita! _________________________________________________________________ ESR: líder em ensino e aprendizado para gerenciamento de processos Para os profissionais de TI que desejam ingressar no setor de gerenciamento de processos de negócios, a Escola Superior de Redes (ESR) oferece, em parceria com a DinsmoreCompass, uma formação completa de cursos exclusivos, realizados na modalidade EaD, com aulas ao vivo. São eles:


    29/05/2024
  • Testes de Software
    Desenvolvimento de Sistemas

    16 boas práticas em testes de software para acompanhar agora

    Os testes de software são tão importantes quanto a fase de desenvolvimento ou o esboço de um projeto digital. Afinal, garantir a ausência de bugs e falhas no resultado final de um produto reflete diversos benefícios para as empresas, como é o caso da maior economia, da previsibilidade do planejamento financeiro organizacional e da otimização da reputação da marca em relação aos seus clientes e parceiros. Paralelamente a isso, revela também maior maturidade do software e da equipe de desenvolvimento. A atividade é descrita por meio de abordagens distintas que devem ser consideradas e aplicadas no dia a dia dos desenvolvedores de acordo com a realidade do negócio e do profissional habilitado.  Por exemplo, Glenford Myers vai observar o teste de software com base em uma perspectiva que valoriza “o erro”. Segundo ele, o termo refere-se a um “processo de executar um programa com o objetivo de encontrar erros”. Já na definição da ANSI/IEEE Standard 729, de 2017, o conceito descreve, na verdade, um “processo de avaliar um software ou um componente de software para verificar se ele satisfaz aos requisitos especificados ou para identificar as diferenças entre os resultados esperados e os obtidos”. Dessa forma, cabe ao profissional especialista identificar qual das metodologias é mais vantajosa para a sua empresa e produto, escolhendo também entre as inúmeras possibilidades de execução (manual, automática, testes fuzzing e testes de contrato, entre outras).  Neste artigo, vamos continuar detalhando alguns tópicos sobre este tema, com destaque para as 16 melhores práticas para testes de software automáticos. Você vai ler por aqui:   Continue conosco e boa leitura!  1) Quais são os princípios básicos dos testes de software?  De acordo com o syllabus da Certified Tester Foundation Level (CTFL) da BSTQB/ISQTB, há sete principais princípios de testes de software que você precisa considerar na aplicação da prática:  Em linhas gerais, esses princípios compõem a base da atividade de testes de software, responsáveis por preparar os profissionais para criar estratégias e rotinas de mapeamento dos pontos de vulnerabilidade do projeto com eficiência.  Além disso, testes de software bem elaborados fortalecem a construção e o desenvolvimento de caminhos alternativos e ágeis para driblar ou sanar problemas que possam surgir no futuro.  Na prática, a falha de um software ou uma experiência de usuário negativa por causa de um software que não funciona como o esperado tem implicações gradativas, desde o mero descontentamento com o produto até o congestionamento de serviços críticos. Veja outras consequências: Você também pode gostar de passear por aqui:➡️ O que é e como aprender lógica de programação de uma vez por todas? ➡️ As 5 linguagens de programação mais utilizadas no mercado em 2023-2024 2) Qual o cenário de mercado para o profissional que executa testes de software? Os testadores e as testadoras de softwares são imprescindíveis para a realidade de qualquer negócio. Por isso, enquadram-se em uma das áreas mais requisitadas dentro das especialidades de TI, seja por novos profissionais, seja pelas próprias empresas.  Entretanto, para compreender qual o verdadeiro cenário dessa carreira, é necessário um olhar mais aprofundado para as suas especificidades. Uma pesquisa publicada no Youtube, em 2023, mapeou a faixa salarial do colaborador dedicado aos testes e à qualidade de softwares, por meio da coleta de dados de 1.453 pessoas entrevistadas. O estudo identificou a média de remuneração para algumas das funções que compõem essa especialidade – vamos discriminá-las, a seguir, para que você tenha um panorama do mercado de trabalho da área.  Categoria de contratação CLT Estagiário R$ 1.825,50 Trainee R$ 2.314,60 Júnior R$ 2.977,40 Pleno R$ 3.890,66 Sênior R$ 3.750,00 Estagiário R$ 1.460,74 Trainee R$ 2.611,41 Júnior R$ 3.505,82 Pleno R$ 5.527,65 Sênior R$ 7.804,32 Especialista R$ 9.409,20 Estagiário R$ 1.850,00 Trainee R$ 2.178,00 Júnior R$ 3.977,41 Pleno R$ 6.767,00 Sênior R$ 10.287,98 Especialista R$ 10.750,00 Júnior R$ 4.923,00 Pleno R$ 11.115,50 Sênior R$ 11.299,51 Especialista R$ 12.945,62 Pleno R$ 14.777,00 Sênior R$ 17.030,00 Especialista R$ 13.500,00 Não houve respostas para esse cargo.  Estagiário R$ 1.527,45 Trainee R$ 2.256,92 Júnior R$ 3.932,74 Pleno R$ 6.360,02 Sênior R$ 9.622,56 Especialista R$ 11.412,00 Estagiário R$ 1.575,00 Júnior R$ 5.435,46 Pleno R$ 8.106,82 Sênior R$ 12.567,99 Especialista R$ 14.255,27 Pleno R$ 21.000,00 Sênior R$ 15.400,00 Especialista R$ 20.437,50 Especialista R$18.000,00 A pesquisa ainda analisa a variação salarial para contratos PJ e aquela existente entre homens e mulheres, destacando a desigualdade salarial, além de contrapor dados dos modelos presencial, híbrido e remoto.  Também destaca os porquês de algumas discrepâncias em relação a cargos que exigem mais experiência e que, no relatório, aparecem com remuneração abaixo daquelas que não demandam tanta expertise. Veja na íntegra aqui. ➡️ Você também pode gostar – Tipos de desenvolvimento de aplicativos móveis: qual é o melhor e como aprender? 3) E quais as vantagens de um teste de software bem elaborado? Existem diferentes tipos de testes de software, incluindo testes de unidade, integração, interface com o usuário, de API e de carga/estresse, entre outros. Cada um tem o próprio objetivo e abordagem para garantir a qualidade do software. Ainda assim, mesmo diante de tantas diferenças, todos contribuem para que os profissionais desenvolvedores possam assegurar: • Garantia de qualidade – os testes ajudam a garantir que o software funcione conforme o esperado e atenda aos requisitos do cliente. • Identificação de defeitos – os testes contribuem para a determinação de defeitos e bugs no software antes que ele seja lançado para os usuários finais. Dessa forma, os desenvolvedores podem corrigir esses problemas antes que afetem a experiência do usuário. • Melhoria contínua – os testes fornecem feedback aos desenvolvedores sobre a qualidade do software e das áreas que precisam de melhorias. Ajustes e refinamentos contínuos podem ser realizados a qualquer momento para tornar o software melhor. • Economia de tempo e recursos – identificar e corrigir defeitos durante a fase de desenvolvimento é muito mais econômico do que cosertá-los depois do lançamento do produto. Os testes ajudam a reduzir o retrabalho e os custos associados à correção tardia de defeitos. • Confiança do cliente – um software bem testado inspira confiança nos clientes, pois eles têm a garantia de que o produto funcionará conforme o esperado. ➡️ Você também pode gostar: O que são comandos Linux e como reproduzi-los em um só clique?  4) Quais são os principais tipos de teste de software? A depender do contexto e da preferência do profissional ou da empresa, há diversos tipos de testes de software para serem executados: 5) 16 boas práticas para testes de software automatizados Como vimos anteriormente, os testes de software podem ser executados por intermédio de metodologias diversas. Para este artigo, vamos destacar as melhores práticas que descrevem o modelo automatizado, visto que elas tendem a ser aprimoradas com o avanço da inteligência artificial (IA) nos próximos anos.  1) Domine os princípios básicos dos testes de software Para garantir testes de software eficazes, é fundamental compreender os princípios básicos que regem essa prática. Já abordamos esse tópico por aqui, e você pode voltar a acompanhá-lo, anteriormente, no item “Quais são os princípios básicos dos testes de software?”.  2) Busque as certificações relevantes do mercado Demonstrar conhecimento e credibilidade de atuação por meio de certificações é essencial na área de TI. Além de comprovarem suas habilidades para o seu empregador, auxiliam o seu processo de aprendizagem sobre um tema.  Na área de testes de software, as certificações são divididas em níveis de experiência – Foundation, Advanced e Expert – e têm como exemplo o -Certified Tester Foundation Level (CTFL), da BSTQB/ISQTB, bastante valorizado no mercado de trabalho. As habilitações do tema, quando conquistadas pelo especialista em TI, demonstram a sua proficiência e comprometimento com a qualidade do projeto de software.  Veja alguns exemplos: Há também as certificações disponibilizadas pela Certificação Brasileira de Teste de Software (CBTS), mantida pela ALATS, além de diversas outras possibilidades. 3) Estude as normas-padrão sobre testes de software As principais nesse sentido são:  4) Conheça as ferramentas que podem ajudar você nessa prática Existem diversas ferramentas disponíveis para auxiliar nos testes de software automatizados. Algumas das mais populares incluem: Conhecer essas ferramentas e saber como utilizá-las de forma eficaz pode otimizar bastante o seu processo de automatização dos testes de software.  5) Faça um mapeamento do negócio e estude se a automação de software é a melhor alternativa Antes de automatizar os testes de software, é importante realizar um mapeamento do negócio e avaliar se ela realmente é a melhor alternativa.  Nem todos os cenários de teste são adequados para esse tipo de tecnologia, além disso, é importante identificar as circunstâncias em que a automação realmente trará benefícios significativos em termos de economia de tempo e recursos. Casos como testes exploratórios, de borda ou avaliação UX (experiência do usuário) dependem, por exemplo, de um olhar humano.  6) Escolha a abordagem adequada Ao automatizar os testes de software, é importante escolher a abordagem adequada para cada situação. Esse processo envolve o estudo dos dois modelos viáveis – testes orientados por dados ou testes orientados por fluxo, os quais vão ser utilizados a depender das necessidades do projeto.  A principal diferença entre essas modelagens está no foco dos casos de teste: os testes orientados por dados se concentram nos diferentes conjuntos de dados de entrada e saída, enquanto os testes orientados por fluxo focalizam os diversos caminhos de execução do software.  Ambos são importantes e complementares, e a escolha entre eles depende das características específicas do software e dos requisitos do projeto.  Em muitos casos, uma combinação de ambas as abordagens é utilizada para garantir uma cobertura abrangente dos testes. 7) Implemente testes de regressão automatizados Testes de regressão automatizados são essenciais para garantir que as alterações feitas no código não introduzam novos defeitos ou quebras de funcionalidade em áreas já avaliadas e aprovadas anteriormente.  Ao usarem testes de regressão automatizados, os desenvolvedores podem executar rapidamente um conjunto de testes em áreas críticas do sistema sempre que uma nova alteração for feita, garantindo, assim, que nenhuma regressão ocorra. Com isso, há a manutenção da estabilidade do software ao longo do tempo, o que permitirá que as equipes de desenvolvimento identifiquem e corrijam problemas rapidamente. 8) Teste o próprio teste É fundamental validar os próprios testes para garantir a sua eficácia. Começar o projeto com um pequeno conjunto de casos de teste permite identificar os desafios e ajustar a estratégia conforme necessário. Criar modelos de teste e validá-los é fundamental para que os testes sejam eficientes.  Com base nessa proposta, os testes automatizados passam a ser confiáveis e capazes de identificar efetivamente novos defeitos no software. 9) Engaje as lideranças da empresa, assegurando que as mudanças necessárias aos projetos sejam realmente priorizadas Com o intuito de garantir o sucesso dos testes automatizados, é importante envolver as lideranças da empresa para assegurar que as modificações necessárias sejam devidamente priorizadas. Atividades como alocação de recursos adequados, estabelecimento de metas claras e apoio necessário para implementar e manter os testes automatizados fazem parte dessa dinâmica. 10) Estabeleça uma rotina de treinamentos com a equipe de testes Manter a equipe de testes atualizada e capacitada é fundamental para o sucesso das suas ações. Estabelecer uma rotina de treinamentos auxilia a equipe a se familiarizar com as ferramentas e com as práticas mais recentes e se preparar para enfrentar os desafios do teste de software automatizado. 11) Documente, registre e produza relatórios com as métricas certas Documentar, registrar e produzir relatórios com as métricas certas é essencial para avaliar a eficácia dos testes automatizados.  Métricas como taxa de automação, taxa de falhas por plataforma e tendências no tempo médio de falhas, por exemplo, podem compor os dados finais da atividade. Tais indicadores ajudam a identificar áreas de melhoria e garantir a qualidade do software ao longo do tempo. 12) Atualize bibliotecas e dependências Manter as bibliotecas e dependências atualizadas é fundamental para garantir a eficácia dos testes automatizados. Isso ajuda a evitar problemas de compatibilidade e ratifica que os testes estejam alinhados com as últimas atualizações e melhorias nas ferramentas e tecnologias utilizadas. 13) Estude e refatore os códigos de testes para aprimorar o desempenho deles Estudar e refatorar os códigos de teste é uma prática importante para melhorar o desempenho dos testes automatizados.  Pode-se considerar desde o processo de identificar e corrigir possíveis falhas até o ato de otimizar o código para tornar os testes mais eficientes e confiáveis. 14) Saiba como desenvolver a aplicação do teste de software manualmente Apesar da importância dos testes automatizados, é fundamental reconhecer que a tecnologia não os substitui integralmente. Por isso, é importante saber como desenvolver e aplicar testes de software manualmente, sobretudo em casos como testes exploratórios e avaliação da experiência do usuário.  Combinar ambos os tipos de teste é essencial para garantir uma cobertura completa e eficaz dos testes de software. Além disso, cabe ressaltar que os testes manuais podem ser mais bem aperfeiçoados, enquanto os automatizados são bons em processos longos e repetitivos. 15) Considere a integração de teste de automatização aos pipelines CI/CD  A integração de testes automatizados aos pipelines CI/CD (Integração Contínua/Entrega Contínua) é crucial para manter a qualidade do software em todas as fases do seu ciclo de desenvolvimento.  Ao incorporar testes automatizados aos pipelines, os desenvolvedores podem identificar rapidamente problemas e assegurar a estabilidade do software, da integração até a implantação. Essa prática promove uma cultura de qualidade, colaboração e entrega contínua, acelerando o ciclo de desenvolvimento e garantindo a confiabilidade do produto final. 16) Priorize a clareza dos testes  Ao desenvolver testes automatizados, é crucial garantir que eles sejam fáceis de entender, manter, atualizar e que possuam uma boa documentação. Ou seja, é fundamental seguir boas práticas de codificação, como escrever testes claros e concisos, utilizar nomes descritivos para os casos de teste e modularizar o código de teste para evitar repetições desnecessárias.  Priorizar esse aspecto dos testes ajuda a garantir que a suíte de testes permaneça eficaz e relevante ao longo do ciclo de vida do software. ➡️ Você também pode gostar: O que é arquitetura de microsserviços e quais são seus principais benefícios? ______________________________________________ ESR: a sua fonte de conhecimento e treinamento em TI Gostou deste conteúdo e quer tê-lo sempre com fácil acesso? Baixe gratuitamente o infográfico “7 boas práticas em testes de softwares automáticos para 2024”, que compila as principais informações em um layout dinâmico e de fácil entendimento. Além disso, acompanhe as trilhas de conhecimento da Escola Superior de Redes, empresa líder em ensino e aprendizado de TI.  No curso Gestão de Projetos de Teste de Software (EaD), por exemplo, você se prepara para  cargos de liderança ou de função relevante em projetos de testes de software, tomando como base padrões internacionais (ISO, IEEE e PMI) para projetos desse tipo, bem como sólida bibliografia disponível em português.   Conheça a ementa aqui!


    27/05/2024
  • Ferramentas de desenvolvimento web
    Desenvolvimento de Sistemas

    Ferramentas de desenvolvimento web: o que utilizar na rotina de TI?

    Com início marcado pelo World Wide Web (www), de Tim Berners-Lee, na década de 1990, o desenvolvimento web refere-se à criação de interfaces digitais funcionais e eficientes empregadas em sites, aplicativos e sistemas acessados pela internet.  Dessa forma, esse desenvolvimento pode ser definido como um conjunto de atividades e processos utilizados para colocar o projeto desse ecossistema digital em prática, incluindo as fases de design e da parte visual (fron-tend) e de lógica e das funcionalidades dessas tecnologias (back-end), além da integração entre esses elementos (full stack) e da manutenção do projeto.  Para que isso seja possível, diversos especialistas de TI estão envolvidos na atividade, sendo as principais profissões da área definidas da seguinte forma:  Todas devem garantir, de forma coesa e integrada, que os sistemas desenvolvidos sejam eficientes, atrativos e capazes de proporcionar experiências positivas para o usuário final.  Tem interesse em alguma dessas especializações? Continue conosco para entender outros aspectos do desenvolvimento web, como as suas principais ferramentas e linguagens de programação.  ❗ Você também pode gostar – 8 dicas para iniciar na carreira de programação em 2024  O cenário de tendências para o desenvolvimento web em 2024 Entre as principais tendências para desenvolvimento web, a IA generativa desponta como uma das mais promissoras. De acordo com as previsões do Gartner, “até 2026, a IA generativa alterará significativamente 70% do design e do esforço de desenvolvimento de novos aplicativos da web e de aplicativos móveis”. Além disso, a preferência por soluções personalizadas em vez de produtos prontos também destaca a importância do profissional que une expertises técnicas ao olhar apurado para a UX (experiência do usuário).  Conseguimos listar, ainda, outras tendências para a área. Veja quatro delas, segundo o CSP Tech. 1. Inteligência artificial (IA) e Machine learning (ML)  Tanto para o desenvolvimento web quanto para o mobile, as duas tecnologias continuarão desempenhando um papel de destaque.  Seja no caso da IA, para chatbots, personalização de conteúdo, por meio da leitura de comportamento do usuário, ou na perspectiva do ML, para uma análise de dados cada vez mais sofisticada e em larga escala, torna-se bastante evidente que essas ferramentas fazem parte do dia a dia dos especialistas na área e tendem a potencializar o desenvolvimento web, refletindo uma experiência do usuário mais aprimorada.   2. Desenvolvimento progressivo O chamado desenvolvimento progressivo (Progressive Web Apps – PWA) é uma aposta interessante para essa especialidade. Na prática, a tecnologia opera por meio de uma aba simples no navegador, que se torna “progressivamente mais app” com a interação dessa interface com o usuário. Ou seja, o desenvolvedor pode adicioná-lo a uma página inicial e observar a aquisição de funções que não existiam anteriormente, por meio da relação ferramenta × usuário.  Como exemplo dessa situação temos a implementação de funções exclusivas de aplicativos nativos, como geolocalização e permissão para uso quando a pessoa não está on-line, entregando uma experiência positiva e aproximada à de um aplicativo comum.  Essa tendência reduz o tempo e os recursos necessários para o desenvolvimento web, sendo esta uma das suas principais vantagens.  3. Desenvolvimento sem código Outra relevante tendência para a área é a popularização das ferramentas de desenvolvimento sem código, que democratiza e torna essa atividade mais acessível. Esta é considerada uma alternativa capaz de simplificar o processo de programação de aplicativos e sites, o que resulta na possibilidade de diferentes áreas do conhecimento – como marketing – experimentarem o universo do desenvolvimento.  4. Realidade aumentada (RA) e Realidade virtual (VR)  Duas tecnologias cada vez mais populares, inclusive no desenvolvimento web. A RA atua na sobreposição de elementos digitais aos do mundo offline, otimizando a experiência do usuário. Pode ser empregada em diversas áreas, por exemplo, no varejo, para que os consumidores testem o que vão comprar, por meio de uma perspectiva visual. Por outro lado, a RV é responsável por criar ambientes totalmente imersivos, por exemplo, para jogos, treinamentos, simulações etc. Ambas as ferramentas são previstas para fazer parte da rotina e dos projetos de desenvolvimento web de forma cada vez mais consistente.    ❗ Leia também – Tipos de desenvolvimento de aplicativos móveis: qual é o melhor e como aprender?  Exemplos de ferramentas e tecnologia para desenvolvimento web Para o desenvolvimento web, diversas ferramentas, linguagens de programação e tecnologia são utilizadas, com o objetivo de programar interfaces digitais funcionais e atrativas. A seguir, estão alguns exemplos de cada categoria. Ferramentas de desenvolvimento web Linguagens de programação de desenvolvimento web ❗Baixe o nosso e-book gratuito – Guia linguagem de programação: conceitos, as mais utilizadas e o passo a passo para começar na carreira  Tecnologias e frameworks de desenvolvimento web Essas ferramentas, linguagens e frameworks são amplamente utilizados por desenvolvedores web para criar e manter diversos tipos de projeto on-line, desde simples sites estáticos até aplicativos web complexos e sistemas dinâmicos. _________________________________________________________________ Fique por dentro de outras novidades em TI Acompanhe o lançamento semanal de conteúdos da Escola Superior de Redes (ESR) sobre o universo da TI nas mais diversas frentes.  Para isso, acesse o nosso #Blog e baixe os nossos materiais gratuitos para conhecer um conteúdo comprometido com a qualidade e com a disseminação de conhecimento na área. Além disso, conheça todos os nossos cursos da trilha de formação em desenvolvimento de sistemas – 6 possibilidades para você dar o start necessário na sua carreira.


    17/05/2024
  • Machine Learning e Inteligência Artificial em TI
    Ciência de Dados

    Machine learning e inteligência artificial na área de TI: o que esperar do futuro?

    Assim como a internet 5G, o machine learning (ML) e a inteligência artificial (IA) representam avanços digitais significativos na forma como a sociedade moderna se estrutura.  Embora não sejam necessariamente recentes (visto que a IA, por exemplo, foi mencionada pela primeira vez ainda na década de 1950), foi apenas depois da pandemia de Covid-19 e do necessário isolamento social que tais tecnologias tomaram contornos sem precedentes. A partir desse momento, o on-line e o offline se integraram de forma cada vez mais fluida, transformando atividades complexas em meros casos de rotina.   Depois de um período de expansão inédito em 2023, estima-se que as IAs causem um impacto econômico global de US$ 4,4 trilhões até 2040.  O sucesso dessas tecnologias cria grandes expectativas, assim como acende alertas sobre quais caminhos o mercado tomará a partir de agora.  Neste conteúdo, vamos abordar como o machine learning (ML) e a inteligência artificial (IA) podem influenciar as áreas de TI. Boa leitura!  ❗ Leia também – Estratégia de inovação: por que a ousadia é importante no ambiente corporativo? O que é inteligência artificial?  Inteligência artificial, IA ou AI (do inglês artificial intelligence) refere-se a um conjunto de ferramentas digitais que permite que sistemas eletrônicos simulem a “inteligência e o comportamento humanos”, por meio da análise e compreensão dos dados e de seus padrões.  De forma resumida, falar em inteligência artificial é também pensar na capacidade, cada vez mais avançada, de máquinas e dispositivos gerarem interações de tipos diversos, para os mais diferentes fins, com base em dados armazenados e em seus emissores. Assim, o objetivo da IA é atuar para além da observação simples de dados e para além da programação de ordens específicas. A IA deve ser capaz de perceber o ambiente no qual está inserida para gerar resultados significativos, de forma independente e totalmente conectada com esse universo enorme de bancos de dados. Para isso, são usados machine learning, deep learning, processamento de linguagem natural e ciência de dados, entre outros avanços tecnológicos. A inteligência artificial se caracteriza, portanto, pela possibilidade de as máquinas adquirirem a habilidade de reproduzir competências humanas, como raciocínio, planejamento, criatividade, aprendizagem e até mesmo interações. Segundo o Google Trends, o termo tem se popularizado nos últimos cinco anos, refletindo a integração da tecnologia ao dia a dia da sociedade. Porém, a inteligência artificial foi cunhada há mais tempo do que isso, mesmo que em outros contextos e condições. Foi em 1955, quando o professor de matemática do Dartmouth College, John McCarthy, usou a nomenclatura pela primeira vez. ❗ Leia também – Reflexos da IA na cibersegurança: você conhece o potencial dessa relação?  O que é machine learning?  Em tradução livre do inglês, o termo carrega o significado de “aprendizado de máquina”, que pode ser entendido como um método de análise de dados que automatiza a construção de modelos analíticos.  Com base nessa aplicação, compreende-se que o conceito está diretamente ligado a um ramo da inteligência artificial fundamentado na ideia de que sistemas podem aprender com dados, identificar padrões e tomar decisões com o mínimo de intervenção humana. Como as plataformas digitais, os sistemas de internet das coisas e outras inovações já conseguem fazer.  De modo geral, pode-se dizer que machine learning é uma tecnologia por meio da qual os computadores têm a capacidade de aprender de acordo com as respostas esperadas, com base em associações de diferentes dados, os quais podem ser imagens, números e tudo que essa tecnologia possa decodificar.  Qual a diferença entre ML e IA? Embora estejam diretamente conectados, a IA e o ML não são a mesma coisa. Por isso, é importante destacar os pontos de divergência entre essas tecnologias, a fim de assegurar uma compreensão integral dos termos.  Enquanto a IA é um conceito mais amplo que aborda a capacidade de uma máquina ou sistema detectar, motivar, agir ou se adaptar como um humano, o ML refere-se a uma aplicação de IA que permite às máquinas extrair conhecimento dos dados e aprender com eles de maneira autônoma.  Podemos visualizá-las em uma dinâmica análoga ao estudo dos conjuntos: o ML está contido na IA. Ou seja, a IA é abrangente, cobre uma ampla variedade de abordagens e algoritmos específicos; já o machine learning é mais específico, ou seja, é uma tecnologia ligada a esse escopo genérico, porém, com associações outras, tais quais aprendizado profundo, robótica, sistemas de especialistas e processamento de linguagem natural. A inteligência artificial abrange a ideia de uma máquina que pode imitar a inteligência humana. O ML tem como objetivo ensinar uma máquina a realizar uma tarefa específica e fornecer resultados precisos, identificando padrões.  Existem ainda outras diferenças significativas entre essas ferramentas, de acordo com o Google: Inteligência artificial Machine learning A IA permite que uma máquina simule a inteligência humana para resolver problemas. O ML permite que uma máquina aprenda de maneira autônoma com dados passados. O objetivo é desenvolver um sistema inteligente capaz de realizar tarefas complexas. O objetivo é criar máquinas que possam aprender com dados para aumentar a precisão da saída. Criamos sistemas que podem resolver tarefas complexas, como uma intervenção humana. Treinamos máquinas com dados para realizarem tarefas específicas e fornecerem resultados precisos. A IA tem ampla gama de aplicativos. O machine learning tem escopo limitado de aplicativos. A IA usa tecnologia em um sistema para imitar as tomadas de decisão humanas. O ML usa algoritmos de autoaprendizado para produzir modelos preditivos. A IA funciona com todos os tipos de dados: estruturados, semiestruturados e não estruturados. O ML só pode usar dados estruturados e semiestruturados. Os sistemas de IA usam lógica e árvores de decisão para aprender, raciocinar e se corrigir. Os sistemas de ML dependem de modelos estatísticos para aprender e podem fazer correções automaticamente quando fornecidos com novos dados. O contexto do machine learning e da inteligência artificial no presente No mercado como um todo, esses são avanços tecnológicos que figuram como verdadeiras promessas para a otimização de processos e a rentabilidade dos negócios. A exemplo disso, de acordo com um relatório da consultoria FrontierView, encomendado pela Microsoft, a inteligência artificial (IA) pode contribuir com o crescimento de 4,2% do PIB do Brasil até 2030. Diante desses resultados e tendo como pano de fundo o lançamento do ChatGPT pela OpenIA, o ano de 2023 foi marcado por uma corrida intensa das gigantes de tecnologia em busca da incorporação da IA em seus produtos:     Todas essas organizações se mantiveram proativas na esteira da adaptação a um novo contexto, no qual até os próprios usuários finais já utilizam as ferramentas da ML e IA no cotidiano.  Embora o ano de 2023 tenha sido marcado por esse escopo positivo, também foi o período que registrou algumas discussões importantes sobre o tema, como os protestos dos profissionais criativos contra a ferramenta e sua possível interferência nas vagas de trabalho e também a ausência de regulamentação para as novas tecnologias.  Como o machine learning e a inteligência artificial podem impactar o setor de TI? Veja 4 exemplos. O setor de TI não só respira as inovações e as transformações digitais como é o responsável por criá-las. Portanto, não é difícil entender que a IA e o ML já fazem parte da rotina de trabalho de equipes dessa área e tendem a se tornar cada vez mais abrangentes.  A computação cognitiva – que desenvolve mecanismos de previsão comportamental e fornece respostas rápidas para questões complexas que exigem um aprendizado contínuo – é um exemplo desse contexto.  No entanto, existem outros domínios nos quais a IA e o ML podem prosperar ou impactar a área de TI. Veja, a seguir, 4 competências:  1) Implicações na cibersegurança Com os novos contornos da transformação digital acelerada, profissionais de TI preveem que a IA generativa (a que produz conteúdo) seja capaz de transformar visceralmente a sociedade já nos próximos meses.  Embora tal popularização tenha ganhado força recentemente, a ferramenta já está presente há bastante tempo nas organizações, como nas análises de e-mails, que utilizam princípios de IA para fazer a detecção de spam. Ou seja, a IA, que já fazia parte da rotina dos especialistas em segurança da área de TI, agora será ainda mais empregada nesse ambiente, seja na perspectiva defensiva, seja no lado ofensivo, sendo o último o que mais tem se destacado.  A associação IA generativa + abordagens digitais ofensivas pode ocasionar o crescimento de ataques de engenharia social (aqueles capazes de hackear o próprio ser humano), visto que a tecnologia automatiza essa tarefa.  Até então, a engenharia social demandava a ação, a configuração e o gerenciamento humano contínuos. Com o advento da IA, essa lógica se altera e passa a viabilizar uma possível automatização da geração de golpes e ameaças e a torná-los ainda mais específicos.  Os phishings direcionados, por exemplo, podem ser produzidos automaticamente, em escala industrial. Há também a previsão do aumento de chamadas telefônicas com áudios sintéticos e da propagação da deep fake, entre outros modelos de ataque.  Nesse contexto, pelo menos por enquanto, nota-se que o uso da IA prevalece no lado ofensivo.  No defensivo, o desenvolvimento ainda é direcionado para ferramentas de correlacionamento de evento, análise de logs, análise de tráfego de redes e detecção de intrusão.  Porém, é preciso equilibrar essas forças e direcionar a IA generativa para o combate da sofisticação dos cibercrimes. O que os especialistas da ESR consideram é que, em breve, a IA será utilizada não só como um copilot para o invasor, como também representará um copilot para quem está preocupado com a segurança. Nas mãos de quem tem bons fundamentos e experiência de mercado, a IA é uma excelente ferramenta! 2) Otimização de tarefas manuais A IA e o ML têm o potencial de otimizar e automatizar tarefas manuais no setor de TI. Isso inclui processos como monitoramento de sistemas, gerenciamento de ativos de hardware e software, provisionamento de recursos em nuvem e resolução de problemas de infraestrutura.  Ao utilizar algoritmos inteligentes, as equipes de TI podem reduzir o tempo gasto em tarefas repetitivas e liberar recursos para atividades mais estratégicas e criativas. 3) Estabelecimento de sistemas autogerenciáveis A IA e o ML também podem impulsionar a criação de sistemas autogerenciáveis no setor de TI. Esses sistemas são capazes de monitorar, diagnosticar e corrigir problemas de forma autônoma, sem intervenção humana direta. Por exemplo, algoritmos de aprendizado de máquina podem ser implementados em sistemas de monitoramento de rede para identificar padrões de tráfego suspeitos e tomar medidas preventivas automaticamente. Com isso, há um aumento na eficiência operacional e um fortalecimento da resiliência e da segurança dos sistemas de TI. 4) Discussão sobre a regulação das ferramentas À medida que a inteligência artificial e o aprendizado de máquina se tornam integrados às operações de TI, surge a necessidade de uma discussão abrangente sobre a regulação dessas ferramentas. E questões éticas, de privacidade e segurança estão no centro desse debate em evolução. A regulação das ferramentas de IA e ML no setor de TI envolve a definição de padrões e diretrizes para seu desenvolvimento, implementação e uso responsável. Requisitos de transparência algorítmica, garantia de imparcialidade e equidade, proteção de dados sensíveis e prestação de contas por decisões automatizadas podem fazer parte desse mapeamento. Além disso, a regulação também aborda preocupações sobre o impacto dessas tecnologias na força de trabalho, incluindo questões relacionadas com a substituição de empregos, treinamento e requalificação de profissionais afetados. O diálogo entre governos, empresas, especialistas em tecnologia e sociedade civil é e será fundamental para desenvolver políticas e regulamentações que promovam o uso ético e responsável da IA e do ML no setor de TI, garantindo, ao mesmo tempo, a inovação contínua e a proteção dos direitos individuais e coletivos. ❗ Você também pode gostar: Por que uma empresa deve se preocupar com privacidade e ética no uso de dados e qual o papel do profissional de TI nesse cenário?  _________________________________________________ Além dessas áreas, o ML e a IA serão bastante utilizados nos processos de recrutamento e seleção em TI.   Fique por dentro de outras novidades em TI Acompanhe o lançamento semanal de conteúdos da Escola Superior de Redes (ESR) sobre o universo da TI nas mais diversas frentes.  Acesse o nosso #Blog e baixe nosso material gratuito para ter acesso a um conteúdo comprometido com a qualidade e com a disseminação de conhecimento na área.


    09/05/2024
  • Redes definidas por softwares
    Administração e Projeto de Redes

    O que você precisa saber sobre Redes Definidas por Software (SDN)

    A Tecnologia da Informação (TI) carrega consigo uma demanda que se transforma junto com as evoluções digitais e de mercado: a necessidade de uma contínua otimização da rede. Afinal, quanto mais conectada se torna a sociedade, melhores precisam ser a infraestrutura, a performance e a gestão de rede.  Nesse contexto, as Redes Definidas por Software (ou SDN, do inglês Software-defined Networking) se estabelecem como uma inovação capaz de viabilizar esses objetivos, por meio de uma arquitetura de redes que separa o plano de controle e o plano de dados de modo transparente. Como resultado, as grandes redes, como as de empresas com filiais espalhadas pelo globo, conseguem minimizar os custos com roteadores e hardwares e passam a ter acesso a um modo facilitado de executar alterações de rede e uma automação de regras para a distribuição dos fluxos de dados. Por essas vantagens, as SDN representam mais do que uma tendência, são uma realidade de mercado, seja em relação ao investimento registrado na abordagem em 2023 (U$ 24,5 bilhões), seja pela presença e publicações pelo mundo, como nos destaques abaixo:  Sabendo de tal relevância, a Escola Superior de Redes (ESR) convidou o especialista Diego da Silva Pereira, doutor em Engenharia Elétrica e de Computação, para ministrar um webinar gratuito sobre o tema para desmistificar as aplicações das redes definidas por software. Neste conteúdo, vamos destacar os principais pontos abordados no evento, o qual você confere na íntegra por aqui. Boa leitura!  Você também poderá gostar: O que é arquitetura de microsserviços e quais são seus principais benefícios? O que motivou a criação das redes definidas por software? A internet foi estruturada de modo que seus nós fossem independentes. Assim, bastava um dispositivo ter suporte para os protocolos para ingressar na rede. Ou seja, para que fosse possível implementar um nó dentro da internet, havia um único requisito: que esse dispositivo suportasse a pilha TCP/IP. Tal característica fez com que a internet crescesse de forma muito rápida, com aumento do ingresso de usuários na rede e do número de aplicações distribuídas por ela.  Diante disso, os fabricantes que sustentavam essa infraestrutura, sobretudo os roteadores no core da rede e os de borda, precisaram tornar os dispositivos cada vez mais complexos, para que eles fossem capazes de fazer o processamento das informações e para que conseguissem atender aos requisitos dos usuários por uma experiência positiva no uso de uma aplicação.  Os dispositivos de rede, então, passaram a ter muitos códigos, alto consumo de recursos (como processamento, disco, hardware e energia), maiores chances de falha e pontos de vulnerabilidade, além de ser extremamente caros. Tudo isso contribuiu para a existência de uma rede, naquele momento, estática e pouco flexível. Para fazer uma alteração em um roteador, por exemplo, era necessário entrar em contato com um fabricante, afastando a capacidade de customização e inserção de algoritmos e métricas na infraestrutura. Diante disso, as redes definidas por software (SDN) surgiram para driblar esse desafio.  Você também poderá gostar – Projeto de cabeamento estruturado: por que ele é tão importante para as redes de alta velocidade?  Afinal, qual o conceito de Redes Definidas por Software (SDN)? As Redes Definidas por Software (SDN) referem-se a uma proposta de arquitetura de rede que se baseia em softwares e na programabilidade de um plano de controle centralizado, ágil, que recebe instruções de um controlador, independentemente de fornecedor.  A tecnologia permite que as redes sejam otimizadas e aperfeiçoadas ao: a) apresentar uma separação dos planos de controle e de encaminhamento de dados; b) fornecer uma visão global da rede para as aplicações e c) simplificar a programação do plano de dados.  Em geral, as SDN são compostas por programas para a detecção de topologia e gerenciamento de tráfego, além de funcionarem, na maior parte das vezes, por meio do protocolo Southbound, e o mais popular para essa comunicação ainda é o OpenFlow. Na prática, a SDN surgiu para separar o plano de controle e o plano de encaminhamento, permitindo a chamada programabilidade da rede. Assim, o controlador, que pode ser uma máquina virtual, por exemplo, gerencia os demais dispositivos alocados no plano de encaminhamento (ou plano de dados), alterando a dinâmica de um sistema distribuído (por exemplo, protocolos de roteamento, como RIP e OSPF) para um centralizado, o que permite que as alterações de rede sejam realizadas de forma rápida e eficiente.   As redes definidas por software possibilitam um gerenciamento refinado do tráfego, sobretudo aquelas com muitos dispositivos, reduzindo, principalmente, o tempo necessário para a configuração dos ativos. Componentes da SDN  1) A comunicação – recomenda a utilização do protocolo SSL; 2) Itens que podem ser configurados – campos especificados dentro de uma tabela do plano de dados para estabelecer regras para a manipulação dos pacotes de dados; 3) Formato da mensagem. Por meio desses elementos, as redes definidas por software conseguem programar regras para recepção, identificação e transmissão de pacotes de dados, automatizando os processos. Ou seja, quando um switch receber um novo pacote de dados, buscará, no plano de controle, as orientações para prosseguir com a transmissão da informação. Uma vez registrada a orientação, todos os demais pacotes com as mesmas características seguirão a regra armazenada. Além disso, por essa divisão entre o plano de controle e o de encaminhamento, é possível executar alterações nas redes sem comprometer o funcionamento dos dispositivos, em uma dinâmica de redundância contínua. Por que é importante ter uma rede SDN programável? Nas estruturas de rede de computadores tradicionais, a configuração de cada um dos dispositivos se dá de maneira individual, visto que, geralmente, cada dispositivo tem a própria API, além de fabricantes diferentes.  Embora eles se comuniquem, uma vez que houve um esforço de padronização para isso, muitas vezes, a dinâmica exige um profissional específico para fazer toda a configuração de um único dispositivo. Nesse contexto, as redes de empresas capazes de administrar a comunicação com várias filiais demandam a aquisição de equipamentos que, com o tempo, se tornam legados com complexidade adicional de configuração. Algo oneroso e complexo.  Com a programação de redes por meio de SDN, o hardware passa a ser apenas o executor daquilo que é definido como regra no nível do controle. Assim, quando há uma programação de tráfego de rede em nível de controle, o hardware adjacente se torna transparente para o engenheiro de software responsável por programar toda a parte de comunicação da rede, análogo ao que ocorre nos sistemas operacionais. Ou seja, é possível olhar a topologia inteira da rede e direcionar o funcionamento dos switches, mudando a forma de enxergar as coisas e refletindo sobre vantagens importantes para os negócios:  Como começar a se especializar na área? No webinar gratuito produzido pela ESR “Desmistificando redes definidas por software: da teoria à prática”, você tem acesso a um panorama geral do tema para compreender a sua importância na evolução para a gestão da infraestrutura de telecomunicação. Entre os pontos abordados, estão tanto os conceitos fundamentais quanto as melhores práticas para a implementação bem-sucedida das SDNs, além de dicas para começar uma especialização na área.  Confira o conteúdo na íntegra para descobrir outros detalhes desse universo tão importante para a TI.


    30/04/2024
  • Diversidade e inclusão em TI
    RH

    Diversidade e inclusão em TI: qual a importância de discutir essas pautas antes da seleção de seu próximo time?

    A tecnologia da informação (TI) possui diversas características que a singularizam no mercado, por exemplo, o fato de representar um dos setores que, antes mesmo dos efeitos da pandemia de Covid-19, já acreditavam na possibilidade de postos de trabalho executados por um profissional de qualquer lugar do mundo (o anywhere office)!  Entretanto, se, de um lado, o segmento é tão disruptivo que aposta em avanços digitais que permitem que todo o globo tenha experiências cada vez mais transformadoras, de outro, ainda mantém rígidas algumas estruturas que desaceleram a inovação. É o caso da baixa diversidade e inclusão na oferta de vagas da área.  A exemplo disso, uma pesquisa do Google, realizada em 2023, em parceria com a Associação Brasileira de Startups (ABS), indicou que, em uma escala de 1 a 5, o mercado brasileiro de tecnologia registra uma nota média de apenas 2,6 em relação à diversidade.  Na prática, isso significa dizer que 50% dos entrevistados consideram o setor totalmente ou muito homogêneo, enquanto apenas 15% o identificam como muito diverso. O relatório analisou ainda que mais de 50% das startups estudadas observam o mercado atual de TI como excludente para as mulheres e para as pessoas negras. Quando o recorte de observação se volta para as pessoas com deficiência (PCD), os números são ainda mais preocupantes. Segundo a Pesquisa Catho PCD (2023), 43% das pessoas com algum tipo de deficiência entrevistadas estão desempregadas ou procurando um novo emprego e afirmam que o principal desafio do mercado para esse perfil é a falta de oportunidade de trabalho.  Além disso, a pesquisa Cenário das Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho Brasileiro, conduzida pela Mais Diversidade, registrou que o contexto também é dificultado pela falta de conscientização e conhecimento das pessoas sem deficiência. De acordo com o documento, 60% da alta liderança sem deficiência e que participou do estudo desconhece ou não sabe opinar se a empresa possui planos de desenvolvimento para as PCD. Tantos obstáculos para os grupos minoritários, como o de mulheres, negros, Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros, Queer, Intersexuais, Assexuais e outras identidades sexuais (LGBTQIA+), PCD (pessoas com deficiência), entre outros, afastam uma boa parcela de profissionais da área, além de contribuir com o já conhecido déficit de “oferta e demanda em TI”.  Sobre esse aspecto, inclusive, o Google destaca que o Brasil terá uma carência de 530 mil profissionais da área até 2025, algo impulsionado também pelas restrições impostas às minorias e pelo pouco interesse das empresas na contratação de pessoas que residem em locais distantes dos grandes centros comerciais do país.  Ou seja, está na hora de as organizações e os departamentos de RH focados em seleção de TI considerarem o desenvolvimento/investimento em programas estratégicos de Diversidade, Equidade e Inclusão (DE&I) que sejam comprometidos com a ética, com o papel social de cada nicho de mercado e com a própria manutenção do segmento. Neste artigo, vamos dar dicas para você colocar isso em prática antes da próxima contratação de time de sua empresa. Continue conosco. ❗ Leia também: O home office acabou? Saiba como gerenciar a flexibilidade de trabalho na tecnologia  Por que investir em diversidade e inclusão é importante para a área de TI? Segundo um levantamento realizado pelo Great Place to Work, times realmente diversos têm mais chances de tomar decisões assertivas e de desenvolver soluções e processos mais inovadores que, de fato, resolvam problemas práticos.  Em um trecho do artigo, a iniciativa destaca que “quando os funcionários se sentem desconfortáveis em compartilhar detalhes pessoais, como orientação sexual ou deficiência, as empresas observam uma queda nos níveis de confiança, orgulho e camaradagem dos funcionários – elementos essenciais para uma gestão eficaz e para a inovação no trabalho”. Quando analisamos o setor de TI, que, originalmente, respira inovação e depende desse fator, apostar em diversidade e inclusão é também aumentar o potencial das soluções que esse profissional pode oferecer e de sua capacidade de driblar os desafios do mercado ou da sociedade.  Por meio do olhar de uma equipe diversa, as soluções passam a ser tão abrangentes quanto seus desenvolvedores, chegando cada vez mais complexas, plurais e acessíveis aos usuários.  Por isso, processos seletivos que tenham como base medidas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DE&I) se traduzem em muitas vantagens para as organizações: Em resumo, existem inúmeros motivos para investir em equipes diversas. A seguir, vamos elencar 4 dicas para você fazer isso.  ❗ Leia também – Estratégia de inovação: por que a ousadia é importante no ambiente corporativo? Como desenvolver um processo seletivo mais diverso e inclusivo em 4 passos?  1) Conheça a história do setor Embora o setor de TI possua um estereótipo atualmente, o primeiro algoritmo com foco em processamento por meio de máquinas foi desenvolvido por uma mulher, Ada Lovelace, ainda no século XIX.  Posteriormente, no século seguinte, as mulheres estiveram em outra frente de atuação na área, como líderes dos estudos de computação humana, tal qual é observado no filme Estrelas além do tempo. Somente a partir da década de 1960 é que elas passaram a ser excluídas do processo de elaboração de conhecimento em tecnologia, comprovando que o perfil de mercado contemporâneo faz parte de uma construção histórica que marginaliza grupos minoritários. Como resultado dessa prática, a lacuna de profissionais diversos em TI se faz presente até os dias de hoje. Nesse sentido, reconhecer o recorte histórico pode ser relevante para que você e o departamento de RH estruturem meios de selecionar talentos realmente diversos e com propósito.   Elabore processos seletivos específicos para grupos minoritários Além de entender a importância de se criarem processos seletivos inclusivos, é essencial elaborar estratégias específicas para grupos minoritários. Isso envolve a revisão cuidadosa de requisitos e critérios de seleção, a fim de garantir que não haja barreiras injustas ou exclusões desarrazoadas. Além disso, considere a implementação de entrevistas estruturadas e avaliações de desempenho que permitam analisar as habilidades necessárias de maneira equitativa e objetiva, minimizando vieses inconscientes. A transparência durante o processo seletivo é um elemento crucial para que ele dê certo. Informe os candidatos, claramente, sobre a política de diversidade da empresa e demonstre o compromisso em promover um ambiente de trabalho inclusivo.  3) Forme parcerias com iniciativas que proporcionem o ensino e a aprendizagem em TI para grupos diversos Investir em parcerias com organizações e iniciativas que visam à educação em TI para grupos diversos é uma estratégia eficaz para ampliar a base de talentos do setor.  Algumas atividades específicas podem refletir essa prática, como o apoio a programas educacionais, workshops, bolsas de estudo ou mentorias direcionadas para mulheres, pessoas de minorias étnicas, LGBTQIA+ e outras comunidades sub-representadas.  Ao fornecer recursos e suporte, as empresas contribuem ativamente para a formação de profissionais diversos, aumentando as oportunidades de recrutamento. Essa medida também colabora para minimizar o cenário de déficit mencionado anteriormente.   4) Assegure que a empresa possua processos internos inclusivos e que o dia a dia depois da seleção seja acolhedor para os grupos minoritários Não basta apenas recrutar talentos diversos, é fundamental garantir que a empresa possua uma cultura inclusiva.  Para que a organização seja, de fato, inclusiva, sua gestão precisa implementar políticas internas que promovam a igualdade de oportunidades, o respeito à diversidade e a tolerância zero para a discriminação. O RH é um dos principais responsáveis por viabilizar esse processo.   Pense na criação de programas de sensibilização e treinamentos para todos os funcionários, com destaque para a importância da diversidade e da inclusão. Assegure que o ambiente de trabalho seja acolhedor e promova a sensação de pertencimento para todos os colaboradores.  A diversidade deve ser celebrada e incorporada ao tecido cultural da empresa, desde os processos de recrutamento até o dia a dia no escritório. Por isso, considere a realização de programas de mentoria e espaços para discussões abertas sobre diversidade.  _________________________________________________ Aprimore o processo de recrutamento e manutenção de times diversos em TI O recrutamento e a gestão de times diversos em TI demandam uma série de atividades e planejamentos. Por isso, é importante contar com soluções que facilitem esses processos e orientem as empresas para uma atuação mais assertiva, por meio de metodologias validadas pelo mercado, além de indicadores adequados para suportar as tomadas de decisão. Pensando nessa necessidade, a Escola Superior de Redes desenvolveu a Consultoria Educacional, serviço que oferece estratégias de aprendizagem corporativas elaboradas de acordo com os objetivos e as necessidades de cada empresa, inclusive os relacionados com a diversidade e inclusão.  A Consultoria Educacional da ESR ajuda gestores de TI e de RH a otimizar os recursos investidos no desenvolvimento profissional das equipes e gerar resultados estratégicos e alinhados com os objetivos da empresa. Além disso, o serviço direciona as instituições em consonância com o que há de mais atual na capacitação de profissionais no âmbito global para enfrentar os desafios da área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Entre em contato com a ESR para saber mais sobre a Consultoria Educacional em tecnologia da informação!


    19/04/2024
  • cibersegurança
    Segurança

    Cibersegurança em foco: 4 perguntas sobre o tema que você precisa conferir agora!

    A cibersegurança está em foco! De acordo com o último levantamento do Gartner sobre o tema, os gastos globais com segurança e gerenciamento de riscos representarão cerca de US$ 215 bilhões em 2024. Além disso, a “privacidade de dados e a segurança de nuvem” continuarão como destaques nas organizações, registrando taxas de crescimento de mais de 24% ao longo do ano.  Porém, à medida que os recursos investidos na área são potencializados e as regulamentações de ética e privacidade de dados são aprimoradas, o universo das ameaças, vulnerabilidades e ciberataques também se sofistica.  Sabendo da complexidade desse cenário e da necessidade de discutir a cibersegurança para além do óbvio, a ESR convidou Fabio Wladimir Monteiro Maia, principal technical manager no CESAR School, e Francisco Marcelo Marques Lima, especialista da ESR/RNP, para debaterem as principais questões sobre cibersegurança em TI. Confira, abaixo, 4 aspectos relevantes abordados nesse novo webinar gratuito. Boa leitura! ❗ Leia também – Guia: a orquestração de containers Kubernetes pode ajudar a minha organização? 4 perguntas sobre cibersegurança que você precisa desvendar agora! 1) Criptografia quântica vs criptografia tradicional: qual a relação entre elas? De acordo com Fabio Wladimir Monteiro Maia, o termo “criptografia quântica” descreve outro paradigma de computação, diferente do clássico e tradicionalmente usado. É o chamado paradigma de computação quântica, pautado em um princípio físico de funcionamento dos computadores. Enquanto os computadores clássicos operam de acordo com a física e o eletromagnetismo clássicos, os computadores quânticos são projetados para explorar fenômenos quânticos que não ocorrem dentro da primeira dinâmica, assim, há sempre uma incerteza que demanda observação. Antes dessa etapa, o sistema encontra-se em um estado de sobreposição, no qual ele não é nem uma coisa nem outra, caso das hipóteses de emaranhamento de kubits. A aplicação foi prevista inicialmente na década de 1980, quando se refletiu sobre a possibilidade de a física quântica ser utilizada de uma forma diferente no âmbito da computação e do processamento. Dessa maneira, a computação quântica como se desenvolveu desde então refere-se ao potencial de aceleração das computações “tradicionais”. Ou seja, uma computação com necessidade “x” de processamento na abordagem clássica passa a demandar um esforço computacional muito menor em um sistema quântico, e é exatamente esse motivo que liga o termo aos estudos das criptografias! Sabe-se que a criptografia moderna é baseada na dificuldade inerente à resolução de determinados problemas. O que garante que criptografias assimétricas, que fazem uso de chaves públicas e privadas, sejam dotadas de segurança é justamente a existência de alguns problemas matemáticos de alto grau de complexidade, como o logaritmo discreto, a fatoração de números inteiros e o problema do isomorfismo de curvas elípticas (ECDLP). Os sistemas de criptografia Rivest-Shamir-Adleman (RSA), por exemplo, são seguros porque se baseiam na dificuldade de fatorar o produto de dois números primos muito grandes. A operação de potenciação utilizada na criptografia RSA é fácil de realizar, mas a operação inversa, que é a fatoração do número resultante, é considerada computacionalmente difícil, com chaves acima de 3.072 bits. Quando uma nova forma computacional se estabelece, capaz de acelerar a dinâmica de resolução de problemas densos da computação clássica, tal qual a computação quântica, há também uma ameaça clara ao paradigma da criptografia moderna. Em outras palavras, a criptografia quântica coloca em risco algoritmos de autenticação e algoritmos de cifragem (os que protegem conteúdos de terceiros não autorizados), entre outros. Afinal, toda a internet e a segurança desse espaço baseiam-se em algoritmos criptográficos clássicos, que dependem de problemas matemáticos complexos serem resolvidos computacionalmente.  Com o aperfeiçoamento de uma computação que transforma diversos problemas digitais difíceis em questões simples, surge também a possibilidade de quebra de toda a criptografia associada à internet. Entretanto, mesmo que o contexto pareça preocupante, Fabio faz ressalvas quanto ao alarmismo relacionado com a pauta. Segundo o profissional, alguns conceitos sobre computação quântica ainda são difundidos erroneamente no meio digital, contribuindo para uma noção sensacionalista de sua abrangência a aplicabilidade. É o caso dos abaixo descritos: Tudo isso contribui para que o cenário da implementação prática da computação quântica e da possível desestabilização da criptografia clássica seja mitigado.  2) O que significa supremacia quântica?  O termo é utilizado quando uma tarefa comumente realizada com maior esforço no computador clássico é executada em tempo recorde no sistema computacional quântico. Trata-se, portanto, da demonstração e comprovação de que um mesmo problema resolvido em questão de horas em um sistema quântico exige muito mais tempo para ser solucionado em um computador clássico. Nessa ocasião, há uma validação da supremacia quântica em relação àquele problema específico. Entretanto, muitas vezes, os problemas comprovados nessas demonstrações são artificiais, viciando seu resultado.  Além disso, quando o estudo de demonstração é publicado, é comum que o argumento da supremacia quântica sobre determinado problema seja superado por algum outro pesquisador, que comprova ser viável a resolução do desafio, em tempo adequado, por meio da lógica clássica e de um algoritmo clássico desconhecido até então.  3) Como podemos enxergar a inteligência artificial em uso nas organizações, principalmente quando falamos de segurança da informação? A inteligência artificial (IA) representa um fenômeno não só de tecnologia como também de mídia, sobretudo por causa da publicização do ChatGPT.   Com os novos contornos da transformação digital acelerada, profissionais de TI preveem que a IA generativa (a que produz conteúdo) seja capaz de transformar visceralmente a sociedade já nos próximos meses.  Embora tal popularização tenha ganhado força recentemente, os profissionais Fabio Monteiro Maia e Francisco Marcelo Lima destacam que a ferramenta já está presente há bastante tempo nas organizações, como nas análises de e-mail, que utilizam princípios de IA para fazer a detecção de spam. Ou seja, a IA, que já fazia parte da rotina dos especialistas em TI, agora será ainda mais empregada nesse ambiente, seja na perspectiva defensiva, seja no lado ofensivo, sendo o último o que mais tem se destacado.  Segundo os especialistas, a associação IA generativa + abordagens digitais ofensivas pode ocasionar o crescimento de ataques de engenharia social (aqueles capazes de hackear o próprio ser humano), visto que a tecnologia automatiza essa tarefa.  Até então, a engenharia social demandava a ação, a configuração e o gerenciamento humano contínuo. Com o advento da IA, essa lógica se altera e passa a viabilizar uma possível automatização da geração de golpes e ameaças e torná-los ainda mais específicos.  Os phishings direcionados, por exemplo, podem ser produzidos automaticamente, em escala industrial. Há também a previsão do aumento de chamadas telefônicas com áudios sintéticos, da propagação da deep fake, entre outros modelos de ataque.  Nesse contexto, pelo menos por enquanto, nota-se que o uso da IA prevalece no lado ofensivo. No defensivo, o desenvolvimento da IA ainda é direcionado para ferramentas de correlacionamento de evento, análise de logs, análise de tráfego de redes e detecção de intrusão. Porém, é preciso equilibrar essas forças e direcionar a IA generativa para o combate da sofisticação dos cibercrimes.  O que os especialistas do webinar ESR defendem é que, em breve, a IA será utilizada não só como um copilot para o invasor, como também representará um copilot para quem está preocupado com a segurança.  Nas mãos de quem tem bons fundamentos e experiência de mercado, a IA é uma excelente ferramenta! 4) Qual o risco da IOT dentro das organizações?  A internet das coisas (IoT) é uma pauta intrincada, pois, ao mesmo tempo que viabiliza ambientes inteligentes, integrados, dinâmicos e que facilitam a vida do usuário, também trata de dispositivos bastante frágeis em relação à cibersegurança. Normalmente, os dispositivos de IoT têm baixo poder de processamento, e por possuírem recursos limitados de computação, refletem um desafio bastante robusto para a criptografia.  Os algoritmos criptográficos implantados em IoT são simples, pouco efetivos ou até inexistentes. Esse cenário é agravado quando observamos a quantidade de dispositivos IoT espalhados pelas redes em detrimento do número de artefatos computacionais disponíveis.  A equação posiciona os dispositivos IoT como vulneráveis, a exemplo dos aparelhos de ar-condicionado. Assim como muitos equipamentos industriais, os ares-condicionados não eram ligados à internet, dando ênfase à confiabilidade, e não à segurança. Quando migraram para a rede, o desenvolvimento adequado de mecanismos de segurança não acompanhou a mudança. Além disso, uma grande parte de dispositivos IoT não conta com atualização de framework ou acesso a suporte, o que indica ainda mais sua fragilidade e risco.  5) Além da tecnologia, que medidas as empresas e os indivíduos podem tomar para promover uma cultura de segurança cibernética a longo prazo?  Em relação a esse tópico, Fabio e Francisco compilaram algumas dicas principais:  ❗Leia também – Cloud storage: o que é e qual sua importância para o cenário de dados atual?  ___________________________________________ ESR: a melhor escolha para especialização em TI Além das 5 perguntas sobre cibersegurança abordadas anteriormente, você pode conferir outras no bate-papo completo da ESR!  No webinar gratuito “Cibersegurança em foco: Construindo um futuro mais seguro”, os especialistas continuam debatendo outras nuances relevantes sobre o tema, tais quais: Acesse o link e veja o evento on-line na íntegra! ✍️ Você também pode gostar: Conheça todos os cursos de TI disponibilizados pela ESR e escolha a sua próxima capacitação aqui! 


    11/04/2024
  • Privacidade e ética no uso de dados
    Governança de TI

    Por que uma empresa deve se preocupar com privacidade e ética no uso de dados e qual o papel do profissional de TI nesse cenário?

    Para os profissionais de TI, assuntos como gestão de riscos da informação, privacidade e ética no uso de dados não são novidade. Entretanto, com o desenvolvimento de outras pautas relevantes, como a da implementação da LGPD e a transformação digital acelerada,  principalmente em decorrência da pandemia, dominar esses conceitos passou a ser cada vez mais necessário nas carreiras da área, com significativo impacto na rotina das organizações. Empresas que possuem bases estruturadas de privacidade e ética de dados, tendo a tecnologia da informação como parceira, usufruem de uma série de benefícios em relação àquelas que não se preparam para o novo cenário digital, que conta, sobretudo, com usuários mais atentos a como os negócios utilizam suas informações. “Afinal, o que fazem com meus dados?”.  Além disso, com o aumento exponencial do mercado digital nos últimos anos e com a forte migração das transações e relações sociais/cotidianas para a nuvem, os cibercrimes também têm a oportunidade de expandir e se sofisticar. Segundo o Relatório de Defesa Digital da Microsoft, entre julho de 2022 e junho de 2023, os ciberataques atingiram 120 países, com a sintetização de cerca de 65 trilhões de sinais por dia. O estudo ainda aponta, em média, 4 mil ameaças de autenticação de identidade bloqueadas por segundo somente no último ano. Ou seja, privacidade, ética e adequação no uso de dados, além de campos em ascensão na TI, são a demanda do presente e do futuro dentro das empresas. Nessa perspectiva, o aprimoramento de tecnologias emergentes, tal qual a inteligência artificial (IA), junto com a especialização humana, surge como uma alternativa para enfrentar desafios cada vez mais complexos.  “A inteligência artificial será um componente crítico da defesa bem-sucedida. Nos próximos anos, a inovação na defesa cibernética baseada em IA ajudará a reverter a atual onda crescente de ataques cibernéticos”, ressalta Tom Burt, vice-presidente corporativo de segurança e confiança do cliente da Microsoft, na quarta edição do relatório anual citado anteriormente.  É importante destacar também que, embora a IA possa ser um mecanismo de auxílio ao combate do universo do cibercrime, todas as demais tecnologias carregam consigo dilemas éticos que devem ser observados com cautela.  Continue esta leitura conosco e descubra como se tornar um expert em privacidade, ética no uso de dados e segurança da informação.  Por que é importante que empresas e profissionais de TI se especializem em privacidade e ética no uso de dados? Ter um olhar cuidadoso para a privacidade e ética no uso das tecnologias, sobretudo as relacionadas com o tratamento de dados, é uma demanda urgente dos negócios.  As novas dinâmicas sociais, que se destacaram com a transformação digital acelerada pela pandemia de Covid-19, não só exigem um posicionamento das organizações diante do uso da cadeia de dados, como enfraquecem empreendimentos que combatem a aplicação de políticas de transparência em suas operações.  A partir de 2020 e da necessidade de distanciamento social, a digitalização das empresas e das transações cresceu de forma exponencial. De acordo com a 33ª edição da Pesquisa Anual sobre o Mercado Brasileiro de TI e Uso nas Empresas, divulgada pela FGV, por exemplo, a antecipação do processo de transformação digital por causa dos contornos da crise sanitária foi o equivalente ao esperado para o período de um a quatro anos. Na época, computadores, notebooks, tablets e smartphones superaram, somados, a expressiva marca de 447 milhões de unidades no país. Ou seja, a demanda por redes e soluções digitais cresceu. Com isso, foi preciso viabilizar novos modelos de negócios, einvestir em TI nas empresas representou uma das alternativas para fazer isso.  Diante de tantas mudanças, as empresas passaram a ser cada vez mais confrontadas com a demanda de adaptação a uma política de uso e tratamento de dados adequado. Afinal, eles apresentavam-se em quantidades inéditas e impressionantes.  Assim, ao optarem por caminhar com as transformações do contexto, priorizando processos, ações, planejamento estratégico e indicadores voltados para a ética, a transparência e a proteção de dados, as empresas gozam de inúmeras vantagens, como:  Além dos benefícios previamente mencionados, o reconhecimento e a ênfase na privacidade e ética na segurança da informação resultam na preservação de ativos valiosos dos negócios, tanto internos quanto externos, mitigando gastos com redução de danos e respostas a incidentes. Nesse contexto, torna-se indispensável contar com setores de TI altamente sistematizados e focados no contínuo desenvolvimento dos princípios de segurança da informação e em sua diferenciação entre privacidade e proteção de dados.  ❗Você também pode gostar – Cloud storage: o que é e qual sua importância para o cenário de dados atual? Qual a diferença prática entre privacidade, proteção de dados e segurança da informação? Ao nos aprofundarmos na essência da “privacidade, proteção de dados e segurança da informação”, é crucial que compreendamos como esses conceitos se entrelaçam e, ao mesmo tempo, se distinguem em práticas cotidianas da TI. A privacidade, como destacado anteriormente, associa-se aos direitos individuais em um mundo digital, tendo a LGPD (no Brasil) como sua lei guardiã. Imagine-a como a fronteira que permite aos usuários determinar quem pode acessar suas informações e como elas podem ser utilizadas. No contexto corporativo, respeitar a privacidade implica estabelecer políticas claras e transparentes, que informam aos usuários como suas informações serão tratadas. Enquanto isso, a proteção de dados materializa os princípios de privacidade, envolvendo a implementação de medidas técnicas e organizacionais para garantir a segurança dessas informações sensíveis. É o caso, por exemplo, da criptografia, de controles de acesso rigorosos e das políticas de retenção de dados, que refletem o compromisso com a integridade e a confidencialidade. Por fim, a segurança da informação assume o papel de um escudo que protege não apenas os dados, mas toda a infraestrutura digital, sendo, por isso, tão fundamental nas empresas. Ela abrange controles como firewall, detecção de intrusões e gestão de risco e continuidade, para garantir a constância operacional e a resistência a ataques que possam comprometer não apenas informações, mas o funcionamento da organização. O entendimento prático desses conceitos contribui para a construção de uma abordagem holística em TI.   Seja para fornecer suporte eficaz aos usuários em suas necessidades de privacidade e proteção de dados, seja para resguardar os ativos mais preciosos de uma empresa, o profissional de TI desempenha um papel estratégico, sendo o responsável por perfectibilizar as ações e políticas de proteção e por estruturar uma segurança da informação eficiente.  E como identificar a efetividade da segurança da informação de um negócio? É o que vamos destrinchar agora.   ❗Você também pode gostar – Governança corporativa: princípios e boas práticas para adotar em 2024.  O que é segurança da informação e para que serve? Detalhando o que conversamos anteriormente, “segurança da informação” refere-se ao conjunto de ferramentas e estratégias digitais que garantam a seguridade dos dados de uma empresa no mundo virtual. Portanto, são as maneiras ou ferramentas encontradas para minimizar os riscos de ameaças digitais, além de estratégias para garantir a plena vida dos dados de uma organização sem que estes sofram influências externas, como vírus, invasões e outras diferentes formas de ataques de cibercriminosos. Para isso, ou seja, para uma boa segurança da informação e um resguardo de dados eficiente, tais articulações se valem de alguns pilares essenciais, que você confere logo abaixo. 5 conceitos-chave da segurança da informação De acordo com a norma 27.022/2022, existem conceitos preponderantes da segurança da informação que articulam a proteção de dados e ativos. São eles:  1) Confidencialidade        Quando se fala em segurança da informação, é preciso pensar que ela está associada à confidencialidade como pilar desenvolvedor. De forma prática, é a garantia de que somente os agentes autorizados terão acesso aos dados institucionais. 2) Disponibilidade Significa dizer que os dados devem estar disponíveis de acordo com a necessidade. Sempre que ela existir, deve ser possível acessá-los. 3) Integridade A integridade pode ser compreendida como um tipo de certificação que assegura que uma informação, uma vez armazenada, não poderá sofrer nenhum tipo de alteração. É a garantia de que os dados não são corrompíveis.  4) AutenticidadeOutro pilar que envolve a segurança da informação é a capacidade de garantir que a informação é verdadeira. Assegurar que certa informação pertence a A ou a B e determinar uma autoria específica, provando que o objeto avaliado não tenha passado por alguma alteração indevida.  5) Não repúdio É a propriedade que garante a impossibilidade de negar a autoria em relação a uma transação feita anteriormente. Além desses, você pode conferir outros elementos-chave da segurança da informação na Cartilha de Segurança para Internet.  ❗Você também pode gostar – Previsões de cibersegurança: o que esperar no segundo semestre do ano e início de 2024? Como estruturar um projeto de segurança da informação adequado para empresas?  Existem várias maneiras de se implementar uma boa gestão de segurança da informação nas empresas e, assim, evitar ameaças e cibercrimes. Como exemplo, citamos uma rotina específica de atualização de softwares, além de backup contínuo e do uso de softwares de segurança. Ainda assim, a solução que melhor apresenta resultados para se esquivar de ameaças à segurança da informação e para desenvolver essa área, seja na empresa, seja na carreira, é a capacitação profissional. Estar inserido no universo digital e compreender como a segurança cibernética é importante para o sucesso da empresa é imprescindível, além disso, é necessário dominar a técnica e os princípios dos elementos que estruturam uma política estratégica de segurança da informação, privacidade e ética no uso de dados.  A Escola Superior de Redes, parceira do SANS, o principal instituto de cibersegurança do mundo, entende que esse é um dos alicerces mais importantes para a construção de um ambiente virtual seguro e para a formação de profissionais ainda mais qualificados. Por isso, desenvolveu uma trilha de treinamentos práticos para a área de segurança, com uma metodologia própria pensada na perspectiva de capacitar o aluno para agir preventivamente e tratar os incidentes quando não for possível evitá-los. Inscreva-se e prepare-se para assumir sua próxima vaga.


    04/04/2024
  • Profissões em Cibersegurança
    Segurança

    6 profissões de cibersegurança nas quais se especializar em 2025

    A sedimentação da inteligência artificial generativa e o comportamento digital inadequado de funcionários, além da sofisticação de ameaças e crimes virtuais, são alguns dos motivos que explicam a demanda por investimento em cibersegurança nas empresas para os próximos meses.  De acordo com o Gartner, em 2024, os líderes de segurança precisarão responder, com agilidade, a esse novo universo, estipulando práticas, recursos técnicos e reformas estruturais em suas políticas de segurança, com vistas à otimização da segurança da informação e das infraestruturas corporativas. É o que diz o diretor sênior e analista do Gartner, Richard Addiscott: “Apesar da força inevitável da GenAI, os líderes também continuam a enfrentar outros fatores externos fora de seu controle que não devem ser ignorados este ano.”  Por isso, a cibersegurança é uma das grandes apostas para abertura de vagas e oportunidades profissionais na área de TI.  Neste artigo, vamos detalhar algumas características do campo da cibersegurança, além de citar quais são os requisitos recomendados para ingressar nessa carreira. Boa leitura! Você também pode gostar – Cibersegurança: o que é e como seguir carreira na área? O que faz um profissional de cibersegurança? A cibersegurança compreende ações e esforços de TI direcionados para a proteção de sistemas, redes, computadores, dispositivos móveis e programas de todo e qualquer tipo de ameaça ou possibilidade de ataque digital. Por isso, um profissional especializado nesse setor executa procedimentos e protocolos para tornar as redes corporativas resilientes. Além disso, é o especialista em cibersegurança que implementa medidas preventivas, como firewalls, sistemas de detecção de intrusão e programas antivírus, para proteger instituições das ameaças cibernéticas.  Suas funções também podem compreender o desenvolvimento de políticas de segurança da informação e procedimentos de resposta a incidentes para que a organização esteja preparada para lidar com violações de segurança cada vez mais frequentes.  O monitoramento contínuo da rede em busca de atividades suspeitas, assim como a investigação de quaisquer incidentes de segurança para que seja possível identificar e mitigar eventos suspeitos, são outras tarefas comuns aos cyber securities.  Ou seja, a cibersegurança é uma área muito ampla. Diante da sistematização da inteligência artificial e da demanda por uma resposta de segurança a seus mecanismos, espera-se que ela se expanda ainda mais, exigindo novas especializações e profissionais. Desse modo, uma equipe estruturada de cibersegurança exerce um papel crucial na proteção dos ativos digitais e na manutenção da integridade, confidencialidade e disponibilidade das informações corporativas. ❗Você também pode gostar de Cloud storage: o que é e qual sua importância para o cenário de dados atual? Qual a média salarial de um profissional de cibersegurança? Como dissemos, a cibersegurança é bastante abrangente. Para cada uma de suas especialidades, os valores de contratação podem ser diferentes. Ainda assim, o guia salarial anual para 2024 da Robert Half estabeleceu uma média salarial para alguns cargos do setor (baseados em dados de São Paulo), apresentando resultados que ratificaram a importância da área e a disposição do mercado por estar em busca de qualificação técnica.  Inclusive, segundo o estudo, 58% dos chefes de empresas entrevistados desejam abrir mais vagas na área de tecnologia em 2024, entre as quais estão as voltadas para a segurança.  Confira a média salarial do documento:  25º (Candidato novo que ainda está no processo de desenvolvimento de habilidades)  – R$ 17.350,00 50º (Candidato nível médio com experiência adequada para assumir suas funções) – R$ 20.000,00 75º (Candidato com experiência acima da média) – R$ 23.750,00 25º (Candidato novo que ainda está no processo de desenvolvimento de habilidades) – R$ 11.450,00 50º (Candidato nível médio com experiência adequada para assumir suas funções) – R$ 15.000,00 75º (Candidato com experiência acima da média) – R$ 19.300,00 25º (Candidato novo que ainda está no processo de desenvolvimento de habilidades) – R$ 8.400,00 50º (Candidato nível médio com experiência adequada para assumir suas funções) – R$ 11.000,00 75º (Candidato com experiência acima da média) – R$ 14.100,00 25º (Candidato novo que ainda está no processo de desenvolvimento de habilidades) – R$ 6.100,00 50º (Candidato nível médio com experiência adequada para assumir suas funções) – R$ 8.000,00 75º (Candidato com experiência acima da média) – R$ 10.520,00 25º (Candidato novo que ainda está no processo de desenvolvimento de habilidades) – R$ 13.400,00 50º (Candidato nível médio com experiência adequada para assumir suas funções) – R$ 15.500,00 75º (Candidato com experiência acima da média) – R$ 18.400,00 ❗Você também pode gostar de  9 requisitos necessários para iniciar sua carreira de Pentest Web O que faz cada uma dessas profissões de cibersegurança na prática? Cada uma das profissões de cibersegurança listadas no guia salarial desempenha um papel específico na proteção dos sistemas de informação e na garantia da segurança cibernética das organizações. Confira os principais elementos por trás delas: Extra – Perito forense – embora essa especialidade não apareça no Guia Salarial da Robert Half, é uma das grandes apostas do segmento, tanto por sua importância quanto por sua versatilidade. Na área de perícia forense, o profissional representa uma peça fundamental para a resolução de crimes do mundo on-line ou offline. Entre suas funções, encontram-se atividades como investigação de dados, sistemas operacionais e dispositivos, a fim de mapear todas as pistas de uma ameaça ou delito e para criar a reconstituição da autoria de crimes cometidos por meio desses recursos tecnológicos. O objetivo é que o especialista em tecnologia e segurança utilize técnicas para apresentar uma linha investigativa coerente e que auxilie a resolução dos conflitos, como realizar a análise de ambientes digitais; detectar fraudes e invasões; refazer a trajetória de uma fraude; buscar potenciais riscos ou fragilidades na rede e na comunicação do caso estudado, entre outras ações. Você também pode se interessar – Conheça todos os cursos de análise forense disponibilizados pela ESR, a líder em ensino e aprendizagem de TI Como começar uma carreira em cibersegurança? Assim como indicamos no decorrer deste texto, a cibersegurança, além de abrangente, é bastante técnica. Por isso, o primeiro e principal passo para começar na área é garantir acesso a cursos, treinamentos e especializações de qualidade.  A Escola Superior de Redes (ESR) possui uma trilha completa de conhecimento em cibersegurança, com uma abordagem prática e atividades que geram resultados imediatos no dia a dia de trabalho de profissionais e organizações. Um de seus diferenciais mais marcantes é contar com a parceria de organizações reconhecidas mundialmente, como: Na ESR você tem acesso a diferentes cursos, tanto nas versões presenciais quanto EaD, para iniciar uma jornada de aprendizado com propósito em cibersegurança. Inscreva-se agora!


    01/04/2024
  • Arquitetura de Microsserviços
    Computação em Nuvem

    O que é arquitetura de microsserviços e quais são seus principais benefícios?

    Analisar uma arquitetura de microsserviços passa necessariamente pela compreensão de que as infraestruturas computacionais estão em constante crescimento e transformação, assim, exigem novas abordagens para gerenciá-las. Ou seja, não faz mais sentido lidar exclusivamente com aplicações grandes e complexas.  Nesse contexto, as novas configurações de consumo e o potencial de escalabilidade dos negócios por meio da nuvem demandam que a inovação e a implementação de tecnologias capazes de se moldarem ao cenário atual sejam obrigatóriass às empresas e iniciativas que desejam permanecer no mercado.  A arquitetura de microsserviços é um exemplo disso, pois facilita a gestão ágil das organizações, uma vez que elas passam a contar com infraestruturas de TI mais flexíveis e aptas a se adaptarem a necessidades e propósitos distintos.  Neste artigo, vamos detalhar a abrangência da arquitetura de microsserviços e mostrar como ela pode ser uma área de especialização para você.   ❗ Leia também: Guia: a orquestração de containers Kubernetes pode ajudar a minha organização? Afinal, o que é arquitetura de microsserviços?  Diferentemente da aplicação monolítica, a arquitetura de microsserviços refere-se a uma forma de desenvolvimento de sistemas na qual cada camada/pedaço de projeto realiza suas funções de forma autônoma e com disponibilização independente. A abordagem possibilita a escalabilidade de recursos, o desacoplamento entre componentes e uma melhor organização de código, além de eliminar as tradicionais barreiras impostas pelo modelo monolítico, no qual os serviços que o compõem são organizados logicamente no mesmo código-fonte e ambiente de processamento. Quando isso ocorre, há uma dependência entre os serviços e um alto grau de acoplamento. A arquitetura de microsserviços é notadamente reconhecida por permitir o desenvolvimento de uma única aplicação como um switch de serviços, no qual cada um deles é autônomo, roda seus processos e mantém seus dados e objetivos. Os elementos são implementáveis e independem dos demais, e os serviços são responsáveis por um conjunto finito de funcionalidades, que se comunicam, muitas vezes, por meio de APIs.  Com a autonomia e o isolamento existentes entre os serviços, os respectivos desenvolvimentos podem ser conduzidos por meio de diferentes linguagens de programação e tecnologia, bem como por processo automatizado de implantação isolado e instalação em diferentes ambientes de processamento. Na prática, a implementação da arquitetura de microsserviços ocorre por intermédio de processos de comunicação, como API http, e de pequenas atribuições de responsabilidades, que são posteriormente publicadas. Tem como propósito facilitar a gestão das aplicações grandes e complexas, com base na divisão de tarefas dessas estruturas e na criação de uma coleção de serviços autônomos, independentes e desacoplados. Dessa forma, uma única aplicação pode ser desenvolvida com ferramentas, bancos de dados e linguagens de programação diferentes, desde que haja uma comunicação padronizada entre esses elementos. Assim, quando um sistema apresenta uma falha na arquitetura de microsserviços, ela pode ser superada de forma direcionada no módulo afetado, não impactando os demais.  Vantagens de uma arquitetura de microsserviços Quando uma arquitetura é voltada para microsserviços, ou seja, quando aborda pequenas unidades de trabalho, torna-se mais fácil:  Essas características habilitam a arquitetura de microsserviços a lidar de forma otimizada com problemas localizados e se adaptar rapidamente às constantes transformações de demandas das organizações e da sociedade. Desvantagens da arquitetura de microsserviços Nem sempre a arquitetura de microsserviços é a ideal para todas as situações, como: Por que a arquitetura de microsserviços está associada a cloud computing?  A ligação entre essas duas tecnologias é direta à medida que a natureza distribuída da arquitetura de microsserviços é facilitada pela nuvem. Na nuvem, os microsserviços podem ser implantados de forma independente, aproveitando a elasticidade e a escalabilidade automática oferecidas. Além disso, a independência, a facilidade de implantação, o gerenciamento eficiente de recursos e serviços oriundos da nuvem tornam-na uma alternativa ideal para suportar a abordagem de microsserviços. A computação em nuvem ainda permite uma distribuição global dos microsserviços, garantindo resposta rápida a usuários em diferentes regiões. Assim, tal combinação oferece eficiência, flexibilidade e agilidade no desenvolvimento, na implantação e na operação de sistemas modulares e distribuídos. ❗Leia também: O que você precisa para se especializar em Linguagem de Programação? Seis diferenças entre arquitetura de microsserviços e arquitetura monolítica É importante salientar que, apesar de suas vantagens, a arquitetura de microsserviços não é a ideal para as aplicações consideradas mais simples. Nesses casos, o uso desse modelo de arquitetura pode resultar em uma complexidade desnecessária ao projeto e ao processo de deploy, pois a integração dos microsserviços talvez gere um custo maior para seu desenvolvimento e manutenção quando comparado com o uso de uma arquitetura monolítica para uma aplicação com poucas funcionalidades. Para auxiliar na escolha da arquitetura, podem-se considerar as seguintes diferenças: Diferença 1: Escopo e modularidade Diferença 2: Escalabilidade Diferença 3: Desenvolvimento e deploy Diferença 4: Manutenção e atualizações Diferença 5: Resiliência e tolerância a falhas Diferença 6: Tecnologias e linguagem Essas são algumas das diferenças-chave entre as arquiteturas de microsserviços e monolítica. Para escolher qual abordagem utilizar, é necessário observar suas vantagens e desafios de forma combinada às necessidades específicas do projeto e das metas de desenvolvimento. _____________________________________________________ ESR: A melhor escolha para especialização em TI Saber qual abordagem de desenvolvimento e programação utilizar depende de um conhecimento consistente em TI.  A Escola Superior de Redes (ESR) é uma instituição de referência em ensino e aprendizado de tecnologia, criada para promover a capacitação, o desenvolvimento profissional e a disseminação de todos os interessados no campo de TI, desde os mais experientes aos admiradores da área.   Em seus 17 anos de atuação, atendeu mais de 1.100 instituições e aproximadamente 41 mil alunos, oferecendo capacitação orientada para o resultado prático e a busca dos maiores índices de qualidade em seus serviços,  A ESR é uma das principais responsáveis por agregar conhecimento à TI e por viabilizar o desenvolvimento de carreira dos profissionais do setor.   Conheça todos os cursos de TI disponibilizados pela ESR e escolha sua próxima capacitação aqui! 


    19/03/2024
  • Preparar líderes de TI do futuro
    RH

    Como preparar líderes de TI para o cenário de trabalho do futuro

    A retenção de talentos é um dos principais desafios das empresas de tecnologia da informação atualmente.  Em um universo com alta demanda e pouca oferta de qualificação profissional, setores de RH precisam se reinventar e reavaliar as vagas corporativas, os processos seletivos e o dia a dia dos negócios, em uma tentativa de torná-los mais atrativos para o perfil do candidato desejado.  O campo de trabalho tem se transformado com agilidade, principalmente em decorrência dos avanços digitais dos últimos anos. O que já era tendência, como a descentralização de decisões, a horizontalidade no gerenciamento de equipes e a oferta de cargos mais humanizados, se materializou e passou a ser um fator de diferenciação entre empresas orientadas para o futuro e àquelas com padrões tradicionais de gestão de pessoas. Nesse contexto, o time de RH assume um papel de destaque – o de compreender os novos contornos da relação “ser humano × ser profissional” para não só encontrar talentos, como desenvolvê-los continuamente.  A seguir, separamos algumas dicas para que gestores de RH criem um plano de carreiras focado no preparo de líderes de TI para o futuro. Acompanhe! ❗ Leia também: As habilidades mais valorizadas no mercado de trabalho de tecnologia da informação Os novos contornos das relações de trabalho Os setores de RH estão imersos em uma nova dinâmica de trabalho. Além dos candidatos estarem mais exigentes, priorizando vagas capazes de oferecer experiência e oportunidades de desenvolvimento, há gerações distintas aptas a preencher os cargos disponíveis.  Dessa forma, as empresas precisam saber lidar com as visões de mundo geracionais diferentes, com as transformações digitais, a implementação de tecnologia e as demandas por cargos mais dinâmicos e flexíveis.  Da mesma forma, os profissionais, principalmente os que desejam ser líderes, precisam desenvolver habilidades que contemplem a inovação, a adaptação e a disposição para a descentralização de atividades.  A nova dinâmica prioriza o fator “colaboração” entre candidatos e empresas, passando o trabalho a ser visto como um caminho para otimizar não só o negócio como as carreiras dos colaboradores.  Além disso, segundo um relatório da consultoria global PageGroup, as características apontadas como essenciais para a liderança corporativa nesse cenário e que ditam quais serão as empresas que conseguirão se adaptar aos próximos anos, são as relacionadas com a sustentabilidade, transformação digital e inclusão social. Em outras palavras, para preparar líderes de TI para os próximos anos, empresas e profissionais devem compreender esse contexto, que demanda uma cultura de inovação e um espaço para a capacitação e autonomia dos envolvidos nos processos do negócio.  Nove dicas para preparar líderes de TI  Abaixo você confere algumas sugestões de ações práticas que podem refletir em uma preparação estratégica de novos líderes de TI. Adapte-as à sua realidade e às exigências do seu negócio. 1) Oportunize a capacitação e o desenvolvimento de carreira para o time de TI Como dissemos anteriormente, empresa e candidato possuem uma relação interdependente. Por isso, é essencial, na formação de líderes, que os negócios estejam dispostos a elaborar onboardings estratégicos com treinamentos e certificações para o time de TI.  Certifique-se de garantir as condições necessárias para que os profissionais possam se capacitar e compartilhar o conhecimento adquirido.  Incentive o desenvolvimento de carreira e ofereça benefícios para os colaboradores que mais aderirem a essa proposta.  Nesse contexto, viabilize um bom método, com procedimentos estruturados e indicadores adequados para avaliar o andamento desse plano de ação. Se não, ele será apenas uma ideia! 2) Invista em tecnologia de infraestrutura e tecnologia para o gerenciamento das equipes de TI Desenvolver líderes também envolve reunir/disponibilizar ferramentas para que os profissionais possam executar suas tarefas. Exigir que um colaborador tenha ideias fora da caixa e se destaque no gerenciamento dos demais colegas sem acesso a recursos importantes para a área é uma tarefa complexa e, muitas vezes, frustrante.  Nesse sentido, investir em tecnologia para que o setor de TI opere com alta performance e para assegurar que a equipe seja bem gerenciada, presencialmente ou de maneira remota, pode ser interessante para os negócios. 3) Disponibilize feedbacks continuamente O feedback contínuo é uma peça fundamental na formação de líderes de TI. Isso porque o retorno construtivo prepara gradualmente os profissionais para assumirem qualquer cargo nas empresas.  Quando bem implementados, os feedbacks funcionam para que os membros da equipe compreendam quando suas contribuições são valorizadas e reconhecidas, incentivando a repetição desses comportamentos positivos, e quando determinadas ações são mitigadas pela empresa.  Da mesma forma, identificar áreas de melhoria e oferecer orientação específica permite que os futuros líderes de TI ajustem seu desempenho e alcancem um crescimento contínuo. A longo prazo, essa abordagem pode resultar em líderes mais eficazes, promovendo um ambiente de trabalho que valoriza a aprendizagem e o aprimoramento constante. 4) Estruture uma gestão de pessoas pautada pela saúde mental e pela individualização dos atendimentos aos funcionários O setor de TI muitas vezes enfrenta desafios complexos e prazos apertados, o que pode impactar diretamente na saúde mental dos profissionais. Diante disso, é recomendado que o RH adote uma abordagem de trabalho que observe com atenção o bem-estar emocional e mental de sua equipe.  Com isso, os líderes formados durante esse processo também serão incentivados a gerenciar seus times levando em consideração tais atributos. Alguns exemplos de ações que podem compor essa dica:  Todas essas atividades podem contribuir para um ambiente mais acolhedor e para que as empresas consigam identificar potenciais líderes. 5) Mantenha um canal aberto com o time de TI Estabeleça canais eficientes de comunicação para garantir uma interação contínua entre os gestores de RH e a equipe de TI.  Criar um ambiente aberto para discussões, sugestões e esclarecimentos promove a transparência e fortalece o relacionamento entre as partes, tornando o processo de desenvolvimento de lideranças mais ativo.  Além disso, esteja disponível para receber as preocupações e necessidades dos profissionais de TI. Quando o canal de comunicação desses setores é eficaz, facilita a identificação de possíveis desafios, permitindo que o RH atue proativamente na resolução de problemas e na promoção de um ambiente de trabalho saudável. Nesse cenário é mais provável que os colaboradores se desenvolvam e se descubram líderes para suas equipes. 6) Incentive uma dinâmica de trabalho horizontal A colaboração é essencial no ambiente de TI. Por isso, incentivar uma dinâmica de trabalho horizontal contribui para o desenvolvimento de líderes mais efetivos.  Promova a troca de ideias entre os membros da equipe, independentemente do nível hierárquico, estimulando um ambiente de aprendizado contínuo. Facilite a comunicação entre os líderes em formação e suas equipes, criando espaços para o compartilhamento de conhecimento e experiências. A horizontalidade fortalece o espírito de equipe e prepara os líderes para um gerenciamento de equipe com empatia e colaboração. 7) Identifique, com os profissionais, as áreas de TI que requerem mais atenção Demonstre um compromisso genuíno com o desenvolvimento individual dos profissionais de TI. Realize avaliações regulares para identificar as áreas específicas em que os líderes em formação podem aprimorar suas habilidades.  A personalização mostra aos colaboradores que a empresa se preocupa com seu crescimento e reconhece suas necessidades únicas.  Com isso, o profissional se sente mais motivado a contribuir com os objetivos da empresa e a vestir a camisa da organização.  8) Saiba quando desligar profissionais que não estão alinhados ao propósito da equipe  Manter uma equipe coesa e alinhada aos objetivos da empresa é imprescindível. Desenvolva a capacidade de avaliar constantemente o desempenho dos profissionais de TI, analisando indicadores de produtividade e alinhamento aos valores da organização. Quando identificar que um profissional não contribui de maneira positiva ou que não está em conformidade com os propósitos da equipe, tome decisões assertivas em relação a seu desligamento ou a seu ajustamento às necessidades da empresa.  Claro, antes disso, garanta que ele tenha condições de se desenvolver em seu escopo de trabalho.  9) Crie um plano de carreira colaborativo Incentive a participação ativa dos profissionais de TI na construção dos próprios planos de carreira. Realize reuniões para discutir aspirações individuais, metas profissionais e áreas de interesse. É comum que essa metodologia inspire os líderes em formação, engajando-os com seu desenvolvimento profissional. Além disso, estabeleça metas alcançáveis e forneça recursos e suporte necessários para que esses planos se concretizem.  A colaboração na construção do plano de carreira fortalece o comprometimento dos profissionais de TI e incentiva a autonomia dos profissionais.  Com isso, a empresa alinha melhor suas necessidades com as aspirações individuais dos colaboradores e viabiliza um ambiente de trabalho mais satisfatório e produtivo. ❗ Leia também: Como liderar times remotos de TI para resultados surpreendentes?  É importante destacar, por fim, que as dicas acima são sugestões, não orientações cristalizadas. Portanto, o time de RH pode analisá-las, considerando o que for pertinente ou não para cada realidade de empresa e projeto em TI.  _______________________________________ Consultoria ESR: a solução que ajuda a sua empresa a desenvolver o setor de TI!  A ESR conta com um serviço já consolidado no mercado voltado para o desenvolvimento de setores de TI. Por meio da Consultoria Educacional, o cliente tem acesso a estratégias de aprendizagem corporativas, estruturadas de acordo com os objetivos e as necessidades de cada empresa. Na prática, visto que é uma atividade realizada com base no framework mundial SFIA (Skills Framework for the Information Age), a solução é indicada para as empresas que não possuem uma estrutura metodológica formal de desenvolvimento profissional nas áreas de TI. A SFIA é uma organização global, sem fins lucrativos, que nutre um método de habilidades e competências para um mundo digital. Ao unir as ferramentas de um parceiro global aos recursos da ESR, é possível alinhar a área de TI de determinada empresa às melhores instituições ao redor do mundo. Portanto, por meio da Consultoria Educacional, gestores de TI e de RH compreendem como otimizar os recursos investidos no desenvolvimento profissional das equipes e passam a gerar resultados mais assertivos e alinhados aos objetivos do negócio. 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    07/03/2024