Cadastre-se

CADASTRO

Em caso de não possuir CPF, por favor entre em contato conosco clicando aqui.

Ao informar meus dados, eu concordo com a Política de Privacidade

ReCaptcha
Entrar
Escola Superior de Redes

Governança de TI

  • governança de TI
    Governança de TI

    Auditoria de governança de TI: entenda a importância e como fazer

    Governança de TI é um conjunto de políticas, estratégias, processos de gestão, monitoramento, prevenção de riscos e investimentos que tem como objetivo principal alinhar o setor de TI ao restante do negócio. Ao implementar práticas bem estruturadas, a empresa terá a capacidade de integrar a tecnologia a mais ambientes, maximizando os impactos positivos que o TI pode causar no dia-a-dia de cada setor. A importância é tanta que a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) editou a norma ABNT NBR ISO/IEC 38500:2018 que “fornece princípios orientativos para os membros das estruturas de governança das organizações (que podem incluir proprietários, diretores, parceiros, gerentes executivos ou similares) sobre o uso efetivo, eficiente e aceitável de tecnologia da informação (TI) dentro de suas organizações”. Nesse contexto, a transparência pode ser vista como fundamento para a boa governança e como pré-requisito essencial para a accountability, envolvendo a prestação de contas e a responsabilização. O papel da auditoria de governança e gestão de TI, então, consiste em verificações periódicas do compliance de processos para garantir a integração entre os resultados alcançados, a estratégia de alocação dos recursos e os objetivos estratégicos definidos para o exercício. Estas ações demonstrarão o uso dos recursos, os produtos, os resultados e os impactos produzidos. As melhores práticas, em uso pelos órgãos de controle, abordam o COSO – Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission – e o COBIT – Control Objectives for Information and related Technology como frameworks de referência. Importância da Auditoria de Governança de TI Cada empresa deve passar por alguns processos de auditoria. Essa rotina permite que as falhas sejam identificadas de forma mais inteligente, focando no alinhamento dos processos ao seu padrão de execução e trabalhando para que a empresa busque sempre um padrão de qualidade superior. Quando falamos em auditoria de governança de TI, buscamos analisar possíveis falhas nos processos de gestão ou desalinhamento entre a equipe responsável pela execução das atividades do setor de TI e as demais áreas da empresa. Dessa forma, a empresa consegue manter suas atividades otimizadas, evitando conflitos, erros e gargalos no ambiente de produção. Contudo, ​​a auditoria de governança de TI deve ser feita com cuidado. Ela exige uma atenção especial dos profissionais que forem verificar os procedimentos para garantir que nenhuma falha fique em branco ou que a companhia tenha dificuldades para alinhar os seus processos com os padrões do mercado. Nesse sentido, os frameworks são vitais ao auxiliar os os protocolos da auditoria. Frameworks COSO (Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission) O framework COSO é utilizado para avaliar o sistema de controles de uma organização. O COSO fornece uma estrutura para a gestão, conselho de confiança, partes interessadas externas e outros que interagem com o negócio para usar como um guia no desempenho de suas respectivas funções em relação ao controle interno. COSO é uma iniciativa do setor privado criada em 1985 com a intenção de melhorar a qualidade dos relatórios financeiros por meio do foco na governança corporativa, práticas éticas e controle interno. Espera-se que o framework ajude as organizações a projetar e implementar o controle interno à luz de muitas mudanças nos ambientes de negócios e operacionais, ampliar a aplicação do controle interno na abordagem de operações e objetivos de relatórios e esclarecer os requisitos para determinar o que constitui um controle interno eficaz. O Framework apresenta a relação direta que existe entre os objetivos de uma entidade- que é o que uma entidade se esforça para alcançar-, os componentes de controle interno – que representam o que é necessário para atingir os objetivos – e a estrutura organizacional da entidade – o sistema pelo qual as atividades são orientado na busca de alcançar objetivos. Esse relacionamento pode ser descrito na forma de um cubo (como na figura abaixo).     Três categorias de objetivos são apresentadas em colunas (parte superior do cubo): Operações, Divulgação e Conformidade. Cinco componentes de controle interno são apresentados por linhas (frente do cubo): Ambiente de Controle, Avaliação de Risco, Atividades de Controle, Informação e Comunicação e Atividades de Monitoramento. A estrutura organizacional de uma entidade é apresentada pela terceira dimensão (lado do cubo): Nível de Entidade, Divisão, Unidade Operacional e Função. Os cinco componentes do controle interno são suportados por 17 princípios que apresentam os conceitos fundamentais de cada componente. O Framework também fornece orientação adicional na forma de pontos de foco destinados a auxiliar a administração no projeto, implementação e avaliação de princípios relevantes. Juntos, os componentes e princípios constituem os critérios do Framework e os pontos de foco fornecem orientações que ajudarão a administração a avaliar se os componentes do controle interno estão presentes, funcionando e operando em conjunto dentro da entidade. Ambiente de Controle: O conjunto de padrões, processos e estruturas que fornecem a base para a realização do controle interno em toda a organização; Avaliação de Riscos: O processo de identificação, avaliação e mitigação de riscos que impedem a organização de atingir seus objetivos; Atividades de Controle: Políticas e procedimentos que garantem que as diretrizes da gestão sejam cumpridas e as ações necessárias sejam tomadas para abordar os riscos e atingir as metas. As atividades de controle ocorrem em toda a organização e são realizadas por funcionários em todos os níveis e funções. Informação e comunicação: As informações pertinentes devem ser identificadas, capturadas e comunicadas ao pessoal apropriado em tempo hábil. Os sistemas de informação devem fornecer dados que sejam relevantes para os objetivos estabelecidos, precisos e com detalhes suficientes, compreensíveis e em forma utilizável. Comunicações eficazes também devem ocorrer em um sentido mais amplo, fluindo para baixo, através e para cima através da organização. Atividade de monitoramento: Avaliação da qualidade do desempenho da organização ao longo do tempo. O monitoramento contínuo ocorre diariamente no curso das operações por meio de supervisão regular de supervisão e avaliações separadas por partes externas. COBIT (Control Objectives for Information and related Technology) Objetivos de controle para informações e tecnologias relacionadas, mais popularmente conhecido como COBIT, é uma estrutura que visa ajudar as organizações que buscam desenvolver, implementar, monitorar e melhorar a governança de TI e o gerenciamento de informações. O COBIT foi estabelecido pela ISACA, que significa Associação de Auditoria e Controle de Sistemas de Informação. A ISACA e o IT Governance Institute (ITGI) o publicam. O COBIT 2019 atualiza a estrutura para empresas modernas, abordando novas tendências, tecnologias e necessidades de segurança. A estrutura ainda funciona bem com outros frameworks de gerenciamento de TI, o que a torna uma ótima opção como uma estrutura guarda-chuva para unificar processos em uma organização inteira. Novos conceitos e terminologia foram introduzidos no COBIT Core Model, que inclui 40 objetivos de governança e gerenciamento para estabelecer um programa de governança. O sistema de gerenciamento de desempenho agora permite mais flexibilidade ao usar medições de maturidade e capacidade. No geral, o framework é projetado para dar às empresas mais flexibilidade ao personalizar uma estratégia de governança de TI. Uma das principais diferenças entre o COBIT e outros frameworks é que ele se concentra especificamente em segurança, gerenciamento de riscos e governança de informações. Isso é enfatizado no COBIT 2019, com melhores definições do que é e do que não é. Por exemplo, a ISACA diz que o COBIT 2019 não é uma estrutura para organizar processos de negócios, gerenciar tecnologia, tomar decisões relacionadas a TI ou determinar estratégias ou arquitetura de TI. Em vez disso, é projetado estritamente como uma estrutura para governança e gerenciamento de TI corporativa em toda a organização. Isso é melhor esclarecido para as empresas na versão atualizada, para que haja menos confusão sobre como o COBIT deve ser usado e implementado. De acordo com a ISACA, o COBIT 2019 foi atualizado para incluir: Áreas de foco e fatores de design que dão mais clareza sobre a criação de um sistema de governança para as necessidades de negócios; Melhor alinhamento com os padrões globais, estruturas e melhores práticas para reforçar a relevância da estrutura; Um modelo de código aberto que permite feedback da comunidade de governança global para incentivar atualizações e melhorias mais rápidas; Atualizações regulares lançadas em uma base contínua; Mais orientações e ferramentas para apoiar as empresas no desenvolvimento de um “sistema de governança mais adequado, tornando o COBIT 2019 mais prescritivo”; A melhor ferramenta para medir o desempenho de TI e alinhamento com o CMMI; Mais suporte para a tomada de decisões, incluindo novos recursos de colaboração online. O COBIT 2019 também introduz conceitos de “área de foco” que descrevem tópicos e questões de governança específicas, que podem ser tratados por objetivos de gestão ou governança. Alguns exemplos dessas áreas de foco incluem pequenas e médias empresas, cibersegurança, transformação digital e computação em nuvem. As áreas de foco serão adicionadas e alteradas conforme necessário com base nas tendências, pesquisas e feedback – não há limite para o número de áreas de foco que podem ser incluídas no COBIT 2019. Quer se aprofundar no assunto? Conheça o curso de Auditoria de Governança de TIC com Cobit e Coso da ESR.


    23/09/2021
  • data center
    Governança de TI

    Data Center – Como se preparar para as migrações de alta velocidade

    Devido às necessidades e demandas crescentes do mercado, os gestores dos Data Centers precisam se adequar às altas velocidades para atendê-las. Conheça as tendências de velocidade e como os gestores podem se preparar para as migrações de alta velocidade. A crescente demanda de utilização de Big Data, mobilidade e Internet das Coisas (IoT) estão gerando um enorme volume de dados. E os provedores de serviços de data centers precisam encontrar formas de suportar velocidades cada vez mais altas para atender essa demanda. Tendências recentes apontam que os requisitos de banda larga continuarão crescendo de 25% a 35% ao ano, e o ponto fundamental para isso é a mudança para mais  velocidades de comutação.  Em webinar organizado pela ESR, o especialista em governança de TI Edson Gaseta e o Engenheiro Luis Domingues, responsável pela CommScope no Brasil, discutiram o tema. Tendências de tráfego Domingues explica que a pandemia de Covid-19 acelerou ainda mais um processo que já estava acontecendo: o da migração dos negócios para o ambiente digital. E que isso exigiu que os Data Centers se adaptassem rapidamente a uma demanda crescente. No infográfico abaixo é possível perceber a velocidade com que o tráfego tende a aumentar em uma projeção para o período entre os anos de 2016 e 2022. “O gestor do Data Center atualmente não pode pensar apenas no hoje, precisa pensar também no amanhã”, declara Domingues. O resultado é que os consumidores tendem a ficar cada vez mais exigentes com os serviços e qualidades dos provedores de internet e uma geração que já nasceu digital e está começando a entrar no mercado de consumo será ainda mais rigorosa nesse aspecto. Portanto é importante que as empresas estejam preparadas. “O planejamento é para que os Data Centers atuais durem, no mínimo, 10 anos”, reforça Domingues sobre a necessidade de ficar atento às tendências. A quantidade de dispositivos conectados à rede mundial também cresceu exponencialmente. Segundo o Gartner a tendência é que em 2021 esse número chegue a 25 bilhões de dispositivos conectados em todo o mundo. As necessidades de upgrades nos sistemas de Cloud Computing – sejam públicos, privados ou híbridos – também é outra necessidade do mercado a qual os Data Centers precisam se adaptar. O gráfico abaixo deixa claro o quanto o tráfego de dados aumentou nos últimos anos. O processamento de todos esses dados acontece nos Data Centers em mais de 70% das vezes. Isso faz com que até mesmo a arquitetura dos DCs esteja mudando de uma estrutura em 3 tiers para 2 tiers. A tendência, então, é que a velocidade de migração de 10G seja substituída por uma estrutura que chegue até aos 400G. Um crescimento exponencial. Portanto é essencial que o profissional desse mercado esteja sempre atualizado e constantemente estudando, pois as transformações têm acontecido de forma muito acelerada. Desafios atuais no planejamento de Data Centers Com todos esses avanços é natural que novas tecnologias, mais eficientes, entrem gradativamente no mercado. Isso gera alguns desafios para os profissionais da área. Alguns deles são: – Aumento da quantidade de portas de equipamentos e a densidade de fibras; – Redução de downtime; – Redução de latência; – Suporte à capacidade de link rápido; – Preparar-se para a migração para altas velocidades. Especialmente nesse último ponto, algumas considerações importantes precisam ser feitas, com base nas tendências já apontadas anteriormente. Considerações para a migração de Data Centers para alta velocidade Compreender as opções e até que ponto deseja ir – É necessária uma boa compreensão das distâncias e tipos de fibra que estão sendo utilizadas, quão longe precisará chegar e com qual largura de banda. Até alguns anos atrás, 40G era considerada “alta velocidade”, porém, hoje essa tecnologia foi substituída rapidamente por fibra óptica de 100G. Algumas das questões que precisam ser encaradas são: posso ir com um cabo ponto a ponto, ou preciso de reconfiguração e pontos de teste? Que tipo de capacidade preciso e qual a curva de crescimento que deveria esperar? Que velocidade devo planejar para 25G, 40G ou 50G, o que acontece com 100G ou 400G? Ter a capacidade de administrar a infraestrutura atual e futura – Contar com uma ferramenta de administração de infraestrutura (AIM) pode proporcionar uma imagem clara de sua infraestrutura e ajudar a compreender as capacidades e os pontos críticos. Isso faz com que seja mais fácil tomar decisões com conhecimento e responder rapidamente às interrupções, de forma que se tenha uma infraestrutura mais acessível e gerenciável a longo prazo. Planejar a flexibilidade – Desenvolver um projeto que tenha a opção de usar pacotes de 8, 12 ou 24 fibras, possibilitando o ajuste do tamanho da infraestrutura em cada passo do caminho, até uma largura de banda maior, é o ideal para otimizar o uso da sua infraestrutura de fibra, enquanto mantém 100% de utilização. Seu projeto deve ser compatível com vários tipos de fibra e estratégias de crescimento, que coincidam com suas futuras aplicações, porque não existe uma solução única para todos. Incorporar modularidade – Escolha painéis que possam aceitar uma variedade de módulos de fibra, de maneira que, o data center, ao crescer, tenha uma caixa comum e os técnicos possam simplesmente trocar módulos para passar para uma velocidade de dados mais rápida. O ideal é que o cabeamento e os módulos sejam implementados uma vez só, e os pontos de extremidade são os que devem ser trocados para mudar para velocidades maiores. Conheça sua estrutura de custos – Medir custos e benefícios de várias opções, para depois tomar a melhor decisão sobre o tipo de fibra e as soluções de conectividade que se adaptam aos objetivos de uma maneira rentável é de suma importância. Entenda o tempo adequado para a migração – O data center precisará migrar para velocidades mais altas antes do que se imagina, por isso escolher uma rota e um provedor que possam ajudá-lo será de vital importância. Com novos serviços em tempo real exigindo uma capacidade maior do data center, sua trajetória de HSM deve estar pronta para corresponder às necessidades que as aplicações de rede óptica exigem. Esses são apenas alguns dos pontos a serem considerados. O nosso webinar traz ainda mais detalhes sobre o assunto. Assista agora gratuitamente! E se quiser se preparar de forma completa com o apoio dos profissionais da ESR, matricule-se no curso Planejamento e Projeto de Infraestrutura para Datacenter (EAD).


    19/08/2021
  • Governança de TI
    Governança de TI

    Guia prático para a Governança de TI

    Mesmo para negócios que não possuem em seu core de atuação a tecnologia, já é evidente há alguns anos a importância de se direcionar os olhares para a TI com mais atenção. Isso porque é esse setor dentro da empresa que vai reter todos os dados dos clientes, tornar possível o registro e armazenamento de informações e até mesmo todo o controle dos processos internos da empresa. Adicionando-se a esse entendimento a visão de governança de TI, é possível pensar em diferentes práticas e processos que vão tornar a TI da sua empresa uma aliada do desenvolvimento e do atingimento dos objetivos gerais da organização. Para isso, diferentes normas e manuais estabelecem diretrizes e orientações sobre o uso efetivo, eficiente e aceitável de TI dentro das organizações. Confira neste guia as melhores práticas relacionadas à governança de TI na sua organização e saiba como aplicá-las no seu dia a dia. Boa leitura! Separando “Governança de TI” de “Gestão de TI” O primeiro e mais importante passo para que você possa absorver de forma completa e satisfatória os conceitos abordados neste eBook é ter clareza sobre a diferença entre governança de TI e gestão de TI. Para isso, vamos nos embasar aqui nas referências consolidadas por um dos frameworks de gerenciamento de TI mais utilizados para orientar as práticas de governança das empresas, o COBIT (Control Objectives for Information and related Technology), concebido pela ISACA. O framework, assim como a norma ABNT ISO/IEC 38500 é um dos mais utilizados para embasar a governança inicial da área de tecnologia da informação das empresas. Com o propósito de auxiliar as organizações de todos os portes e modelos de negócio a atingirem seus objetivos de governança de TI, o COBIT 2019 baseia-se em seis princípios orientativos de governança. Para esta primeira etapa, vamos focar no princípio 4 que pretende “Separar a Governança da Gestão”. Este princípio parte da lógica original de que a elaboração de um planejamento estratégico, que de certa forma é a estrutura inicial de um programa de Governança de TI, é um processo diferente da sua execução, sendo realizados também, por vezes, por equipes distintas.  A governança de TI normalmente fica sob a responsabilidade dos executivos ou da cadeia gerencial, enquanto que a gestão fica a cargo dos gestores. Trazendo esta analogia para o cenário da área de TI dentro das organizações, o framework do COBIT 2019 demonstra que a governança diz respeito à parte mais estratégica e de desenvolvimento de objetivos para a área de TI, enquanto a gestão executa ações e atividades que se alinhem para auxiliar no atingimento destes objetivos. Para tornar a compreensão mais visual, elencamos abaixo as principais responsabilidades desenhadas pelo COBIT 2019 para as áreas de governança e gestão de TI, confira: Governança de TI Gestão de TI Agora que a diferença entre esses dois cenários está mais clara, vamos em frente falar um pouco mais sobre cada um deles, suas peculiaridades e, acima de tudo, sobre a importância de se praticar uma boa gestão de TI para atingir os grandes objetivos da governança na sua empresa. Gestão de infraestrutura de TI Antes de entrarmos nos aspectos relacionados à governança, vamos apresentar por aqui também alguns conceitos dentro da área de gestão de TI. Como já vimos no capítulo anterior, a gestão de TI está diretamente ligada à governança e contribui para o atingimento de seus objetivos. Sendo assim, é fundamental ter conhecimento também sobre este aspecto para evoluir no entendimento sobre governança de forma mais ampla. Vamos a ele. A infraestrutura de tecnologia é a base que sustenta todos os processos e sistemas operacionais de uma empresa. Para garantir tal funcionalidade é preciso que essa estrutura reúna características que a permita apresentar boa performance e capacidade de atender a demanda necessária. Uma das principais formas de colocar isso em prática é através da utilização e uso de sistemas para gestão de TI, práticas e processos, além de contar com as pessoas que integram a área de tecnologia da informação. Esse conjunto de capacidades permite que a sua estrutura tenha dois elementos fundamentais: a segurança e confiabilidade das informações coletadas e armazenadas; e a redução de falhas por conta da implementação de automação de alguns determinados processos. Existem dois ambientes tecnológicos principais de estruturação de sistemas para gestão de TI, que são on premise — em que a empresa adquire equipamentos e implanta um sistema interno para tratamento de informações —, e em cloud — quando se  utiliza o ambiente tecnológico de uma empresa especializada no provimento deste tipo de solução para realizar suas tarefas de tratamento das informações.  No entanto, é importante destacar que, para além do sistema  escolhido ou da forma de operação da mesma, é fundamental identificar e definir processos para realização das tarefas. Isso porque a área de TI é composta por pessoas, os colaboradores da empresa que estão ali diariamente dedicando seu tempo e esforços para garantir que tudo corra bem na infraestrutura de TI da empresa. Para que todos que fazem parte da área de tecnologia da informação  estejam motivados e engajados na realização de suas atribuições, será fundamental respeitar os processos já definidos e mantê-los sempre atualizados de acordo com as necessidades e também alinhados com todos que fazem parte dele.  Assim, você terá uma equipe preparada para solucionar falhas na operação, processos eficientes com baixos índices de refração e um trabalho com maior direcionamento para os objetivos do negócio do que para ficar somente corrigindo falhas de TI. Saiba mais sobre o passo a passo de como implementar um bom gerenciamento de infraestrutura de TI. Gestão de indicadores de TI Não dá para falar em gestão de TI sem mencionar indicadores. Controlar e acompanhar a evolução de diferentes métricas e parâmetros de acordo com os objetivos do negócio é essencial para monitorar quanto desta meta está sendo atingida, compreender gargalos e atuar em situações críticas. Como já mencionado anteriormente, a área de TI precisa estar alinhada aos objetivos da empresa e desempenhar de acordo com eles. Se há um novo serviço em vista por parte do negócio e é preciso intervenção da TI, lá ela deve estar, e para lá devem também estar orientados os seus indicadores. Importante lembrar que indicadores são amostras do que está sendo feito e de onde se está chegando, e servem principalmente para mensurar a eficiência e a qualidade dos processos que estão implementados e com o resultado dos indicadores propiciar a tomada de decisão. No entanto, não se deve embasar somente neles para a tomada de decisão quando o assunto é infraestrutura de TI. Confira alguns exemplos de indicadores que podem ser acompanhados pela sua área de TI para desempenhar um bom processo de gestão e compreender as principais necessidades de melhoria: Ao ter acesso às metas da empresa, a área de TI pode definir as suas próprias, que levarão ao atingimento destes objetivos maiores, e determinar uma rotina de acompanhamento desses indicadores.  Algumas metodologias como a de OKRs (Objectives and Key Results) preveem um acompanhamento próximo, coletivo e periódico da evolução das metas e também um brainstorming para definição de que ações tomar caso algo não esteja fluindo como o esperado. Governança de TI: a estratégia por trás de tudo Com certeza você já ouviu falar sobre o termo governança corporativa, certo? Pois bem, vamos entender um pouco melhor do que isso se trata e, em seguida, chegaremos na tão esperada aplicação disso dentro da área de TI. Governança corporativa é um conjunto de normas e práticas estabelecidas por cada empresa, de acordo com exigências de mercado para o seu setor e também com seus próprios valores internos. Essas regras e parâmetros vão determinar como são feitos os processos dentro da empresa, que setor é responsável por cada atividade e que resultados são esperados dentro de qual prazo para cada uma delas. O processo todo envolve poucas pessoas nas definições e como cabeças pensantes das ações, porém se estende à empresa inteira quando já estipulado tudo. Por isso é tão importante que todos tenham consciência internamente sobre que diretrizes a empresa pretende seguir e como cada pessoa pode se posicionar em prol disso. Na área de TI recomendamos que seja feito um trabalho específico de normas que será chamada de governança de TI, onde estarão discriminados todos os objetivos estratégicos de TI, bem como um conjunto de ações e práticas esperados, porém de forma que atenda a área de tecnologia, mas buscando o alinhamento com as estratégias da empresa.  Além do framework do COBIT 2019, outro modelo amplamente utilizado para a implementação de práticas de governança de TI nas organizações é a norma ISO/IEC 38500, já mencionada anteriormente, instituída pela ABNT. Também aplicável a qualquer tipo ou porte de empresa, a norma estabelece seis princípios para uma boa governança de TI. São eles: Vamos falar mais sobre cada um deles. Responsabilidade No que tange à responsabilidade, será fundamental que todos os indivíduos e grupos da organização compreendam suas atribuições e papéis no fornecimento de TI. Além disso, é preciso que as funções incumbidas a cada qual sejam acompanhadas de autonomia e poder de decisão para tal execução. Estratégia Quando falamos em estratégia na governança de TI, o objetivo principal é manter sempre no horizonte das ações o cenário atual da organização, acompanhando a evolução para os planos futuros. Este alinhamento contribui para que não haja dimensionamentos incorretos de recursos e esforços, e que o processo seja o mais otimizado possível. Sendo assim, tanto o nível executivo da empresa deve compreender qual a capacidade atual da área de TI, quanto este setor precisa ter ciência das necessidades atuais do negócio como um todo. Importante destacar aqui que o processo evolui ao longo do tempo, então essas necessidades de ambos os lados vão sendo modificadas também, e a boa governança de TI deve garantir que isso esteja endereçado. Aquisições Partindo para o terceiro ponto, as aquisições, a norma ISO/IEC 38500 propõe que haja um processo balizador para gerar um equilíbrio nos investimentos da área de TI. Assim, entende-se que tudo aquilo que é adquirido tem uma razão válida, e que deve passar por caminhos claros e transparentes que indiquem os benefícios, oportunidades, custos e riscos daquelas aquisições, e que as justifiquem diante do cenário como um todo. Desempenho O quarto princípio básico para uma boa governança de TI, segundo a norma ISO/IEC 38500 é o constante monitoramento do desempenho da área de tecnologia dentro da organização. Aqui é fundamental garantir que a atuação do setor esteja adequada à prestação de suporte à empresa,disponibilizando serviços de qualidade e que atendam às necessidades atuais e futuras do negócio. Conformidade Este princípio se trata da parte burocrática relacionada à área de TI dentro das organizações, que é a conformidade com todas as legislações e regulamentações aplicáveis ao setor. Os profissionais responsáveis pelo desenvolvimento das diretrizes de governança de TI da empresa devem ficar atentos às políticas e práticas aplicadas, e também às mudanças que ocorrem neste cenário. Manter uma proximidade com o setor jurídico, neste caso, será fundamental. Comportamento humano Apesar de estarmos debatendo governança de TI nos âmbitos de tecnologia e negócio, é fundamental ter sempre em mente que essas duas pontas dependem e são formadas por pessoas. Sendo assim, a norma ISO/IEC 38500 define o comportamento humano como o ato de prezar pelo respeito, necessidades e evolução de todas as pessoas envolvidas nos processos. Em resumo, são exemplos do que será atribuído como função aos profissionais dentro da equipe responsáveis pela governança de TI:  Uma estratégia de governança de TI bem executada pode ajudar a empresa como um todo a atingir níveis de excelência em segurança, confiabilidade e credibilidade diante de todos os stakeholders. Isso permite uma maximização dos resultados do negócio, ou seja, influencia diretamente na lucratividade da empresa. Benefícios de implantar governança de TI Já falamos neste conteúdo anteriormente sobre o que é a governança de TI e sobre como ela é importante para o bom andamento não só da área de tecnologia, mas do negócio como um todo. Confira a seguir os principais benefícios de implantar esta estratégia. Maior vantagem competitiva Com a maior produtividade de toda a sua equipe seguindo práticas e processos pré-determinados e desenhados, todos saem ganhando. O cliente fica mais satisfeito com o resultado final, a empresa tende a verificar um aumento de lucro, e o mercado fica mobilizado para entender que tipo de ações estão sendo adotadas para gerar toda essa evolução. Esta é uma grande vantagem competitiva que pode vir da implantação de governança de TI na sua empresa. Aumenta a confiança e reduza riscos para os clientes Sistemas tecnológicos regidos por uma base de governança de TI tendem a ser mais estáveis e padronizados, mesmo em seus momentos de falha. Isso é um resultado muito importante do ponto de vista do cliente, que ao utilizar a solução, comprar o produto ou serviço deseja poder usufruir dele da melhor maneira possível. Além disso, identificar que a tecnologia por trás do atendimento realizado desempenha bem transmite ainda maior segurança quanto aos riscos para o cliente ao interagir com aquela solução. Otimiza o investimento dos seus recursos Ao reduzir as falhas, agilizar processos, automatizar tarefas e identificar gargalos, o principal benefício obtido é, então, a otimização de investimento dos seus recursos. Isso porque a empresa consegue saber exatamente, com base nas políticas de governança de TI, quais equipes precisam de maior destinação de recursos e quais estão desempenhando bem da forma que estão. Isso influencia também diretamente no aumento do ROI da área de tecnologia para a empresa, ajudando ainda mais a provar seu valor. Melhora sua comunicação Pensando no pilar de alinhamento estratégico da governança de TI, uma das vantagens mais interessantes, e muitas vezes abordada de forma superficial, é a melhoria nos processos também de comunicação entre as pessoas e entre os setores. Ao determinar diretrizes de como tudo deve acontecer, torna-se mais transparente para todos o que a organização espera e para onde está indo, além da forma como cada um pode contribuir para esse objetivo também ficar mais clara. Dicas práticas de governança de TI Então, agora que passamos por todo esse preparatório para mostrar a você a importância de conhecer mais sobre gestão de infraestrutura e sobre governança de TI, está na hora de deixar por aqui algumas dicas práticas que você já pode começar a estudar para implantar a partir de agora.  Vamos a elas! #1 Faça uma análise do seu cenário A equipe ou o profissional responsável pela implantação da governança de TI dentro da sua organização precisa estar preparada para realizar uma imersão no cenário atual. Esta etapa é muito importante para que se conheçam todos os objetivos, desafios, necessidades, condições de equipe e capacidade de atuação para desenhar as diretrizes da governança. Não é eficiente ou produtivo determinar estratégias que a sua equipe não terá braço para cumprir ou que não esteja de acordo com as linhas gerais do que a empresa está buscando no momento, por exemplo. Por isso essa análise é tão importante. #2 Conheça também a realidade dos stakeholders Todos os stakeholders (as partes interessadas ou envolvidas) de alguma forma no seu negócio devem ser contempladas com os objetivos finais da estratégia de governança de TI. Assim, além do cenário atual da empresa em si, recomendamos que seja feito um mapeamento da situação e da relação com fornecedores e clientes, e também dos interesses e sugestões dos sócios e acionistas. Envolver a todos na criação das diretrizes será essencial para chegar no objetivo em comum. #3 Defina um SLA exequível A tentativa de entregar tarefas e resultados em prazos apertados para mostrar trabalho pode ser uma falha grotesca quando se trata de governança de TI. Isso porque se as diretrizes definidas forem fora da capacidade de realização da equipe, por exemplo, haverá uma constante frustração dentro da equipe e isso poderá chegar até a diretoria e se reverter em descrédito para a área de TI. Por isso, determinar um SLA (Service Level Agreement) que esteja dentro das orientações e práticas da empresa será fundamental. Com todas as tarefas desenhadas de forma acordada entre todos os envolvidos, as chances de sucesso são muito maiores. #4 Selecione e determine um framework de trabalho Existem diversas possibilidades de se aplicar uma metodologia de governança corporativa, definindo diretrizes e orientando caminhos. Assim, para não misturar um pouco de cada e tornar os processos confusos, a recomendação é de que seja selecionado um framework dentre todos os disponíveis, ocorra um aprofundamento nele caso seja novo para os envolvidos e não se fuja daquelas orientações. Alguns exemplos de frameworks sobre os quais você pode se informar e debater com a sua equipe sobre adequação ao seu cenário são alguns dos que mencionamos por aqui e mais outros: Cobit, ISO/IEC 38500, ITIL e PMBOK. #5 Adeque-se à evolução e à lei  Nossa última dica prática de hoje leva você a refletir um pouco mais sobre a questão de como acompanhar os resultados do seu framework implementado e seguir a legislação em torno disso. Muito tem-se falado sobre a LGPD, Lei nº 13.709, que entrou em vigor e modificou totalmente — na maioria dos casos — a forma como as empresas se relacionam com os dados pessoais dos seus clientes e colaboradores. Pensar em uma estratégia de governança de TI exige que haja um planejamento também a este respeito em tudo que tange à coleta, armazenamento e manipulação de dados alheios. Esta pode ser uma das suas métricas a serem definidas, pois conforme mencionamos na seção sobre os indicadores, a governança de TI prevê também que as ações possam ser metrificadas para terem o devido acompanhamento da evolução. Unir o útil ao agradável pode ser um ótimo caminho neste caso. Conclusão Muito se falou neste material sobre a importância da infraestrutura de TI para o funcionamento de toda e qualquer empresa, e sobre o alinhamento da área aos objetivos gerais do negócio.  Em muitos casos pode parecer que a estrutura presente é simplória e que apenas uma pessoa poderia dar conta. No entanto, a complexidade da tecnologia pode estar sendo subdimensionada e, por conta disso, mal interpretada dentro de um planejamento estratégico. Aos poucos as organizações vêm identificando cada vez mais a força e o valor que tem o seu setor de TI, incluindo-o em seu planejamento e criando estratégias para destinação de recursos.  O desenvolvimento da área de tecnologia dentro de uma empresa pode ser primordial para o sucesso do negócio, e aí está a importância de se dar o devido valor, criando estratégias como a governança de TI para tornar os processos mais otimizados e trazendo os resultados que a empresa tanto espera. Se quiser saber mais sobre o universo da tecnologia e sobre governança de TI, entre em contato com nossos especialistas, será um prazer falar com você sobre este tema tão encantador!


    23/07/2021
  • Indicadores de TI
    Governança de TI

    Quais indicadores de TI acompanhar e como mensurar o desempenho da área?

    A definição de indicadores de TI faz parte das boas práticas dentro de qualquer tipo de negócio. Através da mensuração e acompanhamento da evolução desses números ao longo do tempo, é possível monitorar o desempenho das equipes e das entregas, para identificar qualquer gargalo e agir para contorná-lo. Também podendo ser chamados de KPIs (Key Performance Indicator ou Indicadores-chave de desempenho), os indicadores de TI fazem parte de uma cultura fortemente impulsionada pela transformação digital. Por conta da possibilidade de acompanhar a eficiência dos procedimentos adotados dentro da empresa, os indicadores acabam se tornando centrais na tomada de decisão da gestão. Neste artigo, você vai conhecer quais os principais indicadores de TI a serem acompanhados pela sua empresa e como mensurar o desempenho da área a partir deles. Continue a leitura e confira! Principais indicadores de TI para o seu negócio Antes de apresentarmos os indicadores e de indicarmos quais costumam ser os mais prioritários a serem acompanhados, é importante fazer um disclaimer: cada organização terá o seu direcionamento a partir dos KPIs. Isso quer dizer que a determinação do que acompanhar não é um padrão, pois cada indicador traz diferentes tipos de informação à tona, e contribui com momentos diferentes do negócio. Por isso, reforçamos que a definição dos indicadores a serem acompanhados deve estar sempre alinhada aos objetivos e estratégias do negócio. Conheça a seguir, então, quais os principais e, de posse dessas informações, avalie o que pode fazer mais sentido para o seu cenário. Disponibilidade dos sistemas de TI Manter a infraestrutura de tecnologia funcionando sem falhas ou interrupções é função primordial das equipes de TI. Dessa forma, determinar maneiras de mensurar em valores a disponibilidade dos sistemas de TI resulta na obtenção de um dos mais relevantes indicadores de TI para avaliar o desempenho da área. Resolução de chamados No âmbito dos atendimentos a chamados, existem alguns indicadores-chave que podem ser trabalhados. O First Call Resolution (FCR) é um deles, e existem ainda o Tempo de entrega e resolução de chamados e a Quantidade de chamados abertos. De forma geral, este tipo de indicador visa proporcionar à gestão uma compreensão sobre a eficiência das equipes de atendimento e suporte. Para isso, são mensurados, respectivamente de acordo com os indicadores listados, aspectos como:  número de chamados solucionados no primeiro contato;  tempo entre abertura e a resolução de um chamado; números totais de chamados abertos em determinados períodos de tempo. Níveis de satisfação e experiência do usuário Ainda em relação à eficiência do atendimento das equipes de tecnologia, existem indicadores de TI que remontam ao outro lado do balcão, ou seja, a experiência do usuário final. Independente de quem seja esse público, a infraestrutura de TI sempre atende a alguém. E essas pessoas precisam estar satisfeitas com o serviço entregue para que o resultado seja considerado positivo. Neste caso, mapear alguns indicadores relacionados aos níveis de satisfação pode ser uma boa alternativa para a empresa ter a dimensão completa da qualidade e dos impactos da sua área de TI. A coleta desse indicador se dá a partir de pesquisas de satisfação, como o NPS (Net Promoter Score), ou então através da obtenção de feedbacks dos usuários. Retorno sobre o Investimento (ROI) Sobre este indicador há muito pouco o que se ressaltar em termos de relevância, afinal, o ROI já é uma das métricas mais utilizadas pelas empresas para mensurar seus serviços. Este KPI diz respeito ao entendimento de quanto do que foi investido em uma determinada entrega está retornando para a empresa financeiramente. Mensurar e acompanhar a evolução deste, dentre os demais indicadores de TI possíveis, é fundamental para entender melhor sobre a saúde financeira do negócio e direcionar ajustes que sejam necessários na estratégia. Existem inúmeros indicadores de TI possíveis de serem acompanhados além dos que citamos aqui. Por isso, nossa recomendação é de que você busque se capacitar para conhecer a fundo este universo e ser capaz de identificar quais KPIs mais contribuem com as necessidades do seu negócio. Como implementar indicadores de TI Conforme destacamos anteriormente, o acompanhamento de indicadores de TI para mensurar o desempenho da área deve ser compatível com a realidade da empresa. Existem alguns passos ou etapas principais que se recomenda serem seguidos nessa implementação, começando por um bom planejamento, passando pela conscientização dos colaboradores, pela implementação em si e chegando no monitoramento. Cada um desses momentos deve ser estudado e analisado pela gestão, em conjunto com o time, para que seja identificado o que é possível de ser realizado com a estrutura que se tem atualmente. Muitas vezes as empresas incorrem no erro de, na ânsia de tentar abraçar o mundo, perceber ao longo do tempo que não há braços para isso. Assim, a dica é começar por pequenos movimentos, mas que sejam extremamente estratégicos para o seu negócio. Aliando as percepções dos colaboradores que estão no dia a dia da operação, com o entendimento da gestão e das lideranças executivas do negócio, os indicadores de TI contribuem para o atingimento de altos níveis de eficiência da área e da empresa. Também é possível definir KPI’s baseados no framework do COBIT 2019, que possui uma base de indicadores associados às metas de alinhamento de TI com negócios.  Para conhecer ainda mais sobre esse tema e se especializar, a sua melhor capacitação está aqui. Confira nossos cursos com matrículas abertas e continue acompanhando nosso blog!


    09/07/2021
  • Gestão de riscos de TI
    Governança de TI

    Gestão de riscos de TI: como mitigar riscos das organizações

    Quando o assunto é gestão de riscos de TI existem muitos caminhos possíveis para analisar cenários e tomar decisões. Seja na gestão de riscos de segurança da informação, ou no gerenciamento das operações diárias da área de TI, é fundamental ter conhecimento sobre este campo para alcançar os melhores resultados na sua empresa. A gestão de riscos de TI faz parte de alguns processos previstos dentro das práticas de governança de TI no que tange à prospecção de riscos e análise de cenários. Isso porque dentro de um ambiente controlado por normas e parâmetros para execução das atividades, é preciso que haja um monitoramento também dos riscos para mapeamento de soluções. Continue a leitura deste artigo e confira algumas dicas de como mitigar riscos em organizações a partir de um método eficiente para gestão de riscos em TI. O que é risco? Antes de abordarmos a gestão de riscos em TI em si, é preciso esclarecer o que o setor de tecnologia encara como sendo esses riscos a serem gerenciados. Importante destacar aqui que ninguém está livre: os riscos estão presentes em toda e qualquer operação e nas diferentes áreas, podendo ser classificados em diferentes tipos conforme suas características e origens.  De forma resumida, risco é toda situação onde há uma dificuldade quanto à previsibilidade do que irá acontecer no cenário final. O conceito remete, então, a casos onde há a probabilidade de os resultados serem diferentes do que era esperado inicialmente, devido a diversos possíveis motivos.  A literatura traz também neste mesmo sentido o conceito de incerteza dentro do processo de TI que, no entanto, se diferencia dos riscos pela sua impossibilidade de previsão antecipada. A existência de um risco, esta sim, é algo previsível, porque essa identificação parte da análise de um cenário e do levantamento de possibilidades de falha a partir dele. É importante destacar aqui que a possibilidade de previsão da ocorrência de um risco não significa que a equipe de TI sabe exatamente o que irá acontecer. Se fosse desta forma, não haveria riscos ou a necessidade de estratégias para a sua gestão. Os riscos são previstos de forma ampla e geral considerando as vulnerabilidades já identificadas em um sistema, por exemplo, e imaginando cenários onde ameaças externas se aproveitem desta característica para causar algum dano ou consequência. Assim, mapeando previamente as situações envolvidas no processo de TI e seus possíveis riscos, é possível desenhar um plano de ação com base nas diferentes situações identificadas. Isso traz maior segurança para a equipe no sentido de que, em caso de ocorrência de algum dos sinistros já mapeados, as práticas de governança já pré-definem uma estratégia para a gestão de riscos de TI em questão. Exemplos de riscos de TI Para que você tenha uma ideia um pouco mais palpável sobre os chamados riscos de TI, trazemos aqui alguns exemplos do que pode ser tratado como tal: flutuações de câmbio; falta de disponibilidade; despriorização de projetos; requisitos de hardware; estrutura de confidencialidade; falhas em softwares. Gestão de riscos de TI para mitigar falhas A gestão de riscos de TI é um conjunto de processos e métodos implementados pelas empresas para buscar um equilíbrio entre os riscos e os custos das operações, identificando, avaliando e controlando ameaças relacionadas à tecnologia da informação.  Neste caso, além do mapeamento de possíveis riscos e definição de um plano de ação para mitigá-los, é necessária uma expertise lógica para a realização dos cálculos e mensuração real dos riscos. Em muitos casos, empresas que não possuem tecnologia no core do seu negócio podem interpretar que os riscos de TI não representam um grande problema para elas. No entanto, a área de TI dentro da empresa, mesmo que seja somente para registro de dados dos clientes e colaboradores, reúne muitas informações valiosas. Em caso de falhas no sistema ou nos processos, pode haver grandes prejuízos ao negócio. Já no caso das empresas de base tecnológica, esses riscos ficam muito mais evidentes — e também a necessidade de desenvolver ações para mitigá-los. Quando toda a organização depende da tecnologia para operar seu negócio, é ainda mais urgente que se implemente práticas de governança de TI e de gestão de riscos de TI. Passo a passo para uma boa gestão de riscos de TI Alguns aspectos deste passo a passo já foram tratados ao longo deste artigo, porém não de forma sequencialmente organizada. Antes de irmos para o passo a passo é importante sinalizar que os riscos de TI têm como boas práticas o embasamento nas normas ABNT NBR ISO/IEC 27.500 e as diretrizes para riscos se baseiam na ABNT NBR ISO/IEC 31.000. Confira a seguir 5 passos e dicas que você pode utilizar para fazer a gestão de riscos de TI na sua empresa. #1 Análise de vulnerabilidades Este é o momento inicial do seu caminho dentro da construção de práticas de gestão de riscos de TI, e tem como foco descobrir onde e quando os riscos podem surgir e qual o seu nível de impacto para a organização. Aqui a sua solução deve ser analisada de forma honesta para identificação de possíveis vulnerabilidades e, consequentemente, que tipos de riscos podem surgir delas — antes que elas se tornem ameaças reais. #2 Entendimento das prioridades Após detectar as vulnerabilidades existentes no sistema e os possíveis impactos de riscos oriundos delas, é preciso estabelecer quais serão atacadas primeiro. Isso está diretamente relacionado ao entendimento quanto ao que é prioridade para o seu negócio em cada momento, para, então, poder direcionar as energias e esforços para este caminho. #3 Construção de plano de contingência Com os impactos e prioridades analisados, a sua equipe deverá partir para a avaliação e classificação dos riscos, o que resulta no desenvolvimento de estratégias para controle. É aqui que se inicia a preocupação quanto aos riscos se tornarem reais, ou seja, o que fazer caso aquela vulnerabilidade identificada como tendo alto impacto para o negócio venha a se concretizar? Assim, a etapa de resposta dentro da gestão de riscos de TI consiste na criação de um plano de ação para remediar um problema que venha a acontecer. #4 Instituição de rotina de backups Como os principais ativos da área de tecnologia são os dados, também é com eles a maior preocupação da gestão de riscos de TI. Por isso, uma boa prática e também uma das etapas recomendadas a serem seguidas dentro desses processos é a criação de uma rotina de backups. Realizar essas cópias periodicamente, com uma frequência estabelecida dentro das suas políticas de governança de TI, pode contribuir para que os riscos sejam reduzidos. #5 Treinamento dos colaboradores Por fim, trazemos aqui a dica relacionada ao treinamento da sua equipe, pois todos os profissionais de TI da organização deverão ser envolvidos nas políticas de gestão de riscos de TI. Essas pessoas, no entanto, nem sempre estarão envolvidas nas definições iniciais sobre as práticas a serem adotadas, visto que isso tende a ser concentrado nos cargos de liderança e gestão da empresa. Por isso, ao consolidar tudo que será aplicado como prática de gestão de riscos de TI, compartilhe em treinamentos com seus colaboradores e mantenha todos sempre na mesma página. Somente assim é que as práticas poderão ser executadas de forma satisfatória. Destacamos aqui os principais momentos envolvidos na construção das melhores práticas de gestão de riscos de TI, porém é sempre bom lembrar de que pouco disso será efetivo sem a devida revisão dos processos. Por isso, adicione aí uma camada permanente de monitoramento do que está sendo feito, e também coloque atenção para quando os riscos de fato vierem a acontecer: o plano de ação para mitigá-lo foi eficiente? O que poderia ser melhor e por que? Assim, o seu processo estará constantemente sendo atualizado e a sua equipe poderá se sentir mais segura nas tomadas de decisão, assim como o negócio como um todo ficará cada vez mais blindado de eventuais riscos. Para mais conteúdos como este, continue acompanhando o blog da ESR e confira nosso calendário de cursos!   


    30/06/2021
  • Governança de TI
    Governança de TI

    Os benefícios da Governança de TI

    Se você trabalha na área de tecnologia da informação, com certeza já ouviu falar sobre governança de TI, certo? O conceito consiste no desenvolvimento de um conjunto de normas e práticas por cada empresa para a sua área de TI, de acordo com exigências de mercado para o seu setor, e também com seus próprios valores internos. Essas regras e parâmetros são definidos visando o cumprimento de critérios de qualidade nas entregas. Por isso, vão determinar como são feitos os processos dentro da área de TI, que equipe é responsável por cada atividade e que resultados são esperados dentro de qual prazo para cada uma delas. O processo todo envolve poucas pessoas nas definições e como cabeças pensantes das ações, porém se estende à empresa inteira quando já estipulado tudo. Por isso é tão importante que todos tenham consciência internamente sobre que diretrizes a empresa pretende seguir e como cada pessoa pode se posicionar em prol disso. Além do framework do COBIT, outro modelo amplamente utilizado para a implementação de práticas de governança de TI nas organizações é a norma ISO/IEC 38500, já mencionada anteriormente, instituída pela ABNT. Também aplicável a qualquer tipo ou porte de empresa, a norma estabelece seis princípios para uma boa governança de TI. São eles: responsabilidade; estratégia; aquisições; desempenho; conformidade; comportamento humano. Vamos falar mais sobre cada um deles a seguir, além de trazer uma lista de benefícios da governança de TI que a sua empresa pode obter ao implementar esse conjunto de práticas. Continue a leitura! Princípios para uma boa governança de TI Responsabilidade No que tange à responsabilidade, será fundamental que todos os indivíduos e grupos da organização compreendam suas atribuições e papéis no fornecimento de TI. Além disso, é preciso que as funções incumbidas a cada qual sejam acompanhadas de autonomia e poder de decisão para tal execução. Estratégia Quando falamos em estratégia na governança de TI, o objetivo principal é manter sempre no horizonte das ações o cenário atual da organização, acompanhando a evolução para os planos futuros.  Este alinhamento contribui para que não haja dimensionamentos incorretos de recursos e esforços, e que o processo seja o mais otimizado possível. Sendo assim, tanto o nível executivo da empresa deve compreender qual a capacidade atual da área de TI, quanto este setor precisa ter ciência das necessidades atuais do negócio como um todo. Importante destacar aqui que o processo evolui ao longo do tempo, então essas necessidades de ambos os lados vão sendo modificadas também, e a boa governança de TI deve garantir que isso esteja endereçado. Aquisições Partindo para o terceiro ponto, as aquisições, a norma ISO/IEC 38500 propõe que haja um processo balizador para gerar um equilíbrio nos investimentos da área de TI. Assim, entende-se que tudo aquilo que é adquirido tem uma razão válida, e que deve passar por caminhos claros e transparentes que indiquem os benefícios, oportunidades, custos e riscos daquelas aquisições, e que as justifiquem diante do cenário como um todo. Desempenho O quarto princípio básico para uma boa governança de TI, segundo a norma ISO/IEC 38500 é o constante monitoramento do desempenho da área de tecnologia dentro da organização. Aqui é fundamental garantir que a atuação do setor esteja adequada à prestação de suporte à empresa,disponibilizando serviços de qualidade e que atendam às necessidades atuais e futuras do negócio. Conformidade Este princípio se trata da parte burocrática relacionada à área de TI dentro das organizações, que é a conformidade com todas as legislações e regulamentações aplicáveis ao setor. Os profissionais responsáveis pelo desenvolvimento das diretrizes de governança de TI da empresa devem ficar atentos às políticas e práticas aplicadas, e também às mudanças que ocorrem neste cenário. Manter uma proximidade com o setor jurídico, neste caso, será fundamental. Comportamento humano Apesar de estarmos debatendo governança de TI nos âmbitos de tecnologia e negócio, é fundamental ter sempre em mente que essas duas pontas dependem e são formadas por pessoas. Sendo assim, a norma ISO/IEC 38500 define o comportamento humano como o ato de prezar pelo respeito, necessidades e evolução de todas as pessoas envolvidas nos processos. Em resumo, são exemplos do que será atribuído como função aos profissionais dentro da equipe responsáveis pela governança de TI:  avaliar o uso atual e futuro da TI; orientar o desenvolvimento de planos e políticas para garantir o atingimento dos objetivos da empresa através do uso da TI; monitorar a aplicação destas normas e garantir que estão em dia; prospectar riscos e analisar cenários; padronizar processos para se adequar às normas definidas. Uma estratégia de governança de TI bem executada pode ajudar a empresa como um todo a atingir níveis de excelência em segurança, confiabilidade e credibilidade diante de todos os stakeholders. Isso permite uma maximização dos resultados do negócio, ou seja, influencia diretamente na lucratividade da empresa. Benefícios da governança de TI Se você chegou até aqui, já foi possível apreender uma série de vantagens que podem ser atribuídas ao seu negócio com base na implementação de práticas de governança de TI. Agora, confira em mais detalhes sobre os diferentes benefícios e entenda porque a sua empresa precisa implementar esta prática o mais rápido possível! Mais vantagem competitiva Com mais produtividade de toda a sua equipe seguindo práticas e processos pré-determinados e desenhados, todos saem ganhando. O cliente fica mais satisfeito com o resultado final, a empresa tende a verificar um aumento de lucro, e o mercado fica mobilizado para entender que tipo de ações estão sendo adotadas para gerar toda essa evolução. Esta é uma grande vantagem competitiva que pode vir da implantação de governança de TI na sua empresa. Aumenta a confiança e reduz riscos para os clientes Sistemas tecnológicos regidos por uma base de governança de TI tendem a ser mais estáveis e padronizados, mesmo em seus momentos de falha. Isso é um resultado muito importante do ponto de vista do cliente, que ao utilizar a solução, comprar o produto ou serviço deseja poder usufruir dele da melhor maneira possível. Além disso, identificar que a tecnologia por trás do atendimento realizado desempenha bem transmite ainda maior segurança quanto aos riscos para o cliente ao interagir com aquela solução. Otimiza o investimento dos seus recursos Ao reduzir as falhas, agilizar processos, automatizar tarefas e identificar gargalos, o principal benefício obtido é, então, a otimização de investimento dos seus recursos. Isso porque a empresa consegue saber exatamente, com base nas políticas de governança de TI, quais equipes precisam de maior destinação de recursos e quais estão desempenhando bem da forma que estão. Isso influencia também diretamente no aumento do ROI da área de tecnologia para a empresa, ajudando ainda mais a provar seu valor. Melhora sua comunicação Pensando no pilar de alinhamento estratégico da governança de TI, uma das vantagens mais interessantes, e muitas vezes abordada de forma superficial, é a melhoria nos processos também de comunicação entre as pessoas e entre os setores. Ao determinar diretrizes de como tudo deve acontecer, torna-se mais transparente para todos o que a organização espera e para onde está indo, além da forma como cada um pode contribuir para esse objetivo também ficar mais clara. Esses são alguns exemplos de benefícios que podem ser aproveitados pela sua organização ao implementar práticas de governança de TI. Faz sentido para a sua empresa? Ainda ficam dúvidas? Se sim, não hesite em nos contatar! Aproveite a oportunidade e compartilhe este conteúdo com seus colegas, continue acompanhando este blog e confira nosso calendário de cursos!


    28/05/2021
  • ITIL
    Governança de TI

    Conheça os benefícios e saiba como implementar ITIL na sua empresa

    Do inglês Information Technology Infrastructure Library, a sigla ITIL pode ser traduzida como ‘Biblioteca de Infraestrutura para a Tecnologia da Informação’, e consiste em framework padrão de boas práticas para o gerenciamento de serviços de TI. Sua aplicação é fundamental para o alinhamento das estratégias de negócios, por isso, todo profissional de TI deve saber como implementar ITIL na sua empresa. Neste artigo, te ajudamos com essa e outras dúvidas ligadas ao universo ITIL, desde a apresentação do conceito e dos diferentes volumes da ITIL, passando pelos benefícios para as organizações, até dicas de como aderir de acordo com as suas necessidades. Vamos lá! O que é ITIL? Conforme introduzido anteriormente, ITIL é uma biblioteca que reúne as melhores práticas na gestão de TI. Lançado pela primeira vez em 1980, no Reino Unido, o framework está atualmente em sua quarta versão, atualizada em 2019. A metodologia tem como principais objetivos padronizar os procedimentos da equipe de TI, identificar e promover melhorias contínuas para ajudar as organizações a atingirem seus objetivos estratégicos na área de TI de forma cada vez mais eficiente.  Para isso, a ITIL se baseia no Sistema de Valor de Serviço (Service System Value – SVS) e no modelo de 4 dimensões, que são: Organização e Pessoas; Informação e Tecnologia; Parceiros e Fornecedores e Fluxos de Valor e Processos. Na nova versão da ITIL há uma significativa mudança de nomenclatura e conceito, partindo de processos para imergir em práticas, onde se identifica uma abordagem mais holística que proporciona mais resultados para as organizações. Para saber mais sobre como implementar a ITIL 4 na sua organização, é importante ter conhecimento sobre os componentes do Sistema de Valor de Serviço da ITIL 4 e sobre o modelo de quatro dimensões. Vamos a eles. Componentes do SVS Em essência, o Sistema de Valor de Serviço consiste em uma forma de representar o ciclo de geração de valor das atividades e entregas dentro de uma organização. De acordo com este modelo, cada um de seus componentes encontra-se posicionado em um ponto específico entre a oportunidade e a geração de valor.  Confira na imagem para compreender com mais facilidade. Fonte: https://www.itsmnapratica.com.br/tudo-sobre-itil/ A seguir, detalhamos como cada uma dessas etapas funciona. Cadeia de Valor de Serviço (ITIL Service Value Chain) A cadeia de valor de serviço consiste em um modelo operacional flexível voltado para a entrega de melhoria contínua dos serviços. Com base em seis atividades principais, este modelo prevê o desenvolvimento de soluções que envolvam: planejar melhorar engajar desenho e transição obter ou construir entregar e suportar Essas atividades podem ser combinadas de diferentes formas e em sequências variadas de acordo com as necessidades e interesses de cada organização. Práticas (ITIL Practices) Atuando como uma evolução das práticas da ITIL V3, e para otimizar a organização e o controle dos processos, são recomendadas pela ITIL 4 um total de 34 práticas de gerenciamento, divididas em três categorias: Práticas Gerais de Gerenciamento, com 14 práticas recomendadas; Práticas de gerenciamento de Serviços, abrangendo 17 práticas; Práticas de Gerenciamento Técnico, com um total de 3 práticas listadas. O objetivo dessas práticas é oferecer uma visão que combine conhecimentos de gestão empresarial, gestão de serviços de ITSM e gestão tecnológica, pensando na finalidade derradeira de melhorar a entrega de serviços de TI. Os princípios orientadores (ITIL guiding principles) Os princípios orientadores da ITIL existem para auxiliar os gestores e as equipes de TI na tomada de decisões e assegurar que o alinhamento entre este setor e o negócio como um todo esteja em dia. São os 7 princípios da ITIL 4: concentre-se no valor comece de onde você está progrida iterativamente com feedback colabore e promova visibilidade pense e trabalhe holisticamente mantenha as coisas simples e práticas otimize e automatize Se você se recordar dos nossos materiais sobre o método Agile, poderá identificar que a lógica de buscar eficiência e melhoria contínua é bastante semelhante. Desta forma, os próprios princípios orientadores conversam em muitos aspectos. Para trabalhar com ITIL é, então, fundamental ter conhecimentos sobre o cenário Agile. Governança Do ponto de vista da governança, são implementadas nas organizações práticas e rotinas que busquem garantir o alinhamento entre a operação e o direcionamento de estratégia do negócio. Melhoria Contínua de Serviços ITIL (ITIL Continual Improvement) Tendo como base conceitos do ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Adjust), a melhoria contínua da ITIL 4 busca implementar a melhoria contínua em cada um dos componentes do Sistema de Valor de Serviço. Ao oferecer mais agilidade e resiliência através de uma abordagem holística, as organizações conseguem identificar os resultados de forma mais evidente e alinhada aos objetivos. O modelo de 4 dimensões Já do ponto de vista do segundo elemento estruturante da ITIL 4, vamos apresentar a seguir as dimensões descritas pela metodologia a partir das quais cada um dos componentes citados anteriormente deve ser considerado. Confira! Organização e pessoas A dimensão de organização e pessoas busca garantir a adequação das equipes à linha de horizonte do negócio. Uma das formas de colocar isso em prática é através da criação de valores e da definição de atitudes compartilhadas dentro da área de TI que possam agregar valor ao resultado de entrega de valor de serviço. Em resumo, esta dimensão trata da cultura da empresa alinhada aos objetivos e colaboradores. Informação e tecnologia Na dimensão de informação e tecnologia, são incluídas informações e conhecimentos necessários para o gerenciamento dos serviços e das ferramentas para a operação rodar. Aqui existem diferentes orientações sobre o papel de cada ator dentro deste processo, além de fornecer insights para o estabelecimento de relações entre os diferentes componentes do SVS. Parceiros e fornecedores Quando se pensa em parceiros e fornecedores, a ITIL 4 prevê um alinhamento também com esses atores, para além da equipe interna. Todo negócio depende dessas relações externas para se sustentar e crescer, por isso esta dimensão busca direcionar os olhares dos gestores para o relacionamento entre organizações. Fluxos de valor e processos Por último, a quarta dimensão prevista no modelo da ITIL 4 diz respeito à forma como a organização funciona, ou seja, como seus diferentes braços atuam de forma integrada e rumo aos mesmos objetivos. A ideia por trás é sempre identificar como se dá a geração de valor através dos produtos e serviços, porém entender como se dá a articulação dos setores para isso também é fundamental. Quais os benefícios da ITIL? Agora que você já conhece um pouco mais sobre a metodologia ITIL, já deve entender os motivos pelos quais ela é utilizada como guia e base em todo o mundo para orientar as práticas de TI. Assim, é fundamental que todos os profissionais que desejam se especializar em qualquer área da tecnologia da informação busquem capacitação em ITIL. Conheça os principais benefícios desta metodologia para as organizações e entenda ainda melhor porque você deve possuir esses conhecimentos. Alinhamento entre TI e os negócios: ao obter uma visão mais holística dos processos de TI, é possível economizar, padronizar serviços, minimizar erros, aumentar eficiência nas entregas e aliar tudo isso à promoção da inovação no negócio em questão. Assim, cada vez mais a empresa irá entender o papel da área de TI e ambos irão trabalhar juntos pelos mesmos objetivos; Profissionalismo: através da padronização e da facilidade na identificação e mitigação de falhas, a empresa ganha em profissionalização da equipe de TI, posicionando-a como referência no mercado e conseguindo também atrair talentos; Compatibilidade: como vamos comentar um pouco melhor a seguir, a ITIL é um conjunto de boas práticas amplo, cujas ideias podem ser adaptadas a cada negócio e necessidade. Assim, a metodologia sempre será compatível com o que você precisa no seu projeto, basta analisar como implementar ITIL; Ambiente estável para mudanças: o ambiente de tecnologia e internet muda o tempo todo, e acompanhar esses processos é desafiador. As equipes de TI que embasam suas rotinas e práticas na ITIL tendem a desenvolver melhores táticas para conseguir alcançar este objetivo; Qualidade + Satisfação do cliente: na mesma linha do profissionalismo, as práticas propostas pelo ITIL proporcionam o atingimento de maior qualidade nas entregas das equipes de TI e, consequentemente, de mais clientes satisfeitos. Mas e agora, como implementar ITIL no meu negócio? A ITIL é uma metodologia abrangente que proporciona maleabilidade para sua implementação. Assim, para identificar como implementar ITIL na sua empresa, é preciso antes analisar o seu cenário e realidade. A sua equipe de TI conta com uma liderança que poderá puxar, acompanhar e reportar os resultados dos processos de implementação? Quais são os maiores gargalos atualmente que precisam ser solucionados? Quais desafios a sua empresa enfrenta hoje na área de TI e que, se superados, podem trazer ganhos significativos para o dia a dia? Com base no entendimento deste diagnóstico, é possível iniciar a implementação da metodologia na sua empresa por estágios. Isso permite que seja feita uma adaptação das atividades ao novo formato de gestão dos serviços sem que isso gere um grande impacto para a sua equipe e para as rotinas que não podem ser interrompidas. Por se tratar de uma metodologia ampla, é possível que alguns dos processos ali descritos não façam tanto sentido para o momento do seu negócio. Por isso, lembre-se sempre de que você pode eliminar algumas etapas e investir mais em outras, caso seja mais proveitoso dentro da sua realidade. Você pode ainda contar com o apoio de ferramentas para se organizar a respeito de como implementar ITIL no seu negócio, como o Trello ou até mesmo planilhas do Excel. As diferentes etapas e atividades a serem executadas podem ser registradas nestas plataformas para que toda a equipe consiga estar na mesma página sobre o que já foi feito, o que está no backlog e quais os principais entraves. A adesão às práticas de ITIL é fundamental para toda e qualquer empresa que trabalhe com algum processo de TI. Então, para disseminar ainda mais o conhecimento sobre o assunto, compartilhe este conteúdo, continue acompanhando este blog e confira nosso calendário de cursos! 


    21/05/2021
  • Governança Corporativa de TIC
    Governança de TI

    Governança Corporativa de TIC em tempos de Inovação

    Quando falamos no alinhamento de propósitos e objetivos dentro de uma organização, um dos principais elementos que está por trás é a implementação de práticas de governança. Este conjunto de diretrizes busca orientar as empresas, através da integração e direcionamento de olhares de todas as áreas, para um mesmo objetivo macro. Especificamente para a área de tecnologia dentro das empresas, existe a governança de TIC, que segue alguns manuais principais e tem como objetivo auxiliar essas organizações a implementarem os primeiros passos nessa jornada.  Neste artigo, você vai conhecer um pouco mais sobre as diferenças entre governança corporativa e governança de TIC, além de entender como investir neste tipo de prática pode ajudar a sua empresa a inovar. Acompanhe! Governança corporativa Governança corporativa é, segundo definição do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), um sistema através do qual os processos dentro de uma empresa funcionam. Ou seja, abrange relações interpessoais, práticas internas até as tomadas de decisão, passando pelos valores e princípios que justificam cada um desses aspectos. Pode parecer um conceito complexo, mas a governança corporativa é, de forma simplificada, como se fosse o manual de instruções do jogo de cada empresa. Ali vão estar definidos, então, quem são os personagens, quais são suas funções, que responsabilidades possuem, quais as regras do jogo, o que pode ou não ser feito e qual a visão de sucesso, ou seja, como que se ganha. Por isso, é fundamental que cada empresa possua o seu processo interno de governança corporativa, uma vez que ele orienta todas as práticas e as padroniza, enquadrando-as em categorias e otimizando processos. Para resumir, a governança corporativa é um conjunto de normas e práticas estabelecidas por cada empresa que buscam orientar suas ações em prol de um desenvolvimento sustentável.  Quando falamos sobre governança de TIC, no entanto, este conceito ganha alguns complementos e direcionamentos mais específicos. Isso porque vamos estar falando da área de tecnologia como se fosse uma empresa auto gerenciada, buscando cumprir objetivos da organização de forma geral. Vamos adiante para compreender um pouco melhor este conceito. Governança de TIC Por envolver uma lógica de raciocínio muito semelhante, a governança de TIC é entendida como um desdobramento da governança corporativa, porém uma disciplina à parte com suas peculiaridades e particularidades. A base das práticas de TIC está no desenvolvimento de planejamentos e ações com o objetivo de tornar a área de tecnologia mais estratégica para o negócio como um todo. Desta forma, a área de TIC consegue contribuir ativamente para o atingimento dos objetivos macro definidos nas diretrizes de governança corporativa. Muitas vezes o setor de tecnologia não é considerado prioritário dentro das organizações que não possuem TIC como seu core business. E aqui também temos mais um benefício da governança de TIC: através destas práticas bem delimitadas, a organização como um todo também consegue compreender de forma mais palpável a importância e a possibilidade de geração de valor do setor de tecnologia para a empresa. Sendo assim, se a sua empresa se utilizar dos conceitos de governança corporativa e governança de TIC, é garantia de processos cada vez mais alinhados, otimizados e inovadores. No último bloco deste artigo você vai entender melhor quais artifícios de inovação são agregados ao processo organizacional por meio da governança corporativa de TIC. Inovando através da governança Inovação é um processo essencial nos dias de hoje, empresas que não inovam ficam para trás. Quando entramos no universo da TIC, fica ainda mais evidente a importância e necessidade de haver este tipo de processo no desenvolvimento de produtos, equipes e do próprio negócio. Por se tratar de um campo tão fértil, a TIC é compreendida como uma importante habilitadora dos processos de inovação digital dentro das organizações. Através de frameworks e metodologias ágeis, é possível agregar eficiência, escalabilidade e sustentabilidade aos processos, e isso gera inovação. Pensar de forma inovadora é buscar soluções para problemas que muitas vezes ainda nem existem. No caso de uma empresa de TIC que desenvolve softwares, por exemplo, inovar é pensar para além da funcionalidade prevista para aquele produto, que tipo de valor a mais a solução pode entregar ao cliente final.  Uma notificação referente a algum sinal importante, um canal de comunicação mais rápido com seu público ou até mesmo uma ferramenta nova. Tudo isso pode ser identificado, por exemplo, em rituais e reuniões previstas pelas diretrizes de governança de TIC. Nestes momentos as equipes têm dias e horários fixos para se encontrar e discutir tudo que está sendo desenvolvido, onde estão os principais gargalos, quais algumas possíveis soluções e como avançar para os próximos passos. Essa mentalidade inovadora é altamente favorecida pela implementação de boas práticas de governança de TIC dentro das organizações. A busca pelo atingimento dos objetivos gerais da empresa, aliada ao interesse em percorrer este caminho através das alternativas mais otimizadas e eficientes gera inovação. Na Escola Superior de Redes (ESR) nós temos diferentes conteúdos sobre temáticas ligadas ao universo da tecnologia, programação, desenvolvimento ágil e diversos aspectos ligados à gestão de processos de tecnologia. Um exemplo é o nosso mais novo eBook sobre governança de TI, confira! Além disso, oferecemos cursos de capacitação nos mais diversos ramos dentro deste cenário. Se você achou o tema deste artigo interessante e sente que quer aprender ainda mais, confira nosso calendário de cursos e veja agora mesmo a sua disponibilidade para fazer sua inscrição. Não perca a oportunidade de se tornar um profissional ainda melhor em 2021!


    19/02/2021
  • labirinto-demonstra-incerteza
    Governança de TI

    Gerenciamento das Incertezas em processos de Inovação

    Gerenciamento das Incertezas em processos de Inovação Processos de inovação vêm acompanhados de uma série de elementos positivos, como a mudança, a novidade e o inédito, mas também de inúmeras adversidades que surgem pelo caminho. O gerenciamento das incertezas que surgem no processo inovativo é uma tarefa árdua mas que cabe a todos aqueles que, independente da área de atuação ou das experiências prévias, decidiram empreender em novas jornadas. Preparo emocional para lidar com as incertezas é algo essencial na trajetória do empreendedorismo, da liderança de projetos e da inovação. No entanto muitos profissionais que estão neste caminho sequer sabem diferenciar o conceito de um outro também bastante comum neste universo que é o de “riscos”. Neste conteúdo, nosso objetivo é empoderar você para que esteja ciente de diferentes exemplos do que pode ocorrer na sua trajetória dentro da TI. É evidente que não pretendemos aqui prever ou premeditar qualquer aspecto relacionado à sua história em especial, até porque isso não seria possível. O intuito é, então, versar um pouco sobre o que são incertezas e como elas podem ser contornadas quando vierem a acontecer. Fique com a gente e mande suas dúvidas com nossos especialistas! Gerenciamento das incertezas vs Gerenciamento dos riscos Para começar, é fundamental destacar e reforçar este aspecto relacionado à gestão das incertezas: seu diferencial para o que se entende por riscos.  Dentro de um processo de inovação, uma ação possível de segurança para o negócio é a previsão de situações que podem dar errado para poder se prevenir contra elas. Aqui estamos falando em riscos. Um risco é algo que o profissional sabe que corre ou que tem potencial para correr dentro da sua realidade, mercado e nicho. É como se estivéssemos falando de uma fintech que oferece transações bancárias com taxas mais baixas e conta digital diante de um cenário de surgimento do Pix, por exemplo. O Pix está sendo desenhado pelo Banco Central já há algum tempo, o que coloca empreendedores de um negócio nessa área em um status de identificação de risco. A chegada da pandemia de coronavírus, por exemplo, é algo impossível de prever ou definir previamente um plano de ação. Não se sabe quando uma pandemia vai começar, quanto tempo vai durar e nem que impactos efetivamente terá no mercado e consequentemente no seu negócio. Por isso, trata-se de uma incerteza. Há que se pensar que, a partir da ocorrência desta pandemia, as empresas possam estar mais preparadas em próximas ocasiões semelhantes. Ter a experiência e vivenciar uma crise ajuda a desenvolver nos empreendedores essas habilidades emocionais e a capacidade para tomada de decisão a partir de cenários mais analíticos e práticos, o que contribui significativamente para o gerenciamento das incertezas em ocasiões futuras. Compreendendo a inovação como processo O segundo ponto essencial dentro deste caminho é o de entender a inovação como um processo, e não como um fato ou uma fórmula. No mundo da TI tudo é muito exato, porém é preciso entender que na inovação as coisas não se dão necessariamente desta forma. Não há um único caminho correto a ser seguido, muito pelo contrário: a inovação prevê a coexistência de diversas ideias que juntas conduzem ao que se espera como resultado. Novamente, importante salientar que não há também um único resultado, mas diversos. Ao iniciar ou conduzir um processo de inovação, normalmente os envolvidos desejam solucionar algum problema, encontrar uma forma mais ágil de fazer alguma coisa que já existe ou até mesmo ter a ideia do milhão criando algo que ninguém nunca pensou. Antes de prosseguir com o raciocínio, entenda uma coisa: não se cria algo que ninguém nunca pensou. Tudo que você pensar já existe de alguma forma, para algum público e atende a alguma necessidade mapeada. Este é um ensinamento precioso do livro “Roube como um artista — 10 dicas sobre criatividade”, de Austin Kleon, que pode ser aplicado também quando se estiver pensando em inovação. Indo adiante, ao buscar qualquer um dos três objetivos comentados anteriormente, você pode estar pensando que é possível, sim, chegar a um resultado. Se eu estou tentando solucionar um problema e consigo, eis o meu resultado. Se eu encontro uma forma mais ágil de realizar uma tarefa, aí está novamente a minha conquista. Esse raciocínio não deixa de estar correto. No entanto, ao pensar na inovação como um processo, entende-se que cada descoberta e cada etapa é uma forma de resultado. Então, temos, sim, diversos resultados diferentes no decorrer do caminho. Importância da gestão diante do gerenciamento das incertezas Como já mencionado, são diversas as possibilidades de incertezas dentro dos processos de inovação. Assim, caberá à gestão destes projetos compreender esse cenário e trabalhar com ele da melhor forma possível. Segundo apresentado no artigo científico “Gestão da incerteza e incerteza na gestão: a inovação como processo”, podem existir duas formas principais de conduzir processos de inovação já visando a existência de riscos e incertezas. A primeira delas é por meio do que os autores chamam de selecionismo, onde se conduz mais de uma opção de caminho em paralelo para garantir maiores chances de sucesso; e a segunda é a de tentativa e erro, onde já imaginando que alguns elementos podem fugir do controle, busca-se planejar parcialmente as ações e acertar o máximo possível sem deixar de se arriscar ou sem privar nenhum tipo de ideia. Um destaque interessante abordado pela pesquisadora Alessandra Bezerra de Melo é o de que a incerteza é o que move o mundo. É com base em perguntas, questionamentos, dúvidas e inquietações que tudo que é novo surge. Por isso, não se deve considerar as incertezas somente como algo ruim, elas têm seu lado positivo e devem receber a devida atenção para que evoluam de forma satisfatória para o projeto. Trazendo todas essas perspectivas para um cenário de desenvolvimento de projetos de software, identifica-se que o preparo emocional aliado à capacidade técnica dos gestores devem ser afinados o suficiente para lidar com o gerenciamento das incertezas.  Habilidades como a reação rápida para elaborar soluções; o saber dialogar com todos os envolvidos para entender por onde pode ser o melhor caminho; e o conhecimento técnico sobre o projeto em si para dar opiniões que geram valor serão essenciais em líderes que queiram desenvolver processos de inovação dentro da área de TI. É fundamental estar aberto a errar dentro de processos de inovação, e compreender que dessas falhas podem vir aprendizados muito grandes para a sua carreira. Algumas sugestões de cursos que você pode realizar neste sentido são o de Design Thinking, para falar sobre processos de inovação, e o de Scrum, aí para o gerenciamento de projetos com previsão de incertezas. Confira nosso calendário de cursos e inscreva-se agora mesmo para se capacitar ainda mais e estar apto a liderar processos de inovação fazendo o gerenciamento das incertezas.


    23/11/2020
  • Gestão de Riscos de Segurança da Informação e Privacidade
    Governança de TI

    Gestão de Riscos de Segurança da Informação e Privacidade

    Estratégias de segurança da informação e privacidade podem ser utilizadas para diferentes finalidades dentro da TI de uma organização. Uma delas é dentro da gestão de riscos, onde são aplicadas práticas para mitigar e minimizar ao máximo as chances de algo sair fora do programado. Com o desenvolvimento das tecnologias para internet há cada vez mais pessoas assumindo a posição de usuários dos sistemas online conectados em todo o mundo. O volume de dados que se trabalha em função disso é gigante, o que conhecemos como Big Data, e cada vez mais precisamos de estrutura para tratar, analisar e gerar resultados através dessas informações. A codificação, criptografia e segurança em camadas de rede são alguns dos recursos que podem ser utilizados para auxiliar as pessoas e empresas a manterem todo esse volume de dados seguro. Especialmente do ponto de vista de dados sensíveis, é essencial que sejam mantidos em segurança. Neste sentido, é preciso ter clareza sobre as diferenças de alguns conceitos, e é sobre esse assunto que vamos falar no artigo de hoje. Confira! O que é risco? Para começar a diferenciar os conceitos vamos destrinchar por aqui o que é considerado como risco. São diferentes definições elaboradas pelos mais diversos autores que já versaram sobre o tema, mas em essência algo que todas elas têm em comum é a ideia da dificuldade de previsibilidade do cenário final. Risco é toda a situação em que há probabilidade de os resultados serem diferentes do esperado devido a um ou outro motivo — já mapeados ou não —, de forma que se antecipa que algo pode ocorrer neste sentido. Isto nos dá a chance de evitar um dano ou consequência adversa. Resumindo, risco é uma probabilidade de uma ameaça explorar uma vulnerabilidade e causar um dano ou consequência. Em outro conteúdo do nosso blog, falamos sobre as diferenças entre riscos e incertezas, se quiser conferir. Mas a ideia geral é que o risco é previsível, ou, é passível de identificação prévia de sua possibilidade de existência. Já a incerteza não segue o mesmo caminho, sendo algo que a empresa não conseguiu mapear ou identificar anteriormente de nenhuma forma, como o caso da pandemia de coronavírus que assolou todo o planeta ao longo de 2020.  Os riscos estão presentes em toda e qualquer operação e nas diferentes áreas e podem ser classificados em diferentes tipos conforme suas características e origens. Assim, todas as áreas da sua empresa apresentam possíveis riscos, desde o setor financeiro, passando pelo RH e vendas, até a própria área de TI. Um dos principais neste último caso está relacionado ao Big Data e às transações de dados realizadas entre empresa e cliente. Assim, contar com uma equipe ou até mesmo uma área focada em gerenciamento de riscos, dependendo do porte da empresa, é fundamental nos dias de hoje. Vamos adiante. O que é Segurança da Informação e Privacidade? O segundo conceito que vamos trabalhar hoje para ajudar a complementar o entendimento deste material é o de segurança da informação. Este campo da TI tem como objetivo proteger e garantir a integridade de todo e qualquer tipo de informação, seja em sistemas digitais ou não. É com base na proteção garantida pelas estratégias de segurança da informação que os negócios conseguirão se estruturar para buscar seus objetivos, implementar novos processos e executar sua operação de forma completa. Alguns dos princípios básicos da segurança da informação que compõem a construção do conceito são: confidencialidade (garantia de que somente pessoas autorizadas têm acesso a cada dado); integridade (proteção da informação contra adulterações não autorizadas); disponibilidade (estratégia para que todas as informações estejam acessíveis quando forem demandadas e estiverem autorizadas pela confidencialidade para tal, conforme acordado previamente). A segurança da informação é, a área que concentra a maior parte dos desafios diante da preservação dos dados, sendo também responsável por ajudar as equipes de gerenciamento de riscos no mapeamento de possíveis invasões e ameaças aos dados da organização. O que é privacidade de dados É comum haver confusões entre os conceitos de segurança da informação e privacidade de dados por se tratarem de temas realmente bastante conectados. No entanto, para esclarecer, a gestão da privacidade de dados cuida da forma como a informação é coletada, distribuída e organizada dentro da empresa, enquanto a segurança da informação é uma ciência mais ampla que se preocupa com a proteção de todos os dados recebidos e enviados pela empresa.Ou seja, não há privacidade sem segurança da informação. A privacidade de dados, então, é um campo e faz parte da segurança da informação. Uma analogia que ajuda a entender ainda melhor essa diferença é trazendo à tona as legislações recentes e vigentes sobre proteção de dados como a GDPR na Europa e a LGPD no Brasil.  Essas leis tratam sobre a forma como o dono do dado (titular dos dados) terá seu dado tratado por uma empresa na outra ponta e a garantia de que tenha sido dada uma concessão e autorização para uso desses dados. E essa é também a função dos profissionais e equipes de privacidade de dados dentro das empresas. Além da importância de cuidar dos dados das pessoas que interagem com a sua empresa é importante entender que contar com profissionais especializados e dedicados à gestão da privacidade de dados dentro da organização é uma questão de compliance. A empresa precisa estar adequada a todos os elementos de compliance exigidos, às normativas, políticas e diretrizes determinadas.  Assim, com as novas legislações alguns cargos surgiram e outros receberam novas atribuições e roupagens para tornar esse processo mais profissionalizado, como DPO (Data Protection Officer), o CPO (Chief Protection Officer) e CSO (Chief Security Officer), cada um com suas especificidades. Boas práticas de gestão de riscos de segurança da informação e privacidade Com tudo que vimos fica evidente a importância de direcionar o olhar para a gestão de riscos de segurança da informação e privacidade, mas também que o processo pode ser bastante complexo, certo?  Entre os pesquisadores não há unanimidade no que diz respeito à definição de um único processo de gerenciamento de riscos. Há, no entanto, a convergência para o pensamento de que, sim, é necessário contar com políticas e estratégias focadas neste objetivo. O processo é composto por diferentes fases que podem variar entre as empresas de acordo com cada cenário, mas em geral, elenca-se cinco grandes áreas principais: identificar e determinar tolerâncias: nesta etapa deve-se definir os objetivos da organização ao desenhar um determinado processo de gerenciamento, pensando em quais pontos serão levados em consideração, quais riscos serão gerenciados e com que ações; medir os riscos: aqui a intenção da empresa deve ser a de identificar, mapear e mensurar tudo aquilo que é considerado risco para entender por onde se precisa ir ao longo do processo. Inclui identificar vulnerabilidades, valores dos ativos, e controles existentes; monitorar e relatar os riscos: nesta etapa o objetivo principal é identificar o potencial de perda e probabilidade de ocorrência dos riscos, entendendo como é possível agir para mitigá-los e traçar um plano; controlar os riscos: aqui é onde chegamos no envolvimento com a alta administração da empresa, necessitando do comprometimento com os processos, da uniformidade na linguagem e na abordagem e na coordenação de uma mudança de mindset voltada para a área de gerenciamento de riscos. A empresa toda precisa compreender a importância para que o controle possa ser executado; revisar, auditar e realinhar os riscos: esta é uma etapa final onde todas as medidas tomadas são analisadas e revisitadas de forma cíclica para que se possa compreender quais foram as melhores decisões e que tipo de estratégia ainda precisa ser melhor alinhada. A gestão de riscos de segurança da informação e privacidade é um assunto essencial e que toma proporções cada vez maiores devido ao crescente aumento no volume de dados e informações com os quais se trabalha.  Para se especializar nesta e em diversas outras áreas da TI que sejam do seu interesse, confira o calendário de cursos da ESR. Aproveite e continue acompanhando também o nosso blog onde sempre atualizamos com muitos conteúdos relevantes sobre o universo da TI e da segurança de redes.


    13/11/2020