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Governança de TI

  • LGPD para TI
    Governança de TI

    LGPD para a área de TI: como a lei impacta o setor?

    Ainda tem dúvidas sobre como a LGPD funciona na rotina de TI? Este conteúdo vai te ajudar!  A Lei Geral de Proteção de Dados (Lei n. 13.709, de 14 de agosto de 2018) já está em vigor há algum tempo e com seus ciclos de fiscalização em curso.  A adequação às demandas da norma afasta as possibilidades de sanções, inclusive financeiras, e reflete em um relacionamento mais transparente entre empresas e clientes.  Pensar estrategicamente na LGPD é um dos desafios de qualquer profissional de marketing e da tecnologia da informação.  Afinal, em um contexto de crescimento de cibercrimes e de um amadurecimento da mentalidade dos clientes frente à informação e ao que encontram na rede, o consentimento no uso de dados, bem como a autonomia para a revogação dessa ação por parte do usuário, ou ainda, o fortalecimento de ferramentas de segurança de rede, são ações indispensáveis para toda e qualquer organização.  Ao longo deste artigo você irá acompanhar os principais destaques do tema LGPD para a TI.  O que é LGPD  Como funcionam os ciclos de fiscalização da LGPD  Quais são as penalidades da não adequação à LGPD  Como a área de TI pode garantir adequação à LGPD O que é a LGPD? Este é um assunto batido para quase todo o meio empreendedor. Não é de hoje que muito se fala na necessidade dos negócios adaptarem seus canais digitais aos dispositivos da Lei Geral de Proteção de Dados.  A Lei 13709, como dispõe em seu Art 1º, tem o objetivo de ordenar o “tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, por pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural”. Para isso, organiza uma série de critérios que devem ser seguidos para que a nuvem seja mais segura, dê autonomia para os usuários a respeito do uso ou não de seus dados, e eduque empresas e demais sujeitos atuantes na rede a criarem conteúdo, produtos e serviços digitais com mais responsabilidade.  Quais são os objetivos da LGPD? Além de assegurar as relações mencionadas acima, a LGPD tem como um de seus principais propósitos contornar o panorama de crescentes crimes cibernéticos no Brasil, funcionando como um programa de conformidade.  Desde janeiro de 2022, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que recentemente se tornou uma autarquia especial – ganhando maior autonomia, por meio de resolução publicada no Diário da União, executa o primeiro ciclo de fiscalização da LGPD, que tem o objetivo de conferir se as empresas se adequaram aos dispositivos da lei.  Os negócios que não cumpriram com as propostas estabelecidas estão suscetíveis a diversas penalidades.  Tamanha a importância dessa adaptação, em um acórdão de junho de 2022 (Nº 1384/2022) o TCU (Tribunal de Contas da União) elenca uma série de recomendações para que o governo federal também esteja alinhado à LGPD e garanta a segurança de dados dos cidadãos com dados pessoais coletados e utilizados pela Administração Pública Federal..  A medida foi elaborada após a realização de uma auditoria da conformidade estatal neste quesito. De acordo com os indicadores do processo, relatado pelo ministro Augusto Nardes, dos 382 órgãos observados, 76,7% não estão dentro dos conformes legais.  Outros dados apurados pelo TCU mostram que o cenário requer atenção:  17,8% dos órgãos estudados estão no nível inexpressivo quanto à adaptação à LGPD; 58,9% estão no nível inicial; 20,4% estão no nível intermediário e 2,9% estão no nível aprimorado. Isso significa dizer que há alto risco à privacidade dos dados.  É necessário, portanto, um esforço tanto nas esferas públicas quanto nas privadas para uma alteração deste contexto.   Penalidades da não adequação à LGPD Todas as partes envolvidas na coleta, interpretação, análise e tratamento de dados precisam se adequar à LGPD, sejam elas empresas, órgãos governamentais ou plataformas. Com isso, a norma pretende afastar os “dados” do uso ilícito e controverso. Por meio do ciclo de fiscalização, pretende-se: Observar a conformidade dos agentes; Considerar o risco regulatório;  Adotar ações compatíveis com o risco;  Prevenir práticas irregulares e fomentar a cultura de proteção desses dados Caso seja identificado o descumprimento do que versa a norma, as penalidades variam como indicado abaixo: Multa simples, de até 2% (dois por cento) do faturamento da pessoa jurídica de direito privado, grupo ou conglomerado no Brasil no seu último exercício, excluídos os tributos, limitada, no total, a R$ 50.000.000,00 (cinquenta milhões de reais) por infração.  Multa diária também com o limite de R$ 50.000.000,00 (cinquenta milhões de reais) por infração.  Advertência sobre não conformidade e indicação de prazo para correção da infração. Bloqueio dos dados pessoais relacionados ao ato de infração até a sua regulamentação. Eliminação dos dados pessoais a que se refere a infração. Proibição parcial ou total do exercício de atividades relacionadas a tratamento de dados. Além disso, um dos maiores impactos da não adoção da LGPD está relacionado à imagem da organização.  Um vazamento de dados pessoais, na maior parte das vezes, expõe a empresa, uma vez que ela precisa informar aos aos titulares de dados (seus clientes) sobre o ocorrido.  O contingente financeiro necessário para um controle de danos, ou a chamada resposta ao incidente, também é maior nos casos em que não há conformidade com a LGPD. Ou seja, de forma geral, a iniciativa dos ciclos de fiscalização + penalidades visa instituir uma cultura orgânica de preocupação institucional com o uso de dados.  É um estímulo à consciência de proteção de dados pessoais, formalizando a necessidade de uma atuação responsiva nesse contexto, com direcionamento de ações que sejam proporcionais ao risco identificado e à postura dos agentes regulados. 5 Vantagens de garantir a adequação à LGPD   Como falamos anteriormente, não há mais tempo para procrastinar! O período de adaptação da Lei Geral de Proteção de Dados foi extenso e 2022 é o ano de mostrar que houve adequação ao que foi proposto.  Algumas vantagens de participar ativamente desse processo são:  Não sofrer sanções econômicas durante a avaliação do ciclo de fiscalização; Não sofrer prejuízos relacionados aos dados coletados, uma vez que a lei estabelece que a ANPD tem o poder de bloquear ou até eliminar os dados pessoais tratados por uma empresa; Construir uma comunicação mais transparente com o seu cliente, que por sua vez já está mais antenado nas relações digitais e passa a ter esse valor como premissa para estabelecer fidelidade; Concretizar a reputação da empresa. Ao descumprir o proposto pela fiscalização, a instituição poderá sofrer danos de imagem, uma vez que serão conhecidas por não estarem em sintonia com o que é disposto em lei. A credibilidade da organização pode ser abalada. Contribuir para um ambiente digital mais seguro. A ideia é que as grandes corporações passem a exigir dos seus parceiros comerciais a adequação à LGPD e assim por diante.  A LGPD na TI Outro motivo pelo qual a LGPD é considerada uma estratégia para as empresas é a garantia de maior segurança digital para clientes e também para as próprias marcas, que passam a estar menos suscetíveis a ataques cibernéticos. Isso ocorre uma vez que essa adequação, associada ao mapeamento interno das empresas, possibilita que, em caso de incidentes como esses dos crimes digitais, haja reação imediata.  Os profissionais de TI precisam compreender os limites e possibilidades dos dados pessoais (nome e e-mail, por exemplo) e dos dados chamados de sensíveis (os que envolvem etnia, religião, dados genéticos, entre outros).  A partir disso, elaborar estratégias, sites e dispositivos digitais pautados, principalmente, no poder de consentimento de uso desses dados. É nesse contexto que os modelos de ações first party ganham ainda mais destaque em detrimento às articulação third party.  Por isso, é preciso dominar como executar o desenvolvimento web tendo em vista essas especificidades.  Outro ponto que requer bastante atenção da área de TI em relação à LGPD é no que tange o armazenamento de dados.  Ou seja, maior cautela nessas práticas e no gerenciamento de riscos para prevenir/prever instabilidades e falhas na segurança da informação. Dessa forma, faz parte do escopo de trabalho deste departamento o desenvolvimento de soluções que otimizem as coletas e tratamentos de dados, em conformidade com a legislação. Há ainda a formalização da figura do Data Protection Officer (DPO), que embora não precise ser direcionada a um agente de TI, normalmente o é. Este cargo deve garantir a proteção de dados dos usuários.  Desafios para área de TI frente à LGPD 1) Capacitação  Por ser uma regulamentação relativamente recente, muitos profissionais de TI ainda possuem conhecimento defasado sobre os termos e dispositivos da norma.  Investir em capacitação nesse sentido é o principal passo para alicerçar todas as demais estratégias de segurança da informação. A ESR promove o curso “LGPD para Todos“, que incentiva o entendimento da Lei Geral da Proteção de Dados no dia a dia. Este é o único curso do mercado que foca na metodologia brasileira de adequação à LGPD (Ministério da Economia), consolidando diversos guias acerca das temáticas. 2) Constante atualização  Os times e gestores de TI precisam ter em mente que a adequação à LGPD é uma tarefa constante do departamento.  Por isso, é preciso pensar no tempo, recursos (operacionais e humanos) necessários para garantir essa logística e a execução de rotinas complexas.  3) Segurança e consulta de dados A governança de dados passa a demandar acesso prático e rápido de dados aos seus titulares, sem deixar de lado a segurança que o ambiente digital precisa proporcionar no desenrolar dessa operação.  Dessa forma, a governança de dados, práticas, protocolos e rotinas que atuem nessa direção constituem-se como desafios importantes da TI em relação à LGPD. 4) Cloud Computing As tecnologias de computação em nuvem agora demandam segurança redobrada, possibilidade de visibilidade e rastreabilidade de dados.  Fazer a verificação da nuvem deve ser um dos compromissos do time de TI.  ————————————————— A adequação à LGPD requer o envolvimento de diversos setores das empresas, sobretudo, da área de TI.  Com os ciclos de fiscalização ativos, essa adaptação demanda de forma urgente profissionais capacitados para a sua execução.  Quer atuar nesta área? Confira a ementa do curso “LGPD para todos” e se torne especialista no assunto junto com a ESR. 


    08/07/2022
  • Modelos de Governança de TI
    Governança de TI

    Governança de TI: o que está por trás dos modelos Cobit e Norma 38500?

    Uma governança corporativa de TI bem planejada, implementada e executada significa mais controle do ambiente tecnológico, propiciando mais assertividade na tomada de decisão e apoio às iniciativas de negócio  nas empresas.  Por isso, torna-se necessário para todas as empresas, sejam elas do setor público ou privado, o conhecimento de normas, como a ISO 38500 e frameworks, e o Cobit. A governança de TI é diferente do gerenciamento puro e simples e requer que os dirigentes, juntamente com a equipe de TI, desenvolvam habilidades, competências e responsabilidades capazes de guiar as ações das organizações para um controle de processos, aplicação otimizada de recursos, suporte para tomadas de decisão mais assertivas, além da segurança da informação.  De forma resumida e recapitulando, a Governança de TI será responsável por averiguar se determinada empresa segue as normas e as políticas, além de garantir que elas estejam conectadas com visão, missão e indicadores do negócio. Portanto, é importante que o profissional de TI e os dirigentes da empresa pensem de forma holística, com ênfase ao negócio como um todo.  É necessário vislumbrar uma TI dentro de um contexto maior. Para isso, vamos falar abaixo sobre os dois principais modelos de Governança de TI.  O que é a Norma ISO/IEC 38500 A Norma 38500 é direcionada aos dirigentes e gerentes de uma empresa com o objetivo de fornecer uma estrutura de princípios para que esses profissionais possam usar na avaliação, direção e monitoramento do uso da Tecnologia da Informação de uma empresa. É o modelo de governança de TI que gira em torno de três áreas de conhecimento primordialmente: conceitos e definições iniciais, princípios e modelo de governança. Dessa forma, a Norma oferece princípios para orientar os dirigentes das organizações sobre o uso eficaz (a TI cumpre o seu papel, atinge os resultados desejados?), eficiente (cumpre seu papel usando recursos da melhor maneira possível?) e aceitável da TI (atende as expectativas das partes interessadas respeitando a eficiência e aceitabilidade?).  Ao atender as expectativas das partes interessadas espera-se as seguintes consequências: minimização de custos e maximização dos resultados, garantia da inovação de produtos com sustentabilidade, aumento do retorno sobre o investimento em TI e setor aderente às leis e regulamentos aplicáveis.  O modelo pode ser aplicado em diversos negócios, de variados tamanhos. Princípios da Norma 38500 Seus 6 princípios registrados no site da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) são: Objetivos da Norma:  Como utilizar a Norma? A Norma estabelece que os dirigentes direcionem a TI por meio de três tarefas:  O que é o Cobit 2019?  O Cobit 2019 é um framework de governança corporativa de TI e um dos modelos mais populares para auxiliar empresas a alcançarem seus objetivos da área de TI. Abrangente, o Cobit 2019 tem o objetivo de gerar valor pro negócio baseado na seguinte relação:  Um dos principais diferenciais do modelo e o motivo pelo qual ele serve tão bem à governança, é o fato de oferecer uma orientação total da organização, abarcando todas as áreas responsáveis pelas funções de TI de uma organização, conectando tudo isso aos interesses internos e externos relacionados à Tecnologia da Informação. O Cobit 2019, assim como o anterior, pode ser aplicado em todos os tipos de negócio.  Princípios do Cobit 2019 O Cobit utiliza 5 princípios básicos para garantir a governança de TI Objetivos do Cobit  O conhecimento acerca dos dois modelos de governança de TI é importante para qualquer profissional desse segmento. Afinal, o cenário atual leva em consideração novas perspectivas acerca da importância da experiência do usuário, bem como o surgimento de legislações para o meio digital e também os crescentes riscos de cibercrimes.Mesmo que as duas normas sejam populares, o Cobit 2019 sai na frente, como um dos mais completos, abrangentes e solicitados no mercado de trabalho.  Para utilizá-lo, além do conhecimento teórico é necessário testar a prática e conferir as últimas atualizações disponíveis no mercado sobre o tema.  A ESR ministra um curso de Governança de TI com COBIT 2019 (EaD), com 06 encontros online que têm o objetivo de fornecer uma visão ampla sobre a governança, processos e estratégias de TI nas organizações, através da análise dos impactos desta área em franca ascendência nos negócios. Ao final do curso o aluno estará apto para a tomada de decisões a respeito do uso eficaz dos recursos de TI, considerando o planejamento, gestão e controle dos processos de TI. >>>>Descubra outras características do curso aqui! 


    15/06/2022
  • Plano Diretor de TI
    Governança de TI

    Plano Diretor de TI (PDTI): entenda o que é e quais são os seus benefícios

    O  Plano Diretor de Tecnologia da Informação (PDTI) é um documento que detalha os processos de TI que uma organização usa para gerenciar suas operações. Ou seja, ele serve como um guia para a tomada de decisões relacionadas aos processos integrados e permite que se priorize e se implementem tarefas de acordo com as estratégias previamente formuladas. Além dessa função de gestão, o PDTI também orienta as organizações no que tange a formulação de estratégia de TI de tais empresas de uma forma mais assertiva. Como resultado direto dessa combinação, está o sucesso do negócio, em especial, após o aprimoramento do digital e a decisão mais efetiva de se investir em treinamentos e desenvolvimento de TI, além de suas áreas correlatas.  De modo simplificado, o plano descreve áreas nas quais a tecnologia da informação pode contribuir, evidenciando as vantagens competitivas da corporação ao fazer o melhor uso dos recursos das tecnologias disponíveis. Nesse contexto, na busca por uma administração que preze pela melhor gestão dos recursos e maior qualidade na prestação de serviços, torna-se essencial a realização de um bom planejamento de TI, que viabilize e potencialize a melhoria contínua da performance organizacional. Em um recorte numérico, o setor de tecnologia da informação mostra-se em crescimento constante. No segundo trimestre de 2021, o mercado registrou faturamento de mais de U$300 milhões, o que representa um crescimento de 13,5% em relação aos meses de abril, maio e junho do ano passado. Os dados fazem parte do estudo Enterprise Infrastructure Q2 2021, realizado pela IDC Brasil, que avalia o desempenho do mercado de soluções de armazenamento, servidores e networking do país. Entre os setores estudados pela IDC Brasil, destaca-se o de armazenamento, que cresceu 11,1% graças a grandes projetos sonhados anteriormente e finalizados no segundo trimestre. Outra área que cresceu dois dígitos – alta de 28,5% em relação ao 2º trimestre de 2020 – foi a de networking, sendo que o segmento de redes de acesso foi o que mais avançou, enfatizando a busca das empresas por soluções que ajudem a suportar uma densidade maior de dispositivos conectados dentro do modelo de trabalho híbrido e remoto.  Esses dados ajudam a compreender a importância de olhar com esmero para as novas tecnologias digitais que embarcam na realidade de todos os negócios e áreas de atuação.  Componentes de um PDTI Destacadas as principais características de um Plano Diretor de TI é preciso enfatizar ainda alguns componentes que são essenciais e devem estar no PDTI de sua empresa. O plano diretor de TI deve descrever: Ações que planejem, de forma escalonada, alcançar os objetivos de negócio da organização. Normalmente, o primeiro passo é começar a revisar o plano estratégico da empresa, o que ajuda a identificar as áreas em que o uso da tecnologia pode melhorar as operações. Análises dos seus pontos fortes, fracos, as oportunidades e as ameaças que o negócio apresenta com o objetivo de identificar fatores internos e externos que podem afetar a capacidade da TI de contribuir para o sucesso da organização. Esse processo também ajudará a analisar onde o departamento de TI está naquele momento e o que ele deseja alcançar. Caso essa área ainda não exista dentro da empresa, será o momento de entender onde ela se encaixa diante das divisões já existentes. Finalmente, é importante que o PDTI seja claro sobre seus objetivos finais. Assim, é essencial a presença de uma lista, que o departamento de TI considere prioridade, com investimentos em tecnologia que irão contribuir com o sucesso da organização. Ademais, o plano deve incluir avaliações do orçamento atual de TI da empresa e alocar recursos e responsabilidades específicas do projeto para atender a esses objetivos. Em resumo, elaborar um PDTI é pensar na história e desenvolvimento do negócio com estratégias digitais que serão importantes indicadores na geração de resultados e lucratividade das empresas.   Segundo o Gartner, a modernização e aderência da maioria dos setores ao digital exige que os líderes de TI pensem de forma diferente sobre o planejamento estratégico.  No cenário atual de constantes mudanças, o PDTI é uma importante ferramenta de apoio à tomada de decisão para o gestor, habilitando-o a agir de forma proativa e preventiva, contra as ameaças, e a favor das oportunidades. O PDTI é normalmente feito com projeção de 2 ou 3 anos, dependendo dos planos de crescimento das outras áreas da empresa, e vai te auxiliar a listar e otimizar suas necessidades. Afinal, toda organização deve, além de definir suas atribuições, ter clareza sobre o rumo a seguir. Para isso, é indispensável explicitar quais objetivos a organização deseja atingir a curto, médio e longo prazo. Como elaborar um Plano Diretor de TI Esclarecida a importância e relevância de se possuir um PDTI em sua empresa, é hora de começar o investimento nessa área! A dica é capacitar os profissionais que irão elaborar o plano, uma vez que, bem desenvolvido e formulado, ele poderá definir orçamentos e rumos importantes para a instituição.  > O curso da ESR é o que você precisa nesse momento para atender a essa demanda! <  A capacitação, assinada pela Escola Superior de Redes, apresenta conhecimentos essenciais, de forma prática, para o desenvolvimento de um plano diretor de tecnologia da informação (PDTI).  Ou seja, atua a partir das informações do planejamento e da gestão de TI nas organizações, a fim de proporcionar aos interessados uma visão estratégica bem definida.  Durante o desenvolvimento aborda-se a metodologia necessária para que haja um alinhamento entre as estratégias e ações da TI, com as estratégias organizacionais.  Como já foi exposto, o PDTI é o instrumento que permite nortear e acompanhar a atuação da área de TI, definindo direcionamentos calculados e um plano de ação específico para implantá-los.  Por isso, o foco do curso está no desenvolvimento de competências práticas, a partir do alinhamento teórico de boas ideias para o desenvolvimento do PDTI, com as diretrizes da estratégia de TI. Dentro do programa do curso o cliente irá compreender todas as principais fases de preparação do plano diretor de TI, como:  Fase de Preparação; Fase de Diagnóstico: Conhecendo a Realidade da TI; Fase de Diagnóstico: Avaliando os Recursos de TI; Fase de Planejamento: Definindo Metas e Ações; Fase de Planejamento: Terminando o PDTI. Ficou interessado e quer ver na prática como implementar um Plano Diretor de Tecnologia da Informação? Conheça outras características do curso da ESR, aqui!  Referências: Página do curso de PDTI na ESR: https://esr.rnp.br/cursos/elaboracao-de-pdti-ead https://www.portnet.com.br/o-que-e-pdti-plano-diretor-de-tecnologia-da-informacao https://www.profissionaisti.com.br/o-que-e-pdti-plano-diretor-de-tecnologia-da-informacao https://fj.com.br/o-que-e-pdti-e-para-que-serve


    23/12/2021
  • Time de TI
    Governança de TI

    Como desenvolver competências de liderança para equipes de TI

    Nos dias de hoje, uma gestão de TI eficiente é pautada em oferecer mais que uma infraestrutura e aplicativos de tecnologia da informação que permitem e conduzem a estratégia e as metas do negócio. Isso porque, em muitas empresas, a tecnologia precisa ser o coração do negócio, por isso, o gestor de TI deve ter um lugar no conselho com uma influência tão alta quanto qualquer outro líder. Afinal, qualquer grande organização gostaria de se beneficiar de um líder em TI que pode aproveitar ao máximo os avanços técnicos do setor ao mesmo tempo que motiva pessoas dentro e fora do departamento. Pensando nessa questão, preparamos esse artigo para compartilhar a vocês quais são as competências profissionais de TI necessárias para que você faça uma liderança de equipes de TI eficiente. Boa leitura! O que é gestão de TI? A gestão de TI se concentra em garantir as condições necessárias para que os sistemas de informação operem de forma eficiente.  Ou seja, esse departamento é responsável pelo monitoramento e administração dos sistemas de tecnologia da informação baseados em hardwares, softwares e redes. O principal líder de TI é mais frequentemente referido como o diretor de informação ou CIO. Entretanto, já é comum em algumas organizações essa responsabilidade agora ser compartilhada com uma variedade de “chefes de informação”, incluindo o diretor digital, o diretor de dados e o diretor de produto.  Exemplos de habilidades importantes de liderança incluem soft skills (interpessoais), hard skills e a capacidade de inspirar funcionários a aproveitar a TI para melhorar os processos. Liderança de equipes TI com foco pessoas A motivação não é proporcionada pelo líder, ao contrário do que se pensa comumente. O líder cria as condições para que o funcionário se motive.  Mas esse movimento vem de dentro para fora, ou seja: é o funcionário quem acaba encontrando elementos que o motivam a cumprir os objetivos estratégicos. Isso ocorre porque a motivação é influenciada por fatores sobre os quais o líder tem pouco domínio. Muitas vezes, são questões pessoais ou financeiras pelas quais você pouco pode fazer, a não ser oferecer uma boa conversa. Já o engajamento, esse sim, vem da liderança. E a capacidade de engajar está na forma como você vende os projetos e os objetivos a serem cumpridos pelo time. Como líder, você deve buscar os meios adequados para fazer com que a sua equipe tenha paixão pelos projetos e desafios.  E isso passa pela forma como você enxerga as tarefas e projetos propostos para a Tecnologia da Informação.  Um líder que enxerga soluções, em vez de problemas, certamente terá muito mais chances de trazer a equipe consigo, na condução dos trabalhos. Além disso, é importante que você olhe para a equipe, mas tenha foco diferenciado para cada um dos seus colaboradores.  Não se esqueça que, embora eles façam parte do mesmo time, cada um tem perfis e fatores de motivação diferentes.  Entender as particularidades de cada um e encontrar soluções para que as habilidades individuais apareçam é uma parte fundamental para gerar o desejado engajamento. Competências profissionais de TI necessárias para uma liderança eficiente A gestão de TI é definida por todas as práticas destinadas a gerenciar os recursos e soluções de tecnologia de uma empresa.  Quando a gestão é pensada e feita de forma estratégica, assume um comportamento de governança sobre as ferramentas da área com o objetivo de melhorar os resultados da empresa. Veja abaixo: Conhecimento técnico e operacional O gestor de TI também deve ser capaz de colocar a mão na massa e uma boa educação técnica é fundamental nos cargos de liderança, afinal, não há como orientar sua equipe se você não possui os conhecimentos técnicos necessários.  Essas habilidades podem ser conquistadas em cursos mais generalistas e específicos que permitam a construção de um arsenal de ferramentas, metodologias e frameworks aplicáveis no dia a dia.  Conheça o negócio  A gestão das atividades do setor de TI é estratégica quando alinhadas ao planejamento estratégico de negócios traçado pela empresa. Para isso, não basta atender áreas e pessoas isoladamente, é necessário que o gestor responsável pela administração da equipe e dos recursos conheça bem os objetivos e metas do negócio e funcionamento do mercado. Dessa forma, as circunstâncias para lidar com as transformações e oportunidades são enxergadas de forma mais completa e holística. Saiba implantar metodologias de trabalho eficientes  Para que os avanços ocorram de maneira perceptível, não é suficiente apenas planejar e aplicar, mas também acompanhar  e monitorar a relação de desempenho e resultado, utilizando os indicadores de TI apropriados. Um TI estratégico é capaz de evoluir setores como o suporte, implementar melhores ferramentas, melhorar processos e muito mais. Compreender os pontos fortes e fracos dos integrantes do time e de todos os envolvidos nas ações do setor é bastante importante para que decisões sobre a delegação de tarefas sejam tomadas, resolvendo gargalos  e evoluindo no que já funciona bem.  Leia mais: Por que você deve obter uma certificação de Metodologia Ágil Scrum com o EXIN? Estabeleça sistemas de controle  Para que o monitoramento dos processos seja efetivo, é necessária a adoção de controles, indicadores e ferramentas de auxílio. Isto irá colaborar para que o planejamento seja desempenhado da melhor maneira, dimensionando as tarefas, urgências e qualquer chamado que necessite do suporte de um responsável da área de TI.   Otimize custos Não apenas a área de Tecnologia da Informação, mas qualquer departamento que esteja em processo de implantação de uma gestão estratégica, sem funções ou direções claras, tende a ter maior dispersão de recursos. Esse elemento pode compreender qualquer tipo de negócio, seja nos aspectos financeiros, humanos e até de tempo. Nesse cenário, a gestão estratégica de TI procura poupar gastos inúteis, por que ela é pensada para administrar riscos e reduções.   Fique atento à segurança da informação O cuidado com as informações é prerrogativa básica, porque o mau uso de dados pode gerar prejuízos imensos que vão dos financeiros à reputação da empresa. Com uma gestão estratégica do setor de TI, são definidas as políticas de segurança para todos os colaboradores, enquanto a equipe de tecnologia tem a sua postura proativa, na tentativa de se antecipar a ameaças, com a ajuda da cibersegurança. Conclusão A TI estratégica consegue direcionar ações para uma maior economia de recursos e eficiência das equipes, propiciando o aumento de vendas, melhoria de serviços, produtos e diversos outros benefícios. Com profissionais engajados e treinados, torna-se possível que o setor de TI se torne um importante ativo para os projetos da empresa. Para isso, é necessário que os objetivos da área estejam alinhados aos da instituição. Quer se aprimorar na área? A qualificação em Gestão de Ti é o diferencial competitivo para profissionais que almejam posições de destaque neste mercado, cada vez mais estratégico para as organizações.  Abaixo você confere alguns conteúdos da ESR para Gestores de TI: Webinars: https://esr.rnp.br/eventos Cursos: https://esr.rnp.br/cursos Consultoria Educacional: https://esr.rnp.br/consultoria-educacional Blog post sobre Gestão Estratégica de TI: https://esr.rnp.br/governanca-de-ti/gestao-estrategica-ti Blogpost sobre indicadores de TI: https://esr.rnp.br/governanca-de-ti/indicadores-de-ti-como-mensurar Guia para Governança de TI: https://esr.rnp.br/governanca-de-ti/guia-pratico-para-governanca-de-ti


    25/11/2021
  • business brainstorming graph chart report data concept scaled 1
    Governança de TI

    Gestão estratégica de TI: como implementar em sua empresa

    A crise sanitária enfrentada pelo mundo acelerou ainda mais a transformação digital das empresas, que já acontecia em velocidade exponencial.  Diante da necessidade de adaptação global em uma escala sem precedentes, foi possível observar na prática como, em geral, se saíram melhor as organizações que tinham um planejamento estratégico sólido frente àquelas que agiam apenas de maneira reativa, esperando os acontecimentos. Nesse sentido, a gestão estratégica do setor de TI – que já era uma tendência da área -, tornou-se o novo paradigma para todas as organizações, independente do porte.  O objetivo da gestão estratégica é otimizar processos e fluxos de trabalho para alcançar as metas traçadas. Nesse sentido, a gestão estratégica é indissolúvel do conceito de governança de TI.  A informação é cada vez mais um ativo essencial dentro das empresas. É ela que, em muitos casos, guiará a tomada de decisões e será capaz de realizar o monitoramento da performance institucional, para eventuais correções de percurso. O objetivo é agregar qualidade e valor à administração e a cada departamento. A partir de então, os resultados da empresa como um todo serão impactados cada vez mais de forma positiva. Implementando a gestão estratégica de TI  Como mencionado anteriormente, agir estrategicamente aumenta consideravelmente as chances de sucesso de qualquer setor. Contudo, é preciso que esse modelo seja implantado gradativamente. Na área de TI, é interessante começar seguindo alguns passos e ações  até que a estratégia esteja bem consolidada. É importante ressaltar que esse é um trabalho em constante aprimoramento, por isso, não se esqueça de sempre reavaliar os processos de TI em um período de tempo pré-definido.  Veja abaixo os primeiros passos a serem seguidos: Conheça o negócio  A gestão das atividades do setor de TI é estratégica quando alinhadas ao planejamento estratégico de negócios traçado pela empresa. Para isso, não basta atender áreas e pessoas isoladamente, é necessário que o gestor responsável pela administração da equipe e dos recursos conheça bem os objetivos e metas do negócio e funcionamento do mercado, para que haja uma integração total com os outros setores da empresa. Dessa forma, as circunstâncias para lidar com as transformações e oportunidades são enxergadas de forma mais completa e holística. Acompanhe as equipes  Para que os avanços ocorram de maneira perceptível, não é suficiente apenas planejar e aplicar, mas também acompanhar  e monitorar a relação de desempenho e resultado, utilizando os indicadores de TI apropriados. Um TI estratégico é capaz de evoluir setores como o suporte, implementar melhores ferramentas, melhorar processos e muito mais. Compreender os pontos fortes e fracos dos integrantes do time e de todos os envolvidos nas ações do setor é bastante importante para que decisões sobre a delegação de tarefas sejam tomadas, resolvendo gargalos  e evoluindo no que já funciona bem.   Estabeleça sistemas de controle  Para que o monitoramento dos processos seja efetivo, é necessária a adoção de controles, indicadores e ferramentas de auxílio. Isto irá colaborar para que o planejamento seja desempenhado da melhor maneira, dimensionando as tarefas, urgências e qualquer chamado que necessite do suporte de um responsável da área de TI.   Otimize custos Não apenas a área de Tecnologia da Informação, mas qualquer departamento que esteja em processo de implantação de uma gestão estratégica, sem funções ou direções claras, tende a ter maior dispersão de recursos. Esse elemento pode compreender qualquer tipo de negócio, seja nos aspectos financeiros, humanos e até de tempo. Nesse cenário, a gestão estratégica de TI procura poupar gastos inúteis, por que ela é pensada para administrar riscos e reduções.   Aprimore a segurança da informação O cuidado com as informações é prerrogativa básica, porque o mau uso de dados pode gerar prejuízos imensos que vão dos financeiros à reputação da empresa. Com uma gestão estratégica do setor de TI, são definidas as políticas de segurança para todos os colaboradores, enquanto a equipe de tecnologia tem a sua postura proativa, na tentativa de se antecipar a ameaças, com a ajuda da tecnologia.   Conclusão A gestão de TI é definida por todas as práticas destinadas a gerenciar os recursos e soluções de tecnologia de uma empresa. Quando a gestão é pensada e feita de forma estratégica, assume um comportamento de governança sobre as ferramentas da área com o objetivo de melhorar os resultados da empresa. A TI estratégica consegue direcionar ações para uma maior economia de recursos e eficiência das equipes, propiciando o aumento de vendas, melhoria de serviços, produtos e diversos outros benefícios. Com profissionais engajados e treinados,  torna-se possível que o setor de TI se torne um importante ativo para os projetos da empresa. Para isso, é necessário que os objetivos da área estejam alinhados aos da instituição. Quer se aprimorar na área? A qualificação em Governança de TI é o diferencial competitivo para profissionais que almejam posições de destaque neste mercado, cada vez mais estratégico para as organizações. Conheça todos os cursos da trilha de Governança de TI da ESR.


    04/11/2021
  • Data Protection Officer (DPO)
    Governança de TI

    Data Protection Officer (DPO): quem é este profissional e como se tornar um

    Com a entrada em vigor da nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), adaptações são necessárias por parte das empresas. Novas instituições, mercados e até atribuições profissionais precisaram ser criadas para atender a essas demandas. E uma das principais é o Data Protection Officer (DPO) ou, como nomeia a legislação nacional, Encarregado pelo Tratamento de Dados. Em se tratando de  uma organização que registra as informações dos seus usuários, é preciso responsabilidades quanto à segurança e uso de dados. E todo esse processo precisa ser monitorado por um DPO. Neste artigo exploraremos as qualificações exigidas e como obtê-las.  Quem exatamente é o Data Protection Officer (DPO)? Como mencionado anteriormente, ​​A Lei Geral de Proteção de Dados exige a nomeação de um Data Protection Officer (DPO), que ela se refere como “Encarregado de dados”. É o profissional responsável pela proteção de dados dentro da empresa, garantindo a segurança das informações, tanto dos clientes quanto da própria organização. O Data Protection Officer, indicado pelo controlador, deverá apoiar e orientar a organização com o objetivo de que as determinações estipuladas pela LGPD sejam cumpridas, evitando problemas de compliance, ciberataques, vazamentos e uso inadequado de dados. Quais as responsabilidades de um DPO? O DPO é uma pessoa com um papel misto de aconselhamento e controle. A ele cabem, pelo menos, as seguintes tarefas: A LGPD exige que os Data Protection Officer (DPOs) priorizem suas atividades e concentrem seus esforços em questões que apresentam maiores riscos de proteção de dados e podem ser delegadas a ele para gerenciar o registro das atividades de processamento. O Estado regulamentou a atuação do DPO através da Instrução Normativa SGD/ME Nº 117, DE 19 DE NOVEMBRO DE 2020. Essa instrução é vinculante apenas às instituições do Poder Executivo, porém serve como referência objetiva para a atuação das empresas.  Em seu artigo 3º, a norma estabelece que o Data Protection Officer (DPO) deve estar prontamente envolvido em todas as questões relacionadas à proteção de dados pessoais e a organização deve possibilitar: Qualificações necessárias para ser um Data Protection Officer (DPO) É essencial que o DPO tenha pleno conhecimento sobre a LGPD, tanto em território brasileiro, quanto às mudanças que ocorrem em outros países e suas legislações próprias, se a empresa tiver dados armazenados em solo internacional.  Nesse contexto, é imprescindível saber jurídico, conhecimento em segurança de dados e em tecnologia, e também preparo especial quanto a questões de governança corporativa, para que esteja apto a auxiliar colaboradores de diversos setores no tratamento de dados pessoais. Conclusão A empresa que conta com um DPO certamente estará mais segura quanto à sua conformidade com a LGPD. Ter um DPO atualmente é necessário a todas as organizações tendo em vista que estamos dentro do ecossistema de um mundo que, atualmente, é data driven. O DPO proporciona, dentro da organização, a promoção da do cuidado e da segurança dos dados do cliente. Pensar nesta função leva a percepções que oferecem uma vantagem competitiva à sua empresa. Quer se tornar um Data Protection Officer (DPO)? O EXIN Privacy & Data Protection Essentials (PDPE) é uma certificação que valida o conhecimento de um profissional sobre a organização da proteção de dados pessoais, as regras e regulamentos brasileiros em matéria de proteção de dados. Conheça o curso preparatório da ESR para esta certificação.


    28/10/2021
  • governança de TI
    Governança de TI

    Auditoria de governança de TI: entenda a importância e como fazer

    Governança de TI é um conjunto de políticas, estratégias, processos de gestão, monitoramento, prevenção de riscos e investimentos que tem como objetivo principal alinhar o setor de TI ao restante do negócio. Ao implementar práticas bem estruturadas, a empresa terá a capacidade de integrar a tecnologia a mais ambientes, maximizando os impactos positivos que o TI pode causar no dia-a-dia de cada setor. A importância é tanta que a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) editou a norma ABNT NBR ISO/IEC 38500:2018 que “fornece princípios orientativos para os membros das estruturas de governança das organizações (que podem incluir proprietários, diretores, parceiros, gerentes executivos ou similares) sobre o uso efetivo, eficiente e aceitável de tecnologia da informação (TI) dentro de suas organizações”. Nesse contexto, a transparência pode ser vista como fundamento para a boa governança e como pré-requisito essencial para a accountability, envolvendo a prestação de contas e a responsabilização. O papel da auditoria de governança e gestão de TI, então, consiste em verificações periódicas do compliance de processos para garantir a integração entre os resultados alcançados, a estratégia de alocação dos recursos e os objetivos estratégicos definidos para o exercício. Estas ações demonstrarão o uso dos recursos, os produtos, os resultados e os impactos produzidos. As melhores práticas, em uso pelos órgãos de controle, abordam o COSO – Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission – e o COBIT – Control Objectives for Information and related Technology como frameworks de referência. Importância da Auditoria de Governança de TI Cada empresa deve passar por alguns processos de auditoria. Essa rotina permite que as falhas sejam identificadas de forma mais inteligente, focando no alinhamento dos processos ao seu padrão de execução e trabalhando para que a empresa busque sempre um padrão de qualidade superior. Quando falamos em auditoria de governança de TI, buscamos analisar possíveis falhas nos processos de gestão ou desalinhamento entre a equipe responsável pela execução das atividades do setor de TI e as demais áreas da empresa. Dessa forma, a empresa consegue manter suas atividades otimizadas, evitando conflitos, erros e gargalos no ambiente de produção. Contudo, ​​a auditoria de governança de TI deve ser feita com cuidado. Ela exige uma atenção especial dos profissionais que forem verificar os procedimentos para garantir que nenhuma falha fique em branco ou que a companhia tenha dificuldades para alinhar os seus processos com os padrões do mercado. Nesse sentido, os frameworks são vitais ao auxiliar os os protocolos da auditoria. Frameworks COSO (Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission) O framework COSO é utilizado para avaliar o sistema de controles de uma organização. O COSO fornece uma estrutura para a gestão, conselho de confiança, partes interessadas externas e outros que interagem com o negócio para usar como um guia no desempenho de suas respectivas funções em relação ao controle interno. COSO é uma iniciativa do setor privado criada em 1985 com a intenção de melhorar a qualidade dos relatórios financeiros por meio do foco na governança corporativa, práticas éticas e controle interno. Espera-se que o framework ajude as organizações a projetar e implementar o controle interno à luz de muitas mudanças nos ambientes de negócios e operacionais, ampliar a aplicação do controle interno na abordagem de operações e objetivos de relatórios e esclarecer os requisitos para determinar o que constitui um controle interno eficaz. O Framework apresenta a relação direta que existe entre os objetivos de uma entidade- que é o que uma entidade se esforça para alcançar-, os componentes de controle interno – que representam o que é necessário para atingir os objetivos – e a estrutura organizacional da entidade – o sistema pelo qual as atividades são orientado na busca de alcançar objetivos. Esse relacionamento pode ser descrito na forma de um cubo (como na figura abaixo).     Três categorias de objetivos são apresentadas em colunas (parte superior do cubo): Operações, Divulgação e Conformidade. Cinco componentes de controle interno são apresentados por linhas (frente do cubo): Ambiente de Controle, Avaliação de Risco, Atividades de Controle, Informação e Comunicação e Atividades de Monitoramento. A estrutura organizacional de uma entidade é apresentada pela terceira dimensão (lado do cubo): Nível de Entidade, Divisão, Unidade Operacional e Função. Os cinco componentes do controle interno são suportados por 17 princípios que apresentam os conceitos fundamentais de cada componente. O Framework também fornece orientação adicional na forma de pontos de foco destinados a auxiliar a administração no projeto, implementação e avaliação de princípios relevantes. Juntos, os componentes e princípios constituem os critérios do Framework e os pontos de foco fornecem orientações que ajudarão a administração a avaliar se os componentes do controle interno estão presentes, funcionando e operando em conjunto dentro da entidade. Ambiente de Controle: O conjunto de padrões, processos e estruturas que fornecem a base para a realização do controle interno em toda a organização; Avaliação de Riscos: O processo de identificação, avaliação e mitigação de riscos que impedem a organização de atingir seus objetivos; Atividades de Controle: Políticas e procedimentos que garantem que as diretrizes da gestão sejam cumpridas e as ações necessárias sejam tomadas para abordar os riscos e atingir as metas. As atividades de controle ocorrem em toda a organização e são realizadas por funcionários em todos os níveis e funções. Informação e comunicação: As informações pertinentes devem ser identificadas, capturadas e comunicadas ao pessoal apropriado em tempo hábil. Os sistemas de informação devem fornecer dados que sejam relevantes para os objetivos estabelecidos, precisos e com detalhes suficientes, compreensíveis e em forma utilizável. Comunicações eficazes também devem ocorrer em um sentido mais amplo, fluindo para baixo, através e para cima através da organização. Atividade de monitoramento: Avaliação da qualidade do desempenho da organização ao longo do tempo. O monitoramento contínuo ocorre diariamente no curso das operações por meio de supervisão regular de supervisão e avaliações separadas por partes externas. COBIT (Control Objectives for Information and related Technology) Objetivos de controle para informações e tecnologias relacionadas, mais popularmente conhecido como COBIT, é uma estrutura que visa ajudar as organizações que buscam desenvolver, implementar, monitorar e melhorar a governança de TI e o gerenciamento de informações. O COBIT foi estabelecido pela ISACA, que significa Associação de Auditoria e Controle de Sistemas de Informação. A ISACA e o IT Governance Institute (ITGI) o publicam. O COBIT 2019 atualiza a estrutura para empresas modernas, abordando novas tendências, tecnologias e necessidades de segurança. A estrutura ainda funciona bem com outros frameworks de gerenciamento de TI, o que a torna uma ótima opção como uma estrutura guarda-chuva para unificar processos em uma organização inteira. Novos conceitos e terminologia foram introduzidos no COBIT Core Model, que inclui 40 objetivos de governança e gerenciamento para estabelecer um programa de governança. O sistema de gerenciamento de desempenho agora permite mais flexibilidade ao usar medições de maturidade e capacidade. No geral, o framework é projetado para dar às empresas mais flexibilidade ao personalizar uma estratégia de governança de TI. Uma das principais diferenças entre o COBIT e outros frameworks é que ele se concentra especificamente em segurança, gerenciamento de riscos e governança de informações. Isso é enfatizado no COBIT 2019, com melhores definições do que é e do que não é. Por exemplo, a ISACA diz que o COBIT 2019 não é uma estrutura para organizar processos de negócios, gerenciar tecnologia, tomar decisões relacionadas a TI ou determinar estratégias ou arquitetura de TI. Em vez disso, é projetado estritamente como uma estrutura para governança e gerenciamento de TI corporativa em toda a organização. Isso é melhor esclarecido para as empresas na versão atualizada, para que haja menos confusão sobre como o COBIT deve ser usado e implementado. De acordo com a ISACA, o COBIT 2019 foi atualizado para incluir: Áreas de foco e fatores de design que dão mais clareza sobre a criação de um sistema de governança para as necessidades de negócios; Melhor alinhamento com os padrões globais, estruturas e melhores práticas para reforçar a relevância da estrutura; Um modelo de código aberto que permite feedback da comunidade de governança global para incentivar atualizações e melhorias mais rápidas; Atualizações regulares lançadas em uma base contínua; Mais orientações e ferramentas para apoiar as empresas no desenvolvimento de um “sistema de governança mais adequado, tornando o COBIT 2019 mais prescritivo”; A melhor ferramenta para medir o desempenho de TI e alinhamento com o CMMI; Mais suporte para a tomada de decisões, incluindo novos recursos de colaboração online. O COBIT 2019 também introduz conceitos de “área de foco” que descrevem tópicos e questões de governança específicas, que podem ser tratados por objetivos de gestão ou governança. Alguns exemplos dessas áreas de foco incluem pequenas e médias empresas, cibersegurança, transformação digital e computação em nuvem. As áreas de foco serão adicionadas e alteradas conforme necessário com base nas tendências, pesquisas e feedback – não há limite para o número de áreas de foco que podem ser incluídas no COBIT 2019. Quer se aprofundar no assunto? Conheça o curso de Auditoria de Governança de TIC com Cobit e Coso da ESR.


    23/09/2021
  • data center
    Governança de TI

    Data Center – Como se preparar para as migrações de alta velocidade

    Devido às necessidades e demandas crescentes do mercado, os gestores dos Data Centers precisam se adequar às altas velocidades para atendê-las. Conheça as tendências de velocidade e como os gestores podem se preparar para as migrações de alta velocidade. A crescente demanda de utilização de Big Data, mobilidade e Internet das Coisas (IoT) estão gerando um enorme volume de dados. E os provedores de serviços de data centers precisam encontrar formas de suportar velocidades cada vez mais altas para atender essa demanda. Tendências recentes apontam que os requisitos de banda larga continuarão crescendo de 25% a 35% ao ano, e o ponto fundamental para isso é a mudança para mais  velocidades de comutação.  Em webinar organizado pela ESR, o especialista em governança de TI Edson Gaseta e o Engenheiro Luis Domingues, responsável pela CommScope no Brasil, discutiram o tema. Tendências de tráfego Domingues explica que a pandemia de Covid-19 acelerou ainda mais um processo que já estava acontecendo: o da migração dos negócios para o ambiente digital. E que isso exigiu que os Data Centers se adaptassem rapidamente a uma demanda crescente. No infográfico abaixo é possível perceber a velocidade com que o tráfego tende a aumentar em uma projeção para o período entre os anos de 2016 e 2022. “O gestor do Data Center atualmente não pode pensar apenas no hoje, precisa pensar também no amanhã”, declara Domingues. O resultado é que os consumidores tendem a ficar cada vez mais exigentes com os serviços e qualidades dos provedores de internet e uma geração que já nasceu digital e está começando a entrar no mercado de consumo será ainda mais rigorosa nesse aspecto. Portanto é importante que as empresas estejam preparadas. “O planejamento é para que os Data Centers atuais durem, no mínimo, 10 anos”, reforça Domingues sobre a necessidade de ficar atento às tendências. A quantidade de dispositivos conectados à rede mundial também cresceu exponencialmente. Segundo o Gartner a tendência é que em 2021 esse número chegue a 25 bilhões de dispositivos conectados em todo o mundo. As necessidades de upgrades nos sistemas de Cloud Computing – sejam públicos, privados ou híbridos – também é outra necessidade do mercado a qual os Data Centers precisam se adaptar. O gráfico abaixo deixa claro o quanto o tráfego de dados aumentou nos últimos anos. O processamento de todos esses dados acontece nos Data Centers em mais de 70% das vezes. Isso faz com que até mesmo a arquitetura dos DCs esteja mudando de uma estrutura em 3 tiers para 2 tiers. A tendência, então, é que a velocidade de migração de 10G seja substituída por uma estrutura que chegue até aos 400G. Um crescimento exponencial. Portanto é essencial que o profissional desse mercado esteja sempre atualizado e constantemente estudando, pois as transformações têm acontecido de forma muito acelerada. Desafios atuais no planejamento de Data Centers Com todos esses avanços é natural que novas tecnologias, mais eficientes, entrem gradativamente no mercado. Isso gera alguns desafios para os profissionais da área. Alguns deles são: – Aumento da quantidade de portas de equipamentos e a densidade de fibras; – Redução de downtime; – Redução de latência; – Suporte à capacidade de link rápido; – Preparar-se para a migração para altas velocidades. Especialmente nesse último ponto, algumas considerações importantes precisam ser feitas, com base nas tendências já apontadas anteriormente. Considerações para a migração de Data Centers para alta velocidade Compreender as opções e até que ponto deseja ir – É necessária uma boa compreensão das distâncias e tipos de fibra que estão sendo utilizadas, quão longe precisará chegar e com qual largura de banda. Até alguns anos atrás, 40G era considerada “alta velocidade”, porém, hoje essa tecnologia foi substituída rapidamente por fibra óptica de 100G. Algumas das questões que precisam ser encaradas são: posso ir com um cabo ponto a ponto, ou preciso de reconfiguração e pontos de teste? Que tipo de capacidade preciso e qual a curva de crescimento que deveria esperar? Que velocidade devo planejar para 25G, 40G ou 50G, o que acontece com 100G ou 400G? Ter a capacidade de administrar a infraestrutura atual e futura – Contar com uma ferramenta de administração de infraestrutura (AIM) pode proporcionar uma imagem clara de sua infraestrutura e ajudar a compreender as capacidades e os pontos críticos. Isso faz com que seja mais fácil tomar decisões com conhecimento e responder rapidamente às interrupções, de forma que se tenha uma infraestrutura mais acessível e gerenciável a longo prazo. Planejar a flexibilidade – Desenvolver um projeto que tenha a opção de usar pacotes de 8, 12 ou 24 fibras, possibilitando o ajuste do tamanho da infraestrutura em cada passo do caminho, até uma largura de banda maior, é o ideal para otimizar o uso da sua infraestrutura de fibra, enquanto mantém 100% de utilização. Seu projeto deve ser compatível com vários tipos de fibra e estratégias de crescimento, que coincidam com suas futuras aplicações, porque não existe uma solução única para todos. Incorporar modularidade – Escolha painéis que possam aceitar uma variedade de módulos de fibra, de maneira que, o data center, ao crescer, tenha uma caixa comum e os técnicos possam simplesmente trocar módulos para passar para uma velocidade de dados mais rápida. O ideal é que o cabeamento e os módulos sejam implementados uma vez só, e os pontos de extremidade são os que devem ser trocados para mudar para velocidades maiores. Conheça sua estrutura de custos – Medir custos e benefícios de várias opções, para depois tomar a melhor decisão sobre o tipo de fibra e as soluções de conectividade que se adaptam aos objetivos de uma maneira rentável é de suma importância. Entenda o tempo adequado para a migração – O data center precisará migrar para velocidades mais altas antes do que se imagina, por isso escolher uma rota e um provedor que possam ajudá-lo será de vital importância. Com novos serviços em tempo real exigindo uma capacidade maior do data center, sua trajetória de HSM deve estar pronta para corresponder às necessidades que as aplicações de rede óptica exigem. Esses são apenas alguns dos pontos a serem considerados. O nosso webinar traz ainda mais detalhes sobre o assunto. Assista agora gratuitamente! E se quiser se preparar de forma completa com o apoio dos profissionais da ESR, matricule-se no curso Planejamento e Projeto de Infraestrutura para Datacenter (EAD).


    19/08/2021
  • Governança de TI
    Governança de TI

    Guia prático para a Governança de TI

    Mesmo para negócios que não possuem em seu core de atuação a tecnologia, já é evidente há alguns anos a importância de se direcionar os olhares para a TI com mais atenção. Isso porque é esse setor dentro da empresa que vai reter todos os dados dos clientes, tornar possível o registro e armazenamento de informações e até mesmo todo o controle dos processos internos da empresa. Adicionando-se a esse entendimento a visão de governança de TI, é possível pensar em diferentes práticas e processos que vão tornar a TI da sua empresa uma aliada do desenvolvimento e do atingimento dos objetivos gerais da organização. Para isso, diferentes normas e manuais estabelecem diretrizes e orientações sobre o uso efetivo, eficiente e aceitável de TI dentro das organizações. Confira neste guia as melhores práticas relacionadas à governança de TI na sua organização e saiba como aplicá-las no seu dia a dia. Boa leitura! Separando “Governança de TI” de “Gestão de TI” O primeiro e mais importante passo para que você possa absorver de forma completa e satisfatória os conceitos abordados neste eBook é ter clareza sobre a diferença entre governança de TI e gestão de TI. Para isso, vamos nos embasar aqui nas referências consolidadas por um dos frameworks de gerenciamento de TI mais utilizados para orientar as práticas de governança das empresas, o COBIT (Control Objectives for Information and related Technology), concebido pela ISACA. O framework, assim como a norma ABNT ISO/IEC 38500 é um dos mais utilizados para embasar a governança inicial da área de tecnologia da informação das empresas. Com o propósito de auxiliar as organizações de todos os portes e modelos de negócio a atingirem seus objetivos de governança de TI, o COBIT 2019 baseia-se em seis princípios orientativos de governança. Para esta primeira etapa, vamos focar no princípio 4 que pretende “Separar a Governança da Gestão”. Este princípio parte da lógica original de que a elaboração de um planejamento estratégico, que de certa forma é a estrutura inicial de um programa de Governança de TI, é um processo diferente da sua execução, sendo realizados também, por vezes, por equipes distintas.  A governança de TI normalmente fica sob a responsabilidade dos executivos ou da cadeia gerencial, enquanto que a gestão fica a cargo dos gestores. Trazendo esta analogia para o cenário da área de TI dentro das organizações, o framework do COBIT 2019 demonstra que a governança diz respeito à parte mais estratégica e de desenvolvimento de objetivos para a área de TI, enquanto a gestão executa ações e atividades que se alinhem para auxiliar no atingimento destes objetivos. Para tornar a compreensão mais visual, elencamos abaixo as principais responsabilidades desenhadas pelo COBIT 2019 para as áreas de governança e gestão de TI, confira: Governança de TI Gestão de TI Agora que a diferença entre esses dois cenários está mais clara, vamos em frente falar um pouco mais sobre cada um deles, suas peculiaridades e, acima de tudo, sobre a importância de se praticar uma boa gestão de TI para atingir os grandes objetivos da governança na sua empresa. Gestão de infraestrutura de TI Antes de entrarmos nos aspectos relacionados à governança, vamos apresentar por aqui também alguns conceitos dentro da área de gestão de TI. Como já vimos no capítulo anterior, a gestão de TI está diretamente ligada à governança e contribui para o atingimento de seus objetivos. Sendo assim, é fundamental ter conhecimento também sobre este aspecto para evoluir no entendimento sobre governança de forma mais ampla. Vamos a ele. A infraestrutura de tecnologia é a base que sustenta todos os processos e sistemas operacionais de uma empresa. Para garantir tal funcionalidade é preciso que essa estrutura reúna características que a permita apresentar boa performance e capacidade de atender a demanda necessária. Uma das principais formas de colocar isso em prática é através da utilização e uso de sistemas para gestão de TI, práticas e processos, além de contar com as pessoas que integram a área de tecnologia da informação. Esse conjunto de capacidades permite que a sua estrutura tenha dois elementos fundamentais: a segurança e confiabilidade das informações coletadas e armazenadas; e a redução de falhas por conta da implementação de automação de alguns determinados processos. Existem dois ambientes tecnológicos principais de estruturação de sistemas para gestão de TI, que são on premise — em que a empresa adquire equipamentos e implanta um sistema interno para tratamento de informações —, e em cloud — quando se  utiliza o ambiente tecnológico de uma empresa especializada no provimento deste tipo de solução para realizar suas tarefas de tratamento das informações.  No entanto, é importante destacar que, para além do sistema  escolhido ou da forma de operação da mesma, é fundamental identificar e definir processos para realização das tarefas. Isso porque a área de TI é composta por pessoas, os colaboradores da empresa que estão ali diariamente dedicando seu tempo e esforços para garantir que tudo corra bem na infraestrutura de TI da empresa. Para que todos que fazem parte da área de tecnologia da informação  estejam motivados e engajados na realização de suas atribuições, será fundamental respeitar os processos já definidos e mantê-los sempre atualizados de acordo com as necessidades e também alinhados com todos que fazem parte dele.  Assim, você terá uma equipe preparada para solucionar falhas na operação, processos eficientes com baixos índices de refração e um trabalho com maior direcionamento para os objetivos do negócio do que para ficar somente corrigindo falhas de TI. Saiba mais sobre o passo a passo de como implementar um bom gerenciamento de infraestrutura de TI. Gestão de indicadores de TI Não dá para falar em gestão de TI sem mencionar indicadores. Controlar e acompanhar a evolução de diferentes métricas e parâmetros de acordo com os objetivos do negócio é essencial para monitorar quanto desta meta está sendo atingida, compreender gargalos e atuar em situações críticas. Como já mencionado anteriormente, a área de TI precisa estar alinhada aos objetivos da empresa e desempenhar de acordo com eles. Se há um novo serviço em vista por parte do negócio e é preciso intervenção da TI, lá ela deve estar, e para lá devem também estar orientados os seus indicadores. Importante lembrar que indicadores são amostras do que está sendo feito e de onde se está chegando, e servem principalmente para mensurar a eficiência e a qualidade dos processos que estão implementados e com o resultado dos indicadores propiciar a tomada de decisão. No entanto, não se deve embasar somente neles para a tomada de decisão quando o assunto é infraestrutura de TI. Confira alguns exemplos de indicadores que podem ser acompanhados pela sua área de TI para desempenhar um bom processo de gestão e compreender as principais necessidades de melhoria: Ao ter acesso às metas da empresa, a área de TI pode definir as suas próprias, que levarão ao atingimento destes objetivos maiores, e determinar uma rotina de acompanhamento desses indicadores.  Algumas metodologias como a de OKRs (Objectives and Key Results) preveem um acompanhamento próximo, coletivo e periódico da evolução das metas e também um brainstorming para definição de que ações tomar caso algo não esteja fluindo como o esperado. Governança de TI: a estratégia por trás de tudo Com certeza você já ouviu falar sobre o termo governança corporativa, certo? Pois bem, vamos entender um pouco melhor do que isso se trata e, em seguida, chegaremos na tão esperada aplicação disso dentro da área de TI. Governança corporativa é um conjunto de normas e práticas estabelecidas por cada empresa, de acordo com exigências de mercado para o seu setor e também com seus próprios valores internos. Essas regras e parâmetros vão determinar como são feitos os processos dentro da empresa, que setor é responsável por cada atividade e que resultados são esperados dentro de qual prazo para cada uma delas. O processo todo envolve poucas pessoas nas definições e como cabeças pensantes das ações, porém se estende à empresa inteira quando já estipulado tudo. Por isso é tão importante que todos tenham consciência internamente sobre que diretrizes a empresa pretende seguir e como cada pessoa pode se posicionar em prol disso. Na área de TI recomendamos que seja feito um trabalho específico de normas que será chamada de governança de TI, onde estarão discriminados todos os objetivos estratégicos de TI, bem como um conjunto de ações e práticas esperados, porém de forma que atenda a área de tecnologia, mas buscando o alinhamento com as estratégias da empresa.  Além do framework do COBIT 2019, outro modelo amplamente utilizado para a implementação de práticas de governança de TI nas organizações é a norma ISO/IEC 38500, já mencionada anteriormente, instituída pela ABNT. Também aplicável a qualquer tipo ou porte de empresa, a norma estabelece seis princípios para uma boa governança de TI. São eles: Vamos falar mais sobre cada um deles. Responsabilidade No que tange à responsabilidade, será fundamental que todos os indivíduos e grupos da organização compreendam suas atribuições e papéis no fornecimento de TI. Além disso, é preciso que as funções incumbidas a cada qual sejam acompanhadas de autonomia e poder de decisão para tal execução. Estratégia Quando falamos em estratégia na governança de TI, o objetivo principal é manter sempre no horizonte das ações o cenário atual da organização, acompanhando a evolução para os planos futuros. Este alinhamento contribui para que não haja dimensionamentos incorretos de recursos e esforços, e que o processo seja o mais otimizado possível. Sendo assim, tanto o nível executivo da empresa deve compreender qual a capacidade atual da área de TI, quanto este setor precisa ter ciência das necessidades atuais do negócio como um todo. Importante destacar aqui que o processo evolui ao longo do tempo, então essas necessidades de ambos os lados vão sendo modificadas também, e a boa governança de TI deve garantir que isso esteja endereçado. Aquisições Partindo para o terceiro ponto, as aquisições, a norma ISO/IEC 38500 propõe que haja um processo balizador para gerar um equilíbrio nos investimentos da área de TI. Assim, entende-se que tudo aquilo que é adquirido tem uma razão válida, e que deve passar por caminhos claros e transparentes que indiquem os benefícios, oportunidades, custos e riscos daquelas aquisições, e que as justifiquem diante do cenário como um todo. Desempenho O quarto princípio básico para uma boa governança de TI, segundo a norma ISO/IEC 38500 é o constante monitoramento do desempenho da área de tecnologia dentro da organização. Aqui é fundamental garantir que a atuação do setor esteja adequada à prestação de suporte à empresa,disponibilizando serviços de qualidade e que atendam às necessidades atuais e futuras do negócio. Conformidade Este princípio se trata da parte burocrática relacionada à área de TI dentro das organizações, que é a conformidade com todas as legislações e regulamentações aplicáveis ao setor. Os profissionais responsáveis pelo desenvolvimento das diretrizes de governança de TI da empresa devem ficar atentos às políticas e práticas aplicadas, e também às mudanças que ocorrem neste cenário. Manter uma proximidade com o setor jurídico, neste caso, será fundamental. Comportamento humano Apesar de estarmos debatendo governança de TI nos âmbitos de tecnologia e negócio, é fundamental ter sempre em mente que essas duas pontas dependem e são formadas por pessoas. Sendo assim, a norma ISO/IEC 38500 define o comportamento humano como o ato de prezar pelo respeito, necessidades e evolução de todas as pessoas envolvidas nos processos. Em resumo, são exemplos do que será atribuído como função aos profissionais dentro da equipe responsáveis pela governança de TI:  Uma estratégia de governança de TI bem executada pode ajudar a empresa como um todo a atingir níveis de excelência em segurança, confiabilidade e credibilidade diante de todos os stakeholders. Isso permite uma maximização dos resultados do negócio, ou seja, influencia diretamente na lucratividade da empresa. Benefícios de implantar governança de TI Já falamos neste conteúdo anteriormente sobre o que é a governança de TI e sobre como ela é importante para o bom andamento não só da área de tecnologia, mas do negócio como um todo. Confira a seguir os principais benefícios de implantar esta estratégia. Maior vantagem competitiva Com a maior produtividade de toda a sua equipe seguindo práticas e processos pré-determinados e desenhados, todos saem ganhando. O cliente fica mais satisfeito com o resultado final, a empresa tende a verificar um aumento de lucro, e o mercado fica mobilizado para entender que tipo de ações estão sendo adotadas para gerar toda essa evolução. Esta é uma grande vantagem competitiva que pode vir da implantação de governança de TI na sua empresa. Aumenta a confiança e reduza riscos para os clientes Sistemas tecnológicos regidos por uma base de governança de TI tendem a ser mais estáveis e padronizados, mesmo em seus momentos de falha. Isso é um resultado muito importante do ponto de vista do cliente, que ao utilizar a solução, comprar o produto ou serviço deseja poder usufruir dele da melhor maneira possível. Além disso, identificar que a tecnologia por trás do atendimento realizado desempenha bem transmite ainda maior segurança quanto aos riscos para o cliente ao interagir com aquela solução. Otimiza o investimento dos seus recursos Ao reduzir as falhas, agilizar processos, automatizar tarefas e identificar gargalos, o principal benefício obtido é, então, a otimização de investimento dos seus recursos. Isso porque a empresa consegue saber exatamente, com base nas políticas de governança de TI, quais equipes precisam de maior destinação de recursos e quais estão desempenhando bem da forma que estão. Isso influencia também diretamente no aumento do ROI da área de tecnologia para a empresa, ajudando ainda mais a provar seu valor. Melhora sua comunicação Pensando no pilar de alinhamento estratégico da governança de TI, uma das vantagens mais interessantes, e muitas vezes abordada de forma superficial, é a melhoria nos processos também de comunicação entre as pessoas e entre os setores. Ao determinar diretrizes de como tudo deve acontecer, torna-se mais transparente para todos o que a organização espera e para onde está indo, além da forma como cada um pode contribuir para esse objetivo também ficar mais clara. Dicas práticas de governança de TI Então, agora que passamos por todo esse preparatório para mostrar a você a importância de conhecer mais sobre gestão de infraestrutura e sobre governança de TI, está na hora de deixar por aqui algumas dicas práticas que você já pode começar a estudar para implantar a partir de agora.  Vamos a elas! #1 Faça uma análise do seu cenário A equipe ou o profissional responsável pela implantação da governança de TI dentro da sua organização precisa estar preparada para realizar uma imersão no cenário atual. Esta etapa é muito importante para que se conheçam todos os objetivos, desafios, necessidades, condições de equipe e capacidade de atuação para desenhar as diretrizes da governança. Não é eficiente ou produtivo determinar estratégias que a sua equipe não terá braço para cumprir ou que não esteja de acordo com as linhas gerais do que a empresa está buscando no momento, por exemplo. Por isso essa análise é tão importante. #2 Conheça também a realidade dos stakeholders Todos os stakeholders (as partes interessadas ou envolvidas) de alguma forma no seu negócio devem ser contempladas com os objetivos finais da estratégia de governança de TI. Assim, além do cenário atual da empresa em si, recomendamos que seja feito um mapeamento da situação e da relação com fornecedores e clientes, e também dos interesses e sugestões dos sócios e acionistas. Envolver a todos na criação das diretrizes será essencial para chegar no objetivo em comum. #3 Defina um SLA exequível A tentativa de entregar tarefas e resultados em prazos apertados para mostrar trabalho pode ser uma falha grotesca quando se trata de governança de TI. Isso porque se as diretrizes definidas forem fora da capacidade de realização da equipe, por exemplo, haverá uma constante frustração dentro da equipe e isso poderá chegar até a diretoria e se reverter em descrédito para a área de TI. Por isso, determinar um SLA (Service Level Agreement) que esteja dentro das orientações e práticas da empresa será fundamental. Com todas as tarefas desenhadas de forma acordada entre todos os envolvidos, as chances de sucesso são muito maiores. #4 Selecione e determine um framework de trabalho Existem diversas possibilidades de se aplicar uma metodologia de governança corporativa, definindo diretrizes e orientando caminhos. Assim, para não misturar um pouco de cada e tornar os processos confusos, a recomendação é de que seja selecionado um framework dentre todos os disponíveis, ocorra um aprofundamento nele caso seja novo para os envolvidos e não se fuja daquelas orientações. Alguns exemplos de frameworks sobre os quais você pode se informar e debater com a sua equipe sobre adequação ao seu cenário são alguns dos que mencionamos por aqui e mais outros: Cobit, ISO/IEC 38500, ITIL e PMBOK. #5 Adeque-se à evolução e à lei  Nossa última dica prática de hoje leva você a refletir um pouco mais sobre a questão de como acompanhar os resultados do seu framework implementado e seguir a legislação em torno disso. Muito tem-se falado sobre a LGPD, Lei nº 13.709, que entrou em vigor e modificou totalmente — na maioria dos casos — a forma como as empresas se relacionam com os dados pessoais dos seus clientes e colaboradores. Pensar em uma estratégia de governança de TI exige que haja um planejamento também a este respeito em tudo que tange à coleta, armazenamento e manipulação de dados alheios. Esta pode ser uma das suas métricas a serem definidas, pois conforme mencionamos na seção sobre os indicadores, a governança de TI prevê também que as ações possam ser metrificadas para terem o devido acompanhamento da evolução. Unir o útil ao agradável pode ser um ótimo caminho neste caso. Conclusão Muito se falou neste material sobre a importância da infraestrutura de TI para o funcionamento de toda e qualquer empresa, e sobre o alinhamento da área aos objetivos gerais do negócio.  Em muitos casos pode parecer que a estrutura presente é simplória e que apenas uma pessoa poderia dar conta. No entanto, a complexidade da tecnologia pode estar sendo subdimensionada e, por conta disso, mal interpretada dentro de um planejamento estratégico. Aos poucos as organizações vêm identificando cada vez mais a força e o valor que tem o seu setor de TI, incluindo-o em seu planejamento e criando estratégias para destinação de recursos.  O desenvolvimento da área de tecnologia dentro de uma empresa pode ser primordial para o sucesso do negócio, e aí está a importância de se dar o devido valor, criando estratégias como a governança de TI para tornar os processos mais otimizados e trazendo os resultados que a empresa tanto espera. Se quiser saber mais sobre o universo da tecnologia e sobre governança de TI, entre em contato com nossos especialistas, será um prazer falar com você sobre este tema tão encantador!


    23/07/2021
  • Indicadores de TI
    Governança de TI

    Quais indicadores de TI acompanhar e como mensurar o desempenho da área?

    A definição de indicadores de TI faz parte das boas práticas dentro de qualquer tipo de negócio. Através da mensuração e acompanhamento da evolução desses números ao longo do tempo, é possível monitorar o desempenho das equipes e das entregas, para identificar qualquer gargalo e agir para contorná-lo. Também podendo ser chamados de KPIs (Key Performance Indicator ou Indicadores-chave de desempenho), os indicadores de TI fazem parte de uma cultura fortemente impulsionada pela transformação digital. Por conta da possibilidade de acompanhar a eficiência dos procedimentos adotados dentro da empresa, os indicadores acabam se tornando centrais na tomada de decisão da gestão. Neste artigo, você vai conhecer quais os principais indicadores de TI a serem acompanhados pela sua empresa e como mensurar o desempenho da área a partir deles. Continue a leitura e confira! Principais indicadores de TI para o seu negócio Antes de apresentarmos os indicadores e de indicarmos quais costumam ser os mais prioritários a serem acompanhados, é importante fazer um disclaimer: cada organização terá o seu direcionamento a partir dos KPIs. Isso quer dizer que a determinação do que acompanhar não é um padrão, pois cada indicador traz diferentes tipos de informação à tona, e contribui com momentos diferentes do negócio. Por isso, reforçamos que a definição dos indicadores a serem acompanhados deve estar sempre alinhada aos objetivos e estratégias do negócio. Conheça a seguir, então, quais os principais e, de posse dessas informações, avalie o que pode fazer mais sentido para o seu cenário. Disponibilidade dos sistemas de TI Manter a infraestrutura de tecnologia funcionando sem falhas ou interrupções é função primordial das equipes de TI. Dessa forma, determinar maneiras de mensurar em valores a disponibilidade dos sistemas de TI resulta na obtenção de um dos mais relevantes indicadores de TI para avaliar o desempenho da área. Resolução de chamados No âmbito dos atendimentos a chamados, existem alguns indicadores-chave que podem ser trabalhados. O First Call Resolution (FCR) é um deles, e existem ainda o Tempo de entrega e resolução de chamados e a Quantidade de chamados abertos. De forma geral, este tipo de indicador visa proporcionar à gestão uma compreensão sobre a eficiência das equipes de atendimento e suporte. Para isso, são mensurados, respectivamente de acordo com os indicadores listados, aspectos como:  número de chamados solucionados no primeiro contato;  tempo entre abertura e a resolução de um chamado; números totais de chamados abertos em determinados períodos de tempo. Níveis de satisfação e experiência do usuário Ainda em relação à eficiência do atendimento das equipes de tecnologia, existem indicadores de TI que remontam ao outro lado do balcão, ou seja, a experiência do usuário final. Independente de quem seja esse público, a infraestrutura de TI sempre atende a alguém. E essas pessoas precisam estar satisfeitas com o serviço entregue para que o resultado seja considerado positivo. Neste caso, mapear alguns indicadores relacionados aos níveis de satisfação pode ser uma boa alternativa para a empresa ter a dimensão completa da qualidade e dos impactos da sua área de TI. A coleta desse indicador se dá a partir de pesquisas de satisfação, como o NPS (Net Promoter Score), ou então através da obtenção de feedbacks dos usuários. Retorno sobre o Investimento (ROI) Sobre este indicador há muito pouco o que se ressaltar em termos de relevância, afinal, o ROI já é uma das métricas mais utilizadas pelas empresas para mensurar seus serviços. Este KPI diz respeito ao entendimento de quanto do que foi investido em uma determinada entrega está retornando para a empresa financeiramente. Mensurar e acompanhar a evolução deste, dentre os demais indicadores de TI possíveis, é fundamental para entender melhor sobre a saúde financeira do negócio e direcionar ajustes que sejam necessários na estratégia. Existem inúmeros indicadores de TI possíveis de serem acompanhados além dos que citamos aqui. Por isso, nossa recomendação é de que você busque se capacitar para conhecer a fundo este universo e ser capaz de identificar quais KPIs mais contribuem com as necessidades do seu negócio. Como implementar indicadores de TI Conforme destacamos anteriormente, o acompanhamento de indicadores de TI para mensurar o desempenho da área deve ser compatível com a realidade da empresa. Existem alguns passos ou etapas principais que se recomenda serem seguidos nessa implementação, começando por um bom planejamento, passando pela conscientização dos colaboradores, pela implementação em si e chegando no monitoramento. Cada um desses momentos deve ser estudado e analisado pela gestão, em conjunto com o time, para que seja identificado o que é possível de ser realizado com a estrutura que se tem atualmente. Muitas vezes as empresas incorrem no erro de, na ânsia de tentar abraçar o mundo, perceber ao longo do tempo que não há braços para isso. Assim, a dica é começar por pequenos movimentos, mas que sejam extremamente estratégicos para o seu negócio. Aliando as percepções dos colaboradores que estão no dia a dia da operação, com o entendimento da gestão e das lideranças executivas do negócio, os indicadores de TI contribuem para o atingimento de altos níveis de eficiência da área e da empresa. Também é possível definir KPI’s baseados no framework do COBIT 2019, que possui uma base de indicadores associados às metas de alinhamento de TI com negócios.  Para conhecer ainda mais sobre esse tema e se especializar, a sua melhor capacitação está aqui. Confira nossos cursos com matrículas abertas e continue acompanhando nosso blog!


    09/07/2021
  • Gestão de riscos de TI
    Governança de TI

    Gestão de riscos de TI: como mitigar riscos das organizações

    Quando o assunto é gestão de riscos de TI existem muitos caminhos possíveis para analisar cenários e tomar decisões. Seja na gestão de riscos de segurança da informação, ou no gerenciamento das operações diárias da área de TI, é fundamental ter conhecimento sobre este campo para alcançar os melhores resultados na sua empresa. A gestão de riscos de TI faz parte de alguns processos previstos dentro das práticas de governança de TI no que tange à prospecção de riscos e análise de cenários. Isso porque dentro de um ambiente controlado por normas e parâmetros para execução das atividades, é preciso que haja um monitoramento também dos riscos para mapeamento de soluções. Continue a leitura deste artigo e confira algumas dicas de como mitigar riscos em organizações a partir de um método eficiente para gestão de riscos em TI. O que é risco? Antes de abordarmos a gestão de riscos em TI em si, é preciso esclarecer o que o setor de tecnologia encara como sendo esses riscos a serem gerenciados. Importante destacar aqui que ninguém está livre: os riscos estão presentes em toda e qualquer operação e nas diferentes áreas, podendo ser classificados em diferentes tipos conforme suas características e origens.  De forma resumida, risco é toda situação onde há uma dificuldade quanto à previsibilidade do que irá acontecer no cenário final. O conceito remete, então, a casos onde há a probabilidade de os resultados serem diferentes do que era esperado inicialmente, devido a diversos possíveis motivos.  A literatura traz também neste mesmo sentido o conceito de incerteza dentro do processo de TI que, no entanto, se diferencia dos riscos pela sua impossibilidade de previsão antecipada. A existência de um risco, esta sim, é algo previsível, porque essa identificação parte da análise de um cenário e do levantamento de possibilidades de falha a partir dele. É importante destacar aqui que a possibilidade de previsão da ocorrência de um risco não significa que a equipe de TI sabe exatamente o que irá acontecer. Se fosse desta forma, não haveria riscos ou a necessidade de estratégias para a sua gestão. Os riscos são previstos de forma ampla e geral considerando as vulnerabilidades já identificadas em um sistema, por exemplo, e imaginando cenários onde ameaças externas se aproveitem desta característica para causar algum dano ou consequência. Assim, mapeando previamente as situações envolvidas no processo de TI e seus possíveis riscos, é possível desenhar um plano de ação com base nas diferentes situações identificadas. Isso traz maior segurança para a equipe no sentido de que, em caso de ocorrência de algum dos sinistros já mapeados, as práticas de governança já pré-definem uma estratégia para a gestão de riscos de TI em questão. Exemplos de riscos de TI Para que você tenha uma ideia um pouco mais palpável sobre os chamados riscos de TI, trazemos aqui alguns exemplos do que pode ser tratado como tal: flutuações de câmbio; falta de disponibilidade; despriorização de projetos; requisitos de hardware; estrutura de confidencialidade; falhas em softwares. Gestão de riscos de TI para mitigar falhas A gestão de riscos de TI é um conjunto de processos e métodos implementados pelas empresas para buscar um equilíbrio entre os riscos e os custos das operações, identificando, avaliando e controlando ameaças relacionadas à tecnologia da informação.  Neste caso, além do mapeamento de possíveis riscos e definição de um plano de ação para mitigá-los, é necessária uma expertise lógica para a realização dos cálculos e mensuração real dos riscos. Em muitos casos, empresas que não possuem tecnologia no core do seu negócio podem interpretar que os riscos de TI não representam um grande problema para elas. No entanto, a área de TI dentro da empresa, mesmo que seja somente para registro de dados dos clientes e colaboradores, reúne muitas informações valiosas. Em caso de falhas no sistema ou nos processos, pode haver grandes prejuízos ao negócio. Já no caso das empresas de base tecnológica, esses riscos ficam muito mais evidentes — e também a necessidade de desenvolver ações para mitigá-los. Quando toda a organização depende da tecnologia para operar seu negócio, é ainda mais urgente que se implemente práticas de governança de TI e de gestão de riscos de TI. Passo a passo para uma boa gestão de riscos de TI Alguns aspectos deste passo a passo já foram tratados ao longo deste artigo, porém não de forma sequencialmente organizada. Antes de irmos para o passo a passo é importante sinalizar que os riscos de TI têm como boas práticas o embasamento nas normas ABNT NBR ISO/IEC 27.500 e as diretrizes para riscos se baseiam na ABNT NBR ISO/IEC 31.000. Confira a seguir 5 passos e dicas que você pode utilizar para fazer a gestão de riscos de TI na sua empresa. #1 Análise de vulnerabilidades Este é o momento inicial do seu caminho dentro da construção de práticas de gestão de riscos de TI, e tem como foco descobrir onde e quando os riscos podem surgir e qual o seu nível de impacto para a organização. Aqui a sua solução deve ser analisada de forma honesta para identificação de possíveis vulnerabilidades e, consequentemente, que tipos de riscos podem surgir delas — antes que elas se tornem ameaças reais. #2 Entendimento das prioridades Após detectar as vulnerabilidades existentes no sistema e os possíveis impactos de riscos oriundos delas, é preciso estabelecer quais serão atacadas primeiro. Isso está diretamente relacionado ao entendimento quanto ao que é prioridade para o seu negócio em cada momento, para, então, poder direcionar as energias e esforços para este caminho. #3 Construção de plano de contingência Com os impactos e prioridades analisados, a sua equipe deverá partir para a avaliação e classificação dos riscos, o que resulta no desenvolvimento de estratégias para controle. É aqui que se inicia a preocupação quanto aos riscos se tornarem reais, ou seja, o que fazer caso aquela vulnerabilidade identificada como tendo alto impacto para o negócio venha a se concretizar? Assim, a etapa de resposta dentro da gestão de riscos de TI consiste na criação de um plano de ação para remediar um problema que venha a acontecer. #4 Instituição de rotina de backups Como os principais ativos da área de tecnologia são os dados, também é com eles a maior preocupação da gestão de riscos de TI. Por isso, uma boa prática e também uma das etapas recomendadas a serem seguidas dentro desses processos é a criação de uma rotina de backups. Realizar essas cópias periodicamente, com uma frequência estabelecida dentro das suas políticas de governança de TI, pode contribuir para que os riscos sejam reduzidos. #5 Treinamento dos colaboradores Por fim, trazemos aqui a dica relacionada ao treinamento da sua equipe, pois todos os profissionais de TI da organização deverão ser envolvidos nas políticas de gestão de riscos de TI. Essas pessoas, no entanto, nem sempre estarão envolvidas nas definições iniciais sobre as práticas a serem adotadas, visto que isso tende a ser concentrado nos cargos de liderança e gestão da empresa. Por isso, ao consolidar tudo que será aplicado como prática de gestão de riscos de TI, compartilhe em treinamentos com seus colaboradores e mantenha todos sempre na mesma página. Somente assim é que as práticas poderão ser executadas de forma satisfatória. Destacamos aqui os principais momentos envolvidos na construção das melhores práticas de gestão de riscos de TI, porém é sempre bom lembrar de que pouco disso será efetivo sem a devida revisão dos processos. Por isso, adicione aí uma camada permanente de monitoramento do que está sendo feito, e também coloque atenção para quando os riscos de fato vierem a acontecer: o plano de ação para mitigá-lo foi eficiente? O que poderia ser melhor e por que? Assim, o seu processo estará constantemente sendo atualizado e a sua equipe poderá se sentir mais segura nas tomadas de decisão, assim como o negócio como um todo ficará cada vez mais blindado de eventuais riscos. Para mais conteúdos como este, continue acompanhando o blog da ESR e confira nosso calendário de cursos!   


    30/06/2021
  • Governança de TI
    Governança de TI

    Os benefícios da Governança de TI

    Se você trabalha na área de tecnologia da informação, com certeza já ouviu falar sobre governança de TI, certo? O conceito consiste no desenvolvimento de um conjunto de normas e práticas por cada empresa para a sua área de TI, de acordo com exigências de mercado para o seu setor, e também com seus próprios valores internos. Essas regras e parâmetros são definidos visando o cumprimento de critérios de qualidade nas entregas. Por isso, vão determinar como são feitos os processos dentro da área de TI, que equipe é responsável por cada atividade e que resultados são esperados dentro de qual prazo para cada uma delas. O processo todo envolve poucas pessoas nas definições e como cabeças pensantes das ações, porém se estende à empresa inteira quando já estipulado tudo. Por isso é tão importante que todos tenham consciência internamente sobre que diretrizes a empresa pretende seguir e como cada pessoa pode se posicionar em prol disso. Além do framework do COBIT, outro modelo amplamente utilizado para a implementação de práticas de governança de TI nas organizações é a norma ISO/IEC 38500, já mencionada anteriormente, instituída pela ABNT. Também aplicável a qualquer tipo ou porte de empresa, a norma estabelece seis princípios para uma boa governança de TI. São eles: responsabilidade; estratégia; aquisições; desempenho; conformidade; comportamento humano. Vamos falar mais sobre cada um deles a seguir, além de trazer uma lista de benefícios da governança de TI que a sua empresa pode obter ao implementar esse conjunto de práticas. Continue a leitura! Princípios para uma boa governança de TI Responsabilidade No que tange à responsabilidade, será fundamental que todos os indivíduos e grupos da organização compreendam suas atribuições e papéis no fornecimento de TI. Além disso, é preciso que as funções incumbidas a cada qual sejam acompanhadas de autonomia e poder de decisão para tal execução. Estratégia Quando falamos em estratégia na governança de TI, o objetivo principal é manter sempre no horizonte das ações o cenário atual da organização, acompanhando a evolução para os planos futuros.  Este alinhamento contribui para que não haja dimensionamentos incorretos de recursos e esforços, e que o processo seja o mais otimizado possível. Sendo assim, tanto o nível executivo da empresa deve compreender qual a capacidade atual da área de TI, quanto este setor precisa ter ciência das necessidades atuais do negócio como um todo. Importante destacar aqui que o processo evolui ao longo do tempo, então essas necessidades de ambos os lados vão sendo modificadas também, e a boa governança de TI deve garantir que isso esteja endereçado. Aquisições Partindo para o terceiro ponto, as aquisições, a norma ISO/IEC 38500 propõe que haja um processo balizador para gerar um equilíbrio nos investimentos da área de TI. Assim, entende-se que tudo aquilo que é adquirido tem uma razão válida, e que deve passar por caminhos claros e transparentes que indiquem os benefícios, oportunidades, custos e riscos daquelas aquisições, e que as justifiquem diante do cenário como um todo. Desempenho O quarto princípio básico para uma boa governança de TI, segundo a norma ISO/IEC 38500 é o constante monitoramento do desempenho da área de tecnologia dentro da organização. Aqui é fundamental garantir que a atuação do setor esteja adequada à prestação de suporte à empresa,disponibilizando serviços de qualidade e que atendam às necessidades atuais e futuras do negócio. Conformidade Este princípio se trata da parte burocrática relacionada à área de TI dentro das organizações, que é a conformidade com todas as legislações e regulamentações aplicáveis ao setor. Os profissionais responsáveis pelo desenvolvimento das diretrizes de governança de TI da empresa devem ficar atentos às políticas e práticas aplicadas, e também às mudanças que ocorrem neste cenário. Manter uma proximidade com o setor jurídico, neste caso, será fundamental. Comportamento humano Apesar de estarmos debatendo governança de TI nos âmbitos de tecnologia e negócio, é fundamental ter sempre em mente que essas duas pontas dependem e são formadas por pessoas. Sendo assim, a norma ISO/IEC 38500 define o comportamento humano como o ato de prezar pelo respeito, necessidades e evolução de todas as pessoas envolvidas nos processos. Em resumo, são exemplos do que será atribuído como função aos profissionais dentro da equipe responsáveis pela governança de TI:  avaliar o uso atual e futuro da TI; orientar o desenvolvimento de planos e políticas para garantir o atingimento dos objetivos da empresa através do uso da TI; monitorar a aplicação destas normas e garantir que estão em dia; prospectar riscos e analisar cenários; padronizar processos para se adequar às normas definidas. Uma estratégia de governança de TI bem executada pode ajudar a empresa como um todo a atingir níveis de excelência em segurança, confiabilidade e credibilidade diante de todos os stakeholders. Isso permite uma maximização dos resultados do negócio, ou seja, influencia diretamente na lucratividade da empresa. Benefícios da governança de TI Se você chegou até aqui, já foi possível apreender uma série de vantagens que podem ser atribuídas ao seu negócio com base na implementação de práticas de governança de TI. Agora, confira em mais detalhes sobre os diferentes benefícios e entenda porque a sua empresa precisa implementar esta prática o mais rápido possível! Mais vantagem competitiva Com mais produtividade de toda a sua equipe seguindo práticas e processos pré-determinados e desenhados, todos saem ganhando. O cliente fica mais satisfeito com o resultado final, a empresa tende a verificar um aumento de lucro, e o mercado fica mobilizado para entender que tipo de ações estão sendo adotadas para gerar toda essa evolução. Esta é uma grande vantagem competitiva que pode vir da implantação de governança de TI na sua empresa. Aumenta a confiança e reduz riscos para os clientes Sistemas tecnológicos regidos por uma base de governança de TI tendem a ser mais estáveis e padronizados, mesmo em seus momentos de falha. Isso é um resultado muito importante do ponto de vista do cliente, que ao utilizar a solução, comprar o produto ou serviço deseja poder usufruir dele da melhor maneira possível. Além disso, identificar que a tecnologia por trás do atendimento realizado desempenha bem transmite ainda maior segurança quanto aos riscos para o cliente ao interagir com aquela solução. Otimiza o investimento dos seus recursos Ao reduzir as falhas, agilizar processos, automatizar tarefas e identificar gargalos, o principal benefício obtido é, então, a otimização de investimento dos seus recursos. Isso porque a empresa consegue saber exatamente, com base nas políticas de governança de TI, quais equipes precisam de maior destinação de recursos e quais estão desempenhando bem da forma que estão. Isso influencia também diretamente no aumento do ROI da área de tecnologia para a empresa, ajudando ainda mais a provar seu valor. Melhora sua comunicação Pensando no pilar de alinhamento estratégico da governança de TI, uma das vantagens mais interessantes, e muitas vezes abordada de forma superficial, é a melhoria nos processos também de comunicação entre as pessoas e entre os setores. Ao determinar diretrizes de como tudo deve acontecer, torna-se mais transparente para todos o que a organização espera e para onde está indo, além da forma como cada um pode contribuir para esse objetivo também ficar mais clara. Esses são alguns exemplos de benefícios que podem ser aproveitados pela sua organização ao implementar práticas de governança de TI. Faz sentido para a sua empresa? Ainda ficam dúvidas? Se sim, não hesite em nos contatar! Aproveite a oportunidade e compartilhe este conteúdo com seus colegas, continue acompanhando este blog e confira nosso calendário de cursos!


    28/05/2021