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  • Consultoria Educacional em TI
    RH

    Consultoria Educacional em TI: como a ESR modernizou 41 Institutos Federais 

    Você sabe por que a consultoria educacional em TI se transformou na melhor aposta das empresas disruptivas do Brasil (e do mundo)? Em uma escala global, o mercado de tecnologia da informação encontra-se atravessando um dos períodos mais dinâmicos de sua história.  A aceleração da transformação digital, a popularização da inteligência artificial, o avanço da nuvem híbrida e o aumento dos riscos de cibersegurança criaram um contexto em que a formação técnica contínua deixou de ser opcional e passou a ser questão de sobrevivência empresarial. Os números corroboram tal realidade: segundo a IDC, o setor de TI no Brasil deve crescer 13% apenas em 2025, enquanto a Brasscom projeta a criação de até 147 mil novos empregos formais no mesmo período. Mas o ritmo de formação de profissionais não acompanha essa curva, gerando um déficit estrutural. Esse movimento é confirmado, inclusive, pela 36ª Pesquisa Anual do Uso de TI da FGV, que aponta que os gastos e investimentos atuais em TI já representam 10% da receita das médias e grandes empresas brasileiras, enquanto o custo anual por usuário de TI ultrapassa R$ 60 mil. Em outras palavras, as organizações investem mais do que nunca em tecnologia, mas enfrentam enorme desafio em garantir que suas equipes desenvolvam as competências necessárias para transformar essa injeção de capital em resultados estratégicos. É nesse ponto que surge a pergunta central: como garantir que times de TI estejam preparados para lidar com demandas complexas e em constante mudança sem perder a produtividade? Treinamentos avulsos e certificações isoladas já não respondem a essa necessidade. O que as empresas precisam é de uma estratégia educacional estruturada, que alinhe competências técnicas e comportamentais, gere valor para o negócio e acompanhe o ritmo das inovações. A Consultoria Educacional em TI da ESR se posiciona nesse sentido, como um diferencial competitivo comprovado na prática. Neste artigo, mostramos os resultados do último Case de Sucesso da Solução, responsável por capacitar mais de 2.000 profissionais e modernizar 41 Institutos Federais no Brasil. Resumo consultoria educacional em TI: Por que investir em consultoria educacional em TI? Times que acumulam treinamentos, mas não conseguem aplicar o que aprendem. Gestores que observam orçamentos consumidos sem retorno em produtividade, segurança ou inovação. Essa é a realidade de grande parte das empresas em 2025. Com a intensificação da complexidade tecnológica, do uso de computação quântica, da IA generativa e da integração de sistemas em nuvem, o desafio tem se apresentado para além do conhecimento técnico. Agora, uma abordagem holística de capacitação é exigida como boa prática de negócio.  Ou seja, é preciso alinhar hard skills (como programação, segurança e análise de dados) a soft skills (comunicação, visão de negócios, inteligência emocional). Nesse cenário, a consultoria educacional em TI atua como bússola estratégica ao mapear lacunas, desenhar trilhas de desenvolvimento e garantir que o investimento em pessoas gere impacto direto no negócio. O que é preciso para começar uma carreira de TI? Afinal, o que é uma consultoria educacional em TI? Ao contrário do modelo tradicional de “cursos pontuais”, a consultoria educacional em TI é um serviço estruturado que conecta diagnóstico, planejamento e execução contínua. Na prática, trata-se de uma solução que: A consultoria educacional em TI acompanha resultados com métricas claras, ou seja, não se limita a ensinar: transforma a educação corporativa em ativo estratégico. Como os métodos ágeis podem ajudar no dia a dia das empresas? E quais são os limites dos modelos tradicionais de capacitação? Workshops isolados, certificações sem plano de continuidade e treinamentos genéricos não acompanham a velocidade da transformação digital. De acordo com a FGV, 12% das empresas já listam a busca e a retenção de talentos de TI como prioridade crítica. Isso porque investir em cursos avulsos sem estratégia é como abastecer um carro sem direção definida: gasta-se energia, mas não se chega ao destino.  A consequência é clara: profissionais que acumulam certificados, mas não conseguem aplicar conhecimento em situações reais e empresas que perdem competitividade.  Por isso, a consultoria educacional em TI tem emergido como uma realidade promissora entre as empresas que dependem da tecnologia e querem se destacar no universo corporativo.  Diferenciais da Consultoria Educacional em TI da ESR A Consultoria Educacional em TI da ESR transforma complementarmente a capacitação tradicional.  Trata-se de uma solução que combina diagnóstico, planejamento e execução de estratégias educacionais sob medida, estruturadas para alinhar competências técnicas e comportamentais às necessidades reais do negócio. Enquanto treinamentos avulsos costumam gerar conhecimento fragmentado, a consultoria cria trilhas contínuas de aprendizagem, personalizadas de acordo com os objetivos de cada organização e baseadas em frameworks internacionalmente reconhecidos, como o SFIA.  Assim, empresas deixam de investir em capacitação apenas como despesa e passam a tratá-la como ativo estratégico para inovação e competitividade. Entre seus principais diferenciais estão: 5 benefícios práticos para sua empresa ou carreira Os resultados da Consultoria Educacional em TI da ESR não se limitam ao aprendizado em sala virtual. Eles se traduzem em impacto real nos negócios e na carreira dos profissionais envolvidos, sobretudo por meio das seguintes vantagens: 1) Redução de gaps de competências A consultoria faz o alinhamento preciso entre as demandas estratégicas da organização e as habilidades do time. Com isso, há uma redução de lacunas críticas e a garantia de que a equipe vai estar preparada para atuar em projetos de alta complexidade alinhados aos objetivos da organização. 2) Maior retenção de talentos Ao oferecer trilhas personalizadas de desenvolvimento, as empresas aumentam o engajamento dos colaboradores e reduzem índices de turnover, fortalecendo a cultura de inovação. 3) Retorno mensurável do investimento Os gestores passam a contar com métricas claras e indicadores objetivos para acompanhar a evolução da capacitação, transformando treinamentos em resultados concretos. 4) Aumento da produtividade Profissionais preparados aplicam de imediato o conhecimento adquirido, otimizando processos e elevando a eficiência operacional. 5) Vantagem competitiva Organizações que investem em consultoria educacional ficam mais bem posicionadas para integrar tecnologias emergentes, responder a mudanças regulatórias e conquistar novos mercados. Que curso de tecnologia é feito para mim? Conheça as Trilhas ESR e descubra sua jornada de aprendizagem ideal Case: como a Consultoria Educacional em TI da ESR potencializou o digital dos Institutos Federais do Brasil O ponto de partida desse projeto foi um desafio comum a muitas instituições públicas e privadas: equipes de TI formadas por profissionais altamente capacitados tecnicamente, mas sem um mapeamento claro das competências estratégicas necessárias para acompanhar a transformação digital. Nos Institutos Federais, isso se refletia em três obstáculos principais: Foi nesse cenário que a Consultoria Educacional em TI da ESR entrou em ação.  A solução partiu de um diagnóstico completo das equipes, em que foram identificados pontos fortes e lacunas críticas.  Em seguida, a ESR aplicou o Skills Framework for the Information Age (SFIA), um framework internacionalmente reconhecido que classifica e organiza habilidades em tecnologia e transformação digital. Tome nota: o que é o SFIA? Criado no Reino Unido e hoje adotado globalmente, o SFIA é um modelo que define habilidades e níveis de responsabilidade em TI que englobam desde funções técnicas específicas até competências de gestão e estratégia. Assim, as empresas e instituições conseguem alinhar o desenvolvimento profissional às exigências reais do mercado e da transformação digital. Resultados da Consultoria Educacional em TI da ESR: O resultado prático foi um salto qualitativo: além da padronização, os Institutos conquistaram maior clareza sobre em quais competências investir, como medir a própria evolução e como preparar seus times para tecnologias emergentes, como inteligência artificial, segurança avançada e nuvem híbrida. Esse case demonstrou na prática como a Consultoria Educacional em TI da ESR transmite conhecimento e também cria, estrutura e escala uma estratégia para transformar a capacitação em ativo competitivo. Veja na íntegra os resultados desse CASE de sucesso! Conclusão O cenário atual de TI exige equipes atualizadas e estrategicamente preparadas para transformar conhecimento em resultados. Nesse contexto, a Consultoria Educacional em TI da ESR se consolida como a solução ideal para empresas que querem superar a escassez de talentos, reduzir desperdícios com capacitação fragmentada e construir times preparados para os desafios digitais. Seja no setor público, seja no privado, cases como o dos Institutos Federais comprovam que investir em uma consultoria estruturada é o alicerce para a produtividade, a segurança e a inovação de longo prazo. Quer transformar o aprendizado da sua equipe em diferencial competitivo?Conheça agora mesmo a Consultoria Educacional em TI da ESR e descubra como podemos apoiar sua organização com diagnósticos precisos, trilhas personalizadas e resultados mensuráveis


    10/10/2025
  • Outsourcing de TI
    RH

    Outsourcing de TI: 3 sinais que indicam que uma empresa precisa da terceirização de serviços

    O termo “outsourcing de TI” descreve uma abordagem de contratação de serviços terceirizados do setor, os quais são acessados e utilizados conforme a demanda do negócio. Entretanto, engana-se quem pensa que se trata apenas de um investimento orientado pela contratação simples de uma força de trabalho externa.  Na prática, o outsourcing de TI vai além, já que abrange uma complexa cadeia produtiva, com entregas de serviços, consultoria, execução de projetos, suporte e as demais tarefas especializadas, a fim de garantir que empresas dos mais variados setores tenham acesso a recursos técnicos sem precisar estruturar um departamento tecnológico. O objetivo dessa prática é reduzir os custos organizacionais e permitir que as empresas tenham acesso a conhecimentos e componentes de TI de forma mais direcionada, escalável e quando for realmente necessário.  Para usar a estratégia adequadamente, é preciso, primeiro, conhecer o que é outsourcing, bem como seus tipos e indicações. Veja tudo isso neste conteúdo.  Você também pode gostar: Tecnologias emergentes para TI: como identificá-las e se preparar para os próximos anos  Afinal, o que é outsourcing de TI? Como dissemos anteriormente, outsourcing de TI significa basicamente terceirizar serviços de TI. Porém, na prática, isso se traduz em um exercício completo, com um mapeamento inicial e estratégico das demandas da empresa capaz de orientar a contratação adequada dos serviços e recursos de tecnologia da informação para cada organização.  Invariavelmente, toda empresa precisa de soluções de TI, das mais simples às mais complexas. Em alguns desses casos, optar pela prestação de um serviço especializado e terceirizado faz mais sentido.  Nesse contexto, a prática de outsourcing de TI pode ajudar as empresas tanto na missão de atualizar ferramentas tecnológicas que já são implementadas no dia a dia do negócio quanto em atuar de forma mais consistente na transformação digital e na nova estrutura tecnológica da organização.  Para cada uma dessas situações existe um tipo de outsourcing de TI específico, além de diversos serviços que fazem parte dessa dinâmica.  Tipos de outsourcing de TI  Podemos definir os tipos de outsourcing de acordo com os modelos de empresas que oferecem esses serviços, quais sejam:  Offshore No modelo offshore, a empresa contrata serviços de TI de fornecedores localizados em outros países, geralmente com custos operacionais mais baixos, como Índia e China. Esse tipo de terceirização é comum em empresas que buscam redução de despesas e acesso a uma base global de talentos bastante especializados. Embora o suporte seja estabelecido normalmente em uma escala 24/7 e o modelo reflita uma redução significativa de gastos em TI, as diferenças culturais e linguísticas podem ser um entrave para sua implementação. Por isso, uma das etapas para sua contratação é avaliar esses quesitos.  Nearshore Como uma proposta de superar alguns dos desafios da prática anterior, o nearshore refere-se à terceirização de serviços de TI para empresas em países próximos ou da mesma região. Assim, esse modelo busca equilibrar custos reduzidos com maior compatibilidade cultural e de fuso horário. Nessa opção, há melhor comunicação por causa da proximidade geográfica e linguística, porém, pode ser uma atividade um pouco mais cara.  Onshore Já no onshore, os serviços de TI são terceirizados para empresas localizadas no mesmo país. Trata-se de uma opção ideal para organizações que precisam de um suporte mais próximo e que também se preocupam com alinhamento regulatório e com melhor comunicação. Essas empresas devem oferecer serviços já adequados às regulações regionais, como é o caso da LGPD no Brasil.  Com base nesses três modelos, desenvolvem-se uma série de atividades em TI, como: Você também pode gostar: 16 boas práticas em testes de software para acompanhar agora  Por que investir em outsourcing de TI? A terceirização de serviços de TI é uma alternativa indicada principalmente para contrastar o conflito existente entre demanda e dificuldade de preenchimento de vagas do setor.  Além disso, a prática proporciona algumas vantagens para os negócios, como flexibilidade de recursos de TI; afastamento da empresa de aspectos muito técnicos, de modo que ela possa, com isso, focar a atividade-fim; e redução de riscos na implementação, otimização e manutenção de processos tecnológicos, bem como a possibilidade de escalonar atividades sempre que necessário.  Em um cenário no qual há cada vez mais dispositivos conectados, mais acesso a cloud computing, maior demanda por resultados digitais e consumidores mais conectados, a terceirização pode surgir como um caminho viável para uma empresa se equipar tecnologicamente e atender a esses anseios sem precisar se especializar nesses campos.  Embora conte com alguns desafios para sua implementação, o outsourcing de TI tem crescido e ampliado sua atuação entre os mais variados nichos. Para ilustrar, um relatório da Mordor Intelligence estima que esse mercado alcance 701 bilhões de dólares até 2028.  Entre as atividades que compõem a abordagem, estão gestão, apoio, conserto e disponibilização de equipamentos; suporte técnico; aluguel de recursos tecnológicos; manutenção e consultoria técnica e especializada, entre outras. Ou seja, condicionada a uma análise profunda do negócio, a prática de outsourcing de TI pode refletir algumas vantagens para as organizações, como:  Contudo, é importante destacar que o outsourcing de TI possui recomendações. Não deve ser considerado uma fórmula mágica viável indiscriminadamente para todos os negócios.  Para tanto, alguns fatores devem ser analisados antes da sua sistematização no dia a dia da empresa, como a dependência excessiva de fornecedores, a possível falta de controle da equipe terceirizada e os riscos relacionados com a segurança da informação. Dessa forma, é imprescindível que, antes de optar pelo outsourcing de TI, a empresa invista em um mapeamento detalhado das suas necessidades tecnológicas e dos objetivos que pretende alcançar com as futuras contratações. 3 sinais de que uma empresa precisa de uma abordagem de outsourcing de TI Nem toda empresa precisa necessariamente terceirizar seus serviços de TI, mas existem alguns sinais claros de que esta pode ser a melhor solução para otimizar operações e reduzir custos.  Confira três situações em que o outsourcing de TI pode ser a melhor alternativa: 1. Falta de profissionais qualificados na equipe interna A demanda por especialistas em TI cresce a cada ano, mas nem sempre as empresas conseguem contratar e reter esses talentos.  Se a equipe interna tem dificuldades para lidar com problemas técnicos, implementar novas soluções ou acompanhar as inovações tecnológicas, o outsourcing pode preencher essa lacuna com profissionais altamente capacitados e disponíveis conforme a necessidade. 2. Custos elevados e dificuldade de manter infraestrutura própria Manter uma infraestrutura de TI robusta pode ser um desafio financeiro significativo. Os custos com aquisição de hardware, licenciamento de software, manutenções e atualizações podem pesar no orçamento.  Nesse contexto, o outsourcing permite que a empresa tenha acesso a recursos de ponta sem precisar investir pesadamente em equipamentos e treinamentos contínuos. 3. TI sobrecarregada que impacta o core business Se a equipe interna de TI lida constantemente com suporte técnico, manutenção de sistemas e outros processos operacionais, pode não haver tempo suficiente para focar em estratégias de inovação e crescimento.  Por consequência, a terceirização libera recursos internos para que a empresa concentre esforços no seu core business, impulsionando a eficiência e a competitividade no mercado. Ao identificar um ou mais desses sinais, a empresa pode considerar o outsourcing de TI uma solução estratégica para garantir maior eficiência, segurança e escalabilidade nas operações tecnológicas. _______________________________________________________ Gostou deste conteúdo e deseja se aprofundar no universo de notícias, certificações e cursos de TI? Conheça a Escola Superior de Redes, a instituição de referência em ensino e aprendizado de TI!


    07/10/2025
  • recrutamento de times de TI
    RH

    Guia completo: como realizar o recrutamento de times de TI em 9 passos

    Por suas características singulares, tal qual a possibilidade do trabalho em nuvem, a área de tecnologia da informação (TI) conta com a oportunidade de abertura de vagas não presenciais e de um recrutamento diferenciado – mais flexível e antenado às tecnologias emergentes de seleção de pessoal. Entretanto, mesmo diante dessas possíveis facilidades, o gerente de RH pode encontrar alguns desafios para estruturar processos seletivos eficientes, tendo em vista que eles se atualizam tão velozmente quanto a transformação digital (elemento base da TI).  Nessa área, a gestão de lideranças – especialmente no modelo de trabalho remoto –, a retenção de talentos e a redução das taxas de turnover assumem novas dinâmicas. Antes, no ambiente presencial, gestores e colaboradores podiam trocar informações diretamente, mas isso também restringia a atuação dos profissionais ao espaço físico da empresa. Agora, com a comunicação virtual, especialistas têm a liberdade e o desejo de se candidatar a oportunidades em qualquer lugar do país ou do mundo, o que amplia tanto a oferta de vagas quanto a concorrência por profissionais qualificados. A exemplo disso, uma pesquisa realizada no The Developers Conference (TDC), evento voltado para profissionais de TI, identificou que mais de 60% das pessoas que atuam no setor querem conquistar uma vaga fora do país. Isso significa dizer que mais de 6 em cada 10 profissionais de TI voltam sua atenção às oportunidades externas. Ou seja, em meio às mudanças nos processos de trabalho e às novas exigências tanto dos colaboradores quanto de empresas e mercado, é necessário que o tech recruiter, além de contratar novos talentos para cargos de TI, desenvolva um planejamento estratégico focado na permanência dos profissionais que entregam resultados. Neste artigo, vamos conversar mais sobre como recrutar e manter profissionais de TI com base nessa nova configuração laboral. Continue conosco. Você vai ver por aqui: Leia também: O home office acabou? Saiba como gerenciar a flexibilidade de trabalho na tecnologia  O cenário do mercado de TI em 2025 Há bastante tempo, falamos da importância de um desenvolvimento de carreira integral que unifique competências de hard e soft skills. Para o mercado de trabalho de tecnologia da informação, essa demanda faz ainda mais sentido, uma vez que os profissionais do segmento lidam com situações complexas e bastante desafiadoras.  Por ser um mercado em constante expansão, os profissionais de TI precisam se adaptar a ele de maneira contínua, além de explorar outras habilidades, como inteligência emocional e participação em projetos em equipe. Porém, mesmo com tais peculiaridades, a TI ainda se destaca por oferecer um leque de oportunidades de atuação e pela remuneração dos cargos.  A exemplo disso, um recente relatório do International Data Corporation (IDC), divulgado em fevereiro, estima que a indústria de TI cresça 13% de maneira geral no Brasil, sendo uma continuação dos bons resultados do ano anterior, no qual a TI B2B registrou um crescimento de 9% no país. Entretanto, mesmo com maiores investimentos das empresas em produtos digitais e também maior possibilidade de vagas à vista, o recrutamento de times de TI pode ser um desafio nos próximos meses. Assim, em um cenário no qual a TI caminha cada vez mais para uma atuação estratégica dentro do meio corporativo, demandando que os profissionais não só sejam técnicos como também saibam conciliar esse conhecimento com habilidades de negócio, é imprescindível um olhar atento do setor de RH, que deve estabelecer, em mutualidade, os requisitos para o preenchimento das suas vagas de acordo com o que é de interesse da empresa e do colaborador.  Por fim, não podemos nos esquecer de citar o impacto das novas tecnologias e da sistematização de outras já conhecidas, como automação, machine learning e IA, na alta demanda por profissionais qualificados e também pelo aumento do interesse de pessoas pelas carreiras em TI. As profissões que devem liderar contratações na área tech em 2025 De acordo com o índice da Robert Ralf*, os profissionais de tecnologia mais buscados em 2025 serão:  Já em relação às perspectivas de remuneração, o índice prevê, para o ano, alguns pontos em especial, que podem variar de acordo com o nível de experiência profissional, o tamanho da empresa e a demanda pelo cargo: *O índice mapeia a remuneração de acordo com a escala:  -25º percentil (pessoa nova na função, com pouca ou nenhuma experiência; necessita de mais instruções ou supervisão para realizar as tarefas diárias); 50º percentil (tem experiência para desempenhar responsabilidades principais de forma consistente sem supervisão direta; pessoa familiarizada com processos e assuntos relacionados com o cargo) e 75º percentil (o valor da pessoa para a organização vai além da execução das tarefas normais; possui qualificações diferenciadas, além de especializações e certificações; pessoa pronta para avançar), respectivamente. Leia também: O que você precisa para se especializar em linguagem de programação? Habilidades às quais um gestor de RH deve se atentar para recrutar times de TI Para recrutar times de TI presenciais ou remotos, ter conhecimento sobre as especificidades desse mercado e das suas estruturas é indispensável. Pode ser interessante para o gestor de RH realizar uma combinação de know-how em gestão de pessoas com o acompanhamento das tendências do futuro do trabalho, sobretudo naquilo que impacta o setor – tecnologia, desejo dos colaboradores, anseios da indústria e do consumo etc. Nesse contexto, para amplificar o potencial das equipes de trabalho de TI, o gestor de RH precisa compreender a fundo quais são as exigências do cargo que será preenchido para que identifique as habilidades que busca, assim como pode passar à liderança dessas empresas informações sobre as condições de trabalho esperadas pelos candidatos de maneira geral. O ideal é que os recrutamentos consigam encontrar um ponto de equilíbrio entre essas duas demandas.  Desenvolver processos de seleção que priorizem um mindset voltado para o aprendizado contínuo, por exemplo, pode auxiliar que os novos times de TI estejam dispostos a se capacitar mesmo depois de sua efetivação. Além dessa orientação, elencamos algumas competências que devem ser avaliadas pelos gestores de RH no preenchimento de vagas tech.  1) Interesse por inteligência artificial e aprendizado de máquina  Tanto a inteligência artificial quanto o aprendizado de máquina (machine learning, em inglês) são realidades no mercado. Embora os usuários, recentemente, estejam aprendendo a lidar com essas tecnologias e a identificá-las no seu dia a dia de forma mais consciente, elas não são novas. Dessa forma, é indicado que os profissionais de TI tenham alguma compreensão da IA, do aprendizado de máquina e de algoritmos por trás das suas ferramentas e aplicações ou interesse por esses assuntos.  Algumas especializações que podem ser interessantes e criar um diferencial: Tais competências contribuem para que o profissional consiga propor melhorias nos processos da empresa e oferecer um produto voltado para a satisfação da experiência do cliente. 2) Programação  A programação é relevante para qualquer área que o profissional queira seguir na TI. Aprender a fundo, pelo menos, uma das linguagens utilizadas na programação é um requisito importante para um profissional desse setor.  Leia também: O que você precisa saber para se especializar em linguagem de programação?  3) Interesse por big data  Há muito se diz que “dados são o novo petróleo”. Por isso, é necessário que o profissional de TI, guardadas as características da área em que vai atuar, tenha conhecimento de ferramentas de análise de dados e suas rotinas.  4) Facilidade para atuar em modelos de trabalho colaborativos  A capacidade de trabalhar em equipe e colaborar com os colegas é fundamental em qualquer setor. À medida que as empresas se dedicam a projetos mais complexos e, agora, com bastante incidência, ao modelo remoto, a coparticipação eficaz se torna ainda mais importante.  Aqui, claro, o desenvolvimento de um ambiente que propicie essa dinâmica é indispensável e de responsabilidade dos líderes das equipes e dos gestores de RH.  5) Habilidade em comunicação  Em 2025, entre as soft skills desejadas para um profissional de TI, sobretudo aquele que atuará em modelo remoto, está a habilidade de comunicação. Nesse contexto, significa explicar conceitos complexos de maneira objetiva, clara e que não deixe dúvidas. Além disso, é necessário ter facilidade com a capacidade de diálogo fluido entre as diferentes áreas e níveis hierárquicos ou desenvolvê-la, bem como conseguir usar a comunicação para compreender as necessidades de cada cliente, atentando-se, inclusive, para os quesitos de acessibilidade digital.  A comunicação reflete diretamente a experiência do cliente e, por isso, é uma habilidade tão cara aos novos profissionais de TI.  6) Gosto por aprendizagem contínua Se antes da era da informação e da geração ininterrupta de dados o aprendizado contínuo já era importante, imagine agora.  Como dissemos, uma das características que se deseja em um profissional de TI, em 2025, é que ele volte o seu mindset para a metodologia do aprendizado contínuo e, dentro disso, saiba como criar a sua trilha de conhecimentos de forma estratégica.  Para o gestor de RH, há a responsabilidade de incentivar a equipe a adotar essa metodologia, seja pela condução de ciclos de capacitação, parceria com empresas de treinamentos e cursos, seja por meio de eventos que promovam networking e troca de conhecimento. Em outras palavras, colaboradores e RH precisam ser aprendizes contínuos.  7) Busca por certificações  No mercado de tecnologia da informação, as certificações são capazes de atestar se um candidato à vaga detém uma série de requisitos básicos para a função que vai desempenhar. Assim, é interessante que o profissional se dedique a conquistá-las, sabendo quais são as melhores para cada objetivo de carreira, e que o gestor de RH saiba quais solicitar para cada plano de trabalho.  8) Estar por dentro da cibersegurança O investimento em cibersegurança é uma das principais preocupações das empresas atuais. Afinal, as ameaças e os crimes virtuais têm se sofisticado com muita velocidade. Por isso, o interesse por funções, ferramentas, metodologias e plataformas de segurança, aplicações, nuvem, servidores pode ser um diferencial na hora da contratação.  Algumas áreas, inclusive, chamam atenção, como: É importante destacar que essas 8 habilidades que elencamos podem sofrer alterações, de acordo com a área da vaga e a realidade da empresa. Por ser um campo de conhecimento muito extenso, torna-se inviável demandar que um candidato detenha saberes em todas elas.  Por isso, acima de tudo, é essencial que o gestor de RH saiba adaptar o que o mercado empregador busca de maneira geral em TI e o que é realmente importante avaliar para o preenchimento do cargo específico da empresa.  5 Desafios do recrutamento tech Como dissemos anteriormente, o recrutamento de times de TI pode experienciar diversos desafios característicos da área. Separamos, a seguir, 5 deles para você conferir e, logo depois, descobrir como driblá-los!  1) Defasagem de profissionais qualificados  De acordo com um estudo da Gi Group Holding, apenas 10,9% das empresas brasileiras dizem não ter dificuldade na contratação de profissionais de TI, e isso pode ser explicado pela discrepância existente entre oferta e demanda. Para se ter uma ideia, o Panorama da Software House 2025 pontuou que encontrar mão de obra qualificada é um ponto crítico para mais de 40% das organizações. Esse cenário se deve a diversos fatores, como a rápida evolução das tecnologias e a falta de profissionais com as competências técnicas exigidas pelo mercado. Muitas organizações também relatam que, mesmo diante de um grande número de candidatos, poucos atendem aos requisitos necessários para funções mais especializadas. Além disso, a formação acadêmica nem sempre acompanha as exigências práticas do setor, o que faz com que recrutadores precisem buscar alternativas para preencher as vagas, como programas de capacitação interna, parcerias com instituições de ensino e processos seletivos baseados em habilidades em vez de diplomas. Inclusive, um levantamento do Google for Startups estimou que, até o final de 2025, o Brasil enfrentará um déficit de 530 mil profissionais de TI. Apesar do crescimento acelerado na abertura de vagas, apenas 53 mil novos profissionais terão se formado entre 2021 e dezembro de 2025, evidenciando o descompasso entre a demanda do mercado e a qualificação disponível.  2) Pouca estratégia para a retenção de talentos Ao mesmo tempo que o estudo da Gi Group Holding destaca a insatisfação das empresas na contratação de pessoas qualificadas, também aborda a insatisfação de mais de 50% dos profissionais entrevistados com os salários e as jornadas de trabalho exaustivas. Com isso, os profissionais não hesitam em buscar oportunidades mais vantajosas, seja em termos salariais, seja em relação à cultura organizacional, a benefícios ou ao equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional. Empresas que não investem em planos de carreira bem estruturados, pacotes de benefícios competitivos e um ambiente favorável ao desenvolvimento tendem a perder talentos para concorrentes que oferecem melhores condições. Além disso, a falta de alinhamento entre expectativas e realidade no dia a dia da função é um dos principais motivos para a alta rotatividade no setor. Quando o colaborador percebe que as promessas feitas no recrutamento não condizem com a prática, a busca por novas oportunidades se torna inevitável. 3) O processo seletivo não é eficiente e interessante Um indicador importantíssimo para o recrutamento, independentemente da área, é a taxa de evasão dos candidatos antes de completarem todo o processo seletivo. Quando falamos de TI, esse KPI é ainda mais importante, pois monitora a efetividade de um processo em uma área que demanda agilidade e inovação. Dessa forma, processos muito longos, sem precisão, que não medem o que devem e são pouco transparentes tendem a afastar os melhores talentos. Profissionais de TI, em sua maioria, estão habituados a processos dinâmicos e orientados por resultados. Se o recrutamento se torna burocrático, desorganizado ou falha em comunicar claramente as etapas e expectativas, o candidato pode perder o interesse e buscar outras oportunidades.  4) O recrutamento não consegue mensurar quais são as habilidades dos candidatos, sejam elas técnicas ou soft skills Muitas empresas ainda pecam ao avaliar candidatos com base apenas em currículos e entrevistas superficiais, sem métodos eficazes para medir tanto as habilidades técnicas quanto as comportamentais.  No caso de TI, essa falha pode levar à contratação de profissionais que, apesar de possuírem certificações ou experiências relevantes, não demonstram domínio prático das ferramentas exigidas ou não se adaptam bem ao trabalho em equipe e à cultura organizacional. As soft skills, cada vez mais valorizadas, costumam ser deixadas em segundo plano ou avaliadas de maneira subjetiva.  A capacidade de resolver problemas, trabalhar sob pressão e se comunicar com clareza é essencial para o sucesso em ambientes dinâmicos, mas dificilmente é mensurada com precisão nos processos seletivos tradicionais. Para resolver essa questão, é interessante pensar em modelos alternativos de aplicação de processos seletivos, nos quais é possível elaborar entrevistas estruturadas, testes situacionais e desafios práticos que podem refletir uma visão mais realista sobre as competências do candidato. 5) O desenvolvimento de um modelo de recrutamento escalável e adaptável às tecnologias emergentes é bastante complexo Criar um modelo de recrutamento que acompanhe a evolução das tecnologias e, ao mesmo tempo, seja escalável representa um desafio para muitas empresas. As exigências do setor mudam rapidamente, e métodos tradicionais de seleção nem sempre conseguem acompanhar essa dinâmica. Ferramentas automatizadas, como inteligência artificial e análise de dados, ajudam a otimizar a triagem de candidatos, mas sua implementação demanda investimento, adaptação e um olhar estratégico para garantir que a tecnologia complemente, e não substitua, a avaliação humana. Além disso, um processo escalável deve ser flexível o suficiente para atender diferentes tipos de contratações, desde posições juniores até cargos altamente especializados. Isso exige a criação de fluxos bem definidos, capazes de se adaptar ao volume de demanda sem comprometer a qualidade da seleção.  Empresas que conseguem estruturar esse modelo de forma eficaz ganham não apenas em agilidade, mas também na assertividade das contratações, reduzindo custos com turnover e aumentando a competitividade no mercado. Há uma maneira adequada de fazer o recrutamento de times de TI? A área de TI é marcada pela demanda constante de colaboradores em atividade e também pela rotatividade. Logo, ter um plano de recrutamento atualizado é um desafio diário, sobretudo em empresas que não contam com setores responsáveis por isso, como RH e gestão de pessoas.  Apesar de complexo, existem passos básicos que podem ajudar a orientar esse processo dentro da organização. Quando há um setor de RH bem estruturado, é importante que ele converse com os funcionários já alocados em TI para compreender as especificidades de cada cargo e qual é a contribuição das vagas para o propósito da empresa. Isso contribui para uma busca mais assertiva de profissionais. Além de tudo, existem outras formas de conhecer e atestar o perfil de um candidato, como:  E a contrapartida do RH? Da mesma forma que a empresa busca candidatos, precisa encantá-los com as oportunidades contidas nas vagas.  O trabalhador do mercado atual prioriza a experiência e a possibilidade de desenvolvimento de carreira. Assim, é interessante pontuar, com a liderança da empresa, a necessidade de investimento em condições de trabalho voltadas para o aprendizado, a horizontalidade de lideranças e a valorização da participação dos colaboradores.  Veja algumas ações que podem tornar o recrutamento mais interessante aos olhos dos candidatos: 1) Solicite investimento em tecnologia à liderança da empresa Explique aos líderes a necessidade de garantir equipamentos modernos e eficientes para os profissionais de TI. Visto que é uma área com DNA inovador, poder utilizar ferramentas e tecnologias emergentes, com alto valor agregado, representa um dos principais estímulos para os profissionais de TI permanecerem nas empresas.  A ação não apenas otimiza a produtividade como também demonstra o comprometimento da empresa com o sucesso de suas equipes. 2) Transparência é elemento-chave  As vagas de trabalho em TI dependem, sobretudo, de uma relação de confiança entre os gestores de RH e os colaboradores. Para tanto, ter transparência nos escopos de trabalho e projetos e no acompanhamento de indicadores internos e de produtividade, além de na comunicação, é o que vai garantir o sucesso dessa vaga.  Estabeleça uma relação próxima com os funcionários, com encontros periódicos para alinhar as expectativas do contratado e da contratante, além do entendimento fiel do propósito da empresa.  Essas são algumas perguntas que podem orientar o RH na construção de um vínculo transparente e objetivo com o trabalhador de TI. 3) Considere a flexibilização da modalidade e do horário de trabalho Pelas características que mencionamos no início deste artigo, a área de TI pode ser flexível, seja em relação às modalidades de trabalho (presencial, remoto ou híbrido), seja no quesito carga horária.  Estude as possibilidades de tornar a vaga ainda mais atrativa, ao contar com vantagens que levem em consideração as diferentes necessidades de cada indivíduo. Inclusive, de acordo  em uma pesquisa do PageGroup, 75% dos profissionais participantes consideraram o trabalho híbrido o modelo preferido na escala da flexibilidade. Alinhe a possibilidade e o interesse dos candidatos, destacando quais desses critérios é cabível adotar no processo de seleção de novos talentos de TI.  4) Gerencie a equipe com o auxílio da tecnologia Ao possibilitar o ingresso de colaboradores por meio do trabalho remoto, há a associação automática de demanda por ferramentas tecnológicas para a gestão dessas vagas. Existem inúmeras plataformas de gerenciamento de projetos, como Kanban, Runrun.it e Trello, bem como para a conferência de horas trabalhadas, a exemplo do ponto digital. Escolha aquela que melhor se adapta às necessidades da sua empresa, faça um treinamento da ferramenta com os colaboradores e estabeleça um tempo de teste inicial da tecnologia.  Com ela integralmente implementada, gerencie os projetos de forma metódica e processual, se atendo aos comandos das plataformas; é necessário centralizar a gestão de conhecimento e os arquivos de aprendizagem dos projetos. Por isso, utilize as ferramentas com o auxílio de processos bem definidos para que nada se perca.  Alguns exemplos de programas de gerenciamento de projetos e organização de times de TI remotos:  1) Trello 2) Asana 3) ClickUP 4) Runrun.it 5) Monday.com 6) Jira Software 7) Wrike 5) Destaque os benefícios disponibilizados pela empresa Detalhe os benefícios que vão além da remuneração. Planos de saúde diferenciados, descontos em academias, programas de bem-estar e outros incentivos podem ser mencionados como parte de um pacote atrativo para os candidatos. 6) Estruture um plano de capacitação O desenvolvimento contínuo dos profissionais de TI é essencial para a produtividade das empresas e também uma demanda dos próprios colaboradores. Por isso, para um recrutamento mais estratégico, estruture previamente planos de capacitação e desenvolvimento de carreira para cada cargo aberto, com materiais, parcerias, descontos em certificações etc. Depois disso, comunique a existência dessa ação para os candidatos como forma de incentivá-los a participar de todas as etapas do processo seletivo. Por fim, coloque em prática essa ação!  Nessa dinâmica, capacitação, workshops e cursos específicos podem ser oferecidos, demonstrando a valorização do crescimento profissional dentro da empresa. 7) Colha feedbacks e tenha um canal de comunicação ativo Saliente que a empresa está aberta à comunicação bidirecional. Além de fornecer um canal para feedbacks, explique como a corporação valoriza a opinião dos colaboradores e como esse processo contribui para melhorias contínuas no ambiente de trabalho. Isso pode ser estruturado, por exemplo, por meio de ouvidorias anônimas para casos de sugestão de melhorias, críticas ou denúncias e para casos de dicas ou insights que reflitam a otimização de resultados para as empresas, bonificações salariais ou dias de folga. Há inúmeras formas de fortalecer o processo de comunicação entre a empresa e o colaborador e incentivar a participação dele nos projetos do negócio.  8) Saiba o que os profissionais da área desejam Compreender as expectativas dos profissionais de TI é essencial para saber como recrutar talentos! Realize pesquisas internas e entrevistas exploratórias para identificar as necessidades específicas das equipes de TI, separando os elementos encontrados por área de atuação.  Entender os desafios, as preocupações, os focos e os desejos dessas personas contribuirá para um processo seletivo mais atrativo e compatível com o mercado. Além disso, essa é uma ótima oportunidade para coletar argumentos de barganha com a liderança da empresa. Com informações e dados reais sobre o que os colaboradores esperam das suas funções, pode ser mais simples solicitar mudanças aos líderes do empreendimento.  9) Desenvolva um processo seletivo transparente e claro O processo seletivo deve fornecer informações detalhadas sobre as etapas, as expectativas e os critérios de avaliação. Isso inclui a divulgação clara das responsabilidades do cargo, de requisitos específicos e a explicação dos passos do processo, desde a aplicação até a contratação.  A transparência nesse contexto atrai candidatos mais alinhados à cultura organizacional da empresa, além de criar uma impressão positiva sobre a postura da companhia, destacando o compromisso com a comunicação aberta e justa. Se for o caso, teste as etapas antes de lançá-las, para evitar erros e possíveis recursos.  _________________________________________________ Aprimore o processo de recrutamento e a manutenção de times de TI O recrutamento e a gestão de times de TI demandam uma série de atividades. Por isso, é importante contar com soluções que facilitem esses processos e orientem as empresas para uma atuação mais assertiva, por meio de metodologias validadas pelo mercado e indicadores adequados para suportar as tomadas de decisão. Pensando nessa necessidade, a Escola Superior de Redes desenvolveu a Consultoria Educacional, que oferece estratégias de aprendizagem corporativas elaboradas de acordo com os objetivos e as necessidades de cada empresa. A Consultoria Educacional da ESR ajuda gestores de TI e de RH a otimizar os recursos investidos no desenvolvimento profissional das equipes e gerar resultados estratégicos e alinhados aos objetivos da empresa. Além disso, o serviço direciona as instituições em consonância com o que há de mais atual na capacitação de profissionais no âmbito global para enfrentar os desafios da área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Entre em contato com a ESR para saber mais sobre a Consultoria Educacional em tecnologia da informação!


    10/04/2025
  • sfia 9
    RH

    Nova versão do framework SFIA. Afinal, o que mudou?

    O framework Skills Framework for the Information Age (SFIA) é um modelo global que descreve habilidades profissionais para o mundo digital. Por esse motivo, funciona como um excelente parâmetro para a compreensão das habilidades e atividades desempenhadas nas áreas de TI de organizações públicas ou privadas. Em 2024 ele chegou na versão SFIA 9, já conhece? Na prática, diferentemente de outros frameworks que são prescritivos, o SFIA descreve habilidades, de acordo com os níveis de responsabilidade dos profissionais da área, estruturando conhecimentos em uma visão global há mais de 20 anos. Trata-se, portanto, de um ótimo balizador para apontar as competências profissionais mais relevantes no mundo da tecnologia da informação, porque reflete diretamente o dia a dia das organizações de TI em complexidade e especificidade.  A versão 8, lançada há cerca de dois anos, apresentava 121 descrições de habilidades profissionais em TI (testes, softwares, aplicações, área de redes etc.). Com a constante popularização de novas tecnologias, apresentação de inovações e discussão de conceitos, como sustentabilidade, trabalho remoto e automação, entre outros, o framework passou por uma nova rodada de atualização. Dessa forma, o SFIA, como um agente descritivo das atividades laborais em TI, focou na entrega de uma atualização que contemplasse todas essas nuances.  Você vai descobrir, ao longo deste artigo, as mudanças práticas do tema, baseadas em um recente webinar da Escola Superior de Redes (ESR): “SFIA 9 – A nova versão do framework global de habilidades para o mundo digital”, com Paulo Duque e Guilherme Jardim.  Boa leitura!  Você também pode gostar: Como alavancar a carreira no atual cenário de TI? 3 dicas essenciais!  O que é SFIA e como ele funciona na prática? Lançado oficialmente no ano 2000, por meio de uma metodologia colaborativa da comunidade internacional de TI, o SFIA (em português, Modelo de Habilidades para a Era da Informação) tornou-se uma linguagem comum aceita globalmente para as habilidades e competências relacionadas com o mundo digital.  De acordo com a própria fundação sem fins lucrativos SFIA, o framework contempla diferentes aspectos da área de TI, como: Para isso, a estrutura possui uma base que intersecciona uma série de competências digitais, organizadas em níveis de proficiência – do básico ao avançado –, que combinam também a descrição de habilidades necessárias para uma organização de TI entregar valor ao negócio.  Desde o seu surgimento, o SFIA tem evoluído continuamente para refletir as constantes mudanças no mundo digital e para atender às demandas de habilidades emergentes. Essa característica diferencia o SFIA de outras estruturas, fazendo com que o framework seja aplicado por governos e indivíduos em quase 200 países. Como funciona na prática?  Na prática, o SFIA atua como uma estrutura organizada, que descreve 147 habilidades profissionais em sete níveis de responsabilidade que representam a progressão da autonomia, da influência, da complexidade e de habilidades de negócios de TI de forma coesa, clara e consistente.  Cada um dos níveis é apoiado por atributos genéricos, como colaboração, tomada de decisão e liderança, sendo associado às habilidades profissionais detalhadas no framework e alinhado ao seu nível de responsabilidade correspondente.  A abordagem é integrada e permite uma avaliação e uma combinação de competências técnicas e comportamentais focadas em descrever a atuação geral de um profissional de tecnologia que assegura que as habilidades sejam praticadas de maneira eficaz e direcionadas para as demandas do mundo corporativo. Ou seja, o SFIA é um modelo dividido em categorias e subcategorias, com algumas mais estratégicas, que focam, por exemplo, nos objetivos do negócio, em demonstrar como se trabalha com planejamento estratégico, nos indicadores de desempenho, em processos etc. Outras são relacionadas com a criação e a entrega de serviços que contemplam áreas que criam e implementam soluções do dia a dia para setores do negócio, tais quais desenvolvimento de sistemas, análise de requisitos de negócios, testes, elaboração de banco de dados e tudo que se liga ao avanço do negócio de forma geral, assim como há também categorias voltadas para o crescimento profissional/gestão de pessoas, incluindo temas como planejamento de força de trabalho, avanço profissional e avaliação de desempenho, por exemplo.  O SFIA é um modelo de habilidades e competências em TI completo e dinâmico, assim como o próprio setor.  Você também pode gostar – Futuro do trabalho em TI: quais carreiras da área tendem a crescer? O que mudou no SFIA 9?  De acordo com Paulo Duque e Guilherme Jardim no recente webinar da ESR, o SFIA 9 repercute, de maneira estratégica e inteligente, os novos contornos do mercado de TI. Além de incluir 26 novas habilidades ao seu escopo e conter diversos aprimoramentos, como os fatores comportamentais agora associados aos níveis de responsabilidade, o framework passa a interpretar as áreas de TI como verdadeiras unidades de negócio. Para isso, o modelo apresenta uma visão do setor que vai além da mera gestão de infraestrutura e do desenvolvimento de soluções. Acompanhe algumas dessas mudanças a seguir, todas mencionadas no webinar da ESR (“SFIA 9 – A nova versão do framework global de habilidades para o mundo digital”), ao qual você assiste na íntegra e gratuitamente aqui!   1) Novas habilidades foram implementadas no framework  No intervalo de dois anos entre a versão anterior e a atual, foram descritas 26 novas habilidades no framework, divididas em diversas áreas. Como exemplo está a habilidade associada à inteligência artificial, que conta com uma descrição específica da área. Trata-se de uma nova habilidade chamada “Inteligência artificial e ética de dados”. Ao combinar o tema da inteligência artificial com as preocupações sobre ética de dados, o SFIA se posiciona na vanguarda, detalhando a necessidade de se pensar na evolução da tecnologia sempre acompanhada por reflexões éticas sobre o seu uso e sobre o limite de atuação dos seus algoritmos.   Observa-se, na nova versão, que há uma preocupação do framework com os vieses da IA e com a repercussão dessa inovação no mundo real. 2) A gestão financeira ganhou relevância  A versão 9 do SFIA fortalece o reconhecimento de que uma boa gestão financeira é primordial para a governança das áreas de TI, desenvolvendo e apoiando efetivamente o negócio. Enquanto a versão 8 descrevia apenas uma habilidade direcionada para as finanças, a versão 9 apresenta uma pluralidade delas, expandindo o tema com maior profundidade, conforme as novas habilidades listadas abaixo:  O conceito de TI como unidade de negócio foi aprimorado Com a nova versão SFIA, o entendimento das áreas de TI como unidades de negócio está ainda mais cristalino. Isso porque o framework agora lança o seu olhar para estruturas ainda mais complexas e abrangentes, que compreendem as operações de TI em sua integralidade, preocupadas com o andamento da operação em todas as suas frentes. São exemplos disso as novas habilidades:  Em outras palavras, isso significa dizer que o framework, que nasceu como uma visão essencialmente técnica, segue ampliando o seu escopo de atuação e engloba questões cada vez mais estratégicas. Descubra todas as outras novidades trazidas pela versão 9 do framework SFIA: assista ao webinar da ESR na íntegra e fique por dentro! (É gratuito!) Conclusão O SFIA 9 representa uma evolução significativa no acompanhamento das transformações do setor de TI, ampliando as suas categorias e habilidades, além de representar o dinamismo e a capilaridade típicos de uma área tão ampla quanto a da Tecnologia da Informação.  Quais são as suas apostas para o que ainda está por vir nesse mercado? Esteja preparado para todas elas com o auxílio da Consultoria Educacional da ESR, um serviço exclusivo que utiliza o framework SFIA atualizado para desenvolver estratégias de aprendizagem corporativas, elaboradas de acordo com os objetivos e as necessidades de cada empresa e cada usuário.


    16/01/2025
  • Carreiras de TI
    RH

    Futuro do trabalho em TI: quais carreiras da área tendem a crescer?

    Se você chegou a este conteúdo, provavelmente já se perguntou: “as carreiras de TI ainda valem a pena ou o mercado está saturado?” Para responder a esse questionamento é fundamental ter uma visão holística sobre as estimativas do setor no futuro. Afinal, há espaço para que as especialidades existentes se expandam e para o surgimento de novas modalidades de serviço? A resposta é sim! Além de o tradicional gap entre a formação de profissionais qualificados e a demanda por vagas na área da tecnologia ainda ser uma realidade, as projeções para a TI são otimistas e indicam um crescimento contínuo do segmento nos próximos anos. Entre os motivos para esse cenário positivo estão o estabelecimento de tecnologias emergentes, a necessidade de tornar os negócios mais produtivos, inovadores e competitivos e a lacuna de desenvolvimento na órbita da cibersegurança. De acordo com publicação da Gartner, por exemplo, o gasto global com TI deve alcançar cerca de US$ 5,2 trilhões até o fim de 2024, 6,2% a mais do que o ano anterior. Além disso, a ampliação também é prevista em uma perspectiva regional. O último relatório do IDC sobre investimentos em TI na América Latina indicou um crescimento do setor de 11%, em 2024, e 13%, em 2025, o que equivale, respectivamente, a US$ 81,2 bilhões e US$ 91,8 bilhões. Ou seja, a TI se adapta e evolui tão velozmente quanto as próprias transformações digitais e as tecnologias emergentes. Por isso, buscar o desenvolvimento profissional nesse sentido pode ser bastante interessante.  Neste artigo, vamos continuar essa conversa descobrindo quais são as carreiras de TI com maior chance de crescimento, de acordo com o Fórum Econômico Mundial. Você também pode gostar – Machine learning e inteligência artificial na área de TI: o que esperar do futuro? Quais são as carreiras previstas para o futuro do trabalho? A área de TI está sempre conectada com o desenvolvimento e manejo de tecnologias emergentes. À medida que essas inovações se estabelecem e passam a fazer parte do cotidiano não só corporativo como do usuário, há um reflexo no segmento com excelentes oportunidades para a criação de carreiras especializadas na sua aplicação. A exemplo disso, segundo o mais recente relatório “O Futuro do Trabalho”, do Fórum Econômico Mundial, 9 dos 10 empregos que tendem a ter maior crescimento até 2027 estão conectados diretamente ao domínio da tecnologia e da área de TI.  Os 10 trabalhos com maior potencial de crescimento, segundo o Fórum Econômico Mundial O Futuro do Trabalho – 10 empregos em franco crescimento até 2027 1º – Especialista em IA e aprendizado de máquinas2º – Especialista em sustentabilidade3º – Analista de inteligência de negócios4º – Analista de segurança da informação5º – Engenheiro de fintech6º – Analistas e cientistas de dados7º – Engenharia de robótica8º – Especialista em big data9º – Operador de equipamento agrícola10º – Especialista em transformação digital Em sentido contrário ao superávit de vagas discriminadas anteriormente, algumas outras podem ser prejudicadas no futuro do trabalho, sobretudo por perderem espaço para a implementação de tecnologias especializadas.  O mesmo estudo do Fórum Econômico Mundial previu que o cenário macroeconômico global pode eliminar até 14 milhões de empregos nos próximos cinco anos, com maior defasagem para aqueles que são afetados profundamente pela tecnologia e digitalização. É o caso, por exemplo, de:  Você também pode gostar – Ferramentas de desenvolvimento web: o que utilizar na rotina de TI?  Destas, quais são as carreiras associadas ao setor de TI? Das 10 áreas divulgadas pelo Fórum Econômico Mundial como promissoras por causa do contexto de crescimento da digitalização e do estabelecimento das tecnologias emergentes no mercado, oito estão diretamente associadas ao setor de TI.  Entenda, a seguir, o que cada uma faz e, no final, pegue uma dica para começar a sua especialização.  ____________________________________ Como começar na área de TI? Como vimos, o setor de TI é a base de 8 das 10 profissões com maior estimativa de crescimento para os próximos anos.  Dessa forma, a resposta à pergunta inicial deste artigo, “as carreiras de TI ainda valem a pena ou o mercado está saturado?”, é complementada pela nossa dica final: tal investimento vale a pena, desde que aliado à capacitação contínua. A especialização é responsável por preparar o profissional para assumir cargos e os desafios do setor, distinguindo-o de boa parte dos candidatos despreparados. A Escola Superior de Redes (ESR) é a principal referência em ensino e aprendizagem de TI no Brasil, com cursos nas mais variadas especialidades do setor.  Nos seus 18 anos de atuação, disseminou o conhecimento sobre o setor para 1.100 instituições, com mais de 43 mil alunos capacitados nas diferentes especialidades de TI, como:  Os cursos possuem modalidade presenciais e EaD com aulas ao vivo para melhor atender à realidade de cada aluno.  Acompanhe as turmas da ESR para aprimorar o seu desenvolvimento profissional com quem realmente entende do setor!


    04/07/2024
  • recrutamento de times de TI
    RH

    Guia completo: como realizar o recrutamento de times de TI em 9 passos

    Por suas características singulares, tal qual a possibilidade do trabalho em nuvem, a área de tecnologia da informação (TI) conta com a oportunidade de abertura de vagas não presenciais e de um recrutamento diferenciado, mais flexível e antenado com tecnologias de seleção de pessoal.  Entretanto, mesmo diante dessas possíveis facilidades, o profissional de RH pode encontrar alguns desafios para estruturar processos seletivos que se atualizem tão velozmente quanto a transformação digital, elemento base da TI.  O gerenciamento de lideranças nessa área, sobretudo no modelo de trabalho remoto, a retenção de talentos e a manutenção de baixas taxas de turnover ganham outros contornos. Por exemplo, se, antes, o trabalho presencial permitia que gestores e colaboradores trocassem informações frente a frente, embora isso, de certa forma, limitasse a atuação do colaborador para apenas aquele espaço físico/empresa, agora, a comunicação virtual é o que guia os especialistas, que podem se candidatar a vagas de qualquer lugar do país e do mundo, ampliando a sua demanda e a concorrência por profissionais qualificados.  A exemplo disso, uma pesquisa da Husky, plataforma de transferências internacionais, identificou que o número de trabalhadores brasileiros que preenchem vagas estrangeiras remotamente cresceu 491% entre 2020 e 2022. Essa tendência não é novidade no mercado. Inclusive, em 2018, o IBGE já mensurava 3,8 milhões de cargos de home office ocupados em caráter oficial.  Ou seja, em meio às mudanças nos processos de trabalho e às novas exigências tanto dos colaboradores quanto de empresas e mercado, é necessário que o tech recruiter, além de contratar novos talentos para cargos de TI, desenvolva um planejamento estratégico focado na permanência dos profissionais que entregam resultados. Neste artigo, vamos conversar mais sobre como recrutar e manter profissionais de TI com base nessa nova configuração laboral. Continue conosco.  ❗ Leia também: O home office acabou? Saiba como gerenciar a flexibilidade de trabalho na tecnologia  O cenário do mercado de TI em 2024 Há bastante tempo, se fala na importância de um desenvolvimento de carreira integral, que unifique competências de hard e soft skills. Para o mercado de trabalho de tecnologia da informação, essa demanda faz ainda mais sentido, uma vez que os profissionais do segmento lidam com situações complexas e bastante desafiadoras.  Por ser um mercado em constante expansão, os profissionais de TI precisam se adaptar a ele de maneira contínua e explorar outras habilidades, como inteligência emocional e participação em projetos em equipe. Mesmo com tais singularidades, a TI se destaca por oferecer um leque de oportunidades de atuação e pela remuneração.  A exemplo disso, o relatório do International Data Corporation (IDC), lançado recentemente, responsável por analisar o panorama da área para 2024, estima que a indústria de TI cresça 12% de maneira geral no Brasil e 9% nos estados ao longo do ano. Para o mesmo período, o guia da Robert Half ainda identifica uma média salarial de R$ 21.900,00 para desenvolvedores e de R$ 12.000,00 iniciais para um especialista cloud.  Assim, a perspectiva positiva do cenário, o surgimento de novas tecnologias e a sistematização de outras, como automação, machine learning e IA, influenciam diretamente a alta demanda por profissionais qualificados, da mesma forma que aumentam o interesse de pessoas pelas carreiras em TI.  Recrutar talentos nesse contexto exige um olhar atento do setor de RH, que deve estabelecer, em mutualidade, os requisitos para o preenchimento das suas vagas, de acordo com o que é de interesse da empresa e do colaborador.  As profissões que devem liderar contratações na área tech em 2024 De acordo com o índice da Robert Ralf, os profissionais de tecnologia mais buscados em 2024 serão:  Já em relação às perspectivas de remuneração, o índice prevê para o ano: Já para a Forbes Brasil, as profissões da área tech mais visadas por empregadores atualmente são:  ❗Leia também: O que você precisa para se especializar em linguagem de programação? Habilidades as quais um gestor de RH deve se atentar para recrutar times de TI Para recrutar times de TI presenciais ou remotos, ter conhecimento sobre as especificidades desse mercado e das suas estruturas é indispensável. Pode ser interessante para o gestor de RH realizar uma combinação de know-how em gestão de pessoas com o acompanhamento das tendências do futuro do trabalho, sobretudo naquilo que impacta o setor – tecnologia, desejo dos colaboradores, anseios da indústria e do consumo etc. Nesse contexto, para amplificar o potencial das equipes de trabalho de TI, o gestor de RH precisa compreender a fundo quais são as exigências do cargo que será preenchido, para que identifique as habilidades que busca, assim como pode passar à liderança dessas empresas informações sobre as condições de trabalho esperadas pelos candidatos de maneira geral. O ideal é que os recrutamentos consigam encontrar um ponto de equilíbrio entre essas duas demandas.  Desenvolver processos de seleção que priorizem um mindset voltado para o aprendizado contínuo, por exemplo, pode auxiliar que os novos times de TI estejam dispostos a se capacitar mesmo depois de sua efetivação. Além dessa orientação, elencamos algumas competências que devem ser avaliadas pelos gestores de RH no preenchimento de vagas tech.  1) Interesse por inteligência artificial e aprendizado de máquina  Tanto a inteligência artificial quanto o aprendizado de máquina (machine learning em inglês) são realidades no mercado. Embora os usuários, recentemente, estejam aprendendo a lidar com essas tecnologias e a identificá-las no seu dia a dia de forma mais consciente, elas não são novas.  Dessa forma, é indicado que os profissionais de TI tenham alguma compreensão da IA, do aprendizado de máquina e de algoritmos por trás das suas ferramentas e aplicações ou interesse por esses assuntos.  Algumas especializações que podem ser interessantes e criar um diferencial: Tais competências contribuem para que o profissional consiga propor melhorias nos processos da empresa e oferecer um produto voltado para a satisfação da experiência do cliente. 2) Programação  A programação é relevante para qualquer área que o profissional queira seguir na TI. Aprender a fundo, pelo menos, uma das linguagens utilizadas na programação é um requisito importante para um profissional desse setor.  Leia também: O que você precisa saber para se especializar em linguagem de programação?  3) Interesse por big data  Há muito se diz que “dados são o novo petróleo”. Por isso, é necessário que o profissional de TI, guardadas as características da área em que vai atuar, tenha conhecimento de ferramentas de análise de dados e suas rotinas.  4) Facilidade para atuar em modelos de trabalho colaborativos  A capacidade de trabalhar em equipe e colaborar com os colegas é fundamental em qualquer setor. À medida que as empresas se dedicam a projetos mais complexos e, agora, com bastante incidência, ao modelo remoto, a coparticipação eficaz se torna ainda mais importante.  Aqui, claro, o desenvolvimento de um ambiente que propicie essa dinâmica é indispensável e de responsabilidade dos líderes das equipes e dos gestores de RH.  5) Habilidade em comunicação  Em 2024, entre as soft skills desejadas para um profissional de TI, sobretudo aquele que atuará em modelo remoto, está a habilidade de comunicação. Nesse contexto, significa explicar conceitos complexos de maneira objetiva, clara e que não deixe dúvidas.  Além disso, é necessário ter facilidade com a capacidade de diálogo fluido entre as diferentes áreas e níveis hierárquicos ou desenvolvê-la, bem como conseguir usar a comunicação para compreender as necessidades de cada cliente, atentando-se, inclusive, para os quesitos de acessibilidade digital.  A comunicação reflete diretamente na experiência do cliente e, por isso, é uma habilidade tão cara aos novos profissionais de TI.  6) Gosto por aprendizagem contínua Se antes da era da informação e da geração ininterrupta de dados o aprendizado contínuo já era importante, imagine agora.  Como dissemos, uma das características que se deseja para um profissional de TI, em 2024, é que ele volte seu mindset para a metodologia do aprendizado contínuo e, dentro disso, saiba como criar a sua trilha de conhecimentos de forma estratégica.  Para o gestor de RH, há a responsabilidade de incentivar a equipe a adotar essa metodologia, seja pela condução de ciclos de capacitação, parceria com empresas de treinamentos e cursos, seja por meio de eventos que promovam networking e troca de conhecimento. Em outras palavras, colaboradores e RH precisam ser aprendizes contínuos.  7) Busca por certificações  No mercado de tecnologia da informação, as certificações são capazes de atestar se um candidato à vaga detém uma série de requisitos básicos para a função que vai desempenhar. Assim, é interessante que o profissional se dedique a conquistá-las, sabendo quais são as melhores para cada objetivo de carreira e que o gestor de RH saiba quais solicitar para cada plano de trabalho.  8) Estar por dentro da cibersegurança O investimento em cibersegurança é uma das principais preocupações das empresas atuais. Afinal, as ameaças e os crimes virtuais têm se sofisticado com muita velocidade. Por isso, o interesse por funções, ferramentas, metodologias e plataformas de segurança, aplicações, nuvem, servidores pode ser um diferencial na hora da contratação.  Algumas áreas, inclusive, chamam atenção, como: É importante destacar que essas 9 habilidades podem sofrer alterações, de acordo com a área da vaga e a realidade da empresa. Por ser um campo de conhecimento muito extenso, torna-se inviável demandar que um candidato detenha saberes em todas elas.  Por isso, acima de tudo, é essencial que o gestor de RH saiba adaptar o que o mercado empregador busca de maneira geral em TI e o que é realmente importante avaliar para o preenchimento do cargo específico da empresa.  Há uma maneira adequada de fazer o recrutamento de times de TI? A área de TI é marcada pela demanda constante de colaboradores em atividade e também pela rotatividade. Logo, ter um plano de recrutamento atualizado é um desafio diário, sobretudo em empresas que não contam com setores responsáveis por isso, como RH e gestão de pessoas.  Apesar de complexo, existem passos básicos que podem ajudar a orientar esse processo dentro da organização. Quando há um setor de RH bem estruturado, é importante que ele converse com os funcionários já alocados em TI para compreender as especificidades de cada cargo e qual é a contribuição das vagas para o propósito da empresa. Isso contribui para uma busca mais assertiva de profissionais.  Além de tudo, existem outras formas de conhecer e atestar o perfil de um candidato, como:  E a contrapartida do RH? Da mesma forma que a empresa busca candidatos, precisa encantá-los com as oportunidades contidas nas vagas.  O trabalhador do mercado atual prioriza a experiência e a possibilidade de desenvolvimento de carreira. Assim, é interessante pontuar, com a liderança da empresa, a necessidade de investimento em condições de trabalho voltadas para o aprendizado, a horizontalidade de lideranças e a valorização da participação dos colaboradores.  Veja algumas ações que podem tornar o recrutamento mais interessante aos olhos dos candidatos: 1) Solicite investimento em tecnologia à liderança da empresa Explique aos líderes a necessidade de garantir equipamentos modernos e eficientes para os profissionais de TI.  Visto que é uma área com DNA inovador, poder utilizar ferramentas e tecnologias emergentes, com alto valor agregado, representa um dos principais estímulos para os profissionais de TI permanecerem nas empresas.  A ação não apenas otimiza a produtividade como também demonstra o comprometimento da empresa com o sucesso de suas equipes. 2) Transparência é elemento-chave  As vagas de trabalho em TI dependem, sobretudo, de uma relação de confiança entre gestores de RH e colaboradores. Para tanto, ter transparência nos escopos de trabalho e projetos, no acompanhamento de indicadores internos e de produtividade, além de na comunicação, é o que vai garantir o sucesso dessa vaga.  Estabeleça uma relação próxima com os funcionários, com encontros periódicos para alinhar as expectativas do contratado e da contratante, além do entendimento fiel do propósito da empresa.  Essas são algumas perguntas que podem orientar o RH na construção de um vínculo transparente e objetivo com o trabalhador de TI. 3) Considere a flexibilização da modalidade e do horário de trabalho Pelas características que mencionamos no início deste artigo, a área de TI pode ser flexível, seja em relação às modalidades de trabalho (presencial, remoto ou híbrido), seja no quesito carga horária.  Estude as possibilidades de tornar a vaga ainda mais atrativa, ao contar com vantagens que levem em consideração as diferentes necessidades de cada indivíduo. Inclusive, de acordo  em uma pesquisa do PageGroup, 75% dos profissionais participantes consideraram o trabalho híbrido o modelo preferido na escala da flexibilidade Alinhe a possibilidade e o interesse dos candidatos, destacando quais desses critérios é cabível adotar no processo de seleção de novos talentos de TI.  4) Gerencie a equipe com o auxílio da tecnologia Ao possibilitar o ingresso de colaboradores por meio do trabalho remoto, há a associação automática de demanda por ferramentas tecnológicas para a gestão dessas vagas. Existem inúmeras plataformas de gerenciamento de projetos, como Kanban, Runrun.it e Trello, bem como para a conferência de horas trabalhadas, a exemplo do ponto digital. Escolha aquela que melhor se adapta às necessidades da sua empresa, faça um treinamento da ferramenta com os colaboradores e estabeleça um tempo de teste inicial da tecnologia.  Com ela integralmente implementada, gerencie os projetos de forma metódica e processual, se atendo aos comandos das plataformas; é necessário centralizar a gestão de conhecimento e os arquivos de aprendizagem dos projetos. Por isso, utilize as ferramentas com o auxílio de processos bem definidos para que nada se perca.  Alguns exemplos de programas de gerenciamento de projetos e organização de times de TI remotos:  1) Trello2) Asana3) ClickUP4) Runrun.it5) Monday.com6) Jira Software7) Wrike 5) Destaque os benefícios disponibilizados pela empresa Detalhe os benefícios que vão além da remuneração. Planos de saúde diferenciados, descontos em academias, programas de bem-estar e outros incentivos podem ser mencionados como parte de um pacote atrativo para os candidatos. 6) Estruture um plano de capacitação O desenvolvimento contínuo dos profissionais de TI é essencial para a produtividade das empresas e também uma demanda dos próprios colaboradores. Por isso, para um recrutamento mais estratégico, estruture previamente planos de capacitação e desenvolvimento de carreira para cada cargo aberto, com materiais, parcerias, descontos em certificações etc. Depois disso, comunique a existência dessa ação para os candidatos como forma de incentivá-los a participar de todas as etapas do processo seletivo. Por fim, coloque em prática essa ação!  Nessa dinâmica, capacitação, workshops e cursos específicos podem ser oferecidos, demonstrando a valorização do crescimento profissional dentro da empresa. 7) Colha feedbacks e tenha um canal de comunicação ativo Saliente que a empresa está aberta à comunicação bidirecional. Além de fornecer um canal para feedbacks, explique como a corporação valoriza a opinião dos colaboradores e como esse processo contribui para melhorias contínuas no ambiente de trabalho. Isso pode ser estruturado, por exemplo, por meio de ouvidorias anônimas para casos de sugestão de melhorias, de críticas ou denúncias e para casos de dicas ou insights que reflitam na otimização de resultados para as empresas, bonificações salariais ou dias de folga. Há inúmeras formas de fortalecer o processo de comunicação entre a empresa e o colaborador e incentivar a participação dele nos projetos do negócio.  8) Saiba o que os profissionais da área desejam Compreender as expectativas dos profissionais de TI é essencial para saber como recrutar talentos! Realize pesquisas internas e entrevistas exploratórias para identificar as necessidades específicas das equipes de TI, separando os elementos encontrados por área de atuação.  Entender os desafios, as preocupações, os focos e os desejos dessas personas contribuirá para um processo seletivo mais atrativo e compatível com o mercado. Além disso, essa é uma ótima oportunidade para coletar argumentos de barganha com a liderança da empresa. Com informações e dados reais sobre o que os colaboradores esperam das suas funções, pode ser mais simples solicitar mudanças aos líderes do empreendimento.  9) Desenvolva um processo seletivo transparente e claro O processo seletivo deve fornecer informações detalhadas sobre as etapas, as expectativas e os critérios de avaliação. Isso inclui a divulgação clara das responsabilidades do cargo, de requisitos específicos e a explicação dos passos do processo, desde a aplicação até a contratação.  A transparência nesse contexto atrai candidatos mais alinhados à cultura organizacional da empresa, além de criar uma impressão positiva sobre a postura da companhia, destacando o compromisso com a comunicação aberta e justa. Se for o caso, teste as etapas antes de lançá-las, para evitar erros e possíveis recursos.  _________________________________________________ Aprimore o processo de recrutamento e a manutenção de times de TI O recrutamento e a gestão de times de TI demandam uma série de atividades. Por isso, é importante contar com soluções que facilitem esses processos e orientem as empresas para uma atuação mais assertiva, por meio de metodologias validadas pelo mercado e indicadores adequados para suportar as tomadas de decisão. Pensando nessa necessidade, a Escola Superior de Redes desenvolveu a Consultoria Educacional, que oferece estratégias de aprendizagem corporativas elaboradas de acordo com os objetivos e as necessidades de cada empresa. A Consultoria Educacional da ESR ajuda gestores de TI e de RH a otimizar os recursos investidos no desenvolvimento profissional das equipes e gerar resultados estratégicos e alinhados com os objetivos da empresa. Além disso, o serviço direciona as instituições em consonância com o que há de mais atual na capacitação de profissionais no âmbito global para enfrentar os desafios da área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Entre em contato com a ESR para saber mais sobre a Consultoria Educacional em tecnologia da informação!


    14/06/2024
  • Tendências em RH e recrutamento na tecnologia
    RH

    Como acompanhar as tendências de RH e recrutamento em tecnologia?

    Os setores de RH e gestão de pessoas estão em constante transformação, sobretudo por causa da evolução da tecnologia.  Nesse universo, encontram-se, por exemplo, o desenvolvimento das RH techs e das soluções de otimização para processos seletivos, as novas formas de gestão digital de ponto e de gerenciamento de carreiras e a possibilidade de cargos híbridos e remotos, além da crescente demanda por experiências significativas de trabalho. Ou seja, o RH/GP atua em um campo complexo e que está sempre em movimento. Nesse sentido, acompanhar as tendências de RH, recrutamento e seleção em tecnologia ou em qualquer setor passa a ser imprescindível.  Afinal, posicionar uma empresa à frente das mudanças no contexto da “contratação” é observar como o RH do presente se estabelece, considerando também o que está por vir e identificando os anseios de dois pólos distintos – empresas e colaboradores.  Neste artigo, vamos abordar algumas dicas para que você fique por dentro das novidades da área de RH para TI. Boa leitura.   Você também pode gostar: Como preparar líderes de TI para o cenário de trabalho do futuro   7 tendências de RH e recrutamento em tecnologia para 2024 Antes de explorarmos as sugestões de como acompanhar as tendências em RH e recrutamento em tecnologia, é fundamental mencionarmos aquelas que já foram pautadas até então. A inteligência artificial e a automação de processos, por exemplo, são apostas muito presentes no meio corporativo, sobre as quais recaem expectativas de otimização das fases de um processo seletivo.  Vamos abordar o tema e outras inovações com mais detalhes, a seguir. 1) Desenvolvimento contínuo da inteligência artificial A inteligência artificial (IA) será um ponto central nas seleções, impulsionando a automação de várias etapas do processo.  Com avanços constantes, espera-se uma ferramenta cada vez mais sofisticada, capaz de acelerar a leitura de informações desejadas nos currículos, bem como agrupar dados para identificar a potencialidade de fit cultural com as empresas.  Isso facilita o estudo detalhado do candidato e permite uma análise eficiente das suas qualificações e da compatibilidade com a cultura organizacional. Claro que, para isso, é necessário garantir que o banco de dados que servirá de aprendizado de máquina para essa tecnologia não contenha vieses discriminatórios, antiéticos e de exclusão. Fica evidente que a sedimentação da IA como solução de recrutamento também inaugura uma série de discussões sobre as suas aplicações em relação à diversidade e inclusão.  2) Fortalecimento de processos seletivos que levem em conta a diversidade, equidade e inclusão (DE&I) De modo geral, uma tendência que tem se popularizado entre as empresas dos mais variados segmentos e que se associa à dica anterior refere-se ao fortalecimento de processos seletivos que priorizam a diversidade, equidade e inclusão (DE&I).  As organizações estão reconhecendo a importância de promover ambientes de trabalho inclusivos e representativos, nos quais a diversidade é valorizada e as oportunidades são acessíveis a todos, independentemente de origem, idade, gênero, orientação sexual, etnia, deficiência física etc. > Inclusive esse tema já foi assunto no nosso blog, por aqui!  Integrar práticas DE&I nos processos seletivos promove a justiça social, além de enriquecer a equipe com diferentes perspectivas e experiências, impulsionando a inovação, a construção de soluções efetivas e o sucesso organizacional.  3) Realidade virtual e realidade aumentada como ferramentas do futuro  A utilização da realidade virtual (RV) e aumentada (RA) promete revolucionar a forma como as vagas serão apresentadas aos candidatos, tornando a experiência mais imersiva e atrativa. Além disso, essas tecnologias podem garantir que a avaliação das habilidades dos candidatos seja mais palpável, por exemplo, nas etapas da seleção que solicitam o desenvolvimento de projetos.  Assim, os recrutadores poderão ter uma visão mais detalhada da capacidade e das habilidades do candidato. 4) Processos seletivos realizados de forma remota  A pandemia acelerou a adoção de processos seletivos remotos, tornando-os uma prática comum e eficiente. Essa atividade tende a continuar crescendo, visto que oferece mais flexibilidade tanto para os recrutadores quanto para os candidatos. Nesse cenário, o alcance geográfico das seleções também é otimizado, aspecto bastante interessante para TI, um setor que se beneficia da oportunidade de se trabalhar com profissionais de regiões distintas.  5) Gamificação  A incorporação de elementos de jogos nos processos seletivos – conhecida como gamificação – também segue como uma aposta do mercado. Essa abordagem torna o processo mais envolvente para os candidatos e permite avaliar as suas habilidades de forma mais dinâmica. Entretanto, é importante observar que gamificar uma seleção não significa torná-la menos complexa. Os jogos podem ser adaptados a cada cargo, evidenciando as características que serão necessárias em determinada função.  6) Processos seletivos mais ágeis e eficientes  Uma vez que o avanço da tecnologia permite uma análise rápida e abrangente das características ideais de um candidato para determinada vaga, estima-se que os recrutamentos possam ser mais ágeis e práticos.  Condensar etapas, por exemplo, é uma alternativa para criar uma experiência de processo seletivo mais eficiente, tanto para os recrutadores quanto para os candidatos. 7) Experiência de recrutamento Outro ponto crucial nas tendências de RH e recrutamento em tecnologia encontra-se na priorização da experiência do processo seletivo. Isso implica a manutenção de um canal de comunicação aberto com o candidato, o fornecimento de feedbacks transparentes a cada etapa e o compromisso de manter os participantes informados sobre o progresso das suas candidaturas, entre outras práticas.  Além de atrair os melhores talentos, essa abordagem contribui para a construção de uma imagem positiva da empresa no mercado de TI. As dicas mencionadas anteriormente representam uma visão abrangente das inovações em recrutamento e seleção na área de TI. Entretanto, é válido salientarmos que elas estão em contínuo estado de atualização.  Portanto, é essencial criar métodos para acompanhar as tendências, adaptando-as à realidade da sua empresa e negócio.  Você também pode gostar: O home office acabou? Saiba como gerenciar a flexibilidade de trabalho na tecnologia  4 dicas para acompanhar tendências  1) Seja ativo e construa uma rede de networking no LinkedIn O LinkedIn representa uma ótima fonte de conteúdo corporativo, com inúmeros posts e artigos de especialistas, tanto de RH quanto de TI, sobre o mercado e o recrutamento em si. Por isso é essencial ter um perfil ativo e preenchido na plataforma, sendo vantajoso estender essa boa prática, inclusive, para a própria empresa.  Essa dica proporciona oportunidades de networking com líderes do setor e oferece acesso a informações relevantes que estão sendo aplicadas em outros negócios e países. 2) Acompanhe grandes referências na gestão de pessoas Esteja atento aos conteúdos produzidos por instituições renomadas, como a Society for Human Resource Management, o TNLT, a Harvard Business Review, o HR Trend Institute e a revista Exame. Esses são exemplos reconhecidos por sua área de atuação, pela inovação em gestão de pessoas e por fornecer insights credíveis sobre o campo de gestão de pessoas e recrutamento. 3) Estimule o diálogo com a sua equipe de RH Não subestime o potencial do seu time de RH como uma fonte de ideias e perspectivas significativas para a realidade da empresa. Cada colaborador pode contribuir com sugestões únicas, além de experiências que enriquecem a discussão sobre como inovar nos processos seletivos.  Crie um ambiente que incentive a troca de ideias e ações, no qual todos se sintam à vontade para opinar. O resultado dessa metodologia é o desenvolvimento de um processo seletivo verdadeiramente diferenciado, além de alinhado com as necessidades da empresa. 4) Acompanhe os conteúdos da Escola Superior de Redes (ESR)  Com mais de 18 anos de mercado, a ESR é referência no aprendizado teórico e prático para as diversas especialidades de TI.  Por aqui, produzimos conteúdos contínuos sobre o setor, para que os profissionais e interessados na área possam se atualizar e conferir o que é destaque pelo mundo em TI.  Além disso, as nossas soluções compreendem desde cursos e treinamentos em TI até a Consultoria Educacional, que ajuda gestores de TI e de RH a otimizarem os recursos investidos no desenvolvimento profissional das suas equipes de trabalho.  O objetivo desse serviço é oferecer soluções às empresas que lidam com setores de TI para que elas gerem resultados cada vez mais assertivos e alinhados aos objetivos da organização.  Quer saber como a Consultoria Educacional ocorre na prática e pode potencializar os seus times de TI e RH? Continue essa conversa com um dos nossos especialistas!


    06/06/2024
  • Diversidade e inclusão em TI
    RH

    Diversidade e inclusão em TI: qual a importância de discutir essas pautas antes da seleção de seu próximo time?

    A tecnologia da informação (TI) possui diversas características que a singularizam no mercado, por exemplo, o fato de representar um dos setores que, antes mesmo dos efeitos da pandemia de Covid-19, já acreditavam na possibilidade de postos de trabalho executados por um profissional de qualquer lugar do mundo (o anywhere office)!  Entretanto, se, de um lado, o segmento é tão disruptivo que aposta em avanços digitais que permitem que todo o globo tenha experiências cada vez mais transformadoras, de outro, ainda mantém rígidas algumas estruturas que desaceleram a inovação. É o caso da baixa diversidade e inclusão na oferta de vagas da área.  A exemplo disso, uma pesquisa do Google, realizada em 2023, em parceria com a Associação Brasileira de Startups (ABS), indicou que, em uma escala de 1 a 5, o mercado brasileiro de tecnologia registra uma nota média de apenas 2,6 em relação à diversidade.  Na prática, isso significa dizer que 50% dos entrevistados consideram o setor totalmente ou muito homogêneo, enquanto apenas 15% o identificam como muito diverso. O relatório analisou ainda que mais de 50% das startups estudadas observam o mercado atual de TI como excludente para as mulheres e para as pessoas negras. Quando o recorte de observação se volta para as pessoas com deficiência (PCD), os números são ainda mais preocupantes. Segundo a Pesquisa Catho PCD (2023), 43% das pessoas com algum tipo de deficiência entrevistadas estão desempregadas ou procurando um novo emprego e afirmam que o principal desafio do mercado para esse perfil é a falta de oportunidade de trabalho.  Além disso, a pesquisa Cenário das Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho Brasileiro, conduzida pela Mais Diversidade, registrou que o contexto também é dificultado pela falta de conscientização e conhecimento das pessoas sem deficiência. De acordo com o documento, 60% da alta liderança sem deficiência e que participou do estudo desconhece ou não sabe opinar se a empresa possui planos de desenvolvimento para as PCD. Tantos obstáculos para os grupos minoritários, como o de mulheres, negros, Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros, Queer, Intersexuais, Assexuais e outras identidades sexuais (LGBTQIA+), PCD (pessoas com deficiência), entre outros, afastam uma boa parcela de profissionais da área, além de contribuir com o já conhecido déficit de “oferta e demanda em TI”.  Sobre esse aspecto, inclusive, o Google destaca que o Brasil terá uma carência de 530 mil profissionais da área até 2025, algo impulsionado também pelas restrições impostas às minorias e pelo pouco interesse das empresas na contratação de pessoas que residem em locais distantes dos grandes centros comerciais do país.  Ou seja, está na hora de as organizações e os departamentos de RH focados em seleção de TI considerarem o desenvolvimento/investimento em programas estratégicos de Diversidade, Equidade e Inclusão (DE&I) que sejam comprometidos com a ética, com o papel social de cada nicho de mercado e com a própria manutenção do segmento. Neste artigo, vamos dar dicas para você colocar isso em prática antes da próxima contratação de time de sua empresa. Continue conosco. ❗ Leia também: O home office acabou? Saiba como gerenciar a flexibilidade de trabalho na tecnologia  Por que investir em diversidade e inclusão é importante para a área de TI? Segundo um levantamento realizado pelo Great Place to Work, times realmente diversos têm mais chances de tomar decisões assertivas e de desenvolver soluções e processos mais inovadores que, de fato, resolvam problemas práticos.  Em um trecho do artigo, a iniciativa destaca que “quando os funcionários se sentem desconfortáveis em compartilhar detalhes pessoais, como orientação sexual ou deficiência, as empresas observam uma queda nos níveis de confiança, orgulho e camaradagem dos funcionários – elementos essenciais para uma gestão eficaz e para a inovação no trabalho”. Quando analisamos o setor de TI, que, originalmente, respira inovação e depende desse fator, apostar em diversidade e inclusão é também aumentar o potencial das soluções que esse profissional pode oferecer e de sua capacidade de driblar os desafios do mercado ou da sociedade.  Por meio do olhar de uma equipe diversa, as soluções passam a ser tão abrangentes quanto seus desenvolvedores, chegando cada vez mais complexas, plurais e acessíveis aos usuários.  Por isso, processos seletivos que tenham como base medidas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DE&I) se traduzem em muitas vantagens para as organizações: Em resumo, existem inúmeros motivos para investir em equipes diversas. A seguir, vamos elencar 4 dicas para você fazer isso.  ❗ Leia também – Estratégia de inovação: por que a ousadia é importante no ambiente corporativo? Como desenvolver um processo seletivo mais diverso e inclusivo em 4 passos?  1) Conheça a história do setor Embora o setor de TI possua um estereótipo atualmente, o primeiro algoritmo com foco em processamento por meio de máquinas foi desenvolvido por uma mulher, Ada Lovelace, ainda no século XIX.  Posteriormente, no século seguinte, as mulheres estiveram em outra frente de atuação na área, como líderes dos estudos de computação humana, tal qual é observado no filme Estrelas além do tempo. Somente a partir da década de 1960 é que elas passaram a ser excluídas do processo de elaboração de conhecimento em tecnologia, comprovando que o perfil de mercado contemporâneo faz parte de uma construção histórica que marginaliza grupos minoritários. Como resultado dessa prática, a lacuna de profissionais diversos em TI se faz presente até os dias de hoje. Nesse sentido, reconhecer o recorte histórico pode ser relevante para que você e o departamento de RH estruturem meios de selecionar talentos realmente diversos e com propósito.   Elabore processos seletivos específicos para grupos minoritários Além de entender a importância de se criarem processos seletivos inclusivos, é essencial elaborar estratégias específicas para grupos minoritários. Isso envolve a revisão cuidadosa de requisitos e critérios de seleção, a fim de garantir que não haja barreiras injustas ou exclusões desarrazoadas. Além disso, considere a implementação de entrevistas estruturadas e avaliações de desempenho que permitam analisar as habilidades necessárias de maneira equitativa e objetiva, minimizando vieses inconscientes. A transparência durante o processo seletivo é um elemento crucial para que ele dê certo. Informe os candidatos, claramente, sobre a política de diversidade da empresa e demonstre o compromisso em promover um ambiente de trabalho inclusivo.  3) Forme parcerias com iniciativas que proporcionem o ensino e a aprendizagem em TI para grupos diversos Investir em parcerias com organizações e iniciativas que visam à educação em TI para grupos diversos é uma estratégia eficaz para ampliar a base de talentos do setor.  Algumas atividades específicas podem refletir essa prática, como o apoio a programas educacionais, workshops, bolsas de estudo ou mentorias direcionadas para mulheres, pessoas de minorias étnicas, LGBTQIA+ e outras comunidades sub-representadas.  Ao fornecer recursos e suporte, as empresas contribuem ativamente para a formação de profissionais diversos, aumentando as oportunidades de recrutamento. Essa medida também colabora para minimizar o cenário de déficit mencionado anteriormente.   4) Assegure que a empresa possua processos internos inclusivos e que o dia a dia depois da seleção seja acolhedor para os grupos minoritários Não basta apenas recrutar talentos diversos, é fundamental garantir que a empresa possua uma cultura inclusiva.  Para que a organização seja, de fato, inclusiva, sua gestão precisa implementar políticas internas que promovam a igualdade de oportunidades, o respeito à diversidade e a tolerância zero para a discriminação. O RH é um dos principais responsáveis por viabilizar esse processo.   Pense na criação de programas de sensibilização e treinamentos para todos os funcionários, com destaque para a importância da diversidade e da inclusão. Assegure que o ambiente de trabalho seja acolhedor e promova a sensação de pertencimento para todos os colaboradores.  A diversidade deve ser celebrada e incorporada ao tecido cultural da empresa, desde os processos de recrutamento até o dia a dia no escritório. Por isso, considere a realização de programas de mentoria e espaços para discussões abertas sobre diversidade.  _________________________________________________ Aprimore o processo de recrutamento e manutenção de times diversos em TI O recrutamento e a gestão de times diversos em TI demandam uma série de atividades e planejamentos. Por isso, é importante contar com soluções que facilitem esses processos e orientem as empresas para uma atuação mais assertiva, por meio de metodologias validadas pelo mercado, além de indicadores adequados para suportar as tomadas de decisão. Pensando nessa necessidade, a Escola Superior de Redes desenvolveu a Consultoria Educacional, serviço que oferece estratégias de aprendizagem corporativas elaboradas de acordo com os objetivos e as necessidades de cada empresa, inclusive os relacionados com a diversidade e inclusão.  A Consultoria Educacional da ESR ajuda gestores de TI e de RH a otimizar os recursos investidos no desenvolvimento profissional das equipes e gerar resultados estratégicos e alinhados com os objetivos da empresa. Além disso, o serviço direciona as instituições em consonância com o que há de mais atual na capacitação de profissionais no âmbito global para enfrentar os desafios da área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Entre em contato com a ESR para saber mais sobre a Consultoria Educacional em tecnologia da informação!


    19/04/2024
  • Preparar líderes de TI do futuro
    RH

    Como preparar líderes de TI para o cenário de trabalho do futuro

    A retenção de talentos é um dos principais desafios das empresas de tecnologia da informação atualmente.  Em um universo com alta demanda e pouca oferta de qualificação profissional, setores de RH precisam se reinventar e reavaliar as vagas corporativas, os processos seletivos e o dia a dia dos negócios, em uma tentativa de torná-los mais atrativos para o perfil do candidato desejado.  O campo de trabalho tem se transformado com agilidade, principalmente em decorrência dos avanços digitais dos últimos anos. O que já era tendência, como a descentralização de decisões, a horizontalidade no gerenciamento de equipes e a oferta de cargos mais humanizados, se materializou e passou a ser um fator de diferenciação entre empresas orientadas para o futuro e àquelas com padrões tradicionais de gestão de pessoas. Nesse contexto, o time de RH assume um papel de destaque – o de compreender os novos contornos da relação “ser humano × ser profissional” para não só encontrar talentos, como desenvolvê-los continuamente.  A seguir, separamos algumas dicas para que gestores de RH criem um plano de carreiras focado no preparo de líderes de TI para o futuro. Acompanhe! ❗ Leia também: As habilidades mais valorizadas no mercado de trabalho de tecnologia da informação Os novos contornos das relações de trabalho Os setores de RH estão imersos em uma nova dinâmica de trabalho. Além dos candidatos estarem mais exigentes, priorizando vagas capazes de oferecer experiência e oportunidades de desenvolvimento, há gerações distintas aptas a preencher os cargos disponíveis.  Dessa forma, as empresas precisam saber lidar com as visões de mundo geracionais diferentes, com as transformações digitais, a implementação de tecnologia e as demandas por cargos mais dinâmicos e flexíveis.  Da mesma forma, os profissionais, principalmente os que desejam ser líderes, precisam desenvolver habilidades que contemplem a inovação, a adaptação e a disposição para a descentralização de atividades.  A nova dinâmica prioriza o fator “colaboração” entre candidatos e empresas, passando o trabalho a ser visto como um caminho para otimizar não só o negócio como as carreiras dos colaboradores.  Além disso, segundo um relatório da consultoria global PageGroup, as características apontadas como essenciais para a liderança corporativa nesse cenário e que ditam quais serão as empresas que conseguirão se adaptar aos próximos anos, são as relacionadas com a sustentabilidade, transformação digital e inclusão social. Em outras palavras, para preparar líderes de TI para os próximos anos, empresas e profissionais devem compreender esse contexto, que demanda uma cultura de inovação e um espaço para a capacitação e autonomia dos envolvidos nos processos do negócio.  Nove dicas para preparar líderes de TI  Abaixo você confere algumas sugestões de ações práticas que podem refletir em uma preparação estratégica de novos líderes de TI. Adapte-as à sua realidade e às exigências do seu negócio. 1) Oportunize a capacitação e o desenvolvimento de carreira para o time de TI Como dissemos anteriormente, empresa e candidato possuem uma relação interdependente. Por isso, é essencial, na formação de líderes, que os negócios estejam dispostos a elaborar onboardings estratégicos com treinamentos e certificações para o time de TI.  Certifique-se de garantir as condições necessárias para que os profissionais possam se capacitar e compartilhar o conhecimento adquirido.  Incentive o desenvolvimento de carreira e ofereça benefícios para os colaboradores que mais aderirem a essa proposta.  Nesse contexto, viabilize um bom método, com procedimentos estruturados e indicadores adequados para avaliar o andamento desse plano de ação. Se não, ele será apenas uma ideia! 2) Invista em tecnologia de infraestrutura e tecnologia para o gerenciamento das equipes de TI Desenvolver líderes também envolve reunir/disponibilizar ferramentas para que os profissionais possam executar suas tarefas. Exigir que um colaborador tenha ideias fora da caixa e se destaque no gerenciamento dos demais colegas sem acesso a recursos importantes para a área é uma tarefa complexa e, muitas vezes, frustrante.  Nesse sentido, investir em tecnologia para que o setor de TI opere com alta performance e para assegurar que a equipe seja bem gerenciada, presencialmente ou de maneira remota, pode ser interessante para os negócios. 3) Disponibilize feedbacks continuamente O feedback contínuo é uma peça fundamental na formação de líderes de TI. Isso porque o retorno construtivo prepara gradualmente os profissionais para assumirem qualquer cargo nas empresas.  Quando bem implementados, os feedbacks funcionam para que os membros da equipe compreendam quando suas contribuições são valorizadas e reconhecidas, incentivando a repetição desses comportamentos positivos, e quando determinadas ações são mitigadas pela empresa.  Da mesma forma, identificar áreas de melhoria e oferecer orientação específica permite que os futuros líderes de TI ajustem seu desempenho e alcancem um crescimento contínuo. A longo prazo, essa abordagem pode resultar em líderes mais eficazes, promovendo um ambiente de trabalho que valoriza a aprendizagem e o aprimoramento constante. 4) Estruture uma gestão de pessoas pautada pela saúde mental e pela individualização dos atendimentos aos funcionários O setor de TI muitas vezes enfrenta desafios complexos e prazos apertados, o que pode impactar diretamente na saúde mental dos profissionais. Diante disso, é recomendado que o RH adote uma abordagem de trabalho que observe com atenção o bem-estar emocional e mental de sua equipe.  Com isso, os líderes formados durante esse processo também serão incentivados a gerenciar seus times levando em consideração tais atributos. Alguns exemplos de ações que podem compor essa dica:  Todas essas atividades podem contribuir para um ambiente mais acolhedor e para que as empresas consigam identificar potenciais líderes. 5) Mantenha um canal aberto com o time de TI Estabeleça canais eficientes de comunicação para garantir uma interação contínua entre os gestores de RH e a equipe de TI.  Criar um ambiente aberto para discussões, sugestões e esclarecimentos promove a transparência e fortalece o relacionamento entre as partes, tornando o processo de desenvolvimento de lideranças mais ativo.  Além disso, esteja disponível para receber as preocupações e necessidades dos profissionais de TI. Quando o canal de comunicação desses setores é eficaz, facilita a identificação de possíveis desafios, permitindo que o RH atue proativamente na resolução de problemas e na promoção de um ambiente de trabalho saudável. Nesse cenário é mais provável que os colaboradores se desenvolvam e se descubram líderes para suas equipes. 6) Incentive uma dinâmica de trabalho horizontal A colaboração é essencial no ambiente de TI. Por isso, incentivar uma dinâmica de trabalho horizontal contribui para o desenvolvimento de líderes mais efetivos.  Promova a troca de ideias entre os membros da equipe, independentemente do nível hierárquico, estimulando um ambiente de aprendizado contínuo. Facilite a comunicação entre os líderes em formação e suas equipes, criando espaços para o compartilhamento de conhecimento e experiências. A horizontalidade fortalece o espírito de equipe e prepara os líderes para um gerenciamento de equipe com empatia e colaboração. 7) Identifique, com os profissionais, as áreas de TI que requerem mais atenção Demonstre um compromisso genuíno com o desenvolvimento individual dos profissionais de TI. Realize avaliações regulares para identificar as áreas específicas em que os líderes em formação podem aprimorar suas habilidades.  A personalização mostra aos colaboradores que a empresa se preocupa com seu crescimento e reconhece suas necessidades únicas.  Com isso, o profissional se sente mais motivado a contribuir com os objetivos da empresa e a vestir a camisa da organização.  8) Saiba quando desligar profissionais que não estão alinhados ao propósito da equipe  Manter uma equipe coesa e alinhada aos objetivos da empresa é imprescindível. Desenvolva a capacidade de avaliar constantemente o desempenho dos profissionais de TI, analisando indicadores de produtividade e alinhamento aos valores da organização. Quando identificar que um profissional não contribui de maneira positiva ou que não está em conformidade com os propósitos da equipe, tome decisões assertivas em relação a seu desligamento ou a seu ajustamento às necessidades da empresa.  Claro, antes disso, garanta que ele tenha condições de se desenvolver em seu escopo de trabalho.  9) Crie um plano de carreira colaborativo Incentive a participação ativa dos profissionais de TI na construção dos próprios planos de carreira. Realize reuniões para discutir aspirações individuais, metas profissionais e áreas de interesse. É comum que essa metodologia inspire os líderes em formação, engajando-os com seu desenvolvimento profissional. Além disso, estabeleça metas alcançáveis e forneça recursos e suporte necessários para que esses planos se concretizem.  A colaboração na construção do plano de carreira fortalece o comprometimento dos profissionais de TI e incentiva a autonomia dos profissionais.  Com isso, a empresa alinha melhor suas necessidades com as aspirações individuais dos colaboradores e viabiliza um ambiente de trabalho mais satisfatório e produtivo. ❗ Leia também: Como liderar times remotos de TI para resultados surpreendentes?  É importante destacar, por fim, que as dicas acima são sugestões, não orientações cristalizadas. Portanto, o time de RH pode analisá-las, considerando o que for pertinente ou não para cada realidade de empresa e projeto em TI.  _______________________________________ Consultoria ESR: a solução que ajuda a sua empresa a desenvolver o setor de TI!  A ESR conta com um serviço já consolidado no mercado voltado para o desenvolvimento de setores de TI. Por meio da Consultoria Educacional, o cliente tem acesso a estratégias de aprendizagem corporativas, estruturadas de acordo com os objetivos e as necessidades de cada empresa. Na prática, visto que é uma atividade realizada com base no framework mundial SFIA (Skills Framework for the Information Age), a solução é indicada para as empresas que não possuem uma estrutura metodológica formal de desenvolvimento profissional nas áreas de TI. A SFIA é uma organização global, sem fins lucrativos, que nutre um método de habilidades e competências para um mundo digital. Ao unir as ferramentas de um parceiro global aos recursos da ESR, é possível alinhar a área de TI de determinada empresa às melhores instituições ao redor do mundo. Portanto, por meio da Consultoria Educacional, gestores de TI e de RH compreendem como otimizar os recursos investidos no desenvolvimento profissional das equipes e passam a gerar resultados mais assertivos e alinhados aos objetivos do negócio. Agende uma reunião de apresentação e conheça o serviço em primeira mão!


    07/03/2024
  • Flexibilidade no trabalho
    RH

    O home office acabou? Saiba como gerenciar a flexibilidade de trabalho na tecnologia

    Ainda faz sentido adotar a flexibilidade de trabalho para o segmento da tecnologia? Desde que a pandemia foi mitigada, possibilitando, gradativamente, o retorno aos escritórios, gestores de RH têm se feito essa pergunta.  Embora não seja possível chegar a uma conclusão taxativa, avaliar o cenário pode ser um caminho interessante para definir a modalidade ideal para a sua empresa. Por aqui vamos ajudar você nesse percurso. Você vai ler:  O cenário das diferentes modalidades de trabalho  A década de 1980 marcou os primeiros registros da experimentação do teletrabalho no meio corporativo, muito antes dos avanços digitais. Na época, a empresa vanguardista de computação IBM decidiu alocar uma equipe de cinco integrantes para trabalhar a distância. Pouco tempo depois, cerca de três anos, esse número chegou a quase 2 mil funcionários. Era o anúncio do que estava por vir.  Com o surgimento da internet, o que antes representava um teste, se popularizou a tal ponto que passou a fazer parte da rotina das organizações, sobretudo das empresas relacionadas com a tecnologia. Com a pandemia, quem ainda não havia experimentado o modelo foi obrigatoriamente condicionado a ele, agora em um contexto mais tecnológico e digital. Assim, os entraves que antes podiam fazer parte dessa dinâmica foram minimizados pela alta capacidade de comunicação da era da informação.   Desde então, a flexibilidade no trabalho representa uma das principais demandas dos colaboradores e uma preocupação para as empresas.  Na 24ª edição do Índice de Confiança Robert Half (ICRH), que entrevistou 1.161 pessoas, a modalidade presencial encontrou maior resistência por parte dos profissionais. Deles, 76% disseram ter no trabalho híbrido a alternativa ideal, enquanto 38% afirmaram que, caso houvesse retorno integral ao escritório, estariam motivados a buscar outras oportunidades.  Os dados evidenciam a discrepância de posicionamento entre quem contrata e quem é contratado, visto que diversas marcas relevantes no mercado têm voltado atrás na concessão do home office.  Mesmo em divergência, as duas pautas são tendência no contexto moderno e precisam ser analisadas. Os profissionais não pretendem retroagir e passar mais dias nos escritórios. Por sua vez, as empresas questionam a produtividade do anywhere office. O caminho, talvez, seja encontrar um meio-termo. Ao menos, é o que as pesquisas apontam.  O estudo Tendências e Perspectivas do Trabalho da WeWork, que entrevistou 10 mil trabalhadores latino-americanos, sendo 3 mil deles brasileiros, identificou que a modalidade presencial aumentou de 10% para 18%. O mesmo documento apontou também que 94% dos trabalhadores entrevistados não gostariam de trabalhar exclusivamente de maneira presencial, e para 64% dos brasileiros, a resposta e a preferência seriam a adoção do modelo híbrido de trabalho. Por outro lado, um relatório do Boston Consulting Group, que acompanhou 554 companhias que empregam mais de 26 milhões de trabalhadores, observou que a receita das empresas que são mais flexíveis cresce quatro vezes mais em comparação com aquelas que são mais rigorosas com a questão “presença em escritórios”. Um dos motivos apontados para o resultado foi a retenção de talentos, além da viabilidade de uma equipe multidisciplinar e multicultural, visto que o remoto dispensa que todos sejam de um só lugar.  Diante disso, é importante que o RH e os demais líderes optem pelo modelo de trabalho que se adapte melhor à realidade do negócio, ao potencial para encontrar profissionais qualificados e, claro, às singularidades do seu segmento.  Essas são apenas algumas perguntas que os gestores de RH precisam ter em mente antes de fixar um posicionamento preferencial de trabalho em TI.  Cada modalidade está associada a benefícios e desvantagens, entretanto, é preciso ter em mente que a relação empresa × trabalhador é indissociável e de dependência. Uma parte não existe sem a outra. Portanto, a escolha deve ser atrativa para os dois agentes da equação.  Você também pode gostar: A gestão de pessoas como pilar fundamental para o futuro do trabalho em TI  Como gerenciar equipes remotas de TI Liderar times remotos de TI é entender as especificidades desse modelo de vaga. Por isso, é válido discutir com a empresa o motivo da abertura desses postos de trabalho, o que se espera com eles e quais serão as metodologias aplicadas para assegurar a qualidade dos serviços, entre outros questionamentos. Depois disso, algumas outras orientações podem auxiliar a equipe de gestão de pessoas a lidar com o panorama de atividades remotas: 1) Promova transparência: é o elemento-chave;2) Gerencie a equipe com o auxílio da tecnologia; 3) Garanta as condições ideais de trabalho;4) Realize reuniões quando necessário.  Por aqui, no blogpost Como liderar times remotos de TI para resultados surpreendentes?, destacamos outras medidas para gerenciar equipes de TI de forma estratégica mesmo que elas não estejam no escritório.  Quatro dicas para tornar o trabalho presencial mais atrativo no segmento da tecnologia No dinâmico universo da tecnologia, no qual a flexibilidade, muitas vezes, é uma peça-chave, tornar o trabalho presencial atrativo requer uma abordagem estratégica.  Ao equilibrar a necessidade de interações pessoais com a natureza inovadora do setor, algumas práticas podem transformar o ambiente de trabalho físico em um espaço colaborativo e produtivo. Dica 1 – Solicite a presença do colaborador quando for realmente necessário No contexto moderno digital, a presença física no escritório deve ser orientada pela necessidade real de interação face a face. Permitir flexibilidade no local de trabalho, exigindo a presença para os casos em que há demanda para tal, permite que os colaboradores aproveitem ao máximo o seu tempo e recursos. Dica 2 – Use os momentos em que todos estão na empresa para construir soluções colaborativas A eficácia do trabalho em equipe, muitas vezes, atinge o seu ápice quando os colaboradores estão reunidos no mesmo espaço físico.  Aproveitar esses momentos para sessões de brainstorming, reuniões estratégicas e atividades colaborativas pode impulsionar a inovação e fortalecer os laços entre os membros da equipe. Dica 3 – Aposte em treinamentos produtivos A aprendizagem contínua é essencial no campo da tecnologia, área em constante evolução. Oferecer treinamentos presenciais altamente relevantes e produtivos pode proporcionar aos colaboradores uma oportunidade valiosa para adquirir novas habilidades, compartilhar conhecimento e otimizar a coesão da equipe. Dica 4 – Crie um ambiente de trabalho atrativo O ambiente físico do escritório desempenha um papel crucial na satisfação e produtividade dos colaboradores. Investir em um espaço de trabalho inspirador, equipado com tecnologia de ponta, áreas de colaboração e comodidades modernas, contribui para a criatividade e o bem-estar dos colaboradores. Leia também: As habilidades mais valorizadas no mercado de trabalho de tecnologia da informação ______________________________ ESR: uma nova forma de gerenciar times de TI Seja na modalidade remota, híbrida ou presencial, a Escola Superior de Redes (ESR) auxilia gestores de RH e os demais líderes a adotarem abordagens estratégicas para o gerenciamento de equipes de tecnologia.  Na Consultoria Educacional, a ESR oferece estratégias de aprendizagem corporativas elaboradas de acordo com os objetivos e as necessidades de cada empresa. A solução ajuda gestores de TI e de RH a otimizar os recursos investidos no desenvolvimento profissional das equipes e gerar resultados mais assertivos e alinhados com os objetivos da empresa. Entre em contato com o nosso time para saber mais sobre a Consultoria Educacional!


    01/02/2024
  • Gestão de Pessoas e RH para o TI
    RH

    A gestão de pessoas como pilar fundamental para o futuro do trabalho em TI

    Segundo o recente relatório do Fórum Econômico Mundial, “The future of jobs”, entre 2023 e 2027, espera-se que a digitalização das operações e das práticas cotidianas exija a estruturação de diversas carreiras ligadas ao mercado de TI. O relatório também estima que, nesse período, as vagas para analistas e cientistas de dados, especialistas em Big Data e em aprendizado de máquina de IA e profissionais de segurança cibernética cresçam 30%. Para se ter uma ideia do cenário, das dez profissões emergentes citadas na lista do fórum, sete são voltadas para a tecnologia da informação: Ou seja, os dados reverberam um futuro do trabalho diretamente conectado ao mercado de TI e às suas infinitas possibilidades de especialização.  À medida que a transformação digital demanda mais e novos profissionais capazes de se adaptar a essa cadeia de produção inédita, as empresas também precisam se adequar para comportar e atrair esses colaboradores. Neste artigo, vamos conversar mais sobre a importância da interseção entre os setores de RH e de gestão de pessoas e o de tecnologia da informação.  Você é um integrante do departamento de RH ou GP e quer saber como contratar melhor? Fique conosco!  Leia também: 👉 O que é preciso para começar uma carreira de TI? Panorama do setor de TI para o mercado nos próximos anos O relatório “Demanda de talentos em TIC e estratégia ΣTCEM”, publicado pela Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), identificou que empresas de tecnologia vão requerer cerca de 797 mil talentos de 2021 a 2025.  A demanda se estabelece em contraposição direta ao número de formandos na área, e a projeção da pesquisa nesse sentido é de um déficit anual de 106 mil talentos – 530 mil em cinco anos.  Dessa forma, a gestão de pessoas (GP) e o RH passam a lidar com desafios relacionados com a atração de talentos de TI em um contexto de alta demanda e poucos profissionais aptos aos cargos. Em outras palavras, as vagas não mais refletem apenas oportunidades de emprego, como precisam representar a ideia de uma experiência de trabalho, com possibilidade de aprimoramento e evolução profissional.  Às empresas compete, agora, observar quem são os talentos promissores, entre os recém-formados ou participantes de cursos de formação, a fim de assegurar sua contratação antes da concorrência. Mas isso não significa dizer que é necessário que as empresas abdiquem de requisitos básicos ou específicos para o preenchimento de posições tão importantes para os negócios.  A melhor alternativa, então, para que as soluções e os serviços que dependem de TI tenham qualidade é combinar a propositura de vagas que realmente valham a pena com o conhecimento do cenário e do perfil de candidatos, além de uma disposição corporativa ao incentivo do aprendizado contínuo O que os profissionais de TI esperam do mercado? A 23ª edição do Índice de Confiança Robert Half elencou informações que podem auxiliar os departamentos de RH e gestão de pessoas a identificar o perfil desses colaboradores. Veja os principais apontamentos do estudo: Além disso, de acordo com a pesquisa da FIA Employee Experience (FEEx), os profissionais de TI recebem 84% mais convites para participar de processos seletivos do que os trabalhadores de outras áreas.  Como contratar e reter profissionais de TI com 11 dicas Compreender o propósito da contratação de profissionais de TI para um negócio é um elemento-chave para dar prosseguimento aos processos de gestão de pessoas desse grupo. Assim, analise quais são os motivos que levam a empresa a buscar um colaborador de TI, alinhando as expectativas do cargo com os objetivos estratégicos da organização e com o perfil de candidato adequado à cultura organizacional da instituição.  Tudo isso vai refletir em um processo seletivo mais estratégico e direcionado, capaz de preencher vagas com facilidade. Veja algumas dicas abaixo. 1) Faça o mapeamento estratégico de competências Explore como identificar e definir as competências essenciais para os profissionais de TI que sua empresa busca.  Estude o alinhamento entre as habilidades necessárias e as metas organizacionais, de modo a proporcionar uma base sólida para o recrutamento.    🤝 Na prática: Dica 1 – realize sessões de brainstorming com os gestores de TI para identificar as competências técnicas e comportamentais essenciais para os projetos atuais e futuros. Dica 2 – utilize ferramentas de avaliação de competências para mapear as habilidades existentes na equipe, identificando lacunas e oportunidades de desenvolvimento. 2) Estruture processos de seleção inovadores Descubra abordagens criativas e eficazes para o processo de seleção de profissionais de TI, desde entrevistas técnicas a dinâmicas de grupo.  Explore métodos que vão além do tradicional currículo, ajudando a identificar talentos que se destacam. 🤝 Na prática: Dica 1 – integre entrevistas técnicas com simulações práticas de desafios relacionados com o trabalho diário, proporcionando uma visão mais clara das habilidades dos candidatos. Dica 2 – implemente avaliações de habilidades comportamentais, como dinâmicas de grupo ou entrevistas situacionais, para entender como os candidatos lidam com desafios e se encaixam na cultura da empresa. 3) Pense em estratégias de atração e retenção Pense na possibilidade de inclusão de benefícios flexíveis, oportunidades de desenvolvimento profissional e uma cultura de trabalho que impulsione o engajamento e a permanência a longo prazo. 🤝 Na prática: Dica 1 – desenvolva pacotes de benefícios flexíveis, para que os profissionais de TI escolham opções que atendam às suas necessidades, como horários flexíveis ou programas de bem-estar. Dica 2 – promova uma cultura de reconhecimento, com destaque das conquistas individuais e de equipe, e ofereça oportunidades claras de crescimento dentro da organização. 4) Tenha foco na experiência do colaborador Aprofunde-se na criação de uma experiência positiva para os colaboradores de TI, desde o primeiro contato até o desenvolvimento contínuo dele.  Compreenda como um ambiente de trabalho favorável e oportunidades de aprendizado podem impactar diretamente na retenção do profissional. 🤝 Na prática: Dica –  realize pesquisas de satisfação regularmente para entender a experiência dos colaboradores de TI na empresa e implemente melhorias com base nos feedbacks recebidos. 5) Atente-se à necessidade de adaptação contínua ao mercado Mantenha-se atualizado com as tendências do mercado de TI, preparando-se para ajustar suas estratégias de contratação e retenção conforme o cenário evolui. Seja parceiro inseparável da análise de dados do setor, preveja demandas futuras e adapte suas práticas para atrair os melhores profissionais. 🤝 Na prática: Dica 1 – mantenha uma rede ativa de contatos na indústria de TI para estar ciente das últimas tendências, por meio da participação em eventos, conferências e grupos on-line. Dica 2 – consuma conteúdos relacionados com o mundo da tecnologia, de TI e dos demais segmentos afins. 6) Invista em estratégias de gerenciamento de equipes remotas Como vimos anteriormente, os profissionais de TI têm preferência pela modalidade híbrida ou remota. Assim, reter talentos é também explorar abordagens eficazes para liderar e gerenciar equipes de TI que operam remotamente, garantindo eficiência e colaboração. 🤝 Na prática: Dica 1 – utilize plataformas de comunicação virtual eficientes para a realização de reuniões regulares, garantindo que as equipes remotas se sintam conectadas. Dica 2 – estabeleça metas claras e mensuráveis para as equipes remotas, com indicadores precisos de produtividade e resultados, incentivando a autonomia e a responsabilidade individual. 7) Crie um plano individualizado de desenvolvimento profissional Desenvolva planos personalizados para o crescimento profissional de cada membro da equipe, em que as metas individuais sejam alinhadas aos objetivos organizacionais. 🤝 Na prática: Dica 1- facilite a participação de profissionais de TI em cursos de atualização e certificações relevantes para  mantê-los atualizados e competitivos. Dica 2- ofereça programas de desenvolvimento contínuo, incluindo treinamentos específicos de TI, workshops e materiais, para incentivar o crescimento profissional da equipe de TI. 8) Divulgue as vagas de forma clara e objetiva Garanta que as oportunidades de emprego sejam comunicadas de maneira transparente, incluindo as informações cruciais sobre o cargo, as especialidades necessárias e as habilidades desejadas. Além disso, é fundamental destacar que uma vaga deve ter o número de etapas adequadas para a identificação do melhor profissional para o cargo naquele momento. Desenvolver um processo abarrotado de fases, que muitas vezes não têm um motivo de existir, torna a ação difícil não só para o candidato, como para os responsáveis pela seleção.  🤝 Na prática: Dica 1 – colabore com a equipe de TI para criar descrições de cargos claras, com destaque para as responsabilidades específicas e oportunidades de crescimento. Dica 2 – pense na parceria com plataformas de recrutamento on-line e redes sociais de maneira estratégica para ampliar o alcance das vagas. 9) Atente-se para a demanda de habilidades comportamentais Em um cenário desafiador, reconheça a importância das habilidades comportamentais e integre avaliações comportamentais às práticas de recrutamento e gestão de talentos. 🤝 Na prática: Dica 1 – integre perguntas situacionais e comportamentais nas entrevistas para avaliar como os candidatos lidam com desafios e se adaptam a diferentes situações. Dica 2 – realize treinamentos para os gestores de TI sobre a importância das habilidades comportamentais e como identificá-las durante a interação com a equipe. 10) Garanta a interconexão dos departamentos Promova uma comunicação eficaz e sinergia entre os diversos departamentos da empresa, com o intuito de aprimorar a colaboração e evitar o isolamento de informações e células. 🤝 Na prática: Dica 1 – implemente reuniões interdepartamentais regulares para promover a colaboração, compartilhar conhecimento e alinhar estratégias necessárias para o desenvolvimento de projetos de TI. Dica 2 – estude e estruture plataformas de comunicação interna para criar canais que facilitem a troca de informações entre diferentes setores da empresa. 11) Desenvolva um canal de comunicação aberto e efetivo Estabeleça um canal de comunicação robusto entre os colaboradores e o setor de RH, proporcionando feedbacks contínuos, correção de rotas e validação de decisões acertadas. 🤝 Na prática: Dica 1 – estabeleça um sistema de feedback regular, para incentivar os colaboradores a expressarem suas opiniões e sugestões. Dica 2 – use ferramentas de comunicação interna eficientes, como chat interno e intranet, para facilitar a comunicação entre os colaboradores e o setor de RH. Com essas dicas, os processos seletivos para talentos de TI podem ganhar um caráter estratégico e ser menos oneroso para as empresas e para os gestores de RH.  Conclusão Um dos principais desafios dos gestores de RH no atual cenário do trabalho é se adaptar às demandas do mercado, dos usuários e dos próprios colaboradores, todos mais exigentes. Assim, além de entender a importância de um colaborador de TI para o dia a dia da empresa, o RH precisa também adotar estratégias e operações focadas na contratação e retenção desses talentos bastante específicos.  O trabalho remoto é outro elemento que apresenta desafios para a dinâmica da empresa. Com isso, acertar qual é a melhor modalidade de atuação para cada empresa nas etapas de seleção e na contratação de profissionais, observando as diferenças que cada vaga desempenha no resultado final do negócio, se torna essencialmente complexo.  A Escola Superior de Redes (ESR), líder em ensino para a tecnologia, possui um serviço para tornar todo esse processo mais adequado e menos oneroso para as organizações. Na Consultoria Educacional da ESR, as empresas têm acesso a um serviço já consolidado no mercado, que oferece estratégias de aprendizagem corporativas, desenvolvidas de acordo com os objetivos e as necessidades de cada empresa. O projeto auxilia gestores de TI e de RH a otimizar os recursos investidos no desenvolvimento profissional das equipes, entender quando e como contratar mais colaboradores, como, no caso, os programadores, e gerar resultados mais assertivos e alinhados aos objetivos da empresa. ➡️➡️ Entre em contato com um de nossos especialistas para entender como a Consultoria Educacional pode otimizar os processos de gestão de pessoas em sua empresa.


    06/11/2023
  • Mercado de Trabalho de Tecnologia da Informação
    RH

    As habilidades mais valorizadas no mercado de trabalho de Tecnologia da Informação

    Há bastante tempo se fala na importância de um desenvolvimento de carreira completo, que una competências de hard e soft skills. Para o mercado de trabalho de tecnologia da informação, essa demanda se faz ainda mais necessária, uma vez que profissionais do segmento lidam com situações bastante desafiadoras e de muita complexidade.  É preciso ter domínio do conhecimento técnico e ainda aperfeiçoar a capacidade analítica, a inteligência emocional e a capacidade de trabalhar em equipe.  Neste artigo, vamos abordar quais pontos você precisa focar para se tornar o candidato certo para qualquer vaga da área.  Como está o mercado de TI em 2023? Lançado em fevereiro, o IDC Predictions Brazil 2023 estima que os setores de TI e telecomunicação movimentem juntos cerca de US $80 bilhões ao longo deste ano. Nesse contexto, a tecnologia da informação, sozinha, terá um crescimento na ordem de 6,2%, e tendo em vista os avanços da área, sobretudo no que diz respeito à internet 5G e à inteligência artificial, a perspectiva é que o mercado continue se desenvolvendo.  Embora os últimos meses tenham sido impactados por demissões em massa nas big techs, como Google, Meta e Amazon, o setor não demonstra tendência para novo recuo.  De acordo com um estudo realizado pela Forbes Brasil, para os mesmos 25 cargos em alta de TI, em 2022, que contavam com 24 mil vagas abertas naquele ano, 2023 já registra 33 mil, um aumento de 38%. Diante desse cenário, sobretudo de popularização da automação, de machine learning e IA, há alta demanda por profissionais cada vez mais técnicos, que também desenvolvam a capacidade de se adaptar a inúmeras transformações da sociedade e da própria tecnologia.  Quais as profissões mais visadas por empregadores da área tech em 2023? Segundo a mesma pesquisa da Forbes Brasil, as profissões mais visadas por empregadores que estão relacionadas com a área tech são:   Desenvolvedor de back-end Desenvolvedor de front-end Product manager  Desenvolvedor full-stack  Gestor de mídias sociais Engenheiro de software  Analista de BI  Gestor de projetos  Afinal, quais são as 7 habilidades necessárias para quem quer uma vaga no mercado de trabalho de tecnologia da informação? 1) Conhecimento de Inteligência Artificial e aprendizado de máquina A IA é a próxima grande realidade no setor de tecnologia, assim, é crucial que os profissionais de TI tenham uma compreensão sólida das técnicas de aprendizado de máquina e dos algoritmos por trás de suas ferramentas e aplicações, como:   Algoritmos de aprendizado de máquina, como Árvores de Decisão, Redes Neurais, SVM etc.; Linguagens de programação usadas para desenvolver soluções de IA, como Python, R, Java etc. Eles devem estar confortáveis com a sintaxe dessas linguagens e com o uso de bibliotecas de IA, como Tensor Flow, PwTorch, Scikit-learn; Compreensão do processo de limpeza, preparação e análise de conjuntos de dados para aplicativos de IA; Conhecimento prático das diferentes arquiteturas de IA, como Redes Neurais, Redes Convolucionais, Redes Recorrentes etc.; Desenvolvimento de aplicativos de IA; Domínio sobre os aspectos éticos e de transparência relacionados com a IA e a garantia de que as soluções de IA que desenvolvem são justas, imparciais e transparentes.   2) Habilidades de programação Com a crescente demanda por tecnologia baseada em software, as habilidades de programação serão um requisito essencial para qualquer profissional de TI, como já eram há bastante tempo. É importante dominar, pelo menos, uma linguagem de programação popular, como Python, Java ou JavaScript, algo que mencionamos ser imprescindível também para a área de IA. 3) Domínio sobre Big Data e Business Intelligence O domínio sobre Big Data, ou seja, a área do conhecimento que estuda como tratar, analisar e obter informações oriundas de conjuntos de dados muito grandes, é um componente crítico do setor de tecnologia da informação.  Além disso, o conhecimento de técnicas de análise de dados, bem como a capacidade de trabalhar com as ferramentas que fazem tal análise de dados e a habilidade de transcrever os insights trazidos à luz por meio dos dados serão cada vez mais importantes em 2023. Inclusive empresas orientadas por dados e que agora já destinam seus investimentos em, pelo menos, 20% para IA e TI terão mais facilidade em se adaptar ao contexto digitalizado do mercado, o qual vai se potencializar ainda mais até 2025. Ou seja, a procura por profissionais que saibam traduzir os insights dos códigos de dados para o dia a dia prático dos negócios estará em alta.   4) Habilidade para colaboração   A capacidade de trabalhar em equipe e colaborar com os colegas é fundamental em qualquer setor, principalmente com o trabalho remoto, que torna essa habilidade ainda mais desafiadora e necessária.  À medida que as empresas trabalham em projetos mais complexos e, agora, com bastante incidência do modelo remoto, a colaboração eficaz se torna ainda mais importante. Assim, é imprescindível que esta seja uma habilidade tratada não só na perspectiva do profissional, como também naquela ligada às condições que uma empresa cria para que a comunicação, o diálogo e as parcerias de trabalho se deem de forma fluida e sem entraves.  5) Habilidade em comunicação  A habilidade em comunicação também é um requisito para qualquer profissional de TI em 2023.  É necessário ser capaz de explicar conceitos complexos de forma clara e concisa para colegas e clientes. Além disso, a capacidade de se comunicar com pessoas de diferentes áreas e níveis hierárquicos será fundamental. Outro ponto de destaque é utilizar a comunicação para compreender as diferentes necessidades dos clientes, inclusive em quesitos de acessibilidade.  Focar na experiência do cliente demanda atenção para as soft skills relacionadas com a comunicação.  6) Gosto pela aprendizagem contínua e gestão de capacitação  Uma das características que se deseja de um profissional de TI em 2023 é que ele volte seu mindset para a metodologia do aprendizado contínuo e, dentro disso, saiba como criar sua trilha de conhecimentos de forma estratégica.  Em vez de tentar dominar tudo, é preferível que o colaborador se especialize em uma área e busque certificações diversas nesse sentido, por exemplo.  7) Estar com as certificações em dia   Certificações são uma peça de ouro para o mercado da tecnologia da informação. Muitas empresas exigem que seus funcionários tenham essas credenciais em áreas específicas, como segurança cibernética, desenvolvimento web e análise de dados. Por isso, o profissional de TI, em 2023, deve se atualizar sobre as melhores certificações do mercado para sua área de interesse e voltar seus esforços para a conquista de uma ou quantas forem possíveis.  8) Estar por dentro da cibersegurança O investimento em cibersegurança é uma das principais preocupações das empresas atuais. Afinal, as ameaças e os crimes virtuais têm se sofisticado com muita velocidade. Por isso, entre as habilidades necessárias para se desenvolver no mercado de trabalho de TI em 2023 está o domínio de funções, ferramentas, metodologias e plataformas de segurança, seja de aplicações e nuvem, seja de servidores, etc.   É preciso um know-how básico sobre: Segurança da informação; Análise de vulnerabilidades; Detecção e prevenção de ataques; Gerenciamento de riscos; Auditoria de segurança; Resposta a incidentes; Segurança em nuvem; ________________________________________ Em resumo, um profissional de TI, para ter sucesso na carreira em 2023, deve estar disposto a se atualizar.  É indicado buscar desenvolver habilidades práticas nas áreas de interesse e também algum conhecimento acerca de inteligência artificial, cibersegurança e programação, entre outras atividades comuns ao dia a dia desse profissional. O importante é a vontade de manter uma jornada de aprendizagem contínua.   A Escola Superior de Redes (ESR) é a principal referência do mercado em ensino para a área, com 17 anos de atuação nesse campo. Por meio de nossos conteúdos e, principalmente, cursos e treinamentos, o profissional – experiente ou não – desenvolve as habilidades mais desejadas do mercado de trabalho de TI. Conheça nossos cursos aqui e comece sua preparação para a próxima vaga.


    19/05/2023