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Guia de inteligência artificial para TI: aplicações, fundamentos e muito mais

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26/02/2026

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Para assimilar este Guia de inteligência artificial para TI, você vai percorrer o seguinte trajeto:

  • O que você precisa saber sobre IA trabalhando ou não com tecnologia.
  • Guia de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) que podem otimizar realmente sua rotina em TI.
  • As principais tecnologias, conceitos e transformações recentes.
  • Como a IA impacta a infraestrutura, o desenvolvimento, os dados e a segurança.
  • Links para conteúdos complementares e avançados produzidos pela ESR.
  • E, no final, um CTA para baixar o novo infográfico As 13 profissões de TI mais impactadas pela inteligência artificial, construído exatamente como um material complementar deste guia pilar.

Cada um desses tópicos se desdobrará em discussões relevantes e atualizadas sobre o tema para criar uma estrutura que apresente como a IA funciona, por que ela se tornou indispensável para os profissionais de tecnologia e como utilizá-la de forma estratégica, eficiente e segura.

No cotidiano corporativo, a inteligência artificial se consolidou como o eixo central da evolução tecnológica, especialmente após a popularização dos modelos generativos, dosagentes de IA e dos sistemas autônomos.

Aquilo que antes se restringia a automações básicas, análises estatísticas tradicionais ou predições lineares passou a moldar decisões estratégicas, pipelines completos de desenvolvimento, operações de cibersegurança, inteligência de dados e até arquitetura corporativa.

Um avanço que, além de técnico, capilarizou-se como cultura organizacional. Ou seja, empresas passaram a incorporar a IA em diferentes setores, transformando a TI em um núcleo de integração, governança e operacionalização dessa tecnologia.

A própria distribuição de trabalho, por exemplo, mudou. Segundo levantamento recente daPwC, entre 2021 e 2024, o número de vagas que exigem competências em IA quadruplicou no Brasil, indicando uma reconfiguração profunda nas habilidades essenciais para quem deseja se manter relevante na área.

Esse movimento estrutural também fez com que a inteligência artificial para TI migrasse de um conjunto de ferramentas isoladas para um campo especializado. Com isso, os profissionais passaram a ser demandados em domínio de machine learning, automação inteligente, engenharia de dados, arquitetura semântica, agentes autônomos, governança de modelos e segurança orientada a IA, mesmo aqueles que não atuam diretamente como especialistas da área.

Em outras palavras, aInteligência Artificial (IA) se expandiu para além do tradicional e comentado ChatGPT. Nesse cenário, a popularização dos modelos generativos apenas acelerou uma mudança que já estava em andamento, tornando o investimento em IA mais acessível, difundido e diretamente aplicado à rotina técnica.

Essa abrangência desencadeou paralelamente novas preocupações nas organizações, como o impacto ambiental da tecnologia, o risco de vieses discriminatórios, o custo operacional, a privacidade e a ausência de regulamentações maduras.

Ainda assim, conhecer o potencial da IA na rotina dos profissionais, em especial dos de TI, é imprescindível para quem deseja aprimorar a carreira, otimizar as tarefas e entregar mais resultados.

Pensando nisso, preparamos este Guia de inteligência artificial para TI. Confira!  

O que você precisa saber sobre IA trabalhando ou não com tecnologia

A ideia de um neurônio artificial surgiu ainda em 1940, perpassando pontos interessantes, como o Teste de Turing (1950), até o nascimento oficial da chamada inteligência artificial, em 1956, no Dartmouth Summer Research Project on Artificial Intelligence, um workshop de verão amplamente considerado como o evento fundador da IA como um campo de pesquisa.

Desde então, a tecnologia tem sido aprimorada e tem experienciado, de acordo com o texto “A brief history of AI with deep learning, cerca de três idades de ouro: 

  • 1959/60–1960/70 – First Golden Age
  • 1970–1986 – First Dark Age 
  • 1986–1995 – Second Golden Age
  • 1995–2006 – Second Dark Age
  • 2010–presente – Third Golden Age

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A evolução da inteligência artificial com as três idades de ouro (Fonte: “A brief history of AI with deep learning”)

Cada um desses momentos marca uma transformação significativa dos investimentos em IA que resultou em avanços expressivos na capacidade de processamento, aprendizado e aplicação da inteligência artificial.

Por exemplo, em 2006, a Netflix se propôs a melhorar seu algoritmo de recomendação dos filmes (DVDs) enviados aos clientes pelo correio (sim, à época, esse era o modelo do negócio). Para isso, lançou um desafio no qual os participantes deveriam apresentar uma proposta capaz de otimizar esse recurso em, pelo menos, 10%. 

Três anos depois, a equipe BellKor’s Pragmatic Chaos foi a campeã, revolucionando o uso dos algoritmos da empresa por meio do aprimoramento do projeto original em 10,06%. Dessa forma, os integrantes do time vencedor garantiram o prêmio de 1 milhão de dólares e abriram um caminho para que o uso da IA, de machine learning e dos algoritmos se fortalecesse ainda mais. 

Atualmente, na terceira idade de ouro, a IA é marcada pelo deep learning, que é um recurso onipresente em várias áreas, desde assistentes virtuais até diagnósticos médicos. Nesse contexto, as redes neurais ganham cada vez mais protagonismo por causa do aprimoramento da capacidade computacional e de armazenamento.

À medida que as empresas e os pesquisadores trabalham com algoritmos, usando os transformadores e vetores de palavras, por exemplo, percebem que, quanto mais parâmetros de palavras e camadas há em uma rede neural, mais promissores e precisos serão os resultados obtidos. 

Para ilustrar, enquanto o GPT-1 possuía 117 milhões de parâmetros, sua última versão (GPT-4) conta com uma estimativa de mais de 1 trilhão de parâmetros, embora seja difícil precisar um número exato, tendo em vista que se trata de uma aplicação fechada.

Dessa maneira, o tempo atual é formado por uma disputa comercial robusta entre empresas que apostam em algoritmos abertos e outras que optam pelos fechados, correndo contra o tempo para alimentar suas redes neurais. 

No início de fevereiro, inclusive, o Chat GPT, que era o grande algoritmo de IA no quesito linguagem, foi estremecido pelo novo DeepSeek chinês, que apresentou um gasto muito inferior para treinar seus algoritmos.

Outros marcos interessantes na história da IA:  2012 – primeiro ano em que um algoritmo de inteligência artificial, chamado Alexnet, usa a Convolutional Neural Network (CNN), uma rede neural com oito camadas para identificar e reconhecer imagens.

2015 em diante – há um salto relevante nesse cenário de decodificação de imagens com o lançamento de uma rede neural de 152 camadas. Como resultado, o erro na identificação desses símbolos passa a ser menor do que aquele reproduzido por humanos. Ou seja, o algoritmo, pela primeira vez, é mais preciso que um ser humano.

2017 – os algoritmos Transformers passam a demandar menos tempo para serem treinados, têm mais eficiência no reconhecimento da conexão e nas dependências entre palavras e melhoram o reconhecimento de padrões e a capacidade de analisar problemas não sequenciais. É uma das fontes que dão origem ao GPT-3 e ao ChatGPT, o qual possui cerca de 12.288 parâmetros de entrada, além de uma grande quantidade de camadas, para interpretar a relação que as palavras têm entre si.

Ou seja, falar em IA, em qualquer setor e atividade, é também abordar um universo em constante transformação e de diferentes aplicações.

Continue pensando nisso por aqui:  Reflexos da IA na cibersegurança: você conhece o potencial dessa relação?  Inteligência artificial na TI: como a ferramenta atua no contexto da cibersegurança?

Assista, na íntegra, ao webinar gratuito da ESR sobre o tema:O que você precisa saber sobre IA trabalhando ou não com tecnologia?

Ao compreendermos o cenário e a história da IA, seja em TI, seja nos demais setores, estamos prontos para descobrir os tipos de Inteligência Artificial (IA) que podem otimizar realmente sua rotina.  

Guia de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) que podem otimizar sua rotina em TI de verdade

Separamos alguns exemplos, por categoria e atividades comuns aos setores de TI, para que você possa montar um verdadeiro repertório tecnológico. Veja: 

1) IA para TI: produtividade e organização

  • Notion AI

Trata-se de uma IA no modelo “fechado”, cujo funcionamento é definido como sendo uma extensão do Notion, uma plataforma de organização e gerenciamento de tarefas amplamente utilizada por profissionais e empresas. 

Na prática, ela é adotada para otimizar a organização e a escrita, podendo gerar resumos, estruturar notas e sugerir melhorias em textos.

É excelente para profissionais de TI que precisam documentar processos, registrar bugs, estruturar planejamentos e organizar projetos de forma clara e objetiva.

Como ponto positivo, citamos a integração perfeita com o Notion, o que torna a produtividade mais fluida e dinâmica. Entretanto, na seara dos pontos desfavoráveis está a questão de ser uma funcionalidade premium, apenas para assinantes.

  • ChatGPT

Como já amplamente abordado por aqui, é o modelo de IA Generativa baseada na arquitetura de Transformers, desenvolvido pela OpenAI. Seu uso vai além da simples geração de textos, sendo um assistente poderoso para responder perguntas, auxiliar na programação e até mesmo na análise de dados.

É ideal para profissionais de TI que buscam suporte na resolução de problemas de código, documentação técnica ou brainstorming de soluções para desafios complexos.

O ponto positivo é a capacidade de entender contextos e gerar respostas detalhadas e coerentes. Por outro lado, seu acesso total a funcionalidades mais avançadas depende de um plano pago, e as respostas podem não ser 100% precisas, o que exige verificação.

2) IA para TI: automação de tarefas

  • Zapier 

Plataforma de automação de fluxos de trabalho que conecta diferentes aplicativos sem necessidade de programação. Funciona como um integrador que permite que as ações em um software controlem as respostas automáticas em outro.

Para profissionais de TI, é útil na automação de processos repetitivos, como a sincronização de dados entre plataformas, o envio automático de alertas e a atualização de registros em bancos de dados sem intervenção manual.

As vantagens dessa IA para TI são sua interface intuitiva e a compatibilidade com milhares de aplicativos. Já o ponto negativo é que tarefas mais complexas exigem planos pagos e um tempo inicial de configuração.

  • Bardeen AI 

Extensão de navegador que automatiza tarefas repetitivas diretamente na web. Pode, por exemplo, capturar informações de sites e inseri-las automaticamente em planilhas, preencher formulários e organizar dados sem intervenção manual.

Para profissionais de TI, é excelente para coletar dados de diferentes fontes, extrair informações de dashboards e gerenciar tarefas sem precisar escrever o código manualmente.

Como prós: praticidade e rapidez na automação de tarefas no navegador.

Contra: sua funcionalidade depende do ambiente web e pode ter limitações para fluxos mais avançados.

3) IA para TI: comunicação e atendimento

  • DeepL

Tradutor baseado em redes neurais que oferece precisão superior ao Google Tradutor, principalmente em termos de contexto e fluidez.

Profissionais de TI podem utilizá-lo para traduzir documentações técnicas, artigos e guias de API sem perder o significado original do texto. Também podem compreender melhor certificações e capacitações que normalmente são em língua estrangeira.

Seu ponto forte é a qualidade das traduções, mais naturais e coerentes. No entanto, a versão gratuita tem limite de caracteres e a premium é necessária para traduções de textos maiores e integração com outras ferramentas.

  • Fireflies AI

Inteligência artificial que grava e transcreve reuniões automaticamente, identificando os participantes e organizando resumos das conversas.

Profissionais de TI podem utilizá-la para documentar reuniões técnicas, registrar discussões sobre projetos e garantir que nada seja perdido em reuniões de equipe.

Os pontos positivos são a automatização da transcrição e a análise de reuniões. O ponto negativo é que a transcrição em tempo real pode apresentar imprecisões em áudios de baixa qualidade.

4) IA para TI: programação e desenvolvimento

  • GitHub Copilot 

Assistente de codificação baseado em IA, desenvolvido pela OpenAI e integrado ao GitHub. Ele sugere trechos de código, completa funções automaticamente e auxilia na escrita de scripts complexos.

Para profissionais de TI, especialmente desenvolvedores, o Copilot agiliza o processo de programação, reduzindo o tempo gasto em tarefas repetitivas e ajudando na implementação de soluções mais eficientes.

O ponto positivo é a integração direta com editores como VS Code, o que torna a experiência de codificação mais fluida. O lado negativo é que sua versão completa está disponível apenas mediante assinatura. 

  • Tabnine

Assistente de código que utiliza machine learning para prever e sugerir linhas completas de código enquanto o programador as digita.

É uma excelente ferramenta para profissionais de TI que trabalham com múltiplas linguagens de programação e desejam aumentar a produtividade sem comprometer a qualidade do código.

Entre as vantagens, destacam-se a compatibilidade com diversos IDEs e a personalização das sugestões. Entretanto, sua versão gratuita tem funcionalidades limitadas em relação à premium.

5) IA para TI: análise de dados e inteligência de negócios

  • ChatGPT Advanced Data Analysis (ADA)  

Funcionalidade avançada do ChatGPT que permite a análise de dados e a execução de cálculos estatísticos diretamente na interface do chat.

Profissionais de TI podem utilizá-lo para explorar conjuntos de dados, criar gráficos e gerar insights rapidamente sem a necessidade de linguagens de programação específicas para a análise de dados.

Os pontos positivos são a facilidade de uso e a flexibilidade para diferentes tipos de análise. Entretanto, essas funcionalidades estão disponíveis apenas para assinantes do ChatGPT Plus.

  • MonkeyLearn

Plataforma de análise de texto baseada em IA que permite extrair insights de grandes volumes de dados, como feedbacks de clientes, e-mails e documentos.

Para profissionais de TI que lidam com análise de dados não estruturados, é uma ferramenta útil para categorização automática, detecção de sentimentos e criação de relatórios inteligentes.

A vantagem é a possibilidade de integração com outras ferramentas de BI e CRM. O ponto negativo é que seu uso avançado requer assinatura paga.

Como a IA impacta a infraestrutura, o desenvolvimento, os dados e a segurança

A transformação promovida pela IA em TI tem impactado especialmente a lógica operacional dos times. Em infraestrutura, por exemplo, a ascensão de agentes autônomos e sistemas de observabilidade inteligentes ampliou a capacidade de detecção e resposta, dando origem a ambientes self-healing, aqueles capazes de identificar falhas, isolar problemas e ajustar recursos automaticamente. Esse movimento foi detalhado em nosso conteúdo sobre IA Agente, que discute como sistemas autônomos passam a integrar pipelines de incidentes, deploy e escalabilidade.

No desenvolvimento de software, a IA impacta o ciclo de entrega. Ferramentas generativas ampliam a produtividade, enquanto práticas como orquestração de contexto, engenharia de prompts e validação algorítmica de dependências reposicionam o foco do desenvolvedor para níveis mais elevados de arquitetura e tomada de decisão técnica. 

Já na área de dados, a inteligência artificial passou a ocupar o centro da cadeia analítica. Segundo o Gartner, 50% das decisões corporativas terão etapas automatizadas ou apoiadas por agentes de Inteligência Artificial (IA) até 2027. 

Isso implica uma mudança fundamental: engenheiros de dados deixam de atuar apenas em extração, transformação e carregamento (ETL) e passam a se envolver em curadoria, governança granular, monitoramento de drift e integração com arquiteturas semânticas, como bases vetoriais e Retrieval-Augmented Generation (RAG). 

Conversamos sobre esse cenário no artigo “O que é machine learning e qual sua importância?”,[a1]  já publicado pela ESR.

Na segurança da informação, o avanço é ainda mais sensível. Modelos generativos tornaram ataques mais sofisticados, ao mesmo tempo que fortaleceram mecanismos defensivos, permitindo análises preditivas, simulações automatizadas e correlação inteligente de eventos. 

A elevação dessa fronteira é abordada em profundidade em nosso conteúdo “Reflexos da IA na cibersegurança”, que demonstra como SOCs, SecOps e Pentest estão migrando para uma operação híbrida de análise humana + IA contextual.

Assim, cada frente da TI passa por transformações específicas e, ao mesmo tempo, integradas. A seguir, apresentamos uma visão comparativa dos impactos da IA em cada área.

Impactos da IA nas principais áreas de TI

Área da TITransformações provocadas pela IACompetências em alta para o futuro
DesenvolvimentoAutomação de testes; geração de código; revisão inteligente; análise estática; documentação generativa.Engenharia de prompts; validação algorítmica; arquitetura assistida; raciocínio sistêmico.
Infraestrutura/ DevOps/SREPipelines autoadaptáveis; detecção automática de falhas; escalabilidade preditiva; agentes autônomos.Observabilidade orientada a modelos; MLOps aplicado; automação avançada; gestão de incidentes com IA.
Dados (engenharia e análise)ETL inteligente; detecção de anomalias; enriquecimento automático; integração com RAG e bases vetoriais.Governança de IA; engenharia semântica; monitoramento de drift; curadoria e qualidade de dados.
Segurança da informação   Simulação automatizada de ataques; análise contextual de logs; relatórios gerados por IA; resposta acelerada.Threat intelligence com IA; auditoria de modelos; defesa adaptativa; segurança orientada a agentes.

Tendências tecnológicas que vão moldar a IA na TI para 2026 e além

1) Agentes autônomos e sistemas autoexecutáveis

Os agentes de IA deixam de ser assistentes estáticos para se tornarem entidades capazes de executar fluxos completos: investigar incidentes, criar scripts, buscar dados externos, testar hipóteses e até operar integrações entre APIs. 

Seu impacto na TI é tão profundo que dedicamos um material específico ao tema em “IA Agente: sistemas autônomos”.

2) Arquiteturas semânticas e bases vetoriais

Com o crescimento do uso de RAG, as equipes de TI passam a gerenciar bases vetoriais, embeddings e estruturas de busca semântica. Isso se estende tanto à análise de logs quanto à documentação técnica, a APIs internas e a compliance.

3) Infraestrutura otimizada para IA

Nosso conteúdo “Requisitos de rede para IA” detalha o aumento da demanda por latência reduzida, througput elevado (alta taxa de transferência), clusters especializados e edge computing. Essa infraestrutura passa a ser crítica conforme modelos maiores e pipelines autônomos se popularizam.

4) IA como camada de segurança operacional

Ferramentas defensivas passam a trabalhar com detecção comportamental avançada e análises multiestágio, ampliando a capacidade dos times de prever ataques com minutos ou horas de antecedência.

5) Governança, ética e regulamentação emergente

Para 2026, modelos regulatórios como o PL 2.338/2023 e diretrizes internacionais de IA responsável devem se tornar exigências práticas, impactando diretamente arquitetos e líderes técnicos.

O que muda na atuação dos profissionais de TI?

  • ↑ Aumento da responsabilidade em validar e supervisionar decisões da IA.
  • ↑ Necessidade de compreender comportamento algorítmico e métricas avançadas.
  • ↑ Relevância da curadoria e verificação humana sobre automações complexas.
  • ↑ Adoção de pipelines híbridos humano + IA.
  • ↓ Tempo gasto em tarefas manuais de baixo impacto.
  • ↑ Ênfase em governança, rastreabilidade e documentação inteligente.
  • ↑ Relevância da arquitetura semântica e engenharia de dados aplicada à IA.
  • ↑ Demanda por especialização em agentes, fluxos autônomos e MLOps.

Conclusão

A inteligência artificial, seja para TI, seja para os demais setores, já faz parte da rotina de colaboradores e usuários, aprimorando atividades e possibilitando que tarefas sejam desburocratizadas.

Entretanto, é necessário que os profissionais compreendam suas limitações e saibam utilizá-las de forma estratégica. Afinal, a IA não substitui o conhecimento técnico, mas potencializa a produtividade, a tomada de decisões e a inovação nos projetos.

Esteja pronto(a) para abraçar um cenário de TI que explora essa e outras tecnologias que têm se tornado cada vez mais fundamentais no mercado: conheça todas as turmas da Escola Superior de Redes (ESR)!

Dicas extras para quem chegou até aqui!
👉 Baixe agora o infográfico complementarAs 13 profissões de TI mais impactadas pela inteligência artificial”, um mapa visual que mostra como cada função está mudando, quais habilidades estão em alta e aponta as melhores oportunidades para os próximos anos.

E continue sua jornada na ESR explorando nossos conteúdos relacionados:
Guia de IA Agente;
Reflexos da IA na cibersegurança;
Requisitos de rede para IA;
Machine learning: o que é e por que importa?
Panorama da IA no mercado de TI – infográfico gratuito.

FAQ – Guia de inteligência artificial para TI 

1. A IA vai substituir os profissionais de TI?

Não. A tendência é de transformação, não substituição. Funções estão sendo ampliadas, reestruturadas e especializadas, o que detalhamos em nosso infográfico mais recente.

2. Preciso ser especialista em IA para continuar relevante na área?

Não necessariamente. Mas será indispensável dominar conceitos básicos de IA, governança, automação inteligente e ferramentas aplicadas ao seu campo técnico.

3. Quais áreas da TI serão mais impactadas até 2027?

Infraestrutura, dados, segurança e desenvolvimento são as quatro frentes mais atingidas e também as que mais apresentam oportunidades de evolução.

4. IA generativa e IA clássica são aplicadas da mesma forma?

Não. A IA generativa amplia criação e automação cognitiva, enquanto a IA preditiva opera em análises e classificações. Profissionais de TI trabalharão com ambos os modelos integrados.

5. Como posso acompanhar as mudanças mais recentes?

Com conteúdos especializados da ESR e com a atualização contínua em MLOps, governança de IA, automação inteligente, segurança e engenharia de dados.

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