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Blog da ESR

  • programador trabalhando a noite scaled 1
    Segurança

    Reflexos da IA na cibersegurança: você conhece o potencial dessa relação?

    Talvez ainda seja comum associar os reflexos da IA na cibersegurança a um espectro negativo, uma vez que a tecnologia possui pouca regulamentação e se transforma em ritmo acelerado, o que também exige do setor de TI uma adaptação constante. Entretanto, distanciado o senso comum, sabe-se que a inteligência artificial (IA) pode contribuir para uma cibersegurança global mais pujante e que consegue dar conta de problemas que, agora, ultrapassam a capacidade humana de observação e a sua escalabilidade de trabalho.  Os ataques e as ameaças às estruturas de rede organizacionais continuam crescendo e encontrando maneiras de driblar as estratégias e políticas de segurança mais tradicionais. É nesse sentido que apostar em inovação, como a IA, tem se mostrado uma alternativa importante para subverter o problema.  Neste artigo, vamos conversar mais sobre a relação entre a IA e a cibersegurança e os caminhos possíveis para uma nuvem mais harmônica. 6 reflexos da IA na cibersegurança O cenário sem precedentes de ataques, crimes cibernéticos sofisticados e mais pessoas conectadas à rede acendeu um alerta nas equipes de segurança da informação: como adaptar as políticas e ferramentas de segurança a esse ritmo de eventos acelerados  e como identificar com assertividade quais deles são realmente suspeitos?   A resposta está no uso de tecnologias baseadas em IA, as quais são capazes de transformar essa avaliação crítica em um processo automatizado, que analisa uma grande quantidade de dados em velocidade recorde.  Nesse sentido, veja os principais efeitos da IA na cibersegurança na lista destacada a seguir: 1) Um passo além na avaliação big data  A IA e o seu subconjunto ML são ferramentas que operam, como o nome da última indica, por aprendizado. Juntas, ao observarem uma grande quantidade de dados de forma metodológica e automatizada, ou seja, com múltiplos eventos de maneira processual, conseguem identificar novos tipos de ameaça de maneira precisa. Isso ocorre uma vez que a tecnologia, segundo a leitura big data, estabelece um padrão de comportamento e cria perfis de usuários ativos e redes, sendo possível detectar e responder a desvios das normas estabelecidas pela organização. É como se as equipes de segurança saíssem da dinâmica de “apagar incêndios” e pudessem prever quando esses incêndios iriam ocorrer, onde e como impedir que eles sequer começassem.  Aqui você pode se perguntar: do que isso se distingue da análise de dados (AD) já amplamente difundida e utilizada nas empresas? Objetivamente, enquanto a AD não é interativa, tampouco gera autoaprendizado, representando uma análise estática dos dados já estabelecidos, a IA refere-se a tecnologias que podem entender, aprender e agir com base em informações adquiridas e derivadas. Em outras palavras, isso significa dizer que a IA fica “mais inteligente” cada vez que faz a análise de dados, de eventos e ameaças, refinando a sua aplicação e tornando-se autônoma. Com isso, um dos principais reflexos da IA na cibersegurança é levar a análise de eventos e ameaças a outro patamar, otimizando a política de segurança da informação dos negócios. 2) Novas dinâmicas de trabalho para as equipes humanas De maneira geral, a IA é representada por três modelos – inteligência assistida (melhora o que as pessoas e as empresas já fazem); inteligência aumentada (permite às empresas e pessoas fazerem coisas que de outra forma não poderiam) e inteligência autônoma (ainda em desenvolvimento, permitirá que as máquinas possam agir por conta própria). Dentro dessas possibilidades de uso da IA, há a operação de outros elementos, que igualmente tem se popularizado, como aprendizado de máquina (ML – Machine Learning), sistemas especialistas, redes neurais e aprendizado profundo.  Exemplos ou subconjuntos da tecnologia de IA: atualmente, cada um deles é capaz de contribuir distintamente para a análise de informações da rede, aprendendo e melhorando progressivamente o seu desempenho.  A IA automatiza a detecção de ameaças e, quando comparada com abordagens tradicionais baseadas em software, tem a habilidade de responder, de maneira mais eficaz e com maior efetividade, às possibilidades de ataque às informações de uma empresa, por exemplo. Assim, as equipes humanas passam a contar com uma tecnologia que analisa dados e executa a correlação de padrões de milhões a bilhões de sinais relevantes para a superfície de ataque da empresa, de modo que elas podem direcionar os seus esforços para outras demandas. 3) Disponibilização de um inventário preciso de ativos de TI  Como a IA consegue analisar uma enorme quantidade de dados e se tornar autônoma nessa atividade, também reflete a possibilidade de as equipes de segurança da informação mapearam a operação de toda a sua rede em tempo hábil, para barrar incidentes ou ameaças com celeridade.  A IA permite o levantamento de um inventário com informações relevantes e precisas acerca dos dispositivos, usuários e aplicativos com acesso a um sistema de informação, bem como realiza a avaliação da criticidade de cada um dos pontos da rede e do negócio. Com esse relatório em mãos, os gestores de SI podem realizar melhorias nos processos e na política de segurança.  4) Adoção de uma postura preventiva e mais estratégica  Os hackers também acompanham as tendências em tecnologia. Por isso, um dos importantes reflexos da IA na cibersegurança é dar às empresas uma atuação preditiva em relação às ações desses criminosos.   Os sistemas pautados em IA podem indicar quais são as ameaças globais que se destacam em determinado período, além dos setores específicos em cada negócio, auxiliando as empresas a se precaverem de incidentes futuros.  5) Maior efetividade dos programas de segurança já implementados A IA também proporciona melhor entendimento dos pontos críticos, de aprimoramento e de desempenho de um programa Infosec, visto que pode fazer a leitura e interpretação dos padrões estabelecidos na metodologia utilizada até o momento. Dessa forma, implementar a IA na cibersegurança é também apostar na otimização contínua dos programas de segurança de uma empresa.  6) Melhor alocação de recursos de segurança  Por meio do conhecimento e do uso de todos os reflexos da IA na cibersegurança elencados anteriormente, os gestores das áreas de segurança da informação conseguem melhor empregar os recursos destinados à potencialização dos programas de Infosec.  Os sistemas baseados em IA podem prever em que parte é mais provável que a rede de uma organização seja violada. Diante disso, se torna menos complexa e mais estratégica a ação de planejar a aplicação de ferramentas e recursos para as áreas que estão mais frágeis e sofrem mais riscos.  —————————————- Além desses, outros reflexos da IA na cibersegurança são evidentes, como é o caso do aperfeiçoamento das ações de resposta a incidentes e da facilidade na implementação de boas práticas de segurança cibernética, contribuindo para a redução da superfície de ataque e para a mitigação da tradicional e conhecida postura de perseguição de atividades maliciosas.  Ainda assim, embora esse cenário da IA e cibersegurança seja preponderantemente otimista, há desafios que demandam atenção das empresas e dos profissionais de TI.  A exemplo disso, da mesma forma que a inteligência artificial pode ser implementada para ir de encontro aos cibercrimes, pode também ser utilizada para potencializar as ameaças e torná-las capazes de derrotar as defesas criadas.  Dessa forma, à medida que a IA, o ML e os demais subgrupos da inteligência artificial se desenvolvem e se tornam parte integrante da rotina dos usuários, empresas e profissionais de TI precisam estar um passo à frente, assumindo a inovação como alicerce.  A parceria homem-máquina pode encontrar respostas poderosas e inéditas para diversos problemas. Mas, para isso, precisamos aceitar que este é um cenário sem retorno.  Descubra e inscreva-se na trilha de conhecimentos em cibersegurança da ESR, a escola especializada em aprendizado para tecnologia.


    17/07/2023
  • Tendências em Cibersegurança
    Segurança

    Tendências em cibersegurança que indicam como serão os próximos anos para profissionais de TI

    Você realmente está por dentro das tendências em cibersegurança para os próximos anos?  Saber essas informações pode ser um diferencial para quem deseja uma vaga no mercado de trabalho atual. Afinal, entre as oportunidades de desenvolvimento de carreira em Tecnologia da Informação em 2023, a segurança digital, em suas variadas vertentes, continua como destaque.  De acordo com um levantamento realizado pelo Adzuna, que analisou 18 milhões de vagas de emprego nos Estados Unidos no último ano, essa é uma das áreas que continuam crescendo, sobretudo quando associada ao metaverso e à digitalização de empresas e organizações.  Pensando nesse cenário de múltiplas possibilidades, separamos, a seguir, algumas tendências emergentes de segurança cibernética capazes de indicar o futuro da proteção digital.   Tendências emergentes de cibersegurança em duas diferentes áreas   Inicialmente, é importante ressaltar que a cibersegurança pode ser dividida em diversas áreas de especialização, como segurança de rede, aplicativos, dados, identidade e acesso; de dispositivos móveis; segurança em nuvem e em sistemas operacionais, entre outras.  Dificilmente, um profissional de TI vai dominar todos os conceitos desses ramos. Assim, uma das alternativas para se desenvolver no segmento é se aperfeiçoar em um deles, conhecer o que é inovador nesses campos e o que se espera deles.   Com esse objetivo, elencamos algumas especializações e o retorno que elas são capazes de dar.  1) Tendências em segurança de dados  A conformidade é uma das principais preocupações das empresas nos dias de hoje, as quais lidam, sobretudo, com o desafio sempre dinâmico e integrado de garantir a segurança de dados e o cumprimento às regras de proteção de informações.  À medida que os dados continuam se estabelecendo como um dos ativos mais valiosos do mercado, os crimes digitais que interferem ou danificam essas informações também se sofisticam.   Por isso, os times de tecnologia e os jurídicos precisam estar sempre atentos às inovações relacionadas com a tecnologia dedicada à segurança de dados e a uma proteção de data centers físicos.   Nesse sentido, um dossiê do Gartner buscou identificar os cinco principais pontos de destaque para a privacidade até 2024. De acordo com o estudo, até lá, 75% da população global terá seus dados pessoais cobertos pelas regulamentações de privacidade.   Além disso, o Top Trends in Privacy Driving Your Business Through 2024 (Principais tendências em privacidade que impulsionam seus negócios até 2024) elencou outras diretrizes nesse campo, como:  Foco em políticas de privacidade – a estimativa é que o orçamento anual médio em privacidade das grandes organizações exceda a marca de US$ 2,5 milhões até 2024. O planejamento de localização de dados como uma das prioridades nos projetos e aquisição de serviços em nuvem. Técnicas de computação para melhorar a privacidade serão usuais – sobre isso, a análise do Gartner previu que, até 2025, 60% das grandes empresas vão usar, ao menos, uma técnica PEC (computação de aprimoramento da privacidade) em análises, inteligência de negócios e/ou computação em nuvem. Governança de IA – a avaliação é que os dados hoje inseridos nos modelos de aprendizado baseados em inteligência artificial poderão influenciar as decisões tomadas anos depois. Por isso, mais do que nunca, se pensa em uma governança de IA mais robusta, como explica o analista vice-presidente do Gartner, Nader Heinen: “Uma vez que a regulamentação da IA se torne mais estabelecida, será quase impossível desembaraçar dados tóxicos ingeridos na ausência de um programa de governança de IA. Os líderes de TI terão que eliminar os sistemas por atacado, com grande custo para suas organizações e posição.” UX de privacidade centralizado – essa é uma tendência que conversa diretamente com um novo perfil de consumidor. Os usuários agora pesquisam sobre os direitos de seus dados e cobram transparência das empresas. O esperado é que essa relação se torne ainda mais contundente e leve as empresas a uma postura de experiência de usuário de privacidade (UX) centralizada. 2) Tendências em segurança de rede A segurança de redes envolve uma variedade de ações, práticas e metodologias para proteger uma rede de computadores de ameaças cibernéticas que estão por todo lugar.  Noções básicas de firewall, detecção de prevenção de intrusões (IDS/IPS), conexões VPN, autenticação e controle de acesso e registros de logs são apenas alguns conhecimentos que fazem parte dessa área. Entre as estimativas para essa vertente da cibersegurança, encontram-se:  Análise comportamental de rede – essa tendência envolve o uso de técnicas avançadas de análise de tráfego de rede para identificar comportamentos suspeitos ou anômalos. Ao monitorar padrões de tráfego e atividades incomuns, as organizações podem detectar ameaças em tempo real e responder rapidamente a possíveis violações de segurança. Aumento da adoção de soluções de segurança baseadas em nuvem – com a crescente complexidade dos eventos cibernéticos maliciosos, muitas organizações passaram a adotar soluções de segurança baseadas em nuvem, que oferecem maiores flexibilidade, escalabilidade e capacidade de resposta, permitindo uma proteção abrangente da rede contra ameaças em constante evolução. Uso crescente de inteligência artificial e aprendizado de máquina na segurança de rede – como já abordamos por aqui, a inteligência artificial e o aprendizado de máquina são cada vez mais importantes para diversas funções, inclusive as de detecção e prevenção de ameaças. Essas tecnologias podem analisar grandes volumes de dados de tráfego de rede, identificar padrões de comportamento suspeitos e tomar medidas de forma automatizada e proativa para proteger a rede contra esses ataques. Fortalecimento da segurança de dispositivos IoT – a adoção de dispositivos da Internet das Coisas (IoT) faz com que a segurança de rede tenha que se adaptar de maneira ágil para protegê-los. A implementação de medidas de segurança robustas, como autenticação forte, criptografia de dados e gerenciamento de patches, será essencial para mitigar os riscos associados aos recursos IoT conectados à rede. Enfoque na segurança de redes sem fio (Wi-Fi) – com a proliferação de dispositivos móveis e a dependência cada vez maior de redes sem fio, a segurança das redes Wi-Fi se tornará uma prioridade. Isso inclui implementação de autenticação segura, criptografia avançada e monitoramento contínuo das redes sem fio para detectar e responder às atividades maliciosas. Ênfase na privacidade e conformidade regulatória – conectada às tendências de privacidade de dados, a implementação de regulamentações como o GDPR e a LGPD e a conformidade regulatória se tornarão fatores-chave na segurança de rede. As organizações terão que garantir a proteção adequada dos dados do usuário, o gerenciamento de consentimento e a conformidade com as exigências legais relacionadas com a coleta, o armazenamento e o processamento de dados. Aumento das ameaças de ransomware e ataques de phishing direcionados – em um viés negativo, a previsão de alerta para a segurança de redes é que o ransomware continue representando uma ameaça significativa. Com isso, a tendência é que os ataques se tornem mais sofisticados e direcionados. Além disso, estima-se que os ataques de phishing apresentem campanhas cada vez mais personalizadas e enganosas. A segurança de rede terá que se adaptar e adotar medidas proativas para mitigar esses casos. Crescente colaboração entre empresas e compartilhamento de informações de segurança – à medida que as ameaças cibernéticas se sofisticam, as organizações percebem a importância de colaborar e dividir informações de segurança. Isso abrange o compartilhamento de indicadores de comprometimento (IOCs), dados de ameaças e melhores práticas de segurança para otimizar a detecção e resposta a incidentes. 👉 Leia também: Guia Segurança de Redes: o que é, para que serve e tipos existentes. Além dessas duas importantes áreas da cibersegurança e seus destaques, outras, como a segurança de aplicativos, possuem indicação de tendência e estimativa para a realização de suas operações no presente e no futuro. É o caso, por exemplo, da crescente integração de segurança em todas as fases do ciclo de vida do desenvolvimento de aplicativos (DevSecOps) e também da evolução relacionada com a gestão de identidade e acesso, tecnologia blockchain e autenticação multifator (MFA), entre outras.  A verdade é que a cibersegurança é um campo bastante vasto e que demanda capacitação constante. Assim, para profissionais que desejam se aperfeiçoar nesse mercado, a adoção de uma mentalidade de lifelong learning, ou seja, de aprendizado para a vida toda, é essencial.  Na Escola Superior de Redes, líder em educação para tecnologia, você tem acesso a uma trilha completa de cursos e treinamentos sobre os diferentes campos de TI, inclusive segurança de redes.  A metodologia da ESR, que mescla teoria e atividades práticas, capacita o aluno a pensar preventivamente e tratar os incidentes quando não for possível evitá-los.  >> Conheça os cursos da Trilha de Segurança da ESR.


    07/07/2023
  • Tendências em Ciência de Dados
    Ciência de Dados

    4 tendências em ciência de dados que refletem na sua carreira em TI

    As principais tendências em ciência de dados para os próximos anos englobam as rápidas transformações na dinâmica da sociedade e, sobretudo, nas relacionadas com o consumo – de produtos, serviços e informação.  Neste conteúdo, vamos abordar quais ganham mais destaque e como elas serão trabalhadas e aproveitadas, tanto pelo próprio segmento quanto por profissionais de TI que buscam outras oportunidades de trabalho.  Qual o cenário da ciência de dados atualmente?  O mais recente estudo da área no país, State of Data Brazil 2022, realizado em conjunto pela Data Hackers e Bain & Company, analisou, entre 10 de outubro e 28 de novembro de 2022, o panorama do setor até então. Para isso, entrevistou 4.271 participantes, os quais responderam a um questionário responsável por estruturar um relatório completo com diferentes indicadores, como:   Os relacionados com o perfil demográfico de profissionais da área; Formação e atuação no setor; Remuneração, rotatividade e fatores de satisfação no ambiente de trabalho, incluindo o impacto do trabalho remoto nas preferências profissionais, entre outros aspectos.  Compilamos os insights mais relevantes da pesquisa, que nos orientam sobre o cenário do segmento:  “Em relação à edição de 2021, aumentou a diversidade de cursos de ensino superior dos profissionais de dados, indicando maior migração de profissionais de outras áreas para a área de dados, bem como o surgimento de novas posições relacionadas com dados nas empresas.” “O percentual de profissionais abertos a novas oportunidades aumentou de 40,2%, em 2021, para 64,9%, em 2022.” “O modelo preferido de trabalho dos profissionais de dados consolidou-se como o híbrido, com dias flexíveis, com 52,6% de preferência, seguido pelo modelo 100% remoto (39%).” “A remuneração dos profissionais de dados aumentou, em média, cerca de 4% entre 2021 e 2022.” “A falta de diversidade entre os profissionais de dados é um tema relevante, com vários grupos de gênero, cor/raça/etnia e portadores de deficiência sub-representados em relação à população.” 👉 Leia a pesquisa State of Data Brazil 2022 na íntegra. O relatório corrobora a percepção da crescente importância da ciência de dados, uma área que, além de abrir novas vagas, contribui para uma postura preditiva de empresas e de soluções que operam identificando as demandas do mercado e dos usuários de maneira antecipada, com foco na satisfação e na experiência desses agentes.  A ciência de dados é uma das principais responsáveis por utilizar métodos sistematizados para, por meio de coleta, organização, análise e interpretação de grandes conjuntos de dados, extrair insights e conhecimentos valiosos que podem ser aplicados a todas as áreas da vida humana.  De forma geral, é no desenvolvimento dessa ciência que as decisões das empresas se tornam cada vez mais assertivas e estratégicas, além de voltadas para a resolução efetiva de problemas ou para que eles sejam evitados.  Quatro principais tendências em ciência de dados para os próximos anos 1) Sistemas Inteligentes (SI) Objetivamente, a inteligência artificial (IA) é um dos campos da ciência da computação que se concentra no desenvolvimento de sistemas e algoritmos capazes de analisar uma quantidade de dados bastante grande e, com isso, identificar padrões, aprender, tomar decisões e reproduzir respostas automatizadas.  Por meio desses mecanismos, a IA consegue, de maneira ágil, aplicar o conhecimento adquirido de bancos de dados diversos na melhoria de processos e experiências, em diferentes frentes – saúde, marketing, entretenimento, transporte etc.  As abordagens de utilização são inúmeras, como redes neurais; o próprio machine learning, reconhecido instrumento das marcas de consumo; e-commerce e streaming; algoritmos genéticos, entre outros.  Como tendência da área de ciência de dados relacionada com a IA está a profissionalização dos elementos que envolvem essa tecnologia, como o desenvolvimento de uma regulamentação específica para isso, bem como a continuidade dos esforços para a estruturação de processos de transparência e ética no trabalho com os dados. Há também a preocupação com a melhoria dos recursos de interpretabilidade.  Atualmente, a IA está presente em chatbots; nas recomendações de conteúdo; no reconhecimento de voz e na tradução simultânea; em veículos autônomos; nas análises de dados e padrões; em jogos e simulações; na medicina e no diagnóstico, entre outros exemplos, e a estimativa é que ela continue crescendo e, cada vez mais, seja incorporada ao cotidiano popular.   Não só é uma aposta como uma realidade de mercado.   👉 O que é inteligência artificial e como ela é a realidade do momento 2) Ética e privacidade de dados  Principalmente depois das leis de regulamentação do tratamento de dados espalhadas pelo mundo, como a GDPR e a LGPD, a pauta ética, transparência e privacidade ganhou ainda mais destaque no meio corporativo. Agora, além de as empresas se preocuparem com as adequações normativas relacionadas com o tema, os usuários estão mais conscientes do valor de seus dados. Por isso, uma das principais tendências da ciência de dados para os próximos anos é a estruturação de setores responsáveis por políticas sérias de transparência, consentimento e a adequação às leis de tratamento e segurança de dados.  3) Big data ainda mais aprofundado Atualmente, o big data não só é implementado como tem o seu potencial amplamente reconhecido nas empresas de todo o mundo. Aquelas que investem em inovação e no trabalho com dados superam a concorrência e conseguem driblar o constante desafio de interpretar as necessidades e expectativas de clientes que mudam cada vez mais rápido.  O imbróglio, para a maior parte dos negócios, não é mais lidar com o grande número e a geração constante de dados, mas, sim, desvendar a equação acima (comportamento do consumidor) e sair na frente da forte/plural concorrência, além, claro, do enfrentamento das questões de segurança.  Assim, uma das principais tendências de ciência de dados nesse sentido está associada à integração da área com a de DevOps. As práticas ágeis de desenvolvimento; automação de processos; controle de versão e implantação contínua; incidentes sobre bancos de dados expressivos contribuirão para um ciclo de vida veloz dos projetos de dados das organizações.  Outro exemplo de tendência é a aplicação mais incisiva de big data em áreas do marketing, por exemplo, para que as empresas tracem um perfil completo dos seus clientes, cada vez mais conectados à realidade omnicanal de consumo.  4) Internet das Coisas (IoT) A Internet das Coisas se interliga diretamente com as demais tendências em ciência de dados. Conceitualmente, a IoT se refere ao sistema de dispositivos que são interconectados e, por meio disso e da internet, trocam e analisam dados. O objetivo dessa tecnologia é permitir que objetos físicos se comuniquem e interajam uns com os outros, bem como com os usuários, por meio de sensores, redes e tecnologia de comunicação. Nesse contexto, a estimativa é que o recurso forneça cada vez mais integração e seja mais acessível com o passar do tempo.  Hoje em dia, a IoT desempenha um papel fundamental no desenvolvimento de cidades inteligentes; no monitoramento e na manutenção preditiva, com a otimização de processos de logística, por exemplo; na saúde conectada, quando dispositivos médicos e sensores wearable (usados no corpo) são utilizados para monitorar sinais vitais; nas atividades físicas; nos padrões de sono e muito mais, entre outras possibilidades.  ————————- Acompanhar as tendências em ciência de dados pode ser o primeiro passo para o profissional de TI que quer se especializar em alguma de suas vertentes e amplificar suas possibilidades de trabalho. O segundo é investir nas melhores capacitações do mercado.  >> Conheça os cursos e treinamentos da ESR, a líder do mercado em educação e formação para a tecnologia


    30/06/2023
  • executivo femea lendo notas pegajosas scaled 1
    Métodos Ágeis e Inovação

    Como implementar uma mentalidade ágil na sua equipe: 4 práticas essenciais

    Implementar uma mentalidade ágil não é uma prática voltada apenas para os setores de tecnologia e desenvolvimento de software das organizações. Tampouco está relacionada com a utilização isolada de ferramentas digitais e de automação. As metodologias ágeis estão um passo além disso.  Desde que o conceito foi popularizado, em 2001, por meio da publicação do Manifesto Ágil, que elencou diversas diretrizes que contribuíram para que os negócios produzissem mais valor com base em entregas frequentes e adaptativas, a agilidade foi considerada para atender aos mais variados departamentos e peculiaridades das empresas.  Nesse contexto, o RH também se transformou e passou a contrastar duas modalidades de funcionamento: a tradicional e a ágil.  Neste artigo, vamos conversar sobre esses dois modos de operação, além de dar dicas práticas para você implementar uma mentalidade ágil na sua equipe ainda neste mês.  Afinal, o que é metodologia ágil? Como dissemos anteriormente, as bases para um mindset ágil surgiram em 2001, quando um grupo de desenvolvedores de software, insatisfeito com o ritmo em que entregavam a demanda do mercado, propôs mudanças no status quo (“estado atual”).  Nesse contexto, os profissionais elaboraram um Manifesto Ágil, que priorizava entregas de produtos e serviços em ciclos mais curtos, com a devida atenção ao valor produzido para os clientes, sem desprezar processos e ferramentas a fim de obter resultados mais contundentes.  O objetivo por trás dessa ideia era otimizar alguns processos que demandam muito tempo, equipes e investimento, subdividindo-os em projetos com tarefas menores, acompanhados por equipes multidisciplinares.  Para dar certo, portanto, as metodologias ágeis dependem de uma combinação de fatores:  Cultura organizacional voltada para o crescimento e o aprendizado contínuo; Tecnologia;  Acompanhamento e mensuração de dados;  Maleabilidade para adaptação de rotas, produtos e etapas das operações que não performam bem; Orientação por meio de dados;  Profissionais capazes de interpretar dados;  Adoção de ferramentas ou métodos que tornem isso mais fácil, como Scrum, Design Thinking e OKR, entre outros;  Foco no cliente. Ou seja, implementar uma mentalidade ágil depende da tecnologia, mas não é reduzida somente a ela.  De forma geral, o conceito pode ser definido como um conjunto de posicionamentos que priorizam a experiência do cliente, o valor produzido e o alinhamento com a estratégia organizacional. Para isso, projetos são organizados de forma mais enxuta, em ciclos menores, para que pontos falhos sejam revisados em tempo hábil. Atualmente, a mentalidade ágil abrange grande parte dos setores de um negócio, uma vez que a competitividade do mercado é grande, assim como o perfil dos consumidores é outro – mais atento e disposto a comparar. Dessa forma, é necessário que todos os departamentos sejam guiados por esse mindset, inclusive para atuarem de forma integrada e orientada por um único propósito.  Leia também: As habilidades mais valorizadas no mercado de trabalho de Tecnologia da Informação O que significa um RH ágil?  O RH ágil utiliza as premissas do Manifesto Ágil de 2001 para adaptar esse mindset às suas particularidades. Assim, os pilares de redes colaborativas; transparência; adaptabilidade; inspiração e comprometimento; motivação intrínseca e ambição são reconfigurados para as dinâmicas desse departamento, tornando-o diferente do tradicional.  Enquanto o RH tradicional mantém as hierarquias; o zelo pelo sigilo de seu modus operandi; a baixa habilidade para adaptação, principalmente no que diz respeito aos processos seletivos; gestão rígida; foco em retenção a qualquer custo e em execução de obrigações, o RH ágil entende que os colaboradores são a essência para a entrega de um produto ou serviço de qualidade. Por isso, privilegia o trabalho colaborativo, a comunicação sem julgamentos, o desenvolvimento pessoal e profissional constante e uma postura preventiva em relação às necessidades dos times, da empresa e dos clientes.  É uma visão holística de todo o negócio, permeada pela tecnologia de análise de dados e automação, o que permite aos profissionais de RH uma gestão efetivamente estratégica de pessoas e resultados.  Como implementar uma metodologia ágil na sua empresa?  Os setores de RH que desejam adotar uma metodologia ágil na empresa precisam trabalhar as premissas e combinações de fatores sobre as quais comentamos acima. Esse é o primeiro passo.  1) Desenvolva uma cultura organizacional voltada para o mindset ágil Crie um planejamento que contemple metas e objetivos a curto, médio e longo prazos para a construção de uma mentalidade de crescimento contínuo, individual e coletivo. Para isso, cheque novamente as diretrizes que elencamos anteriormente e observe quais pontos demandam mais atenção na sua empresa; quais já estão desenvolvidos; o que será preciso para engajar a equipe nesse projeto; quais os principais desafios de inovação da empresa nesse momento; como o RH pode auxiliar a conquistar os resultados esperados… Essas são algumas perguntas que podem ajudar o RH a estruturar um projeto de disseminação de uma cultura organizacional ágil. 2) Encontre a tecnologia certa As ferramentas e plataformas são verdadeiras aliadas para se implementar uma mentalidade ágil. É fato que, para acelerar processos, descartando aquilo que é desnecessário, é imprescindível contar com a tecnologia adequada. Pesquise softwares de gestão com recursos que atendam à sua organização, softwares de agilidade etc. Enxergue a tecnologia e a automação como bases essenciais para a empresa se tornar realmente ágil. A tecnologia tira do capital humano as responsabilidades por tarefas burocráticas e repetitivas, assegurando que ele seja direcionado à inovação, à criação de novos produtos e às formas de conexão com os clientes. 3) Conheça as abordagens ágeis do mercado Existem diversas abordagens que podem tornar mais simples a implementação de uma mentalidade ágil. É o caso do Scrum, do SFIA e do Design Thinking, por exemplo.  O primeiro se trata de um framework, entre os diversos da metodologia ágil, que prevê a utilização de ferramentas do desenvolvimento iterativo e incremental para otimizar os processos e gerar mais valor para os clientes na ponta final.  Leia também: Certificação Scrum: conheça as principais do mercado Já a Skills Framework for the Information Age (SFIA) é uma organização global sem fins lucrativos que nutre um framework de habilidades e competências para um mundo digital. Além de melhorar a performance dos times, com ela, você pode comparar a sua empresa ou instituição com players de todo o mundo.  Leia também: Ebook  SFIA – conheça o framework e seus benefícios para TI Por fim, o Design Thinking adota uma resolução de problemas que utiliza ferramentas e o funcionamento típico do design para encarar um desafio, por meio de uma visão projetizada com viés criativo, unindo propósito e foco na resolução de problemas. Todas essas ferramentas e abordagens auxiliam o projeto de uma mentalidade ágil, seja no RH, seja nos demais departamentos de uma empresa.  Leia também: As 5 principais etapas do Design Thinking 4) Não tenha medo de recorrer à ajuda Implementar uma mentalidade ágil está condicionado à capacidade de uma empresa reconhecer erros e aperfeiçoá-los. Por isso, não há espaço para certezas imutáveis e saberes cristalizados.  Identifique os pontos críticos do setor de RH ou da empresa e não hesite em buscar soluções no mercado que possam driblá-los. Em outras palavras, peça ajuda quando necessário!  Um bom exemplo para esses casos é a Consultoria Educacional desenvolvida pela Escola Superior de Redes (ESR). O serviço busca orientar as empresas a trilharem caminhos relevantes, capazes de garantir o desenvolvimento dos seus colaboradores em consonância com o que há de mais atual no mercado.  A Consultoria Educacional ajuda gestores de TI e de RH a otimizarem os recursos investidos no desenvolvimento profissional das equipes e gerar resultados mais assertivos e alinhados com os objetivos da organização, focando em uma capacitação de profissionais que é voltada para o enfrentamento de desafios da área de TIC. A consultoria possibilita a entrega de um plano de capacitação para desenvolvimento profissional das equipes das organizações, responsável por apontar áreas de conhecimento a serem exploradas. Além disso, o serviço treina as lideranças de TIC e de RH para a prática de uma gestão mais efetiva, alinhada às necessidades da instituição. Desde 2006, a Escola Superior de Redes já foi responsável por capacitar mais de 30 mil alunos e possui excelência reconhecida pelo mercado em instituições de diversas naturezas, sobretudo por utilizar um dos mais reconhecidos frameworks ágeis do mercado, o mundial SFIA. Solicite uma demonstração da solução aqui e continue esse papo com os nossos especialistas.  Você também pode gostar: 10 motivos para investir constantemente em treinamentos de TI


    26/06/2023
  • Desafios comuns em Projetos de Rede
    Administração e Projeto de Redes

    5 desafios comuns de projetos de rede e como os profissionais de TI podem driblá-los

    Quando se fala nos desafios comuns de projetos de rede, parte-se do entendimento de que essa é uma prática complexa e crucial para o funcionamento estratégico e seguro de sistemas de tecnologia da informação.  Por meio dos conhecimentos multidisciplinares necessários para que um projeto de rede seja bem estruturado se infere a complexidade do tema e de suas questões. Assim, um profissional de TI especialista nessa função precisa compreender as noções básicas de um conjunto de atividades e etapas essenciais para aprimorar uma rede de TI. É o caso, por exemplo, do entendimento de topologia, equipamentos envolvidos nesses trâmites, protocolos, serviços de segurança e compliance, além de ferramentas e metodologias que atendam às necessidades de comunicação e de compartilhamento dos recursos de uma empresa.  Nesse sentido, superar problemas e situações de alerta parece, muitas vezes, um caminho tortuoso para os profissionais de TI. Entretanto, existem formas de clareá-lo.  O presente artigo visa exatamente responder, de maneira objetiva, como profissionais de TI podem se desvencilhar dos desafios comuns de projetos de rede.  Você vai ler aqui: Quais as fases de um projeto de rede;  O que um profissional de projetos de rede deve saber;  4 desafios comuns em projetos de rede e como superá-los. Quais as fases de um projeto de rede?  De maneira geral, embora precisem ser observados à luz das especificidades de cada organização, podendo ser moldados para atender melhor a essas diferenças, os projetos de rede costumam ser estruturados mediante uma abordagem sistemática que envolve etapas como: Análise de requisitos – quando se identifica quais as necessidades de rede da organização; qual o estado da atual rede; o que é essencial em termos de capacidade, disponibilidade, velocidade, alcance geográfico, modalidades de dispositivos, segurança e desempenho. Planejamento – momento em que se traça uma estratégia geral para a rede, indicando qual seria a tecnologia adequada. Por exemplo, observação de cabeamento e as demais ferramentas de rede, tais quais servidores, roteadores e switches. É importante também definir os alicerces da arquitetura de rede, levando em conta tópicos como segmentação, endereçamento IP, redundância etc. Projeto lógico – diagramação e um possível modelo de rede, o qual deve indicar os componentes necessários para que o projeto seja executado na prática, além de suas interconexões. Projeto físico – reflexão, quando necessário, sobre os espaços físicos que receberão os equipamentos de rede, com análise de espaçamento, refrigeração e existência de geradores, entre outras possibilidades. Implementação – fase efetivamente direcionada à aplicação do projeto, ou seja, instalar e configurar dispositivos de rede baseados no projeto. A ação pode incluir a configuração de endereços IP; a criação de VLANs; o estabelecimento de conexões de rede; a configuração de recursos de segurança e de identificação de ameaças; as ferramentas que otimizam a rede na nuvem etc. Mensuração – é necessário checar e testar se o projeto encontra respaldo na prática. Dessa forma, os projetos de rede precisam contar com etapas que verifiquem a rede e garantam que ela esteja operando conforme o esperado pelo escopo do projeto. Há diversos testes que podem ser executados nessa fase, como os de desempenho e conectividade. Registro – por fim, todo projeto de rede deve ser documentado e permitir a gestão de conhecimento do percurso e implementações a fácil acesso, para prevenção de erros futuros e também para abordagem preventiva e não reativa.   Os projetos de rede podem ser direcionados para fins diversos e diferentes, como a construção de uma nova rede, expansão de uma já existente ou sua atualização. Para todos os objetivos, é essencial seguir protocolos e processos estruturados capazes de permitir ao profissional de TI aprimorar constantemente sua metodologia, inserindo, modificando e/ou atualizando o que for pertinente a cada organização.  Quando o projeto de rede é bem estruturado, a rede da organização ganha em desempenho e fica menos suscetível aos crimes cibernéticos. 👉 Leia também: Guia Segurança de redes: o que é, para que serve e tipos existentes Sou profissional de TI e quero me especializar em projeto de rede. Quais conhecimentos preciso buscar?  Como dissemos anteriormente, um projeto de rede aborda diversas áreas da TI, afinal, estrutura a rede de uma empresa.   Por isso, é indicado que o profissional reconheça alguns conceitos como:  Serviços de rede; Segurança de rede; Roteamento; Switching;  Sub-redes; Endereçamento IP; Topologias;  Protocolos de rede. Adquirir especialização em todas essas frentes isoladamente pode não ser possível por causa do alto investimento de tempo e recursos. Por isso, uma alternativa é buscar capacitação e cursos que proponham uma abordagem completa e direcionada para a compreensão prática da área como um todo.  👉 Conheça aqui a trilha otimizada de conhecimentos sobre Administração e Projetos de Redes da Escola Superior de Redes 5 desafios comuns em projetos de rede e como superá-los Por fim, chegamos aos principais desafios relacionados com o exercício da projeção de redes. Confira! 1) Não implementar o mindset DevSecOps Dentre os principais enganos de projetos de rede e da estruturação de operações de TI em geral está a não implementação de uma cultura DevSecOps, na qual tanto desenvolvedores quanto administradores de rede se preocupam com a nova tendência voltada para as plataformas cloud native e cloud computing, bem como as situações fáticas, como a sofisticação dos cibercrimes e de malwares, e a necessidade de adequação das empresas às regulamentações legais.  O grande objetivo de uma mentalidade DevSecOps, ou no mínimo DevOps, é garantir adaptabilidade da TI às demandas velozes de transformação do mercado e à velocidade dos lançamentos.  Unir desenvolvimento e operação em processos integrados e automatizados em um mesmo fluxo, inclusive em uma análise de âmbito de rede, é um grande diferencial dos negócios. Para mitigar esse problema, a empresa pode investir em estratégias de comunicação dessa cultura, promovendo sua absorção. Também pode designar equipes técnicas e especializadas em segurança e desenvolvimento, além de prever e disponibilizar um orçamento específico para a tarefa no início do exercício financeiro. Incentivar a integração das equipes de trabalho também é importante.  2) Planejamento inadequado  Abordamos por aqui que uma das fases do projeto de rede está conectada ao planejamento do que será estruturado.  É comum que essa etapa seja realizada de forma insuficiente ou inadequada, muitas vezes, ignorando/negligenciando pontos importantes, como requisitos, capacidade futura, complexidade e o não detalhamento de possíveis falhas de segurança.  Um caminho para driblar esse que é um dos desafios comuns em projetos de rede é estipular que as fases iniciais do escopo terão mais tempo e serão observadas por mais de um profissional, visando à contribuição plural de percepções acerca de estabilidade, da segurança da rede, de dados e da informação.   3) Incompatibilidade  Quando o projeto de rede é utilizado para a atualização ou expansão de uma rede já existente, é comum o fenômeno da interoperabilidade. Isso significa dizer que pode haver diferentes protocolos, configurações e versões de software disponíveis na rede e, por isso, uma incompatibilidade de funcionamento entre eles.  Uma das possibilidades de reduzir esse desafio comum em projetos de rede é, antes da implantação do escopo, conduzir testes que chequem a interoperabilidade. Ou seja, verificar a compatibilidade de dispositivos, sistemas operacionais e protocolos, por exemplo. É válido lembrar que essa é uma tarefa constante e que demanda atualização persistente para que se tenha certeza de que todos os componentes da rede são capazes de se comunicar adequadamente.  4) Gerenciamento de mudança e desempenho  Com a necessidade de crescimento da rede e da mudança do projeto original, a demanda por adaptabilidade e harmonia entre os componentes também evolui, assim como por largura de banda e pelo alto desempenho.  Lidar com mudanças sem que haja um plano especificado para elas pode ocasionar interrupções e os desafios mencionados acima – incompatibilidade e perdas de dados. Além disso, a latência é comprometida, há congestionamento e perdas de pacotes de informações codificadas, o que pode prejudicar a eficiência e a qualidade do projeto.  Para que isso não ocorra, é indicado manter a documentação do projeto e das mudanças atualizado, bem como é necessário, de fato, ter uma rotina de testes programada. Em outras palavras, monitorar o desempenho, a necessidade de mudança e registrar tudo de forma processual é imprescindível. Ajustar configurações de QoS também pode contribuir para a mitigação dessa problemática.   5) Não se atentar à importância da fase de gerência de rede Um dos principais desafios de projetos de rede é capacitar o profissional responsável para a etapa da gerência de rede.  Depois da implantação de um projeto, é necessário monitorar seu funcionamento e o da rede, sob pena de, caso a etapa seja negligenciada, ocorrerem problemas que comprometam a qualidade do serviço (QoS | Quality of Service) e provoquem uma degradação do funcionamento da rede. Assim, é fundamental ter atenção à fase de monitoramento do comportamento da rede, com adequação das falhas, correção dos processos quando necessário e investimento em melhorias contínuas.  Investir na capacitação profissional é um meio para driblar essa problemática, uma vez que uma equipe técnica será capaz de estruturar a gerência e saber o que fazer quando encontrar uma inconsistência.  ———————————- Para todos os diferentes desafios comuns em projetos de rede há uma dica de ouro: investimento em capacitação técnica para saber reconhecê-los e, com isso, traçar estratégias para superá-los de forma ágil e que cause menos prejuízos à organização.  >> Inscreva-se na Trilha de Conhecimento da ESR sobre Administração e Projetos de Redes ainda este mês! 


    19/06/2023
  • Profissional de Agilidade
    Métodos Ágeis e Inovação

    5 coisas que um profissional de agilidade não deve fazer

    Ao longo dos anos, a agilidade tem se tornado muito importante no meio corporativo, sendo considerada e adotada por diversas empresas como forma de aumentar a eficiência e a produtividade, sem deixar de lado a qualidade do produto ou serviço. Por isso, entender o que um profissional de agilidade não deve fazer em uma organização é essencial para os negócios atuais.   Nesse sentido, é importante lembrar que um profissional que atua nessa área precisa dispor de determinadas competências técnicas e, principalmente, comportamentais para implementar o conceito adequadamente.   Nesse artigo, abordaremos cinco ações que não devem ser reproduzidas por nenhum profissional que se especialize em agilidade.   O que não fazer quando se trabalha com agilidade?  1) Embate metodológico  Um dos princípios fundamentais da agilidade é o foco no cliente. É importante que o profissional esteja sempre atento às necessidades de seu consumidor e estabeleça com ele uma comunicação clara e assertiva.    Uma comunicação eficaz evita mal-entendidos e garante que todos estejam alinhados com o propósito e objetivo do projeto. Por isso, antes de defender determinada ferramenta ou metodologia e impor sua escolha pessoal procure entender, dentro das necessidades do time, o que faz mais sentido para eles e por que faz mais sentido. Um embate saudável, no qual todos são ouvidos e não julgados, para tomar uma decisão coletiva sobre o ferramental utilizado é sempre bem-vindo. Dessa forma, criar um ambiente que não incentive essas trocas é uma das principais dicas do que um profissional de agilidade não deve fazer.  2) Achar que é bala de prata  Cada projeto ou produto é único e possui as próprias necessidades, características e indicadores ideais para mensurar seu desempenho. Nesse contexto, é importante que o profissional de agilidade esteja sempre disposto a adaptar a abordagem para melhor atender às necessidades específicas de cada projeto ou produto.   Afinal, a agilidade não é bala de prata. Nem sempre ela será a resposta unitária para um resultado mais assertivo, sendo necessário ter essa flexibilidade como competência.  3) Entrega por entrega  Um princípio fundamental da agilidade é o compromisso com a qualidade nas entregas. Porém, é comum que, em uma busca por entregas rápidas, esse propósito seja deixado de lado, tornando-se somente mais uma entrega.   Nunca se esqueça de que por trás dessa lógica existe um “por que isso é importante?” e “por que essa determinada entrega foi selecionada?” e se ela está relacionada com as estratégias de negócio da empresa.   A agilidade não é importante porque permite a realização de resultados mais rápidos por meio de suas metodologias e mindset. Ela é importante porque, com isso, a empresa terá um ROI mais rápido e assertivo. E isso faz toda a diferença para os stakeholders. Assim, você terá um equilíbrio entre entregas rápidas e qualidade, provando o verdadeiro valor da agilidade.  Não pensar no propósito e encadeamento das entregas é uma coisa que um profissional de agilidade não deve fazer em um negócio. 4) Não criar segurança psicológica  A mudança de mindset para uma transformação cultural e implementação das metodologias ágeis é intensa.   Você estará diante de pessoas que realizam atividades quase que de forma automática e talvez não estejam dispostas a mudar, afinal, toda mudança traz dor.    As renúncias exigidas pela mudança precisam ser cuidadas pelo profissional de agilidade. A segurança desse colaborador refletirá na segurança da liderança que, por consequência, dará segurança para que o time perceba que, por mais que uma mudança cause dor, ela também resulta em muito crescimento e desenvolvimento.      5) Achar que o MVP é priorização de backlog  O Minimum Viable Product (MVP) é a versão mais enxuta possível de uma solução. É fazer o suficiente para testar sua hipótese de negócio e decidir se deve MUDAR, PERSISTIR ou DESISTIR. Ou seja, é entender se há necessidade de adaptação ou se a empresa deve prosseguir ou abdicar da hipótese testada por meio do MVP.    Um erro muito comum e uma das coisas que o profissional de agilidade não deve fazer é considerar somente as funcionalidades presentes no MVP, em vez de priorizar o foco no propósito daquela determinada hipótese. Assim, o importante é definir se é do desejo e se faz sentido para seu cliente. O “como” e suas funcionalidades vêm depois.   _________________________ Para concluir, pense na agilidade para além do cinto de utilidades do Batman. Observe-a como uma forma de entregar valor que, quando amparada por métodos e um modelo mental, pode levar sua estratégia de negócio para mais perto de seu cliente, alinhando seus propósitos e colocando a empresa em vantagem competitiva com o mercado.  Você também pode gostar: Como os métodos ágeis podem ajudar no dia a dia das empresas? 


    12/06/2023
  • O que é PLG
    Métodos Ágeis e Inovação

    O que é PLG? Entenda a abordagem Product Led Growth

    Empresas como Asana, Zoom e Dropbox adotam a abordagem de utilização de crescimento da organização focada no produto. Em linhas gerais, isso explica o que é PLG ou Product Led Growth.  Neste artigo, vamos conversar mais sobre esse conceito e quais os benefícios de sua implementação para os negócios atuais e para as áreas de TI.  O que é PLG? Para entender uma empresa que usa a abordagem do foco no produto e, por meio  disso, orienta seu crescimento e escalabilidade do negócio, é necessário conhecer as outras três formas de alinhar as estratégias de crescimento em uma organização.   Normalmente, uma empresa tem a área de venda do produto como sua verdadeira bússola. É o que se chama Sales Led Growth (SLG), metodologia por meio da qual a empresa foca sua operação na venda do produto, e não no produto em si.  Nesse modelo de atuação, é o time de vendas quem lidera o crescimento da organização e é o responsável por encantar os clientes. Ou seja, os profissionais de vendas são os que distribuem o produto do negócio e falam da necessidade do cliente, além do quanto do produto a organização precisa melhorar, vender e estruturar.  É uma abordagem que já foi e ainda é bastante utilizada, mas que tem perdido espaço com a digitalização e a migração do mercado para um contexto que depende do encantamento do cliente por aquilo que ele vê.   Na abordagem Marketing Led Growth (MLG), é o time de marketing quem lidera a estratégia de crescimento, enquanto no terceiro tipo, o Tech Led Growth (TLG), a tecnologia é utilizada como liderança de crescimento da organização, indicando que a digitalização das funções do negócio apoia a estratégia de mercado dessa organização, o crescimento e a distribuição dos produtos.  Diferenciando-se de todas essas metodologias concentradas na empresa, o PLG torna possível o crescimento e a escala da empresa focados integralmente na experiência do usuário sobre o produto.  A necessidade do usuário faz com que ele consuma um produto desejável, escalável e sustentável, e o PLG se relaciona com isso à medida que tem como objetivo observar e orientar as estratégias para essa equação. Dessa forma, todas as pessoas trabalham em prol do produto, o qual vai guiar os demais planos de ação, e não mais o contrário.  É o que houve, por exemplo, com o case Blockbuster e Netflix. A primeira focava sua abordagem no processo de vendas, enquanto a última passou a direcionar seus esforços e melhorias de processo de acordo com a avaliação do produto. Você já sabe qual performou melhor, certo?  Nessa lógica, a estimativa é que negócios liderados por serviços sejam avaliados em, no máximo, três vezes a receita. Em contrapartida, os negócios liderados por produtos normalmente são modelados em dez vezes a receita da empresa.  Outro ponto de destaque da compreensão do que é PLG é que uma operação focada em um mindset de produto auxilia a própria estruturação desses processos e a abertura do IPO.  Atualmente, essa é a abordagem que mais dá match com o perfil de consumidor atual, do qual 70% das decisões que envolvem compras já foram tomadas antes que haja alguma comunicação com o time de vendas ou tecnologia. Ou seja, o potencial de alcance dessas equipes não é mais o mesmo.  Você também pode gostar: “Como implementar o design thinking de maneira prática” Como estruturar o PLG em uma empresa? Para entender o que é PLG e implementar de fato essa abordagem de crescimento, é preciso checar vários pontos essenciais da operação da empresa: estratégia, cultura, comercial, cliente, operação e, claro, produto. Com essas informações em mãos, execute o passo a passo abaixo:  Estabeleça um conjunto básico de princípios e valores alicerçados no propósito do negócio, para que seja mais fácil criar objetivos que se comuniquem com eles. Planeje cada passo da jornada e mantenha o foco. Alinhe o CEO e os executivos à jornada. Toda a equipe deve comprar a ideia de que o trabalho será voltado para o produto para que seja possível a disseminação dessa cultura. Além disso, essa etapa é importante para equilibrar as expectativas de retorno e a realidade. Fomente a comunicação aberta para difundir a cultura. Alinhe todas as pessoas, unindo-as em um único objetivo. Venda com desenvolvimento estratégico em mente. Adapte a estratégia de precificação para mantê-la sustentável. Qualifique o time de vendas, pois a maneira de vender um produto é diferente de vender um serviço. Use o produto como ferramenta de marketing (aquisição, ativação, retenção e fidelização de clientes). Identifique o cliente ideal. Atente-se aos early adopters para encontrar seu marketing feature. A construção do produto é liderada pelo usuário, por isso essa associação é importante. Meça sempre a satisfação para evoluir o produto com constância. Estabeleça um time de produtos de fato capacitado para viabilizar a tecnologia àquilo que o produto diz entregar. Antecipe a resistência passiva (inércia em relação à necessidade de mudança). Alinhe os incentivos e indicadores de performance (KPIs). Revise e melhore os processos. A adaptação é essencial para que a operação funcione. Adapte frequentemente o mindset de produto, adequando-o à realidade econômica, da empresa, do contexto etc. Determine se o produto é escalável e até que ponto consegue chegar atendendo a uma necessidade. Ofereça experiências. _____________________________________ O PLG, Product Led Growth, não é somente sobre o produto. A abordagem abrange a empresa como um todo, sua cultura, como fazer o cliente ter sucesso no uso desse produto, o entendimento sobre como a equipe de vendas interage com a equipe de marketing para tornar um produto escalável etc. É a percepção do que se traz de features em torno do valor que será entregue, é a diferenciação de experiência, olhar para os dados e as métricas (internos e externos) e saber o que vale a pena manter e direcionar, olhar para o que é tendência e fazer tudo isso funcionar tanto para o negócio quanto para o cliente.   Portanto, é uma abordagem de crescimento completa, que demanda conhecimento e envolvimento de todos os agentes da empresa, inclusive e, sobretudo, dos responsáveis pela condução da tecnologia.  Assista ao webinar “PLG na íntegra”, realizado pela ESR, com Douglas Castanharo, Head de Digital na Verity, e Alvaro Gabriele, Product Specialist na Verity, e descubra outros detalhes dessa prática.


    01/06/2023
  • experiência do cliente
    Métodos Ágeis e Inovação

    Experiência do cliente e agilidade: qual a relação entre elas?

    A Escola Superior de Redes (ESR) promoveu um bate-papo esclarecedor sobre a relação entre experiência do cliente e agilidade e de que maneira a última pode contribuir para a melhoria da primeira. Neste artigo, você encontra os takeaways do evento realizado com Eduardo Miyake (Business Transformation Manager da Pfizer) e Alex Melo (Consultor de Inovação e Agilidade). O resultado, na íntegra, dessa conversa você encontra aqui.  Continue conosco para conferir. Como a agilidade contribui para a experiência do cliente? A fim de responder a esse questionamento, separamos os 5 principais tópicos abordados no webinar “Agilidade e os impactos na experiência do cliente” sobre o assunto.  1) A experiência do cliente realmente existe no Brasil ou é só um PPT bonito?   A experiência do cliente evoluiu não só nas empresas, como na perspectiva relacionada com os consumidores. Como clientes, somos mais exigentes e buscamos mais do que um bom produto.   Uma experiência positiva ou negativa reflete em repercussão significativa para a marca. Tanto é que exemplos não faltaram no bate-papo, como o de um restaurante japonês que recebe seus clientes com o shoyo favorito de cada um deles; o grande Barbosa, piloto que mudou os processos e a experiência dos clientes em sua companhia aérea ou o de uma rede de sanduíches que não consegue entender as necessidades do cliente por causa de seu processo encapsulado.   É importante saber que a experiência do cliente começa na própria empresa. Quando essa preocupação legítima é transmitida pela empresa para além de um time e de uma liderança, abordando a passagem pela cultura, a proximidade com o cliente se torna orgânica.  A partir disso, é possível pensar na equação experiência do cliente e agilidade.  2) Empresas que são próximas de seus clientes sempre saíram na frente.  Muitas vezes, uma inovação simples reflete em uma experiência significativa melhor. O mais importante é um olhar empático com quem é seu cliente e, para isso, a acessibilidade é fundamental. O exemplo da esteira digital de uma companhia aérea nos mostrou exatamente isso. A expectativa que seu cliente tem com a marca já é o primeiro contato dele. Nesse sentido, o modelo de negócio impacta diretamente a experiência do cliente, pois, por meio de um modelo de negócio declarado, há clareza para a construção da expectativa do cliente. Ele já sabe o que esperar e, geralmente, escolhe a marca por ter essa expectativa clara mesmo antes de ter a experiência de fato.    3) Como a agilidade ajuda a criar experiências positivas?  Provar o valor da agilidade é um dos principais desafios de hoje. Não é só colar post-it, não é moda, não é um “cinto de utilidades gourmet”.  O “fazedor de agilidade” não é aquele que pega o cinto de utilidades e usa todas as ferramentas sem pensar no propósito de cada uma delas, mas, sim, o que usa agilidade para produzir valor.  Ser ágil é diferente de ser rápido. Ser ágil é gerar valor de modo frequente e entregar de maneira frequente. É sobre entregar valor de maneira enxuta o tempo inteiro.  A agilidade é um fio condutor para chegar ao objetivo e, por isso, está em simbiose com a experiência do cliente, a visão executiva e as estratégias de negócio.  Agilidade faz parte da estratégia. Assim, se uma transformação não acontece rapidamente de acordo com a mudança da necessidade do cliente, a marca fica em desvantagem competitiva.  A agilidade ajuda, aproxima e melhora a comunicação com as pessoas. A colaboração, os métodos práticos e uma mentalidade voltada para entregas centradas no cliente trazem métricas e dados. Com isso, os gestores podem tomar decisões sobre os caminhos que devem ser traçados.  4) Como o físico e o digital se encontram na experiência do cliente?  Conectar os canais cria aproximação com o cliente. Não importa se é por meio físico ou digital, o cliente sempre está em contato com a marca. Por isso, uma marca que se fecha para isso, se fecha para o cliente.  No final, o cliente quer ser visto, sentir que a marca se preocupa com ele e que lhe dará atenção.  Dessa forma, quantos mais canais conectarem a marca ao seu consumidor, mais ele se sentirá amparado e terá uma experiência positiva, mesmo que esteja diante de uma situação negativa.    5) “O que posso fazer muda muita coisa!”  Agilidade resulta em boas práticas. Ouvir a experiência do cliente é importante, mas também precisamos olhar para dentro.   Assim como no exemplo do metrô de Nova Iorque, corrigir os erros pequenos pode atingir os maiores por consequência. Um movimento pequeno, mas que seja recorrente e contínuo, pode gerar mais resultados.   Portanto, como você pode aplicar seu conhecimento a pequenos experimentos e impactar sua vida pessoal e profissional?  _______________________________________ Experiência do cliente e agilidade são dois fatores que otimizam os resultados de negócios de diferentes portes. Por isso, é imprescindível que as empresas se dediquem a desenvolver essa relação.  Além disso, a agilidade é capaz de gerar diversos outros benefícios para as organizações, sendo representada não só pela implementação de ferramentas, como pela transformação do mindset dos colaboradores, gestores e CEOs.  Acesse o webinar da ESR na íntegra e veja outros detalhes sobre esse assunto gratuitamente.   >>>> Você também pode gostar: As 5 principais etapas do design thinking


    26/05/2023
  • Mercado de Trabalho de Tecnologia da Informação
    RH

    As habilidades mais valorizadas no mercado de trabalho de Tecnologia da Informação

    Há bastante tempo se fala na importância de um desenvolvimento de carreira completo, que una competências de hard e soft skills. Para o mercado de trabalho de tecnologia da informação, essa demanda se faz ainda mais necessária, uma vez que profissionais do segmento lidam com situações bastante desafiadoras e de muita complexidade.  É preciso ter domínio do conhecimento técnico e ainda aperfeiçoar a capacidade analítica, a inteligência emocional e a capacidade de trabalhar em equipe.  Neste artigo, vamos abordar quais pontos você precisa focar para se tornar o candidato certo para qualquer vaga da área.  Como está o mercado de TI em 2023? Lançado em fevereiro, o IDC Predictions Brazil 2023 estima que os setores de TI e telecomunicação movimentem juntos cerca de US $80 bilhões ao longo deste ano. Nesse contexto, a tecnologia da informação, sozinha, terá um crescimento na ordem de 6,2%, e tendo em vista os avanços da área, sobretudo no que diz respeito à internet 5G e à inteligência artificial, a perspectiva é que o mercado continue se desenvolvendo.  Embora os últimos meses tenham sido impactados por demissões em massa nas big techs, como Google, Meta e Amazon, o setor não demonstra tendência para novo recuo.  De acordo com um estudo realizado pela Forbes Brasil, para os mesmos 25 cargos em alta de TI, em 2022, que contavam com 24 mil vagas abertas naquele ano, 2023 já registra 33 mil, um aumento de 38%. Diante desse cenário, sobretudo de popularização da automação, de machine learning e IA, há alta demanda por profissionais cada vez mais técnicos, que também desenvolvam a capacidade de se adaptar a inúmeras transformações da sociedade e da própria tecnologia.  Quais as profissões mais visadas por empregadores da área tech em 2023? Segundo a mesma pesquisa da Forbes Brasil, as profissões mais visadas por empregadores que estão relacionadas com a área tech são:   Desenvolvedor de back-end Desenvolvedor de front-end Product manager  Desenvolvedor full-stack  Gestor de mídias sociais Engenheiro de software  Analista de BI  Gestor de projetos  Afinal, quais são as 7 habilidades necessárias para quem quer uma vaga no mercado de trabalho de tecnologia da informação? 1) Conhecimento de Inteligência Artificial e aprendizado de máquina A IA é a próxima grande realidade no setor de tecnologia, assim, é crucial que os profissionais de TI tenham uma compreensão sólida das técnicas de aprendizado de máquina e dos algoritmos por trás de suas ferramentas e aplicações, como:   Algoritmos de aprendizado de máquina, como Árvores de Decisão, Redes Neurais, SVM etc.; Linguagens de programação usadas para desenvolver soluções de IA, como Python, R, Java etc. Eles devem estar confortáveis com a sintaxe dessas linguagens e com o uso de bibliotecas de IA, como Tensor Flow, PwTorch, Scikit-learn; Compreensão do processo de limpeza, preparação e análise de conjuntos de dados para aplicativos de IA; Conhecimento prático das diferentes arquiteturas de IA, como Redes Neurais, Redes Convolucionais, Redes Recorrentes etc.; Desenvolvimento de aplicativos de IA; Domínio sobre os aspectos éticos e de transparência relacionados com a IA e a garantia de que as soluções de IA que desenvolvem são justas, imparciais e transparentes.   2) Habilidades de programação Com a crescente demanda por tecnologia baseada em software, as habilidades de programação serão um requisito essencial para qualquer profissional de TI, como já eram há bastante tempo. É importante dominar, pelo menos, uma linguagem de programação popular, como Python, Java ou JavaScript, algo que mencionamos ser imprescindível também para a área de IA. 3) Domínio sobre Big Data e Business Intelligence O domínio sobre Big Data, ou seja, a área do conhecimento que estuda como tratar, analisar e obter informações oriundas de conjuntos de dados muito grandes, é um componente crítico do setor de tecnologia da informação.  Além disso, o conhecimento de técnicas de análise de dados, bem como a capacidade de trabalhar com as ferramentas que fazem tal análise de dados e a habilidade de transcrever os insights trazidos à luz por meio dos dados serão cada vez mais importantes em 2023. Inclusive empresas orientadas por dados e que agora já destinam seus investimentos em, pelo menos, 20% para IA e TI terão mais facilidade em se adaptar ao contexto digitalizado do mercado, o qual vai se potencializar ainda mais até 2025. Ou seja, a procura por profissionais que saibam traduzir os insights dos códigos de dados para o dia a dia prático dos negócios estará em alta.   4) Habilidade para colaboração   A capacidade de trabalhar em equipe e colaborar com os colegas é fundamental em qualquer setor, principalmente com o trabalho remoto, que torna essa habilidade ainda mais desafiadora e necessária.  À medida que as empresas trabalham em projetos mais complexos e, agora, com bastante incidência do modelo remoto, a colaboração eficaz se torna ainda mais importante. Assim, é imprescindível que esta seja uma habilidade tratada não só na perspectiva do profissional, como também naquela ligada às condições que uma empresa cria para que a comunicação, o diálogo e as parcerias de trabalho se deem de forma fluida e sem entraves.  5) Habilidade em comunicação  A habilidade em comunicação também é um requisito para qualquer profissional de TI em 2023.  É necessário ser capaz de explicar conceitos complexos de forma clara e concisa para colegas e clientes. Além disso, a capacidade de se comunicar com pessoas de diferentes áreas e níveis hierárquicos será fundamental. Outro ponto de destaque é utilizar a comunicação para compreender as diferentes necessidades dos clientes, inclusive em quesitos de acessibilidade.  Focar na experiência do cliente demanda atenção para as soft skills relacionadas com a comunicação.  6) Gosto pela aprendizagem contínua e gestão de capacitação  Uma das características que se deseja de um profissional de TI em 2023 é que ele volte seu mindset para a metodologia do aprendizado contínuo e, dentro disso, saiba como criar sua trilha de conhecimentos de forma estratégica.  Em vez de tentar dominar tudo, é preferível que o colaborador se especialize em uma área e busque certificações diversas nesse sentido, por exemplo.  7) Estar com as certificações em dia   Certificações são uma peça de ouro para o mercado da tecnologia da informação. Muitas empresas exigem que seus funcionários tenham essas credenciais em áreas específicas, como segurança cibernética, desenvolvimento web e análise de dados. Por isso, o profissional de TI, em 2023, deve se atualizar sobre as melhores certificações do mercado para sua área de interesse e voltar seus esforços para a conquista de uma ou quantas forem possíveis.  8) Estar por dentro da cibersegurança O investimento em cibersegurança é uma das principais preocupações das empresas atuais. Afinal, as ameaças e os crimes virtuais têm se sofisticado com muita velocidade. Por isso, entre as habilidades necessárias para se desenvolver no mercado de trabalho de TI em 2023 está o domínio de funções, ferramentas, metodologias e plataformas de segurança, seja de aplicações e nuvem, seja de servidores, etc.   É preciso um know-how básico sobre: Segurança da informação; Análise de vulnerabilidades; Detecção e prevenção de ataques; Gerenciamento de riscos; Auditoria de segurança; Resposta a incidentes; Segurança em nuvem; ________________________________________ Em resumo, um profissional de TI, para ter sucesso na carreira em 2023, deve estar disposto a se atualizar.  É indicado buscar desenvolver habilidades práticas nas áreas de interesse e também algum conhecimento acerca de inteligência artificial, cibersegurança e programação, entre outras atividades comuns ao dia a dia desse profissional. O importante é a vontade de manter uma jornada de aprendizagem contínua.   A Escola Superior de Redes (ESR) é a principal referência do mercado em ensino para a área, com 17 anos de atuação nesse campo. Por meio de nossos conteúdos e, principalmente, cursos e treinamentos, o profissional – experiente ou não – desenvolve as habilidades mais desejadas do mercado de trabalho de TI. Conheça nossos cursos aqui e comece sua preparação para a próxima vaga.


    19/05/2023
  • Carreira Pentest Web
    Segurança

    9 Requisitos necessários para iniciar sua carreira de Pentest Web

    A carreira de Pentest Web é uma das muitas especialidades do profissional de TI que deseja se tornar referência em segurança da informação. Diante da sofisticação constante dos ataques aos ambientes computacionais, a demanda pela qualificação em cibersegurança também cresce.   A exemplo disso, de acordo com o relatório IDC Predictions 2023, de fevereiro deste ano, o mercado relacionado com investimentos em soluções de segurança da informação vai movimentar cerca de US$ 1,3 bilhão [A1] até dezembro. Esse número representa um aumento de 13% quando comparado com o mesmo período de 2022. Ou seja, a área é uma excelente alternativa para profissionais que priorizam o desenvolvimento da carreira e oportunidades constantes de atuação, entre as quais encontra-se a de Pentest Web.   Acompanhe, abaixo, de acordo com o webinar do tema realizado pela líder em capacitação e treinamento para TI, a Escola Superior de Redes (ESR), quais os requisitos necessários para o desenvolvimento desse cargo, além de quais são os caminhos possíveis para um aperfeiçoamento contínuo.   O que é Pentest Web?  Além do investimento em soluções de segurança, as empresas também direcionam seus recursos para os profissionais que são capazes de implementá-las. Afinal, os instrumentos de cibersegurança demandam conhecimento técnico e atualizações constantes, além de habilidade para transformar cada um deles em um serviço personalizado para a singularidade das diferentes organizações.  Nesse cenário, há uma alta demanda por especialistas na carreira de Pentest e uma necessidade urgente de o mercado tentar driblar o déficit global de profissionais de cibersegurança. De maneira geral, a carreira de Pentest está relacionada com segurança ofensiva e a possibilidade do especialista em descobrir falhas antes mesmo de o hacker afetar a rede de computadores de uma empresa.  Também chamada de Teste de Penetração em Aplicações Web, a área pode ser definida como um processo que tem como objetivo avaliar a segurança de aplicativos e serviços executados na web, com a identificação de vulnerabilidades e o fornecimento de recomendações para corrigi-las. Assim, o processo de Pentest Web envolve a simulação de ataques cibernéticos em um aplicativo web, com o objetivo de descobrir falhas de segurança que possam ser exploradas por invasores mal-intencionados. Os testes são realizados em todas as camadas do aplicativo, desde a interface do usuário até o servidor web, a infraestrutura de rede e o banco de dados. Os pentesters (profissionais que realizam os testes de penetração) usam ferramentas e técnicas especializadas para explorar as vulnerabilidades identificadas, como quebra de controle de acesso, falhas criptográficas e injeção, entre outras. Como resultado do teste de Pentest Web, há a elaboração de um relatório detalhado que descreve as vulnerabilidades encontradas, os riscos associados a cada uma delas e as recomendações para corrigi-las. Com base nesse relatório, as organizações podem implementar medidas de segurança adicionais para proteger seus aplicativos e serviços da web contra ataques cibernéticos. O dia a dia de um pentester web  O dia a dia de um pentester web pode variar dependendo do projeto no qual ele está trabalhando. No entanto, algumas atividades são comuns para esses profissionais, como:  Requisitos básicos para se desenvolver na carreira de Pentest Web  O desenvolvimento na carreira de Pentest Web e em qualquer outra relacionada com a segurança da informação demanda do profissional de TI um leque bastante diverso de conhecimentos.   Por ser uma área que trata todos os dados e informações das empresas, dos mais simples aos mais sensíveis, exige que os colaboradores responsáveis aperfeiçoem suas habilidades ligadas à arquitetura de redes, às linguagens e afins. Veja abaixo um escopo dos requisitos básicos para isso:  1) Conhecimento em desenvolvimento de redes, sistemas de operação e linguagem de programação; 2) Dedicação para a obtenção de certificações e treinamentos especializados; 3) Disposição para networking em eventos e conferências da área, visto que o segmento prioriza a credibilidade e a idoneidade reconhecida dos profissionais; 4) Desenvolvimento de habilidades de liderança; 5) Compreensão de conceitos básicos de segurança web, como os elencados abaixo, nos subtópicos Protocolos de segurança, Vulnerabilidades comuns e Tipos de ataque: 6) Conhecimento de linguagens de programação. A carreira de Pentest Web exige total compreensão da dinâmica de navegação web, dominando, por exemplo, saberes relacionados com HTML, CSS, JavaScript, Front-end PHP, Python e Ruby. 7) O domínio de ferramentas e sistemas operacionais (SO) é outro requisito básico para uma carreira de Pentest Web. O profissional deve ter familiaridade com as estruturas de ferramentas específicas e as respectivas aplicações, como Ferramentas de pentest (Burp Suite, OWASP, ZAP, Nmap, Metasploit) e sistemas operacionais (SO) (Windows, Linux e macOS). 8) Sapiência no reconhecimento dos processos de testes de penetração. Existem várias metodologias para a realização de um teste, entretanto, todas possuem um ciclo básico. Geralmente, o teste varia de uma fase burocrática para a definição de seu escopo; reconhecimento pela realização de operações para descobrir quais tecnologias a empresa tem; como ela faz as integrações; como funcionam os mecanismos de segurança; se sua estrutura é em maioria cloud ou física. Depois disso, há a etapa da identificação de ameaças, com base no reconhecimento da empresa, na qual o profissional se pergunta como é possível ter um resultado melhor testando as ameaças e confirmando-as. Com base na simulação da ameaça, há como se encontrarem as vulnerabilidades no teste e a consequente demanda de conhecimento do especialista sobre o que fazer com tais resultados. Com isso, aplica-se uma metodologia para causar impacto – também chamada fase de exploração –, que examina as vulnerabilidades e dá ao profissional o acesso ao sistema da organização. Dessa forma, ele pode aplicar o teste, ir além dos sistemas de entrada, descobrir o que a empresa tem internamente e compilar todas as descobertas em um relatório. É necessário apagar os registros dessas etapas. O relatório deve conter o que foi realizado pelo especialista de Pentest Web, bem como contemplar as sugestões de melhoria, otimizando a segurança da empresa. 9) O conhecimento em boas práticas de segurança é indispensável na carreira de Pentest Web, para que o profissional seja capaz de incentivar o fortalecimento de defesas de segurança e a proteção de redes e aplicativos e consiga disseminar as práticas de segurança recomendadas. Outras habilidades necessárias para a carreira de Pentest Web  _____________________________________________________  A segurança da informação tem um impacto direto na sociedade ao proteger dados sensíveis, garantir a integridade de infraestruturas críticas, prevenir fraudes e crimes cibernéticos e promover a segurança digital de organizações e indivíduos. Por isso, o desenvolvimento profissional nessa área exige comprometimento contínuo, atualização constante e uma base de conhecimento sólida e diversificada. A Escola Superior de Redes, referência nacional no ensino de Tecnologia da Informação, oferece uma trilha completa de aprendizado em segurança da informação, com conteúdos atualizados, foco prático e cursos desenvolvidos em parceria com instituições reconhecidas internacionalmente, como a CompTIA e a Ascend.


    11/05/2023
  • orquestração de containers Kubernetes
    Administração de Sistemas

    Como a orquestração de containers Kubernetes pode ajudar minha organização?

    Uma das ferramentas que mais ganham aderência e popularidade no mercado de TI está relacionada com a virtualização em nuvem e o desenvolvimento consistente de infraestrutura e cloud computing nas empresas. Já ouviu falar de orquestração de containers por meio de Kubernetes? Esse sistema representa uma peça-chave no portfólio de qualquer profissional da TI moderna, sendo uma ferramenta open-source para automatizar o deployment, a escalabilidade e a gerência de aplicações conteinerizadas. Como uma das principais soluções de orquestração de container, o Kubernetes foi originalmente desenvolvido pelo Google e, atualmente, é mantido pela Cloud Native Computing Foundation.   Por entender a importância do tema, separamos, neste guia, os principais pontos acerca dessa tecnologia. Leia conosco!  Necessidades de organizações modernas. O que são containers e quais suas diferenças em relação à VMs? O que é orquestração de containers e quais problemas ela visa resolver?  Necessidades de organizações modernas O crescimento da tecnologia da orquestração de containers Kurbenetes ocorre no contexto de uma grande migração de workloads para ambientes de cloud. Essa demanda por clouds, públicas, privadas ou híbridas, representa uma transformação significativa no panorama de TI, que prioriza investimento nos ambientes da nuvem, e também no paradigma de desenvolvimento de aplicações.  É cada vez mais interessante às organizações que exista uma preocupação com a portabilidade e com a capacidade de se evitar o vendor lock-in.  Além disso, pela maior hibridização dos métodos de implantação dos servidores, os negócios precisam se adaptar sempre de forma rápida aos cenários heterogêneos.   Somado a isso, as empresas ainda enfrentam um ambiente de negócios altamente competitivo e dinâmico, que solicita inovações constantes e novas aplicações, com mais rapidez e eficiência. Tudo isso exige um ambiente de TI ágil e escalável, que possa suportar a implantação de novas aplicações em uma variedade de ambientes de nuvem. É nesse contexto que a orquestração de containers com Kubernetes se torna uma necessidade para as organizações atuais, permitindo que os negócios implementem aplicações de forma mais rápida e eficiente, reduzindo o time-to-market.  A tecnologia também é capaz de assegurar que as organizações gerenciem e escalonem suas aplicações de forma mais eficiente, tendo a alta disponibilidade para os usuários finais como um diferencial-chave. Os Kubernetes oferecem recursos avançados de gerenciamento de nuvens múltiplas, assegurando que as organizações implantem e administrem aplicações de forma consistente em todos os ambientes cloud. O que são containers e quais suas diferenças em relação à VMs?   Os containers, popularizados pelo Docker (2013), são uma unidade-padrão de software com artefatos leves e que contêm políticas de segurança e isolamento próprias, além de código-fonte e todas as dependências necessárias para operar de forma rápida e confiável, nos mais diversos ambientes, sejam eles de desenvolvimento, homologação ou produção. Essa tecnologia se diferencia das demais máquinas virtuais (VMs) e das práticas de virtualização tradicionais por ser uma alternativa menos “pesada”, com artefato em nível de aplicação, e não mais em nível de infraestrutura.  Na virtualização tradicional, é comum encontrar algumas desvantagens, como a VM Sprawl (excessivos números de máquinas virtuais acumuladas ao longo do tempo na organização, o que dificulta sua gerência) e a necessidade de limpeza dessa multiplicação de máquinas. Quando ocorre esse problema, por causa da criação de máquinas virtuais sem um planejamento adequado, há uma sobrecarga dos recursos do servidor físico e, possivelmente, queda no desempenho do sistema, aumento da latência ou até mesmo falhas. Outro desafio da virtualização tradicional pode estar alocado na redundância de recursos, uma vez que algumas operações podem ser duplicadas sem necessidade, algo que também sobrecarrega o sistema.   Além disso, há a ocorrência de falhas na sincronicidade de portabilidade entre ambientes e bibliotecas. Às vezes, quando uma aplicação é movida de um ambiente virtual para outro, bibliotecas ou outras dependências necessárias para que ela funcione adequadamente não estão integralmente disponíveis ou são diferentes no novo ambiente. Com isso, a compatibilidade é comprometida e pode afetar o funcionamento correto da aplicação.  Por outro lado, nos containers, o kernel e os recursos básicos são compartilhados, mesmo que eles estejam rodando diferentes aplicações, o que leva a benefícios como:  Mais velocidade na inicialização; Menor footprint de memória; Racionalização no uso de recursos; Mais instâncias por unidade de hardware. Ainda assim, como em qualquer outra estratégia de virtualização, essa também possui desafios:  Aplicações containerizadas podem ter muitas dependências, o que gera serviços complexos;  A configuração e a alocação de containers é são bem dificultadas com o crescimento do parque;  O balanceamento de carga e a publicação de aplicações devem ser tratados; O monitoramento e a self-healing de aplicações devem ser gerenciados; O ambiente deve ser capaz de escalar à medida que a demanda aumenta; As interações intercontainer devem ser configuradas de forma segura.  Dessa forma, uma das principais diferenças entre a conteinerização e as VMs se dá na esfera da gerência. Os containers podem ser administrados por meio de ferramentas de orquestração, como o Kubernetes, que permitem implantar, escalar e monitorar vários containers ao mesmo tempo, enquanto as VMs exigem uma abordagem mais tradicional de gerenciamento, que envolve a alocação de recursos de hardware para cada uma delas. O que é orquestração de containers e quais problemas ela visa resolver? Assim, a orquestração de containers é um processo de gerenciamento automatizado  que inclui o provisionamento, a implantação, o escalonamento e o monitoramento de vários containers.  A atividade é realizada por meio de ferramentas de gerenciamento de containers, como o Kubernetes, que ajudam as organizações a automatizá-los e gerenciá-los containers de forma mais eficiente. O objetivo da orquestração é resolver problemas que surgem quando as organizações começam a utilizar containers em escala, como os elencados abaixo:  Provisionamento – o Kubernete permite que o profissional de TI defina um conjunto de recursos de infraestrutura, especificando que configuração será implantada para as aplicações. Em outras palavras, isso significa dizer que essa prática faz o provisionamento automático da infraestrutura necessária e, assim, implanta os containers de acordo com as especificações definidas. Quando o provisionamento é manual, esse processo demanda um conhecimento avançado de tecnologia de containers, é mais demorado e passível, claro, de falhas humanas.  Implantação – assim como na funcionalidade anterior, a orquestração de containers por Kubernetes consegue driblar o problema da implantação manual por ser capaz de automatizar o processo, com a utilização de estratégias de implantação para facilitar sua atualização e a oferta de recursos avançados de gerenciamento de configuração e segredos. Com o Kubernetes, há a definição de um conjunto de especificações que descrevem como as aplicações devem ser implantadas, como informações da imagem do container, a quantidade de réplicas e as configurações de rede e armazenamento. Com isso, a própria ferramenta implanta os containers de forma automática, executa uma estratégia que facilita a atualização dessas aplicações sempre que uma nova versão é utilizada e monitora seu progresso. Essas ações, realizadas de maneira automática, otimizam o problema da disponibilidade das aplicações durante a atualização. Escalonamento – o Kubernetes permite a definição de políticas de escalonamento que possibilitam que a infraestrutura seja escalonada automaticamente para acomodar picos de demanda ou, quando for o caso, reduzir o uso de recursos em períodos mais tranquilos. Além disso, o escalonamento se torna mais eficiente com essa tecnologia, uma vez que ela executa um balanceamento de cargas e distribui os containers de maneira estratégica entre os nós dessa infraestrutura. Por meio do gerenciamento de recursos, a infraestrutura ainda é administrada sob uma ótica de maximização da eficiência e redução do desperdício de atributos. Monitoramento – há recursos no Kubernetes que dão ao usuário a capacidade de supervisionar a saúde dos clusters em tempo real e integrar outras ferramentas de monitoramento nesse processo. Com isso, é possível coletar métricas de desempenho e estado dos containers e serviços em execução e exibir esses dados em painéis personalizados. Dessa forma, o processo de observação do funcionamento dos sistemas e das aplicações se torna mais efetivo e pode, inclusive, ser configurado para exibição de alertas e notificações dos usuários quando alguma intercorrência afetar a estrutura. ______________________________________ Dentre os outros diferenciais da tecnologia, a orquestração de containers ainda permite que as organizações os gerenciem em escala, garantindo que as aplicações estejam disponíveis para os usuários finais o tempo todo.  Também garante que as organizações implantem aplicações em múltiplos ambientes de nuvem, incluindo nuvens públicas, privadas e híbridas, o que torna a orquestração de containers essencial para as empresas que buscam uma estratégia de nuvem escalável e eficaz. Ou seja, o potencial de escalabilidade da virtualização por meio de containers e de Kubernetes é o que destaca essa tecnologia no mercado.  Por ser uma plataforma de código aberto mantida pela Cloud Native Computing Foundation (CNCF), há uma grande comunidade de desenvolvedores e usuários, o que significa que há boa quantidade de recursos disponíveis para ajudar as organizações a adotar e implementar o Kubernetes. Embora a tecnologia também encontre desafios que precisam ser superados dia a dia pelo profissional de TI, representa uma solução eficaz para gerenciar containers em escala nos ambientes de nuvem. Assista ao webinar “Como a orquestração de containers com Kubernetes pode ajudar minha organização?” na íntegra e aprenda novos detalhes dessa tecnologia com a ESR!


    04/05/2023
  • Cloud Governance
    Computação em Nuvem

    O que é Cloud Governance e qual a sua importância para as empresas de sucesso?

    Quer saber mais sobre o que é Cloud Governance? Neste artigo, mostramos como aprofundar o seu conhecimento nessa área.   À medida que a computação em nuvem se torna mais comum nos ambientes corporativos, maior é a necessidade de processos bem definidos para orientar a segurança de dados nesse cenário. A essa junção de práticas, políticas e diretrizes de segurança dá-se o nome Cloud Governance.  Em geral, falar em governança da nuvem é abordar um dos aspectos da Governança de TI, responsável por avaliar, definir, monitorar, auditar e elaborar políticas e diretrizes relacionadas com o funcionamento das organizações, das aplicações e dos dados da organização na nuvem. Dessa forma, para que as empresas tenham sucesso no mercado atual, o qual prioriza a geração e o tratamento de dados e consolida a computação em nuvem como uma das tendências do segmento de tecnologia, é importante contar com uma política de Cloud Governance bem estruturada, que seja continuamente revisada.  Para aprofundar o aprendizado sobre esse termo, abordaremos o roteiro abaixo: Afinal, o que é Cloud Governance? Principais objetivos da Cloud Governance; Vantagens da Cloud Governance para as empresas. Continue conosco.  Afinal, o que é Cloud Governance?  Como dissemos anteriormente e como o próprio nome indica, a Cloud Governance é uma das abordagens da Governança de TI, voltada para a segurança das ações, das aplicações, dos recursos e dos dados em nuvem.  É válido lembrar que a Governança de TI descreve a reunião de orientações, protocolos, diretrizes, competências e descrição de responsabilidades, tanto de gestores quanto de equipes operacionais, para a execução de processos e aplicações dos recursos de tecnologia da informação da empresa.   O objetivo de um projeto de Governança de TI bem estruturado é enxergar o negócio de forma holística, direcionando-o para decisões mais estratégicas e de melhor desempenho para todos os seus setores, avaliando, sobretudo, os dados internos e externos do negócio.   Para isso, na prática, o profissional designado para esse setor é responsável por averiguar se determinada empresa segue as normas e as políticas de segurança, além de garantir que ela esteja conectada com a visão, a missão e os indicadores do negócio. Os dois principais modelos de Governança de TI utilizados nesse momento são a Norma ISO/IEC 38500 e o Cobit 2019.   Também é importante para qualquer colaborador de TI compreender a distinção entre “Governança de TI” de “Gestão de TI”, o que você pode recordar por aqui no nosso conteúdo original “Guia prático para a Governança de TI”.   Quando falamos no recorte de “o que é Cloud Governance”, por sua vez, abordamos essa definição orientada para a estrutura e arquitetura de nuvem das organizações.  A Governança em Nuvem é constituída por um conjunto de políticas e regras que visa garantir que a segurança dos dados, a integração do sistema e a implantação da computação em nuvem seja gerenciada adequadamente.  Como os sistemas em nuvem são dinâmicos e envolvem fornecedores terceirizados ou equipes diferentes dentro de uma empresa, as soluções de governança em nuvem devem ser adaptáveis. O objetivo é possibilitar gerenciar riscos, aumentar a segurança de dados e equilibrar recursos e ameaças com foco na responsabilidade. Dessa forma, sem a governança de nuvem, a empresa pode expor-se a uma integração deficiente de sistemas de nuvem e, assim,  ficar diante da falta de alinhamento com os objetivos do negócio. A implementação desse conceito é uma tarefa complexa, uma vez que demanda a descentralização da responsabilidade com o acesso de maior quantidade de colaboradores aos seus recursos.    Por isso, empresas de Cloud Governance precisam conectar, de forma visceral, todos os setores de TI para que brechas nesses sistemas sejam minimizadas.   Ou seja, o objetivo da Cloud Governance e também da Governança de TI como um todo é garantir que a computação em nuvem e os demais recursos de tecnologia da empresa continuem operando de forma saudável, constante e segura, por meio de práticas realmente realizáveis e alcançáveis.  O que explica a importância da Cloud Governance?  A Cloud Governance torna a área de TI mais previsível. Isso significa dizer que um dos motivos para a sua implementação é assegurar que os resultados pretendidos pela organização nesse sentido sejam, de fato, atingidos, minimizando intercorrências e ameaças aos dados e aos recursos de tecnologia das empresas. Além disso, como as plataformas de computação em nuvem costumam ser bastante complexas, demandam que os usuários tenham um conhecimento especializado para o seu manuseio.  A definição de uma Cloud Governance auxilia esses colaboradores a exercer essas funções por meio de caminhos já definidos, em cenários desenhados dentro do possível, reduzindo as chances de falha.  O que está contido dentro do conceito de Cloud Governance? É válido destacar que a Cloud Governance é responsável por dar encaminhamento a algumas ações em especial, como as descritas abaixo:  Provisionamento de nuvem; Integração de soluções com aplicativos; Governança unificada; Eliminação do bloqueio da nuvem; Produção de relatórios avançados; Gerenciamento e monitoramento de implementação de nuvens públicas e privadas; Gerenciamento de infraestrutura local na forma física ou na virtual; Gestão e atualização de políticas de segurança; Conformidade e regulamentação; Segurança de aplicações na nuvem. Quais são os níveis da Cloud Governance? Os “níveis” de Cloud Governance podem ser comparados com um checklist de etapas da Governança em Nuvem que as equipes de TI devem seguir.  Como são práticas muitas vezes novas nas empresas, não precisam ser implementadas todas de uma só vez, mas é importante que os colaboradores estejam cientes da sua existência para que desenvolvam melhorias nesse aspecto sempre que possível.  Nesse sentido, é comum orientar os níveis de Cloud Governance da seguinte forma:   Governança em nível de serviço – relacionada com os processos necessários para confirmar ou não o acesso à nuvem da organização. O objetivo é barrar usuários não autorizados ou que apresentem algum tipo de ameaça aos recursos da empresa. Governança em nível de dados – nível que dificulta o acesso de dados a pessoas não autorizadas. Por exemplo, em grandes empresas, não é necessário que todos os funcionários tenham acesso à nuvem e aos dados alocados nesse ambiente. Esse é o nível responsável por processos, diretrizes e políticas que asseguram o acesso somente a quem realmente precisa/pode ter acesso.  Governança em nível da plataforma – é o nível responsável por manter a rotina de atividades que dependem de informações na nuvem ativa de forma natural e sem intercorrências.  Vantagens por trás da implementação de uma Cloud Governance  De acordo com o estudo State of application strategy XOps edition, realizado em 2022, com 500 profissionais de TI, dentre eles 45 brasileiros, 97% assumiram não dominar informações necessárias para assegurar a qualidade de aplicações das plataformas que mantêm a movimentação dos negócios.  A pesquisa objetivou, sobretudo, analisar o cenário da atuação em operações de cloud computing, segurança, desenvolvimento de aplicações e inteligência artificial, além de descrever os desafios encontrados pelos responsáveis por conduzirem essas práticas.  Diante disso, quando a organização conta com uma Cloud Governance bem estruturada, ela consegue concretizar as noções de segurança em nuvem para o departamento de TI, bem como otimizar e automatizar os processos do setor. Assim, a rotina das equipes é mais dinâmica e estratégica, o que aumenta a produtividade dos times de TI e a rentabilidade dos negócios.  ________________________________________ Sabendo da necessidade e da alta demanda por profissionais de TI que tenham habilidades e competências relacionadas com a área de segurança, investir no conhecimento de Cloud Governance e dos processos para a sua implementação pode representar um diferencial no currículo. Tem interesse em crescer na carreira de Governança de TI ou de Computação em Nuvem? Comece a sua próxima capacitação com a Escola Superior de Redes! 👇  Trilha de conhecimentos da ESR sobre Governança de TI | Inscreva-se! Trilha de conhecimentos da ESR sobre Computação em Nuvem | Inscreva-se!


    27/04/2023