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Escola Superior de Redes

Blog da ESR

  • Design Thinking na Administração Pública
    Métodos Ágeis e Inovação

    4 exemplos da aplicação do design thinking na administração pública

    O termo design thinking (DT) é comumente associado aos ambientes de inovação tecnológica, como startups e laboratórios. Entretanto, neste conteúdo, vamos mostrar por que a abordagem também pode ser utilizada nos desafios da administração pública! Em linhas gerais, o design thinking representa uma metodologia de resolução de problemas guiada, principalmente, pelo foco em pessoas. É o que nos diz o profissional Luiz Coelho, especialista em inovação e agilidade nos negócios, em um webinar exclusivo da ESR: “Nada mais é do que uma maneira de pensar e fazer que coloca o ser humano no centro do processo, considerando diversos pontos de vista, as tecnologias disponíveis e a viabilidade da solução para o sucesso final.”  Ou seja, por meio do DT, gestores e colaboradores são convidados a encarar problemas complexos de forma diferente e, em muitos casos, de maneira inédita, para, a partir disso, desenvolver soluções capazes de sanar necessidades reais.  Uma vez que o mundo encara questões complexas com cada vez mais frequência, desde o surgimento dos novos comportamentos da população, a geração de grande quantidade de dados, situações geopolíticas e ambientais, entre outras, o design thinking se populariza. Inclusive, é o que ocorre na esfera da administração pública.  Continue a leitura para entender mais essa metodologia de pensamento crítico e reflexivo e perceber como o design thinking pode ser implementado em diversos setores da sociedade. ➡️ Leia também: Como implementar uma mentalidade ágil na sua equipe: quatro práticas essenciais  O que é design thinking? Como dissemos anteriormente, design thinking refere-se a uma abordagem criativa e centrada no ser humano, que, por isso, tem revolucionado a forma de enfrentar os problemas no setor público e privado.  A metodologia demanda, primeiro, um entendimento acerca dos desafios a serem superados, para que, somente depois, sejam elaboradas as soluções. Portanto, não o contrário. Até porque, o processo inverso, desenvolver uma criação (1) e tentar adaptá-la à realidade (2), muitas vezes, culmina em projetos frustrados ou pouco rentáveis.  Para sanar essa constante, o DT propõe, então, que a lógica da resolução de conflitos ou problemáticas seja estabelecida por meio de uma avaliação empírica, empática e inicial da vida real para uma posterior criação.  Materializar o protagonismo das pessoas para o desenvolvimento de soluções pode ser um processo complexo, que demanda prática, disposição para mudanças e até tolerância ao erro. Entretanto, com a adoção das propostas do design thinking, tal postura não só se torna viável, como preferível.  Nesse sentido, com a abordagem empática, o design thinking auxilia gestores e encarregados e os demais interessados em sua aplicação para que encontrem uma solução que seja viável do ponto de vista dos negócios, dos custos e do retorno; desejável (portanto, que vai  “sanar uma dor”) e que, igualmente, contemple as aplicações de tecnologia disponíveis no momento (é possível desenvolver essa solução com a tecnologia que se tem disponível hoje?).  Quando esses três fatores entram em cena, há o surgimento de uma solução ideal, fruto do design thinking. Assim, o DT contempla negócios (viabilidade), pessoas (desejabilidade) e tecnologia (construtibilidade). O que, por sua vez, cria diferentes tipos de inovação.  ➡️ Leia também: 5 coisas que um profissional de agilidade não deve fazer  Qual o objetivo do design thinking?  O termo foi criado, sobretudo, para popularizar uma forma de perceber problemas com base em uma perspectiva criativa e visual, tornando-se uma metodologia mais acessível e intuitiva, independentemente do setor ou da atividade no qual esteja inserido.  Tem como principal objetivo facilitar a identificação de novas oportunidades, além de aumentar a eficácia da criação de novas soluções, visto que observa a necessidade dos usuários e das pessoas. Prova de sua eficiência, diversos ecossistemas empreendedores espalhados pelo mundo todo, como o Vale do Silício e a China, notadamente reconhecidos por seu perfil inovador, já adotam o design thinking como base para o desenvolvimento de produtos e negócios há algum tempo.  Ainda que seja bastante conectado ao setor privado, o potencial do design thinking também vem sendo apropriado pelo campo público, seja para elaboração de projetos de leis mais conectados à realidade dos cidadãos, para otimizar a inovação da administração pública, seja para outros contextos diversos que visam à melhoria das experiências da sociedade.  Aqui é válido destacar que inovação não se refere necessariamente ao emprego de tecnologias emergentes, mas, sim, ao desenvolvimento de um produto, serviço, solução ou processo de maneira “simples”, contando sempre com a conexão e a empatia como bases indissociáveis. Na lógica do design thinking, o diferencial de uma solução é sua capacidade de compreender o que faz o usuário/consumidor ou o cidadão (no caso da administração pública) sair do lugar. Esse é o verdadeiro x da questão e o que destaca a metodologia de criação de soluções pautada na observação do problema! É o caso, por exemplo, do AirbnB, que, com uma simples alteração de procedimento – a troca de fotos amadoras dos imóveis por fotos realizadas por fotógrafos –, atraiu novos públicos e outras oportunidades de negócio, escalando como nunca sua solução. ➡️ Leia também: A importância da TI na inovação do mercado de startups Como implementar o design thinking?  Inicialmente, é necessário compreender que se trata de um processo tipicamente mais sensível e interessado no contexto e na experiência dos usuários, por meio do qual nasce o principal elemento do DT: a criatividade. Em paralelo, a colaboração e a diversidade compõem as demais matérias-primas da abordagem, incentivando o brainstorming e a adaptação ágil às rotas erradas.  Chegar a um produto adequado para a realidade se torna muito mais fácil, visto que seu desenvolvimento parte de um processo plural e participativo. Inclusive, é o encontro de várias pequenas ideias que dão origem a uma grande proposta capaz de transformar a realidade. Steven Johnson – De onde vêm as boas ideias Dessa forma, para haver a implementação correta do design thinking, os responsáveis pela metodologia devem investir em um processo que ora é divergente, ora é convergente. Acompanhe:  Seguindo essa dinâmica, o design thinking pode ser implementado em qualquer caso. Entretanto, é válido lembrar que, em muitos cenários, o processo de divergência e convergência ocorre desordenadamente.   Fases do design thinking Defina o desafio Obtenha inspiração  Enquadre as oportunidades  Obtenha feedback  Avalie o aprendizado  Construa a experiência Aprenda com ela  Como visa ao melhoramento e aprimoramento, o processo do DT vai e volta a todo momento, é interativo e não linear, assim como pode ser personalizado para cada especificidade de caso.  ➡️ Leia também: Gerenciamento das incertezas em processos de inovação  Como o design thinking é aplicado na administração pública? Na administração pública, o design thinking pode ser usado em diversas frentes, como na elaboração de novas leis e no planejamento estratégico, entre outros exemplos.  Seu principal diferencial nesse setor é conseguir ter uma resposta para os desafios mais relevantes da área, proporcionando o desenvolvimento de caminhos mais práticos e conectados ao campo factível.  Veja, abaixo, quais dificuldades da administração pública podem ser sanadas pelo DT: Diante dessas e de outras vantagens da implementação do DT, diversas iniciativas públicas já contam com a metodologia no aprimoramento de experiências no cotidiano do cidadão, com destaque para quatro exemplos: Descubra outros casos de sucesso Diversas outras aplicações práticas do design thinking foram temas do mais novo webinar da ESR: Moldando o futuro da administração pública com o design thinking. O evento on-line é gratuito e conta com a participação do profissional Luiz Coelho, especialista em inovação e agilidade nos negócios, com mais de dez anos de experiência em projetos, consultorias e treinamentos.Para ter acesso ao material na íntegra e conferir os demais detalhes do assunto, basta garantir seu acesso aqui!


    27/11/2023
  • Conceitos da Gestão de Riscos da Segurança da Informação
    Segurança

    Guia completo: gestão de riscos da segurança da informação de A a Z

    A quantidade de dados sensíveis armazenados e processados, sobretudo com o aumento de dispositivos conectados, redes sociais e tecnologias de Internet das Coisas (IoT), indica o motivo pelo qual dominar os conceitos de gestão de risco da Segurança da Informação é tão essencial no novo cenário da TI, seja para profissionais, seja para empresas contratantes.  Embora agora existam outras nuances inseridas na gestão de riscos da informação e privacidade, como a adequação da organização à LGPD, o domínio dessa atividade é uma prática comum e necessária às empresas. Neste conteúdo, vamos explorar com mais detalhes o tema, abordando seus conceitos e com dicas para o desenvolvimento relacionado com a especialização.  Para isso, você vai ler por aqui um guia completo que passa pelos pontos abaixo:  O que é Segurança da Informação?  De acordo com a norma 27.002, a Segurança da Informação (SI) refere-se às estratégias de proteção existentes das informações de determinada empresa ou pessoa, conceito aplicado, assim, tanto às informações corporativas quanto às pessoais.  Trata-se do conjunto de ferramentas e táticas capazes de garantir a segurança dos dados de uma empresa no mundo virtual.  O principal objetivo da SI é minimizar os perigos de ameaças físicas e digitais, bem como assegurar o ciclo de vida dos dados organizacionais, afastando-os de influências externas, como vírus, invasões e outras diferentes formas de ataques de cibercriminosos. Para a implementação de uma boa segurança da informação, que resguarde eficientemente os dados, a TI se vale de conceitos essenciais dessa abordagem, os quais você confere logo abaixo.  Conceitos-chave da segurança da informação De acordo com a norma 27.002, existem conceitos preponderantes da Segurança da Informação que articulam a proteção de dados e ativos. São eles:  1) Confidencialidade  Quando se fala em segurança da informação, é preciso pensar que ela está associada à confidencialidade como pilar desenvolvedor. De forma prática, é a garantia de que agentes sem autorização não terão acesso aos dados institucionais. 2) Disponibilidade  Significa dizer que os dados devem estar disponíveis de acordo com a necessidade. Sempre que ela existir, deve ser possível acessá-los. 3) Integridade  Funciona como um tipo de certificação, de que uma informação uma vez armazenada não poderá sofrer quaisquer tipos de alteração. 4) Autenticidade Um dos últimos, mas não menos importantes, pilares que envolvem a gestão de riscos da segurança da informação é a capacidade de garantir que a informação seja verdadeira. Assegurar que certa informação pertence a A ou B e determinar uma autoria específica, provando que o objeto avaliado não tenha passado por alguma alteração indevida.  5) Não repúdio  É a propriedade que garante a impossibilidade de negar a autoria em relação a uma transição anteriormente feita. 6) Conformidade  Propriedade que garante que o sistema deve seguir as leis e os regulamentos associados a esse tipo de processo.  Quais são as fontes principais de requisitos de Segurança da Informação Existem três fontes principais de requisitos de SI: O que é gestão de riscos da Segurança da Informação?  Em uma perspectiva geral, risco é o desvio de curso dos objetivos esperados pelos gestores de um negócio decorrente, em sua maioria, de vulnerabilidades e circunstâncias adversas internas ou externas à organização.  Em outras palavras, representa uma condição que, ao ocorrer, reflete em efeitos, ora positivos, ora negativos, para a operação e o propósito das empresas. Nesse último caso, devem ser corrigidos em tempo hábil ou prevenidos.  Para que haja a mitigação desses contextos, as equipes da operação corporativa devem saber identificar as ameaças a seus setores e atuar para combatê-las, sabendo que, normalmente, são avaliadas no quesito gravidade da seguinte forma: Agora, quando se fala em gestão de riscos em relação à Segurança da Informação, é necessário compreender que cada empresa pode aplicar rotinas diferentes de contenção de eventos disformes, mesmo que se embase na mesma norma, como a 27.005. Nesse sentido, o gestor de Segurança da Informação precisa conhecer sua empresa e aplicar uma orientação personalizada contra os riscos que esteja alinhada aos demais processos gerais de gestão de riscos corporativos e à consciência de que eles sempre existirão. Portanto, o papel do gestor de SI é buscar reduzir esses riscos a patamares aceitáveis à organização. Dessa forma, a abordagem sistemática é necessária para identificar as necessidades da organização em relação aos requisitos de segurança da informação e para a criação do Sistema de Gestão de Segurança da Informação (SGSI). Portanto, a gestão de riscos de Segurança da Informação representa um processo contínuo, que envolve a identificação, avaliação e mitigação dos riscos relacionados com a segurança dos dados em uma organização. Assim, como em uma gestão de riscos geral, seu objetivo é a proteção e a análise dos riscos positivos e negativos de uma organização. Entretanto, nesse caso, a proteção é orientada para a mitigação de danos às informações sensíveis das empresas e de seus usuários. Além disso, é seu dever assegurar a confidencialidade, integridade e disponibilidade dos dados, sendo um pilar essencial à implementação e à operação cotidiana de um SGSI. O processo de gestão de riscos envolve a aplicação sistemática de políticas e procedimentos para as atividades de comunicação e consulta; o estabelecimento de contexto e avaliação; tratamento, monitoramento e análise crítica do risco; registro e relato dos riscos de um negócio.  Principais componentes da gestão de riscos da Segurança da Informação Implementar uma gestão de riscos da SI adequada não trata apenas do uso de firewalls e antivírus, mas, sim, de adotar uma abordagem estratégica e holística para identificar, avaliar e atenuar os perigos que podem comprometer a segurança dos dados.  A seguir, vamos explorar os componentes fundamentais desse processo, destacando a importância de cada etapa para a construção de uma defesa robusta e adaptável contra as ameaças digitais, em constante evolução. Ao adotar uma abordagem abrangente de gestão de riscos da segurança da informação, as organizações podem fortalecer suas defesas contra ameaças cibernéticas e proteger seus dados críticos.  A postura é necessária para certificar a continuidade dos negócios, bem como para auxiliar a construção de credibilidade da empresa em relação a seus stakeholders – clientes, parceiros e fornecedores, por exemplo.  Como expandir meu conhecimento em gestão de riscos na Segurança da Informação?  A ESR promove o curso “Gestão de Riscos de Segurança da Informação e Privacidade”, que dá ao aluno a capacidade de propor técnicas de controle de segurança da informação para tratar e mitigar as ameaças nas organizações.  No treinamento, o participante aprende a identificar ameaças, vulnerabilidades e perigos associados à segurança da informação e a aplicar, de forma prática e dinâmica, a metodologia de gestão e análise de riscos em sua organização. Confira outros detalhes e inscreva-se no curso exclusivo da ESR aqui! Sobre a Escola Superior de Redes (ESR) A Escola Superior de Redes (ESR) promove, há mais de 18 anos, a capacitação, o desenvolvimento profissional e a disseminação de conhecimento em Tecnologia da Informação em todo o Brasil. Ao longo dessa trajetória, já atendeu mais de 1.100 instituições e contribuiu para a formação de mais de 43 mil alunos em todo o país. Com uma abordagem prática e orientada às demandas do mercado, a ESR oferece mais de 100 cursos, organizados em trilhas de conhecimento que abrangem desde fundamentos de TI até temas avançados em cibersegurança, redes, desenvolvimento e gestão.


    21/11/2023
  • Estratégia de inovação
    Métodos Ágeis e Inovação

    Estratégia de inovação: por que a ousadia é importante no ambiente corporativo?

    Em um cenário de mercado ágil e competitivo, as estratégias de inovação representam verdadeiras aliadas para o desenvolvimento e a manutenção das demais táticas corporativas de qualquer negócio ou segmento.  Isso significa dizer que, à medida que os anseios de consumo se alteram, destacar um serviço ou um produto demanda uma disposição igualmente veloz para adaptações e correções de rota.  De acordo com Henry Chesbrough, ex-professor da Universidade de Harvard e PhD em administração de empresas, o conceito de estratégia de inovação traduz exatamente esta ideia, “um plano de ação que define como uma organização irá gerar, desenvolver e implementar novas ideias e soluções para criar valor e atingir seus objetivos”. Tudo isso sem conservar uma cultura organizacional avessa ao erro ou que supervaloriza, por um período mais extenso que o necessário, uma abordagem equivocada.  Embora esteja claramente vinculada à incorporação de tecnologias nas operações das empresas, a inovação não se limita a esse aspecto. Para assumir papel de destaque na rotina dos negócios, afastando-se de aplicações pontuais e sem um propósito final, exige um investimento abrangente, multidisciplinar e integrado, capaz de harmonizar as metodologias de processos empresariais em direção a um objetivo específico. Como resposta a esse possível dispêndio, a inovação é um dos agentes principais responsáveis por incorporar benefícios às empresas e às economias globais. A exemplo disso, países reconhecidos por terem economias avançadas têm em comum a característica de investir grandes quantias de recursos em inovação.  No Brasil, o estudo “PD&I e inovação aberta no país – as práticas de pesquisa, desenvolvimento e inovação em tecnologia da informação e comunicação”, identificou um cenário positivo em relação a essa pauta para os próximos anos:  Neste artigo, vamos detalhar como esse entendimento sobre a relevância da inovação encontra-se alinhado às novas configurações sociais e econômicas, sendo uma necessidade básica de qualquer organização e profissional, sobretudo de tecnologia da informação.   ➡️  Leia também: 5 coisas que um profissional de agilidade não deve fazer A importância da inovação nas corporações  Inovar requer teste, erro e aprendizado. Em outras palavras, as empresas aptas a implementar estratégias de inovação também fomentam um ambiente que não recrimina as rotas equivocadas, tomando-as, na verdade, insights para processos de melhoria ainda maiores e mais otimizados.  De acordo com Bain&Company, “empresas que seguem as melhores práticas de inovação têm desempenho melhor do que de seus competidores. Isso porque, em geral, esses negócios são proativos para a resolução de cenários considerados ‘não ideais’”.  A adaptação é uma palavra-chave por trás da inovação, conduzindo as empresas ao aproveitamento de oportunidades em diversas frentes. Nesse contexto, ser avesso ao erro paralisa as marcas a implementarem esse processo em suas dinâmicas e dificulta sua inserção no mercado. Já quando um negócio abraça a inovação e implementa estratégias de inovação alinhadas ao planejamento estratégico, se torna tão flexível quanto as alterações do cenário, sem perder a essência ou os diferenciais construídos ao longo do tempo.  Na verdade, a inovação refere-se propriamente à possibilidade que uma empresa ou profissional tem de alterar um processo (micro, médio ou macro) com reflexos significativos para otimizar a eficiência, aprimorar a qualidade e, em última instância, impulsionar a competitividade e a sustentabilidade do negócio. ➡️  Leia também: Como implementar uma mentalidade ágil na sua equipe: 4 práticas essenciais  Diferenciais de empresas inovadoras 3 Cases de empresas que inovaram  Amazon A Amazon diversificou seus negócios, expandindo seu portfólio para serviços de assinatura, computação em nuvem, produção de dispositivos eletrônicos e até mesmo aquisições estratégicas, como a compra do Whole Foods. Essas diversificação e expansão constantes do ecossistema de produção demonstraram a capacidade da marca de inovar e se adaptar às demandas do mercado.  Além disso, o algoritmo da empresa atua como um de seus principais diferenciais, pois tem alta capacidade de decodificar os gostos e hábitos dos usuários, resultando em sugestões de jornadas de compra específicas para cada cliente. Algumas iniciativas inovadoras foram destaque dessa gigante do mercado, como:  Zé Delivery  Ao mostrar que a inovação não é uma realidade somente para as empresas do ramo da tecnologia, a Ambev demonstrou estar atenta ao momento e à leitura do mercado. Em 2016, a empresa do setor de bebidas desenvolveu o aplicativo Zé Delivery, com implementação de IA para otimização de rotas e entrega de produtos com máxima eficiência ao usuário.  Nu O Nubank é um case de inovação associado ao reconhecimento e à valorização da marca. A fintech trabalhou a inovação de uma maneira diferente, por meio da desmistificação do relacionamento de agências financeiras com o cliente.  Observa-se, dessa maneira, que a inovação requer não apenas a capacidade das organizações de se adaptarem às tecnologias do tempo presente e futuro, como também uma cultura organizacional voltada para esse mindset. Veja, abaixo, alguns níveis corporativos de maturidade para a inovação. Quais são os níveis de maturidade organizacional para implementar inovação? Identificar o nível de maturidade de uma organização para os processos de inovação é uma etapa essencial para líderes e gestores que desejam fazer desse conceito uma realidade em seus negócios. O enquadramento dessa questão pode variar de acordo com diferentes abordagens. Entretanto, é comum compreender que as empresas podem estar em fases distintas.  Nível 1 de maturidade:  Nível 2 de maturidade:  Nível 3 de maturidade:  ➡️  Leia também: Experiência do cliente e agilidade: qual a relação entre elas? Como implementar uma estratégia de inovação na prática?  A estratégia de inovação não é apenas um catalisador para o crescimento de corporações. É também uma resposta eficaz aos desafios contemporâneos, como as rápidas mudanças tecnológicas, as demandas dos consumidores em constante evolução e as pressões ambientais.  Ao investir em inovação, as empresas se posicionam para identificar novas oportunidades de negócios, otimizar processos internos e desenvolver produtos ou serviços diferenciados. Dessa forma, não apenas garantem sua relevância a longo prazo, como contribuem para a construção de um ecossistema empresarial mais vibrante e resiliente.  Em última análise, a estratégia de inovação representa um meio, uma abordagem essencial para criar um futuro sustentável e bem-sucedido no mundo dos negócios. No webinar da ESR, “Estratégia de inovação: por que inovar?”, Cecilia Rodrigues, Head de Squad de inovação na Bolder, detalha uma forma prática de desenvolver estratégias de inovação associadas às metodologias das empresas.  ➡️  Confira o evento gratuito na íntegra aqui para aprender como  aplicá-lo em sua realidade.  ➡️  Leia também: Que curso de tecnologia é feito para mim? Conheça as Trilhas ESR e descubra sua jornada de aprendizagem ideal


    09/11/2023
  • Gestão de Pessoas e RH para o TI
    RH

    A gestão de pessoas como pilar fundamental para o futuro do trabalho em TI

    Segundo o recente relatório do Fórum Econômico Mundial, “The future of jobs”, entre 2023 e 2027, espera-se que a digitalização das operações e das práticas cotidianas exija a estruturação de diversas carreiras ligadas ao mercado de TI. O relatório também estima que, nesse período, as vagas para analistas e cientistas de dados, especialistas em Big Data e em aprendizado de máquina de IA e profissionais de segurança cibernética cresçam 30%. Para se ter uma ideia do cenário, das dez profissões emergentes citadas na lista do fórum, sete são voltadas para a tecnologia da informação: Ou seja, os dados reverberam um futuro do trabalho diretamente conectado ao mercado de TI e às suas infinitas possibilidades de especialização.  À medida que a transformação digital demanda mais e novos profissionais capazes de se adaptar a essa cadeia de produção inédita, as empresas também precisam se adequar para comportar e atrair esses colaboradores. Neste artigo, vamos conversar mais sobre a importância da interseção entre os setores de RH e de gestão de pessoas e o de tecnologia da informação.  Você é um integrante do departamento de RH ou GP e quer saber como contratar melhor? Fique conosco!  Leia também: 👉 O que é preciso para começar uma carreira de TI? Panorama do setor de TI para o mercado nos próximos anos O relatório “Demanda de talentos em TIC e estratégia ΣTCEM”, publicado pela Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), identificou que empresas de tecnologia vão requerer cerca de 797 mil talentos de 2021 a 2025.  A demanda se estabelece em contraposição direta ao número de formandos na área, e a projeção da pesquisa nesse sentido é de um déficit anual de 106 mil talentos – 530 mil em cinco anos.  Dessa forma, a gestão de pessoas (GP) e o RH passam a lidar com desafios relacionados com a atração de talentos de TI em um contexto de alta demanda e poucos profissionais aptos aos cargos. Em outras palavras, as vagas não mais refletem apenas oportunidades de emprego, como precisam representar a ideia de uma experiência de trabalho, com possibilidade de aprimoramento e evolução profissional.  Às empresas compete, agora, observar quem são os talentos promissores, entre os recém-formados ou participantes de cursos de formação, a fim de assegurar sua contratação antes da concorrência. Mas isso não significa dizer que é necessário que as empresas abdiquem de requisitos básicos ou específicos para o preenchimento de posições tão importantes para os negócios.  A melhor alternativa, então, para que as soluções e os serviços que dependem de TI tenham qualidade é combinar a propositura de vagas que realmente valham a pena com o conhecimento do cenário e do perfil de candidatos, além de uma disposição corporativa ao incentivo do aprendizado contínuo O que os profissionais de TI esperam do mercado? A 23ª edição do Índice de Confiança Robert Half elencou informações que podem auxiliar os departamentos de RH e gestão de pessoas a identificar o perfil desses colaboradores. Veja os principais apontamentos do estudo: Além disso, de acordo com a pesquisa da FIA Employee Experience (FEEx), os profissionais de TI recebem 84% mais convites para participar de processos seletivos do que os trabalhadores de outras áreas.  Como contratar e reter profissionais de TI com 11 dicas Compreender o propósito da contratação de profissionais de TI para um negócio é um elemento-chave para dar prosseguimento aos processos de gestão de pessoas desse grupo. Assim, analise quais são os motivos que levam a empresa a buscar um colaborador de TI, alinhando as expectativas do cargo com os objetivos estratégicos da organização e com o perfil de candidato adequado à cultura organizacional da instituição.  Tudo isso vai refletir em um processo seletivo mais estratégico e direcionado, capaz de preencher vagas com facilidade. Veja algumas dicas abaixo. 1) Faça o mapeamento estratégico de competências Explore como identificar e definir as competências essenciais para os profissionais de TI que sua empresa busca.  Estude o alinhamento entre as habilidades necessárias e as metas organizacionais, de modo a proporcionar uma base sólida para o recrutamento.    🤝 Na prática: Dica 1 – realize sessões de brainstorming com os gestores de TI para identificar as competências técnicas e comportamentais essenciais para os projetos atuais e futuros. Dica 2 – utilize ferramentas de avaliação de competências para mapear as habilidades existentes na equipe, identificando lacunas e oportunidades de desenvolvimento. 2) Estruture processos de seleção inovadores Descubra abordagens criativas e eficazes para o processo de seleção de profissionais de TI, desde entrevistas técnicas a dinâmicas de grupo.  Explore métodos que vão além do tradicional currículo, ajudando a identificar talentos que se destacam. 🤝 Na prática: Dica 1 – integre entrevistas técnicas com simulações práticas de desafios relacionados com o trabalho diário, proporcionando uma visão mais clara das habilidades dos candidatos. Dica 2 – implemente avaliações de habilidades comportamentais, como dinâmicas de grupo ou entrevistas situacionais, para entender como os candidatos lidam com desafios e se encaixam na cultura da empresa. 3) Pense em estratégias de atração e retenção Pense na possibilidade de inclusão de benefícios flexíveis, oportunidades de desenvolvimento profissional e uma cultura de trabalho que impulsione o engajamento e a permanência a longo prazo. 🤝 Na prática: Dica 1 – desenvolva pacotes de benefícios flexíveis, para que os profissionais de TI escolham opções que atendam às suas necessidades, como horários flexíveis ou programas de bem-estar. Dica 2 – promova uma cultura de reconhecimento, com destaque das conquistas individuais e de equipe, e ofereça oportunidades claras de crescimento dentro da organização. 4) Tenha foco na experiência do colaborador Aprofunde-se na criação de uma experiência positiva para os colaboradores de TI, desde o primeiro contato até o desenvolvimento contínuo dele.  Compreenda como um ambiente de trabalho favorável e oportunidades de aprendizado podem impactar diretamente na retenção do profissional. 🤝 Na prática: Dica –  realize pesquisas de satisfação regularmente para entender a experiência dos colaboradores de TI na empresa e implemente melhorias com base nos feedbacks recebidos. 5) Atente-se à necessidade de adaptação contínua ao mercado Mantenha-se atualizado com as tendências do mercado de TI, preparando-se para ajustar suas estratégias de contratação e retenção conforme o cenário evolui. Seja parceiro inseparável da análise de dados do setor, preveja demandas futuras e adapte suas práticas para atrair os melhores profissionais. 🤝 Na prática: Dica 1 – mantenha uma rede ativa de contatos na indústria de TI para estar ciente das últimas tendências, por meio da participação em eventos, conferências e grupos on-line. Dica 2 – consuma conteúdos relacionados com o mundo da tecnologia, de TI e dos demais segmentos afins. 6) Invista em estratégias de gerenciamento de equipes remotas Como vimos anteriormente, os profissionais de TI têm preferência pela modalidade híbrida ou remota. Assim, reter talentos é também explorar abordagens eficazes para liderar e gerenciar equipes de TI que operam remotamente, garantindo eficiência e colaboração. 🤝 Na prática: Dica 1 – utilize plataformas de comunicação virtual eficientes para a realização de reuniões regulares, garantindo que as equipes remotas se sintam conectadas. Dica 2 – estabeleça metas claras e mensuráveis para as equipes remotas, com indicadores precisos de produtividade e resultados, incentivando a autonomia e a responsabilidade individual. 7) Crie um plano individualizado de desenvolvimento profissional Desenvolva planos personalizados para o crescimento profissional de cada membro da equipe, em que as metas individuais sejam alinhadas aos objetivos organizacionais. 🤝 Na prática: Dica 1- facilite a participação de profissionais de TI em cursos de atualização e certificações relevantes para  mantê-los atualizados e competitivos. Dica 2- ofereça programas de desenvolvimento contínuo, incluindo treinamentos específicos de TI, workshops e materiais, para incentivar o crescimento profissional da equipe de TI. 8) Divulgue as vagas de forma clara e objetiva Garanta que as oportunidades de emprego sejam comunicadas de maneira transparente, incluindo as informações cruciais sobre o cargo, as especialidades necessárias e as habilidades desejadas. Além disso, é fundamental destacar que uma vaga deve ter o número de etapas adequadas para a identificação do melhor profissional para o cargo naquele momento. Desenvolver um processo abarrotado de fases, que muitas vezes não têm um motivo de existir, torna a ação difícil não só para o candidato, como para os responsáveis pela seleção.  🤝 Na prática: Dica 1 – colabore com a equipe de TI para criar descrições de cargos claras, com destaque para as responsabilidades específicas e oportunidades de crescimento. Dica 2 – pense na parceria com plataformas de recrutamento on-line e redes sociais de maneira estratégica para ampliar o alcance das vagas. 9) Atente-se para a demanda de habilidades comportamentais Em um cenário desafiador, reconheça a importância das habilidades comportamentais e integre avaliações comportamentais às práticas de recrutamento e gestão de talentos. 🤝 Na prática: Dica 1 – integre perguntas situacionais e comportamentais nas entrevistas para avaliar como os candidatos lidam com desafios e se adaptam a diferentes situações. Dica 2 – realize treinamentos para os gestores de TI sobre a importância das habilidades comportamentais e como identificá-las durante a interação com a equipe. 10) Garanta a interconexão dos departamentos Promova uma comunicação eficaz e sinergia entre os diversos departamentos da empresa, com o intuito de aprimorar a colaboração e evitar o isolamento de informações e células. 🤝 Na prática: Dica 1 – implemente reuniões interdepartamentais regulares para promover a colaboração, compartilhar conhecimento e alinhar estratégias necessárias para o desenvolvimento de projetos de TI. Dica 2 – estude e estruture plataformas de comunicação interna para criar canais que facilitem a troca de informações entre diferentes setores da empresa. 11) Desenvolva um canal de comunicação aberto e efetivo Estabeleça um canal de comunicação robusto entre os colaboradores e o setor de RH, proporcionando feedbacks contínuos, correção de rotas e validação de decisões acertadas. 🤝 Na prática: Dica 1 – estabeleça um sistema de feedback regular, para incentivar os colaboradores a expressarem suas opiniões e sugestões. Dica 2 – use ferramentas de comunicação interna eficientes, como chat interno e intranet, para facilitar a comunicação entre os colaboradores e o setor de RH. Com essas dicas, os processos seletivos para talentos de TI podem ganhar um caráter estratégico e ser menos oneroso para as empresas e para os gestores de RH.  Conclusão Um dos principais desafios dos gestores de RH no atual cenário do trabalho é se adaptar às demandas do mercado, dos usuários e dos próprios colaboradores, todos mais exigentes. Assim, além de entender a importância de um colaborador de TI para o dia a dia da empresa, o RH precisa também adotar estratégias e operações focadas na contratação e retenção desses talentos bastante específicos.  O trabalho remoto é outro elemento que apresenta desafios para a dinâmica da empresa. Com isso, acertar qual é a melhor modalidade de atuação para cada empresa nas etapas de seleção e na contratação de profissionais, observando as diferenças que cada vaga desempenha no resultado final do negócio, se torna essencialmente complexo.  A Escola Superior de Redes (ESR), líder em ensino para a tecnologia, possui um serviço para tornar todo esse processo mais adequado e menos oneroso para as organizações. Na Consultoria Educacional da ESR, as empresas têm acesso a um serviço já consolidado no mercado, que oferece estratégias de aprendizagem corporativas, desenvolvidas de acordo com os objetivos e as necessidades de cada empresa. O projeto auxilia gestores de TI e de RH a otimizar os recursos investidos no desenvolvimento profissional das equipes, entender quando e como contratar mais colaboradores, como, no caso, os programadores, e gerar resultados mais assertivos e alinhados aos objetivos da empresa. ➡️➡️ Entre em contato com um de nossos especialistas para entender como a Consultoria Educacional pode otimizar os processos de gestão de pessoas em sua empresa.


    06/11/2023
  • Carreira de programação
    Desenvolvimento de Sistemas

    8 dicas para iniciar na carreira de programação em 2024

    Para quem busca uma nova oportunidade de emprego ou até mesmo uma transição de campos de trabalho, a tecnologia da informação (TI) parece sempre uma boa alternativa. Afinal, é um mercado aquecido, com diversas possibilidades de especializações, dentre as quais encontra-se a carreira de programação.  Por estar presente em todos os modelos de indústria, a carreira de desenvolvedor é visada por diversos novos colaboradores não só da área de TI, como de outros segmentos. Dessa forma, há uma concorrência significativa, o que exige que aqueles que desejam se destacar na área conheçam suas particularidades e demandas.   Trata-se de um campo altamente competitivo, no qual o desprendimento da ideia de imutabilidade de posições em empresas ou cargos é bastante comum. Isso ocorre uma vez que a maior parte dos profissionais do setor, sobretudo no início da trajetória profissional, busca assumir outras funções, em outros espaços, a fim de aperfeiçoar habilidades diferentes em cada uma delas. Neste blog, abordaremos algumas singularidades desse campo de atuação, além de darmos dicas valiosas para quem quer iniciar a carreira de programação ainda em 2023 ou nos primeiros meses de 2024.  Você vai ver por aqui:  O cenário da programação no Brasil em 2023 Uma das melhores formas de compreender a importância da programação para o futuro do mercado é conferir os números dessa área de atuação na TI. Apesar das taxas expressivas de layoffs no início do ano, “codar” – ou seja, programar usando códigos – ainda é uma carreira com vantagens e espaço.  De acordo com uma matéria do G1, o setor de tecnologia cresceu 34,3% entre janeiro e outubro de 2022 e contou com mais de 70 mil novas oportunidades abertas. Já a pesquisa salarial do canal Código Fonte TV, desenvolvida entre os dias 30 de janeiro e 24 de abril de 2023, com 17.818 profissionais da área, reuniu informações importantes sobre esse tema, como:  Assim, os números do setor, tanto os compilados neste estudo quanto na matéria do grupo O Globo, demonstram que a programação é uma carreira com oportunidade de crescimento e de especialização em diversos segmentos.  Na perspectiva das empresas que contratam TI, as vantagens da programação são inúmeras, entre as quais a de maior destaque é a adaptabilidade a um cenário que integra os ambientes virtual e físico de maneira cada vez mais fluida.  Quais são as áreas de atuação de um profissional de programação? Um profissional de programação – ou, como também é chamado, um desenvolvedor (dev) – é responsável por escrever e testar códigos para o funcionamento de aplicativos, sites e programas de computador.  Em outras palavras, a programação é essencial para que todas as funções do dia a dia sejam executadas, como é o caso de um pagamento digital, do uso de um aplicativo de mobilidade urbana, de troca de mensagens etc. Ou seja, o profissional de programação transforma as aplicações presenciais reais em aplicações úteis e reais também no meio digital.   No contexto da transformação digital – impulsionada, sobretudo, depois das implicações do isolamento social – e da maior conectividade já experimentada pela humanidade, a área de TI será cada vez mais demandada, inclusive no que diz respeito aos programadores.  Segundo a Associação de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais, a estimativa é que, até 2025, faltem 797 mil profissionais de TI no mercado brasileiro. Por isso, é interessante observar as possibilidades de um colaborador de TI nesse cenário. Veja algumas abaixo: Nesses três campos de atuação, os programadores podem ainda construir carreiras em diversas áreas, como:  ➡️ Leia também: O que é preciso para começar uma carreira de TI? 8 dicas para iniciar na carreira de programação A busca por uma carreira de sucesso na área de programação exige mais do que simplesmente dominar linguagens de programação. É necessário adotar uma abordagem estratégica para garantir crescimento profissional contínuo e adaptabilidade às demandas do setor.  Veja, abaixo, algumas dicas valiosas para quem está dando os primeiros passos nesse universo dinâmico: 1) Invista em capacitação contínua Ingressar na carreira de programação é estar em um campo em constante evolução. Mantenha-se atualizado com relação às últimas tecnologias, linguagens e práticas de codificação.  Identifique as certificações mais relevantes para seu campo de interesse e trabalhe para conquistá-las. A aquisição de conhecimento de maneira contínua é a chave para o sucesso na programação. Não acredite que você vai aprender se apenas fizer o que pedem no trabalho. Na verdade, na maior parte das vezes, o trabalho funciona como um espaço para aplicar o que se estuda em casa e para otimizar processos de aprendizagem. Por esse motivo, para entrar no ritmo acelerado desse mercado, talvez você precise abraçar primeiro empregos que sejam ambientes para aplicar a parte técnica que aprendeu na teoria e para aprender protocolos de comunicação – como conversar com pares, chefes, clientes, bem como reconhecer as expectativas de cada um, visando à demonstração de resultados práticos e eficientes.  Como exemplo de espaço para buscar conhecimento está a Escola Superior de Rede (ESR), referência em aprendizagem em tecnologia.  ➡️ Leia também: Que curso de tecnologia é feito para mim? Conheça as Trilhas ESR e descubra sua jornada de aprendizagem ideal Veja cada oportunidade como uma base Reconheça que, no início da carreira, cada oportunidade é uma porta aberta para o crescimento futuro. Mesmo aquelas posições que parecem abaixo das expectativas podem fornecer experiências valiosas.  Utilize essas situações como trampolim para construir uma base sólida que abrirá portas para vagas mais desafiadoras e recompensadoras no futuro. 3) Seja adaptável e aberto a mudanças Conectada à dica anterior, esta orientação é muito importante para iniciantes: evite ficar estagnado em uma única posição por muito tempo. A disposição para mudar de função e explorar diferentes locais de trabalho é crucial para ampliar seu networking e entender diversos protocolos de desenvolvimento. É na variedade de experiências que você fortalecerá suas habilidades e perspectivas na área, principalmente em um segmento que tem penetração em diversos tipos de empresa, como as públicas, as de grande porte, de produtos, terceirizadas…  São diversas as formas de começar a construir um portfólio e atuar na manutenção de sistemas back-office, aqueles que ficam por trás dos processos de todos os departamentos de uma organização.  Inclusive, este é um dos diferenciais dessa carreira: poder trabalhar em empresas de todas as áreas, como a de setores agrícolas, fábricas automotivas e até de comércio exterior. Experimente e aprenda com os testes!  4) Reconheça a diversidade na programação Compreenda que a programação é aplicada de muitas maneiras. Não pense que sua abordagem é a única correta, pois, ainda que existam boas práticas e manuais documentados, cada empresa pode ter técnicas e protocolos diferentes.  Esteja disposto a adaptar-se a novas metodologias e a aprender com colegas mais experientes. No início da carreira, a humildade é tão valiosa quanto a habilidade técnica. 5) Cultive habilidades técnica, interpessoais e de networking Além de habilidades técnicas, como conhecimento de lógica de programação, arquitetura de sistemas, domínio de mais um modelo de linguagem, é válido desenvolver competências interpessoais. Isso porque a área de programação exige análise crítica dos cenários, troca de experiência e informações, trabalho em equipe e proatividade, por exemplo. Nesse sentido, construir relacionamentos sólidos no setor é fundamental para que você esteja sempre em processo de aprendizado e distante da defasagem. Participe de eventos, conferências e grupos de usuários para expandir sua rede profissional. Colaborações e conexões podem abrir portas inesperadas ao longo de sua jornada na programação. 6) Construa um portfólio sólido Demonstre suas habilidades por meio de um portfólio diversificado, que esteja disponível na nuvem e de fácil acesso.  Projetos pessoais e contribuições para projetos de código aberto são maneiras eficazes de mostrar seu conhecimento e paixão pela programação. Além disso, as empresas valorizam programadores que podem colaborar efetivamente em projetos de equipe, como projetos colaborativos e repositórios de código aberto. Faça uma análise sobre como dispor essas informações em seu currículo e diferencie-se da concorrência. Algumas plataformas de hospedagem podem contribuir para a divulgação dos trabalhos, como a GitHub, GitLab ou Bitbucket, servindo como base de compartilhamento público de projetos.  Junte-se a comunidades on-line relevantes, como LinkedIn e Stack Overflow, ou fóruns especializados em programação para ter acesso e contribuir com discussões relevantes para o setor.  7) Compreenda as expectativas do mercado Antes de iniciar a carreira de programação, pesquise e entenda as habilidades e as competências mais valorizadas pelo mercado. Isso pode incluir conhecimento específico em linguagens de programação, frameworks, metodologias de desenvolvimento e habilidades relacionadas com a resolução de problemas e trabalho em equipe. Saiba o que as vagas buscam e esboce um plano de estudos que aborde esses elementos. A ESR pode ajudar você nisso.  8) Participe de competições on-line Envolver-se em hackathons e competições on-line não apenas oferece a oportunidade de aplicar suas habilidades em desafios práticos, mas também permite que você mostre suas realizações em plataformas específicas desses eventos. Conclusão  Ao adotar uma abordagem proativa em relação à postura de aprendizado contínuo e também ao abraçar mudanças e adaptações, você certamente fica à frente de vários profissionais recém-ingressados no mercado. Essa disposição para uma jornada de conhecimento sólida e consistente aumenta significativamente suas chances de ser notado por recrutadores e outros profissionais da área, abrindo as portas para um início de carreira na programação. Na Escola Superior de Redes (ESR), líder em ensino de tecnologia, você tem acesso a diversos cursos e trilhas de conhecimento que mesclam teoria e prática, para o melhor aproveitamento das especializações da área.  ➡️➡️  Fique por dentro de todos os treinamentos aqui!


    13/10/2023
  • conceito de colagem de controle de qualidade padrao 3 scaled 1
    Governança de TI

    Governança corporativa: princípios e boas práticas para adotar em 2025

    “Governança corporativa é o sistema pelo qual as empresas e as demais organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre sócios, conselho de administração, diretoria, órgãos de fiscalização e controle e as demais partes interessadas.” Essa é a definição do termo pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), responsável por desenvolver inúmeros estudos sobre a área.  Embora não seja um conceito tão recente para o mundo empresarial e as demais organizações, inclusive do setor público, passou a ter cada vez mais relevância à medida que a sociedade identificou a sustentabilidade e o propósito das organizações como pontos decisivos para o relacionamento e a conversão com os negócios.  Ligada diretamente à ideia da Agenda ESG (Environmental, Social e Governance), em que é representada pelo “G” da sigla, a governança corporativa tem o objetivo de tornar as empresas e organizações mais alinhadas a um objetivo comum que contemple o desenvolvimento de seus quatro princípios:  Em outras palavras, significa dizer que a governança é o conjunto de regras e princípios que empresas e organizações adotam para serem administradas de maneira justa, transparente e eficiente. Nesse sentido, mesmo que a compreensão da governança corporativa pareça teórica, colocá-la em prática é possível e é o que vamos mostrar aqui. Continue conosco para saber como.  Quais são os resultados de uma empresa e das demais organizações que adotam a governança corporativa?  Em uma análise geral, podemos dizer que o desejo de toda empresa e organização é se manter no mercado, além de entregar confiança em seus produtos e serviços, certo? Ou seja, ter longevidade.  Para isso, atualmente, além de priorizar a qualidade dos produtos ou serviços prestados e de sua operação, o negócio precisa se atentar ao valor que entrega para a sociedade e a comunidade a seu redor.  Se antes os consumidores de produtos e serviços pouco se inteiravam sobre a conduta de uma empresa ou organização, agora a lógica é diferente. Há mais informações do que nunca, disponíveis de uma maneira inédita – em todo lugar, a todo tempo.  Além disso, fornecedores e parceiros passaram a priorizar acordos com empresas e organizações que se preocupam com sua sustentabilidade e, consequentemente, com a sustentabilidade do ecossistema empreendedor do qual fazem parte.  É nessa realidade – de maior concorrência, clientes mais bem informados e parceiros e fornecedores preocupados de uma forma diferente com seus relacionamentos de negócio –  que a governança corporativa prospera e atua.  Podemos dizer, então, que, na prática, trata-se de uma forma de garantir a ética, a transparência e a segurança jurídica diante dos diversos públicos de uma organização. Ou seja, um guia, um manual de boas práticas para as empresas funcionarem bem e serem confiáveis.  Dessa forma, uma corporação que adota os princípios da governança gera valor a longo prazo para suas soluções e para sua história. Há ainda outros benefícios associados a ela, como:  Existem ainda outras vantagens de orientar uma empresa pelos princípios da governança, como a certeza de um processo de conformidade legal e regulatória, o que a torna extremamente necessária nos dias de hoje. Fique por dentro: um estudo realizado pela McKinsey e NielsenIQ analisou o desempenho de faturamento de produtos que alegam ser social e ambientalmente responsáveis. De acordo com o levantamento, 60% dos entrevistados disseram que pagariam mais por um produto com embalagem sustentável. Já em outra pesquisa da NielsenIQ, 78% dos consumidores (recorte dos EUA) disseram que um estilo de vida sustentável é importante para eles. 4 dicas para implementar uma agenda de governança corporativa no dia a dia de um negócio  Adotar a governança corporativa na prática requer um compromisso contínuo com princípios e atividades que promovam a transparência, a responsabilidade e o desempenho ético.  Separamos, a seguir, quatro exemplos de ações que podem ser incorporadas em qualquer negócio e no dia a dia das empresas. 1) Defina e comunique valores e princípios  Estabeleça valores e princípios éticos, além de claros, capazes de orientar o comportamento de todos na empresa.  Comunique esses valores de forma ampla e regular, de modo que todos os funcionários entendam a cultura organizacional e saibam como devem agir. É importante que esses valores estejam associados ao desenvolvimento não só da organização, como dos colaboradores e da comunidade. É necessário um propósito para que a empresa exista, e apenas gerar lucro não é um deles. 2) Crie estruturas de tomadas de decisão transparentes Pensar em formas de simplificar a transparência da empresa é uma excelente maneira de implementar a governança aos negócios. Alguns departamentos e estruturas podem atuar nessa frente.  3) Dedique-se ao princípio da prestação de contas e transparência Há diversas formas de fazer isso, como:  4) Promova a ética e a responsabilidade Como vimos, a governança corporativa dá destaque à condução ética que as empresas têm em seus diversos ramos de atuação. Por isso, uma das maneiras mais corretas de implementá-la na prática é por meio de ações voltadas para essa área. Pense em:  Leia mais: LGPD para a área de TI: como a lei impacta o setor? Como a governança se relaciona com a TI?  A tecnologia da informação é uma peça fundamental para permitir que as empresas desenvolvam práticas, atividades e rotinas mais sustentáveis, seguras, transparentes e rentáveis.  Há implicações da TI no apoio à governança corporativa em várias frentes, como na otimização de processos onerosos, com base na automação, inteligência artificial e machine learning, entre outras possibilidades advindas da transformação digital, para a melhoria da experiência de consumo de produtos, serviços e informações,  por meio do desenvolvimento de sistemas acessíveis, disponíveis e escaláveis.  Para que as organizações atinjam esse objetivo, ainda é imprescindível um departamento sólido de cibersegurança, responsável por proteger os dados do negócio e de seus principais agentes. Ou seja, a TI viabiliza a governança corporativa de diversas formas.  Por aqui, já abordamos os detalhamentos dessa relação em um blog post exclusivo.   Leia: 5 dicas para crescer na carreira de governança de TI Conclusão  A governança corporativa deixou de ser uma opção das empresas para se traduzir como uma necessidade imperativa no cenário de negócios atual. Nesse contexto, é a tecnologia da informação que viabiliza uma base sobre a qual a sustentabilidade, a segurança, a transparência e a rentabilidade podem ser aprimoradas Veja como esse tema é abordado no curso da ESR – “Governança de TI com Cobit 2019”. Inscreva-se e torne-se especialista na questão. 


    06/10/2023
  • TI Verde
    Temas Diversos

    TI Verde: o papel da tecnologia e das organizações diante da urgência da sustentabilidade

    O conceito de TI Verde está diretamente conectado aos modelos de gestão que priorizam a eficiência operacional aliada à demanda por compromisso e responsabilidade socioambiental por parte das organizações.  Como resultado de um debate histórico, que teve desenvolvimento na década de 60 do século passado, a finalidade dessa agenda de sustentabilidade é garantir uma atitude mais comprometida e proativa de atores sociais amplamente reconhecidos por desempenharem um papel significativo na estrutura de mercado e na vida cotidiana, ou seja, empresas públicas e privadas, envolvendo-os na busca por um modelo de desenvolvimento mais sustentável, em que a tecnologia da informação é vista como importante ferramenta capaz de auxiliar as instituições a adotarem práticas, atividades, processos e gestões cada vez mais sustentáveis. Neste artigo, vamos conversar mais sobre a Agenda ESG no ambiente corporativo e qual o papel da TI Verde na construção de uma sociedade mais justa e sustentável. Como surgiu a demanda por uma Agenda ESG nas organizações?  O Environmental, Social e Governance (ESG) surgiu em 2004, em uma publicação do Banco Mundial, em parceria com o Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) e com instituições financeiras de nove países, chamada “Who cares wins” (Ganha quem se importa).  Na época, o então secretário-geral da ONU, Kofi Annan, pretendia que o documento se apresentasse como uma espécie de provocação e convite à reflexão de 50 CEOs de grandes instituições financeiras do mundo sobre como integrar os fatores ESG ao mercado de capitais. Serviu, assim, como base para todas as futuras considerações acerca da combinação de critérios ambientais, sociais e de governança corporativa às rotinas das instituições e a seus processos, entendendo que as atividades ESG precisariam ser amplamente colocadas em prática e mensuradas pelas empresas.  Como resultado, as instituições que se preocuparam com a pauta passaram, gradativamente, a gozar de melhor reputação e serem priorizadas por clientes e investidores em suas decisões de melhor alocação de recursos e outras práticas sustentáveis.  Embora a sigla tenha ganhado uma alcunha oficial nos anos 2000, o termo “sustentabilidade” precede uma construção histórica um pouco mais antiga, com outros marcos importantes para a evolução do tema.  Principais marcos temporais na pauta da sustentabilidade organizacional  Nos últimos 60 anos, passou-se a discutir mais intensamente a necessidade de um modelo de desenvolvimento sustentável, sobretudo por causa das constantes crises que o formato inaugurado pós-Revolução Industrial ocasionou. Desde o século XVIII, tal modelo, focado na expansão econômica contínua da sociedade, produziu riquezas e bem-estar, mas também contribuiu para o agravamento de problemas graves, como profundas desigualdades sociais e desequilíbrio ambiental.  Nessa dinâmica, as atividades humana e empresarial das décadas passadas, baseadas no progresso ininterrupto, transformaram e romperam aquilo que se chama, em uma abordagem recente, “limites planetários”, entre os quais estão: Mesmo que os efeitos negativos dessa abordagem tenham se tornado mais visíveis atualmente, ao longo do tempo, várias iniciativas abordaram a necessidade de uma agenda mais sustentável na sociedade. A exemplo disso, o Relatório Brundtland, intitulado Nosso Futuro Comum, publicado em outubro de 1987, definiu desenvolvimento sustentável como “o desenvolvimento que procura satisfazer às necessidades da geração atual sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazer as próprias necessidades”. Em outras palavras, um modelo que permita um padrão de vida e estilo de consumo que não pressione excessivamente os sistemas produtivos e a exploração dos recursos naturais do presente para que, dessa forma, as futuras gerações possam gozar dos mesmos direitos e oportunidades.   Para além, a popular Agenda 2030 da ONU, publicada em 2015, estabeleceu 17  Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), desdobrados em 169 metas e 254 indicadores, para orientar políticas públicas capazes de endereçar soluções para o desenvolvimento sustentável.  Mas, afinal, o que é a Agenda ESG na prática? A Agenda ESG nada mais é do que um amadurecimento, historicamente construído, do papel social das organizações que passa a ser entendido por uma ótica da responsabilização.  Nessa abordagem, as empresas precisam assumir uma nova responsabilidade corporativa, que englobe critérios econômicos, ambientais e sociais associados a práticas de governança adequadas, que sejam capazes de capitanear soluções para os desafios da sustentabilidade.  Assim, passa-se a pensar em quais são os papéis que as organizações precisam assumir, bem como quais as contribuições que elas devem dar à sociedade nas três frentes – ambiental, social e de governança.  Os SDG Compass, os próprios ODS e os indicadores Etho, por exemplo, podem servir para avaliar como as ações ESG são realizadas na prática pelas empresas.   TI Verde e os ODS da Agenda 2030 Diante da necessidade de mobilização corporativa ante a urgência de ações guiadas pela sustentabilidade, a TI Verde se estabelece como uma forma de relacionar a tecnologia com o alcance dos ODS e da Agenda ESG. Em linhas gerais, ela se caracteriza por ser uma estratégia sustentável para o uso de tecnologia da informação, com foco na proteção do meio ambiente, racionalização do uso de recursos e melhoria da eficiência operacional. O conteúdo foi tema de um exclusivo webinar da ESR, “Sustentabilidade e TICs: caminhos para a implantação de uma agenda ESG nas organizações públicas e privadas”, no qual o pesquisador Alexandre Cesar Motta de Castro expôs as possibilidades dessa associação, sendo algumas delas destacadas abaixo:  Dez práticas já utilizadas pela chamada TI Verde Uma vez que estão inseridas em um segmento dinâmico, altamente modificável, as práticas de TI Verde também se transformam constantemente, assim como aparecem outras inéditas. Ainda assim, é possível destacar algumas atividades que são importantes para uma atuação mais sustentável. 1) Educação e conscientização Uso da TI para disseminar informação e conscientizar colaboradores e partes interessadas da importância da sustentabilidade e como adotar práticas mais verdes.  2) Teletrabalho e mobilidade sustentável Incentivo ao teletrabalho e à colaboração remota, o que reduz a quantidade de espaço de escritórios, que precisam ser aquecidos e resfriados, e o número de computadores no local.  Há também a mitigação da necessidade de deslocamento físico para o trabalho; facilidade de acesso a oportunidades de emprego nowhere office (escritório em qualquer lugar); descongestionamento do trânsito urbano; redução dos custos para empregadores e funcionários; diminuição da emissão de GEE e da pegada de carbono associada ao transporte.  3) Licitações sustentáveis  Compras de hardware/suprimentos/serviços com certificação ambiental, maior eficiência energética e contratação de fornecedores verdes.   4) Digitalização de processos de gestão Incentivo ao uso de ferramentas eletrônicas de comunicação e consolidação de impressoras; terceirização de serviços; implantação de nichos de impressão adequados a cada ambiente; redução do uso de papel; uso de assinaturas digitais e digitalização de documentos.  4) Digitalização de processos de gestão Consolidação de servidores físicos em máquinas virtuais para reduzir o número de equipamentos necessários, com economia de espaço, energia e refrigeração. 6) Datacenters eficientes Contratação de datacenters verdes para aumentar a eficiência das operações e das soluções computacionais, além de melhorar a produção energética, por meio de sistemas de refrigeração mais eficientes, otimização de racks e servidores e uso de fontes renováveis de energia.  7) Computação em nuvem e adoção do SaaS Redução da necessidade de recursos físicos em cada local de trabalho; compartilhamento e acesso remoto a aplicativos e dados, o que possibilita o aumento da produtividade e da eficiência, com otimização da mobilidade, da acessibilidade multiplataforma e dos investimentos em TI, com redução da pegada de carbono e dos requisitos de energia.  8) Sensores inteligentes para monitoramento Utilização de sensores inteligentes para monitorar o consumo de energia, a temperatura, a umidade e outros parâmetros, possibilitando uma gestão mais eficiente e a identificação de áreas de melhoria.  9) Monitoramento e tomadas de decisão Coleta e análise de grande quantidade de dados relevantes, com foco na sustentabilidade, para um monitoramento mais eficaz do progresso e uma tomada de decisão mais informada para a implementação de políticas e programas direcionados para objetivos específicos.  10) Gestão de resíduos Descarte apropriado; doação; coleta e reciclagem de pilhas e baterias, cartuchos de toner, eletroeletrônicos, equipamentos periféricos de TI etc. _______________________________________ Além da TI Verde, a Agenda Ambiental se tornou uma diretriz essencial para todos os departamentos organizacionais, tanto em empresas privadas quanto na administração pública.  Nesse contexto, o comprometimento com os princípios do Pacto Global se converte em uma responsabilidade compartilhada, destacando a importância de adotar uma série de condutas, como: Todas essas referências são recursos que as organizações podem buscar para implementar novos modelos de gestão voltados para a sustentabilidade, para se criar um ambiente corporativo mais consciente e comprometido com essa agenda. Assumir um papel social e ambiental mais responsável é uma transformação que redefine o propósito da organização, alinhando-a com as demandas atuais e com a compreensão do que é necessário para um futuro sustentável. Assista, na íntegra e gratuitamente, ao webinar “Sustentabilidade e TICs: caminhos para a implantação de uma agenda ESG nas organizações públicas e privadas”, com o especialista  Alexandre Cesar Motta de Castro.


    28/09/2023
  • Administração de sistemas na transformação digital
    Administração de Sistemas

    Administração de sistemas e transformação digital: como os profissionais de TI podem se preparar para as demandas do mercado

    A transformação digital representa uma tendência consolidada no mundo corporativo e não se limita apenas à automação, como também abrange a adoção de uma estratégia completa voltada para a inovação e resultados, por meio da tecnologia e da análise de dados. Para garantir um desempenho sólido nesse novo cenário, as empresas devem estruturar e trabalhar simultaneamente várias frentes, sendo as principais delas as relacionadas com a implementação de uma cultura organizacional capaz de promover a ausência de medo em relação às mudanças e estimular a constante adaptabilidade.  Além disso, é crucial investir em setores-chave para manter esse processo ativo de forma contínua. Um dos departamentos indispensáveis nesse sentido é o da Tecnologia da Informação (TI), especialmente a administração de sistemas.  Neste artigo, exploraremos o papel fundamental desse campo na transformação digital, bem como discutiremos o perfil do profissional de TI adequado para driblar desafios e construir caminhos inéditos, de acordo com cada realidade corporativa. Você realmente sabe o que é transformação digital? De maneira geral, podemos definir a transformação digital como o processo crescente de virtualização das atividades das organizações.  O principal resultado da prática para os negócios se vê na maior eficiência operacional e de gestão, mas outras vantagens repercutem em toda a cadeia produtiva das empresas, como:   Portanto, falar em transformação digital é abordar a capacidade que a automação – realizada por softwares variados – tem de converter tarefas repetitivas, burocráticas e com alto risco de falhas administrativas em atividades mecânicas e de rápida reprodução pela máquina.  Auxiliar o gerenciamento e monitoramento de equipes, bem como otimizar a entrega de indicadores de forma simples e rápida nos equipamentos tecnológicos, é exemplo dessa transformação digital.  Há várias formas de aplicar o conceito de transformação digital, por exemplo, nos serviços públicos. Segundo o Gov.Br, “transformação digital no governo significa oferecer um serviço público de qualidade, com menos gasto de tempo e dinheiro por parte do cidadão, para melhorar a vida daqueles que vivem e trabalham no Brasil (…) com a automação de serviços, o país reduz substancialmente as suas despesas anuais e torna a vida do cidadão mais fácil”.  Já para a McKinsey, a transformação digital foi a principal responsável, em 2022, por movimentar ao menos uma das quatro peças-chave abaixo em variados tipos de empresa:  Dessa forma, para assumir um papel de destaque em relação à transformação digital, é necessário utilizar a automação, tecnologia e inovação para o aprimoramento contínuo de processos e experiências de consumo e serviço, tanto para os colaboradores do negócio quanto para os consumidores.  Para tanto, são necessárias estratégia, capacidade, organização e cultura. É nesse sentido que a administração de sistemas possui um papel essencial na transformação digital, por tornar possível o desenvolvimento efetivo dessas quatro áreas. ➡️ Leia também: A importância da programação para o futuro do trabalho Qual o papel da administração de sistemas na transformação digital? Inicialmente, precisamos entender a função da administração de sistemas e do profissional administrador.  Esse especialista possui uma atuação visceral na estrutura das organizações, uma vez que planeja, organiza, dirige e monitora o desenvolvimento e alcance dos objetivos organizacionais.  Com habilidades bastante apuradas e um olhar holístico para os processos dos negócios, o administrador de SI tem a função de interligar efetivamente os componentes necessários para atender às necessidades das empresas, sejam elas quais forem e no ritmo de mudança que se apresentarem. Em outras palavras, isso significa dizer que a administração de sistema é a área responsável pela administração, gerenciamento e suporte relacionados com a infraestrutura de TI, além da implementação, configuração e manutenção de sistemas computacionais variados. Dessa forma, podemos dizer que a administração de sistemas de informação aborda três itens importantes que interagem entre si: administração, organização e tecnologia, e é exatamente por ter essa roupagem basilar que é tão fundamental para o desenvolvimento da inovação como uma estratégia de negócios, desempenhando um papel central na transformação digital das empresas. Algumas principais funções desempenhadas por essa equipe neste contexto são: 1) Implantação e manutenção de infraestrutura tecnológica  A administração de sistemas é responsável por implantar e manter a infraestrutura tecnológica necessária para suportar as iniciativas de transformação digital. Isso inclui servidores, redes, sistemas de armazenamento e outros componentes essenciais. 2) Segurança de dados Com a crescente digitalização das operações empresariais, a segurança de dados tornou-se uma preocupação comum.  Os administradores de sistemas, com a cibersegurança, são encarregados de criar estratégias e protocolos adequados para driblar incidentes e eventos maliciosos, implementando medidas como firewalls, criptografia e sistemas de detecção de intrusões. 3) Gestão de cloud  Nos últimos anos, as empresas passaram a migrar, em larga escala, para a nuvem, o que representa um passo importante em suas transformações digitais. A administração de sistemas atua na gestão de ambientes em nuvem, assegurando que os recursos sejam alocados de forma eficiente e que os dados estejam seguros. 4) Integração de sistemas  À medida que novas tecnologias são introduzidas durante a transformação digital, é importante que esses sistemas se integrem de forma harmoniosa. Os administradores de sistemas são responsáveis por garantir a interoperabilidade entre sistemas e aplicativos. 5) Monitoramento e manutenção contínuos Como dissemos anteriormente, a transformação digital é um processo contínuo. A equipe de administração de sistemas é vital para o monitoramento constante dos sistemas e para a realização de manutenção preventiva como forma de garantir que tudo funcione sem problemas. É por meio dessa competência também que a administração antevê problemas e cria soluções de maneira inovadora, em um cenário com baixos riscos, visto que ainda não requer uma execução emergencial de atividades. 6) Suporte técnico  Com a evolução das operações, que se tornam cada vez mais dependentes de sistemas digitais, surge a necessidade de prover suporte técnico ágil e eficaz. A equipe de administração de sistemas atua como a primeira linha de suporte, resolvendo problemas e garantindo que as operações não sejam interrompidas. Além disso, a administração de sistemas reflete no amadurecimento de um processo de transformação digital nas empresas, pois possibilita que a utilização de tecnologias, como cloud computing, big data, análise de dados, inteligência artificial, Internet das Coisas (IoT) e automação, seja realizada  de acordo com um planejamento com objetivos e indicadores estratégicos. Habilidades necessárias a um profissional administrador de sistemas  Existem diversas áreas de atuação para um profissional de TI que deseja se especializar em administração de sistemas. É o caso de administrador de banco de dados (DBA), administrador de segurança, administrador de redes, entre outros. Entretanto, mesmo diante de tantas possibilidades, há alguns conhecimentos básicos comuns ao escopo de trabalho desses profissionais, como: Com tantas habilidades e competências desejadas para o preenchimento de vagas nesse setor, se especializar pode ser uma tarefa desafiadora.  Por isso, mais importante que se dedicar a todas elas sem precisão e método é saber que a postura de aprendizado contínuo é que vai destacar ou não um colaborador de TI. Ou seja, a vontade de aprender e saber como fazer isso é fundamental para sua carreira. ➡️  Leia também: 5 coisas que um profissional de agilidade não deve fazer A Escola Superior de Redes (ESR) é líder em treinamentos e iniciativas educacionais para tecnologia, assim, promove capacitação, desenvolvimento profissional e disseminação de conhecimento de TI para todo o Brasil. Em mais de 16 anos de atuação, já contribuiu para a formação de 31 mil alunos, além de ter atendido cerca de 1.100 empresas.  Os cursos, que passam dos cem, são distribuídos em diferentes trilhas de conhecimento, de modo a atender às necessidades e especificidades de cada usuário, em diferentes modalidades (presencial, semipresencial e remoto).  A Administração de Sistemas é uma das trilhas da ESR. Descubra todos os cursos dessa trilha de formação aqui!


    21/09/2023
  • Previsões de Cibersegurança
    Segurança

    Previsões de cibersegurança: o que esperar no segundo semestre do ano e início de 2024?

    Mais do que prever o futuro, acompanhar as tendências de qualquer mercado possibilita a criação de alternativas inovadoras para driblar desafios antes que eles alterem a dinâmica dos negócios. Ou seja, conhecer as previsões de cibersegurança ou de inúmeros outros segmentos auxilia gestores no aperfeiçoamento de suas operações, assim como os deixa um passo à frente de incidentes e eventos complexos.  A cibersegurança é um nicho peculiar, que demanda uma atuação de ponta a ponta, constante e orientada para a menor taxa de falibilidade possível, visto que um agente malicioso precisa de apenas um erro para causar danos irreparáveis às corporações.  Dessa forma, além de capacitação técnica, os profissionais da área precisam contar com, em certa medida, habilidades enquadradas na seara das soft skills, como criatividade, capacidade analítica em contexto difíceis e gerenciamento de emoções, entre outras. A aptidão para a inovação também faz parte do escopo de competências desejadas para esses especialistas, por isso é tão importante conhecer e reconhecer o cenário e o setor.  Neste artigo, você acompanha o que se falou de cibersegurança nos primeiros meses de 2023 e o que se espera para 2024. ➡️ Leia também: O que são ataques de phishing e como evitá-los? Previsões de cibersegurança: o que aconteceu até agora? Os últimos meses do ano são marcados sempre pela necessidade de análise crítica do que movimentou o mercado, daquilo que se concretizou, dos números que validaram ou abafaram antigas tendências.  Nesse sentido, a divisão de Inteligência em Ameaças da Check Point Software Technologies, Check Point Research (CPR), divulgou dados atualizados sobre a cibersegurança até aqui, sobretudo os condizentes com ataques cibernéticos.  De acordo com a instituição, de abril a junho de 2023, houve 8% de aumento nesse tipo de evento, em uma escala semanal global, o que corresponde a uma média de 1.258 ataques por semana.  As novas táticas evasivas, os ataques frequentes baseados em hacktivismo, além de uma grande quantidade de ransomware direcionado a várias empresas e organizações, dão o alerta para uma nova onda de incidentes, mais sofisticados e em maior quantidade.  Outros dados desse relatório apontam que:  Há um notável ressurgimento de ataques cibernéticos em todo o mundo e também entendimentos importantes sobre o que esse panorama revela, de acordo com o estudo CPR.  Veja os principais desdobramentos, a seguir. 1) Cibercriminosos: mestres do antigo e do novo O relatório do CPR esclarece o fato de que os cibercriminosos não estão apenas explorando tecnologias mais recentes, como também recorrendo a vulnerabilidades bem conhecidas em softwares estabelecidos para realizar suas atividades maliciosas. 2) A constante evolução do ransomware Uma das revelações do relatório é o cenário em evolução do ransomware. Dados derivados de mais de 120 “sites de vergonha” de ransomware revelaram que, no primeiro semestre de 2023, um total de 48 grupos de ransomware relataram violação e extorsão pública de mais de 2.200 vítimas. 3) Cibersegurança: um campo de batalha dinâmico A principal conclusão do Relatório Semestral de Segurança de 2023 do CPR é que a segurança cibernética é um campo de batalha dinâmico.  As organizações precisam evoluir no desenvolvimento de estratégias de segurança em conjunto com o cenário de ameaças em constante mudança, empregando uma combinação das mais recentes defesas baseadas em IA e uma compreensão profunda das vulnerabilidades mais antigas. Diante desses números, fica evidente que o setor de cibersegurança demanda investimentos constantes e profissionais altamente qualificados para lidarem com um cenário que é sempre inédito.  Publicado ainda no primeiro semestre, o relatório IDC Predictions 2023 já previa que o mercado de SI movimentaria US$1,3 bilhão até dezembro de 2023 só no Brasil, mas, diante dessas descobertas, isso pode ser até superior ao estimado. Segundo essa pesquisa, 53,6% dos executivos de TI no Brasil e 50,6% na América Latina afirmaram, na época, que a cibersegurança permaneceria como uma das maiores prioridades e preocupações para as empresas em todas as ramificações do negócio, em todos os mercados latino-americanos. ➡️ Leia também: Principais tipos de backup e qual é o ideal para a sua empresa Previsões de cibersegurança: o que se espera para 2024? O Gartner, liderança mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, divulgou as previsões de cibersegurança para o segundo semestre de 2023 e início de 2024.  Entre os principais pontos da pesquisa, está a adoção, por metade dos diretores de segurança da informação entrevistados (–Chief Information Security Officer – CISOs), de um design centrado no ser humano, para reduzir atritos operacionais de segurança. Além disso, diversos outros pontos chamaram atenção no estudo e estão destacados a seguir:   Além disso, espera-se que as tecnologias já conhecidas, como IoT, machine learning, cloud computing e IA, bem como outras demandas já estabelecidas, tais quais a regulamentação e a ética de dados, permaneçam no horizonte da cibersegurança, se desenvolvam e se fortaleçam.  Por aqui já abordamos quais são elas em outro conteúdo completo sobre o tema.  Conclusão No cenário digital de ameaças cada vez mais sofisticadas e difundidas, que usam novas e antigas técnicas, se alocam em quaisquer sistemas, é indispensável acompanhar de perto as previsões de cibersegurança. Além disso, quem atua na área precisa compreender as tendências emergentes, as técnicas de ataque em evolução e as vulnerabilidades mais recentes, bem como estar pronto para a adoção de medidas proativas para fortalecer as defesas das organizações e garantir uma abordagem mais resiliente e eficaz.  A Escola Superior de Redes (ESR) é referência em cursos e treinamentos para cibersegurança, por meio de uma abordagem prática, com atividades que geram resultado imediato no dia a dia de trabalho de profissionais e organizações.  Inscreva-se agora e esteja mais preparado para atuar com segurança da informação, seja qual for a especialização.


    15/09/2023
  • Orquestração de containers Kubernetes
    Administração de Sistemas

    Guia: a orquestração de containers Kubernetes pode ajudar a minha organização?

    Uma das ferramentas que mais ganham aderência e popularidade no mercado de TI está relacionada com a orquestração de containers em nuvem e com o desenvolvimento consistente da infraestrutura de cloud computing nas empresas. Já ouviu falar de orquestração de containers por meio de Kubernetes? Esse sistema representa uma peça-chave no portfólio de qualquer profissional da TI moderna, por causa da sua popularização para atender à demanda de cada vez mais aplicações nativas e modernas em nuvem.  De maneira geral, podemos dizer que o Kubernetes – também conhecido como K8s – é um sistema de código aberto (open-source) para automatizar a implantação, o escalonamento e o gerenciamento de aplicativos containerizados. Dessa forma, o Kubernetes representa uma das principais soluções de orquestração de container, originalmente, desenvolvidas pelo Google, mas que hoje é mantido pela Cloud Native Computing Foundation.  Por entender a importância do tema, separamos, neste guia, os principais pontos acerca dessa tecnologia. Leia conosco!  Necessidades das organizações modernas O crescimento da tecnologia da orquestração de containers Kubernetes ocorre no contexto de uma grande migração de workloads para ambientes de cloud. Essa demanda por clouds – públicas, privadas ou híbridas – representa uma transformação significativa no panorama da TI, que prioriza investimento em ambientes da nuvem e também no paradigma de desenvolvimento de aplicações.  É cada vez mais interessante às organizações que exista uma preocupação com a portabilidade e com a capacidade de se evitar o vendor lock-in. Além disso, pela maior hibridização dos métodos de implantação dos servidores, os negócios precisam se adaptar sempre de forma rápida aos cenários heterogêneos. Somado a isso, as empresas ainda enfrentam um ambiente de negócios altamente competitivo e dinâmico, que exige inovações constantes e novas aplicações com mais rapidez e eficiência. Tudo isso requer um ambiente de TI ágil e escalável, que possa suportar a implantação de novas aplicações em uma variedade de ambientes de nuvem. É nesse contexto que a orquestração de containers com Kubernetes se torna uma necessidade para as organizações atuais, permitindo que os negócios implementem aplicações de forma mais rápida e eficiente e reduzam o time to market.  A tecnologia também é capaz de assegurar que as organizações gerenciem e escalonem as suas aplicações de forma mais eficiente, tendo a alta disponibilidade para os usuários finais como um diferencial-chave. O Kubernetes oferece recursos avançados de gerenciamento de múltiplos clusters, que asseguram que as organizações implantem e administrem aplicações de forma consistente em todos os ambientes cloud. O que são containers e quais as suas diferenças em relação à VMs? Os containers, popularizados pelo Docker (2013), são uma unidade-padrão de software com artefatos leves e que contêm políticas de segurança e isolamento próprias, além de código-fonte e todas as dependências necessárias para operar de forma rápida e confiável nos mais diversos ambientes, sejam eles de desenvolvimento, homologação ou produção. Essa tecnologia se diferencia das demais máquinas virtuais (VMs) e das práticas de virtualização tradicionais por ser uma alternativa menos “pesada”, com artefato em nível de aplicação, e não mais em nível de infraestrutura.  Na virtualização tradicional, é comum encontrar algumas desvantagens, como a VM Sprawl (expansão ou proliferação de VMs) e a necessidade de limpeza dessa multiplicação de máquinas. Quando ocorre esse problema, por causa da criação de máquinas virtuais sem um planejamento adequado, há sobrecarga dos recursos do servidor físico e, possivelmente, queda no desempenho do sistema, aumento da latência ou até mesmo falhas. Outro desafio da virtualização tradicional pode estar alocado na redundância de recursos, uma vez que algumas operações podem ser duplicadas sem necessidade, algo que também sobrecarrega o sistema. Além disso, há a ocorrência de falhas na sincronicidade de portabilidade entre ambientes e bibliotecas. Às vezes, quando uma aplicação é movida de um ambiente virtual para outro, bibliotecas ou outras dependências necessárias para que ela funcione adequadamente não estão integralmente disponíveis ou são diferentes no novo ambiente. Com isso, a compatibilidade é comprometida e pode afetar o funcionamento correto da aplicação.  Por outro lado, nos containers, o kernel e os recursos básicos são compartilhados, mesmo que estejam rodando diferentes aplicações, o que leva a benefícios como:  Ainda assim, como em qualquer outra estratégia de virtualização, essa também possui desafios:  Dessa maneira, uma das principais diferenças entre a conteinerização e as VMs se dá na esfera da gerência. Os containers podem ser administrados por meio de ferramentas de orquestração, como o Kubernetes, que permite implantar, escalar e monitorar vários deles ao mesmo tempo, enquanto as VMs exigem uma abordagem mais tradicional de gerenciamento, que envolve a alocação de recursos de hardware para cada uma delas.  O que é orquestração de containers e que problemas ela visa resolver? A orquestração de containers é um processo de gerenciamento automatizado que inclui o provisionamento, a implantação, o escalonamento e o monitoramento de vários containers. A atividade é realizada por meio de ferramentas de gerenciamento de containers, como o Kubernetes, que ajudam as organizações a automatizá-los e gerenciá-los de forma mais eficiente. O objetivo da orquestração é resolver problemas que surgem quando as organizações começam a utilizar containers em escala, como os elencados a seguir:  Veja também o webinar gratuito  “Como a orquestração de containers com Kubernetes pode ajudar minha organização?” ______________________________________ Entre os outros diferenciais da tecnologia, a orquestração de containers ainda permite que as organizações os gerenciem em escala, garantindo que as aplicações estejam disponíveis para os usuários finais o tempo todo. Também garante que as organizações implantem aplicações em múltiplos ambientes de nuvem, incluindo nuvens públicas, privadas e híbridas, o que torna a orquestração de containers essencial para as empresas que buscam uma estratégia de nuvem escalável e eficaz. Ou seja, o potencial de escalabilidade da virtualização por meio de containers e de Kubernetes é o que destaca essa tecnologia no mercado.  Por ser uma plataforma de código aberto mantida pela Cloud Native Computing Foundation (CNCF), há uma grande comunidade de desenvolvedores e usuários, o que significa que há boa quantidade de recursos disponíveis para ajudar as organizações a adotar e implementar o Kubernetes. Embora a tecnologia também encontre desafios que precisam ser superados dia a dia pelo profissional de TI, ela representa uma solução eficaz para gerenciar containers em escala nos ambientes de nuvem. Como escolher entre serviços gerenciados de Kubernetes ou a implantação do próprio cluster A escolha entre um serviço gerenciado de Kubernetes ou a implantação do próprio cluster depende de diversos fatores, incluindo a experiência da equipe. Para esse caso, é necessário que o time compreenda que o gerenciamento de cluster Kubernetes é a forma pela qual uma equipe de TI é capaz de administrar estrategicamente um grupo de clusters do Kubernetes, ou seja, deter o conhecimento acerca de vários deles e fazer com que esse sistema performe no melhor ao pior dos cenários. Além disso, antes de tomar essa decisão, os gestores precisam refletir sobre os requisitos de recursos, a complexidade do projeto, os custos e os objetivos de negócio. Listamos, a seguir, alguns pontos a serem considerados para ajudar nessa decisão. 1) Experiência e conhecimento Serviço gerenciado: se a equipe não possui muita experiência com Kubernetes, um serviço gerenciado pode ser uma escolha mais vantajosa, pois muitas tarefas de manutenção e administração são tratadas pelo provedor. Implantação própria: se você tem uma equipe experiente em Kubernetes e está confortável com a configuração, implantação e manutenção de clusters, então implantar o próprio cluster pode ser uma opção. 2) Complexidade do projeto Serviço gerenciado: para projetos menores ou de médio porte, um serviço gerenciado pode ser mais simples de configurar e gerenciar. Implantação própria: para projetos mais complexos ou personalizados, em que você precisa de controle total sobre a configuração do cluster, a implantação própria pode ser mais adequada. 3) Recursos financeiros Serviço gerenciado: normalmente, serviços gerenciados envolvem um custo mensal, mas podem ser mais econômicos para equipes que não têm recursos para manter infraestrutura própria. Implantação própria: implantação própria pode ser mais custosa em termos de tempo, pessoal e recursos financeiros. É necessário considerar os custos de hardware, largura de banda e energia, além do tempo investido pela equipe.  De maneira geral, essa análise está diretamente ligada à existência prévia ou não de infraestrutura na organização-alvo, sendo uma condição importante para a decisão de infraestrutura gerenciada ou self managed. 4) Manutenção e atualizações Serviço gerenciado: atualizações e patches são, geralmente, tratados pelo provedor, o que reflete na redução da carga de trabalho operacional da equipe. Implantação própria: manutenção e atualizações ficam sob responsabilidade da equipe, o que pode demandar mais tempo e recursos. 5) Conformidade e segurança Serviço gerenciado: alguns serviços gerenciados oferecem recursos de segurança e conformidade integrados, sendo importantes para projetos que lidam com dados sensíveis e têm dificuldade em se adaptar às regulamentações desses quesitos. Implantação própria: há maior controle e gerência sobre as medidas de segurança, permitindo uma atuação personalizada, de acordo com os requisitos específicos. A carga gerencial nesses casos é significativa, portanto, é realmente um ponto em que a opção por serviços gerenciados se torna muito mais simples em termos de implantação. A opção por essa modalidade vai variar de acordo com a experiência das equipes e a disponibilidade de recursos e capital, bem como as especificidades de cada projeto.   Cinco exemplos de provedores de serviços Kubernetes 1) Amazon Kubernetes  Também chamado Amazon Elastic Kubernetes Service (EKS), esse serviço se diferencia por permitir a execução, a iniciação e o dimensionamento de aplicativos Kubernetes na nuvem AWS e também localmente. O Amazon EKS substitui, gradualmente, o ECS, além de automatizar tarefas importantes de gerenciamento do Kubernete, como provisionamento de nós, aplicação de patches e atualizações:  2) Docker Enterprise Embora a Docker Enterprise tenha sido adquirida pela Mirantis, empresa especializada em serviços K8s e Open Stack, o produto de código aberto continuou com a Docker Inc. Ainda assim, a Mirantis lançou atualizações importantes para o produto, mantendo o nome Docker Enterprise. Tais inovações objetivam auxiliar o recurso a competir melhor com os principais players de nuvem híbrida:  3) Google Kubernetes  Caracterizado por ser o primeiro serviço de Kubernetes baseado em nuvem do mercado, o Google Kubernetes Engine é um ambiente gerenciado para escalonamento, implantação e administração de aplicativos em contêineres em uma infraestrutura segura do Google.  Considerado uma das plataformas disponíveis mais avançadas de Kubernetes, o Google Kubernetes Engine, atualmente, chama a atenção por alguns pontos de destaque: 4) IBM Kubernetes Disponível, desde 2017, como IBM Cloud Container Service, representa uma das primeiras ofertas Kubernetes gerenciadas totalmente na nuvem. No ano seguinte, foi renomeada IBM Cloud Kubernetes Service como forma de marcar o investimento estratégico da gigante no Kubernetes e também registrar que ela é fundadora do CNCF K8s Conformance Testing. Entre suas características, estão: 5) Oracle Container Engine for Kubernetes Este é um serviço totalmente gerenciado, que pode ser utilizado para a criação de clusters Kubernetes, por meio de um console baseado em navegador e também APIs REST. Possui como diferenciais: Além desses, outros serviços são bem conhecidos para essa finalidade, como Rancher, Alibaba Kubernetes, Linode Kubernetes, DigitalOcean Kubernetes e Azure Kubernetes. ____________________________________________________________ Dominar o conhecimento da tecnologia de conteinerização por meio de Kubernetes e também do gerenciamento de clusters de Kubernetes inaugura um nicho de atuação no mercado de TI cada vez mais necessário e popular.  Aposte no seu futuro neste setor: inscreva-se no curso EaD da ESR “Orquestração de containers com Kubernetes”


    06/09/2023
  • Trilhas ESR
    Temas Diversos

    Que curso de tecnologia é feito para mim? Conheça as Trilhas ESR e descubra sua jornada de aprendizagem ideal

    Até 2025, o Brasil deve gerar cerca de 420 mil novas vagas no setor de TI. As oportunidades são reflexo das inúmeras transformações digitais, como inteligência artificial, machine learning e migração para nuvem, entre outras que demandam, por sua vez, profissionais ainda mais capacitados.   Saber como se manter atualizado e buscar as qualificações ideais passa a ser uma exigência para quem quer se destacar no segmento.  De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), a demanda anual por profissionais no país é de, em média, 159 mil pessoas. Entretanto, o Brasil só forma 53 mil na área por ano. Nesse contexto, preencher alguma dessas vagas pode ser um plano distante, a menos que a especialização faça parte da rotina de um candidato.   Vamos mostrar, no decorrer deste artigo, todas as Trilhas ESR – cursos e conteúdos exclusivos desenvolvidos pela Escola Superior de Redes (ESR), unidade de serviço da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), criada para promover a capacitação, o desenvolvimento profissional e a disseminação de conhecimento em tecnologia da informação.  São 17 anos de atuação, mais de 1.100 instituições clientes e aproximadamente 40 mil alunos capacitados.  Você pode ser o próximo a estudar quando e onde quiser, em mais cem cursos que contam com possibilidade de customização conforme sua necessidade e um corpo docente formado por especialistas.  Conheça as Trilhas de Aprendizagem ESR e escolha a sua!  Quais são as Trilhas ESR?  A ESR trabalha com diversas Trilhas de Conhecimento para a tecnologia, em que abordam diversas áreas e especializações. Cada uma delas conta com cursos presenciais e remotos para se adaptarem às especificidades dos alunos. Além disso, os treinamentos são divididos por níveis, do básico ao avançado.  Do básico ao avançado, veja a Jornada de Aprendizagem das Trilhas Educacionais da ESR: Governança de TI Cada vez mais estratégica para as organizações, a qualificação em Governança de TI é o diferencial competitivo dos profissionais que almejam posições de destaque nesse mercado. A Governança de TI está relacionada com o desenvolvimento de um conjunto estruturado de competências e habilidades para profissionais de TI responsáveis pelo planejamento, implantação, controle e monitoramento de programas e projetos de governança. Conheça os cursos da Trilha ESR de Governança em TI Administração e Projeto de Redes Aprenda a projetar, operar, administrar e gerenciar uma rede TCP/IP conectada à internet, com cursos sobre roteamento, protocolo de redes TCP/IP, projeto e gerência de redes e projeto de redes sem fio (wireless). Conheça os cursos da Trilha ESR de Administração e Projeto de Redes  Segurança A metodologia da ESR visa capacitar o aluno para pensar preventivamente e tratar os incidentes quando não for possível evitá-los. As atividades práticas refletem a realidade do analista de segurança ao lidar com incidentes de segurança e investigações forenses, tornando-o um profissional valorizado nas corporações. Conheça os cursos da Trilha ESR de Segurança  Administração de Sistemas Uma formação completa para administradores de sistemas, com cursos que abrangem desde as funções básicas da administração de sistemas até a instalação e configuração de uma rede TCP/IP e configuração dos serviços de internet. Conheça os cursos da Trilha ESR de Administração de Sistemas  Desenvolvimento de Sistemas Por meio dos cursos da ESR para essa trilha, você conhece parte importante do universo de desenvolvimento de sistemas.  A capacidade de processar informações já não está mais restrita aos computadores, sendo possível também em tablets, celulares e outros dispositivos. Muitos são, inclusive, considerados inteligentes, já que incorporam software (ou programa de computador) capaz de controlar seu funcionamento e interação com o usuário e outros dispositivos. Ou seja, é um universo enorme, com inúmeras linguagens de programação, metodologias, ambientes, padrões e ferramentas de apoio para desenvolvimento, testes e manutenção desses softwares. Na ESR, você se prepara para qualquer uma dessas possibilidades. Conheça os cursos da Trilha ESR de Desenvolvimento de Sistemas  Métodos Ágeis e Inovação A área de Métodos Ágeis e Inovação da ESR oferece cursos a profissionais que atuam ou desejam atuar como facilitadores e como equipe na condução dos projetos. Os cursos são focados nas metodologias mais utilizadas na atualidade, com conteúdo teórico voltado para a prática, além de muitas dinâmicas e interações.  A qualificação em Métodos Ágeis e em Processos de Inovação traz um forte diferencial competitivo para os profissionais que almejam posições de destaque no mercado atual, cada vez mais veloz e assertivo.  A proposta dessa trilha é capacitar os alunos na prática de diversos frameworks e métodos, com o objetivo de criação de valor para as organizações. Conheça os cursos da Trilha ESR de Métodos Ágeis  Computação em Nuvem “A computação pode, algum dia, ser organizada como uma utilidade pública, assim como o sistema telefônico é de utilidade pública”, disse o professor John McCarthy durante a celebração do centenário do MIT, em 1961. Posteriormente, o termo cloud computing surgiu pela primeira vez em 1997, em uma palestra acadêmica ministrada por Ramnath Chellappa.  Desde então, cada vez mais as empresas migram suas operações para um modelo de computação em nuvem capaz de fazer negócios.  Com menor número de demandas de infraestrutura e maior flexibilidade para membros da equipe, profissionais certificados com conhecimento comprovado em computação em nuvem são muito visados. Conheça os cursos da Trilha ESR de Computação em Nuvem Diferenciais da ESR _____________________________________________ A capacitação é a decisão mais lógica do profissional de TI que busca uma carreira sólida e com verdadeiras chances de contratação. Para isso, é imprescindível adquirir treinamento e cursos qualificados e certificados oferecidos por empresas que sejam referência no mercado de aprendizagem nesse segmento.  Acompanhe as turmas da ESR para aprimorar seu desenvolvimento profissional com quem realmente entende do setor!


    28/08/2023
  • OSPF vs BGP
    Administração e Projeto de Redes

    OSPF vs. BGP: 10 principais diferenças dos protocolos de roteamento

    Uma das principais demandas de conhecimento técnico para um profissional de TI, sobretudo para os que atuam no campo das redes de computadores, está associada à compreensão dos protocolos de roteamento e também de suas diferenças. Inclusive, você sabe quais delas se aplicam quando se observa uma dinâmica OSPF vs. BGP?  Essa é a resposta que vamos trabalhar neste artigo. Para isso, é importante destacarmos que os protocolos são a base para projetar, configurar e otimizar redes, que impactam diretamente no desempenho, na eficiência e na escalabilidade dos sistemas. Além disso, dominar o funcionamento de protocolos de roteamento garante que o profissional seja capaz de trabalhar estrategicamente a confiabilidade, segurança e interoperabilidade das redes, bem como facilita a resolução de problemas e acompanha a evolução tecnológica. Ou seja, essa tecnologia habilita que os especialistas de TI tenham uma atuação pautada na conquista de vantagem competitiva para enfrentar os desafios do cenário de redes, em constante mudança. A seguir, vamos abordar as características de dois protocolos essenciais para o dia a dia da tecnologia da informação, OSPF e BGP, bem como destacar suas discrepâncias de operação.  Continue conosco!  Para que servem os protocolos de roteamento? Os protocolos de roteamento estão conectados diretamente à evolução da internet. Em linhas gerais, foram idealizados como uma resposta ao crescimento da rede e à sua demanda por comunicação efetiva entre diversos dispositivos, diferente do que era necessário nos primórdios dessa tecnologia.  No começo, a internet representava uma rede experimental, chamada Arpanet, que continha um núcleo único para toda a sua operação, com roteadores do núcleo e roteadores externos – as instituições de ensino, que se comunicavam através de  Gateway to Gateway Protocol (GGP).  Quando a rede expandiu e abandonou a modalidade originária, “acadêmica”, o núcleo centralizado passou a não fazer sentido, assim, o crescimento exigiu uma descentralização da rede. Nesse contexto, a solução para driblar o desafio do aumento da rede e a necessidade de comunicação entre ela foi criar um sistema autônomo.  Em relação a esse assunto, o RFC 1930, documento em formato acadêmico que registra como funciona a internet, é responsável por discriminar o que é um sistema autônomo (AS) de forma bastante detalhada, de modo que seu conhecimento é imprescindível ao profissional de TI.  Com isso, a comunicação entre o AS deu origem ao que conhecemos hoje como internet.  Para que os dados sejam transmitidos entre esses sistemas, também foi necessário a existência de uma política de roteamento capaz de definir como essa atividade ocorreria.  Assim, os ASs se comunicavam através do Exterior Gateway Protocol (EGP). Entretanto, por ser fruto de um desenvolvimento inédito, o protocolo apresentou deficiências, como loops de roteamento e pouca flexibilidade para os ASs definirem suas políticas de roteamento. Por isso, outros protocolos foram desenvolvidos e passaram a se destacar no mercado.  O que é um protocolo OSPF?  Em tradução livre, Open Shortest Path First (OSPF) significa escolher o caminho mais curto primeiro. Por isso, entender como ele funciona faz parte das premissas de quem se interessa pela área da tecnologia ou já é um profissional do mercado.  Cunhado em 1988 pelo grupo de trabalho de Interior Gateway Protocol (IGPs), da Internet Engineering Task Force (IETF), o protocolo de roteamento utiliza o tipo link-state para  observar as informações de vários roteadores conectados entre si e escolher qual o melhor trajeto para entregar um pacote de rede, de forma mais efetiva. É um protocolo de roteamento no modelo dinâmico, que pode ser comparado com um GPS, que observa as rotas para chegar a determinado destino e opta por aquela que será concluída em menor tempo ou sem trânsito.  Assim, o protocolo OSPF consegue analisar, interpretar e registrar dados dos roteadores conectados a um servidor, para, posteriormente, escolher um melhor caminho para entregar os pacotes da rede. É considerado pertencente à classe dos protocolos de roteamento dinâmico.  Todos os protocolos que priorizam a observação da quantidade de roteadores até a chegada do destino são conhecidos como de vetor distância, como RIP, RIPv2 e EIGRP, enquanto os que priorizam chegar mais rápido de acordo com a banda são chamados protocolos link state (estado de link), como o OSPF e IS-IS.  Dessa forma, o protocolo OSPF é aquele do tipo link state que, antes de tomar qualquer decisão, vai avaliar a topologia de todos os roteadores integrados a seus processos, optando pela jornada mais curta para encaminhamento dos pacotes. Características do protocolo OSPF  Protocolo de roteamento interior, construído para ser usado dentro do AS e para substituir o Protocolo RIP (Routing Information Protocol). Padronizado pela RFC 2328 de 4 de abril de 1998. Utiliza o algoritmo Shortest Path First (SPF) para determinar a melhor rota.    É chamado protocolo de estado de enlace. Usa métrica de custo de saída da interface. Promove a convergência rápida da tabela de rotas, compatibilizando-a. É utilizado em redes de médio a grande portes.    Possui hierarquias de roteamento dentro do AS.  Objetiva reduzir o tráfego. Área 0 (zero): backbone OSPF | Todas as áreas se conectam ao backbone.       Cada área tem uma cópia independente do OSPF. Quando ligado, o roteador executa a seguinte sequência: inicializa as estruturas de dados do protocolo; determina as interfaces funcionais, aquelas que têm agrafamento; executa o protocolo Hello para conhecer seus vizinhos e tenta formar adjacências com eles. ➡️ Leia também: Como funciona o protocolo OSPF? O que é protocolo BGP?  Por sua vez, o Border Gateway Protocol (BGP) é a tecnologia que permite que a internet funcione plenamente, ou seja, é um protocolo de integração de sistemas e informação.   Não à toa, o especialista Douglas Comer define tal ferramenta como “a cola que mantém a internet unida e permite a interconexão universal”.”.   Como dissemos anteriormente, a rede é formada por diversas sub-redes, também chamadas sistemas autônomos (AS), que precisam se conectar e trocar informações entre si. Quem garante que isso ocorra na prática são os protocolos BGP, por meio da troca de informações de roteamento e acessibilidade entre roteadores de borda.  É por meio da utilização de protocolos de roteamento BGP que há o que denominamos popularmente “correio da internet”.  Quando há o envio de dados pela internet, o protocolo BGP é capaz de avaliá-los, observar todos os caminhos existentes na nuvem e ainda escolher a rota mais eficiente para que um tráfego de IP viaje de um ponto a outro. Dessa forma, é como se os sistemas autônomos (autonomous systems ou AS) fossem agências individuais dos correios e o protocolo BGP, o correio em si.  Para os iniciantes na área, é importante compreender que o protocolo BGP, embora seja um dos mais complexos, é também um dos mais importantes, sendo responsável por garantir a troca de informações entre roteadores, com avaliação da melhor rota e também da mais eficiente.  Características do Protocolo BGP-4  O BGP foi o sucessor do EGP, ou seja, é um protocolo exterior. É padronizado pela RFC 4271 de janeiro de 2006. Utiliza como algoritmo o vetor caminho (path vector – rota que atravessa menos ASs). Depende do OSPF como seu protocolo interior.   Precisa ser formalmente apresentado aos vizinhos. Não tenta descobrir quais são. O administrador deve configurar os endereços nos BGPs para que os roteadores se comuniquem.       Assume a existência de um protocolo IGP. Não calcula a tabela de rotas. O banco de informações de roteamento (Routing Information Base – RIB) armazena todas elas. Estabelece a conexão TCP entre os roteadores.  Envia a tabela de rotas completa só uma vez.       Atualiza parcialmente a tabela (incremental).      Conta com mensagens de keepalive para manter a sessão aberta. ➡️ Leia também: Protocolo de roteamento BGP para iniciantes: o que é e como usar  10 diferenças dos protocolos OSPF e BGP-4 Agora que você já conhece o funcionamento e as características de cada um desses protocolos, fica mais fácil compreender suas principais diferenças.  1) Em relação ao modelo de algoritmo: BGP: Vetor de caminho (path vector).  OSPF: Estado de enlace (link-state). 2) Em relação à forma de propagação da informação de rotas:   BGP: Atualização parcial da tabela de rotas e mensagens de keepalive. OSPF: Propagação de informações na inicialização e depois de mudanças na rede para todos os roteadores. 3) Em relação à velocidade de convergência da tabela de rotas:   BG: Rápida.  OSPF: Rápida     4) Em relação ao tamanho da rede:   BGP: Não tem limite de número de saltos.  OSPF: Não tem limite do tamanho da rede. 5) Em relação às métricas das rotas:  BGP: São baseadas no número de ASs e na configuração dos atributos BGP.  OSPF: São baseadas no custo dos enlaces.  6) Em relação às estratégias de roteamento:  BGP: Usa roteamento plano.  OSPF: Usa roteamento hierárquico.  7) Em relação às rotas:  BGP: Suporta rotas alternativas e balanceamento de tráfego.  OSPF: Suporta múltiplas rotas de custos iguais.  8) Em relação à operação:   BGP: Usa o protocolo de transporte TCP.  OSPF: Age diretamente sobre o protocolo de rede IP.  9) Em relação à indicação de uso:  BGP: É adotado no roteamento entre ASs. OSPF: É adotado em redes de médio e grande portes dentro do AS. 10) Em relação à complexidade de configuração:  BGP:  Requer muito conhecimento dos atributos do BGP.  OSPF: Requer conhecimento de conceitos de protocolo.  Como entender essas diferenças na prática? Se você é um profissional de TI preocupado com o aprendizado contínuo, a Escola Superior de Redes é uma verdadeira aliada. Focada no ensino de qualidade sobre tecnologia, a instituição ajuda você a construir uma carreira de sucesso e que conquiste espaço no mercado.  Para discriminar o funcionamento dos protocolos de roteamento, a ESR convidou o especialista Luiz Carlos Lobato para liderar um evento on-line focado nas explicações práticas sobre as aplicações da tecnologia, as diferenças entre OSPF e BGP e os usos comuns de ambos, além de outras curiosidades. Assista ao vídeo gratuitamente aqui!  Curte tecnologia ou é profissional da área? Compartilhe o conteúdo com um amigo. Logo depois, siga conosco por esse universo: Principais softwares para virtualização de servidores Web 3.0: o que é, impactos e benefícios da nova era da internet


    16/08/2023