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Blog da ESR

  • Redes definidas por softwares
    Administração e Projeto de Redes

    O que você precisa saber sobre Redes Definidas por Software (SDN)

    A Tecnologia da Informação (TI) carrega consigo uma demanda que se transforma junto com as evoluções digitais e de mercado: a necessidade de uma contínua otimização da rede. Afinal, quanto mais conectada se torna a sociedade, melhores precisam ser a infraestrutura, a performance e a gestão de rede.  Nesse contexto, as Redes Definidas por Software (ou SDN, do inglês Software-defined Networking) se estabelecem como uma inovação capaz de viabilizar esses objetivos, por meio de uma arquitetura de redes que separa o plano de controle e o plano de dados de modo transparente. Como resultado, as grandes redes, como as de empresas com filiais espalhadas pelo globo, conseguem minimizar os custos com roteadores e hardwares e passam a ter acesso a um modo facilitado de executar alterações de rede e uma automação de regras para a distribuição dos fluxos de dados. Por essas vantagens, as SDN representam mais do que uma tendência, são uma realidade de mercado, seja em relação ao investimento registrado na abordagem em 2023 (U$ 24,5 bilhões), seja pela presença e publicações pelo mundo, como nos destaques abaixo:  Sabendo de tal relevância, a Escola Superior de Redes (ESR) convidou o especialista Diego da Silva Pereira, doutor em Engenharia Elétrica e de Computação, para ministrar um webinar gratuito sobre o tema para desmistificar as aplicações das redes definidas por software. Neste conteúdo, vamos destacar os principais pontos abordados no evento, o qual você confere na íntegra por aqui. Boa leitura!  Você também poderá gostar: O que é arquitetura de microsserviços e quais são seus principais benefícios? O que motivou a criação das redes definidas por software? A internet foi estruturada de modo que seus nós fossem independentes. Assim, bastava um dispositivo ter suporte para os protocolos para ingressar na rede. Ou seja, para que fosse possível implementar um nó dentro da internet, havia um único requisito: que esse dispositivo suportasse a pilha TCP/IP. Tal característica fez com que a internet crescesse de forma muito rápida, com aumento do ingresso de usuários na rede e do número de aplicações distribuídas por ela.  Diante disso, os fabricantes que sustentavam essa infraestrutura, sobretudo os roteadores no core da rede e os de borda, precisaram tornar os dispositivos cada vez mais complexos, para que eles fossem capazes de fazer o processamento das informações e para que conseguissem atender aos requisitos dos usuários por uma experiência positiva no uso de uma aplicação.  Os dispositivos de rede, então, passaram a ter muitos códigos, alto consumo de recursos (como processamento, disco, hardware e energia), maiores chances de falha e pontos de vulnerabilidade, além de ser extremamente caros. Tudo isso contribuiu para a existência de uma rede, naquele momento, estática e pouco flexível. Para fazer uma alteração em um roteador, por exemplo, era necessário entrar em contato com um fabricante, afastando a capacidade de customização e inserção de algoritmos e métricas na infraestrutura. Diante disso, as redes definidas por software (SDN) surgiram para driblar esse desafio.  Você também poderá gostar – Projeto de cabeamento estruturado: por que ele é tão importante para as redes de alta velocidade?  Afinal, qual o conceito de Redes Definidas por Software (SDN)? As Redes Definidas por Software (SDN) referem-se a uma proposta de arquitetura de rede que se baseia em softwares e na programabilidade de um plano de controle centralizado, ágil, que recebe instruções de um controlador, independentemente de fornecedor.  A tecnologia permite que as redes sejam otimizadas e aperfeiçoadas ao: a) apresentar uma separação dos planos de controle e de encaminhamento de dados; b) fornecer uma visão global da rede para as aplicações e c) simplificar a programação do plano de dados.  Em geral, as SDN são compostas por programas para a detecção de topologia e gerenciamento de tráfego, além de funcionarem, na maior parte das vezes, por meio do protocolo Southbound, e o mais popular para essa comunicação ainda é o OpenFlow. Na prática, a SDN surgiu para separar o plano de controle e o plano de encaminhamento, permitindo a chamada programabilidade da rede. Assim, o controlador, que pode ser uma máquina virtual, por exemplo, gerencia os demais dispositivos alocados no plano de encaminhamento (ou plano de dados), alterando a dinâmica de um sistema distribuído (por exemplo, protocolos de roteamento, como RIP e OSPF) para um centralizado, o que permite que as alterações de rede sejam realizadas de forma rápida e eficiente.   As redes definidas por software possibilitam um gerenciamento refinado do tráfego, sobretudo aquelas com muitos dispositivos, reduzindo, principalmente, o tempo necessário para a configuração dos ativos. Componentes da SDN  1) A comunicação – recomenda a utilização do protocolo SSL; 2) Itens que podem ser configurados – campos especificados dentro de uma tabela do plano de dados para estabelecer regras para a manipulação dos pacotes de dados; 3) Formato da mensagem. Por meio desses elementos, as redes definidas por software conseguem programar regras para recepção, identificação e transmissão de pacotes de dados, automatizando os processos. Ou seja, quando um switch receber um novo pacote de dados, buscará, no plano de controle, as orientações para prosseguir com a transmissão da informação. Uma vez registrada a orientação, todos os demais pacotes com as mesmas características seguirão a regra armazenada. Além disso, por essa divisão entre o plano de controle e o de encaminhamento, é possível executar alterações nas redes sem comprometer o funcionamento dos dispositivos, em uma dinâmica de redundância contínua. Por que é importante ter uma rede SDN programável? Nas estruturas de rede de computadores tradicionais, a configuração de cada um dos dispositivos se dá de maneira individual, visto que, geralmente, cada dispositivo tem a própria API, além de fabricantes diferentes.  Embora eles se comuniquem, uma vez que houve um esforço de padronização para isso, muitas vezes, a dinâmica exige um profissional específico para fazer toda a configuração de um único dispositivo. Nesse contexto, as redes de empresas capazes de administrar a comunicação com várias filiais demandam a aquisição de equipamentos que, com o tempo, se tornam legados com complexidade adicional de configuração. Algo oneroso e complexo.  Com a programação de redes por meio de SDN, o hardware passa a ser apenas o executor daquilo que é definido como regra no nível do controle. Assim, quando há uma programação de tráfego de rede em nível de controle, o hardware adjacente se torna transparente para o engenheiro de software responsável por programar toda a parte de comunicação da rede, análogo ao que ocorre nos sistemas operacionais. Ou seja, é possível olhar a topologia inteira da rede e direcionar o funcionamento dos switches, mudando a forma de enxergar as coisas e refletindo sobre vantagens importantes para os negócios:  Como começar a se especializar na área? No webinar gratuito produzido pela ESR “Desmistificando redes definidas por software: da teoria à prática”, você tem acesso a um panorama geral do tema para compreender a sua importância na evolução para a gestão da infraestrutura de telecomunicação. Entre os pontos abordados, estão tanto os conceitos fundamentais quanto as melhores práticas para a implementação bem-sucedida das SDNs, além de dicas para começar uma especialização na área.  Confira o conteúdo na íntegra para descobrir outros detalhes desse universo tão importante para a TI.


    30/04/2024
  • Diversidade e inclusão em TI
    RH

    Diversidade e inclusão em TI: qual a importância de discutir essas pautas antes da seleção de seu próximo time?

    A tecnologia da informação (TI) possui diversas características que a singularizam no mercado, por exemplo, o fato de representar um dos setores que, antes mesmo dos efeitos da pandemia de Covid-19, já acreditavam na possibilidade de postos de trabalho executados por um profissional de qualquer lugar do mundo (o anywhere office)!  Entretanto, se, de um lado, o segmento é tão disruptivo que aposta em avanços digitais que permitem que todo o globo tenha experiências cada vez mais transformadoras, de outro, ainda mantém rígidas algumas estruturas que desaceleram a inovação. É o caso da baixa diversidade e inclusão na oferta de vagas da área.  A exemplo disso, uma pesquisa do Google, realizada em 2023, em parceria com a Associação Brasileira de Startups (ABS), indicou que, em uma escala de 1 a 5, o mercado brasileiro de tecnologia registra uma nota média de apenas 2,6 em relação à diversidade.  Na prática, isso significa dizer que 50% dos entrevistados consideram o setor totalmente ou muito homogêneo, enquanto apenas 15% o identificam como muito diverso. O relatório analisou ainda que mais de 50% das startups estudadas observam o mercado atual de TI como excludente para as mulheres e para as pessoas negras. Quando o recorte de observação se volta para as pessoas com deficiência (PCD), os números são ainda mais preocupantes. Segundo a Pesquisa Catho PCD (2023), 43% das pessoas com algum tipo de deficiência entrevistadas estão desempregadas ou procurando um novo emprego e afirmam que o principal desafio do mercado para esse perfil é a falta de oportunidade de trabalho.  Além disso, a pesquisa Cenário das Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho Brasileiro, conduzida pela Mais Diversidade, registrou que o contexto também é dificultado pela falta de conscientização e conhecimento das pessoas sem deficiência. De acordo com o documento, 60% da alta liderança sem deficiência e que participou do estudo desconhece ou não sabe opinar se a empresa possui planos de desenvolvimento para as PCD. Tantos obstáculos para os grupos minoritários, como o de mulheres, negros, Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros, Queer, Intersexuais, Assexuais e outras identidades sexuais (LGBTQIA+), PCD (pessoas com deficiência), entre outros, afastam uma boa parcela de profissionais da área, além de contribuir com o já conhecido déficit de “oferta e demanda em TI”.  Sobre esse aspecto, inclusive, o Google destaca que o Brasil terá uma carência de 530 mil profissionais da área até 2025, algo impulsionado também pelas restrições impostas às minorias e pelo pouco interesse das empresas na contratação de pessoas que residem em locais distantes dos grandes centros comerciais do país.  Ou seja, está na hora de as organizações e os departamentos de RH focados em seleção de TI considerarem o desenvolvimento/investimento em programas estratégicos de Diversidade, Equidade e Inclusão (DE&I) que sejam comprometidos com a ética, com o papel social de cada nicho de mercado e com a própria manutenção do segmento. Neste artigo, vamos dar dicas para você colocar isso em prática antes da próxima contratação de time de sua empresa. Continue conosco. ❗ Leia também: O home office acabou? Saiba como gerenciar a flexibilidade de trabalho na tecnologia  Por que investir em diversidade e inclusão é importante para a área de TI? Segundo um levantamento realizado pelo Great Place to Work, times realmente diversos têm mais chances de tomar decisões assertivas e de desenvolver soluções e processos mais inovadores que, de fato, resolvam problemas práticos.  Em um trecho do artigo, a iniciativa destaca que “quando os funcionários se sentem desconfortáveis em compartilhar detalhes pessoais, como orientação sexual ou deficiência, as empresas observam uma queda nos níveis de confiança, orgulho e camaradagem dos funcionários – elementos essenciais para uma gestão eficaz e para a inovação no trabalho”. Quando analisamos o setor de TI, que, originalmente, respira inovação e depende desse fator, apostar em diversidade e inclusão é também aumentar o potencial das soluções que esse profissional pode oferecer e de sua capacidade de driblar os desafios do mercado ou da sociedade.  Por meio do olhar de uma equipe diversa, as soluções passam a ser tão abrangentes quanto seus desenvolvedores, chegando cada vez mais complexas, plurais e acessíveis aos usuários.  Por isso, processos seletivos que tenham como base medidas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DE&I) se traduzem em muitas vantagens para as organizações: Em resumo, existem inúmeros motivos para investir em equipes diversas. A seguir, vamos elencar 4 dicas para você fazer isso.  ❗ Leia também – Estratégia de inovação: por que a ousadia é importante no ambiente corporativo? Como desenvolver um processo seletivo mais diverso e inclusivo em 4 passos?  1) Conheça a história do setor Embora o setor de TI possua um estereótipo atualmente, o primeiro algoritmo com foco em processamento por meio de máquinas foi desenvolvido por uma mulher, Ada Lovelace, ainda no século XIX.  Posteriormente, no século seguinte, as mulheres estiveram em outra frente de atuação na área, como líderes dos estudos de computação humana, tal qual é observado no filme Estrelas além do tempo. Somente a partir da década de 1960 é que elas passaram a ser excluídas do processo de elaboração de conhecimento em tecnologia, comprovando que o perfil de mercado contemporâneo faz parte de uma construção histórica que marginaliza grupos minoritários. Como resultado dessa prática, a lacuna de profissionais diversos em TI se faz presente até os dias de hoje. Nesse sentido, reconhecer o recorte histórico pode ser relevante para que você e o departamento de RH estruturem meios de selecionar talentos realmente diversos e com propósito.   Elabore processos seletivos específicos para grupos minoritários Além de entender a importância de se criarem processos seletivos inclusivos, é essencial elaborar estratégias específicas para grupos minoritários. Isso envolve a revisão cuidadosa de requisitos e critérios de seleção, a fim de garantir que não haja barreiras injustas ou exclusões desarrazoadas. Além disso, considere a implementação de entrevistas estruturadas e avaliações de desempenho que permitam analisar as habilidades necessárias de maneira equitativa e objetiva, minimizando vieses inconscientes. A transparência durante o processo seletivo é um elemento crucial para que ele dê certo. Informe os candidatos, claramente, sobre a política de diversidade da empresa e demonstre o compromisso em promover um ambiente de trabalho inclusivo.  3) Forme parcerias com iniciativas que proporcionem o ensino e a aprendizagem em TI para grupos diversos Investir em parcerias com organizações e iniciativas que visam à educação em TI para grupos diversos é uma estratégia eficaz para ampliar a base de talentos do setor.  Algumas atividades específicas podem refletir essa prática, como o apoio a programas educacionais, workshops, bolsas de estudo ou mentorias direcionadas para mulheres, pessoas de minorias étnicas, LGBTQIA+ e outras comunidades sub-representadas.  Ao fornecer recursos e suporte, as empresas contribuem ativamente para a formação de profissionais diversos, aumentando as oportunidades de recrutamento. Essa medida também colabora para minimizar o cenário de déficit mencionado anteriormente.   4) Assegure que a empresa possua processos internos inclusivos e que o dia a dia depois da seleção seja acolhedor para os grupos minoritários Não basta apenas recrutar talentos diversos, é fundamental garantir que a empresa possua uma cultura inclusiva.  Para que a organização seja, de fato, inclusiva, sua gestão precisa implementar políticas internas que promovam a igualdade de oportunidades, o respeito à diversidade e a tolerância zero para a discriminação. O RH é um dos principais responsáveis por viabilizar esse processo.   Pense na criação de programas de sensibilização e treinamentos para todos os funcionários, com destaque para a importância da diversidade e da inclusão. Assegure que o ambiente de trabalho seja acolhedor e promova a sensação de pertencimento para todos os colaboradores.  A diversidade deve ser celebrada e incorporada ao tecido cultural da empresa, desde os processos de recrutamento até o dia a dia no escritório. Por isso, considere a realização de programas de mentoria e espaços para discussões abertas sobre diversidade.  _________________________________________________ Aprimore o processo de recrutamento e manutenção de times diversos em TI O recrutamento e a gestão de times diversos em TI demandam uma série de atividades e planejamentos. Por isso, é importante contar com soluções que facilitem esses processos e orientem as empresas para uma atuação mais assertiva, por meio de metodologias validadas pelo mercado, além de indicadores adequados para suportar as tomadas de decisão. Pensando nessa necessidade, a Escola Superior de Redes desenvolveu a Consultoria Educacional, serviço que oferece estratégias de aprendizagem corporativas elaboradas de acordo com os objetivos e as necessidades de cada empresa, inclusive os relacionados com a diversidade e inclusão.  A Consultoria Educacional da ESR ajuda gestores de TI e de RH a otimizar os recursos investidos no desenvolvimento profissional das equipes e gerar resultados estratégicos e alinhados com os objetivos da empresa. Além disso, o serviço direciona as instituições em consonância com o que há de mais atual na capacitação de profissionais no âmbito global para enfrentar os desafios da área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Entre em contato com a ESR para saber mais sobre a Consultoria Educacional em tecnologia da informação!


    19/04/2024
  • cibersegurança
    Segurança

    Cibersegurança em foco: 4 perguntas sobre o tema que você precisa conferir agora!

    A cibersegurança está em foco! De acordo com o último levantamento do Gartner sobre o tema, os gastos globais com segurança e gerenciamento de riscos representarão cerca de US$ 215 bilhões em 2024. Além disso, a “privacidade de dados e a segurança de nuvem” continuarão como destaques nas organizações, registrando taxas de crescimento de mais de 24% ao longo do ano.  Porém, à medida que os recursos investidos na área são potencializados e as regulamentações de ética e privacidade de dados são aprimoradas, o universo das ameaças, vulnerabilidades e ciberataques também se sofistica.  Sabendo da complexidade desse cenário e da necessidade de discutir a cibersegurança para além do óbvio, a ESR convidou Fabio Wladimir Monteiro Maia, principal technical manager no CESAR School, e Francisco Marcelo Marques Lima, especialista da ESR/RNP, para debaterem as principais questões sobre cibersegurança em TI. Confira, abaixo, 4 aspectos relevantes abordados nesse novo webinar gratuito. Boa leitura! ❗ Leia também – Guia: a orquestração de containers Kubernetes pode ajudar a minha organização? 4 perguntas sobre cibersegurança que você precisa desvendar agora! 1) Criptografia quântica vs criptografia tradicional: qual a relação entre elas? De acordo com Fabio Wladimir Monteiro Maia, o termo “criptografia quântica” descreve outro paradigma de computação, diferente do clássico e tradicionalmente usado. É o chamado paradigma de computação quântica, pautado em um princípio físico de funcionamento dos computadores. Enquanto os computadores clássicos operam de acordo com a física e o eletromagnetismo clássicos, os computadores quânticos são projetados para explorar fenômenos quânticos que não ocorrem dentro da primeira dinâmica, assim, há sempre uma incerteza que demanda observação. Antes dessa etapa, o sistema encontra-se em um estado de sobreposição, no qual ele não é nem uma coisa nem outra, caso das hipóteses de emaranhamento de kubits. A aplicação foi prevista inicialmente na década de 1980, quando se refletiu sobre a possibilidade de a física quântica ser utilizada de uma forma diferente no âmbito da computação e do processamento. Dessa maneira, a computação quântica como se desenvolveu desde então refere-se ao potencial de aceleração das computações “tradicionais”. Ou seja, uma computação com necessidade “x” de processamento na abordagem clássica passa a demandar um esforço computacional muito menor em um sistema quântico, e é exatamente esse motivo que liga o termo aos estudos das criptografias! Sabe-se que a criptografia moderna é baseada na dificuldade inerente à resolução de determinados problemas. O que garante que criptografias assimétricas, que fazem uso de chaves públicas e privadas, sejam dotadas de segurança é justamente a existência de alguns problemas matemáticos de alto grau de complexidade, como o logaritmo discreto, a fatoração de números inteiros e o problema do isomorfismo de curvas elípticas (ECDLP). Os sistemas de criptografia Rivest-Shamir-Adleman (RSA), por exemplo, são seguros porque se baseiam na dificuldade de fatorar o produto de dois números primos muito grandes. A operação de potenciação utilizada na criptografia RSA é fácil de realizar, mas a operação inversa, que é a fatoração do número resultante, é considerada computacionalmente difícil, com chaves acima de 3.072 bits. Quando uma nova forma computacional se estabelece, capaz de acelerar a dinâmica de resolução de problemas densos da computação clássica, tal qual a computação quântica, há também uma ameaça clara ao paradigma da criptografia moderna. Em outras palavras, a criptografia quântica coloca em risco algoritmos de autenticação e algoritmos de cifragem (os que protegem conteúdos de terceiros não autorizados), entre outros. Afinal, toda a internet e a segurança desse espaço baseiam-se em algoritmos criptográficos clássicos, que dependem de problemas matemáticos complexos serem resolvidos computacionalmente.  Com o aperfeiçoamento de uma computação que transforma diversos problemas digitais difíceis em questões simples, surge também a possibilidade de quebra de toda a criptografia associada à internet. Entretanto, mesmo que o contexto pareça preocupante, Fabio faz ressalvas quanto ao alarmismo relacionado com a pauta. Segundo o profissional, alguns conceitos sobre computação quântica ainda são difundidos erroneamente no meio digital, contribuindo para uma noção sensacionalista de sua abrangência a aplicabilidade. É o caso dos abaixo descritos: Tudo isso contribui para que o cenário da implementação prática da computação quântica e da possível desestabilização da criptografia clássica seja mitigado.  2) O que significa supremacia quântica?  O termo é utilizado quando uma tarefa comumente realizada com maior esforço no computador clássico é executada em tempo recorde no sistema computacional quântico. Trata-se, portanto, da demonstração e comprovação de que um mesmo problema resolvido em questão de horas em um sistema quântico exige muito mais tempo para ser solucionado em um computador clássico. Nessa ocasião, há uma validação da supremacia quântica em relação àquele problema específico. Entretanto, muitas vezes, os problemas comprovados nessas demonstrações são artificiais, viciando seu resultado.  Além disso, quando o estudo de demonstração é publicado, é comum que o argumento da supremacia quântica sobre determinado problema seja superado por algum outro pesquisador, que comprova ser viável a resolução do desafio, em tempo adequado, por meio da lógica clássica e de um algoritmo clássico desconhecido até então.  3) Como podemos enxergar a inteligência artificial em uso nas organizações, principalmente quando falamos de segurança da informação? A inteligência artificial (IA) representa um fenômeno não só de tecnologia como também de mídia, sobretudo por causa da publicização do ChatGPT.   Com os novos contornos da transformação digital acelerada, profissionais de TI preveem que a IA generativa (a que produz conteúdo) seja capaz de transformar visceralmente a sociedade já nos próximos meses.  Embora tal popularização tenha ganhado força recentemente, os profissionais Fabio Monteiro Maia e Francisco Marcelo Lima destacam que a ferramenta já está presente há bastante tempo nas organizações, como nas análises de e-mail, que utilizam princípios de IA para fazer a detecção de spam. Ou seja, a IA, que já fazia parte da rotina dos especialistas em TI, agora será ainda mais empregada nesse ambiente, seja na perspectiva defensiva, seja no lado ofensivo, sendo o último o que mais tem se destacado.  Segundo os especialistas, a associação IA generativa + abordagens digitais ofensivas pode ocasionar o crescimento de ataques de engenharia social (aqueles capazes de hackear o próprio ser humano), visto que a tecnologia automatiza essa tarefa.  Até então, a engenharia social demandava a ação, a configuração e o gerenciamento humano contínuo. Com o advento da IA, essa lógica se altera e passa a viabilizar uma possível automatização da geração de golpes e ameaças e torná-los ainda mais específicos.  Os phishings direcionados, por exemplo, podem ser produzidos automaticamente, em escala industrial. Há também a previsão do aumento de chamadas telefônicas com áudios sintéticos, da propagação da deep fake, entre outros modelos de ataque.  Nesse contexto, pelo menos por enquanto, nota-se que o uso da IA prevalece no lado ofensivo. No defensivo, o desenvolvimento da IA ainda é direcionado para ferramentas de correlacionamento de evento, análise de logs, análise de tráfego de redes e detecção de intrusão. Porém, é preciso equilibrar essas forças e direcionar a IA generativa para o combate da sofisticação dos cibercrimes.  O que os especialistas do webinar ESR defendem é que, em breve, a IA será utilizada não só como um copilot para o invasor, como também representará um copilot para quem está preocupado com a segurança.  Nas mãos de quem tem bons fundamentos e experiência de mercado, a IA é uma excelente ferramenta! 4) Qual o risco da IOT dentro das organizações?  A internet das coisas (IoT) é uma pauta intrincada, pois, ao mesmo tempo que viabiliza ambientes inteligentes, integrados, dinâmicos e que facilitam a vida do usuário, também trata de dispositivos bastante frágeis em relação à cibersegurança. Normalmente, os dispositivos de IoT têm baixo poder de processamento, e por possuírem recursos limitados de computação, refletem um desafio bastante robusto para a criptografia.  Os algoritmos criptográficos implantados em IoT são simples, pouco efetivos ou até inexistentes. Esse cenário é agravado quando observamos a quantidade de dispositivos IoT espalhados pelas redes em detrimento do número de artefatos computacionais disponíveis.  A equação posiciona os dispositivos IoT como vulneráveis, a exemplo dos aparelhos de ar-condicionado. Assim como muitos equipamentos industriais, os ares-condicionados não eram ligados à internet, dando ênfase à confiabilidade, e não à segurança. Quando migraram para a rede, o desenvolvimento adequado de mecanismos de segurança não acompanhou a mudança. Além disso, uma grande parte de dispositivos IoT não conta com atualização de framework ou acesso a suporte, o que indica ainda mais sua fragilidade e risco.  5) Além da tecnologia, que medidas as empresas e os indivíduos podem tomar para promover uma cultura de segurança cibernética a longo prazo?  Em relação a esse tópico, Fabio e Francisco compilaram algumas dicas principais:  ❗Leia também – Cloud storage: o que é e qual sua importância para o cenário de dados atual?  ___________________________________________ ESR: a melhor escolha para especialização em TI Além das 5 perguntas sobre cibersegurança abordadas anteriormente, você pode conferir outras no bate-papo completo da ESR!  No webinar gratuito “Cibersegurança em foco: Construindo um futuro mais seguro”, os especialistas continuam debatendo outras nuances relevantes sobre o tema, tais quais: Acesse o link e veja o evento on-line na íntegra! ✍️ Você também pode gostar: Conheça todos os cursos de TI disponibilizados pela ESR e escolha a sua próxima capacitação aqui! 


    11/04/2024
  • Privacidade e ética no uso de dados
    Governança de TI

    Por que uma empresa deve se preocupar com privacidade e ética no uso de dados e qual o papel do profissional de TI nesse cenário?

    Para os profissionais de TI, assuntos como gestão de riscos da informação, privacidade e ética no uso de dados não são novidade. Entretanto, com o desenvolvimento de outras pautas relevantes, como a da implementação da LGPD e a transformação digital acelerada,  principalmente em decorrência da pandemia, dominar esses conceitos passou a ser cada vez mais necessário nas carreiras da área, com significativo impacto na rotina das organizações. Empresas que possuem bases estruturadas de privacidade e ética de dados, tendo a tecnologia da informação como parceira, usufruem de uma série de benefícios em relação àquelas que não se preparam para o novo cenário digital, que conta, sobretudo, com usuários mais atentos a como os negócios utilizam suas informações. “Afinal, o que fazem com meus dados?”.  Além disso, com o aumento exponencial do mercado digital nos últimos anos e com a forte migração das transações e relações sociais/cotidianas para a nuvem, os cibercrimes também têm a oportunidade de expandir e se sofisticar. Segundo o Relatório de Defesa Digital da Microsoft, entre julho de 2022 e junho de 2023, os ciberataques atingiram 120 países, com a sintetização de cerca de 65 trilhões de sinais por dia. O estudo ainda aponta, em média, 4 mil ameaças de autenticação de identidade bloqueadas por segundo somente no último ano. Ou seja, privacidade, ética e adequação no uso de dados, além de campos em ascensão na TI, são a demanda do presente e do futuro dentro das empresas. Nessa perspectiva, o aprimoramento de tecnologias emergentes, tal qual a inteligência artificial (IA), junto com a especialização humana, surge como uma alternativa para enfrentar desafios cada vez mais complexos.  “A inteligência artificial será um componente crítico da defesa bem-sucedida. Nos próximos anos, a inovação na defesa cibernética baseada em IA ajudará a reverter a atual onda crescente de ataques cibernéticos”, ressalta Tom Burt, vice-presidente corporativo de segurança e confiança do cliente da Microsoft, na quarta edição do relatório anual citado anteriormente.  É importante destacar também que, embora a IA possa ser um mecanismo de auxílio ao combate do universo do cibercrime, todas as demais tecnologias carregam consigo dilemas éticos que devem ser observados com cautela.  Continue esta leitura conosco e descubra como se tornar um expert em privacidade, ética no uso de dados e segurança da informação.  Por que é importante que empresas e profissionais de TI se especializem em privacidade e ética no uso de dados? Ter um olhar cuidadoso para a privacidade e ética no uso das tecnologias, sobretudo as relacionadas com o tratamento de dados, é uma demanda urgente dos negócios.  As novas dinâmicas sociais, que se destacaram com a transformação digital acelerada pela pandemia de Covid-19, não só exigem um posicionamento das organizações diante do uso da cadeia de dados, como enfraquecem empreendimentos que combatem a aplicação de políticas de transparência em suas operações.  A partir de 2020 e da necessidade de distanciamento social, a digitalização das empresas e das transações cresceu de forma exponencial. De acordo com a 33ª edição da Pesquisa Anual sobre o Mercado Brasileiro de TI e Uso nas Empresas, divulgada pela FGV, por exemplo, a antecipação do processo de transformação digital por causa dos contornos da crise sanitária foi o equivalente ao esperado para o período de um a quatro anos. Na época, computadores, notebooks, tablets e smartphones superaram, somados, a expressiva marca de 447 milhões de unidades no país. Ou seja, a demanda por redes e soluções digitais cresceu. Com isso, foi preciso viabilizar novos modelos de negócios, einvestir em TI nas empresas representou uma das alternativas para fazer isso.  Diante de tantas mudanças, as empresas passaram a ser cada vez mais confrontadas com a demanda de adaptação a uma política de uso e tratamento de dados adequado. Afinal, eles apresentavam-se em quantidades inéditas e impressionantes.  Assim, ao optarem por caminhar com as transformações do contexto, priorizando processos, ações, planejamento estratégico e indicadores voltados para a ética, a transparência e a proteção de dados, as empresas gozam de inúmeras vantagens, como:  Além dos benefícios previamente mencionados, o reconhecimento e a ênfase na privacidade e ética na segurança da informação resultam na preservação de ativos valiosos dos negócios, tanto internos quanto externos, mitigando gastos com redução de danos e respostas a incidentes. Nesse contexto, torna-se indispensável contar com setores de TI altamente sistematizados e focados no contínuo desenvolvimento dos princípios de segurança da informação e em sua diferenciação entre privacidade e proteção de dados.  ❗Você também pode gostar – Cloud storage: o que é e qual sua importância para o cenário de dados atual? Qual a diferença prática entre privacidade, proteção de dados e segurança da informação? Ao nos aprofundarmos na essência da “privacidade, proteção de dados e segurança da informação”, é crucial que compreendamos como esses conceitos se entrelaçam e, ao mesmo tempo, se distinguem em práticas cotidianas da TI. A privacidade, como destacado anteriormente, associa-se aos direitos individuais em um mundo digital, tendo a LGPD (no Brasil) como sua lei guardiã. Imagine-a como a fronteira que permite aos usuários determinar quem pode acessar suas informações e como elas podem ser utilizadas. No contexto corporativo, respeitar a privacidade implica estabelecer políticas claras e transparentes, que informam aos usuários como suas informações serão tratadas. Enquanto isso, a proteção de dados materializa os princípios de privacidade, envolvendo a implementação de medidas técnicas e organizacionais para garantir a segurança dessas informações sensíveis. É o caso, por exemplo, da criptografia, de controles de acesso rigorosos e das políticas de retenção de dados, que refletem o compromisso com a integridade e a confidencialidade. Por fim, a segurança da informação assume o papel de um escudo que protege não apenas os dados, mas toda a infraestrutura digital, sendo, por isso, tão fundamental nas empresas. Ela abrange controles como firewall, detecção de intrusões e gestão de risco e continuidade, para garantir a constância operacional e a resistência a ataques que possam comprometer não apenas informações, mas o funcionamento da organização. O entendimento prático desses conceitos contribui para a construção de uma abordagem holística em TI.   Seja para fornecer suporte eficaz aos usuários em suas necessidades de privacidade e proteção de dados, seja para resguardar os ativos mais preciosos de uma empresa, o profissional de TI desempenha um papel estratégico, sendo o responsável por perfectibilizar as ações e políticas de proteção e por estruturar uma segurança da informação eficiente.  E como identificar a efetividade da segurança da informação de um negócio? É o que vamos destrinchar agora.   ❗Você também pode gostar – Governança corporativa: princípios e boas práticas para adotar em 2024.  O que é segurança da informação e para que serve? Detalhando o que conversamos anteriormente, “segurança da informação” refere-se ao conjunto de ferramentas e estratégias digitais que garantam a seguridade dos dados de uma empresa no mundo virtual. Portanto, são as maneiras ou ferramentas encontradas para minimizar os riscos de ameaças digitais, além de estratégias para garantir a plena vida dos dados de uma organização sem que estes sofram influências externas, como vírus, invasões e outras diferentes formas de ataques de cibercriminosos. Para isso, ou seja, para uma boa segurança da informação e um resguardo de dados eficiente, tais articulações se valem de alguns pilares essenciais, que você confere logo abaixo. 5 conceitos-chave da segurança da informação De acordo com a norma 27.022/2022, existem conceitos preponderantes da segurança da informação que articulam a proteção de dados e ativos. São eles:  1) Confidencialidade        Quando se fala em segurança da informação, é preciso pensar que ela está associada à confidencialidade como pilar desenvolvedor. De forma prática, é a garantia de que somente os agentes autorizados terão acesso aos dados institucionais. 2) Disponibilidade Significa dizer que os dados devem estar disponíveis de acordo com a necessidade. Sempre que ela existir, deve ser possível acessá-los. 3) Integridade A integridade pode ser compreendida como um tipo de certificação que assegura que uma informação, uma vez armazenada, não poderá sofrer nenhum tipo de alteração. É a garantia de que os dados não são corrompíveis.  4) AutenticidadeOutro pilar que envolve a segurança da informação é a capacidade de garantir que a informação é verdadeira. Assegurar que certa informação pertence a A ou a B e determinar uma autoria específica, provando que o objeto avaliado não tenha passado por alguma alteração indevida.  5) Não repúdio É a propriedade que garante a impossibilidade de negar a autoria em relação a uma transação feita anteriormente. Além desses, você pode conferir outros elementos-chave da segurança da informação na Cartilha de Segurança para Internet.  ❗Você também pode gostar – Previsões de cibersegurança: o que esperar no segundo semestre do ano e início de 2024? Como estruturar um projeto de segurança da informação adequado para empresas?  Existem várias maneiras de se implementar uma boa gestão de segurança da informação nas empresas e, assim, evitar ameaças e cibercrimes. Como exemplo, citamos uma rotina específica de atualização de softwares, além de backup contínuo e do uso de softwares de segurança. Ainda assim, a solução que melhor apresenta resultados para se esquivar de ameaças à segurança da informação e para desenvolver essa área, seja na empresa, seja na carreira, é a capacitação profissional. Estar inserido no universo digital e compreender como a segurança cibernética é importante para o sucesso da empresa é imprescindível, além disso, é necessário dominar a técnica e os princípios dos elementos que estruturam uma política estratégica de segurança da informação, privacidade e ética no uso de dados.  A Escola Superior de Redes, parceira do SANS, o principal instituto de cibersegurança do mundo, entende que esse é um dos alicerces mais importantes para a construção de um ambiente virtual seguro e para a formação de profissionais ainda mais qualificados. Por isso, desenvolveu uma trilha de treinamentos práticos para a área de segurança, com uma metodologia própria pensada na perspectiva de capacitar o aluno para agir preventivamente e tratar os incidentes quando não for possível evitá-los. Inscreva-se e prepare-se para assumir sua próxima vaga.


    04/04/2024
  • Profissões em Cibersegurança
    Segurança

    6 profissões de cibersegurança nas quais se especializar em 2025

    A sedimentação da inteligência artificial generativa e o comportamento digital inadequado de funcionários, além da sofisticação de ameaças e crimes virtuais, são alguns dos motivos que explicam a demanda por investimento em cibersegurança nas empresas para os próximos meses.  De acordo com o Gartner, em 2024, os líderes de segurança precisarão responder, com agilidade, a esse novo universo, estipulando práticas, recursos técnicos e reformas estruturais em suas políticas de segurança, com vistas à otimização da segurança da informação e das infraestruturas corporativas. É o que diz o diretor sênior e analista do Gartner, Richard Addiscott: “Apesar da força inevitável da GenAI, os líderes também continuam a enfrentar outros fatores externos fora de seu controle que não devem ser ignorados este ano.”  Por isso, a cibersegurança é uma das grandes apostas para abertura de vagas e oportunidades profissionais na área de TI.  Neste artigo, vamos detalhar algumas características do campo da cibersegurança, além de citar quais são os requisitos recomendados para ingressar nessa carreira. Boa leitura! Você também pode gostar – Cibersegurança: o que é e como seguir carreira na área? O que faz um profissional de cibersegurança? A cibersegurança compreende ações e esforços de TI direcionados para a proteção de sistemas, redes, computadores, dispositivos móveis e programas de todo e qualquer tipo de ameaça ou possibilidade de ataque digital. Por isso, um profissional especializado nesse setor executa procedimentos e protocolos para tornar as redes corporativas resilientes. Além disso, é o especialista em cibersegurança que implementa medidas preventivas, como firewalls, sistemas de detecção de intrusão e programas antivírus, para proteger instituições das ameaças cibernéticas.  Suas funções também podem compreender o desenvolvimento de políticas de segurança da informação e procedimentos de resposta a incidentes para que a organização esteja preparada para lidar com violações de segurança cada vez mais frequentes.  O monitoramento contínuo da rede em busca de atividades suspeitas, assim como a investigação de quaisquer incidentes de segurança para que seja possível identificar e mitigar eventos suspeitos, são outras tarefas comuns aos cyber securities.  Ou seja, a cibersegurança é uma área muito ampla. Diante da sistematização da inteligência artificial e da demanda por uma resposta de segurança a seus mecanismos, espera-se que ela se expanda ainda mais, exigindo novas especializações e profissionais. Desse modo, uma equipe estruturada de cibersegurança exerce um papel crucial na proteção dos ativos digitais e na manutenção da integridade, confidencialidade e disponibilidade das informações corporativas. ❗Você também pode gostar de Cloud storage: o que é e qual sua importância para o cenário de dados atual? Qual a média salarial de um profissional de cibersegurança? Como dissemos, a cibersegurança é bastante abrangente. Para cada uma de suas especialidades, os valores de contratação podem ser diferentes. Ainda assim, o guia salarial anual para 2024 da Robert Half estabeleceu uma média salarial para alguns cargos do setor (baseados em dados de São Paulo), apresentando resultados que ratificaram a importância da área e a disposição do mercado por estar em busca de qualificação técnica.  Inclusive, segundo o estudo, 58% dos chefes de empresas entrevistados desejam abrir mais vagas na área de tecnologia em 2024, entre as quais estão as voltadas para a segurança.  Confira a média salarial do documento:  25º (Candidato novo que ainda está no processo de desenvolvimento de habilidades)  – R$ 17.350,00 50º (Candidato nível médio com experiência adequada para assumir suas funções) – R$ 20.000,00 75º (Candidato com experiência acima da média) – R$ 23.750,00 25º (Candidato novo que ainda está no processo de desenvolvimento de habilidades) – R$ 11.450,00 50º (Candidato nível médio com experiência adequada para assumir suas funções) – R$ 15.000,00 75º (Candidato com experiência acima da média) – R$ 19.300,00 25º (Candidato novo que ainda está no processo de desenvolvimento de habilidades) – R$ 8.400,00 50º (Candidato nível médio com experiência adequada para assumir suas funções) – R$ 11.000,00 75º (Candidato com experiência acima da média) – R$ 14.100,00 25º (Candidato novo que ainda está no processo de desenvolvimento de habilidades) – R$ 6.100,00 50º (Candidato nível médio com experiência adequada para assumir suas funções) – R$ 8.000,00 75º (Candidato com experiência acima da média) – R$ 10.520,00 25º (Candidato novo que ainda está no processo de desenvolvimento de habilidades) – R$ 13.400,00 50º (Candidato nível médio com experiência adequada para assumir suas funções) – R$ 15.500,00 75º (Candidato com experiência acima da média) – R$ 18.400,00 ❗Você também pode gostar de  9 requisitos necessários para iniciar sua carreira de Pentest Web O que faz cada uma dessas profissões de cibersegurança na prática? Cada uma das profissões de cibersegurança listadas no guia salarial desempenha um papel específico na proteção dos sistemas de informação e na garantia da segurança cibernética das organizações. Confira os principais elementos por trás delas: Extra – Perito forense – embora essa especialidade não apareça no Guia Salarial da Robert Half, é uma das grandes apostas do segmento, tanto por sua importância quanto por sua versatilidade. Na área de perícia forense, o profissional representa uma peça fundamental para a resolução de crimes do mundo on-line ou offline. Entre suas funções, encontram-se atividades como investigação de dados, sistemas operacionais e dispositivos, a fim de mapear todas as pistas de uma ameaça ou delito e para criar a reconstituição da autoria de crimes cometidos por meio desses recursos tecnológicos. O objetivo é que o especialista em tecnologia e segurança utilize técnicas para apresentar uma linha investigativa coerente e que auxilie a resolução dos conflitos, como realizar a análise de ambientes digitais; detectar fraudes e invasões; refazer a trajetória de uma fraude; buscar potenciais riscos ou fragilidades na rede e na comunicação do caso estudado, entre outras ações. Você também pode se interessar – Conheça todos os cursos de análise forense disponibilizados pela ESR, a líder em ensino e aprendizagem de TI Como começar uma carreira em cibersegurança? Assim como indicamos no decorrer deste texto, a cibersegurança, além de abrangente, é bastante técnica. Por isso, o primeiro e principal passo para começar na área é garantir acesso a cursos, treinamentos e especializações de qualidade.  A Escola Superior de Redes (ESR) possui uma trilha completa de conhecimento em cibersegurança, com uma abordagem prática e atividades que geram resultados imediatos no dia a dia de trabalho de profissionais e organizações. Um de seus diferenciais mais marcantes é contar com a parceria de organizações reconhecidas mundialmente, como: Na ESR você tem acesso a diferentes cursos, tanto nas versões presenciais quanto EaD, para iniciar uma jornada de aprendizado com propósito em cibersegurança. Inscreva-se agora!


    01/04/2024
  • Arquitetura de Microsserviços
    Computação em Nuvem

    O que é arquitetura de microsserviços e quais são seus principais benefícios?

    Analisar uma arquitetura de microsserviços passa necessariamente pela compreensão de que as infraestruturas computacionais estão em constante crescimento e transformação, assim, exigem novas abordagens para gerenciá-las. Ou seja, não faz mais sentido lidar exclusivamente com aplicações grandes e complexas.  Nesse contexto, as novas configurações de consumo e o potencial de escalabilidade dos negócios por meio da nuvem demandam que a inovação e a implementação de tecnologias capazes de se moldarem ao cenário atual sejam obrigatóriass às empresas e iniciativas que desejam permanecer no mercado.  A arquitetura de microsserviços é um exemplo disso, pois facilita a gestão ágil das organizações, uma vez que elas passam a contar com infraestruturas de TI mais flexíveis e aptas a se adaptarem a necessidades e propósitos distintos.  Neste artigo, vamos detalhar a abrangência da arquitetura de microsserviços e mostrar como ela pode ser uma área de especialização para você.   ❗ Leia também: Guia: a orquestração de containers Kubernetes pode ajudar a minha organização? Afinal, o que é arquitetura de microsserviços?  Diferentemente da aplicação monolítica, a arquitetura de microsserviços refere-se a uma forma de desenvolvimento de sistemas na qual cada camada/pedaço de projeto realiza suas funções de forma autônoma e com disponibilização independente. A abordagem possibilita a escalabilidade de recursos, o desacoplamento entre componentes e uma melhor organização de código, além de eliminar as tradicionais barreiras impostas pelo modelo monolítico, no qual os serviços que o compõem são organizados logicamente no mesmo código-fonte e ambiente de processamento. Quando isso ocorre, há uma dependência entre os serviços e um alto grau de acoplamento. A arquitetura de microsserviços é notadamente reconhecida por permitir o desenvolvimento de uma única aplicação como um switch de serviços, no qual cada um deles é autônomo, roda seus processos e mantém seus dados e objetivos. Os elementos são implementáveis e independem dos demais, e os serviços são responsáveis por um conjunto finito de funcionalidades, que se comunicam, muitas vezes, por meio de APIs.  Com a autonomia e o isolamento existentes entre os serviços, os respectivos desenvolvimentos podem ser conduzidos por meio de diferentes linguagens de programação e tecnologia, bem como por processo automatizado de implantação isolado e instalação em diferentes ambientes de processamento. Na prática, a implementação da arquitetura de microsserviços ocorre por intermédio de processos de comunicação, como API http, e de pequenas atribuições de responsabilidades, que são posteriormente publicadas. Tem como propósito facilitar a gestão das aplicações grandes e complexas, com base na divisão de tarefas dessas estruturas e na criação de uma coleção de serviços autônomos, independentes e desacoplados. Dessa forma, uma única aplicação pode ser desenvolvida com ferramentas, bancos de dados e linguagens de programação diferentes, desde que haja uma comunicação padronizada entre esses elementos. Assim, quando um sistema apresenta uma falha na arquitetura de microsserviços, ela pode ser superada de forma direcionada no módulo afetado, não impactando os demais.  Vantagens de uma arquitetura de microsserviços Quando uma arquitetura é voltada para microsserviços, ou seja, quando aborda pequenas unidades de trabalho, torna-se mais fácil:  Essas características habilitam a arquitetura de microsserviços a lidar de forma otimizada com problemas localizados e se adaptar rapidamente às constantes transformações de demandas das organizações e da sociedade. Desvantagens da arquitetura de microsserviços Nem sempre a arquitetura de microsserviços é a ideal para todas as situações, como: Por que a arquitetura de microsserviços está associada a cloud computing?  A ligação entre essas duas tecnologias é direta à medida que a natureza distribuída da arquitetura de microsserviços é facilitada pela nuvem. Na nuvem, os microsserviços podem ser implantados de forma independente, aproveitando a elasticidade e a escalabilidade automática oferecidas. Além disso, a independência, a facilidade de implantação, o gerenciamento eficiente de recursos e serviços oriundos da nuvem tornam-na uma alternativa ideal para suportar a abordagem de microsserviços. A computação em nuvem ainda permite uma distribuição global dos microsserviços, garantindo resposta rápida a usuários em diferentes regiões. Assim, tal combinação oferece eficiência, flexibilidade e agilidade no desenvolvimento, na implantação e na operação de sistemas modulares e distribuídos. ❗Leia também: O que você precisa para se especializar em Linguagem de Programação? Seis diferenças entre arquitetura de microsserviços e arquitetura monolítica É importante salientar que, apesar de suas vantagens, a arquitetura de microsserviços não é a ideal para as aplicações consideradas mais simples. Nesses casos, o uso desse modelo de arquitetura pode resultar em uma complexidade desnecessária ao projeto e ao processo de deploy, pois a integração dos microsserviços talvez gere um custo maior para seu desenvolvimento e manutenção quando comparado com o uso de uma arquitetura monolítica para uma aplicação com poucas funcionalidades. Para auxiliar na escolha da arquitetura, podem-se considerar as seguintes diferenças: Diferença 1: Escopo e modularidade Diferença 2: Escalabilidade Diferença 3: Desenvolvimento e deploy Diferença 4: Manutenção e atualizações Diferença 5: Resiliência e tolerância a falhas Diferença 6: Tecnologias e linguagem Essas são algumas das diferenças-chave entre as arquiteturas de microsserviços e monolítica. Para escolher qual abordagem utilizar, é necessário observar suas vantagens e desafios de forma combinada às necessidades específicas do projeto e das metas de desenvolvimento. _____________________________________________________ ESR: A melhor escolha para especialização em TI Saber qual abordagem de desenvolvimento e programação utilizar depende de um conhecimento consistente em TI.  A Escola Superior de Redes (ESR) é uma instituição de referência em ensino e aprendizado de tecnologia, criada para promover a capacitação, o desenvolvimento profissional e a disseminação de todos os interessados no campo de TI, desde os mais experientes aos admiradores da área.   Em seus 17 anos de atuação, atendeu mais de 1.100 instituições e aproximadamente 41 mil alunos, oferecendo capacitação orientada para o resultado prático e a busca dos maiores índices de qualidade em seus serviços,  A ESR é uma das principais responsáveis por agregar conhecimento à TI e por viabilizar o desenvolvimento de carreira dos profissionais do setor.   Conheça todos os cursos de TI disponibilizados pela ESR e escolha sua próxima capacitação aqui! 


    19/03/2024
  • Preparar líderes de TI do futuro
    RH

    Como preparar líderes de TI para o cenário de trabalho do futuro

    A retenção de talentos é um dos principais desafios das empresas de tecnologia da informação atualmente.  Em um universo com alta demanda e pouca oferta de qualificação profissional, setores de RH precisam se reinventar e reavaliar as vagas corporativas, os processos seletivos e o dia a dia dos negócios, em uma tentativa de torná-los mais atrativos para o perfil do candidato desejado.  O campo de trabalho tem se transformado com agilidade, principalmente em decorrência dos avanços digitais dos últimos anos. O que já era tendência, como a descentralização de decisões, a horizontalidade no gerenciamento de equipes e a oferta de cargos mais humanizados, se materializou e passou a ser um fator de diferenciação entre empresas orientadas para o futuro e àquelas com padrões tradicionais de gestão de pessoas. Nesse contexto, o time de RH assume um papel de destaque – o de compreender os novos contornos da relação “ser humano × ser profissional” para não só encontrar talentos, como desenvolvê-los continuamente.  A seguir, separamos algumas dicas para que gestores de RH criem um plano de carreiras focado no preparo de líderes de TI para o futuro. Acompanhe! ❗ Leia também: As habilidades mais valorizadas no mercado de trabalho de tecnologia da informação Os novos contornos das relações de trabalho Os setores de RH estão imersos em uma nova dinâmica de trabalho. Além dos candidatos estarem mais exigentes, priorizando vagas capazes de oferecer experiência e oportunidades de desenvolvimento, há gerações distintas aptas a preencher os cargos disponíveis.  Dessa forma, as empresas precisam saber lidar com as visões de mundo geracionais diferentes, com as transformações digitais, a implementação de tecnologia e as demandas por cargos mais dinâmicos e flexíveis.  Da mesma forma, os profissionais, principalmente os que desejam ser líderes, precisam desenvolver habilidades que contemplem a inovação, a adaptação e a disposição para a descentralização de atividades.  A nova dinâmica prioriza o fator “colaboração” entre candidatos e empresas, passando o trabalho a ser visto como um caminho para otimizar não só o negócio como as carreiras dos colaboradores.  Além disso, segundo um relatório da consultoria global PageGroup, as características apontadas como essenciais para a liderança corporativa nesse cenário e que ditam quais serão as empresas que conseguirão se adaptar aos próximos anos, são as relacionadas com a sustentabilidade, transformação digital e inclusão social. Em outras palavras, para preparar líderes de TI para os próximos anos, empresas e profissionais devem compreender esse contexto, que demanda uma cultura de inovação e um espaço para a capacitação e autonomia dos envolvidos nos processos do negócio.  Nove dicas para preparar líderes de TI  Abaixo você confere algumas sugestões de ações práticas que podem refletir em uma preparação estratégica de novos líderes de TI. Adapte-as à sua realidade e às exigências do seu negócio. 1) Oportunize a capacitação e o desenvolvimento de carreira para o time de TI Como dissemos anteriormente, empresa e candidato possuem uma relação interdependente. Por isso, é essencial, na formação de líderes, que os negócios estejam dispostos a elaborar onboardings estratégicos com treinamentos e certificações para o time de TI.  Certifique-se de garantir as condições necessárias para que os profissionais possam se capacitar e compartilhar o conhecimento adquirido.  Incentive o desenvolvimento de carreira e ofereça benefícios para os colaboradores que mais aderirem a essa proposta.  Nesse contexto, viabilize um bom método, com procedimentos estruturados e indicadores adequados para avaliar o andamento desse plano de ação. Se não, ele será apenas uma ideia! 2) Invista em tecnologia de infraestrutura e tecnologia para o gerenciamento das equipes de TI Desenvolver líderes também envolve reunir/disponibilizar ferramentas para que os profissionais possam executar suas tarefas. Exigir que um colaborador tenha ideias fora da caixa e se destaque no gerenciamento dos demais colegas sem acesso a recursos importantes para a área é uma tarefa complexa e, muitas vezes, frustrante.  Nesse sentido, investir em tecnologia para que o setor de TI opere com alta performance e para assegurar que a equipe seja bem gerenciada, presencialmente ou de maneira remota, pode ser interessante para os negócios. 3) Disponibilize feedbacks continuamente O feedback contínuo é uma peça fundamental na formação de líderes de TI. Isso porque o retorno construtivo prepara gradualmente os profissionais para assumirem qualquer cargo nas empresas.  Quando bem implementados, os feedbacks funcionam para que os membros da equipe compreendam quando suas contribuições são valorizadas e reconhecidas, incentivando a repetição desses comportamentos positivos, e quando determinadas ações são mitigadas pela empresa.  Da mesma forma, identificar áreas de melhoria e oferecer orientação específica permite que os futuros líderes de TI ajustem seu desempenho e alcancem um crescimento contínuo. A longo prazo, essa abordagem pode resultar em líderes mais eficazes, promovendo um ambiente de trabalho que valoriza a aprendizagem e o aprimoramento constante. 4) Estruture uma gestão de pessoas pautada pela saúde mental e pela individualização dos atendimentos aos funcionários O setor de TI muitas vezes enfrenta desafios complexos e prazos apertados, o que pode impactar diretamente na saúde mental dos profissionais. Diante disso, é recomendado que o RH adote uma abordagem de trabalho que observe com atenção o bem-estar emocional e mental de sua equipe.  Com isso, os líderes formados durante esse processo também serão incentivados a gerenciar seus times levando em consideração tais atributos. Alguns exemplos de ações que podem compor essa dica:  Todas essas atividades podem contribuir para um ambiente mais acolhedor e para que as empresas consigam identificar potenciais líderes. 5) Mantenha um canal aberto com o time de TI Estabeleça canais eficientes de comunicação para garantir uma interação contínua entre os gestores de RH e a equipe de TI.  Criar um ambiente aberto para discussões, sugestões e esclarecimentos promove a transparência e fortalece o relacionamento entre as partes, tornando o processo de desenvolvimento de lideranças mais ativo.  Além disso, esteja disponível para receber as preocupações e necessidades dos profissionais de TI. Quando o canal de comunicação desses setores é eficaz, facilita a identificação de possíveis desafios, permitindo que o RH atue proativamente na resolução de problemas e na promoção de um ambiente de trabalho saudável. Nesse cenário é mais provável que os colaboradores se desenvolvam e se descubram líderes para suas equipes. 6) Incentive uma dinâmica de trabalho horizontal A colaboração é essencial no ambiente de TI. Por isso, incentivar uma dinâmica de trabalho horizontal contribui para o desenvolvimento de líderes mais efetivos.  Promova a troca de ideias entre os membros da equipe, independentemente do nível hierárquico, estimulando um ambiente de aprendizado contínuo. Facilite a comunicação entre os líderes em formação e suas equipes, criando espaços para o compartilhamento de conhecimento e experiências. A horizontalidade fortalece o espírito de equipe e prepara os líderes para um gerenciamento de equipe com empatia e colaboração. 7) Identifique, com os profissionais, as áreas de TI que requerem mais atenção Demonstre um compromisso genuíno com o desenvolvimento individual dos profissionais de TI. Realize avaliações regulares para identificar as áreas específicas em que os líderes em formação podem aprimorar suas habilidades.  A personalização mostra aos colaboradores que a empresa se preocupa com seu crescimento e reconhece suas necessidades únicas.  Com isso, o profissional se sente mais motivado a contribuir com os objetivos da empresa e a vestir a camisa da organização.  8) Saiba quando desligar profissionais que não estão alinhados ao propósito da equipe  Manter uma equipe coesa e alinhada aos objetivos da empresa é imprescindível. Desenvolva a capacidade de avaliar constantemente o desempenho dos profissionais de TI, analisando indicadores de produtividade e alinhamento aos valores da organização. Quando identificar que um profissional não contribui de maneira positiva ou que não está em conformidade com os propósitos da equipe, tome decisões assertivas em relação a seu desligamento ou a seu ajustamento às necessidades da empresa.  Claro, antes disso, garanta que ele tenha condições de se desenvolver em seu escopo de trabalho.  9) Crie um plano de carreira colaborativo Incentive a participação ativa dos profissionais de TI na construção dos próprios planos de carreira. Realize reuniões para discutir aspirações individuais, metas profissionais e áreas de interesse. É comum que essa metodologia inspire os líderes em formação, engajando-os com seu desenvolvimento profissional. Além disso, estabeleça metas alcançáveis e forneça recursos e suporte necessários para que esses planos se concretizem.  A colaboração na construção do plano de carreira fortalece o comprometimento dos profissionais de TI e incentiva a autonomia dos profissionais.  Com isso, a empresa alinha melhor suas necessidades com as aspirações individuais dos colaboradores e viabiliza um ambiente de trabalho mais satisfatório e produtivo. ❗ Leia também: Como liderar times remotos de TI para resultados surpreendentes?  É importante destacar, por fim, que as dicas acima são sugestões, não orientações cristalizadas. Portanto, o time de RH pode analisá-las, considerando o que for pertinente ou não para cada realidade de empresa e projeto em TI.  _______________________________________ Consultoria ESR: a solução que ajuda a sua empresa a desenvolver o setor de TI!  A ESR conta com um serviço já consolidado no mercado voltado para o desenvolvimento de setores de TI. Por meio da Consultoria Educacional, o cliente tem acesso a estratégias de aprendizagem corporativas, estruturadas de acordo com os objetivos e as necessidades de cada empresa. Na prática, visto que é uma atividade realizada com base no framework mundial SFIA (Skills Framework for the Information Age), a solução é indicada para as empresas que não possuem uma estrutura metodológica formal de desenvolvimento profissional nas áreas de TI. A SFIA é uma organização global, sem fins lucrativos, que nutre um método de habilidades e competências para um mundo digital. Ao unir as ferramentas de um parceiro global aos recursos da ESR, é possível alinhar a área de TI de determinada empresa às melhores instituições ao redor do mundo. Portanto, por meio da Consultoria Educacional, gestores de TI e de RH compreendem como otimizar os recursos investidos no desenvolvimento profissional das equipes e passam a gerar resultados mais assertivos e alinhados aos objetivos do negócio. Agende uma reunião de apresentação e conheça o serviço em primeira mão!


    07/03/2024
  • Projeto de Cabeamento Estruturado
    Administração de Sistemas

    Projeto de cabeamento estruturado: por que ele é tão importante para redes de alta velocidade?

    Em 2019, antes mesmo da pandemia de Covid-19 e da otimização do universo digital em decorrência de seus efeitos, Lori Lewis e Officially Chadd publicaram um estudo na Visual Capitalist que identificava o potencial da rede em apenas um minuto. Segundo os dados do relatório na época,  a internet presenciava, em 60 segundos, 1 milhão de logins no Facebook, 41,6 milhões de mensagens enviadas pelo WhatsApp e 3,8 milhões de consultas no Google. Cinco anos depois, a realidade tem números tão expressivos quanto os dessa época, com mais pessoas e dispositivos conectados. O Relatório Global Digital 2024, por exemplo, publicado em parceria entre We Are Social e Meltwate, registra que o número de usuários únicos de smartphones no início do ano passou da casa dos 5,6 bilhões. Além disso, a internet agora é acessada por mais de 65% da população mundial, o que representa um crescimento de 2,5% em relação ao início de 2023.  O desenvolvimento contínuo de tecnologias como a inteligência artificial (IA), realidade aumentada e internet das coisas também reflete na exigência de redes mais flexíveis e capazes de entregar uma experiência de qualidade ao usuário.  Em outras palavras, a rede continua crescendo! Com isso, as demandas por suportabilidade, altas velocidades e baixa latência também.  É nesse contexto que o projeto de cabeamento estruturado se destaca, pois permite que uma rede seja desenhada com base em cenários futuros e a expansão de suas aplicações.  Neste conteúdo, vamos abordar outros detalhes desse assunto, que foi tema do último webinar gratuito da Escola Superior de Redes (ESR).  Confira abaixo os pontos relevantes tratados no evento on-line Cabeamento estruturado – A importância do projeto para suportar as novas demandas de velocidades. ❗Você também pode gostar: Tipos de desenvolvimento de aplicativos móveis: qual é o melhor e como aprender? O que é cabeamento estruturado?  De maneira simples, o cabeamento estruturado refere-se à implementação de sistemas padronizados para a instalação de cabos de rede que são compatíveis entre si, com layout prático e simples e que compõem, de maneira estratégica e eficiente, uma infraestrutura de TI. Para isso, o projeto deve observar os meios de transmissão, as técnicas de instalação, as características e as especificidades de cada cliente e usuário, bem como as normas e  a capacidade de espaços para a instalação.  O objetivo por trás da prática é otimizar o funcionamento das redes e do uso de recursos, assegurando que o sistema de tecnologia, informação e comunicação seja de excelência.  Cada cabo se conecta a um ponto específico da infraestrutura de redes, contribuindo para uma melhor distribuição desses elementos e para uma transmissão de dados, voz e imagens mais rápida e com baixa latência.  Com um cabeamento estruturado e de qualidade, os demais componentes da rede (hardware e software, geralmente) funcionam com qualidade e com confiabilidade de conexão.  Qual o papel do projeto no cabeamento estruturado? Para os profissionais de TI, conhecer o conceito e as etapas necessárias para a implementação de um cabeamento estruturado é atividade essencial.  O projeto é a fase que permite o mapeamento adequado das necessidades da rede de um empreendimento e de suas possibilidades, permitindo que a instalação dos cabos ocorra com melhor aproveitamento, levando em consideração as particularidades de cada caso.  Assim, por meio do projeto prévio de cabeamento estruturado e de sua certificação/validação, uma empresa ou ambiente conectado, independentemente da alteração das características de sua rede (mais dispositivos conectados ao longo do tempo, mais ambientes conectados, etc), continuará oferecendo uma experiência fluida, contínua e de qualidade para seus usuários.  É o projeto de cabeamento estruturado que possibilita, por exemplo, o aperfeiçoamento dos condomínios e de organizações inteligentes, cada vez mais comuns. Isso porque ele é o responsável por viabilizar a integração de sistemas e a interoperabilidade entre eles, aspectos essenciais para tais tipos de empreendimento. Nesse novo contexto, os ambientes que requerem conectividade, como os edifícios inteligentes (mencionados anteriormente), os novos prédios comerciais, as indústrias e os hospitais, demandam estruturas de conectividade mais eficientes – aquelas que entregam mais conectividade e mais tecnologia a um custo adequado e estratégico. Há também a demanda de velocidade de rede e de uma infraestrutura que aceite a inserção de múltiplas tecnologias no dia a dia.    Dessa forma, o objetivo do projeto de cabeamento estruturado é desenhar uma rede que possa suportar essas exigências contemporâneas, além de possibilitar que ela esteja preparada para o que ainda está por vir. O cabeamento estruturado é peça fundamental para uma infraestrutura eficiente, que, por sua vez, é a base para a recepção e a execução de todas as demais tecnologias, como voz e dados, vídeo, automação predial e energia (cabeamento), devendo suportar tudo isso. Nesse contexto, o projeto precisa não só se adaptar à necessidade do usuário, como deve ser flexível a novas tendências. Quando isso ocorre, ele possibilita melhor experiência para o usuário, com capacidade de extensão da conectividade para além dos prédios principais e com o aperfeiçoamento das seguintes situações:  Outro ponto de destaque sobre o assunto está relacionado com o investimento. O cabeamento estruturado possui excelente custo-benefício, visto que tem durabilidade, diferentemente de softwares e switches, que exigem trocas rápidas.  A verdade é que o mundo de quem desenha uma rede está muito mais complexo quando é impulsionado, principalmente, pela mobilidade (mundo mais conectado), largura de banda (velocidade), hiperconectividade (proliferação de dispositivos conectados à rede) e convergência de rede (todas as novas tecnologias funcionando na internet). O profissional de TI que escolhe essa especialização estabelece com os estudos uma relação permanente. Como desenvolver um projeto de cabeamento estruturado?  1) Conhecer o tema  O primeiro passo para a elaboração de um projeto de cabeamento estruturado é o conhecimento acerca do tema. O que é o projeto? O que é a adequação do projeto? Como fazer uma implantação adequada? Quais são as características construtivas de um cabo ou conector? O que é certificação ou quais são as implicações de não certificar um projeto? Saber as respostas para essas questões é fundamental para o especialista de TI, pois o objetivo do projeto é criar uma base sólida, porém flexível, para adaptação a qualquer novo dispositivo que venha a ser inserido na rede. Então, entender seus detalhes não é mera formalidade. Como abordamos anteriormente e segundo o Project Management Institute – (PMI – Instituto de Gerenciamento de Projetos), a definição mais apropriada de projeto é aquela que o entende como “um empreendimento temporário, com o objetivo de criar um produto ou serviço único”. No cabeamento estruturado, refere-se à etapa crucial para a infraestrutura de redes e para a comunicação/conexão efetiva de ambientes empresariais e comerciais por meio da rede.  Por intermédio do projeto e do planejamento estratégico do cabeamento estruturado, as empresas, por exemplo, conseguem  ser mais flexíveis, organizadas e seguir um padrão em suas redes. Assim, é de responsabilidade do profissional de TI especializado entender que o projeto de cabeamento estruturado permite a implementação de uma rede que, mesmo diante da alteração da quantidade de usuários ou de dispositivos, não só não oferece uma experiência de usabilidade maçante, como facilita a vida de quem está implantando o cabeamento em si. Ou seja, quando o projeto é adequado e bem certificado, a operação é tranquila e dinâmica.  2) Seguir as normas  As normas para o cabeamento estruturado seguem três linhas que devem ser observadas por qualquer profissional de TI habilitado para desenvolver um projeto:  ABNT/BNR 14565,  ISO-IEC 11801 e  ANSI/TIA 568. Todas elas indicam as diretrizes básicas para a estruturação e instalação correta do projeto, cabendo uma observação criteriosa do profissional sobre cada um de seus pontos. Paralelamente a isso, os padrões também são referências a serem consideradas pelo especialista, auxiliando-o na implementação correta de um projeto. Buscar atualizações Outro ponto importante a ser avaliado pelo profissional de TI no desenvolvimento de um projeto de cabeamento estruturado relaciona-se com a essencialidade de atualizações e capacitação sobre o tema.  A Escola Superior de Redes (ESR) é uma das principais referências do mercado em ensino e aprendizado para TI, com trilha de conhecimento orientada para a área de desenvolvimento de redes. Em seu recente webinar, Cabeamento Estruturado – A importância do projeto para suportar as novas demandas de velocidades, evento on-line e gratuito, a ESR abordou: >> Assista ao conteúdo na íntegra aqui!   Além disso, a ESR oferece dois cursos especificamente voltados para a área de cabeamento estruturado:  >> Você também pode gostar de aprofundar seus conhecimentos por aqui: Webinar gratuito – Cabeamento estruturado e a excelência na instalação. Vantagens do projeto de cabeamento estruturado adequado  ______________________________ ESR: líder na formação e no desenvolvimento de carreira para TI  Na Escola Superior de Redes (ESR), o aluno tem acesso a uma metodologia prática, em completo alinhamento com o que é exigido pelo  mercado de TI. São diversas trilhas de conhecimento e modalidades de cursos – on-line ou presencial – , de acordo com a necessidade de cada estudante.  Conheça as turmas disponíveis para 2024 e comece sua especialização em projeto de redes o quanto antes! 


    27/02/2024
  • Ti na Saúde digital
    Temas Diversos

    Qual o papel da TI na saúde digital e como ingressar na área?

    Em meio a um cenário de transformações digitais aceleradas, garantir a integração fluida e constante de conhecimentos acerca de saúde e tecnologia possibilita que o atendimento de uma rede complexa e pulverizada seja otimizado estrategicamente. É nesse sentido que se estabelece a saúde digital, um processo de inovação responsável por mudar desde a forma de pensar a saúde e o bem-estar até processos, habilidades e atitudes de profissionais e cidadãos diante das práticas dessa área. De acordo com a Secretaria de Informação e Saúde Digital, o termo faz referência a um conjunto de saberes, técnicas, atitudes e valores que se desenvolvem com o crescimento digital para fortalecer e viabilizar princípios como universalidade, integralidade e equidade na prestação de serviços em saúde.  Dessa forma, a saúde digital é mais abrangente, já que aborda também outros campos, como o e-Saúde, a telemedicina, a telessaúde, a informação e a informática em saúde, além de ser permeada pela internet das coisas (IoT), inteligência artificial, big data e pelas redes.  Portanto, quando se fala em saúde digital, visualiza-se o uso de recursos da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) direcionados tanto para o aperfeiçoamento da rotina de trabalho de profissionais de saúde quanto para o atendimento de qualidade para o paciente. São alguns exemplos desses recursos: O termo, inclusive, já foi tipificado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como “o uso seguro e com positivo custo-benefício das TICs para dar suporte à saúde e a campos relacionados, o que inclui prestação de serviços, vigilância, literatura, educação, conhecimento e pesquisa na área”. Neste artigo, vamos conversar mais sobre o papel da TI na saúde digital e como ingressar nessa área de atuação. ❗ Leia também: Estratégia de inovação: por que a ousadia é importante no ambiente corporativo? Qual o papel da TI na saúde digital?  A tecnologia é utilizada, sobretudo, no processo de melhoria e aperfeiçoamento do atendimento e da assistência em saúde, seja na rede pública, seja na suplementar. Nesse contexto, a saúde digital promove avanços por meio da inovação e do uso da TIC combinados com aspectos éticos, cujo objetivo é proteger o paciente, por meio da adequação de procedimentos relacionados com a LGPD ou pela implantação de mecanismos de alerta e monitoramento. Com essa combinação de fatores, os pacientes passam a ter serviços mais céleres, com menor tolerância a falhas e maior segurança. Já os profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, cirurgiões dentistas etc.) conseguem adotar posturas mais analíticas, visto que têm acesso rápido a uma infinidade de informações. Por sua vez, os especialistas de TI focados em saúde digital aprimoram os mecanismos, as ferramentas e a tecnologia que torna esse conceito viável na prática.  Como dissemos anteriormente, a saúde digital envolve toda a utilização de recursos de TIC nas atividades e pesquisas em saúde. Isso significa dizer que é a área de TI em estrita colaboração com a área de saúde que articula a aplicação prática desse conceito. Ou seja, o papel da TI na saúde digital é intrínseco aos próprios objetivos da abordagem, sendo os profissionais da área os responsáveis por desenvolver e viabilizar as soluções tecnológicas utilizadas no dia a dia dessa área.  Seis exemplos da articulação da tecnologia da informação na saúde digital Por ser um campo dinâmico, o segmento da saúde se beneficia exponencialmente com a implementação de soluções de TI. A integração eficiente de sistemas e a gestão inteligente de dados, por exemplo, são aspectos proporcionados pela TI que desempenham um papel fundamental na otimização dos serviços de saúde. Nesse campo, encontra-se um dos maiores desafios do Brasil e de especialistas em TI: cada fabricante possui seu sistema e falta interoperabilidade, o que demanda que o responsável pela tecnologia da saúde digital saiba realmente como integrar sistemas e interoperá-los para que seja possível a gestão inteligente e ampla dos dados. Quando isso ocorre de maneira exitosa, a saúde digital é responsável por inúmeras vantagens para todos os agentes envolvidos na cadeia de serviços de assistência: os profissionais da saúde, pacientes, familiares e gestores. É o caso, por exemplo, de:   A seguir, elencamos outras diversas frentes em que a TI viabiliza a saúde digital na prática. 1) Integração de sistemas A interoperabilidade entre os sistemas de informação de saúde (capacidade de diferentes sistemas trocarem automaticamente dados, informações e conhecimento) proporciona uma visão holística dos dados do paciente, o que torna seu tratamento e atendimento mais seguro, ágil e adequado. A TI facilita a integração de diferentes serviços de saúde e permite que informações cruciais sejam compartilhadas entre hospitais, clínicas, unidades básicas de saúde (UBSs), unidades de pronto atendimento (UPAs) e as demais instituições de saúde. Para isso, observa também o desenvolvimento e a implementação de políticas de segurança de dados, protocolos de resposta a incidentes e atributos de disponibilidade para que a informação possa ser acessada a qualquer momento pela rede autorizada.  Há, assim, um atendimento mais ágil, sem redundâncias e erros na interpretação de dados clínicos. 2) Coleta e análise de dados clínicos A coleta e a análise de dados são atividades vitais para a promoção da pesquisa e a melhoria contínua dos cuidados de saúde. Nesse campo, a TI facilita a coleta e o processamento automatizado de dados de saúde, desde informações básicas até métricas mais avançadas, já conferindo a eles a devida adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e às demais regulações.  Ferramentas analíticas pautadas em inteligência artificial e machine learning (inovações de TI), capazes, portanto, de lidar com grandes bancos de dados, auxiliam na interpretação das informações valiosas tanto pelos profissionais de saúde e pesquisadores quanto pelo mercado de saúde em geral. Nessa perspectiva, o especialista de TI envolvido com a saúde digital precisa ter clareza de que seu grande desafio é entender a necessidade do profissional de saúde e atendê-la. Ou seja, é necessário, sobretudo, que os agentes de TI atuem como facilitadores, demonstrando a importância da colaboração e da adequação da linguagem técnica de TI à linguagem técnica da saúde.  3) Prontuários eletrônicos A implementação de prontuários eletrônicos representa um marco na evolução da assistência aos pacientes. E é a TI que possibilita a criação de sistemas seguros e acessíveis que armazenam eletronicamente as informações do paciente.  Essa abordagem elimina a dependência de documentos físicos, facilita o acesso rápido e seguro às informações clínicas e melhora a tomada de decisões e a continuidade do cuidado. 4) Telessaúde A telessaúde é um componente essencial da saúde digital, tendo sido regulamentada, principalmente, a partir de 2020 e da promulgação da Lei nº14.510/22, que adicionou oficialmente a modalidade de assistência à realidade do Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse cenário, os benefícios do uso dessa tecnologia se tornaram evidentes para toda a sociedade, tendo a TI como principal facilitadora desse serviço. Isso se dá pelo desenvolvimento, manutenção e melhoria das inovações da área, como videoconferências, aplicativos móveis e plataformas on-line que permitem consultas médicas a distância, com acesso rápido a cuidados de saúde, especialmente em áreas remotas.  A TI na saúde digital aumenta a acessibilidade aos serviços da área, além de refletir na mitigação da sobrecarga dos sistemas de saúde físicos. 5) Inovação e segurança A TI não apenas possibilita inovações na prestação de cuidados de saúde, como desempenha um papel crucial na segurança dos dados do paciente.  A conformidade com regulamentações, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assegura a privacidade e a integridade das informações de saúde, que são, inclusive, consideradas sensíveis. Profissionais de TI na área de saúde são essenciais para implementar medidas robustas de segurança cibernética e para garantir a conformidade com as normas legais. 6) Profissional de saúde como analista Com o avanço da saúde digital, espera-se que os profissionais de saúde adotem uma postura mais analítica e crítica em relação aos dados de saúde.  Assim, o entendimento e a interpretação de informações digitais tornam-se habilidades fundamentais, pois permitem que os profissionais forneçam cuidados personalizados e baseados em evidências. Nesse contexto, os colaboradores de TI desempenham outra função de destaque: a de implantar tecnologias e suporte para sua operação, auxiliando os profissionais de saúde a utilizarem as ferramentas adequadamente e a interpretarem melhor os dados coletados em larga escala.   ____________________ De maneira geral, a TI desempenha um papel crucial na transformação da saúde digital ao proporcionar melhorias substanciais na eficiência, acessibilidade, inovação e segurança dos serviços da área.  A colaboração contínua entre profissionais de saúde e especialistas em TI impulsiona ainda mais a revolução na assistência médica. ❗Leia também: 8 dicas para iniciar na carreira de programação em 2024  O que você precisa para ingressar na área da saúde digital sendo um profissional de TI? Assim como em outros campos da TI, a capacitação representa o primeiro e o mais importante passo para os profissionais que desejam ingressar na área de desenvolvimento de soluções de saúde digital. Afinal, para esses colaboradores, são exigidos não só o conhecimento técnico em inovação e transformação digital, mas a compreensão do mercado de saúde e das singularidades das redes de atendimento no Brasil.  Sabendo disso, a Escola Superior de Redes, uma instituição de referência em ensino e aprendizado de tecnologia, preparou o webinar “Saúde digital e as possibilidades de projetos para a transformação digital” para discutir o tema com profundidade, com base em falas de agentes de referência tanto em tecnologia quanto em saúde. No evento, gratuito e on-line, você encontra um balanço dos resultados da primeira iniciativa de capacitação de saúde digital, oferecida pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A iniciativa objetiva a capacitação de profissionais de saúde, gestores administrativos e gestores de tecnologia da informação em relação ao potencial da saúde digital.  Ao participar desse webinar, você tem a oportunidade de conhecer alguns dos mais de 50 projetos elaborados pelos alunos do Programa de Atualização Profissional em Saúde Digital (PAP-SD) e entender os caminhos para o desenvolvimento de ações de capacitação de recursos humanos na área da saúde digital. Assista o webinar completo aqui!


    15/02/2024
  • Comandos Linux
    Administração de Sistemas

    O que são comandos Linux e como reproduzi-los em um só clique

    De acordo com o Fortune Business Insights, o mercado Linux chegará a US$ 15,64 bilhões globais até 2027. O sistema operacional se destaca por ter código aberto e por estar presente nas mais variadas aplicações.  Por sua popularidade, além da abrangente usabilidade, conhecer seus comandos torna-se essencial para a comunidade de desenvolvedores e demais profissionais de TI.  De maneira geral, os comandos Linux referem-se a instruções dadas ao sistema operacional Linux, em suas mais variadas distribuições, por meio de interfaces de linha de comando (CLI) ou de um shell invocado em ambiente gráfico (GUI).  Cada comando (programa) é representado por uma palavra-chave ou letras combinadas com significados específicos. Ao executá-los, o usuário interage com o SO de maneira eficiente e ágil.  O usuário digita o comando na CLI >>>> O comando é processado pela interface >>>> A instrução é realizada de acordo com a orientação do comando.  Ter em mente quais são os principais comandos Linux é uma mão na roda (ou no enter. Afinal, basta pressionar essa tecla para que o comando seja realizado), visto que isso poupa tempo de pesquisa e aprendizado sobre o SO.  Há três estruturas básicas para que esses elementos funcionem, como você pode ver a seguir: Três partes do comando Linux: Command Name (nome) – representa a regra que o usuário deseja executarFlag (opção) –  é um elemento modificador do comportamento padrão de um comando, da operação desse comando. São utilizadas quando o usuário deseja obter opções de ação adicionais ao comando original ou quer ajustar a sua execução de acordo com as necessidades do projeto. Normalmente, a sintaxe encontrada para esses casos é um hífen único (-) ou dois deles (–).Argument (parâmetro) – adiciona informações ou contexto aos comandos. Assim, a sintaxe básica dos comandos Linux apresenta-se na seguinte ordem: CommandName [opção/opções] [parâmetro(s)] Leia mais: Como se tornar um administrador de sistemas Linux  Como se sabe, um sistema operacional nada mais é do que um software que, para atuar, demanda uma interface entre os usuários e o hardware do computador.  De acordo com os últimos dados da W3Techs.com, ainda de 2023, os sistemas operacionais Linux eram a preferência em relação à hospedagem de sites em toda a web. Uso dos sistemas operacionais servidores 2023: Linux: 81,6%Windows: 18% A liderança do Linux entre os desenvolvedores se explica por várias razões: ter código aberto; reunir comunidades e fóruns com bastante conteúdo sobre o software por ele ter uma estrutura configurável; ser bastante personalizável e conter atualizações fáceis.  Assim, quanto mais conteúdo um profissional de TI consumir sobre essa tecnologia, mais bem preparado ele estará para o mercado.  A Escola Superior de Redes (ESR), líder e referência em ensino de tecnologia da informação há mais de 17 anos, desenvolveu um infográfico gratuito e exclusivo para que você aprenda os comandos Linux e os tenha sempre a um só clique.  >>>> Baixe agora o infográfico gratuito com os 50 principais comandos Linux! <<<<


    08/02/2024
  • Flexibilidade no trabalho
    RH

    O home office acabou? Saiba como gerenciar a flexibilidade de trabalho na tecnologia

    Ainda faz sentido adotar a flexibilidade de trabalho para o segmento da tecnologia? Desde que a pandemia foi mitigada, possibilitando, gradativamente, o retorno aos escritórios, gestores de RH têm se feito essa pergunta.  Embora não seja possível chegar a uma conclusão taxativa, avaliar o cenário pode ser um caminho interessante para definir a modalidade ideal para a sua empresa. Por aqui vamos ajudar você nesse percurso. Você vai ler:  O cenário das diferentes modalidades de trabalho  A década de 1980 marcou os primeiros registros da experimentação do teletrabalho no meio corporativo, muito antes dos avanços digitais. Na época, a empresa vanguardista de computação IBM decidiu alocar uma equipe de cinco integrantes para trabalhar a distância. Pouco tempo depois, cerca de três anos, esse número chegou a quase 2 mil funcionários. Era o anúncio do que estava por vir.  Com o surgimento da internet, o que antes representava um teste, se popularizou a tal ponto que passou a fazer parte da rotina das organizações, sobretudo das empresas relacionadas com a tecnologia. Com a pandemia, quem ainda não havia experimentado o modelo foi obrigatoriamente condicionado a ele, agora em um contexto mais tecnológico e digital. Assim, os entraves que antes podiam fazer parte dessa dinâmica foram minimizados pela alta capacidade de comunicação da era da informação.   Desde então, a flexibilidade no trabalho representa uma das principais demandas dos colaboradores e uma preocupação para as empresas.  Na 24ª edição do Índice de Confiança Robert Half (ICRH), que entrevistou 1.161 pessoas, a modalidade presencial encontrou maior resistência por parte dos profissionais. Deles, 76% disseram ter no trabalho híbrido a alternativa ideal, enquanto 38% afirmaram que, caso houvesse retorno integral ao escritório, estariam motivados a buscar outras oportunidades.  Os dados evidenciam a discrepância de posicionamento entre quem contrata e quem é contratado, visto que diversas marcas relevantes no mercado têm voltado atrás na concessão do home office.  Mesmo em divergência, as duas pautas são tendência no contexto moderno e precisam ser analisadas. Os profissionais não pretendem retroagir e passar mais dias nos escritórios. Por sua vez, as empresas questionam a produtividade do anywhere office. O caminho, talvez, seja encontrar um meio-termo. Ao menos, é o que as pesquisas apontam.  O estudo Tendências e Perspectivas do Trabalho da WeWork, que entrevistou 10 mil trabalhadores latino-americanos, sendo 3 mil deles brasileiros, identificou que a modalidade presencial aumentou de 10% para 18%. O mesmo documento apontou também que 94% dos trabalhadores entrevistados não gostariam de trabalhar exclusivamente de maneira presencial, e para 64% dos brasileiros, a resposta e a preferência seriam a adoção do modelo híbrido de trabalho. Por outro lado, um relatório do Boston Consulting Group, que acompanhou 554 companhias que empregam mais de 26 milhões de trabalhadores, observou que a receita das empresas que são mais flexíveis cresce quatro vezes mais em comparação com aquelas que são mais rigorosas com a questão “presença em escritórios”. Um dos motivos apontados para o resultado foi a retenção de talentos, além da viabilidade de uma equipe multidisciplinar e multicultural, visto que o remoto dispensa que todos sejam de um só lugar.  Diante disso, é importante que o RH e os demais líderes optem pelo modelo de trabalho que se adapte melhor à realidade do negócio, ao potencial para encontrar profissionais qualificados e, claro, às singularidades do seu segmento.  Essas são apenas algumas perguntas que os gestores de RH precisam ter em mente antes de fixar um posicionamento preferencial de trabalho em TI.  Cada modalidade está associada a benefícios e desvantagens, entretanto, é preciso ter em mente que a relação empresa × trabalhador é indissociável e de dependência. Uma parte não existe sem a outra. Portanto, a escolha deve ser atrativa para os dois agentes da equação.  Você também pode gostar: A gestão de pessoas como pilar fundamental para o futuro do trabalho em TI  Como gerenciar equipes remotas de TI Liderar times remotos de TI é entender as especificidades desse modelo de vaga. Por isso, é válido discutir com a empresa o motivo da abertura desses postos de trabalho, o que se espera com eles e quais serão as metodologias aplicadas para assegurar a qualidade dos serviços, entre outros questionamentos. Depois disso, algumas outras orientações podem auxiliar a equipe de gestão de pessoas a lidar com o panorama de atividades remotas: 1) Promova transparência: é o elemento-chave;2) Gerencie a equipe com o auxílio da tecnologia; 3) Garanta as condições ideais de trabalho;4) Realize reuniões quando necessário.  Por aqui, no blogpost Como liderar times remotos de TI para resultados surpreendentes?, destacamos outras medidas para gerenciar equipes de TI de forma estratégica mesmo que elas não estejam no escritório.  Quatro dicas para tornar o trabalho presencial mais atrativo no segmento da tecnologia No dinâmico universo da tecnologia, no qual a flexibilidade, muitas vezes, é uma peça-chave, tornar o trabalho presencial atrativo requer uma abordagem estratégica.  Ao equilibrar a necessidade de interações pessoais com a natureza inovadora do setor, algumas práticas podem transformar o ambiente de trabalho físico em um espaço colaborativo e produtivo. Dica 1 – Solicite a presença do colaborador quando for realmente necessário No contexto moderno digital, a presença física no escritório deve ser orientada pela necessidade real de interação face a face. Permitir flexibilidade no local de trabalho, exigindo a presença para os casos em que há demanda para tal, permite que os colaboradores aproveitem ao máximo o seu tempo e recursos. Dica 2 – Use os momentos em que todos estão na empresa para construir soluções colaborativas A eficácia do trabalho em equipe, muitas vezes, atinge o seu ápice quando os colaboradores estão reunidos no mesmo espaço físico.  Aproveitar esses momentos para sessões de brainstorming, reuniões estratégicas e atividades colaborativas pode impulsionar a inovação e fortalecer os laços entre os membros da equipe. Dica 3 – Aposte em treinamentos produtivos A aprendizagem contínua é essencial no campo da tecnologia, área em constante evolução. Oferecer treinamentos presenciais altamente relevantes e produtivos pode proporcionar aos colaboradores uma oportunidade valiosa para adquirir novas habilidades, compartilhar conhecimento e otimizar a coesão da equipe. Dica 4 – Crie um ambiente de trabalho atrativo O ambiente físico do escritório desempenha um papel crucial na satisfação e produtividade dos colaboradores. Investir em um espaço de trabalho inspirador, equipado com tecnologia de ponta, áreas de colaboração e comodidades modernas, contribui para a criatividade e o bem-estar dos colaboradores. Leia também: As habilidades mais valorizadas no mercado de trabalho de tecnologia da informação ______________________________ ESR: uma nova forma de gerenciar times de TI Seja na modalidade remota, híbrida ou presencial, a Escola Superior de Redes (ESR) auxilia gestores de RH e os demais líderes a adotarem abordagens estratégicas para o gerenciamento de equipes de tecnologia.  Na Consultoria Educacional, a ESR oferece estratégias de aprendizagem corporativas elaboradas de acordo com os objetivos e as necessidades de cada empresa. A solução ajuda gestores de TI e de RH a otimizar os recursos investidos no desenvolvimento profissional das equipes e gerar resultados mais assertivos e alinhados com os objetivos da empresa. Entre em contato com o nosso time para saber mais sobre a Consultoria Educacional!


    01/02/2024
  • desenvolvimento de aplicativos móveis
    Desenvolvimento de Sistemas

    Tipos de desenvolvimento de aplicativos móveis: qual é o melhor e como aprender?

    O desenvolvimento de aplicativos móveis é uma das principais atividades do cenário de tecnologia da informação (TI). Isso porque quanto mais a sociedade se conecta à rede, sobretudo por meio de smartphones e tablets, maior a demanda por esse tipo de inovação.  Segundo o Washington Post, até o segundo semestre de 2014, 40% dos 7 bilhões de habitantes do planeta tinham acesso à internet. Nove anos depois, em 2023, de acordo com o Global Overview Report Digital, o marco é de 5,16 bilhões de pessoas, o que representa 64,4% da população mundial. No Brasil, a porcentagem chega a 84,3%.  Nesse cenário, as estatísticas relacionadas com o uso do mobile no país registraram 221 milhões de conexões realizadas nessa modalidade. Além disso, como 97,1% dos usuários da internet no Brasil utilizam celulares, a implementação de aplicativos e sites adaptados ao formato é uma necessidade contínua. Para que você esteja pronto para atuar no mercado de desenvolvimento de aplicativos móveis, em forte expansão, separamos, a seguir, os quatro modelos principais da prática, além de uma indicação certeira para dar o start em sua especialização.  ➡️ Leia também: 8 dicas para iniciar na carreira de programação em 2024 Quatro modelos de desenvolvimento de aplicativos móveis  Existem quatro diferentes formas de elaborar um aplicativo móvel, com ferramentas e capacidades distintas. Veja abaixo:  1) Aplicativos Nativos  Os aplicativos nativos são criados com base nos recursos, no ambiente de desenvolvimento e na linguagem de determinado fabricante do sistema operacional (SO) do dispositivo móvel.  Por isso, por ser uma das modalidades em que o desenvolvimento está dentro do ecossistema do fabricante do SO, há alta qualidade final na interface e bom desempenho do aplicativo.  É indicado para projetos que demandem atributos mais robustos e de excelente padrão.  Ferramenta utilizada: Xcode Linguagem de programação: Objetive-C ou Swift Ferramenta: Android Studio  Linguagem de programação: Java ou Kotlin (permite C e C++) Como principais vantagens dessa modalidade estão os recursos e o suporte disponibilizados pelo fabricante, que contam com toda a infraestrutura de gigantes do mercado. Entretanto, a portabilidade do desenvolvimento é dificultada, exigindo um novo projeto para cada uma das plataformas Android ou iOS. 2) Aplicativos Híbridos  Os aplicativos híbridos buscam aliar os recursos de navegadores web com alguns outros nativos do próprio aparelho, representando uma modalidade intermediária entre a anterior e a próxima.  Na prática, esses recursos são executados e renderizados por um componente WebView integrado a um aplicativo nativo de cada plataforma, o que dá ao usuário uma falsa impressão de que se trata de um aplicativo nativo.  Para seu desenvolvimento, são utilizados frameworks como o Icon, Flutter, Quasar e o React, sendo o último uma biblioteca em JavaScript para a construção de interfaces de usuários.   SDK (Software Development Kit) Linguagens de programação: HTML, JavaScript e CSS SDK (Software Development Kit) Linguagem de programação: Dart SDK (Software Development Kit) Linguagens de programação: HTML, JavaScript e CSS A vantagem, nesse caso, é a portabilidade do projeto desenvolvido, por causa do único código executável tanto em Android quanto em iOS, além da mitigação de custo da operação. Porém, seu desenvolvimento conta com as limitações típicas de uma página de web acessada por meio de um dispositivo e, por isso, o desempenho é inferior à modalidade nativa. 3) Aplicativos Web App Os aplicativos Web App referem-se a um site responsivo que se comporta tal qual um aplicativo.  Ao identificar que o acesso ao site se dá por meio de um smartphone, o servidor de uma empresa, que utiliza o Web App, consegue enviar uma versão mobile adaptada ao formato.  Entre as características positivas do modelo estão a responsividade e a ausência de ocupação de memória dos aparelhos, sem que haja dependência de downloads. Já como ponto negativo há o acesso limitado aos recursos do dispositivo, bem como um funcionamento dependente de conexão com a internet.  Ainda assim, como são mais baratos e fáceis de desenvolver, são indicados para objetivos relacionados com a presença on-line do mobile.  Linguagens de programação: HTML, CSS e JavaScript, por meio dos frameworks indicados também para aplicativos híbridos.  4) Aplicativos Progressive Web Apps Os aplicativos Progressives nada mais são do que a evolução dos Web Apps que agregaram funcionalidades antes restritas. É o caso de:  A nomenclatura do modelo se dá visto que ele, progressivamente, incorpora as funcionalidades à medida que o usuário utiliza a tecnologia, aproximando-se, gradativamente, dos aplicativos nativos.  Cabe ressaltar que, quanto às desvantagens, alguns desses navegadores web que comportam o Progressive App não oferecem suporte às funcionalidades citadas anteriormente. Entretanto, a tendência é que, com o avanço das transformações digitais, essa capacidade seja ampliada e torne-se homogeneamente distribuída.  ➡️ Leia também:  Administração de sistemas e transformação digital: como os profissionais de TI podem se preparar para as demandas do mercado  ____________________________ A escolha por um modelo de desenvolvimento de aplicativo em detrimento de outro vai sempre depender da avaliação de critérios específicos – como a necessidade e a disponibilidade de orçamento – e das características do projeto. Todas representam uma possibilidade para casos diferentes. Pergunte-se sobre os objetivos do projeto de desenvolvimento do aplicativo e oriente o seu de acordo com essa demanda. Como aprender desenvolvimento de aplicativos móveis? A  Escola Superior de Redes (ESR) é referência em ensino na área de tecnologia da informação, tendo como uma de suas principais trilhas a aprendizagem de processos com aplicativos móveis.  A metodologia é hands-on nas modalidades EaD ou presencial, que se adaptam à sua rotina e necessidade.  >> Veja todos os cursos dessa trilha aqui e escolha seu próximo treinamento na área!ESR – especialista em desenvolver sua carreira em TI. ____________________________


    25/01/2024