5 desafios comuns de projetos de rede e como os profissionais de TI podem driblá-los

Desafios comuns em Projetos de Rede

Quando se fala nos desafios comuns de projetos de rede, parte-se do entendimento de que essa é uma prática complexa e crucial para o funcionamento estratégico e seguro de sistemas de tecnologia da informação. 

Por meio dos conhecimentos multidisciplinares necessários para que um projeto de rede seja bem estruturado se infere a complexidade do tema e de suas questões. Assim, um profissional de TI especialista nessa função precisa compreender as noções básicas de um conjunto de atividades e etapas essenciais para aprimorar uma rede de TI. É o caso, por exemplo, do entendimento de topologia, equipamentos envolvidos nesses trâmites, protocolos, serviços de segurança e compliance, além de ferramentas e metodologias que atendam às necessidades de comunicação e de compartilhamento dos recursos de uma empresa. 

Nesse sentido, superar problemas e situações de alerta parece, muitas vezes, um caminho tortuoso para os profissionais de TI. Entretanto, existem formas de clareá-lo. 

O presente artigo visa exatamente responder, de maneira objetiva, como profissionais de TI podem se desvencilhar dos desafios comuns de projetos de rede. 

Você vai ler aqui:

  • Quais as fases de um projeto de rede; 
  • O que um profissional de projetos de rede deve saber; 
  • 4 desafios comuns em projetos de rede e como superá-los.

Quais as fases de um projeto de rede? 

De maneira geral, embora precisem ser observados à luz das especificidades de cada organização, podendo ser moldados para atender melhor a essas diferenças, os projetos de rede costumam ser estruturados mediante uma abordagem sistemática que envolve etapas como:

  • Análise de requisitos – quando se identifica quais as necessidades de rede da organização; qual o estado da atual rede; o que é essencial em termos de capacidade, disponibilidade, velocidade, alcance geográfico, modalidades de dispositivos, segurança e desempenho.
  • Planejamento – momento em que se traça uma estratégia geral para a rede, indicando qual seria a tecnologia adequada. Por exemplo, observação de cabeamento e as demais ferramentas de rede, tais quais servidores, roteadores e switches. É importante também definir os alicerces da arquitetura de rede, levando em conta tópicos como segmentação, endereçamento IP, redundância etc.
  • Projeto lógico – diagramação e um possível modelo de rede, o qual deve indicar os componentes necessários para que o projeto seja executado na prática, além de suas interconexões.
  • Projeto físico – reflexão, quando necessário, sobre os espaços físicos que receberão os equipamentos de rede, com análise de espaçamento, refrigeração e existência de geradores, entre outras possibilidades.
  • Implementação – fase efetivamente direcionada à aplicação do projeto, ou seja, instalar e configurar dispositivos de rede baseados no projeto. A ação pode incluir a configuração de endereços IP; a criação de VLANs; o estabelecimento de conexões de rede; a configuração de recursos de segurança e de identificação de ameaças; as ferramentas que otimizam a rede na nuvem etc.
  • Mensuração – é necessário checar e testar se o projeto encontra respaldo na prática. Dessa forma, os projetos de rede precisam contar com etapas que verifiquem a rede e garantam que ela esteja operando conforme o esperado pelo escopo do projeto. Há diversos testes que podem ser executados nessa fase, como os de desempenho e conectividade.
  • Registro – por fim, todo projeto de rede deve ser documentado e permitir a gestão de conhecimento do percurso e implementações a fácil acesso, para prevenção de erros futuros e também para abordagem preventiva e não reativa.  

Os projetos de rede podem ser direcionados para fins diversos e diferentes, como a construção de uma nova rede, expansão de uma já existente ou sua atualização. Para todos os objetivos, é essencial seguir protocolos e processos estruturados capazes de permitir ao profissional de TI aprimorar constantemente sua metodologia, inserindo, modificando e/ou atualizando o que for pertinente a cada organização. 

Quando o projeto de rede é bem estruturado, a rede da organização ganha em desempenho e fica menos suscetível aos crimes cibernéticos.

👉 Leia também: Guia Segurança de redes: o que é, para que serve e tipos existentes

Sou profissional de TI e quero me especializar em projeto de rede. Quais conhecimentos preciso buscar? 

Como dissemos anteriormente, um projeto de rede aborda diversas áreas da TI, afinal, estrutura a rede de uma empresa. 

 Por isso, é indicado que o profissional reconheça alguns conceitos como: 

  • Serviços de rede;
  • Segurança de rede;
  • Roteamento;
  • Switching; 
  • Sub-redes;
  • Endereçamento IP;
  • Topologias; 
  • Protocolos de rede.

Adquirir especialização em todas essas frentes isoladamente pode não ser possível por causa do alto investimento de tempo e recursos. Por isso, uma alternativa é buscar capacitação e cursos que proponham uma abordagem completa e direcionada para a compreensão prática da área como um todo. 

👉 Conheça aqui a trilha otimizada de conhecimentos sobre Administração e Projetos de Redes da Escola Superior de Redes

5 desafios comuns em projetos de rede e como superá-los

Por fim, chegamos aos principais desafios relacionados com o exercício da projeção de redes. Confira!

1) Não implementar o mindset DevSecOps

Dentre os principais enganos de projetos de rede e da estruturação de operações de TI em geral está a não implementação de uma cultura DevSecOps, na qual tanto desenvolvedores quanto administradores de rede se preocupam com a nova tendência voltada para as plataformas cloud native e cloud computing, bem como as situações fáticas, como a sofisticação dos cibercrimes e de malwares, e a necessidade de adequação das empresas às regulamentações legais

O grande objetivo de uma mentalidade DevSecOps, ou no mínimo DevOps, é garantir adaptabilidade da TI às demandas velozes de transformação do mercado e à velocidade dos lançamentos. 

Unir desenvolvimento e operação em processos integrados e automatizados em um mesmo fluxo, inclusive em uma análise de âmbito de rede, é um grande diferencial dos negócios.

Para mitigar esse problema, a empresa pode investir em estratégias de comunicação dessa cultura, promovendo sua absorção. Também pode designar equipes técnicas e especializadas em segurança e desenvolvimento, além de prever e disponibilizar um orçamento específico para a tarefa no início do exercício financeiro. Incentivar a integração das equipes de trabalho também é importante. 

2) Planejamento inadequado 

Abordamos por aqui que uma das fases do projeto de rede está conectada ao planejamento do que será estruturado. 

É comum que essa etapa seja realizada de forma insuficiente ou inadequada, muitas vezes, ignorando/negligenciando pontos importantes, como requisitos, capacidade futura, complexidade e o não detalhamento de possíveis falhas de segurança. 

Um caminho para driblar esse que é um dos desafios comuns em projetos de rede é estipular que as fases iniciais do escopo terão mais tempo e serão observadas por mais de um profissional, visando à contribuição plural de percepções acerca de estabilidade, da segurança da rede, de dados e da informação.  

3) Incompatibilidade 

Quando o projeto de rede é utilizado para a atualização ou expansão de uma rede já existente, é comum o fenômeno da interoperabilidade. Isso significa dizer que pode haver diferentes protocolos, configurações e versões de software disponíveis na rede e, por isso, uma incompatibilidade de funcionamento entre eles. 

Uma das possibilidades de reduzir esse desafio comum em projetos de rede é, antes da implantação do escopo, conduzir testes que chequem a interoperabilidade. Ou seja, verificar a compatibilidade de dispositivos, sistemas operacionais e protocolos, por exemplo.

É válido lembrar que essa é uma tarefa constante e que demanda atualização persistente para que se tenha certeza de que todos os componentes da rede são capazes de se comunicar adequadamente. 

4) Gerenciamento de mudança e desempenho 

Com a necessidade de crescimento da rede e da mudança do projeto original, a demanda por adaptabilidade e harmonia entre os componentes também evolui, assim como por largura de banda e pelo alto desempenho. 

Lidar com mudanças sem que haja um plano especificado para elas pode ocasionar interrupções e os desafios mencionados acima – incompatibilidade e perdas de dados. Além disso, a latência é comprometida, há congestionamento e perdas de pacotes de informações codificadas, o que pode prejudicar a eficiência e a qualidade do projeto. 

Para que isso não ocorra, é indicado manter a documentação do projeto e das mudanças atualizado, bem como é necessário, de fato, ter uma rotina de testes programada. Em outras palavras, monitorar o desempenho, a necessidade de mudança e registrar tudo de forma processual é imprescindível. Ajustar configurações de QoS também pode contribuir para a mitigação dessa problemática.  

5) Não se atentar à importância da fase de gerência de rede

Um dos principais desafios de projetos de rede é capacitar o profissional responsável para a etapa da gerência de rede. 

Depois da implantação de um projeto, é necessário monitorar seu funcionamento e o da rede, sob pena de, caso a etapa seja negligenciada, ocorrerem problemas que comprometam a qualidade do serviço (QoS | Quality of Service) e provoquem uma degradação do funcionamento da rede. Assim, é fundamental ter atenção à fase de monitoramento do comportamento da rede, com adequação das falhas, correção dos processos quando necessário e investimento em melhorias contínuas. 

Investir na capacitação profissional é um meio para driblar essa problemática, uma vez que uma equipe técnica será capaz de estruturar a gerência e saber o que fazer quando encontrar uma inconsistência. 

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Para todos os diferentes desafios comuns em projetos de rede há uma dica de ouro: investimento em capacitação técnica para saber reconhecê-los e, com isso, traçar estratégias para superá-los de forma ágil e que cause menos prejuízos à organização. 

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